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domingo, maio 31, 2015

Tetracampeões nacionais de Basquetebol

Vencemos no passado sábado o V. Guimarães no terceiro jogo dos play-off e conquistámos de forma brilhante o quarto campeonato seguido de Basquetebol. A todos os que tornaram este enorme efeito possível, desejo aqui os meus sinceros parabéns.

VIVA O BENFICA!

Dez em seis

Vencemos na passada 6ª feira o Marítimo (2-1) e conquistámos a sexta Taça da Liga em oito edições! É um registo absolutamente extraordinário e foi o culminar perfeito para a época do bicampeonato.

Estava bastante apreensivo para este jogo, porque não tínhamos o Salvio e o Marítimo tinha demonstrado a semana passada na Luz que era um osso difícil de roer. E o que é certo é que a partida se principiou muito dividida, connosco longe de podermos utilizar o famoso rolo-compressor. Mesmo assim, tivemos duas boas oportunidades, como Gaitán de trivela por cima e o Lima completamente isolado a atirar ao lado, quando só tinha o guarda-redes pela frente. Incrível! Aos 37’ inaugurámos finalmente o marcador, através de uma fabulosa cabeçada do Jonas, que respondeu com muita classe a um centro do Jardel, na sequência de um falta a nosso favor. Até ao intervalo, destaque para um excelente corte de cabeça do Eliseu a tirar um golo certo ao adversário.

Entrámos muito desconcentrados no recomeço e o Xavier (extremo-esquerdo muito interessante. Se calhar, convinha mantê-lo debaixo de ombro) rematou para boa defesa do Júlio César para canto. Aos 48’, aconteceu um momento importante neste jogo: e expulsão do Raul Silva. Foi por duplo amarelo e a consequência natural para a quantidade de trancada que o Marítimo nos deu. No entanto, quando nada o fazia prever, o Marítimo empatou aos 56’, aproveitando um buraco na nossa defesa (pareceu-me que o Jardel podia ter sido mais rápido a reagir). Mesmo a jogar contra dez, nós acusámos o golo e demorámos um bocado a recompor-nos. Todavia, a partir do 70’ assisti a um dos maiores festivais de desperdício de golos de sempre. O Talisca entrou para o lugar do apagado Pizzi e o Ola John substituiu o Sulejmani, e o que é certo é que nós melhorámos. O Maxi, o Jonas (2 vezes) e o Lima tiveram falhanços inacreditáveis. Mas aos 80’ colocámo-nos novamente em vantagem, através de um remate de raiva do Ola John, depois de um bom trabalho do Jonas na área. Até final, ainda deu para ver outro desperdício do Gaitán, só com o guarda-redes pela frente, e para um adormecimento da nossa defesa (em especial dos centrais) numa bola parada mesmo no fim do período de compensação, em que o jogador adversário quase que conseguia desviar para a baliza.

Em termos individuais, o destaque merece ir para o Ola John, porque desengatou de vez o jogo. O Jonas fez uma boa 1ª parte, mas com os falhanços na 2ª pareceu-me que se desconcentrou. O Lima voltou a falhar golos feitos, mas a sua capacidade de luta é inesgotável. O Gaitán, naquele que poderá ter sido o seu último jogo com a camisola do Glorioso, teve uns quantos toques de classe, mas poderia ter participado mais no jogo. Pela negativa, estiveram o Pizzi (que precisa desesperadamente de férias) e o Sulejmani, que não conseguiu disfarçar a falta de ritmo.

Terminámos a época tal como a começámos, ou seja, com mais um troféu. Neste momento, nas últimas oito competições nacionais, nós ganhámos sete! É um registo absolutamente extraordinário. Vamos todos para férias na esperança que esta senda vitoria prossiga, o que implicará obviamente a permanência do Jorge Jesus. Nos seis anos que esteve à frente do nosso clube, ganhou dez títulos (três campeonatos, uma Taça de Portugal, cinco taças da Liga e uma Supertaça)! Seria obviamente um erro histórico prescindir de um treinador que obtém resultados com estes.

domingo, maio 24, 2015

Festa do bicampeonato

Goleámos o Marítimo por 4-1 no último jogo deste campeonato do nosso contentamento. Foi uma partida muito interessante, em que os insulares deram excelente réplica especialmente na 1ª parte, mas em que a nossa vitória não sofre contestação.

Entrámos muito bem em campo e o Lima inaugurou o marcador logo aos 6’. No entanto, adormecemos com este golo e em grande parte da 1ª parte foi o Marítimo a melhor equipa em campo. O Júlio César fez uma defesa do outro mundo (festejei como se fosse um golo nosso!) e teve mais dois ou três lances com algum trabalho. Foi sem surpresa que o Marítimo empatou aos 32’, num lance algo caricato em que há um cruzamento para a área, uma tentativa de tocar a bola por parte de um adversário, que não chega a fazê-lo, mas engana o Júlio César. Como para mim este jogo estava longe de ser a feijões (havia uma bola de prata para o Jonas conquistar e havia que manter a invencibilidade caseira), não queria ver a reedição de anos anteriores, em que raramente ganhávamos a partida de consagração. Pouco antes do intervalo, uma boa abertura do Salvio isolou o Lima, que picou por cima do guarda-redes e o Jonas só teve que encostar. Faltavam dois golos para o brasileiro ser o melhor marcador do campeonato…

Na 2ª parte, o Jesus colocou o Talisca em vez do Pizzi (que nem estava a jogar mal) e assim haveria pelo menos um dos três jogadores que ainda não tinham sido campeões (Paulo Lopes, Sílvio e Mukhtar) a não o ser. A 2ª parte foi totalmente diferente, com o Benfica a ir para cima do Marítimo e este, embora tentando sempre, com menos à vontade para desenvolver o seu jogo. O Jonas teve uma jogada brilhante, que lhe permitiu ficar isolado em frente ao guarda-redes, mas infelizmente o remate saiu ao lado. Aos 59’, acabou a dúvida sobre o vencedor do jogo, com um chapéu do Maxi para a cabeça do Lima. O Jonas revelava algum nervosismo e as coisas não lhe saíram com a perfeição habitual, mas mesmo assim o fiscal-de-linha anulou-lhe vergonhosamente um golo por fora-de-jogo, em que não só o Jonas vem de trás, como a bola também é passada para trás. Que ladrão! A pouco mais de 15’ do final, veio a pior notícia da tarde com a lesão no joelho do Salvio, que se magoou sozinho num joelho. Com a final da Taça da Liga na próxima 6ª feira, era o pior que nos podia ter acontecido. O Salvio merece sem dúvida a distinção de jogador mais azarado do mundo, porque se lesiona sempre na altura das festas. Outro azarado foi o Paulo Lopes, que estava prestes a entrar, e assim teve que entrar o Mukhtar. Aos 83’, finalmente o Jonas voltou a marcar, numa boa jogada do Sílvio, que o assistiu para um remate de pé esquerdo. Tínhamos pouco mais de 10’ para dar ao nosso jogador o merecido troféu individual. E o que é certo é que estivemos quase a conseguir, quando o Lima se isolou, mas o guarda-redes descobriu-lhe as intenções. Toda a equipa jogava para o Jonas e parecia que estava 0-0. Infelizmente, acabámos por morrer na praia, vítimas principalmente de um autêntico roubo de igreja do fiscal-de-linha.

Em termos individuais, destaque para o Júlio César que fez autênticos golos com as suas defesas e realço igualmente os pontas-de-lança, com um bis cada um. Tive imensa pena que o Jonas não tenha inscrito o seu nome naquela galeria de notáveis… A equipa pareceu um pouco desconcentrada na 1ª parte, mas melhorou substancialmente na 2ª e o Jardel é o melhor exemplo disso.

Passado que está o 34, já todos pensamos no 35, porque se eu ainda me lembro do último bi do Eriksson, do último tri, que aconteceu quando eu tinha um ano, obviamente que não me lembro nada. Todavia, há que fechar bem esta época na próxima 6ª feira na final da Taça da Liga. Já se percebeu que o Marítimo não vai ser nada fácil e que sem o Salvio as coisas serão bastante mais complicadas. No entanto, somos bicampeões e, se mostrarmos em campo esse estatuto, estaremos no bom caminho.

segunda-feira, maio 18, 2015

BICAMPEÕES NACIONAIS

Empatámos em Guimarães (0-0), mas o empate do CRAC em Belém (1-1) permitiu-nos conquistar o 34º título nacional da nossa história e o segundo consecutivo, feito que já nos fugia há 31 anos. Como esse empate só surgiu aos 85’, foi debaixo de uma camada de nervos quase insuportável que assisti ao nosso jogo. Estivemos quase a ter que resolver tudo na última jornada, mas felizmente que correu bem no final.

Tivemos das melhores entradas em campo esta época e aos 13’ já tínhamos enviado duas bolas aos postes (Jonas e Maxi Pereira) e tido um falhanço inacreditável com o guarda-redes no chão (ai Lima, Lima…!). Houve igualmente um par de bolas que foram interceptadas por um defesa quando seguiam o caminho da baliza (a recarga à bola na barra do Jonas, por exemplo). O V. Guimarães não criava perigo nenhum e, quando o Jonas falhou incrivelmente um golo feito aos 33’, depois de uma boa iniciativa do Salvio e assistência do Lima, comecei a acreditar que o c**** do bruxo de Fafe tinha mesmo dado resultado. Sem favor nenhum, deveria estar 0-4 para nós ao intervalo e um déjà vu deste jogo não parava de correr na minha cabeça…

Na 2ª parte, não criámos tantas situações, porque o V. Guimarães encaixou-se bem na nossa equipa e, com muita cacetada e antijogo pelo meio, lá levava a sua avante. Mesmo assim, uma cabeçada do Maxi foi bem defendida pelo Douglas e foi pena que remates do Lima e Jonas não tivessem a força necessária. Do lado contrário, só uma cabeçada num livre perto do final é que nos criou algum perigo. Como a 2ª parte recomeçou cinco minutos depois de Belém, foi o delírio quando o Tiago Caeiro (obrigado, obrigado!) fez o empate já perto dos 90’. Nunca na vida eu imaginaria que isso fosse possível e foi só o barulho dos nossos adeptos no estádio que me fez mudar de canal e ver o que se estava a passar. A partir daí, ficar sentado frente à televisão foi impossível e aqueles minutos finais demoraram imenso a passar… No final, deu-se a explosão de alegria e obviamente que não consegui conter as lágrimas. Sim, voltei a chorar na conquista de um campeonato, porque este, apesar de justíssimo, foi conseguido num jogo bem sofrido.

Em termos individuais, é difícil destacar alguém, porque só jogámos verdadeiramente bem naquele primeiro período da 1ª parte. Aí sobressaiu o Jonas (apesar do incrível falhanço) e as acelerações do Salvio e Gaitán, bem secundados pelo infatigável Maxi Pereira. No entanto, com o decorrer do jogo, o Salvio foi complicando cada vez mais (que mania de não jogar simples quando as coisas não lhe estão a correr bem…!) e o Gaitán percebeu-se que estava longe das condições ideais, porque se poupava muito em campo para poder durar os 90’ (e durou). Apesar disso, nas duas ou três arrancadas que fez lançou o pânico na defesa contrária, mas infelizmente sem conseguir que o último passe chegasse em condições ao destinatário. No meio-campo, o Pizzi não se conseguia libertar da marcação e o Fejsa ia tendo um falhanço comprometedor que resolveu provocando um amarelo. Ao Lima devemos muito neste campeonato (só os golos em Mordor já pagaram a sua contratação), mas aquele falhanço é inacreditável: faz o mais difícil que é sentar o guarda-redes e depois o chapéu é alto demais…! Nos últimos minutos, não estava a perceber porque é que não entrava o Ruben Amorim para segurar o meio-campo, mas o Jesus como é esperto colocou o Derley que serviu como nosso primeiro defesa, ao não permitir que o V. Guimarães saísse a jogar a partir da sua área. O André Almeida (o 34! :-) também entrou muito bem na partida e colocou alguma calma no meio-campo.

Foi muito bom ter resolvido o campeonato já, porque assim todos os jogadores do plantel terão oportunidade de ser campeões (alguns ainda não jogaram) e, mais importante do que isso, temos tempo para nos concentrarmos na final da Taça da Liga daqui a menos de duas semanas. A perda da Taça de Portugal por causa dos festejos do campeonato na época do Trapattoni estar-me-á eternamente atravessada e desejo nunca mais ver outra igual. A festa no Marquês foi enorme, com uma produção mais pensada do que na época passada (perdendo-se no entanto em improviso…), mas com igual entusiasmo. Só foi pena que alguns aproveitem estas ocasiões para serem energúmenos e darem azo a que hoje a comunicação social fale tanto dos 15’ de desacatos quanto das cinco horas de festa. No entanto, estes (poucos) acéfalos não são nada representativos dos milhares que celebraram condignamente em todo o mundo esta enorme conquista. Agora é pensar no 35!

VIVA O GLORIOSO SPORT LISBOA E BENFICA! CAMPEÕES, CAMPEÕES, NÓS SOMOS BICAMPEÕES!

domingo, maio 10, 2015

Tricampeões Nacionais de Voleibol

Num play-off final emocionante, em que foi preciso disputar a negra, vencemos ontem o Fonte do Bastardo nos Açores por 3-0 e sagrámo-nos pelo terceiro ano consecutivo campeões nacionais de voleibol. Foi uma época absolutamente brilhante da nossa equipa, que conquistou tudo a nível nacional (Campeonato, Taça de Portugal e Supertaça) e ainda chegou a uma final europeia. A todos os que possibilitaram este feito (jogadores, equipa técnica e dirigentes), os meus mais sinceros parabéns. VIVA O BENFICA!

sábado, maio 09, 2015

Tranquilo

Goleámos o Penafiel por 4-0 e estamos a uma vitória de nos sagrarmos bicampeões nacionais. Até eu, que sou um pessimista por natureza e muito cauteloso na altura de abordar os jogos, estava relativamente calmo em relação a este. Não estava a ver como é que o Penafiel nos ia poder roubar pontos e foi sem surpresa que não nos criou grandes dificuldades.

Se vimos o Salvio a regressar, confirmou-se a ausência do Gaitán, pelo que foi novamente o Sulejmani a substituir um dos argentinos. A 1ª parte fica marcada pela nossa eficácia. Logo aos 8’ inaugurámos o marcador através de um bom cabeceamento do Lima a coroar uma magnífica combinação atacante entre Salvio, Jonas e Maxi, com este a cruzar de forma teleguiada. Foi o nosso primeiro remate à baliza! O Penafiel nem tinha entrado mal, mas nós respondemos de maneira letal. Pouco depois, foi um defesa que impediu a bola de chegar ao Lima, mas aos 30’ uma bem-sucedida transição atacante culminou no segundo golo, obra do Jonas, que tirou um adversário do caminho e atirou para a gaveta depois de uma assistência do Salvio. O encontro ficava praticamente decidido, mas até ao intervalo o guarda-redes Haghighi não permitiu que o Jonas bisasse e o Lima atirou de cabeça ao poste.

Na 2ª parte, as coisas mantiveram-se parecidas, connosco a perceber que não era preciso forçar muito para controlar a partida. O Jesus fez entrar o Ola John antes da hora de jogo e aos 61’ o Lima assistiu o Pizzi para o 3-0 num remate já muito perto da área que saiu rasteiro, mas em que achei que o guarda-redes poderia ter feito melhor. No minuto seguinte, um disparate enorme de um duriense (queria atrasar para o guarda-redes) isolou o Lima, que só teve que contornar o Haghighi e fazer o resultado final. Aos 64’, o Jesus tirou o Salvio para colocar o Talisca, mas quatro minutos depois veio o aspecto negativo do jogo, que me tirou do sério: numa discussão com o parvalhão do Vítor Bruno, que andou a provocar os nossos jogadores durante o jogo todo, o Samaris levou um amarelo que o vai impedir de jogar em Guimarães. Acho isto inadmissível da parte do Jesus: quer dizer, acha-se que um jogo em Belém dá para limpar os amarelos ao Maxi, mas num jogo em casa frente ao último não era de limpar o trinco, arriscando-se a perdê-lo para Guimarães (como infelizmente veio a acontecer). Com os 5-0 em Barcelos, como disse no post anterior, é óbvio que o amarelo ao Samaris deveria ter sido provocado. Agora, vamos a Guimarães sem ele… Incrível! Até final, praticamente não se jogou mais, mas ainda deu para o Jardel defender com a cabeça(!) uma bola que ia para a nossa baliza e para o Jonas fazer uma finta deliciosa que foi pena não ter dado golo.

À semelhança do Jesus, também destaco os dois avançados, Lima e Jonas, que só foi pena que não tenham marcado mais golos. Bom regresso do Salvio a dar muita dinâmica ao flanco, o Pizzi melhorou em relação a Barcelos e o Maxi não olha ao nome do adversário e de certeza que andou a treinar centros, porque esta época está muito melhor do que nas passadas. O Sulejmani passou ao lado da partida, mas também acho que se sente mais à vontade na direita do que na esquerda. No entanto, com o Salvio em campo, ou joga ali ou não joga.

Como o CRAC vai obviamente ganhar ao Gil Vicente em casa amanhã, a partida em Guimarães é um dos dois match points que temos. Por todas as razões, seria bom decidir tudo na cidade-berço, mas iremos jogar desfalcados por culpa própria. Espero que o Samaris, que é um dos jogadores em melhor forma, não faça falta, porque este amarelo vai custar-me muito a engolir. Fomos burros sem necessidade nenhuma.

Falta uma vitória…

domingo, maio 03, 2015

Demolidor

Goleámos o Gil Vicente em Barcelos (5-0) e demos um passo muitíssimo importante para a conquista do tão desejado bicampeonato. Estamos a duas vitórias de o conseguir, o que quer dizer que basta fazer o que temos feito até agora nos jogos em casa: tirando a lagartada e os assumidamente corruptos, ganhámos todos.

Confesso que estava com bastante receio desta partida por vários motivos: o Salvio ainda não tinha recuperado; o Gil Vicente tinha ganho em Coimbra na semana passada e relançado a sua luta pela permanência; e principalmente, porque os nossos jogos fora nesta 2ª volta têm sido todos bastante sofríveis. Em conjunto com tudo isto, o nosso histórico em Barcelos está longe de ser famoso (até hoje, uma vitória em três jogos na era Jesus), as notícias durante a semana de campo alagado e em mau estado (afinal, só se confirmou a enorme altura da relva, obrigado chuva pela ausência!), os supostos incentivos financeiros aos jogadores adversários, e o facto de toda a gente saber que este jogo era fundamental para eliminar a margem de erro antes da ida a Guimarães. Afinal, e felizmente, tudo correu bem e até tivemos direito ao regresso da nota artística!

Depois das últimas exibições do Ola John e do Talisca, o Jesus lá se convenceu a dar a titularidade ao Sulejmani (a primeira desde a final de Turim!) e esta decisão não poderia ter sido mais acertada: o sérvio, mesmo a meio-gás, tem mais futebol e inteligência nas pernas do que aqueles dois juntos. Como tem sido habitual nos jogos fora, marcámos relativamente cedo (15’): boa combinação atacante entre o Lima e o Sulejmani, com uma óptima desmarcação deste que, à saída do Adriano, coloca a bola no meio para o Maxi só ter que encostar. Mas a experiência também nos diz que a começar em vantagem não é sinónimo de acalmia e o Gil Vicente teve uma boa resposta, mas encontrou um Júlio César intransponível. Num contra-ataque aos 22’, muito bem conduzido pelo Gaitán, este levou a bola à linha, centrou e o Jonas marcou um golão de primeira já dentro da área. Fazíamos dois golos nas duas primeiras oportunidades que tivemos. No entanto, até ao intervalo, levámos com a pressão do Gil, cujos jogadores, se de facto lhes foi prometido um prémio, bem fizeram para o merecer. Num lance atabalhoado na área, poderiam ter igualado, mas a pior notícia foi mesmo a saída do Gaitán por problemas musculares. Vamos lá a ver se não foi o último jogo dele com a camisola do Benfica vestida…

A 2ª parte não poderia ter começado melhor: aos 46’, canto e cabeçada do Luisão lá para dentro. Foi a estocada final na resistência do adversário que, quaisquer que fossem os intentos para a 2ª parte, foram todos por água abaixo. Até final, a história resume-se aos golos que marcámos e aos que falhámos. Tivemos o mérito de nunca tirar o pé do acelerador e aos 59’ fizemos o 0-4 de cabeça pelo Lima, depois de óptima desmarcação e centro do Jonas. Logo a seguir, aconteceu a única oportunidade do adversário com uma cabeceamento do Simy a rasar o nosso poste. Aos 69’, fizemos o resultado final, depois de outra boa jogada atacante, com um remate algo denunciado do Lima, defesa do guarda-redes e recarga do Maxi para o seu bis. Até final, o Jonas também poderia ter marcado o seu segundo golo, mas chegou atrasado a um centro do Lima (atraso esse que se deveu a um toque do adversário para o desequlibrar…)

Em termos individuais, o destaque vai para o Maxi, porque dois golos de um defesa não é para todos. Já para não falar da entrega e rotações habituais. Gostei do Sulejmani que, se as lesões o abandonarem, poderá ser uma opção muito válida no futuro. O Lima e o Jonas juntaram à sua já habitual capacidade de luta um golito cada um. Nova exibição irrepreensível do Luisão e Jardel, com este a ter levado apenas o segundo amarelo em toda a prova! Só acho é que o Samaris deveria ter provocado o amarelo, para limpar frente ao Penafiel em casa. É muito importante que esteja em Guimarães e frente ao Marítimo, e pode falhar escusadamente um deles. Toda a equipa se exibiu em bom plano e as notas negativas são para a lesão do Gaitán e o péssimo jogo do Pizzi.

Num partida em que muito se criticou a priori o sr. João Capela, este fez uma arbitragem sem casos, mas que não me agradou nada, porque estava sempre a interromper o jogo com faltas e os nossos nem se poderiam aproximar do adversário. Objectivo cumprido, agora é pensar no Penafiel e recuperar pelo menos o Salvio. É que fazer os jogos que faltam sem os alas argentinos nem nos meus piores pesadelos. E não convém facilitar em nenhum dos jogos! Isto está muito perto, mas ainda não está!

P.S. – Apreciei o facto de o estádio não ter esgotado. Com bilhetes a 40€ e 60€, é bem feito!

segunda-feira, abril 27, 2015

Pragmatismo (que pode valer campeonatos)

Empatámos com o CRAC 0-0 na Luz e mantivemos a distância de três pontos com quatro jornadas por disputar. O que quer dizer que, como temos vantagem no confronto directo, bastam-nos três vitórias para sermos campeões. Muita cabeça fria para os próximos jogos e manter a concentração é que se pede e se espera a partir de agora. Já demos abébias que cheguem e falharmos em duas destas quatro partidas seria imperdoável.

Quando vi que o Salvio não ia jogar, fiquei logo de pé atrás. Entrou o Talisca, porque o Ola John no Restelo foi uma miséria e as melhorias foram nulas. Mas entre um e outro, que venha o Diabo e escolha! O que me tranquilizou um pouco foi que o Flopetegui, num jogo em que tinha absolutamente que ganhar, jogou com dois trincos (Casemiro e Ruben Neves), dois médios-centro (Oliver e Evandro), um extremo (Brahimi) e um ponta-de-lança (Jackson)! Ou seja, para quem precisava desesperadamente da vitória, estamos conversados acerca do sinal que deu para dentro do campo. Foi sem surpresa que na 1ª parte as equipas tivessem entrado com bastante medo uma da outra e praticamente não tivesse havido oportunidades. A excepção foi um ressalto na área em que o Jackson aproveitou para mostrar os seus dotes no râguebi. Felizmente.

Na 2ª parte, as equipas arriscaram um pouco, mas não muito mais. O Flopetegui lá colocou o Quaresma e o Hernâni, mas não houve grande melhorias. O Talisca, que tinha sido uma nulidade absoluta na 1ª parte, teve uma cabeçada perigosa num livre logo de início, mas a grande oportunidade surgiu praticamente no fim, quando o Fejsa, entretanto entrado, quase do mesmo sítio resolveu imitar o Jackson. Infelizmente. O CRAC praticamente não criou perigo, mas foi com alívio que vi o Sr. Jorge Sousa apitar para o final, porque nunca na vida me esquecerei do minuto 92. E ele deu três de compensação

Num jogo tão pobre em termos atacantes, foram os jogadores mais defensivos que sobressaíram. Especialmente o Samaris, que tem amortizado a passos largos a fortuna que custou. Grande jogo igualmente do Luisão e, principalmente, do Jardel, que revela uma confiança e uma autoridade que eu nunca imaginei. Ainda por cima, enfrentando como adversário o melhor ponta-de-lança do campeonato. Grande Jardel! Teremos um grande problema até o Salvio voltar, porque o Talisca fez uma 1ª parte hedionda: apático, sem reacção, a perder todos os lances e sem capacidade de luta. Um desastre. O Gaitán lá teve um ou outro toque de classe, mas não muito mais, e o Jonas e o Lima destacaram-se pelo poder de luta, mas sem criarem desequilíbrios.

Fica uma última palavra para os meus caros consócios que criticam a nossa exibição neste jogo. Vamos lá reavivar a memória: esta foi a equipa que há pouco mais de um ano derrotou o CRAC na Luz para o campeonato.

(Imagem roubada por aí na net)

Elucidados? E poderia acrescentar que também saíram o Cardozo e o André Gomes, que o Fejsa e o Ruben Amorim estiveram ¾ da temporada lesionados e que o Salvio também não jogou. Volto a perguntar: está tudo esclarecido?

Já tive a minha conta de campeonatos em que fomos claramente a equipa com melhor nota artística, mas o título não ficou na Luz. Sim, estou a falar dos dois do Vítor Pereira. Já chega, ok? É que poderíamos estar hoje a lutar pelo tetra e o quinto título em seis anos, em vez de ser pelo bicampeonato. E o que nos faltou nessas duas épocas foi também algum do pragmatismo que mostrámos nesta partida. É óbvio e notório que este ano o CRAC tem melhor plantel do que nós, e só temos que dar muitas graças a quem teve a brilhante ideia de contratar o Flopetegui. Que se mantenha lá por muitos e bons anos, é o que desejo! Ou alguém tem dúvidas que bastaria trocar os treinadores para recebermos o CRAC já campeão nesta jornada? É que eu não tenho nenhumas! Portanto e concluindo, o Jorge Jesus fez muitíssimo bem em ter montado a equipa desta forma! Mostrou que aprendeu com os erros passados e isso é sempre de realçar (hoje possivelmente já não faria entrar o Rodrigo para o lugar do lesionado Aimar, quando tinha o Matic no banco, estando nós a ganhar 2-1 ao CRAC na 2ª parte, dando azo a um golo sofrido de contra-ataque(!) e à proençada perto do fim na época de 2011/12). Foi calculista, resultadista e pragmático? Sim e por mim está óptimo assim!

Eu também teria gostado de uma vitória robusta em que reduzíssemos aqueles seres reles à sua real insignificância, mas gosto ainda mais de ser campeão. E muito mais ainda de ser bicampeão. Sim, foi pena termos quebrado a série de mais de seis anos(!) a marcar consecutivamente em casa em jogos para o campeonato, mas foi por causa de um bem maior, que há mais de 30 anos que não conquistamos. Não perder era fundamental! Conseguimos isso e estamos de parabéns. Agora, é pensar na final de Barcelos.

P.S. – Aquela cena no final, a ser verdade, em que o Flopetegui simula estar a cumprimentar o Jesus e lhe diz que lhe dará um murro se ele voltar a trocar o seu nome, define-o como homem: reles, sem carácter, vil e nojento. E que não sabe perder (se fosse homenzinho, poderia perfeitamente ter-lhe dito isso no cumprimento inicial). Está perfeito no clube onde que está.

quarta-feira, abril 22, 2015

Sechs Mal Danke!

6-1. Épico!

P.S. - Só não gostei do empate da 2ª parte…

domingo, abril 19, 2015

Campeões Nacionais de Hóquei em Patins

Ao derrotar o fcp por 5-1, a nossa equipa de hóquei em patins conquistou brilhantemente o 22º título do nosso palmarés. Até agora, a duas jornadas do final do campeonato, com um registo impressionante de 23 vitórias e apenas 1 empate! A todos os responsáveis (jogadores, equipa técnica e dirigentes) que nos proporcionaram esta enorme alegria, o meu enorme agradecimento. VIVA O BENFICA!

São Jonas

Vencemos em Belém por 2-0 e, a uma semana do clássico com os assumidamente corruptos, mantivemos a distância de três pontos. Esta segunda volta tem sido uma constante: grandes exibições em casa e performances muito sofríveis (e sofridas) fora. Mas o mais importante, a vitória, foi conseguido e, portanto, desta vez não nos podemos queixar muito.

Estava com bastante receio desta partida por vários motivos: o Belenenses está a fazer um campeonato bem melhor do que os últimos; nos jogos fora, nós temos estado muito abaixo do que fazemos na Luz e o resultado é sempre imprevisível; Jonas e Gaitán estiveram em dúvida durante a semana toda. Afinal, quem nem sequer foi para o banco foi o Salvio (lesão muscular), motivo para mais um stress extra mesmo antes de entrar para a bancada. À semelhança de Vila do Conde, marcámos muito cedo (6’) através do inevitável Jonas, a aproveitar muito bem o ressalto decorrente de uma mau atrasado de um adversário. No entanto, em vez de ter o condão de nos tranquilizar e fazer partir para uma exibição convincente e segura (como acontecia no ano passado), este golo foi um oásis em toda a 1ª parte (fotocópia completa de Vila do Conde). O Belenenses reagiu muitíssimo bem, criou-nos alguns calafrios (nomeadamente um livre directo do Carlos Martins – que era só o que mais faltava, depois de nos ter roubado o campeonato de há dois anos, vir agora tramar-nos este…!), sempre a bombear bolas para a áreas nas faltas e só nos derradeiros 10’ da 1ª parte é que nos voltámos a lembrar que existia uma baliza do outro lado do campo.

Como temos sempre sofrido golos nos últimos jogos, eu estava nervosíssimo, porque com o empate sempre ali à espreita não estava a ver maneira de voltarmos a marcar. Felizmente, o intervalo fez-nos bem e regressámos mais tranquilos para a 2ª parte. Aos 60’, o Gaitán resolve fazer um dos seus centros/passes cortados, a bola chega ao Jonas, que mata no peito e fuzila o Ventura. Grande golo e um enorme suspiro de alívio! Suspiro esse que quase engoli, quando pouco depois o Pizzi inventou no meio-campo e o Carlos Martins rematou mesmo a rasar o poste. O que valeu foi que o Luisão pôs as orelhas do Pizzi a arder e ele não voltou a repetir a graça. Até final, ainda deu para apanhar um susto num atraso de cabeça do Jardel que o Júlio César agarrou com dificuldade e irritar-me com o Jesus que arriscou demasiado ao manter o Samaris em campo (se levasse amarelo não jogava frente ao CRAC) durante mais 22’(!) a seguir ao nosso segundo golo. Acho que não havia necessidade nenhuma, correu bem, é verdade, mas poderia não ter corrido. Já nos descontos, o Júlio César fez uma fabulosa defesa por instinto a um remate na pequena-área!

Em termos individuais, óbvio destaque para o Jonas, que está com 16 golos e a apenas um do Jackson Martínez na tabela dos melhores marcadores. Grande jogador, enorme inteligência a jogar futebol e ainda por cima goleador. Um regalo à vista e um privilégio tê-lo no nosso clube! Menção também para o Gaitán que, mesmo sem estar a 100%, é absolutamente essencial no nosso jogo, para o Jardel, que se fartou de cortar bolas, e para o Samaris, que se conseguiu conter e ainda saiu com a bola dominada um bom par de vezes. Pela negativa, novamente o Ola John, que teima em não aproveitar estas oportunidades, ao não aplicar a sua velocidade e a adornar os lances, mesmo quando o jogo não lhe está a correr bem (coisa que me tira completamente do sério, então aquela bola no final da 1ª parte quando resolveu dar um toque de calcanhar numa jogada de perigo…!). O Pizzi praticamente não esteve em campo na 1ª parte, mas à semelhança de jogos passados subiu de rendimento na 2ª.

Temos agora uma semana para descansar e pensar no clássico. É essencial conseguir recuperar o Salvio, porque já se viu que não há mesmo alternativas válidas. Temos dois resultados que são bons para nós, sendo que uma vitória praticamente acaba com o campeonato. Já o poderíamos ter feito em Paços de Ferreira, pelo que espero que agora, com o estádio cheio a apoiar a equipa, não deixemos passar esta oportunidade.

domingo, abril 12, 2015

Onda vermelha

Goleámos a Académica por 5-1 e mantivemos a distância para o CRAC. Foi mais uma excelente tarde, com uma exibição de encher o olho e uma vitória incontestável e justa. Que só pecou por não ter sido mais volumosa.

Tal como se disse no resumo da BTV, quem não sabia o que eram os “15 minutos à Benfica”, pôde tirar as dúvidas neste sábado. Entrámos a todo o gás e inaugurámos o marcador aos 8’ pelo Jardel depois de um centro bem executado pelo Pizzi na sequência de um canto. Aos 11’, alargámos a vantagem noutro bom centro, desta feita do André Almeida, para uma cabeçada plena de poder do Jonas. A Académica mal podia respirar e aos 19’ o jogo ficou resolvido de vez com o 3-0 através de um penalty bem marcado pelo Lima, depois de uma falta também sobre ele próprio. Com a vitória praticamente garantida aos 20’, desacelerámos o que é perfeitamente normal. Até ao intervalo, é de salientar um remate de muito longe do Samaris, que o guarda-redes não defendeu à primeira, e uma grande jogada atacante, com o Gaitán a isolar magistralmente o Maxi, mas o Cristiano a fazer bem a mancha.

A 2ª parte principiou-se praticamente com o 4-0, num bis do Jonas, depois de uma combinação atacante do brasileiro com o André Almeida. A partir daqui, assistimos a mais umas quantas oportunidades por parte da nossa equipa: o Jonas falhou aquele que seria o seu golo mais fácil, o Salvio e o Lima também não conseguiram marcar, ao contrário da Académica, que fez o chamado “golo de honra” aos 80’ no único lance de perigo criado em todo o jogo. Confesso que este golo me chateou sobremaneira, porque o CRAC já estava a ganhar em Vila do Conde e assim os nossos quatro golos positivos ficariam reduzidos a dois. No entanto, quatro minutos depois aconteceu um dos momentos altos da partida, com o Fejsa, regressado ao fim de um ano(!) de paragem, a fazer o 5-1 num remate colocadíssimo já dentro da área. Curiosamente, foi o seu primeiro golo com a gloriosa camisola. Pouco depois, deu-se a estreia do Jonathan Rodriguez, mas o uruguaio mal teve tempo para tocar na bola.

Destaque óbvio para o Jonas, pelo bis (que deveria ter sido hat-trick…!), pelo Gaitán, por ser quem faz a equipa toda mexer, para o Samaris, que está numa forma impressionante (mas terá de ter MUITO cuidado no Restelo por causa dos amarelos). Amarelo esse que o Maxi provocou para limpar frente ao Belenenses, algo que era importantíssimo com vista ao jogo contra o CRAC. O André Almeida substitui o castigado Eliseu e deu boa conta do recado. O Pizzi foi outro que esteve muitíssimo bem e cuidado com os seus passes longos…!

Para a semana teremos um desafio que não se afigura nada fácil, mas espero que o mini-Estádio da Lux que será o Restelo possa ajudar a equipa a conseguir a desejada vitória. Aliás, jogando nós praticamente em casa na esmagadora maioria dos campos, não se percebe esta disparidade tão grande entre as nossas exibições dentro e fora da Luz. Está na altura de nivelar por cima as duas.

domingo, abril 05, 2015

Fortaleza

Vencemos o Nacional por 3-1 e, no mínimo, iremos manter a vantagem de três pontos sobre o CRAC. Regresso ao Estádio da Luz, regresso das exibições de gala, com o pequeno contra de termos sofrido o primeiro golo para o campeonato desde… 21 de Setembro! Foram quase sete meses sem termos visto a nossa baliza violada na Luz.

Numa tarde de bastante calor, a nossa equipa não entrou tão rápida quanto é habitual, mas mesmo assim fomos criando situações de golo, com um remate do Gaitán ao lado, uma cabeçada do Jonas para uma boa defesa do Gottardi e outra do Lisandro ao lado num canto. O Nacional mal passava do meio-campo e foi com naturalidade que chegámos à vantagem quando começámos a acelerar o jogo: grande jogada pela direita entre o Maxi e o Salvio, e centro deste para o Jonas facturar. Foi aos 21’ e dez minutos depois alargámos o marcador num cruzamento milimétrico do Gaitán para o Lima cabecear para dentro da baliza. Atacámos, ao contrário do que é habitual para a baliza sul na 1ª parte, mas esta esperteza do Nacional na moeda ao ar não lhes serviu de nada, porque, para além dos golos, até ao intervalo tivemos mais umas quantas belas combinações atacantes, com o Jonas a finalizar duas delas para as mãos do Gottardi, que, se entrassem, seriam golos magníficos.

Apesar das duas substituições do Nacional ao intervalo, a 2ª parte iniciou-se da mesma maneira, ou seja, connosco a tentar o terceiro para acabar de vez com o jogo. Continuámos ter oportunidades, com destaque para um cabeceamento do Salvio à vontade, na sequência de um centro magistral do Gaitán, que deveria ter tido melhor destino. Aos 59’, lá fizemos finalmente o terceiro, num golão do Jonas de fora da área depois de um passe da direita do Salvio. A partir daqui, fomos baixando gradualmente o ritmo e o Nacional reduziu aos 74’ pelo Tiago Rodrigues (que felizmente recuperou da ‘gastroenterite’, perdão, gastroenterite que o impediu de defrontar o seu clube de origem há duas semanas…) num remate bem colocado de fora da área, depois de uma perda de bola do Eliseu em zona defensiva. A equipa intranquilizou-se um pouco, algum público (inexplicavelmente) assobiou e o Nacional teve outro remate perigoso ao lado logo a seguir. O Jesus já tinha feito entrar o Talisca para o lugar do Jonas e foi aquele que, com um remate para defesa do Gottardi, teve o condão de fazer renascer o nosso espírito atacante e consequentemente o controlo do jogo. Tivemos mais oportunidades pelo Jardel e Lisandro no mesmo lance, um livre para a área, e uma finta magistral do Salvio foi pena ter sido defendida pelo guarda-redes, caso contrário seria um golo que percorreria todas as estações de televisão. Nota negativa apenas para a lesão na mão do Talisca que o obrigou a sair mais cedo.

Em termos individuais, óbvio destaque para o Jonas pelo bis (e novo domínio de bola magistral, ainda na 1ª parte, em que a recebe pelas costas!) e para o Salvio, que me parece em melhor forma, mais solto e menos complicativo (e aquela finta final também paga um red pass). O regresso do Gaitán é fundamental, porque não só joga como faz todos os outros subirem o seu nível exibicional. O Pizzi teve uma 1ª parte muito discreta, mas subiu bastante na 2ª. O Lisandro substituiu sem problemas o castigado Luisão e o Eliseu, depois de tantas tentativas, lá conseguiu levar o amarelo para limpar frente à Académica. Não sei se o Maxi também não deveria ter feito o mesmo, porque daqui a três jogos recebemos o CRAC e, se vamos a Belém com ele tapado, temo muito que não alinhe nessa partida fundamental. E, teoricamente, o encontro frente à Briosa será mais acessível do que frente ao Belenenses. Em princípio, o Salvio e o Jonas poderão defender-se melhor quanto aos amarelos nesses dois jogos.

É abissal a diferente da nossa equipa nos jogos em casa e fora, o que também não deixa de ser preocupante. Como bem referiu o JG, basta ganharmos as partidas todas em Lisboa até final da época para sermos campeões. Claro que isso implica ir ganhar a Belém e vencer o CRAC, mas para isso é imperioso que nesses encontros bastantes difíceis nos mantenhamos com a concentração que temos demonstrado na Luz. No entanto, vamos com calma, porque abébias como a de Paços e de Vila do Conde, não se podem voltar a repetir.

segunda-feira, março 30, 2015

Final Europeia no Voleibol

Não poderia deixar passar em claro uma referência para a nossa equipa de Voleibol, que conseguiu brilhantemente a qualificação inédita para uma final europeia ao derrotar o CMC Ravenna (3-2 em Itália já depois de um 3-0 em Lisboa), equipa italiana que já foi tricampeã europeia. É apenas a segunda vez que uma equipa portuguesa consegue acesso a uma final europeia, neste caso da Challenge Cup (a única competição a que as equipas portuguesas, por via do ranking de Portugal, podem aceder nesta altura), e esperemos que seja o segundo troféu ganho (o outro foi do Espinho na Top Teams Cup em 2000/2001).

Desde os jogadores, treinadores, secção e direcção, os meus sinceros parabéns a todos os que possibilitaram esta página de ouro na história do Sport Lisboa e Benfica.

VIVA O BENFICA!

Portugal - Sérvia

Vencemos a Sérvia por 2-1 e estamos em excelente posição para nos qualificarmos para o Euro 2016. Já estamos na frente do grupo com nove pontos em quatro jogos e dois de vantagem sobre a concorrência e portanto só uma calamidade impediria tal desiderato.

Faço sempre questão de ir ver jogos oficiais da selecção na Luz. Para já, como nunca fico no meu lugar, é sempre uma oportunidade de ver a perspectiva de outro local no estádio (e tenho confirmado que se vê bem praticamente de todo o lado) e, para variar, gosto de ir à bola sem estar excessivamente nervoso com o jogo. Claro que gosto que a selecção ganhe, mas não comparemos a importância desta com o Glorioso. Obviamente!

Entrámos bem na partida e o Ricardo Carvalho fez o 1-0 logo aos 11’ num cabeceamento depois de um centro do Fábio Coentrão num canto curto. Adormecemos um bocado e, aos 61’, o Matic fez a igualdade num semi-pontapé de bicicleta. Ia levantar-me para festejar um golão do Matic frente ao Rui Patrício, mas lembrei-me a tempo que era um jogo de selecções e, principalmente, que já não estamos no início da época passada… Felizmente, a resposta foi imediata e fizemos o 2-1 dois minutos depois. Golo do Coentrão depois de um bom centro do Moutinho. Até final, a Sérvia praticamente não criou perigo nenhum e a vitória foi justa.

No meio-campo de Portugal, esteve a chave da vitória: o Tiago continua com uns pés maravilhosos e o Moutinho também fez uma bela exibição. Com um golo e uma assistência, o Fábio Coentrão foi indiscutivelmente o homem do jogo. O C. Ronaldo não marcou, mas esteve muito em jogo e com uma capacidade de luta nada habitual. Ao lado do jogo passaram o Nani e o Danny. E o Bosingwa teve o condão de praticamente não conseguir cortar um único lance ao extremo-esquerdo contrário.

Quando saiu o sorteio destas qualificações, tínhamos três jogadores na equipa da Sérvia. Como disse, de certa maneira, ainda bem que o jogo foi só agora, porque assim não estive muito dividido a ver o Matic, o Markovic e (muito menos) o Djuricic do outro lado. Aliás, não se percebe como é que uma selecção com tão bons jogadores está apenas com um ponto em quatro jogos e em risco de nem ir aos play-off