domingo, outubro 25, 2015
Benfica - 0 - lagartada - 3
Eu não sou como a outra múmia que nunca se engana e raramente tem dúvidas. Tenho sempre dúvidas e também me engano muitas vezes. Infelizmente, há alturas em que dava tudo para me enganar ainda mais vezes.
http://nao-se-mencione-o-excremento.blogspot.pt/2015/06/superacao.html
Boa noite.
VIVA O BENFICA!
P.S. - A única coisa boa a tirar de hoje foi o estádio, empurrado pelos No Name, quase vir abaixo a cantar pelo Benfica a partir do minuto 70, a fazer lembrar esta e esta ocasião. Temos, de facto, adeptos fabulosos.
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Boa noite.
VIVA O BENFICA!
P.S. - A única coisa boa a tirar de hoje foi o estádio, empurrado pelos No Name, quase vir abaixo a cantar pelo Benfica a partir do minuto 70, a fazer lembrar esta e esta ocasião. Temos, de facto, adeptos fabulosos.
quinta-feira, outubro 22, 2015
Mal perdido
Fomos derrotados em Istambul pelo Galatasaray (1-2) e perdemos uma
oportunidade soberana de praticamente fecharmos já as contas do apuramento para
os oitavos de final. Entrámos praticamente a ganhar, mas uma série de erros
infantis deitaram tudo a perder.
Marcámos logo no segundo minuto, num livre marcado rapidamente pelo Jones, em que o Gaitán tirou um adversário do caminho e picou a bola por cima do guarda-redes. Um golão do argentino! Quando se pensava que pudéssemos jogar com a intranquilidade dos turcos para conseguir um bom resultado, o Galatasaray respondeu bem à desvantagem e veio para cima de nós, acabando por chegar à igualdade numa idiotice do André Almeida que tentou interceptar um remate com os braços no ar…! Penalty indiscutível e 1-1 aos 19’. Pouco depois, o Gaitán teve um bom remate de pé direito, mas à figura do Muslera e aos 33’ deu-se a reviravolta no marcador: Jardel a pôr um jogo o Podolski e este a rematar por baixo das pernas do Júlio César e a fazer o 2-1. Havia algum ascendente dos turcos, mas que só justificara a igualdade.
A 2ª parte começou com uma bola ao poste do Sneijder, que ainda tabelou num defesa, mas a partir daí nós tomámos conta do jogo e criámos inúmeras oportunidades para igualar: Jonas, Jiménez e Gaitán, pelo menos. Quanto aos turcos, só através dos remates do Podolski iam criando relativo perigo. O tempo ia passando, o Rui Vitória resolveu fazer substituições, mas elas correram todas mal: o Pizzi está numa forma de meter medo ao susto, o Victor Andrade nas três ou quatro intervenções iniciais foi uma desgraça (vá lá que na parte final conseguiu ganhar umas faltas perigosas a nosso favor) e o Mitroglou teve pouco tempo em campo. Como se já não bastasse, o Rui Vitória tirou os laterais e colocou o Gaitán a defesa-esquerdo: outro desperdício.
Em termos individuais, destaque para o Gonçalo Guedes que estava a ser indiscutivelmente dos melhores, até o Rui Vitória ter a ideia peregrina de o tirar de campo. O Samaris também fez um bom jogo, mas vai ficar de fora no próximo, porque cometeu uma falta estúpida. E, já que estamos no campo da estupidez, o que dizer do penalty do André Almeida que deu início à reviravolta?! O Gaitán lá mostrou a sua classe e marcou um golo fabuloso e o Jardel, excepção feita ao erro de posicionamento no segundo golo, sobressaiu de algum marasmo que se apoderou dos nossos jogadores.
Como já aqui disse várias vezes, o que me interessa é o campeonato, mas claro que é sempre bom fazer boas campanhas europeias. Está tudo em aberto e estamos numa posição privilegiada. Basta ganhar em casa ao Galatasaray e seria preciso um cataclismo para não nos apurarmos.
Marcámos logo no segundo minuto, num livre marcado rapidamente pelo Jones, em que o Gaitán tirou um adversário do caminho e picou a bola por cima do guarda-redes. Um golão do argentino! Quando se pensava que pudéssemos jogar com a intranquilidade dos turcos para conseguir um bom resultado, o Galatasaray respondeu bem à desvantagem e veio para cima de nós, acabando por chegar à igualdade numa idiotice do André Almeida que tentou interceptar um remate com os braços no ar…! Penalty indiscutível e 1-1 aos 19’. Pouco depois, o Gaitán teve um bom remate de pé direito, mas à figura do Muslera e aos 33’ deu-se a reviravolta no marcador: Jardel a pôr um jogo o Podolski e este a rematar por baixo das pernas do Júlio César e a fazer o 2-1. Havia algum ascendente dos turcos, mas que só justificara a igualdade.
A 2ª parte começou com uma bola ao poste do Sneijder, que ainda tabelou num defesa, mas a partir daí nós tomámos conta do jogo e criámos inúmeras oportunidades para igualar: Jonas, Jiménez e Gaitán, pelo menos. Quanto aos turcos, só através dos remates do Podolski iam criando relativo perigo. O tempo ia passando, o Rui Vitória resolveu fazer substituições, mas elas correram todas mal: o Pizzi está numa forma de meter medo ao susto, o Victor Andrade nas três ou quatro intervenções iniciais foi uma desgraça (vá lá que na parte final conseguiu ganhar umas faltas perigosas a nosso favor) e o Mitroglou teve pouco tempo em campo. Como se já não bastasse, o Rui Vitória tirou os laterais e colocou o Gaitán a defesa-esquerdo: outro desperdício.
Em termos individuais, destaque para o Gonçalo Guedes que estava a ser indiscutivelmente dos melhores, até o Rui Vitória ter a ideia peregrina de o tirar de campo. O Samaris também fez um bom jogo, mas vai ficar de fora no próximo, porque cometeu uma falta estúpida. E, já que estamos no campo da estupidez, o que dizer do penalty do André Almeida que deu início à reviravolta?! O Gaitán lá mostrou a sua classe e marcou um golo fabuloso e o Jardel, excepção feita ao erro de posicionamento no segundo golo, sobressaiu de algum marasmo que se apoderou dos nossos jogadores.
Como já aqui disse várias vezes, o que me interessa é o campeonato, mas claro que é sempre bom fazer boas campanhas europeias. Está tudo em aberto e estamos numa posição privilegiada. Basta ganhar em casa ao Galatasaray e seria preciso um cataclismo para não nos apurarmos.
domingo, outubro 18, 2015
Livrámo-nos de boa…!
Vencemos na sexta-feira o Vianense em Barcelos por 2-1 e seguimos para a 4ª eliminatória
da Taça de Portugal. Perante uma equipa do Campeonato Nacional de Seniores (III
Divisão), só conseguimos o golo da vitória aos 90’, o que diz bem das
(inesperadas) dificuldades que tivemos.
Com o nevoeiro na Choupana e as selecções, estivemos duas semanas e meia sem ver o Benfica. E não se pode dizer que o reencontro tenha sido feliz. O Rui Vitória optou pela defesa titular e rodou a equipa do meio-campo para a frente. O Talisca deveria ter inaugurado o marcado quando ainda nem tinham passado 30 segundos de jogo, mas depois entrámos num marasmo quase total. Pouca velocidade e a defesa contrária a dar conta do recado. Aos 39’, o Carcela, um dos piores em campo até aquela altura, resolveu marcar um golão! Lançamento lateral para a área, bola a sobrar para o marroquino e remate à meia-volta sem a deixar cair no chão para entrar no ângulo superior direito da baliza. Fantástico!
Na 2ª parte, começámos o desperdício logo de início pelo Mitroglou numa cabeçada ao poste. O Pizzi esteve em particular destaque ao falhar três golos, um dos quais quando só tinha que desviar a bola do guarda-redes. O Vianense mal passava do meio-campo, fez o primeiro remate só aos 77’, mas dois minutos depois aconteceu o golpe de teatro: remate de uns bons 25 m e bola no ângulo da baliza do Júlio César. Já se sabe que resultados mínimos são sempre perigosos, mesmo com equipa muito mais fracas e aí estávamos nós à beira de jogar mais meia-hora à conta de tanto desperdício. O Júlio César ainda fez uma defesa a um remate de longe (que iria ao lado) até São Jardel nos salvar novamente aos 90’: canto de Pizzi (a única coisa de jeito que fez no jogo todo) e entrada de rompante do central brasileiro a dar-nos o triunfo.
Em termos individuais, não acho que se possa destacar ninguém. O Carcela marcou um golão e teve outro bom remate, mas até ao golo estava péssimo, o Nuno Santos teve bons pormenores, mas ainda está muito verde, o Talisca atrás do ponta-de-lança é menos um jogador, o Pizzi foi de fugir, o Sílvio só acertou um dos n centros que fez. O Jardel merece uma palavra por nos ter livrado de boa.
Exmos senhores jogadores do Benfica: gosto imenso da Taça de Portugal e gosto ainda mais de ir ao Jamor, pelo que agradeço que de futuro se levem mais a sério este tipo de jogos perante adversários de escalões inferiores. Caso contrário, poderemos ter surpresas desagradáveis e eu já tive Gondomares que cheguem para o meu tempo de vida. Obrigado.
Com o nevoeiro na Choupana e as selecções, estivemos duas semanas e meia sem ver o Benfica. E não se pode dizer que o reencontro tenha sido feliz. O Rui Vitória optou pela defesa titular e rodou a equipa do meio-campo para a frente. O Talisca deveria ter inaugurado o marcado quando ainda nem tinham passado 30 segundos de jogo, mas depois entrámos num marasmo quase total. Pouca velocidade e a defesa contrária a dar conta do recado. Aos 39’, o Carcela, um dos piores em campo até aquela altura, resolveu marcar um golão! Lançamento lateral para a área, bola a sobrar para o marroquino e remate à meia-volta sem a deixar cair no chão para entrar no ângulo superior direito da baliza. Fantástico!
Na 2ª parte, começámos o desperdício logo de início pelo Mitroglou numa cabeçada ao poste. O Pizzi esteve em particular destaque ao falhar três golos, um dos quais quando só tinha que desviar a bola do guarda-redes. O Vianense mal passava do meio-campo, fez o primeiro remate só aos 77’, mas dois minutos depois aconteceu o golpe de teatro: remate de uns bons 25 m e bola no ângulo da baliza do Júlio César. Já se sabe que resultados mínimos são sempre perigosos, mesmo com equipa muito mais fracas e aí estávamos nós à beira de jogar mais meia-hora à conta de tanto desperdício. O Júlio César ainda fez uma defesa a um remate de longe (que iria ao lado) até São Jardel nos salvar novamente aos 90’: canto de Pizzi (a única coisa de jeito que fez no jogo todo) e entrada de rompante do central brasileiro a dar-nos o triunfo.
Em termos individuais, não acho que se possa destacar ninguém. O Carcela marcou um golão e teve outro bom remate, mas até ao golo estava péssimo, o Nuno Santos teve bons pormenores, mas ainda está muito verde, o Talisca atrás do ponta-de-lança é menos um jogador, o Pizzi foi de fugir, o Sílvio só acertou um dos n centros que fez. O Jardel merece uma palavra por nos ter livrado de boa.
Exmos senhores jogadores do Benfica: gosto imenso da Taça de Portugal e gosto ainda mais de ir ao Jamor, pelo que agradeço que de futuro se levem mais a sério este tipo de jogos perante adversários de escalões inferiores. Caso contrário, poderemos ter surpresas desagradáveis e eu já tive Gondomares que cheguem para o meu tempo de vida. Obrigado.
segunda-feira, outubro 12, 2015
No Euro 2016
Vencemos a Dinamarca por 1-0 na passada 5ª feira e qualificámo-nos para
o Campeonato da Europa de Futebol que vai decorrer em França no próximo Verão.
Ao contrário do que tinha vindo a ser prática habitual, não precisámos de
contas de última hora, nem de play offs
para conseguirmos esse desiderato. E só por isso, esta fase de qualificação é
memorável.
Apesar de precisar de ganhar, a Dinamarca veio a Braga fundamentalmente para não perder e, precisando Portugal de apenas um ponto, o jogo foi sem surpresa nenhuma bastante táctico. Houve uma bola ao poste para cada lado e finalmente aos 66’ o João Moutinho colocou-nos em vantagem com um inesperado golo. Inesperado por ter sido ele a marcar, bem entendido. Até final, conseguimos aguentar a pouca pressão contrária e selámos a qualificação com a sexta vitória consecutiva.
Ontem, fizemos na Sérvia o último jogo deste apuramento. O Fernando Santos dispensou alguns habituais titulares (entre os quais o C. Ronaldo) e confesso que não esperava muito desta partida. Mais eis que estamos com estrelinha de campeão e ganhámos por 2-1 em Belgrado. Entrámos muito bem com um golo logo aos 5’ numa recarga do Nani depois da única jogada de jeito que o Danny fez em todo o jogo. A Sérvia empatou já na 2ª parte, aos 65’, através do Tosic num centro atrasado para a área e remate frontal. Por esta altura, o adversário estava por cima de nós, mas o Fernando Santos colocou o João Moutinho em campo e aconteceu um milagre: marcou em dois jogos consecutivos! O Eliseu ganhou muito bem a bola, centrou atrasado e o Moutinho rematou em arco fora da área para fazer o resultado final. Uma palavra de destaque para a estreia absoluta do Nelson Semedo nas selecções nacionais (nunca tinha sido convocado para nenhuma delas!).
A sétima vitória consecutiva em fases de qualificação (um recorde absoluto) vai permitir-nos ser cabeças-de-série no sorteio do Euro, evitando assim apanhar alguns dos tubarões logo na fase de grupos. Foi uma qualificação brilhante com a curiosidade de todas as vitórias terem sido pela diferença mínima. Agora é aguardar e desejar que esta senda vitoriosa se prolongue por terras gaulesas.
Apesar de precisar de ganhar, a Dinamarca veio a Braga fundamentalmente para não perder e, precisando Portugal de apenas um ponto, o jogo foi sem surpresa nenhuma bastante táctico. Houve uma bola ao poste para cada lado e finalmente aos 66’ o João Moutinho colocou-nos em vantagem com um inesperado golo. Inesperado por ter sido ele a marcar, bem entendido. Até final, conseguimos aguentar a pouca pressão contrária e selámos a qualificação com a sexta vitória consecutiva.
Ontem, fizemos na Sérvia o último jogo deste apuramento. O Fernando Santos dispensou alguns habituais titulares (entre os quais o C. Ronaldo) e confesso que não esperava muito desta partida. Mais eis que estamos com estrelinha de campeão e ganhámos por 2-1 em Belgrado. Entrámos muito bem com um golo logo aos 5’ numa recarga do Nani depois da única jogada de jeito que o Danny fez em todo o jogo. A Sérvia empatou já na 2ª parte, aos 65’, através do Tosic num centro atrasado para a área e remate frontal. Por esta altura, o adversário estava por cima de nós, mas o Fernando Santos colocou o João Moutinho em campo e aconteceu um milagre: marcou em dois jogos consecutivos! O Eliseu ganhou muito bem a bola, centrou atrasado e o Moutinho rematou em arco fora da área para fazer o resultado final. Uma palavra de destaque para a estreia absoluta do Nelson Semedo nas selecções nacionais (nunca tinha sido convocado para nenhuma delas!).
A sétima vitória consecutiva em fases de qualificação (um recorde absoluto) vai permitir-nos ser cabeças-de-série no sorteio do Euro, evitando assim apanhar alguns dos tubarões logo na fase de grupos. Foi uma qualificação brilhante com a curiosidade de todas as vitórias terem sido pela diferença mínima. Agora é aguardar e desejar que esta senda vitoriosa se prolongue por terras gaulesas.
quinta-feira, outubro 01, 2015
Duas palavras: BRI-LHANTE!
Vencemos o Atlético de Madrid no Vicente Calderón por 2-1 e estamos
destacados na frente do grupo C da Liga dos Campeões com seis pontos. Como o
Galatasaray empatou no Cazaquistão (2-2), temos agora cinco pontos de vantagem
para os terceiros classificados e estamos em óptima posição para finalmente nos
qualificarmos para os oitavos-de-final da competição (seria a segunda vez nos
últimos nove anos...).
Já aqui disse mais do que uma vez que o me interessa mais é o tricampeonato, sendo as competições europeias um bónus. Mas, de facto, desde a histórica vitória em Liverpool em 2006 que não tínhamos um resultado que nos orgulhasse tanto. Até ontem. Vencemos na sua própria casa a equipa que ainda há dois anos foi campeã de Espanha e esteve a dois minutos de conquistar a Champions no Estádio da Luz, que estava há 11 jogos sem perder no seu reduto para as competições europeias (desde Fevereiro de 2013 pelo Rubin Kazan), e que há sete jogos que não sofria sequer um golo em casa (o AC Milan foi o último a marcar a 11 de Março de 2014). Quanto a nós, só tínhamos ganho uma vez em Espanha, ao Bétis de Sevilha, na gloriosa campanha de 1982/83 que nos levou à final da Taça Uefa. Há 33 anos, portanto! Por outro lado, nos três jogos que tínhamos disputado esta temporada fora da Luz, averbámos três derrotas e sem nenhum golo marcado. Está bom de ver que por todas estas razões o meu estado de espírito era muito calmo, porque jamais me passou pela cabeça que pudéssemos ganhar esta partida. E o que eu gosto de me enganar nestes casos...!!!
O Rui Vitória só fez uma alteração em relação aos Paços de Ferreira, que foi colocar o Raul Jiménez no lugar do Mitroglou. Ao contrário do que era habitual no passado em jogos da Liga dos Campeões, não entrámos com medo, mas começámos a sofrer desde cedo uma pressão muito grande dos colchoneros. Mesmo assim, os primeiros lances de perigo foram nossos com uma grande jogada do Jonas, que passou por vários adversários, mas rematou ao lado, e uma tentativa de chapéu do Gonçalo Guedes que ficou curta. O Atlético de Madrid criava-nos problemas especialmente nas bolas paradas, mas acabou por inaugurar o marcador de lance corrido através do Correa aos 23’. A seguir ao golo, tivemos a nossa fase mais complicada, com o Jackson Martínez a ter duas situações para aumentar a vantagem, uma das quais foi ao poste. Mas aos 36’ um centro largo do Nélson Semedo foi desviado pela cabeça de um defesa na área e sobrou para o Gaitán de primeira na esquerda fuzilar o Oblak. Até ao intervalo nada mais de relevante se passou.
A 2ª parte não poderia ter começado melhor para nós, porque colocámo-nos em vantagem logo aos 51’ num contra-ataque perfeito do Gaitán que assistiu de pé direito o Gonçalo Guedes para este, quase sem ângulo, marcar um golão! Tínhamos uma eficácia de 100% nos remates à baliza! A partir daqui, já se sabia que teríamos de sofrer e contámos com um Júlio César em grande forma, ao defender dois remates consecutivos. No entanto, essa foi a grande e praticamente única oportunidade dos espanhóis, porque nós soubemos controlar muito bem o espaço à frente da nossa baliza. Uma das coisas que mais gosto me deu de ver foi que nunca abdicámos de tentar atacar, embora não tenhamos conseguido criar lances de verdadeiro perigo, porque por mais do que uma vez o último passe não saiu bem.
Em termos individuais, destaque para o mágico Gaitán, com um golo e uma assistência, e para o Gonçalo Guedes, não só pelo golo que marcou, mas porque está a crescer de jogo para jogo e não teve complexos nenhuns por estar a jogar onde estava. Outro que já é uma certeza é o Nélson Semedo, que revela uma personalidade invulgar para quem acabou de chegar à equipa. Grande exibição igualmente do Jardel, que está sempre superconcentrado nestas partidas importantes e da dupla do meio-campo (André Almeida e Samaris), porque se fartou de correr. O Júlio César dá uma confiança enorme à defesa e foi fundamental para esta grande vitória. Também apreciei bastante a capacidade de luta do Jiménez.
Uma última palavra para o Rui Vitória: este triunfo tem muito mérito dele, não só por apostar sempre na mesma equipa com os dois avançados onde quer que jogue, como por colocar o Benfica a jogar sem complexos independentemente do adversário que defronte. Já se tinha visto um pouco isso em Mordor e ontem foi por demais evidente. Não é novidade para ninguém que eu estava muito céptico quanto à sua contratação, mas é com a maior alegria que vejo que poderei ter-me enganado redondamente.
Mas, como eu disse, a Champions é muito bonita e tal, mas eu quero mesmo é ser tricampeão, pelo que o fundamental é uma vitória na Choupana no domingo frente ao União da Madeira. Até porque a seguir vem mais uma paragem do campeonato para as selecções e Taça de Portugal, e a jornada seguinte é já a recepção à lagartada, onde convém chegarmos com a possibilidade de os ultrapassar na classificação em caso de vitória.
P.S. – Espero que os energúmenos que atiraram tochas para as bancadas e o relvado aquando do nosso primeiro golo fiquem muito contentes se a Uefa nos interditar o estádio. Finalmente terão conseguido o seu objectivo...! Já temos um histórico com petardos das épocas anteriores, pelo que temo bem que a Uefa não se vá limitar a uma multa como das vezes anteriores. Neste sentido, gostei que o presidente Luís Filipe Vieira se tivesse antecipado e tivesse logo condenado esta situação, e pedido desculpa ao Atlético de Madrid. Mas o que é que aquelas bestas pretendem é que ultrapassa a minha capacidade de compreensão... Com tantas câmaras de segurança, não me parece muito complicado ver quem foram os responsáveis e interditá-los durante cinco anos de irem ao futebol. Pode ser que finalmente aprendam, mas como acéfalos que são é bem possível isso não aconteça, porque dentro do crânio daquelas criaturas só deve haver ar...
Já aqui disse mais do que uma vez que o me interessa mais é o tricampeonato, sendo as competições europeias um bónus. Mas, de facto, desde a histórica vitória em Liverpool em 2006 que não tínhamos um resultado que nos orgulhasse tanto. Até ontem. Vencemos na sua própria casa a equipa que ainda há dois anos foi campeã de Espanha e esteve a dois minutos de conquistar a Champions no Estádio da Luz, que estava há 11 jogos sem perder no seu reduto para as competições europeias (desde Fevereiro de 2013 pelo Rubin Kazan), e que há sete jogos que não sofria sequer um golo em casa (o AC Milan foi o último a marcar a 11 de Março de 2014). Quanto a nós, só tínhamos ganho uma vez em Espanha, ao Bétis de Sevilha, na gloriosa campanha de 1982/83 que nos levou à final da Taça Uefa. Há 33 anos, portanto! Por outro lado, nos três jogos que tínhamos disputado esta temporada fora da Luz, averbámos três derrotas e sem nenhum golo marcado. Está bom de ver que por todas estas razões o meu estado de espírito era muito calmo, porque jamais me passou pela cabeça que pudéssemos ganhar esta partida. E o que eu gosto de me enganar nestes casos...!!!
O Rui Vitória só fez uma alteração em relação aos Paços de Ferreira, que foi colocar o Raul Jiménez no lugar do Mitroglou. Ao contrário do que era habitual no passado em jogos da Liga dos Campeões, não entrámos com medo, mas começámos a sofrer desde cedo uma pressão muito grande dos colchoneros. Mesmo assim, os primeiros lances de perigo foram nossos com uma grande jogada do Jonas, que passou por vários adversários, mas rematou ao lado, e uma tentativa de chapéu do Gonçalo Guedes que ficou curta. O Atlético de Madrid criava-nos problemas especialmente nas bolas paradas, mas acabou por inaugurar o marcador de lance corrido através do Correa aos 23’. A seguir ao golo, tivemos a nossa fase mais complicada, com o Jackson Martínez a ter duas situações para aumentar a vantagem, uma das quais foi ao poste. Mas aos 36’ um centro largo do Nélson Semedo foi desviado pela cabeça de um defesa na área e sobrou para o Gaitán de primeira na esquerda fuzilar o Oblak. Até ao intervalo nada mais de relevante se passou.
A 2ª parte não poderia ter começado melhor para nós, porque colocámo-nos em vantagem logo aos 51’ num contra-ataque perfeito do Gaitán que assistiu de pé direito o Gonçalo Guedes para este, quase sem ângulo, marcar um golão! Tínhamos uma eficácia de 100% nos remates à baliza! A partir daqui, já se sabia que teríamos de sofrer e contámos com um Júlio César em grande forma, ao defender dois remates consecutivos. No entanto, essa foi a grande e praticamente única oportunidade dos espanhóis, porque nós soubemos controlar muito bem o espaço à frente da nossa baliza. Uma das coisas que mais gosto me deu de ver foi que nunca abdicámos de tentar atacar, embora não tenhamos conseguido criar lances de verdadeiro perigo, porque por mais do que uma vez o último passe não saiu bem.
Em termos individuais, destaque para o mágico Gaitán, com um golo e uma assistência, e para o Gonçalo Guedes, não só pelo golo que marcou, mas porque está a crescer de jogo para jogo e não teve complexos nenhuns por estar a jogar onde estava. Outro que já é uma certeza é o Nélson Semedo, que revela uma personalidade invulgar para quem acabou de chegar à equipa. Grande exibição igualmente do Jardel, que está sempre superconcentrado nestas partidas importantes e da dupla do meio-campo (André Almeida e Samaris), porque se fartou de correr. O Júlio César dá uma confiança enorme à defesa e foi fundamental para esta grande vitória. Também apreciei bastante a capacidade de luta do Jiménez.
Uma última palavra para o Rui Vitória: este triunfo tem muito mérito dele, não só por apostar sempre na mesma equipa com os dois avançados onde quer que jogue, como por colocar o Benfica a jogar sem complexos independentemente do adversário que defronte. Já se tinha visto um pouco isso em Mordor e ontem foi por demais evidente. Não é novidade para ninguém que eu estava muito céptico quanto à sua contratação, mas é com a maior alegria que vejo que poderei ter-me enganado redondamente.
Mas, como eu disse, a Champions é muito bonita e tal, mas eu quero mesmo é ser tricampeão, pelo que o fundamental é uma vitória na Choupana no domingo frente ao União da Madeira. Até porque a seguir vem mais uma paragem do campeonato para as selecções e Taça de Portugal, e a jornada seguinte é já a recepção à lagartada, onde convém chegarmos com a possibilidade de os ultrapassar na classificação em caso de vitória.
P.S. – Espero que os energúmenos que atiraram tochas para as bancadas e o relvado aquando do nosso primeiro golo fiquem muito contentes se a Uefa nos interditar o estádio. Finalmente terão conseguido o seu objectivo...! Já temos um histórico com petardos das épocas anteriores, pelo que temo bem que a Uefa não se vá limitar a uma multa como das vezes anteriores. Neste sentido, gostei que o presidente Luís Filipe Vieira se tivesse antecipado e tivesse logo condenado esta situação, e pedido desculpa ao Atlético de Madrid. Mas o que é que aquelas bestas pretendem é que ultrapassa a minha capacidade de compreensão... Com tantas câmaras de segurança, não me parece muito complicado ver quem foram os responsáveis e interditá-los durante cinco anos de irem ao futebol. Pode ser que finalmente aprendam, mas como acéfalos que são é bem possível isso não aconteça, porque dentro do crânio daquelas criaturas só deve haver ar...
domingo, setembro 27, 2015
Agradável
Vencemos o Paços de Ferreira por 3-0 e
continuamos com um registo 100% vitorioso na Luz. O problema até agora é que ao
pleno de vitórias na Luz corresponde um pleno de derrotas fora de casa, com a
agravante de ainda não termos conseguido marcar. No entanto, esta jornada
acabou por ser bastante produtiva, porque o CRAC empatou em Moreira de Cónegos
(2-2) e a lagartada cedeu igualmente
dois pontos no Bessa (0-0), pelo que reduzimos a diferença para os primeiros
classificados para dois pontos e, mais importante do que isso, recuperámos a
vantagem psicológica de voltarmos a depender de nós.
O Rui Vitória apostou no mesmo onze de
Mordor, o que me causou algum espanto, porque em termos teóricos não via a necessidade
de alinharmos com dois trincos em casa frente ao Paços de Ferreira. No entanto,
o André Almeida acabou por ser dos melhores em campo. A 1ª parte foi muito
complicada, porque o Paços revelou-se uma equipa sem autocarro e criou alguns problemas ao Júlio César. Por outro lado,
fechava-se bem na defesa e nós não conseguimos criar muitas oportunidades.
Quando eu já estava a ver mais uma 1ª parte deitada ao lixo, eis que surge um
dos génios que actua em Portugal: aos 34’, o Jonas recebe a bola perto da área
e desfere um remate em arco de pé esquerdo que a fez entrar no ângulo superior
esquerdo da baliza depois de embater na barra. Um golão! Logo na jogada
seguinte, o Paços poderia ter empatado numa desconcentração defensiva nossa,
mas ainda antes do intervalo outro remate em arco do Jonas com o pé esquerdo
passou muito rente ao poste.
A 2ª parte começou de um modo muito lento,
em que os jogadores do Benfica davam ideia de que o jogo estava ganho. À
passagem do primeira quarto de hora, o Mitroglou isolado permitiu que o
guarda-redes Marafona interceptasse um remate seu, mesmo depois de o grego o
ter contornado, mas aos 67’ a partida ficou sentenciada quando o Gaitán
assistiu o Gonçalo Guedes para este se estrear a marcar pela equipa principal num
remate que ainda foi desviado por um defesa traindo o guarda-redes. O Paços
baixou os braços e seis minutos depois novo cruzamento do génio argentino e
assistência do Gonçalo Guedes para o Jonas bisar e fazer o 3-0. Até final, o
Júlio César ainda fez uma boa defesa e o Luisão atirou uma bola à barra com o
ombro.
Em termos individuais, o Jonas foi
obviamente a figura de destaque. Novo bis
e a liderança isolada dos melhores marcadores com sete golos em seis jogos. O
Gaitán esteve em dois dos três golos, mas não foi tão constante na sua
genialidade como em partidas anteriores. O Gonçalo Guedes, numa daquelas
situações em que o futebol é fértil, estava péssimo no jogo, mas acabou por
marcar um golo e fazer uma assistência. Ou seja, foi um jogo memorável para
ele. Como já referi, o André Almeida surpreendeu-me pela positiva, mas o Mitroglou
é que esteve uns furos abaixo do que é habitual.
A equipa tem vindo a melhorar as exibições
e isso é algo que obviamente me alegra, porque nos últimos anos essa tinha
vindo a ser a regra. Iremos agora a Madrid defrontar o Atlético para a Champions, mas há que não perder de
vista que o objectivo principal é o tri
e que por isso uma vitória frente ao União da Madeira para a semana na Choupana
é que é fundamental.
segunda-feira, setembro 21, 2015
Inglório
Perdemos em Mordor por 0-1 e à 5ª jornada deixámos de depender de nós para
revalidar o título, porque ficámos a quatro pontos deles. Claro que ainda está
muito no início, “isto é um processo”, mas por isso mesmo é que aquele jogo em
Arouca era fundamental: porque caso o tivéssemos ganho, como deveríamos(!),
estaríamos hoje um ponto atrás.
Confesso que não me lembro de estar tão pouco nervoso antes de um clássico.
As minhas expectativas eram baixíssimas perante a qualidade exibicional que
vínhamos demonstrando até agora, mas a bem da verdade tenho que dizer que aos
10’ já estava uma pilha de nervos. Porque é um facto indiscutível que fizemos a
melhor exibição da época até ao momento. E por larga margem. Entrámos
personalizados no antro, a jogar de igual para igual e sem relevar o medo que
tantas vezes vinha sendo hábito. O Rui Vitória esteve bem logo desde início ao
não desfazer a dupla Mitroglou – Jonas e a colocar o André Almeida (já que o
Fejsa se lesionou entretanto) ao lado do Samaris. A 1ª parte foi toda nossa,
com o Casillas a safar os assumidamente corruptos pelo menos por três vezes.
Quanto ao Júlio César, mal tocou na bola, porque o adversário simplesmente não
conseguia ligar uma jogada.
A 2ª parte foi bastante diferente, porque o CRAC veio para cima de nós e
teve duas grandes ocasiões pelo Aboubakar (grande jogador), uma das quais foi
ao poste. Nós deixámos de criar perigo, exceptuando uma cabeçada do Mitroglou
que passou por cima. O Flopetegui teve a genial ideia de tirar o jogar mais
perigoso deles, o Aboubakar, para colocar o Osvaldo e nós lá íamos conseguindo
controlar mais ou menos o jogo. Mas era inevitável eu lembrar-me do Kelvin,
porque o jogo estava muito parecido a esse. E infelizmente, na enésima prova da
inexistência de Deus, voltou a acontecer: num ressalto de um nosso jogador, o
CRAC faz um contra-ataque aos 86’ e o André André fica isolado e bate o Júlio
César. Aquele clube hediondo e nojento (basta ver o que o Maicon, o capitão
deles, fez ao Jonas perto do intervalo) voltava a ter uma vaca descomunal e
marcar mesmo no fim.
Em termos individuais, não vou destacar ninguém, porque a quase totalidade
esteve muito bem. Desde a segurança do Nelson Semedo a ter que levar com o
Brahimi, ao Gonçalo Guedes que se fartou de ajudar o colega, mesmo que não
tenha sido muito interveniente no ataque, à dupla Samaris – André Almeida no
meio-campo a ser um muro enquanto teve pernas, ao Mitroglou que esteve bastante
interventivo, ao Gaitán a ir espalhando classe em pormenores, ao Jonas que fez
uma exibição em crescendo (e fartou-se de levar pancada) e ao Júlio César que
nos safou quando defendeu um remate do isolado Aboubakar. Os centrais Luisão e
Jardel estiveram bem, embora na parte final tivesse havido um buraco entre eles
e os médios, e mesmo o Eliseu não comprometeu, apesar de uma ou outra má
decisão.
Foi uma “vitória moral”, mas eu prefiro as reais. Vamos ver se esta
exibição é sinal de mais qualquer coisa ou foi apenas furtiva. Gostei do modo
como nos exibimos, mas caso voltemos a escorregar antes dos rivais, as coisas vão
tornar-se muito complicadas nas contas finais.
P.S. – A arbitragem do Sr. Artur Soares Dias foi muito incrivelmente tendenciosa.
Quando um dos assumidamente corruptos caía, era quase sempre falta contra nós. É
óbvio que o nº 2 do adversário deveria ter levado segundo amarelo no início da
2ª parte e que o animal do Maicon, no mínimo, teria de levar amarelo no fim da
1ª (como levou um na 2ª,está bom de ver o que aconteceria…). Uma certa inclinação
do campo foi por demais evidente em grande parte do encontro.
quarta-feira, setembro 16, 2015
Estreia vitoriosa
Vencemos o Astana por 2-0 e conquistámos a sempre importante vitória no 1º
jogo na Liga dos Campeões. O triunfo foi incontestável, se bem que a exibição
tenha andado longe do brilhantismo do jogo passado.
Como “em equipa que ganha não se mexe”, o Rui Vitória manteve o onze que goleou o Belenenses, mas tal como eu já suspeitava o que se passou na passada 6ª feira foi pontual. Ou seja, voltámos ontem às primeiras partes oferecidas ao adversário: apenas duas oportunidades de golo pelo Jonas e um futebol muito lento que não conseguiu ultrapassar o hiperdefensivo Astana. O Gaitán era o único que tentava fazer algo diferente, com o Jonas uns furos e o Talisca bastante abaixo da exibição frente ao Belém.
A 2ª parte começou com um grande susto para nós, com o Jardel a ser batido na área e a bola a embater no poste do Júlio César. Não poderíamos ter respondido melhor, aos 51’, com uma boa tabela entre o Gaitán e o Mitroglou que isolou o argentino e este a rematar cruzado sem hipóteses para o guarda-redes. Onze minutos depois demos a estocada final com outra bela jogada, em que o Gaitán desmarcou o Eliseu na esquerda, que centrou para o Mitroglou só ter que encostar. A equipa cazaque nunca deu mostras de poder fazer perigar a nossa vitória e nós ainda tivemos mais duas oportunidades pelo entretanto entrado Jiménez e num livre do Eliseu já perto do final.
O melhor em campo voltou a ser o Gaitán. Como diz o meu amigo João Tomaz, deve ser o único jogador do mundo que se motivou ainda mais por não ser transferido para outro clube. Um golo e a participação muito relevante noutro dizem tudo acerca da forma do argentino. Voltei a gostar do Nelson Semedo, cada vez mais uma certeza, e da entrada do Jiménez, que me parece muito batalhador e rato de área (a movimentação dele no lance em que quase marcou foi muito boa). O Mitroglou ainda não demonstra um completo entrosamento com o nosso jogo, mas lá continua a picar o ponto no que toca a golos e isso é o mais importante. Ao invés, quem ainda não está nem de perto nem de longe na forma a que nos habituou é o Luisão. Espero bem que seja uma coisa passageira. O Gonçalo Guedes também passou um pouco ao lado do jogo, tal como os já referidos Jonas e principalmente Talisca.
Continuamos a revelar algo que me preocupa e que é o facto de só começarmos a jogar bem a partir do momento em que conseguimos marcar. Até lá, temos sempre imensas dificuldades em criar oportunidades, o que tem sido uma constante em todos os jogos (talvez com excepção do Arouca). Enfim, teremos um teste de fogo no próximo domingo em Mordor e aí veremos mesmo o que valemos nesta altura.
Como “em equipa que ganha não se mexe”, o Rui Vitória manteve o onze que goleou o Belenenses, mas tal como eu já suspeitava o que se passou na passada 6ª feira foi pontual. Ou seja, voltámos ontem às primeiras partes oferecidas ao adversário: apenas duas oportunidades de golo pelo Jonas e um futebol muito lento que não conseguiu ultrapassar o hiperdefensivo Astana. O Gaitán era o único que tentava fazer algo diferente, com o Jonas uns furos e o Talisca bastante abaixo da exibição frente ao Belém.
A 2ª parte começou com um grande susto para nós, com o Jardel a ser batido na área e a bola a embater no poste do Júlio César. Não poderíamos ter respondido melhor, aos 51’, com uma boa tabela entre o Gaitán e o Mitroglou que isolou o argentino e este a rematar cruzado sem hipóteses para o guarda-redes. Onze minutos depois demos a estocada final com outra bela jogada, em que o Gaitán desmarcou o Eliseu na esquerda, que centrou para o Mitroglou só ter que encostar. A equipa cazaque nunca deu mostras de poder fazer perigar a nossa vitória e nós ainda tivemos mais duas oportunidades pelo entretanto entrado Jiménez e num livre do Eliseu já perto do final.
O melhor em campo voltou a ser o Gaitán. Como diz o meu amigo João Tomaz, deve ser o único jogador do mundo que se motivou ainda mais por não ser transferido para outro clube. Um golo e a participação muito relevante noutro dizem tudo acerca da forma do argentino. Voltei a gostar do Nelson Semedo, cada vez mais uma certeza, e da entrada do Jiménez, que me parece muito batalhador e rato de área (a movimentação dele no lance em que quase marcou foi muito boa). O Mitroglou ainda não demonstra um completo entrosamento com o nosso jogo, mas lá continua a picar o ponto no que toca a golos e isso é o mais importante. Ao invés, quem ainda não está nem de perto nem de longe na forma a que nos habituou é o Luisão. Espero bem que seja uma coisa passageira. O Gonçalo Guedes também passou um pouco ao lado do jogo, tal como os já referidos Jonas e principalmente Talisca.
Continuamos a revelar algo que me preocupa e que é o facto de só começarmos a jogar bem a partir do momento em que conseguimos marcar. Até lá, temos sempre imensas dificuldades em criar oportunidades, o que tem sido uma constante em todos os jogos (talvez com excepção do Arouca). Enfim, teremos um teste de fogo no próximo domingo em Mordor e aí veremos mesmo o que valemos nesta altura.
domingo, setembro 13, 2015
Meia dúzia
Trucidámos o Belenenses por 6-0 na passada 6ª feira na melhor exibição até
agora. Perante tão fraco opositor (obrigado Sá Pinto…!), não deu bem para
perceber se de facto melhorámos nesta paragem do campeonato, ou se foi só o
golo aos 5’ e o 3-0 ao intervalo que nos acalmou.
Esse golo surgiu de um cruzamento do Jonas pela direita e de uma cabeçada
do Mitroglou, que encontrou o Ventura a meio caminho. Quando aos 17’, o Jonas
fez o 2-0 depois de uma intercepção falhada de um defesa, ficou a perceber-se
que iríamos finalmente ter um jogo descansado, facto que ficou evidente de
forma definitiva com o terceiro golo aos 40’ novamente pelo Jonas.
Quando se esperava que abrandássemos o ritmo na 2ª parte por causa da Champions na 3ª feira, não foi isso que
aconteceu. O Belenenses era inofensivo e nós fizemos o 4-0 aos 53’ noutro bis, desta feita do Mitroglou. O Gaitán
veio acabar com este despique entre os dois pontas-de-lança ao fazer o 5-0 aos
60’, depois de uma jogada brilhante entre ele e o Jonas. O último golo surgiu
aos 60’ num bomba do Talisca de fora
da área. Na meia hora final, não conseguimos marcar mais nenhum golo e aí, sim,
o Rui Vitória começou a pensar na Champions com as substituições que fez (tirou
o trio da frente).
Em termos individuais, destaque óbvio para os homens dos golos: Jonas,
Mitroglou e o grande Gaitán, que só
marcou um, mas é a classe pura em acção. Há uma jogada entre ele e o Jonas, já
na 2ª parte, em que a bola não entra, mas que seria um dos golos do ano.
Indiscutivelmente. O Talisca parece-me em melhor fora do que o Pizzi e é dos
poucos jogadores do plantel que sabe rematar de fora da área. O Gonçalo Guedes
jogou de início e o Nuno Santos entrou na 2ª parte. Melhor o primeiro, mas
ainda tem muito que aprender antes de se constituir como indiscutível. O Jardel
regressou após lesão na Supertaça e não comprometeu.
Veremos o que acontecerá na 3ª feira frente ao Astana, mas espero que este
resultado nos embale para uma consistência exibicional que até agora não tínhamos
demonstrado.
segunda-feira, setembro 07, 2015
Albânia - 0 - Portugal - 1
Um golo já nos descontos do Miguel Veloso permitiu-nos derrotar a Albânia e praticamente selar a nossa qualificação para o Euro 2016 em França. Foi uma partida bastante complicada, ou não estivessem os albaneses num surpreendente 2º lugar no grupo e foi mesmo a primeira derrota desta selecção na fase de qualificação.
A 1ª parte foi toda da selecção portuguesa, mas a falta de um ponta-de-lança de jeito puxou o C. Ronaldo para o meio e aí ele é muito menos útil. Mesmo assim lá tivemos algumas ocasiões, mas o nulo ao intervalo entusiasmou os albaneses que surgiram transfigurados na 2ª parte. Como a Dinamarca só tinha conseguido dois pontos nos dois jogos desta jornada (Albânia em casa e Arménia fora), um empate servia às duas selecções, mas lá apanhámos um susto com uma bola na barra (desviada pelas costas de um defesa nosso) perto do final e o Eliseu falhou por milímetros um chapéu, quando tinha sido isolado pelo C. Ronaldo. Um canto marcado pelo Quaresma nos descontos encontrou a cabeça do Miguel Veloso e lá ganhámos o jogo.
Gostei bastante do Bernardo Silva e foi incompreensível que tenha sido ele a sair em vez da nulidade Danny. O C. Ronaldo teve pouco espaço, mas é o único que consegue rematar com perigo à baliza. Quanto ao resto da equipa, esteve a um nível mediano.
Só um cataclismo nos impedirá de somar o ponto que falta nos dois próximos jogos (Dinamarca em casa e Sérvia fora) e ficarei naturalmente contente por ver a selecção nacional novamente qualificada para uma grande competição.
A 1ª parte foi toda da selecção portuguesa, mas a falta de um ponta-de-lança de jeito puxou o C. Ronaldo para o meio e aí ele é muito menos útil. Mesmo assim lá tivemos algumas ocasiões, mas o nulo ao intervalo entusiasmou os albaneses que surgiram transfigurados na 2ª parte. Como a Dinamarca só tinha conseguido dois pontos nos dois jogos desta jornada (Albânia em casa e Arménia fora), um empate servia às duas selecções, mas lá apanhámos um susto com uma bola na barra (desviada pelas costas de um defesa nosso) perto do final e o Eliseu falhou por milímetros um chapéu, quando tinha sido isolado pelo C. Ronaldo. Um canto marcado pelo Quaresma nos descontos encontrou a cabeça do Miguel Veloso e lá ganhámos o jogo.
Gostei bastante do Bernardo Silva e foi incompreensível que tenha sido ele a sair em vez da nulidade Danny. O C. Ronaldo teve pouco espaço, mas é o único que consegue rematar com perigo à baliza. Quanto ao resto da equipa, esteve a um nível mediano.
Só um cataclismo nos impedirá de somar o ponto que falta nos dois próximos jogos (Dinamarca em casa e Sérvia fora) e ficarei naturalmente contente por ver a selecção nacional novamente qualificada para uma grande competição.
domingo, agosto 30, 2015
A ferros
Vencemos o Moreirense por 3-2 e continuamos um ponto atrás dos primeiros
classificados. Como o resultado deixa transparecer, foi uma partida
complicadíssima perante um forte, perdão, uns dos últimos classificados da
Liga, equipa muito concretizadora, perdão, equipa que tinha zero golos até
chegar à Luz. Felizmente continuou com zero pontos.
A única alteração no onze foi a entrada do Victor Andrade para o lugar do
Ola John, entrada essa que veio provar que há alguns jogadores que são melhores
substitutos do que titulares. É o caso deste brasileiro, esperemos que só por
enquanto. A 1ª parte foi, para não variar, para esquecer. Futebol muito lento,
escassíssimas oportunidades de golo e, para cúmulo, um golo sofrido à meia-hora
depois de um mau alívio do Lisandro Lopez que deu azo a um contra-ataque
vitorioso. Quanto a nós, só tivemos uma verdadeira oportunidade pelo Jonas, que
rematou ao lado.
Na 2ª parte, o Rui Vitória queimou logo duas substituições: entraram o
Talisca para o lugar do Pizzi e o Gonçalo Guedes para o lugar do Victor
Andrade. Ou seja, foi um bocadinho fuga para a frente, porque o Gonçalo Guedes
só tinha jogado meia-dúzia de minutos na Supertaça. O Moreirense deixou
praticamente de atacar, nós voltámos a falhar golos feitos (Jonas em destaque
pela negativa) e tivemos a habitual bola nos ferros (através do Mitroglou). O
desespero aconteceu aos 73’ com a saída do Eliseu e a entrada do Raúl Jiménez e
foi precisamente da cabeça do mexicano que veio o golo do empate depois de um
magnífico centro do Gaitán. Isto foi aos 75’ e apenas um minuto depois o
Samaris marcou o seu primeiro golo de sempre pelo Benfica, num remate fora da
área. Dávamos a volta ao jogo, mas tínhamos a equipa muito descompensada e o
Moreirense acabou por aproveitar para fazer a igualdade aos 84’. Acontece que o
Cardozo estava em nítido fora-de-jogo, pelo que não se percebe como é que o
fiscal-de-linha não viu. Ou não quis ver. Mas aí já se percebe. Felizmente
ainda tivemos garra para não deixar acontecer esta injustiça e o Jonas
redimiu-se de alguns falhanços ao fazer o golo da vitória aos 87’.
Em termos individuais, só vale a pena falar da 2ª parte e aí o Gaitán com
duas assistência foi decisivo (eu sou quero que 3ª feira chegue muito
rapidamente!). Grande cabeceamento do Raul Jiménez, cuja entrada foi decisiva.
O Jonas esteve muito perdulário, mas compensou com o golo da vitória.
O campeonato vai agora parar e esperemos que isto nos seja benéfico. A
verdade é que não estamos a jogar nada, a equipa parece perdida em campo e só
uma grande dose de coração nos últimos 15’ dos jogos na Luz nos tem permitido
somar vitórias. Como diz um amigo meu, ainda bem que ganhámos, mas voltámos ao
nível exibicional da altura do Quique Flores… Algo que infelizmente eu já
estava à espera.
Sorteio da Liga dos Campeões
BENFICA
Atlético Madrid
Galatasaray
Astana
As bolinhas não nos poderiam ter
sido mais favoráveis na passada 5ª feira. Com a (justa) alteração da Uefa ao
incluir os campeões no pote 1, foram para o pote 2 alguns tubarões bem
complicados (Real Madrid, à cabeça), pelo que uma ida a Madrid para defrontar o
Atlético, que aparenta estar mais fraco este ano, não é mau. De qualquer
maneira, onde a sorte nos sorriu foi no pote 4, ao defrontarmos o Astana, a
equipa menos cotada de todas as que participam. Quererá isto dizer que, pelo
menos, a Liga Europa não nos deve fugir (mas quem perde com o Arouca…).
Deveremos disputar a qualificação com os turcos do Galatasaray, cuja equipa tem
grandes nomes, mas que já passaram os melhores anos da carreira.
Em condições normais, diria que teríamos grandes hipóteses de passarmos aos
oitavos, mas infelizmente esta época a “normalidade” está longe de ser uma
constante.
segunda-feira, agosto 24, 2015
Sem estofo
Perdemos frente ao Arouca (0-1) num Municipal de Aveiro convertido em
mini-Estádio da Luz e não só desperdiçámos uma magnífica oportunidade para
ficarmos à frente dos rivais, que tinham ambos empatado no sábado, como ainda conseguimos ficar atrás de ambos. Eu vou
repetir: o Benfica perdeu com o Arouca (0-1) no mini-Estádio da Luz de Aveiro e
desperdiçou a soberana hipótese de ficar isolado logo à 2ª jornada, começando a
colocar pressão muito cedo sobre ambos os rivais. É que não dá mesmo para acreditar…!
Ainda por cima, perdemos com um golo sofrido aos 3’! Ou seja, em 95’
(87’+3’+5’) voltámos a não conseguir marcar um único golo. Fizemos para cima de
30 remates, mas há que não esquecer que o Júlio César nos safou pelo menos por
duas vezes de um resultado mais avolumado ao intervalo. Do outro lado, também o
Bracalli esteve bastante bem, embora com intervenções menos difíceis do que o
nosso guarda-redes. O Mitroglou esteve por duas vezes muito perto de marcar na
1ª parte, mas viu o guarda-redes e um defesa safar o Arouca em ambas quase sob
a linha. O nosso melhor período aconteceu na segunda metade da 1ª parte, mas a
ineficácia na altura de rematar à baliza impediu-nos de marcar.
A 2ª parte foi mais fraca, o que não deixa de ser preocupante, já que era a
altura em que precisávamos de elevar o nosso nível exibicional.
Incompreensivelmente aos 68’ o Rui Vitória tirou um defesa-esquerdo (Eliseu)
para colocar um extremo (Carcela) a fazer… de defesa-esquerdo(!), queimando
assim uma substituição que poderia ser útil para a entrada do Talisca, um dos
poucos que remata com perigo de fora da área. Entretanto ao intervalo, já tinha
entrado o Victor Andrade para o lugar do Ola John (que nem estava a ser dos
piores), mas o miúdo brasileiro desta feita não foi decisivo como na semana
passada. Na fase do desespero, lá se estreou o Raul Jiménez, mas nem assim
conseguimos marcar. Há que dizer também que tivemos alguma azar, pois nenhuma
das bolas desviadas, ao contrário do que já aconteceu com os rivais, entrou na
baliza. Mesmo no final, um cabeceamento do Jonas saiu mesmo a rasar o poste,
com o Bracalli batido. A bem da verdade, devo acrescentar que me pareceu que ficou
um claro penalty por marcar, quando o Sr. Nuno Almeida não quis ver um derrube
ao Mitrouglou, e não percebi qual foi a falta do Lisandro no último lance da
partida, em que o Jonas acabou por meter a bola na baliza.
Em termos individuais, nem vale a pena fazer destaques. O Victor Andrade
entrou bem, mas o gás acabou-se-lhe cedo, O Nelson Semedo passou longos
períodos, especialmente na 2ª parte, fora do jogo. Mas o problema maior foi que
os dois jogadores mais decisivos do Benfica (Gaitán e Jonas) passaram
completamente ao lado da partida.
Depois dos empates dos outros no dia anterior, era imprescindível ganhar
este jogo. Uma equipa que quer ser campeã não pode desperdiçar oportunidades
destas. Se não ganharmos o tri, como infelizmente acho que vai ser, bem
poderemos definir este jogo como um “e se…?” Mas quando não se revela estofo de
campeão (a nossa 2ª parte foi bastante fraca), não há muito a fazer…
segunda-feira, agosto 17, 2015
Inesperado
Vencemos o Estoril por 4-0 e através da diferença de golos estamos na
frente do campeonato. Foi um triunfo justo, embora o resultado não espelhe as
dificuldades que sentimos. Quando, no final da 1ª parte, o 0-0 fazia com que
nas últimas nove horas de futebol (seis jogos completos) tivemos obtido apenas
um(!) golo, obviamente que não estava à espera da boa surpresa da 2ª parte.
Surpresa, essa, que deu outra alegria a nova pausa nas férias e mais 700 km
para ver o Glorioso ao vivo.
O Rui Vitória emendou a mão em relação à Supertaça e colocou o Eliseu,
Pizzi e Mitroglou na equipa titular. No entanto, a 1ª parte foi muito sofrível
(para não ser muito duro) e tivemos apenas uma clara oportunidade de golo, com
o Luisão a atirar à barra já perto do intervalo. O Estoril mostrava-se afoito e
obrigou inclusive o Júlio César a mais do que uma defesa complicada. Pouco,
muito pouco e a fazer-me temer que pela 2ª vez nos últimos 96 jogos na Luz
ficássemos em branco.
Durante boa parte do segundo tempo, as coisas mantiveram-se muito
complicadas. O Estoril defendia bem e o Júlio César voltou a ser decisivo com
uma defesa magistral. Quando o Rui Vitória resolveu colocar o Talisca e,
principalmente, o Victor Andrade, eu deitei as mãos à cabeça com o que me
pareceu uma loucura completa. Afinal, estamos a falar de um miúdo que nunca
tinha jogado na equipa principal em jogos oficiais e nem sequer fez parte do
plantel na digressão de pré-época. Felizmente, a máxima “o treinador é que os
treina, ele é que sabe” cumpriu-se na íntegra e melhorámos substancialmente com
as substituições. Mas só conseguimos marcar aos 73’ num centro do Gaitán para a
cabeça do Mitroglou (que até então tinha estado completamente fora do jogo e
com dois falhanços incríveis). Quatro minutos depois, o jogo ficou decidido
quando um defesa substituiu o guarda-redes e o árbitro assinalou o respectivo
penalty. O Jonas não fez como no México e rematou forte e colocado. Desfeita a muralha canarinha, começámos a dar espectáculo e o miúdo Victor Andrade fez
um centro perfeito aos 82’ para a cabeça do Jonas. A um minuto dos 90’, a
melhor jogada colectiva da noite resultou no 4-0, estreia do Nelson Semedo a
marcar depois de um toque de calcanhar brilhante do inevitável Gaitán.
Em termos individuais, até aos 61’ só o Nelson Semedo fez qualquer coisa de
diferente com as suas acelerações. O Talisca e o Victor Andrade entraram
muitíssimo bem e mudaram o jogo. O Gaitán também despertou para uma meia-hora
final muito boa. Menção igualmente para o bis
do Jonas e para a estreia a marcar do Mitroglou.
Terminámos o jogo em alta e espero que isto se alastre para os próximos
encontros. A primeira hora de jogo foi um susto e só espero que esta vitória
não nos faça pensar que está tudo bem, porque a qualidade de jogo da equipa
ainda deixa muito a desejar. No entanto, já se sabe que as vitórias dão
confiança e fazem naturalmente subir a qualidade exibicional. Que assim seja!
P.S. – Eu sei que isto interessa a muito pouca gente, mas alguém pode por
favor dizer ao Luisão, que ainda por cima é o capitão e está no clube há 12
anos, para não usar botas verdes nos jogos do Benfica? Obrigado.
segunda-feira, agosto 10, 2015
Benfica - 0 - Estrutura - 1
Sem surpresa nenhuma (infelizmente), perdemos a Supertaça para a lagartada por 0-1. O jogo resume-se
muito facilmente: houve uma equipa que foi melhor, outra que usou (e abusou) do
pontapé para a frente, um golo mal anulado para uma e um penalty não assinalado
pelo Sr. Jorge Sousa para outra. O golo surgiu de um remate do Carrillo aos
53’, que foi inadvertidamente desviado por um jogador lagarto e traiu o Júlio César.
Posto isto (e porque fiz 1200 km em dois dias, de comboio e carro,
prescindindo de dois dias de férias, estando acordado 22 horas seguidas, gastando
uma pipa de massa só em transportes, e não estando assim muito satisfeito com o que vi), apraz-me fazer as seguintes
considerações:
- Apesar do pouco tempo de treino, já se nota alguma coisa do treinador,
com interessantes combinações atacantes e uma pressão sobre o adversário que
não o deixou sair a jogar. No entanto, que escândalo foi este de colocar o
Benfica a equipar de verde e branco?!?! [Ironic
mode on] (Porque há sempre pessoas obtusas que não iriam perceber…)
- Metade dos objectivos que motivaram a troca de treinador (a “aposta na
formação”) já estão cumpridos: o Nelson Semedo foi uma decisão arriscada, mas
parece que teremos lateral direito para os próximos anos. Agora só falta a
“estrutura” entrar em campo e começar a marcar golos… Como se percebeu, os
títulos passaram a ser secundários no Benfica. (Caso contrário, não se teria
prescindido de quem ganhou sete dos últimos oito troféus nacionais
disputados….)
- Fizemos seis jogos até agora. Temos zero vitórias. Marcámos três golos,
sendo que dois deles foram na 1ª parte do primeiro jogo. O que quer dizer que, nos
últimos cinco jogos e meio, marcámos um(!) golo. Repito: em oito horas e 15
minutos de futebol, marcámos… um(!) golo. Sim, eu sei, os “adversários eram
fortes”, “estamos no início de um processo”, “os resultados vão aparecer”, “o
treinador tem pouco tempo de clube”… (Curiosamente,
conheço um ou outro treinador para o qual não é preciso muito tempo para colocar
a sua equipa a jogar à bola…)
- Vamos lá a ver o seguinte: 1) o Jonas NÃO é ponta-de-lança. É um CRIME
colocá-lo a jogar no meio dos centrais e desgastar-se a disputar bolas aéreas
com eles; 2) o Talisca jogou 57’ a mais do que devia. Nem devia ter entrado de
início, porque aquele lugar de segundo avançado é do Jonas, mas no mínimo devia
ter saído ao intervalo; 3) o Eliseu não é grande espingarda, mas foi titular durante toda a época passada. Jogar o
Sílvio naquele lugar pareceu uma resposta à picardia do Jesus de dizer que o
Rui Vitória tinha mantido tudo igual; 4) Jogar com o Fejsa e o Samaris é criar
um fosso enorme entre os médios e os avançados. Faz lembrar a dupla Katsouranis
e Yebda da excelente época do Quique…;
5) o Júlio César deve ter pontapeado a bola lá para a frente mais vezes neste
jogo do que em toda a época passada. Como diz um amigo meu, alguém que diga a
quem de direito que nós não jogamos com o Maazou na frente…
- Eu pensei que tínhamos cometido um erro histórico. Infelizmente, cada vez
mais vou tendo a certeza de que cometemos ‘o’ maior erro da nossa história
desportiva. O título do post não é,
lamentavelmente, irónico. Temo que esta época prove que a “estrutura” que
efectivamente ganha troféus foi a que nós oferecemos
aos lagartos… (Que o homem nunca foi
o paladino da educação já nós sabíamos há muito, mas já o era quando estava com
as nossas cores. Mudou de camisola, mas está igual ao que sempre foi. Mas diz um outro
amigo meu, e com muita razão, que não queria o Jesus para casar com as filhas.
O que interessava é que ele nos punha a jogar bom futebol e, mais importante do
que tudo, ganhava títulos. Tudo o resto é – devia ser – secundário. Se
queríamos um treinador educado, tínhamos o Quique; se fosse por benfiquismo,
temos sempre o Grande Toni).
Isto fica já escrito no início da época, porque eu nunca fui politicamente
correcto, nem me revejo em pessoas que só fazem o totobola à 2ª feira. Terei
todo o gosto em vir aqui no final da época dizer que eu afinal não percebo nada
disto e que sou um idiota por não ter acreditado nos tricampeões.
P.S. - Pode ser que no próximo domingo no jogo de apresentação aos sócios, perdão, na 1ª jornada do campeonato, as coisas comecem a melhorar.
* Publicado em simultâneo com a Tertúlia Benfiquista.
P.S. - Pode ser que no próximo domingo no jogo de apresentação aos sócios, perdão, na 1ª jornada do campeonato, as coisas comecem a melhorar.
* Publicado em simultâneo com a Tertúlia Benfiquista.
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