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terça-feira, outubro 06, 2020

Complicado

Vencemos o Farense na Luz por 3-2 no domingo e estamos neste momento isolados à frente do campeonato, mercê da fantástica vitória do Marítimo em Mordor (pelo mesmo resultado) no dia anterior. A lagartada, que tem o jogo em atraso da 1ª jornada, é a única equipa que ainda pode fazer o pleno de vitórias.
 
Depois das boas exibições em Famalicão e frente ao Moreirense, esperava-se alguma continuidade nesta partida, mas isso não veio a suceder. Com a saída do Rúben Dias e a lesão do Vertonghen, o Jesus faz alinha o Jardel e em estreia absoluta o Otamendi. O Farense fez um óptimo jogo, bastante desinibido e a criar-nos muitas dificuldades. Mesmo assim, chegámos à vantagem logo aos 15’ num remate do Pizzi que ainda foi desviado por um defesa, depois de uma perda de bola dos algarvios e rápida jogada do Rafa, que assistiu o nº 21. Pensei que o mais difícil estava feito relativamente cedo, o que seria um bom tónico para o resto do encontro. Puro engano! O Farense reagiu muito bem e, não fosse uma óptima defesa do Vlachodimos a um cabeceamento, teria chegado à igualdade ainda antes do intervalo. Quanto a nós, as combinações atacantes não saíram com o esclarecimento das duas jornadas anteriores e, por conseguinte, não conseguimos criar tantas oportunidades.
 
Na 2ª parte, entrámos ainda pior do que na 1ª e o Farense chegou à igualdade logo aos 54’. Erro tremendo do Otamendi a pisar um adversário que o VAR puniu com penalty, o Vlachodimos defendeu dois(!) do Ryan Gauld (o primeiro foi mandado repetir por supostamente ter saído da linha de baliza) e, na sequência do canto, o Lucca cabeceou à vontade para o 1-1. Desconcentrámo-nos por completo e só não ficámos a perder pouco depois, porque o Gauld estava em fora-de-jogo quando fez a assistência para golo. Entretanto, já tinham entrado o Pedrinho, Weigl e Seferovic para os lugares do Rafa, Gabriel e Waldschmidt. O Farense continuou por cima, sendo que finalmente a cerca de 25’ do final acordámos. Apesar disto, não criámos assim tantas oportunidades até nos termos colocado novamente em vantagem aos 79’ numa fantástica cabeçada do Seferovic a centro teleguiado do Grimaldo. E foi mesmo o suíço a bisar aos 87’, com um remate enrolado que ainda bateu no poste, depois de uma assistência do Darwin, que não foi egoísta dado que estava em boa posição para marcar. Até final, ainda sofremos mais um golo já na compensação, quando o Otamendi perdeu a bola em zona proibida (embora tenha sido mais que falta a que o Sr. Tiago Martins e o VAR Sr. Vasco Santos fizeram vista grossa) e o Patrick não teve dificuldades em marcar isolado.
 
Em termos individuais, destaque para o bis do Seferovic que foi essencial para a vitória e para o Vlachodimos por ter segurado essa mesma vitória com algumas intervenções importantes. Os restantes jogadores não fugiram muito da mediania e uma menção especial para a estreia do Otamendi, que fez uma 1ª parte com cortes que eu não via desde o Gamarra, mas uma 2ª para esquecer, tendo estado ligado aos dois golos do adversário.
 
O campeonato irá agora parar para as selecções e esperemos que as boas exibições regressem quando voltar. Sim, o Farense jogou bastante bem (mérito para o treinador Sérgio Vieira), mas uma caída assim tão a pique na qualidade do nosso jogo em apenas uma semana não deixa de causar apreensão.

1 comentário:

joão carlos disse...

O mais preocupante disto para além da exibição que foi pior do que muitas que existiram nos anos anteriores com outros treinadores, mas a bazofia tem destas coisas, é que dois dos três que marcamos foram em transições rápidas, tal como no jogo anterior em que um foi numa bola parada e outro numa transição rápida, demonstrando, para já, uma completa incapacidade para concluir jogadas em ataque posicional e considerando que grande parte dos nossos jogos se desenrolam nestas circunstancia é deveras preocupante.
Mas lá conseguimos nos últimos quinze minutos da partida voltar a dominar e a ter oportunidades porque eles arriscaram tirando um trinco para meter um avançado e a partir dai perderam o meio campo que até ai dominavam porque na prática nós só lá tínhamos um jogador porque o outro apenas faz de corpo presente, curioso é que o treinador no fim disse que nunca tínhamos conseguido ter superioridade no meio campo mas depois a conclusão dele é que precisávamos de mais um defesa, fantástico.
Pelos vistos continua a senda das bolas paradas defensivas, é verdade que para já temos consentido muito menos lances destes, sobretudo cantos, mas as dificuldades e os erros quer individuais quer colectivos continuam todos lá e se alguns são devido ás características dos jogadores, por exemplo baixa estatura e incapacidade do guarda redes nas bolas pelo ar, que só terão solução com outros jogadores também ao nível colectivo não temos vistos que se tenha melhorado alguma coisa sequer.