segunda-feira, abril 27, 2015
Pragmatismo (que pode valer campeonatos)
Empatámos com o CRAC 0-0 na Luz e mantivemos a distância de três pontos com
quatro jornadas por disputar. O que quer dizer que, como temos vantagem no
confronto directo, bastam-nos três
vitórias para sermos campeões. Muita cabeça fria para os próximos jogos e
manter a concentração é que se pede e se espera a partir de agora. Já demos
abébias que cheguem e falharmos em duas destas quatro partidas seria
imperdoável.
Quando vi que o Salvio não ia jogar, fiquei logo de pé atrás. Entrou o
Talisca, porque o Ola John no Restelo foi uma miséria e as melhorias foram
nulas. Mas entre um e outro, que venha o Diabo e escolha! O que me tranquilizou um
pouco foi que o Flopetegui, num jogo em que tinha absolutamente que ganhar,
jogou com dois trincos (Casemiro e Ruben Neves), dois médios-centro (Oliver e
Evandro), um extremo (Brahimi) e um ponta-de-lança (Jackson)! Ou seja, para
quem precisava desesperadamente da vitória, estamos conversados acerca do sinal
que deu para dentro do campo. Foi sem surpresa que na 1ª parte as equipas
tivessem entrado com bastante medo uma da outra e praticamente não tivesse
havido oportunidades. A excepção foi um ressalto na área em que o Jackson
aproveitou para mostrar os seus dotes no râguebi. Felizmente.
Na 2ª parte, as equipas arriscaram um pouco, mas não muito mais. O
Flopetegui lá colocou o Quaresma e o Hernâni, mas não houve grande melhorias. O
Talisca, que tinha sido uma nulidade absoluta na 1ª parte, teve uma cabeçada
perigosa num livre logo de início, mas a grande oportunidade surgiu
praticamente no fim, quando o Fejsa, entretanto entrado, quase do mesmo sítio resolveu imitar o
Jackson. Infelizmente. O CRAC praticamente não criou perigo, mas foi com alívio
que vi o Sr. Jorge Sousa apitar para o final, porque nunca na vida me
esquecerei do minuto 92. E ele deu três de compensação…
Num jogo tão pobre em termos atacantes, foram os jogadores mais defensivos
que sobressaíram. Especialmente o Samaris, que tem amortizado a passos largos a
fortuna que custou. Grande jogo igualmente do Luisão e, principalmente, do
Jardel, que revela uma confiança e uma autoridade que eu nunca imaginei. Ainda
por cima, enfrentando como adversário o melhor ponta-de-lança do campeonato.
Grande Jardel! Teremos um grande problema até o Salvio voltar, porque o Talisca
fez uma 1ª parte hedionda: apático, sem reacção, a perder todos os lances e sem
capacidade de luta. Um desastre. O Gaitán lá teve um ou outro toque de classe,
mas não muito mais, e o Jonas e o Lima destacaram-se pelo poder de luta, mas
sem criarem desequilíbrios.
Fica uma última palavra para os meus caros consócios que criticam a nossa
exibição neste jogo. Vamos lá reavivar a memória: esta foi a equipa que há
pouco mais de um ano derrotou o CRAC na Luz para o campeonato.
(Imagem roubada por aí na net)
Elucidados? E poderia acrescentar que também saíram o Cardozo e o André
Gomes, que o Fejsa e o Ruben Amorim estiveram ¾ da temporada lesionados e que o
Salvio também não jogou. Volto a perguntar: está tudo esclarecido?
Já tive a minha conta de campeonatos em que fomos claramente a equipa com
melhor nota artística, mas o título
não ficou na Luz. Sim, estou a falar dos dois do Vítor Pereira. Já chega, ok? É
que poderíamos estar hoje a lutar pelo tetra
e o quinto título em seis anos, em vez de ser pelo bicampeonato. E o que nos
faltou nessas duas épocas foi também algum do pragmatismo que mostrámos nesta
partida. É óbvio e notório que este ano o CRAC tem melhor plantel do que nós, e
só temos que dar muitas graças a quem teve a brilhante ideia de contratar o
Flopetegui. Que se mantenha lá por muitos e bons anos, é o que desejo! Ou
alguém tem dúvidas que bastaria trocar os treinadores para recebermos o CRAC já
campeão nesta jornada? É que eu não tenho nenhumas! Portanto e concluindo, o
Jorge Jesus fez muitíssimo bem em ter montado a equipa desta forma! Mostrou que
aprendeu com os erros passados e isso é sempre de realçar (hoje possivelmente já
não faria entrar o Rodrigo para o lugar do lesionado Aimar, quando tinha o
Matic no banco, estando nós a ganhar 2-1 ao CRAC na 2ª parte, dando azo a um
golo sofrido de contra-ataque(!) e à proençada
perto do fim na época de 2011/12). Foi calculista, resultadista e pragmático? Sim e por mim está óptimo assim!
Eu também teria gostado de uma vitória robusta em que reduzíssemos aqueles
seres reles à sua real insignificância, mas gosto ainda mais de ser campeão. E
muito mais ainda de ser bicampeão. Sim, foi pena termos quebrado a série de
mais de seis anos(!) a marcar consecutivamente em casa em jogos para o
campeonato, mas foi por causa de um bem maior, que há mais de 30 anos que não
conquistamos. Não perder era fundamental! Conseguimos isso e estamos de
parabéns. Agora, é pensar na final de Barcelos.
P.S. – Aquela cena no final, a ser verdade, em que o Flopetegui simula estar a
cumprimentar o Jesus e lhe diz que lhe dará um murro se ele voltar a trocar o
seu nome, define-o como homem: reles, sem carácter, vil e
nojento. E que não sabe perder (se fosse homenzinho, poderia perfeitamente
ter-lhe dito isso no cumprimento inicial). Está perfeito no clube onde que
está.
quarta-feira, abril 22, 2015
domingo, abril 19, 2015
Campeões Nacionais de Hóquei em Patins
Ao derrotar o fcp por 5-1, a nossa equipa de hóquei em patins conquistou brilhantemente o 22º título do nosso palmarés. Até agora, a duas jornadas do final do campeonato, com um registo impressionante de 23 vitórias e apenas 1 empate! A todos os responsáveis (jogadores, equipa técnica e dirigentes) que nos proporcionaram esta enorme alegria, o meu enorme agradecimento. VIVA O BENFICA!
São Jonas
Vencemos em Belém por 2-0 e, a uma semana do clássico com os assumidamente
corruptos, mantivemos a distância de três pontos. Esta segunda volta tem sido
uma constante: grandes exibições em casa e performances muito sofríveis (e
sofridas) fora. Mas o mais importante, a vitória, foi conseguido e, portanto,
desta vez não nos podemos queixar muito.
Estava com bastante receio desta partida por vários motivos: o Belenenses
está a fazer um campeonato bem melhor do que os últimos; nos jogos fora, nós temos
estado muito abaixo do que fazemos na Luz e o resultado é sempre imprevisível;
Jonas e Gaitán estiveram em dúvida durante a semana toda. Afinal, quem nem
sequer foi para o banco foi o Salvio (lesão muscular), motivo para mais um
stress extra mesmo antes de entrar para a bancada. À semelhança de Vila do
Conde, marcámos muito cedo (6’) através do inevitável Jonas, a aproveitar muito
bem o ressalto decorrente de uma mau atrasado de um adversário. No entanto, em
vez de ter o condão de nos tranquilizar e fazer partir para uma exibição
convincente e segura (como acontecia no ano passado), este golo foi um oásis em
toda a 1ª parte (fotocópia completa de Vila do Conde). O Belenenses reagiu
muitíssimo bem, criou-nos alguns calafrios (nomeadamente um livre directo do
Carlos Martins – que era só o que mais faltava, depois de nos ter roubado o campeonato de há dois anos,
vir agora tramar-nos este…!), sempre a bombear bolas para a áreas nas faltas e
só nos derradeiros 10’ da 1ª parte é que nos voltámos a lembrar que existia uma
baliza do outro lado do campo.
Como temos sempre sofrido golos nos últimos jogos, eu estava nervosíssimo,
porque com o empate sempre ali à espreita não estava a ver maneira de voltarmos
a marcar. Felizmente, o intervalo fez-nos bem e regressámos mais tranquilos
para a 2ª parte. Aos 60’, o Gaitán resolve fazer um dos seus centros/passes
cortados, a bola chega ao Jonas, que mata no peito e fuzila o Ventura. Grande
golo e um enorme suspiro de alívio! Suspiro esse que quase engoli, quando pouco
depois o Pizzi inventou no meio-campo e o Carlos Martins rematou mesmo a rasar
o poste. O que valeu foi que o Luisão pôs as orelhas do Pizzi a arder e ele não
voltou a repetir a graça. Até final, ainda deu para apanhar um susto num atraso
de cabeça do Jardel que o Júlio César agarrou com dificuldade e irritar-me com
o Jesus que arriscou demasiado ao manter o Samaris em campo (se levasse amarelo
não jogava frente ao CRAC) durante mais 22’(!) a seguir ao nosso segundo golo.
Acho que não havia necessidade nenhuma, correu bem, é verdade, mas poderia não
ter corrido. Já nos descontos, o Júlio César fez uma fabulosa defesa por
instinto a um remate na pequena-área!
Em termos individuais, óbvio destaque para o Jonas, que está com 16 golos e
a apenas um do Jackson Martínez na tabela dos melhores marcadores. Grande
jogador, enorme inteligência a jogar futebol e ainda por cima goleador. Um
regalo à vista e um privilégio tê-lo no nosso clube! Menção também para o
Gaitán que, mesmo sem estar a 100%, é absolutamente essencial no nosso jogo,
para o Jardel, que se fartou de cortar bolas, e para o Samaris, que se
conseguiu conter e ainda saiu com a bola dominada um bom par de vezes. Pela
negativa, novamente o Ola John, que teima em não aproveitar estas
oportunidades, ao não aplicar a sua velocidade e a adornar os lances, mesmo
quando o jogo não lhe está a correr bem (coisa que me tira completamente do
sério, então aquela bola no final da 1ª parte quando resolveu dar um toque de
calcanhar numa jogada de perigo…!). O Pizzi praticamente não esteve em campo na
1ª parte, mas à semelhança de jogos passados subiu de rendimento na 2ª.
Temos agora uma semana para descansar e pensar no clássico. É essencial
conseguir recuperar o Salvio, porque já se viu que não há mesmo alternativas
válidas. Temos dois resultados que são bons para nós, sendo que uma vitória
praticamente acaba com o campeonato. Já o poderíamos ter feito em Paços de
Ferreira, pelo que espero que agora, com o estádio cheio a apoiar a equipa, não
deixemos passar esta oportunidade.
domingo, abril 12, 2015
Onda vermelha
Goleámos a Académica por 5-1 e mantivemos a distância para o CRAC. Foi mais
uma excelente tarde, com uma exibição de encher o olho e uma vitória
incontestável e justa. Que só pecou por não ter sido mais volumosa.
Tal como se disse no resumo da BTV, quem não sabia o que eram os “15
minutos à Benfica”, pôde tirar as dúvidas neste sábado. Entrámos a todo o gás e
inaugurámos o marcador aos 8’ pelo Jardel depois de um centro bem executado
pelo Pizzi na sequência de um canto. Aos 11’, alargámos a vantagem noutro bom
centro, desta feita do André Almeida, para uma cabeçada plena de poder do
Jonas. A Académica mal podia respirar e aos 19’ o jogo ficou resolvido de vez
com o 3-0 através de um penalty bem marcado pelo Lima, depois de uma falta
também sobre ele próprio. Com a vitória praticamente garantida aos 20’,
desacelerámos o que é perfeitamente normal. Até ao intervalo, é de salientar um
remate de muito longe do Samaris, que o guarda-redes não defendeu à primeira, e
uma grande jogada atacante, com o Gaitán a isolar magistralmente o Maxi, mas o
Cristiano a fazer bem a mancha.
A 2ª parte principiou-se praticamente com o 4-0, num bis do Jonas, depois de uma combinação atacante do brasileiro com o
André Almeida. A partir daqui, assistimos a mais umas quantas oportunidades por
parte da nossa equipa: o Jonas falhou aquele que seria o seu golo mais fácil, o
Salvio e o Lima também não conseguiram marcar, ao contrário da Académica, que
fez o chamado “golo de honra” aos 80’ no único lance de perigo criado em todo o
jogo. Confesso que este golo me chateou sobremaneira, porque o CRAC já estava a
ganhar em Vila do Conde e assim os nossos quatro golos positivos ficariam
reduzidos a dois. No entanto, quatro minutos depois aconteceu um dos momentos
altos da partida, com o Fejsa, regressado ao fim de um ano(!) de paragem, a
fazer o 5-1 num remate colocadíssimo já dentro da área. Curiosamente, foi o seu
primeiro golo com a gloriosa camisola. Pouco depois, deu-se a estreia do
Jonathan Rodriguez, mas o uruguaio mal teve tempo para tocar na bola.
Destaque óbvio para o Jonas, pelo bis
(que deveria ter sido hat-trick…!),
pelo Gaitán, por ser quem faz a equipa toda mexer, para o Samaris, que está
numa forma impressionante (mas terá de ter MUITO cuidado no Restelo por causa
dos amarelos). Amarelo esse que o Maxi provocou para limpar frente ao
Belenenses, algo que era importantíssimo com vista ao jogo contra o CRAC. O
André Almeida substitui o castigado Eliseu e deu boa conta do recado. O Pizzi
foi outro que esteve muitíssimo bem e cuidado com os seus passes longos…!
Para a semana teremos um desafio que não se afigura nada fácil, mas espero
que o mini-Estádio da Lux que será o Restelo possa ajudar a equipa a conseguir
a desejada vitória. Aliás, jogando nós praticamente em casa na esmagadora
maioria dos campos, não se percebe esta disparidade tão grande entre as nossas
exibições dentro e fora da Luz. Está na altura de nivelar por cima as duas.
domingo, abril 05, 2015
Fortaleza
Vencemos o Nacional por 3-1 e, no mínimo, iremos manter a vantagem de três
pontos sobre o CRAC. Regresso ao Estádio da Luz, regresso das exibições de
gala, com o pequeno contra de termos sofrido o primeiro golo para o campeonato
desde… 21 de Setembro! Foram quase sete meses sem termos visto a nossa baliza violada na Luz.
Numa tarde de bastante calor, a nossa equipa não entrou tão rápida quanto é
habitual, mas mesmo assim fomos criando situações de golo, com um remate do
Gaitán ao lado, uma cabeçada do Jonas para uma boa defesa do Gottardi e outra
do Lisandro ao lado num canto. O Nacional mal passava do meio-campo e foi com
naturalidade que chegámos à vantagem quando começámos a acelerar o jogo: grande
jogada pela direita entre o Maxi e o Salvio, e centro deste para o Jonas
facturar. Foi aos 21’ e dez minutos depois alargámos o marcador num cruzamento
milimétrico do Gaitán para o Lima cabecear para dentro da baliza. Atacámos, ao
contrário do que é habitual para a baliza sul na 1ª parte, mas esta esperteza
do Nacional na moeda ao ar não lhes serviu de nada, porque, para além dos
golos, até ao intervalo tivemos mais umas quantas belas combinações atacantes,
com o Jonas a finalizar duas delas para as mãos do Gottardi, que, se entrassem,
seriam golos magníficos.
Apesar das duas substituições do Nacional ao intervalo, a 2ª parte
iniciou-se da mesma maneira, ou seja, connosco a tentar o terceiro para acabar
de vez com o jogo. Continuámos ter oportunidades, com destaque para um
cabeceamento do Salvio à vontade, na sequência de um centro magistral do
Gaitán, que deveria ter tido melhor destino. Aos 59’, lá fizemos finalmente o
terceiro, num golão do Jonas de fora da área depois de um passe da direita do
Salvio. A partir daqui, fomos baixando gradualmente o ritmo e o Nacional
reduziu aos 74’ pelo Tiago Rodrigues (que felizmente recuperou da
‘gastroenterite’, perdão, gastroenterite que o impediu de defrontar o seu clube
de origem há duas semanas…) num remate bem colocado de fora da área, depois de
uma perda de bola do Eliseu em zona defensiva. A equipa intranquilizou-se um
pouco, algum público (inexplicavelmente) assobiou e o Nacional teve outro
remate perigoso ao lado logo a seguir. O Jesus já tinha feito entrar o Talisca
para o lugar do Jonas e foi aquele que, com um remate para defesa do Gottardi,
teve o condão de fazer renascer o nosso espírito atacante e consequentemente o
controlo do jogo. Tivemos mais oportunidades pelo Jardel e Lisandro no mesmo
lance, um livre para a área, e uma finta magistral do Salvio foi pena ter sido
defendida pelo guarda-redes, caso contrário seria um golo que percorreria todas
as estações de televisão. Nota negativa apenas para a lesão na mão do Talisca
que o obrigou a sair mais cedo.
Em termos individuais, óbvio destaque para o Jonas pelo bis (e novo domínio de bola magistral,
ainda na 1ª parte, em que a recebe pelas costas!) e para o Salvio, que me parece
em melhor forma, mais solto e menos complicativo (e aquela finta final também
paga um red pass). O regresso do
Gaitán é fundamental, porque não só joga como faz todos os outros subirem o seu
nível exibicional. O Pizzi teve uma 1ª parte muito discreta, mas subiu bastante
na 2ª. O Lisandro substituiu sem problemas o castigado Luisão e o Eliseu,
depois de tantas tentativas, lá conseguiu levar o amarelo para limpar frente à
Académica. Não sei se o Maxi também não deveria ter feito o mesmo, porque daqui
a três jogos recebemos o CRAC e, se vamos a Belém com ele tapado, temo muito
que não alinhe nessa partida fundamental. E, teoricamente, o encontro frente à
Briosa será mais acessível do que frente ao Belenenses. Em princípio, o Salvio
e o Jonas poderão defender-se melhor quanto aos amarelos nesses dois jogos.
É abissal a diferente da nossa equipa nos jogos em casa e fora, o que
também não deixa de ser preocupante. Como bem referiu o JG, basta ganharmos as partidas todas em
Lisboa até final da época para sermos campeões. Claro que isso implica ir
ganhar a Belém e vencer o CRAC, mas para isso é imperioso que nesses encontros
bastantes difíceis nos mantenhamos com a concentração que temos demonstrado na
Luz. No entanto, vamos com calma, porque abébias como a de Paços e de Vila do
Conde, não se podem voltar a repetir.
segunda-feira, março 30, 2015
Final Europeia no Voleibol
Não poderia deixar passar
em claro uma referência para a nossa equipa de Voleibol, que conseguiu
brilhantemente a qualificação inédita para uma final europeia ao derrotar o CMC
Ravenna (3-2 em Itália já depois de um 3-0 em Lisboa), equipa italiana que já
foi tricampeã europeia. É apenas a segunda vez que uma equipa portuguesa consegue
acesso a uma final europeia, neste caso da Challenge
Cup (a única competição a que as equipas portuguesas, por via do ranking de
Portugal, podem aceder nesta altura), e esperemos que seja o segundo troféu ganho
(o outro foi do Espinho na Top Teams Cup
em 2000/2001).
Desde os jogadores,
treinadores, secção e direcção, os meus sinceros parabéns a todos os que
possibilitaram esta página de ouro na história do Sport Lisboa e Benfica.
VIVA O BENFICA!
Portugal - Sérvia
Vencemos a Sérvia
por 2-1 e estamos em excelente posição para nos qualificarmos para o Euro 2016.
Já estamos na frente do grupo com nove pontos em quatro jogos e dois de
vantagem sobre a concorrência e portanto só uma calamidade impediria tal
desiderato.
Faço sempre questão
de ir ver jogos oficiais da selecção na Luz. Para já, como nunca fico no meu
lugar, é sempre uma oportunidade de ver a perspectiva de outro local no estádio
(e tenho confirmado que se vê bem praticamente de todo o lado) e, para variar, gosto
de ir à bola sem estar excessivamente nervoso com o jogo. Claro que gosto que a
selecção ganhe, mas não comparemos a importância desta com o Glorioso.
Obviamente!
Entrámos bem na
partida e o Ricardo Carvalho fez o 1-0 logo aos 11’ num cabeceamento depois de um centro do Fábio Coentrão num canto curto. Adormecemos um bocado e,
aos 61’, o Matic fez a igualdade num semi-pontapé de bicicleta. Ia levantar-me
para festejar um golão do Matic frente ao Rui Patrício, mas lembrei-me a tempo que
era um jogo de selecções e, principalmente, que já não estamos no início da
época passada… Felizmente, a resposta foi imediata e fizemos o 2-1 dois minutos
depois. Golo do Coentrão depois de um bom centro do Moutinho. Até final,
a Sérvia praticamente não criou perigo nenhum e a vitória foi justa.
No meio-campo de
Portugal, esteve a chave da vitória: o Tiago continua com uns pés maravilhosos
e o Moutinho também fez uma bela exibição. Com um golo e uma assistência, o Fábio Coentrão foi indiscutivelmente o homem do jogo. O C. Ronaldo não marcou, mas esteve
muito em jogo e com uma capacidade de luta nada habitual. Ao lado do jogo
passaram o Nani e o Danny. E o Bosingwa teve o condão de praticamente não
conseguir cortar um único lance ao extremo-esquerdo contrário.
Quando saiu o
sorteio destas qualificações, tínhamos três jogadores na equipa da Sérvia. Como
disse, de certa maneira, ainda bem que o jogo foi só agora, porque assim não
estive muito dividido a ver o Matic, o Markovic e (muito menos) o Djuricic do
outro lado. Aliás, não se percebe como é que uma selecção com tão bons
jogadores está apenas com um ponto em quatro jogos e em risco de nem ir aos play-off…
domingo, março 22, 2015
Inadmissível
Perdemos em Vila do Conde (1-2) e as coisas só não ficaram terrivelmente
complicadas, porque duas horas depois o Nacional empatou com o CRAC (1-1) na
Choupana. Assim sendo, vimos a diferença reduzir para apenas três de vantagem,
o que parece uma enormidade a comparar com um único ponto com que muitos de nós
contávamos assim que terminou o jogo contra o Rio Ave.
O fato de o Gaitán ter levado uma amarelo idiota frente ao Braga deixou-me
logo de pé atrás. Esta saída era bem complicada e nós sem o argentino somos
outra equipa. No entanto, as coisas não poderiam começar melhor, porque logo
aos 5’ uma abertura fabulosa do Pizzi isolou o Salvio que desviou com sucesso
do guarda-redes. Pensei eu que o mais difícil estava feito e ainda por cima na
1ª parte o Rio Ave ficou sem dois dos seus melhores jogadores por se terem
magoado sozinhos (Marcelo e Hassan). O Talisca, que substituiu o Gaitán, esteve
ligeiramente melhor do que em outros jogos a extremo, mas o que é facto é que
não conseguíamos criar situações claras de golo.
Esperava eu que na 2ª parte aumentássemos um pouco o ritmo para dar a estocada final, mas nada disso
aconteceu. De certo modo, fomos deixando o jogo correr, sempre a atacar, mas
sem grande velocidade. Aos 60’, o Pedro Martins colocou o Diego Lopes e o jogo
mudou: foi ele mesmo a dar o aviso, atirando à trave aos 63’. Até que aos 72’,
o Samaris meteu o braço à bola na sequência de um livre lateral. Temos o
primeiro prémio indiscutível da estupidez do ano! Como geralmente acontece
nestas ocasiões, lá tivemos um ex-CRAC a marcar o penalty, Ukra, e não falhou.
O golo abananou-nos um bocado, mas
mesmo assim aos 82’ tivemos uma fantástica oportunidade, numa boa jogada do
entretanto entrado Ola John, que centrou para o Lima, só com o Ederson pela
frente, conseguiu não acertar na
baliza. É uma das perdidas do ano! A seguir, deixámos o Tiago Pinto seguir à
vontade e teve que ser o Luisão a derrubá-lo à entrada da área. Resultado: viu
naturalmente o vermelho directo. A partir daqui, pensei sinceramente que a
equipa tivesse aprendido com o que se passou em Paços. Não estou a dizer para
abdicarmos do ataque (obviamente!), mas para fazê-lo só em segurança. É que,
como dizia muitas vezes a velha raposa Trapattoni, “se não podes ganhar, ao
menos não percas.” E foi isso que mais uma vez não conseguimos fazer e, de modo
incrível, consentimos o golo da derrota nos descontos na sequência de um
lançamento lateral a nosso favor! O Maxi lançou mal, houve o contra-ataque e
bola no fundo das redes. É difícil de acreditar. O jogo terminaria pouco
depois.
Em termos individuais, há muitos mais destaques pela negativa do que pela
positiva. O único a estar num nível alto foi o Salvio, que melhorou inclusive
em relação a partidas passadas, mais objectivo e menos complicativo. Também o
passe do Pizzi merece destaque, mas pouco mais fez até ser substituído. O Jonas
teve um choque de cabeças logo no início e pareceu que nunca mais se recompôs.
Quando ao Lima, desde Mordor que já tem o seu lugar no Olimpo, mas o que é facto
é que o penalty falhado em Paços e esta perdida inacreditável nos colocariam
agora com nove pontos de vantagem… E o Samaris NÃO pode voltar a fazer aquilo!
É completamente injustificável e custou-nos muito caro.
Confesso que, quando acabou o jogo, pensei “lá se foi o campeonato”. O momentum estava todo do lado do CRAC,
que poderia ter estado a nove pontos e agora estaria teoricamente só a um.
Nunca pensei que não ganhassem na Madeira, mas felizmente temos um grande
aliado em Mordor: o fantástico Lopetegui!
Um mestre no comportamento canino de seguir a voz do dono, mas que quanto a
treinador deixa muito a desejar. Mesmo assim, é bom que o Lucas João não me
apareça à frente nos próximos jogos (aquele falhanço na pequena área é
inacreditável…!). Os estragos foram reduzidos em relação ao que se esperava,
mas temos que ver o que é que se passa nos jogos fora, em que as dificuldades
são enormes e nada habituais. Isto vai ser um campeonato muito coladinho com
cuspo.
P.S. – Oh Jorge Jesus, deixe lá isso, homem! É mais do que justa a expulsão
do Luisão e não há interferência nenhuma do adversário perante o Júlio César no
lance do segundo golo. Desta vez, o Sr. Marco Ferreira até esteve bem.
domingo, março 15, 2015
Sem mácula
Vemos o Braga por 2-0 e, na pior das hipóteses, vamos manter a distância
pontual para o CRAC. Era um jogo que nos preocupava (pelo histórico negro desta
época) e nos quais os anti tinham
grandes esperanças, mas felizmente tudo foi diferente desta vez. Entrámos bem,
dominámos completamente, o Braga foi inofensivo e a vitória foi justíssima.
Depois de duas derrotas era expectável que tivéssemos estudado melhor o
adversário e assim aconteceu. Começámos a todo o gás e o Jardel teve um
cabeceamento num livre que poderia ter tido melhor sorte. Continuámos a
pressionar e aos 21’ inaugurámos o marcador através de um excelente remate fora
da área, muito colocado, do Jonas depois de uma fantástica triangulação entre o
Lima, Gaitán e ele próprio. Os 60.222 rejubilaram com o 90º(!) jogo seguido do
Benfica para o campeonato a marcar na Luz. Até ao intervalo poderíamos ter
aumentado o marcador, noutro óptimo lance atacante com o Pizzi a isolar-se, a
desviar bem do Matheus, mas o defesa Santos a tirar quase sob a linha de golo.
Em termos atacantes, o Braga não criou perigo nenhum para a nossa baliza.
A 2ª parte principiou de maneira diferente, connosco a baixar o ritmo e o
Braga a jogar mais no nosso meio-campo, mas sem conseguir entrar na área.
Pareceu ser estratégia do Benfica, mas durou pouco menos de 10’, porque depois
voltámos a ser mais incisivos na procura do golo que selasse a vitória. Aos
59’, o Tiago Gomes rasteira o Salvio na direita e leva naturalmente o segundo
amarelo. Haverá certamente alguns acéfalos que virão ladrar contra mais uma
expulsão de um nosso adversário, mas enquanto não se criar uma nova lei no
futebol que dirá que contra o Benfica ninguém pode ser expulso, não se pode
fazer nada… No livre que resultou desta jogada, o Lima teve uma grande
oportunidade, mas o Matheus fez bem a mancha
e o Jonas desviou a recarga posterior ligeiramente ao lado. À semelhança da
semana passada, desconcentrámo-nos um pouco a jogar contra dez. A equipa
pareceu que ficou naquele limbo entre “temos que marcar mais um” e “é
inadmissível que soframos um golo a jogar contra dez”, e durante um período
deixou de atacar como estava a fazer. Claro que o facto de o Braga se ter
fechado a sete chaves também ajudou a que não se encontrassem os espaços
necessários. O Eliseu já tinha ensaiado antes, mas o guarda-redes defendeu, no
entanto, aos 76’ o jogo terminou com um grande remate do defesa-esquerdo depois
de uma boa abertura do Samaris e com o Gaitán a inteligentemente deixar passar
a bola. Colocámo-nos a salvo de qualquer eventualidade a até final o Braga teve
a única oportunidade, numa recarga que passou ligeiramente ao lado.
Em termos individuais, destaque para o Jonas pelo golo e pelo que fez
jogar. Além disso, aquele domínio na 1ª parte, com a bola a cair a pique, pagou
por si só o preço do red pass! Também gostei bastante do meio-campo com o
Samaris e o Pizzi, e da segurança do Jardel na defesa, à qual acrescentou um
par de iniciativas atacantes bem conseguidas (sabe centrar e tudo!). O Salvio
esteve esforçado, mas o Gaitán passou um pouco ao lado do jogo com a agravante
de ter simulado um penalty e ter levado um amarelo que o vai tirar de Vila do
Conde. Foi a nota negativa do jogo. Menção igualmente para os 40.000 minutos(!)
do Luisão com a águia ao peito.
Numa partida de elevado grau de dificuldade, passámos com nota mais do que
positiva. Temos pena, cambada de aziados que pululam por aí! Segue-se a ida ao
Rio Ave, na qual é preciso concentração máxima, porque temos tido muitos mais
problemas fora de casa. E é obrigatório não perdermos pontos até à visita do
CRAC.
domingo, março 08, 2015
Sofrimento
Vencemos em Arouca
(3-1) e mantivemos a distância de quatro pontos para o CRAC que venceu no amigável em Braga por 1-0. A diferença
de dois golos não deixa transparecer o quão complicado foi este jogo, em que
pela quarta vez consecutiva fora de casa sofremos um golo primeiro e em que, à
semelhança de Moreira de Cónegos, chegámos ao intervalo a perder.
Fico sempre nervoso
quando joga o Benfica, mas principalmente neste dia, especial para mim
(refiro-me obviamente ao facto de fazer nove anos desde que conseguimos um dos
nossos melhores resultados europeus… :-), ainda estava mais. Confesso que não
gosto nada de fazer anos em dias em que joga o Benfica, porque como sou
pessimista tenho sempre medo que corra mal e me estrague o dia. E a 1ª parte de
ontem ia-me deixando à beira de um ataque de nervos. Entrámos pessimamente e o
Arouca marcou logo aos 7’ num grande golo do Iuri Medeiros, cedido pela lagartada, mas em que o Eliseu andou completamente aos papéis. Até aos 15’ estivemos a vê-las passar, mas depois lá
estabilizámos e demos um arzinho da
nossa graça, mas sempre perante uma oposição muito forte, que parecia que
estava a jogar a final da Champions. O
empenho e a vontade era tão grande quanto a do Braga frente ao CRAC… Já sabemos
o que a casa gasta e só é pena que estas equipas não sejam sempre assim nos
jogos contra um determinado adversário, e que não haja um crescimento súbito da
relva e tempestades de areia sobre o
terreno de jogo nessas alturas… Apesar de termos melhorado, ainda estávamos
muito longe do exigível, mas mesmo assim o Salvio teve duas boas hipóteses para
marcar, entre as quais a habitual bola à barra, o Lima também, mas o intervalo
lá chegou e o meu nível de ansiedade a bater no vermelho.
Na 2ª parte, o
Jesus colocou o Talisca, mas em vez do Pizzi (uma nulidade na 1ª parte) tirou o
Samaris. O brasileiro entrou bem na partida, começámos a pressionar mais o
adversário e aproveitámos da melhor maneira um erro num pontapé para a frente
do guarda-redes Goicoechea,
que atirou a bola contra o Lima, sobrando esta para o Jonas ainda de fora da
área ter feito um remate muito colocado para dentro da baliza. Estávamos no minuto
51’ e deu logo a sensação que o Arouca dificilmente nos poderia conter. E assim
aconteceu logo quatro minutos depois, com um centro em esforço do Gaitán, um
bom lance do Jonas a tirar um adversário do caminho e quase sem ângulo a
proporcionar uma boa defesa ao guarda-redes, com a bola a sobrar para o Lima
praticamente em cima da linha rematar para um defesa em carrinho desviar para o poste e a bola ressaltar já para dentro da
baliza! O guarda-redes ainda a agarrou, mas a bola claramente transpôs a linha.
Foi um golo demasiado confuso para o que deveria ter sido, porque o Lima estava
de facto muito perto da baliza e tinha obrigação de fazer a bola entrar directamente
(aliás, logo a seguir ao primeiro golo, o Lima em excelente posição atirou por
cima da barra, quando só tinha o guarda-redes pela frente). O que interessa é
que entrou mesmo e pouco depois o Sr. Vasco Santos não assinalou um penalty
clamoroso por braço de um defesa depois de uma finta do Jonas (logo no início
da 2ª parte, ainda com 0-0, julgo que há falta sobre o Gaitán na área, porque o
defesa se atirou completamente para cima dele e não para jogar a bola). Aos
62’, o Lima fez a bola passar por cima de um defesa e ia isolar-se quando foi
agarrado. Só gente profundamente desonesta em termos intelectuais é que pode
achar que não era lance para expulsão. Parecia que o jogo se poderia tornar
mais fácil, mas era imperativo não abrandar o ritmo para nos colocarmos a salvo
de qualquer lance fortuito, até porque o Arouca era perigoso nas bolas paradas.
E foi só quando o Lima bisou aos 75’, depois de uma boa desmarcação do
entretanto entrado Ola John, que pudemos finalmente descansar. Até final,
referência para uma cabeçada por cima do Lima, que lhe poderia ter dado o hat-trick, e para o amarelo (algo forçado)
ao Talisca que o vai tirar do difícil jogo frente ao Braga.
Em termos
individuais, realce óbvio para o Lima: dois golos, intervenção decisiva no
primeiro e a expulsão provocada fazem dele o homem do jogo. O Jonas também
esteve bem, principalmente na 2ª parte. O Gaitán, mesmo ainda longe dos 100%,
continua a ser o nosso jogador mais decisivo. Em menor destaque, estivram o
Salvio, que passou ao lado do jogo apesar da bola ao poste e o Pizzi, que
baixou imenso em relação à partida anterior. O Júlio César voltou à baliza, mas
praticamente não tocou na bola.
Já se percebeu que
isto vai ser assim até ao fim: contra nós, é como se a vida deles dependesse
disso, atitude que não se reflecte quando defrontam outra equipa. Aliás, vai
ser curioso observar no próximo fim-de-semana como é que o Braga e o Arouca vão
jogar. Aposto que vão inverter posições! Temos que nos manter muito
concentrados até final e não podemos de todo perder pontos antes do CRAC nos
visitar.
domingo, março 01, 2015
De gala
Os melhores 45’ da época ajudaram-nos a golear o Estoril por 6-0 e
conseguir o resultado mais desnivelado do campeonato até agora. No dia do seu
111º aniversário, o Benfica resolveu brindar os seus sócios com a melhor prenda
possível, porque não foram só os golos, mas também a elevada nota artística que
nos entusiasmou todos.
Treinada pelo lagarto Couceiro,
não é de espantar que o Estoril não tenha respeitado o acordo tácito que existe
entre as equipas de deixar a equipa da casa escolher o lado do campo para onde
vai atacar. Só que essa esperteza saloia saiu-lhes mal e foi na baliza talismã
da Luz que lhes enfiámos quatro batatas na 1ª parte. As coisas começaram com um
habitué que é a nossa bola ao poste,
novamente pelo Jonas (tal como em Moreira de Cónegos). Com o Gaitán de regresso
à equipa, o Benfica parecia outro em relação à má exibição da jornada passada.
É que não é só o que o argentino joga, é o que os companheiros se motivam por vê-lo
em campo, elevando igualmente os seus níveis exibicionais. Com os dois centrais
titulares castigados, o Estoril abria brechas por tudo o que era lado e sofreu
o primeiro golo aos 17’ pelo Luisão numa cabeçada na sequência de um canto. Aos
26’, foi a vez do Salvio aumentar o marcador, depois de um centro do Lima,
invertendo os papéis habituais. Aos 33’, um golão do Pizzi de fora da área
punha-nos a salvo de qualquer eventualidade. E dois minutos depois, uma das
melhores jogadas do campeonato, com tabelinhas e primeiros toques entre vários
jogadores, culminou no quarto golo do Jonas. Até ao intervalo, poderíamos ter
aumentado o score através do Gaitán,
depois de uma abertura magnífica do Samaris que o isolou, mas a bola saiu ao
lado.
Na 2ª parte, diminuímos um bocado o ritmo, mas ainda fizemos mais dois
golos, através de um penalty do Lima aos 56’, a castigar uma falta sobre o
Jonas, e com este a bisar aos 86’ na recarga a um remate do Ola John. Como
disse (e bem) o Jesus, a parte menos boa foi o amarelo escusado ao Gaitán que o
deixa com quatro e à beira da suspensão quando se aproximam jogos com o Braga e
CRAC… O Estoril só teve uma verdadeira oportunidade de golo, mas o Artur
conseguiu desviar a bola para o poste perante um adversário isolado. Referência
obrigatória para a arbitragem do Sr. João Capela. Foi das piores que tenho
visto! Aliás, quem se lembra do modo de ele apitar (critério muito largo, a
deixar jogar), pôde constatar que o condicionamento de que foi alvo modificou-o
completamente. Lei da vantagem era mentira, qualquer toque (especialmente da
nossa parte) era falta, enfim um sem-número de interrupções completamente
escusadas. O penalty é indiscutível, mas foi a primeira vez que vi um árbitro
esperar por uma substituição para mostrar um amarelo (que, por acaso, foi o
segundo, o que torna tudo ainda mais caricato, porque houve espectadores que não
se aperceberam do que se passou). Ridículo!
Em termos individuais, como referiu o JJ, é de facto difícil destacar
alguém. A equipa esteve toda muito bem, com o Pizzi a movimentar-se cada vez
melhor (só lhe falta ser agressivo a defender), o Samaris a confirmar o bom
momento de forma, o Jonas com um veia goleadora de registar, o Salvio menos
trapalhão e individualista, e o Gaitán a tornar tudo mais fácil. E foi bonito
ser o capitão a abrir o marcador em dia de festa.
Infelizmente, a lagartada
confirmou hoje a sua inutilidade ao ir perder a Mordor por 3-0, quando confesso
que estava com alguma esperança que pudesse sacar pelo menos um empatezito. Por
isso, mantemos os quatro pontos de vantagem perante as forças do Mal, vendo
agora os lagartos a 12 pontos. Será
sem dúvida uma corrida a dois, em que o nosso calendário é teoricamente mais
favorável. Se as lesões tiverem acabado de vez e mantendo este nível
exibicional, poderemos ser muito felizes em Maio.
domingo, fevereiro 22, 2015
Sabor diferente
Vencemos em Moreira de Cónegos por 3-1 e, na pior das hipóteses, iremos
manter os quatro pontos de avanço, mas aguardemos pelo que o CRAC irá fazer no
Bessa. Numa partida com várias vicissitudes e em que a expulsão de um
adversário foi decisiva, acabou por ser uma vitória justa, apesar de o
resultado poder esconder as dificuldades que tivemos.
Com o Samaris castigado e o Gaitán ainda lesionado (entrou o André Almeida
para o meio-campo e manteve-se o Ola John no onze), nós até entrámos razoavelmente
no jogo e atirámos a habitual bola ao poste logo aos 13’ pelo Jonas, num lance
em que me pareceu que ele não tocou bem na bola, caso contrário teria feito
golo. Criámos outras situações de perigo com um remate rasteiro do Lima
ligeiramente ao lado e um grande lance do Pizzi a fazer passar a bola por cima
de um defesa e rematar de pé esquerdo sem a deixar cair no chão, mas um pouco
por cima. Além disso, íamos acumulando cantos, alguns deles com perigo, mas sem
obrigarmos o Marafona a grandes defesas. No início do jogo, o Moreirense teve
um remate cruzado perigoso, mas quando nada o faria prever adiantou-se no
marcador aos 35’, numa perda de bola infantil do Salvio e o Pizzi a ver de cadeirinha o João Pedro rematar à
vontade. Pouco depois, chegou o intervalo e na cabeça de muitos de nós terá
pairado o fantasma de Paços…
Entrámos com mais vontade na 2ª parte e chegámos à igualdade aos 58’
através do Luisão, de cabeça, depois de um canto bem marcado pelo Pizzi. O
lance que dá origem ao canto é uma simulação do Salvio, que até foi o último a
tocar na bola. Sim, era pontapé de baliza, mas considerar um engano destes do
fiscal-de-linha um crime lesa-pátria é ridículo. O mais difícil estava feito e
tínhamos mais de meia-hora para marcar mais um. No entanto, aos 60’ o jogo
ficou estragado com o sr. Jorge Ferreira a expulsar o André Simões por
palavras. Os dois treinadores entraram em campo e acabaram também por ser os
dois expulsos. Com mais um em campo, pusemo-nos em vantagem aos 66’ pelo
Eliseu, num remate fora da área de pé direito, em que o guarda-redes foi mal
batido. A partida ficou praticamente decidida, mas selámo-la em definitivo com
o terceiro golo da autoria do Jonas, a dar a melhor sequência a um centro do
Maxi. Até final, destaque para um remate de longe do recém-entrado Talisca com
a bola a passar muito perto do poste.
Em termos individuais, não houve ninguém que se destacasse por aí além.
Menção para o Luisão pela importância do primeiro golo e para o Pizzi,
especialmente na 1ª parte, em que procurou sempre colocar a bola jogável nos
companheiros. A ala esquerda (Eliseu e Ola John) esteve muito longe do que é exigível
e na direita o Salvio continua a sua preocupante tendência para a complicação.
O André Almeida cumpre, mas não é o Samaris.
Vamos lá falar do que interessa: vai contestar-se a decisão do canto em vez
de pontapé de baliza, mas isso só é notícia porque… resultou em golo. São erros
que acontecem frequentemente no futebol e portanto não me lixem! Quanto à
expulsão, que obviamente nos facilitou a vida, há que relembrar que ela
aconteceu já com 1-1 no marcador. No entanto, eu não gosto nada de estar no
futebol sem perceber o que se passa. O que é o caso da expulsão por palavras em
que nós, adeptos, nunca sabemos bem a razão. Acho que tudo deveria mais
transparente, porque esta história de ficar ao critério do árbitro tem muito
que se lhe diga: alguns são surdos e outros quase que exigem mais boas maneiras
do que a Paula Bobone. O Miguel Leal, treinador do Moreirense, acabou por dizer
que compreendia a expulsão, mas eu acho que seria muito mais fácil se se
decidisse das duas uma: ou bocas ao
árbitro são sempre amarelo e nunca vermelho; ou então, nos casos de expulsão,
seriam tornadas públicas as palavras que levaram a tal. Facilita muito as coisas
e acabaria com muita suspeição que inevitavelmente surge.
Como eu não tenho (felizmente) a falta de vergonha na cara dos adeptos do
CRAC, não tenho problema nenhum em dizer que não gosto de ganhar desta
maneira. Não sabendo o que levou à expulsão do jogador do Moreirense, não sei
se foi justa ou não e portanto ter o critério do árbitro a nosso (aparente)
favor é algo que me deixa desconfortável. Razão pela qual não festejei esta
vitória com a exuberância que ela merecia. Mas ganhámos e isso é o mais
importante de tudo nesta fase, para podermos recuperar a confiança nos jogos
fora, depois duas saídas consecutivas em que não vencemos.
segunda-feira, fevereiro 16, 2015
Fácil
Vencemos o V. Setúbal novamente por 3-0 e, mantendo a distância de quatro
pontos para os assumidamente corruptos, alargámos para nove em relação à lagartada, que foi empatar ao Restelo
com um golo aos… 94’ (espero que não tenham festejado, já que nos recriminaram
tanto por o termos feito na semana passada).
Quando o jogador do momento – o grande Jardel – inaugurou de cabeça o
marcador aos 9’ na sequência de um canto bem marcado pelo Pizzi, fiquei logo
mais descansado. Pelo que se viu na 4ª feira, o V. Setúbal muito dificilmente
teria capacidade para nos criar problemas estando nós em vantagem. E só o fez
por uma única vez, num livre para a área, quando um avançado deles com a mão(!)
proporcionou ao Artur uma intervenção de recurso. Ainda sem o Gaitán, mas desta
vez com o Ola John em melhor plano, fomos criando algumas oportunidades pelo
Salvio (de cabeça), pelo Maxi (que embateu no peito de um defesa sobre a linha)
e pelo Luisão (também de cabeça). Aos 40’, praticamente sentenciámos a partida
ao fazer o 2-0 pelo Lima, num bom remate de primeira de pé esquerdo, depois de
uma assistência do Ola John na esquerda. Os jogadores adversários protestaram
empurrão do Ola John na jogada, mas, apesar de ele colocar o braço para ganhar
o lance, é a velha questão da intensidade. Acho que o defesa, se quisesse,
poderia não ter caído e, além disso, ele nem vai logo reclamar com o árbitro.
Se na 1ª parte o V. Setúbal ainda teve uns quantos remates fora da área
para testar o Artur, que os defendeu a todos sem dificuldades de maior, na 2ª
praticamente não existiu em termos atacantes. Quanto a nós, o Lima foi tentando
o bis por algumas vezes, o Luisão
teve um chapéu que saiu ligeiramente por cima e o Jonas estava em dia não no
capítulo de rematar à baliza. Faltava um golo para a tranquilidade absoluta e
ele surgiu aos 71’ num roubo de bola do Salvio para assistir o Lima de cabeça.
Boa rotação de cabeça do brasileiro a fazer lembrar o Rui Águas e o João V.
Pinto. Estava tudo decidido e o Jesus resolveu dar minutos ao Gonçalo Guedes e
ao Ruben Amorim. Até final, o guardião adversário, Ricardo Baptista, fez uma
defesa incrível com o pé a um remate do Jonas que tinha sido desviado por um
defesa.
Em termos individuais, destaque óbvio para o Lima com dois golos e também
para o Pizzi. Gostei bastante dele, com muita qualidade no passe e boas
desmarcações para os companheiros, o que é especialmente importante nesta
altura, em que o Talisca começa a acusar o facto de estar há um ano consecutivo
a jogar. O Salvio na direita melhorou em relação a jogos anteriores, assim como
o Ola John na esquerda, que parece inclusive mais magro. Outro que está em
nítida subida de forma é o Samaris, mas levou um amarelo e não vai jogar em
Moreira de Cónegos. Palavra igualmente para o Jardel, que atravesse
indubitavelmente o melhor período desde que chegou ao Benfica.
Esta exibição do V. Setúbal, à semelhança da do Boavista há duas semanas,
por exemplo, prova que há equipas a mais na I Liga. E falo destas duas para nem
referir o Penafiel, Gil Vicente e Académica, que estão em posição de descida. Dão
pouca réplica e assim que sofrem um golo o jogo poderia acabar logo aí.
Como infelizmente vamos ver a Europa do sofá durante esta semana, resta-nos
esperar que esses jogos façam mossa nos nossos adversários. É que era muito bom
podermos voltar a ter a margem de distância que já tivemos.
quinta-feira, fevereiro 12, 2015
Expectável
Vencemos o V.
Setúbal por 3-0 e pela sexta vez em oito edições iremos marcar presença na
final da Taça da Liga. Naturalmente que espero que consigamos o sexto troféu,
porque mantermo-nos invictos numa final de uma prova oficial fica sempre no historial
(tivéssemos conseguido isso nas provas europeias… ui, ui…).
O Jesus arriscou
bastante ao colocar em campo apenas quatro titulares de Alvalade e foi sem
surpresa que se viu o V. Setúbal, com os habituais titulares, a entrar melhor
no jogo. Uma fífia do Eliseu logo no início só não os colocou em vantagem,
porque o Lisandro López cortou de carrinho
uma bola que ia directa para a baliza. Sem muita velocidade no aspecto
ofensivo, o nosso jogo arrastava-se bastante, até porque o adversário
fechava-se bem na defesa. Tirando duas desmarcações do Gonçalo Guedes
culminadas com remates ao lado, não estávamos a criar grandes oportunidades até
que aos 41’ um passe do Pizzi isolou o miúdo que foi puxado por um defesa
dentro da área. Penalty indiscutível e óbvia expulsão. O Talisca atirou para o
lado contrário do guarda-redes e inaugurou o marcador. Se com a dupla vantagem
no marcador e nos homens em campo, as coisas estavam bem encaminhadas, com o
segundo penalty aos 45’ ficaram praticamente resolvidas: roubo de bola do
Cristante perto da área adversária, passe para o Talisca e este foi nitidamente
derrubado por trás quando se preparava para rematar. Depois de alguma
indecisão, acabou por ser o Pizzi a marcar o penalty, com um bom remate a meia
altura para o lado contrário do guarda-redes. Um penalty como eu gosto:
indefensável, mesmo que o guarda-redes tivesse acertado no lado.
Na 2ª parte, o
Jesus resolveu tirar o Cristante e colocar o Jonas. Contra dez, um meio-campo
com Pizzi e Talisca era suficiente, mas confesso que tenho sempre medo destas
substituições em que entram titulares com o jogo praticamente resolvido.
Parece-me sempre escusado e um risco desnecessário. A 2ª parte teve sentido
único, mesmo que nunca acelerássemos muito o ritmo. Um grande remate de fora da
área do Gonçalo Guedes só não deu um dos golos do ano, porque a bola foi à
barra. Pouco antes de hora de jogo, o Jesus colocou o Salvio e tirou o miúdo.
Com o Gaitán e o Sulejmani ainda magoados, achei novamente uma substituição
escusada, ainda por cima porque se prevê que o Ola John jogue no domingo
(poderia ter sido ele a sair) e o Gonçalo Guedes estava a ganhar confiança com
a bola na barra. Aos 73’, demos a estocada final com um bom lance do Ola John, que
encontrou o Jonas sozinho na área para este enganar o guarda-redes. O
brasileiro marcou em todos os quatro jogos desta competição. Logo a seguir, o
Jesus promoveu a entrada do Ruben Amorim, aplaudidíssimo, depois do calvário de
quase seis meses lesionado. Nas poucas vezes em que tocou na bola, ela saiu
sempre mais redonda do seu pé.
Em termos
individuais, não houve ninguém que sobressaísse muito. O nível global foi
razoável, gostei do Ola John, especialmente depois de ter estado horrível no WC
(também pior era impossível…), o Gonçalo Guedes ainda precisa de crescer muito,
mas é bem possível que dê alguma coisa, o Talisca melhorou imenso quando recuou
na 2ª parte para o meio-campo e o Pizzi tem a virtude de nunca se esconder do
jogo, mesmo quando as coisas não lhe saem bem. Destaque igualmente para o
Lisandro, com um corte magnífico a evitar ficarmos em desvantagem logo no
início. Aliás, se o argentino tiver a paciência que o Jardel teve enquanto o
Garay fazia parte do plantel, pode ser o substituto natural do Luisão quando
este arrumar as botas.
Enquanto os outros
dois rivais não a ganharem, é natural que continuem a desdenhar esta taça.
Cabe-nos a nós assegurar que isto continue assim pelo menos mais um ano. Foquemo-nos
agora no campeonato e na nova sessão com o V. Setúbal no próximo domingo, que esperemos
tenha um desfecho semelhante.
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