sábado, março 14, 2026
Para o ano há mais (ou talvez não...)
Empatámos 2-2 em casa frente ao CRAC no passado domingo e dissemos adeus de vez às (poucas) esperanças que tínhamos em voltar a conquistar o campeonato. Continuamos a sete pontos deles, mas felizmente a lagartada empatou (também 2-2) em Braga e mantivemos os três pontos de atraso para estes. Portanto, até final da temporada, o nosso foco vai ser tentar o segundo lugar, para podermos tentar ir novamente à Champions.
Na partida mais importante do ano, entrámos pessimamente, chegámos ao intervalo a perder 0-2, mas ainda resgatámos o empate perto do final. Contas feitas, dos 90’ do jogo, jogámos 25’. Assim, não há objectivos que aguentem...! Na 1ª parte, levámos um banho de bola do CRAC, muito por causa de estarmos a alinhar com um meio-campo que já não era titular há séculos (Barrenechea e Ríos). Em especial o argentino, faz-me chorar sempre que o vejo com saudades do Florentino. Este tinha a fama de “não saber fazer um passe”, mas ao menos não dava descanso aos adversários. Trocámo-lo por um que não sabe fazer nem uma coisa, nem outra! Uma falha clamorosa dele de marcação ao Froholdt aos 10’ resultou no 0-1, com o Trubin a ajudar num enorme frango ao devolver ao dinamarquês um remate fraco deste, coisa que não repetiu na recarga, como é óbvio. Tentámos responder, mas o Diogo Costa lá foi resolvendo com maior ou menor dificuldade e tivemos pouca sorte um livre directo marcado superiormente pelo Schjelderup, que saiu muito perto do poste. No entanto, uma inadmissível falha de posicionamento provocou um contra-ataque aos 40’ do Pietuszewski, que ficou um-para-mim com o Otamendi, partiu-lhe os rins e fuzilou o Trubin. Ao intervalo, eu estava perfeitamente convencido que iria ter o pior aniversário de sempre, ainda por cima sendo uma conta redonda...!
Na 2ª parte, o Farioli, que não é parvo, tirou os dois amarelados, mas nós só começámos a jogar a partir dos 65’ com as nossas substituições. Entraram o Lukebakio e o Ivanović e saíram o Prestianni e a nulidade Rafa. O belga começou logo a mostrar serviço ao fazer a jogada do 1-2 aos 70’, com um remate ao poste para o Schjelderup na recarga voltar a dar-nos esperança. Excelente reacção do norueguês ao remate do colega, que lhe permitiu antecipar-se a um defesa e fazer o golo. O croata também entrou muito bem, bastante mais combativo do que o mole Rafa (não é nada difícil, convenhamos...), que é bom que passe uns tempos no banco, porque se arrisca a tornar-se um pária na equipa. O nosso forcing final só deu para igualar o jogo, com um magnífico centro do Ivanović na direita para o entretanto entrado Leandro Barreiro concluir muito bem na área, num remate todo no ar. O último lance do encontro, entre o Diogo Costa e o Pavlidis, seria (não tenho dúvida nenhuma!) penalty se fosse ao contrário ou se fosse a favor da lagartada. Como foi a nosso favor, é legítimo um guarda-redes rasteirar um adversário se tiver a bola ao seu alcance... Estamos sempre a aprender...!
O Schjelderup voltou a ser de longe o melhor do Benfica, bem secundado pelo Dahl, cuja subida de rendimento ao longo da temporada é de enaltecer. Ao invés o Pavlidis já conheceu melhores dias, mas espero que comece a fazer dupla com o Ivanović, que tem tido muito pouco tempo de jogo ultimamente, mas mesmo assim não tem entrado nada mal. O Rafa terá feito das piores exibições de sempre com a camisola do Benfica e pura e simplesmente já devia saber que não se pode encarar os jogos contra o CRAC com aquele estado de espírito... O Barrenechea também é outro que está claramente a mais na equipa e todos suspiramos pelo regresso rápido do Aursnes.
NOTA FINAL:
Termino este post, dizendo o seguinte: estamos em meados de Março e só temos o objectivo financeiro (Champions) por que lutar. Vamos terminar a temporada com uma Supertaça conquistada. É manifestamente pouco para o investimento que fizemos e as expectativas que tínhamos.
Como terão reparado as pessoas que ainda têm a pachorra de ler os meus posts, estes têm sido cada vez mais distantes dos dias dos jogos e, nalguns casos, no próprio dia do jogo seguinte (como é o caso deste). Estou assoberbado de trabalho, que não me tem deixado nem tempo, nem disposição para escrever sobre os jogos do Benfica no timing devido.
Isto, juntamente com esta época muito frustrante que estamos a viver, levou-me a tomar a decisão de pausar este blog até final da temporada. Ando sempre a correr atrás do prejuízo e isto está a causar-me (inútil) stress. Não é um adeus definitivo, porque o blog continuará aberto e disponível, mas depois de 22 anos consecutivos a escrever sobre os jogos do Benfica, é altura para parar por uns tempos. Voltarei aqui quando se justificar.
Obrigado a todo(a)s (mesmo aos haters!) por terem seguido isto e até já.
sexta-feira, março 06, 2026
Complicado
Vencemos na passada 2ª feira o Gil Vicente em Barcelos (2-1) e vamos para o clássico no próximo domingo a sete pontos do CRAC (3-1 em casa ao Arouca, com um golo em claro fora-de-jogo e um penalty inventado...! Nada mau...! Nomes a reter: Sr. Iancu Vasilica e VAR Vítor Ferreira), com a lagartada a manter-se três à nossa frente (3-0 em casa ao Estoril).
Perante uma das melhores equipas do nosso campeonato, que está num excelente 5º lugar, e depois de um jogo europeu, era com natural apreensão que encarava este jogo e a 1ª parte veio confirmá-la, porque estivemos longe de ter o ritmo desejável e fomos muito lentos. De tal forma, que só num lance do Rafa criámos perigo durante os primeiros 30’, com o guarda-redes a defender para canto, depois de uma jogada do Pavlidis na direita. Houve uma cabeçada do Schjelderup que entraria certamente, mas um defesa interceptou a bola. No entanto, aos 35’, inaugurámos mesmo o marcador, num canto do Aursnes para cabeçada do António Silva, com o Pavlidis ainda a fazer-se à bola, mas a não tocar e desorientando o guarda-redes Lucão. Logo a seguir, o Pavlidis poderia ter alargado a nossa vantagem, mas atirou de peito(!) ao poste.
Na 2ª parte, pura e simplesmente esquecemo-nos de regressar dos balneários...! Como tal, o Gil Vicente aproveitou para restabelecer a igualdade logo aos 51’ pelo Héctor Hernández, que, aproveitando um lançamento lateral em que ficámos todos a dormir, em especial o Otamendi, conseguiu com um toque subtil enganar o Trubin. No minuto anterior, já tínhamos tido a má notícia da lesão muscular do Aursnes, que o irá deixar de fora durante algumas semanas, tendo entrado o Barrenechea. E as coisas ainda poderiam ter sido piores, caso o Trubin não tivesse feito uma óptima defesa a um cabeceamento do mesmo Héctor Hernández num canto. No entanto, a nossa resposta foi boa e instalámo-nos no meio-campo contrário, não permitindo mais nenhumas veleidades ao Gil Vicente. O Schjelderup perdeu algum tempo de remate, mas centrou rasteiro com perigo, sem que ninguém tivesse aproveitado. Porém, foi mesmo o norueguês a desbloquear o jogo para nós, com o 2-1 feito aos 73’, já depois de o Mourinho ter colocado o Ríos e Lukebakio, não tendo tirado o Schjelderup (milagre!). Lance pela direita com centro do Dedic, o Rafa tentou um escorpião, que felizmente falhou e a bola sobrou para a esquerda, onde o Schjelderup com um excelente remate de pé esquerdo desfeiteou o guarda-redes contrário. Até final, ainda entrou o Bah, que ajudou a conter a reacção adversária e, perto do final, foi o Trubin novamente a estar em destaque defendendo um remate algo perigoso de fora da área.
Em termos individuais, óbvio destaque para o Schjelderup que foi de longe o melhor em campo. Ainda não foi desta que fez os 90’, mas a bem da verdade levou um amarelo logo a seguir ao golo e o Mourinho fez bem em trocá-lo pelo Bah. De qualquer forma, ele é neste momento o grande desequilibrador da equipa. Fiquei com a sensação que o Trubin poderia ter feito mais no golo, mas safou nitidamente outros dois. O Prestianni voltou à titularidade, depois do castigo por amarelos, esteve mexido, mas menos em destaque do que nos jogos anteriores. O Pavlidis continua a dar imensa luta aos adversários, mas não está a passar por uma boa fase em termos de concretização. Quando ao Rafa, ainda não entrou bem no ritmo da equipa. Bom jogo igualmente do António Silva, com a mais-valia de ter inaugurado o marcador. O Otamendi, ao invés, teve grandes culpas no golo sofrido.
No próximo domingo, iremos jogar o futuro desta temporada. Só uma vitória nos permitirá continuar a acalentar (algumas) esperanças de ainda podermos chegar ao título. Ainda por cima, nesse dia, isto fará 20 anos. Foi uma prenda imbatível, mas espero outra (quase) tão boa daqui a dois dias.
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