segunda-feira, agosto 20, 2018
Categórico
Vencemos no sábado o Boavista no Bessa por 2-0 e mantemos um
registo 100% vitorioso no campeonato. Como os outros dois também ganharam (a lagartada 2-1 em casa frente ao V. Setúbal
e o CRAC no Jamor ao Belenenses por 3-2), continuam os três grandes na frente
com o intruso Feirense (1-0 em Guimarães) a ser a quarta equipa só com vitórias
nas duas primeiras jornadas.
Depois do desgastante jogo em Istambul, estava com bastante
receio desta partida até porque nas duas últimas temporadas não ganhámos no
Bessa e tínhamos só uma vitória em quatro encontros. O Rui Vitória manteve a mesma
equipa, só com a entrada do Ferreyra para o lugar do lesionado Castillo. Apanhámos
um grande susto logo aos 3’, quando o Falcone apareceu isolado frente ao
Vlachodimos depois de um centro da direita, mas felizmente o remate saiu às
malhas laterais. Acabaria por ser a única grande oportunidade do Boavista em
todo o jogo. A partir daqui, tomámos nós conta dele, mas estava difícil entrar
na defesa axadrezada. Só um remate do André Almeida criou algum perigo, mas o
Helton Leite defendeu, até que aos 35’ inaugurámos o marcador num lance todo
ele do Ferreyra: ganhou a bola numa jogada de insistência aos dois defesas
contrários e rematou rasteiro em arco, sem hipótese para o guarda-redes. Um golão!
Ainda antes do intervalo, uma abertura magnífica do Pizzi isolou o Salvio, mas
este permitiu ao Helton Leite defender com a perna. Foi pena, porque iríamos
para o intervalo bastante mais tranquilos.
Para a 2ª parte, estava com medo que a história do ano
passado se repetisse: também fomos em vantagem e depois perdemos. Ainda por
cima, porque se poderia pôr a questão do desgaste do jogo europeu. Mas nada disso
se passou. Entrámos fortíssimos, ainda mais do que na 1ª parte, e o Salvio logo
no reinício teve outra oportunidade, mas o guarda-redes defendeu o seu bom remate,
depois de uma combinação ofensiva entre o Ferreyra e o Cervi, com este a centrar
para o nº 18. O único lance de perigo do Boavista na 2ª parte foi um livre em
balão para a área, com o Vlachodimos a sacudir para canto. Aumentámos a
vantagem aos 62’ através do Pizzi, depois de uma brilhante jogada do Salvio,
que ganhou a bola a um defesa, correu pela faixa e centrou atrasado para o
quarto golo do nº 21 no campeonato. Até final, pudemos aumentar a vantagem, mas
o Helton Leite defendeu um corte falhado de um seu companheiro que daria
autogolo e defendeu igualmente com o pé um remate de trivela do Pizzi, que
estava isolado depois de um erro defensivo do Boavista. Já no tempo de
compensação, foi o Jardel a atirar de cabeça por cima no limite da pequena-área(!)
na sequência de um canto.
Em termos individuais, destaque para o golo do Ferreyra, que
espero lhe dê confiança para melhorar o seu nível exibicional. Há que dizer, no
entanto, que já pareceu melhor entrosado com a forma de jogar da equipa. O
Pizzi continua a sua veia goleadora e, mesmo assim, ficou a dever-nos mais um
golo. Quem também continua em grande forma é o Gedson que foi um autêntico saco
de pancada para os adversários. O Salvio também se encontra em excelente nível
e a jogada do segundo golo é brilhante. A defesa esteve toda muito segura, o
que acaba por ser natural quando se tem um guarda-redes atrás que inspira
confiança. Uma menção final para a estreia do João Félix na equipa principal,
ao substituir nos últimos minutos o Cervi.
Defrontaremos amanhã o PAOK na 1ª mão do play-off da Champions e no próximo sábado
iremos receber a lagartada. Espero
que a melhoria exibicional deste jogo no Bessa tenha continuidade nas próximas
partidas, porque conseguir duas vitórias (a do primeiro jogo preferencialmente
sem golos sofridos) será muito importante para os objectivos da época.
quarta-feira, agosto 15, 2018
Gedson
Empatámos em
Istambul frente ao Fenerbahçe (1-1) e qualificámo-nos para o play-off de acesso à Liga dos Campeões. Foi,
como se esperava, uma partida de nervos, mas o facto de termos marcado primeiro
foi decisivo no desfecho da eliminatória.
O Rui Vitória
só operou uma alteração no onze, que foi a entrada do Castillo para o lugar do
Ferreyra. E o chileno esteve bastante bem até se lesionar aos 34’. Entrámos
muito personalizados, a trocar bem a bola, mas sempre com alguma cerimónia na
altura de acelerar no ataque. O jogo estava um pouco repartido, mas sentia-se
que bastava que nós tivéssemos um bocado mais de velocidade para o
desequilibrarmos. E foi o que fizemos aos 26’, em que inaugurámos o marcador
pelo Gedson: excelente jogada pelo lado direito, com o André Almeida e Salvio a
conduzirem a bola, toque fantástico do Castillo que desmarcou o Gedson, que
aguentou dois defesas e desviou ligeiramente do Demirel à saída deste. Grande
golo de um jogador que ainda no ano passado jogou pelos juniores! Os turcos
sentiram o golo e era essencial que não os deixássemos marcar até ao intervalo.
Infelizmente, houve a tal lesão do Castillo e perdemos poder de choque na
frente com a entrada do Ferreyra, que todavia teve uma óptima ocasião para
acabar definitivamente com a eliminatória, mas atirou ligeiramente ao lado,
depois de contornar o guarda-redes, após uma boa desmarcação a passe do Salvio.
Entretanto, já o Vlachodimos tinha feito uma boa defesa a um remate perigoso de
fora da área. Mesmo em cima do intervalo, os turcos empataram num lance pela
esquerda, em que o Salvio não marcou bem o defesa, deixando-o centrar à vontade
para o Potuk ganhar nas alturas ao Grimaldo. Foi um golo bastante escusado.
Na 2ª parte,
o Fenerbahçe entrou mais pressionante, mas acabou por não criar grandes
oportunidades de golo. Depois de uns 10’ iniciais mais intensos, começámos a
reagir e o Cervi atirou por cima quando estava em boa posição à entrada da área.
Mais à frente, nova grande jogada do Gedson, a arrancar e levar tudo à frente,
mas o passe final que isolaria o Pizzi saiu muito curto. Pizzi que também tentou
de fora da área, mas o remate saiu rasteiro e à figura. O Ferreyra teve outra
grande oportunidade, numa recarga a um remate do Salvio praticamente só com o
guarda-redes pela frente, mas atirou em arco por cima. Os turcos colocaram os
ases todos, mas o Jardel e o Rúben Dias iam tomando boa conta do Soldado & Cia.
A única verdadeira oportunidade foi um remate em arco do Baris Alici, mas o
Vlachodimos voltou a responder bem. Aos 72’, o Rui Vitória decidiu tirar o
Salvio para entrar o Alfa Semedo e voltámos a tomar conta do meio-campo, com os
turcos a deixarem de ter bola. Assim foi até final, com o André Almeida a
falhar o golo da vitória mesmo no fim da compensação com um remate ligeiramente
ao lado, depois de uma assistência do Pizzi na direita.
Destaque
óbvio para o Gedson e não só pelo golão que marcou: nunca teve medo de ter a
bola, era sempre ele que acelerava o jogo e na parte final foi muito importante
para ganhar faltas. Teremos no mínimo seis meses e no máximo uma época para desfrutarmos
dele, porque é quase uma certeza que não estará cá para o ano. Só neste jogo a cotação dele aumentou no mínimo 10M€. O Vlachodimos
voltou a estar excelente e fico contente por termos finalmente um guarda-redes.
Os centrais Rúben Dias e Jardel estiveram imperiais, assim como o Fejsa no
meio-campo. Bom jogo também do Salvio, que nunca se esconde especialmente neste
tipo de partidas. Menos bem esteve o Cervi na esquerda, com muitas más decisões
na altura do passe, mas a ser importante a ajudar o Grimaldo na defesa. O
Castillo estava a mostrar-se muito útil, quando teve a lesão e o Ferreyra
voltou a não mostrar grande coisa. Ao invés do Guimarães, a entrada do Alfa
Semedo foi fundamental para acabar com o jogo.
Houve
alturas do encontro em que poderíamos ter dado o golpe de misericórdia, mas
desacelerávamos o ritmo. Confesso que isso me custa a entender, mas desta feita
correu bem, porque só sofremos um golo. Todavia, preferia que no futuro
fôssemos mais audazes no último terço do campo: só o Gedson criou
desequilíbrios, porque era o único que arrancava em velocidade. Veremos como
será quando defrontarmos o PAOK da Grécia no play-off, mas antes temos o jogo no Bessa para a 2ª jornada. Isto
não vai dar mesmo para respirar…
domingo, agosto 12, 2018
Pizzi e sofrimento
Vencemos o V. Guimarães na 6ª feira por 3-2, na abertura do
campeonato. Depois de uma 1ª parte fabulosa, onde o Pizzi fez o primeiro hat-trick com a nossa camisola, fomos
adormecendo progressivamente na 2ª e acabámos o jogo com o credo na boca, de
forma escusada.
O Rui Vitória voltou a apostar no mesmo onze que defrontou o Fenerbahçe, até porque o Castillo cumpriu castigo ainda de uma expulsão no México. Entrámos muito bem na partida, mas foi o V. Guimarães a pôr o Vlachodimos à prova num cabeceamento, depois de um centro da direita. Respondemos bem e marcámos logo aos 10’ pelo Pizzi, num remate rasteiro de pé esquerdo depois de uma boa iniciativa do Gedson no flanco direito. Cinco minutos depois, o Salvio foi derrubado na área, mas o Ferreyra permitiu a defesa do Douglas no respetivo penalty, tendo o guarda-redes defendido igualmente a recarga de cabeça do Salvio, com o remate seguinte do nosso extremo a ser interceptado por um defesa. Pouco depois, apanhámos um grande susto, com o Vlachodimos a defender um remate perigoso e a recarga do Tallo a ir ao poste. À meia-hora aumentámos a vantagem novamente pelo Pizzi, depois de outra brilhante jogada pela direita entre o Salvio e o André Almeida, com este a assistir atrasado para o nº 21. Aos 38’, o Pizzi fez o seu hat-trick, depois de um centro rasteiro da esquerda do Grimaldo, com o Ferreyra a deixar passar a bola por entre as pernas, para um remate igualmente rasteiro do nº 21. Em cima do intervalo, o Salvio ainda colocou a bola na baliza, mas estava fora-de-jogo.
Na 2ª parte, tentámos controlar mais o jogo e fomo-lo conseguindo até 15’ do fim. Poderíamos ter feito o quarto golo, mas o Salvio rematou fraco numa ocasião e noutra o Cervi não conseguiu chegar à bola a tempo. O Rui Vitória começou a gerir a equipa a pensar em Istambul e entraram o Rafa e Alfa Semedo para os lugares do Cervi e Fejsa. Coincidentemente (ou talvez não), com a saída do sérvio, a pressão afrouxou e o V. Guimarães reduziu para 3-1 pelo André André aos 76’, num remate rasteiro à meia-volta sem hipóteses para o Vlachodimos. Trememos e sofremos mais um golo quatro minutos depois, pelo entretanto entrado Celis: passe arriscado do Pizzi para o Gedson, o V. Guimarães ganhou a bola e o Celis ficou isolado frente ao nosso guarda-redes, tendo desviado a bola à saída deste. De maneira inconcebível, pusemos em causa uma vitória praticamente garantida. Nos minutos remanescentes lá caímos em nós, tivemos mais bola e conseguimo-la esconder do adversário. Nas poucas bolas que este bombeou para a nossa área, o Jardel deu conta do recado.
Em termos individuais, destaque óbvio para o Pizzi pelos três golos. Está novamente em grande forma e o facto de não ter ido à selecção só o beneficiou, porque na temporada passada foi à Taça das Conferderações e fez a época que se viu. Grande jogo igualmente do Gedson, que é cada vez mais imprescindível no meio-campo. Meio-campo, esse, cujo dono é indiscutivelmente o Fejsa. A sua saída foi o início do descalabro e não creio que a culpa seja tanto do Alfa Semedo que entrou, mas da equipa que já não consegue funcionar sem o sérvio. De qualquer maneira, acho que o Samaris não devia sair, porque tem mais experiência para controlar nos minutos finais. O Ferreyra continua muito fora dela e só teve duas intervenções de relevo: a abertura de pernas de assistência ao Pizzi e uma cabeçada que desmarcou o Salvio na 2ª parte. Não tenho dúvidas que seja bom jogador, mas neste momento não está a funcionar. O Jardel esteve imperial na defesa, tal como o Rúben Dias. O Salvio também fez um bom jogo, especialmente na 1ª parte e o Cervi mexeu-se bem, como é habitual.
Duas vitórias pela margem mínima nos dois primeiros jogos da época é positivo, mas na 3ª feira temos uma prova de fogo frente ao Fenerbahçe. Convém não termos um período de desconcentração semelhante a este jogo, porque senão poderemos não ter uma segunda oportunidade.
P.S. – Se até a ganhar por 4-0 me faz muita confusão ver pessoas a sair do estádio antes do apito final, na 6ª feira ia caindo para o lado ao ver gente a sair com 3-2...! Como é que é possível estar-se a sair descontraidamente do estádio com o resultado incerto?! É uma coisa que me tira mesmo do sério e, para mim, só tem uma justificação: ou essas pessoas apresentavam posteriormente o atestado médico ou certidão de óbito do familiar próximo que foram socorrer, ou ficariam impedidas de voltar ao estádio até final da época. Se fossem reincidentes, iriam acumulando o número de épocas de interdição.
O Rui Vitória voltou a apostar no mesmo onze que defrontou o Fenerbahçe, até porque o Castillo cumpriu castigo ainda de uma expulsão no México. Entrámos muito bem na partida, mas foi o V. Guimarães a pôr o Vlachodimos à prova num cabeceamento, depois de um centro da direita. Respondemos bem e marcámos logo aos 10’ pelo Pizzi, num remate rasteiro de pé esquerdo depois de uma boa iniciativa do Gedson no flanco direito. Cinco minutos depois, o Salvio foi derrubado na área, mas o Ferreyra permitiu a defesa do Douglas no respetivo penalty, tendo o guarda-redes defendido igualmente a recarga de cabeça do Salvio, com o remate seguinte do nosso extremo a ser interceptado por um defesa. Pouco depois, apanhámos um grande susto, com o Vlachodimos a defender um remate perigoso e a recarga do Tallo a ir ao poste. À meia-hora aumentámos a vantagem novamente pelo Pizzi, depois de outra brilhante jogada pela direita entre o Salvio e o André Almeida, com este a assistir atrasado para o nº 21. Aos 38’, o Pizzi fez o seu hat-trick, depois de um centro rasteiro da esquerda do Grimaldo, com o Ferreyra a deixar passar a bola por entre as pernas, para um remate igualmente rasteiro do nº 21. Em cima do intervalo, o Salvio ainda colocou a bola na baliza, mas estava fora-de-jogo.
Na 2ª parte, tentámos controlar mais o jogo e fomo-lo conseguindo até 15’ do fim. Poderíamos ter feito o quarto golo, mas o Salvio rematou fraco numa ocasião e noutra o Cervi não conseguiu chegar à bola a tempo. O Rui Vitória começou a gerir a equipa a pensar em Istambul e entraram o Rafa e Alfa Semedo para os lugares do Cervi e Fejsa. Coincidentemente (ou talvez não), com a saída do sérvio, a pressão afrouxou e o V. Guimarães reduziu para 3-1 pelo André André aos 76’, num remate rasteiro à meia-volta sem hipóteses para o Vlachodimos. Trememos e sofremos mais um golo quatro minutos depois, pelo entretanto entrado Celis: passe arriscado do Pizzi para o Gedson, o V. Guimarães ganhou a bola e o Celis ficou isolado frente ao nosso guarda-redes, tendo desviado a bola à saída deste. De maneira inconcebível, pusemos em causa uma vitória praticamente garantida. Nos minutos remanescentes lá caímos em nós, tivemos mais bola e conseguimo-la esconder do adversário. Nas poucas bolas que este bombeou para a nossa área, o Jardel deu conta do recado.
Em termos individuais, destaque óbvio para o Pizzi pelos três golos. Está novamente em grande forma e o facto de não ter ido à selecção só o beneficiou, porque na temporada passada foi à Taça das Conferderações e fez a época que se viu. Grande jogo igualmente do Gedson, que é cada vez mais imprescindível no meio-campo. Meio-campo, esse, cujo dono é indiscutivelmente o Fejsa. A sua saída foi o início do descalabro e não creio que a culpa seja tanto do Alfa Semedo que entrou, mas da equipa que já não consegue funcionar sem o sérvio. De qualquer maneira, acho que o Samaris não devia sair, porque tem mais experiência para controlar nos minutos finais. O Ferreyra continua muito fora dela e só teve duas intervenções de relevo: a abertura de pernas de assistência ao Pizzi e uma cabeçada que desmarcou o Salvio na 2ª parte. Não tenho dúvidas que seja bom jogador, mas neste momento não está a funcionar. O Jardel esteve imperial na defesa, tal como o Rúben Dias. O Salvio também fez um bom jogo, especialmente na 1ª parte e o Cervi mexeu-se bem, como é habitual.
Duas vitórias pela margem mínima nos dois primeiros jogos da época é positivo, mas na 3ª feira temos uma prova de fogo frente ao Fenerbahçe. Convém não termos um período de desconcentração semelhante a este jogo, porque senão poderemos não ter uma segunda oportunidade.
P.S. – Se até a ganhar por 4-0 me faz muita confusão ver pessoas a sair do estádio antes do apito final, na 6ª feira ia caindo para o lado ao ver gente a sair com 3-2...! Como é que é possível estar-se a sair descontraidamente do estádio com o resultado incerto?! É uma coisa que me tira mesmo do sério e, para mim, só tem uma justificação: ou essas pessoas apresentavam posteriormente o atestado médico ou certidão de óbito do familiar próximo que foram socorrer, ou ficariam impedidas de voltar ao estádio até final da época. Se fossem reincidentes, iriam acumulando o número de épocas de interdição.
quinta-feira, agosto 09, 2018
Curto
Vencemos na
3ª feira o Fenerbahçe por 1-0 na 1ª mão da 3ª pré-eliminatória da Liga dos
Campeões. Já se sabia nos tinha saído a fava
do sorteio e, apesar termos ganho sem golos sofridos, deveríamos ter conseguido
marcar pelo menos mais um golo. No jogo da 2ª mão, é imperioso jogarmos para
marcar, e desejavelmente sermos os primeiros a fazê-lo, caso contrário as coisas
podem ficar muito complicadas se tentarmos aguentar o 0-0.
O Rui Vitória apostou, sem surpresa, na equipa que tinha vindo a ser rodada nos jogos de preparação. A 1ª parte foi muito fraca, dado que ambas as equipas se mostraram com muito medo uma da outra e praticamente não houve oportunidades de golo. Há um penalty claro logo nos primeiros minutos por agarrão ao Cervi, mas o bielorrusso Aleksei Kulbakov nada assinalou (a propósito, a arbitragem foi muito mazinha, com prejuízo para nós em especial nas bolas divididas, que eram sempre falta nossa). Só tivemos uma evidente oportunidade, já em cima do intervalo, com o Ferreyra a rodar sobre o defesa e isolar-se, mas o remate foi uma lástima.
Na 2ª parte, aumentámos finalmente o ritmo e o Fenerbahçe praticamente não saiu do seu meio-campo e continuava na sua senda de perder tempo nas reposições de bola. Uma cabeçada do Jardel à figura e um remate do Salvio defendido pelo Volkan Demirel foram os lances mais perigosos, antes de conseguirmos marcar aos 69’ pelo Cervi: passe do Salvio da direita para a esquerda já dentro da área e remate do nosso extremo-esquerdo com a bola a passar por baixo do guarda-redes, que poderia ter feito mais. O Fenerbahçe pareceu não ter ficado muito preocupado com o golo e continuou a jogar à mesma velocidade (devagar e parado). Entretanto, já tinha entrado o Castillo para o lugar do inoperante Ferreyra e as coisas melhoraram, com o chileno a dar mais trabalho à defesa contrária e a ser bastante melhor a segurar a bola e os defesas. Foi o próprio Castillo a ter dois remates relativamente perigosos, ambos defendidos pelo Demirel, e outro que saiu por cima, num lance em que, se tivesse feito a tabelinha com o André Almeida, este ficaria isolado frente ao Demirel. A propósito de André Almeida, este ia marcando um golão num chapéu de cabeça, mas a bola infelizmente saiu ao lado. A única oportunidade dos turcos foi um remate por cima já no tempo de compensação.
Em termos individuais, gostei muito do Grimaldo, só foi pena o amarelo por protestos. O Cervi nem estava a fazer um jogo particularmente bem sucedido, mas tem esta enorme virtude de marcar golos, alguns deles decisivos. O Salvio foi dos que mais lutaram, embora nem sempre com muito esclarecimento. A defesa esteve muito segura, com destaque para o Jardel que não me lembro de ter perdido nenhum lance. Também o Fejsa no meio-campo foi o tampão do costume e vai ser difícil tirar o Gedson da equipa, já que voltou a mostrar grande personalidade e é dos poucos que pega na bola e a leva para a frente. Já o tinha referido aqui e volto a repetir: não pode haver titularidades por estatuto. Nos jogos de preparação, o Castillo mostrou sempre muito mais que o Ferreyra, mas não obstante é este que tem vindo a ser titular. Nesta partida, viu-se bem o que melhorámos com o chileno que, neste sistema de 4-3-3, tem muito mais arcaboiço para aguentar os defesas que o argentino, que me parece mais talhado para jogar com um colega ao lado (esperemos que o Jonas…). Faço votos para que o Rui Vitória corrija isto rapidamente.
Este Agosto vai ser infernal e vamos estrear-nos já amanhã para o campeonato, recebendo o V. Guimarães. Só teremos três dias de descanso, mas espero que isso não se reflicta na exibição da equipa, já que escusado será dizer que é fundamental começar com uma vitória.
O Rui Vitória apostou, sem surpresa, na equipa que tinha vindo a ser rodada nos jogos de preparação. A 1ª parte foi muito fraca, dado que ambas as equipas se mostraram com muito medo uma da outra e praticamente não houve oportunidades de golo. Há um penalty claro logo nos primeiros minutos por agarrão ao Cervi, mas o bielorrusso Aleksei Kulbakov nada assinalou (a propósito, a arbitragem foi muito mazinha, com prejuízo para nós em especial nas bolas divididas, que eram sempre falta nossa). Só tivemos uma evidente oportunidade, já em cima do intervalo, com o Ferreyra a rodar sobre o defesa e isolar-se, mas o remate foi uma lástima.
Na 2ª parte, aumentámos finalmente o ritmo e o Fenerbahçe praticamente não saiu do seu meio-campo e continuava na sua senda de perder tempo nas reposições de bola. Uma cabeçada do Jardel à figura e um remate do Salvio defendido pelo Volkan Demirel foram os lances mais perigosos, antes de conseguirmos marcar aos 69’ pelo Cervi: passe do Salvio da direita para a esquerda já dentro da área e remate do nosso extremo-esquerdo com a bola a passar por baixo do guarda-redes, que poderia ter feito mais. O Fenerbahçe pareceu não ter ficado muito preocupado com o golo e continuou a jogar à mesma velocidade (devagar e parado). Entretanto, já tinha entrado o Castillo para o lugar do inoperante Ferreyra e as coisas melhoraram, com o chileno a dar mais trabalho à defesa contrária e a ser bastante melhor a segurar a bola e os defesas. Foi o próprio Castillo a ter dois remates relativamente perigosos, ambos defendidos pelo Demirel, e outro que saiu por cima, num lance em que, se tivesse feito a tabelinha com o André Almeida, este ficaria isolado frente ao Demirel. A propósito de André Almeida, este ia marcando um golão num chapéu de cabeça, mas a bola infelizmente saiu ao lado. A única oportunidade dos turcos foi um remate por cima já no tempo de compensação.
Em termos individuais, gostei muito do Grimaldo, só foi pena o amarelo por protestos. O Cervi nem estava a fazer um jogo particularmente bem sucedido, mas tem esta enorme virtude de marcar golos, alguns deles decisivos. O Salvio foi dos que mais lutaram, embora nem sempre com muito esclarecimento. A defesa esteve muito segura, com destaque para o Jardel que não me lembro de ter perdido nenhum lance. Também o Fejsa no meio-campo foi o tampão do costume e vai ser difícil tirar o Gedson da equipa, já que voltou a mostrar grande personalidade e é dos poucos que pega na bola e a leva para a frente. Já o tinha referido aqui e volto a repetir: não pode haver titularidades por estatuto. Nos jogos de preparação, o Castillo mostrou sempre muito mais que o Ferreyra, mas não obstante é este que tem vindo a ser titular. Nesta partida, viu-se bem o que melhorámos com o chileno que, neste sistema de 4-3-3, tem muito mais arcaboiço para aguentar os defesas que o argentino, que me parece mais talhado para jogar com um colega ao lado (esperemos que o Jonas…). Faço votos para que o Rui Vitória corrija isto rapidamente.
Este Agosto vai ser infernal e vamos estrear-nos já amanhã para o campeonato, recebendo o V. Guimarães. Só teremos três dias de descanso, mas espero que isso não se reflicta na exibição da equipa, já que escusado será dizer que é fundamental começar com uma vitória.
sexta-feira, agosto 03, 2018
Eusébio Cup
Perdemos na
passada 4ª feira com o Lyon por 2-3 num jogo que contou simultaneamente para a
Eusébio Cup e International Champions Cup.
Voltámos a cumprir a tradição dos últimos anos de oferecer o troféu que homenageia o nosso melhor jogador de todos os
tempos a quem nos visita. Foi o último teste antes do jogo frente ao Fenerbahçe
e foi pena que a primeira derrota da pré-temporada surgisse nesta altura.
Para não variar, começámos bem a partida e dominámos nos primeiros minutos. Mas o Lyon foi mais eficaz e chegou ao 0-2 em apenas quatro minutos, quase em cima do intervalo (41’ e 45’), já depois de nós termos atirado por duas vezes ao poste (Salvio e André Almeida). A 2ª parte principiou com a terceira(!) bola aos ferros, pelo Pizzi, que depois reduziu a desvantagem aos 59’ numa boa combinação atacante. Tal como o Lyon, não demorámos muito a marcar o segundo golo, aos 64’, num autogolo do Marcelo, que tinha marcado o primeiro dos franceses. Parecia que íamos repetir o Dortmund, mas a sete minutos do fim o Conti e o André Almeida ficaram a dormir depois de um cruzamento da direita e sofremos o 2-3 com que terminou o jogo.
Já deu para perceber que o Rui Vitória vai continuar a apostar num 4-3-3 e voltei a ficar com a impressão que o Castillo se encaixa melhor nele, pelo menos neste momento, do que o Ferreyra. O Zivkovic que, tal como o chileno, entrou na 2ª parte e foi co-responsável pela melhoria generalizada, parece melhor nesta altura do que o Cervi para o flanco esquerdo. A par do Fejsa e do Pizzi (bastante melhor do que na época passada), o Gedson também está a ficar imprescindível e voltou a ser dos melhores. A defesa é que não está famosa e sofremos golos muito defensáveis. A boa notícia desta pré-época é que aparentemente podemos ter um guarda-redes em condições dado que o Vlachodimos voltou a fazer um punhado de boas intervenções.
Na próxima 3ª feira, começa a competição a sério e logo com um adversário muito complicado. Ou vamos para a Turquia com um resultado minimamente confortável (o ideal seria no mínimo 2-0) ou as coisas vão ser muito complicadas. E não podemos mesmo falhar esta entrada na Champions!
Para não variar, começámos bem a partida e dominámos nos primeiros minutos. Mas o Lyon foi mais eficaz e chegou ao 0-2 em apenas quatro minutos, quase em cima do intervalo (41’ e 45’), já depois de nós termos atirado por duas vezes ao poste (Salvio e André Almeida). A 2ª parte principiou com a terceira(!) bola aos ferros, pelo Pizzi, que depois reduziu a desvantagem aos 59’ numa boa combinação atacante. Tal como o Lyon, não demorámos muito a marcar o segundo golo, aos 64’, num autogolo do Marcelo, que tinha marcado o primeiro dos franceses. Parecia que íamos repetir o Dortmund, mas a sete minutos do fim o Conti e o André Almeida ficaram a dormir depois de um cruzamento da direita e sofremos o 2-3 com que terminou o jogo.
Já deu para perceber que o Rui Vitória vai continuar a apostar num 4-3-3 e voltei a ficar com a impressão que o Castillo se encaixa melhor nele, pelo menos neste momento, do que o Ferreyra. O Zivkovic que, tal como o chileno, entrou na 2ª parte e foi co-responsável pela melhoria generalizada, parece melhor nesta altura do que o Cervi para o flanco esquerdo. A par do Fejsa e do Pizzi (bastante melhor do que na época passada), o Gedson também está a ficar imprescindível e voltou a ser dos melhores. A defesa é que não está famosa e sofremos golos muito defensáveis. A boa notícia desta pré-época é que aparentemente podemos ter um guarda-redes em condições dado que o Vlachodimos voltou a fazer um punhado de boas intervenções.
Na próxima 3ª feira, começa a competição a sério e logo com um adversário muito complicado. Ou vamos para a Turquia com um resultado minimamente confortável (o ideal seria no mínimo 2-0) ou as coisas vão ser muito complicadas. E não podemos mesmo falhar esta entrada na Champions!
segunda-feira, julho 30, 2018
Sem perder
Empatámos
no sábado frente à Juventus (1-1), perdendo depois nos penalties por (2-4) em
mais um jogo para a International
Champions Cup nos EUA. Perante a hexacampeã heptacampeã italiana, muito desfalcada
principalmente do meio-campo para a frente, demos uma boa resposta, em especial
tendo em atenção a pré-temporada desgraçada do ano passado.
A equipa voltou a mostrar as virtudes e os defeitos das partidas anteriores: alguma segurança defensiva e no meio-campo, mas poucas oportunidades criadas para rematar à baliza. No entanto, há que dizer que voltámos a entrar muito bem na partida e a 1ª parte foi quase toda nossa. Todavia, só conseguimos marcar na 2ª parte, aos 65’, curiosamente numa altura em que a Juventus estava bem melhor no jogo: livre frontal e golão do Grimaldo a fazer bola subir sobre a barreira para depois descer muito rápido, com o guarda-redes a limitar-se a olhar para ela. A Juventus já tinha criado algumas oportunidades e conseguiu igualar aos 84’, noutro golão desta feita do Clemenza: flectiu da direita para a esquerda, passou por dois dos nossos e rematou em arco com a bola ainda a bater no poste.
A boa notícia a tirar deste jogo é que parece que temos guarda-redes. O Odysseas Vlachodimos efectuou um punhado de boas defesas e graças a ele não sofremos o golo mais cedo. Eu sei que esta avaliação pode estar exagerada, porque, depois do que se passou na última época, qualquer guarda-redes minimamente razoável nos vai parecer um novo Ederson, mas por enquanto fico tranquilizado por saber que na baliza vai estar alguém que não fique a olhar cada vez que há um cruzamento para a área. Ao invés, o Conti parece-me cada vez mais um Lisandro um pouco mais novo. E, se é para isto, deixem lá estar o Lisandro, que já foi tricampeão pelo Benfica. O Gedson não destoou, mas aprendeu da pior maneira que, contra este tipo de equipas, algumas rotações sobre si próprio equivalem a perder logo a bola. O Grimaldo voltou a ser dos melhores, com destaque óbvio para o golão. O Ferreyra saiu lesionado ainda na 1ª parte por causa de um choque de cabeças com o Jardel, mas neste esquema de 4-3-3 o Castillo parece-me claramente melhor nesta altura. Para quem não gosta do Pizzi (e às vezes ele também me exaspera), viu-se bem a diferença da 2ª parte sem ele…
Teremos na 4ª feira o último jogo de preparação, contra o Lyon, antes de isto começar a sério frente ao Fenerbahçe. Estamos bem melhor do que por esta altura na temporada passada, mas há que levar em conta que este ano as coisas começam logo a valer desde muito cedo. E não podemos falhar.
A equipa voltou a mostrar as virtudes e os defeitos das partidas anteriores: alguma segurança defensiva e no meio-campo, mas poucas oportunidades criadas para rematar à baliza. No entanto, há que dizer que voltámos a entrar muito bem na partida e a 1ª parte foi quase toda nossa. Todavia, só conseguimos marcar na 2ª parte, aos 65’, curiosamente numa altura em que a Juventus estava bem melhor no jogo: livre frontal e golão do Grimaldo a fazer bola subir sobre a barreira para depois descer muito rápido, com o guarda-redes a limitar-se a olhar para ela. A Juventus já tinha criado algumas oportunidades e conseguiu igualar aos 84’, noutro golão desta feita do Clemenza: flectiu da direita para a esquerda, passou por dois dos nossos e rematou em arco com a bola ainda a bater no poste.
A boa notícia a tirar deste jogo é que parece que temos guarda-redes. O Odysseas Vlachodimos efectuou um punhado de boas defesas e graças a ele não sofremos o golo mais cedo. Eu sei que esta avaliação pode estar exagerada, porque, depois do que se passou na última época, qualquer guarda-redes minimamente razoável nos vai parecer um novo Ederson, mas por enquanto fico tranquilizado por saber que na baliza vai estar alguém que não fique a olhar cada vez que há um cruzamento para a área. Ao invés, o Conti parece-me cada vez mais um Lisandro um pouco mais novo. E, se é para isto, deixem lá estar o Lisandro, que já foi tricampeão pelo Benfica. O Gedson não destoou, mas aprendeu da pior maneira que, contra este tipo de equipas, algumas rotações sobre si próprio equivalem a perder logo a bola. O Grimaldo voltou a ser dos melhores, com destaque óbvio para o golão. O Ferreyra saiu lesionado ainda na 1ª parte por causa de um choque de cabeças com o Jardel, mas neste esquema de 4-3-3 o Castillo parece-me claramente melhor nesta altura. Para quem não gosta do Pizzi (e às vezes ele também me exaspera), viu-se bem a diferença da 2ª parte sem ele…
Teremos na 4ª feira o último jogo de preparação, contra o Lyon, antes de isto começar a sério frente ao Fenerbahçe. Estamos bem melhor do que por esta altura na temporada passada, mas há que levar em conta que este ano as coisas começam logo a valer desde muito cedo. E não podemos falhar.
quinta-feira, julho 26, 2018
Recuperação
Empatámos
(2-2) e vencemos nos penalties (4-3) o Borussia Dortmund no nosso primeiro jogo
para a Internacional Champions Cup nos EUA.
Foi um encontro com duas partes completamente diferentes, em que recuperámos de
uma desvantagem de dois golos perante um adversário muito complicado, algo que é
muito bom para o nosso moral.
Entrámos bem na partida e durante os primeiros 10’ o Dortmund quase não saiu do seu meio-campo. Mas assim que saiu marcou dois golos de rajada e, quando vi o resultado em 0-2 aos 22’, cheguei a temer um descalabro como na pré-temporada do ano passado frente ao Young Boys. Felizmente, conseguimos conter os danos no resto da 1ª parte. Na 2ª parte, tivemos o condão de marcar relativamente cedo (51’) num bom remate cruzado do André Almeida, desmarcado pelo Pizzi, e aos 69’ restabelecemos a igualmente noutro bom golo do Alfa Semedo, que ganhou com muito mérito o ressalto a um remate seu interceptado e atirou igualmente cruzado. Em termos defensivos estivemos melhor neste período, mas verdade seja dita que já não estavam em campo os titulares do Dortmund.
Em termos individuais, continuo a manter a opinião do ano passado sobre o Svilar: no imediato, não dá! Não vale a pena estarmos com experiências com um guarda-redes tão novo. O potencial é indiscutível, mas precisa de crescer. Não esteve nem perto de tocar em nenhuma das bolas dos golos e fez pelo menos uns quatro passes directamente para fora, quando estava a tentar colocar no defesa-lateral. Até ver, continuamos com um problema na baliza. Para jogar sozinho na frente, neste momento o Castillo é melhor do que o Ferreyra: boa participação nas combinações atacantes, não emperra o nosso jogo de toques e tabelas, teve o contra de não ter tido hipótese de rematar à baliza. O Gedson também precisa de crescer, porque há rotações sobre si mesmo que resultam no campeonato português, mas não a este nível. O Alfa Semedo voltou a deixar óptimas indicações, fez um excelente golo e, à semelhança do Gedson, não tem medo de romper com a bola nos pés.
Defrontaremos a Juventus no próximo sábado em mais um teste exigente com vista à pré-eliminatória da Champions. O Rui Vitória tem utilizado (e bem) quase sempre os mesmos titulares, porque não temos tempo para grandes experiências. Temos que render o melhor possível no mais curto espaço de tempo possível.
Entrámos bem na partida e durante os primeiros 10’ o Dortmund quase não saiu do seu meio-campo. Mas assim que saiu marcou dois golos de rajada e, quando vi o resultado em 0-2 aos 22’, cheguei a temer um descalabro como na pré-temporada do ano passado frente ao Young Boys. Felizmente, conseguimos conter os danos no resto da 1ª parte. Na 2ª parte, tivemos o condão de marcar relativamente cedo (51’) num bom remate cruzado do André Almeida, desmarcado pelo Pizzi, e aos 69’ restabelecemos a igualmente noutro bom golo do Alfa Semedo, que ganhou com muito mérito o ressalto a um remate seu interceptado e atirou igualmente cruzado. Em termos defensivos estivemos melhor neste período, mas verdade seja dita que já não estavam em campo os titulares do Dortmund.
Em termos individuais, continuo a manter a opinião do ano passado sobre o Svilar: no imediato, não dá! Não vale a pena estarmos com experiências com um guarda-redes tão novo. O potencial é indiscutível, mas precisa de crescer. Não esteve nem perto de tocar em nenhuma das bolas dos golos e fez pelo menos uns quatro passes directamente para fora, quando estava a tentar colocar no defesa-lateral. Até ver, continuamos com um problema na baliza. Para jogar sozinho na frente, neste momento o Castillo é melhor do que o Ferreyra: boa participação nas combinações atacantes, não emperra o nosso jogo de toques e tabelas, teve o contra de não ter tido hipótese de rematar à baliza. O Gedson também precisa de crescer, porque há rotações sobre si mesmo que resultam no campeonato português, mas não a este nível. O Alfa Semedo voltou a deixar óptimas indicações, fez um excelente golo e, à semelhança do Gedson, não tem medo de romper com a bola nos pés.
Defrontaremos a Juventus no próximo sábado em mais um teste exigente com vista à pré-eliminatória da Champions. O Rui Vitória tem utilizado (e bem) quase sempre os mesmos titulares, porque não temos tempo para grandes experiências. Temos que render o melhor possível no mais curto espaço de tempo possível.
segunda-feira, julho 23, 2018
Bons momentos
No primeiro jogo desta pré-temporada perante um adversário
mais complicado, vencemos no passado sábado o Sevilha por 1-0 em Zurique. O que
mais importa nestas partidas foi, a meu ver, conseguido: notou-se uma melhoria
exibicional da equipa e durante alguns períodos chegámos inclusive a jogar bem.
(Não menosprezemos isso, ou não se recordam de grande parte da época
passada...?)
Em primeiro lugar, por favor não me venham falar de vingança por causa disto! A estupidez tem limites e comparar uma final europeia a um jogo de pré-época tem que ser um deles. A lesão do Svilar no aquecimento fez com que a baliza fosse do Vlachodimos, mas acabou novamente por não ter grande trabalho e ainda está por ver se precisamos de um guarda-redes ou não... Quem começa a convencer é o Castillo, o marcador do nosso golo: canto do Pizzi aos 57’ e o Castillo consegue fazer um óptimo cabeceamento, mesmo estando a ser agarrado por um braço (seria um penalty óbvio). Grande golo! Na defesa, o Conti continua a não me convencer muito, mas o Rúben Dias já voltou e fez a 2ª parte, enquanto o Grimaldo foi talvez o melhor jogador em campo (é bom mesmo que não saia, até porque o Yuri Ribeiro, enfim...). O Gedson esteve menos em destaque do que nas partidas anteriores, mas neste momento não há ninguém melhor do que ele para número 8. O Rafa continua a evidenciar os problemas dos anos anteriores na finalização e o Salvio começou bem, mas foi decaindo de rendimento, tendo ambos saído ao intervalo. Para os seus lugares, entraram o Cervi e o Zivkovic e estiveram ligeiramente melhores.
Iremos agora para os EUA, onde defrontaremos o Borussia Dortmund e a Juventus. Esperemos que esta melhoria seja para manter, até porque não poderíamos ter tido mais azar no sorteio da 3ª pré-eliminatória da Liga dos Campeões: não só nos calhou o adversário mais difícil entre todos, o Fenerbahçe, como o primeiro jogo é na Luz! Que raio de sorte!
Em primeiro lugar, por favor não me venham falar de vingança por causa disto! A estupidez tem limites e comparar uma final europeia a um jogo de pré-época tem que ser um deles. A lesão do Svilar no aquecimento fez com que a baliza fosse do Vlachodimos, mas acabou novamente por não ter grande trabalho e ainda está por ver se precisamos de um guarda-redes ou não... Quem começa a convencer é o Castillo, o marcador do nosso golo: canto do Pizzi aos 57’ e o Castillo consegue fazer um óptimo cabeceamento, mesmo estando a ser agarrado por um braço (seria um penalty óbvio). Grande golo! Na defesa, o Conti continua a não me convencer muito, mas o Rúben Dias já voltou e fez a 2ª parte, enquanto o Grimaldo foi talvez o melhor jogador em campo (é bom mesmo que não saia, até porque o Yuri Ribeiro, enfim...). O Gedson esteve menos em destaque do que nas partidas anteriores, mas neste momento não há ninguém melhor do que ele para número 8. O Rafa continua a evidenciar os problemas dos anos anteriores na finalização e o Salvio começou bem, mas foi decaindo de rendimento, tendo ambos saído ao intervalo. Para os seus lugares, entraram o Cervi e o Zivkovic e estiveram ligeiramente melhores.
Iremos agora para os EUA, onde defrontaremos o Borussia Dortmund e a Juventus. Esperemos que esta melhoria seja para manter, até porque não poderíamos ter tido mais azar no sorteio da 3ª pré-eliminatória da Liga dos Campeões: não só nos calhou o adversário mais difícil entre todos, o Fenerbahçe, como o primeiro jogo é na Luz! Que raio de sorte!
segunda-feira, julho 16, 2018
Empate
Vencemos na passada 6ª feira o Torneio Internacional do Sado
ao empatar com o V. Setúbal por 1-1. Foi uma partida já com cheirinho a campeonato, dado que o V.
Setúbal mostrou ser muito apreciador das canelas dos nossos jogadores. Mesmo
assim, devido à melhor diferença de golos, acabámos por ganhar o torneio.
A 1ª parte foi totalmente nossa e marcámos o golo aos 33’
através do Ferreyra, num excelente golpe de cabeça a centro do Pizzi na
direita. Mais uma vez, o Gedson destacou-se na posição oito, porque cada vez
que pegava na bola empurrava a equipa para a frente, a fazer lembrar o Renato Sanches
quando começou. Talvez por isso mesmo, foi dos mais castigados pelo adversário,
com especial destaque pela negativa para o Semedo que, caso o jogo fosse
oficial, seria um escândalo se o tivesse acabado. A movimentação do Ferreyra no golo é fantástica e também nos deixa água no bico para a parceira que se avizinha com o Jonas.
Na 2ª parte, baixámos muito o nível com as substituições e sofremos o empate aos 53’ através do Vasco Fernandes, na sequência de um livre para a área. Bola no ar ganha por duas vezes pelo V. Setúbal e o Bruno Varela, entretanto entrado, já se sabe que as bolas aéreas não são de todo a sua especialidade. Há que dizer, no entanto, que a defesa também ficou a dormir.
Na 2ª parte, baixámos muito o nível com as substituições e sofremos o empate aos 53’ através do Vasco Fernandes, na sequência de um livre para a área. Bola no ar ganha por duas vezes pelo V. Setúbal e o Bruno Varela, entretanto entrado, já se sabe que as bolas aéreas não são de todo a sua especialidade. Há que dizer, no entanto, que a defesa também ficou a dormir.
A partir de agora, os jogos terão um novo grau de
dificuldade com a participação na International
Champions Cup: Sevilha, Borussia Dortmund e Juventus dar-nos-ão uma imagem
mais real sobre o que vale a equipa neste momento.
quarta-feira, julho 11, 2018
Primeiro jogo
Vencemos os sérvios do Napredak por 3-0 no Torneio
Internacional do Sado, naquela que foi a estreia da nova época 2018/19. É
sempre bom começar com uma vitória, apesar de o adversário não ter dado grande
réplica, mas mesmo assim era uma equipa profissional da I Divisão sérvia. Os
golos foram todos marcados na 1ª parte pelo Castillo, num remate cruzado ao ângulo
inferior esquerdo da baliza, e um bis de cabeça do Jardel.
Antes de tudo o resto, quem é que se lembra de marcar um jogo do Benfica à mesma hora de uma meia-final do campeonato do Mundo?! Se nos tivéssemos qualificado, até poderia ser Portugal a jogar! Que raio de planificação é esta?! Por outro lado, desde há algum tempo que relativizo bastante estes jogos de pré-temporada, porque já me levaram a pensar que o Djuricic era um digno sucessor da camisola 10 do Aimar (cruzes, credo!) e a duas pré-épocas miseráveis sucederam o bi e o tricampeonato. Portanto, vamos lá colocar as coisas na perspectiva devida.
O Rui Vitória utilizou duas equipas totalmente diferentes em ambas as partes. Na que iniciou o jogo, deu para ver que o Castillo parece ser de remate fácil (o golo que marcou foi muito bom) e que o João Félix tem toque de bola, mas ainda não estará no ponto para a equipa principal. Na da 2ª parte, o Alfa Semedo é um todo-o-terreno, mas perdeu algumas vezes a posição, o Heriberto é muito rápido, todavia tem muita concorrência na frente e não deverá ter espaço no plantel, e o Yuri Ribeiro assustou-me um pouco com erros básicos de domínio e posse de bola.
Na próxima 6ª feira, defrontaremos o V. Setúbal para o mesmo torneio e dará certamente para tirar mais algumas ilações. De qualquer maneira, não temos muito tempo para experiências, porque Agosto vai ser terrível em termos de exigência competitiva.
Antes de tudo o resto, quem é que se lembra de marcar um jogo do Benfica à mesma hora de uma meia-final do campeonato do Mundo?! Se nos tivéssemos qualificado, até poderia ser Portugal a jogar! Que raio de planificação é esta?! Por outro lado, desde há algum tempo que relativizo bastante estes jogos de pré-temporada, porque já me levaram a pensar que o Djuricic era um digno sucessor da camisola 10 do Aimar (cruzes, credo!) e a duas pré-épocas miseráveis sucederam o bi e o tricampeonato. Portanto, vamos lá colocar as coisas na perspectiva devida.
O Rui Vitória utilizou duas equipas totalmente diferentes em ambas as partes. Na que iniciou o jogo, deu para ver que o Castillo parece ser de remate fácil (o golo que marcou foi muito bom) e que o João Félix tem toque de bola, mas ainda não estará no ponto para a equipa principal. Na da 2ª parte, o Alfa Semedo é um todo-o-terreno, mas perdeu algumas vezes a posição, o Heriberto é muito rápido, todavia tem muita concorrência na frente e não deverá ter espaço no plantel, e o Yuri Ribeiro assustou-me um pouco com erros básicos de domínio e posse de bola.
Na próxima 6ª feira, defrontaremos o V. Setúbal para o mesmo torneio e dará certamente para tirar mais algumas ilações. De qualquer maneira, não temos muito tempo para experiências, porque Agosto vai ser terrível em termos de exigência competitiva.
terça-feira, julho 03, 2018
Uruguai - 2 - Portugal - 1
E, pronto, os campeões da Europa ficaram pelos
oitavos-de-final do Mundial 2018 ao serem eliminados pelos uruguaios no passado
sábado. Já se sabia que íamos defrontar uma selecção muito difícil (ainda não
tinha sofrido golos em 2018), com uma das melhores (senão mesmo a melhor) duplas
de avançados do mundo, Suárez e Cavani, pelo que o resultado não nos pode espantar.
Mesmo assim, teremos feito a nossa melhor exibição deste Mundial (embora as más
línguas tenham dito que talvez fosse esse o problema...!).
Entrámos praticamente a perder com um grande golo do Cavani (faz um movimento com a cabeça, mas parece que a bola lhe bate no peito) a centro do Suárez logo aos 7’. Antes disso, o Cristiano Ronaldo tinha feito um bom remate de primeira, mas à figura do Muslera, mas até ao intervalo foi um livre do Suárez, que passou pelo meio da barreira, a criar maior perigo, com uma boa defesa do Rui Patrício. Na 2ª parte, empatámos relativamente cedo (55’), com uma cabeçada do Pepe a centro do Raphael Guerreiro na sequência de um canto. No entanto, não conseguimos usufruir dessa vantagem por muito tempo, com o 1-2 do Cavani (novamente num golão) a aparecer aos 62’: o Pepe falha a intercepção num pontapé vindo do guarda-redes e o Bentancur assiste o Cavani, desta feita para um remate em arco. Até final, a nossa melhor oportunidade foi um remate do Bernardo Silva por cima, numa recarga, a uma saída em falso do Muslera.
O Bernardo Silva, apesar deste lance em que poderia ter feito melhor, foi de longe o nosso jogador em maior destaque, porque era o único que conseguia transportar a bola com qualidade. O Gonçalo Guedes voltou à titularidade, mas esteve novamente muito abaixo da sua valia. Os centrais (Pepe e Fonte) fizeram um bom jogo, assim como o Raphael Guerreiro. Ao invés, o Cristiano Ronaldo passou relativamente ao lado da partida, mas ainda conseguiu fazer uma enorme idiotice perto do final, ao ver um amarelo por protestos (injustificados, ainda por cima), que o tiraria do jogo frente à França, nos quartos-de-final, se por acaso tivéssemos uma sorte descomunal e marcássemos em cima do apito (ou se o árbitro fosse como o Capela e dissesse 3’, mas desse 8’ de compensação...).
Foi uma prestação da selecção nacional que soube a pouco, principalmente por causa daquele jogo frente ao Irão. Se, em vez de termos jogado para manter a vantagem mínima na 2ª parte, a tivéssemos tentado ampliar, teríamos conseguido o 1º lugar do grupo e ficaríamos no lado bom do quadro, onde em vez de Uruguai, Brasil ou França, teríamos Rússia, Croácia ou Colômbia/Inglaterra. Exactamente o que nos aconteceu no Euro 2016, que teve o resultado que teve.
Entrámos praticamente a perder com um grande golo do Cavani (faz um movimento com a cabeça, mas parece que a bola lhe bate no peito) a centro do Suárez logo aos 7’. Antes disso, o Cristiano Ronaldo tinha feito um bom remate de primeira, mas à figura do Muslera, mas até ao intervalo foi um livre do Suárez, que passou pelo meio da barreira, a criar maior perigo, com uma boa defesa do Rui Patrício. Na 2ª parte, empatámos relativamente cedo (55’), com uma cabeçada do Pepe a centro do Raphael Guerreiro na sequência de um canto. No entanto, não conseguimos usufruir dessa vantagem por muito tempo, com o 1-2 do Cavani (novamente num golão) a aparecer aos 62’: o Pepe falha a intercepção num pontapé vindo do guarda-redes e o Bentancur assiste o Cavani, desta feita para um remate em arco. Até final, a nossa melhor oportunidade foi um remate do Bernardo Silva por cima, numa recarga, a uma saída em falso do Muslera.
O Bernardo Silva, apesar deste lance em que poderia ter feito melhor, foi de longe o nosso jogador em maior destaque, porque era o único que conseguia transportar a bola com qualidade. O Gonçalo Guedes voltou à titularidade, mas esteve novamente muito abaixo da sua valia. Os centrais (Pepe e Fonte) fizeram um bom jogo, assim como o Raphael Guerreiro. Ao invés, o Cristiano Ronaldo passou relativamente ao lado da partida, mas ainda conseguiu fazer uma enorme idiotice perto do final, ao ver um amarelo por protestos (injustificados, ainda por cima), que o tiraria do jogo frente à França, nos quartos-de-final, se por acaso tivéssemos uma sorte descomunal e marcássemos em cima do apito (ou se o árbitro fosse como o Capela e dissesse 3’, mas desse 8’ de compensação...).
Foi uma prestação da selecção nacional que soube a pouco, principalmente por causa daquele jogo frente ao Irão. Se, em vez de termos jogado para manter a vantagem mínima na 2ª parte, a tivéssemos tentado ampliar, teríamos conseguido o 1º lugar do grupo e ficaríamos no lado bom do quadro, onde em vez de Uruguai, Brasil ou França, teríamos Rússia, Croácia ou Colômbia/Inglaterra. Exactamente o que nos aconteceu no Euro 2016, que teve o resultado que teve.
quarta-feira, junho 27, 2018
Irão - 1 - Portugal - 1
Empatámos com o Irão na passada 2ª feira e qualificámo-nos
para os oitavos-de-final do Mundial de 2018. O objectivo mínimo foi cumprido,
apesar de não ter tido brilhantismo nenhum. Como a Espanha empatou 2-2 com
Marrocos, ficámos em igualdade pontual, mas no 2º lugar por termos menos um
golo marcado do que eles.
Com o Fernando Santos a optar pelo Quaresma, Adrien e André Silva, em vez do Bernardo Silva, Moutinho e Gonçalo Guedes, até começámos bem a partida. O Irão voltou a revelar as virtudes dos jogos anteriores, embora nos primeiros minutos tenha tremido um pouco. No entanto, nós não aproveitámos essa tremedeira e, quando já se pensava que o intervalo chegaria com o nulo, o Quaresma tirou uma trivela da cartola e marcou um golão aos 45’. Como a Espanha estava empatada com Marrocos, estávamos provisoriamente no 1º lugar, o que faria com que defrontássemos a Rússia na fase seguinte.
A 2ª parte não poderia ter começado melhor, com o árbitro a ir ao VAR para assinalar um evidente penalty sobre o Cristiano Ronaldo aos 53’. No entanto, o capitão de Portugal não se concentrou minimamente antes da marcação, olhou para todo o lado e mais algum (comparem estas imagens com as de antes de marcar o livre frente à Espanha e vejam as diferenças...), e como seria de prever permitiu a defesa ao guarda-redes. Este lance teve o condão de entusiasmar os iranianos, enquanto a nossa exibição a partir daí fez-me recordar porque é que eu não gostei nada do Fernando Santos como treinador do Benfica: em vez de aproveitar o natural adiantamento do adversário para dar o golpe de misericórdia, cada vez que passávamos do meio-campo baixávamos o ritmo, jogávamos para o lado e para trás na tentativa (que me tira sempre dos nervos) de “controlar o jogo” (lembram-se?). Claro que seria previsível o que acabou por acontecer: o golo do Irão num penalty de VAR por pretensa mão do Cédric (por acaso, até acho que não foi...) aos 93’. Até final do tempo de compensação, só não fomos borda fora, porque só um avançado do Irão (ou do Panamá ou da Arábia Saudita) é que atiraria à malha lateral quando estava sozinho perante o Rui Patrício. Só para terem noção, terminei o jogo num estado de nervos semelhante ao de um Benfica-Leixões para a Taça da Liga...!
Como a Espanha também marcou perto do fim e salvou-se de uma derrota perante Marrocos, que entretanto se tinha colocado em vantagem, perdemos o 1º lugar e iremos agora defrontar o Uruguai do Suarez e Cavani nos oitavos. Ou seja, por culpa própria, iremos enfrentar um adversário bem mais poderoso do que a Rússia. Caso continuemos a jogar desta maneira, é bom que a Nossa Senhora de Fátima esteja em óptima forma, porque senão não se está bem a ver como poderemos seguir em frente...
Com o Fernando Santos a optar pelo Quaresma, Adrien e André Silva, em vez do Bernardo Silva, Moutinho e Gonçalo Guedes, até começámos bem a partida. O Irão voltou a revelar as virtudes dos jogos anteriores, embora nos primeiros minutos tenha tremido um pouco. No entanto, nós não aproveitámos essa tremedeira e, quando já se pensava que o intervalo chegaria com o nulo, o Quaresma tirou uma trivela da cartola e marcou um golão aos 45’. Como a Espanha estava empatada com Marrocos, estávamos provisoriamente no 1º lugar, o que faria com que defrontássemos a Rússia na fase seguinte.
A 2ª parte não poderia ter começado melhor, com o árbitro a ir ao VAR para assinalar um evidente penalty sobre o Cristiano Ronaldo aos 53’. No entanto, o capitão de Portugal não se concentrou minimamente antes da marcação, olhou para todo o lado e mais algum (comparem estas imagens com as de antes de marcar o livre frente à Espanha e vejam as diferenças...), e como seria de prever permitiu a defesa ao guarda-redes. Este lance teve o condão de entusiasmar os iranianos, enquanto a nossa exibição a partir daí fez-me recordar porque é que eu não gostei nada do Fernando Santos como treinador do Benfica: em vez de aproveitar o natural adiantamento do adversário para dar o golpe de misericórdia, cada vez que passávamos do meio-campo baixávamos o ritmo, jogávamos para o lado e para trás na tentativa (que me tira sempre dos nervos) de “controlar o jogo” (lembram-se?). Claro que seria previsível o que acabou por acontecer: o golo do Irão num penalty de VAR por pretensa mão do Cédric (por acaso, até acho que não foi...) aos 93’. Até final do tempo de compensação, só não fomos borda fora, porque só um avançado do Irão (ou do Panamá ou da Arábia Saudita) é que atiraria à malha lateral quando estava sozinho perante o Rui Patrício. Só para terem noção, terminei o jogo num estado de nervos semelhante ao de um Benfica-Leixões para a Taça da Liga...!
Como a Espanha também marcou perto do fim e salvou-se de uma derrota perante Marrocos, que entretanto se tinha colocado em vantagem, perdemos o 1º lugar e iremos agora defrontar o Uruguai do Suarez e Cavani nos oitavos. Ou seja, por culpa própria, iremos enfrentar um adversário bem mais poderoso do que a Rússia. Caso continuemos a jogar desta maneira, é bom que a Nossa Senhora de Fátima esteja em óptima forma, porque senão não se está bem a ver como poderemos seguir em frente...
sexta-feira, junho 22, 2018
Portugal - 1 - Marrocos - 0
Vencemos Marrocos na 4ª feira e estamos a um ponto de nos
qualificarmos para os oitavos-de-final do Mundial 2018. Um golo do Cristiano
Ronaldo logo aos 4’, numa excelente entrada de cabeça a um canto curto do João
Moutinho, resolveu a partida. E, pronto, o aspecto positivo resume-se a isto. A
partir daqui, assistimos a uma cópia do que se passou na estreia, com o pequeno pormenor de Marrocos estar muito
longe da valia dos espanhóis. Mas nunca conseguimos ter bola e os dedos de uma
mão chegam e sobram para contar as nossas oportunidades. Não fosse o Rui Patrício
ter efectuado um par de óptimas defesas e o Benatia, central da Juventus, ter revelado igual
dose de aselhice e estaríamos aqui a lamentar pontos perdidos.
Como a Espanha também ganhou por 1-0 ao muro do Irão, estamos igualados com eles e só em desvantagem por um cartão amarelo. A partida frente aos iranianos irá decidir a nossa sorte no Mundial, mas seria escandaloso se não nos qualificássemos. É certo que fomos campeões da Europa a jogar um futebol muito sofrível, mas convinha que mostrássemos um pouco mais neste mundial, porque estar à espera de dois milagres consecutivos talvez seja abusar um pouco, não...?
Como a Espanha também ganhou por 1-0 ao muro do Irão, estamos igualados com eles e só em desvantagem por um cartão amarelo. A partida frente aos iranianos irá decidir a nossa sorte no Mundial, mas seria escandaloso se não nos qualificássemos. É certo que fomos campeões da Europa a jogar um futebol muito sofrível, mas convinha que mostrássemos um pouco mais neste mundial, porque estar à espera de dois milagres consecutivos talvez seja abusar um pouco, não...?
segunda-feira, junho 18, 2018
Portugal - 3 - Espanha - 3
Estreámo-nos no Mundial 2018 na 6ª feira passada, com um
empate (3-3) frente a uma das melhores selecções do mundo. Apesar de sermos os campeões
europeus em título, não perder numa grande competição contra uma das mais
fortes candidatas ao troféu é sempre um excelente resultado. Ainda para mais,
mediante tudo o que se passou no jogo.
Entrámos bem com um penalty sobre o Cristiano Ronaldo (bem ganho por este) logo aos 4’, que o próprio converteu sem hipóteses para o De Gea. A Espanha desconcentrou-se um pouco, mas depois começou a ter muita bola e nós nem vê-la. Mesmo assim, conseguimos meter dois contra-ataques muito perigosos, que o Gonçalo Guedes não teve arte para concretizar. Aos 24’, o Diego Costa atingiu com o braço o Pepe, nem o árbitro nem o VAR assinalaram nada, e na jogada fez a igualdade com um excelente trabalho perante dois dos nossos defesas. A Espanha pressionava-nos de tal modo que mal passámos do meio-campo, atirou uma bola ao poste que bateu em cima da linha, mas a um minuto do intervalo o De Gea resolveu dar um frango descomunal num remate à figura do C. Ronaldo. Um pouco sem saber como, íamos para o intervalo em vantagem.
Na 2ª parte, em menos de 15’ a Espanha deu a volta ao jogo: primeiro, num livre para a nossa área aos 55’, assistência de cabeça para o Diego Costa bisar muito perto da baliza; três minutos depois, um remate de ressaca de fora da área do Nacho, que bateu num dos postes e entrou. A partir daqui, a Espanha fez o que nós tentámos fazer quando estivemos em vantagem, mas muito melhor: baixou o ritmo, trocou a bola e controlou o jogo. No entanto, cometeu a imprevidência de fazer uma falta perto da área aos 88’. E o C. Ronaldo não perdeu a oportunidade de assegurar ainda mais o seu lugar no Olimpo do futebol com um livre perfeito ao canto superior direito da baliza, a pregar o De Gea ao relvado. Que golão!
Assegurávamos assim um empate saboroso, mesmo que um pouco lisonjeiro. Mas estamos num Mundial e todos nos lembramos como o Euro 2016 foi ganho: isto não é para a nota artística. No outro jogo do grupo, o Irão (apesar de ser treinado pelo Carlos Queiroz...) ganhou 1-0 a Marrocos no último minuto através de um autogolo. O que torna o nosso próximo jogo, frente aos marroquinos, muito importante para eles. Todo o cuidado é pouco, até porque, pelo que se tem visto neste Mundial, os favoritos não têm tido a vida nada fácil: a França só ganhou à Austrália a 10’ do fim com um autogolo, a Argentina empatou com a Islândia, o Brasil com a Suíça, e a Alemanha perdeu com o México!
Entrámos bem com um penalty sobre o Cristiano Ronaldo (bem ganho por este) logo aos 4’, que o próprio converteu sem hipóteses para o De Gea. A Espanha desconcentrou-se um pouco, mas depois começou a ter muita bola e nós nem vê-la. Mesmo assim, conseguimos meter dois contra-ataques muito perigosos, que o Gonçalo Guedes não teve arte para concretizar. Aos 24’, o Diego Costa atingiu com o braço o Pepe, nem o árbitro nem o VAR assinalaram nada, e na jogada fez a igualdade com um excelente trabalho perante dois dos nossos defesas. A Espanha pressionava-nos de tal modo que mal passámos do meio-campo, atirou uma bola ao poste que bateu em cima da linha, mas a um minuto do intervalo o De Gea resolveu dar um frango descomunal num remate à figura do C. Ronaldo. Um pouco sem saber como, íamos para o intervalo em vantagem.
Na 2ª parte, em menos de 15’ a Espanha deu a volta ao jogo: primeiro, num livre para a nossa área aos 55’, assistência de cabeça para o Diego Costa bisar muito perto da baliza; três minutos depois, um remate de ressaca de fora da área do Nacho, que bateu num dos postes e entrou. A partir daqui, a Espanha fez o que nós tentámos fazer quando estivemos em vantagem, mas muito melhor: baixou o ritmo, trocou a bola e controlou o jogo. No entanto, cometeu a imprevidência de fazer uma falta perto da área aos 88’. E o C. Ronaldo não perdeu a oportunidade de assegurar ainda mais o seu lugar no Olimpo do futebol com um livre perfeito ao canto superior direito da baliza, a pregar o De Gea ao relvado. Que golão!
Assegurávamos assim um empate saboroso, mesmo que um pouco lisonjeiro. Mas estamos num Mundial e todos nos lembramos como o Euro 2016 foi ganho: isto não é para a nota artística. No outro jogo do grupo, o Irão (apesar de ser treinado pelo Carlos Queiroz...) ganhou 1-0 a Marrocos no último minuto através de um autogolo. O que torna o nosso próximo jogo, frente aos marroquinos, muito importante para eles. Todo o cuidado é pouco, até porque, pelo que se tem visto neste Mundial, os favoritos não têm tido a vida nada fácil: a França só ganhou à Austrália a 10’ do fim com um autogolo, a Argentina empatou com a Islândia, o Brasil com a Suíça, e a Alemanha perdeu com o México!
sexta-feira, junho 15, 2018
Carta aberta à Sport TV - "Abaixo Ver a Bola, Queremos Mais Rodapés!"
Cara Sport TV,
Isto é uma situação que já acontece há algum tempo, mas
agora atingiu provavelmente um ponto máximo com o Mundial 2018 e por isso tomo
a liberdade de vos enviar esta carta aberta.
Vejam lá que coisa estranha, mas há pessoas que, quando vêem
o resumo de um jogo de futebol, gostam de ver... a bola! É uma mania lá delas,
mas também há malucos para tudo...! De tal modo que não compreendem o
verdadeiro serviço público que vocês fazem de fornecer todo um leque de
informações (que não podem MESMO deixar de ser dadas durante os longos três minutos do
resumo) muito mais importantes do que ver... a bola! Pessoas incultas que não
percebem que os ecrãs 16:9 foram inventados não para vermos mais imagem, mas obviamente
para vermos mais... rodapés! Para quê mostrar o resultado final e os marcadores
dos golos só no início e/ou no fim do resumo, quando os podemos ver em letras
GARRAFAIS durante o tempo todo, não vá uma pessoa ser de compreensão lenta e ter
de demorar três minutos a ler essa informação...?! Como não dar valor a esse assunto
fundamental no jogo de ontem que foi o facto de o Ignashevich ser, com 38 anos,
o jogador mais velho a representar a Rússia num Mundial...?! Até qu’enfim! Isso,
sim, é algo sem o qual a nossa vida estaria incompleta e que merece que o
saibamos em vez de vermos esse pormenor de somenos importância num jogo (e, neste caso, em dois dos
lances de golo) que é... a bola!
Se me permitem, tenho uma sugestão: em vez de ocuparem somente 25%(!) do ecrã com a informação
dos rodapés (sim, eu medi!), não se acanhem e ocupem os restantes 75% da imagem
com outras notícias em rodapé. Vamos ocupar a totalidade do ecrã com rodapés,
porque durante um resumo de futebol o espectador quer é ver todo um leque de
informações e não essa minudência que é ver... a bola! Aliás, espero que se
juntem a mim no movimento que estou a criar intitulado: ABAIXO VER A BOLA, QUEREMOS
MAIS RODAPÉS!
Em baixo, podem ver onze exemplos do que eu estou a dizer.
Os primeiros sete são em relação ao jogo de ontem, entre a Rússia e a Arábia
Saudita:
- Em seis deles, podemos sempre brincar ao “Onde Está o
Wally?” com a bola (e só o segundo não é um dos lances de golo).
- No sétimo, a locução diz que pode ter havido uma falta no salto no primeiro golo, mas é sempre melhor saber quem marcou os golos do que ver os braços do jogador...
Os restantes quatro são de jogos de campeonatos europeus desta época:
- No sétimo, a locução diz que pode ter havido uma falta no salto no primeiro golo, mas é sempre melhor saber quem marcou os golos do que ver os braços do jogador...
Os restantes quatro são de jogos de campeonatos europeus desta época:
- Para quê ver se, em jogadas de possível penalty, um jogador
toca efectivamente no outro ou não...?!
- Para quê ver se existe mesmo fora-de-jogo, quando podemos nem sequer ver o jogador...?! (Este é um dos meus favoritos, ou não fosse jogar às escondidas uma das minhas actividades preferidas quando era miúdo!)
- Para quê ver se existe mesmo fora-de-jogo, quando podemos nem sequer ver o jogador...?! (Este é um dos meus favoritos, ou não fosse jogar às escondidas uma das minhas actividades preferidas quando era miúdo!)
- Para quê tirar dúvidas sobre uma pisadela que levou a uma expulsão, quando há todo um nome do programa para se saber...?!
Esperando que acolham com interesse esta sugestão e tornem realidade este meu sonho de ver 100% do ecrã preenchido com rodapés, despeço-me agradecendo antecipadamente a vossa atenção.
Com os meus mais respeitosos cumprimentos,
Sérgio
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