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quinta-feira, outubro 01, 2015

Duas palavras: BRI-LHANTE!

Vencemos o Atlético de Madrid no Vicente Calderón por 2-1 e estamos destacados na frente do grupo C da Liga dos Campeões com seis pontos. Como o Galatasaray empatou no Cazaquistão (2-2), temos agora cinco pontos de vantagem para os terceiros classificados e estamos em óptima posição para finalmente nos qualificarmos para os oitavos-de-final da competição (seria a segunda vez nos últimos nove anos...).

Já aqui disse mais do que uma vez que o me interessa mais é o tricampeonato, sendo as competições europeias um bónus. Mas, de facto, desde a histórica vitória em Liverpool em 2006 que não tínhamos um resultado que nos orgulhasse tanto. Até ontem. Vencemos na sua própria casa a equipa que ainda há dois anos foi campeã de Espanha e esteve a dois minutos de conquistar a Champions no Estádio da Luz, que estava há 11 jogos sem perder no seu reduto para as competições europeias (desde Fevereiro de 2013 pelo Rubin Kazan), e que há sete jogos que não sofria sequer um golo em casa (o AC Milan foi o último a marcar a 11 de Março de 2014). Quanto a nós, só tínhamos ganho uma vez em Espanha, ao Bétis de Sevilha, na gloriosa campanha de 1982/83 que nos levou à final da Taça Uefa. Há 33 anos, portanto! Por outro lado, nos três jogos que tínhamos disputado esta temporada fora da Luz, averbámos três derrotas e sem nenhum golo marcado. Está bom de ver que por todas estas razões o meu estado de espírito era muito calmo, porque jamais me passou pela cabeça que pudéssemos ganhar esta partida. E o que eu gosto de me enganar nestes casos...!!!

O Rui Vitória só fez uma alteração em relação aos Paços de Ferreira, que foi colocar o Raul Jiménez no lugar do Mitroglou. Ao contrário do que era habitual no passado em jogos da Liga dos Campeões, não entrámos com medo, mas começámos a sofrer desde cedo uma pressão muito grande dos colchoneros. Mesmo assim, os primeiros lances de perigo foram nossos com uma grande jogada do Jonas, que passou por vários adversários, mas rematou ao lado, e uma tentativa de chapéu do Gonçalo Guedes que ficou curta. O Atlético de Madrid criava-nos problemas especialmente nas bolas paradas, mas acabou por inaugurar o marcador de lance corrido através do Correa aos 23’. A seguir ao golo, tivemos a nossa fase mais complicada, com o Jackson Martínez a ter duas situações para aumentar a vantagem, uma das quais foi ao poste. Mas aos 36’ um centro largo do Nélson Semedo foi desviado pela cabeça de um defesa na área e sobrou para o Gaitán de primeira na esquerda fuzilar o Oblak. Até ao intervalo nada mais de relevante se passou.

A 2ª parte não poderia ter começado melhor para nós, porque colocámo-nos em vantagem logo aos 51’ num contra-ataque perfeito do Gaitán que assistiu de pé direito o Gonçalo Guedes para este, quase sem ângulo, marcar um golão! Tínhamos uma eficácia de 100% nos remates à baliza! A partir daqui, já se sabia que teríamos de sofrer e contámos com um Júlio César em grande forma, ao defender dois remates consecutivos. No entanto, essa foi a grande e praticamente única oportunidade dos espanhóis, porque nós soubemos controlar muito bem o espaço à frente da nossa baliza. Uma das coisas que mais gosto me deu de ver foi que nunca abdicámos de tentar atacar, embora não tenhamos conseguido criar lances de verdadeiro perigo, porque por mais do que uma vez o último passe não saiu bem.

Em termos individuais, destaque para o mágico Gaitán, com um golo e uma assistência, e para o Gonçalo Guedes, não só pelo golo que marcou, mas porque está a crescer de jogo para jogo e não teve complexos nenhuns por estar a jogar onde estava. Outro que já é uma certeza é o Nélson Semedo, que revela uma personalidade invulgar para quem acabou de chegar à equipa. Grande exibição igualmente do Jardel, que está sempre superconcentrado nestas partidas importantes e da dupla do meio-campo (André Almeida e Samaris), porque se fartou de correr. O Júlio César dá uma confiança enorme à defesa e foi fundamental para esta grande vitória. Também apreciei bastante a capacidade de luta do Jiménez.

Uma última palavra para o Rui Vitória: este triunfo tem muito mérito dele, não só por apostar sempre na mesma equipa com os dois avançados onde quer que jogue, como por colocar o Benfica a jogar sem complexos independentemente do adversário que defronte. Já se tinha visto um pouco isso em Mordor e ontem foi por demais evidente. Não é novidade para ninguém que eu estava muito céptico quanto à sua contratação, mas é com a maior alegria que vejo que poderei ter-me enganado redondamente.

Mas, como eu disse, a Champions é muito bonita e tal, mas eu quero mesmo é ser tricampeão, pelo que o fundamental é uma vitória na Choupana no domingo frente ao União da Madeira. Até porque a seguir vem mais uma paragem do campeonato para as selecções e Taça de Portugal, e a jornada seguinte é já a recepção à lagartada, onde convém chegarmos com a possibilidade de os ultrapassar na classificação em caso de vitória.

P.S. – Espero que os energúmenos que atiraram tochas para as bancadas e o relvado aquando do nosso primeiro golo fiquem muito contentes se a Uefa nos interditar o estádio. Finalmente terão conseguido o seu objectivo...! Já temos um histórico com petardos das épocas anteriores, pelo que temo bem que a Uefa não se vá limitar a uma multa como das vezes anteriores. Neste sentido, gostei que o presidente Luís Filipe Vieira se tivesse antecipado e tivesse logo condenado esta situação, e pedido desculpa ao Atlético de Madrid. Mas o que é que aquelas bestas pretendem é que ultrapassa a minha capacidade de compreensão... Com tantas câmaras de segurança, não me parece muito complicado ver quem foram os responsáveis e interditá-los durante cinco anos de irem ao futebol. Pode ser que finalmente aprendam, mas como acéfalos que são é bem possível isso não aconteça, porque dentro do crânio daquelas criaturas só deve haver ar...

domingo, setembro 27, 2015

Agradável

Vencemos o Paços de Ferreira por 3-0 e continuamos com um registo 100% vitorioso na Luz. O problema até agora é que ao pleno de vitórias na Luz corresponde um pleno de derrotas fora de casa, com a agravante de ainda não termos conseguido marcar. No entanto, esta jornada acabou por ser bastante produtiva, porque o CRAC empatou em Moreira de Cónegos (2-2) e a lagartada cedeu igualmente dois pontos no Bessa (0-0), pelo que reduzimos a diferença para os primeiros classificados para dois pontos e, mais importante do que isso, recuperámos a vantagem psicológica de voltarmos a depender de nós.

O Rui Vitória apostou no mesmo onze de Mordor, o que me causou algum espanto, porque em termos teóricos não via a necessidade de alinharmos com dois trincos em casa frente ao Paços de Ferreira. No entanto, o André Almeida acabou por ser dos melhores em campo. A 1ª parte foi muito complicada, porque o Paços revelou-se uma equipa sem autocarro e criou alguns problemas ao Júlio César. Por outro lado, fechava-se bem na defesa e nós não conseguimos criar muitas oportunidades. Quando eu já estava a ver mais uma 1ª parte deitada ao lixo, eis que surge um dos génios que actua em Portugal: aos 34’, o Jonas recebe a bola perto da área e desfere um remate em arco de pé esquerdo que a fez entrar no ângulo superior esquerdo da baliza depois de embater na barra. Um golão! Logo na jogada seguinte, o Paços poderia ter empatado numa desconcentração defensiva nossa, mas ainda antes do intervalo outro remate em arco do Jonas com o pé esquerdo passou muito rente ao poste.

A 2ª parte começou de um modo muito lento, em que os jogadores do Benfica davam ideia de que o jogo estava ganho. À passagem do primeira quarto de hora, o Mitroglou isolado permitiu que o guarda-redes Marafona interceptasse um remate seu, mesmo depois de o grego o ter contornado, mas aos 67’ a partida ficou sentenciada quando o Gaitán assistiu o Gonçalo Guedes para este se estrear a marcar pela equipa principal num remate que ainda foi desviado por um defesa traindo o guarda-redes. O Paços baixou os braços e seis minutos depois novo cruzamento do génio argentino e assistência do Gonçalo Guedes para o Jonas bisar e fazer o 3-0. Até final, o Júlio César ainda fez uma boa defesa e o Luisão atirou uma bola à barra com o ombro.

Em termos individuais, o Jonas foi obviamente a figura de destaque. Novo bis e a liderança isolada dos melhores marcadores com sete golos em seis jogos. O Gaitán esteve em dois dos três golos, mas não foi tão constante na sua genialidade como em partidas anteriores. O Gonçalo Guedes, numa daquelas situações em que o futebol é fértil, estava péssimo no jogo, mas acabou por marcar um golo e fazer uma assistência. Ou seja, foi um jogo memorável para ele. Como já referi, o André Almeida surpreendeu-me pela positiva, mas o Mitroglou é que esteve uns furos abaixo do que é habitual.

A equipa tem vindo a melhorar as exibições e isso é algo que obviamente me alegra, porque nos últimos anos essa tinha vindo a ser a regra. Iremos agora a Madrid defrontar o Atlético para a Champions, mas há que não perder de vista que o objectivo principal é o tri e que por isso uma vitória frente ao União da Madeira para a semana na Choupana é que é fundamental.

segunda-feira, setembro 21, 2015

Inglório

Perdemos em Mordor por 0-1 e à 5ª jornada deixámos de depender de nós para revalidar o título, porque ficámos a quatro pontos deles. Claro que ainda está muito no início, “isto é um processo”, mas por isso mesmo é que aquele jogo em Arouca era fundamental: porque caso o tivéssemos ganho, como deveríamos(!), estaríamos hoje um ponto atrás.

Confesso que não me lembro de estar tão pouco nervoso antes de um clássico. As minhas expectativas eram baixíssimas perante a qualidade exibicional que vínhamos demonstrando até agora, mas a bem da verdade tenho que dizer que aos 10’ já estava uma pilha de nervos. Porque é um facto indiscutível que fizemos a melhor exibição da época até ao momento. E por larga margem. Entrámos personalizados no antro, a jogar de igual para igual e sem relevar o medo que tantas vezes vinha sendo hábito. O Rui Vitória esteve bem logo desde início ao não desfazer a dupla Mitroglou – Jonas e a colocar o André Almeida (já que o Fejsa se lesionou entretanto) ao lado do Samaris. A 1ª parte foi toda nossa, com o Casillas a safar os assumidamente corruptos pelo menos por três vezes. Quanto ao Júlio César, mal tocou na bola, porque o adversário simplesmente não conseguia ligar uma jogada.

A 2ª parte foi bastante diferente, porque o CRAC veio para cima de nós e teve duas grandes ocasiões pelo Aboubakar (grande jogador), uma das quais foi ao poste. Nós deixámos de criar perigo, exceptuando uma cabeçada do Mitroglou que passou por cima. O Flopetegui teve a genial ideia de tirar o jogar mais perigoso deles, o Aboubakar, para colocar o Osvaldo e nós lá íamos conseguindo controlar mais ou menos o jogo. Mas era inevitável eu lembrar-me do Kelvin, porque o jogo estava muito parecido a esse. E infelizmente, na enésima prova da inexistência de Deus, voltou a acontecer: num ressalto de um nosso jogador, o CRAC faz um contra-ataque aos 86’ e o André André fica isolado e bate o Júlio César. Aquele clube hediondo e nojento (basta ver o que o Maicon, o capitão deles, fez ao Jonas perto do intervalo) voltava a ter uma vaca descomunal e marcar mesmo no fim.

Em termos individuais, não vou destacar ninguém, porque a quase totalidade esteve muito bem. Desde a segurança do Nelson Semedo a ter que levar com o Brahimi, ao Gonçalo Guedes que se fartou de ajudar o colega, mesmo que não tenha sido muito interveniente no ataque, à dupla Samaris – André Almeida no meio-campo a ser um muro enquanto teve pernas, ao Mitroglou que esteve bastante interventivo, ao Gaitán a ir espalhando classe em pormenores, ao Jonas que fez uma exibição em crescendo (e fartou-se de levar pancada) e ao Júlio César que nos safou quando defendeu um remate do isolado Aboubakar. Os centrais Luisão e Jardel estiveram bem, embora na parte final tivesse havido um buraco entre eles e os médios, e mesmo o Eliseu não comprometeu, apesar de uma ou outra má decisão.

Foi uma “vitória moral”, mas eu prefiro as reais. Vamos ver se esta exibição é sinal de mais qualquer coisa ou foi apenas furtiva. Gostei do modo como nos exibimos, mas caso voltemos a escorregar antes dos rivais, as coisas vão tornar-se muito complicadas nas contas finais.

P.S. – A arbitragem do Sr. Artur Soares Dias foi muito incrivelmente tendenciosa. Quando um dos assumidamente corruptos caía, era quase sempre falta contra nós. É óbvio que o nº 2 do adversário deveria ter levado segundo amarelo no início da 2ª parte e que o animal do Maicon, no mínimo, teria de levar amarelo no fim da 1ª (como levou um na 2ª,está bom de ver o que aconteceria…). Uma certa inclinação do campo foi por demais evidente em grande parte do encontro.

quarta-feira, setembro 16, 2015

Estreia vitoriosa

Vencemos o Astana por 2-0 e conquistámos a sempre importante vitória no 1º jogo na Liga dos Campeões. O triunfo foi incontestável, se bem que a exibição tenha andado longe do brilhantismo do jogo passado.

Como “em equipa que ganha não se mexe”, o Rui Vitória manteve o onze que goleou o Belenenses, mas tal como eu já suspeitava o que se passou na passada 6ª feira foi pontual. Ou seja, voltámos ontem às primeiras partes oferecidas ao adversário: apenas duas oportunidades de golo pelo Jonas e um futebol muito lento que não conseguiu ultrapassar o hiperdefensivo Astana. O Gaitán era o único que tentava fazer algo diferente, com o Jonas uns furos e o Talisca bastante abaixo da exibição frente ao Belém.

A 2ª parte começou com um grande susto para nós, com o Jardel a ser batido na área e a bola a embater no poste do Júlio César. Não poderíamos ter respondido melhor, aos 51’, com uma boa tabela entre o Gaitán e o Mitroglou que isolou o argentino e este a rematar cruzado sem hipóteses para o guarda-redes. Onze minutos depois demos a estocada final com outra bela jogada, em que o Gaitán desmarcou o Eliseu na esquerda, que centrou para o Mitroglou só ter que encostar. A equipa cazaque nunca deu mostras de poder fazer perigar a nossa vitória e nós ainda tivemos mais duas oportunidades pelo entretanto entrado Jiménez e num livre do Eliseu já perto do final.

O melhor em campo voltou a ser o Gaitán. Como diz o meu amigo João Tomaz, deve ser o único jogador do mundo que se motivou ainda mais por não ser transferido para outro clube. Um golo e a participação muito relevante noutro dizem tudo acerca da forma do argentino. Voltei a gostar do Nelson Semedo, cada vez mais uma certeza, e da entrada do Jiménez, que me parece muito batalhador e rato de área (a movimentação dele no lance em que quase marcou foi muito boa). O Mitroglou ainda não demonstra um completo entrosamento com o nosso jogo, mas lá continua a picar o ponto no que toca a golos e isso é o mais importante. Ao invés, quem ainda não está nem de perto nem de longe na forma a que nos habituou é o Luisão. Espero bem que seja uma coisa passageira. O Gonçalo Guedes também passou um pouco ao lado do jogo, tal como os já referidos Jonas e principalmente Talisca.

Continuamos a revelar algo que me preocupa e que é o facto de só começarmos a jogar bem a partir do momento em que conseguimos marcar. Até lá, temos sempre imensas dificuldades em criar oportunidades, o que tem sido uma constante em todos os jogos (talvez com excepção do Arouca). Enfim, teremos um teste de fogo no próximo domingo em Mordor e aí veremos mesmo o que valemos nesta altura.

domingo, setembro 13, 2015

Meia dúzia

Trucidámos o Belenenses por 6-0 na passada 6ª feira na melhor exibição até agora. Perante tão fraco opositor (obrigado Sá Pinto…!), não deu bem para perceber se de facto melhorámos nesta paragem do campeonato, ou se foi só o golo aos 5’ e o 3-0 ao intervalo que nos acalmou.

Esse golo surgiu de um cruzamento do Jonas pela direita e de uma cabeçada do Mitroglou, que encontrou o Ventura a meio caminho. Quando aos 17’, o Jonas fez o 2-0 depois de uma intercepção falhada de um defesa, ficou a perceber-se que iríamos finalmente ter um jogo descansado, facto que ficou evidente de forma definitiva com o terceiro golo aos 40’ novamente pelo Jonas.

Quando se esperava que abrandássemos o ritmo na 2ª parte por causa da Champions na 3ª feira, não foi isso que aconteceu. O Belenenses era inofensivo e nós fizemos o 4-0 aos 53’ noutro bis, desta feita do Mitroglou. O Gaitán veio acabar com este despique entre os dois pontas-de-lança ao fazer o 5-0 aos 60’, depois de uma jogada brilhante entre ele e o Jonas. O último golo surgiu aos 60’ num bomba do Talisca de fora da área. Na meia hora final, não conseguimos marcar mais nenhum golo e aí, sim, o Rui Vitória começou a pensar na Champions com as substituições que fez (tirou o trio da frente).

Em termos individuais, destaque óbvio para os homens dos golos: Jonas, Mitroglou e o grande Gaitán, que marcou um, mas é a classe pura em acção. Há uma jogada entre ele e o Jonas, já na 2ª parte, em que a bola não entra, mas que seria um dos golos do ano. Indiscutivelmente. O Talisca parece-me em melhor fora do que o Pizzi e é dos poucos jogadores do plantel que sabe rematar de fora da área. O Gonçalo Guedes jogou de início e o Nuno Santos entrou na 2ª parte. Melhor o primeiro, mas ainda tem muito que aprender antes de se constituir como indiscutível. O Jardel regressou após lesão na Supertaça e não comprometeu.

Veremos o que acontecerá na 3ª feira frente ao Astana, mas espero que este resultado nos embale para uma consistência exibicional que até agora não tínhamos demonstrado.

segunda-feira, setembro 07, 2015

Albânia - 0 - Portugal - 1

Um golo já nos descontos do Miguel Veloso permitiu-nos derrotar a Albânia e praticamente selar a nossa qualificação para o Euro 2016 em França. Foi uma partida bastante complicada, ou não estivessem os albaneses num surpreendente 2º lugar no grupo e foi mesmo a primeira derrota desta selecção na fase de qualificação.

A 1ª parte foi toda da selecção portuguesa, mas a falta de um ponta-de-lança de jeito puxou o C. Ronaldo para o meio e aí ele é muito menos útil. Mesmo assim lá tivemos algumas ocasiões, mas o nulo ao intervalo entusiasmou os albaneses que surgiram transfigurados na 2ª parte. Como a Dinamarca só tinha conseguido dois pontos nos dois jogos desta jornada (Albânia em casa e Arménia fora), um empate servia às duas selecções, mas lá apanhámos um susto com uma bola na barra (desviada pelas costas de um defesa nosso) perto do final e o Eliseu falhou por milímetros um chapéu, quando tinha sido isolado pelo C. Ronaldo. Um canto marcado pelo Quaresma nos descontos encontrou a cabeça do Miguel Veloso e lá ganhámos o jogo.

Gostei bastante do Bernardo Silva e foi incompreensível que tenha sido ele a sair em vez da nulidade Danny. O C. Ronaldo teve pouco espaço, mas é o único que consegue rematar com perigo à baliza. Quanto ao resto da equipa, esteve a um nível mediano.

Só um cataclismo nos impedirá de somar o ponto que falta nos dois próximos jogos (Dinamarca em casa e Sérvia fora) e ficarei naturalmente contente por ver a selecção nacional novamente qualificada para uma grande competição.

domingo, agosto 30, 2015

A ferros

Vencemos o Moreirense por 3-2 e continuamos um ponto atrás dos primeiros classificados. Como o resultado deixa transparecer, foi uma partida complicadíssima perante um forte, perdão, uns dos últimos classificados da Liga, equipa muito concretizadora, perdão, equipa que tinha zero golos até chegar à Luz. Felizmente continuou com zero pontos.

A única alteração no onze foi a entrada do Victor Andrade para o lugar do Ola John, entrada essa que veio provar que há alguns jogadores que são melhores substitutos do que titulares. É o caso deste brasileiro, esperemos que só por enquanto. A 1ª parte foi, para não variar, para esquecer. Futebol muito lento, escassíssimas oportunidades de golo e, para cúmulo, um golo sofrido à meia-hora depois de um mau alívio do Lisandro Lopez que deu azo a um contra-ataque vitorioso. Quanto a nós, só tivemos uma verdadeira oportunidade pelo Jonas, que rematou ao lado.

Na 2ª parte, o Rui Vitória queimou logo duas substituições: entraram o Talisca para o lugar do Pizzi e o Gonçalo Guedes para o lugar do Victor Andrade. Ou seja, foi um bocadinho fuga para a frente, porque o Gonçalo Guedes só tinha jogado meia-dúzia de minutos na Supertaça. O Moreirense deixou praticamente de atacar, nós voltámos a falhar golos feitos (Jonas em destaque pela negativa) e tivemos a habitual bola nos ferros (através do Mitroglou). O desespero aconteceu aos 73’ com a saída do Eliseu e a entrada do Raúl Jiménez e foi precisamente da cabeça do mexicano que veio o golo do empate depois de um magnífico centro do Gaitán. Isto foi aos 75’ e apenas um minuto depois o Samaris marcou o seu primeiro golo de sempre pelo Benfica, num remate fora da área. Dávamos a volta ao jogo, mas tínhamos a equipa muito descompensada e o Moreirense acabou por aproveitar para fazer a igualdade aos 84’. Acontece que o Cardozo estava em nítido fora-de-jogo, pelo que não se percebe como é que o fiscal-de-linha não viu. Ou não quis ver. Mas aí já se percebe. Felizmente ainda tivemos garra para não deixar acontecer esta injustiça e o Jonas redimiu-se de alguns falhanços ao fazer o golo da vitória aos 87’.

Em termos individuais, só vale a pena falar da 2ª parte e aí o Gaitán com duas assistência foi decisivo (eu sou quero que 3ª feira chegue muito rapidamente!). Grande cabeceamento do Raul Jiménez, cuja entrada foi decisiva. O Jonas esteve muito perdulário, mas compensou com o golo da vitória.

O campeonato vai agora parar e esperemos que isto nos seja benéfico. A verdade é que não estamos a jogar nada, a equipa parece perdida em campo e só uma grande dose de coração nos últimos 15’ dos jogos na Luz nos tem permitido somar vitórias. Como diz um amigo meu, ainda bem que ganhámos, mas voltámos ao nível exibicional da altura do Quique Flores… Algo que infelizmente eu já estava à espera.

Sorteio da Liga dos Campeões

BENFICA
Atlético Madrid
Galatasaray
Astana

As bolinhas não nos poderiam ter sido mais favoráveis na passada 5ª feira. Com a (justa) alteração da Uefa ao incluir os campeões no pote 1, foram para o pote 2 alguns tubarões bem complicados (Real Madrid, à cabeça), pelo que uma ida a Madrid para defrontar o Atlético, que aparenta estar mais fraco este ano, não é mau. De qualquer maneira, onde a sorte nos sorriu foi no pote 4, ao defrontarmos o Astana, a equipa menos cotada de todas as que participam. Quererá isto dizer que, pelo menos, a Liga Europa não nos deve fugir (mas quem perde com o Arouca…). Deveremos disputar a qualificação com os turcos do Galatasaray, cuja equipa tem grandes nomes, mas que já passaram os melhores anos da carreira.

Em condições normais, diria que teríamos grandes hipóteses de passarmos aos oitavos, mas infelizmente esta época a “normalidade” está longe de ser uma constante.

segunda-feira, agosto 24, 2015

Sem estofo

Perdemos frente ao Arouca (0-1) num Municipal de Aveiro convertido em mini-Estádio da Luz e não só desperdiçámos uma magnífica oportunidade para ficarmos à frente dos rivais, que tinham ambos empatado no sábado, como ainda conseguimos ficar atrás de ambos. Eu vou repetir: o Benfica perdeu com o Arouca (0-1) no mini-Estádio da Luz de Aveiro e desperdiçou a soberana hipótese de ficar isolado logo à 2ª jornada, começando a colocar pressão muito cedo sobre ambos os rivais. É que não dá mesmo para acreditar…!

Ainda por cima, perdemos com um golo sofrido aos 3’! Ou seja, em 95’ (87’+3’+5’) voltámos a não conseguir marcar um único golo. Fizemos para cima de 30 remates, mas há que não esquecer que o Júlio César nos safou pelo menos por duas vezes de um resultado mais avolumado ao intervalo. Do outro lado, também o Bracalli esteve bastante bem, embora com intervenções menos difíceis do que o nosso guarda-redes. O Mitroglou esteve por duas vezes muito perto de marcar na 1ª parte, mas viu o guarda-redes e um defesa safar o Arouca em ambas quase sob a linha. O nosso melhor período aconteceu na segunda metade da 1ª parte, mas a ineficácia na altura de rematar à baliza impediu-nos de marcar.

A 2ª parte foi mais fraca, o que não deixa de ser preocupante, já que era a altura em que precisávamos de elevar o nosso nível exibicional. Incompreensivelmente aos 68’ o Rui Vitória tirou um defesa-esquerdo (Eliseu) para colocar um extremo (Carcela) a fazer… de defesa-esquerdo(!), queimando assim uma substituição que poderia ser útil para a entrada do Talisca, um dos poucos que remata com perigo de fora da área. Entretanto ao intervalo, já tinha entrado o Victor Andrade para o lugar do Ola John (que nem estava a ser dos piores), mas o miúdo brasileiro desta feita não foi decisivo como na semana passada. Na fase do desespero, lá se estreou o Raul Jiménez, mas nem assim conseguimos marcar. Há que dizer também que tivemos alguma azar, pois nenhuma das bolas desviadas, ao contrário do que já aconteceu com os rivais, entrou na baliza. Mesmo no final, um cabeceamento do Jonas saiu mesmo a rasar o poste, com o Bracalli batido. A bem da verdade, devo acrescentar que me pareceu que ficou um claro penalty por marcar, quando o Sr. Nuno Almeida não quis ver um derrube ao Mitrouglou, e não percebi qual foi a falta do Lisandro no último lance da partida, em que o Jonas acabou por meter a bola na baliza.

Em termos individuais, nem vale a pena fazer destaques. O Victor Andrade entrou bem, mas o gás acabou-se-lhe cedo, O Nelson Semedo passou longos períodos, especialmente na 2ª parte, fora do jogo. Mas o problema maior foi que os dois jogadores mais decisivos do Benfica (Gaitán e Jonas) passaram completamente ao lado da partida.

Depois dos empates dos outros no dia anterior, era imprescindível ganhar este jogo. Uma equipa que quer ser campeã não pode desperdiçar oportunidades destas. Se não ganharmos o tri, como infelizmente acho que vai ser, bem poderemos definir este jogo como um “e se…?” Mas quando não se revela estofo de campeão (a nossa 2ª parte foi bastante fraca), não há muito a fazer…

segunda-feira, agosto 17, 2015

Inesperado

Vencemos o Estoril por 4-0 e através da diferença de golos estamos na frente do campeonato. Foi um triunfo justo, embora o resultado não espelhe as dificuldades que sentimos. Quando, no final da 1ª parte, o 0-0 fazia com que nas últimas nove horas de futebol (seis jogos completos) tivemos obtido apenas um(!) golo, obviamente que não estava à espera da boa surpresa da 2ª parte. Surpresa, essa, que deu outra alegria a nova pausa nas férias e mais 700 km para ver o Glorioso ao vivo.

O Rui Vitória emendou a mão em relação à Supertaça e colocou o Eliseu, Pizzi e Mitroglou na equipa titular. No entanto, a 1ª parte foi muito sofrível (para não ser muito duro) e tivemos apenas uma clara oportunidade de golo, com o Luisão a atirar à barra já perto do intervalo. O Estoril mostrava-se afoito e obrigou inclusive o Júlio César a mais do que uma defesa complicada. Pouco, muito pouco e a fazer-me temer que pela 2ª vez nos últimos 96 jogos na Luz ficássemos em branco.

Durante boa parte do segundo tempo, as coisas mantiveram-se muito complicadas. O Estoril defendia bem e o Júlio César voltou a ser decisivo com uma defesa magistral. Quando o Rui Vitória resolveu colocar o Talisca e, principalmente, o Victor Andrade, eu deitei as mãos à cabeça com o que me pareceu uma loucura completa. Afinal, estamos a falar de um miúdo que nunca tinha jogado na equipa principal em jogos oficiais e nem sequer fez parte do plantel na digressão de pré-época. Felizmente, a máxima “o treinador é que os treina, ele é que sabe” cumpriu-se na íntegra e melhorámos substancialmente com as substituições. Mas só conseguimos marcar aos 73’ num centro do Gaitán para a cabeça do Mitroglou (que até então tinha estado completamente fora do jogo e com dois falhanços incríveis). Quatro minutos depois, o jogo ficou decidido quando um defesa substituiu o guarda-redes e o árbitro assinalou o respectivo penalty. O Jonas não fez como no México e rematou forte e colocado. Desfeita a muralha canarinha, começámos a dar espectáculo e o miúdo Victor Andrade fez um centro perfeito aos 82’ para a cabeça do Jonas. A um minuto dos 90’, a melhor jogada colectiva da noite resultou no 4-0, estreia do Nelson Semedo a marcar depois de um toque de calcanhar brilhante do inevitável Gaitán.

Em termos individuais, até aos 61’ só o Nelson Semedo fez qualquer coisa de diferente com as suas acelerações. O Talisca e o Victor Andrade entraram muitíssimo bem e mudaram o jogo. O Gaitán também despertou para uma meia-hora final muito boa. Menção igualmente para o bis do Jonas e para a estreia a marcar do Mitroglou.

Terminámos o jogo em alta e espero que isto se alastre para os próximos encontros. A primeira hora de jogo foi um susto e só espero que esta vitória não nos faça pensar que está tudo bem, porque a qualidade de jogo da equipa ainda deixa muito a desejar. No entanto, já se sabe que as vitórias dão confiança e fazem naturalmente subir a qualidade exibicional. Que assim seja!

P.S. – Eu sei que isto interessa a muito pouca gente, mas alguém pode por favor dizer ao Luisão, que ainda por cima é o capitão e está no clube há 12 anos, para não usar botas verdes nos jogos do Benfica? Obrigado.

segunda-feira, agosto 10, 2015

Benfica - 0 - Estrutura - 1

Sem surpresa nenhuma (infelizmente), perdemos a Supertaça para a lagartada por 0-1. O jogo resume-se muito facilmente: houve uma equipa que foi melhor, outra que usou (e abusou) do pontapé para a frente, um golo mal anulado para uma e um penalty não assinalado pelo Sr. Jorge Sousa para outra. O golo surgiu de um remate do Carrillo aos 53’, que foi inadvertidamente desviado por um jogador lagarto e traiu o Júlio César.

Posto isto (e porque fiz 1200 km em dois dias, de comboio e carro, prescindindo de dois dias de férias, estando acordado 22 horas seguidas, gastando uma pipa de massa só em transportes, e não estando assim muito satisfeito com o que vi), apraz-me fazer as seguintes considerações:

- Apesar do pouco tempo de treino, já se nota alguma coisa do treinador, com interessantes combinações atacantes e uma pressão sobre o adversário que não o deixou sair a jogar. No entanto, que escândalo foi este de colocar o Benfica a equipar de verde e branco?!?! [Ironic mode on] (Porque há sempre pessoas obtusas que não iriam perceber…)

- Metade dos objectivos que motivaram a troca de treinador (a “aposta na formação”) já estão cumpridos: o Nelson Semedo foi uma decisão arriscada, mas parece que teremos lateral direito para os próximos anos. Agora só falta a “estrutura” entrar em campo e começar a marcar golos… Como se percebeu, os títulos passaram a ser secundários no Benfica. (Caso contrário, não se teria prescindido de quem ganhou sete dos últimos oito troféus nacionais disputados….)

- Fizemos seis jogos até agora. Temos zero vitórias. Marcámos três golos, sendo que dois deles foram na 1ª parte do primeiro jogo. O que quer dizer que, nos últimos cinco jogos e meio, marcámos um(!) golo. Repito: em oito horas e 15 minutos de futebol, marcámos… um(!) golo. Sim, eu sei, os “adversários eram fortes”, “estamos no início de um processo”, “os resultados vão aparecer”, “o treinador tem pouco tempo de clube”… (Curiosamente, conheço um ou outro treinador para o qual não é preciso muito tempo para colocar a sua equipa a jogar à bola…)

- Vamos lá a ver o seguinte: 1) o Jonas NÃO é ponta-de-lança. É um CRIME colocá-lo a jogar no meio dos centrais e desgastar-se a disputar bolas aéreas com eles; 2) o Talisca jogou 57’ a mais do que devia. Nem devia ter entrado de início, porque aquele lugar de segundo avançado é do Jonas, mas no mínimo devia ter saído ao intervalo; 3) o Eliseu não é grande espingarda, mas foi titular durante toda a época passada. Jogar o Sílvio naquele lugar pareceu uma resposta à picardia do Jesus de dizer que o Rui Vitória tinha mantido tudo igual; 4) Jogar com o Fejsa e o Samaris é criar um fosso enorme entre os médios e os avançados. Faz lembrar a dupla Katsouranis e Yebda da excelente época do Quique…; 5) o Júlio César deve ter pontapeado a bola lá para a frente mais vezes neste jogo do que em toda a época passada. Como diz um amigo meu, alguém que diga a quem de direito que nós não jogamos com o Maazou na frente…

- Eu pensei que tínhamos cometido um erro histórico. Infelizmente, cada vez mais vou tendo a certeza de que cometemos ‘o’ maior erro da nossa história desportiva. O título do post não é, lamentavelmente, irónico. Temo que esta época prove que a “estrutura” que efectivamente ganha troféus foi a que nós oferecemos aos lagartos… (Que o homem nunca foi o paladino da educação já nós sabíamos há muito, mas já o era quando estava com as nossas cores. Mudou de camisola, mas está igual ao que sempre foi. Mas diz um outro amigo meu, e com muita razão, que não queria o Jesus para casar com as filhas. O que interessava é que ele nos punha a jogar bom futebol e, mais importante do que tudo, ganhava títulos. Tudo o resto é – devia ser – secundário. Se queríamos um treinador educado, tínhamos o Quique; se fosse por benfiquismo, temos sempre o Grande Toni).

Isto fica já escrito no início da época, porque eu nunca fui politicamente correcto, nem me revejo em pessoas que só fazem o totobola à 2ª feira. Terei todo o gosto em vir aqui no final da época dizer que eu afinal não percebo nada disto e que sou um idiota por não ter acreditado nos tricampeões.

P.S. - Pode ser que no próximo domingo no jogo de apresentação aos sócios, perdão, na 1ª jornada do campeonato, as coisas comecem a melhorar.

* Publicado em simultâneo com a Tertúlia Benfiquista.

segunda-feira, agosto 03, 2015

Oferta da Eusébio Cup

Dando mostras do nosso lado altruísta, fomos inaugurar o novo estádio do Monterrey e simpaticamente demos ao clube mexicano a Eusébio Cup (0-3). Se no primeiro jogo frente ao PSG, ainda se viu qualquer coisa na primeira meia-hora (curiosamente foi o último jogo do Lima), tirando a também primeira parte frente ao NY Red Bulls (com uma equipa secundária), foi sempre a descer a partir daí. Parece que, naquele primeiro jogo, os habituais titulares ainda tinham resquícios dos anos anteriores, que obviamente se vão perder ao longo da época.

Frente ao Monterrey, voltámos a demonstrar muito pouco (contabilizei uma jogada de jeito que o Gaitán resolveu tentar assistir em vez de rematar, quando só tinha o guarda-redes pela frente, e uns dois remates que poderiam ter melhor destino): futebol lento, sem imaginação nem dinâmica e, para agravar as coisas, muitos erros defensivos. Os números não enganam e querem dizer alguma coisa: cinco jogos, zero vitórias, três derrotas, três jogos a zero e 3-8 em golos. Muito, muito pouco.

Aliás, queria aqui fazer uma pergunta: porque é que esta época só fizemos cinco jogos de preparação antes do primeiro jogo oficial? Ainda por cima, com uma mudança de treinador e tudo? Só para relembrar, nas últimas seis épocas fizemos oito (3x), nove (2x) e 10 jogos (na época de estreia do Jesus). E a equipa técnica e os jogadores já se conheciam de gingeira. Temo que, por questões financeiras, tenhamos começado aqui a hipotecar grande parte da época. Não estamos a jogar nada e não temos mais jogos a brincar para ensaiar.

Não estou com esperanças nenhumas para a Supertaça. Acho que a única maneira de ganharmos é acontecer uma Sabryzada. Ou então, melhor ainda, termos confiança que a “estrutura” consiga ganhar títulos por si só…

quinta-feira, julho 30, 2015

Novo empate

Depois de mais um nulo nos 90’, vencemos o Club América nos penalties por 4-3. Com a equipa maioritariamente titular, só temos mais um jogo de preparação antes da Supertaça e o que se vê é... quase nada. Quatro jogos, zero vitórias, dois nulos e três golos marcados hão-de certamente permitir que alguns vejam alguma coisa de positivo. Não é, infelizmente, o meu caso.

Não há mesmo grande coisa a dizer deste jogo. As oportunidade de golo foram escassíssimas, desperdiçámos um penalty pelo Jonas aos 16’ depois de um claro derrube ao Gaitán (nunca fui particular apreciador da maneira como o Jonas marcou os penalties até agora, porque sempre me pareceu que, se o guarda-redes adivinhasse o lado, defendia de certeza; foi o que se passou ontem) e basicamente ficámos por aí. Espero que este jogo tenha servido para, pelo menos, tirar uma conclusão (que sempre foi) óbvia (para quem a quer ver): o Jonas NÃO PODE jogar a ponta-de-lança. Sempre foi um segundo avançado e prendê-lo entre os centrais é tirar-lhe 75% da eficácia.

Daqui a pouco mais de uma semana, teremos a disputa do primeiro troféu. Desejo ser muito surpreendido nessa altura, porque a minha confiança tem-se reflectido no seguinte: dos quatro jogos até agora, só vi em directo o frente aos NY Red Bulls. Os outros foram todos em diferido, apesar de não saber o resultado. É uma situação que nunca me tinha acontecido, mas, infelizmente, não posso dizer que esteja arrependido, porque o que se tem visto... enfim...

segunda-feira, julho 27, 2015

Sem vitórias

Empatámos no sábado frente à Fiorentina (0-0), perdendo depois nos penalties por 4-5, e nesta madrugada fomos derrotados pelos New York Red Bulls por 1-2. Ou seja, até agora o saldo sifra-se em um empate e duas derrotas, com três golos marcados e cinco sofridos. Não se pode dizer que seja propriamente encorajador.

A partida frente aos italianos foi muito fraquinha. Alinhámos com a equipa com muitos titulares, com o Jonathan Rodríguez no lugar do Lima (que vai para uma reforma dourada nos Emirados). Não conseguimos criar grandes oportunidades de golo (excepção a uma jogada do Jonas, que deveria ter rematado melhor), mas defendemos bem. O Luisão levou um segundo amarelo aos 66' e a partir daí a nossa preocupação foi basicamente não sofrer golos. Gostei bastante do Jonathan Rodríguez: possante, rápido e com remate fácil. Marcar golos na B é uma coisa, ser alternativa na principal é outra e tivemos o caso do Funes Mori para provar isso. Mas este uruguaio parece-me que, felizmente, vai por outro caminho.

Hoje alinhámos com uma equipa alternativa (só Luisão e Samaris devem ser indiscutíveis) e fizemos a melhor (talvez seja mais correcto dizer 'menos má') exibição até agora. Bastante dinâmica na primeira meia-hora, que nos valeu o golo do Pizzi numa boa combinação com o Carcela logo aos 7' e outra grande oportunidade pelo Jonathan, com uma boa defesa do guarda-redes. Infelizmente um erro inacreditável do Luisão aos 34' permitiu a igualdade aos americanos, que fizeram o golo da vitória aos 55' num chapéu em que o Ederson talvez pudesse ter feito mais. Gostei do Carcela (bom toque de bola e, se for mais objectivo, poderá tornar-se uma opção muito válida), de alguns pormenores do Taarabt (que precisa de melhorar - e muito -  a condição física), do Pizzi durante quase toda a primeira parte e novamente do Jonathan. O Nelson Semedo ainda está um pouco verdinho (salvo seja!), mas demonstrou alguma personalidade. O Djuricic entrou inesperadamente bem, mas foi-se perdendo ao longo da segunda parte. O Rui Vitória ainda colocou o Gaitán, Jonas e Talisca na esperança de empatarmos, mas isso não aconteceu. Falhámos oportunidades mais do que suficientes para ganharmos o jogo e foi pena que o tivéssemos perdido com dois golos mais que evitáveis.

Temos mais dois jogos daquele lado do Atlântico, agora no México, e convinha que começássemos a ganhar, porque por muito "significativos" que sejam os "processos", se não começarmos a derrotar os adversários, não há confiança que resista.

segunda-feira, julho 20, 2015

Derrota na estreia

Perdemos com o PSG (2-3) no primeiro jogo desta pré-temporada inserido na Champions Cup. Se perder é sempre mau, confesso que estava à espera de pior por parte da nossa equipa. Pelo que se viu, enquanto os titulares estiveram em campo, as coisas parecem seguir uma certa continuidade em relação ao ano passado, o que só demonstra inteligência por parte de Rui Vitória.

Parto para esta nova época sem expectativas nenhumas e a temer o pior (leia-se 3º lugar). Fica já dito assim logo no início para poder (desejo eu!) vir aqui no final da temporada assumir que não percebo mesmo nada disto. Renovei o meu Red Pass Fundador, porque obviamente o acto de respirar não se põe em causa, mas o modo como correu o defeso, em especial com a saída do Jesus e do Maxi, fizeram um rombo muito grande no meu optimismo. Que já não é por norma muito grande, porque como já referi várias vezes eu só consigo descansar quando aos 85’ estamos a ganhar por três golos de diferença. Por causa disto e da hora tardia, deve ter sido o primeiro jogo de pré-temporada em vários anos que só vi em diferido.

Voltando a ele, o Talisca e o Jonas marcaram os primeiros golos de 2015/16, estivemos a perder, demos a volta ainda nos primeiros 45’ e deixámos que houvesse nova reviravolta. Foi a diferença entre jogar com a primeira equipa na 1ª parte e o resto do plantel na 2ª. Em termos individuais, o Talisca foi dos melhores, vai ser uma desgraça se o Gaitán sair (o golo do Jonas é 75% dele) e dos novos jogadores não se viu praticamente nada. Mas também há que dizer que eles entraram quase todos ao mesmo tempo na 2ª parte e, portanto, a ligação não podia ser a melhor.

Veremos o que nos reservam as próximas partidas, mas era mesmo bom que fizéssemos um esforço para ficar com o Gaitán… É que, com o Salvio de fora até Janeiro, as coisas já não se adivinham nada fáceis…

P.S. – Não percebo que o Ruben Amorim esteja com a “porta aberta” da saída. É certo que não deve estar na plenitude física, mas principalmente com a saída do Maxi seria bom que mantivéssemos outra referência no plantel com vários anos de casa para além do Luisão. Digo eu…