quinta-feira, novembro 30, 2017
Obrigado, Imperador!
Na passada 3ª feira, dia 28 de Novembro, um grande senhor do futebol mundial despediu-se do Benfica. Obrigado tudo nestes 3,5 anos, grande Júlio César! Foi uma honra ter-te vestido com a nossa camisola, assim como sabemos que foi uma honra para ti vesti-la. Esperamos-te cá em Maio para receberes a medalha do penta!
terça-feira, novembro 28, 2017
Podcast Benfica FM
Já conheço o Nuno há vários anos e foi com o maior prazer que estive ontem à conversa com ele no seu excelente podcast Benfica FM. Subscrevam-no!
segunda-feira, novembro 27, 2017
Goleada imprevista
Vencemos
ontem o V. Setúbal por 6-0 e reduzimos a diferença para o CRAC para três pontos,
devido ao empate deles (1-1) na Vila das Aves, mantendo o ponto de desvantagem
para os lagartos (ganharam em Paços de Ferreira por 2-1). Depois de selarmos a
eliminação das competições europeias, com a pior prestação de toda a nossa
história e o estabelecimento de um recorde negativo (nunca uma equipa do pote 1
tinha chegado à 5ª jornada da Champions
com cinco derrotas), havia curiosidade de como reagiríamos a esse facto e ao
empate do CRAC no dia anterior. E a resposta foi boa, embora não nos devamos
deslumbrar com o resultado dilatado.
O Rui
Vitória manteve a aposta no Bruno Varela, relegando o regressado Svilar para o
banco. Julgo que será pelo facto de o Varela ter mais experiência e
aproximar-se o decisivo jogo em Mordor para a semana. De resto, a equipa esperada
com a entrada do Cervi para o lugar do Diogo Gonçalves, que nem no banco se
sentou. Entrámos bem na partida, marcando logo aos 7’ pelo Luisão na sequência
de uma assistência de cabeça do Jardel, depois de um livre do Pizzi. Pensei que
iríamos fechar a loja, à semelhança dos jogos anteriores, mas felizmente isso
não aconteceu. O V. Setúbal tentou responder, mas sem nos ter criado as
dificuldades da semana passada para a Taça. Mesmo assim, teve uma boa oportunidade
pelo Gonçalo Paciência, cortada in
extremis pelo André Almeida depois de o Jardel ter sido muito mal batido em
velocidade pelo Costinha. Pouco depois, foi o mesmo Jardel a cabecear num canto
para boa defesa do Cristiano. Aos 39’, aumentámos a vantagem para o 2-0 no
centésimo golo do Jonas pelo Benfica: canto do Pizzi na direita e entrada fulgurante
do brasileiro. Conseguíamos dois golos na 1ª parte, coisa raramente vista este
ano. As coisas tornaram-se ainda mais fáceis, porque em cima do intervalo o
Nuno Pinto rasteira o Luisão e vê o segundo amarelo. Num dos últimos lances,
ainda atirámos uma bola ao poste, numa cabeçada do Jonas.
Em
termos individuais, vários destaques: para o Jonas pelo bis e para a assistência para o golo do André Almeida; para o
Pizzi, que finalmente deixou de ser corpo presente no relvado desde o jogo da
Supertaça; para o Krovinovic, especialmente pela 1ª parte, onde foi o jogador
que imprimiu mais velocidade ao nosso jogo; e para o capitão Luisão, regressado
aos golos para o campeonato mais de 2,5 anos depois e inultrapassável na
defesa. O Zivkovic entrou muitíssimo bem e, de facto, não se percebe porque tem
jogado tão pouco. O Diogo Gonçalves foi bom enquanto durou, mas vá lá crescer
mais um bocadinho, porque a diferença para o Cervi e Zivkovic é enorme nesta
altura. O Samaris também veio dar outra dinâmica à equipa, fazendo uma série de
passes a rasgar para a frente e é incompreensível que o Rui Vitória ache que o Filipe
Augusto é melhor do que ele...! O Bruno Varela não teve grande trabalho, mas
terá uma prova de fogo para a semana. Quem me continua a parecer muito longe do
seu melhor é o Jardel, que foi batido nalguns lances de forma patética e para a
semana terá de se haver com o Aboubakar...
Foi uma
das melhores exibições da época, mas temos que colocar as coisas em perspectiva:
quando se passa um jejum enorme, qualquer pedaço de pão parece opíparo. Na
próxima semana, teremos uma noção mais exacta de quanto valemos nesta altura,
porque passámos do (menos) 8 de 4ª feira para o 80 de ontem. É fundamental não
perder o jogo em Mordor, mas uma vitória seria um rombo muito grande na
confiança deles e poderia virar o campeonato.
quarta-feira, novembro 22, 2017
Deprimente
Perdemos em Moscovo frente ao CSKA por 0-2 e esta é indiscutivelmente a mais
vergonhosa campanha europeia da nossa história. Cinco derrotas em cinco jogos,
um golo marcado e 12 sofridos fazem de nós a pior equipa da fase de grupos da
Liga dos Campeões. É (infelizmente) histórico, porque nunca uma equipa
cabeça-de-série se viu nesta situação. É inacreditável que uma equipa que fez
algo inédito como a conquista do tetracampeonato, somente meio ano depois entre
novamente na história pelos piores motivos.
Numa partida em que era imperioso ganhar, marcando preferencialmente dois golos, alinhámos de início com o Filipe Augusto. I rest my case…! O post poderia terminar aqui… Com a inexplicável não-inscrição do Krovinovic, alguém tinha que entrar, mas eu não percebo porque é que não se repetiu a fórmula de Manchester, com o Samaris. É que acabámos por não jogar mal em Old Trafford. Mas não, lá tínhamos que levar com o Filipe Augusto, o que, com o Pizzi numa forma abaixo de cão, fez com que não existíssemos durante a maior parte do tempo. Aos 13’, sofremos o 0-1 pelo Schennikov (lance difícil, mas em fora-de-jogo), mas três minutos depois tivemos uma flagrante oportunidade pelo Jonas, que acertou mal na bola só com o guarda-redes pela frente, depois de uma assistência do Diogo Gonçalves. E, pronto, as nossas oportunidades na 1ª parte ficaram por aqui.
Na 2ª parte, o segundo golo apareceu aos 56’ num lance infeliz do Jardel, que fez um carrinho e a bola bateu nele e entrou. O Cervi já tinha substituído ao intervalo o apagadíssimo Diogo Gonçalves, mas nós revelámos sempre uma exasperante lentidão de processos (então o Pizzi…!) e raramente conseguimos chegar com perigo à baliza contrária. De tal modo, que a melhor oportunidade que tivemos foi um remate do André Almeida, que saiu fraco. Os russos também não aceleraram muito, o que ajudou a que não tivemos uma segunda edição de Basileia…
Num jogo tão paupérrimo da nossa parte, não vou destacar ninguém. Nesta senda de recordes negativos, acrescenta-se mais um: o CSKA sofria golos para a Champions há mais de 40 jogos seguidos! Desde 2006! Hoje voltou a não sofrer…
Nem nos nossos piores pesadelos nos imaginámos fora da Europa logo em Novembro. Não alinho nada da tese de “é melhor, porque assim concentram-se mais nas competições nacionais”. Isto é péssimo para o nosso prestígio e para o ranking. Só o pentacampeonato poderá compensar isto. Mas a jogar desta maneira, vai ser impossível.
Numa partida em que era imperioso ganhar, marcando preferencialmente dois golos, alinhámos de início com o Filipe Augusto. I rest my case…! O post poderia terminar aqui… Com a inexplicável não-inscrição do Krovinovic, alguém tinha que entrar, mas eu não percebo porque é que não se repetiu a fórmula de Manchester, com o Samaris. É que acabámos por não jogar mal em Old Trafford. Mas não, lá tínhamos que levar com o Filipe Augusto, o que, com o Pizzi numa forma abaixo de cão, fez com que não existíssemos durante a maior parte do tempo. Aos 13’, sofremos o 0-1 pelo Schennikov (lance difícil, mas em fora-de-jogo), mas três minutos depois tivemos uma flagrante oportunidade pelo Jonas, que acertou mal na bola só com o guarda-redes pela frente, depois de uma assistência do Diogo Gonçalves. E, pronto, as nossas oportunidades na 1ª parte ficaram por aqui.
Na 2ª parte, o segundo golo apareceu aos 56’ num lance infeliz do Jardel, que fez um carrinho e a bola bateu nele e entrou. O Cervi já tinha substituído ao intervalo o apagadíssimo Diogo Gonçalves, mas nós revelámos sempre uma exasperante lentidão de processos (então o Pizzi…!) e raramente conseguimos chegar com perigo à baliza contrária. De tal modo, que a melhor oportunidade que tivemos foi um remate do André Almeida, que saiu fraco. Os russos também não aceleraram muito, o que ajudou a que não tivemos uma segunda edição de Basileia…
Num jogo tão paupérrimo da nossa parte, não vou destacar ninguém. Nesta senda de recordes negativos, acrescenta-se mais um: o CSKA sofria golos para a Champions há mais de 40 jogos seguidos! Desde 2006! Hoje voltou a não sofrer…
Nem nos nossos piores pesadelos nos imaginámos fora da Europa logo em Novembro. Não alinho nada da tese de “é melhor, porque assim concentram-se mais nas competições nacionais”. Isto é péssimo para o nosso prestígio e para o ranking. Só o pentacampeonato poderá compensar isto. Mas a jogar desta maneira, vai ser impossível.
segunda-feira, novembro 20, 2017
Em frente
Vencemos
o V. Setúbal no sábado por 2-0 e qualificámo-nos para os oitavos-de-final da
Taça de Portugal. Foi uma vitória justa, se bem que a exibição não tenha sido
nada por aí além, embora não tão má quanto a frente ao Feirense.
Já se
sabe que os jogos depois da paragem das selecções são sempre complicados. Ainda
por cima, tivemos que defrontar uma equipa da I Liga contra a qual no ano
passado fizemos um em seis pontos possíveis. O Rui Vitória manteve o 4-3-3 de
Guimarães, desta feita com o Rafa e Cervi nas alas. Entrámos bem na partida e a
1ª parte não foi má. O Luisão teve um par de oportunidades de cabeça em cantos,
mas foi o Cervi a inaugurar o marcador aos 25’ num canto estudado: o Pizzi marcou-o
rasteiro para a entrada da área, o Luisão deixou a bola passar e o argentino
atirou cruzado sem hipóteses para o Cristiano. Até qu’enfim que um lance destes
resulta! Até ao intervalo, não abrandámos tanto como em jogos anteriores depois
de marcarmos primeiro, mas não conseguimos criar grandes oportunidades de golo.
Em
termos individuais, destaque óbvio para o Cervi com um golo e uma assistência.
O Jonas está só a um golo de chegar aos 100 pelo Benfica, mas não teve muitas
chances nesta partida de o fazer. Aliás, esta nova colocação dele a ponta-de-lança
não o favorece e fá-lo desgastar-se imenso na disputa de bolas com os defesas,
mas a verdade é que a equipa mostra mais consistência desta maneira, até porque
com o Pizzi numa forma péssima, outro médio que participe na nossa manobra
atacante é fundamental. E o Krovinovic está a fazer bem esse papel. Nota-se que
é jogador, se bem que ainda tenha que crescer um bocado. Falando em crescer, o
Rui Vitória promoveu a estreia do norte-americano Keaton Parks neste jogo
(substituindo o Pizzi a cerca de 15’ do fim) e percebeu-se que ele sabe o que
tem a fazer em campo, embora me tivesse parecido um pouco mole, mas podia ser
nervos da estreia. O Rafa nem começou mal, mas foi decrescendo ao longo do
tempo e perdeu mais uma oportunidade de mostrar a razão pela qual pagámos 16M€
por ele. O Douglas confirmou mais uma vez o que já se tinha percebido: bom a
atacar, mas o jogador com menos capacidade defensiva que eu alguma vez me
lembro de ter visto (e atenção que eu vi o Dudic, o Okunowo, o Luís Felipe e o
Patric...!). Acho que até eu passaria por ele! Tivemos um azar tremendo com a apendicite
do Rúben Dias, porque o Jardel está a léguas do que vale e o Lisandro é... o
Lisandro.
Depois
da vitória e boa exibição em Guimarães, confesso que estava à espera de um
bocado mais. Mas o fundamental mesmo era prosseguir em prova, porque somos os
detentores do título e conquistar a Taça de Portugal deve ser sempre o nosso
objectivo nº 2 da época.
segunda-feira, novembro 06, 2017
Surpreendente
Vencemos ontem o V. Guimarães na cidade-berço por 3-1 e reduzimos para
um ponto a desvantagem para a lagartada
(empatou 2-2 aos 94’ de penalty com o Braga em casa), mantendo os cinco para o
CRAC (venceu no sábado o Belenenses em Mordor). Quatro meses depois do início
da temporada e depois da Supertaça e da 1ª jornada com o Braga, voltámos a apresentar
algum futebol! Já não era sem tempo!
O Rui Vitória inovou ao apresentar um onze com o Krovinovic em campo e o Jonas como ponta-de-lança. Confesso que tive bastantes dúvidas acerca disto, porque me lembro sempre deste jogo de tão má memória com o Jonas sozinho na frente, mas desta feita a coisa correu muito bem. Fundamentalmente por uma razão: ter alguém no meio-campo que jogue para a frente e arraste a equipa com ele faz toda a diferença. O Krovinovic foi ontem esse jogador e foi dele a tabelinha com o André Almeida, que lhe proporcionou um cruzamento rasteiro para o Jonas abrir o marcador aos 22’. Claro que muitos de nós terão imediatamente pensado: “pronto, acabou-se o nosso futebol, vai ser sempre sofrer até ao fim.” No entanto, ao contrário da quase totalidade dos nossos encontros anteriores, conseguimos continuar a jogar à bola depois de marcarmos primeiro! Milagre! O V. Guimarães praticamente não se acercou da nossa baliza e, até ao intervalo, poderíamos ter aumentado o marcador, com remates do Diogo Gonçalves ao lado num canto do Pizzi directo para ele e do Salvio defendido pelo Miguel Silva.
Na 2ª parte, como seria expectável, o V. Guimarães entrou mais pressionante e nós andámos ali a patinar durante um bocado. Um remate em arco do Heldon passou perto do poste, mas quando o Rui Vitória decidiu colocar o Samaris para reequilibrar o meio-campo, voltámos a ter o controlo do jogo. E foi mesmo o grego a dar a machadada final, ao marcar o segundo golo aos 76, depois de uma tabelinha com o Jonas lhe ter proporcionado uma arrancada desde meio-campo, aguentando uma tentativa de carga de um defesa e rematando para o ângulo mais perto do guarda-redes, enganando-o. Nunca na vida o Pizzi faria uma jogada destas, porque raramente corre para a frente e na carga teria ido logo ao relvado. Três minutos depois, uma abertura perfeita do Diogo Gonçalves isolou o Salvio que, à saída do guarda-redes, lhe picou a bola por cima fazendo o 0-3. O Rui Vitória já tinha o Jiménez pronto para entrar, mas estou convencido que este terceiro golo o fez tirar o Fejsa (já com um amarelo) do que o Jonas. Depois também entrou o Cervi, que acabou por estar ligar ao golo do V. Guimarães, ao fazer um mau corte que fez com que a bola sobrasse para o Rafael Martins, que rematou para meio da baliza com o Svilar a ser apanhado em contrapé num lance em que tinha a obrigação de estar melhor posicionado. Mesmo em cima do tempo de compensação, o André Almeida agarrou inexplicavelmente um adversário já dentro da área, mas felizmente o avançado Tallo marcou o penalty bem por cima.
Em termos individuais, destaque para o Jonas, que esteve nos três golos do Benfica. Dizem os jornais que igualou a marca do gente ilustre como Julinho e Eusébio com nove jornadas consecutivas a marcar. É obra! Apesar de ter algumas arestas para limar, o Krovinovic não engana nas suas capacidades. Os extremos (Salvio e Diogo Gonçalves) estiveram muito activos no ataque. A defesa teve uma noite relativamente tranquila, com o Svilar a cometer ainda alguns erros de principiante, felizmente sem consequências de maior.
O campeonato irá agora para durante cerca de duas semanas para as selecções e a Taça de Portugal, e regressará para a segunda das nossas sessões com o V. Setúbal em casa (a outra é precisamente para a taça numa semana antes). Iremos então ver se esta melhoria exibicional tem sequência no futuro.
O Rui Vitória inovou ao apresentar um onze com o Krovinovic em campo e o Jonas como ponta-de-lança. Confesso que tive bastantes dúvidas acerca disto, porque me lembro sempre deste jogo de tão má memória com o Jonas sozinho na frente, mas desta feita a coisa correu muito bem. Fundamentalmente por uma razão: ter alguém no meio-campo que jogue para a frente e arraste a equipa com ele faz toda a diferença. O Krovinovic foi ontem esse jogador e foi dele a tabelinha com o André Almeida, que lhe proporcionou um cruzamento rasteiro para o Jonas abrir o marcador aos 22’. Claro que muitos de nós terão imediatamente pensado: “pronto, acabou-se o nosso futebol, vai ser sempre sofrer até ao fim.” No entanto, ao contrário da quase totalidade dos nossos encontros anteriores, conseguimos continuar a jogar à bola depois de marcarmos primeiro! Milagre! O V. Guimarães praticamente não se acercou da nossa baliza e, até ao intervalo, poderíamos ter aumentado o marcador, com remates do Diogo Gonçalves ao lado num canto do Pizzi directo para ele e do Salvio defendido pelo Miguel Silva.
Na 2ª parte, como seria expectável, o V. Guimarães entrou mais pressionante e nós andámos ali a patinar durante um bocado. Um remate em arco do Heldon passou perto do poste, mas quando o Rui Vitória decidiu colocar o Samaris para reequilibrar o meio-campo, voltámos a ter o controlo do jogo. E foi mesmo o grego a dar a machadada final, ao marcar o segundo golo aos 76, depois de uma tabelinha com o Jonas lhe ter proporcionado uma arrancada desde meio-campo, aguentando uma tentativa de carga de um defesa e rematando para o ângulo mais perto do guarda-redes, enganando-o. Nunca na vida o Pizzi faria uma jogada destas, porque raramente corre para a frente e na carga teria ido logo ao relvado. Três minutos depois, uma abertura perfeita do Diogo Gonçalves isolou o Salvio que, à saída do guarda-redes, lhe picou a bola por cima fazendo o 0-3. O Rui Vitória já tinha o Jiménez pronto para entrar, mas estou convencido que este terceiro golo o fez tirar o Fejsa (já com um amarelo) do que o Jonas. Depois também entrou o Cervi, que acabou por estar ligar ao golo do V. Guimarães, ao fazer um mau corte que fez com que a bola sobrasse para o Rafael Martins, que rematou para meio da baliza com o Svilar a ser apanhado em contrapé num lance em que tinha a obrigação de estar melhor posicionado. Mesmo em cima do tempo de compensação, o André Almeida agarrou inexplicavelmente um adversário já dentro da área, mas felizmente o avançado Tallo marcou o penalty bem por cima.
Em termos individuais, destaque para o Jonas, que esteve nos três golos do Benfica. Dizem os jornais que igualou a marca do gente ilustre como Julinho e Eusébio com nove jornadas consecutivas a marcar. É obra! Apesar de ter algumas arestas para limar, o Krovinovic não engana nas suas capacidades. Os extremos (Salvio e Diogo Gonçalves) estiveram muito activos no ataque. A defesa teve uma noite relativamente tranquila, com o Svilar a cometer ainda alguns erros de principiante, felizmente sem consequências de maior.
O campeonato irá agora para durante cerca de duas semanas para as selecções e a Taça de Portugal, e regressará para a segunda das nossas sessões com o V. Setúbal em casa (a outra é precisamente para a taça numa semana antes). Iremos então ver se esta melhoria exibicional tem sequência no futuro.
sábado, novembro 04, 2017
Manchester United - 2 - Benfica - 0
Perdemos na passada 3ª feira em Old Trafford e vai ser preciso um
milagre para não vermos as competições europeias no sofá a partir de Dezembro.
Uma semana infernal, com vários trabalhos a competir entre eles, impediu-me de postar mais cedo, mas de qualquer maneira achei que mais valia tarde do que nunca… O Filipe Augusto fez o favor de se lesionar no aquecimento e entrou o Samaris em vez dele. O Douglas regressou à equipa e fez uma das maiores idiotices que eu já vi, ao derrubar com as mãos um adversário na grande área. O que valeu foi que o Svilar foi buscar o remate do Martial ao canto. Pouco depois, tivemos das nossas melhores oportunidades com um remate em arco do Diogo Gonçalves, muito bem defendido pelo De Gea. No entanto, aos 41’ sofremos mesmo o golo, num remate de longe do Matic, que bateu no poste e nas costas do Svilar, acabando por entrar na baliza! Falando em falta de sorte…
Na 2ª parte, foi novamente o Diogo Gonçalves a criar perigo, com o De Gea novamente em destaque. Aos 65’, tivemos uma ocasião soberana, com um erro clamoroso de um defesa do Man Utd a isolar o Jiménez, que acossado por um adversário atirou ao poste. A pouco mais de 10’ do fim, o Samaris faz um penalty escusado sobre o Rashford e o Blind rematou para o meio da baliza, enganando o Svilar. Até final, ainda poderíamos ter reduzido o marcador, mas terminou tudo na mesma.
Em termos individuais, os melhores foram os miúdos: à cabeça o Rúben Dias, com uma exibição muito personalizada e a não se atemorizar perante o tanqueLukaku; bem secundado pelo Svilar, com a mais-valia de ter defendido um penalty; finalmente, o Diogo Gonçalves ao qual, apesar ainda de não durar o jogo todo, pertenceram os nossos melhores remates.
Os números são frios e não mentem: ao fim de quatro jornadas de Champions, vindos do pote 1, temos zero pontos e 1-10 em golos! Não há como enganar e assumir que esta é, até agora, a pior campanha de sempre. Apesar de o objectivo principal ser o penta, uma carreira europeia deste calibre é uma vergonha para a nossa história.
Uma semana infernal, com vários trabalhos a competir entre eles, impediu-me de postar mais cedo, mas de qualquer maneira achei que mais valia tarde do que nunca… O Filipe Augusto fez o favor de se lesionar no aquecimento e entrou o Samaris em vez dele. O Douglas regressou à equipa e fez uma das maiores idiotices que eu já vi, ao derrubar com as mãos um adversário na grande área. O que valeu foi que o Svilar foi buscar o remate do Martial ao canto. Pouco depois, tivemos das nossas melhores oportunidades com um remate em arco do Diogo Gonçalves, muito bem defendido pelo De Gea. No entanto, aos 41’ sofremos mesmo o golo, num remate de longe do Matic, que bateu no poste e nas costas do Svilar, acabando por entrar na baliza! Falando em falta de sorte…
Na 2ª parte, foi novamente o Diogo Gonçalves a criar perigo, com o De Gea novamente em destaque. Aos 65’, tivemos uma ocasião soberana, com um erro clamoroso de um defesa do Man Utd a isolar o Jiménez, que acossado por um adversário atirou ao poste. A pouco mais de 10’ do fim, o Samaris faz um penalty escusado sobre o Rashford e o Blind rematou para o meio da baliza, enganando o Svilar. Até final, ainda poderíamos ter reduzido o marcador, mas terminou tudo na mesma.
Em termos individuais, os melhores foram os miúdos: à cabeça o Rúben Dias, com uma exibição muito personalizada e a não se atemorizar perante o tanqueLukaku; bem secundado pelo Svilar, com a mais-valia de ter defendido um penalty; finalmente, o Diogo Gonçalves ao qual, apesar ainda de não durar o jogo todo, pertenceram os nossos melhores remates.
Os números são frios e não mentem: ao fim de quatro jornadas de Champions, vindos do pote 1, temos zero pontos e 1-10 em golos! Não há como enganar e assumir que esta é, até agora, a pior campanha de sempre. Apesar de o objectivo principal ser o penta, uma carreira europeia deste calibre é uma vergonha para a nossa história.
segunda-feira, outubro 30, 2017
Confrangedor
Vencemos
o Feirense por 1-0 na passada 6ª feira, mas como os outros dois também ganharam
continuamos a três pontos da lagartada
e a cinco do CRAC. Há sempre coisas positivas a serem tiradas dos jogos, mas no
caso deste isso resume-se aos três pontos. Tudo o resto foi mau demais para ser
verdade.
Quando aos 11’ o Jonas marcou um golo na sequência de um ressalto num canto, depois de um início interessante da nossa parte e em que o brasileiro já tinha tido uma oportunidade depois de jogada do Diogo Gonçalves, comentei jocosamente com os meus companheiros de bancada: “bem, já podemos ir embora, porque, seguindo a tradição deste ano, vamos deixar de jogar à bola...!” Sinceramente, num jogo em casa, frente ao Feirense (não desfazendo...), não acreditava que isso acontecesse. Mas, pela enésima vez, aconteceu mesmo! A partir do momento em que nos vemos em vantagem no marcador, parece que deixamos de estar interessados em jogar à bola! Houve um lance paradigmático perto do final da 1ª parte, em que numa jogada rápida ganhamos um lançamento lateral no meio-campo adversário, estamos praticamente em igualdade numérica e com hipóteses de apanhá-los em contrapé e... o Salvio deixa a bola para o André Almeida fazer o lançamento calmamente, enquanto a defesa do Feirense se recompõe. Ok, já sei: estávamos a ganhar...! Foi exasperante!
A 2ª parte não foi muito diferente da primeira e só tivemos uma real oportunidade, em que o Salvio isolado permitiu a defesa com alguma sorte do guarda-redes Caio para canto. É certo que o Feirense acabou por não criar grande perigo, mas como estamos agora a jogar com dois(!) trincos (Fejsa e Filipe Augusto) também melhor fora...
A nossa exibição foi tão paupérrima que, por uma questão de decoro, não vou mencionar ninguém individualmente. Aliás, saí do estádio bastante chateado (podemos sair chateados mesmo quando ganhamos da mesma maneira que, às vezes, há derrotas que não nos fazem muita mossa, certo?) e com a certeza de que, a (chamemos-lhe) jogar assim, não vamos longe de certeza. É que já estamos em Novembro, a época já se iniciou há quatro meses e não se vêem melhorias nenhumas. Antes pelo contrário! Ainda por cima, agora estamos a jogar na máxima força, nem sequer há as desculpas das lesões. Eu sei que saíram jogadores importantes e que essas saídas não foram colmatadas, mas o plantel actual tem mais que capacidade para ser melhor frente ao...Feirense... em casa! Custa-me a crer que fomos afortunadamente enganados durante dois anos, mas este “marcamos e depois vamos todos lá para trás” só pode ser ordem do treinador. É que está sempre a suceder nesta época. E isto, lamento, mas é táctica de equipa pequena. Desde a época do Quique que não víamos futebol tão mau na Luz.
Amanhã iremos a Old Trafford e antevê-se o pior. Ainda por cima, sem Luisão nem André Almeida na defesa. Mas o que me preocupa mesmo é o jogo do próximo domingo em Guimarães. Nesta jornada, os outros dois foram ganhar a campos onde nós perdemos pontos (os lagartos 1-0 em Vila do Conde e o CRAC 3-0 no Bessa) e, portanto, nós continuamos com tolerância zero. Mas a jogar desta maneira, não sei como iremos conseguir ganhar.
Quando aos 11’ o Jonas marcou um golo na sequência de um ressalto num canto, depois de um início interessante da nossa parte e em que o brasileiro já tinha tido uma oportunidade depois de jogada do Diogo Gonçalves, comentei jocosamente com os meus companheiros de bancada: “bem, já podemos ir embora, porque, seguindo a tradição deste ano, vamos deixar de jogar à bola...!” Sinceramente, num jogo em casa, frente ao Feirense (não desfazendo...), não acreditava que isso acontecesse. Mas, pela enésima vez, aconteceu mesmo! A partir do momento em que nos vemos em vantagem no marcador, parece que deixamos de estar interessados em jogar à bola! Houve um lance paradigmático perto do final da 1ª parte, em que numa jogada rápida ganhamos um lançamento lateral no meio-campo adversário, estamos praticamente em igualdade numérica e com hipóteses de apanhá-los em contrapé e... o Salvio deixa a bola para o André Almeida fazer o lançamento calmamente, enquanto a defesa do Feirense se recompõe. Ok, já sei: estávamos a ganhar...! Foi exasperante!
A 2ª parte não foi muito diferente da primeira e só tivemos uma real oportunidade, em que o Salvio isolado permitiu a defesa com alguma sorte do guarda-redes Caio para canto. É certo que o Feirense acabou por não criar grande perigo, mas como estamos agora a jogar com dois(!) trincos (Fejsa e Filipe Augusto) também melhor fora...
A nossa exibição foi tão paupérrima que, por uma questão de decoro, não vou mencionar ninguém individualmente. Aliás, saí do estádio bastante chateado (podemos sair chateados mesmo quando ganhamos da mesma maneira que, às vezes, há derrotas que não nos fazem muita mossa, certo?) e com a certeza de que, a (chamemos-lhe) jogar assim, não vamos longe de certeza. É que já estamos em Novembro, a época já se iniciou há quatro meses e não se vêem melhorias nenhumas. Antes pelo contrário! Ainda por cima, agora estamos a jogar na máxima força, nem sequer há as desculpas das lesões. Eu sei que saíram jogadores importantes e que essas saídas não foram colmatadas, mas o plantel actual tem mais que capacidade para ser melhor frente ao...Feirense... em casa! Custa-me a crer que fomos afortunadamente enganados durante dois anos, mas este “marcamos e depois vamos todos lá para trás” só pode ser ordem do treinador. É que está sempre a suceder nesta época. E isto, lamento, mas é táctica de equipa pequena. Desde a época do Quique que não víamos futebol tão mau na Luz.
Amanhã iremos a Old Trafford e antevê-se o pior. Ainda por cima, sem Luisão nem André Almeida na defesa. Mas o que me preocupa mesmo é o jogo do próximo domingo em Guimarães. Nesta jornada, os outros dois foram ganhar a campos onde nós perdemos pontos (os lagartos 1-0 em Vila do Conde e o CRAC 3-0 no Bessa) e, portanto, nós continuamos com tolerância zero. Mas a jogar desta maneira, não sei como iremos conseguir ganhar.
segunda-feira, outubro 23, 2017
Regresso
Depois de dois meses e uma semana (14 de Agosto), voltámos finalmente às
vitórias fora de casa, ao derrotar o Aves por 3-1. Como seria de esperar, não
foi um jogo fácil, porque na nossa forma actual isso é simplesmente impossível,
mas fizemos uma exibição ligeiramente melhor do que as anteriores (também pior
era impossível), onde conseguimos não adormecer totalmente depois de nos
colocarmos em vantagem.
O Rui Vitória manteve a aposta no Svilar e Diogo Gonçalves,
mas colocou o Pizzi e o Jiménez no banco, alinhando com o Filipe Augusto e Seferovic.
O início da partida foi movimentado, com uma oportunidade para nós (grande remate
em arco do Diogo Gonçalves e defesa não menos vistosa do Quim) e para o
adversário (remate do Vítor Gomes com o Svilar quase a ser enganado pela
trajectória da bola, mas a corrigir a tempo – seria um novo frango...). O Salvio ainda teve dois
lances em que o Quim foi novamente protagonista, mas aos 28’ o Washington fez uma
falta tão escusada quanto evidente sobre o Diogo Gonçalves na área. No
respectivo penalty, o Jonas não perdoou e atirou com força para o meio da
baliza. Até ao intervalo, ainda tivemos uma oportunidade soberana pelo Salvio,
mas quando só tinha que encostar de cabeça num óptimo centro do André Almeida, conseguiu atirar a bola por cima... No
entanto, para não destoar, foi o Aves a vir para cima de nós, sem que
conseguíssemos manter a bola longe das imediações da nossa área: o Svilar andou aos papéis num centro e foi o
Rúben Dias a salvar, um remate em boa posição do Vítor Gomes saiu ao lado e uma
cabeçada do Defendi bateu na parte superior da barra. Felizmente, entretanto
veio o intervalo, porque mais um bocadinho e muito possivelmente sofreríamos um
golo.
Na 2ª parte, havia a curiosidade para saber se o Aves conseguiria
manter o ritmo, mas levou logo um balde
de água fria aos 50’ com o 0-2 pelo Seferovic, depois de um remate de longe
do Jonas bater no suíço e ressaltar para o Salvio na área, que rematou cruzado
em esforço, com o mesmo Seferovic a confirmar o golo sobre a linha. E ainda bem
que o fez, porque não sei se um defesa em
carrinho não teria conseguido cortá-la. O adversário sentiu bastante o golo
e não conseguiu, nem de perto nem de longe, criar o mesmo perigo da 1ª parte.
Ao invés, fomos nós que estivemos mais perto de aumentar o marcador, mas o
Jonas rematou muito fraco e à figura,
e o Seferovic num ressalto proporcionou nova magnífica intervenção do Quim.
Como muitas vezes sucede esta época, bastou ao adversário ir uma vez com perigo
à nossa área para marcar e isso aconteceu num pontapé de canto aos 76’, com uma
cabeçada ao primeiro poste do Defendi. Adivinhavam-se uns minutos finais
complicados, mas isso acabou por não acontecer, porque aos 80’ fizemos o 1-3.
Há uma falta do Jonas no meio-campo que o Sr. Nuno Almeida não assinalou e, na
sequência do lance, o entretanto entrado Pizzi foi derrubado na área. O Jonas
mais uma vez não perdoou, atirando a meia altura para o lado esquerdo da
baliza. Até final, ainda deu para o Seferovic ser derrubado na área num
contra-ataque nosso, sem ser marcada falta (claro que para os antis isto não vai compensar a falta do
Jonas a meio-campo, mas sinceramente já não tenho paciência para estas
discussões em que uma falta a meio-campo é equiparável a um penalty não
assinalado ou um golo mal anulado), para o Derley atirar ao nosso poste (como é
que nós permitimos nessa altura uma bola ao poste num contra-ataque?!), e para
o Krovinovic (que tinha substituído o Jonas) fazer o Quim brilhar novamente. O
jogo não terminou sem antes o Pizzi e o Fejsa terem visto dois escusados
amarelos.
Em termos individuais, destaque para o Jonas pelos golos (de
penalty, mas é preciso marcá-los) e para a 1ª parte do Diogo Gonçalves. Nota-se
que o miúdo ainda está verde (salvo
seja!), não consegue manter um rendimento constante nos 90’, mas tem definitivamente
qualidade. Outro que também está verde
é o Svilar, mas este é bom que amadureça depressa, porque joga numa posição em
que não pode mesmo falhar. O Filipe Augusto no meio-campo não esteve tão
horrível quanto em jogos anteriores, o que é sempre de saudar. O Fejsa anda
longe da sua melhor forma, assim como o Seferovic, embora este tenha melhorado
em relação a partidas anteriores e pode ser que o regresso aos golos lhe faça
bem. O Rúben Dias teve uma escorregadela comprometedora na 1ª parte, mas o
lugar é indiscutivelmente dele nesta altura.
Receberemos o Feirense na próxima 6ª feira e veremos se esta
relativa melhoria tem continuidade ou não. Como os outros dois golearam em casa
(o CRAC 6-1 ao Paços de Ferreira e a lagartada
5-1 ao Chaves), as distâncias mantêm-se e continuamos sem margem de manobra
para perder pontos.
P.S. - Estando ainda fora do país, quero aqui dizer uma
coisa: a VPN é a melhor invenção desde a roda! (E da internet, vá...)
quinta-feira, outubro 19, 2017
Erro
Perdemos com o Manchester United na Luz (0-1) e, não só
reduzimos as hipóteses de qualificação para os oitavos da Champions a uma questão matemática (do género: é matematicamente
possível que o Tondela ainda seja campeão), como também corremos o enorme risco
de voltar a passar pela vergonha de ficarmos fora da Europa no novo ano. Nós,
que viemos do pote 1, recordemo-nos...! Os mais optimistas dirão que ganhámos o
bicampeonato no ano em que também ficámos fora da Europa, mas entre as fezadas e
o que vemos em campo, eu tendo a seguir mais o que vemos em campo.
Por motivos profissionais, tive que me ausentar do país, o
que fez com que tenha perdido ao vivo o terceiro jogo do Benfica nos 371 que
houve desde que o novo Estádio da Luz foi inaugurado. Depois de uma vitória e
um empate, a minha terceira ausência saldou-se por uma derrota. No entanto, graças
às novas tecnologias, consegui ver o jogo em diferido sem saber o resultado.
Comecei logo por ficar surpreendido pelo onze inicial: o Rui Vitória manteve a
aposta no Svilar (tornou-se no mais jovem guarda-redes de sempre a ser titular
na Champions), o Douglas tinha mesmo
que jogar (o André Almeida está castigado), mas o que foi verdadeiramente novo
foi que jogámos em 4-3-3, com o Filipe Augusto no meio-campo e o Diogo
Gonçalves na primeira titularidade em jogo oficiais (e logo numa partida destas!)
na esquerda, a acompanhar o Salvio e o Jiménez. O nosso começo foi muito bom,
com a equipa junta a não permitir muitas veleidades atacantes ao Man. United e
a tentar atacar com rapidez. Porém, quando chegámos ao capítulo ‘rematar à
baliza’ é que estava tudo estragado. Tivemos uma boa oportunidade numa grande
jogada do Grimaldo, com intervenção do Diogo Gonçalves e remate do Salvio ao
lado, mas a partir da meia-hora os ingleses assumiram o jogo e criaram-nos
algumas dificuldades. Apesar disso, acabámos por estar bem na defesa, com
realce para o Rúben Dias a demonstrar que foi um erro enorme não ter sido
titular em Basileia.
A 2ª parte foi diferente, dado que já não tivemos capacidade
física para pressionar o United. O jogo ia decorrendo com os ingleses a
controlarem-no sem grandes oportunidades, até que aos 64’ o Rashford cobra um
livre directamente para a nossa área e o Svilar, mal colocado, vai recuando e,
em vez de socar a bola, agarra-a e entra com ela pela baliza adentro. Erro de
principiante que nos custou muito caro. O Zivkovic já tinha entrado para o
lugar do Pizzi (continua numa forma lamentável), entraram igualmente o Jonas e
o Cervi, mas não tivemos capacidade para chegar sequer à grande-área contrária.
Só num canto é que o Rúben Dias em boa posição atirou por cima, mas a bola
também não era fácil. Para tornar as coisas piores, o Luisão viu o segundo cartão
amarelo e vai falhar o jogo em Old Trafford (uma defesa com o Lisandro ou com o Jardel na sua forma actual, vai ser lindo...!).
Em termos individuais, gostei do Rúben Dias, que perante o tanque Lukaku não se atemorizou (volto a
repetir: a ausência em Basileia é injustificável), e das primeiras partes do
Diogo Gonçalves, que demonstra algum potencial (pelo menos mais do que o corredor
de 100 m que já nem convocado foi...), e do Salvio. O Jiménez teve pouco jogo e
poucos companheiros com quem combinar, o Filipe Augusto não destoou
completamente, mas ainda falhou um ou outro passe comprometedor, no entanto, neste
capítulo o óscar vai indiscutivelmente para o Douglas, que confirmou tudo o que
vimos em Olhão: alguma criatividade a atacar, mas defender não é com ele, com a
agravante de ter lançado uns quantos contra-ataques... do adversário! Ora, dado
que joga a defesa-direito, temos aqui um problema pelo menos para as partidas
teoricamente mais complicadas... O Svilar teve um jogo histórico no bom e mau
sentido da palavra, mas percebe-se que há ali potencial indiscutível. O
problema é que a nossa margem de manobra é diminuta e, depois do Bruno Varela
no Bessa, é o segundo jogo que perdemos por causa de um frango... Aliás, esta época do Benfica resume-se muito facilmente:
três jogos na Liga dos Campeões, três guarda-redes utilizados. Acho que não é
preciso acrescentar mais nada.
Já se sabe que os encontros pós-Champions são sempre muito complicados e este ano calham-nos todos
fora. Iremos à Vila das Aves no domingo e aí, sim, teremos de mostrar que
conseguimos mais do que o ‘futebol sem balizas’ que apresentámos ontem. A ver a
Europa por um canudo, temos ainda mais que apostar as fichas todas no
campeonato. Até porque, convém sempre relembrar, que, quanto mais não seja, o
terceiro lugar deixou de dar acesso à Champions...
segunda-feira, outubro 16, 2017
Paupérrimo
Vencemos no sábado o Olhanense (1-0) no Estádio do Algarve e
qualificámo-nos para a 4ª eliminatória da Taça de Portugal. Depois da paragem
das selecções e com a promessa do nosso treinador de que iríamos ter um “ciclo
de melhoria”, estava curioso para ver como seria este jogo. De facto, tivemos
uma “melhoria”, mas só porque ganhámos, dado que quanto ao resto...
Correndo o risco de me tornar repetitivo, podia bem remeter
esta crónica para uma das anteriores: marcámos muito cedo (4’), num golão do
Gabriel Barbosa de chapéu na sequência
de uma óptima abertura do Pizzi, e depois foi uma modorra até final. Alinhámos
com alguns titulares e outros menos utilizados, mas não se notou diferença
nenhuma em relação ao que temos visto: futebol muito previsível, pouca
velocidade e uma grande incapacidade de criar muitas situações de perigo. O
Rafa e o Rúben Dias ainda tiveram boas hipóteses, mas os remates foram interceptados
por um defesa e guarda-redes, respectivamente.
Na 2ª parte, o Olhanense teve a sua melhor chance logo no
início (remate à rede lateral, com o guarda-redes batido), mas a melhor de
todas foi nossa num remate fabuloso do Diogo Gonçalves de fora da área, que
levou a bola a embater com estrondo na barra. Até final, lá conseguimos manter
a baliza a zeros, porque do outro lado estava uma equipa do Campeonato de
Portugal (o terceiro escalão). Caso contrário, muito provavelmente aconteceria
o mesmo que nos jogos anteriores.
Em relação aos jogadores, salvou-se a estreia do Svilar na
baliza. Com apenas 18 anos, deixou boas indicações (rápido a sair dos postes, por
exemplo) e pode ser que tenhamos guarda-redes para dois anos (se for mesmo bom,
irá acontecer-lhe o mesmo que ao Ederson, não tenhamos ilusões com a história
do “guarda-redes para o futuro”, porque isso não existe). Outra estreia absoluta
foi a do Douglas: a atacar esteve razoavelmente bem, mas a defender desde o
Okunowo que não via ninguém assim... Perdi a conta às vezes que o extremo
contrário (Jefferson Encada), emprestado pelo lagartada, o ultrapassou, o que vale é que os jogadores do
Manchester United não devem ser tão bons como ele... O Gabriel Barbosa marcou
um grande golo, com uma boa desmarcação, mas a partir daí só fez disparates. O
Pizzi fez a abertura para o golo, mas é indisfarçável a sua má forma. Falando
em má forma, o Grimaldo também está a anos-luz do seu real valor e o Seferovic
parece que desaprendeu de jogar. O Rafa, bem, continua a não haver muito a
acrescentar: está claramente na modalidade errada. O Krovinovic andou um pouco
perdido em campo e chocou muitas vezes com o Pizzi. Só a entrada do Diogo
Gonçalves agitou um pouco as coisas já na 2ª parte e o João Carvalho, embora durante
menos tempo, justificou uma nova oportunidade.
Se olharmos para o lado positivo, podemos sempre dizer que
foi a 3ª eliminatória da Taça mais fácil dos últimos três anos. Mas este nosso
nível exibicional não engana e não iremos longe a jogar assim.
P.S. - Nós jogámos no Estádio do Algarve, que sempre é mais perto de Olhão, do que o Restelo é de Évora, onde jogou o CRAC frente ao Lusitano. No entanto, se é para não jogar nos estádios dos clubes originais, mais vale acabar com esta regra de as equipa da I Liga terem que actuar como visitantes na primeira eliminatória em que entram. A festa da Taça é suposto levá-la aos locais de onde são originários os clubes. Que estupidez!
P.S. - Nós jogámos no Estádio do Algarve, que sempre é mais perto de Olhão, do que o Restelo é de Évora, onde jogou o CRAC frente ao Lusitano. No entanto, se é para não jogar nos estádios dos clubes originais, mais vale acabar com esta regra de as equipa da I Liga terem que actuar como visitantes na primeira eliminatória em que entram. A festa da Taça é suposto levá-la aos locais de onde são originários os clubes. Que estupidez!
quinta-feira, outubro 12, 2017
No Mundial

Na partida frente a Andorra, o Fernando Santos começou por poupar alguns jogadores, incluindo o Cristiano Ronaldo. Num relvado sintético e bastante pequeno, a nossa 1ª parte foi muito sofrível e teve que entrar o capitão ao intervalo para resolver o jogo. O C. Ronaldo marcou o primeiro golo aos 63’ e teve papel determinante no segundo aos 86’ pelo André Silva. Fomos a única equipa a vencer por dois golos no principado, o que demonstra a dificuldade de jogar num campo daqueles.
No tudo ou nada frente ao concorrente directo, a Luz naturalmente encheu. A Suíça, à qual bastaria um empate, até entrou melhor do que nós, a trocar bem a bola, embora sem criar oportunidades de golo. O jogo foi decorrendo praticamente sem balizas (só um remate do Bernardo Silva foi defendido pelo guarda-redes) até que aos 41’ acabámos por ter a estrelinha de campeão, num bom centro rasteiro do Eliseu na esquerda com o João Mário a tentar antecipar-se ao guarda-redes, mas este a defender contra o Djourou, que fez a bola entrar na baliza. Como estava o jogo na altura, foi um golo caído do céu. A 2ª parte foi completamente diferente, connosco a dominar o tempo todo, e fazendo o segundo golo logo aos 57’, numa bela jogada pela direita com assistência do Bernardo Silva para o André Silva. Até final, ainda poderíamos ter aumentado o marcador (o C. Ronaldo falhou só com o Sommer pela frente) e não permitimos que a Suíça tivesse uma única oportunidade.
Se no jogo de Andorra, o destaque individual tem que ir para o C. Ronaldo, frente aos suíços, o Bernardo Silva foi o melhor em campo, muito bem secundado pelo William Carvalho (espero que perca esta boa forma rapidamente…!). Mas no geral toda a equipa esteve em bom plano, sabendo sempre o que fazer em campo e nunca se desconcentrando, mesmo quando as coisas não estavam a correr particularmente bem na 1ª parte.
Iremos ao Mundial como campeões da Europa, o que nos dá um estatuto que nunca tivemos até agora. Veremos como decorrerão as coisas, sabendo de antemão que os milagres raramente se repetem. Mas raramente não é nunca…
segunda-feira, outubro 02, 2017
Adeus ao penta
Empatámos na
Madeira com o Marítimo (1-1) e deixámos fugir uma oportunidade de ouro para
reduzir distâncias para os outros dois que também empataram (0-0) no WC. Ou
seja, continuamos a cinco pontos do CRAC e a três da lagartada. Antes da paragem para as selecções, depois do descalabro
de Basileia e já sabendo o resultado deles quando entrámos em campo, teríamos
de dar uma resposta capaz e ganhar o jogo. No batatal em que o relvado estava
transformado, desse como desse, com a desvantagem que tínhamos, se quiséssemos
ser pentacampeões, não poderia haver desculpas e não poderíamos desperdiçar
esta oportunidade. Ainda por cima, colocámo-nos em vantagem logo aos 2’! Mas à
semelhança de jogos anteriores, não só não a conseguimos manter, como se olha
para a equipa e é um deserto de ideias. E é principalmente por isso que o sonho
do penta se esfumou ontem para mim. Porque não se vê como é que as coisas podem
melhorar.
Com o Salvio no lugar do Zivkovic, eu poderia copiar um dos posts anteriores para resumir o jogo. Não poderíamos ter entrado melhor com um golão do Jonas logo aos 2’ (já antes tínhamos criado perigo pelo Salvio), mas quando nos colocámos em vantagem, deixámos de jogar à bola. E foi assim durante toda a 1ª parte. A história repete-se consecutivamente este ano. Sempre. É certo que o Marítimo não teve lances de golo iminente, mas dominou-nos quase por completo neste período e já se sabe que esta época a nossa defesa é tudo menos fiável. Portanto, é escusado tentar manter o resultado só com um golo de vantagem. O que mais me custa aceitar é precisamente esta falta de inteligência da nossa parte de não ver as nossas próprias limitações e achar que esse tal golo de vantagem é suficiente. Porque, caso contrário, não se percebe porque é que não aproveitamos o facto de a equipa contrária ter necessariamente que subir no terreno porque está a perder, para contra-atacar e tentar marcar o segundo golo. Isto acontece há n jogos! Assim que ganhamos a posse da bola, desaceleramos imediatamente e jogamos para o lado e para trás. Com a defesa adversária recomposta, são raros os lances de perigo que criamos. Depois do nosso golo, só num remate do Jonas na sequência de um lançamento lateral é que obrigámos o Charles a uma defesa apertada.
Com o Salvio no lugar do Zivkovic, eu poderia copiar um dos posts anteriores para resumir o jogo. Não poderíamos ter entrado melhor com um golão do Jonas logo aos 2’ (já antes tínhamos criado perigo pelo Salvio), mas quando nos colocámos em vantagem, deixámos de jogar à bola. E foi assim durante toda a 1ª parte. A história repete-se consecutivamente este ano. Sempre. É certo que o Marítimo não teve lances de golo iminente, mas dominou-nos quase por completo neste período e já se sabe que esta época a nossa defesa é tudo menos fiável. Portanto, é escusado tentar manter o resultado só com um golo de vantagem. O que mais me custa aceitar é precisamente esta falta de inteligência da nossa parte de não ver as nossas próprias limitações e achar que esse tal golo de vantagem é suficiente. Porque, caso contrário, não se percebe porque é que não aproveitamos o facto de a equipa contrária ter necessariamente que subir no terreno porque está a perder, para contra-atacar e tentar marcar o segundo golo. Isto acontece há n jogos! Assim que ganhamos a posse da bola, desaceleramos imediatamente e jogamos para o lado e para trás. Com a defesa adversária recomposta, são raros os lances de perigo que criamos. Depois do nosso golo, só num remate do Jonas na sequência de um lançamento lateral é que obrigámos o Charles a uma defesa apertada.
No início da
2ª parte, voltámos a ter uma boa oportunidade, mas o Cervi atirou de pé direito
por cima. Antes de o Rodrigo Pinho proporcionar ao Júlio César uma óptima
defesa num remate em arco de fora da área, há um lance do Salvio na área do
Marítimo que poderia bem ter sido penalty por mão na bola, mas o Sr. Jorge
Sousa nada assinalou. Logo a seguir, o mesmo Salvio teve das nossas melhores
oportunidades, num trabalho individual colmatado com um remate de pé esquerdo
que o guarda-redes defendeu com o pé. Até que aos 65’, o inevitável golo
contrário lá surgiu: centro largo da direita (o Rui Vitória disse que a equipa
estava avisada que poderia sofrer golos assim; o que faria se não estivesse…!!!),
o André Almeida fica nas covas e o Rodrigo Valente cabeceou sem
hipóteses para o Júlio César. O Rui Vitória ia fazer entrar o Filipe Augusto,
mas claro que teve que ser o Krovinovic a substituir o Pizzi, que terá feito
dos piores jogos de sempre pelo Benfica. Ainda entraram o corredor de 100m e o
Seferovic, mas só conseguimos criar verdadeiro perigo já nos descontos com um
remate de fora da área do Jiménez que o Charles defendeu e um defesa cortou a
recarga do Salvio, que até ia com boa direcção. Portanto, em 25 minutos,
criámos uma oportunidade flagrante de golo! E mesmo assim não tão flagrante
quanto a do Marítimo, numa escorregadela imperdoável do Jardel que fez com que
um avançado se isolasse, mas valeu-nos o Júlio César que defendeu para canto.
O Salvio foi
o único que se salvou do marasmo quase total. O Jonas marcou um golão e sete
dos últimos nove golos que marcámos para o campeonato, mas mesmo assim o Rui
Vitória lembrou-se de o tirar nos
últimos dez minutos...! O Pizzi está numa forma lastimável, assim como o Jardel,
que só não nos custou a derrota, porque o Júlio César fez frente a um adversário
isolado. Aliás, um dos erros crassos do Rui Vitória foi ter tirado o Rúben Dias
sem este ter feito nada que o justificasse (ao contrário do Bruno Varela).
Outro, ontem, foi apostar no corredor de 100m, quando tinha o Zivkovic no
banco. Não se percebe...!
É certo que
só agora entrámos em Outubro e nada me dará mais prazer do que vir aqui no
final da época engolir tudo isto, mas depois de ontem acho que o penta só por
milagre (e, pelo que se tem visto, já gastámos a nossa quota de milagres nos
dois anos anteriores…). Por várias razões, mas uma essencial: o discurso não
cola com o que se vê em campo. “Equipa de campeões”, que “vai dar a resposta
devida”, “homens de carácter”, “grande união entre todos”, mas depois o que se
vê em campo é esta pobreza franciscana: equipa cheia de medo, vê-se em vantagem
e parece que não aconteceu nada, deserto de ideias a maior parte do tempo,
incapacidade gritante de ir para cima do adversário assim que sofre um golo,
escassíssimas oportunidades de golo, ninguém para pegar no nosso jogo atacante
(o Pizzi está num estado deplorável), duas velocidades utilizadas: devagar e
parado, e nunca a dar a sensação de que podemos ir lá.
O campeonato
só regressa daqui a três semanas, porque depois da pausa das selecções há Taça
de Portugal frente ao Olhanense e Champions
na Luz frente ao Manchester United (que deu 4-1 em Moscovo frente ao CSKA). Ou
acontece um milagre ou teme-se o pior…
quarta-feira, setembro 27, 2017
Desastre
Fomos goleados por 0-5 em Basileia na 2ª jornada da Liga dos Campeões. A seguir a Vigo, foi a pior derrota europeia da nossa história. Porque foi frente ao... Basileia! Começámos praticamente a perder e sofremos golos que não são admissíveis nem nos distritais. Para embelezar ainda mais as coisas, o André Almeida entrou a pés juntos como desforço depois de uma falta (evidente) sobre ele que não foi assinalada e foi naturalmente expulso. Já estava 0-3 e ainda levámos mais dois. Do Basileia, senhores! Do Basileia...!
Foi tudo tão inacreditavelmente mau (o Júlio César que não saía da baliza, o Luisão que parecia em câmara lenta, o Fejsa que terá feito o pior jogo de sempre pelo Benfica, o Pizzi que fez uma assistência para um dos golos adversários, o Jardel sem ritmo que entrou para o lugar do Rúben Dias, que nem na bancada esteve - porquê, Rui Vitória?!) que não vale a pena acrescentar muito mais. Fizemos história pela negativa e arriscamo-nos muito seriamente a passar a vergonha de sermos eliminados da Europa em Dezembro. Nós, que viemos do pote 1! Veremos a repercussão que isto irá ter na deslocação à Madeira no domingo, onde é imperioso ganhar.
Foi tudo tão inacreditavelmente mau (o Júlio César que não saía da baliza, o Luisão que parecia em câmara lenta, o Fejsa que terá feito o pior jogo de sempre pelo Benfica, o Pizzi que fez uma assistência para um dos golos adversários, o Jardel sem ritmo que entrou para o lugar do Rúben Dias, que nem na bancada esteve - porquê, Rui Vitória?!) que não vale a pena acrescentar muito mais. Fizemos história pela negativa e arriscamo-nos muito seriamente a passar a vergonha de sermos eliminados da Europa em Dezembro. Nós, que viemos do pote 1! Veremos a repercussão que isto irá ter na deslocação à Madeira no domingo, onde é imperioso ganhar.
segunda-feira, setembro 25, 2017
Melhor
Regressámos
às vitórias no sábado frente ao Paços de Ferreira (2-0) e encurtámos a
distância para três pontos da lagartada
(1-1 em Moreira de Cónegos), mantendo os cinco para o CRAC (5-2 em casa frente
ao Portimonense). O resultado é sempre o mais importante, mas a equipa fez uma
exibição bastante positiva, com o senão de terem ficado uma meia dúzia de golos
por marcar.
Entrámos muito bem na partida e o Jonas teve logo um cabeceamento semelhante ao do Bessa, mas mais à figura, permitindo a defesa do guarda-redes, Mário Felgueiras. Atirámos duas bolas ao poste (Grimaldo num livre e Jonas), mas aos 20’ inaugurámos finalmente o marcador com um remate de primeira do Cervi depois de assistência do Zivkovic na direita. Até ao intervalo, não abradámos o ritmo, o Seferovic centrou largo fazendo a bola ir pela terceira vez aos ferros(!) e o Luisão teve uma cabeçada num canto que ainda estou para saber até agora como é que o guarda-redes defendeu. Íamos para o descanso com a vantagem mínima, algo que até o treinador do Paços de Ferreira, Vasco Seabra, reconheceu no final ser muito lisonjeiro para a sua equipa.
Confesso que estava apreensivo para a 2ª parte, porque marcar primeiro não tinha garantido vitórias nos jogos anteriores e estávamos a ser muito perdulários. Logo ao início, o Paços de Ferreira teve a sua melhor oportunidade num cabeceamento na sequência de um canto que não passou muito longe da baliza do Júlio César. Não estávamos com a mesma dinâmica do primeiro tempo, mas ainda assim fomos criando oportunidades pelo Jonas (defesa do guarda-redes) e do André Almeida (ao lado, depois de uma boa combinação com o nº 10). Aos 61’, começámos a respirar melhor com o 2-0 através do Jonas, que respondeu bem a um desvio de cabeça do Seferovic na sequência de um canto. Até final, ainda deu para desperdiçar mais três oportunidades pelo Pizzi (remate defendido pelo guarda-redes depois de uma boa assistência do Cervi), Krovinovic (entretanto entrado, com um remate muito torto quando estava em boa posição) e Jiménez (que substituiu o Seferovic e voltou aos seus primeiros tempos de Benfica, quando falhava isolado perante o guarda-redes). Quanto aos Paços, nunca conseguiu importunar verdadeiramente o Júlio César.
Entrámos muito bem na partida e o Jonas teve logo um cabeceamento semelhante ao do Bessa, mas mais à figura, permitindo a defesa do guarda-redes, Mário Felgueiras. Atirámos duas bolas ao poste (Grimaldo num livre e Jonas), mas aos 20’ inaugurámos finalmente o marcador com um remate de primeira do Cervi depois de assistência do Zivkovic na direita. Até ao intervalo, não abradámos o ritmo, o Seferovic centrou largo fazendo a bola ir pela terceira vez aos ferros(!) e o Luisão teve uma cabeçada num canto que ainda estou para saber até agora como é que o guarda-redes defendeu. Íamos para o descanso com a vantagem mínima, algo que até o treinador do Paços de Ferreira, Vasco Seabra, reconheceu no final ser muito lisonjeiro para a sua equipa.
Confesso que estava apreensivo para a 2ª parte, porque marcar primeiro não tinha garantido vitórias nos jogos anteriores e estávamos a ser muito perdulários. Logo ao início, o Paços de Ferreira teve a sua melhor oportunidade num cabeceamento na sequência de um canto que não passou muito longe da baliza do Júlio César. Não estávamos com a mesma dinâmica do primeiro tempo, mas ainda assim fomos criando oportunidades pelo Jonas (defesa do guarda-redes) e do André Almeida (ao lado, depois de uma boa combinação com o nº 10). Aos 61’, começámos a respirar melhor com o 2-0 através do Jonas, que respondeu bem a um desvio de cabeça do Seferovic na sequência de um canto. Até final, ainda deu para desperdiçar mais três oportunidades pelo Pizzi (remate defendido pelo guarda-redes depois de uma boa assistência do Cervi), Krovinovic (entretanto entrado, com um remate muito torto quando estava em boa posição) e Jiménez (que substituiu o Seferovic e voltou aos seus primeiros tempos de Benfica, quando falhava isolado perante o guarda-redes). Quanto aos Paços, nunca conseguiu importunar verdadeiramente o Júlio César.
Em
termos individuais, destaque para o Cervi e não só pelo golo. Não pára quieto
um minuto, ajuda na defesa, marca golos e faz assistências. O que é que se pode
querer mais de um extremo?! O Zivkovic na direita também esteve muito bem (o
Salvio está lesionado) e fez a importante assistência para o primeiro golo. Na
baliza, voltou o Júlio César o que era de prever depois do que aconteceu no
Bessa. Tenho pena pelo Bruno Varela, mas há erros que não se podem cometer. Mas
a grande diferença para a nossa exibição ser melhor chama-se Fejsa. A segurança
que transmite ao meio-campo faz com a equipa (Pizzi especialmente) pareça
outra. Defendemos muito mais acima, o adversário tem muito menos espaço, perde
a bola mais facilmente e mais perto da sua própria área. Estamos completamente
dependentes dele. O Ruben Dias está a impor-se ao lado do Luisão e parece-me
que temos ali central. Quanto aos menos, há que referir o Seferovic, que está a
perder um pouco o gás.
Foi
importante termos aproveitado o deslize de um dos rivais para nos aproximarmos,
até porque há que ter sempre em mente que nesta época só os dois primeiros têm
acesso à Champions. Veremos se esta
melhoria se mantém na próxima 4ª feira em Basileia, mas importante mesmo é a
ida à Madeira defrontar o Marítimo no próximo domingo. Os outros dois vão ter o
seu jogo amigável também nesse dia e é imprescindível não desperdiçarmos a
oportunidade de reduzir distâncias.
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