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quarta-feira, dezembro 30, 2015

Lisonjeiro

Vencemos o Nacional (1-0) na estreia da fase de grupos da Taça da Liga. Os jogadores regressaram das miniférias de Natal, mas o futebol infelizmente continua ausente das nossas bandas. O golo da vitória foi marcado a um minuto do final da partida, mas as oportunidades mais flagrantes pertenceram aos insulares, pelo que a nossa vitória terá de ser considerada muito feliz.

O Rui Vitória rodou boa parte da equipa e lançou o Ederson, Lindelof, Cristante e Sílvio. A 1ª parte foi jogada a dois ritmos pelos nossos jogadores: devagar e parado. Só o Carcela imprimia alguma velocidade e pertenceram-lhe os nossos melhores lances. Na 2ª parte, o Nacional subiu bastante de produção e teve pelo menos duas ocasiões de baliza aberta: uma não entrou por causa de uma excelente corte do Lisandro e noutra o avançado mostrou que errou na profissão. Quanto a nós, melhorámos com a entrada do Renato Sanches ao intervalo, e posteriormente com as do Jonas e Jiménez, que acabou por marcar o golo da vitória aos 89’ numa óptima antecipação depois de um centro do Pizzi.

Os menos maus foram o Lisandro (apesar de um agarrão a um adversário quando já tinha um amarelo e que lhe poderia ter valido o segundo), o Jiménez pelo golo e o Jonas e o Renato pelo que a equipa melhorou com a sua entrada. O Carcela, depois de uma boa 1ª parte, desapareceu completamente na 2ª. Quanto aos que tiveram oportunidades: o Cristante poderia bem ter ficado em Itália nas férias, foi uma nulidade durante os 45’ que esteve em campo, com a agravante de fazer pelo menos duas ofertas aos adversários que permitiram contra-ataques perigosos; o Sílvio fez um centro para trás da baliza, quando estava completamente sozinho, que o define enquanto jogador; e o Ederson e o Lindelof estiveram longe de ser os piores. O Talisca fez um jogo de fugir, o Pizzi também o estava a fazer até que tirou da cartola a assistência para o golo. O Eliseu deverá ter feito o pior jogo com a camisola do Benfica e o Samaris idem, idem, aspas, aspas.

Na competição que mais hipóteses temos de ganhar, os jogadores deram mostras de não se importarem muito com isso. Não percebo, sinceramente. A vitória caiu do céu, mas o nível exibicional continua a ser deveras preocupante. É tudo feito com enorme esforço, raramente conseguimos ter fluidez no ataque e a defesa também está longe de estar segura. Temos um compromisso importantíssimo em Guimarães no próximo fim-de-semana e, só em caso de triunfo, poderemos aproveitar o confronto entre a lagartada e o CRAC. Pode ser que o novo ano traga de volta o velho futebol da primeira metade deste…

sexta-feira, dezembro 25, 2015

Feliz Natal

Os meus desejos habituais de um Glorioso Natal a todos os que me lêem.

segunda-feira, dezembro 21, 2015

Resultado enganador

Vencemos o Rio Ave por 3-1 e, com a inesperada derrota da lagartada na Madeira frente ao União, reduzimos a distância para eles para quatro pontos, estando agora o CRAC na frente a cinco de nós. O resultado está muito longe de espelhar as dificuldades que tivemos, porque só marcámos  segundo golo aos 81’.

A partida não poderia ter principiado melhor, porque inaugurámos o marcador logo aos 4’ numa recarga do Jonas a um seu próprio remate. Com o inadmissível empate frente ao União, a equipa entrou naturalmente pressionada e esperava-se que este golo fosse um bálsamo para o resto do jogo. O problema foi que o Rio Ave empatou pouco depois, aos 13’, num livre bem marcado pelo Bressan. Livre, esse, que resultou de uma falta do Lisandro sobre um adversário que estava no meio de três(!) jogadores nossos! O golo sofrido não nos fez nada bem e, até ao intervalo, o nosso futebol foi aos repelões e não criámos grandes oportunidades. Claro está que o árbitro, o sr. Manuel Oliveira, conseguiu não ver dois penalties a nosso favor por empurrão ao Pizzi e um braço na área depois de um cabeceamento do Jonas.

Na 2ª parte, o Rui Vitória teve que fazer entrar o Fejsa, porque o Samaris tinha-se livrado de um segundo amarelo por pouco na primeira. Gosto muito do grego, mas de vez em quando tem estas paragens cerebrais que me custam a aceitar: já com um amarelo, continua a jogar como se nada fosse e poderia bem ter-nos feito a alinhar com 10 ainda antes do intervalo... O sr. Manuel Oliveira voltou a fazer vista grossa logo no recomeço a mais um braço na área. Três penalties por marcar num só jogo deve ser recorde mundial... A nossa qualidade exibicional continuava sofrível. Uma das coisas que mais confusão me mete é a falta de velocidade nas transições: nas (poucas) vezes que ganhávamos a bola, os jogadores chegavam ao meio-campo adversário e reduziam-na, quiçá com medo de uma multa por excesso de velocidade... O Rio Ave nunca utilizou o autocarro e chegava sempre muito mais rapidamente à nossa área. A entrada do Carcela veio aumentar um pouco a velocidade da nossa parte e foi num cruzamento dele que o Jonas cabeceou para o 2-1 aos 81’. Foi um alívio enorme, aumentado aos 83’ numa abertura fantástica do Jonas para o Jiménez selar a nossa vitória.

O destaque individual vai obviamente para o Jonas: dois golos e uma assistência só não o tornam o melhor em campo para quem escolhe os MVP na Luz... (A sério, Pizzi....?!) O Jiménez entrou bem na partida e desmarcou-se muito bem no seu golo. O Renato Sanches fez uma exibição em crescendo, ao invés do Gonçalo Guedes que atravessa nitidamente uma fase de menor fulgor.

Dos 12 pontos que tínhamos para recuperar, conseguimos reduzi-los para nove. Mas o que continuamos a (não) mostrar não me deixa nada descansado. Sinceramente, não se vê evolução nenhuma na equipa desde o início da época. Defendemos muito mal e em termos atacantes estamos muito dependentes do Gaitán. Sem ele, não há quem tenha um rasgo, quem faça algo diferente. Aos 80’, estávamos teoricamente a nove pontos do primeiro lugar, mas, como acabámos por ficar a cinco, tivemos uma semi-prenda de Natal antecipada. No entanto, ou acontece um milagre natalício e comecemos finalmente a jogar qualquer coisa de jeito, ou isto vai ser uma época muuuuuito longa...

quarta-feira, dezembro 16, 2015

2016/2017

Empatámos com o União da Madeira (0-0) e, a quatro jornadas do fim da 1ª volta(!), entregámos o campeonato. Com sete pontos para o primeiro e cinco para o segundo, este ano nem chegámos ao Natal! Nós, que somos bicampeões nacionais! Que nos últimos seis anos, só por uma vez é que não disputámos o campeonato até ao fim. Que há apenas dois anos ganhámos tudo em Portugal e perdemos uma final europeia. Dois anos! Parece que foi no século passado, não é?

O União da Madeira é penúltimo classificado e nos últimos dois jogos tinha um score de 0-10! Quiçá por causa disto, os jogadores do Benfica entraram na Choupana a pensar que tudo seria muito fácil. De tal modo que, seguindo o espírito natalício, oferecemos os primeiros 45’ ao União. Na 2ª parte, tivemos algumas oportunidades, se bem que acertámos muito pouco na baliza e as bolas que lá foram tiveram o guarda-redes como obstáculo. O União fez o que lhe competia e jogou sempre com dois autocarros, mas isso já era mais do que esperado e não serve como desculpa para tão miserável exibição.

Com um jogo destes, acho ofensivo estar a fazer destaques individuais. Também poderia estar aqui a discorrer sobre o facto de (incompreensivelmente) o Rui Vitória achar que o Fejsa é melhor do que o Samaris perante equipas muito defensivas. Ou de o ter conservado em campo durante 80’(!). Ou de ter optado pelo Talisca quando o Djuricic tinha entrado bem em Setúbal. Mas não vale a pena bater no ceguinho. O Rui Vitória é o menos culpado de toda esta situação. Aliás, ele foi o responsável pelo cumprimento do principal objectivo para esta época: o Nelson Semedo, o Gonçalo Guedes e o Renato Sanches são já certezas. Ninguém duvida que são bons jogadores e, portanto, podemos já começar a pensar a próxima época. Ah, não, espera: com campeonato e Taça no galheiro, ainda temos a Champions para ganhar, não é? Peço desculpa pelo esquecimento… 

Não, ilibo quase completamente o Rui Vitória do descalabro que vai ser esta época. Não se pode pedir a um Fiat 600 que compita com um Porsche. O problema está a montante disso: é precisamente alguém ter prescindido do Porsche para buscar um Fiat 600. Mas não, nunca me ouvirão dizer “eu avisei”. Se alguém decidir atravessar a A1 a pé, é uma decisão tão estúpida e as probabilidades de correr mal são tão grandes, que é escusado dizer “eu avisei” se de facto acontecer alguma coisa. Porque era demasiado óbvio. Só não via quem não queria. À semelhança deste caso.

terça-feira, dezembro 15, 2015

Sorteio da Liga dos Campeões

BENFICA - Zenit

Quando, a meio do sorteio dos oitavos-de-final da Champions, tendo já saído Wolfsburgo e Chelsea (e Real Madrid) e não podendo defrontar o Atlético de Madrid, sobravam Barcelona, Bayern Munique, Manchester City e Zenit, eu vi a nossa vida andar seriamente para trás. É que, não sendo nós obviamente favoritos contra nenhuma destas oito equipas, é MUITO diferente sermos eliminados com honra ou levarmos uma bela dose como a do CRAC no ano passado ou há uns anos.

Posto isto, não se pode considerar à partida que tenha sido um mau sorteio para nós. Ainda por cima, o campeonato russo vai parar por causa do Inverno e, quando voltar a Champions, o Zenit não estará certamente na melhor forma da época. Mesmo assim, não vejo grandes hipóteses de passarmos, mas espero que consigamos fazer dois jogos (no mínimo) competitivos. Quanto às datas, é que não tivemos grande sorte, porque iremos receber os russos poucos dias depois de recebermos o CRAC e, na 2ª mão, iremos a São Petersburgo a seguir à visita ao WC.

domingo, dezembro 13, 2015

Agridoce

Vencemos em Setúbal por 4-2 e mantivemos as distâncias para os da frente. Em mais um jogo teoricamente complicado (o V. Setúbal está a fazer, de modo surpreendente, um bom campeonato), conseguimos tornar as coisas fáceis na 1ª parte, mas depois sofremos um pouco escusadamente na 2ª.

O jogo principiou a alta velocidade, algo incaracterístico no futebol português. Não houve propriamente oportunidades de baliza aberta, mas a possibilidade de haver um golo esteve quase sempre presente. A meio da 1ª parte, a balança começou a pender para o nosso lado, já que o V. Setúbal deixou de pisar a nossa área. Aos 35’, inaugurámos o marcador num óptimo lance do Pizzi depois de uma assistência do André Almeida, embora o guarda-redes Ricardo talvez pudesse ter feito mais para parar o remate. Quatro minutos depois, alargámos a vantagem através do Jonas, que só teve de encostar a cabeça para corresponder a um cruzamento do André Almeida, depois de um defesa contrário ter tido uma paragem cerebral e ter deixado passar a bola. Foi uma boa 1ª parte e a nossa exibição era agradável.

A 2ª parte começou com um enorme desperdício do Jonas que, isolado, não conseguiu sequer rematar. Aos 54’ lá marcámos o terceiro golo numa boa abertura do mesmo Jonas que isolou o Mitroglou, tendo este desfeiteado o guarda-redes com um remate por entre as pernas. A partir daqui, pensou-se que a partida estava decidida, mas o V. Setúbal nunca parou de lutar e fartou-se de nos criar problemas. Para isso contribuiu a redução do marcador pouco depois, aos 59’, pelo Vasco Costa num lance em que o Júlio César deveria ter feito muito mais. Com mais de meia-hora para jogar, tínhamos novamente dois golos de vantagem e o adversário acreditou que poderia conseguir algo mais. Tudo muito devido ao facto de nós estarmos a defender de modo muito sofrível (para ser simpático...): cada cruzamento acaba invariavelmente num remate à nossa baliza (sem o Luisão, a quantidade de bolas aéreas ganha na nossa área baixou exponencialmente) e a entrada da nossa área é uma terra de ninguém, que permite ao adversário rematar à sua bela vontade. Entretanto, o Rui Vitória estreou o Djuricic no campeonato e, pouco depois de entrar, o sérvio sofreu uma falta evidente na área à qual o sr. Manuel Mota fez vista grossa. Era o V. Setúbal que estava completamente por cima do jogo, mas felizmente contra a corrente fomos nós a fazer mais um golo aos 79’: boa iniciativa do Djuricic na direita, cruzamento para a área, o Guedes a rematar contra um defesa, a sobra vai para o Mitroglou que remata ao poste, a bola bate no guarda-redes e entra. Foi uma sorte tremenda, que naquela altura sinceramente não merecíamos. Ficava tudo decidido, mas como estamos a defender muito mal, ainda permitimos mais um golo aos 88’ pelo Suk, num desvio na área a um remate de fora dela, que nós naturalmente não impedimos.

Em termos individuais, destaque para o Pizzi, que atravessa possivelmente a sua melhor fase desde que chegou à Luz: grande trabalho no primeiro golo e uma série de boas intervenções. A dupla Mitroglou-Jonas facturou mais uma vez e foi importante no nosso melhor período. O Samaris fez uma grande asneira da qual ia resultando o 2-3, mas gosto muito mais dele do que do Fejsa naquele lugar perante equipas mais fracas do que nós. O Renato Sanches esteve bem na 1ª parte, mas caiu a pique na 2ª e deveria ser saído muito antes dos 80’. O Djuricic entrou muito bem e vamos ver se o conseguimos despachar a bom preço agora em Janeiro.

Foi um importante triunfo, mas a forma como (não) estamos a defender preocupa-me muito. Longe vão os tempos em que praticamente não deixávamos o adversário rematar à baliza, quanto mais criar oportunidades. Com 3-0 a nosso favor, não deveríamos ter sofrido tanto ao deixar o adversário crescer no jogo. Perante equipas mais fortes e com mais pontaria, a coisa poderia ter-se tornado muito mais complicada.

quarta-feira, dezembro 09, 2015

À espera do tubarão

Perdemos na Luz com o Atlético de Madrid (1-2) e ficámos em 2º lugar no grupo C da Liga dos Campeões. Dado que bastaria o empate para ficarmos em 1º, este resultado é algo decepcionante. Ficamos assim à mercê dos tubarões no sorteio dos oitavos-de-final da próxima 2ª feira.

O Rui Vitória resolveu apostar só no Jonas na frente, numa tentativa clara de jogar para o empate. Veio o nosso treinador dizer na conferência de imprensa final que o objectivo era ter “grande mobilidade na frente sem um jogador que fixasse os centrais”. Claro que isto é tudo muito bonito em teoria, mas a prática é uma chatice… As equipas entraram com receio uma da outra, mas enquanto o Atlético de Madrid dava trabalho ao Júlio César, o Oblak nem sequer tinha muitas oportunidades para ser assobiado, porque a bola mal lhe chegava. Os colchoneros ganharam vantagem aos 33’ com um golo do Saul Niguez, numa jogada rápida em que alguém do nosso meio-campo não acompanhou o adversário, que rematou sozinho perante o Júlio César, depois de um centro atrasado.

Na 2ª parte, entrou o Mitroglou para o lugar do apagado Gonçalo Guedes e logo no primeiro lance poderia ter feito a igualdade, mas o remate saiu ao lado. Aos 55’, o Atlético dá praticamente o golpe de misericórdia ao fazer o 0-2 pelo Vietto, num desvio subtil depois de um centro da esquerda. O Jonas saiu pouco depois para entrar o Jiménez e a equipa foi melhorando aos poucos muito baseada na táctica “dá a bola ao Renato Sanches e depois logo se vê”. E o que é certo é que o miúdo, depois de uma 1ª parte em que pareceu algo preso de movimentos, abriu o livro na 2ª e transportou a equipa para a frente praticamente sozinho. Reduzimos a diferença aos 75’ numa boa jogada do Jiménez e conclusão do Mitroglou depois de uma excelente rotação dentro da área. Tínhamos 15’ para conseguimos o desejado empate e podê-lo-íamos ter feito numa cabeçada do Jiménez que saiu a rasar o poste. Foi de longe o nosso melhor período e acho que merecíamos ter tido um pouco mais de sorte.

Em termos individuais, destaque para o Renato Sanches, que encheu o campo na 2ª parte. A continuar assim, vai ser complicado mantê-lo cá já no próximo ano… Grande jogo igualmente do Lisandro, muito concentrado e com bom sentido de antecipação. O Jardel e o Eliseu também estiveram bastante bem. Ao invés, o Gaitán e o Jonas não foram tão decisivos como habitualmente, se bem que o argentino tenha aparentado não estar na sua melhor condição física.

Com esta derrota, o panorama torna-se muito negro no sorteio dos oitavos-de-final. Ou nos calha um Wolfsburgo ou um Zenit, ou temo que se faça história pela negativa. Então se for o Barça ou o Bayern, isso será quase garantido…

domingo, dezembro 06, 2015

Renato Sanches

Vencemos na 6ª feira a Académica por 3-0, mas como os outros dois também venceram ficou tudo na mesma na frente. Foi um jogo muito enfadonho, em que, como a diferença entre as equipas era abismal, nós parece que jogámos mais a pensar no Atlético de Madrid.

À semelhança do Boavista e Tondela, não se percebe muito bem o que é que esta Académica está a fazer na I Liga. Para quê 18 clubes? È para isto?! O jogo só teve um sentido, porque o adversário não sabia como é que se passava do meio-campo. Infelizmente, nós não jogámos com a velocidade com que deveríamos, razão pela qual as oportunidades de golo escassearam. O Pizzi teve duas oportunidades, mas rematou muito por cima numa delas e noutra o guarda-redes defendeu. Guarda-redes esse, Pedro Trigueira, que aos 35’ derrubou desnecessariamente o Gaitán, porque o argentino já não chegava à bola. Penalty indiscutível que o Jonas concretizou num remate muito forte e colocado.

Na 2ª parte, a Académica tentava que o nosso meio-campo não fosse terra de ninguém, mas não tinha arte para nos criar problemas. O jogo ficou definitivamente resolvido aos 69’, noutro penalty escusado por mão ostensiva de um defesa: o Jonas voltou a marcar, em novo remate bem colocado. As coisas seguiam sem grande interesse até final, quando aos 85’ deu-se o momento do jogo: remate de muito longe do miúdo Renato Sanches e a bola a entrar como um míssil na baliza contrária! Que golão! Um lance que salvou o jogo de ser um enorme bocejo.

O destaque vai obviamente para o Renato Sanches que teve uma estreia inesquecível a titular na Luz. Aliás, o miúdo não engana e, infelizmente, não há-de estar muito tempo cá. Faz tudo com muito critério, joga sempre para a frente e só o jogo de cabeça é que tem que ser muito melhorado. O resto é excelente e neste momento ninguém lhe tira a titularidade. Destaque igualmente para os dois golos do Jonas, que não tremeu no momento dos penalties e parece que está a batê-los melhor: remates colocados em que o guarda-redes, mesmo que adivinhe o lado, não tem hipótese de defesa. O Rui Vitória resolveu deixar o Gonçalo Guedes e o Samaris no banco (já a pensar em 3ª feira?), mas ambos entraram no decorrer do jogo. Gosto do Fejsa, mas só para determinados jogos: neste tipo, contra equipa que só sabem defender, o grego parece-me bastante melhor, porque muito mais dinâmico.

Na próxima 3ª feira, temos um jogo vital, porque a diferença entre ficar em 1º ou 2º na Champions, é a diferença entre apanhar o Bayern ou o Olympiacos. Como nos basta o empate para conseguirmos ficar na frente, seria muito frustrante se isso não acontecesse.

terça-feira, dezembro 01, 2015

Importante e inesperado

Vencemos em Braga (2-0) e mantivemos as distâncias para os da frente. Confesso que não estava nada à espera desta vitória, ainda por cima porque jogámos muito desfalcados (Luisão e Sílvio lesionados, e Samaris castigado), mas parece que os jogadores interiorizaram bem que um resultado negativo na Pedreira deixar-nos-ia praticamente arredados do título ainda antes de Dezembro.

O jogo não nos poderia ter corrido melhor, já que aos 11’ estávamos a ganhar por dois. O Pizzi inaugurou o marcador aos 3’, depois de um óptimo trabalho e assistência do Mitroglou, com a bola a entrar porque um defesa cortou o remate do nosso jogador contra as costas do guarda-redes (na realidade, deveria ser autogolo). Pouco tempo depois, na sequência de um canto largo do mesmo Pizzi, o Jardel cabeceia para o centro da área, com o Lisando a matar no peito e rematar de primeira sem hipóteses para o guarda-redes. Em condições normais, teríamos o jogo praticamente ganho, mas infelizmente a nossa equipa está longe de ser um primor a defender e, por isso, eu continuava algo céptico quanto ao resultado final. E o que é certo é que o Braga enviou duas bolas aos postes (embora numa delas o Júlio César parecesse controlar a sua trajectória, que a levou à parte de cima da barra) e criou-nos bastantes dificuldades. Praticamente cada centro acabava em remate, o que nos valeu foi que os avançados contrários estavam sem pontaria. Quanto a nós, fizemos muito pouco para criar perigo e só por uma vez, através do Mitroglou, demos trabalho ao Kritsyuk.

Se o intervalo terminou com uma posse de bola de 58%-42% para eles, até aos 65’ da 2ª parte deve ter aumentado ainda mais. Claro que estivemos perto da machadada final logo no seu início, com um livre do Gaitán à barra, mas durante muitos períodos da 2ª parte parecíamos o Paços Ferreira a defender, esquecendo-nos que do outro lado havia uma baliza. O que nos safou, para além da segurança do Júlio César, foi que os bracarenses não atinavam com as redes e foram perdendo gás ao longo do tempo. Mesmo assim, ainda atiraram outra bola aos ferros num livre, mas nós tivemos um penalty do tamanho do mundo que o Sr. Hugo Miguel curiosamente não assinalou, depois de um derrube ao Pizzi, que o impediu de fazer a recarga a um remate de fora da área do entretanto entrado Jonas. Nos minutos finais, conseguimos controlar o último fôlego adversário e selámos uma vitória fundamental.

Gostei bastante do Pizzi, que parece que voltou a saber jogar desde que regressou à posição de extremo. O miúdo Renato Sanches já não vai sair mais da equipa, porque parece que já lá está há muito. Não engana ninguém: é mesmo craque! Enquanto teve pernas, exibição muito interessante do Mitroglou, com muita participação nas nossas jogadas atacantes. O Fejsa, regressado de lesão, fez muito bem o lugar do Samaris. O Gaitán é que não foi tão genial como habitualmente e o Júlio César garantiu o nulo num bom par de vezes.

Se o Tondela não tivesse falhado um penalty frente ao CRAC perto do fim e se o Tonel não tivesse oferecido um penalty à lagartada já no período de descontos (é que, como se viu nas declarações finais, nem disfarçou a oferta: uma mão daquelas na bola já depois dos 90’ é demasiado evidente), teríamos conseguido reduzir as distâncias. Assim sendo, fica-nos a consolação de termos vencido num campo em que isso aconteceu muito poucas vezes nos últimos anos.

quinta-feira, novembro 26, 2015

Nos oitavos

Empatámos em Astana (2-2) e, com a derrota do Galatasaray no Atlético de Madrid (0-2), conseguimos a segunda qualificação para os oitavos-de-final da Champions em seis anos. Cumprimos um dos objectivos da época, mas para mim a Liga dos Campeões nunca será prioritária.

Quando aos 31’ os cazaques fizeram o 0-2, depois de até termos entrado bem no jogo (o 0-1 foi aos 19’), confesso que antevi uma reedição de Telavive. As coisas estava muito negras e, se a equipa já tinha sentido o primeiro golo, temi que o segundo fosse o golpe de misericórdia. Felizmente, conseguimos reduzir antes do intervalo através do Jiménez, numa óptima cabeçada aos 40’, o que fez com que houvesse alguma luz no fim do túnel.

Na 2ª parte, o adversário foi progressivamente perdendo gás, nós falhámos boas oportunidades pelo Gonçalo Guedes e Jonas, mas aos 72’ conseguimos finalmente a igualdade novamente pelo Jiménez, num desvio com o pé direito depois de um centro na direita do entretanto entrado André Almeida. Até final, houve uma espécie de pacto de não-agressão entre as equipas, porque os cazaques queriam garantir a invencibilidade caseira no grupo (três empates) e nós a possibilidade de qualificação (que conseguiríamos se fizéssemos o mesmo resultado dos turcos em Madrid).

Em termos individuais, destaque óbvio para o Jiménez: dois golos importantíssimos e, desejo, um shot de confiança para o futuro. Gosto da sua capacidade de luta, de nunca virar a cara, da entrega aos jogo, mas já se sabe que os avançados vivem de golos. E ele já estava há muito tempo sem marcar. O Rui Vitória estreou o Renato Sanches a titular e o miúdo deu muito boa conta do recado como número 8. Não sei mesmo se não terá garantido o lugar para os próximo jogos: para já, é dos poucos que corre com a bola para frente, criando naturalmente desequilíbrios na defesa contrária. Também gostei do Pizzi, que terá feito o melhor jogo esta época. Quanto ao Lisandro, que substituiu o lesionado Luisão... era bom que o Luisão voltasse depressa.

A Champions é muito bonita e tal, dá prestígio e dinheiro, mas eu queria mesmo era não ter sido eliminado na Taça. Porque esta era uma competição que poderíamos vencer, enquanto o sucesso desportivo na Liga dos Campeões dependerá da forma como formos eliminados. De que nos servirá os oitavos ou quartos, se depois levarmos com um Bayern ou Barça e tivermos o tratamento dos assumidamente corruptos na época passada? Por outro lado, nunca vi ninguém no Marquês festejar relatórios & contas com grandes lucros ou um Witsel vendido por 40M€, pelo que o que me interessa mesmo são os títulos. E esses, pelo que se tem visto até agora, estão muito distantes...

domingo, novembro 22, 2015

Adeus à Taça

Perdemos no WC por 2-1 após prolongamento e fomos eliminados da Taça de Portugal logo na 4ª eliminatória. Quando (finalmente ao fim de quatro clássicos!) marcámos um golo, logo aos 6’ pelo Mitroglou, ainda pensei que a história poderia ser diferente. Mas uma saída extemporânea do Júlio César no período de compensação da 1ª parte, permitiu ao Adrien fazer o empate e a oito minutos do final do prolongamento o Slimani fez o resultado final numa recarga.

De uma certa maneira, pode dizer-se que estamos a melhorar nos derbies: a baliza adversária já não é um território desconhecido para nós e até obrigamos o adversário a ir a prolongamento para nos ganhar… Mas recordo-me que não há muito tempo (desde 2009, mais precisamente), em 14 jogos frente à lagartada, só perdemos… um! U-M! Agora, desde Junho deste ano, vamos em três jogos, três derrotas. TRÊS DERROTAS! Há mais de 60 anos que estes tristes não nos ganhavam três jogos consecutivos (e ainda poderá haver mais dois jogos até final da época). 60 anos! Estávamos habituados a recordes positivos, estamos agora numa fase de recordes negativos. Continuamos a fazer história, lá isso é certo…!

Outro aspecto preocupante é o descontrolo emocional dos jogadores do Benfica: o Samaris é expulso por palavras depois de 2-1, quando ainda havia 8’ para jogar, o Jonas rasteira um adversário sem bola em desforço também na parte final, não há rei nem roque na equipa e os jogadores parecem em roda livre. Se calhar, digo eu, dava jeito ter no banco alguém que os pusesse na ordem…

Tempos não muito distantes houve em que disputávamos as competições até final e, veja-se só, ganhávamos algumas delas. Até houve para aí uma época em que parece que ganhámos tudo em Portugal! Infelizmente, houve quem se tivesse fartado disso. É, de facto, muito maçador e monótono ganharmos sempre tudo… É que só pode ser essa a explicação para o erro histórico que foi cometido. Sim, estou a repetir-me e repetir-me-ei até à exaustão! Esta débâcle estava na cara desde Junho! Só não via (nem vê) quem não quer. Estamos no final de Novembro, a (na melhor das hipóteses) cinco pontos do 1º classificado (e já o tendo recebido na Luz) e fora da Taça de Portugal. Ah, é verdade, já me esquecia, ainda temos a Taça da Liga e, como estamos em 1º lugar no grupo da Champions, também devemos ser candidatos a ganhá-la, é isso? Pronto, ao menos isso: se ganharmos a Champions, darei 20 voltas de joelhos em redor do estádio.

Não darei para o peditório que se está a formar contra o Rui Vitória. Ele é o menos culpado de toda esta situação. Quando se passa dos karts directamente para a Fórmula 1, há inevitavelmente problemas. O homem é muito simpático, goleia sucessivamente nas conferências de imprensa, mas não sabe mais do que aquilo. A evolução da equipa desde Julho é medível através de passos de caracol. Mas a questão principal é que não foi ele quem pediu para vir para o Benfica. Alguém achou que ele era melhor treinador do que o que lá estava (caso contrário, não se trocaria, certo?). Ah, esperem aí, esta minha memória já não é o que era: estamos a “apostar nos jovens”, não é verdade? Então, pronto, o principal objectivo para esta época está a ser cumprido...!

P.S. – Jogámos muito pouco, mas a arbitragem do sr. Jorge Sousa não pode ser escamoteada. Para além de um critério enormemente caseiro, há um penalty descarado sobre o Luisão na parte final do prolongamento (no lance de que resultou infelizmente a fractura do braço do nosso capitão). Tinha ficado com essa impressão logo no estádio, porque foi mesmo à minha frente, e revisto na televisão, não há margem para dúvidas: o João Pereira empurra-o e rasteira-o para ele não chegar à bola. Para além disso, há uma agressão descarada do Slimani ao Samaris no reinício da 2ª parte. Foi uma arbitragem indiscutivelmente tendenciosa. Enfim, o habitual vindo de quem vem.

segunda-feira, novembro 09, 2015

Enfadonho

Vencemos o Boavista por 2-0 e mantivemos as distâncias para os dois da frente. Se quisermos ser simpáticos, diríamos que cumprimos os serviços mínimos. Se formos realistas, teremos de dizer que, apesar de a vitória ser justíssima, jogámos muito pouco.

Em relação ao jogo frente aos turcos, reentrou o castigado Samaris para o lugar do André Almeida. Para o Boavista, à semelhança do ano passado, o relvado acaba na linha de meio-campo e, sem velocidade, era muito difícil ultrapassar a concentração de jogadores axadrezados. Por isso mesmo, foram raras as ocasiões de perigo que criámos na 1ª parte e o adversário esteve quase a conseguir o seu objectivo de levar o nulo para o intervalo. Felizmente, o Gaitán (sempre ele) inventou uma jogada na esquerda aos 39’, centrou atrasado e o Gonçalo Guedes no limite da área rematou de primeira sem hipóteses para o Mika.

Na 2ª parte, esperava-se um adiantamento do Boavista e mais espaços para nós desenvolvermos bom futebol. Adiantamento houve algum, bom futebol é que nem por isso. Mesmo assim, ainda atirámos três bolas ao poste (Jonas, Talisca e Jardel) e nunca tivemos a nossa baliza verdadeiramente em risco, exceptuando um mau atraso de cabeça do Samaris, que isolou um adversário, mas este fez um chapéu com tão pouca força que nem era preciso o Júlio César lá estar. No desenrolar da nossa terceira bola ao poste (cabeçada do Jardel), aquela sobrou para o (entretanto entrado) Carcela, que nos deu a tranquilidade aos 88’.

O melhor em campo foi de longe o Gonçalo Guedes. Desencravou a partida com o golo e foi dos poucos a tentar levar a equipa para a frente através de alguma velocidade. O Gaitán somou nova assistência e merece igualmente destaque. Quanto ao resto, foi tudo muito mediano, com o Talisca muito ao lado do jogo e o Jiménez a ver as coisas saírem-lhe invariavelmente mal.

Estes jogos a seguir à Champions são habitualmente complicados, mas o que é certo é que, mesmo perante equipas que não se percebe bem o que estão a fazer na I Liga, nós continuamos sem entusiasmar. Irá haver agora nova pausa para as selecções e depois iremos ao WC para a Taça de Portugal, numa das partidas mais importantes da época. Que melhoremos bastante até lá é o que espero (mas não tenho muita esperança que aconteça...).

P.S. – A lagartada anda com estrelinha. É, pelo menos, o terceiro jogo que ganha em cima dos 90’. Começo a ficar bastante preocupado com a regularidade desta vaca.

quarta-feira, novembro 04, 2015

Vitória importante

Vencemos o Galatasaray por 2-1 e estamos a um ponto de garantir a qualificação, e a dois pontos de ficarmos no 1º lugar do grupo. Foi um jogo complicado mais por culpa nossa do que por mérito do adversário. Mas, com bastante sofrimento, especialmente na parte final, conseguimos o objectivo e só uma catástrofe nos impedirá de seguimos para os oitavos.

Sem o Samaris castigado, o Rui Vitória voltou a apostar no Talisca tal como tinha feito frente ao Tondela, regressando o André Almeida à posição de trinco. De resto, foi a equipa expectável e tivemos o mérito de entrar muito bem no jogo, com enorme pressão sobre os turcos que mal conseguiram sair do seu meio-campo nos minutos iniciais. Uma jogada genial do Gaitán e um remate do Jiménez, com recarga por cima do argentino, poderiam ter logo sentenciado a partida nos primeiros cinco minutos. Dois remates à figura do Jonas e um mau domínio do Gonçalo Guedes quando estava isolado foram as restantes oportunidades da 1ª parte. Do outro lado, apesar do Sneijder e Podolski, viu-se muito pouco, com excepção de dois magníficos cortes do Jardel na mesma jogada que impediram perigo na nossa baliza. 

Como o Atlético Madrid empatou no Cazaquistão, uma vitória nossa dar-nos-ia a liderança isolada e a equipa subiu o ritmo na 2ª parte. Inaugurámos o marcador logo aos 52’ num livre para a área, cabeçada do Jardel para o meio e o Luisão a deixar a bola para o Jonas fuzilar. Como o Galatasaray mal tinha criado perigo até então, pensei que com maior ou menor dificuldade ganharíamos o jogo, só que os turcos marcaram no primeiro remate enquadrado com a baliza através do Podolski aos 58’. Felizmente nós não nos desconcentrámos com este revés e voltámos à vantagem aos 67’ com um golo do capitão Luisão depois de um canto do Gaitán. Faltavam 23’ para o final do jogo, mas muita coisa ainda aconteceu. Nós desperdiçámos o golo da tranquilidade numa série de ocasiões: livre rasteiro do Gaitán com boa defesa do Muslera, que também parou a recarga do Jiménez, o Jardel falhou por um triz o cabeceamento num canto, quando era só encostar, e a pior de todas pelo Jiménez depois de um contra-ataque do Gaitán que, com um toque de calcanhar, o isolou, mas o mexicano rematou fraco e o Muslera defendeu para canto. Os turcos tiveram duas óptimas ocasiões num remate fora da área do Selçuk İnan e um remate por cima já na grande-área depois de um magnífico corte do Luisão em tempo de descontos. De referir que desde os 85’ que jogámos com 10, porque o Gaitán viu um segundo amarelo ao cortar um contra-ataque muito perigoso. O que foi inadmissível foi o primeiro amarelo por protestos depois de o árbitro não ter expulso o Burak Yılmaz por ter jogado a bola com o braço, quando já tinha cartão. Nota-se um certo descontrolo emocional dos nossos jogadores nalgumas ocasiões (já se tinha visto frente à lagartada), que depois paga-se caro e o Gaitán vai fazer-nos muita falta em Astana.

Em termos individuais, destaque para o Luisão que esteve nos dois golos, para o Jardel, muito importante no 1º golo, mas principalmente na defesa, e para o Gaitán que, apesar da expulsão, teve o exclusivo da magia em campo. O Jonas lá se estreou a marcar na Champions e o Talisca esteve igualmente em bom plano, especialmente nas variações de flanco. O Gonçalo Guedes passou ao lado do jogo e o Jiménez, apesar de bastante lutador, não esteve nada feliz na concretização (tal como nos últimos jogos). Tenho alguma pena por as coisas não estarem a correr bem ao mexicano, até gosto dele, mas aquela bola quase no final não se pode mesmo falhar. Quanto ao Eliseu, seria bom que toda a gente se mentalizasse que é o menos mau defesa-esquerdo que temos (e 1000 vezes melhor do que o Sílvio).

Fico contente por as coisas nos estarem a correr bem na Europa, mas continuo a achar que o principal é o campeonato. Na melhor das hipóteses, e ficando em 1º lugar no grupo (seria uma desilusão se assim não fosse), poderemos chegar aos quartos-de-final, mas pensar mais do que isso seria utópico. Troco na hora isso pelo 35. Espero que jogadores e equipa técnica também.

domingo, novembro 01, 2015

Muito fácil

Vencemos na 6ª feira o Tondela em Aveiro por 4-0 numa partida praticamente sem história, porque aos 11’ já estávamos a ganhar por 2-0. Depois do descalabro do passado domingo, esta calmaria era mesmo o que estávamos a precisar em vésperas de um jogo muito importante para a Champions com o Galatasaray.

O Rui Vitória surpreendeu ao colocar o Clésio a defesa-direito. Confesso que nunca tinha ouvido falar neste jogador e é provavelmente o primeiro titular de sempre do Benfica que eu desconhecia totalmente. Para além desta inovação (o Clésio é originalmente um… avançado), o Rui Vitória colocou igualmente o Sílvio na esquerda e o Eliseu na bancada. Também tenho que referir que não entendo esta embirração com o Eliseu, porque de todos parece-me o menos mau defesa-esquerdo que temos. E decididamente é melhor do que o Sílvio naquela posição! De qualquer maneira, nem deu tempo para pensar nestas alterações, porque o Jonas fez de cabeça o 0-1 aos 4’ depois de um bom centro do Gaitán. A bola entrou em arco na baliza, sendo um bocado frango do Matt Jones. Aos 11’ ficou praticamente tudo decidido com o autogolo do Berger depois de um centro do Jonas. O jogo foi-se arrastando bastante a partir daí, até que aos 42’ as poucas dúvidas ficaram dissipadas com o 0-3 pelo Gonçalo Guedes, muito bem desmarcado pelo Jonas. Chegámos ao fim da 1ª parte com dois remates e três golos a nosso favor. Espero que tenham chamado o Guiness!

A 2ª parte teve muito poucos motivos de interesse: o Tondela queria, mas não conseguia e nós conseguíamos, mas não queríamos. Já estava tudo a pensar na Liga dos Campeões na próxima terça-feira. O Rui Vitória lá foi fazendo substituições e foi o Carcela que agitou um pouco as coisas e fez o 0-4 aos 82’ num remate rasteiro em que o Cláudio Ramos (que tinhas substituído o lesionado Matt Jones ainda na 1ª parte) também não fez tudo o que devia.

Em termos individuais, o Jonas acabou por estar nos três primeiros golos e só por isso merece destaque. O Samaris continua a revelar boa forma e vai fazer falta frente aos turcos depois do amarelo idiota que viu em Istambul. O Clésio a defesa-direito… enfim, não se pode dizer que eu tenha ficado muito entusiasmado… O Sílvio na esquerda também está longe de impressionar. O Gaitán fez o centro para o 1º golo e fechou a loja. O Jiménez não está numa maré de sorte, batalha muito, mas o golo não aparece. Uma palavra final para a estreia do Renato Sanches no último quarto-de-hora, mas não deu para ver muita coisa.

Foi uma exibição de mínimos, até porque o adversário não exigiu mais. Aliás, espero que este jogo tenha servido para demonstrar a estupidez de ter 18 clubes na I Liga. Há muitos deles que não estão mesmo aqui a fazer nada. Quanto a nós, como estamos numa de montanha-russa é difícil perceber o que vai acontecer a seguir. Aguardemos por terça-feira.

domingo, outubro 25, 2015

Benfica - 0 - lagartada - 3

Eu não sou como a outra múmia que nunca se engana e raramente tem dúvidas. Tenho sempre dúvidas e também me engano muitas vezes. Infelizmente, há alturas em que dava tudo para me enganar ainda mais vezes.

http://nao-se-mencione-o-excremento.blogspot.pt/2015/06/superacao.html

Boa noite.

VIVA O BENFICA!

P.S. - A única coisa boa a tirar de hoje foi o estádio, empurrado pelos No Name, quase vir abaixo a cantar pelo Benfica a partir do minuto 70, a fazer lembrar esta e esta ocasião. Temos, de facto, adeptos fabulosos.