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domingo, janeiro 26, 2014

Nove

Uma equipa composta por suplentes derrotou o Gil Vicente por 1-0 na 3ª jornada da Taça da Liga. Com tudo decidido no grupo, a partida realizada no Restelo por causa do péssimo estado do relvado da Luz tinha como maior foco de interesse ver até que ponto os jogadores que não são habitualmente titulares são ou não opções válidas para a equipa.

A 1ª parte foi muito má, na senda do que já fizéramos frente ao Leixões. Falhámos um penalty pelo Funes Mori, e na recarga três(!) jogadores do Benfica (aquele, o Djuricic e o Sulejmani) atrapalharam-se ao tentar rematar à baliza, o André Gomes teve uma boa oportunidade só com o guarda-redes pela frente e num canto o Steven Vitória não conseguiu meter a bola na baliza quando estava em cima da linha de golo.

Na 2ª parte, melhorámos e chegámos ao golo aos 56’ pelo Sulejmani na recarga a um cabeceamento do Funes Mori à barra. Tivemos mais umas quantas oportunidades, especialmente após a entrada dos jovens da equipa B (Bernardo Silva, Hélder Costa e João Cancelo) nos últimos 13’. Os dois primeiros tiveram mesmo boas hipóteses de marcar, mas o resultado não se alterou e a nossa vitória nunca esteve em causa, porque o Gil Vicente não fez um único(!) remate à baliza.

Em termos individuais, o Ivan Cavaleiro e o Ruben Amorim foram os melhores, porque mais consistentes ao longo de todo o tempo. Portanto, só estes é que aproveitaram bem a oportunidade. O André Gomes tem muito bons pés, mas joga a um ritmo muito baixo. Quando (se) o aumentar, pode tornar-se um caso sério. Todos os outros foram bastante medíocres e sinceramente não percebo porque é que o Jesus só fez entrar os jovens da equipa B muito perto do final. O Benfica abanou logo com a sua presença, ganhou irreverência e vontade, algo que falta a muitos dos Djuricics desta equipa.

O facto mais importante desta partida é a termos iniciado com sete portugueses e a termos terminado com nove(!), oito dos quais com passagem na formação do Benfica. Há por ali alguma qualidade e espero que num futuro próximo esta malta possa jogar com mais regularidade. É que para ter sérvios com tanta qualidade quanto pouca vontade em a demonstrar (aquele Djuricic dá-me cabo dos nervos!), mais vale darmos mais oportunidades a estes jovens portugueses: ao menos, correm, esforçam-se e não desistem das jogadas.

P.S. – Iremos ao antro na meia-final depois de mais uma “vitória à Porto”, segundo o seu próprio treinador. Como o golo da vitória foi penalty inexistente já na compensação (cortesia do Sr. Manuel Mota), ao menos, louvemos-lhe a honestidade!

segunda-feira, janeiro 20, 2014

A melhorar

Vencemos o Marítimo por 2-0 e mantivemos a liderança isolada da Liga. O jogo frente ao CRAC fez-nos muito bem e a equipa mostra-se mais confiante. O triunfo de hoje foi conseguido na 1ª parte e não tivemos grandes sobressaltos ao longo da partida.

Entrámos bem no jogo, com dinâmica e vontade de marcar o mais cedo possível. É bom que a equipa tenha sempre em mente que, se não tivesse desperdiçado pontos em casa frente aos dois primodivisionários, estaríamos neste momento com seis pontos de avanço… Inaugurámos o marcador aos 18’ através do Rodrigo, que aproveitou um corte defeituoso de um defesa para fuzilar o guarda-redes. A reacção do Marítimo proporcionou ao Oblak duas defesas atentas e a partida ficou muito bem encaminhada aos 35’ com o bis do Rodrigo, em mais uma oferta da defesa contrária. No entanto, logo no estádio percebi que o golo foi em claro fora-de-jogo e, como felizmente não sou adepto do CRAC, não o consegui comemorar da mesma maneira que um golo legal.

A 2ª parte foi mais calma da nossa parte, a conseguir efectivamente controlar a partida, não dando grandes chances ao Marítimo, mas a não ser capaz de dar o golpe de misericórdia na partida. O Lima falhou com o guarda-redes só pela frente e o Sr. Hugo Miguel não assinalou um claríssimo penalty sobre o Markovic. Perto do final, o Oblak desviou uma bola para o poste e ainda não foi desta que sofreu um golo pelo Benfica.

Em termos individuais, o Rodrigo merece naturalmente destaque pelos dois golos e é neste momento um jogador fundamental na equipa. O Gaitán é outro que atravessa um excelente momento de forma e faz quase tudo bem. O Markovic também melhorou imenso desde a pausa no Natal e o Enzo Pérez continua a ser o pêndulo do meio-campo .O Fejsa esteve bastante bem na partida, embora tenhamos que nos habituar que substituir o Matic é missão (quase) impossível. A defesa esteve muito segura e voltei a gostar imenso do Oblak.

Os dois próximos jogos são frente ao Gil Vicente (Taça da Liga e campeonato) e espero que consigamos manter esta senda vitoriosa. Avizinha-se um mês de Fevereiro, com decisões nas provas a eliminar, pelo que as vitórias são fundamentais.

quinta-feira, janeiro 16, 2014

Apurados

Vencemos em casa o Leixões (2-0) e, com o empate no outro jogo (Nacional – 2 – Gil Vicente – 2), estamos já qualificados para as meias-finais da Taça da Liga. Com uma equipa repleta de segundas linhas, a exibição deixou muito a desejar, mas conseguimos o objectivo mais importante.

Como seria de prever, os habituais suplentes estão muito longe do nível dos titulares. Por isso mesmo, as oportunidades de golo não abundaram e foram o Djuricic (28’) e o Ivan Cavaleiro (87’) a marcá-los em dois bons remates já dentro da área.

Em termos individuais, o Ruben Amorim terá sido o melhorzito, bem secundado pelo Ivan Cavaleiro, muito batalhador e a não se esconder do jogo. O Jardel esteve bem a comandar a defesa e o Fejsa no meio-campo, apesar de ainda ter um caminho longo a percorrer para tentar amenizar a saída do Matic, também não esteve mal. Sem conseguir fazer uma exibição de encher o olho continua o Djuricic, porque apesar do golo continua com grandes problemas na atitude competitiva. Quanto às decepções, enfim, a lista é (quase) infindável: André Almeida muito fraco e a tentar por mais de uma vez fintar, algo para o qual não tem manifestamente jeito; Steven Vitória a relembrar os saudosos King e Paredão; Ola John em vias de desperdiçar uma bela carreira (o poder de finta e a técnica são ambos notáveis) por não se esforçar minimamente; Funes Mori, porque apesar de nunca virar a cara à luta precisa de 10 m para dominar uma bola; Artur deverá ter entregue a titularidade ao Oblak até final da época: aquela saída em que não agarra a bola e só a aselhice do avançado do Leixões o impediu de marcar é de bradar aos céus.

Com a qualificação assegurada, resta-nos esperar pela última jornada para saber se vamos ao WC ou ao antro nas meias-finais. Entretanto, se calhar combinar-se-ia com o Gil Vicente não se jogar a última jornada, não…?

P.S. – O Matic foi vendido ao Chelsea por 25 milhões de euros. Um amigo meu diz que é muito dinheiro por um médio-defensivo, mas eu, pelo melhor e mais influente jogador do Benfica, acho pouco. E irrita-me solenemente que seja a meio da época. Será inevitável que sintamos a sua falta, mas espero que em termos de resultados as consequências não sejam negativas. Caso contrário, está mesmo a ver-se qual será a desculpa se não conseguirmos os títulos que procuramos…

segunda-feira, janeiro 13, 2014

À Benfica

Onze Eusébios derrotaram hoje o CRAC por 2-0 e homenagearam de forma muito condigna a memória do MAIOR jogador português de todos os tempos. Com o nome do Rei escrito nas camisolas, os jogadores do Benfica encarnaram mesmo o espírito dele e fizeram uma partida plena de mística. Não foi uma exibição de gala, mas em termos de entrega raramente temos visto isto esta época. E, assim sendo, a vitória é mais do que natural, porque qualidade já todos sabíamos que este plantel tinha.

A partida começou mais ou menos equilibrada, até que o Markovic recuperou uma bola a meio-campo, meteu o turbo e fez um passe de morte para o Rodrigo fuzilar o Helton. Estávamos no minuto 13 e o estádio explodiu de alegria. Ao contrário do que é habitual, o CRAC não veio para cima de nós. Para isso muito contribuiu a postura do Benfica, sempre muito concentrado a defender e a cortar todos os espaços ao adversário. Na 1ª parte, não houve mais grandes situações de perigo, excepção feita já perto do intervalo a um falhanço do Jackson Martínez quase tão escandaloso quanto o fora-de-jogo em que estava e que não foi assinalado! Alguns colegas de bancada criticaram ao intervalo o pouco atrevimento atacante da nossa parte, mas todos nós nos lembramos do golo que sofremos em contra-ataque(!) quando estávamos a ganhar 2-1 na Luz há duas épocas, não…?

A 2ª parte foi mais aberta, especialmente na defesa do CRAC, porque nós aproveitámos o balanceamento atacante deles para começarmos a criar perigo. O Markovic teve um bom remate para defesa do Helton e pouco depois aconteceu um lance que nada ficou a dever aos saudosos anos 90 dos Donatos Ramos, José Guímaros, Fortunatos Azevedos e afins: na sequência de um canto, o Mangala cortou ostensivamente a bola cabeceada pelo Matic com a mão (é ver as imagens no final do post). O Sr. Artur Soares Dias estava a cinco metros do lance e nada marcou! O que valeu foi que, na sequência do canto logo a seguir, o Garay fez o 2-0 antecipando-se ao Mangala e ao Helton. Estava feita justiça! A partir daqui, o Sr. Artur Soares Dias descambou completamente e foi uma sorte o jogo não o ter seguido. Nós tivemos mais umas duas ou três boas oportunidades para fazer o 3-0, mas ao invés não deixámos o CRAC criar um único lance de perigo. Nos últimos 15’, estivemos a jogar em superioridade numérica, porque o Danilo viu um segundo amarelo por ter caído na área num lance com o Garay. Não foi falta nenhuma do nosso jogador, mas também achei exagerado o cartão.

Houve uma série de jogadores que se destacaram nesta partida: Matic, Markovic e Rodrigo fizeram grandes exibições, com o Markovic a vir inclusive ajudar o Maxi na defesa bastantes vezes! O Gaitán também esteve bem, igualmente a defender. O Enzo Pérez passou mais despercebido, mas foi muito útil na forma como não deixou o meio-campo do CRAC conduzir o jogo. Os centrais (Luisão e Garay) tiveram algum trabalho com o Jackson, mas ganharam a maioria dos lances. Boas exibições igualmente dos laterais (Maxi e Siqueira) e novo jogo do Oblak sem sofrer golos (já vai em quatro). Confesso que não estava à espera que o Jesus continuasse a apostar nele, mas ainda bem que o fez! O Lima esteve longe do que costuma fazer, mas nunca virou a cara à luta.

Com o empate da lagartada no dia anterior na Amoreira, tínhamos uma oportunidade de ouro de virar o campeonato isolados na liderança. E, desta vez, os jogadores do Benfica não falharam. Infelizmente, já todos sabemos que tem que ser sempre assim: contra tudo e contra todos, porque quando não se marca um penalty daqueles está tudo dito. Outro aspecto que poderá vir a ser muito relevante nas contas finais é o resultado ter sido 2-0, porque nos confere uma vantagem importante em caso de desempate: se marcarmos um golo lá, teremos de sofrer quatro para perdermos no confronto directo. Mas o melhor mesmo seria irmos lá a cima já campeões. Veremos o que acontece no resto do campeonato e como é as possíveis saídas no mercado de Janeiro nos afectarão.

P.S. – Nunca pensei que fosse possível, mas os adeptos do CRAC (tirando umas poucas vozes avulsas) respeitaram o minuto de silêncio em memória do Eusébio! Era bom que o futebol fosse sempre assim, mas o que isto prova é que quando há ordens superiores eles são domáveis. Ou seja, a questão das bolas de golfe e afins é tudo feito com a conivência de quem deveria ser o primeiro a condenar essas situações! Nada que nós já não soubéssemos… Infelizmente.

P.P.S. – Estava a comentar ao intervalo que o Sr. Artur Soares Dias não é mau árbitro. Até aí tinha deixado jogar dentro do razoável e sem ter mostrado cartões. Mas, lá está, cumpre aquela máxima em relação aos árbitros portugueses: “quem é bom, não é honesto; quem é honesto, não é bom”. Este penalty só pode não ser assinalado em duas situações (repare-se bem na posição do árbitro): ou o árbitro é literalmente cego ou é um ladrão. Tire-se as conclusões devidas.

 

 
[Frames retirados daqui.]

segunda-feira, janeiro 06, 2014

domingo, janeiro 05, 2014

EUSÉBIO (1942 - 2014)



Morreu hoje o MAIOR futebolista português de todos os tempos, um dos melhores de sempre a nível mundial e o mais perfeito de todos nós. O país fica mais pobre e o Sport Lisboa e Benfica perde a sua grande referência. Saibamos todos nós honrar a sua memória para minimizarmos o mais possível esta parte do Benfica que morreu hoje também.

Obrigado por tudo, Eusébio! Descansa em paz, eterno REI!

Assim, sim!

Goleámos o Gil Vicente (5-0) e apurámo-nos para os quartos-de-final da Taça de Portugal. Foi uma das exibições mais conseguidas da época (o que não quer dizer muito, infelizmente), embora os gilistas estejam a atravessar uma fase péssima e tenham sido um muito fraco opositor.

Claro que um golo aos 2’ (boa cabeçada do Rodrigo) e outro aos 16’ (boa jogada entre o Rodrigo e o Markovic, com concretização deste) tornou tudo muito mais simples, e o 3-0 aos 38’ num bis do Rodrigo (bom contra-ataque iniciado no Oblak) selou de vez a nossa passagem. A 2ª parte foi de uma calmaria total e ainda fizemos mais dois golos através do Lima, o primeiro num indiscutível penalty do guarda-redes sobre o Maxi Pereira aos 58’ e o outro já na compensação (92’) a encostar depois de um centro do uruguaio.

Em termos individuais, destaque para a dupla de avançados, com dois golos cada, para a subida de forma do Maxi Pereira, para a boa reaparição do Siqueira na esquerda, e para a maior capacidade de luta e entrega ao jogo do Markovic. Como o jogo foi muito fácil, ainda deu para o Jesus poupar a dupla Matic – Enzo Pérez para o clássico do próximo Domingo. Clássico, esse, em que o Jesus se prepara para entregar a titularidade da baliza ao Artur, que não joga há um mês, preterindo o Oblak, que ainda não sofreu golos pelo Benfica (em 381’ de jogo). Alguns dizem que o eslovaco ainda não foi posto à prova, mas se por acaso ele tivesse defendido aquele remate de meio-campo do Olhanense (que lhes deu o segundo golo) também se poderia continuar a dizer que ainda não tinha sido posto à prova, não é…?

Todos nós temos a final do ano passado atravessada na garganta, portanto é bom que a equipa se mentalize que nos deve uma Taça de Portugal. Para já, vamos no bom caminho.

P.S. – À mente luminosa que acha muita piada colocar panos enormes (geralmente publicitários) a tapar um sector inteiro da bancada central, tenho a dizer o seguinte: entre as equipas entrarem em campo e o começo da partida há pelo menos cinco minutos em que podem fazer isso à vontade. Se escolhem fazê-lo mesmo em cima do apito inicial, arriscando a que imensas pessoas não vejam o princípio do jogo, temos pena, mas por cima de mim não passam. E essa mente luminosa escusa de protestar com o funcionário que ficou muito ofendido comigo e me disse que estava a trabalhar, porque a culpa de o pano não esticar completamente não foi dele, foi minha. Eu quero ver os 90 minutos completos e não os últimos 89 e 30 segundos.

quarta-feira, janeiro 01, 2014

Ano Novo

Que 2014 nos traga as alegrias todas (três, mais especificamente) que 2013 nos escamoteou. Um bom ano para todos os desportistas!

terça-feira, dezembro 31, 2013

Estreia vitoriosa

Regressámos das mini-férias do Natal com uma vitória feliz na Madeira (1-0) perante o Nacional para a 1ª jornada da fase de grupos da Taça da Liga. A vitória foi feliz, porque não só não fizemos uma grande exibição (como já vem sendo hábito ultimamente), como ainda o golo surgiu de um cruzamento do Gaitán aos 32’ que foi ligeiramente desviado pela cabeça do Mexer.

Sem o Luisão, Matic e com o Cardozo a demorar a recuperar, jogámos ainda assim com uma equipa de habituais titulares e os primeiros 10’ entusiasmaram-me. Pensei: “queres ver que o Natal nos fez muito bem?”. Mas foi sol de pouca dura, porque o nível foi começando a baixar desde aí. Mesmo assim, a 1ª parte não foi má de todo, já que criámos umas quantas oportunidades para além do golo. Claro que o Nacional também criou perigo um par de vezes.

Infelizmente na 2ª parte parece que ficámos nos balneários. Salvou-se o facto de termos estado bem na defesa, com somente duas ocasiões para o Nacional: boa defesa do Oblak a um remate à entrada da área e uma bola ao poste num lance de ressaltos com alguma sorte. Nós fomos controlando a partida como pudemos, melhorámos imenso nesse aspecto com a entrada do Ruben Amorim aos 76’ (deveria ter entrado mais cedo), mas nunca mostrámos muita vontade de dar a estocada final no jogo.

Em termos individuais, o Gaitán terá sido o melhor, com exibições igualmente positivas do Enzo Pérez e do Jardel, um dos jogadores mais úteis do plantel, porque sem ser brilhante cumpre sempre que é chamado a substituir os titularíssimos Luisão e Garay. Ao invés, o Fejsa tem o terrível hábito de arriscar passes em zonas proibidas e isso ia-nos custando caro nesta partida. O Markovic deu umas quantas corridinhas, esteve menos sofrível do que em jogos anteriores, mas ainda longe da forma do início de época. Quanto ao Oblak, se é certo que não teve grande trabalho, também é bem verdade que ainda não sofreu nenhum golo desde que está na nossa baliza. Por mim, até ver não saía de lá.

Com os dois jogos que faltam em casa, era só o que mais faltava não nos qualificarmos para as meias-finais da Taça da Liga, onde iremos ao WC ou ao antro. Para mim, é sempre um objectivo conquistar este troféu por dois motivos: primeiro, porque isso quererá dizer que nenhum dos outros dois ainda a terá conquistado; segundo, porque sendo a final em Coimbra o leitão na Mealhada é sempre uma paragem obrigatória.

P.S. - A Liga marcou o Benfica - CRAC para as 16h do dia 12 de Janeiro. Jogo grande à tarde! Viva o luxo!

quarta-feira, dezembro 25, 2013

Feliz Natal

Nesta quadra especial, desejo um óptimo Natal a todos os desportistas e, em especial, aos benfiquistas.

sábado, dezembro 21, 2013

Bom resultado, fraquíssima exibição

Vencemos em Setúbal por 2-0 e, no mínimo, vamos manter a distância de dois pontos para o 1º classificado. Quem não tiver visto o jogo, pode ser induzido em erro pelo resultado: se é verdade que a nossa vitória nunca esteve em causa, fizemos um dos piores jogos de que me lembro. Ganhámos (e ainda bem!), mas a jogar desta maneira é impossível irmos muito longe.

Oferecemos a 1ª parte ao adversário ao colocar o Fejsa e o Matic no meio, e o Enzo Pérez desviado para a ala esquerda! Foi de tal forma ridícula, que no final dos primeiros 45’ tínhamos zero remates! Repito: zero remates! Sinceramente, não me lembro de nenhum jogo do Benfica em que não tivéssemos rematado à baliza durante 45’.

Como era impossível fazer pior, lá melhorámos inevitavelmente na 2ª parte. Entrou o Sulejmani para o lugar do inútil Fejsa e marcámos no segundo remate à baliza, através do Rodrigo aos 54’ num bom cabeceamento a um cruzamento do Gaitán (o primeiro remate foi aos 50’!). O Oblak revelava-se seguro na nossa baliza, mas também não teve muito trabalho e nós matámos o jogo aos 69’ através do Lima, num penalty indiscutível por mão na bola. O V. Setúbal foi-se abaixo animicamente e nós também não mostrámos muita vontade de aumentar o marcador. Assim, sendo o jogo arrastou-se penosamente até ao final.

Em termos individuais, não houve grandes exibições. Se na 1ª parte o Maxi Pereira foi dos poucos a mostrar vontade, na 2ª o Gaitán foi importante na assistência para o Rodrigo e o Matic e Enzo Pérez, nas posições em que mais rendem (voilà!), melhoraram bastante. De assinalar igualmente que foi mais outro jogo com os ambos os avançados a marcarem.

Esperemos que esta paragem para o Natal nos faça bem e sirva para recuperar os lesionados (especialmente Cardozo e Salvio) para ver se em 2014 finalmente começamos a jogar um pouco de futebol. É que isto foi mesmo muito fraco e só a pouca qualidade da maioria das equipas do futebol português fez com que não nos fosse difícil ganhar um jogo em que jogámos tão mal.

P.S. – Depois daquela 1ª parte, até fica mal falar disto, mas o Sr. Paulo Baptista conseguiu não expulsar o Nélson Pedroso, que pisou o Gaitán quando este estava no chão, e, apesar de apitar a tudo o que mexia, não assinalou um penalty evidente quando o Luisão foi puxado na área num livre.

segunda-feira, dezembro 16, 2013

Sorteio da Liga Europa

As bolinhas da sorte ditaram-nos um confronto com os gregos do PAOK nos 16-avos de final da Europa League. Não se pode dizer que não tenha sido um sorteio favorável, sobretudo tendo em conta que nos poderia ter saído Juventus, Lázio ou Ajax, ou então, uma viagem prolongada até ao leste da Europa.

Temos MAIS QUE OBRIGAÇÃO de eliminarmos os gregos e, se assim for, depois defrontaremos o vencedor do Dnipro – Tottenham. Seguindo a lógica serão os ingleses, agora sem serem treinados pelo André Big Bluff Villas-Boas. Como geralmente nos damos bem com equipas inglesas e os londrinos estão bastante pior do que no ano passado, a chegada aos quartos-de-final também não é utópica. Mas isso já é ir um pouco à frente demais nesta altura, aliás, da forma como estamos a jogar agora, iríamos sentir muitas dificuldades. Esperemos que, no final de Fevereiro, as coisas estejam um pouco melhores. Ah, e que não percamos muitos jogadores fundamentais no mercado de Janeiro!

P.S. – O CRAC irá jogar com o Eintracht Frankfurt e, se seguir em frente, o vencedor do Swansea – Nápoles. Óptimo sorteio! Outra coisa que calhou bem é um possível encontro entre Juventus e Fiorentina nos oitavos: é bom que os tubarões se comam uns aos outros.

Espelho da época

Vencemos o Olhanense no Estádio do Algarve (3-2) e mantivemos a distância de dois pontos para o 1º lugar da lagartada. Foi mais uma partida que exemplifica bem o que tem sido a nossa temporada até agora: perante uma equipa notoriamente mais fraca (e que nunca tinha marcado mais de um golo nas 12 jornadas anteriores!), continuamos a fazer ofertas na defesa que nos impedem de ter um jogo descansado até final.

Logo aos 7’ foi o Sílvio a fazer um mau passe que originou a jogada do 1º golo do Olhanense. Reagimos bem e empatámos aos 19’ num bom centro do Gaitán para a cabeça de Lima, que estava ligeiramente adiantado (de referir que aquele mesmo fiscal-de-linha nos invalidou dois lances em que os nossos avançados ficavam isolados por foras-de-jogo inexistentes). Quando se esperava que, depois do susto inicial, pudéssemos ir para a frente do marcador e construir uma vantagem sólida, aconteceu precisamente o contrário: mais um frango do Artur, desta feita a um remate longíssimo da área, coloca os de Olhão mais uma vez na frente aos 31’. O que vale é que nós temos o Matic (por enquanto…) e um petardo dele fora da área voltou a empatar a partida seis minutos depois.

A 2ª parte não poderia ter começado melhor: logo aos 47’, o (entretanto entrado) Sulejmani fez o 2-3 com um remate de trivela depois de uma boa abertura do Gaitán. Novamente pensei que tentássemos construir um resultado mais dilatado, mas a equipa deu quase sempre mostras de estar confortável com a vantagem mínima. Isto irritou-me sobremaneira, porque ficamos sempre sujeitos a uma bola parada. Aos 62’, o Artur lesiona-se e é substituído aos 69’ pelo Oblak (razão pela qual o Sr. Vasco Santos deu 10’ de compensação). Como entretanto também já tinha entrado o Ola John, ficámos sem mais substituições para fazer, o que ainda com algum tempo para jogar não deixa sempre de me criar apreensão. Até final, tivemos mais uma boa oportunidade pelo Garay e efectivamente não deixámos o Olhanense criar lances de perigo.

Pelo golo que marcou e por ter empurrado a equipa para a frente, o destaque via obviamente para o Matic. Boa exibição igualmente do Gaitán e do Garay. O Sulejmani foi decisivo, mas depois de ter marcado o golo não esteve nada feliz no resto do tempo. Não achei que o Ivan Cavaleiro tivesse estado assim tão mal na 1ª parte, bem como o Rodrigo, que foi substituído pouco depois do intervalo. É sempre bom que o Lima vá marcando golos, para ter mais confiança. Quanto à baliza, já chega de frangos do Artur! Espero que se aproveite esta oportunidade para tirarmos dúvidas sobre a real valia do Oblak, mas pareceu-me seguro nas primeiras intervenções.

O que vai contar para o futuro (e ainda bem que assim é) é o resultado e, só por isso, este jogo valeu a pena. Mas continuamos a produzir muito pouco e a fazer exibições sofríveis. Desde que vamos ganhando, eu não tenho problemas com isso.

P.S. - Ah, e outra coisa, caso se venda o Matic em Janeiro ficamos seriamente lixados.

quarta-feira, dezembro 11, 2013

Serviços mínimos

Vencemos o PSG (2-1), mas com a vitória esperada do Olympiacos sobre o Anderlecht, fomos relegados para a Liga Europa. Tendo sido nós os cabeças-de-série do grupo é obviamente um revés muito grande esta eliminação da Champions e não vale a pena estar a camuflar isso dizendo que somos favoritos à Liga Europa.

A nossa 1ª parte foi paupérrima mesmo perante um PSG com segundas escolhas (embora com segundas escolhas de 45 M€ - Pastore – e 40 M€ - Lucas – estamos conversados…). Atravessamos uma grande crise de confiança e o que mete mais impressão é a pouca alegria com que jogamos à bola. Ainda assim tivemos boas oportunidades com cabeceamentos do Matic e Luisão, mas foram os franceses a abrir o marcador aos 37’ pelo Cavani na sequência de mais um canto, que para nós esta época estão a ser verdadeiros penalties. Um disparate de um defesa, que atropelou desnecessariamente o Sílvio perto do intervalo, ofereceu-nos um penalty que o Lima converteu muito bem aos 45’. Era essencial não estarmos a perder no descanso se quiséssemos ter veleidades de ganhar o jogo.

Melhorámos na 2ª parte (também melhor fora…) e chegámos à vantagem aos 58’ pelo Gaitán numa boa jogada entre o Maxi e o Enzo Pérez. Já antes, o Lima e o Luisão (novamente com uma cabeçada desastrada quando estava sozinho na área) tinham tido boas oportunidades e até final conseguimos controlar o ataque francês que, verdade seja dita, também nunca se mostrou muito interessado em fazer algo mais pelo jogo. As notícias da Grécia não eram nada famosas (três penalties e três expulsões deram cabo do Anderlecht, mas o resumo da TV revelou que foram todos bem assinalados), mas ao menos ganhámos e amealhámos 1 M€.

Em termos individuais, o Sílvio foi o melhor do Benfica. O Enzo Pérez não sabe jogar mal e o Gaitán, apesar de não lhe sair tudo bem, tentou estar constantemente em jogo. Boa partida igualmente do Maxi Pereira. Ao invés, continuamos a jogar com 10, porque o nosso treinador não consegue meter na cabeça que o Markovic neste momento não conta. Ao menos, nesta partida correu (estar na Champions tem as suas vantagens…), mas não percebo porque é que ele tem sistematicamente mais oportunidades do que os Ivans Cavaleiros e os Andrés Gomes desta vida… Não desejo o mal a ninguém, muito menos a jogadores do Benfica, mas como saiu lesionado pode ser que (finalmente!) não seja titular na próxima partida…

Se quisermos ver isto pelo lado menos negativo, podemos sempre dizer que 85% das equipas da Champions foram apuradas com 10 pontos (como A Bola) e que desde 2007 só quatro foram eliminadas fazendo esta pontuação (como O Jogo), mas o que vai ficar para a história é que em quatro Champions com o Jesus só numa delas nos apurámos para os oitavos-de-final. Claro que se ganharmos a Liga Europa (só ir à final não chega para mim, já lá fomos no ano passado), isto será esquecido, mas da forma que estamos a jogar vai ser muito difícil isto acontecer.

P.S. – O Benfica poderia ter a decência de distribuir este milhão de euros que ganhou neste jogo (descontando-o do ordenado dos jogadores e equipa técnica) pelos 28.848 espectadores que estiveram na Luz na 6ª feira. Isso é que era de valor!

sábado, dezembro 07, 2013

Vergonhoso!

Empatámos em casa frente ao Arouca (2-2), o último classificado que tinha feito dois pontos nos últimos 21 possíveis, e vamos deixar escapar uma oportunidade claríssima de nos distanciarmos dos rivais. Eu vou repetir: e-m-p-a-t-á-m-o-s  e-m  c-a-s-a  f-r-e-n-t-e  a-o  A-r-o-u-c-a…! Algo que só deveria acontecer com a simultaneidade de um azar destes e de um roubo destes. Caso contrário, é imperdoável e deveria cobrir de vergonha todos os jogadores e equipa técnica, e impedi-los de sair à rua durante uns bons tempos. Aliás, já desperdiçámos quatro(!) pontos em casa frente às duas equipas que subiram de divisão esta época. Se queremos muito ser campeões, estamos a disfarçar muito bem…

Poderia ficar por aqui, mas acho que há algumas ilações para o futuro a tirar deste resultado inconcebível:

1) Artur. Eh pá, não dá mais! Ou melhor, não vai dar mais do que aquilo. Parecia que estava melhor esta época, mas o primeiro golo do Arouca, um livre lateral do David Simão, é mais um frango que nos custa pontos. Tem 32 anos e já não vai melhorar. Está na altura de começar em pensar num substituto que, se calhar, já está dentro do plantel…

2) Bruno Cortez. O responsável pela sua contratação das duas, uma: ou é despedido por justa causa ou tem que ir para um centro de reabilitação para deixar a droga. E eu que pensava que depois do Rojas, Escalona, Pesaresi e Emerson já tinha visto tudo…

3) Arranjem lá o dinheiro onde quiserem, vão pedir à troika, assaltem um banco, mas se o Matic sair em Janeiro vai ser uma tragédia. Neste jogo tivemos um cheirinho do que valemos sem ele. O Fejsa, com ele ao lado, ainda disfarça, mas nestes jogos em que é preciso um pouco mais do que destruir, não dá. Por esta altura no ano passado, o André Gomes fez um grande jogo em Barcelona, logo a seguir um ainda melhor no WC e finalmente frente ao Marítimo. Esta época praticamente desapareceu…

4) Por mais golos que marquem, o Lima e Rodrigo nunca conseguirão ser substitutos do Cardozo. Com ele em campo, muito provavelmente teríamos ganho.

5) Markovic. Antes deste jogo, achava que uns tempitos na equipa B far-lhe-iam bem. Mas estava enganado: com 19 anos, se calhar ainda pode jogar nos juniores. Se há coisa que não admito num jogador do Benfica é falta de vontade! E a idade não é desculpa. O Ivan Cavaleiro, em nove minutos em campo, atirou uma bola ao poste e fez um centro que foi meio-golo. Muito mais do que ele em 62’! Zero absoluto. Só me apetece dar-lhe uns tabefes para ver se acorda e não desperdiça um talento daqueles!

6) Terceiro jogo consecutivo do Rodrigo a marcar e a confiança fez-lhe aumentar sobremaneira a produção, mas mesmo assim tivemos um cheirinho de tempos recentes com duas incursões em fintas pela linha de fundo…

7) O Lima não falhou o penalty, mas teve duas ou três bolas em que deveria ter marcado. Assim como o Luisão: aquela cabeçada na pequena-área com a baliza praticamente descarada já na compensação, a um centro magnífico do Ivan Cavaleiro, TEM que entrar na baliza!

8) Sofrer DOIS golos em casa do Arouca que provocam um empate deveria ser motivo para ¼ do ordenado penhorado a todos os jogadores e equipa técnica neste mês. E falando em penhora de ordenado, espero bem que o Jesus não receba este mês. O castigo deveu-se a uma idiotice sua e vê-se bem a falta que faz no banco.

Não se pode, N-Ã-O  S-E  P-O-D-E desperdiçar oportunidades destas de encostar o CRAC ainda mais à parede! Perderam sete pontos nas últimas três jornadas, estão numa espiral descendente e nós damos-lhes benesses destas! É incompreensível…

P.S. – O Arouca começou a fazer antijogo aos 3’ e o Sr. Rui Gomes Costa deu quatro minutos de descontos na 2ª parte! Sem comentários…