segunda-feira, abril 14, 2014
Mini-Luz
Vencemos o Arouca (2-0) em Aveiro e estamos a meros dois pontos de
conquistar o 33º campeonato nacional da nossa história. O que interessa nesta
altura é mesmo o resultado pelo que o objectivo foi plenamente cumprido, mesmo
que tenha sido longe do brilhantismo de jogos anteriores. Os três próximos
jogos, todos em nossa casa, para as três das principais competições vão definir
a época.
Sem o Luisão e Fejsa, substituídos pelo Jardel e André Almeida, a nossa 1ª
parte resume-se em três palavras: horrível, horrível e horrível. Lentos, sem
imaginação, muito marcados, com pouca capacidade de choque e a perder
sucessivas bolas divididas (com alguma pancada a mais dos jogadores do Arouca,
mas do Sr. Hugo Miguel não se pode esperar grandes punições aos nossos
adversários), parecia que os nossos jogadores não tinham entrado em campo num
estádio que era 99% nosso. Para complicar as coisas, o Oblak resolveu dar uma arturzada e tentou agarrar uma bola no
limite da área, deixando-a obviamente escapar: o que nos valeu foi que o Maxi
conseguiu tirar o remate que se seguiu quase em cima da linha de golo,
impedindo que o Arouca se colocasse em vantagem, o que a acontecer tornaria o
jogo muito complicado para nós. Isto foi aos 38’ e, quando todos esperávamos
que a 1ª parte tivesse sido oferecida
ao adversário, eis que no último lance dessa mesma 1ª parte inaugurámos o
marcador: jogada pela direita do Lima, que centrou para o Cássio falhar a
intercepção e o Rodrigo aproveitar a atrapalhação do defesa para atirar para a
baliza. Foi literalmente um golo caído do céu que desanuviava muito o ambiente
de alguma apreensão que se começava a sentir na mini-Luz, perdão, no Municipal
de Aveiro.
Na 2ª parte, contava que o Benfica carregasse para fazer o segundo golo e
acabar com as dúvidas, e foi isso que aconteceu logo aos 55’ com uma arrancada
do Markovic pelo centro, que depois desmarcou o Gaitán para picar sobre o
guarda-redes à saída deste. Foi um golão de um dos melhores jogadores do
campeonato (senão mesmo o melhor). O Arouca sentiu imenso o 0-2 e quase não nos
criou perigo. Quanto a nós, poderíamos ter aumentado o marcador quase a seguir
ao golo com os mesmos Markovic e Gaitán no lance. Aos 65’ deu-se o lance mais
aparatoso da partida, com um choque entre o Oblak e um avançado do Arouca
(Roberto). Foi de tal forma violento que o nosso guarda-redes teve de sair.
Esperemos que o traumatismo craniano não o faça estar de baixa durante muito
tempo, porque mesmo com a arturzada desta
partida dá muito mais confiança que o Artur… Até final, o Gaitán e o Lima
tiveram boas hipóteses para marcar, mas o Cássio opôs-se bem.
Em termos individuais, destaque óbvio para o Gaitán pelo golão que marcou e
por uma 2ª parte muito bem conseguida. Aliás, vamos fazer de conta que a 1ª não
existiu para toda a equipa… O Rodrigo continua a ser o nosso avançado em melhor
forma e marcou outra vez o seu golito da ordem. O resto da equipa esteve
mediana, com a já referida melhoria no 2º tempo.
Com jogos em casa frente ao Olhanense e V. Setúbal, só um verdadeiro
cataclismo nos impedirá de não sermos campeões, pelo que vamos é apontar todas
as baterias do mundo para derrotar as forças do Mal na próxima 4ª feira para
termos hipóteses de 27(!) anos depois conquistarmos a dobradinha.
sexta-feira, abril 11, 2014
Meias-finais europeias
Voltámos a vencer o AZ Alkmaar, desta feita por 2-0, e pela 3ª vez durante
o consulado de Jorge Jesus estamos nas meias-finais da Liga Europa. É um feito
assinalável que nunca será por demais realçado. E no total é a 14ª(!) vez que
estamos numas meias-finais de uma competição europeia. Impressionante!
Com a vantagem na eliminatória, entrámos em campo num ritmo calmo, mas
tivemos logo uma grande contrariedade no início, com a grave lesão do Sílvio
(fractura da tíbia e perónio) que lhe acabou com a época, com a ilusão de ir ao
Mundial e com o início da próxima temporada. Foi um lance estranho com um
adversário e o Luisão, acabando o Sílvio com rematar contra a perna do nosso
capitão e partir a sua. Entrou o André Almeida, que deu boa conta do recado,
mas durante alguns minutos parecemos algo abalados pelo infortúnio do Sílvio. O
Cardozo teve três boas oportunidades para marcar, duas delas bem defendidas
pelo guarda-redes. Mas aos 39’ o Salvio, que até nem estava a fazer nada de
especial, resolveu arrancar antes do meio-campo, passar por dois defesas e
centrar largo para o Rodrigo só ter que encostar. Grande jogada e grande golo!
Se já estávamos calmos, a partir daí ainda ficámos mais.
Na 2ª parte, baixámos ainda mais o ritmo (eu achei que era cedo demais para
isso) e o AZ foi espreitando a possibilidade de marcar um golo. O Artur fez
duas boas defesas que o impediram, mas os holandeses nunca deram mostras de ter
capacidade para discutir a eliminatória. No entanto, um golo pode surgir de um
qualquer lance fortuito e, se sofrêssemos um, arriscávamo-nos a ter um final de
jogo complicado (ainda ninguém se esqueceu do que se passou frente ao
Tottenham, pois não?). Por isso, é que era essencial marcar mais um para ficar
tudo garantido. E esse golo chegou aos 71’ noutro lance individual do Salvio,
que cruzou novamente largo para o Rodrigo só ter que encostar. A eliminatória
estava definitivamente selada, mas até final ainda poderíamos ter marcado mais
um golo, porque o Salvio isolado e o Cardozo por duas vezes tiveram boas
oportunidades.
Destaque individual óbvio para o Rodrigo, pelos dois golos, e para o
Salvio, pelas duas assistências. Muito bom jogo igualmente do Siqueira, que com
a lesão do Sílvio até final da época não vai poder descansar mais. Os centrais
estiveram irrepreensíveis, como habitualmente. Quanto ao grande Tacuara, já se movimenta bem melhor,
esteve muito mais em jogo e só foi pena não ter concretizado uma das chances
que teve. Mas anda a cheirar o golo
muito mais do que em partidas anteriores. Pela negativa, acima de todos o
Sulejmani. O André Gomes continua de uma lentidão exasperante e mesmo o Fejsa
não regressou lá grande coisa depois da lesão que teve.
Juventus, Valência (grande remontada
de 0-3 para 5-0 a.p.) e o Sevilha (MUITO obrigado!) são os adversários
potenciais. Confesso que não sei bem o que prefiro, já que o ideal era que a
Juventus não chegasse à final. Mas se tivermos que os defrontar, acho que
teremos mais hipótese de lhes ganhar em dois jogos do que numa final ainda por
cima em casa deles. No entanto, mesmo assim, pensando bem, se calhar prefiro um
dos dois espanhóis. Pode ser o Sevilha, para vingarmos a honra do país… [Ironic
mode on] (Como se a equipa de Mordor alguma vez pudesse honrar o país…!) De
qualquer maneira, algo que seria mesmo muito importante era que a 2ª mão fosse
em nossa casa.
quinta-feira, abril 10, 2014
terça-feira, abril 08, 2014
Categórico
Goleámos o Rio Ave por 4-0 e estamos a duas vitórias de podermos celebrar o
tão desejado título de campeão. Perante uma equipa que tinha conquistado 21 dos
seus 31 pontos fora de casa com apenas sete golos sofridos, esta partida era
vista com muitas cautelas, mas a nossa resposta não poderia ter sido melhor.
Marcámos dois golos antes do intervalo, como vem sendo salutar hábito
ultimamente, e ainda tivemos o bónus de mais dois golos pelo jogador mais
necessitado deles na 2ª parte.
Entrámos fortes como tem sido regra e inaugurámos o marcador aos 17’
através do Rodrigo depois de (mais) uma brilhante iniciativa do Gaitán. O
argentino assistiu e depois marcou aos 29’, aproveitando um ressalto de bola
depois de uma jogada do Rodrigo. O Rio Ave não dava mostras de poder criar-nos
perigo e até ao intervalo realce para outra jogada magistral do jogador do
momento, Gaitán, que infelizmente não teve ninguém a secundá-lo no momento de
atirar à baliza.
Na 2ª parte, o sentido do jogo não se alterou e nós fizemos uma gestão
activa do esforço. Nunca deixámos de jogar para a frente, tentando sempre
marcar mais golos, mas sem grandes correrias e dispêndios de energia. O Jesus
começou a fazer descansar os mais utilizados e lançou o Cardozo, Djuricic e
Jardel. E foi o Tacuara a finalmente
quebrar a malapata dos golos, ao concretizar um evidentíssimo penalty sobre o
Maxi Pereira aos 77’. Já na compensação, outro indiscutível penalty a nosso
favor por derrube ao Enzo Pérez e novo golo do Cardozo para o mesmo lado. O
jogo terminava da maneira como eu mais gosto: connosco a marcar!
Em termos individuais, destaque óbvio para o Gaitán e para o Rodrigo, que
está numa superforma. Também gostei do André Almeida no meio-campo, embora não
seja nenhum Fejsa. Os centrais estiveram irrepreensíveis e com várias
oportunidades para marcar. O Oblak poderia perfeitamente ter pago bilhete para
ver o jogo… O Lima esteve menos em foco do que em partidas interiores, assim
como o Markovic, mas ambos fartaram-se de dar ajuda à defesa. Quanto ao
Cardozo, foram dois penalties, sim senhor, mas foram dois golos! Ambos muito
bem marcados, por sinal. Espero que lhe sirva de lição para os penalties
futuros: se correr decidido para a bola e sem ser com aqueles idiotas passinhos
pequenos, as probabilidades de êxito aumentam consideravelmente.
Esta nossa vitória acabou com as possibilidades matemáticas de o CRAC ser
campeão. Que grande pena…! Mas a lagartada
também esta numa boa série de vitórias consecutivas e até isto estar ganho convém
ir com muita cautela. No entanto, é óbvio que estou optimista: estamos a jogar
com uma serenidade enorme, sem acusar a pressão e com uma segurança defensiva
como nunca tivemos na era Jesus. Agora é apontar baterias para 5ª feira para
selar a qualificação para as meias-finais da Liga Europa.
sexta-feira, abril 04, 2014
Boa vitória
Ganhámos ao AZ em Alkmaar (1-0) e estamos em excelente posição para
atingirmos as meias-finais da Liga Europa. Fizemos uma partida muito
inteligente e só foi pena não termos marcado um segundo golo que acabaria de
vez com a eliminatória.
O Jesus voltou a fazer alterações, mas não tantas quanto se esperava. O
Artur regressou à baliza e jogaram o André Gomes, Rúben Amorim, Salvio e
Cardozo. Não entrámos bem, o AZ ganhava sempre os lances divididos e no nosso
meio-campo só o Amorim não parecia estar perdido. Na primeira metade da 1ª
parte valeu-nos o Artur com um punhado de boas defesas a evitar o golo dos
holandeses. A partir daí, as coisas equilibraram-se e dispusemos de
oportunidades pelo André Gomes e Rodrigo. Aos 37’, aconteceu o lance mais triste
do jogo com a lesão no tendão de Aquiles do Rúben Amorim. Vamos lá a ver se não
tem o Mundial em risco…
A 2ª parte não poderia ter começado melhor: fizemos o golo logo aos 48’,
quando o Salvio recargou com êxito um remate do Cardozo que o guarda-redes
defendeu com a cabeça. Os holandeses sentiram (e de que maneira!) o golo e o
nosso domínio foi total a partir daí. O Rodrigo teve dois falhanços quase
seguidos e ainda um grande remate fora da área, e o Lima que substituiu o
Cardozo desviou de cabeça um canto para uma grande defesa do guarda-redes. Na
nossa baliza, o perigo não foi tão grande, excepto no lance final da partida em
que um frango do Artur (largou uma
bola fácil bombeada para a área) só não deu golo, porque o Salvio defendeu com
as costas o remate do adversário.
Em termos individuais, destaque para o Salvio pelo golo que marcou, que se
espera lhe dê mais confiança para o futuro. Golo esse que também ficaria bem ao
Cardozo, que, embora ainda permanecendo um corpo
estranho na equipa, teve ligeiras melhorias em relação à partida no antro.
O Amorim estava a ser dos melhores até se lesionar, mas gostei bastante de ver
o André Almeida que, para quem não joga há muito tempo, esteve irrepreensível. Ao
contrário do André Gomes, que continua a ser de uma lentidão de processos
exasperante. O Gaitán permanece igualmente em grande forma, assim como o
Rodrigo que foi provavelmente o nosso melhor jogador. A defesa tremeu um bocado
na parte inicial, mas quando acertou as marcações nunca mais falhou. Quanto ao
Artur, se é certo que fez magníficas defesas na 1ª parte, ia estragando tudo
com aquele lance no final…
Estamos em vantagem e até deu para limpar os amarelos do Maxi Pereira e do
Gaitán (infelizmente, o do Rúben também deverá ficar limpo…). No entanto,
convém não embandeirarmos em arco, até porque temos ainda todos a lembrança do
jogo frente ao Tottenham…
P.S. – Mais um borrego morto: há
45 anos que não ganhávamos na Holanda.
domingo, março 30, 2014
Irritado
Vencemos em Braga por 1-0 e demos um passo importantíssimo (quiçá decisivo)
rumo ao tão desejado título. Para o conseguir, bastar-nos-á ganhar os três jogos em casa que faltam, mas até
estar tudo matematicamente garantido estará sempre na nossa mente que também na
época passada bastava ganhar em casa
aos dois primodivisionários nas últimas três jornadas e aconteceu o que
aconteceu.
No futuro, tudo o que importará é olhar para este resultado, mas como eu já
disse se nem tudo é necessariamente uma catástrofe quando perdemos, também nem
tudo está sempre bem quando ganhamos. E hoje as coisas não estiveram mesmo
nada bem. Perante um Braga desfalcado de nove, repito nove(!) jogadores (como o
Alan, Custódio, Nuno André Coelho ou Rafa, tudo titulares indiscutíveis), até
entrámos bem na partida e o Gaitán falhou uma boa ocasião logo de início. Mas
marcámos aos 13’ na sequência de uma boa iniciativa do Rodrigo e de uma boa
movimentação na área do Lima, que lhe permitiu enganar a defesa e rematar sem
oposição. O mais difícil estava feito e sinceramente a partir daqui esperei um
jogo mais descansado, até porque o Braga também tinha jogado a meio da semana e
nós fizemos as poupanças que fizemos no antro. No entanto, nada disto
aconteceu: o Braga mostrava mais vontade do que nós e ganhava praticamente
todas as bolas divididas. Felizmente, não conseguiu criar grandes situações de
perigo, mas nós terminámos a 1ª parte com dois(!) remates feitos à baliza.
A 2ª parte foi melhorzita da nossa parte, mas sem nunca acelerar o
suficiente para marcar o golo da tranquilidade. Tivemos algumas oportunidades,
é certo, como uma cabeçada do Fejsa, um remate do Rodrigo por cima da barra e
um chapéu do Lima que saiu mal, depois de um remate do Markovic defendido pelo
Eduardo. No entanto, também do outro lado o Braga teve duas semi-oportunidades,
uma das quais com o Oblak a tapar bem a baliza numa recarga de calcanhar. O
problema é sempre o mesmo: se não matamos
o jogo, pomo-nos a jeito de qualquer eventualidade. Como, por exemplo, o facto
absolutamente histórico de o Sr. Pedro Proença não ter expulso por segundo
amarelo o Fejsa a 10’ do fim, quando até o poderia ter feito (não percebo como
é que um jogador do Benfica, já com amarelo, faz uma falta agarrando a camisola
do adversário…!). Esta eventualidade que não aconteceu por acaso (foi a
primeira vez na vida que vi o Sr. Pedro Proença a ter uma decisão destas a
nosso favor) poderia ter-nos complicado e muito a parte final da partida. Outra
coisa que contribuiu sobremaneira para a minha profunda irritação foi a questão
do penalty já nos descontos: PORQUE RAIO DE CARGA DE ÁGUA É QUE FOI O RODRIGO A
MARCÁ-LO?! Mas estamos a brincar, ou quê?! Com o Lima em campo, lá porque a
falta foi sobre o Rodrigo tinha de ser ele a marcar?! Desde quando é que o
Rodrigo marcou alguma vez algum penalty pelo Benfica? Quer dizer, não nos
serviu de nada o que se passou em Barcelos, não foi? Pusemo-nos a jeito sem
necessidade nenhuma (ainda houve um livre bombeado para a nossa área depois
disso), ainda por cima porque um eventual golo do Lima aproximá-lo-ia da
liderança dos melhores marcadores. Foi uma decisão ABSOLUTAMENTE
INCOMPREENSÍVEL E INACEITÁVEL!
Em termos individuais, não se notou nada a folga que a maior parte destes jogadores teve na 4ª feira. Foi,
portanto, para isto que quase pusemos
em causa uma presença na final da Taça, foi? O Rodrigo estava a ser dos menos
maus até falhar o penalty e o Lima foi decisivo por causa do golo. A defesa
esteve bem (o Siqueira conseguiu controlar-se depois do amarelo ainda na 1ª
parte), mas ao invés o Enzo Pérez não esteve
em campo. Assim como o Markovic. O Gaitán foi muito intermitente e o Fejsa deve
ter muito mais cuidado no futuro, porque hoje poderia ter-nos feito passar
grandes dificuldades na parte final.
A exibição muito sofrível e a cena do penalty fizeram com que depois do
apito final não conseguisse festejar logo uma vitória destas como ela merecia. E,
também como já disse, só há uma coisa que me irrita mais do que um mau
resultado do Benfica: é sair chateado de um jogo depois de um bom resultado
nosso. Claro está que o mais importante foi conseguido, mas foi-o de uma
maneira muito mais sofrida e sofrível do que deveria. Veremos a resposta que a
equipa vai dar na Holanda na próxima 5ª feira, sendo que perante o que se viu
hoje talvez não haja necessidade de tanto descanso
de muitos titulares…
quarta-feira, março 26, 2014
Inconcebível
Oferecemos a vitória ao
CRAC (0-1) na 1ª mão das meias-finais da Taça de Portugal. Para uma equipa que
já não perdia há quase cinco meses e que marcava golos consecutivamente há não
sei quantos jogos, fizemos uma péssima exibição e colocámos desnecessariamente
em risco a qualificação para a final da Taça de Portugal.
O Jorge Jesus resolveu voltar a “rodar a equipa” e jogámos grande parte do
tempo com nove (o Salvio e o Cardozo fizeram figura de corpo presente). Para
piorar as coisas, o Garay reencarnou a forma do princípio da época e ficou sentado a ver o Jackson Martínez a
cabecear aos 6’ para fazer o único golo do jogo. Não poderíamos ter entrado
pior e até ao intervalo a equipa não se encontrou. Claro que o facto de
estarmos a jogar com dois a menos ajudou… O CRAC pressionou-nos muito durante
principalmente a primeira meia-hora, mas só teve uma grande ocasião quando o
Sr. Marco Ferreira não assinalou um pisão do Fernando ao Fejsa (num dos seus
poucos erros, valha a verdade, confirmando a boa impressão que eu tinha dele), que permitiu que o Varela depois se isolasse
para uma boa mancha do Artur.
Melhorámos na 2ª parte (também pior era difícil…) e estava-se à espera que
o Jesus fizesse entrar alguns titulares, já que para além dos dois jogadores
referidos, também o Sulejmani não existiu.
Finalmente, este lá saiu aos 65’ para entrar o Gaitán, mas dois minutos depois
o Jesus tem uma decisão incompreensível ao tirar o nosso melhor jogador
(Rodrigo) para colocar o Lima. Isto com o Cardozo em campo… Com o passar do
tempo, o CRAC foi tendo espaço para o contra-ataque e por mais de uma vez
poderia ter marcado, mas o Jackson atirou uma bola ao poste e por duas vezes
falharam de maneira incrível o último passe. Nós só tivemos uma verdadeira
ocasião quando um canto à Camacho
finalmente(!) saiu bem e o Rúben Amorim rematou para excelente defesa do
Fabiano. Pouco depois acabava uma partida que esteve perfeitamente ao nosso
alcance: bastaria só não ter entrado a medo e ter jogado sempre com 11…
Em termos individuais, o Sílvio foi dos poucos que não se afundou. O Luisão
fez cortes muito importantes na 1ª parte, mas na 2ª errou passes que não são
habituais. O Amorim começou pessimamente, mas foi melhorando ao longo do tempo
e o Artur não deu nenhum frango o que
é sempre de relevar.
Bem, já que seis titulares tiveram descanso, não se espera nada menos do
que uma vitória em Braga, mesmo que tenhamos que defrontar o mais temível
adversário até ao momento: o Sr. Pedro Proença. Quanto à 2ª mão desta
meia-final, logo veremos o que vai suceder, mas vai-me ser muito difícil
perdoar ao Jorge Jesus uma eventual eliminação perante este CRAC…
segunda-feira, março 24, 2014
Absoluta tranquilidade
Vencemos a Académica por 3-0 e mantivemos as distâncias para os rivais. Se
alguém me perguntar como é que eu gosto que os jogos de Benfica sejam, este é o
exemplo perfeito: marcar cedo, 2-0 antes do intervalo e 3-0 pouco depois do
recomeço. Os níveis de ansiedade raramente passaram do zero e por mim poderia
ser sempre assim.
Marcámos na primeira oportunidade que tivemos aos 11’: óptima iniciativa do
Rodrigo, remate ao poste e no ressalto o Lima foi mais rápido que o Halliche, e
este acabou por aliviar a bola contra o pé do nosso jogador. Já se sabe que
perante este tipo de equipas o primeiro golo costuma ser sempre um abre-latas,
mas neste caso não foi bem assim, porque a Académica nunca se desposicionou
defensivamente. Continuava a jogar como se estivesse 0-0 e nós fomos
controlando a partida a um ritmo relativamente baixo. Só que, quero acreditar
que escaldados com alguns encontros anteriores, nunca perdemos de vista a
baliza contrária e de vez em quando acelerávamos. Foi numa bela jogada de
sucessivas trocas de bola, em que praticamente participaram todos os jogadores,
que fizemos o 2-0 aos 28’ num bis do
Lima depois de uma assistência do Markovic. Pouco antes do intervalo, o Ricardo
defendeu com a perna um remate do Siqueira naquele que teria sido possivelmente
o melhor golo do campeonato, noutra jogada cheia de nota artística da nossa parte, com diversos toques de calcanhar.
Na 2ª parte, esperava-se uma reedição de partidas anteriores connosco a não
acelerar muito e a deixar o tempo correr sem grandes sobressaltos, mas
felizmente antes de isso acontecer ainda fizemos o 3-0 aos 59’ pelo Enzo Pérez,
depois de uma recuperação de bola dele próprio e uma tabela com o Rodrigo. Até
final, ainda atirámos duas bolas aos postes (Rodrigo e Salvio), mas a Académica
também criou duas vezes perigo. O Jesus aproveitou para rodar a equipa e
entraram os habituais Salvio, Cardozo e Rúben Amorim, mas o resultado
manteve-se.
Em termos individuais, destaque óbvio para o Lima que, com mais dois golos,
está a apenas quatro da liderança dos melhores marcadores, e para o Rodrigo que
esteve presente em dois dos golos. O resto da equipa esteve num nível médio-alto,
embora com o Gaitán em menor destaque quiçá por ter vindo de uma pequena lesão durante
a semana.
Para o campeonato, estamos há inacreditáveis 75 jogos consecutivos a marcar
na Luz e há 58 jogos no total. São números impressionantes, mas o que mais se
destaca esta época é a segurança com que estamos a jogar, sem o deslumbramento
que vimos em anos anteriores, é certo, mas com muito maior consistência. Na próxima
4ª feira, iremos ao antro para a meia-final da Taça de Portugal e espero que os
jogadores do Benfica tenham em mente que não ganhamos uma dobradinha há quase 30 anos. Se o campeonato é o principal
objectivo, esta questão da dobradinha
não é de somenos importância, portanto espera-se um bom resultado em casa dos
assumidamente corruptos.
P.S. – Por motivos profissionais, foi-me completamente impossível escrever esta crónica mais cedo. As minhas desculpas por isso.
sexta-feira, março 21, 2014
Sorteio da Liga Europa
AZ Alkmaar – BENFICA
Lyon – Juventus
Basileia – Valência
CRAC – Sevilha
Não há como esconder: o sorteio dos quartos-de-final não nos poderia ter
sido mais favorável. Iremos defrontar o 7º classificado do campeonato holandês,
que está a 19 pontos do líder, Ajax. Ainda por cima, com o bónus de decidir a
eliminatória na Luz. Temos MAIS QUE obrigação de chegarmos às meias-finais e,
se assim não acontecer, será uma enorme desilusão. Convém, já agora,
respeitarmos o adversário e não fazer um jogo como o de ontem, em que achámos
que já estava tudo decidido antes do final da partida. Se assim for, julgo que
não teremos dificuldades em nos qualificarmos. O jogo para o campeonato a meio
da eliminatória é a recepção ao Rio Ave, pelo que até temos o calendário do
nosso lado.
O CRAC também teve alguma sorte e é favorito para passar às meias-finais.
Gostaria muito que o Lyon eliminasse a Juventus, mas acho pouco provável. Com a
final em Turim, era de toda a conveniência que a Juventus não chegasse lá.
Furioso
Empatámos com o Tottenham (2-2) e conseguimos a qualificação para os
quartos-de-final de uma competição europeia pelo quinto ano consecutivo. Isso é
o facto positivo a realçar deste jogo.
Como seria previsível, o Jesus fez a rotação da equipa e do meio-campo para
a frente não alinhou um único habitual titular. O Tottenham também pareceu dar
a eliminatória como perdida e fez várias alterações. Tal como se esperava,
jogámos devagarinho e parados. A baliza contrária era um sítio muito distante e
o plano de jogo era deixar correr o marfim durante os 90’. Aos 34’, o Salvio lá
resolveu fazer uma jogada individual e centrou para o Garay fazer o 1-0 de
cabeça. Passou pela cabeça de todos os jogadores que as coisas estavam
definitivamente decididas.
A 2ª parte decorreu nas mesmas condições e nós andámos cada vez mais a
passo de caracol. Até que aos 78’ os ingleses fizeram o empate com um forte
remate rasteiro fora da área. E no minuto seguinte colocaram-se à frente do
marcador com um remate na pequena área. Inacreditavelmente iríamos ter dez
minutos de grande sofrimento numa eliminatória que já deveria estar mais do que
resolvida. E tivemo-los, porque por três(!) vezes os Spurs estiveram perto de marcar, duas das quais salvas por grandes
intervenções do Oblak. No último lance do jogo, tivemos a sorte de o Lima ser
atropelado por um central e converter ele próprio o penalty, livrando-nos de
uma derrota caseira inédita nesta época.
Não vou destacar ninguém, porque o que aconteceu foi inconcebível e todos
os que estiveram em campo tiveram culpa. O Jesus bem pode vir dizer no final
que nem a melhor equipa do mundo goleia o Tottenham (a “melhor” talvez não, mas este ano foram só o Liverpool,
Newcastle, Chelsea e Manchester City, este por duas vezes, que o golearam…),
que isso não desculpa o facto de quase termos oferecido a eliminatória. Todos
dentro do Benfica já deviam saber que as equipas inglesas são competitivas até
ao fim e que, entre correr à maluca
com 4-0 a nosso favor para marcar o quinto e jogar com calma sem sequer ver as
balizas, há todo um meio-termo que convém explorar. E que estamos a
demonstrar nas últimas partidas que não o sabemos fazer.
Se alguém está à espera de ler aqui loas sempre que ganhamos ou críticas ferozes sempre que perdemos, desengane-se. As coisas não são assim tão preto e branco. É que, parecendo que não, é a segunda vez no espaço de três dias em que
íamos dando cabo de uma vitória quase certa. Na Choupana, valeu-nos a aselhice
do jogador do Nacional, nesta partida valeu-nos S. Oblak. E esses lances foram
tão, mas tão escusados que foi das poucas vezes que saí do estádio no final sem
aplaudir a equipa. Estamos a desafiar a estrelinha
de campeão recorrentemente demais para meu gosto. A
continuar assim, é inevitável que as coisas nos corram mal um dia destes. E sem
necessidade nenhuma disso.
P.S. – Não percebi o porquê da razão de ter sido o Fejsa a ficar fora dos
18, porque ainda por cima não jogou na Choupana. Nos dois últimos jogos sem
ele, sofremos quatro golos. Coincidência…?
P.P.S. – Há outra coisa que também me custa a perceber: a não-provocação de
um amarelo por parte do Gaitán e Enzo Pérez na primeira mão quando já estava
1-3 iria ter, como seria de esperar, o resultado previsível: o Pérez levou
nesta partida, mesmo não tendo jogado os 90’, e agora será baixa nos quartos-de-final. Vamos ver se não nos fará falta… E o Gaitán nem sequer foi convocado. Esperava uma muito melhor gestão destas situações.
terça-feira, março 18, 2014
Vital
Vencemos o Nacional na Choupana por 4-2 e demos um passo importantíssimo na
luta pelo título. Como a lagartada
ganhou ao CRAC (1-0) mantivemo-los a sete pontos e vemos agora os assumidamente
corruptos a 12. Esta partida foi complicada como se esperava, mas tivemos uma
forte reacção à desvantagem inicial e a vitória é mais do que justa.
Entrámos muito mal no jogo e o Sr. Manuel Mota ajudou ao assinalar um
penalty aos 7’ por suposta mão do Luisão. Como já vi escrito por aí, o Luisão
vai ter que ser operado para lhe retirarem a mão do joelho… O Candeias fez o
1-0 e andámos aos papéis durante mais uns bons largos minutos. A partir dos
20’, a equipa decidiu que estava na altura de começar a jogar à bola com
destaque para o Rodrigo na 1ª parte. Fez a assistência para o Lima igualar aos
24’ e marcou um golão aos 32’ numa bomba
de fora da área. O forte vento que se fazia sentir, e a favor do qual jogámos
na 1ª parte, tornava imperioso que fôssemos para o intervalo em vantagem. E até
conseguimos alargá-la aos 43’ através de um golpe de cabeça do Garay na
sequência de um canto, com o vento a dar uma ajudinha na trajectória que a bola
tomou. Até ao intervalo, o Sr. Manuel Mota perdoou o segundo amarelo ao
defesa-esquerdo do Nacional (empurrou o Rodrigo para os painéis publicitários),
mas duvido que fizesse o mesmo se fosse ao contrário.
Com dois golos de vantagem, na 2ª parte voltámos ao modo “gerir o jogo” que
tem caracterizado as últimas partidas. Desta feita, estava o Nacional a favor
do vento, mas não conseguia chegar perto da nossa área. No entanto, se
tivéssemos forçado um bocadinho mais poderíamos ter conseguido o quarto golo,
que resolveria de vez a questão. Não o fizemos e o Nacional reduziu aos 80’
através do Djaniny. Perspectivavam-se uns últimos 10’ de sofrimento e
colocámo-nos a jeito para que as coisas corressem mal sem necessidade nenhuma.
E poderiam, de facto, ter corrido muito mal, porque a quatro minutos do fim na
sequência de um livre um jogador do Nacional falha uma cabeçada só com o Oblak
pela frente. A estrelinha de campeão protegeu-nos
e na jogada seguinte o Garay decidiu de vez o encontro ao fazer o 2-4 novamente
de cabeça depois de um bom centro do Sílvio, entretanto entrado. A vitória
estava selada, embora com uma dose de sofrimento que era bem evitável.
Em termos individuais, destaque para o Rodrigo e Garay. O
hispano-brasileiro fez uma assistência, um golão e ainda teve outro remate
bastante perigoso. O argentino bisou e continua um muro intransponível na
defesa. Novo bom jogo do Gaitán, com pormenores deliciosos e muita
disponibilidade a defender. O Siqueira viu um amarelo por simulação (seria
talvez altura de alguém o aconselhar a fazer isto muito menos vezes…) e ainda
tive medo de uma reedição de Barcelos (eu tê-lo-ia tirado ao intervalo), mas
aguentou-se bem até o Sílvio entrar aos 72’. O Oblak não esteve tão bem como
anteriormente (algumas hesitações, principalmente a sair dos postes) e o
Salvio, que entrou na 2ª parte está a demorar a readquirir a forma. O resto da
equipa esteve muito homogénea, com o Rúben Amorim a substituir bem o castigado
Fejsa.
Os nossos adversários estavam muito esperançados neste jogo pelo grau de
dificuldade que se antevia, mas a nossa resposta foi categórica. Estamos muito
confiantes, a jogar bom futebol e sem dar sinais de ansiedade, mesmo quando
estamos em desvantagem. Na próxima 5ª feira, espera-se a confirmação da
qualificação para os quartos-de-final da Liga Europa e até agora esta
sobrecarga de jogos não se tem reflectido na produção da equipa. Oxalá continuemos
assim até final da época.
sexta-feira, março 14, 2014
Banho de bola
Uma exibição de gala permitiu-nos derrotar o Tottenham em White Hart Lane
por 3-1 e colocar-nos em posição privilegiada para atingirmos os
quartos-de-final de uma competição europeia pela 5ª época consecutiva. À
semelhança do que sucedeu em Salónica, fizemos um jogo muito personalizado e
controlámo-lo durante grande parte dos 90’.
Sem o Maxi, Enzo Pérez, Gaitán e Lima, o Jesus fez menos alterações do que
na Grécia, mas nesta fase a equipa está tão madura e confiante que praticamente
não há oscilação exibicional jogue quem jogue. Não começámos bem a partida, ou
antes, o Tottenham começou melhor do que nós. No entanto, apesar de alguma
pressão inicial, os ingleses não criaram uma verdadeira situação de golo. Ao
invés, na primeira vez que atacámos com perigo marcámos: boa arrancada do Rúben
Amorim e abertura fantástica a isolar o Rodrigo na direita, que, com o Lloris
pela frente, rematou em arco para o poste mais distante. Estávamos com 29’ e
mais uma vez não íamos ficar a zeros num jogo. Até ao intervalo, nada de
relevante se passou.
A 2ª parte foi mais movimentada, porque nós aumentámos a velocidade nas
transições ofensivas. Porém, foi o Tottenham a ter a primeira (e única) grande
oportunidade com o Adebayor a rematar torto quando só tinha o Oblak pela
frente. Pouco depois, o Amorim recuperou bem uma bola, tabelou com o Rodrigo e
obrigou o Lloris a uma defesa para canto. Desse mesmo canto, marcado pelo
Amorim, resultou o 0-2 numa cabeçada do Luisão aos 58’. Dávamos passos firmes
no sentido de resolver não só jogo, como a própria eliminatória, mas uma falta
um pouco escusada do Sílvio fez com que o Tottenham fizesse o 1-2 através de um
livre directo do Eriksen aos 64’. Ainda receei que os ingleses fizessem alguma
pressão para chegarem ao empate, mas nada disso aconteceu. O Jesus trocou o
Cardozo e Sulejmani pelo Gaitán e Enzo Pérez, e controlámos definitivamente o
meio-campo. Um erro clamoroso do Lloris (deixou a bola passar por cima dele)
ia-nos proporcionando ao Rodrigo um bis,
mas o guarda-redes francês corrigiu-o a tempo. No entanto, o 1-3 acabou mesmo
por surgir aos 84’, novamente pelo Luisão, numa recarga depois de uma cabeçada
do Garay (que o guarda-redes defendeu para a frente) no seguimento de um livre
do Gaitán. Até final, ainda poderíamos ter feito o quarto golo, mas o Siqueira
falhou isolado perante o Lloris, depois de nova abertura do Gaitán.
Em termos individuais, há vários destaques a fazer: antes de mais, o
Luisão. Grande jogo do nosso capitão, a bisar pela primeira vez num jogo europeu
e a ser novamente irrepreensível na defesa, com cortes fantásticos. Se não
fosse o Girafa, o melhor em campo
seria o Rúben Amorim pelas duas assistências nos dois primeiros golos. O Fejsa,
depois de algum desnorte nos primeiros minutos, esteve em todo o lado e foi um
tampão essencial às investidas inglesas. Grande primeira parte do Sulejmani,
com a mais-valia de ter ajudado a defender. Também o resto da defesa (Sílvio,
Garay e Siqueira) esteve muito bem e felizmente o Jesus fez-me a vontade
expressa no post anterior, colocando o
Oblak em campo. O esloveno esteve novamente bem, embora no golo talvez se
pudesse ter estirado. É certo que o livre é muito bem marcado, mas não gosto de
ver guarda-redes a sofrerem golos sem se fazerem à bola. O Rodrigo já fez jogos
mais conseguidos, mas marcou um grande golo e esteve perto de fazer o segundo.
Os outros dois avançados (Cardozo e Markovic) é que estiveram mais discretos.
Boa entrada em campo do Gaitán, nem tanto do Enzo Pérez.
Com 1-3 fora, seria um verdadeiro cataclismo se não nos qualificássemos
para a próxima eliminatória. Neste sentido, acho que o Gaitán e/ou o Enzo Pérez
talvez pudessem ter forçado um amarelo depois do terceiro golo, porque estão
ambos tapados. No entanto,
obviamente, há que manter a concentração e tentar mais uma vitória para a
semana. É bom não só para o ranking,
como para o nosso prestígio.
P.S. – O Jesus está naturalmente de parabéns pela forma como armou a equipa
para esta grande vitória, mas mostrar três dedos ao treinador do Tottenham depois
de terceiro golo é que era bem escusado. Não gosto que o treinador do meu clube
exiba esta falta de nível (além de que, para agravar as coisas, já não é a
primeira vez que faz uma cena deste género).
quinta-feira, março 13, 2014
segunda-feira, março 10, 2014
Modelar
Vencemos o Estoril por 2-0 e, com o empate da lagartada em Setúbal (2-2), aumentámos a distância para sete pontos
(oito na prática) em relação ao 2º classificado. Foi uma partida mais fácil do
que se previa, porque não só entrámos bem no jogo fazendo o 1º golo muito cedo,
como começámos a fazer a “gestão” do resultado só depois de ter feito o 2-0.
Algo que, depois dos sustos das duas últimas jornadas, deveria servir de modelo
para o resto da época. Parece que aprendemos a lição. Ainda bem!
De facto, não poderíamos ter entrado melhor com o golo do Luisão de cabeça
na sequência de um canto logo aos 6’. O Estoril tem uma óptima equipa, troca
muito bem a bola, mas, ao contrário das duas partidas anteriores, nós não
baixámos o ritmo e respondíamos sempre em rápidos contra-ataques. Ao 19’, o
Gaitán (que já tinha marcado o canto do golo) abriu bem para o Siqueira, que
cruzou em balão para a área e o Rodrigo fez o 2-0. Três oportunidades (o Lima
isolado já tinha permitido a defesa ao Vagner logo no início do jogo) e dois
golos era uma excelente média. Até ao intervalo, o Lima ainda falhou à boca da
baliza a hipótese para resolver de fez o jogo, e o Maxi e Fejsa viram amarelos
que os vão impedir de alinhar na Choupana. O Estoril teve mais posse de bola,
mas nós estamos a defender realmente bem e não eles criaram praticamente chance
nenhuma de golo.
A 2ª parte foi melhor, porque tivemos mais bola e, tal como disse o Jesus,
passámos ao lado de uma possível goleada. O fiscal-de-linha anulou muito mal o
nosso 3º golo, porque o Lima estava mais do que em jogo e ainda tivemos outras
oportunidades pelo mesmo Lima e Rodrigo, este numa arrancada impressionante
desde o meio-campo, que culminou num remate com o pé direito defendido pelo
guarda-redes. O Estoril criou perigo num remate logo no início da 2ª parte, que
saiu ao lado, e num livre do Evandro perto do final, em que a bola foi desviada
pela barreira e bateu no poste. Nos últimos minutos do jogo e com o golo do
empate do V. Setúbal, o estádio entrou em ebulição. Futebol às 17h, com jogos
em simultâneo e a ouvir pela rádio o que se passa na outra partida dá outra
emoção e faz-me lembrar os saudosos tempos antigos. Foi muito bom poder
recordá-los, ainda por cima com um final feliz para nós.
O Gaitán voltou a ser o melhor do Benfica e está indiscutivelmente na
melhor forma de sempre. O Rodrigo também se destacou não só pelo golo, como
principalmente pela arrancada na 2ª parte. A defesa esteve quase perfeita e
tivemos a “estrelinha de campeão” naquele livre a 10’ do fim que nos poderia
ter dado uns últimos minutos de sofrimento. O Fejsa foi muito importante como barreira ao meio-campo adversário e (ao
contrário de Belém) não se descontrolou com o amarelo visto logo aos 8’. Desta
vez, o Rúben Amorim não entrou tão bem como nos últimos jogos e o Salvio
continua à procura da sua forma.
Temos uma óptima vantagem em relação aos rivais e, numa qualquer outra
época que não fosse a que se segue à passada, certamente já teríamos entrado em
euforia. Assim sendo, é melhor ir com calma, apesar de os outros quererem (e
compreensivelmente) que já comece a haver “reservados” espalhados pelas
rotundas deste país. AINDA BEM que não é assim! Agora é apontar baterias para
White Hart Lane, porque a carreira na Liga Europa tem que continuar.
P.S. – A lagartada está em
polvorosa com a arbitragem do Sr. Vasco Santos em Setúbal. Feitas as contas,
objectivamente foram prejudicados num lance (no 1º golo do V. Setúbal, o
jogador está ligeiramente adiantado), porque os outros erros anularam-se mutuamente
(há um golo mal anulado à lagartada,
mas no seu 1º golo é muito duvidoso que a bola tenha entrado; e ambos os
penalties para as duas equipas não existiram). Antes deste jogo, a lagartada estava cinco pontos (seis na
prática) atrás de nós (já tendo jogado connosco) e com quatro sobre o CRAC (que
defronta na próxima jornada). Se perdesse para a semana e ganhasse todos os
outros jogos até final, poderia não ser campeão, mas teria o 2º lugar
garantido. Depois deste jogo, com os mesmos resultados, perde o 2º lugar. Eu
sei que a lagartada só vê vermelho à
frente e acha que todos os males do mundo são culpa do Benfica, mas é só pensar
um bocadinho e ver quem é que beneficia mais directamente do que se passou em
Setúbal. Ah, é verdade, será certamente só coincidência que o Sr. Vasco Santos (cujo historial contra nós convém não esquecer) seja da AF Porto…
domingo, março 02, 2014
A pedi-las…
Vencemos em Belém por 1-0 e, com o empate do CRAC em Guimarães (2-2),
aumentámos para nove pontos a vantagem sobre eles. No entanto, não devemos
esquecer que a lagartada está a
apenas cinco pontos e não tem que se preocupar com mais nada sem ser o
campeonato. É o nosso grande adversário no momento e não convém nada
menosprezá-los.
Com o regresso de grande parte dos titulares, esperava uma boa exibição e
uma vitória tranquila no Restelo. E, de facto, não poderíamos ter entrado
melhor: logo aos 7’ o Gaitán voltou a fazer uma obra-prima com um golão de
chapéu, depois de tirar uns quantos adversários do caminho. Como o mais difícil
estava (supostamente) feito e o Belenenses era praticamente inofensivo, aguardava-se o nosso segundo golo que acabaria de vez com a partida. Só que
infelizmente os jogadores do Benfica entraram logo no modo pós-golo que já tinha caracterizado toda a 2ª parte frente ao V.
Guimarães. Ou seja, começámos a jogar muito mais devagar, convencidos de que a
possibilidade de sofrer um golo era muito remota, e que portanto a vitória
estava garantida. Em vez de pressionar um bocado os azuis para marcar durante a
1ª parte, quando a nossa superioridade foi avassaladora, não o fizemos e assim
fomos para o intervalo.
Os primeiros 15’ da 2ª parte foram bons, porque tentámos acelerar um bocado
o jogo e criámos algumas oportunidades (principalmente uma cabeçada do Garay a
rasar o poste). Mas o golo não surgiu e, com as substituições, o Belenenses foi
começando a jogar mais no nosso meio-campo. As bolas bombeadas para a nossa
área criaram algum frisson e na
sequência de um canto marcaram mesmo aos 70’, mas o lance foi anulado por
fora-de-jogo. Não do jogador que marcou, mas de outro que está no raio de acção
do Oblak. Os anti-Benfica vão ladrar durante a semana toda, mas o golo é bem
invalidado. Aliás, é parecido com o golo (mal) validado ao Belenenses na
primeira volta e que lhes deu o empate. A 10’ do final, o Fredy fartou-se de
protestar com o Sr. Jorge Ferreira e viu dois amarelos praticamente seguidos. O
Jesus, e bem, tirou o Fejsa que também estava à beira do segundo amarelo,
colocou o Ruben Amorim e isso também ajudou a quebrar de vez o Belenenses.
Muito perto dos 90’, o Salvio teve uma boa jogada individual, mas o remate foi
defendido pelo pé do guarda-redes.
Em termos individuais, o Gaitán voltou a ser o melhor. O golo que marcou é
genial e também se voltou a evidenciar nas tarefas defensivas. O Enzo Pérez
melhorou em relação à partida frente ao V. Guimarães, mas o Markovic não esteve
tão desequilibrador. Na defesa, o Garay voltou a estar muito bem, tal como o
Luisão. O resto da equipa exibiu-se a um nível muito sofrível, nomeadamente o
Siqueira e o Rodrigo, ambos com exibições para esquecer.
Felizmente correu novamente bem, mas, tal como o Jesus referiu no final,
esta sobranceria que a equipa revela quando nos colocamos em vantagem é bom que
se dissipe de vez. Perante uma equipa nitidamente inferior a nós, é quase
indesculpável que não tenhamos terminado com o jogo quando tivemos possibilidade.
Fiamo-nos muito com um único golo sofrido em 15 jogos, mas convém não esquecer
que esse golo representou o único empate nesses mesmos 15 jogos! Hoje as coisas
não estiveram nada famosas e o Belenenses chegou a colocar a bola na nossa
baliza. “Gerir o jogo”, sim senhor, mas com (pelo menos) dois golos de
vantagem, sff! É que senão arriscamo-nos a que um lance fortuito nos tire uma
vitória que já deveria estar assegurada. Como hoje. Uma situação a rever
rapidamente no futuro, porque é estúpido andarmos a desafiar a sorte desta
maneira.
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