domingo, março 01, 2015
De gala
Os melhores 45’ da época ajudaram-nos a golear o Estoril por 6-0 e
conseguir o resultado mais desnivelado do campeonato até agora. No dia do seu
111º aniversário, o Benfica resolveu brindar os seus sócios com a melhor prenda
possível, porque não foram só os golos, mas também a elevada nota artística que
nos entusiasmou todos.
Treinada pelo lagarto Couceiro,
não é de espantar que o Estoril não tenha respeitado o acordo tácito que existe
entre as equipas de deixar a equipa da casa escolher o lado do campo para onde
vai atacar. Só que essa esperteza saloia saiu-lhes mal e foi na baliza talismã
da Luz que lhes enfiámos quatro batatas na 1ª parte. As coisas começaram com um
habitué que é a nossa bola ao poste,
novamente pelo Jonas (tal como em Moreira de Cónegos). Com o Gaitán de regresso
à equipa, o Benfica parecia outro em relação à má exibição da jornada passada.
É que não é só o que o argentino joga, é o que os companheiros se motivam por vê-lo
em campo, elevando igualmente os seus níveis exibicionais. Com os dois centrais
titulares castigados, o Estoril abria brechas por tudo o que era lado e sofreu
o primeiro golo aos 17’ pelo Luisão numa cabeçada na sequência de um canto. Aos
26’, foi a vez do Salvio aumentar o marcador, depois de um centro do Lima,
invertendo os papéis habituais. Aos 33’, um golão do Pizzi de fora da área
punha-nos a salvo de qualquer eventualidade. E dois minutos depois, uma das
melhores jogadas do campeonato, com tabelinhas e primeiros toques entre vários
jogadores, culminou no quarto golo do Jonas. Até ao intervalo, poderíamos ter
aumentado o score através do Gaitán,
depois de uma abertura magnífica do Samaris que o isolou, mas a bola saiu ao
lado.
Na 2ª parte, diminuímos um bocado o ritmo, mas ainda fizemos mais dois
golos, através de um penalty do Lima aos 56’, a castigar uma falta sobre o
Jonas, e com este a bisar aos 86’ na recarga a um remate do Ola John. Como
disse (e bem) o Jesus, a parte menos boa foi o amarelo escusado ao Gaitán que o
deixa com quatro e à beira da suspensão quando se aproximam jogos com o Braga e
CRAC… O Estoril só teve uma verdadeira oportunidade de golo, mas o Artur
conseguiu desviar a bola para o poste perante um adversário isolado. Referência
obrigatória para a arbitragem do Sr. João Capela. Foi das piores que tenho
visto! Aliás, quem se lembra do modo de ele apitar (critério muito largo, a
deixar jogar), pôde constatar que o condicionamento de que foi alvo modificou-o
completamente. Lei da vantagem era mentira, qualquer toque (especialmente da
nossa parte) era falta, enfim um sem-número de interrupções completamente
escusadas. O penalty é indiscutível, mas foi a primeira vez que vi um árbitro
esperar por uma substituição para mostrar um amarelo (que, por acaso, foi o
segundo, o que torna tudo ainda mais caricato, porque houve espectadores que não
se aperceberam do que se passou). Ridículo!
Em termos individuais, como referiu o JJ, é de facto difícil destacar
alguém. A equipa esteve toda muito bem, com o Pizzi a movimentar-se cada vez
melhor (só lhe falta ser agressivo a defender), o Samaris a confirmar o bom
momento de forma, o Jonas com um veia goleadora de registar, o Salvio menos
trapalhão e individualista, e o Gaitán a tornar tudo mais fácil. E foi bonito
ser o capitão a abrir o marcador em dia de festa.
Infelizmente, a lagartada
confirmou hoje a sua inutilidade ao ir perder a Mordor por 3-0, quando confesso
que estava com alguma esperança que pudesse sacar pelo menos um empatezito. Por
isso, mantemos os quatro pontos de vantagem perante as forças do Mal, vendo
agora os lagartos a 12 pontos. Será
sem dúvida uma corrida a dois, em que o nosso calendário é teoricamente mais
favorável. Se as lesões tiverem acabado de vez e mantendo este nível
exibicional, poderemos ser muito felizes em Maio.
domingo, fevereiro 22, 2015
Sabor diferente
Vencemos em Moreira de Cónegos por 3-1 e, na pior das hipóteses, iremos
manter os quatro pontos de avanço, mas aguardemos pelo que o CRAC irá fazer no
Bessa. Numa partida com várias vicissitudes e em que a expulsão de um
adversário foi decisiva, acabou por ser uma vitória justa, apesar de o
resultado poder esconder as dificuldades que tivemos.
Com o Samaris castigado e o Gaitán ainda lesionado (entrou o André Almeida
para o meio-campo e manteve-se o Ola John no onze), nós até entrámos razoavelmente
no jogo e atirámos a habitual bola ao poste logo aos 13’ pelo Jonas, num lance
em que me pareceu que ele não tocou bem na bola, caso contrário teria feito
golo. Criámos outras situações de perigo com um remate rasteiro do Lima
ligeiramente ao lado e um grande lance do Pizzi a fazer passar a bola por cima
de um defesa e rematar de pé esquerdo sem a deixar cair no chão, mas um pouco
por cima. Além disso, íamos acumulando cantos, alguns deles com perigo, mas sem
obrigarmos o Marafona a grandes defesas. No início do jogo, o Moreirense teve
um remate cruzado perigoso, mas quando nada o faria prever adiantou-se no
marcador aos 35’, numa perda de bola infantil do Salvio e o Pizzi a ver de cadeirinha o João Pedro rematar à
vontade. Pouco depois, chegou o intervalo e na cabeça de muitos de nós terá
pairado o fantasma de Paços…
Entrámos com mais vontade na 2ª parte e chegámos à igualdade aos 58’
através do Luisão, de cabeça, depois de um canto bem marcado pelo Pizzi. O
lance que dá origem ao canto é uma simulação do Salvio, que até foi o último a
tocar na bola. Sim, era pontapé de baliza, mas considerar um engano destes do
fiscal-de-linha um crime lesa-pátria é ridículo. O mais difícil estava feito e
tínhamos mais de meia-hora para marcar mais um. No entanto, aos 60’ o jogo
ficou estragado com o sr. Jorge Ferreira a expulsar o André Simões por
palavras. Os dois treinadores entraram em campo e acabaram também por ser os
dois expulsos. Com mais um em campo, pusemo-nos em vantagem aos 66’ pelo
Eliseu, num remate fora da área de pé direito, em que o guarda-redes foi mal
batido. A partida ficou praticamente decidida, mas selámo-la em definitivo com
o terceiro golo da autoria do Jonas, a dar a melhor sequência a um centro do
Maxi. Até final, destaque para um remate de longe do recém-entrado Talisca com
a bola a passar muito perto do poste.
Em termos individuais, não houve ninguém que se destacasse por aí além.
Menção para o Luisão pela importância do primeiro golo e para o Pizzi,
especialmente na 1ª parte, em que procurou sempre colocar a bola jogável nos
companheiros. A ala esquerda (Eliseu e Ola John) esteve muito longe do que é exigível
e na direita o Salvio continua a sua preocupante tendência para a complicação.
O André Almeida cumpre, mas não é o Samaris.
Vamos lá falar do que interessa: vai contestar-se a decisão do canto em vez
de pontapé de baliza, mas isso só é notícia porque… resultou em golo. São erros
que acontecem frequentemente no futebol e portanto não me lixem! Quanto à
expulsão, que obviamente nos facilitou a vida, há que relembrar que ela
aconteceu já com 1-1 no marcador. No entanto, eu não gosto nada de estar no
futebol sem perceber o que se passa. O que é o caso da expulsão por palavras em
que nós, adeptos, nunca sabemos bem a razão. Acho que tudo deveria mais
transparente, porque esta história de ficar ao critério do árbitro tem muito
que se lhe diga: alguns são surdos e outros quase que exigem mais boas maneiras
do que a Paula Bobone. O Miguel Leal, treinador do Moreirense, acabou por dizer
que compreendia a expulsão, mas eu acho que seria muito mais fácil se se
decidisse das duas uma: ou bocas ao
árbitro são sempre amarelo e nunca vermelho; ou então, nos casos de expulsão,
seriam tornadas públicas as palavras que levaram a tal. Facilita muito as coisas
e acabaria com muita suspeição que inevitavelmente surge.
Como eu não tenho (felizmente) a falta de vergonha na cara dos adeptos do
CRAC, não tenho problema nenhum em dizer que não gosto de ganhar desta
maneira. Não sabendo o que levou à expulsão do jogador do Moreirense, não sei
se foi justa ou não e portanto ter o critério do árbitro a nosso (aparente)
favor é algo que me deixa desconfortável. Razão pela qual não festejei esta
vitória com a exuberância que ela merecia. Mas ganhámos e isso é o mais
importante de tudo nesta fase, para podermos recuperar a confiança nos jogos
fora, depois duas saídas consecutivas em que não vencemos.
segunda-feira, fevereiro 16, 2015
Fácil
Vencemos o V. Setúbal novamente por 3-0 e, mantendo a distância de quatro
pontos para os assumidamente corruptos, alargámos para nove em relação à lagartada, que foi empatar ao Restelo
com um golo aos… 94’ (espero que não tenham festejado, já que nos recriminaram
tanto por o termos feito na semana passada).
Quando o jogador do momento – o grande Jardel – inaugurou de cabeça o
marcador aos 9’ na sequência de um canto bem marcado pelo Pizzi, fiquei logo
mais descansado. Pelo que se viu na 4ª feira, o V. Setúbal muito dificilmente
teria capacidade para nos criar problemas estando nós em vantagem. E só o fez
por uma única vez, num livre para a área, quando um avançado deles com a mão(!)
proporcionou ao Artur uma intervenção de recurso. Ainda sem o Gaitán, mas desta
vez com o Ola John em melhor plano, fomos criando algumas oportunidades pelo
Salvio (de cabeça), pelo Maxi (que embateu no peito de um defesa sobre a linha)
e pelo Luisão (também de cabeça). Aos 40’, praticamente sentenciámos a partida
ao fazer o 2-0 pelo Lima, num bom remate de primeira de pé esquerdo, depois de
uma assistência do Ola John na esquerda. Os jogadores adversários protestaram
empurrão do Ola John na jogada, mas, apesar de ele colocar o braço para ganhar
o lance, é a velha questão da intensidade. Acho que o defesa, se quisesse,
poderia não ter caído e, além disso, ele nem vai logo reclamar com o árbitro.
Se na 1ª parte o V. Setúbal ainda teve uns quantos remates fora da área
para testar o Artur, que os defendeu a todos sem dificuldades de maior, na 2ª
praticamente não existiu em termos atacantes. Quanto a nós, o Lima foi tentando
o bis por algumas vezes, o Luisão
teve um chapéu que saiu ligeiramente por cima e o Jonas estava em dia não no
capítulo de rematar à baliza. Faltava um golo para a tranquilidade absoluta e
ele surgiu aos 71’ num roubo de bola do Salvio para assistir o Lima de cabeça.
Boa rotação de cabeça do brasileiro a fazer lembrar o Rui Águas e o João V.
Pinto. Estava tudo decidido e o Jesus resolveu dar minutos ao Gonçalo Guedes e
ao Ruben Amorim. Até final, o guardião adversário, Ricardo Baptista, fez uma
defesa incrível com o pé a um remate do Jonas que tinha sido desviado por um
defesa.
Em termos individuais, destaque óbvio para o Lima com dois golos e também
para o Pizzi. Gostei bastante dele, com muita qualidade no passe e boas
desmarcações para os companheiros, o que é especialmente importante nesta
altura, em que o Talisca começa a acusar o facto de estar há um ano consecutivo
a jogar. O Salvio na direita melhorou em relação a jogos anteriores, assim como
o Ola John na esquerda, que parece inclusive mais magro. Outro que está em
nítida subida de forma é o Samaris, mas levou um amarelo e não vai jogar em
Moreira de Cónegos. Palavra igualmente para o Jardel, que atravesse
indubitavelmente o melhor período desde que chegou ao Benfica.
Esta exibição do V. Setúbal, à semelhança da do Boavista há duas semanas,
por exemplo, prova que há equipas a mais na I Liga. E falo destas duas para nem
referir o Penafiel, Gil Vicente e Académica, que estão em posição de descida. Dão
pouca réplica e assim que sofrem um golo o jogo poderia acabar logo aí.
Como infelizmente vamos ver a Europa do sofá durante esta semana, resta-nos
esperar que esses jogos façam mossa nos nossos adversários. É que era muito bom
podermos voltar a ter a margem de distância que já tivemos.
quinta-feira, fevereiro 12, 2015
Expectável
Vencemos o V.
Setúbal por 3-0 e pela sexta vez em oito edições iremos marcar presença na
final da Taça da Liga. Naturalmente que espero que consigamos o sexto troféu,
porque mantermo-nos invictos numa final de uma prova oficial fica sempre no historial
(tivéssemos conseguido isso nas provas europeias… ui, ui…).
O Jesus arriscou
bastante ao colocar em campo apenas quatro titulares de Alvalade e foi sem
surpresa que se viu o V. Setúbal, com os habituais titulares, a entrar melhor
no jogo. Uma fífia do Eliseu logo no início só não os colocou em vantagem,
porque o Lisandro López cortou de carrinho
uma bola que ia directa para a baliza. Sem muita velocidade no aspecto
ofensivo, o nosso jogo arrastava-se bastante, até porque o adversário
fechava-se bem na defesa. Tirando duas desmarcações do Gonçalo Guedes
culminadas com remates ao lado, não estávamos a criar grandes oportunidades até
que aos 41’ um passe do Pizzi isolou o miúdo que foi puxado por um defesa
dentro da área. Penalty indiscutível e óbvia expulsão. O Talisca atirou para o
lado contrário do guarda-redes e inaugurou o marcador. Se com a dupla vantagem
no marcador e nos homens em campo, as coisas estavam bem encaminhadas, com o
segundo penalty aos 45’ ficaram praticamente resolvidas: roubo de bola do
Cristante perto da área adversária, passe para o Talisca e este foi nitidamente
derrubado por trás quando se preparava para rematar. Depois de alguma
indecisão, acabou por ser o Pizzi a marcar o penalty, com um bom remate a meia
altura para o lado contrário do guarda-redes. Um penalty como eu gosto:
indefensável, mesmo que o guarda-redes tivesse acertado no lado.
Na 2ª parte, o
Jesus resolveu tirar o Cristante e colocar o Jonas. Contra dez, um meio-campo
com Pizzi e Talisca era suficiente, mas confesso que tenho sempre medo destas
substituições em que entram titulares com o jogo praticamente resolvido.
Parece-me sempre escusado e um risco desnecessário. A 2ª parte teve sentido
único, mesmo que nunca acelerássemos muito o ritmo. Um grande remate de fora da
área do Gonçalo Guedes só não deu um dos golos do ano, porque a bola foi à
barra. Pouco antes de hora de jogo, o Jesus colocou o Salvio e tirou o miúdo.
Com o Gaitán e o Sulejmani ainda magoados, achei novamente uma substituição
escusada, ainda por cima porque se prevê que o Ola John jogue no domingo
(poderia ter sido ele a sair) e o Gonçalo Guedes estava a ganhar confiança com
a bola na barra. Aos 73’, demos a estocada final com um bom lance do Ola John, que
encontrou o Jonas sozinho na área para este enganar o guarda-redes. O
brasileiro marcou em todos os quatro jogos desta competição. Logo a seguir, o
Jesus promoveu a entrada do Ruben Amorim, aplaudidíssimo, depois do calvário de
quase seis meses lesionado. Nas poucas vezes em que tocou na bola, ela saiu
sempre mais redonda do seu pé.
Em termos
individuais, não houve ninguém que sobressaísse muito. O nível global foi
razoável, gostei do Ola John, especialmente depois de ter estado horrível no WC
(também pior era impossível…), o Gonçalo Guedes ainda precisa de crescer muito,
mas é bem possível que dê alguma coisa, o Talisca melhorou imenso quando recuou
na 2ª parte para o meio-campo e o Pizzi tem a virtude de nunca se esconder do
jogo, mesmo quando as coisas não lhe saem bem. Destaque igualmente para o
Lisandro, com um corte magnífico a evitar ficarmos em desvantagem logo no
início. Aliás, se o argentino tiver a paciência que o Jardel teve enquanto o
Garay fazia parte do plantel, pode ser o substituto natural do Luisão quando
este arrumar as botas.
Enquanto os outros
dois rivais não a ganharem, é natural que continuem a desdenhar esta taça.
Cabe-nos a nós assegurar que isto continue assim pelo menos mais um ano. Foquemo-nos
agora no campeonato e na nova sessão com o V. Setúbal no próximo domingo, que esperemos
tenha um desfecho semelhante.
terça-feira, fevereiro 10, 2015
Delirium lacerta
Se
o derby não foi muito bem jogado e só teve emoção nos últimos sete
minutos, o que se passou à volta dele merece realce por si só. Já se sabe que
está cientificamente provado que nunca ninguém aprendeu nada a discutir bola com
um lagarto. Porque aquelas criaturas vivem numa dimensão paralela cuja
semelhança com a realidade anda aproximadamente ao nível do… zero. Como prova o
facto de todos eles terem visto um jogo que… não aconteceu!
Ainda
só ouvi lagartos dizerem que “massacraram” o Benfica, que o resultado foi
“muito injusto”, que tiveram “muito mais oportunidades” de golo, que o Artur
fez uma série de “defesas de golo” e foi o “melhor em campo”, etc. Eu sei que é
escusado mostrar a realidade a um lagarto, porque vivendo eles num mundo
paralelo, nunca a conseguirão ver, mas for the record: 1) o Artur fez
uma grande defesa na primeira das duas únicas oportunidades de golo que tiveram
(não conto a defesa ao remate anterior ao golo, porque ele aconteceu na
recarga); 2) dez cantos que não criaram perigo e maior posse de bola não é
“massacre”, porque, lá está, há aquelas coisas que se chamam balizas nas quais
é preciso tentar meter a bola…; 3) dois remates perigosos à baliza, um golo,
não é assim “muito mais oportunidades” do que um remate, um golo. Quanto à “injustiça”
do resultado, estamos conversados.
Outra crítica que
se ouve é que o Benfica parecia o Arouca, a jogar para o empate. E que só criou
um lance de perigo. E que marcou um golo fortuito. Isto vindo de adeptos do
clube que esteve sete(!) anos sem marcar um golo na Luz. Repito: sete anos! Nenhuma outra equipa da I Liga esteve este tempo todo em branco na Luz. Nem o Arouca.
Foram avalanches atacantes nesses sete anos, que nem vos digo nada… É como diz
o Nuno
Aleixo, quando é o Mourinho a jogar com o Inter em Barcelona ou com o Pepe
a trinco também frente ao Barça, ou o Simeone a conseguir fechar os caminhos da
sua baliza ao Real Madrid, são ambos génios da táctica. Quando é o Jesus e o
Benfica, já é péssimo. Porque o Benfica deveria é jogar à maluca e
golear no WC. Mas mesmo assim, é como comentou o meu amigo F.S.C., “sim, foi um
Benfica mauzinho; sim, foi um bom Esportem. Conclusão: um mau Benfica chegou
para um bom Esportem”. O que o jogo revelou foi que o Jesus está perfeitamente
consciente de que este nosso plantel é possivelmente o mais fraco de todos os
que teve e há que saber adaptar-se a isso para continuar a conseguir bons
resultados. E que, se não se pode ganhar no WC, ao menos que não se perca. Para
este peditório do “não jogam nada”, eu recuso-me a dar: como se nós não
tivéssemos sido DE LONGE a equipa que melhor futebol jogou nas duas épocas em
que perdemos o campeonato para o Vítor Pereira. E isso não nos valeu de nada!
Prefiro obviamente o pragmatismo deste ano.
Pelo que se vai
lendo e ouvindo por aí, só tenho pena é de não ter acções da farmacêutica do
Kompensan, porque iria ficar rico por estes dias. A lagartada está muito desalentada por terem perdido aos 94’ a
possibilidade de… ficar a quatro pontos(!) do 1º lugar. Como se nós não
tivéssemos perdido muito recentemente um campeonato e uma Liga Europa aos 92’ e
com quatro dias de intervalo! Esqueçam… “vocês sabem lá”!
A lagartada
está sempre a dizer que é um “clube diferente”, mas depois o speaker do
estádio não anuncia a equipa do Benfica e quando diz o resultado refere-se ao
Benfica como “visitante”. Não me parece que seja muito “diferente” do que se
passa em Mordor (ou em Braga). Revela apenas tacanhez e mediocridade. Por outro
lado, a noção do ridículo é algo que não lhes assiste (como diria o outro):
antes do jogo, pediu-se uma “grande ovação” para os campeões nacionais de 81/82
que subiram ao relvado! Foi o delírio… na nossa bancada! Aplausos e vivas com fartura! Eu até percebia se
subisse ao relvado um jogador ou se fosse o próprio dia em que tivessem ganho
aquele campeonato, mas agora a equipa toda só porque iam jogar contra o
Benfica… por favor! Eu sei que estamos a falar de um clube que detém o recorde
de estar 18 anos sem ganhar um campeonato, cuja nova série já vai em 12 e que
nos últimos 32 anos ganhou… dois(!), mas mesmo assim um bocadinho de noção do
ridículo não lhes ficaria mal. Falta de noção do ridículo igualmente com a
enésima entrevista do speaker ao Manuel Fernandes para falar de um
resultado numa época em que o Benfica… ganhou a dobradinha! Enfim, cada
clube tem os títulos que merece.
Mas de uma coisa
pode a lagartada estar tremendamente orgulhosa e ter motivos para
festejar efusivamente: é que é a primeira vez nas últimas sete(!) épocas que
não vão perder uma única vez com o Benfica. Mais um título para o museu!
P.S.
– Como de costume, houve adeptos do Benfica que entraram com o encontro a
decorrer e eu vi uma série de lagartos a sentarem-se no seu lugar aos
27’ de jogo! Não resolvam o problema das entradas naquele estádio que não é
preciso…
[Post publicado em simultâneo com a Tertúlia Benfiquista.]
[Post publicado em simultâneo com a Tertúlia Benfiquista.]
segunda-feira, fevereiro 09, 2015
Motivador

Empatámos no WC
(1-1) e mantivemos a distância para a lagartada
(sete pontos), enquanto temos agora o CRAC a quatro pontos de distância (que
deveriam ser sete, mas enfim…). O empate na casa de um concorrente directo para
o título não é a priori um mau
resultado, mas o modo como este foi obtido (aos 94’ depois de sofrer o golo aos
87’) pode dar-nos a motivação extra que necessitamos para conseguir gerir esta
diferença pontual até ao fim do campeonato. Devido a estas circunstâncias,
aquele golo do Jardel foi um dos que melhor me soube festejar no WC.
Já se sabia que não
tínhamos Júlio César e acabámos por não ter igualmente o Gaitán, pelo que não
ia nada confiante para o jogo. O Jesus resolveu (e muito bem) colocar o André
Almeida a meio-campo (ele que já aí tinha jogado na 1ª volta) em detrimento do
Talisca e revelámos uma segurança defensiva de assinalar. Aliás, à semelhança
da segurança da defesa da lagartada,
o que fez com que o jogo, apesar de bem disputado, não tivesse sido nada de
especial, com poucas situações de perigo. Entrámos melhor na 1ª parte, com uns
bons 20’, mas sem criar verdadeiras oportunidades, e a lagartada esteve melhor na 2ª, mas o Artur só fez uma defesa
difícil num cabeceamento do Carrillo. Antes disso, o André Almeida tinha
isolado o Jonas, mas esteve preferiu passar ao Lima (que acabou desarmado) em
vez de rematar, quando só tinha o Rui Patrício pela frente. Uma péssima
intervenção do Samaris isolou o João Mário, que proporcionou uma boa defesa ao
Artur, mas na recarga o Jefferson atirou em arco e bateu o nosso guarda-redes.
Estávamos no minuto 87 e era um balde de água fria enorme, porque nenhuma
equipa estava a merecer ganhar este jogo. O sr. Jorge Sousa (não esteve mal,
mas o critério das faltas na 2ª parte fê-lo inclinar um pouco o campo; e não
foi a nosso favor, mas pronto…) deu quatro minutos de compensação e foi no
último desses minutos que, numa jogada de insistência depois de um lançamento
lateral, o Pizzi fez um balão para a área, o Jonas dominou bem a bola, mas o Jefferson
ao cortá-la assistiu primorosamente o
Jardel, que rematou de primeira, rasteiro, fazendo um grande golo (com um golo
e uma assistência, o Jefferson foi o
melhor em campo…! :-). Foi o delírio no nosso sector! Como já disse, foi dos
golos que mais celebrei no WC. Por tudo o que ele representa: não só fez com
que se tivesse que alagar as portas do estádio, para os melões em que se
transformaram instantaneamente as cabeças dos lagartos passarem, como principalmente porque lhes torna a vida
muito complicada no que toca ao título e nos faz ainda ter a margem de
segurança de uma derrota ou dois empates em relação ao CRAC. Veremos no final,
mas se formos campeões este pontinho será um dos momentos-chave na época.
Destaque individual
ÓBVIO para o Jardel! Golo importantíssimo, mas não só. Esteve irrepreensível a
defender, sempre muito concentrado, e na 1ª parte pareceu-me que deslocou o
polegar, a equipa médica entrou, o Eliseu pediu a substituição, mas o homem
levantou-se pouco depois e quis continuar a jogar. Que raça! Por mim, pode
fazer o resto da carreira toda no Benfica, porque compensa com querer e vontade
as limitações que tem. Está sempre disponível, nunca faz grandes ondas e
globalmente cumpre sempre que entra. O mesmo é válido para o André Almeida. Jogo
também muito bom naquela missão sempre difícil que é correr atrás dos
adversários. É importante que estas segundas linhas (jogadores que sabem que
nunca serão titulares indiscutíveis) do plantel tenham este tipo de atitude e
sintam a camisola. E, quantos mais anos de Glorioso, melhor. O Samaris estava a
ser provavelmente o melhor do Benfica, mas aquele atraso (ou lá o que foi
aquilo…) aos 87’ não lembra ao diabo! O Maxi meteu literalmente o Nani no bolso
e, citando o João Bizarro, pode renovar até 2045 com mais um ano de opção. O Jonas fez
uma 1ª parte tecnicamente muito boa, teve acção preponderante no golo, só foi
pena não ter acertado com a baliza nos dois remates de fora da área que fez.
Ah, e ter resolvido passar ao Lima, quando deveria ter rematado naquele lance… Luisão
imperial, como habitualmente, nos grande jogos e uma palavra para o Artur, que
não comprometeu. O que já me satisfaz plenamente. Pela negativa, acima de todos
os outros, o Ola John. Meu rico Gaitán! Com ele em campo, duvido que não
tivéssemos ganho. Houve pelo menos uns três lances de um para um na 1ª parte em
que o holandês não conseguiu passar por um lagarto
e o argentino chamar-lhes-ia um figo. Já se sabe: se as primeiras duas ou três
intervenções não lhe saem bem, nunca mais faz nada o jogo inteiro. Outro que
esteve muito sofrível foi o Eliseu. Aliás, a nossa ala esquerda… valha-me
Eusébio!
O post já vai longo, pelo que as
considerações acerca de todo o circo
que se montou principalmente depois do jogo ficam para um próximo texto. Onde também
será abordada a questão de este clube pequenino estar cada vez mais ridículo,
triste e patético. Quanto a nós, concentração para as próximas jornadas é tudo
o que se pede. Faltam 14 jogos com oito em casa e seis fora. Teoricamente, as
saídas que nos restam (Moreirense, Arouca, Rio Ave, Belenenses, Gil Vicente e
Guimarães) não são muito complicadas, exceptuando talvez Guimarães, mas que é
só na penúltima jornada. Temos tudo a nosso favor. Saibamo-lo aproveitar.
domingo, fevereiro 01, 2015
Agridoce
Vencemos tranquilamente o Boavista por 3-0, mas o jogo fica marcado pela
lesão muscular do Júlio César que o vai certamente afastar dos relvados durante
umas semanas, impedindo-o assim de ir ao WC para a semana. Por isso, saí da Luz
quase tão chateado como se não tivéssemos ganho (eu disse “quase”…!).
Com o Talisca (em risco por causa dos amarelos) no banco e o Gaitán a
recuperar para a lagartada, assim que
a partida se iniciou percebeu-se logo o que iria acontecer: o Boavista
concentrava os seus 11 jogadores a meio do seu meio-campo. É que nem era na
linha divisória! Ficou muito claro que a grande questão seria conseguir furar
aquela dupla muralha e marcar o primeiro golo. Algo que estivemos por duas
vezes muito perto de conseguir, mas o Ola John e o Salvio, ambos só com o guarda-redes
pela frente(!), não acertaram na baliza. Apesar da concentração na zona
defensiva, conseguíamos encontrar espaços e criar perigo, e foi com
naturalidade que aos 23’ inaugurámos o marcador numa excelente assistência em
chapéu do Maxi para o Lima de cabeça fazer também um chapéu por cima do Mika.
Dez minutos depois, tudo ficou praticamente decidido com o 2-0 através do Maxi
na sequência de um canto: remate com o pé esquerdo, que ainda fez a bola
desviar num defesa. Até ao intervalo, ficámos a dever-nos mais dois golos, com
o Salvio, novamente isolado(!), a atirar ao lado e um centro da esquerda do Ola
John que o Lima não conseguiu desviar.
Na 2ª parte, não baixámos o ritmo até marcar o terceiro e acabar com
imponderáveis, que às vezes surgem aos pares. O Luisão teve uma boa chance, mas
o Mika defendeu e aos 55’ o Samaris teve uma iniciativa a lembrar o Enzo: foi
rompendo pelo meio de vários adversários até ser derrubado à entrada da área. O
sr. Hugo Miguel, mal, assinalou penalty. Mas antes que as virgens ofendidas venham dizer alguma coisa, há que referir que
este mesmo sr. Hugo Miguel já não tinha assinalado um empurrão ao Lima dentro
da área antes deste lance, como também não sancionou na parte final uma clara
rasteira ao mesmo Lima. Entre o deve e o haver dos penalties, perdemos por 2-1.
O Jonas pegou na bola e atirou rasteiro para o lado contrário do guarda-redes.
Até final, tivemos mais uma série de ocasiões para dilatar o marcador e o jogo
poderia ter terminado com números históricos. Na nossa baliza, só uma cabeçada
num livre fez com que o Júlio César brilhasse. O Jesus fez entrar o Talisca
(achei um disparate arriscar, mas pronto) e aproveitou para dar mais minutos ao
Gonçalo Guedes, que se revelou menos nervoso do que das outras duas vezes e
teve um par de intervenções interessantes. Mas a pior notícia da noite (e das
próxima semanas) surgiu a pouco mais de 10’ do fim, quando o Júlio César fez um
sprint para impedir um inexistente
canto (era pontapé de baliza) e ficou agarrado à coxa de tal maneira que teve
que vir o carro-maca para o tirar de campo. Fiquei pior que estragado e perdi
(quase) toda a satisfação que estava a ter pelo resultado! Vai ser uma baixa
muito importante para ir à lagartada
e nenhum de nós se esqueceu ainda do jogo da 1ª volta, pois não? Felizmente que
o Jesus ainda não tinha feito as três substituições e pode entrar o Artur.
Em termos individuais, destaque óbvio para o Maxi: uma assistência, um golo
e a entrega habitual. Aguarda-se com ansiedade a notícia da sua renovação o
mais breve possível. O Salvio criou muito jogo, mas esteve desastrado na
finalização. Também gostei do Pizzi, com pormenores interessantes. E o Ola
John, com confiança, parece logo outro jogador.
Lamento ter que dizer isto, até porque gosto muito do Petit, mas não
percebo o que é que equipas como o Boavista estão a fazer na I Liga. Mal passam
do meio-campo, limitam-se a defender e demonstram falhas incríveis em lances
básicos, como passes laterais. E o mais preocupante é que nem está em posição
de descida. Quiseram passar uma esponja no “Apito Dourado” e fazê-lo subir de
novo, tudo bem (tudo mal, mas enfim…), mas na época seguinte deveriam
obviamente descer quatro equipas para voltarmos a ter um campeonato com 16. É
que até deveriam ser menos clubes. Jogos como o de ontem são pouco mais que treinos.
segunda-feira, janeiro 26, 2015
Desperdício de ouro
Perdemos em Paços de Ferreira (0-1) e não conseguimos aproveitar a vitória
do Marítimo ontem frente ao CRAC. Mais: perdemos uma oportunidade soberba de
possivelmente dar o xeque-mate ao campeonato, porque nove pontos de vantagem só
muito dificilmente seriam ultrapassáveis. Quando nada levava a crer, escolhemos o pior timing possível para fazer uma exibição
muito distante das que vínhamos fazendo e para quebrar a nossa série de jogos sempre a marcar para o campeonato. Foi uma
machadada muito grande na nossa moral.
É por estas e por outras que eu prefiro jogar primeiro que os rivais: já
não é a primeira vez que desperdiçamos maus resultados alheios. Parece que os
jogadores acusam a pressão e se desconcentram quando têm hipóteses de alargar
distâncias. Até entrámos bem na partida, com uma soberana oportunidade do Jonas
logo a abrir. Praticamente não deixávamos o Paços respirar e aos 18’ o sr.
Bruno Paixão apitou penalty a nosso favor por pretensa mão na bola na área. A
minha opinião é muito simples: eu não marcaria penalty, mas já vi lances ainda
menos evidentes que este serem considerados falta. Depende muito do critério do
árbitro, mas para mim não é penalty. Infelizmente, o Lima atirou ao poste e
desperdiçou uma chance óptima de nos colocar em vantagem. Pior do que isso, a
equipa desconcentrou-se e a partir daqui nunca mais foi a mesma. Pouco depois,
uma boa combinação atacante fez o Salvio atirar ao poste, numa bola ainda
desviada por um defesa, mas foi o nosso canto do cisne em termos de jogadas bem
conseguidas. O Paços galvanizou-se com o falhanço do penalty e começou a
criar-nos perigo através principalmente de bolas paradas.
Ao intervalo, em trocas de mensagens com alguns benfiquistas, a apreensão não
era um exclusivo meu. Infelizmente, a 2ª parte veio dar-nos razão: fomos uma
sombra do que temos sido até aqui. O Paços fechou-se muito bem e nós não
tínhamos ninguém para furar, porque o Salvio esteve abaixo do que é habitual e
é nestas alturas em que mais se sente a falta de um Gaitán (e de um Enzo, já
agora). O Jonas bem tentava, mas poucas coisas lhe saíam bem, o Talisca mal de
viu e o Lima é como se nem estivesse em campo. O Ola John, que nem estava a ser
dos piores na 1ª parte, baixou na 2ª e foi o primeiro a ser substituído (eu não
o teria tirado, porque a entrada do Pizzi implicou o desvio do Talisca para o
flanco, lugar em que manifestamente não rende). Mesmo estando a léguas do que
já mostrámos neste Janeiro, ainda atirámos mais uma bola ao poste pelo Lima, o
Derley, entretanto entrado, falhou uma recarga facílima depois de uma defesa do
guarda-redes e com este batido (daquelas que o Tacuara metia nas calmas e depois muita gente dizia “ah ok, mas era
só encostar”… Pois era!), e o Talisca demonstrou que em termos cerebrais lhe
falta também qualquer peça, porque estando em excelente posição para dominar a
bola e rematar, quando só tinha o guarda-redes pela frente, resolveu rematar de
primeira, falhando completamente a bola. No último minuto, aconteceu o
impensável: o idiota do Eliseu não acompanhou o movimento do adversário e
resolveu fazer um carrinho. Claro que tocou nele e foi penalty. O Sérgio
Oliveira não fez como o Lima e marcou. Com a assistência ao guarda-redes adversário
por duas vezes, o sr. Bruno Paixão deu oito minutos de compensação e ainda
tivemos uma óptima ocasião, em que o Salvio isolado sobre a direita depois de
um livre, centrou para a área, mas ninguém chegou a tempo do desvio. Pareceu-me
que o argentino poderia ter tentado o remate directo.
Em termos individuais, não vou destacar ninguém. A equipa esteve
inexplicavelmente muitos furos abaixo do habitual e sinceramente não entendi o
porquê daquela desconcentração com o penalty falhado. Deu a impressão que nos esquecemos
de como jogar à bola e mostrávamos uma exasperante lentidão de processos,
tornando tudo mais fácil para quem defendia.
Tínhamos tudo a nosso favor: o Paços não ganhava há uma série de jogos,
tinha os dois centrais lesionados, o estádio estava lotado e jogávamos
praticamente em casa, e o CRAC tinha perdido. NÃO SE PODE desperdiçar
oportunidades destas! NÃO SE PODE! Se não formos campeões, este jogo será a
razão principal desse fracasso. Demos um balão de oxigénio a quem já estava
praticamente morto e deixámos escapar a oportunidade de poder perder no WC daqui
a duas jornadas e mesmo assim ficar com a concorrência a seis pontos. Depois da
eliminação na Taça de Portugal em casa frente ao Braga, esta é a segunda grande
desilusão da época (ok, há a Europa, mas essa doeu menos e foi muito sui generis). É bom que não tenhamos
muitas mais até final da época. (Nove pontos, PORRA! Seriam nove pontos de
distância!!!)
P.S. – O Jesus veio dizer no final, à
la Trapattoni, que “se não ganhas, não podes perder”. É bom que diga isso
ao idiota do Eliseu que NÃO pode disputar um lance daquela maneira quando está
na nossa área. Se falha a bola, é imediatamente penalty. Já não é a primeira
vez que faz isto. Duvido que o André Almeida fizesse o mesmo.
sexta-feira, janeiro 23, 2015
A melhor notícia do ano!
O adeus de Pedro Proença
Eu disse do ano?! Dos últimos 14 anos! Já fiz mais do que um post com estas imagens, mas nunca é demais recordar os momentos mais inolvidáveis do "melhor árbitro do século" em Portugal. Vai respirar-se melhor nos relvados a partir de hoje. E não te preocupes, nós não te esqueceremos. Nunca! E jamais te perdoaremos. Obviamente!
Da minha parte, revejo pela enésima vez os dois lances no Bessa e especialmente o do Lisandro, e a tua posição no campo diz-me tudo o que preciso de saber sobre ti. Não tenhas receio, nós sabemos bem que não "erraste dentro de campo".
Infelizmente para nós, acabaste a carreira com 14 anos de atraso. Não deixas saudades. Nenhumas!
* Publicado em simultâneo com a Tertúlia Benfiquista.
Eu disse do ano?! Dos últimos 14 anos! Já fiz mais do que um post com estas imagens, mas nunca é demais recordar os momentos mais inolvidáveis do "melhor árbitro do século" em Portugal. Vai respirar-se melhor nos relvados a partir de hoje. E não te preocupes, nós não te esqueceremos. Nunca! E jamais te perdoaremos. Obviamente!
Da minha parte, revejo pela enésima vez os dois lances no Bessa e especialmente o do Lisandro, e a tua posição no campo diz-me tudo o que preciso de saber sobre ti. Não tenhas receio, nós sabemos bem que não "erraste dentro de campo".
Infelizmente para nós, acabaste a carreira com 14 anos de atraso. Não deixas saudades. Nenhumas!
* Publicado em simultâneo com a Tertúlia Benfiquista.
quinta-feira, janeiro 22, 2015
Personalidade
Vencemos em Moreira de Cónegos (2-0) e fizemos o pleno na Taça da Liga,
qualificando-nos naturalmente para as meias-finais. Num jogo em que bastava o
empate para o apuramento, não facilitámos e o triunfo foi indiscutível numa
exibição muito agradável.
Numa equipa em que metade eram titulares e os outros nem tanto, vimos o
Moreirense entrar melhor e durante os primeiros 15’ criou-nos alguns problemas.
Mas a partir daí, deixou de existir muito por nosso mérito. No entanto, em
termos atacantes não criámos tantas oportunidades como é habitual,
destacando-se um remate cruzado do Jonas que passou perto do poste como o lance
mais perigoso.
Na 2ª parte, o Jesus fez entrar logo de início o Sílvio para o lugar do
Eliseu para lhe dar tempo de jogo. Acelerámos os processos e, numa boa
combinação entre o Jonas e o Derley, o nº 17 marcou um golão aos 65’: remate de
primeira que deixou o guarda-redes sem capacidade de reacção. A partir daí, o
desfecho do apuramento ficou resolvido de vez e quatro minutos depois o Derley
fez um resultado final num lance que o define enquanto jogador: dominou mal uma
bola, mas lutou para ganhar o ressalto, isolou-se e, quando o guarda-redes saiu
e já com um defesa a estorvá-lo, deu um pequeno toque na passada que desviou a
bola para o fundo das redes. Golo à ponta-de-lança.
Até final, o guarda-redes Marafona ainda fez duas ou três defesas que impediram
um resultado mais alargado.
Destaque para o Jonas que é o melhor marcador da equipa no conjunto de
todas as competições: 13 golos em 15 jogos. Para além da enorme eficácia, é um
jogador que faz toda a equipa jogar, mesmo que ontem tenha tido uma ou outra
decisão que não lhe saiu tão bem. Que grande contratação! O Derley, que cria
alguns anticorpos em pessoas que conheço, é um jogador que aprecio. Está (bastante)
longe de ser um craque, mas é muitíssimo lutador e, mesmo que algo trapalhão,
geralmente consegue levar a sua avante. Marcou um excelente golo e é muito bom
nas tabelinhas à entrada da área (o Jonas que o diga e não foi só no seu golo).
O Pizzi esteve muito mexido na 1ª parte, mas falhou o 0-3 de forma algo
escandalosa. O Ola John começou na direita, mas melhorou nitidamente quando
passou para o seu flanco de origem. Ao invés, o Sulejmani esteve mais discreto
do que esperaria e acabou por sair tocado. O Jesus ainda deu minutos ao Gonçalo
Guedes, mas o miúdo voltou a mostrar que ainda está muito verde (salvo seja!) para estas andanças.
O que é notável no Benfica do Jesus é que não há grande diferença entre os
titulares e os suplentes no que toca à organização do jogo. Ou seja, todos
sabem o que têm que fazer em campo e a equipa joga sempre da mesma maneira.
Claro que a qualidade individual é que faz alguns jogarem mais vezes do que
outros, mas aqueles tempos em que, quando rodávamos os jogadores, parecia que
entrava outra equipa em campo, estão definitivamente afastados. E isso só pode
ser mérito do treinador. Por outro lado, volta a confirmar-se a tendência dos
últimos anos, em que chegamos a Janeiro e elevamos o nosso nível exibicional. Gostei
imenso do que vi ontem e espero que isto se mantenha para os próximos jogos.
segunda-feira, janeiro 19, 2015
Grande resposta
Vencemos na Madeira o Marítimo por esclarecedores 4-0 e mantivemos a
concorrência a seis pontos. Foi a última jornada da 1ª volta e os números são
impressionantes: 15 vitórias(!), um empate e uma derrota. Em termos pontuais, é
o melhor Benfica dos últimos 30 anos. Isto numa época em que perdemos cinco
titulares (Oblak, Garay, Siqueira, Markovic e Rodrigo, mais o Cardozo e André
Gomes; Matic em Janeiro passado e Enzo Pérez agora) e em que a pré-época (com
seis derrotas em oito jogos) fazia temer o pior. Afinal, chegamos a metade do
campeonato e é isto… Fabuloso!
Confesso que estava com bastante receio desta partida, pelo nosso histórico
no Funchal (ainda no ano passado lá perdemos) e pelo facto de o jogo ser
arbitrado pelo sr. Carlos Xistra. Para piorar as coisas, o Gaitán teve uma
lesão muscular logo aos 13’ anulando em mim o optimismo pelos regressos do
Luisão e Salvio à titularidade. No entanto, o Ola John entrou muitíssimo bem na
partida e aos 18’ teve uma abertura fantástica para o Salvio dominar de
primeira e rematar sem deixar a bola cair no chão para inaugurar o marcador. Depois
daquele revés inicial com a lesão do melhor jogador do campeonato, a resposta
não poderia ter sido melhor. Estávamos bastante concentrados no jogo e
praticamente não deixávamos o Marítimo respirar. Até ao intervalo, o Jonas
poderia ter sentenciado a partida, mas resolveu passar ao Lima (remate intercepcionado
por um defesa) quando só tinha o guarda-redes pela frente, numa excelente
combinação ofensiva. Mesmo em cima dos 45’, o Talisca arriscou bastante um
segundo amarelo por ter pisado um adversário na disputa de uma jogada, mas o
sr. Carlos Xistra começou a redimir-se de tantas decisões ao longo dos anos
contra nós (uma, duas, três) e deu-nos esta abébia. Mediante isto,
achei que seria muito prudente tirar o brasileiro ao intervalo.
A 2ª parte começou com o mesmo onze, numa atitude corajosa do Jesus (mais à
frente percebeu-se porquê). Esperava que o Marítimo carregasse mais sobre nós,
mas os madeirenses continuaram a ser inofensivos durante grande parte do tempo.
Quanto a nós, alargámos a vantagem logo na primeira oportunidade que tivemos
aos 53’: boa abertura do Talisca para o Ola John picar sobre o guarda-redes,
quando este saiu ao seu encontro. Bom golo do holandês em nítida subida de
forma. O Marítimo foi-se muito abaixo com este golo e nós selámos
definitivamente o triunfo aos 57’ num bis
do Salvio: passe do Jonas para o argentino descaído sobre a direita, que olhou
para o meio para ver a quem fazia o passe e enganou o guarda-redes rematando à
baliza. Logo a seguir grande defesa do Júlio César, desviando o remate do
Danilo para a barra, a continuar a manter as nossas balizas invioladas pelo sétimo
jogo consecutivo para a Liga. Aos 64’ provavelmente na melhor jogada colectiva
do campeonato marcámos o quarto golo pelo Lima, num lance que para além dele
também teve o Salvio e o Jonas como protagonistas. Golão! Até final, o Jesus
aproveitou para ir fazendo as restantes substituições (entraram Pizzi e Derley)
e o Talisca provocou a expulsão mesmo o último minuto para poder cumprir
castigo na Taça da Liga e jogar na Mata Real para a semana.
Em termos individuais, destaque para o Salvio pelo bis e pela assistência para o Lima. Boa entrada em jogo, como já
referi, do Ola John, o que se saúda especialmente pelo facto de o Gaitán
provavelmente ficar de molho uns
tempo por causa da lesão. A equipa esteve toda ela num nível bastante elevado,
com o Samaris também a destacar-se no meio-campo. O Talisca terá de ter mais
cuidado no futuro, especialmente quando já tiver amarelos, porque poderia
ter-se tornado o réu deste jogo. O Luisão não esteve nos seus melhores dias, o
que é normal sempre que regressa de lesão, mas o Jardel compensou isso com uma
exibição sem falhas. O Eliseu esteve bem a atacar, mas a defender nem tanto e
os (poucos) lances de perigo do adversário tiveram origem no seu flanco.
A meio da semana teremos a Taça da Liga, onde um empate nos garante a ida à
meia-final e na próxima 2ª feira a ida ao Paços. Até agora, Janeiro trouxe-nos
as melhores exibições da época. Esperamos que seja para continuar.
P.S. – É bom que os adversários não venham com histórias sobre o lance do
Talisca. O CRAC conseguiu a proeza de
marcar três golos irregulares(!) em Penafiel (dois foras-de-jogo e uma mão) na
vitória por 3-1 e o penalty que dá o primeiro golo à lagartada frente ao Rio Ave vai ficar na história como uma das
maiores anedotas deste campeonato. Portanto, bico calado que não têm moral
nenhuma para falar!
quinta-feira, janeiro 15, 2015
Treino
Vencemos o Arouca por 4-0 e só precisamos de um ponto para nos
qualificarmos para as meias-finais da Taça da Liga. Foi uma partida em que o
Jesus aproveitou para fazer grandes mudanças, mas em que repetimos o resultado
do campeonato.
Com o regresso do Sílvio e as estreias a titular do Gonçalo Guedes e Rui
Fonte (este em estreia absoluta pela equipa principal), a 1ª parte foi mais
agradável do que a 2ª, principalmente porque o Arouca ainda tentou disputar o
jogo neste período. Tivemos um par de ocasiões antes de haver um penalty
indiscutível a nosso favor aos 30’ do qual resultou a expulsão de um
adversário, que rasteirou o Rui Fonte impedindo-o de acertar na baliza quase
deserta. O Pizzi, apesar de duas paradinhas
que me irritam sobremaneira, enganou o guarda-redes e abriu o marcador. Aos
42’, acabámos de vez com a partida, com o Cristante a fazer o 2-0 num potente
remate fora da área, num lance em que a bola sofreu um desvio de um defesa que
enganou o guarda-redes.
Na 2ª parte, o Jesus fez entrar o Salvio e o Jonas para os lugares dos dois
estreantes e, apesar de o brasileiro ter tido logo uma cabeçada perigosíssima
nos minutos iniciais, o jogo baixou de qualidade, porque o Arouca não passava
do seu meio-campo e nós também não tínhamos grande vontade de acelerar uma
partida que já estava ganha. Só o fizemos nos últimos 10’ em que obtivemos dois
golos em minutos consecutivos (83’ e 84’): aberturas do Pizzi em ambos os casos
para o Jonas e Derley fazerem as jogadas para o Salvio e o mesmo Jonas
concretizarem.
Em termos individuais o Pizzi destacou-se por estar envolvido em três dos
quatro golos, mas atirou por cima num lance em que tinha a baliza praticamente
escancarada. Voltei a gostar da capacidade de luta do Derley e só é pena que
lhe tenha ficado a faltar um golo, objectivo que persegue há muito tempo. O
Gonçalo Guedes ainda tem muito que crescer e o Rui Fonte confirmou algo que já
suspeitava que é de ter um bom toque de bola. Saído de uma lesão não pode
apresentar um ritmo muito elevado. Boa partida igualmente por parte do
Cristante, se bem que o Arouca foi inofensivo. De negativo realçar só a lesão
do César, que não se sabe se estará apto para o Marítimo, embora o Jesus tenha
vindo garantir que tanto o Luisão como o Lisandro estarão disponíveis para essa
importante partida.
Este jogo foi um bom treino para as verdadeiras finais que se aproximam (Madeira
e Paços de Ferreira). Entre elas, haverá a ida a Moreira de Cónegos para
(espera-se) selar a qualificação para as meias-finais da Taça da Liga. Vai ser
uma semana muito intensa com três partidas fora.
domingo, janeiro 11, 2015
Melhor do ano
Vencemos o V. Guimarães por 3-0 na nossa melhor exibição da época até ao
momento. O timing não poderia ser
mais apropriado, porque foi o jogo em que se homenageou o grande Eusébio por
ocasião do primeiro aniversário da sua morte. Com esta vitória, mantivemos a
distância para o CRAC e vamos ver como é que a lagartada se vai sair neste domingo em Braga.
Ainda com o Luisão lesionado, mas já com o Eliseu em campo e o Salvio no
banco, tivemos uma entrada a todo o gás. O Gaitán viu o corpo do guarda-redes
Assis defender um remate seu, mas marcámos logo aos 14’: livre do mesmo Gaitán
para a área e grande cabeceamento do Jonas. Numa partida perante o terceiro
classificado, que se antevia muito difícil, era essencial inaugurarmos o
marcador o mais cedo possível e assim aconteceu. O golo galvanizou-nos e
embalámos para uns primeiros 45’ de excelência. Atirámos três(!) bolas aos
postes (Gaitán, Talisca e Jonas) em apenas 14 minutos, mas perto do final da 1ª
parte, foi o Júlio César a salvar-nos do empate, com uma defesa por instinto
num canto, seguida de um alívio com o pé, quando estava no chão. Cheguei ao
intervalo maravilhado com a nossa exibição, mas com uma sensação de déjà vu. O meu medo era que na 2ª parte
baixássemos o ritmo e somente um golo de vantagem poderia ser curto. Além disso
era tremendamente injusto para o que produzimos.
Felizmente que isso não aconteceu, porque mantivemos a pressão após o
intervalo. Aos 54’, demos um golpe muito forte nas aspirações do V. Guimarães
com o 2-0: grande jogada do Lima pela direita, centro para a área, o Ola John
falhou o remate com o pé direito, mas teve sorte com o ressalto e a bola ficou
ao jeito do seu pé esquerdo, que fuzilou a baliza. Este golo veio acalmar (e de
que maneira) as tentativas do V. Guimarães, que entregou o jogo a partir daqui.
Nos últimos 10’, o Jesus fez as substituições e o Salvio teve participação no
terceiro golo, ao cruzar para o Gaitán concluir. Até final, o Júlio César ainda
conseguiu impedir o golo adversário num remate forte.
Destaque individual para o mágico Gaitán: uma assistência e um golo não
está nada mal, mas para além disso ainda teve pormenores de grande classe.
Fez-lhe bem a braçadeira de capitão na sequência da lesão do Luisão e de
castigo do Maxi Pereira. O Ola John melhorou em relação a partidas anteriores,
com a mais-valia de ter marcado o golo da tranquilidade. O Jonas voltou a
marcar um grande golo de cabeça e o Lima, apesar de ter ficado em branco,
fartou-se de batalhar, como é seu hábito. O Samaris também está muito mais
consistente e o Talisca subiu de produção em relação a Penafiel (apesar de ter
ficado em branco desta vez). Na defesa, o Júlio César é um senhor e o
regressado Eliseu fez-se valeu da sua experiência para anular o Hernâni, o mais
perigoso dos vimaranenses. Os centrais (César e Jardel) estiveram atento
durante o jogo todo, bem como o André Almeida, que é dos jogadores mais úteis
que temos.
A meio da semana recebemos o Arouca para a Taça da Liga e espera-se alguma
rotação na equipa. É que o jogo do próximo fim-de-semana é nos Barrreiro e é o
primeiro de três saídas seguidas que serão fundamentais (mais Paços de Ferreira
e lagartada). Acho que muito do
campeonato se vai decidir nestes jogos, pelo que esta subida de produção é
muito bem-vinda nesta altura.
P.S. – O sr. Rui Gomes Costa sabe mesmo como é que se controla um jogo…
segunda-feira, janeiro 05, 2015
Complicado
Vencemos em Penafiel por 3-0 e mantivemos a distância para os rivais. O
resultado final não espelha as dificuldades que tivemos, porque até à expulsão
de um adversário aos 65’ o jogo esteve longe de estar decidido.
Com o Enzo Pérez no Valência e o Samaris a cumprir castigo por amarelos, o
nosso meio-campo foi dos teenagers
Cristante e Talisca, mas a nossa entrada na partida não foi nada famosa. O
Penafiel mostrava muito mais garra que nós na disputa dos lances e só a partir
dos 15’ é que começámos a mostrar qualquer coisa. O Ola John teve duas boas
jogadas nas duas primeiras vezes que tocou na bola, mas depois voltou ao
marasmo habitual. Até ao nosso golo aos 37’, o único perigo que criámos foi num
frango do guarda-redes, que largou
uma bola vinda de um cruzamento, mas o Jonas não estava atento e, quando
rematou, o próprio guarda-redes conseguiu desviar para canto. O golo surgiu
numa magnífica abertura de mais de 30 m do Gaitán, excelente recepção do Lima,
finta ao defesa e toque para o isolado Talisca, quando tinha o guarda-redes
quase em cima dele: o nosso melhor marcador só teve que encostar para a baliza
deserta. Estava feito o mais importante e mesmo em cima do intervalo um pontapé
de ressaca do Gaitán não decidiu o jogo por muito pouco.
A 2ª parte ia começando mal não fosse um indiscutível fora-de-jogo ser a
causa da invalidação do golo do Penafiel, na sequência de um livre para a nossa
área. Nós recuámos no terreno e não conseguíamos meter os contra-ataques para
aproveitar a subida da equipa da casa. Aos 65’, o sr. Paulo Baptista mostrou o
segundo amarelo ao defesa-direito adversário, o veterano Tony, por este ter
agarrado os calções do Jonas, depois de o nosso jogador lhe ter roubado a bola.
Há causa legal para a amostragem do cartão? Há. Eu mostraria o segundo amarelo
num lance daqueles? Não. Mas, verdade seja dita, desde o início do jogo que o
Tony se revelava dos jogadores mais faltosos em campo. A partir daqui, a
partida tornou-se mais fácil para nós e marcámos mais dois golos, aos 78’ e 88’
através do Jonas e Jardel. O primeiro num combinação entre Ola John e Maxi, com
centro deste ainda a bater num defesa e o nosso avançado com o peito(!) a
desviar do guarda-redes. O do Jardel foi de cabeça depois de um canto do
Gaitán. Aleluia por termos finalmente visto um golo do Jardel! Sinceramente não
me lembro da última vez que vimos um golo dele… Será o primeiro de sempre com a
camisola principal do Benfica? Nos últimos quatro minutos, o Jesus fez três
substituições (para quê…?!) fazendo entrar o Sulejmani, Derley e permitindo a
estreia do Gonçalo Guedes na equipa principal. Naturalmente que mal tocaram na
bola.
Sem termos feito uma grande exibição colectiva, também individualmente não
é fácil destacar alguém de caras.
Talvez o Gaitán, por ser dos poucos a conseguir dar o toque de classe que ajuda
muito a resolver jogos e o Lima pelo trabalho no primeiro golo. O Jesus voltou
a apostar no Lisandro para o centro da defesa em vez do César e sinceramente
prefiro o argentino. Tem mais experiência e parece-me mais jogador que o
brasileiro, a que não será alheio o facto de também ser ligeiramente mais
velho. O Talisca no lugar do Enzo precisa de ter mais cuidado nos passes e o
Cristante precisa de saber como não ser batido mais vezes do que seria desejável
pelos adversários, porque os seus passes longos são uma imagem de marca a
aproveitar. O Ola John era bom que mantivesse a concentração durante o jogo
todo, porque a qualidade está lá, mas falta muita cabecinha. O Jonas não estava a fazer uma exibição por aí além,
quando inscreveu o seu nome nos marcadores da partida e isso merece sempre
realce.
Para a semana frente ao V. Guimarães, não vamos ter o Maxi por causa dos
amarelos. Se não recuperarem alguns dos lesionados, especialmente o Luisão, a
nossa defesa não vai ter voz de comando. Teremos o Samaris de volta, mas será
sempre um jogo muito difícil em que é fundamental para estabilizar a equipa
nesta fase pós-férias e pós-Enzo mais uma vitória.
quinta-feira, janeiro 01, 2015
Ano Novo
Depois de um 2014 inesquecível, infelizmente já sabemos que o 2015 não vai ser tão bom em termos desportivos. Mesmo assim, se fizermos o bicampeonato será também um ano histórico, por matarmos um borrego com mais de 30 anos. Que tenham todos os leitores do blog um óptimo 2015!
Subscrever:
Mensagens (Atom)








