origem

segunda-feira, outubro 28, 2013

Tranquilo

Vencemos o Nacional por 2-0 numa partida que contrastou com as anteriores, precisamente por não termos visto a nossa vantagem ser colocada em causa. Esperemos que ela signifique um regresso às vitórias sem grandes stresses perante adversários teoricamente mais acessíveis, que têm sido habituais em grande parte dos nossos jogos nas últimas épocas.

Marcámos relativamente cedo (15’), quando o Cardozo isolou o Siqueira que não tremeu só com o guarda-redes pela frente. Mas a nossa 1ª parte foi sofrível, já que só tivemos mais uma boa ocasião com o Cardozo a rematar fraco de pé direito quando estava em boa posição. A senda das lesões musculares parece não ter fim e o Siqueira teve que ser substituído pelo André Almeida por volta da meia-hora.

A 2ª parte foi bastante melhor e começou logo com um remate muito perigoso do Gaitán ao lado. Claro que o 2-0 aos 49’ pelo Cardozo, depois de uma óptima abertura do mesmo Gaitán, muito contribuiu para a elevação do nosso nível exibicional, porque a equipa se sentiu mais confiante. O jogo entrou numa fase mais interessante com o Nacional a tentar marcar e nós a responder em contra-ataque. Todavia, começava a notar-se algum cansaço da nossa parte e o Jesus esteve bem ao reforçar o meio-campo com o Ruben Amorim no lugar do (novamente infeliz) Rodrigo a cerca de 25’ do fim. A partir daí, não mais o Nacional conseguiu circular a bola à vontade no nosso meio-campo, enquanto nós poderíamos ter aumentado a vantagem com boas oportunidades do Ivan Cavaleiro e do Cardozo, com um remate de pé direito em arco de fora da área(!) mesmo perto do final.

Destaque inevitável para o grande Tacuara: uma assistência e um golo, que lhe permitiu igualar o Nuno Gomes como 9º melhor marcador do Benfica em jogos oficiais ( 165 em pouco mais de seis épocas… coisa pouca). Para além disso, fartou-se de ganhar bolas de cabeça e as tabelinhas saíram quase todas bem (como é habitual, acrescente-se). Enfim, foi um show e eu nem quero imaginar como estaria a ser a nossa época se o tivéssemos deixado ir embora… Destaque também para o Ivan Cavaleiro, que mostra velocidade, vontade e técnica, e as duas primeiras permitem-no ter vantagem neste momento perante o Ola John na luta pela titularidade. O Gaitán deve ter feito uma lobotomia ao intervalo, porque subiu imenso de produção. Em termos defensivos estivemos bem e o Nacional, apesar de trocar bem a bola, não criou grandes situações de perigo.

Com a vitória do CRAC perante a lagartada, igualámos os répteis no 2º lugar, mas ainda estamos a cinco pontos dos assumidamente corruptos. Isto não vai ser nada fácil, mas se voltarmos a jogar decentemente será bem mais interessante.

quinta-feira, outubro 24, 2013

Obrigado, Roberto!

Empatámos em casa frente ao Olympiacos (1-1) e o meu sentimento é igual ao da ida ao WC: se me dissessem antes do jogo, consideraria um mau resultado; com as condicionantes que ele teve, acabou por não ser nada mau.

Eu não sei onde é que o Jesus viu uma 1ª parte em que nós pressionámos o adversário e estivemos bem… Tirando o livre do Cardozo logo no início, bem defendido pelo Roberto, e uma cabeçada do Luisão, não fizemos rigorosamente mais nada. Ainda por cima, uma perda de bola do Matic a meio-campo deu origem ao golo deles aos 29’. A partir daí, começou a chover a cântaros (intervalo incluído) e eu comecei a ver a nossa vida andar para trás.

O início da 2ª parte mostrou um campo alagado, onde a bola rolava com dificuldade. Lutámos, demonstrámos carácter, mas as coisas estavam muito complicadas, até porque o Sr. Alberto Undiano Mallenco só assinalava as nossas faltas e não as dos gregos (parece-me que há um penalty claro sobre o Siqueira). Era difícil criar grandes oportunidades e acabámos por chegar à igualdade aos 83’ graças a uma saída em falso do Roberto num canto (que, a bem da verdade, não o era), deixando a bola sobrevoar a pequena-área para o Luisão assistir o Cardozo, que só teve que encostar. Eu nunca tive dúvidas acerca das capacidades do Roberto e finalmente ele conseguiu dar-me uma alegria! Aliás, saídas em falso a cruzamentos foram duas ou três (numa delas, o Matic falhou inacreditavelmente o cabeceamento) e bolas bombeadas para a frente, em que ele ficou preso aos postes, contei pelo menos duas. Ainda bem que ele pode ir mostrando a sua qualidade em Atenas e não cá…!

Em termos individuais, é difícil destacar alguém. Na 1ª parte, o único que esteve ao seu nível foi o Enzo Pérez, que depois muito naturalmente rebentou a meio dos segundos 45’. Na 2ª, toda a equipa lutou muito, o Lima subiu um pouco de produção (também pior do que na 1ª era difícil…) e o Cardozo lá continua a sua senda de jogos a marcar. Destaque para a estreia do Ivan Cavaleiro no Estádio da Luz, substituindo ao intervalo o Ola John, mas não era jogo para grandes proezas técnicas.

É imperioso não perder em Atenas, se quisermos ter veleidades de nos qualificarmos. Com o 1º lugar entregue ao PSG, temos a vantagem de os recebermos na Luz, enquanto os gregos terão de ir a Paris. Em teoria, será melhor para nós. Mas cada coisa a seu tempo e a ver se daqui a duas semanas na Grécia conseguimos jogar um bocadinho melhor do que hoje…

P.S. – Para além de ter estragado grandes períodos do jogo, a chuvada de hoje muito possivelmente impediu-nos de voltarmos a ver o Saviola a pisar o relvado da Luz. Foi pena, porque gostaria de o ter ovacionado.

quarta-feira, outubro 23, 2013

Gracias!

CRAC - 0 - Zenit - 1.

É mais correcto os agradecimentos serem em castelhano do que em russo: o Herrera (que custou 8 milhões de euros, saliente-se) conseguiu a proeza de ver dois amarelos (ambos merecidíssimos) nos primeiros seis minutos de jogo! Foi fantástico! Neste caso, pode dizer-se com legitimidade que quem vê caras, vê o resto…

sábado, outubro 19, 2013

Cinfães

Um misto de segundas linhas reforçadas com elementos da equipa B derrotou os amadores do Cinfães por 1-0 na 3ª eliminatória da Taça de Portugal. O Ola John marcou o golo aos 52’ depois de um bom cruzamento do Ivan Cavaleiro. Tirando o resultado, não há muito mais de positivo a tirar deste jogo.

O Sr. Rui Gomes Costa ainda conseguiu anular um golo ao Steven Vitória na 1ª parte, por pretensa falta sobre um defesa na sequência de um canto. Curiosamente, o mesmo Sr. Rui Gomes Costa que não viu um empurrão descarado do Jackson Martinez no lance que deu o golo da vitória do CRAC frente ao Paços de Ferreira. Não se pode dizer que o critério não seja uniforme. E não estou a ser irónico.

Estes jogos dão sempre para ver qual é o verdadeiro grau de motivação dos jogadores e não se pode dizer que a maioria tenha passado com distinção. Foi pena que o Ivan Cavaleiro não tenha conseguido marcar nas duas vezes em que esteve isolado frente ao guarda-redes, mas o miúdo não engana: temos ali jogador. À semelhança do Jesus, também não desgostei do Funes Mori, embora tenha falhado duas ou três bolas daquelas “só de encostar” (daquelas que, quando é o Cardozo a marcar, muita gente desvaloriza por ser fácil demais…) e o Oblak pareceu-me seguro. O Ola John marcou o golo, mas esteve muito irregular. O Djuricic, Cortez e Sílvio (este vindo de lesão) fizeram um jogo horrível e o Ruben Amorim também não esteve nada bem.

É bom que a conquista da Taça de Portugal seja um objectivo para esta época, porque o que aconteceu no ano passado ainda está fresco demais na nossa memória e precisa de ser apagado rapidamente.

terça-feira, outubro 15, 2013

Portugal – 3 – Luxemburgo – 0

Nova exibição a roçar o medíocre, mas perante uma selecção muito fraca (e a jogar merecidamente com 10 a partir dos 29') era difícil não ganhar. Curiosamente foram dois dos piores jogadores até àquele momento a marcar os primeiros golos: Varela (30') e Nani (37'). A vitória ficou logo garantida e da 2ª parte destaca-se o golo do Postiga (79'), e dois falhanços inacreditáveis do Hugo Almeida. No Azerbaijão, a Rússia esteve a ganhar até praticamente aos 90', mas o Azerbaijão empatou, o que nos leva a pensar que, se o Rui Patrício não tivesse dado aquele frango descomunal frente a Israel, talvez pudéssemos ter conseguido a qualificação directa. Nunca saberemos.

Desta vez, não teremos uma Bósnia-Herzegovina no caminho. Os possíveis adversários são França, Suécia, Roménia ou Islândia. Tirando esta última, os outros são bem complicados e teremos de elevar muito o nosso nível exibicional para os batermos. Claro que do mal, o menos e todos menos a França, por favor!

Por todas as razões, gostava muito que a selecção conseguisse ir ao Mundial, até porque, como já o disse várias vezes, gosto do Paulo Bento. E cada vez tenho mais razões para tal.

sábado, outubro 12, 2013

Portugal – 1 – Israel – 1

Um erro clamoroso do Rui Patrício impediu que Portugal vencesse Israel, apesar de ter feito uma exibição muito medíocre. Aconteceu aos 85’, quando o guarda-redes falhou um pontapé e ofereceu a bola a um adversário. As esperanças de conseguir o 1º lugar do grupo já eram escassas, mas agora foram totalmente por água abaixo: a Rússia teria de perder no Azerbaijão e nós ganharmos por pelo menos seis golos ao Luxemburgo.

A falta de cinco titulares ajuda a explicar um pouco tão pobre exibição, juntamente com o facto de o C. Ronaldo e o Nani estarem muito ausentes do jogo. Colocámo-nos em vantagem aos 27’ através do Ricardo Costa, depois de uma assistência do Pepe e tivemos outras (poucas) oportunidades de dilatar o marcador. Muita inépcia impediu que o conseguíssemos e depois veio o balde de água fria no final.

Recebemos o Luxemburgo na última jornada e uma vitória garantir-nos-á a qualificação para o play off. Onde os adversários que se perspectivam (França, por exemplo) provavelmente farão com que não seja um passeio tão grande quanto os play offs anteriores.

segunda-feira, outubro 07, 2013

Suado

Regressámos às vitórias na Amoreira (2-1) frente a uma excelente equipa do Estoril. Foi uma partida muito complicada, em que a vitória acaba por ser justa e onde a exibição melhorou ligeiramente face a jogos anteriores (o que, convenhamos, também não era nada difícil…).

Entrámos praticamente a ganhar com um excelente cruzamento do Gaitán e uma cabeçada do Lima só com o guarda-redes pela frente logo aos 10’. O Estoril reagiu e nós tivemos que cerrar linhas na defesa, não criando muitas mais oportunidades até ao intervalo. Um livre perigoso do Rodrigo (a única coisa de jeito que fez no jogo todo) ainda deu a sensação de golo e mesmo em cima dos 45’ o árbitro, Sr. Manuel Mota, assinalou penalty a nosso favor por mão na área. No estádio, viu-se perfeitamente a bola, cabeceada por um defesa do Estoril, a bater na mão de um colega, mas não deu para perceber se tinha sido casual ou não. Revisto o lance na TV, não acho que tenha sido penalty, porque o lance foi à queima e o jogador que toca na bola com a mão está igualmente a saltar (tal como o colega) e até de olhos fechados. Mas, com a quantidade enorme (pelo menos, quatro!) penalties que já nos foram escamoteados este ano, serve como parca compensação. Quer dizer, não serviu de nada, porque o Lima permitiu a defesa do guarda-redes…

As características do jogo não se alteraram no início da 2ª parte, até que o Jesus lá resolveu que chegava de jogar com 10 e fez entrar o Cardozo para o lugar do Rodrigo. Uns minutos antes, tínhamos ficado a alinhar em superioridade numérica, porque o árbitro recheou as duas equipas de amarelos e a consequência era previsível. O Enzo Pérez falhou o remate numa boa jogada e, logo a seguir, aos 71’, aquele jogador que “é lento, não corre, só tem pé esquerdo e só sabe marcar golos” marcou o melhor golo do campeonato até agora, num remate de primeira (com o pé direito!) depois de um cruzamento do Maxi Pereira e sem deixar a bola cair no chão! F.a.b.u.l.o.s.o! Infelizmente logo na jogada a seguir, o Luisão ficou a dormir num canto e o Balboa reduziu para 1-2. Mas o Cardozo não desarmava e assistiu o Lima na perfeição (quando até poderia ter tentado o remate), só que este, apenas com o guarda-redes pela frente, conseguiu tentar desviar tanto a bola que ela acabou por sair ao lado! Falhanço inacreditável! Até final, ainda deu para o Maxi levar também o segundo amarelo (claro!) e para uma grande oportunidade do Estoril já na compensação, em que o Ruben Amorim fez um corte providencial e a recarga acabou nas malhas superiores.

Apesar de ter jogado só 30’, o nosso melhor jogador foi o Cardozo. Ponto Final. Não só pelo golo que marcou, como pela assistência ao Lima e pela sua entrada ter permitido que passássemos a conseguir segurar a bola no ataque, e a ganhar lances de cabeça. Foi absolutamente decisivo e já vai na terceira jornada seguida a marcar. É o maior! Bom jogo igualmente do Enzo Pérez e, a espaços, do Gaitán. O Lima continua fora de forma: é certo que marcou, mas falhou um penalty e o outro lance que ainda foi pior. O Rodrigo, esse, continua fora de forma desde Fevereiro de 2011… O Matic precisava de rever alguns jogos do ano passado, para se lembrar de como jogava.

Não foi uma exibição brilhante (longe disso!), mas também não acho que estivéssemos tão mal quanto alguns comentários que ouvi. Há que não esquecer que o Estoril é uma das melhores equipas do campeonato e, por alguma razão, já não perdia em casa há bastantes meses. Vamos agora descansar para as selecções e ver se recuperamos algumas das lesões musculares (neste jogo foi o Markovic e o Sulejmani, que nem chegou a ser convocado).

quinta-feira, outubro 03, 2013

Descer à terra

Quando se sente alívio assim que o árbitro termina um jogo em que perdemos por 0-3, isso diz muita coisa acerca da nossa exibição. Trinta minutos iniciais de pesadelo foi quanto bastou ao Paris Saint-Germain para (espero eu) fazer ver aos responsáveis do nosso clube que os sonhos megalómanos de chegar a uma final da Champions estão tão desajustados da realidade quanto acreditar que é apenas um erro aquilo que o Proença fez na passada 6ª feira.

O jogo não teve história, porque o PSG marcou logo aos 5’ e cada vez que ia à nossa baliza era cada tiro, cada melro. Felizmente, resolveram abrandar o ritmo quando chegaram aos três, porque sinceramente o fantasma de Vigo pairou durante largos momentos. O Jesus resolveu colocar-nos de início apenas com 10, porque o Djuricic fez (mais uma vez) figura de corpo presente: nem ajudava no meio-campo, contribuindo para um inferioridade numérica naquela zona que nos foi fatal, nem segurava nenhuma bola no ataque. Para jogar assim perto do Cardozo, mais valia ter alinhado logo o Markovic. Ou claro fazer como se fez na 2ª parte, em que o Jesus emendou a mão, colocando o Enzo Pérez, o Matic e o entrado André Gomes (lesão do Fejsa), e as coisas melhoraram. Fruto igualmente do abaixamento de ritmo do PSG, mas o mal maior já estava feito.

Não é tanto a derrota que custa, é mais a forma como a equipa (não) actuou. Falta garra, falta vontade, falta dinâmica e, principalmente, falta alegria a jogar à bola (algo que nunca faltou nos quatro anos anteriores do Jesus). É a ausência deste último factor que me preocupa mais: a equipa parece amorfa e não sabe reagir às dificuldades que o jogo coloca (um óptimo exemplo passou-se frente ao Belenenses). Relembro que fizemos uma óptima exibição em Stamford Bridge há dois anos, roubados desde o minuto 40’, a jogar na 2ª parte com Witsel a defesa-direito, Javi García e Emerson a centrais, e na frente com o Djaló e o Nélson Oliveira na última meia-hora… E poderíamos ter ganho a eliminatória! Compare-se esta equipa com a que jogou ontem e ainda se torna mais injustificável o que se passou. Como não se percebe aquelas declarações do Jesus no final da partida, quase assumindo que estava à espera de perder por poucos. Ou, se calhar, pensando na nossa exibição, percebe-se melhor…

O que se passou ontem deu a ideia de ser o Jesus a querer mostrar que não temos equipa para a final da Champions. Pois claro que não temos! Qualquer pessoa com os pés assentes na terra sabe isto muito bem! Era bom que se pusessem de acordo na SAD acerca do principal objectivo. Que, com a brincadeira que foi o final da época passada e o início desta, já está a cinco pontos de distância… E vamos lá a ver se não estará a mais depois da visita à Amoreira no próximo Domingo…

quarta-feira, outubro 02, 2013

O roubo do século

Isto já aconteceu na passada 6ª feira, mas não queria deixar de colocar aqui para ficar registado. Ganharam por 1-0 ao V. Guimarães com este lance. Cujo grau de desfaçatez está ao nível deste nos saudosos anos 90. Em qualquer país civilizado, este senhor estaria com termo de identidade e residência. E não estou a ser metafórico.

 

P.S. - Não concordo absolutamente nada quando se diz que isto é um “erro”. Não, este senhor não se enganou. Isso acontece quando fazemos algo que não queríamos e de que nos arrependemos a posteriori. Não é manifestamente este o caso: a sua coerência de há longo tempo demonstram-no à saciedade.

terça-feira, outubro 01, 2013

Gracias!


Quando as forças do Mal são derrotadas, o mundo torna-se um sítio mais aprazível.

domingo, setembro 29, 2013

Péssimo

Empatámos em casa com o Belenenses (1-1) e voltámos a deixar alargar a diferença para o 1º classificado para cinco pontos. Fizemos uma exibição muito má, o que não deixou de me espantar já que parecia que vínhamos a subir de forma nos últimos jogos. Esta oscilação exibicional, que se reflecte nos resultados, é algo que nos deve preocupar e muito.

Curiosamente até entrámos bem e colocámo-nos em vantagem aos 17’ num cabeceamento do Cardozo a centro do Lima. Mas infelizmente, em vez de nos estimular, o golo parece que nos fez adormecer e fomos deixando correr o marfim até que o Belenenses empatou aos 30’ num canto. No estádio era impossível ter-me apercebido, mas visto na TV é incompreensível como é que o fiscal-de-linha não assinala fora-de-jogo ao jogador do Belenenses que se abaixa frente ao Artur permitindo que a bola passe. É indiscutível a sua interferência na jogada.

Na 2ª parte, esperava-se que o Benfica aumentasse o ritmo e começasse a criar mais oportunidades de golo do que na 1ª, porém isso não aconteceu. Jogámos sempre muito devagar, ao contrário do que é habitual, e de forma bastante previsível. O Markovic saiu ao intervalo, mas não ganhámos nada com a entrada do Gaitán e o Matic levou um amarelo idiota por pontapear a bola para longe, o que fez com o Jesus o tivesse que sacrificar (e bem) em vez do Fejsa quando lançou o Sulejmani. A desinspiração era um mal que afectava praticamente toda a equipa e desta vez não houve milagre como frente ao Gil Vicente.

Um dos nossos grandes problemas é que há muitos jogadores fora de forma. A excepção é o Enzo Pérez e poucos mais sobram. O Matic continua uma sombra do ano passado. O Markovic nunca mais fez nada de especial desde a jogada de génio na lagartada. O Lima é outro que deixou de ser decisivo. O Salvio faz muita falta e o Gaitán voltou agora de lesão. O Cardozo lá molhou o bico outra vez e foi dos menos maus. O Jesus resolveu dar descanso ao Siqueira, mas o Cortez… valha-me Eusébio!

Na próxima 4ª feira, vamos a Paris, mas não estou NADA de acordo que só o Jesus assuma que o objectivo principal é o campeonato. No estado actual do futebol europeu, é uma utopia pensar em algo mais que quartos-de-final (na melhor das hipóteses) na Champions. Temos uma hegemonia no futebol português para recuperar antes de podermos pensar em voos mais altos.

P.S. – Não foi só o lance do inacreditável fora-de-jogo: há um agarrão CLARO ao braço do Cardozo na 2ª parte que o Sr. Jorge Tavares (quem?!) não assinalou. Conjugado com a pornografia que o Sr. Pedro Proença fez no estádio do CRAC na passada 6ª feira, é demasiado evidente que este campeonato já está mais que decidido. E assim se continua a assobiar para o ar há mais de 30 anos…

segunda-feira, setembro 23, 2013

Precioso

Conseguimos um triunfo muito importante em Guimarães (1-0) que, juntamente com o empate do CRAC no Estoril, fez com que reduzíssemos a diferença para o 1º classificado para três pontos. Foi uma partida bastante complicada, em que a nossa vitória é justa e da qual nos lembraremos como um dos marcos incontornáveis se estivermos todos contentes em Maio.

O Jesus repetiu a equipa que alinhou frente ao Anderlecht, mas perante a agressividade dos vimaranenses (a roçar a violência especialmente no início da partida) ela revelou-se um pouco macia demais: o Djuricic e o Markovic passaram ao lado do jogo, o Matic está longe da melhor forma e o Enzo Pérez não consegue fazer tudo sozinho. A 1ª parte foi disputadíssima, mas sem grandes ocasiões de golo. De notar dois foras-de-jogo mal assinalados ao Enzo Pérez, que ficava praticamente isolado em ambos os lances.

Viemos com outra atitude para o 2º tempo e aos 61’ ficámos a jogar com mais um, porque o defesa-esquerdo do V. Guimarães parou um contra-ataque nosso e viu o segundo amarelo. Quatro minutos depois entrou o Lima e o jogo passou a desenrolar-se quase exclusivamente no meio-campo adversário. Os fiscais-de-linha continuavam em realce pela negativa, porque, pouco depois de ter entrado, o Lima é completamente abalroado na área adversária e o Sr. Bruno Esteves ficou a olhar para o seu fiscal, que viu o lance de frente, mas não quis dar a indicação de penalty. Até que aos 73’ marcámos finalmente através do Cardozo, num canto rasteiro e atrasado do Enzo Pérez. A bola ainda foi desviada por um jogador do V. Guimarães, traindo o guarda-redes. Até final, um pouco de forma inexplicável começámos a recuar no terreno e não se notou que estivéssemos a jogar com mais um. O V. Guimarães não teve nenhuma ocasião clara de golo, mas a bola passou mais vezes pela nossa área do que seria desejável. Eu sei que o objectivo era defender bem, mas eu prefiro que isso seja feito mantendo a posse de bola e temos jogadores mais que suficientes no plantel que conseguem fazer isso.

Em termos individuais, destaque óbvio para o Cardozo principalmente pelo golo, mas também por um ou outro passe a rasgar que desmarcou os colegas. O Fejsa é um pêndulo e, quando o Matic voltar ao seu nível, teremos um meio-campo temível. O Enzo Pérez é outro que luta até à exaustão e um indiscutível na equipa. Os sérvios (Djuricic e Markovic) precisam de aumentar a intensidade do seu jogo. Na defesa estivemos mais consistentes, mas o Siqueira deverá ter mais cuidado no futuro, especialmente quando já tiver cartão amarelo. Se o árbitro fosse o Sr. Pedro Proença, não teria deixado escapar a oportunidade para lhe mostrar o segundo, mesmo que isso tivesse sido muito forçado.

Ganhámos pontos ao CRAC e à lagartada (1-1 em casa frente ao Rio Ave), num fim-de-semana em que ambos se queixaram muito das arbitragens. O Sr. Carlos Xistra, de facto, não viu uma mão descarada no WC, mas com o registo de golos em fora-de-jogo que a lagartada tem este ano teria sido melhor ficar calada. Quanto ao CRAC, percebe-se a indignação: desde o célebre jogo em Campomaior em 2000, que não havia um lance tão evidente decidido contra eles (a mão do Otamendi, que já não deveria estar em campo por esta altura por ter derrubado um adversário isolado, é claramente fora da área e o Sr. Rui Dias assinalou penalty). É falta de hábito.

P.S. – Era escusado no final do jogo o Jorge Jesus se ter envolvido na defesa do adepto do Benfica como se envolveu. Eu sei que, estando ele numa posição fragilizada desde o final da época passada, estas atitudes caem bem junto dos sócios, mas ainda nos pode ficar a custar caro se ele tiver algum tipo de sanção no futuro que o impeça de estar no banco. Treinador é para treinar, não é guarda-costas.

quarta-feira, setembro 18, 2013

Entrar a ganhar

Quando se defronta em casa na 1ª jornada da Champions uma equipa do pote 4, era fundamental começar com uma vitória. Assim o fizemos (2-0) num jogo que controlámos muito bem e em que finalmente(!) conseguimos manter a nossa baliza intacta.

À semelhança de Sábado passado, marcámos muito cedo (4’) numa recarga do Djuricic a um remate do Enzo Pérez, que o guarda-redes adversário defendeu para a frente. A 1ª parte foi bem conseguida da nossa parte e fizemos o 2-0 aos 30’ num bom movimento do Luisão, que na sequência de um canto parou a bola no peito e fuzilou o guarda-redes. Até ao intervalo, foi pena que o Cardozo não tenha conseguido cabecear uma bola centrada pelo Markovic.

Na 2ª parte, não criámos tantas oportunidades e dedicámo-nos mais a tentar que o Anderlecht não criasse perigo na nossa baliza. O que efectivamente conseguimos. O Cardozo voltou a ter uma óptima oportunidade a um centro do Siqueira, mas rematou ao lado. Os belgas ainda marcaram um golo num livre, mas foi invalidado por fora-de-jogo já que felizmente os fiscais-de-linha do Pedro Proença não podem estar nos nossos jogos na Champions.

Em termos individuais, voltei a gostar imenso do Fejsa. Não larga os adversários e faz tudo sempre com muito critério. O Enzo Pérez voltou a estar bem, embora menos exuberante do que no Sábado. Só foi pena o Cardozo não ter marcado, porque teve uns quantos pormenores de muita classe, nomeadamente a fintar os adversários. Ao Djuricic, apesar do golo, continua a faltar-lhe alguma agressividade e mais empenho na disputa da bola. Quanto ao Markovic, quando está sob as linhas rende menos do que no meio.

Sem uma vitória nesta partida, as nossas hipóteses de qualificação reduzir-se-iam significativamente. Felizmente isso não aconteceu, embora com a vitória do PSG no Olympiacos (4-1) estejamos atrás deles na diferença de golos. A próxima jornada levar-nos-á a Paris e aí iremos ter um teste bastante mais difícil.

segunda-feira, setembro 16, 2013

Normalidade

Vencemos no passado Sábado o Paços de Ferreira por 3-1 numa partida que, espero, seja o espelho da época daqui para a frente: calma e com o resultado a definir-se bem cedo.

Não poderíamos ter tido melhor começo, porque logo aos 4’ o Enzo Pérez fez o 1-0. E aos 24’, numa óptima combinação num livre (até qu’enfim!), o Garay fez o segundo. Quando assim é, a equipa tranquiliza-se e, mesmo que não tenha pressionado muito, a exibição foi agradável. Até ao intervalo, o Cardozo isolou muito bem o Lima, mas o guarda-redes fez uma boa defesa que impediu que o vencedor ficasse logo definido ao intervalo.

Sim, porque os dois golos de vantagem transformaram-se num só aos 50’, quando o Artur hesitou em sair da baliza e permitiu que o jogador do Paços marcasse isolado. O que se perspectivava ser uma 2ª parte sem grandes sobressaltos podê-lo-ia não ter sido, não fosse o caso de o Garay ter vestido a pele de matador e feito o 3-1 de cabeça, na sequência de um canto muito bem marcado pelo Enzo Pérez dois minutos depois do golo sofrido. O Paços ainda reagiu, mas o Jesus esteve bem ao colocar o Ola John no lugar do Cardozo, recuando o Enzo Pérez da direita para o meio-campo e equilibrando-o com três jogadores. A partir daí, o Paços deixou de jogar no nosso meio-campo e nós também não forçámos muito, porque alguns jogadores vieram das selecções e amanhã há Liga dos Campeões.

Será provavelmente a primeira vez na história do Benfica que fazemos cinco(!) substituições seguidas por lesão. Depois das três no WC, neste jogo foram o Ruben Amorim e o estreante Siqueira a saírem lesionados. Estamos com uma malapata de todo o tamanho! Estreou-se o Fejsa e entrou o André Almeida para a esquerda. O sérvio deu muito nas vistas e gostei bastante dele. É uma carraça, não larga os adversários e parece não emperrar o nosso jogo atacante. Mas o melhor em campo foi o Enzo Pérez, que fez um jogão na direita do ataque. O Garay também merece destaque pelos dois golos e o Maxi apresentou-se melhor do que nos jogos anteriores. O Markovic desta vez passou ao lado da partida (quiçá resquícios dos jogos pela selecção). Gosto que joguemos com Lima e Cardozo na frente, se bem que nesta partida nenhum tenha marcado.

Com o fecho do mercado e o plantel definido, parece que finalmente estabilizámos. O pior é que já estamos cinco pontos atrás dos assumidamente corruptos. Que continuam com aquela sorte de defrontarem adversários que na jornada anterior vêem dois jogadores seus expulsos: este fim-de-semana, foi o Gil Vicente e para a semana é o Estoril. Ele há cá com cada coincidência

segunda-feira, setembro 09, 2013

Irlanda do Norte – 2 – Portugal – 4

Quando aos 52’ a Irlanda do Norte deu a volta ao jogo e colocou-se em vantagem, connosco a jogar com 10 desde o final da 1ª parte, pensei: “pronto, lá vamos nós voltar a ver um Mundial pela televisão”. Felizmente, o Cristiano Ronaldo armou-se em Cardozo e, “não estando a jogar nada” até então, limitou-se a marcar três golos. Foi uma vitória importantíssima em Belfast, onde só por uma vez tínhamos ganho e que, com o empate de Israel em casa frente ao Azerbaijão, praticamente nos coloca com (pelo menos) o play-off garantido.

Em muitos aspectos, o jogo foi parecido com o efectuado em Israel: apanhámo-nos na frente relativamente cedo (golo do Bruno Alves aos 21’), adormecemos e deixámos o adversário virar o marcador, ajudando ainda com a expulsão (pareceu-me exagerada) do Postiga. Felizmente, uma relativa inocência adversária resultou na igualdade numérica em campo a partir dos 62’ e aí fomos para cima da Irlanda do Norte, com o C. Ronaldo a tornar-se a grande figura do jogo. Já ultrapassou o grande Eusébio nos melhores marcadores e é só uma questão de tempo até chegar ao Pauleta.

Com um bocado de sorte (leia-se um empate de Israel na Rússia), ainda podemos chegar ao primeiro lugar do grupo, mas de qualquer maneira estamos numa posição muito mais confortável do que anteriormente.