quarta-feira, abril 06, 2016
Personalidade
Um golo logo aos 2’ derrotou-nos
(0-1) em Munique na 1ª mão dos quartos-de-final da Liga dos Campeões. Se é
certo que as vitórias morais não valem de nada e que este resultado nos coloca
em sérias dificuldades para passar a eliminatória (não estou a ver o Bayern
ficar em branco em Lisboa...), é impossível não ficarmos orgulhosos com a
exibição que produzimos. Para o que muita gente desejava e outra (incluindo eu)
estava à espera, não só não tivemos uma derrota pesada, como poderíamos até ter
marcado um golo (e quiçá empatado o jogo) e deixámos a eliminatória em aberto.
Na equipa inicial, começámos logo
bem e aí mérito TOTAL para o Rui Vitória: ao contrário de outras equipas não há
muito tempo, não nos apresentámos no Allianz Arena com quatro centrais e a
equipa completamente descaracterizada. Não, jogámos com a mesma formação que
goleou o Braga, com o Jonas e Mitroglou na frente. Se tivéssemos que ser
derrotados, sê-lo-íamos de peito aberto e com a equipa habitual! Confesso que,
com o golo do Vidal logo aos 2’, temi o pior. Uma troca atacante desposicionou
a nossa equipa, o Lindelof deixou o Bernat centrar à vontade e o Vidal
antecipou-se ao Eliseu, cabeceando sem hipóteses para o Ederson. Foi um lance
parecido (até na altura do jogo) daquele que sofremos contra o Braga, mas
felizmente neste a bola foi ao poste. Os primeiros minutos foram muito
difíceis, porque a pressão alta do Bayern mal nos deixava passar do meio-campo,
mas na nossa baliza o Ederson começava a dar nas vistas com uma segurança e
rapidez impressionantes. A partir dos 20’, começámos a reagir com uma cabeçada
ao lado do Mitroglou e também tivemos bons lances atacantes, com destaque para
um mesmo em cima do intervalo, em que o Vidal cortou com a perna uma recarga de
primeira do Gaitán que muito provavelmente iria na direcção da baliza. Claro
está que, nesta fase da Champions e à
semelhança de épocas anteriores, tivemos uma arbitragem que finge não ver uma mão clara na área a nosso favor nós: aos 29’, o Gaitán faz uma jogada pela esquerda, centra para a área
e o Lahm em carrinho corta a bola com
o braço. Penalty descarado que o polaco Szymon Marciniak não quis marcar (aliás, o segundo amarelo
ao Fernando Torres numa altura em que o Barça perdia em casa com o Atlético
Madrid – e depois ganhou 2-1, obviamente – denuncia de modo evidente a
preferência da Uefa por quem seguirá para as meias-finais... Uma vergonha!).
Na 2ª parte, melhorámos
substancialmente a nossa produção. O Bayern não foi tão pressionante (chegaram
a ouvir-se assobios dos alemães à sua exibição) e nós estivemos muito perto do
empate em duas ocasiões pelo Jonas: numa delas o Neuer defendeu para a frente e
noutra foi o Javi Martinez a cortar com o peito, não tendo nem o Mitroglou nem
o mesmo Jonas acertado bem na bola nas recargas. Estávamos no minuto 64 e foi o
lance de maior perigo que tivemos. Uma pena! Do outro lado, claro que o Bayern
também criou ocasiões, mas o Ederson defendeu bem com a perna um remate do
Ribéry e bem perto do final um passe mal feito não permitiu que dois jogadores
isolados conseguissem desfeitear o nosso guarda-redes.
É quase injusto referir um jogador
em particular quando toda a equipa esteve muito bem, mas tem que ser dada uma
palavra especial para o Ederson (não estou a ver o Júlio César conseguir
regressar à equipa), para o Renato (impressionante a forma como um miúdo de 18
anos se impõe no meio-campo no Allianz Arena) e para o André Almeida (utilidade
a toda a prova e conseguiu secar o
Ribéry durante largos minutos). Os centrais Lindelof e Jardel estiveram
globalmente bem, embora o sueco pudesse ter feito mais para impedir o centro à
vontade no primeiro golo, e o Eliseu sentiu muitas dificuldades no início, mas
depois lá se recompôs. No meio-campo, o Fejsa é fundamental para que não haja
espaços livres perto da nossa área. O Pizzi voltou a começar mal e a subir de
produção ao longo do tempo, e o Gaitán conseguiu dar um ar da sua graça. No
ataque, o Mitroglou lutou imenso e o Jonas teve as melhores ocasiões, mas não
conseguiu marcar. Infelizmente, viu um amarelo que o vai impedir de alinhar na
2ª mão (tirar a camisola - no golo frente ao Zenit - tem os seus custos mais à
frente!). Quem entrou (Jiménez, Salvio e Samaris) também não destoou.
Num estádio em que muito boa equipa é
goleada (Arsenal, Roma, Barcelona, lagartada,
CRAC), nós impusemo-nos e, apesar de derrotados, conseguimos o melhor resultado
de sempre das quatro vezes que defrontámos o Bayern (tínhamos sofrido sempre
quatro ou mais golos nas décadas de 70, 80 e 90). Apesar de eu achar que vai
ser quase impossível passarmos, os alemães não podem vir fazer turismo à Luz,
onde se deseja lotação esgotada que permita um apoio tão bom quanto os 5.000
benfiquistas que se fizeram ouvir durante largos minutos na Alemanha.
Independentemente do que vier a suceder, já nada nos poderá tirar este orgulho
de ver a nossa equipa bater-se de igual para igual com as melhores do mundo.
Somos um grande clube!
VIVA O BENFICA!
terça-feira, abril 05, 2016
Emoldure-se

Eu sei que, em termos estratégicos para
nós, era melhor que o CRAC não se afastasse muito da luta pelo segundo lugar,
por conta do jogo que irá ter na antepenúltima jornada, mas é mais forte do que eu.
É algo mesmo do âmago do ser. Quando as forças do Mal perdem em casa com o
último classificado, que só tinha ganho três em 27 jogos e que, mesmo com esta
vitória, está a oito pontos da linha de
água, é impossível uma pessoa não se regozijar com um magnífico resultado
destes.
Muito obrigado, Tondela! Muito
obrigado, Petit! Sempre foste o maior!
segunda-feira, abril 04, 2016
Festival
Goleámos na passada 6ª feira o Braga por 5-1 e vamos manter-nos isolados na
liderança do campeonato, independentemente do resultado da lagartada hoje em Belém. Esta era uma partida em que muitos
apostavam que iríamos escorregar, mas a nossa resposta, apesar de termos tido
sorte nalguns momentos, foi brilhante. Temos pena…!
Eu confesso que estava extremamente nervoso para este jogo. Não só por ser
contra uma das melhores equipas do campeonato (o que foi comprovado durante os
90’), mas porque foi numa 6ª feira, três dias depois dos jogos das selecções.
Estava especialmente preocupado com as viagens transatlânticas do Jonas.
Felizmente, e ao contrário do que costuma suceder, ninguém se magoou na
selecção e apresentámo-nos na máxima força (descontando as lesões prolongadas
do Luisão e Júlio César). Perante um estádio com lotação esgotada (61.042
espectadores), tudo poderia ter começado muito mal, porque sofremos uma bola ao
poste logo aos 30 segundos! Ainda antes dos 15’, o Rafa surgiu isolado, mas felizmente
o chapéu saiu por cima. Ou seja, a
sorte que tivemos em Braga de marcar dois golos ainda antes dos 15’ foi a sorte
que tivemos na Luz de não os termos sofrido. Fomos manifestamente surpreendidos
por esta entrada dos minhotos, mas aos 17’ o jogo virou: pressão alta do
Benfica na saída de bola da grande-área do Braga, um defesa perde-a, um
ressalto e sobra para o Mitroglou que de primeira a mete na baliza. Foi o
delírio no estádio! A partir daqui, começámos nós a estar por cima e aos 37’
fizemos o segundo: mão na bola na área, depois de uma jogada brilhante do
Renato Sanches, penalty e o Jonas a atirar para o lado direito, enganando
completamente o Matheus que a esperava para o lado contrário (onde
habitualmente o Jonas a coloca). Três minutos depois é que as fundações do
estádio foram mesmo postas à prova, com o terceiro golo pelo Pizzi, num remate
rasteiro de fora da área depois de uma assistência de costas(!) do Jonas.
Fiquemos contentes por saber que a construção é sólida!
Para a 2ª parte, eu continuava com algum receio, porque poderíamos cair na
tentação de relaxar por causa de Munique e um golo do Braga muito cedo voltaria
a tornar o jogo algo aberto. Felizmente, nada disso aconteceu. Entrámos
muitíssimo bem e tivemos mais que oportunidades para fazer o quarto golo logo
de início, com um remate do Gaitán que embateu no… Mitroglou(!) e recarga do
Eliseu ao lado, e um chapéu do Pizzi
e depois recarga do Gaitán para duas óptimas defesa do Matheus. À passagem da
hora de jogo, o Hassan atirou rasteiro ao poste. Foi a 5ª(!) bola nos ferros
que sofremos do Braga este campeonato. Acho que é o que se chama “estrelinha de
campeão”…! Aos 65’ entrou o Samaris para o lugar do Fejsa, substituição que só
se justificava se o sérvio estivesse esgotado, porque a diferença fez-se logo
sentir (o sérvio é muito melhor a suster o meio-campo contrário do que o grego).
Aos 72’, ficou tudo mesmo decidido com uma boa abertura do Gaitán a isolar o
Jonas, este a não ser nada egoísta e assistir o Mitroglou, que se ia
atrapalhando a fintar um adversário, mas atirou com sucesso para a baliza. Três
minutos depois lá voltámos a marcar um golo de livre directo (disseram-me que a
última vez teria sido o Lima em Vila do Conde em 2013/14), obra do insuspeito
Samaris! Até final, ainda deu para o Rui Vitória fazer experiências com a
entrada do Nelson Semedo para o lugar do Jardel e foi o lateral-direito a fazer
um penalty escusado já nos descontos que permitiu ao Pedro Santos (bom jogador)
marcar o golo de honra do Braga que, a bem da verdade, era mais que merecido.
No entanto, isto não me tira a irritação de ver, pela segunda jornada
consecutiva na Luz, o adversário a marcar um golo na última jogada do encontro!
Ao mesmo tempo, parece que a lagartada
andava muito indignada por não haver um penalty contra nós há quase um ano (esquecem-se é que são a equipa que
esteve quatro, q-u-a-t-r-o épocas sem ter visto um penalty contra…!! Hipócritas
de m****!). Julgávamos que isto iria calá-los, mas não, continuam indignados
por termos tido um penalty contra em tempo de descontos e com o jogo decidido.
Enfim, de seres rastejantes espera-se tudo.
Foi uma vitória muito importante nesta fase da época, abrilhantada pelos
números. Amanhã iremos jogar a Munique, sem nada a perder e tudo a ganhar.
Aguardemos com serenidade o que irá acontecer, mantendo-nos sempre cientes que
o fundamental será ganhar em Coimbra no próximo sábado.
segunda-feira, março 21, 2016
A betão armado
Um golo do Jonas ao 93’ deu-nos uma vitória suadíssima em casa do Boavista
e permite-nos ir para a paragem das selecções isolados na frente do campeonato.
Pela maneira como foi conseguido (foi muito mais do que a ferros!), fui um
triunfo muito importante e, caso sejamos (como todos desejamos) campeões, vai
ser lembrado como um dos momentos da época.
Já sabíamos que iríamos ter as contrariedades dos castigados Jardel e
Mitroglou (este de maneira bem escusada), mas o que não contávamos era com as
ausências do Fejsa e Gaitán. O sérvio parece feito de cristal: joga um ou dois
jogos e lesiona-se logo, o que é uma grande chatice, porque neste momento é
fundamental no nosso meio-campo. Quis isto então dizer que, da equipa mais
utilizada pelo Benfica, jogaram Eliseu, Renato Sanches, Jonas, André Almeida e
Pizzi (estes dois com a agravante de terem sido fora do seu lugar)! Ou seja,
não há milagres e a nossa exibição esteve longe de ser brilhante. Mesmo assim,
deveríamos ter ido para o intervalo a ganhar, fosse com aquela bicicleta do
Jiménez, bem defendida pelo Mika, ou pelo remate do Pizzi, que passou a rasar o
poste.
Na 2ª parte, os nervos começaram a vir ao de cima conforme o tempo ia
passando e a igualdade se mantinha. E o pior foi que o Boavista se lembrou que
também havia baliza do nosso lado e conseguiu criar-nos perigo. Muito correram
e muito lutaram os jogadores do Boavista, é um pouco incompreensível como estão
na posição que estão… Vimos um remate deles quase bater no nosso poste, depois
de ter ressaltado na perna do Lindelof, mas também tivemos uma grande
oportunidade novamente pelo Pizzi, num remate que não teve a força desejada,
quando estava em excelente posição já na área. No entanto, em período de
compensação veio a justiça ao mundo com um grande golo do Jonas: despejo do
Eliseu para a entrada da área, assistência de cabeça do entretanto entrado
Carcela para o Jonas, que de primeira e pé esquerdo atirou rasteiro cruzado,
sem hipóteses para o guarda-redes. Foi a loucura absoluta lá em casa e eu não
festeja tanto um golo desde o Jardel no WC na época passada!
Com tantas baixas, é natural que a exibição tenha ficado muito aquém do
desejável e um desses casos é o Jonas: o jogo não lhe saiu nada bem, mas marcou
um dos golos mais importantes da época e obviamente merece destaque por isso.
Bom jogo do Samaris novamente a central e também do Lindelof, ambos muito
concentrados. Também gostei bastante da maneira como o Carcela entrou e, neste
momento, está indiscutivelmente em melhor forma do que o Salvio. Menos bem
esteve a ala direita, com o Nélson Semedo e o (pela primeira vez titular esta
época) Salvio, que se fartou de perder bolas.
A lagartada que não fique muito
aziada, porque só esta época, assim de repente, lembro-me de cinco jogos que
ganharam muito perto do fim ou mesmo já em períodos de compensação (Tondela,
Arouca, Nacional, Belenenses e Académica). São 10 pontos a mais, portanto temos
pena, mas nós temos não há muito tempo um campeonato e uma competição europeia
perdidas em quatro dias com golos fora de horas. Não foi a melhor das
exibições, mas foi o melhor dos resultados e a alegria que todos sentimos no fim foi bem elucidativa disto!
P.S. – Um dos avançados magoou-se e o Jonas foi chamado à selecção brasileira. Que grande chatice! Ainda por cima, porque os jogos são todos oficiais de qualificação para o próximo Mundial. Tenho sempre imenso medo destes jogos das selecções, porque o nosso histórico é infelizmente muito prejudicial. E nesta altura da época, não nos podemos dar ao luxo de perder mais ninguém, muito menos o melhor marcador do campeonato! Também por isso, espero que o jogo com o Braga seja no sábado, mesmo com a ida a Munique na 3ª feira seguinte. Prefiro ter os jogadores das selecções todos descansados mais um dia, do que ter quatro dias antes de Munique. Até porque, palpita-me, isso será irrelevante em casa do Bayern…
sábado, março 19, 2016
Sorteio da Liga dos Campeões
Bayern Munique - BENFICA
As bolinhas
não nos poderiam ter sido mais madrastas ontem. Calhou-nos a fava maior (a par
do Barcelona) de todas as equipas possíveis (Real Madrid, Manchester City, PSG,
Wolfsburgo e Atlético Madrid). Como um mal nunca vem só, ainda por cima a 1ª mão
é fora, o que pode eventualmente comprometer a receita do jogo da Luz no caso
de um resultado muito desfavorável. Espero que o nosso estádio esgote ainda antes do jogo
em Munique…
No entanto, o meu maior receio não é
obviamente a receita, mas como é que a equipa vai reagir psicologicamente a
este confronto. Eu não me iludo: o Bayern é uma equipa quase intransponível
treinada por um dos melhores treinadores de sempre. Se como é lógico ninguém
espera uma surpresa da nossa parte, não é bem verdade que não tenhamos nada a
perder: entre 0-1 e 0-5 vai um abismo de diferença.
A única coisa boa é termos oito dias de
intervalo entre os jogos (jogamos a uma 3ª e depois a uma 4ª feira). Há quatro
equipas que só têm seis dias. Aliás, se alguém me conseguir explicar porque
raio isto acontece, agradecia muito. Isto já se passa há algum tempo, mas nunca
percebi porque é que as equipas não podem jogar 3ª e 3ª e as outras 4ª e 4ª, em
vez de serem em dias alternados. Em termos de descanso, parecia-me muito mais
justo.
terça-feira, março 15, 2016
Tranquilo
Vencemos o Tondela por 4-1 e recuperámos a liderança isolada da Liga com
dois pontos de vantagem sobre a lagartada,
que tinha ganho (2-1) no Estoril no sábado. Na ressaca de compromissos
europeus, os jogos tendem a ser mais difíceis, mas os golos cedo descomplicaram
a nossa tarefa.
Com o Renato Sanches castigado, o Rui Vitória voltou a apostar no Talisca
para o meio-campo, mantendo igualmente o Fejsa e o Nelson Semedo que já tinham
jogado na Rússia. A 1ª parte não nos poderia ter corrido melhor, porque
marcámos nas duas oportunidades que tivemos. Inaugurámos o marcador aos 11’
através do Jardel na sequência de um canto do Gaitán na esquerda. O Tondela não
trouxe o autocarro e até estava
relativamente por cima do jogo, quando uma das melhores jogadas do campeonato
nos proporcionou o 2-0: combinação atacante entre Eliseu, Talisca e Pizzi, com
abertura na esquerda para o Gaitán assistir o Jonas para um remate rasteiro de
pé esquerdo. Até ao intervalo, nada de muito relevante se passou, connosco a
conseguirmos controlar melhor o Tondela do que até aos 2-0.
Na 2ª parte, o adversário entrou melhor e teve dois remates que poderiam
ter levado perigo, caso os jogadores tivessem melhor pontaria. O Rui Vitória
não estava a gostar do que estava a ver e fez entrar o Salvio para a saída do
Talisca. Achei que poderia ter saído o Pizzi, que também não estava a fazer um
grande jogo. Logo depois de ter entrado, o Salvio assistiu o Mitroglou, mas o
calcanhar deste bateu num defesa e foi parar devagarinho às mãos do guarda-redes.
Ainda antes dos 60’, tivemos mais uma contrariedade com a lesão na coxa do
Gaitán (espero que não seja grave) e entrada do Gonçalo Guedes, que teve um
remate que passou a rasar o poste. Enquanto não marcássemos o terceiro golo, o
jogo poderia renascer com um golo contrário, mas felizmente fomos nós a marcar
aos 69’ numa cabeçada de Jonas na sequência de um lançamento lateral. A partir
daqui, descansei e ainda tivemos tempo para marcar mais um através do
Mitroglou, depois de um alívio em balão do Jardel que acabou por se converter
em assistência! Inexplicavelmente o grego tirou a camisola para comemorar o
golo e vai falhar o Bessa. Achei uma enorme estupidez! Estávamos no minuto 87’,
mas infelizmente ainda sofremos o golito da ordem aos 91’, pelo Nathan Jr., depois
de termos perdido a bola a meio-campo e dado azo a um contra-ataque vitorioso.
Em termos individuais, destaque para o Jonas, que voltou a repor a
diferença de oito golo para o Slimani com novo bis e tem agora 28 golos em 26 jornadas. Brilhante! Gostei bastante
do Eliseu e do Fejsa, que realmente é fundamental como tampão no meio-campo
(viu-se bem a diferença quando entrou o Samaris). Jogo muito esforçado e com
bons pormenores do Mitroglou, abrilhantado pelo golo, mas aquele amarelo provocado
carece de explicação. Vai falhar o jogo no Bessa, assim como o Jardel.
Esta partida foi o culminar perfeito de uma semana inesquecível para mim,
que começou no passado sábado em casa da lagartada,
passou pelos 40 e São Petersburgo, e terminou com esta vitória. Apesar de sua
posição na tabela classificativa, o Boavista vem de uma vitória no Marítimo por
3-0, portanto não se avizinha um jogo nada fácil no Bessa. Há que manter o
sangue frio e a concentração, porque não temos margem de manobra para escorreganços.
quinta-feira, março 10, 2016
Alma
Vencemos o Zenit por 2-1 em São Petersburgo e qualificámo-nos para os
quartos-de-final da Liga dos Campeões pela primeira vez em quatro anos. Foi um
triunfo brilhante em que conseguimos superar uma série de adversidades, num
jogo que sem dúvida nenhuma honra a nossa história centenária.
Entrámos muito bem na partida, personalizados e a jogar no meio-campo dos russos. Um livre do Jonas foi bem defendido pelo Lodygin, mas logo na jogada seguinte o gigante Dzyuba bateu o central improvisado Samaris e atirou ao lado com o Ederson já batido. A 1ª parte decorreu com o jogo muito repartido, connosco muito coesos na defesa e também a criar perigo na baliza contrária, nomeadamente através de remates do Renato Sanches (passou a rasar o poste) e do Nelson Semedo para defesa algo complicada do guarda-redes. Na nossa baliza, o Ederson saiu muito bem aos pés do Dzyuba e evitou o golo, numa boa jogada de combinação do Zenit. Os russos só criavam perigo quando a bola chegava aos pés do Danny, porque o Witsel esteve muitíssimo apagado durante o jogo todo e a nossa defesa não tremia perante o Hulk. O intervalo chegava com o jogo controlado da nossa parte, mas o Zenit, a bem da verdade, também nunca exerceu uma pressão avassaladora.
A 2ª parte foi diferente, porque a equipa da casa tinha de arriscar mais para marcar. Teve uma boa oportunidade, outra vez pelo Dzuyba, mas a bola saiu por cima. Na resposta, nós tivemos igualmente a nossa melhor ocasião, com o Jonas a isolar-se na extrema-esquerda e a rematar já de ângulo difícil para a defesa do Lodygin. Aos 69’, entrou em acção o sr. Viktor Kassai: falta evidente e descarada sobre o Nelson Semedo que não foi assinalada, o Zhirkov ficou com o corredor esquerdo todo para ele e centrou para o Hulk de cabeça inaugurar o marcador. Que roubo!! A eliminatória ficava igualada, mas estranhamente (ou talvez não) os russos deixaram de pressionar tanto. Parecia que queriam levar o jogo para prolongamento (aliás, desde este jogo, em que estiveram a jogar 84’ com mais um e sempre na retranca, só conseguindo marcar quase por favor perto do fim, que nunca percebi muito bem que raio de futebol estes tipos praticam; e se é para jogarem assim, escusam de gastar milhões em jogadores…). Logo a seguir ao golo, o Lindelof tem uma cabeçada perigosíssima num canto, com o Lodygin a fazer uma defesa impossível, mas o Zenit também teve uma excelente oportunidade, com o Ederson a fazer muito bem a mancha ao Dzyuba. Pouco antes do golo, o Rui Vitória já tinha feito entrar o Jiménez para o lugar do Mitroglou e o mexicano justificou a contratação pelo Benfica com uma bomba do meio da rua aos 85’, que o Lodygin defendeu para a barra, ficando a bola a saltitar à frente da baliza para o Gaitán, muito rápido de cabeça, só ter que encostar. Foi o delírio! Empatávamos com toda a justiça e tínhamos a eliminatória à mercê, embora ainda faltassem para aí 10’ e eu estivesse com muito medo do húngaro que estava a arbitrar o jogo. Mas felizmente a nossa baliza nunca esteve verdadeiramente em perigo. O Rui Vitória fez entrar o Talisca já nos descontos e na última jogada do jogo, aos 95’, o brasileiro deu-nos a vitória com um remate de pé direito. Ainda por cima, ganhámos o jogo! Foi a cereja no topo do bolo!
Em termos individuais, destaco indiscutivelmente o Fejsa. Que jogão! Controlou toda a sua zona, fartou-se de cortar bolas, deu luta ao Hulk, parecia que estava em todo o lado. Grande jogo igual e novamente do Lindelof, bem secundado pelo seu improvisado companheiro de sector Samaris. O Nelson Semedo, que tinha estado um susto frente ao U. Madeira, portou-se muitíssimo bem, assim com o Eliseu, com imensa experiência (espero bem que as notícias da sua possível renovação sejam verdadeiras; não é um génio, mas um tipo de jogador que faz sempre falta num plantel, além de que é titular indiscutível). O Renato Sanches não está na superforma em que já esteve, mas continua imprescindível. Jogo menos conseguido do Pizzi, à semelhança dos últimos e também do Gaitán, embora este com a enorme ressalva de ter marcado o golo da igualdade. O Jonas e o Mitroglou fartaram-se de lutar na frente, e a entrada do Jiménez foi decisiva. Aliás, ambos os suplentes, também o Talisca, tiveram participação directa no resultado.
Conseguimos a qualificação para as oito melhor equipas da Europa, alinhando sem 4/5 da nossa defesa titular. Repito: tivemos quatro titulares de fora na defesa! Ou seja, ganhámos ao campeão russo na sua casa nos oitavos-de-final da maior competição do mundo sem o Júlio César, o Luisão, o Jardel e o habitual titular à direita, André Almeida. Na época passada, o Ederson jogava no Rio Ave, o Nelson Semedo e o Lindelof na equipa B, e o Samaris a trinco. Ouvi o David Borges na SIC Notícias no final do jogo a dizer que não tinha sido uma qualificação épica, nem brilhante… Foi lá agora…!!!
P.S. – É obrigatório deixar uma palavra para o Rui Vitória. Nunca acreditei que isto fosse possível, mas o mérito é todo dele. A maneira como os jogadores vão entrando na equipa, em jogos a doer, e não se nota quebra de rendimento só tem um responsável: Rui Vitória. Estou a engolir o sapo com enorme satisfação!
P.P.S. – Vitória no WC com ida para o 1º lugar, 40 anos e quartos-de-final da Champions. Que semana de sonho!!!
Entrámos muito bem na partida, personalizados e a jogar no meio-campo dos russos. Um livre do Jonas foi bem defendido pelo Lodygin, mas logo na jogada seguinte o gigante Dzyuba bateu o central improvisado Samaris e atirou ao lado com o Ederson já batido. A 1ª parte decorreu com o jogo muito repartido, connosco muito coesos na defesa e também a criar perigo na baliza contrária, nomeadamente através de remates do Renato Sanches (passou a rasar o poste) e do Nelson Semedo para defesa algo complicada do guarda-redes. Na nossa baliza, o Ederson saiu muito bem aos pés do Dzyuba e evitou o golo, numa boa jogada de combinação do Zenit. Os russos só criavam perigo quando a bola chegava aos pés do Danny, porque o Witsel esteve muitíssimo apagado durante o jogo todo e a nossa defesa não tremia perante o Hulk. O intervalo chegava com o jogo controlado da nossa parte, mas o Zenit, a bem da verdade, também nunca exerceu uma pressão avassaladora.
A 2ª parte foi diferente, porque a equipa da casa tinha de arriscar mais para marcar. Teve uma boa oportunidade, outra vez pelo Dzuyba, mas a bola saiu por cima. Na resposta, nós tivemos igualmente a nossa melhor ocasião, com o Jonas a isolar-se na extrema-esquerda e a rematar já de ângulo difícil para a defesa do Lodygin. Aos 69’, entrou em acção o sr. Viktor Kassai: falta evidente e descarada sobre o Nelson Semedo que não foi assinalada, o Zhirkov ficou com o corredor esquerdo todo para ele e centrou para o Hulk de cabeça inaugurar o marcador. Que roubo!! A eliminatória ficava igualada, mas estranhamente (ou talvez não) os russos deixaram de pressionar tanto. Parecia que queriam levar o jogo para prolongamento (aliás, desde este jogo, em que estiveram a jogar 84’ com mais um e sempre na retranca, só conseguindo marcar quase por favor perto do fim, que nunca percebi muito bem que raio de futebol estes tipos praticam; e se é para jogarem assim, escusam de gastar milhões em jogadores…). Logo a seguir ao golo, o Lindelof tem uma cabeçada perigosíssima num canto, com o Lodygin a fazer uma defesa impossível, mas o Zenit também teve uma excelente oportunidade, com o Ederson a fazer muito bem a mancha ao Dzyuba. Pouco antes do golo, o Rui Vitória já tinha feito entrar o Jiménez para o lugar do Mitroglou e o mexicano justificou a contratação pelo Benfica com uma bomba do meio da rua aos 85’, que o Lodygin defendeu para a barra, ficando a bola a saltitar à frente da baliza para o Gaitán, muito rápido de cabeça, só ter que encostar. Foi o delírio! Empatávamos com toda a justiça e tínhamos a eliminatória à mercê, embora ainda faltassem para aí 10’ e eu estivesse com muito medo do húngaro que estava a arbitrar o jogo. Mas felizmente a nossa baliza nunca esteve verdadeiramente em perigo. O Rui Vitória fez entrar o Talisca já nos descontos e na última jogada do jogo, aos 95’, o brasileiro deu-nos a vitória com um remate de pé direito. Ainda por cima, ganhámos o jogo! Foi a cereja no topo do bolo!
Em termos individuais, destaco indiscutivelmente o Fejsa. Que jogão! Controlou toda a sua zona, fartou-se de cortar bolas, deu luta ao Hulk, parecia que estava em todo o lado. Grande jogo igual e novamente do Lindelof, bem secundado pelo seu improvisado companheiro de sector Samaris. O Nelson Semedo, que tinha estado um susto frente ao U. Madeira, portou-se muitíssimo bem, assim com o Eliseu, com imensa experiência (espero bem que as notícias da sua possível renovação sejam verdadeiras; não é um génio, mas um tipo de jogador que faz sempre falta num plantel, além de que é titular indiscutível). O Renato Sanches não está na superforma em que já esteve, mas continua imprescindível. Jogo menos conseguido do Pizzi, à semelhança dos últimos e também do Gaitán, embora este com a enorme ressalva de ter marcado o golo da igualdade. O Jonas e o Mitroglou fartaram-se de lutar na frente, e a entrada do Jiménez foi decisiva. Aliás, ambos os suplentes, também o Talisca, tiveram participação directa no resultado.
Conseguimos a qualificação para as oito melhor equipas da Europa, alinhando sem 4/5 da nossa defesa titular. Repito: tivemos quatro titulares de fora na defesa! Ou seja, ganhámos ao campeão russo na sua casa nos oitavos-de-final da maior competição do mundo sem o Júlio César, o Luisão, o Jardel e o habitual titular à direita, André Almeida. Na época passada, o Ederson jogava no Rio Ave, o Nelson Semedo e o Lindelof na equipa B, e o Samaris a trinco. Ouvi o David Borges na SIC Notícias no final do jogo a dizer que não tinha sido uma qualificação épica, nem brilhante… Foi lá agora…!!!
P.S. – É obrigatório deixar uma palavra para o Rui Vitória. Nunca acreditei que isto fosse possível, mas o mérito é todo dele. A maneira como os jogadores vão entrando na equipa, em jogos a doer, e não se nota quebra de rendimento só tem um responsável: Rui Vitória. Estou a engolir o sapo com enorme satisfação!
P.P.S. – Vitória no WC com ida para o 1º lugar, 40 anos e quartos-de-final da Champions. Que semana de sonho!!!
domingo, março 06, 2016
lagartada - 0 - BICAMPEÕES NACIONAIS - 1
Vencemos no WC com um golo do Mitroglou e estamos isolados na frente do
campeonato com dois pontos de vantagem dos lagartos.
Foi um triunfo brilhante assente numa capacidade de sacrifício de louvar e que
nos coloca como única equipa que depende dela própria para ser campeã.
Tivemos (mais) uma grande contrariedade ainda antes de começar o jogo: o
Júlio César lesionou-se num treino e vai estar parado por algum tempo (segundo
o próprio Rui Vitória). O Ederson estreou-se no campeonato e deu muito bem
conta do recado. Com a equipa habitual (Jonas e Mitroglou na frente), entrámos
bem na partida e colocámo-nos em vantagem aos 20’ na sequência de um remate do
Samaris, que ressaltou num central e sobrou para o Mitroglou, que desviou bem
do Rui Patrício. Foi o delírio na bancada, embora como estava num sector
rodeado de lagartos tenha sido a
primeira vez que não me levantei num golo do Benfica (o ambiente estava algo
tenso e fui aconselhado a não arriscar). Mas compensei com um grito vindo das
entranhas! (Sabe Eusébio e quem me conhece a ver jogos do Benfica, o sacrifico
que foi limitar os meus festejos a isto…). A lagartada sentiu o nosso golo e demorou algum tempo a recompor-se. No
entanto, na parte final da 1ª parte, veio para cima de nós e tiveram uma grande
oportunidade num remate à barra do Jefferson.
A 2ª parte começou no mesmo tom com que tinha acabado a 1ª, ou seja, com
pressão lagarta. Nós não conseguíamos
manter a bola durante muito tempo e criar perigo na baliza contrária era uma
miragem. Passámos alguns calafrios na nossa, especialmente com dois falhanços
do Ruiz, o último dos quais vai certamente entrar no Guiness. As substituições do Rui Vitória tiveram o condão de
refrear o ímpeto lagarto, em especial
a entrada do Fejsa a pouco mais de 15’ do fim. Mesmo assim, o Ederson ainda
defendeu bem uma tentativa de chapéu do Ruiz e outro remate do João Mário
passou perto do poste. Quanto a nós, tivemos logo no reinício um remate do
Renato Sanches e depois outro do Gaitán que deveriam ter tido melhor destino.
Faltou conseguir ligar melhor o jogo e sair para o ataque com a bola
controlada.
Em termos individuais, destaque para o Mitroglou pelo golo e para o
Lindelof por ter secado completamente o Slimani. Tal como já referi, o Ederson
esteve seguro, assim como o grande Jardel. A equipa teve globalmente um grande
coração, embora com o Pizzi e o Gaitán muitos furos abaixo do normal em termos
exibicionais. As entradas do Jiménez e do Salvio foram importantes para nos dar
sangue novo na parte final da partida.
Depois de ter estado 90’ a conter-me na medida do possível (foi a primeira
vez que fui ao WC e o cachecol ficou no bolso), no final do jogo não aguentei e
extravasei toda a alegria enquanto os jogadores nos agradeciam. Foi uma vitória
muitíssimo importante e agora há que manter a cabeça fria para conseguirmos o
grande objectivo da época. Apesar de o calendário teoricamente nos favorecer,
não temos nenhuma margem de manobra para facilitar.
P.S. – As declarações do Jorge Jesus no final do jogo são absolutamente
lamentáveis. A sua qualidade enquanto treinador é directamente proporcional à
sua execrabilidade enquanto pessoa. Tentar menorizar a nossa vitória, dizendo
que foi uma exibição de equipa pequena, revela no mínimo uma grande falta de
memória em relação ao jogo que lá fizemos na época passada. É uma grande
desfaçatez e falta de vergonha na cara. A equipa “pequena” é bicampeã nacional
e tem 34 campeonatos ganhos. A equipa “grande” que ele treina actualmente ganhou
dois campeonatos nos últimos 33 anos e está a lutar pelo 19º título, algo que a
equipa “pequena” conseguiu em 1972…! Por causa destas declarações, mas
especialmente por causa do desequilibrado mental que preside àquela agremiação,
esta vitória ainda teve mais gozo!
P.P.S. - Quando eu fiz 30 anos, aconteceu isto. Agora, a dias dos 40, acontece isto. Muito obrigado, meu querido Benfica, que grande prenda antecipada que me deste!
VIVA O BENFICA!
terça-feira, março 01, 2016
Jonas
Vencemos o U. Madeira por 2-0 e, com o empate da lagartada em casa do V. Guimarães (0-0), a uma semana do derby, a distância foi reduzida para
apenas um ponto. Conseguimos o que era essencial, o que relega para segundo
plano a nossa fraca exibição.
Por causa dos amarelos, o Rui Vitória deixou o André Almeida e o Renato
Sanches no banco, e principalmente a falta deste foi bastante notória. O
Talisca, que substituiu o miúdo, até nem esteve muito mal na 1ª parte, mas a 2ª
foi uma desgraça até ser substituído. A preponderância que o Renato tem actualmente no
nosso jogo é impressionante. Mesmo assim, não poderíamos ter
entrado melhor, porque inaugurámos o marcador logo aos 5’ através do inevitável
Jonas: livre para a área, alívio de um defesa e remate de primeira do
brasileiro ainda dentro da área, que fez com que o guarda-redes Gudiño (emprestado pelo CRAC) nem se
mexesse. Como neste tipo de jogos o mais difícil é marcar o primeiro, pensei
que poderíamos ter uma noite relativamente calma. Não foi bem assim. O União
trouxe o autocarro (defendia com
todos os jogadores a meio do seu meio-campo!), mas conseguia esticar o jogo com
relativa rapidez. Nós tivemos algumas oportunidades até ao intervalo, com
remates do Pizzi a rasar o poste e do Mitroglou para boa defesa com a perna do
guarda-redes, mas o Júlio César também foi determinante ao sair da área e
conseguir desarmar em carrinho um
avançado contrário que estava isolado. Mesmo à beira dos 45', uma assistência em balão
do Gaitán merecia que o Pizzi tivesse cabeceado melhor quando só tinha o Gudiño
pela frente.
Na 2ª parte, o União já não conseguiu partir para o ataque com a mesma
desenvoltura, mas já se sabe que, até se marcar o segundo golo, as coisas nunca
estão garantidas. A equipa denotava que não estava confortável com o resultado
apesar de ter uma posse de bola avassaladora. Conseguimos criar algumas
oportunidades, nomeadamente um remate quase à queima-roupa do Mitroglou que o
guarda-redes defendeu por instinto, mas a tranquilidade só chegou aos 76’ com o
bis do Jonas, a desviar um remate do
avançado grego que o Gudiño provavelmente defendia. Até final, gerimos o jogo
relativamente bem, apesar de ainda termos visto o Jardel desarmar um avançado
contrário que estava isolado. Outro pormenor muito importante foi o Jardel não
ter visto amarelo, já que também estava tapado.
Destaque individual óbvio para o Jonas, que chegou ao seu 26º golo em 24
jornadas e tem agora oito de vantagem para o Slimani nos melhores marcadores. Também
gostei da estreia a titular do Grimaldo, que ataca com muito a-propósito e
centra bem. O Gaitán, vindo de lesão, esteve uns furos abaixo do habitual e
numa rotação muito baixa. Algo que me preocupa é o Nelson Semedo, que está
muito longe da forma que exibiu antes de se lesionar e me faz temer o pior para
São Petersburgo.
No entanto, antes disso e mais importante, teremos o derby da próxima semana. Está tudo em aberto e, sinceramente, não
sei o que esperar. Vou ao WC mais confiante do que na última vez e acho que, se
conseguirmos a vitória e olhando para o calendário das equipas até final do
campeonato, esta poderá ser decisiva. Mas mesmo um empate, pelas mesmas razões,
não será mau.
P.S. - A rábula dos problemas com o voo (é curioso que houve uma série de
aviões que aterraram da Madeira no domingo, só os do União é que tiveram
problemas…), que fez adiar o jogo de domingo para segunda, custou-nos 13.000
espectadores na Luz, porque estavam 57.000 bilhetes vendidos e acabaram por
estar só 44.485 espectadores. Espero que o U. Madeira desça de divisão, porque dois jogos,
dois adiamentos é demais.
segunda-feira, fevereiro 22, 2016
Importante
Vencemos no sábado em Paços de Ferreira (3-1) e, na pior das hipóteses,
iremos manter a distância para o primeiro lugar, porque a lagartada só joga hoje. Basta ver o histórico por essa Europa fora,
para saber que jogos do campeonato a seguir às provas europeias são sinónimos
de dificuldades para as equipas que nelas intervêm. Foi o que se passou em
Paços, não obstante o facto de o adversário estar desfalcado de 10 jogadores
entre lesões, castigos e impedimentos.
Para não variar, não entrámos mal na partida e adiantámo-nos no marcador
logo aos 13’: combinação entre o Carcela e o Jonas, com o marroquino a falhar
inacreditavelmente o remate e a fazer uma assistência involuntária para o
Mitroglou, que rematou e fez a bola tabelar num defesa, que a desviou para
dentro da baliza. Foi um golo esquisito, que deveria ter sido muito mais
simples, mas o importante foi que a bola entrou. Com as muitas baixas do
adversário e como o mais difícil estava feito, pensei que teríamos um jogo
calmo. Nada mais errado. O Paços igualou aos 23’ num remate fora da área do
Diogo Jota, que passou pelo Lindelof e Eliseu e atirou a bola por cima do Júlio
César. Nenhum dos três ficou bem no lance: é incrível como o jogador do Paços
passou por entre os dois defesas e o guardião brasileiro estava quase na marca
de penalty! A primeira parte ficou marcada por dois lances nas duas áreas: uma
simulação do Bruno Moreira perante o Samaris, que lhe valeu um cartão amarelo
(o grego até se desviou para não lhe tocar) e o penalty a nosso favor mesmo em
cima do intervalo. O Jonas furou no meio de dois jogadores, salta por cima
deles e cai. Um dos adversários estica a perna e toca ligeiramente no pé do
avançado brasileiro. A questão é saber se isso foi suficiente para o derrubar,
ou se o nosso jogador já ia em queda. Se fosse eu, não marcaria penalty. O
Jonas não tremeu e rematou como habitualmente para o lado esquerdo da baliza,
com o guardião a atirar-se para o direito.
A vantagem conseguida foi muito importante para o modo como encarámos a 2ª
parte, em que dominámos completamente. O Paços nunca conseguiu ser a mesma
equipa depois do intervalo e praticamente selámos a partida aos 57’ através do
Lindelof: livre para a área, assistência de cabeça do Jardel e o sueco a
desviar do Defendi. Daí até final, tivemos arte para gerir o jogo sem colocar
em perigo a nossa baliza e poderíamos ter feito mais golos pelo Mitroglou
(grande assistência do Jonas) e Salvio (entretanto entrado para o lugar do
Pizzi). Mas, verdade seja dita, uma vantagem mais alargada no marcador não
seria justa para o Paços.
Em termos individuais, gostei bastante do Samaris, que esteve muito mais no
caminho da bola do que em partida anteriores, conseguindo ser o tampão que o
nosso meio-campo precisava. O Jonas também foi importante, com participação
directa nos dois primeiros golos. O Lindelof marcou um bom golo, mas esteve
muito mal no golo sofrido. O Carcela substituiu o Gaitán e, como habitualmente,
esteve mais em jogo na 1ª do que na 2ª parte. Os entretanto entrados Salvio e Nelson
Semedo mostraram que ainda têm um longo caminho a percorrer antes de voltarem à
sua forma habitual. O Eliseu vai limpar amarelos frente ao União da Madeira e
acho que o Renato Sanches deveria ter feito o mesmo, porque a seguir vamos à lagartada. Espero que isto não tenha
sido um erro…
Mais três pontos num campo onde na época passada tínhamos feito zero. O
nosso problema é mesmo os confrontos directos como os outros dois. Bastaria que
não tivéssemos perdido nenhum para estarmos isolados na frente. Veremos o que
nos reservam as próximas partidas.
quarta-feira, fevereiro 17, 2016
Em vantagem
Vencemos o Zenit por 1-0 e estamos na frente desta eliminatória dos
oitavos-de-final da Liga dos Campeões. Como se previa, foi um jogo difícil,
onde só conseguimos marcar já em período de compensação, mas também já estava
na altura de ganharmos jogos sobre a hora. Além disso, a vitória é mais do que
justa.
O Rui Vitória fez alinhar a mesma equipa que defrontou o CRAC, mas a 1ª parte foi típica da fase a eliminar da Champions: muitas cautelas de parte a parte, o objectivo de não sofrer golos era muitíssimo mais importante do que marcar e portanto assistimos a um longo bocejo durante 45’. A excepção foi um remate do Jonas, que ainda desviou num defesa e passou a rasar o poste. O que não teve mesmo piada nenhuma foram os amarelos ao André Almeida e, principalmente, ao Jardel, que os vão tirar do jogo da 2ª mão.
Na 2ª parte, eu esperava alguma quebra física dos russos, porque há mais de dois meses que não disputavam nenhum jogo oficial e isso acabou por acontecer. Claro que a táctica deles desde início foi dar-nos a iniciativa atacante, para poderem contra-atacar, mas como disse muito bem o Rui Vitória no final da partida nós não caímos no engodo. Mesmo assim, apesar de não acelerarmos muito o jogo, conseguimos criar oportunidades para marcar. A melhor de todas foi uma dupla do Gaitán, na mesma jogada depois de uma assistência de cabeça do Jonas, a permitir a defesa do Lodigyn a um remate em força e depois a fazer a recarga para as nuvens. Pouco depois, o Lindelof assistiu de cabeça o Jardel, que atirou ao lado. O Zenit só teve um remate perigoso do Witsel logo no início da 2ª parte, que o Júlio César afastou. A partida aproximava-se do final e os russos também perdiam dois jogadores para a 2ª mão: Javi García e Criscito. Este lateral-esquerdo acabou mesmo por ser expulso e, na sequência do livre de que resultou o segundo amarelo, o Gaitán finalmente acertou um centro para a área (não sei o que se passou ontem, que, à excepção deste, todos os livres e cantos foram mal marcados…) e o Jonas de cabeça fez o golo. Foi tudo muito parecido com isto, com a diferença a bola ter entrado no canto inferior direito da baliza. O estádio quase veio abaixo com os festejos e até final ainda tivemos mais uma oportunidade, num remate do Samaris bem defendido pelo guardião contrário.
O melhor do Benfica voltou a ser, à semelhança do jogo contra o CRAC, o Lindelof. Muito concentrado, quase nunca se deixou bater pelos adversários, nomeadamente o tanque Dzyuba, um rapazito de apenas 1,94 m. Destaque obviamente também para o Jonas, pelo importante golo que marcou.
Já o disse ‘n’ vezes, nunca é demais repetir: eu troca na hora idas consecutivas à final da Champions por títulos de campeão e eliminações na fase de grupos. A Liga dos Campeões é muito gira, dá dinheiro e tudo o mais, mas eu quero é o 35. E ser tricampeão, algo que na última vez que aconteceu eu tinha um ano de vida. Posto isto, foi uma boa vitória que nos dá algumas esperanças de passarmos aos quartos-de-final, mas que espero que não nos desconcentre do verdadeiro objectivo da época.
O Rui Vitória fez alinhar a mesma equipa que defrontou o CRAC, mas a 1ª parte foi típica da fase a eliminar da Champions: muitas cautelas de parte a parte, o objectivo de não sofrer golos era muitíssimo mais importante do que marcar e portanto assistimos a um longo bocejo durante 45’. A excepção foi um remate do Jonas, que ainda desviou num defesa e passou a rasar o poste. O que não teve mesmo piada nenhuma foram os amarelos ao André Almeida e, principalmente, ao Jardel, que os vão tirar do jogo da 2ª mão.
Na 2ª parte, eu esperava alguma quebra física dos russos, porque há mais de dois meses que não disputavam nenhum jogo oficial e isso acabou por acontecer. Claro que a táctica deles desde início foi dar-nos a iniciativa atacante, para poderem contra-atacar, mas como disse muito bem o Rui Vitória no final da partida nós não caímos no engodo. Mesmo assim, apesar de não acelerarmos muito o jogo, conseguimos criar oportunidades para marcar. A melhor de todas foi uma dupla do Gaitán, na mesma jogada depois de uma assistência de cabeça do Jonas, a permitir a defesa do Lodigyn a um remate em força e depois a fazer a recarga para as nuvens. Pouco depois, o Lindelof assistiu de cabeça o Jardel, que atirou ao lado. O Zenit só teve um remate perigoso do Witsel logo no início da 2ª parte, que o Júlio César afastou. A partida aproximava-se do final e os russos também perdiam dois jogadores para a 2ª mão: Javi García e Criscito. Este lateral-esquerdo acabou mesmo por ser expulso e, na sequência do livre de que resultou o segundo amarelo, o Gaitán finalmente acertou um centro para a área (não sei o que se passou ontem, que, à excepção deste, todos os livres e cantos foram mal marcados…) e o Jonas de cabeça fez o golo. Foi tudo muito parecido com isto, com a diferença a bola ter entrado no canto inferior direito da baliza. O estádio quase veio abaixo com os festejos e até final ainda tivemos mais uma oportunidade, num remate do Samaris bem defendido pelo guardião contrário.
O melhor do Benfica voltou a ser, à semelhança do jogo contra o CRAC, o Lindelof. Muito concentrado, quase nunca se deixou bater pelos adversários, nomeadamente o tanque Dzyuba, um rapazito de apenas 1,94 m. Destaque obviamente também para o Jonas, pelo importante golo que marcou.
Já o disse ‘n’ vezes, nunca é demais repetir: eu troca na hora idas consecutivas à final da Champions por títulos de campeão e eliminações na fase de grupos. A Liga dos Campeões é muito gira, dá dinheiro e tudo o mais, mas eu quero é o 35. E ser tricampeão, algo que na última vez que aconteceu eu tinha um ano de vida. Posto isto, foi uma boa vitória que nos dá algumas esperanças de passarmos aos quartos-de-final, mas que espero que não nos desconcentre do verdadeiro objectivo da época.
domingo, fevereiro 14, 2016
Perdulários
Perdemos na 6ª feira em casa com o CRAC (1-2) e atrasámo-nos três pontos na
luta pelo título, porque a lagartada
ganhou ontem na Choupana (0-4). Foi um autêntico balde de água fria o que se
passou, porque muito pouca gente (incluindo adeptos da agremiação assumidamente
corrupta) o esperava.
As duas equipas tiveram que alinhar com o seu quarto central (Lindelof,
nós, e Chidozie, eles), mas não foi por aí que a corda se partiu em ambos os
lados. Qualquer resultado que não a vitória colocaria o CRAC em maus lençóis,
pelo que se esperava um jogo aberto o que veio a acontecer. Aberto demais,
acrescento eu. Cerca do quarto de hora tivemos o primeiro lance de perigo, com
o Casillas a defender um remate do Pizzi, e marcámos pouco depois, aos 18’,
numa abertura fantástica do Renato Sanches para golo do Mitroglou. Foi o
delírio na Luz e sentiu-se que o CRAC abanou. Infelizmente, nós não
aproveitámos para exercer maior pressão com vista a dar o golpe de misericórdia
e, ao invés, deixámo-lo empatar aos 28’, no primeiro remate que fizeram à
baliza, pelo Herrera. Jogador a rematar à vontade à entrada da nossa área é
algo que temos visto com frequência esta época, mas nem todos tiveram a
pontaria do mexicano. NÃO SE pode permitir um remate daqueles sem oposição, não
é sr. Pizzi?! Até ao intervalo, o jogo esteve muito repartido, mas sobressaíram
o Casillas, com a defesa do campeonato a um remate do Jonas, o Mitroglou num
falhanço inacreditável na pequena-área (o falhanço do campeonato!) e o Samaris
que rematou por cima, já dentro da área e depois de uma boa jogada de
combinação da nossa parte. Quanto ao CRAC, houve remates do Brahimi e Herrera,
mas não criaram tanto perigo como os nossos. Ou seja, deveríamos ter chegado ao
intervalo com o jogo resolvido para nós.
Na 2ª parte, o desperdício inadmissível começou logo de início (53’), pelo
Gaitán, isolado pelo Pizzi e só com o Casillas pela frente, a permitir-lhe a
defesa e a nem sequer conseguir sacar um penalty e uma expulsão ao defesa que
estava por trás dele. Apesar deste lance, o CRAC tinha entrado melhor que nós e
conseguiu a reviravolta no marcador aos 65’ pelo Aboubakar: troca de bola na
esquerda e o camaronês a entrar na nossa área, com o Jardel a deixar que ele
rodasse e batesse o Júlio César. As coisas ficavam muito feias para nós e só
pioraram até final, porque deixámos praticamente de conseguir criar perigo. As
excepções foram um mau alívio do Martins Indi, que permitiu mais uma defesa
monstra do Casillas, e outro falhanço do Mitroglou, que também permitiu que o
guardião espanhol defendesse com os pés um remate seu praticamente na
pequena-área. As substituições do Rui Vitória não ajudaram nada, com a saída do
Pizzi, em vez do estoirado Gaitán, depois do Eliseu entrando o Salvio, que
estava há nove meses(!) sem jogar (é óbvio que o Gonçalo Guedes na bancada num
jogo destes foi um erro!), o que fez com que o Gaitán fosse para
defesa-esquerdo(!). Além disso, nem o Talisca, nem o Carcela trouxeram nada de
novo à equipa.
Em termos individuais, é difícil destacar alguém. Gostei do Lindelof, que
não tremeu, e pouco mais. O Samaris esteve muito mal e o Fejsa fez imensa
falta, porque o adversário conseguiu ter imenso espaço no nosso meio-campo. O
Renato Sanches fartou-se de lutar como habitualmente, mas as coisas também não
lhe saíram bem, especialmente na 2ª parte. O Mitroglou marcou um golo, mas
falhou outros dois de baliza (quase) aberta. O Jonas viu o Casillas negar-lhe
um golo, mas decaiu imenso depois do intervalo, assim como o Gaitán. O Pizzi
fez aquela magnífica abertura para o argentino, mas não esteve tão interventivo
como habitualmente. E o Jardel deveria ter feito melhor no 1-2.
Era um jogo que NÃO podíamos falhar! Nem acho que tenhamos jogado assim tão
mal, mas é inadmissível que tenhamos falhado tantos golos. Em termos
psicológicos, isto é terrível, porque averbámos a quinta derrota em cinco jogos
perante os outros dois. Aliás, eu não me lembro no meu tempo de vida de perder
os dois jogos em casa com eles na mesma época. Vamos ver como a equipa reage,
mas isto foi uma machadada muito dura na nossa moral.
segunda-feira, fevereiro 08, 2016
sábado, fevereiro 06, 2016
Demolidor

Voltámos a entrar muito bem na partida e o Gaitán falhou um golo incrível
logo no 1’, com um remate de pé esquerdo ao lado quando estava de frente para a
baliza. Pouco depois, o Jonas transformou um chapéu num passe ao guarda-redes, quando este lhe colocou a bola
nos pés. O Belenenses não utilizava o autocarro,
mas também não conseguia criar-nos perigo. Um grande remate do André Almeida de
fora da área e outro do Jonas, que deveria ter tido melhor direcção, foram mais
duas oportunidades que surgiram antes de o Mitroglou inaugurar o marcador aos
41’: arrancada impressionante do Renato Sanches, a levar tudo e todos à frente
com ele, desmarcação do Pizzi à direita, excelente centro, bom cabeceamento do
grego e grande frango do Ventura ao
deixar a bola escapar para dentro da baliza. Como disse o Jardel no final, era
muito importante marcar antes do intervalo.
Na 2ª parte, voltámos a ter uma boa oportunidade logo no 1’, mas o
guarda-redes defendeu o remate do Pizzi. Nos minutos seguintes, perdemos
inexplicavelmente a concentração e o Jardel teve uma falha comprometedora que
obrigou o Júlio César a driblar um adversário com a cabeça! Pouco depois, um
remate do Miguel Rosa saiu perto do poste, mas aos 53’ o jogo começava a pender
para o nosso lado, com um golão do Jonas: passe do Gaitán a desmarcá-lo, finta
com o corpo e troca de pés a um defesa, e remate em arco com o pé direito. Logo
na jogada seguinte, um adversário em fora-de-jogo consegue isolar-se, mas mais
uma vez o Júlio César foi imperador ao defender para canto. Aos 58’,
resolvíamos a partida com o 0-3 pelo Mitroglou, depois de uma jogada do Renato
Sanches pela esquerda, centro para belo domínio do Pizzi no lado contrário e
assistência para o meio da pequena-área, onde o grego só teve que encostar.
Dois minutos depois, na única falha do Lindelof em toda a partida, o Miguel
Rosa falhou o desvio por pouco, e alguns minutos volvidos o Júlio César faz a
defesa do ano num livre do Carlos Martins quase em cima da linha da área:
remate poderosíssimo que o nosso guarda-redes defendeu e, não contente com
isso, ainda defendeu a recarga (foi assinalado fora-de-jogo, mas só a posteriori). O Belenenses não se dava
por vencido e só um quarto golo é que me tranquilizaria de vez. O mesmo surgiu
aos 76’ num hat-trick do Mitroglou
que, depois de ser isolado pelo Gaitán, não fez como o Jiménez (por quatro
vezes) e conseguiu marcar só com o guarda-redes pela frente. Uma das coisas que
mais admiro neste Benfica é jogar quase a totalidade dos 90’ como se estivesse
sempre 0-0. Foi o que voltou a acontecer, com a equipa a tentar jogar para o
Jonas marcar mais. O brasileiro falhou uma recepção relativamente fácil que
poderia ter proporcionado o seu bis
um pouco mais cedo do que veio a acontecer: aos 88’, boa jogada na direita do
entretanto entrado Carcela e assistência para o centro da área para o Jonas
fazer o seu 23º golo em 21 jogos no campeonato.
Em termos individuais, destaque óbvio para a dupla goleadora: o Mitroglou
fez o seu 11º golo no campeonato e participa cada vez melhor no nosso jogo
atacante (é óptimo a reter a bola, por exemplo) e quanto ao Jonas, bom, já não
há palavras. Como disse um amigo meu, quem o dispensou do Valência merecia ser
preso, mas receber uma águia de ouro primeiro! Grande joga também do Renato
Sanches, um autêntico tractor no meio-campo. O Pizzi, não estando tanto em
evidência como noutros jogos, fez duas assistências! Fundamental nesta
magnífica vitória foi também o imperador
Júlio César com três intervenções decisivas. Menção honrosa para o Lindelof,
que só teve uma falha no seu jogo de estreia a titular, tendo-se apresentado
bastante concentrado.
À luz do que se passou na pré-época e durante parte da temporada, eu nunca
esperei que conseguíssemos atingir este nível exibicional. Estou muito
agradavelmente surpreendido e é com enorme expectativa que aguardo os próximos,
e decisivos, jogos que vão surgir nas próximas semanas.
segunda-feira, fevereiro 01, 2016
Dominador
Voltámos a vencer o Moreirense em Moreira de Cónegos (4-1) e ficou tudo
igual na classificação, porque os outros dois também já tinham ganho. Foi uma
exibição convincente e um resultado em conformidade, que constituiu a nossa 11ª
vitória nos últimos 12 jogos e a 12ª vitória nas últimas 13 jornadas do
campeonato. Números impressionantes que, volto a repetir, nunca esperei que
conseguíssemos atingir esta época.
Tempos houve (e não foi assim há tanto) em que dois jogos seguidos contra a mesma equipa significava que um deles corria inevitavelmente mal. Ou por falta de concentração, se porventura tivéssemos ganho o primeiro, ou por ser em competições diferentes, muitas vezes não conseguíamos ganhar os dois. Daí que, como sou pessimista por natureza, estivesse com bastante medo desta partida. Felizmente, o Benfica entrou em campo de uma maneira que anulou logo os meus (infundados) temores: estávamos ali para ganhar. Remetemos o Moreirense ao seu meio-campo e inaugurámos o marcador aos 16’ depois de um magnífico centro do Pizzi e uma não menos bela cabeçada do Jonas. Depois disso, houve uma natural reacção do adversário, mas sem nunca colocar verdadeiramente em perigo a nossa baliza. Verdade seja dita que nós também não tivemos grandes oportunidades até que o Renato Sanches fez uma abertura fabulosa na esquerda, o Eliseu ainda conseguiu cruzar em esforço e o Mitroglou, de primeira, fez o 0-2 aos 43’. Um golão!
O Moreirense entrou mais afoito na 2ª parte, mas nós conseguimos defender bem e não os deixámos chegar com perigo à nossa área. Cerca dos 60’, o Lisandro López lesionou-se e estreou-se o Lindelof no campeonato. Pouco depois de entrar, o sr. Manuel Oliveira (ainda bem que não se escreve com ‘o’ nem tem um ‘de’, porque seria péssimo se esta figura tivesse o mesmo nome de um mestre) aproveitou uma falta sua para amarelar os nossos dois centrais. Já se tinha percebido na 1ª parte que este árbitro tinha um crédito, digamos, largo: a certa altura havia uma falta para o Moreirense e cinco(!) para nós. Portanto, estava na altura de metermos o terceiro e acabar com as dúvidas. E assim aconteceu aos 68’, numa óptima combinação entre o Pizzi e o Jonas, com o brasileiro a fazer o seu 21º golo em 20 jornadas. Impressionante! O jogo estava decidido, mas nós continuávamos a jogar como se estivesse 0-0. Grande atitude dos jogadores do Benfica! Foi sem surpresa que chegámos ao quarto golo pelo Gaitán, depois de uma jogada de entendimento com o Jonas. Infelizmente, e à semelhança do encontro frente ao Arouca, o último lance do jogo foi o golo do adversário, outra vez do Iuri Medeiros (como na Taça da Liga).
Em termos individuais, inevitável destaque para o Jonas, com dois golos e uma assistência. Desde que chegou ao Benfica, fez 53 golos em 64 jogos, uma média de 0,83 golos/jogo! Nunca é demais enfatizar: obrigado, Valência! O Pizzi continua num nível muito alto, com duas assistências. Merece igualmente destaque a jogada do segundo golo, em que foi tudo bem feito: abertura, centro e remate. Como ponto negativo, a lesão do Lisandro, que esperemos não seja grave, porque, com a agravante de o Luisão estar ainda de fora, seria péssimo que enfrentássemos os jogos decisivos que aí vêm com o quarto central a titular (sem desprimor para o Lindelof).
Estamos indiscutivelmente na melhor fase da época e só espero que ambos os finais (da fase e da época, bem entendido) sejam simultâneos. Avizinham-se jogos decisivos perante adversários muito complicados e veremos como a equipa os vai encarar. Neste momento, uma coisa é certa: a esperança voltou.
Tempos houve (e não foi assim há tanto) em que dois jogos seguidos contra a mesma equipa significava que um deles corria inevitavelmente mal. Ou por falta de concentração, se porventura tivéssemos ganho o primeiro, ou por ser em competições diferentes, muitas vezes não conseguíamos ganhar os dois. Daí que, como sou pessimista por natureza, estivesse com bastante medo desta partida. Felizmente, o Benfica entrou em campo de uma maneira que anulou logo os meus (infundados) temores: estávamos ali para ganhar. Remetemos o Moreirense ao seu meio-campo e inaugurámos o marcador aos 16’ depois de um magnífico centro do Pizzi e uma não menos bela cabeçada do Jonas. Depois disso, houve uma natural reacção do adversário, mas sem nunca colocar verdadeiramente em perigo a nossa baliza. Verdade seja dita que nós também não tivemos grandes oportunidades até que o Renato Sanches fez uma abertura fabulosa na esquerda, o Eliseu ainda conseguiu cruzar em esforço e o Mitroglou, de primeira, fez o 0-2 aos 43’. Um golão!
O Moreirense entrou mais afoito na 2ª parte, mas nós conseguimos defender bem e não os deixámos chegar com perigo à nossa área. Cerca dos 60’, o Lisandro López lesionou-se e estreou-se o Lindelof no campeonato. Pouco depois de entrar, o sr. Manuel Oliveira (ainda bem que não se escreve com ‘o’ nem tem um ‘de’, porque seria péssimo se esta figura tivesse o mesmo nome de um mestre) aproveitou uma falta sua para amarelar os nossos dois centrais. Já se tinha percebido na 1ª parte que este árbitro tinha um crédito, digamos, largo: a certa altura havia uma falta para o Moreirense e cinco(!) para nós. Portanto, estava na altura de metermos o terceiro e acabar com as dúvidas. E assim aconteceu aos 68’, numa óptima combinação entre o Pizzi e o Jonas, com o brasileiro a fazer o seu 21º golo em 20 jornadas. Impressionante! O jogo estava decidido, mas nós continuávamos a jogar como se estivesse 0-0. Grande atitude dos jogadores do Benfica! Foi sem surpresa que chegámos ao quarto golo pelo Gaitán, depois de uma jogada de entendimento com o Jonas. Infelizmente, e à semelhança do encontro frente ao Arouca, o último lance do jogo foi o golo do adversário, outra vez do Iuri Medeiros (como na Taça da Liga).
Em termos individuais, inevitável destaque para o Jonas, com dois golos e uma assistência. Desde que chegou ao Benfica, fez 53 golos em 64 jogos, uma média de 0,83 golos/jogo! Nunca é demais enfatizar: obrigado, Valência! O Pizzi continua num nível muito alto, com duas assistências. Merece igualmente destaque a jogada do segundo golo, em que foi tudo bem feito: abertura, centro e remate. Como ponto negativo, a lesão do Lisandro, que esperemos não seja grave, porque, com a agravante de o Luisão estar ainda de fora, seria péssimo que enfrentássemos os jogos decisivos que aí vêm com o quarto central a titular (sem desprimor para o Lindelof).
Estamos indiscutivelmente na melhor fase da época e só espero que ambos os finais (da fase e da época, bem entendido) sejam simultâneos. Avizinham-se jogos decisivos perante adversários muito complicados e veremos como a equipa os vai encarar. Neste momento, uma coisa é certa: a esperança voltou.
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