segunda-feira, março 27, 2017
Portugal - Hungria
Vencemos a Hungria no Estádio da Luz no passado sábado por 3-0, mas com a vitória da Suíça frente à Letónia (1-0) continuamos a três pontos dos helvéticos. Foi um triunfo indiscutível, apesar de até ao primeiro golo pelo André Silva aos 32’ as coisas terem parecido complicadas. O Cristiano Ronaldo acabou por desbloqueá-las, inventando essa jogada e abrindo na esquerda para o Raphael Guerreiro cruzar para o ponta-de-lança só ter que encostar e marcando ele o segundo golo aos 36’, num óptimo remate de pé esquerdo de fora da área, depois de uma assistência de calcanhar do mesmo André Silva. Na 2ª parte, tudo ficou resolvido de vez aos 65’ num livre do C. Ronaldo.O capitão da selecção foi obviamente o jogador em maior destaque, mas também gostei dos laterais (Cédric e Raphael Guerreiro) e do jogo em crescendo do João Mário. A Hungria mostrou muito pouco e não se percebe como é que nós conseguimos empatar com eles no Euro 2016... Amanhã irá haver um particular com a Suécia na Madeira e o meu desejo é o de sempre: que ninguém do Benfica se lesione!
segunda-feira, março 20, 2017
Empate
Não
conseguimos melhor que um 0-0 em Paços de Ferreira e, como aposto os meus dois
braços em como o CRAC ganha amanhã ao V. Setúbal em casa, iremos recebê-los na
Luz no 2º lugar a um ponto deles. Desde a 5ª jornada que estamos no 1º lugar,
já os tivemos a seis pontos e, consubstanciada esta ultrapassagem, temo bem que
o sonho do tetra se tenha começado a desmoronar hoje, porque o momentum está todo do outro lado…
Este seria o início do post que eu estive quase para escrever ontem no final do nosso jogo. Estava absolutamente convencido que o CRAC, vindo de nove vitórias consecutivas para o campeonato, não desperdiçaria uma oportunidade flagrante destas para nos passar à frente. Mas só não escrevi logo ontem o post, pela mesma razão porque não comprei uma camisola deste ano (nota prévia: só compro as camisolas campeãs nacionais) que estava com 50% de desconto numa altura em que tínhamos seis e oito pontos de vantagem, pela mesma razão porque só a cinco minutos do fim, e com 3-0 a nosso favor, eu começo a achar que o jogo está resolvido, ou pela mesma razão porque não comprei os bilhetes para a final da Taça da Liga deste ano antes da meia-final com o Moreirense: não dou nada por adquirido até o árbitro apitar para o final dos jogos. Trocado por miúdos: superstição! As bruxas não existem, mas não vale a pena provocá-las…!
Tal como se esperava, a ida a Paços de Ferreira foi bastante complicada ou não tivesse esta equipa também tirado dois pontos ao CRAC. A reentrada na equipa do Nélson Semedo foi a única alteração em relação ao Belenenses e deveríamos ter-nos colocado em vantagem logo aos 9’, quando o Salvio falhou incrivelmente o desvio depois de um centro do Jonas na esquerda. Durante a 1ª parte, contam-se pelos dedos de uma mão (e sobram) as vezes que o Paços passou de meio-campo, mas nós nunca tivemos engenho e arte para conseguir criar grandes situações de perigo. Perante uma defesa muito fechada, mas nunca a fazer antijogo (louve-se isso), eram raras as vezes em que imprimíamos velocidade ao nosso futebol, a que não é alheio o facto de os extremos Salvio e Zivkovic serem dois dos nossos piores jogadores. A única vez que estivemos perto do golo foi numa bomba ao poste do Eliseu aos 26’.
Na 2ª parte, o Paços abriu-se um bocado mais, mas nós continuávamos muito pouco inspirados. Mesmo assim, ainda tivemos algumas ocasiões, com destaque para uma do Jonas em boa posição, mas em que o defesa cortou, outra do Luisão de cabeça num canto, mas tendo acertado mal na bola, e um centro-remate do Nélson Semedo que o guarda-redes Defendi desviou. O Paços também teve uma grande chance num livre do Welthon que o Ederson tocou para o poste. O Rui Vitória lá se decidiu fazer substituições e foi sem surpresa que melhorámos com as entradas do Cervi, Rafa (este um pouco menos) e Jiménez. Na parte final do jogo, o Pizzi teve um bom remate à entrada da área, mas a bola não saiu tão ao ângulo quanto se desejava e, mesmo no último lance do encontro, o Jonas atirou por cima de cabeça já na pequena-área na sequência de um livre. Foi a nossa melhor oportunidade, num lance em que há mãos nas costas do Jonas, mas em que eu acho que o Sr. João Pinheiro fez bem ao não assinalar nada. É a velha questão da intensidade e, aliás, o Jonas nem protestou.
Em termos individuais, o Samaris foi dos melhores, bem como os centrais Luisão e Lindelof. O Pizzi defendeu-se muitíssimo bem quanto aos amarelos e foi igualmente dos poucos clarividentes na equipa. Continuo sem perceber a ostracização ao Cervi, claramente o nosso melhor extremo. Viu-se bem o que a equipa melhorou com ele em campo e, além disso, o Salvio e o Zivkovic estiveram, como já referi, particularmente mal (na senda dos últimos jogos, acrescente-se). O Jonas continua ainda à procura da sua forma e passou muito ao lado do jogo, assim como o Mitroglou que não teve praticamente bolas à sua mercê. O Nélson Semedo desceu bastante na 2ª parte e foi pena que o Eliseu não tenha quebrado o seu jejum de golos (desde o Braga na Luz há dois anos que não marca) com aquela bomba ao poste.
Tivemos uma benesse com que ninguém contava (uma palavra para o V. Setúbal que não perdeu nenhum dos quatro jogos contra nós e o CRAC - gostava de saber qual, e quando, foi a última equipa a conseguir este feito), mas o facto de continuarmos na frente não nos pode fazer esquecer de algo fundamental: o caminho do tetra passa por ganharmos ao CRAC na Luz. Depois do que se passou neste fim-de-semana, com o seu empate nestas condições que é impossível não lhes abalar o moral, uma vitória nossa (para além de dilatar a vantagem pontual que nos salvaguarde de uma possível futura derrota) faria pender bastante a balança a nosso favor. Não a desperdicemos, por favor!
Este seria o início do post que eu estive quase para escrever ontem no final do nosso jogo. Estava absolutamente convencido que o CRAC, vindo de nove vitórias consecutivas para o campeonato, não desperdiçaria uma oportunidade flagrante destas para nos passar à frente. Mas só não escrevi logo ontem o post, pela mesma razão porque não comprei uma camisola deste ano (nota prévia: só compro as camisolas campeãs nacionais) que estava com 50% de desconto numa altura em que tínhamos seis e oito pontos de vantagem, pela mesma razão porque só a cinco minutos do fim, e com 3-0 a nosso favor, eu começo a achar que o jogo está resolvido, ou pela mesma razão porque não comprei os bilhetes para a final da Taça da Liga deste ano antes da meia-final com o Moreirense: não dou nada por adquirido até o árbitro apitar para o final dos jogos. Trocado por miúdos: superstição! As bruxas não existem, mas não vale a pena provocá-las…!
Tal como se esperava, a ida a Paços de Ferreira foi bastante complicada ou não tivesse esta equipa também tirado dois pontos ao CRAC. A reentrada na equipa do Nélson Semedo foi a única alteração em relação ao Belenenses e deveríamos ter-nos colocado em vantagem logo aos 9’, quando o Salvio falhou incrivelmente o desvio depois de um centro do Jonas na esquerda. Durante a 1ª parte, contam-se pelos dedos de uma mão (e sobram) as vezes que o Paços passou de meio-campo, mas nós nunca tivemos engenho e arte para conseguir criar grandes situações de perigo. Perante uma defesa muito fechada, mas nunca a fazer antijogo (louve-se isso), eram raras as vezes em que imprimíamos velocidade ao nosso futebol, a que não é alheio o facto de os extremos Salvio e Zivkovic serem dois dos nossos piores jogadores. A única vez que estivemos perto do golo foi numa bomba ao poste do Eliseu aos 26’.
Na 2ª parte, o Paços abriu-se um bocado mais, mas nós continuávamos muito pouco inspirados. Mesmo assim, ainda tivemos algumas ocasiões, com destaque para uma do Jonas em boa posição, mas em que o defesa cortou, outra do Luisão de cabeça num canto, mas tendo acertado mal na bola, e um centro-remate do Nélson Semedo que o guarda-redes Defendi desviou. O Paços também teve uma grande chance num livre do Welthon que o Ederson tocou para o poste. O Rui Vitória lá se decidiu fazer substituições e foi sem surpresa que melhorámos com as entradas do Cervi, Rafa (este um pouco menos) e Jiménez. Na parte final do jogo, o Pizzi teve um bom remate à entrada da área, mas a bola não saiu tão ao ângulo quanto se desejava e, mesmo no último lance do encontro, o Jonas atirou por cima de cabeça já na pequena-área na sequência de um livre. Foi a nossa melhor oportunidade, num lance em que há mãos nas costas do Jonas, mas em que eu acho que o Sr. João Pinheiro fez bem ao não assinalar nada. É a velha questão da intensidade e, aliás, o Jonas nem protestou.
Em termos individuais, o Samaris foi dos melhores, bem como os centrais Luisão e Lindelof. O Pizzi defendeu-se muitíssimo bem quanto aos amarelos e foi igualmente dos poucos clarividentes na equipa. Continuo sem perceber a ostracização ao Cervi, claramente o nosso melhor extremo. Viu-se bem o que a equipa melhorou com ele em campo e, além disso, o Salvio e o Zivkovic estiveram, como já referi, particularmente mal (na senda dos últimos jogos, acrescente-se). O Jonas continua ainda à procura da sua forma e passou muito ao lado do jogo, assim como o Mitroglou que não teve praticamente bolas à sua mercê. O Nélson Semedo desceu bastante na 2ª parte e foi pena que o Eliseu não tenha quebrado o seu jejum de golos (desde o Braga na Luz há dois anos que não marca) com aquela bomba ao poste.
Tivemos uma benesse com que ninguém contava (uma palavra para o V. Setúbal que não perdeu nenhum dos quatro jogos contra nós e o CRAC - gostava de saber qual, e quando, foi a última equipa a conseguir este feito), mas o facto de continuarmos na frente não nos pode fazer esquecer de algo fundamental: o caminho do tetra passa por ganharmos ao CRAC na Luz. Depois do que se passou neste fim-de-semana, com o seu empate nestas condições que é impossível não lhes abalar o moral, uma vitória nossa (para além de dilatar a vantagem pontual que nos salvaguarde de uma possível futura derrota) faria pender bastante a balança a nosso favor. Não a desperdicemos, por favor!
terça-feira, março 14, 2017
Fácil
Goleámos
o Belenenses na Luz por 4-0 e mantivemos a vantagem de um ponto perante o CRAC
e os 12 em relação à lagartada. Depois
de um compromisso europeu, o que mais se deseja é um jogo tranquilo e uma
vitória confortável, que foi o que felizmente acabou por acontecer.
Com
o Nélson Semedo a constituir-se como baixa de última hora, o Rui Vitória voltou
a apostar no André Almeida, indiscutivelmente o jogador mais útil do plantel.
Incompreensivelmente, no entanto, foi ter colocado o Cervi, um dos melhores em
Dortmund, no banco. Não percebo porque é que o argentino é sucessivamente
preterido, quando é quanto a mim o extremo com melhor rendimento do plantel.
Entrámos muito fortes na partida e o Belenenses mal passava do meio-campo.
Inaugurámos o marcador aos 12’ no primeiro golo de sempre do André Almeida para
o campeonato, aproveitando uma falha incrível do Miguel Rosa, depois de um
passe longo do Pizzi. Marcávamos bastante cedo o que, desejar-se-ia, nos
catapultasse para uma boa exibição, mas isso não aconteceu na 1ª parte. Depois
de golo, baixámos bastante a velocidade e, como o adversário praticamente não
criava perigo, fomos deixando correr o
marfim até ao intervalo sem criar grandes situações de perigo.
Na
2ª parte, o jogo ameaçava não mudar e até foi o Belenenses a ter a primeira
grande ocasião num remate do Miguel Rosa de fora da área ao poste. No entanto,
logo na jogada seguinte aos 52’, começámos a arrumar de vez a questão com o 2-0
num remate do Mitroglou de fora da área, bastante colocado, depois de uma
assistência do Salvio. Pouco depois, só a aselhice do Maurides não permitiu ao
Belém reduzir, quando cabeceou ao lado completamente sozinho. Continuamos a
revelar momentos de desconcentração preocupantes que, perante adversários mais
fortes, nos podem sair bastante caros. Aos 60’, tudo ficou resolvido em
definitivo com o Salvio a marcar o terceiro golo num remate rasteiro de fora da
área depois de um passe do Zivkovic. O jogo ficou ainda mais aberto, com
algumas boas combinações atacantes da nossa parte que não resultaram em golo
porque o último toque não saía bem e o Belenenses a ter igualmente um par de
ocasiões perigosas, uma das quais proporcionou ao Ederson a melhor defesa do encontro.
Já em tempo de compensação, o Samaris isolou o Mitroglou, que estava
ligeiramente adiantado em relação ao defesa, o nosso goleador não foi egoísta e
deu para o Jonas desviar do guarda-redes Cristiano e fechar a contagem nos 4-0.
Os
espectadores da Luz escolheram o André Almeida para melhor em campo e não se
pode dizer que estivessem errados. Já o disse várias vezes e nunca é demais repetir:
espero bem que ele faça a carreira completa no Benfica, porque é muito
complicado arranjar um jogador que faça tantas posições em campo de um modo tão
regular. Além disso, é tricampeão, é dos mais velhos no plantel e a mística
passa por jogadores assim. O Pizzi parece querer voltar à boa forma e,
especialmente na 1ª parte, foi dos poucos a querer dar um safanão ao jogo. O
Salvio estava a ser dos piores, mas termina a partida com um golo e uma
assistência. Não se pode criticar um jogador assim. Ao invés, o Zivkovic já esteve
em muito melhor forma do que agora o que torna ainda mais difícil de
compreender, digo-o mais uma vez, a ostracização do Cervi… Depois de dois jogos
menos conseguidos, o Eliseu voltou à regularidade habitual. Na frente, espero
que o golo ajude o Jonas a recuperar mais rapidamente o seu nível e o Mitroglou
continua a facturar sem espinhas.
Teremos
agora a deslocação a Paços de Ferreira antes da pausa das selecções. Como a
seguir a esta receberemos o CRAC, é mais do que nunca fundamental garantir os
três pontos. Estamos longe de encantar a nível exibicional, mas isso é de
somenos importância perante o mais importante: a possibilidade de conseguir
algo inédito na nossa história.
sexta-feira, março 10, 2017
Sonhámos
Perdemos em
Dortmund por 0-4 e dissemos adeus à Liga dos Campeões. Esta frase pode parecer
contraditória em relação ao título do post,
mas por incrível que pareça acho que jogámos melhor do que na 1ª mão. E os
resultados foram completamente antagónicos... No entanto, quem consegue ver
para além do marcador final, não poderá deixar de concordar que até aos 59’ a
partida esteve equilibrada de uma maneira que todos os 90’ da 1ª mão nunca
estiveram. O problema foi, ao
contrário da Luz, a eficácia dos alemães.
Com o Fejsa em
Lisboa, o Rui Vitória apostou (e muito bem) no reforço do meio-campo com o
André Almeida ao lado do Samaris e no Cervi (até qu’enfim!) na esquerda do
ataque. Num ambiente absolutamente fabuloso, entrámos praticamente a perder com
o golo do Aubameyang logo
aos 4’ na sequência de um canto. A eliminatória ficou logo empatada e confesso
que temi o pior. Mas, à semelhança, do que aconteceu em Munique há um ano,
conseguimos equilibrar o jogo a seguir a termos sofrido o golo. O Borussia não
teve grandes oportunidades até ao intervalo, enquanto nós criámos algum perigo
num remate do Cervi e num cabeceamento do Luisão ambos defendidos pelo Burki. O
intervalo chegava connosco perfeitamente dentro da eliminatória, o que se via
pelo facto de os alemães estarem estranhamente silenciosos durante boa parte do
jogo, enquanto a nossa bancada não se calou inclusive durante o tempo de
descanso.
A 2ª parte começou com a nossa melhor oportunidade, num remate frontal de ressaca do Cervi, já dentro da área, que um defesa desviou para canto. Foi pena, porque a bola ia na direcção da baliza... O Ederson fez duas defesas magistrais em lances anulados por fora-de-jogo, mas a eliminatória começou a ficar decidida aos 59’ com o 0-2 através do Pulisic, que se desmarcou bem e picou a bola à saída do nosso guardião. Em dois minutos terríveis, tudo ficou decidido com novo golo do Aubameyang aos 61’, que só teve que encostar depois de um cruzamento na esquerda. Nós acusámos claramente o toque e nunca mais fomos os mesmos até final, com as entradas do Jonas, Zivkovic e Jiménez (este aos 82’ para o lugar do Cervi e indo jogar para a extrema-esquerda... Não percebi a lógica...) a não acrescentarem nada à equipa. O Borussia ainda atirou uma bola à ao poste, antes de fazer o 0-4 aos 85’ com o hat-trick do Aubameyang, noutro golo só de encostar desta feita depois de um cruzamento da direita. O gabonense marcou com juros todos os golos que falhou em Lisboa... Apesar do resultado, os jogadores do Benfica foram brindados no final com uma enorme ovação e cânticos sem parar da nossa bancada. A qualificação do Borussia é obviamente justa, mas conseguimos ganhar-lhes um jogo (algo que nenhuma outra equipa portuguesa conseguiu) e acho que demos uma boa imagem durante boa parte da 2ª mão. Chegámos novamente à fase a eliminar da Champions, o que convenhamos é ligeiramente melhor do que ser eliminados por uns Legias desta vida...
Em termos individuais, gostei bastante do André Almeida (sempre muito generoso a correr atrás dos adversários), do Cervi (que mostrou porque é que tem que deixar de ser o quarto extremo na hierarquia do lado esquerdo para passar a ser o primeiro!), e do Pizzi e do Salvio (ambos durante a 1ª parte).
Vamos agora concentrar-nos naquilo que é verdadeiramente essencial, que é entrar para a história com o primeiro tetra do nosso palmarés.
P.S. – Acerca da viagem, apesar do cansaço e da chuva, como disse um amigo meu, “correu mal, mas valeu a pena”. O estádio é fantástico e no início da partida o famoso muro amarelo fez uma coreografia com os jornais e o galhardete de 1963 quando nos deram 5-0 na 2ª mão. Pontos pela criatividade numa bancada que impressiona, mas que só se ouviu de forma consistente a partir do 0-2. A organização dos alemães não tem nada a ver com a nossa e o facto de tratarem os adeptos do clube visitante como... lá está, pessoas, torna tudo mais simples. Quando fui perguntar a um stewart, ainda antes de o jogo começar, se tínhamos que lá ficar uma hora no final, o tipo olhou para mim de um modo completamente surpreendido e perguntou: “why do you want to stay here for one hour after the game...?!” Toda a gente saiu ao mesmo tempo e não houve nenhum problema. Foi pena que não se tivesse visto a nossa bancada na televisão, mas ao que me dizem ouviu-se e bem. O apoio foi fabuloso e, como já disse, nem no intervalo parou. Mesmo durante cerca de 10’ depois de o jogo acabou ainda se cantava como se pode ver no vídeo abaixo. Os adeptos do Benfica deram nova demonstração do que é um clube com uma Grandeza Incomparável! A nossa bancada aplaudiu o agradecimento do Borussia ao muro amarelo e os alemães aplaudiram-nos de volta. Foi inesquecível e, sinceramente, só por isso já teria valido a pena ir. Não tive a prenda mais desejada no dia do meu 41º aniversário, mas mesmo que a tivesse também a trocaria por uma ainda maior em Maio. Vamos a isto! VIVA O BENFICA!
Com o Fejsa em
Lisboa, o Rui Vitória apostou (e muito bem) no reforço do meio-campo com o
André Almeida ao lado do Samaris e no Cervi (até qu’enfim!) na esquerda do
ataque. Num ambiente absolutamente fabuloso, entrámos praticamente a perder com
o golo do Aubameyang logo
aos 4’ na sequência de um canto. A eliminatória ficou logo empatada e confesso
que temi o pior. Mas, à semelhança, do que aconteceu em Munique há um ano,
conseguimos equilibrar o jogo a seguir a termos sofrido o golo. O Borussia não
teve grandes oportunidades até ao intervalo, enquanto nós criámos algum perigo
num remate do Cervi e num cabeceamento do Luisão ambos defendidos pelo Burki. O
intervalo chegava connosco perfeitamente dentro da eliminatória, o que se via
pelo facto de os alemães estarem estranhamente silenciosos durante boa parte do
jogo, enquanto a nossa bancada não se calou inclusive durante o tempo de
descanso.A 2ª parte começou com a nossa melhor oportunidade, num remate frontal de ressaca do Cervi, já dentro da área, que um defesa desviou para canto. Foi pena, porque a bola ia na direcção da baliza... O Ederson fez duas defesas magistrais em lances anulados por fora-de-jogo, mas a eliminatória começou a ficar decidida aos 59’ com o 0-2 através do Pulisic, que se desmarcou bem e picou a bola à saída do nosso guardião. Em dois minutos terríveis, tudo ficou decidido com novo golo do Aubameyang aos 61’, que só teve que encostar depois de um cruzamento na esquerda. Nós acusámos claramente o toque e nunca mais fomos os mesmos até final, com as entradas do Jonas, Zivkovic e Jiménez (este aos 82’ para o lugar do Cervi e indo jogar para a extrema-esquerda... Não percebi a lógica...) a não acrescentarem nada à equipa. O Borussia ainda atirou uma bola à ao poste, antes de fazer o 0-4 aos 85’ com o hat-trick do Aubameyang, noutro golo só de encostar desta feita depois de um cruzamento da direita. O gabonense marcou com juros todos os golos que falhou em Lisboa... Apesar do resultado, os jogadores do Benfica foram brindados no final com uma enorme ovação e cânticos sem parar da nossa bancada. A qualificação do Borussia é obviamente justa, mas conseguimos ganhar-lhes um jogo (algo que nenhuma outra equipa portuguesa conseguiu) e acho que demos uma boa imagem durante boa parte da 2ª mão. Chegámos novamente à fase a eliminar da Champions, o que convenhamos é ligeiramente melhor do que ser eliminados por uns Legias desta vida...
Em termos individuais, gostei bastante do André Almeida (sempre muito generoso a correr atrás dos adversários), do Cervi (que mostrou porque é que tem que deixar de ser o quarto extremo na hierarquia do lado esquerdo para passar a ser o primeiro!), e do Pizzi e do Salvio (ambos durante a 1ª parte).
Vamos agora concentrar-nos naquilo que é verdadeiramente essencial, que é entrar para a história com o primeiro tetra do nosso palmarés.
P.S. – Acerca da viagem, apesar do cansaço e da chuva, como disse um amigo meu, “correu mal, mas valeu a pena”. O estádio é fantástico e no início da partida o famoso muro amarelo fez uma coreografia com os jornais e o galhardete de 1963 quando nos deram 5-0 na 2ª mão. Pontos pela criatividade numa bancada que impressiona, mas que só se ouviu de forma consistente a partir do 0-2. A organização dos alemães não tem nada a ver com a nossa e o facto de tratarem os adeptos do clube visitante como... lá está, pessoas, torna tudo mais simples. Quando fui perguntar a um stewart, ainda antes de o jogo começar, se tínhamos que lá ficar uma hora no final, o tipo olhou para mim de um modo completamente surpreendido e perguntou: “why do you want to stay here for one hour after the game...?!” Toda a gente saiu ao mesmo tempo e não houve nenhum problema. Foi pena que não se tivesse visto a nossa bancada na televisão, mas ao que me dizem ouviu-se e bem. O apoio foi fabuloso e, como já disse, nem no intervalo parou. Mesmo durante cerca de 10’ depois de o jogo acabou ainda se cantava como se pode ver no vídeo abaixo. Os adeptos do Benfica deram nova demonstração do que é um clube com uma Grandeza Incomparável! A nossa bancada aplaudiu o agradecimento do Borussia ao muro amarelo e os alemães aplaudiram-nos de volta. Foi inesquecível e, sinceramente, só por isso já teria valido a pena ir. Não tive a prenda mais desejada no dia do meu 41º aniversário, mas mesmo que a tivesse também a trocaria por uma ainda maior em Maio. Vamos a isto! VIVA O BENFICA!
segunda-feira, março 06, 2017
Difícil
Vencemos no sábado o Feirense em Santa Maria da Feira por 1-0 e mantivemos
a distância de um ponto para o CRAC, que goleou o Nacional por 7-0. A lagartada resolveu festejar a reeleição do desequilibrado mental do seu presidente
empatando em casa com o V. Guimarães (1-1) e está agora a 12 pontos de nós. É o
que se chama um começo auspicioso de mandato!
Com o Jonas de volta, mas no banco, o Rui Vitória pôs o Rafa a fazer-lhe
companhia, dando a titularidade ao Carrillo e colocando o Zivkovic nas costas
do Mitroglou. Com o Nélson Semedo castigado, foi naturalmente o André Almeida a
ocupar a lateral direita. Perante um adversário que subiu imenso de produção (e
resultados) desde que trocou o José Mota pelo Nuno Manta Santos, a partida foi
tremendamente complicada. Com o Pizzi sempre muito marcado e uma falta de
inspiração gritante dos três homens no apoio ao Mitroglou, raramente
conseguimos criar situações de perigo na 1ª parte. Só num contra-ataque de
3x1(!) que o Salvio estragou ao preferir rematar em vez de passar ao Mitroglou,
que estava isolado, e numa cabeçada do grego, defendida pelo Vava Alves a dois
tempos, é que estivemos perto do golo. Quanto ao Feirense, poderia ter logo
aberto o marcador no primeiro minuto, num remate do grego Karamanos que foi
desviado pelo Luisão e ia traindo o Ederson, e num falhanço escandaloso do Luís
Machado quase na pequena-área. A três minutos do intervalo, um pouco caído do
céu, chegámos ao golo: boa abertura do Carrillo e grande jogada do Pizzi já na
área, a tirar um adversário do caminho e a enganar o guarda-redes, atirando
para o lado contrário dele. Foi um golo na altura certa!
Na 2ª parte, com os espaços que o Feirense necessariamente criou,
melhorámos o nosso nível exibicional. No entanto, e para não variar, o Ederson
foi absolutamente decisivo na manutenção da vantagem ao sair de modo
rapidíssimo aos pés de um adversário pouco depois do recomeço e, a vinte
minutos do fim, ao defender com os pés (por instinto) um cabeceamento na
pequena-área na sequência de um canto, num lance em que o Lindelof se deixou
antecipar pelo adversário. Quanto a nós, tivemos um rol de oportunidades
desperdiçadas, com destaque para duas do Mitroglou, com um remate já sem o
guarda-redes na baliza, que foi interceptado por um defesa, depois de o Salvio
ter ganho a bola ao guarda-redes, e um cabeceamento à vontade que saiu ao lado.
Também o Salvio teve um falhanço clamoroso, ao atirar um lado depois de uma
assistência do entretanto entrado Cervi, e o próprio Cervi viu um remate seu
que ia na direcção da baliza ser cortado por um defesa. Como não acabámos com o
jogo, ficámos sempre à mercê de um lance fortuito que o empatasse, mas
felizmente isso não aconteceu.
O destaque terá de ir para o Pizzi por nos ter garantido os três pontos e
para o Ederson por os ter mantido na nossa posse. Continuo sem perceber porque
é que o Cervi é o último extremo na lista do Rui Vitória: a equipa melhorou a
olhos vistos quando ele entrou em campo! O Nélson Semedo fez falta, apesar de o
André Almeida ser de uma regularidade constante cada vez que joga. O Zivkovic
já esteve em muito melhor forma do que agora, o Carrillo lutou bastante em
termos defensivos e acabou por fazer a assistência para o golo, mas foi muito
intermitente, e o Salvio foi o pior dos três.
Na próxima 4ª feira, iremos tentar a segunda qualificação seguida para os
quartos-de-final da Champions. Por
ser um dia muito especial para mim, por não ter visto isto ao vivo nesse dia e
porque estamos a falar de um estádio com um ambiente mítico, estarei em
Dortmund a gritar pelo Glorioso. Espero uma boa prenda, mas troco-a
imediatamente pelo 36 em Maio...!
quarta-feira, março 01, 2017
Em vantagem

O Rui Vitória fez
algumas alterações e entraram o Júlio César, Jardel, Filipe Augusto e Carrillo.
Deveríamos ter-nos colocado em vantagem logo aos 5’, mas quase em cima da
pequena-área o Rafa conseguiu(!) que o
guarda-redes Luís Ribeiro defendesse para canto o seu remate. Falhanço
inacreditável de um jogador que deveria mesmo fazer treino específico de
finalização (se o faz, não se nota nada...!). Pouco depois, o Júlio César inventou com os pés, mas felizmente o
Estoril não conseguiu marcar. Os canarinhos davam boa réplica e nós tínhamos
muitas dificuldades em criar lances de perigo. Até que aos 36’, o Zivkovic
tirou um óptimo cruzamento da esquerda e o inevitável Mitroglou atirou lá para
dentro. O mais difícil estava aparentemente conseguido, mas quatro minutos
depois o Eliseu resolveu esticar estupidamente o braço na nossa área depois de
um cruzamento. Penalty indiscutível que o Kléber não falhou. Neste lance, o
Filipe Augusto, que já estava queixoso, lesionou-se de vez e entrou o Pizzi.
Mesmo antes do intervalo, tivemos um golo anulado por fora-de-jogo, porque o
Mitroglou se fez ao lance num cruzamento do Carrillo que acabou por entrar na
baliza. Foi pena que não estivéssemos a jogar com as camisolas do Boavista...
Na 2ª parte, o
Estoril foi a primeira equipa a criar perigo, mas o remate do Kléber passou a
rasar o poste depois de um centro. A partir daqui, os canarinhos deram o berro fisicamente (acho inacreditável
que se tenha obrigado o Estoril a jogar contra os lagartos e nós com três dias de intervalo) e só nós é que tentámos
marcar. No entanto, tivemos sempre muitas dificuldades em criar lances de
perigo, porque o adversário se fechou muito bem atrás. Só tivemos duas
verdadeiras oportunidades: o Rafa permitiu novamente a intervenção do
guarda-redes quando estava em boa posição e um remate do Mitroglou foi desviado
por um defesa quando a com boa direcção. Até que aos 89’ marcámos finalmente o
segundo golo: grande lance do Eliseu na esquerda, que isolou o Cervi
(entretanto entrado) de calcanhar e este assistiu para Mitroglou dominar e
desviar do guarda-redes. Vê-se na televisão que o grego está com o tronco e
cabeça em fora-de-jogo mas os pés em jogo. É um fora-de-jogo milimétrico e só
os desonestos intelectualmente (e já se sabe que os há aos milhares) vão achar
que foi um escândalo. É não ligar aos grunhidos. Antes de terminar, o Zivkovic
falhou inacreditavelmente de cabeça o terceiro golo.
Correndo o risco
de ser repetitivo, é impossível não destacar novamente o Mitroglou. Nono golo
no sexto jogo consecutivo a marcar tornam o grego o jogador mais fundamental do
Benfica actual. Grande Mitro! A contrário do que vi muita gente a dizer, acho
que o Carrillo não esteve nada mal: sempre muito em jogo, a vir várias vezes
atrás ajudar na defesa e a fazer desarmes, especialmente na 1ª parte foi dos
nossos melhores jogadores. Já o Rafa, com o seu problema crónico de
finalização, esteve novamente abaixo do que deve render. O Zivkovic, tirando o
centro para o 1º golo, também não esteve no seu nível habitual. Ao invés, o
Nélson Semedo fez outra vez uma boa exibição e vai fazer muita falta em Santa
Maria da Feira. O Jardel também regressou bem à equipa depois da debacle na
Taça da Liga.
Só o Nápoles é
que ganhou esta época na Luz, mas convém não facilitar no jogo da 2ª mão.
Também aqui há uns anos tínhamos ganho 2-0 fora e depois levámos uma banhada de
1-3 em casa. Bem sei que o adversário era outro, mas se por acaso sofrermos
algum golo antes de marcarmos as coisas vão ficar tremidas. E, infelizmente,
temos já bastantes exemplos no passado recente de más experiências em meias e
inclusive finais da Taça. A não repetir, sff!
P.S. - Espero que o lugar em que fiquei no estádio seja bom prenúncio para esta época!
P.S. - Espero que o lugar em que fiquei no estádio seja bom prenúncio para esta época!
segunda-feira, fevereiro 27, 2017
Trabalhoso
Vencemos
o Chaves na Luz na passada 6ª feira (3-1), mas como a lagartada foi derrotou o Estoril na Amoreira (2-0) e o CRAC trinfou
no Bessa (1-0) mantém-se novamente tudo igual na frente. Foi um jogo
tremendamente difícil, sendo os transmontamos uma das melhores equipa que
passaram pela Catedral este ano.
Com
o Jonas já no banco mas com o Fejsa na bancada, o Rui Vitória fez duas
alterações em relação a Braga (entradas do Samaris e regresso do Ederson) e o
jogo iniciou-se a bom ritmo. Logo aos 6’, o Fábio Martins teve uma entrada
sobre o Samaris que deveria ser vermelho directo, mas o sr. Nuno Almeida nem
amarelo mostrou. Aos 18’, inaugurámos o marcador através da cabeça do Mitroglou
depois de um centro do Nelson Semedo. Houve a dúvida sobre se o nosso avançado
teria empurrado o defesa (que surgiu estatelado no relvado), na televisão não
deu para a dissipar, mas felizmente há sempre alguém com uma câmara por perto que
regista o lance todo. Como se vê, os dois jogadores estão com os braços esticados,
até que o defesa do Chaves resolve atirar-se para o chão. Não há falta nenhuma!
Quando se esperava que este golo intranquilizasse o Chaves, nada disso
aconteceu, porque os flavienses continuaram a jogar (e bem) da mesma maneira,
sempre a procurar a nossa baliza. Quanto a nós, tivemos um bom par de ocasiões,
mas a última decisão nunca saía bem (Rafa e Salvio, nomeadamente) e até o
Mitroglou falhou um penalty em andamento. Até que aos 44’, um erro de marcação
do Samaris deixou o Bressan sozinho à entrada da área e este aplicou um belo
remate indefensável para o Ederson. O Chaves igualava numa péssima altura!
Apesar
do subrendimento de alguns jogadores, voltou o mesmo onze para a 2ª parte, que
se antevia bastante complicada. Felizmente, voltámos a marcar bastante cedo,
logo aos 50’, numa boa abertura do Samaris para o Nelson Semedo na direita e
centro deste para o Rafa atirar para a baliza, com o António Filipe a defender
a bola já para além da linha de golo. Como as coisas não estavam fáceis nos
primeiros cinco minutos, o Rui Vitória já se preparava para fazer entrar o
Jonas quando se deu o golo e, ao contrário do que eu achei que devia, continuou
com a substituição (saiu o Salvio) mesmo com o golo. Ou muito me engano, ou se
fosse o Cervi ou outro que tal, a substituição não seria feita… E o que é certo
é que o Jonas não acrescentou muito à equipa. Nos minutos subsequentes ao golo,
tivemos algumas hipóteses de acabar com o jogo, mas os remates do Mitroglou,
Zivkovic e Jonas saíram para fora. Numa das melhores jogadas do encontro com o
Zivkovic e Mitroglou, o Jonas ficou isolado já dentro da área, mas houve um
corte providencial para canto no último momento. O Chaves não tinha tanta
liberdade como na 1ª parte, mas ainda obrigou o Ederson a uma das melhores
defesas do jogo num remate de fora da área aos 82’. Aos 89’, pudemos finalmente
respirar de alívio com o bis do
Mitroglou, que ganhou uma bola aérea no corpo-a-corpo com um defesa e, perante
o guarda-redes, desviou a bola.
Individualmente,
novo destaque para o deus grego:
Mitroglou! Mais dois golos na sua melhor sequência de jogos desde que chegou ao
Benfica. O Rafa fez uma 1ª parte muito fraca, mas como foi desviado para a
esquerda na 2ª subiu exponencialmente de produção, já que teve muito mais
espaço. O Nélson Semedo, com duas assistências para golo, é outro dos destaques
óbvios, mas como levou um amarelo vai ficar de fora em Santa Maria da Feira. O
Ederson voltou a fazer uma defesa decisiva e os centrais (Luisão e Lindelof)
também estiveram bem. O resto da equipa esteve num nível aceitável, apenas
achei um pouco temerário por parte do Rui Vitória jogar os últimos 15’ com dois
habituais suplentes (Samaris e Filipe Augusto) no meio-campo. Apesar de não
estar a fazer um jogo por aí além, o Pizzi deveria (mesmo levando em conta estar
tapado nos amarelos) ter-se mantido
em campo até final (poderia ser desviado para a direita e ter saído o Zivkovic,
por exemplo)
Continuamos
a não ser muito constantes em termos de exibição durante os 90’, mas lá vamos
conseguindo as vitórias. O problema é que o CRAC foi buscar o Soares que lhes
garantiu mais três pontos (marcou em todos os jogos desde que chegou!).
Confesso que depois do jogo frente à Juventus, estava com esperanças de uma
escorregadela deles no Bessa, mas marcaram muito cedo. Se as coisas se
mantiverem assim, é imperioso derrotá-los quando vieram à Luz no início de
Abril, porque (nunca me cansarei de repetir) temos que chegar ao WC com margem
de manobra.
segunda-feira, fevereiro 20, 2017
Mitroglou
Obtivemos uma vitória importantíssima em Braga por 1-0 e continuamos na
liderança do campeonato com o CRAC a um ponto e a lagartada a dez. Pelo segundo
jogo consecutivo, o Mitroglou resolveu e desta feita com um do melhores golos
do campeonato. Tal como se esperava, foi uma partida complicadíssima em que só
marcámos a dez minutos do fim, mas numa altura em que estávamos a ser a melhor
equipa.
Já se sabe que as jornadas depois da Champions
têm sempre um nível de dificuldade acrescido (basta ver os resultados de todas
as equipas que participam naquela competição) e não ajudava nada que esta fosse
a ida a Braga, mesmo que os locais não passem por um bom momento. Com o Jonas
ainda sem estar recuperado, voltou a jogar o Rafa no seu lugar, tendo reentrado
o Zivkovic na equipa em vez do Carrillo. Entrámos melhor nos primeiros minutos,
mas foi sol de pouca dura, porque o adversário foi superior na maior parte do
primeiro tempo. Mesmo assim, as (poucas) oportunidades foram repartidas, porque
o Mitroglou desviou por cima num lance em que o Marafona ainda tocou na bola
antes de ela chegar ao grego e levámos com uma bola ao poste pelo Battaglia, na
sequência de um canto já perto do intervalo.
A 2ª parte principiou na mesma toada, mas com o passar o tempo o Braga
foi-se afundando e nós subindo de produção. O problema foi que não conseguíamos
rematar à baliza, porque o último passe invariavelmente não saía e nós tínhamos
alguma cerimónia perto da área. Os treinadores foram fazendo substituições, mas
as nossas acrescentaram mais do que as deles, com destaque para a entrada do
Jiménez que acabou por ter acção no golo: roubo de bola do Pizzi ao Assis aos
80’, contra-ataque nosso com o mexicano a abrir no Mitroglou descaído sobre a
direita, o grego parecia que estava a demorar muito, mas num espaço mínimo de
terreno desenvencilhou-se de dois defesas, aguentou a carga de um terceiro e
atirou por entre as pernas do Marafona! Um lance genial que não desmereceria ao
Messi! Até final, conseguimos manter o Braga longe da nossa área, com excepção
de um livre já depois dos 90’ em que deixámos um adversário cabecear à vontade,
mas a bola foi fraca para as mãos do Júlio César.
Em termos individuais, o Mitroglou é obviamente o homem do jogo. Um golo
daqueles, ainda por cima sendo o único, é razão mais do que suficiente. Também
gostei bastante do Rafa, que terá feito o melhor jogo desde que chegou.
Bastante rápido, a antecipar-se muitas vezes aos defesas, tem que aprender a
definir melhor o último passe e a aprender a rematar. O Lindelof estava a fazer
um óptimo jogo, mas aquela última bola foi responsabilidade sua. O Eliseu
estava igualmente bem, mas resolveu sair a fintar no meio-campo a meio da 2ª
parte e provocou um contra-ataque muito perigoso ao Braga. Grande parte do
nosso problema neste jogo (e frente ao Dortmund) residiu no facto de tanto o
Pizzi como o Fejsa não estarem na sua melhor forma. O nosso meio-campo nunca se
conseguiu impor de forma consistente e acho que o Rui Vitória terá de pensar
numa solução alternativa em partidas perante adversários mais fortes:
claramente neste momento só Pizzi e Fejsa não são suficientes.
Depois do que se viu na 6ª feira (com o CRAC a ganhar 4-0 ao Tondela, mas
com o primeiro golo perto do intervalo a sair de um penalty inventado e logo a
seguir uma expulsão por duplo amarelo em que foi o Soares a fazer falta sobre o
defesa, cortesia do sr. Luís
Ferreira), este jogo era crucial para mostrar que, apesar de estarem a fazer
tudo para puxar outra equipa lá para cima, nós não nos deixamos abater assim
tão facilmente. Mesmo não tendo feito uma exibição por aí além, conseguimos o
mais importante e, se ficarmos todos felizes em Maio, ir-nos-emos lembrar desta
vitória no final da época como um dos momentos mais marcantes.
P.S. – Nomear o sr. Tiago Martins, que tinha expulsado o Rui Vitória na
meia-final da Taça da Liga, para este jogo foi claramente uma provocação. Se o
golo invalidado ao Mitroglou ainda se pode aceitar, porque é muito difícil de
ver, e no penalty sobre o Salvio a maneira como ele cai pode suscitar dúvidas
(mas é penalty, porque é rasteirado na perna esquerda), há dois lances que o
definem enquanto árbitro. Na 1ª parte, o Rafa é rasteirado, mas a bola sobra
para o Salvio que ia fazer um ataque perigoso, mas ele não dá a lei da vantagem
e apita para mostrar o amarelo ao jogador do Braga. Na 2ª parte, o Eliseu
agarra o Rui Fonte, este cai e tenta passar a bola para dois colegas que
ficariam em boa posição para um ataque perigoso, mas não o consegue e só aí o
árbitro assinalou a falta e o amarelo. Ou seja, esteve claramente à espera para
ver no que o lance ia dar antes de apitar. De falta de coerência não pode ser
acusado...!
quarta-feira, fevereiro 15, 2017
Sorte e eficácia
Vencemos
o Borussia Dortmund por 1-0 na 1ª mão dos oitavos-de-final da Champions.
Perante um adversário fortíssimo, não me custa nada a admitir que tivemos
bastante sorte, um grande guarda-redes e que o resultado foi lisonjeiro para
nós. Mas o futebol consegue ser imprevisível e sabe muito bem quando é a nosso
favor!
Com
o Jonas indisponível por problemas na coluna e o Zivkovic castigado ainda do tempo
do Partizan, o Rui Vitória apostou no Rafa e manteve o Carrillo a titular. Entrámos
bem nos primeiros cinco minutos, em que o Salvio deveria ter feito melhor quando
estava em boa posição, mas o remate saiu demasiado torto. E, pronto, foi tudo
da nossa parte até ao intervalo… Os alemães controlaram completamente a partida
e foram criando oportunidades para marcar, mas o Aubameyang & Cia tiveram
felizmente um jogo para esquecer em termos de finalização. O gabonês falhou
isolado perante o Ederson pouco depois dos dez minutos, o Lindelof cortou um
remate do Dembélé que ia para a baliza e o Fejsa não conseguiu proteger a bola
perante o Raphael Guerreiro, que ainda centrou, mas o Aubameyang chegou
atrasado. Ou seja, poderíamos bem ter chegado ao intervalo com a eliminatória decidida
contra nós. A posse de bola do Dortmund era brutal e nós não conseguíamos ligar
um passe.
Para
a 2ª parte, o Rui Vitória decidiu que estava na altura de voltar a jogar com 11
e tirou o Carrillo, que depois da grande exibição frente ao Arouca (ah, não,
espera, afinal só marcou um bom golo…!) voltou ao nível com que nos habituou. Para
o seu lugar, avançou o Filipe Augusto e a equipa ficou mais sólida no
meio-campo. Entrámos novamente bem e fomos altamente eficazes ao marcar na
única vez em que um remate nosso chegou à baliza: canto do Pizzi aos 48’,
cabeçada do Luisão que o guarda-redes Burki provavelmente defendia, se o Mitroglou
não tem desviado a bola e atirado posteriormente para a baliza. Golo à ponta-de-lança! A partir daqui, o
Borussia voltou a vir para cima de nós e valeu-nos São Ederson que fez uma
exibição a lembrar a do Preud’homme frente à Fiorentina em 1996/97: defesas
perante o Dembélé, Reus, Piszczek e a um remate do Pulisic que foi desviado
pelo Jiménez! Com se isto não bastasse, pelo meio ainda defendeu um penalty do Aubameyang
aos 58’, a punir um carrinho do Fejsa
com o braço demasiado levantado. O mesmo Aubameyang que, completamente isolado,
já tinha atirado novamente por cima antes disso. Quanto a nós, defendíamos com
muita garra, para além da do Filipe Augusto a entrada do Cervi também
contribuiu para isso, mas por umas quantas vezes não conseguimos meter o passe
que poderia criar uma situação de desequilíbrio a nosso favor.
O
destaque óbvio do jogo, por tudo o que já referi, é o Ederson, que ontem terá
selado definitivamente a sua saída no final da época. Depois do que se viu, será
impossível que algum tubarão não o
venha buscar. Outro em grande evidência foi o capitão Luisão, que fica com
muito para contar no seu 500º(!) jogo pelo Benfica. É o Maior! O Lindelof foi igualmente
muito importante para manter a nossa baliza a zeros. O Salvio foi o melhor na
1ª parte, mas esteve mais discreto na 2ª, quiçá a ressentir-se fisicamente do
esforço. O Pizzi passou bastante ao lado do jogo e também já vi o Fejsa fazer
melhor. Não é fácil conter o ataque dos alemães, é certo, mas ambos pareceram
um pouco perdidos especialmente na 1ª parte. O Mitroglou marcou um golo
importante e merece naturalmente uma palavra por isso. Quanto ao Carrillo, já
disse o que tinha a dizer e o Rafa também quase não se viu. A diferença para o
Cervi foi brutal, aliás, não percebo porque é que o argentino é muitas vezes
preterido em favor daqueles dois…
Foi
uma vitória que nos dá bastante prestígio, iremos sofrer na 2ª mão, mas neste
momento estamos em vantagem. A estatística vale o que vale, mas das 13 vezes
que fomos para a 2ª mão com uma vantagem de 1-0 só numa fomos
eliminados (Anderlecht na pré-eliminatória da Champions em 2004/05). No entanto, o que me interessa mesmo é o campeonato e veremos como
a equipa reagirá a este desgaste em Braga.
segunda-feira, fevereiro 13, 2017
Agradável
Vencemos na 6ª feira o Arouca por 3-0 e, com as posteriores
vitórias do CRAC em Guimarães (2-0) e da lagartada
em Moreira de Cónegos (3-2), manteve-se tudo igual na frente, com um ponto de
vantagem sobre os assumidamente corruptos e dez sobre os outros. Foi uma
partida bem conseguida da nossa parte, em que estávamos a fazer uma boa exibição
até aos 41’ quando o Ederson foi expulso e depois fomos inteligentes na maneira
como soubemos aguentar (e até aumentar) a vantagem.
O Rui Vitória surpreendeu ao apostar no Carrillo no lugar do lesionado Salvio, mas foi o Zivkovic a estar em destaque logo desde o início ao conduzir boa parte dos nossos ataques. O Arouca tentava responder na medida do possível, mas fomos nós a criar as maiores situações de perigo com destaque para um remate do Luisão em boa posição num canto para uma defesa do Bolat. Depois de termos visto um golo anulado ao Mitroglou por fora-de-jogo do Jonas que teve intervenção no lance, aos 25’, inaugurámos o marcador com um centro milimétrico do Jonas para a cabeça do mesmo Mitroglou. Pouco depois, nova assistência do Jonas para um remate de primeira do nº 11 que o guarda-redes blocou, mas dez minutos depois do primeiro o grego bisou com um remate também de primeira já dentro da área, na sequência de uma insistência do Eliseu na esquerda, que posteriormente fez a assistência. Aos 41’, o Sr. Manuel Mota demorou uma eternidade, mas acabou por expulsar o Ederson por indicação do fiscal-de-linha. O nosso guarda-redes saiu um pouco extemporaneamente da área para tentar cortar um ataque contrário, quando ainda havia dois defesas nossos na jogada, e de facto atinge o jogador adversário. Saiu o Mitroglou para entrar o Júlio César, mas logo na altura me pareceu que seria melhor ter saído o Jonas, dado o desgaste que se antevia com menos um.
Um jogo que deveria já estar decidido ficou assim em dúvida para a 2ª parte. No entanto, logo aos 49’ demos uma machadada fortíssima no Arouca ao fazer o 3-0 pelo Carrillo: grande jogada do Nélson Semedo desde a nossa defesa, tabela com oMitroglou Jonas, bola para o Pizzi e assistência num timing perfeito para o Carrillo picar por
cima do guarda-redes. Um golão! O Arouca, apesar de ter continuado a tentar,
sentiu o nosso terceiro golo e só teve uma verdadeira oportunidade à passagem
da hora de jogo, com um cabeceamento desviado inadvertidamente pelo Nélson
Semedo que proporcionou ao Júlio César uma grande defesa por instinto. Nós lá substituímos
o Jonas pelo regressado Jiménez e o Filipe Augusto voltou a render o Pizzi. Até
final, o Luisão teve uma boa chance num livre, mas rematou por cima. Teria sido
uma óptima maneira de comemorar o seu 499º(!) jogo pelo Glorioso.
Em termos individuais, o Mitroglou com dois golos merece obviamente uma menção, mas quem me continua a encher as medidas é o Zivkovic, que vai fazer muita falta frente ao Borussia Dortmund por conta da expulsão que teve ainda no Partizan. O Carrillo marcou um grande golo, melhorou um bocadinho o seu nível exibicional, mas ainda está muito longe de me convencer. Ao invés, os laterais (Nélson Semedo e Eliseu) estiveram bastante bem e muito participativos no ataque. Espero que a excelente defesa que fez contribua para que o Júlio César readquira confiança, porque vem aí uma deslocação muito difícil a Braga.
Amanhã teremos a Champions na Luz, mas o jogo mais importante será o do próximo domingo na Pedreira. Não nos podemos distrair, porque deixámos de ter margem de manobra e a entrada do Soares no CRAC continua a fazer mossa: continuam sem jogar nada, mas agora a bola entra...
O Rui Vitória surpreendeu ao apostar no Carrillo no lugar do lesionado Salvio, mas foi o Zivkovic a estar em destaque logo desde o início ao conduzir boa parte dos nossos ataques. O Arouca tentava responder na medida do possível, mas fomos nós a criar as maiores situações de perigo com destaque para um remate do Luisão em boa posição num canto para uma defesa do Bolat. Depois de termos visto um golo anulado ao Mitroglou por fora-de-jogo do Jonas que teve intervenção no lance, aos 25’, inaugurámos o marcador com um centro milimétrico do Jonas para a cabeça do mesmo Mitroglou. Pouco depois, nova assistência do Jonas para um remate de primeira do nº 11 que o guarda-redes blocou, mas dez minutos depois do primeiro o grego bisou com um remate também de primeira já dentro da área, na sequência de uma insistência do Eliseu na esquerda, que posteriormente fez a assistência. Aos 41’, o Sr. Manuel Mota demorou uma eternidade, mas acabou por expulsar o Ederson por indicação do fiscal-de-linha. O nosso guarda-redes saiu um pouco extemporaneamente da área para tentar cortar um ataque contrário, quando ainda havia dois defesas nossos na jogada, e de facto atinge o jogador adversário. Saiu o Mitroglou para entrar o Júlio César, mas logo na altura me pareceu que seria melhor ter saído o Jonas, dado o desgaste que se antevia com menos um.
Um jogo que deveria já estar decidido ficou assim em dúvida para a 2ª parte. No entanto, logo aos 49’ demos uma machadada fortíssima no Arouca ao fazer o 3-0 pelo Carrillo: grande jogada do Nélson Semedo desde a nossa defesa, tabela com o
Em termos individuais, o Mitroglou com dois golos merece obviamente uma menção, mas quem me continua a encher as medidas é o Zivkovic, que vai fazer muita falta frente ao Borussia Dortmund por conta da expulsão que teve ainda no Partizan. O Carrillo marcou um grande golo, melhorou um bocadinho o seu nível exibicional, mas ainda está muito longe de me convencer. Ao invés, os laterais (Nélson Semedo e Eliseu) estiveram bastante bem e muito participativos no ataque. Espero que a excelente defesa que fez contribua para que o Júlio César readquira confiança, porque vem aí uma deslocação muito difícil a Braga.
Amanhã teremos a Champions na Luz, mas o jogo mais importante será o do próximo domingo na Pedreira. Não nos podemos distrair, porque deixámos de ter margem de manobra e a entrada do Soares no CRAC continua a fazer mossa: continuam sem jogar nada, mas agora a bola entra...
segunda-feira, fevereiro 06, 2017
Normalidade
Vencemos o Nacional
por 3-0 e continuamos com um ponto de vantagem para o CRAC que venceu a
lagartada por 2-1 (não é que fossem necessárias mais provas, mas mais uma vez
se demonstra que a lagartada não serve mesmo para coisa nenhuma). Perante um dos
adversários mais fracos que passaram esta época pela Luz, o nosso triunfo foi
justo e nem foi preciso jogarmos um grande futebol.
Já se sabe que,
nestas partidas até entrar o primeiro golo, as coisas nunca são fáceis. Felizmente
conseguimo-lo ainda na 1ª parte, o que ajudou a superar os traumas que vinham
de duas derrotas consecutivas. Que os houve e foram visíveis. O Pizzi conseguiu
recuperar de Setúbal (nem sei bem como...), mas notou-se que não estava no
pleno da sua forma. Começámos a partida imprimindo velocidade e as ocasiões foram
surgindo, com o Jonas em destaque por lhe terem pertencido grandes parte delas,
mas os remates ou saiam fracos ou por cima. Até que aos 26’, finalmente, o
nosso 10 conseguiu atinar com a
baliza e fazer o 1-0 de cabeça depois de um centro teleguiado do Zivkovic. E
foi o mesmo Jonas, depois de ter levado um amarelo escusadíssimo por ter
atirado a bola contra o chão (num jogador com a experiência dele, não se
percebe uma reacção daquelas com o resultado já a nosso favor), a aumentar a
vantagem para 2-0 com um excelente remate rasteiro em arco de pé esquerdo de
fora da área. Até ao intervalo, poderíamos ter resolvido definitivamente o
jogo, mas o cabeceamento do Mitroglou, depois de nova assistência do Zivkovic,
saiu ao lado.
Para a 2ª parte, a
tendência da partida manteve-se: o Nacional não conseguia chegar à nossa baliza
e nós íamos controlando a partida, mas já sem grande velocidade. Os madeirenses
deveriam ter ficado com 10 à passagem da hora de jogo, porque o Rui Correia
atingiu por trás o Salvio sem hipóteses de jogar a bola, mas o sr. Luís Godinho
incompreensivelmente só mostrou o amarelo. Dado que não estamos a atravessar
uma fase positiva, era importante marcamos o terceiro para dissiparmos
quaisquer dúvidas e o Mitroglou teve uma cabeçada à figura do Adriano, quando
estava em boa posição. Entretanto, começaram a surgir as substituições (estreou-se
o Filipe Augusto) e foi o recém-entrado Rafa a assistir o mesmo Mitroglou aos
81’, permitindo-lhe finalmente marcar o seu golito.
Em termos
individuais, o destaque tem que ser dado ao Jonas pelo primeiro bis da época. Nota-se que ele não está
ainda na sua melhor forma, o que o deixa frustrado e nervoso (o estúpido
amarelo pode ser reflexo disso), mas façamos votos para que estes golos o ajudem
a atingi-la. Outro dos melhores em campo foi indiscutivelmente o Zivkovic, que
está cada vez mais preponderante na equipa, não só com as suas assistências,
mas também pelo que ajuda em termos defensivos. Quanto ao Salvio, que tem
alguns (inacreditáveis para mim) anticorpos entre os benfiquistas, claro que (ainda...
espero) não é o jogador que nos habituou, mas tem o mérito de nunca desistir.
E, de vez em quando, as coisas saem-lhe bem (subiu bastante de produção na 2ª
parte). A defesa esteve segura, mas o Nacional nunca a colocou verdadeiramente
à prova. Ter-se-á de rever num futuro próximo, mas não desgostei do Filipe
Augusto: pareceu-me inteligente na abordagem dos lances, a perceber para onde é
que a bola ia e com boa capacidade de passe.
Teremos novo jogo
em casa na próxima sexta-feira, perante o Arouca, e não se espera menos do que
uma nova vitória. Desperdiçámos de maneira inglória uma vantagem muito confortável
que teremos de reaver em parte sob pena de ainda fazermos a lagartada ganhar a época. Aposto que esqueceriam
tudo de mau que têm feito, se pudessem roubar-nos o campeonato e oferecê-lo ao
CRAC quando tivermos que ir ao WC perto do final de Abril. Mas ainda há muitos
jogos até lá e não podemos de todo voltar a facilitar.
terça-feira, janeiro 31, 2017
Zero
Perdemos
em Setúbal por 0-1 e ficámos só com um ponto de vantagem para o CRAC no 2º
lugar. Parece quase impossível que ainda há três semanas tenhamos tido uma
dupla vitória em Guimarães, que alargou a nossa diferença para seis pontos, com
a perspectiva de ter quatro jogos em casa nos seguintes cinco e assim poder
aumentá-la, e apenas três partidas depois estejamos agora nesta situação. Atravessamos
indiscutivelmente a pior fase da época e o futuro não está nada risonho.
Claro que
tudo poderia ter sido diferente se os remates do Mitroglou e do Cervi não
tivessem passado a rasar o poste nos primeiros cinco minutos. O V. Setúbal
demonstrava muito mais garra do que nós na disputa da bola e marcou o golo na
primeira vez que foi à nossa baliza: escorregadela comprometedora do Lindelof e,
na sequência da jogada, há um centro para a área, o Luisão ficou nas covas e o Zé Manuel (emprestado pelo
CRAC) cabeceou sem hipóteses para o Ederson. Estávamos no 21’, mas tive logo a
sensação de que, se não marcássemos até ao intervalo, as coisas ficariam muito
feias. Tivemos um remate perigoso do Pizzi por cima e um cabeceamento em balão
do Luisão que um defesa tirou sobre a linha, mas na maior parte do tempo não
conseguíamos imprimir velocidade no ataque, o que, com o V. Setúbal bem
posicionado defensivamente, tornava tudo muito complicado.
Para a 2ª
parte, entrou o Rafa em vez do apagado Cervi, mas à semelhança do encontro
frente ao Moreirense entrámos completa e incompreensivelmente a dormir!
Continuávamos com duas velocidades, lentos e parados, e nem chegávamos à área
contrária. Só a partir dos 60’ começámos a ter oportunidades, mas sobram dedos
de uma só mão para as contabilizar. Um desvio do Mitroglou por cima, quando só
tinha o Bruno Varela pela frente, e outro remate de primeira também do grego à
figura já nos descontos foram as duas melhores chances que tivemos. Muito,
muito, muito pouco para quem tinha obrigação de ganhar.
Em termos
individuais, é praticamente impossível destacar alguém. Talvez o Zivkovic tenha
sido o menos mau. O Fejsa reentrou na equipa depois da lesão, mas errou uma
série de passes, os centrais foram batidos infantilmente no golo, o André
Almeida fez das piores exibições dos últimos tempos, mas o nosso grande
problema é o estoiro físico do Pizzi e do Jonas. O 21 tem sido a nossa grande figura até agora, mas ontem esteve
péssimo e foi patética a maneira como jogou praticamente ao pé coxinho durante
grande parte da 2ª parte, quando ainda só tínhamos feito uma substituição!
Incompreensível! Ainda para mais, estando lesionado, também não se compreende
como não aproveitou para limpar os amarelos, já que é muito duvidoso que jogue
para a semana. Quanto ao Jonas, está longe de estar na sua melhor forma física,
o que não é de espantar dado que perdeu grande parte da época.
Eu percebo
que 30M€ sejam muito difíceis de recusar, mas veremos se esta saída a meio da
época de quem nos fez esquecer do melhor jogador dos últimos dois anos durante
a 1ª volta não nos irá custar o 36... É que não estou a ver ninguém no plantel
com a capacidade rompedora do Gonçalo Guedes, a aguentar fisicamente com os
adversários e com alguma capacidade de remate de fora da área. Outra questão muito
preocupante é a posição 8: o Pizzi não vai dar para a época toda, o André Horta
passa muito tempo lesionado e não há mais ninguém! Vejo nuvens muito negras no
nosso horizonte..
P.S. –
Independentemente da nossa miserável exibição, não pode ser deixado passar em
claro um penalty do tamanho do mundo no último minuto de compensação sobre o Carrillo:
entra na área, puxa a bola para trás sobre a linha de fundo e é passado a ferro por um adversário! O Sr.
João Pinheiro apitou... para o final do jogo! QUE ROUBO! E já nem falo do
amarelo ao Nuno Pinto, que deveria ter sido vermelho, logo aos 57’ por entrada
duríssima sobre o Luisão... Aquela célere reunião do Conselho de Arbitragem com
os clubes, a pedido do CRAC e da lagartada,
já começa a fazer os seus efeitos. Desde aí, já tivemos um 3º golo do Boavista irregular
e agora este penalty mais que evidente não assinalado. A coisa promete...!
quinta-feira, janeiro 26, 2017
INCONCEBÍVEL!
Perdemos
com o Moreirense (1-3) na final four
da Taça da Liga e fomos eliminados. Vou voltar a repetir: perdemos com o
Moreirense (o M-o-r-e-i-r-e-n-s-e!) por 1-3 e não vamos à final da Taça da
Liga. Ou seja, perdemos a oportunidade de fazer história ao nível do futebol português
e ganhar na mesma época todos os troféus nacionais em disputa. Porque, lá está,
perdemos com o Moreirense!
Ainda
para mais, não poderíamos ter desejado melhor começo de jogo e marcámos logo
aos 6’ pelo Salvio, num golão depois de um óptimo centro do Eliseu. No entanto,
a partir daqui, os jogadores do Benfica acharam que tinham o jogo ganho e a
desaceleração foi evidente. O Moreirense praticamente não criou perigo na 1ª
parte, o que ajudou a sedimentar essa impressão de que a vitória estava garantida.
Mesmo assim, ainda tivemos algumas oportunidades para aumentar a vantagem, mas
o Jonas e o Salvio permitiram duas boas defesas ao Makaridze, e o André Almeida
não conseguiu chegar à bola e desviar para a baliza um cabeceamento do Lisandro
num canto.
Na
2ª parte, as camisolas do Benfica entraram em campo e jogaram sozinhas até aos
75’. Claro está que assim sendo foi fácil ao Moreirense marcar três golos!
(Repito: sofremos T-R-Ê-S golos do Moreirense!) Logo aos 46’, pelo recém-entrado
Dramé, aos 54’, pelo Boateng (na sequência de um livre, em que há um puxão
nítido ao Eliseu que o impede de disputar a bola), e aos 71’, novamente pelo
Boateng, depois de uma incrível perda de bola a meio-campo do Jardel. Aos 75’,
os jogadores do Benfica lá se decidiram entrar em campo e o Jonas ainda atirou duas
bolas aos ferros, o Salvio teve um cabeceamento a rasar o poste e o Makaridze
fez um par de boas defesas. Tivéssemos jogado sempre como nesses últimos 15’ e
outro resultado haveria…
É
quase um sacrilégio fazer destaques individuais depois de uma exibição destas, mas o Salvio foi dos
melhores enquanto teve pernas, o Eliseu não pareceu estar há dois meses sem
jogar e o Zivkovic deveria ter entrado mais cedo. Quanto aos outros, foi quase
tudo de fugir, mas mesmo assim nenhum bate o Carrillo…!
O
que mais me preocupa nesta debacle é que já não é a primeira vez (nem a
segunda) que acontece: já em Istambul, tivemos três golos de vantagem e
desligámos o cérebro e esse mesmo desligar aconteceu há bem pouco tempo na primeira
meia-hora contra o Boavista. Como é possível uma equipa como a nossa
desconcentrar-se desta maneira e andar completamente à nora durante 30’ num
jogo em que entrámos a ganhar logo aos 6’?! Sinceramente, não se compreende! Jamais
me conformarei com a perda desta oportunidade de ouro para ganhar tudo, ainda
por cima quando nas taças já não estavam nenhum dos outros dois. Veremos a
repercussão que isto terá para o futuro, mas as últimas exibições (e a
catrefada de golos sofridos!) não me deixam nada confiante para os próximos
tempos.
segunda-feira, janeiro 23, 2017
Goleada enganadora
Vencemos
o Tondela por 4-0 no primeiro jogo da 2ª volta e mantivemos os 4 pontos de
vantagem sobre o CRAC (4-2 em casa ao Rio Ave), tendo aumentado para 10 em
relação à lagartada, que empatou na
Madeira com o Marítimo (2-2). Quem olhar para o resultado sem ter visto o jogo
pode pensar que foi uma vitória fácil e tranquila do tricampeão. Puro engano:
basta referir que desde a 2ª jornada, contra o V. Setúbal em Agosto, que não
ficávamos a zeros ao intervalo em jogos para as provas nacionais.
O
Rui Vitória deu a titularidade ao Zivkovic em detrimento do Salvio e foi essa a
única alteração em relação ao onze base dos últimos jogos. O Tondela, apesar de
estar em último lugar, fez um jogo defensivamente muito bem conseguido (em
alguns períodos com o inevitável antijogo, mas já se sabe…) e nós tivemos
tremendas dificuldades para criar perigo no primeiro tempo. Um remate do Jonas que
proporcionou ao Cláudio Ramos uma boa defesa e uma cabeçada do Mitroglou a
centro do mesmo Jonas foram as duas ocasiões que tivemos para marcar. Quanto à
defesa, não tivemos dificuldades de maior, excepto num lance em que o Tondela
ainda marcou, mas em claro fora-de-jogo.
Para
a 2ª parte, saiu o apagado Cervi (desta feita, a substituição do argentino foi
justa) e entrou o Salvio. Mas, mais importante do que isso, é que entrámos com
outro espírito e começámos a pressionar o Tondela como nunca o tínhamos feito
até então. A atacar para a baliza grande,
o Zivkovic ia marcando logo de entrada, num remate de ressaca, não fosse o
guarda-redes fazer a defesa do jogo. Aos 59’, começámos finalmente a desatar o
nó, com o Pizzi a inaugurar o marcador num remate cruzado de pé esquerdo, já
dentro da área, depois de uma assistência do Samaris. A partir daqui, milagrosamente, os visitantes deixaram
de estar lesionados e o jogo foi
muito mais fluido. O Tondela ia tentando responder, deixando de ter tantas
preocupações defensivas, ao que nós respondemos com velocidade na tentativa de fechar a partida. O Mitroglou teve um problema
físico (esperemos que passageiro…) e teve que ser substituído pelo Rafa aos 70’.
Pouco depois, aconteceu o único lance em que o Tondela criou perigo, num remate
de fora da área do Francisco Ferreira defendido pelo Ederson a dois tempos. De
seguida, o Salvio não conseguiu dominar bem a bola, quando estava isolado,
permitindo a intercepção do Cláudio Ramos, mas aos 76’ o desfecho do jogo ficou
decidido com o 2-0: grande abertura do Samaris para o Nélson Semedo na direita
fazer um centro atrasado para o Pizzi bisar. Grande jogada! Já nos últimos dez
minutos, o Rafa assistiu o Salvio para um remate cruzado que rasou o poste e
aos 84’ foi o mesmo Rafa a estrear-se FINALMENTE a marcar pelo Glorioso: grande
passe do Jonas e o internacional português a fazer o 3-0 num chapéu magistral
ao guarda-redes. A equipa caiu em cima dele nos festejos! Para terminar em
beleza, fizemos o 4-0 já nos descontos num penalty do Jonas a punir um puxão ao
André Almeida.
Em
termos individuais, óbvio destaque para o Pizzi pelos seus dois golos, para o
Samaris pelas jogadas nesses mesmos golos, e para o Zivkovic que foi dos que
mais procurou criar desequilíbrios. A defesa praticamente não teve trabalho e o
Ederson foi pouco mais que um espectador.
Como
disse o Rui Vitória no final, e bem, esta partida demonstrou que isto vai ser
muito difícil até final. Nada está garantido e mesmo equipas nos últimos
lugares da tabela podem tornar-se bastante complicadas. Uma das coisas que mais
gosto na nossa equipa é que raramente perdemos a cabeça em campo e começamos a
jogar à maluca se as coisas não estiverem
a correr bem. A mudança da 1ª para a 2ª parte é bem exemplo disso: bastou
imprimir mais velocidade para as coisas melhorarem. Sabemos perfeitamente o que
temos de fazer em cada momento do jogo e isso é sinal de muita maturidade
competitiva. Para o próximo fim-de-semana, temos a final four da Taça da Liga e esperamos sair de lá com o segundo
troféu da temporada.
P.S.
– O Gonçalo Guedes ficou de fora dos convocados, indiciando uma venda iminente.
Fala-se em 30 milhões de euros, uma quantia irrecusável, principalmente em
jogadores que não são titulares absolutos. No entanto, não sou nada fã destas
transferências a meio da época e, esperando estar enganado, acho que vai fazer
falta.
quinta-feira, janeiro 19, 2017
Goleada
Estamos nas meias-finais da Taça de Portugal ao derrotar o
Leixões por 6-2. Perante um adversário que está nos últimos lugares da II Liga,
mal feito fora que nos deixássemos eliminar ainda por cima em casa, mas de
qualquer maneira já se sabe que nenhum jogo está ganho antes de ser jogado.
Consciente da fase da competição em que estamos, o Rui Vitória acabou (e bem) por não mexer muito na equipa: só mudou o guarda-redes (Júlio César), os centrais (Lisandro e Jardel) e os extremos (Carrillo e Zivkovic). Encarámos a partida de uma maneira séria e logo desde o início que procurámos o golo. Um remate do Zivkovic ia provocando um grande frango e acabámos por inaugurar o marcador aos 21’ através de um remate de pé esquerdo do Pizzi, depois de um alívio da defesa a um centro do Nélson Semedo da direita. Pouco depois, o mesmo Pizzi falhou incrivelmente o segundo golo ao atirar por cima em excelente posição depois de uma boa jogada do Carrillo (ena, ena, alvíssaras, alvíssaras!) na esquerda. O segundo golo acabou por surgir aos 31’ num centro em arco do André Almeida que o Mitroglou não chega a desviar. Foi o primeiro golo oficial do nosso Veloso dos tempos modernos, razão pela qual houve grande festa no campo e no banco. Aos 38’, aumentámos a vantagem através do Jonas num desvio precioso, depois da intercepção de um defesa a um remate do Mitroglou (tinha obrigação de ter marcado, já que o guarda-redes estava fora do lance). Quando se pensava que iria ser um jogo mais que tranquilo, o Leixões reduziu a desvantagem mesmo antes do intervalo (44’) numa boa jogada atacante concretizada pelo Porcellis.
Para a 2ª parte, o Rui Vitória deu descanso ao Pizzi, fazendo entrar o André Horta. Logo de entrada, o Mitroglou atirou de cabeça à barra e, poucos minutos volvidos, o grego proporcionou uma boa defesa ao guarda-redes Assis numa óptima assistência do Jonas. Mas, aos 60’, o Mitroglou marcou mesmo de penalty depois de um agarrão ao Zivkovic na área. Palavra muito elogiosa para o Jonas que deu a bola ao seu companheiro para ser ele a marcar o castigo máximo. Para além de grande jogador, é um grande homem! O Leixões nunca deixou de lutar e foi recompensado com o segundo golo aos 67’, novamente pelo Porcellis, depois de uma triangulação atacante. No entanto, nós nem os deixámos respirar com isso, porque aumentámos de novo o marcador aos 70’, outra vez pelo Mitroglou, depois de uma jogada fantástica do Zivkovic na direita, com a bola ainda a ser desviada por um defesa para assistir inadvertidamente o grego. Já em tempo de compensação, fizemos o 6-2 final numa assistência do Carrilo na esquerda para o Mitroglou concretizar o hat-trick.
Quem marca três golos num só jogo, merece indiscutivelmente destaque e, neste sentido, o Mitroglou foi mesmo o melhor em campo. Todavia, muito perto ficou o Zivkovic, que baralhou completamente os adversários e está a tornar-se um caso sério na equipa. O André Almeida esteve igualmente num plano elevado, reforçado pelo golo que marcou. O André Horta entrou melhor do que em Guimarães para o campeonato, o que é bom, porque o Pizzi precisa de algum descanso.
Iremos agora defrontar o Estoril em duas mãos nas meias-finais, mas, com a eliminação da lagartada em Chaves (0-1), somos os claros favoritos à conquista do troféu. No entanto, já se sabe que é sempre preciso levar tudo muito a sério e estarmos concentrados ao máximo, porque se esta época pode ser inédita a nível nacional, ainda temos muitos obstáculos para superar até lá.
Consciente da fase da competição em que estamos, o Rui Vitória acabou (e bem) por não mexer muito na equipa: só mudou o guarda-redes (Júlio César), os centrais (Lisandro e Jardel) e os extremos (Carrillo e Zivkovic). Encarámos a partida de uma maneira séria e logo desde o início que procurámos o golo. Um remate do Zivkovic ia provocando um grande frango e acabámos por inaugurar o marcador aos 21’ através de um remate de pé esquerdo do Pizzi, depois de um alívio da defesa a um centro do Nélson Semedo da direita. Pouco depois, o mesmo Pizzi falhou incrivelmente o segundo golo ao atirar por cima em excelente posição depois de uma boa jogada do Carrillo (ena, ena, alvíssaras, alvíssaras!) na esquerda. O segundo golo acabou por surgir aos 31’ num centro em arco do André Almeida que o Mitroglou não chega a desviar. Foi o primeiro golo oficial do nosso Veloso dos tempos modernos, razão pela qual houve grande festa no campo e no banco. Aos 38’, aumentámos a vantagem através do Jonas num desvio precioso, depois da intercepção de um defesa a um remate do Mitroglou (tinha obrigação de ter marcado, já que o guarda-redes estava fora do lance). Quando se pensava que iria ser um jogo mais que tranquilo, o Leixões reduziu a desvantagem mesmo antes do intervalo (44’) numa boa jogada atacante concretizada pelo Porcellis.
Para a 2ª parte, o Rui Vitória deu descanso ao Pizzi, fazendo entrar o André Horta. Logo de entrada, o Mitroglou atirou de cabeça à barra e, poucos minutos volvidos, o grego proporcionou uma boa defesa ao guarda-redes Assis numa óptima assistência do Jonas. Mas, aos 60’, o Mitroglou marcou mesmo de penalty depois de um agarrão ao Zivkovic na área. Palavra muito elogiosa para o Jonas que deu a bola ao seu companheiro para ser ele a marcar o castigo máximo. Para além de grande jogador, é um grande homem! O Leixões nunca deixou de lutar e foi recompensado com o segundo golo aos 67’, novamente pelo Porcellis, depois de uma triangulação atacante. No entanto, nós nem os deixámos respirar com isso, porque aumentámos de novo o marcador aos 70’, outra vez pelo Mitroglou, depois de uma jogada fantástica do Zivkovic na direita, com a bola ainda a ser desviada por um defesa para assistir inadvertidamente o grego. Já em tempo de compensação, fizemos o 6-2 final numa assistência do Carrilo na esquerda para o Mitroglou concretizar o hat-trick.
Quem marca três golos num só jogo, merece indiscutivelmente destaque e, neste sentido, o Mitroglou foi mesmo o melhor em campo. Todavia, muito perto ficou o Zivkovic, que baralhou completamente os adversários e está a tornar-se um caso sério na equipa. O André Almeida esteve igualmente num plano elevado, reforçado pelo golo que marcou. O André Horta entrou melhor do que em Guimarães para o campeonato, o que é bom, porque o Pizzi precisa de algum descanso.
Iremos agora defrontar o Estoril em duas mãos nas meias-finais, mas, com a eliminação da lagartada em Chaves (0-1), somos os claros favoritos à conquista do troféu. No entanto, já se sabe que é sempre preciso levar tudo muito a sério e estarmos concentrados ao máximo, porque se esta época pode ser inédita a nível nacional, ainda temos muitos obstáculos para superar até lá.
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