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quinta-feira, julho 30, 2015

Novo empate

Depois de mais um nulo nos 90’, vencemos o Club América nos penalties por 4-3. Com a equipa maioritariamente titular, só temos mais um jogo de preparação antes da Supertaça e o que se vê é... quase nada. Quatro jogos, zero vitórias, dois nulos e três golos marcados hão-de certamente permitir que alguns vejam alguma coisa de positivo. Não é, infelizmente, o meu caso.

Não há mesmo grande coisa a dizer deste jogo. As oportunidade de golo foram escassíssimas, desperdiçámos um penalty pelo Jonas aos 16’ depois de um claro derrube ao Gaitán (nunca fui particular apreciador da maneira como o Jonas marcou os penalties até agora, porque sempre me pareceu que, se o guarda-redes adivinhasse o lado, defendia de certeza; foi o que se passou ontem) e basicamente ficámos por aí. Espero que este jogo tenha servido para, pelo menos, tirar uma conclusão (que sempre foi) óbvia (para quem a quer ver): o Jonas NÃO PODE jogar a ponta-de-lança. Sempre foi um segundo avançado e prendê-lo entre os centrais é tirar-lhe 75% da eficácia.

Daqui a pouco mais de uma semana, teremos a disputa do primeiro troféu. Desejo ser muito surpreendido nessa altura, porque a minha confiança tem-se reflectido no seguinte: dos quatro jogos até agora, só vi em directo o frente aos NY Red Bulls. Os outros foram todos em diferido, apesar de não saber o resultado. É uma situação que nunca me tinha acontecido, mas, infelizmente, não posso dizer que esteja arrependido, porque o que se tem visto... enfim...

segunda-feira, julho 27, 2015

Sem vitórias

Empatámos no sábado frente à Fiorentina (0-0), perdendo depois nos penalties por 4-5, e nesta madrugada fomos derrotados pelos New York Red Bulls por 1-2. Ou seja, até agora o saldo sifra-se em um empate e duas derrotas, com três golos marcados e cinco sofridos. Não se pode dizer que seja propriamente encorajador.

A partida frente aos italianos foi muito fraquinha. Alinhámos com a equipa com muitos titulares, com o Jonathan Rodríguez no lugar do Lima (que vai para uma reforma dourada nos Emirados). Não conseguimos criar grandes oportunidades de golo (excepção a uma jogada do Jonas, que deveria ter rematado melhor), mas defendemos bem. O Luisão levou um segundo amarelo aos 66' e a partir daí a nossa preocupação foi basicamente não sofrer golos. Gostei bastante do Jonathan Rodríguez: possante, rápido e com remate fácil. Marcar golos na B é uma coisa, ser alternativa na principal é outra e tivemos o caso do Funes Mori para provar isso. Mas este uruguaio parece-me que, felizmente, vai por outro caminho.

Hoje alinhámos com uma equipa alternativa (só Luisão e Samaris devem ser indiscutíveis) e fizemos a melhor (talvez seja mais correcto dizer 'menos má') exibição até agora. Bastante dinâmica na primeira meia-hora, que nos valeu o golo do Pizzi numa boa combinação com o Carcela logo aos 7' e outra grande oportunidade pelo Jonathan, com uma boa defesa do guarda-redes. Infelizmente um erro inacreditável do Luisão aos 34' permitiu a igualdade aos americanos, que fizeram o golo da vitória aos 55' num chapéu em que o Ederson talvez pudesse ter feito mais. Gostei do Carcela (bom toque de bola e, se for mais objectivo, poderá tornar-se uma opção muito válida), de alguns pormenores do Taarabt (que precisa de melhorar - e muito -  a condição física), do Pizzi durante quase toda a primeira parte e novamente do Jonathan. O Nelson Semedo ainda está um pouco verdinho (salvo seja!), mas demonstrou alguma personalidade. O Djuricic entrou inesperadamente bem, mas foi-se perdendo ao longo da segunda parte. O Rui Vitória ainda colocou o Gaitán, Jonas e Talisca na esperança de empatarmos, mas isso não aconteceu. Falhámos oportunidades mais do que suficientes para ganharmos o jogo e foi pena que o tivéssemos perdido com dois golos mais que evitáveis.

Temos mais dois jogos daquele lado do Atlântico, agora no México, e convinha que começássemos a ganhar, porque por muito "significativos" que sejam os "processos", se não começarmos a derrotar os adversários, não há confiança que resista.

segunda-feira, julho 20, 2015

Derrota na estreia

Perdemos com o PSG (2-3) no primeiro jogo desta pré-temporada inserido na Champions Cup. Se perder é sempre mau, confesso que estava à espera de pior por parte da nossa equipa. Pelo que se viu, enquanto os titulares estiveram em campo, as coisas parecem seguir uma certa continuidade em relação ao ano passado, o que só demonstra inteligência por parte de Rui Vitória.

Parto para esta nova época sem expectativas nenhumas e a temer o pior (leia-se 3º lugar). Fica já dito assim logo no início para poder (desejo eu!) vir aqui no final da temporada assumir que não percebo mesmo nada disto. Renovei o meu Red Pass Fundador, porque obviamente o acto de respirar não se põe em causa, mas o modo como correu o defeso, em especial com a saída do Jesus e do Maxi, fizeram um rombo muito grande no meu optimismo. Que já não é por norma muito grande, porque como já referi várias vezes eu só consigo descansar quando aos 85’ estamos a ganhar por três golos de diferença. Por causa disto e da hora tardia, deve ter sido o primeiro jogo de pré-temporada em vários anos que só vi em diferido.

Voltando a ele, o Talisca e o Jonas marcaram os primeiros golos de 2015/16, estivemos a perder, demos a volta ainda nos primeiros 45’ e deixámos que houvesse nova reviravolta. Foi a diferença entre jogar com a primeira equipa na 1ª parte e o resto do plantel na 2ª. Em termos individuais, o Talisca foi dos melhores, vai ser uma desgraça se o Gaitán sair (o golo do Jonas é 75% dele) e dos novos jogadores não se viu praticamente nada. Mas também há que dizer que eles entraram quase todos ao mesmo tempo na 2ª parte e, portanto, a ligação não podia ser a melhor.

Veremos o que nos reservam as próximas partidas, mas era mesmo bom que fizéssemos um esforço para ficar com o Gaitán… É que, com o Salvio de fora até Janeiro, as coisas já não se adivinham nada fáceis…

P.S. – Não percebo que o Ruben Amorim esteja com a “porta aberta” da saída. É certo que não deve estar na plenitude física, mas principalmente com a saída do Maxi seria bom que mantivéssemos outra referência no plantel com vários anos de casa para além do Luisão. Digo eu…

domingo, junho 14, 2015

Campeões Nacionais de Futsal

Vencemos a lagartada por penalties no quarto jogo da final do play-off e reconquistámos o título nacional de futsal. Foi um jogo emocionante, onde acabámos por ser mais felizes, mas a nossa vitória neste campeonato é indiscutível. Terminou assim um dos melhores (creio mesmo que deverá ser o melhor) anos de toda a história do nosso clube. O quadro em anexo, roubado indecentemente ao meu amigo João Tomaz, exemplifica isto mesmo: só nos ficou a faltar o andebol, porque senão era o pleno. E com dobradinhas em todas as modalidades de pavilhão! Enjoy!

sábado, junho 13, 2015

Arménia - 2 - Portugal - 3

Fizemos história ao vencer pela primeira vez na Arménia e estamos muito perto de garantir a qualificação para o Euro 2016. Depois da derrota caseira com a Albânia, somamos quatro vitórias seguidas e estamos isolados na frente do grupo I com 12 pontos em cinco jogos.

Fomos surpreendidos aos 14’ num livre de muito longe, em que o adversário aproveitou a má colocação do Patrício, e ficámos em desvantagem. Empatámos ainda na 1ª parte (29’), num penalty indiscutível sobre o Moutinho que o C. Ronaldo concretizou. Na 2ª parte, o capitão de Portugal aproveitou um desentendimento entre um defesa e o guarda-redes para fazer o 1-2 num desvio cheio de oportunidade (55’). Três minutos depois aconteceu o momento do jogo: um golão de C. Ronaldo num remate de fora da área. Aos 61’, a coisas complicaram-se com o duplo amarelo ao Tiago (completamente escusado) e o Patrício levantou a moral dos arménios aos 72’, ao defender um remate para a frente, permitindo naturalmente a recarga. Mas até final conseguimos manter a calma e o resultado não se alterou.

O Cristiano Ronaldo, ao fazer um hat trick, foi obviamente o destaque positivo na selecção portuguesa, ao passo que o Rui Patrício, com dois frangos, foi a nota negativa. Esta nossa selecção é mesmo C. Ronaldo e mais dez. E o pior é que a dependência está a aumentar cada vez mais. Mas enquanto der para conseguirmos os nossos objectivos…

sexta-feira, junho 12, 2015

Novo treinador

O Benfica confirmou oficialmente a contratação de Rui Vitória para as próximas… três épocas. A estrutura do Benfica considera que o Rui Vitória é melhor treinador do que o Jorge Jesus. Melhor dito: a estrutura do Benfica considera que o Rui Vitória está mais apto para nos levar ao tricampeonato do que o Jorge Jesus [pausa… para absorver a informação…]. Em favor da estrutura, há que dizer que eu também estava muito descrente quando o Jesus foi contratado (há links em catadupa no post anterior), mas ao segundo jogo de pré-época já se notava alguma coisa (“não deveremos embandeirar em arco, mas é impossível não ver que apresentamos uma consistência de jogo bastante razoável para esta altura da época”) e na final do Torneio de Amesterdão eu já estava praticamente convertido (“sinceramente cada vez me dá mais gozo ver-nos jogar à bola”). Peço a Eusébio que o mesmo aconteça com o Rui Vitória. Ou, se não for tão cedo, pelo menos que o seja no jogo da Supertaça.

Pelas declarações de quem os conhece e pelo que se sabe publicamente, não tenho a menor dúvida de que o Rui Vitória é uma pessoa muito mais urbana do que o Jesus, com um feitio… digamos… menos difícil e é benfiquista. Três qualidades essenciais num ser humano, mas acessórias num treinador. Porque no Benfica o essencial é ganhar títulos. Repito: o mais importante é continuar a ganhar títulos (e não “apostar na formação”…). Com o Jesus, isso era possível. Com o Rui Vitória, iremos ver.

P.S. - Eu peço desculpa, mas não consigo mudar o chip assim tão rapidamente… Isto leva o seu tempo e a bola terá de começar a rolar para eu desejar ardentemente ver sinais que me levem a engolir este enorme cepticismo. O que acontecerá com todo o gosto. Obviamente! De qualquer maneira, por princípio e para primeiro contrato, acho três anos muito tempo para um treinador. Posto isto, alguém sabe quando se começam a renovar os red pass?

* Publicado em simultâneo com a Tertúlia Benfiquista.

sábado, junho 06, 2015

O ego e O erro

Ponto prévio:

Da mesma maneira que um pessoa burra não passa a inteligente só porque está vestida com uma camisola do Benfica, quem é bom enquanto está no Benfica não deixa de o ser só porque saiu do Benfica. Vá ele para onde for.

O que eu mais temia, tal como exprimi no outro post, aconteceu: Jorge Jesus não vai ser o nosso treinador para a próxima época. Espero estar redondamente enganado, mas temo que tenhamos cometido um erro histórico. Antes de qualquer outra coisa, na hora da saída, é mais do que justo deixar-lhe aqui o meu mais profundo agradecimento por todas as conquistas destes seis anos e pelo futebol magnífico que fomos apresentando.

Eu estou particularmente à vontade para dizer isto, porque no início tive sérias dúvidas acerca da sua competência e mesmo durante o seu percurso houve uma série de coisas que não me agradaram nada (uma, duas, três, quatro, cinco e, principalmente, seis). MAS, e este MAS é essencial, o homem ganhou títulos! E, se não se quiser valorizar o facto de ele ter aprendido imenso nestes seis anos e se ver a evolução da equipa (o que me fez defender a sua continuidade em 2013 mesmo depois do que aconteceu no Jamor), isto é que deveria contar para se tomar a decisão de renovar com ele. Porque isto é que é essencial: enriquecer o palmarés. Seja com que jogadores for, é isto que nos interessa. Tenha o treinador o feitio que tiver, seja bem ou mal educado, isso não fica para a história. O que fica são as conquistas. E essas existiram em barda, especialmente nas últimas duas épocas.

O presidente diz que tem uma “ideia clara” para o Benfica: “um treinador sem medo de apostar nos nossos miúdos, que seja capaz de fazer projecto integrado dos escalões de formação até ao futebol profissional”. Eu acho isto óptimo em tese, mas já agora convinha que garantisse títulos. Porque eu escolho na hora um título com 11 estrangeiros na equipa em vez de vitórias morais com 11 portugueses. Aliás, esta história da “formação” tem muito que se lhe diga: os próprios lagartos, nos últimos 33 anos, só ganharam o campeonato quando não “apostaram na formação”. Portanto, só foram campeões duas vezes. Obviamente. Como justificação para não manter o Jesus, é muito fraca.

Por outro lado, acusa-se o Jesus de não partilhar os títulos com a “estrutura”. Em primeiro lugar, queria pedir encarecidamente o favor de não utilizarem esta palavra, porque eu começo logo a hiperventilar. Durante anos, ouvimos dizer que o CRAC ganhava campeonatos por causa da “estrutura” e todos nós sabemos o que isso significava. Aí sim, é que a “estrutura” ganhava jogos e campeonatos, com ajudas alimentares que só os acéfalos ignoram. Portanto, por favor, utilizem lá outra palavra que essa tem a conotação que tem. Além de que não me parece que tenha sido a “estrutura” a inventar um Fábio Coentrão a defesa-esquerdo, um Enzo Pérez e um Pizzi a médio-centro, um Jardel a central de eleição, etc. (a lista é muito grande e todos nós a conhecemos). Voltando ao tema, as taças não estão no museu? Não são propriedade do Benfica? Não se fica com um treinador porque ele não fala de nós? De novo, uma justificação muito pobrezinha para uma não-renovação.

O que me parece de todo inexplicável é esta evidência: como é que não se renova com um homem que ganhou três campeonatos em seis anos, foi bicampeão (coisa que não nos acontecia há 31 anos), ganhou seis dos últimos sete troféus nacionais e nos levou duas finais europeias seguidas (não íamos a nenhuma há 24 anos e a duas consecutivas há 53 anos!)?! É preciso estar mesmo a olhar para o acessório para não ver o cerne da questão. Alguém de bom senso acredita que o Jesus não é o melhor treinador português a seguir ao Mourinho? Não é suposto termos os melhores no nosso clube? Como é que o Benfica se dá ao luxo de prescindir de alguém assim?!

A partir do momento em que o Benfica não manifesta um desejo expresso de renovar com ele, é natural que o Jesus se tenha virado para outras paragens. Por isso, não tomo esta ida para a lagartada como uma “traição”. Não, não é, porque o desinteresse inicial partiu (inacreditavelmente) de nós.

E o que me custa mais neste processo todo é que deixámos sair o treinador que mais bem colocado estava para nos dar o 35. Sim, porque o 34 é todo mérito dele (o que fez nesta época a famosa “estrutura” foi retirar-lhe seis titulares, mais o André Gomes e o Cardozo, e compensá-lo com dois craques trintões e um Talisca que só durou meio ano…). E o 35 para a próxima época é fundamental, porque um tricampeonato nosso significaria a implosão de Mordor. A “estrutura” deles não aguentaria um terceiro ano de seca connosco a sermos campeões. E é uma pena que não se tenha dado o devido valor a isto e lhes acabemos por oferecer um balão de oxigénio, que já nem eles esperavam ter. Repito: é isto que me custa mais nesta história toda.

Pouco me interessa neste momento se o Jesus vai resultar ou não na lagartada. Enquanto lá estiver um presidente que faz mosh à equipa de hóquei em patins, estamos relativamente seguros. Com a sede de protagonismo que ambos têm, vai ser inevitável o choque de personalidades. No entanto, já estou mais preocupado com a performance do CRAC. E na tal estocada final que lhes poderíamos dar na próxima temporada.

Independentemente das razões aduzidas pelo próprio, o que mais transparece nesta decisão é o Luís Filipe Vieira a querer provar que consegue ganhar sem o Jorge Jesus. Porque o futebol é mesmo a única modalidade campeã do Benfica em que o treinador não vai continuar. E uma coisa destas é muito difícil de explicar e mais ainda de entender. No fundo, tudo se resume a uma questão de ego. Qualquer argumento utilizado esbarra logo na evidência de que o homem foi (bi)campeão. E quem é campeão tem sempre razão. Mesmo que utilize o Ola John em vez do Gonçalo Guedes.

Para bem de todos nós, nada me daria mais prazer do que vir aqui no final da próxima época fazer o meu mea culpa e elogiar esta decisão temerária do nosso presidente. Seria muito bom sinal.

P.S. – Muito, MUITO feia a rábula de fazer desaparecer o Jesus da estrutura em 3D dos bicampeões na loja do Benfica (ganhámos este campeonato sem treinador, é…?). Reescrever a história é estalinista e só deveria ser apanágio de outro clube mais a norte. Lamentável! (Parece que voltámos ao tempo dos apagões e das regas…) Também vir a público fazer-se declarações sobre a idoneidade do Jorge Jesus é algo que os responsáveis do Benfica se deveriam abster de fazer. Ou não tivessem trabalhado com ele durante seis anos. Já o conheciam, não? Independentemente do que aconteça no futuro, Jorge Jesus já está na história do Benfica como o mais titulado treinador português que passou pelo clube e, por conseguinte, um dos melhores de sempre. Saibamos respeitar isso. (Mesmo que ele no futuro hipoteticamente não o faça.)

P.P.S. – Também eu tenho reservas MUITO sérias em relação ao Rui Vitória (nunca achei que o futebol do V. Guimarães fosse assim grande coisa). Por mim, por todas as razões (experiência de clube grande e de Champions, vencedor de títulos mesmo com um presidente desestabilizador e resposta proporcional aos lagartos) mas PRINCIPALMENTE porque é melhor treinador, iria buscar o Marco Silva. De caras.

* Publicado em simultâneo com a Tertúlia Benfiquista.

quarta-feira, junho 03, 2015

Superação

  

Parece que estamos prestes a superar por LARGA margem a maior IDIOTICE da nossa história até ao momento.

P.S. - Quem achar que haverá algo me dará mais prazer do que vir aqui no final da próxima época reconhecer que idiota foi este post, pode ir já ao médico, porque claramente o cérebro está perdido em parte incerta.

* Publicado em simultâneo com a Tertúlia Benfiquista.

domingo, maio 31, 2015

Tetracampeões nacionais de Basquetebol

Vencemos no passado sábado o V. Guimarães no terceiro jogo dos play-off e conquistámos de forma brilhante o quarto campeonato seguido de Basquetebol. A todos os que tornaram este enorme efeito possível, desejo aqui os meus sinceros parabéns.

VIVA O BENFICA!

Dez em seis

Vencemos na passada 6ª feira o Marítimo (2-1) e conquistámos a sexta Taça da Liga em oito edições! É um registo absolutamente extraordinário e foi o culminar perfeito para a época do bicampeonato.

Estava bastante apreensivo para este jogo, porque não tínhamos o Salvio e o Marítimo tinha demonstrado a semana passada na Luz que era um osso difícil de roer. E o que é certo é que a partida se principiou muito dividida, connosco longe de podermos utilizar o famoso rolo-compressor. Mesmo assim, tivemos duas boas oportunidades, como Gaitán de trivela por cima e o Lima completamente isolado a atirar ao lado, quando só tinha o guarda-redes pela frente. Incrível! Aos 37’ inaugurámos finalmente o marcador, através de uma fabulosa cabeçada do Jonas, que respondeu com muita classe a um centro do Jardel, na sequência de um falta a nosso favor. Até ao intervalo, destaque para um excelente corte de cabeça do Eliseu a tirar um golo certo ao adversário.

Entrámos muito desconcentrados no recomeço e o Xavier (extremo-esquerdo muito interessante. Se calhar, convinha mantê-lo debaixo de ombro) rematou para boa defesa do Júlio César para canto. Aos 48’, aconteceu um momento importante neste jogo: e expulsão do Raul Silva. Foi por duplo amarelo e a consequência natural para a quantidade de trancada que o Marítimo nos deu. No entanto, quando nada o fazia prever, o Marítimo empatou aos 56’, aproveitando um buraco na nossa defesa (pareceu-me que o Jardel podia ter sido mais rápido a reagir). Mesmo a jogar contra dez, nós acusámos o golo e demorámos um bocado a recompor-nos. Todavia, a partir do 70’ assisti a um dos maiores festivais de desperdício de golos de sempre. O Talisca entrou para o lugar do apagado Pizzi e o Ola John substituiu o Sulejmani, e o que é certo é que nós melhorámos. O Maxi, o Jonas (2 vezes) e o Lima tiveram falhanços inacreditáveis. Mas aos 80’ colocámo-nos novamente em vantagem, através de um remate de raiva do Ola John, depois de um bom trabalho do Jonas na área. Até final, ainda deu para ver outro desperdício do Gaitán, só com o guarda-redes pela frente, e para um adormecimento da nossa defesa (em especial dos centrais) numa bola parada mesmo no fim do período de compensação, em que o jogador adversário quase que conseguia desviar para a baliza.

Em termos individuais, o destaque merece ir para o Ola John, porque desengatou de vez o jogo. O Jonas fez uma boa 1ª parte, mas com os falhanços na 2ª pareceu-me que se desconcentrou. O Lima voltou a falhar golos feitos, mas a sua capacidade de luta é inesgotável. O Gaitán, naquele que poderá ter sido o seu último jogo com a camisola do Glorioso, teve uns quantos toques de classe, mas poderia ter participado mais no jogo. Pela negativa, estiveram o Pizzi (que precisa desesperadamente de férias) e o Sulejmani, que não conseguiu disfarçar a falta de ritmo.

Terminámos a época tal como a começámos, ou seja, com mais um troféu. Neste momento, nas últimas oito competições nacionais, nós ganhámos sete! É um registo absolutamente extraordinário. Vamos todos para férias na esperança que esta senda vitoria prossiga, o que implicará obviamente a permanência do Jorge Jesus. Nos seis anos que esteve à frente do nosso clube, ganhou dez títulos (três campeonatos, uma Taça de Portugal, cinco taças da Liga e uma Supertaça)! Seria obviamente um erro histórico prescindir de um treinador que obtém resultados com estes.

domingo, maio 24, 2015

Festa do bicampeonato

Goleámos o Marítimo por 4-1 no último jogo deste campeonato do nosso contentamento. Foi uma partida muito interessante, em que os insulares deram excelente réplica especialmente na 1ª parte, mas em que a nossa vitória não sofre contestação.

Entrámos muito bem em campo e o Lima inaugurou o marcador logo aos 6’. No entanto, adormecemos com este golo e em grande parte da 1ª parte foi o Marítimo a melhor equipa em campo. O Júlio César fez uma defesa do outro mundo (festejei como se fosse um golo nosso!) e teve mais dois ou três lances com algum trabalho. Foi sem surpresa que o Marítimo empatou aos 32’, num lance algo caricato em que há um cruzamento para a área, uma tentativa de tocar a bola por parte de um adversário, que não chega a fazê-lo, mas engana o Júlio César. Como para mim este jogo estava longe de ser a feijões (havia uma bola de prata para o Jonas conquistar e havia que manter a invencibilidade caseira), não queria ver a reedição de anos anteriores, em que raramente ganhávamos a partida de consagração. Pouco antes do intervalo, uma boa abertura do Salvio isolou o Lima, que picou por cima do guarda-redes e o Jonas só teve que encostar. Faltavam dois golos para o brasileiro ser o melhor marcador do campeonato…

Na 2ª parte, o Jesus colocou o Talisca em vez do Pizzi (que nem estava a jogar mal) e assim haveria pelo menos um dos três jogadores que ainda não tinham sido campeões (Paulo Lopes, Sílvio e Mukhtar) a não o ser. A 2ª parte foi totalmente diferente, com o Benfica a ir para cima do Marítimo e este, embora tentando sempre, com menos à vontade para desenvolver o seu jogo. O Jonas teve uma jogada brilhante, que lhe permitiu ficar isolado em frente ao guarda-redes, mas infelizmente o remate saiu ao lado. Aos 59’, acabou a dúvida sobre o vencedor do jogo, com um chapéu do Maxi para a cabeça do Lima. O Jonas revelava algum nervosismo e as coisas não lhe saíram com a perfeição habitual, mas mesmo assim o fiscal-de-linha anulou-lhe vergonhosamente um golo por fora-de-jogo, em que não só o Jonas vem de trás, como a bola também é passada para trás. Que ladrão! A pouco mais de 15’ do final, veio a pior notícia da tarde com a lesão no joelho do Salvio, que se magoou sozinho num joelho. Com a final da Taça da Liga na próxima 6ª feira, era o pior que nos podia ter acontecido. O Salvio merece sem dúvida a distinção de jogador mais azarado do mundo, porque se lesiona sempre na altura das festas. Outro azarado foi o Paulo Lopes, que estava prestes a entrar, e assim teve que entrar o Mukhtar. Aos 83’, finalmente o Jonas voltou a marcar, numa boa jogada do Sílvio, que o assistiu para um remate de pé esquerdo. Tínhamos pouco mais de 10’ para dar ao nosso jogador o merecido troféu individual. E o que é certo é que estivemos quase a conseguir, quando o Lima se isolou, mas o guarda-redes descobriu-lhe as intenções. Toda a equipa jogava para o Jonas e parecia que estava 0-0. Infelizmente, acabámos por morrer na praia, vítimas principalmente de um autêntico roubo de igreja do fiscal-de-linha.

Em termos individuais, destaque para o Júlio César que fez autênticos golos com as suas defesas e realço igualmente os pontas-de-lança, com um bis cada um. Tive imensa pena que o Jonas não tenha inscrito o seu nome naquela galeria de notáveis… A equipa pareceu um pouco desconcentrada na 1ª parte, mas melhorou substancialmente na 2ª e o Jardel é o melhor exemplo disso.

Passado que está o 34, já todos pensamos no 35, porque se eu ainda me lembro do último bi do Eriksson, do último tri, que aconteceu quando eu tinha um ano, obviamente que não me lembro nada. Todavia, há que fechar bem esta época na próxima 6ª feira na final da Taça da Liga. Já se percebeu que o Marítimo não vai ser nada fácil e que sem o Salvio as coisas serão bastante mais complicadas. No entanto, somos bicampeões e, se mostrarmos em campo esse estatuto, estaremos no bom caminho.

segunda-feira, maio 18, 2015

BICAMPEÕES NACIONAIS

Empatámos em Guimarães (0-0), mas o empate do CRAC em Belém (1-1) permitiu-nos conquistar o 34º título nacional da nossa história e o segundo consecutivo, feito que já nos fugia há 31 anos. Como esse empate só surgiu aos 85’, foi debaixo de uma camada de nervos quase insuportável que assisti ao nosso jogo. Estivemos quase a ter que resolver tudo na última jornada, mas felizmente que correu bem no final.

Tivemos das melhores entradas em campo esta época e aos 13’ já tínhamos enviado duas bolas aos postes (Jonas e Maxi Pereira) e tido um falhanço inacreditável com o guarda-redes no chão (ai Lima, Lima…!). Houve igualmente um par de bolas que foram interceptadas por um defesa quando seguiam o caminho da baliza (a recarga à bola na barra do Jonas, por exemplo). O V. Guimarães não criava perigo nenhum e, quando o Jonas falhou incrivelmente um golo feito aos 33’, depois de uma boa iniciativa do Salvio e assistência do Lima, comecei a acreditar que o c**** do bruxo de Fafe tinha mesmo dado resultado. Sem favor nenhum, deveria estar 0-4 para nós ao intervalo e um déjà vu deste jogo não parava de correr na minha cabeça…

Na 2ª parte, não criámos tantas situações, porque o V. Guimarães encaixou-se bem na nossa equipa e, com muita cacetada e antijogo pelo meio, lá levava a sua avante. Mesmo assim, uma cabeçada do Maxi foi bem defendida pelo Douglas e foi pena que remates do Lima e Jonas não tivessem a força necessária. Do lado contrário, só uma cabeçada num livre perto do final é que nos criou algum perigo. Como a 2ª parte recomeçou cinco minutos depois de Belém, foi o delírio quando o Tiago Caeiro (obrigado, obrigado!) fez o empate já perto dos 90’. Nunca na vida eu imaginaria que isso fosse possível e foi só o barulho dos nossos adeptos no estádio que me fez mudar de canal e ver o que se estava a passar. A partir daí, ficar sentado frente à televisão foi impossível e aqueles minutos finais demoraram imenso a passar… No final, deu-se a explosão de alegria e obviamente que não consegui conter as lágrimas. Sim, voltei a chorar na conquista de um campeonato, porque este, apesar de justíssimo, foi conseguido num jogo bem sofrido.

Em termos individuais, é difícil destacar alguém, porque só jogámos verdadeiramente bem naquele primeiro período da 1ª parte. Aí sobressaiu o Jonas (apesar do incrível falhanço) e as acelerações do Salvio e Gaitán, bem secundados pelo infatigável Maxi Pereira. No entanto, com o decorrer do jogo, o Salvio foi complicando cada vez mais (que mania de não jogar simples quando as coisas não lhe estão a correr bem…!) e o Gaitán percebeu-se que estava longe das condições ideais, porque se poupava muito em campo para poder durar os 90’ (e durou). Apesar disso, nas duas ou três arrancadas que fez lançou o pânico na defesa contrária, mas infelizmente sem conseguir que o último passe chegasse em condições ao destinatário. No meio-campo, o Pizzi não se conseguia libertar da marcação e o Fejsa ia tendo um falhanço comprometedor que resolveu provocando um amarelo. Ao Lima devemos muito neste campeonato (só os golos em Mordor já pagaram a sua contratação), mas aquele falhanço é inacreditável: faz o mais difícil que é sentar o guarda-redes e depois o chapéu é alto demais…! Nos últimos minutos, não estava a perceber porque é que não entrava o Ruben Amorim para segurar o meio-campo, mas o Jesus como é esperto colocou o Derley que serviu como nosso primeiro defesa, ao não permitir que o V. Guimarães saísse a jogar a partir da sua área. O André Almeida (o 34! :-) também entrou muito bem na partida e colocou alguma calma no meio-campo.

Foi muito bom ter resolvido o campeonato já, porque assim todos os jogadores do plantel terão oportunidade de ser campeões (alguns ainda não jogaram) e, mais importante do que isso, temos tempo para nos concentrarmos na final da Taça da Liga daqui a menos de duas semanas. A perda da Taça de Portugal por causa dos festejos do campeonato na época do Trapattoni estar-me-á eternamente atravessada e desejo nunca mais ver outra igual. A festa no Marquês foi enorme, com uma produção mais pensada do que na época passada (perdendo-se no entanto em improviso…), mas com igual entusiasmo. Só foi pena que alguns aproveitem estas ocasiões para serem energúmenos e darem azo a que hoje a comunicação social fale tanto dos 15’ de desacatos quanto das cinco horas de festa. No entanto, estes (poucos) acéfalos não são nada representativos dos milhares que celebraram condignamente em todo o mundo esta enorme conquista. Agora é pensar no 35!

VIVA O GLORIOSO SPORT LISBOA E BENFICA! CAMPEÕES, CAMPEÕES, NÓS SOMOS BICAMPEÕES!

domingo, maio 10, 2015

Tricampeões Nacionais de Voleibol

Num play-off final emocionante, em que foi preciso disputar a negra, vencemos ontem o Fonte do Bastardo nos Açores por 3-0 e sagrámo-nos pelo terceiro ano consecutivo campeões nacionais de voleibol. Foi uma época absolutamente brilhante da nossa equipa, que conquistou tudo a nível nacional (Campeonato, Taça de Portugal e Supertaça) e ainda chegou a uma final europeia. A todos os que possibilitaram este feito (jogadores, equipa técnica e dirigentes), os meus mais sinceros parabéns. VIVA O BENFICA!

sábado, maio 09, 2015

Tranquilo

Goleámos o Penafiel por 4-0 e estamos a uma vitória de nos sagrarmos bicampeões nacionais. Até eu, que sou um pessimista por natureza e muito cauteloso na altura de abordar os jogos, estava relativamente calmo em relação a este. Não estava a ver como é que o Penafiel nos ia poder roubar pontos e foi sem surpresa que não nos criou grandes dificuldades.

Se vimos o Salvio a regressar, confirmou-se a ausência do Gaitán, pelo que foi novamente o Sulejmani a substituir um dos argentinos. A 1ª parte fica marcada pela nossa eficácia. Logo aos 8’ inaugurámos o marcador através de um bom cabeceamento do Lima a coroar uma magnífica combinação atacante entre Salvio, Jonas e Maxi, com este a cruzar de forma teleguiada. Foi o nosso primeiro remate à baliza! O Penafiel nem tinha entrado mal, mas nós respondemos de maneira letal. Pouco depois, foi um defesa que impediu a bola de chegar ao Lima, mas aos 30’ uma bem-sucedida transição atacante culminou no segundo golo, obra do Jonas, que tirou um adversário do caminho e atirou para a gaveta depois de uma assistência do Salvio. O encontro ficava praticamente decidido, mas até ao intervalo o guarda-redes Haghighi não permitiu que o Jonas bisasse e o Lima atirou de cabeça ao poste.

Na 2ª parte, as coisas mantiveram-se parecidas, connosco a perceber que não era preciso forçar muito para controlar a partida. O Jesus fez entrar o Ola John antes da hora de jogo e aos 61’ o Lima assistiu o Pizzi para o 3-0 num remate já muito perto da área que saiu rasteiro, mas em que achei que o guarda-redes poderia ter feito melhor. No minuto seguinte, um disparate enorme de um duriense (queria atrasar para o guarda-redes) isolou o Lima, que só teve que contornar o Haghighi e fazer o resultado final. Aos 64’, o Jesus tirou o Salvio para colocar o Talisca, mas quatro minutos depois veio o aspecto negativo do jogo, que me tirou do sério: numa discussão com o parvalhão do Vítor Bruno, que andou a provocar os nossos jogadores durante o jogo todo, o Samaris levou um amarelo que o vai impedir de jogar em Guimarães. Acho isto inadmissível da parte do Jesus: quer dizer, acha-se que um jogo em Belém dá para limpar os amarelos ao Maxi, mas num jogo em casa frente ao último não era de limpar o trinco, arriscando-se a perdê-lo para Guimarães (como infelizmente veio a acontecer). Com os 5-0 em Barcelos, como disse no post anterior, é óbvio que o amarelo ao Samaris deveria ter sido provocado. Agora, vamos a Guimarães sem ele… Incrível! Até final, praticamente não se jogou mais, mas ainda deu para o Jardel defender com a cabeça(!) uma bola que ia para a nossa baliza e para o Jonas fazer uma finta deliciosa que foi pena não ter dado golo.

À semelhança do Jesus, também destaco os dois avançados, Lima e Jonas, que só foi pena que não tenham marcado mais golos. Bom regresso do Salvio a dar muita dinâmica ao flanco, o Pizzi melhorou em relação a Barcelos e o Maxi não olha ao nome do adversário e de certeza que andou a treinar centros, porque esta época está muito melhor do que nas passadas. O Sulejmani passou ao lado da partida, mas também acho que se sente mais à vontade na direita do que na esquerda. No entanto, com o Salvio em campo, ou joga ali ou não joga.

Como o CRAC vai obviamente ganhar ao Gil Vicente em casa amanhã, a partida em Guimarães é um dos dois match points que temos. Por todas as razões, seria bom decidir tudo na cidade-berço, mas iremos jogar desfalcados por culpa própria. Espero que o Samaris, que é um dos jogadores em melhor forma, não faça falta, porque este amarelo vai custar-me muito a engolir. Fomos burros sem necessidade nenhuma.

Falta uma vitória…

domingo, maio 03, 2015

Demolidor

Goleámos o Gil Vicente em Barcelos (5-0) e demos um passo muitíssimo importante para a conquista do tão desejado bicampeonato. Estamos a duas vitórias de o conseguir, o que quer dizer que basta fazer o que temos feito até agora nos jogos em casa: tirando a lagartada e os assumidamente corruptos, ganhámos todos.

Confesso que estava com bastante receio desta partida por vários motivos: o Salvio ainda não tinha recuperado; o Gil Vicente tinha ganho em Coimbra na semana passada e relançado a sua luta pela permanência; e principalmente, porque os nossos jogos fora nesta 2ª volta têm sido todos bastante sofríveis. Em conjunto com tudo isto, o nosso histórico em Barcelos está longe de ser famoso (até hoje, uma vitória em três jogos na era Jesus), as notícias durante a semana de campo alagado e em mau estado (afinal, só se confirmou a enorme altura da relva, obrigado chuva pela ausência!), os supostos incentivos financeiros aos jogadores adversários, e o facto de toda a gente saber que este jogo era fundamental para eliminar a margem de erro antes da ida a Guimarães. Afinal, e felizmente, tudo correu bem e até tivemos direito ao regresso da nota artística!

Depois das últimas exibições do Ola John e do Talisca, o Jesus lá se convenceu a dar a titularidade ao Sulejmani (a primeira desde a final de Turim!) e esta decisão não poderia ter sido mais acertada: o sérvio, mesmo a meio-gás, tem mais futebol e inteligência nas pernas do que aqueles dois juntos. Como tem sido habitual nos jogos fora, marcámos relativamente cedo (15’): boa combinação atacante entre o Lima e o Sulejmani, com uma óptima desmarcação deste que, à saída do Adriano, coloca a bola no meio para o Maxi só ter que encostar. Mas a experiência também nos diz que a começar em vantagem não é sinónimo de acalmia e o Gil Vicente teve uma boa resposta, mas encontrou um Júlio César intransponível. Num contra-ataque aos 22’, muito bem conduzido pelo Gaitán, este levou a bola à linha, centrou e o Jonas marcou um golão de primeira já dentro da área. Fazíamos dois golos nas duas primeiras oportunidades que tivemos. No entanto, até ao intervalo, levámos com a pressão do Gil, cujos jogadores, se de facto lhes foi prometido um prémio, bem fizeram para o merecer. Num lance atabalhoado na área, poderiam ter igualado, mas a pior notícia foi mesmo a saída do Gaitán por problemas musculares. Vamos lá a ver se não foi o último jogo dele com a camisola do Benfica vestida…

A 2ª parte não poderia ter começado melhor: aos 46’, canto e cabeçada do Luisão lá para dentro. Foi a estocada final na resistência do adversário que, quaisquer que fossem os intentos para a 2ª parte, foram todos por água abaixo. Até final, a história resume-se aos golos que marcámos e aos que falhámos. Tivemos o mérito de nunca tirar o pé do acelerador e aos 59’ fizemos o 0-4 de cabeça pelo Lima, depois de óptima desmarcação e centro do Jonas. Logo a seguir, aconteceu a única oportunidade do adversário com uma cabeceamento do Simy a rasar o nosso poste. Aos 69’, fizemos o resultado final, depois de outra boa jogada atacante, com um remate algo denunciado do Lima, defesa do guarda-redes e recarga do Maxi para o seu bis. Até final, o Jonas também poderia ter marcado o seu segundo golo, mas chegou atrasado a um centro do Lima (atraso esse que se deveu a um toque do adversário para o desequlibrar…)

Em termos individuais, o destaque vai para o Maxi, porque dois golos de um defesa não é para todos. Já para não falar da entrega e rotações habituais. Gostei do Sulejmani que, se as lesões o abandonarem, poderá ser uma opção muito válida no futuro. O Lima e o Jonas juntaram à sua já habitual capacidade de luta um golito cada um. Nova exibição irrepreensível do Luisão e Jardel, com este a ter levado apenas o segundo amarelo em toda a prova! Só acho é que o Samaris deveria ter provocado o amarelo, para limpar frente ao Penafiel em casa. É muito importante que esteja em Guimarães e frente ao Marítimo, e pode falhar escusadamente um deles. Toda a equipa se exibiu em bom plano e as notas negativas são para a lesão do Gaitán e o péssimo jogo do Pizzi.

Num partida em que muito se criticou a priori o sr. João Capela, este fez uma arbitragem sem casos, mas que não me agradou nada, porque estava sempre a interromper o jogo com faltas e os nossos nem se poderiam aproximar do adversário. Objectivo cumprido, agora é pensar no Penafiel e recuperar pelo menos o Salvio. É que fazer os jogos que faltam sem os alas argentinos nem nos meus piores pesadelos. E não convém facilitar em nenhum dos jogos! Isto está muito perto, mas ainda não está!

P.S. – Apreciei o facto de o estádio não ter esgotado. Com bilhetes a 40€ e 60€, é bem feito!