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sexta-feira, junho 25, 2021

Nos oitavos

Empatámos com a França na 4ª feira (2-2) e estamos apurados para os oitavos-de-final do Euro 2020. Mediante os resultados dos outros grupos, para conseguirmos o apuramento,  precisávamos de não perder por mais de três golos com os franceses, SE... a Hungria não ganhasse à Alemanha em Munique. Facto consumado, certo...? Errado! Porque não só a Hungria esteve a ganhar por duas vezes, como a Alemanha só conseguiu o empate (2-2) a seis minutos do fim. Ou seja, a coisa esteve muito tremida até final.
 
Ao contrário dos dois jogos anteriores, acho que neste até jogámos razoavelmente bem. Os franceses já estavam apurados e, por isso, não imprimiram uma pressão tão grande quanto os alemães. Claro que o facto de terem entrado o João Moutinho e Renato Sanches para o meio-campo ajudou bastante a que não apresentássemos só os andamentos ‘devagar e parado’ dos jogos anteriores. Inaugurámos o marcador aos 31’, quando o Lloris abalroou o Danilo (que teve de sair ao intervalo) num livre para a área. O Cristiano Ronaldo não perdoou. Com a Hungria já a ganhar à Alemanha, estávamos momentaneamente no 1º lugar e os alemães de fora. A França não conseguiu criar grande perigo a partir do nosso golo, mas em cima dos 45’, numa disputa de bola entre o Nélson Semedo e o Mbappé, o árbitro resolveu marcar penalty (eu acho que não era, mas prefiro claramente este sistema em que o VAR só reverte decisões do árbitro no campo, quando há um óbvio engano; não há cá 5’ de espera para ver a intensidade da interpretação...). O Benzema atirou para o lado contrário do Rui Patrício e fez o empate.
 
No recomeço, as coisas ficaram muito tremidas, porque a França fez o 1-2 logo aos 47’, novamente pelo Benzema, num lance em que o VAR validou a posição do francês, o que, juntamente com a continuação da vantagem da Hungria, nos deixaria fora do Euro. No entanto, aos 60’, restabelecemos a igualdade no terceiro penalty do jogo, por clara mão de um adversário, com o C. Ronaldo a atirar para o mesmo lado do primeiro penalty, enganando novamente o Lloris. Quase ao mesmo tempo, a Alemanha marcava e sofria na jogada seguinte, pelo que a situação se mantinha: alemães de fora e nós apurados, mas desta feita no segundo lugar do grupo. A partir daqui, houve uma espécie de pacto de não-agressão, só furado pelo Pogba, para proporcionar ao Rui Patrício uma das melhores defesas do Euro até agora. Como o jogo em Munique terminou cinco minutos antes do nosso, ainda tive a esperança de que forçássemos um pouco para tentar conseguir a vitória que nos faria jogar contra a Suíça em vez da Bélgica. Mas esqueci-me momentaneamente que isto é uma selecção treinada pelo Fernando Santos...
 
Em termos individuais, destaque para o C. Ronaldo que, com estes dois golos, igualou o iraniano Ali Daei como melhor marcador de sempre das selecções (109). O Renato Sanches é neste momento um titular mais do que absoluto para alguém com dois olhos na cara e o Bernardo Silva subiu muito de produção em relação aos dois jogos anteriores. O Rui Patrício foi essencial para manter o empate e os centrais (Pepe e Rúben Dias) também estiveram muito bem. O João Palhinha, que entrou ao intervalo, mostrou ser uma opção bastante válida.
 
Como ficámos em terceiro lugar, iremos agora jogar contra a Bélgica no domingo. Para mim, juntamente com a Itália e França, são uma das candidatas ao Euro. Mas tendo ficado todas elas no mesmo lado do sorteio, não se poderão defrontar na final. Vi hoje a notícia de que, se passarmos a Bélgica, iremos mudar o quartel-general para a Cidade do Futebol, no Jamor. Acho que poderemos passar por lá, sim, mas para os jogadores recolherem os respectivos carros para férias... Infelizmente.

1 comentário:

Anónimo disse...

Não concordo quando diz "Em termos individuais, destaque para o C.Ronaldo que,com estes dois golos ,Etc....") porquanto,para mim o melhor jogador em campo foi o RENATO SANCHES