quarta-feira, fevereiro 26, 2014
Annus Horribilis
Em
pouco mais de um mês, perdemos as duas maiores referências que tínhamos.
Depois do Eusébio, foi ontem a vez do Grande Capitão nos
deixar. O Monstro Sagrado como era conhecido partiu aos 78 anos. Presto-lhe a minha sentida vénia.
Mário Coluna
(1935 - 2014)
terça-feira, fevereiro 25, 2014
Nervosismo
Conseguimos uma vitória muitíssimo importante frente ao V. Guimarães (1-0)
e neste momento estamos com cinco pontos de vantagem perante os lagartos e sete em relação ao CRAC.
Aliás, a magnífica vitória do Estoril no antro (1-0) fazia com que esta partida
fosse fundamental para podermos alargar a diferença perante os assumidamente
corruptos. E, sinceramente, acho que isso provocou algum nervosismo nos nossos
jogadores, porque houve uma quantidade anormal de passes falhados e a exibição
não foi tão conseguida como as anteriores.
Até entrámos bem na partida, mas aos 5’ houve um choque de cabeças entre o
Jardel e o Enzo Pérez, que estiveram a receber assistência durante largos
minutos, e isso desconcentrou-nos. O V. Guimarães fez uma excelente partida e
criou-nos imensos problemas, inclusive em termos defensivos. O Oblak fez
inclusive uma grande defesa a um remate do Maazou. Há que acrescentar que
alinhámos muito desfalcados porque o Maxi Pereira e o Gaitán cumpriram castigo,
e o Garay e o Cardozo ainda não recuperaram das lesões. O Sulejmani não está ao
nível do Gaitán e só através do Markovic é que conseguíamos criar
desequilíbrios. Aliás, o sérvio foi de longe o melhor em campo e principalmente
na 1ª parte deu um verdadeiro recital, porque cada vez que acelerava criava uma
situação de perigo. Tivemos boas oportunidades pelo Rodrigo e Sulejmani, mas
foi mesmo o Markovic a decidir a partida aos 40’ numa boa abertura do Rodrigo
que o isolou e depois o sérvio fez um golão ao passar a bola por cima do
guarda-redes, e a colocá-la calmamente na baliza. Pensei que o mais difícil estava
feito (e estava) e, com a necessidade do V. Guimarães procurar outro resultado,
a 2ª parte seria mais fácil.
Foi puro engano. Aliás, estivemos bem pior na 2ª parte do que na 1ª. A
equipa continuava a revelar alguns sinais de insegurança, persistindo os passes
falhados e o desenvolvimento atacante raramente teve a fluidez desejável. O
Markovic esteve menos em jogo e disso se ressentiu a equipa. O Salvio entrou
aos 70’, mas naturalmente que ainda está longe da forma que o notabilizou. O
que faz com que não devesse insistir em lances individuais… A equipa dava mostras
de que o objectivo passava mais por defender a vantagem do que procurar
aumentá-la, mas por isso mesmo custou-me a perceber que o Jesus tenha demorado
tanto tempo a colocar o Ruben Amorim para dar mais solidez ao meio-campo. Só
entrou aos 85’ e a partir daí não mais o V. Guimarães teve a bola. Acho que o
Jesus arriscou escusadamente jogar com dois pontas-de-lança durante tanto tempo
e permitir que o adversário jogasse muito no nosso meio-campo.
Em termos individuais, é óbvio que o homem do jogo foi o Markovic, não só
pelo golo de génio que marcou, mas porque foram dele as nossas jogadas mais
perigosas. Gostei do Fejsa pela segurança que deu ao meio-campo e o Rodrigo,
apesar de algumas falhas, fez a assistência para o golo e outra na 2ª parte que
isolou o Lima, que desperdiçou só com o guarda-redes pela frente. O Enzo Pérez
foi certamente afectado pelo choque de cabeças, porque fez uma exibição muito
distante do que é habitual. Palavra novamente positiva para a nossa defesa que
nos últimos 13 jogos só foi batida uma única vez.
Se virmos racionalmente, o V. Guimarães na 2ª parte praticamente não criou
perigo, o problema é que só temos noção disso no final da partida. Até lá, há
sempre a possibilidade de um lance fortuito que nos custe caro. Confesso que
foi dos jogos em que sofri mais, porque depois da grande alegria dada pelo
Estoril era absolutamente fundamental não desperdiçar esta oportunidade de
ouro. Sofri tanto que demorou algum tempo a bater
o facto de estarmos com sete pontos de vantagem perante o CRAC, mas atenção
à lagartada que só tem que se preocupar com o campeonato. Nada está decidido e
acho bem que todos nos lembremos da época passada para não nos desconcentramos
com euforias precipitadas.
sexta-feira, fevereiro 21, 2014
Autoridade
Obtivemos uma excelente vitória em Salónica frente ao PAOK (1-0) numa
exibição categórica e plena de confiança, que nos abre as portas dos
oitavos-de-final da Liga Europa. Mesmo com uma equipa desprovida de grande
parte dos habituais titulares, demonstrámos uma personalidade invejável,
conseguindo calar um dos públicos mais fervorosos da Grécia e vencer num
terreno onde este ano nenhum adversário o tinha conseguido.
Da equipa-tipo, só se mantiveram o Maxi Pereira, Luisão, Enzo Pérez e Lima,
o que quer dizer que entrámos em campo com sete(!) jogadores que não costumam
ser titulares (Artur, Jardel, Sílvio, Ruben Amorim, André Gomes, Sulejmani e
Djuricic). Confesso que quando vi a equipa inicial fiquei um pouco apreensivo e
pensei que iríamos jogar com nove, porque o Djuricic tem sido uma desilusão e
julguei que o Enzo Pérez iria jogar na direita, onde tem sido muito menos
eficaz do que no meio. Mas os primeiros minutos tiraram logo essa apreensão,
porque foi o André Gomes a jogar à frente do Maxi e demonstrámos desde muito
cedo que iríamos mandar no jogo. O PAOK entregou-nos claramente a iniciativa de
atacar (o que não percebi muito bem, visto estarem a jogar em casa…), mas nós
só o fazíamos pela certa, o que resultou em poucas oportunidades na 1ª parte.
Só o Sílvio, numa boa jogada individual esteve perto de marcar, mas rematou
muito por cima com o pé esquerdo quando estava em boa posição.
A 2ª parte começou com a única oportunidade do PAOK, num mau passe do
Djuricic à saída da nossa grande área que fez com que um grego recuperasse a
bola e rematasse a rasar o poste direito do Artur. Mas aos 59’ marcámos o único
golo da partida, depois de uma boa jogada do Sulejmani pela esquerda, com
intervenção do Enzo Pérez e assistência de peito do Djuricic para o Lima
fuzilar. Felizmente o fiscal-de-linha não viu o (claro) fora-de-jogo do
brasileiro e colocámo-nos assim em vantagem. Na senda do que vimos conseguindo
nos últimos jogos, praticamente não deixámos o adversário acercar-se da nossa
baliza. E ainda foi nossa a maior oportunidade até final, quando o entrado
Markovic proporcionou ao guardião contrário a melhor defesa do jogo. Destaque
óbvio para o regresso do Salvio, quase seis meses depois da lesão no WC, aos
75’.
Em termos individuais, o melhor do Benfica foi o Sílvio. Na 1ª parte, foi
ele que transportou a equipa para a frente no corredor esquerdo e teve a nossa
única chance de golo. E demonstrou grande segurança defensiva durante toda a
partida. Bom jogo igualmente do Jardel, que conseguiu que não nos lembrássemos
muito da lesão do Garay, o que só por si é um enorme feito. O Maxi e o Luisão
continuam em excelente forma. No meio-campo, o Ruben Amorim tem a virtude de
fazer passes a rasgar para a frente, mas tem que corrigir rapidamente os passes
transviados que permitiram aos gregos recuperar a bola no nosso meio-campo,
felizmente sem consequências nefastas. O André Gomes não destoou, excepção
feita ao amarelo escusado que viu. O Enzo Pérez esteve mais discreto do que nos
últimos jogos, mas confere o toque de classe ao nosso meio-campo. Na frente, o
Lima foi decisivo e deu imensa luta ao Katsouranis &Cia, o Sulejmani subiu
na 2ª parte e o Djuricic melhorou depois da assistência, porque até então tinha
sido o jogador mole e com pouca
capacidade de luta que é habitual. A entrada do Fejsa aos 64’ fez com que
tivéssemos maior segurança defensiva e foi muito importante na manutenção da
nossa vantagem. Quanto ao Artur, praticamente não teve trabalho e só se deu por
ele pela negativa quando defendeu para a frente um cabeceamento inofensivo,
valendo-nos a colocação do Jardel que aliviou a bola. Se calhar, de futuro,
talvez não fosse má ideia não fazer a rotação dos guarda-redes…
Na próxima semana na Luz, espera-se que confirmemos o favoritismo e nos
qualifiquemos para a próxima ronda. Fomos finalistas no ano passado, temos esse
prestígio a defender e esta partida demonstrou mais uma vez que possuímos um
plantel fabuloso que nos permite ir ganhar fora nas competições europeias mesmo
com jogadores lesionados como o Garay, Gaitán e Cardozo. Já sabemos que o
objectivo principal é o campeonato, mas o prestígio de que gozamos ainda hoje
fez-se com as vitórias europeias e temos a obrigação de não fazer má figura na
Europa.
segunda-feira, fevereiro 17, 2014
Eficácia
Vencemos em Paços de Ferreira por 2-0 e mantivemos a liderança isolada da
Liga com as mesmas distâncias para os rivais. Apesar de os visitados estarem em
último lugar, foi uma partida bem complicada e muito por culpa nossa.
A 1ª parte foi verdadeiramente assustadora. Esteve ao nível da de Barcelos.
Minto: foi pior ainda porque não tivemos uma única oportunidade de golo! Para
além disso, o Sr. Duarte Gomes amarelou três dos jogadores da nossa defesa,
dois dos quais por protestos, pelo que estava mesmo a ver uma repetição do
filme de Barcelos na 2ª parte a jogarmos com 10… O Paços dava muita luta,
chegava constantemente mais cedo às bolas do que nós, mas também é verdade que não
criou perigo nenhum. No entanto, valha a verdade, o objectivo deles não era a
nossa baliza.
A 2ª parte foi bastante diferente, porque o Paços não conseguiu manter o
nível de pressão do 1º tempo e tivemos mais espaços. O Lima e o Luisão poderiam
ter feito melhor em duas ocasiões, mas foi o Garay a abrir o marcador aos 54’
depois de um óptimo centro do Ruben Amorim (titular no lugar do castigado Enzo
Pérez). O mais difícil estava feito e agora era só uma questão de não haver
desconcentrações na defesa. Claro que um segundo golo tranquilizaria ainda mais
a equipa e foi novamente o Ruben Amorim a iniciar a jogada que culminou com uma
arrancada do Markovic para fuzilar o guarda-redes. Estávamos no minuto 68’ e a
sorte do jogo ficou logo decidida. Até final, conseguimos não permitir que o
adversário tivesse uma única grande oportunidade de golo, mas também não
pressionámos muito mais para marcar o terceiro. De certo que o jogo de 5ª feira
frente ao PAOK passou a estar na mente dos jogadores.
Em termos individuais, o Ruben Amorim foi o melhor, estando presente nos
dois golos e subindo claramente de produção na 2ª parte. O futebol é fértil
nestas coisas: o Markovic estava completamente desastrado, com quase tudo a
sair-lhe muito mal e depois marca um golão daqueles! O Gaitán também manteve o
nível alto, mas estará de fora frente ao V. Guimarães por ter visto amarelo.
Assim como o Maxi Pereira. O Oblak foi mais um dos espectadores e deveria ter
pago bilhete. Os centrais (Luisão e Garay) continuam irrepreensíveis.
A parte boa desta partida (descontando o óbvio facto de termos ganho) é que
a equipa nunca se perdeu em campo e não entrou em ansiedade depois daquela
péssima 1ª parte. O que demonstra bastante maturidade competitiva. De destacar
mais uma vez a forma como estamos a defender, tendo sofrido apenas um golo nos
últimos 11 jogos. O Oblak explica alguma coisa, mas não tudo. Agora vem a Liga
Europa e, se é verdade que o campeonato é o mais importante, convinha não
desperdiçar a oportunidade de aumentar uns pontinhos no nosso ranking europeu.
Além de que uma equipa vinda da Champions
não pode ficar pelos 1/16 de final.
P.S. – Tal como referi aqui, neste fim-de-semana conquistámos o primeiro troféu da época.
quarta-feira, fevereiro 12, 2014
Superioridade frustracional
Depois dos problemas com o efeito da ventania na cobertura que fizeram
adiar o derby para esta 3ª feira, vencemos
a lagartada por 2-0 e estamos com
quatro pontos de vantagem para os assumidamente corruptos e cinco para eles. Foi
uma partida em que fomos incomensuravelmente superiores ao adversário e o
resultado peca muitíssimo por escasso.
Entrámos “muita fortes” e logo no minuto inicial poderíamos ter aberto o
marcador através do Gaitán. O Rodrigo, Lima (de maneira fortuita porque o Rui
Patrício rematou-lhe contra a cabeça) e o Luisão tiveram excelentes ocasiões
para marcar, mas foi o Gaitán a abrir o marcador aos 27’ de cabeça
correspondendo muito bem a um centro (finalmente bem conseguido!) do Maxi
Pereira, depois de uma recuperação de bola do Fejsa. Pouco antes do intervalo,
foi o mesmo Gaitán a falhar incrivelmente uma óptima oportunidade depois de um
passe longo do Garay que o colocou cara-a-cara com o Patrício. Da lagartada, na 1ª parte, só se viram as
camisolas.
Voltámos a entrar bem na 2ª parte, mas só durámos 15’. Mesmo assim, um
passe genial do Markovic colocou o Rodrigo só com o Patrício pela frente, mas o
remate saiu ao lado. Não conseguimos manter a pressão avassaladora da 1ª parte
e durante um largo período parecemos estar a dormir à sombra do resultado. É
certo que a lagartada era
praticamente inofensiva, excepção feita a uma boa iniciativa do estreante
Heldon que culminou num remate muito por cima, mas estaríamos sempre sujeitos a
um lance fortuito que igualasse a partida. O Enzo Pérez era quem empurrava a
equipa para a frente com as suas arrancadas desde o meio-campo e foi ele a
terminar com o jogo ao fazer o 2-0 aos 76’ num lance fantástico, que culminou
num remate em arco com o pé esquerdo. Até final, controlámos perfeitamente a
partida, mas também não nos mostrámos muito interessados em aumentar o
resultado. Infelizmente.
Em termos individuais, destaque absoluto para o Enzo Pérez e para o Fejsa.
A dupla do meio-campo, apesar de amarelada,
esteve irrepreensível na pressão, ganhou inúmeras bolas e o argentino teve a
mais-valia de um golo bastante bonito. O Gaitán, curiosamente, não teve dos
jogos mais conseguidos (as primeiras intervenções foram quase todas
desastradas), mas foi importantíssimo ao marcar o 1º golo. Os centrais
estiveram impecáveis (Garay, por favor, não vás para o degredo milionário na
Rússia!) e os laterais (Maxi e Siqueira) também estiveram muito concentrados. O
Rodrigo esteve duas vezes em frente ao Patrício, mas infelizmente não conseguiu
marcar.
A nossa superioridade foi tão evidente que saio deste tipo de jogos com a lagartada sempre algo frustrado por
perdemos óptimas oportunidade de vingar os 7-1. Já não é a primeira nem a
segunda vez que um pouco de killer
instinct arrumaria de vez aquele nefasto resultado. Mas conseguimos
reduzi-los à sua insignificância e vamos calá-los durante um bom bocado. É que nem
do árbitro se podem queixar como é habitual sempre que perdem connosco. O Sr.
Marco Ferreira, à semelhança do jogo do ano passado no WC, fez uma boa
arbitragem (prefiro de longe este tipo de árbitro que não carrega nos cartões e
não apita faltas por tudo e por nada).
P.S. – Sempre detestei treinadores que inventam em jogos grandes. Qual
António Oliveira a colocar o Costa em Old Trafford aqui há uns anos (e a levar
4-0 do Man Utd), o Leonardo Jardim resolveu inventar: a lagartada tem jogado sempre em 4-3-3 só com um ponta-de-lança, mas
é precisamente no jogo na Luz que o seu treinador resolve jogar com dois
pontas-de-lança pela primeira vez na época! À grande! Mostraram-se sem surpresa
nenhuma sempre desligados e foram completamente inofensivos. Mais uma razão
para me chatear bastante não termos aproveitado para golear…
quinta-feira, fevereiro 06, 2014
A ferros
Uma vitória muito difícil em Penafiel (1-0) permitiu-nos qualificar para as
meias-finais da Taça de Portugal. Perante uma equipa que plantou dois autocarros em frente à sua baliza, mas
valha a verdade sem fazer nenhuma espécie de antijogo, só conseguimos marcar o
golo do triunfo aos 84’ através do melhor em campo, o Sulejmani.
Do onze de Barcelos só sobraram o Luisão e o Maxi Pereira (podemos dar-nos
por satisfeitos por o Penafiel ter eliminado o Marítimo, pois caso contrário
teríamos jogado na Madeira e duvido que o fizéssemos com estes titulares), mas
até entrámos bem na partida. Tivemos oportunidades pelo Cardozo (a bola ia na direcção
da baliza, mas bateu nas costas de um defesa), Jardel (falhanço imperdoável de
cabeça) e do Sulejmani (bom remate defendido pelo guarda-redes). Em termos
defensivos não passámos por calafrios, excepto uma saída em falso do Artur num
livre, que nos poderia ter custado caro caso o jogador do Penafiel não tivesse
falhado a cabeçada.
Na 2ª parte, a partida manteve igual, ou seja, a célebre expressão
“aluga-se meio-campo” continuava a fazer todo o sentido. O Cardozo teve um
falhanço inacreditável com um remate muito torto bem dentro da área, mas o
Penafiel defendia-se bastante bem e era complicado criar situações de perigo. Isto
também se deveu ao facto de os médio-centros (Ruben Amorim e André Gomes) jogarem
muito para os lados e para trás, e à pouca velocidade na frente de ataque (excepção
a Sulejmani). O Jesus lá se decidiu a mexer na equipa e entraram o Rodrigo, Markovic
e Lima, tendo a nossa produção subido. A seis minutos do fim, uma boa sequência
de passes entre o Lima e o Rodrigo fez com que este desmarcasse o Sulejmani
para decidir o encontro com um remate de pé direito.
Evidentemente que o Sulejmani merece destaque individual e não só pelo golo
que marcou. Todos os outros estiveram muito medianos, com o Cardozo a precisar
de mais minutos (mas colocá-lo a titular frente à lagartada parece-me absolutamente fora de questão) e o Djuricic a
continuar a exasperar-me. O Ivan Cavaleiro teve umas boas arrancadas, mas foi (quase
sempre) inconsequente no passe.
Conseguimos o mais importante (a qualificação) e poupámos grande parte da
equipa para defrontar a lagartada. Nas
meias-finais, iremos defrontar o CRAC, que bateu o Estoril por 2-1 com o Jackson
a conseguir estar em fora-de-jogo em ambos os golos e a ter intervenção neles. São
lances muito à queima, mas ele está
de facto em posição irregular e já se sabe que a regra no futebol português é “em
caso de dúvida, favorece-se o CRAC”.
domingo, fevereiro 02, 2014
Furioso
Empatámos em Barcelos (1-1) frente ao Gil Vicente e desperdiçámos uma
oportunidade de ouro de colocar o CRAC a seis pontos de distância (perdeu 1-0
no Marítimo). Assim, ficamos com quatro de vantagem, o que não só sabe a pouco,
como também poderemos vir a ter a companhia dos lagartos caso ganhem à Académica.
Se há coisa que me tira do sério é o Benfica não aproveitar as abébias dos
rivais já sabendo delas! Por
isso, este é um post conscientemente escrito
a quente e com bastante raiva. É certo que o relvado estava complicado por
causa da chuva que tinha caído, mas isso não era razão para oferecer a 1ª parte ao adversário. O
Rodrigo, em óptima posição, atrapalhou-se na lama na altura do remate e um
pontapé de longe do Siqueira foram as únicas oportunidades reais que tivemos.
Na 2ª parte, entrámos muito melhor e o Rodrigo poderia ter marcado num
lance em que é claramente agarrado por um adversário. Mesmo assim deveria ter
feito o golo, já que chegou a tocar na bola. Aos 58’, acontece o momento
decisivo da partida: já depois de ter visto (mal) um amarelo por pretensa
simulação, o Siqueira empurra um adversário que se escapava pela linha.
Resultado? Segundo amarelo e expulsão. Todavia, quatro minutos depois um
jogador do Gil Vicente dá um pontapé nas costas do Gaitán em plena área.
Penalty muito bem marcado pelo Lima e colocávamo-nos na frente. Mesmo com menos
um jogador, pensei que conseguíssemos manter a vantagem, até porque o Gil
Vicente raramente criava perigo. No entanto, o Jesus demorou muito a reorganizar
a defesa (e acabou por não o fazer), que passou a ter o Gaitán como
lateral-esquerdo. Aos 73’, caiu-nos um balde gélido em cima: na sequência de um
canto, remate de primeira de fora da área, o Oblak chega a tempo, mas defende
para dentro da baliza. Primeiro golo sofrido pelo guardião esloveno e no limite
de ser um frango. O Jesus lá se
decidiu mexer na equipa e colocou o Cardozo e Ivan Cavaleiro. O paraguaio teve
uma grande oportunidade num canto, mas o guarda-redes defendeu com a perna! Já
na compensação, e depois de ter perdoado o segundo amarelo a um central, o Sr.
Bruno Paixão assinala penalty por pretensa falta sobre o Djuricic. Para mim, é
muito simples: não acho que seja penalty nenhum, mas se seguirmos a lógica de
apitar a tudo (como o Sr. Bruno Paixão fez ao longo da partida), é natural que
o tenha assinalado. No entanto, a fazer lembrar Setúbal no ano em que fomos
campeões, o Cardozo falhou, porque rematou rasteiro e quase ao meio da baliza.
Poderia (e deveria) ter feito muito melhor. Aliás, nem deveria ter sido ele a
marcar, mas sim o Lima!
Em termos individuais, gostei do Gaitán e do Fejsa. O Markovic fez boas
arrancadas e não concordei com a sua substituição. Não percebo porque é que o
Jesus não indicou o Lima para marcar o penalty. Tinha marcado bem o primeiro,
estava já quente e dentro do jogo, e
não vinha de uma lesão de 3 meses. Foi um grande estupidez e que nos custou
dois preciosos pontos. Assim como a inexplicável demora do Jesus a reequilibrar
a equipa depois do golo, que acabou por não acontecer (a jogar com dois
avançados, depois de marcar mandaria a prudência substituir um deles). O Oblak
também não ajudou, antes pelo contrário (o remate não é muito colocado e é mais
que defensável), mas ainda tem créditos para gastar. Finalmente, o Siqueira: já
não é a primeira vez que faz isto (em Guimarães valeu-nos a complacência do
árbitro) e o grande culpado da perda de pontos também é muito ele. Entre o que
ele fez e o que fez o Carlos Martins no jogo contra o Estoril no ano passado, a
diferença é quase nula. Por isso, se fosse eu a mandar, o lateral-esquerdo ir-lhe-ia
fazer companhia. Não se pode dar este género de vantagem ao adversário num
altura em que ainda estava 0-0 e nós a pressioná-lo.
Na 4ª feira, teremos um encontro muito importante para continuarmos na Taça
de Portugal. Iremos a Penafiel e convém só começarmos a pensar na partida
frente à lagartada depois disso. Não
esquecer que a Taça de Portugal é um dos grandes objectivos da época. Se não oferecermos a 1ª parte ao adversário e não nos fizermos expulsar por idiotices, estaremos mais próximos de o conseguir.
domingo, janeiro 26, 2014
Nove
Uma equipa composta por suplentes derrotou o Gil Vicente por 1-0 na 3ª
jornada da Taça da Liga. Com tudo decidido no grupo, a partida realizada no
Restelo por causa do péssimo estado do relvado da Luz tinha como maior foco de
interesse ver até que ponto os jogadores que não são habitualmente titulares
são ou não opções válidas para a equipa.
A 1ª parte foi muito má, na senda do que já fizéramos frente ao Leixões.
Falhámos um penalty pelo Funes Mori, e na recarga três(!) jogadores do Benfica
(aquele, o Djuricic e o Sulejmani) atrapalharam-se ao tentar rematar à baliza,
o André Gomes teve uma boa oportunidade só com o guarda-redes pela frente e num
canto o Steven Vitória não conseguiu meter a bola na baliza quando estava em
cima da linha de golo.
Na 2ª parte, melhorámos e chegámos ao golo aos 56’ pelo Sulejmani na
recarga a um cabeceamento do Funes Mori à barra. Tivemos mais umas quantas
oportunidades, especialmente após a entrada dos jovens da equipa B (Bernardo
Silva, Hélder Costa e João Cancelo) nos últimos 13’. Os dois primeiros tiveram
mesmo boas hipóteses de marcar, mas o resultado não se alterou e a nossa
vitória nunca esteve em causa, porque o Gil Vicente não fez um único(!) remate
à baliza.
Em termos individuais, o Ivan Cavaleiro e o Ruben Amorim foram os melhores,
porque mais consistentes ao longo de todo o tempo. Portanto, só estes é que
aproveitaram bem a oportunidade. O André Gomes tem muito bons pés, mas joga a
um ritmo muito baixo. Quando (se) o aumentar, pode tornar-se um caso sério.
Todos os outros foram bastante medíocres e sinceramente não percebo porque é
que o Jesus só fez entrar os jovens da equipa B muito perto do final. O Benfica
abanou logo com a sua presença, ganhou irreverência e vontade, algo que falta a
muitos dos Djuricics desta equipa.
O facto mais importante desta partida é a termos iniciado com sete
portugueses e a termos terminado com nove(!), oito dos quais com passagem na
formação do Benfica. Há por ali alguma qualidade e espero que num futuro
próximo esta malta possa jogar com mais regularidade. É que para ter sérvios com
tanta qualidade quanto pouca vontade em a demonstrar (aquele Djuricic dá-me
cabo dos nervos!), mais vale darmos mais oportunidades a estes jovens
portugueses: ao menos, correm, esforçam-se e não desistem das jogadas.
P.S. – Iremos ao antro na meia-final depois de mais uma “vitória à Porto”,
segundo o seu próprio treinador. Como o golo da vitória foi penalty inexistente
já na compensação (cortesia do Sr. Manuel Mota), ao menos, louvemos-lhe a
honestidade!
segunda-feira, janeiro 20, 2014
A melhorar
Vencemos o Marítimo por 2-0 e mantivemos a liderança isolada da Liga. O
jogo frente ao CRAC fez-nos muito bem e a equipa mostra-se mais confiante. O
triunfo de hoje foi conseguido na 1ª parte e não tivemos grandes sobressaltos
ao longo da partida.
Entrámos bem no jogo, com dinâmica e vontade de marcar o mais cedo
possível. É bom que a equipa tenha sempre em mente que, se não tivesse
desperdiçado pontos em casa frente aos dois primodivisionários, estaríamos
neste momento com seis pontos de avanço… Inaugurámos o marcador aos 18’ através
do Rodrigo, que aproveitou um corte defeituoso de um defesa para fuzilar o
guarda-redes. A reacção do Marítimo proporcionou ao Oblak duas defesas atentas
e a partida ficou muito bem encaminhada aos 35’ com o bis do Rodrigo, em mais uma oferta da defesa contrária. No entanto,
logo no estádio percebi que o golo foi em claro fora-de-jogo e, como felizmente
não sou adepto do CRAC, não o consegui comemorar da mesma maneira que um golo
legal.
A 2ª parte foi mais calma da nossa parte, a conseguir efectivamente
controlar a partida, não dando grandes chances ao Marítimo, mas a não ser capaz
de dar o golpe de misericórdia na partida. O Lima falhou com o guarda-redes só
pela frente e o Sr. Hugo Miguel não assinalou um claríssimo penalty sobre o
Markovic. Perto do final, o Oblak desviou uma bola para o poste e ainda não foi
desta que sofreu um golo pelo Benfica.
Em termos individuais, o Rodrigo merece naturalmente destaque pelos dois
golos e é neste momento um jogador fundamental na equipa. O Gaitán é outro que
atravessa um excelente momento de forma e faz quase tudo bem. O Markovic também
melhorou imenso desde a pausa no Natal e o Enzo Pérez continua a ser o pêndulo do
meio-campo .O Fejsa esteve bastante bem na partida, embora tenhamos que nos
habituar que substituir o Matic é missão (quase) impossível. A defesa esteve
muito segura e voltei a gostar imenso do Oblak.
Os dois próximos jogos são frente ao Gil Vicente (Taça da Liga e
campeonato) e espero que consigamos manter esta senda vitoriosa. Avizinha-se um
mês de Fevereiro, com decisões nas provas a eliminar, pelo que as vitórias são
fundamentais.
quinta-feira, janeiro 16, 2014
Apurados
Vencemos em casa o Leixões (2-0) e, com o empate no outro jogo (Nacional –
2 – Gil Vicente – 2), estamos já qualificados para as meias-finais da Taça da
Liga. Com uma equipa repleta de segundas linhas, a exibição deixou muito a
desejar, mas conseguimos o objectivo mais importante.
Como seria de prever, os habituais suplentes estão muito longe do nível dos
titulares. Por isso mesmo, as oportunidades de golo não abundaram e foram o
Djuricic (28’) e o Ivan Cavaleiro (87’) a marcá-los em dois bons remates já
dentro da área.
Em termos individuais, o Ruben Amorim terá sido o melhorzito, bem secundado
pelo Ivan Cavaleiro, muito batalhador e a não se esconder do jogo. O Jardel
esteve bem a comandar a defesa e o Fejsa no meio-campo, apesar de ainda ter um
caminho longo a percorrer para tentar amenizar a saída do Matic, também não
esteve mal. Sem conseguir fazer uma exibição de encher o olho continua o
Djuricic, porque apesar do golo continua com grandes problemas na atitude
competitiva. Quanto às decepções, enfim, a lista é (quase) infindável: André
Almeida muito fraco e a tentar por mais de uma vez fintar, algo para o qual não
tem manifestamente jeito; Steven Vitória a relembrar os saudosos King e Paredão; Ola John em vias de desperdiçar uma bela
carreira (o poder de finta e a técnica são ambos notáveis) por não se esforçar
minimamente; Funes Mori, porque apesar de nunca virar a cara à luta precisa de
10 m para dominar uma bola; Artur deverá ter entregue a titularidade ao Oblak
até final da época: aquela saída em que não agarra a bola e só a aselhice do
avançado do Leixões o impediu de marcar é de bradar aos céus.
Com a qualificação assegurada, resta-nos esperar pela última jornada para
saber se vamos ao WC ou ao antro nas meias-finais. Entretanto, se calhar
combinar-se-ia com o Gil Vicente não se jogar a última jornada, não…?
P.S. – O Matic foi vendido ao Chelsea por 25 milhões de euros. Um amigo meu
diz que é muito dinheiro por um médio-defensivo, mas eu, pelo melhor e mais
influente jogador do Benfica, acho pouco. E irrita-me solenemente que seja a
meio da época. Será inevitável que sintamos a sua falta, mas espero que em
termos de resultados as consequências não sejam negativas. Caso contrário, está
mesmo a ver-se qual será a desculpa se não conseguirmos os títulos que
procuramos…
segunda-feira, janeiro 13, 2014
À Benfica
Onze Eusébios derrotaram hoje o CRAC por 2-0 e homenagearam de forma muito
condigna a memória do MAIOR jogador português de todos os tempos. Com o nome do
Rei escrito nas camisolas, os jogadores do Benfica encarnaram mesmo o espírito
dele e fizeram uma partida plena de mística. Não foi uma exibição de gala, mas
em termos de entrega raramente temos visto isto esta época. E, assim sendo, a
vitória é mais do que natural, porque qualidade já todos sabíamos que este
plantel tinha.
A partida começou mais ou menos equilibrada, até que o Markovic recuperou
uma bola a meio-campo, meteu o turbo e fez um passe de morte para o Rodrigo
fuzilar o Helton. Estávamos no minuto 13 e o estádio explodiu de alegria. Ao
contrário do que é habitual, o CRAC não veio para cima de nós. Para isso muito
contribuiu a postura do Benfica, sempre muito concentrado a defender e a cortar
todos os espaços ao adversário. Na 1ª parte, não houve mais grandes situações
de perigo, excepção feita já perto do intervalo a um falhanço do Jackson
Martínez quase tão escandaloso quanto o fora-de-jogo em que estava e que não
foi assinalado! Alguns colegas de bancada criticaram ao intervalo o pouco
atrevimento atacante da nossa parte, mas todos nós nos lembramos do golo que
sofremos em contra-ataque(!) quando estávamos a ganhar 2-1 na Luz há duas
épocas, não…?
A 2ª parte foi mais aberta, especialmente na defesa do CRAC, porque nós
aproveitámos o balanceamento atacante deles para começarmos a criar perigo. O
Markovic teve um bom remate para defesa do Helton e pouco depois aconteceu um
lance que nada ficou a dever aos saudosos
anos 90 dos Donatos Ramos, José Guímaros, Fortunatos Azevedos e afins: na
sequência de um canto, o Mangala cortou ostensivamente a bola cabeceada pelo
Matic com a mão (é ver as imagens no final do post). O Sr. Artur Soares Dias estava a cinco metros do lance e
nada marcou! O que valeu foi que, na sequência do canto logo a seguir, o Garay
fez o 2-0 antecipando-se ao Mangala e ao Helton. Estava feita justiça! A partir
daqui, o Sr. Artur Soares Dias descambou completamente e foi uma sorte o jogo
não o ter seguido. Nós tivemos mais umas duas ou três boas oportunidades para
fazer o 3-0, mas ao invés não deixámos o CRAC criar um único lance de perigo.
Nos últimos 15’, estivemos a jogar em superioridade numérica, porque o Danilo
viu um segundo amarelo por ter caído na área num lance com o Garay. Não foi
falta nenhuma do nosso jogador, mas também achei exagerado o cartão.
Houve uma série de jogadores que se destacaram nesta partida: Matic,
Markovic e Rodrigo fizeram grandes exibições, com o Markovic a vir inclusive
ajudar o Maxi na defesa bastantes vezes! O Gaitán também esteve bem, igualmente
a defender. O Enzo Pérez passou mais despercebido, mas foi muito útil na forma
como não deixou o meio-campo do CRAC conduzir o jogo. Os centrais (Luisão e
Garay) tiveram algum trabalho com o Jackson, mas ganharam a maioria dos lances.
Boas exibições igualmente dos laterais (Maxi e Siqueira) e novo jogo do Oblak
sem sofrer golos (já vai em quatro). Confesso que não estava à espera que o
Jesus continuasse a apostar nele, mas ainda bem que o fez! O Lima esteve longe
do que costuma fazer, mas nunca virou a cara à luta.
Com o empate da lagartada no dia
anterior na Amoreira, tínhamos uma oportunidade de ouro de virar o campeonato
isolados na liderança. E, desta vez, os jogadores do Benfica não falharam.
Infelizmente, já todos sabemos que tem que ser sempre assim: contra tudo e
contra todos, porque quando não se marca um penalty daqueles está tudo dito. Outro
aspecto que poderá vir a ser muito relevante nas contas finais é o resultado
ter sido 2-0, porque nos confere uma vantagem importante em caso de desempate:
se marcarmos um golo lá, teremos de sofrer quatro para perdermos no confronto
directo. Mas o melhor mesmo seria irmos lá a cima já campeões. Veremos o que
acontece no resto do campeonato e como é as possíveis saídas no mercado de
Janeiro nos afectarão.
P.S. – Nunca pensei que fosse possível, mas os adeptos do CRAC (tirando
umas poucas vozes avulsas) respeitaram o minuto de silêncio em memória do
Eusébio! Era bom que o futebol fosse sempre assim, mas o que isto prova é que
quando há ordens superiores eles são domáveis. Ou seja, a questão das bolas de
golfe e afins é tudo feito com a conivência de quem deveria ser o primeiro a
condenar essas situações! Nada que nós já não soubéssemos… Infelizmente.
P.P.S. – Estava a comentar ao intervalo que o Sr. Artur Soares Dias não é
mau árbitro. Até aí tinha deixado jogar dentro do razoável e sem ter mostrado
cartões. Mas, lá está, cumpre aquela máxima em relação aos árbitros
portugueses: “quem é bom, não é honesto; quem é honesto, não é bom”. Este
penalty só pode não ser assinalado em duas situações (repare-se bem na posição
do árbitro): ou o árbitro é literalmente cego ou é um ladrão. Tire-se as
conclusões devidas.


[Frames retirados daqui.]


segunda-feira, janeiro 06, 2014
domingo, janeiro 05, 2014
EUSÉBIO (1942 - 2014)

Morreu hoje o MAIOR futebolista português de todos os tempos, um dos melhores de sempre a nível mundial e o mais perfeito de todos nós. O país fica mais pobre e o Sport Lisboa e Benfica perde a sua grande referência. Saibamos todos nós honrar a sua memória para minimizarmos o mais possível esta parte do Benfica que morreu hoje também.
Obrigado por tudo, Eusébio! Descansa em paz, eterno REI!
Assim, sim!
Goleámos o Gil Vicente (5-0) e apurámo-nos para os quartos-de-final da Taça
de Portugal. Foi uma das exibições mais conseguidas da época (o que não quer
dizer muito, infelizmente), embora os gilistas estejam a atravessar uma fase
péssima e tenham sido um muito fraco opositor.
Claro que um golo aos 2’ (boa cabeçada do Rodrigo) e outro aos 16’ (boa
jogada entre o Rodrigo e o Markovic, com concretização deste) tornou tudo muito
mais simples, e o 3-0 aos 38’ num bis
do Rodrigo (bom contra-ataque iniciado no Oblak) selou de vez a nossa passagem.
A 2ª parte foi de uma calmaria total e ainda fizemos mais dois golos através do
Lima, o primeiro num indiscutível penalty do guarda-redes sobre o Maxi Pereira
aos 58’ e o outro já na compensação (92’) a encostar depois de um centro do
uruguaio.
Em termos individuais, destaque para a dupla de avançados, com dois golos
cada, para a subida de forma do Maxi Pereira, para a boa reaparição do Siqueira
na esquerda, e para a maior capacidade de luta e entrega ao jogo do Markovic.
Como o jogo foi muito fácil, ainda deu para o Jesus poupar a dupla Matic – Enzo
Pérez para o clássico do próximo Domingo. Clássico, esse, em que o Jesus se
prepara para entregar a titularidade da baliza ao Artur, que não joga há um
mês, preterindo o Oblak, que ainda não sofreu golos pelo Benfica (em 381’ de
jogo). Alguns dizem que o eslovaco ainda não foi posto à prova, mas se por
acaso ele tivesse defendido aquele remate de meio-campo do Olhanense (que lhes
deu o segundo golo) também se poderia continuar a dizer que ainda não tinha
sido posto à prova, não é…?
Todos nós temos a final do ano passado atravessada na garganta, portanto é
bom que a equipa se mentalize que nos deve uma Taça de Portugal. Para já, vamos
no bom caminho.
P.S. – À mente luminosa que acha muita piada colocar panos enormes
(geralmente publicitários) a tapar um sector inteiro da bancada central, tenho
a dizer o seguinte: entre as equipas entrarem em campo e o começo da partida há
pelo menos cinco minutos em que podem fazer isso à vontade. Se escolhem fazê-lo
mesmo em cima do apito inicial, arriscando a que imensas pessoas não vejam o
princípio do jogo, temos pena, mas por cima de mim não passam. E essa mente
luminosa escusa de protestar com o funcionário que ficou muito ofendido comigo
e me disse que estava a trabalhar, porque a culpa de o pano não esticar
completamente não foi dele, foi minha. Eu quero ver os 90 minutos completos e não os
últimos 89 e 30 segundos.
quarta-feira, janeiro 01, 2014
Ano Novo
Que 2014 nos traga as alegrias todas (três, mais especificamente) que 2013 nos escamoteou. Um bom ano para todos os desportistas!
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