sexta-feira, agosto 01, 2014
Desagradável
Perdemos com o Athletic Bilbao por 0-2 no segundo jogo em dias
consecutivos. Não há muito a dizer desta derrota a não ser que foi merecida e
que até poderia ter tido números piores para nós. Quando não se cria uma única
clara situação de golo em 90’, não se pode esperar mais.
O que me apraz dizer acerca desta partida é que espero que esta digressão à
Suíça tenha valido bem a pena em termos financeiros. É que uma coisa é jogar em
dias seguidos com os Étoile Carouges e os Sions desta vida, outra é fazer
quatro jogo em cinco dias perante adversários da craveira do A. Bilbao, Arsenal
e Valência. Ainda por cima, com a equipa desfalcada. Em termos desportivos, não
se entende esta gestão que vai fazer tudo menos dar confiança à equipa. Já
temos quatro derrotas em seis jogos e temo bem que possamos acabar a pré-época
com seis derrotas em oito jogos. O que, mesmo tendo em conta a valia dos adversários,
está longe de ser satisfatório.
quinta-feira, julho 31, 2014
Agradável
Voltámos finalmente a vencer na pré-temporada no já clássico desta altura do ano frente ao
Sion (2-0). Confirmámos algumas boas indicações deixada na Eusébio Cup, mas há
que ter em conta que o opositor era bastante fraquito. No entanto, as vitórias
são sempre bem-vindas e, se outros ficam eufóricos por ganharem a equipas com
nome de tendões, ninguém nos pode recriminar por estamos satisfeitos.
Com uma série frenética de quatro jogos em cinco dias(!) e com vários lesionados (só estão 28 disponíveis, entre os quais alguns deles espero bem que não façam parte do plantel…), na 1ª parte jogou uma equipa mais perto de ser titular e na 2ª outra. E a exibição das duas foi semelhante. Marcámos um golo em cada parte, pelo Jara e João Teixeira (primeiro golo com a camisola sénior do Benfica), mas curiosamente foram estes mesmos dois jogadores que falharam mais três clamorosas situações em que só tinham o guarda-redes pela frente (uma o argentino, duas o português). Apesar destes falhanços, voltei a gostar do João Teixeira, desta feita a jogar a oito, o Ola John está definitivamente com outra entrega e um novo espírito, o Bebé já foi mostrando qualquer coisita, e o Talisca confirma-se como um bom jogador. O Derley falhou uma cabeçada isolado e continua sem se estrear a marcar, e o Eliseu ainda mostra falta de ritmo, além de que me parece algo pesado. Quanto aos velhos, destaque para as acelerações do Salvio e o Gaitán a cair muitas vezes na posição que faz jus ao número da camisola que agora enverga.
Os três próximos jogos serão bastante mais difíceis e vamos ver se a equipa confirma esta aparente subida de forma. A Supertaça está a 11 dias de distância.
Com uma série frenética de quatro jogos em cinco dias(!) e com vários lesionados (só estão 28 disponíveis, entre os quais alguns deles espero bem que não façam parte do plantel…), na 1ª parte jogou uma equipa mais perto de ser titular e na 2ª outra. E a exibição das duas foi semelhante. Marcámos um golo em cada parte, pelo Jara e João Teixeira (primeiro golo com a camisola sénior do Benfica), mas curiosamente foram estes mesmos dois jogadores que falharam mais três clamorosas situações em que só tinham o guarda-redes pela frente (uma o argentino, duas o português). Apesar destes falhanços, voltei a gostar do João Teixeira, desta feita a jogar a oito, o Ola John está definitivamente com outra entrega e um novo espírito, o Bebé já foi mostrando qualquer coisita, e o Talisca confirma-se como um bom jogador. O Derley falhou uma cabeçada isolado e continua sem se estrear a marcar, e o Eliseu ainda mostra falta de ritmo, além de que me parece algo pesado. Quanto aos velhos, destaque para as acelerações do Salvio e o Gaitán a cair muitas vezes na posição que faz jus ao número da camisola que agora enverga.
Os três próximos jogos serão bastante mais difíceis e vamos ver se a equipa confirma esta aparente subida de forma. A Supertaça está a 11 dias de distância.
domingo, julho 27, 2014
Eusébio Cup
Perdemos com o Ajax (0-1) na sétima edição da Eusébio Cup, mas fizemos a
nossa melhor exibição até ao momento. É certo que a contabilidade não é nada
famosa (três derrotas em quatro jogos), mas nesta partida a equipa mostrou
claras melhorias que espero se confirmem nos próximos jogos.
Tivemos algumas oportunidades na 1ª parte, mas sofremos o golo já perto do
intervalo (41’). Na 2ª parte, pensei que jogássemos pior, já que iria haver
várias substituições, mas continuámos a fazer um futebol relativamente
agradável, se descontarmos o item “remate à baliza”. Teremos quatro jogos
durante a próxima semana, onde se aguarda que este problema comece a ser
resolvido. De preferência, sem ter o Jara a marcar penalties, porque
sinceramente não me lembro da última vez que vi um penalty ser agarrado pelo
guarda-redes (já agora, não era o Derley a marcar os penalties no Marítimo…?)
Gostei bastante do Talisca (duas aberturas fenomenais e grande influência
no nosso jogo atacante), do Salvio e do Ola John, que é bom que tenha
consciência que será o terceiro extremo (ou segundo, se o Gaitán sair) e
portanto se dedique um pouco mais do que na época passada. O César fez a pior
exibição até agora e está ligado ao golo, mas continuo a ter esperanças nele.
Finalmente o Gaitán lá ficou com a camisola 10, o que espero seja um estímulo
para ficar… O Cardozo esteve melhor do que nos últimos jogos (se o pontapé de
bicicleta tem entrado…) e espero que seja sintoma de subida progressiva. Estrearam-se
o Eliseu e o Bebé, mas não fizeram nada de relevante.
Era bom que conseguíssemos fechar o plantel o mais cedo possível (a propósito,
vi umas imagens do Romero na Sampdória que me fizeram lembrar o Roberto… Espero
que a culpa fosse do cabelo, que entretanto foi cortado…), porque o início da época
oficial está quase aí. Sion, Athletic Bilbao, Arsenal e Valência serão os
adversários que se seguem, e certamente não iremos ter jogos fáceis.
quinta-feira, julho 24, 2014
Nova derrota
Perdemos com o Marselha (1-2) no terceiro jogo de
pré-temporada. Ainda conseguimos sair na frente do marcador (golo do Gaitán),
mas erros defensivos custaram-nos a vitória. Apresentámos naturalmente a melhor
equipa do momento, mas é bom que venham reforços porque se voltou a verificar
que a grande vantagem da época passada (um banco de luxo) é apenas uma miragem
este ano.
Não há muito a dizer de diferente acerca desta partida por comparação com as anteriores. Os novos jogadores voltaram a evidenciar as mesmas qualidades e os mesmos defeitos da Taça de Honra. Continua a parecer-me que o César será o companheiro natural do Luisão na defesa (jogou o Sidnei, que até está com um número na camisola – 26 – que poderá querer dizer que é para ficar no plantel, mas só daqui a menos 10 kg é que valerá a pena falar dele), o Benito esteve regular (mas a contratação do Eliseu poderá significar a sua ida para o banco) e o Talisca melhorou nas bolas paradas (o que já não é mau nesta fase). Na 2ª parte, entrou o João Teixeira que, apesar de revelar naturalmente excessos de juventude (sair com a bola controlada no nosso meio-campo, quando se está rodeado de adversários, não será a melhor das ideias), continua a ser dos que mais me impressionou até agora. Ao invés, o Luís Felipe parece mesmo preencher a “quota Cortez” do plantel (a sério, se é para ser substituto do Maxi Pereira não temos já lá o João Cancelo, que está longe de ser um génio, mas ao menos é da casa, e o André Almeida – já para não falar do Sílvio…?!), o Derlei passou muito ao lado do jogo (e mostrou algumas dificuldades na recepção da bola) e o Jara resolveu agredir um adversário no início da 2ª parte fazendo-nos jogar com 10 até final.
Podemos sempre olhar para isto como o copo meio-cheio ou meio-vazio: faltam muitos titulares (Luisão, Maxi, Fejsa, Enzo Pérez, Salvio, mais um guarda-redes), o que só por si é mais de meia-equipa, e mais dois ou três reforços, mas o que é certo é que a época oficial está a começar daqui a pouco mais de 15 dias e o que apresentámos até agora é bastante fraquito. Já agora, gostaria de a começar com um título oficial e com algo que não acontece há 10 anos: ganhar na 1ª jornada!
Não há muito a dizer de diferente acerca desta partida por comparação com as anteriores. Os novos jogadores voltaram a evidenciar as mesmas qualidades e os mesmos defeitos da Taça de Honra. Continua a parecer-me que o César será o companheiro natural do Luisão na defesa (jogou o Sidnei, que até está com um número na camisola – 26 – que poderá querer dizer que é para ficar no plantel, mas só daqui a menos 10 kg é que valerá a pena falar dele), o Benito esteve regular (mas a contratação do Eliseu poderá significar a sua ida para o banco) e o Talisca melhorou nas bolas paradas (o que já não é mau nesta fase). Na 2ª parte, entrou o João Teixeira que, apesar de revelar naturalmente excessos de juventude (sair com a bola controlada no nosso meio-campo, quando se está rodeado de adversários, não será a melhor das ideias), continua a ser dos que mais me impressionou até agora. Ao invés, o Luís Felipe parece mesmo preencher a “quota Cortez” do plantel (a sério, se é para ser substituto do Maxi Pereira não temos já lá o João Cancelo, que está longe de ser um génio, mas ao menos é da casa, e o André Almeida – já para não falar do Sílvio…?!), o Derlei passou muito ao lado do jogo (e mostrou algumas dificuldades na recepção da bola) e o Jara resolveu agredir um adversário no início da 2ª parte fazendo-nos jogar com 10 até final.
Podemos sempre olhar para isto como o copo meio-cheio ou meio-vazio: faltam muitos titulares (Luisão, Maxi, Fejsa, Enzo Pérez, Salvio, mais um guarda-redes), o que só por si é mais de meia-equipa, e mais dois ou três reforços, mas o que é certo é que a época oficial está a começar daqui a pouco mais de 15 dias e o que apresentámos até agora é bastante fraquito. Já agora, gostaria de a começar com um título oficial e com algo que não acontece há 10 anos: ganhar na 1ª jornada!
segunda-feira, julho 21, 2014
Taça de Honra AFL
Vencemos o Estoril por 1-0 e perdemos na final contra a
Naval, perdão, a lagartada por 0-1. Foram os dois primeiros jogos da
pré-temporada e não se pode dizer que as perspectivas sejam as melhores. Ao de
dia de hoje, temos uma razia de cinco titulares da época passada (Oblak, Garay,
Siqueira, Markovic e Rodrigo) e, por enquanto, nenhum dos que chegaram estão à
altura deles. Como o dia 31 de Agosto ainda está muito longe, resta-nos rezar a
todos os santinhos para que as perdas fiquem por aqui, porque, caso saiam o
Gaitán e/ou principalmente o Enzo Pérez, eu nem quero pensar no que para aí
vem…
Na partida frente aos canarinhos, ganhámos com um golo de cabeça do Talisca depois de um bom centro do Benito e, curiosamente, a 1ª parte com muitos dos reforços foi mais interessante do que a 2ª com os jogadores da época passada. Frente à Naval, perdão, à lagartada já actuámos com a melhor equipa neste momento (em que faltam os mundialistas e os lesionados) e a exibição foi sofrível, apesar de ter sido um jogo bem disputado, especialmente na 1ª parte.
Na pré-temporada, os olhos estão invariavelmente postos nos novos jogadores e destes o que melhor impressão me deixou foi o César, defesa-central, que é rápido sobre a bola e impõe algum respeito na sua zona de acção. Também gostei do Benito, defesa-esquerdo, que me parece raçudo e aparentemente com qualidade nos centros. O Talisca, apesar do golo no primeiro jogo, passou completamente ao lado da partida frente à Naval, perdão, à lagartada. É um jogador a rever, embora seja prematuro estarmos a atirar para os ombros de um miúdo com 20 anos (é o que diz o BI, espero que não seja outro Ednilson…), acabado de chegar, a responsabilidade de organizar o nosso jogo atacante. Além disso, deverá melhor substancialmente os cantos e os livres curtos, porque para aí de 20 nos dois jogos terá acertado cerca de dois. O Derlei não me parece mau (boas tabelinhas e movimentação interessante no primeiro jogo), mas ainda se está a adaptar ao nosso estilo de jogo. Quem me impressionou mais foi o João Teixeira, trinco vindo directamente dos juniores, apesar de ter tido o grande azar de o golo da Naval, perdão, da lagartada ter resultado de um erro clamoroso seu. Mas revelou personalidade, não deixou os adversários em paz e ainda tentou colocar a bola na frente com critério. Quanto aos “esquece, não vai dar”, temos o Jara, que já conhecíamos, mas que voltou basicamente na mesma e o Luís Felipe, defesa-direito. Aliás, bastaria esta combinação “Luís Felipe + defesa-direito” para nós sabermos que dali não viria nada de bom. Se é para ser suplente do Maxi, já lá temos o André Almeida, Sílvio (quando regressar) e João Cancelo. Ir buscar um brasileiro que não joga desde Novembro só se justifica pela quota de ter sempre que ter um Cortez no plantel todos os anos…
Dos velhos, não desgostei do Ola John, que aparentemente revela mais vontade de correr e de se aplicar, o Gaitán é um artista, mas deveria perceber que o adorno dos lances só costuma resultar já bem dentro da época, o Cardozo continua na senda da parte final da época passada, o que é deveras preocupante, o Artur mostra novamente que precisamos MESMO de um guarda-redes para ser titular de caras e o Lima não teve grandes oportunidades de brilhar.
Enfim, veremos o que os próximos jogos perante adversários bem mais difíceis (Marselha, Ajax, Arsenal e Valência) nos irão mostrar, mas por enquanto isto não está nada famoso...
Na partida frente aos canarinhos, ganhámos com um golo de cabeça do Talisca depois de um bom centro do Benito e, curiosamente, a 1ª parte com muitos dos reforços foi mais interessante do que a 2ª com os jogadores da época passada. Frente à Naval, perdão, à lagartada já actuámos com a melhor equipa neste momento (em que faltam os mundialistas e os lesionados) e a exibição foi sofrível, apesar de ter sido um jogo bem disputado, especialmente na 1ª parte.
Na pré-temporada, os olhos estão invariavelmente postos nos novos jogadores e destes o que melhor impressão me deixou foi o César, defesa-central, que é rápido sobre a bola e impõe algum respeito na sua zona de acção. Também gostei do Benito, defesa-esquerdo, que me parece raçudo e aparentemente com qualidade nos centros. O Talisca, apesar do golo no primeiro jogo, passou completamente ao lado da partida frente à Naval, perdão, à lagartada. É um jogador a rever, embora seja prematuro estarmos a atirar para os ombros de um miúdo com 20 anos (é o que diz o BI, espero que não seja outro Ednilson…), acabado de chegar, a responsabilidade de organizar o nosso jogo atacante. Além disso, deverá melhor substancialmente os cantos e os livres curtos, porque para aí de 20 nos dois jogos terá acertado cerca de dois. O Derlei não me parece mau (boas tabelinhas e movimentação interessante no primeiro jogo), mas ainda se está a adaptar ao nosso estilo de jogo. Quem me impressionou mais foi o João Teixeira, trinco vindo directamente dos juniores, apesar de ter tido o grande azar de o golo da Naval, perdão, da lagartada ter resultado de um erro clamoroso seu. Mas revelou personalidade, não deixou os adversários em paz e ainda tentou colocar a bola na frente com critério. Quanto aos “esquece, não vai dar”, temos o Jara, que já conhecíamos, mas que voltou basicamente na mesma e o Luís Felipe, defesa-direito. Aliás, bastaria esta combinação “Luís Felipe + defesa-direito” para nós sabermos que dali não viria nada de bom. Se é para ser suplente do Maxi, já lá temos o André Almeida, Sílvio (quando regressar) e João Cancelo. Ir buscar um brasileiro que não joga desde Novembro só se justifica pela quota de ter sempre que ter um Cortez no plantel todos os anos…
Dos velhos, não desgostei do Ola John, que aparentemente revela mais vontade de correr e de se aplicar, o Gaitán é um artista, mas deveria perceber que o adorno dos lances só costuma resultar já bem dentro da época, o Cardozo continua na senda da parte final da época passada, o que é deveras preocupante, o Artur mostra novamente que precisamos MESMO de um guarda-redes para ser titular de caras e o Lima não teve grandes oportunidades de brilhar.
Enfim, veremos o que os próximos jogos perante adversários bem mais difíceis (Marselha, Ajax, Arsenal e Valência) nos irão mostrar, mas por enquanto isto não está nada famoso...
sexta-feira, julho 04, 2014
R.I.P. Rui Tovar (Instantâneos V)
Recupero aqui uma
das rubricas esquecidas do blog por um péssimo motivo. Faleceu ontem uma grande
figura do jornalismo desportivo português e um senhor que está nas minhas
memórias desde sempre, ou não me tivesse eu habituado a vê-lo a apresentar os
resumos dos jogos na RTP desde que me conheço. Há relativamente pouco tempo
conheci-o pessoalmente, falei com ele um par de vezes (a última das quais, por
mero acaso, em plena cidade de Turim em Maio passado) e fiquei sempre com a
impressão de uma pessoa de excelente trato, muito cordial, um verdadeiro gentleman, e com uma cultura desportiva
e futebolística muito acima da média. Uma verdadeira enciclopédia ambulante,
que nunca precisou de ser colocar em bicos de pés e utilizar metáforas
ridículas para sobressair nos comentários que fazia.
A sua sobriedade e
a sua competência vai fazer-nos muita falta, e daqui envio um voto de enorme
pesar para a família, em especial para a mulher e para o filho, que já está a continuar o legado do pai no que toca a ser uma enciclopédia futebolística
(para quem não sabe, o Rui Miguel Tovar é o autor dos “Almanaques” dos três
grandes, verdadeiro serviço público para os adeptos respectivos).
sexta-feira, junho 27, 2014
Vitória insuficiente
Vencemos o Gana por 2-1 e a Alemanha ganhou aos EUA por 1-0, mas ficaram a faltar-nos três golos para podermos seguir em frente no Mundial. Golos esses que poderiam ter surgido todos nos últimos 15', quando o Cristiano Ronaldo teve três excelentes hipóteses para facturar.
Foi a nossa menos má exibição, o que não chega para apagar uma campanha decepcionante. Tivemos sorte ao inaugurar o marcador num autogolo aos 31', mas o Gana empatou aos 57' e deitou por terra todas as (poucas) esperanças que tínhamos. Numa réstia de orgulho, ainda chegámos à vitória aos 80' no único golo do C. Ronaldo neste Mundial.
Isto começou a correr mal logo desde início com as dúvidas acerca da lesão do C. Ronaldo. Depois vieram todas as outras lesões musculares a levantarem muitas suspeitas quanto à preparação da equipa. No jogo com a Alemanha, houve alguns jogadores a perderem a cabeça e outros que nem entraram com ela no jogo. Contra os EUA, a defesa foi uma desgraça (simplesmente não me consigo esquecer da movimentação do Bruno Alves no 2º golo). Ontem, perante os ganeses, o mal já estava todo feito e era muito improvável conseguirmos dar a volta. Apesar de algumas opções do Paulo Bento serem incompreensíveis, também não deixa de ser verdade que não houve um único(!) jogador da selecção que pudéssemos dizer "está em forma". E, quando assim é, os milagres não abundam e a aventura brasileira terminou muito mais cedo do que o previsto.
Foi a nossa menos má exibição, o que não chega para apagar uma campanha decepcionante. Tivemos sorte ao inaugurar o marcador num autogolo aos 31', mas o Gana empatou aos 57' e deitou por terra todas as (poucas) esperanças que tínhamos. Numa réstia de orgulho, ainda chegámos à vitória aos 80' no único golo do C. Ronaldo neste Mundial.
Isto começou a correr mal logo desde início com as dúvidas acerca da lesão do C. Ronaldo. Depois vieram todas as outras lesões musculares a levantarem muitas suspeitas quanto à preparação da equipa. No jogo com a Alemanha, houve alguns jogadores a perderem a cabeça e outros que nem entraram com ela no jogo. Contra os EUA, a defesa foi uma desgraça (simplesmente não me consigo esquecer da movimentação do Bruno Alves no 2º golo). Ontem, perante os ganeses, o mal já estava todo feito e era muito improvável conseguirmos dar a volta. Apesar de algumas opções do Paulo Bento serem incompreensíveis, também não deixa de ser verdade que não houve um único(!) jogador da selecção que pudéssemos dizer "está em forma". E, quando assim é, os milagres não abundam e a aventura brasileira terminou muito mais cedo do que o previsto.
segunda-feira, junho 23, 2014
Desilusão
Empatámos com os
EUA (2-2) e só um milagre nos permitirá passar à segunda fase do Mundial. Já
tivemos um meio-milagre que foi conseguir empatar o jogo aos 94’, caso
contrário a última partida frente ao Gana serviria mesmo só para cumprir
calendário. Assim, ainda dará para não fazermos já companhia à Espanha e à
Inglaterra.
Até entrámos bem no
jogo com um golo logo aos 5’ pelo Nani. Só que os EUA vieram para cima de nós e
tivemos sorte em não sofrer nenhum golo até ao intervalo, porque o Miguel Veloso
fazia figura de corpo presente a trinco e os americanos conseguiram rematar uma
série de vezes de fora da área sem oposição. Com o William Carvalho no banco,
não se percebe esta insistência do Paulo Bento… Perto do fim da 1ª parte, o
Nani atirou ao poste e o Éder não acertou bem na bola na recarga permitindo a
defesa ao Tim Howard. Claro que, à semelhança do primeiro jogo, tivemos mais um
par de lesões musculares (Postiga e André Almeida), o que não pode deixar de
levantar muitas dúvidas acerca da preparação da equipa (digam-me outra selecção
que tenha tido tantos problemas musculares em tão pouco tempo…).
Na 2ª parte, lá
entrou o William Carvalho para o lugar do lesionado André Almeida, mas o Miguel
Veloso na lateral-esquerda continuou a ser uma desgraça. Não conseguimos meter
um ou outro contra-ataque que nos teria permitido matar o jogo e a igualdade surgiu aos 64’ num remate fora da área
depois de um canto, em que o Nani não aliviou bem e depois não saiu ninguém na
dobra. Percebeu-se logo que seria muito complicado ganharmos, mas mesmo assim
ainda tivemos um ou outro lance em que poderíamos ter feito melhor, porém o
Éder esteve desastrado (eu acho-o melhor que o Postiga e Hugo Almeida, mas quando
se diz que ele pode ser o substituto do Cardozo até fico com suores frios…! Meu
rico Tacuara!). Aos 81’, o Bruno
Alves confundiu o relvado com um areal brasileiro e ficou deitado na
pequena-área mais tempo do que seria desejável colocando em jogo o Dempsey que,
com a barriga, fez o 1-2 para os EUA. Inacreditável! Já estávamos praticamente
a fazer as malas, quando o Cristiano Ronaldo fez a única coisa de jeito no jogo
todo e centrou largo para o Varela marcar um bom golo de cabeça e impedir a
qualificação directa dos EUA, dando-nos uma réstia de esperança.
Quando o melhor de
Portugal é o Ricardo Costa, isto diz praticamente tudo acerca da nossa
exibição. Tirou uma bola em cima da linha ainda com 1-0 para nós e foi dos
poucos a mostrar alguma garra. O Nani também não esteve mal, embora longe da
sua melhor forma. O André Almeida não comprometeu a lateral-esquerdo, mas saiu
por lesão ao intervalo. E o Varela merece destaque pelo golo do empate. Todos
os outros estiveram muito sofríveis, com realce para a não-existência do Miguel
Veloso e do Raul Meireles. O Moutinho melhorou ligeiramente em relação à
Alemanha, mas está irreconhecível.
E, pronto,
preparamo-nos para voltar para casa sem honra nem glória. As culpas terão de
ser repartidas por algumas pessoas e não acho que o Paulo Bento seja o grande
culpado de tudo. Mas esse balanço será feito depois do último jogo. Não
acredito num milagre por duas razões: lembro-me do Alemanha – Áustria do
Mundial de 82 e um empate entre alemães e americanos qualificam os dois (e não
é preciso dizer quem é o treinador dos EUA…); mas principalmente não acredito
que nós ganhemos ao Gana (e muito menos por uma grande diferença de golos).
segunda-feira, junho 16, 2014
Descalabro
Esta selecção já
entrou para a história com o pior resultado em fases finais de grandes
competições. Perdemos 0-4 com a Alemanha e perdemos muito bem.
Tirando dois
remates relativamente perigosos nos primeiros cinco minutos, a nossa exibição foi
confrangedora. Sofremos golos aos 12’ (penalty do João Pereira), 32’, 45’ e 78’,
o Mundial acabou para o Fábio Coentrão, o Hugo Almeida e o Rui Patrício também
se lesionaram (nestes dois casos, não sei se será necessariamente mau…), mas
ainda são recuperáveis para os jogos a eliminar (se lá chegarmos), e o Pepe
mostrou onde foi formado e cabeceou o Müller aos 37’, sendo naturalmente
expulso. Como se não bastassem todas estas vicissitudes negativas, temos
jogadores a anos-luz da sua melhor forma (o caso mais evidente é o Moutinho) e
outros que, sendo medianos e com mais dois anos em cima, não conseguem dar a
mesma resposta de 2012 (Miguel Veloso e João Pereira, por exemplo).
O Paulo Bento, de
quem continuo a gostar (se o homem era bestial por ter feito com que este
conjunto de jogadores medianos chegasse ao 3º lugar do Europeu, não é este
resultado que o torna automaticamente uma besta), vai ter mesmo que deixar o
seu conservadorismo na gaveta e fazer alterações para o jogo com os EUA. Não se
percebe porque é que o William não foi titular e, já agora, o Éder, que foi dos
mais esforçados frente aos alemães, depois de substituir o Hugo Almeida. No
meio-campo, eu também colocaria o Ruben Amorim em vez o Meireles ou do Moutinho.
Tem que se tentar fazer qualquer coisa diferente, porque qualquer resultado que
não a vitória frente aos norte-americanos, deixar-nos-á quase de certeza de
fora do Mundial.
P.S. – Contestámos muito
o Sr. Milovan Ristic da Sérvia, mas o seu erro
clamoroso (penalty evidente sobre o Éder) aconteceu já com 0-3 no marcador… O
penalty contra nós e a expulsão aceitam-se.
segunda-feira, maio 19, 2014
Triplete histórico
Vencemos o Rio Ave por 1-0 e somos a primeira equipa a ganhar todas as três
provas nacionais em disputa no mesmo ano. Mais: aparte o grande peso das duas
Taças dos Campeões Europeus, sendo finalistas vencidos de uma prova europeia,
fizemos a terceira melhor época da nossa história (ex-aequo com a primeira do
Eriksson, em que também ganhámos a dobradinha
e fomos a uma final europeia). Repito: terceira melhor época da história!
Com os regressos dos castigados de Turim (Salvio e Enzo a titulares e
Markovic no banco), estava confiante para esta final. Entrámos bem na partida
e, durante a 1ª parte, o Rio Ave praticamente não tocou na bola. O problema era
que nós jogávamos muito devagarinho, parecendo os jogadores acusar ainda algum
cansaço da final de 4ª feira. Não tivemos grandes ocasiões, mas lá nos
conseguimos colocar em vantagem aos 20’ num golão do Gaitán de pé direito(!) e
fora da área. Pouco depois, num livre, o Garay poderia ter feito o segundo de
cabeça, mas o guarda-redes defendeu por instinto.
A 2ª parte foi completamente diferente. Demos o berro em termos físicos e o Rio Ave fartou-se de criar
oportunidades. O que nos valeu foi termos o Olbak na baliza, que revelou
novamente uma segurança impressionante. Não me custa nada a admitir que o Rio
Ave provavelmente mereceria o prolongamento, porque atirou uma bola ao poste e
fez com que o Oblak fosse o melhor em campo. Mas também nós merecíamos ter
ganho o campeonato e as Ligas Europa do ano passado e deste, portanto paciência
o futebol é assim mesmo. Em termos atacantes, pouco fizemos salvando-se um
remate do Markovic defendido pelo guarda-redes.
O melhor do Benfica foi de longe o Oblak. Sem ele, provavelmente não
conseguiríamos evitar o prolongamento. Outro que fugiu da mediania foi o Lima,
que se fartou de lutar. Destaque inevitável para o Gaitán pelo golão decisivo
que marcou. Ainda bem que a época termina agora, porque há alguns jogadores do
Benfica que, se lhes fecharmos a boca, explodem.
Foi uma exibição que não ficará para a história, mas o que importa é mesmo
o resultado: 27 anos depois, voltámos a fazer a dobradinha e conquistámos um inédito triplete interno. Vivemos tempos felizes, mas há que ter a consciência
de que uma época destas é muito dificilmente repetível.
P.S. – É incompreensível que não se tenha salvaguardado a ida dos jogadores
ao Marquês, seguindo a sua própria vontade. Seria assim tão difícil de prever
que poderíamos bem ter ganho ao Rio Ave…?!
quinta-feira, maio 15, 2014
Maldição
Ainda não foi à 10ª
que foi de vez! Perdemos a final da Liga Europa com o Sevilha nos penalties (2-4)
depois de 0-0 nos 120’. À semelhança da época passada, fomos a melhor equipa em
campo e merecíamos ter ganho, mas não temos tido de facto sorte nestas finais.
No partida de ontem, a juntar à falta de sorte, revelámos igualmente alguma
inépcia no momento do remate e má preparação nos penalties.
Confesso que
estranhei o optimismo de muitos benfiquistas com quem me cruzei. Não tenho a
MENOR dúvida que com a equipa completa, éramos MAIS que favoritos e a vitória
não nos escaparia, SÓ QUE tínhamos quatro baixas muitíssimo importantes: Enzo
Pérez, Fejsa, Markovic e Salvio. Ou seja, o meio-campo titular não jogava e na
ala direita teríamos de utilizar a terceira opção. Para piorar as coisas, essa
terceira opção, o Sulejmani, levou uma pantufada de todo o tamanho e teve que
ser substituído aos 24’, jogando nós com uma ala direita composta pelo André
Almeida e Maxi Pereira! A questão de jogar o “Manel” é muito bonita, mas ontem
tínhamos vários “Maneis” em campo e milagres a nosso favor já vimos que não há.
Uma coisa é defender resultados em inferioridade numérica, outra é meter a
chicha lá dentro. E para isto é preciso mais do que “Maneis”. Entrámos bem na partida,
mas a 1ª parte foi equilibrada. Tivemos oportunidades pelo Garay, Rodrigo e um
lance do Gaitán já no final que me pareceu (e foi) penalty.
Na 2ª parte, o
Sevilha só durou até aos 60’. A partir daí, o jogo foi completamente nosso e
pressionámo-los muito na tentativa de marcar. O problema foi que o André Gomes
e o Ruben Amorim não estiveram nada bem no meio-campo, o Gaitán só surgiu a
espaços e parece longe da melhor forma física, o Maxi jogou a extremo-direito
pela primeira vez em muitos anos, o Rodrigo esteve muito infeliz ao longo de
toda a partida e o Lima foi bem marcado. O nosso jogo colectivo ressentiu-se
disso e, apesar de a equipa ter lutado muito, não jogámos (nem poderíamos
jogar) tão bem como já o fizemos nesta época. Volto a repetir: as ausências
eram demasiadas. Mesmo assim, tivemos boas hipóteses pelo Rodrigo, Garay de
cabeça e Lima, mas por uma razão ou outra a bola não queria entrar. No
prolongamento, foi mais do mesmo com a diferença que o Sevilha deu o berro em
termos físicos. Teve uma boa oportunidade num contra-ataque, mas durante
meia-hora só nos viu jogar. Nós bem tentávamos, mas as soluções não abundavam
no banco, apesar de me ter parecido que talvez o Ivan Cavaleiro pudesse ter
entrado mais cedo, porque o Gaitán também deu o estoiro em termos físicos ainda
antes dos 90’. Nos penalties, o Cardozo lá voltou à sua corridinha idiota para
a bola e o Beto saltou três metros para a frente e defendeu-a. Custa-me a
perceber como é que não houve nenhum jogador do Benfica a chamar a atenção do
árbitro para isso. Dizê-lo no final é inútil. O outro a falhar foi o Rodrigo: já
o vi marcar uns quatro ou cinco penalties desde que está no Benfica e
sinceramente não me lembro de alguma vez ter sido golo. O Sevilha marcou os
penalties todos como deve ser: em força e colocados.
Em termos
individuais, o Maxi Pereira foi de longe o melhor do Benfica, muito bem
secundado pelo Oblak, que proporciona uma enorme segurança à equipa. Os
centrais tiveram muito trabalho e também não estiveram mal. Todos os outros não
passaram da mediania e medíocres estiveram mesmo os já referidos Ruben Amorim (que
deve ter feito dos piores jogos pelo Benfica de que me lembro) e o André Gomes
(não pode sair a fintar no nosso meio-campo! Alguém lhe meta isso na cabeça!).
Com a agravante de ambos terem perdido bolas nas zonas de transição defensiva,
que só não resultaram golo, porque o adversário era o Sevilha.
Foi uma grande
desilusão, mas honestamente custou-me mais no ano passado. Estávamos muito
desfalcados nesta final e os milagres só acontecem contra nós (como já alguém referiu, perdemos a Liga Europa sem termos sido derrotados num único jogo!). Era uma
excelente oportunidade para acabar com a maldição
do Bela Guttmann, mas também não vamos demonizar o homem que nos deu os dois títulos
europeus. É bom é que os jogadores metam na cabeça que há 27 anos que não
ganhamos a dobradinha e que o
triplete a nível interno nunca foi conseguido. Com o devido respeito pelo Rio
Ave, temos que acabar a época a ganhar!
P.S. – No estádio
não tinha a melhor visibilidade, mas na televisão já deu para ver que para além
do lance do Gaitán há mais dois penalties a nosso favor na 2ª parte que não
foram marcados. Queria ver o Sr. Félix Brych a fazer isto se tivesse sido a
Juventus a ir à final…
domingo, maio 11, 2014
Previsível
Com uma equipa constituída maioritariamente por suplentes e até alguns
jovens da equipa B, perdemos em Mordor por 1-2 e terminámos o campeonato tal
como o começámos. Só que esta derrota não belisca em nada o nosso brilhante
percurso e a equipa deu muito boa resposta a uma adversário que estava na
máxima força.
Quando o CRAC abriu o marcador aos 4’ confesso que temi uma goleada, mas a superioridade do CRAC só durou meia-parte. Pressionaram-nos, mas não criaram muitas ocasiões flagrantes. Aos 26’, o Sr. Rui Gomes Costa fez história ao assinalar um penalty a favor do Benfica em plena casa do CRAC por derrube do Diego Reyes (que grande jogador…!) ao Salvio. Foi o segundo penalty a nosso favor em 35 anos! Sintomático, até porque foram ambos em jogos em que o título já estava decidido. O Enzo Pérez não tremeu e bateu para o lado contrário do Fabiano. A equipa de Mordor sentiu o golo, mas o Sr. Rui Gomes Costa logo tratou de repor a normalidade dos jogos entre o CRAC e o Benfica ao assinalar uma falta fantasma do André Almeida sobre o Jackson Martínez. Cruzamento para a área e o colombiano sentiu o bafo do nosso jogador para se deixar cair. Desta vez não atirou a bola para as nuvens e fez o 2-1 para as forças do Mal.
Na 2ª parte, melhorámos imenso de rendimento e dominámos o adversário. Podíamos ter marcado logo no início quando o Djuricic atirou à barra aproveitando um desentendimento entre o Maicon e o Fabiano. O André Gomes e o entrado Markovic poderiam ter direccionado melhor os remates e eles só tiveram uma grande hipótese pelo Quintero, que rematou a rasar o poste. Numa das últimas jogadas, foi pena o Bernardo Silva ter centrado mal, porque tinha companheiros em excelente posição.
Em termos individuais, ninguém se destaco por aí além. Desta feita, gostei do Steven Vitória, que acompanhou bem o Jardel. O Salvio fez uma boa 1ª parte, mas agarrou-se muito à bola na 2ª. O Lindelof entrou confiante para o lugar do João Cancelo, que teve um péssimo início de jogo, mas depois melhorou progressivamente. O Djuricic não existiu na 1ª parte, mas melhorou na 2ª, saindo lesionado para entrar o Bernardo Silva. Todos os outros estiveram razoáveis.
Temos duas finais importantíssimas na próxima semana, pelo que este jogo seria sempre encarado como um treino, onde se esperaria que não se magoasse ninguém. Obviamente que os jogadores do CRAC foram tentando e tiveram duas ou três entradas assassinas (o André Gomes e o Salvio que o digam), mas aparentemente iremos ter a equipa completa para o Jamor. Mas antes disso, na 4ª feira, vamos ver se finalmente acabamos com a maldição do Béla Guttmann. Agora que já temos uma estátua dele no estádio, pode ser que consigamos finalmente voltar a ganhar uma prova europeia. Lá estaremos em Turim para apoiar o Glorioso!
Quando o CRAC abriu o marcador aos 4’ confesso que temi uma goleada, mas a superioridade do CRAC só durou meia-parte. Pressionaram-nos, mas não criaram muitas ocasiões flagrantes. Aos 26’, o Sr. Rui Gomes Costa fez história ao assinalar um penalty a favor do Benfica em plena casa do CRAC por derrube do Diego Reyes (que grande jogador…!) ao Salvio. Foi o segundo penalty a nosso favor em 35 anos! Sintomático, até porque foram ambos em jogos em que o título já estava decidido. O Enzo Pérez não tremeu e bateu para o lado contrário do Fabiano. A equipa de Mordor sentiu o golo, mas o Sr. Rui Gomes Costa logo tratou de repor a normalidade dos jogos entre o CRAC e o Benfica ao assinalar uma falta fantasma do André Almeida sobre o Jackson Martínez. Cruzamento para a área e o colombiano sentiu o bafo do nosso jogador para se deixar cair. Desta vez não atirou a bola para as nuvens e fez o 2-1 para as forças do Mal.
Na 2ª parte, melhorámos imenso de rendimento e dominámos o adversário. Podíamos ter marcado logo no início quando o Djuricic atirou à barra aproveitando um desentendimento entre o Maicon e o Fabiano. O André Gomes e o entrado Markovic poderiam ter direccionado melhor os remates e eles só tiveram uma grande hipótese pelo Quintero, que rematou a rasar o poste. Numa das últimas jogadas, foi pena o Bernardo Silva ter centrado mal, porque tinha companheiros em excelente posição.
Em termos individuais, ninguém se destaco por aí além. Desta feita, gostei do Steven Vitória, que acompanhou bem o Jardel. O Salvio fez uma boa 1ª parte, mas agarrou-se muito à bola na 2ª. O Lindelof entrou confiante para o lugar do João Cancelo, que teve um péssimo início de jogo, mas depois melhorou progressivamente. O Djuricic não existiu na 1ª parte, mas melhorou na 2ª, saindo lesionado para entrar o Bernardo Silva. Todos os outros estiveram razoáveis.
Temos duas finais importantíssimas na próxima semana, pelo que este jogo seria sempre encarado como um treino, onde se esperaria que não se magoasse ninguém. Obviamente que os jogadores do CRAC foram tentando e tiveram duas ou três entradas assassinas (o André Gomes e o Salvio que o digam), mas aparentemente iremos ter a equipa completa para o Jamor. Mas antes disso, na 4ª feira, vamos ver se finalmente acabamos com a maldição do Béla Guttmann. Agora que já temos uma estátua dele no estádio, pode ser que consigamos finalmente voltar a ganhar uma prova europeia. Lá estaremos em Turim para apoiar o Glorioso!
quinta-feira, maio 08, 2014
Cinco em sete
Vencemos o Rio Ave
por 2-0 e temos 71% de vitórias nas edições da Taça da Liga! Não fizemos uma
grande exibição (longe disso!), mas o chavão “as finais não são para se jogar,
são para se ganhar” foi aplicado com competência. Acima de tudo, mostrámos
muita personalidade e a equipa sabe gerir como poucas os tempos do jogo. Na 1ª
parte, o Rio Ave ainda deu um ar de sua graça, mas na 2ª praticamente não tocou
na bola.
Confesso que não
estava à espera que o Jesus desse a titularidade ao Oblak, mas felizmente que
assim fez, porque o esloveno salvou um golo certo logo aos 5’. Não entrámos
nada bem na partida e perdíamos quase todos os lances divididos com o Rio Ave,
que mostrava muito mais vontade do que nós. A partir de um livre perigoso do
Rodrigo (passou muito perto do poste) por volta dos 20’, o jogo virou a nosso
favor, apesar de até ao intervalo o Rio Ave tentar sempre criar perigo. Aos
40’, uma óptima combinação desmarcou o Siqueira na esquerda, este centrou
atrasado e o Rodrigo em boa posição rematou rasteiro para boa defesa do Ventura
para canto. Na sequência do mesmo, o Luisão desviou de cabeça e o Rodrigo
dominou, e atirou calmamente fora do alcance do guarda-redes. Estava feito o
mais importante e este golo mesmo à beira do intervalo tornaria as coisas mais
difíceis para o nosso adversário. Aliás, depois vi na TV a reacção do Nuno
Espírito Santo a este golo, em que se percebe claramente que ele sentiu que a
final estava (quase) perdida.
Facto que se
confirmou na 2ª parte. O Rio Ave mudou do dia para a noite e não criou um único
lance de perigo apesar de o Sr. Hugo Miguel bem ter tentado enervar os nossos
jogadores e ter arranjado algumas faltas perto da nossa área. Nós não
aumentámos muito o ritmo, convencidos de que não sofreríamos um golo, mas já se
sabe que eu prefiro que se faça este tipo de descanso com bola com dois golos de vantagem. Outra boa combinação
ofensiva isolou o Gaitán, que perante o guarda-redes deixou que ele fizesse a mancha. Estávamos na hora de jogo e
teria sido bom acabar com ele logo nesta altura. Não foi nesta, mas foi pouco
depois: aos 78’, noutro lance de bola parada, o Enzo Pérez colocou na área e o
Ventura encarnou o espírito do Ricardo, falhando completamente a intercepção, e
permitindo que o Luisão cabeceasse muito devagarinho para a baliza. A vitória
ficava garantida e até final o Lima ainda falhou um golo incrível, depois de
uma boa iniciativa do Rodrigo, mas tem a atenuante de a bola ter sofrido um
pequeno desvio de um defesa mesmo antes de ele rematar.
Em termos
individuais, o Luisão foi o melhor. Imperial como sempre nas alturas e com a
mais-valia de ter terminado com o
jogo. O Rodrigo também esteve bem, embora melhor na 1ª do que na 2ª parte. O
Ruben Amorim substituiu bem o Fejsa (que, no entanto, é bom que recupere para
Turim..!) e conquistou a sua 6ª Taça da Liga (claro que se tivesse conquistado
só cinco, se calhar nós teríamos mais do que 33 campeonatos, mas isso é outra
conversa…). O resto da equipa esteve regular, sem grandes rasgos, mas nesta
fase o que interessa mesmo é aumentar o espólio do nosso museu.
Cinco jogos
realizados, quatro vitórias e um empate, 6-0 em golos é o nosso saldo nesta
competição deste ano. Impressionante! Esta era a menos importante das três
finais, mas por ser a primeira daria o tom para as outras que se seguem. Também
nesse sentido, a vitória foi muito importante e não foi por acaso que os
jogadores fizeram a festa que fizeram no final. Além de que, depois do que
sofremos na época passada, já temos karma
negativo que cubra não só os 110 anos passados, como os 110 futuros.
Portanto, não há cá condescendências perante os Rio Aves desta vida.
Lamentamos, mas é assim que terá que ser.
P.S. – Arbitragem
muitíssimo habilidosa do Sr. Hugo Miguel (para não lhe chamar de ladrão…). A
não amostragem de cartão ao defesa do Rio Ave que agarra o Lima à entrada da
área deu logo o mote. Desde cantos e lançamentos laterais marcados ao contrário
(e sempre a nosso desfavor), até à amostragem dos cartões, este tipo mostrou
que é bastante habilidoso. Felizmente conseguimos superar isso, mas lá que
tivemos que jogar contra 14 isso é indesmentível.
segunda-feira, maio 05, 2014
Empate na despedida
Não conseguimos vencer o V. Setúbal (1-1) no último jogo desta temporada na
Luz. Depois do épico empate em Turim, a equipa apresentou-se em nítida
descompressão e nem a colocação de alguns titulares na 2ª parte permitiu-nos
chegar à vitória.
A 1ª parte foi para esquecer. Lento, devagarinho e parado foram as três
velocidades que utilizámos. As ocasiões de golo foram muito escassas e foi com
alívio que chegámos ao intervalo. A 2ª parte foi um pouco melhor (entrou o Lima
para o lugar do Djuricic) e conseguimos marcar aos 60’ numa boa arrancada do
André Gomes, que tabelou com o Cardozo e depois bateu o guarda-redes. Felizmente,
ainda não foi desta vez que ficámos a zeros para o campeonato na Luz. Pouco
depois, o Enzo Pérez, que também entrou na 2ª parte, teve uma ocasião soberana
para ampliar a vantagem, mas atirou ao lado quando só tinha o guarda-redes pela
frente. Fomos deixando correr o marfim
e aos 75’ o Maxi rasteirou um adversário na nossa grande-área. Penalty
convertido em força pelo Rafael Martins, que bateu o Paulo Lopes. Até final,
pressionámos um bocado e tivemos uma boa chance pelo Lima já nos descontos, mas
a bola foi salva quase sobre a linha por um defesa. Confesso que não saí
satisfeito do jogo, porque um empate em casa é algo que me chateia sempre. Além
disso, perdemos uma boa oportunidade para selar a 12ª vitória consecutiva no
campeonato e quebrar estes recordes deixa-me invariavelmente com um amargo de
boca.
Em termos individuais, não houve ninguém que se destacasse por aí além.
Gostei de algumas arrancadas do Salvio e da entrega do Maxi (que acabou por
estragar tudo com o penalty escusado). O Djuricic perdeu a sua enésima
oportunidade para mostrar que é algo mais do que um jogador com “bons pés” e,
sinceramente (e digo isto com o coração exangue), o Cardozo só deveria voltar
quando estivesse em perfeitas condições físicas. O modo como ele se arrasta em
campo, saindo-lhe quase tudo mal, é penoso de ver. Claro que um golo de bola
corrida poderá modificar isto no imediato, já que a falta de confiança é
brutal, mas o que é certo é que esse golo está a demorar tempo demais a surgir.
E, enquanto isso, nós continuamos a jogar com 10…
Que esta partida tenha sido um intervalo para as próximas duas semanas.
Estaremos em três finais e espero que a equipa dê a resposta que sempre tem
dado ao longo da temporada, porque isso garantir-nos-á um mês de Maio
inolvidável.
P.S. – Parabéns ao Voleibol pelo primeiro bicampeonato da nossa história!
sexta-feira, maio 02, 2014
Para a história!
Empatámos frente à Juventus (0-0) e obtivemos o acesso à final da Liga
Europa pela segunda época consecutiva. Para conseguirmos voltar a Turim daqui a
15 dias, tivemos que sofrer bastante num jogo com muitas incidências, mas esta
passagem é mais do que merecida.
O Jesus surpreendeu-me bastante ao dar a titularidade ao Oblak, o que muito
nos valeu, porque o esloveno esteve em grande plano. Entrámos muito bem na
partida e tivemos uma ocasião logo a abrir pelo Rodrigo, que rematou contra o braço
de um adversário logo no primeiro minuto. Esta boa entrada durou apenas 5’,
porque não esqueçamos que estávamos a jogar em casa do futuro tricampeão
italiano. A Juventus pegou no jogo, mas nós nunca nos desorientámos. Mesmo
assim, passámos por alguns calafrios na 1ª parte, com remates por cima do Tévez
e Vidal, outro do Pirlo para boa defesa do Oblak, uma cabeçada perigosa do
Bonucci ao lado e, principalmente, outra cabeçada do Vidal para o Luisão salvar
também de cabeça sobre a linha. Conseguimos chegar ao intervalo sem sofrer
golos, o que era o objectivo principal, mas em termos atacantes só durante os
primeiros 5’ é que demos um ar da nossa graça.
Na 2ª parte, começou a chover copiosamente, o que julgo que nos favoreceu,
porque a Juventus começou a vacilar em termos físicos, já que tinha jogado com
os titulares na 2ª feira também num campo empapado. O Sr. Mark Clattenburg, que
até tinha feito uma boa 1ª parte, começou a inclinar progressivamente o campo.
Mostrou um amarelo ridículo ao Enzo Pérez, num lance de falta por empurrão, e
expulsou-o por duplo amarelo seis minutos depois aos 67’. Confesso que a partir
daqui comecei a ver as coisas muito negras, porque ainda faltava muito tempo
para o final. Em termos atacantes, lá conseguimos sair melhor do que na 1ª
parte, mas o último toque não esteve famoso: o Rodrigo teve duas excelentes
ocasiões (numa delas, praticamente um penalty, rematou por cima com o Buffon
estático e noutra adiantou ligeiramente a bola depois de uma brilhante incursão
do Markovic) e noutro lance o Lima não fez um bom último passe para o Markovic.
A Juventus tinha muita posse de bola, mas não criou grandes situações e, quando
o fez, o Oblak esteve seguríssimo (defendeu bem um livre do Pirlo e nas alturas
foi sempre imperial). Os minutos finais foram de grande nervosíssimo, com o
Markovic a ser escusadamente expulso já depois de ter sido substituído pelo
Sulejmani, na sequência de uma altercação com o Vucinic (também expulso), o
Salvio também vai ficar fora da final por um braço na bola (amarelo também
escusado) e, como se já não bastasse, o Garay levou com a chuteira do Pogba na
cara (levou oito pontos) e teve que sair durante os últimos seis minutos.
Terminámos o jogo com nove! No entanto, mesmo assim conseguimos com muita
bravura manter o resultado, com o Oblak a segurar as últimas bolas cabeceadas
para a área com muita segurança.
Em termos individuais, destaque para o Oblak, Siqueira (que confiança a
sair com a bola!) e Rúben Amorim (cortes absolutamente providenciais e a fazer
esquecer o Fejsa). A equipa foi toda muito brava e com grande entreajuda a
defender, com realce também para a dupla de centrais e o Maxi. Em termos
atacantes, foi pena aqueles dois lances do Rodrigo (especialmente o penalty por cima). Nota profundamente
negativa para o facto de irmos jogar muito desfalcados na final: se a expulsão
do Enzo Pérez ainda se aceita por ter sido na disputa de um lance (embora um
jogador com a experiência dele devesse ter a consciência que não se entra assim
à bola quando já se tem um amarelo, mesmo que injusto…), a do Markovic era
perfeitamente escusada e o Salvio também poderia não ter metido o braço à bola.
São estas ausências que não me permitem estar absolutamente eufórico neste
momento. Claro que é importantíssimo estarmos na 10ª final europeia do nosso
historial (décima, senhores!), mas depois de sete derrotas nas sete últimas
vezes, eu queria mesmo MUITO ganhar esta! Estar só lá não me satisfaz. Com aqueles três jogadores disponíveis, não
tenho dúvida nenhuma que éramos mais que favoritos, mas assim acho que vai ser
mais equilibrada. A única boa notícia é que vão estar os três fresquinhos para
a final da Taça de Portugal apenas quatro dias depois da Liga Europa. Vamos com
calma: estamos em três finais, mas ainda só temos um título conquistado. Depois
do que sofremos na última temporada, é MAIS DO QUE justo que estejamos nesta
situação, mas para esta época se tornar absolutamente inolvidável é PRECISO
ganhar essas finais. Concentração para TODAS elas é o que se pede.
P.S. – A Juventus demonstrou mesmo que é o CRAC de Itália. Para além da
rábula do possível castigo ao Enzo Pérez antes do jogo, as declarações do Conte
no final da partida são absolutamente nojentas e revelam um mau perder e um
ressabiamento que eu só conhecia ao CRAC. Além de que tem o desplante de se
queixar dos árbitros! Para já, nós é que temos queixa do da 1ª mão e depois,
vindo de um clube que desceu de divisão por corrupção a árbitros, é preciso ter
uma distintíssima lata!
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