quinta-feira, outubro 24, 2013
Obrigado, Roberto!
Empatámos em casa frente ao Olympiacos (1-1) e o meu sentimento é igual ao
da ida ao WC: se me dissessem antes do jogo, consideraria um mau resultado; com
as condicionantes que ele teve, acabou por não ser nada mau.
Eu não sei onde é que o Jesus viu uma 1ª parte em que nós pressionámos o
adversário e estivemos bem… Tirando o livre do Cardozo logo no início, bem
defendido pelo Roberto, e uma cabeçada do Luisão, não fizemos rigorosamente
mais nada. Ainda por cima, uma perda de bola do Matic a meio-campo deu origem
ao golo deles aos 29’. A partir daí, começou a chover a cântaros (intervalo
incluído) e eu comecei a ver a nossa vida andar para trás.
O início da 2ª parte mostrou um campo alagado, onde a bola rolava com
dificuldade. Lutámos, demonstrámos carácter, mas as coisas estavam muito
complicadas, até porque o Sr. Alberto Undiano Mallenco só assinalava as nossas
faltas e não as dos gregos (parece-me que há um penalty claro sobre o
Siqueira). Era difícil criar grandes oportunidades e acabámos por chegar à
igualdade aos 83’ graças a uma saída em falso do Roberto num canto (que, a bem
da verdade, não o era), deixando a bola sobrevoar a pequena-área para o Luisão
assistir o Cardozo, que só teve que encostar. Eu nunca tive dúvidas acerca das
capacidades do Roberto e finalmente ele conseguiu dar-me uma alegria! Aliás,
saídas em falso a cruzamentos foram duas ou três (numa delas, o Matic falhou
inacreditavelmente o cabeceamento) e bolas bombeadas para a frente, em que ele
ficou preso aos postes, contei pelo
menos duas. Ainda bem que ele pode ir mostrando a sua qualidade em Atenas e não cá…!
Em termos individuais, é difícil destacar alguém. Na 1ª parte, o único que
esteve ao seu nível foi o Enzo Pérez, que depois muito naturalmente rebentou a
meio dos segundos 45’. Na 2ª, toda a equipa lutou muito, o Lima subiu um pouco
de produção (também pior do que na 1ª era difícil…) e o Cardozo lá continua a
sua senda de jogos a marcar. Destaque para a estreia do Ivan Cavaleiro no
Estádio da Luz, substituindo ao intervalo o Ola John, mas não era jogo para grandes proezas técnicas.
É imperioso não perder em Atenas, se quisermos ter veleidades de nos
qualificarmos. Com o 1º lugar entregue ao PSG, temos a vantagem de os
recebermos na Luz, enquanto os gregos terão de ir a Paris. Em teoria, será
melhor para nós. Mas cada coisa a seu tempo e a ver se daqui a duas semanas na
Grécia conseguimos jogar um bocadinho melhor do que hoje…
P.S. – Para além de ter estragado grandes períodos do jogo, a chuvada de
hoje muito possivelmente impediu-nos de voltarmos a ver o Saviola a pisar o
relvado da Luz. Foi pena, porque gostaria de o ter ovacionado.
quarta-feira, outubro 23, 2013
Gracias!
CRAC - 0 - Zenit - 1.É mais correcto os agradecimentos serem em castelhano do que em russo: o Herrera (que custou 8 milhões de euros, saliente-se) conseguiu a proeza de ver dois amarelos (ambos merecidíssimos) nos primeiros seis minutos de jogo! Foi fantástico! Neste caso, pode dizer-se com legitimidade que quem vê caras, vê o resto…
sábado, outubro 19, 2013
Cinfães
Um misto de segundas linhas reforçadas com elementos da equipa B derrotou os
amadores do Cinfães por 1-0 na 3ª eliminatória da Taça de Portugal. O Ola John
marcou o golo aos 52’ depois de um bom cruzamento do Ivan Cavaleiro. Tirando o
resultado, não há muito mais de positivo a tirar deste jogo.
O Sr. Rui Gomes Costa ainda conseguiu anular um golo ao Steven Vitória na
1ª parte, por pretensa falta sobre um defesa na sequência de um canto. Curiosamente, o mesmo Sr. Rui Gomes
Costa que não viu um empurrão descarado do Jackson Martinez no lance que deu o
golo da vitória do CRAC frente ao Paços de Ferreira. Não se pode dizer que o critério não seja uniforme. E não estou a ser irónico.
Estes jogos dão sempre para ver qual é o verdadeiro grau de motivação dos
jogadores e não se pode dizer que a maioria tenha passado com distinção. Foi
pena que o Ivan Cavaleiro não tenha conseguido marcar nas duas vezes em que
esteve isolado frente ao guarda-redes, mas o miúdo não engana: temos ali
jogador. À semelhança do Jesus, também não desgostei do Funes Mori, embora
tenha falhado duas ou três bolas daquelas “só de encostar” (daquelas que,
quando é o Cardozo a marcar, muita gente desvaloriza por ser fácil demais…) e o
Oblak pareceu-me seguro. O Ola John marcou o golo, mas esteve muito irregular.
O Djuricic, Cortez e Sílvio (este vindo de lesão) fizeram um jogo horrível e o
Ruben Amorim também não esteve nada bem.
É bom que a conquista da Taça de Portugal seja um objectivo para esta
época, porque o que aconteceu no ano passado ainda está fresco demais na nossa
memória e precisa de ser apagado rapidamente.
terça-feira, outubro 15, 2013
Portugal – 3 – Luxemburgo – 0
Nova exibição a roçar o medíocre, mas perante uma selecção muito fraca (e a jogar merecidamente com 10 a partir dos 29') era difícil não ganhar. Curiosamente foram dois dos piores jogadores até àquele momento a marcar os primeiros golos: Varela (30') e Nani (37'). A vitória ficou logo garantida e da 2ª parte destaca-se o golo do Postiga (79'), e dois falhanços inacreditáveis do Hugo Almeida. No Azerbaijão, a Rússia esteve a ganhar até praticamente aos 90', mas o Azerbaijão empatou, o que nos leva a pensar que, se o Rui Patrício não tivesse dado aquele frango descomunal frente a Israel, talvez pudéssemos ter conseguido a qualificação directa. Nunca saberemos.
Desta vez, não teremos uma Bósnia-Herzegovina no caminho. Os possíveis adversários são França, Suécia, Roménia ou Islândia. Tirando esta última, os outros são bem complicados e teremos de elevar muito o nosso nível exibicional para os batermos. Claro que do mal, o menos e todos menos a França, por favor!
Por todas as razões, gostava muito que a selecção conseguisse ir ao Mundial, até porque, como já o disse várias vezes, gosto do Paulo Bento. E cada vez tenho mais razões para tal.
Desta vez, não teremos uma Bósnia-Herzegovina no caminho. Os possíveis adversários são França, Suécia, Roménia ou Islândia. Tirando esta última, os outros são bem complicados e teremos de elevar muito o nosso nível exibicional para os batermos. Claro que do mal, o menos e todos menos a França, por favor!
Por todas as razões, gostava muito que a selecção conseguisse ir ao Mundial, até porque, como já o disse várias vezes, gosto do Paulo Bento. E cada vez tenho mais razões para tal.
sábado, outubro 12, 2013
Portugal – 1 – Israel – 1
Um erro clamoroso do Rui Patrício impediu que Portugal vencesse Israel,
apesar de ter feito uma exibição muito medíocre. Aconteceu aos 85’, quando o
guarda-redes falhou um pontapé e ofereceu a bola a um adversário. As esperanças
de conseguir o 1º lugar do grupo já eram escassas, mas agora foram totalmente
por água abaixo: a Rússia teria de perder no Azerbaijão e nós ganharmos por
pelo menos seis golos ao Luxemburgo.
A falta de cinco titulares ajuda a explicar um pouco tão pobre exibição,
juntamente com o facto de o C. Ronaldo e o Nani estarem muito ausentes do jogo.
Colocámo-nos em vantagem aos 27’ através do Ricardo Costa, depois de uma
assistência do Pepe e tivemos outras (poucas) oportunidades de dilatar o
marcador. Muita inépcia impediu que o conseguíssemos e depois veio o balde de água
fria no final.
Recebemos o Luxemburgo na última jornada e uma vitória garantir-nos-á a
qualificação para o play off. Onde os
adversários que se perspectivam (França, por exemplo) provavelmente farão com
que não seja um passeio tão grande quanto os play offs anteriores.
segunda-feira, outubro 07, 2013
Suado
Regressámos às vitórias na Amoreira (2-1) frente a uma excelente equipa do
Estoril. Foi uma partida muito complicada, em que a vitória acaba por ser justa
e onde a exibição melhorou ligeiramente face a jogos anteriores (o que,
convenhamos, também não era nada difícil…).
Entrámos praticamente a ganhar com um excelente cruzamento do Gaitán e uma
cabeçada do Lima só com o guarda-redes pela frente logo aos 10’. O Estoril
reagiu e nós tivemos que cerrar linhas na defesa, não criando muitas mais
oportunidades até ao intervalo. Um livre perigoso do Rodrigo (a única coisa de
jeito que fez no jogo todo) ainda deu a sensação de golo e mesmo em cima dos
45’ o árbitro, Sr. Manuel Mota, assinalou penalty a nosso favor por mão na
área. No estádio, viu-se perfeitamente a bola, cabeceada por um defesa do
Estoril, a bater na mão de um colega, mas não deu para perceber se tinha sido
casual ou não. Revisto o lance na TV, não acho que tenha sido penalty, porque o
lance foi à queima e o jogador que
toca na bola com a mão está igualmente a saltar (tal como o colega) e até de
olhos fechados. Mas, com a quantidade enorme (pelo menos, quatro!) penalties
que já nos foram escamoteados este ano, serve como parca compensação. Quer
dizer, não serviu de nada, porque o Lima permitiu a defesa do guarda-redes…
As características do jogo não se alteraram no início da 2ª parte, até que
o Jesus lá resolveu que chegava de jogar com 10 e fez entrar o Cardozo para o
lugar do Rodrigo. Uns minutos antes, tínhamos ficado a alinhar em superioridade
numérica, porque o árbitro recheou as duas equipas de amarelos e a consequência
era previsível. O Enzo Pérez falhou o remate numa boa jogada e, logo a seguir,
aos 71’, aquele jogador que “é lento, não corre, só tem pé esquerdo e só sabe
marcar golos” marcou o melhor golo do campeonato até agora, num remate de
primeira (com o pé direito!) depois de um cruzamento do Maxi Pereira e sem
deixar a bola cair no chão! F.a.b.u.l.o.s.o! Infelizmente logo na jogada a
seguir, o Luisão ficou a dormir num
canto e o Balboa reduziu para 1-2. Mas o Cardozo não desarmava e assistiu o
Lima na perfeição (quando até poderia ter tentado o remate), só que este,
apenas com o guarda-redes pela frente, conseguiu
tentar desviar tanto a bola que ela acabou por sair ao lado! Falhanço
inacreditável! Até final, ainda deu para o Maxi levar também o segundo amarelo
(claro!) e para uma grande oportunidade do Estoril já na compensação, em que o
Ruben Amorim fez um corte providencial e a recarga acabou nas malhas
superiores.
Apesar de ter jogado só 30’, o nosso melhor jogador foi o Cardozo. Ponto
Final. Não só pelo golo que marcou, como pela assistência ao Lima e pela sua
entrada ter permitido que passássemos a conseguir segurar a bola no ataque, e a
ganhar lances de cabeça. Foi absolutamente decisivo e já vai na terceira
jornada seguida a marcar. É o maior! Bom jogo igualmente do Enzo Pérez e, a
espaços, do Gaitán. O Lima continua fora de forma: é certo que marcou, mas
falhou um penalty e o outro lance que ainda foi pior. O Rodrigo, esse, continua
fora de forma desde Fevereiro de 2011… O Matic precisava de rever alguns jogos
do ano passado, para se lembrar de como jogava.
Não foi uma exibição brilhante (longe disso!), mas também não acho que
estivéssemos tão mal quanto alguns comentários que ouvi. Há que não esquecer
que o Estoril é uma das melhores equipas do campeonato e, por alguma razão, já
não perdia em casa há bastantes meses. Vamos agora descansar para as selecções
e ver se recuperamos algumas das lesões musculares (neste jogo foi o Markovic e
o Sulejmani, que nem chegou a ser convocado).
quinta-feira, outubro 03, 2013
Descer à terra
Quando se sente alívio assim que o árbitro termina um jogo em que perdemos
por 0-3, isso diz muita coisa acerca da nossa exibição. Trinta minutos iniciais
de pesadelo foi quanto bastou ao Paris Saint-Germain para (espero eu) fazer ver
aos responsáveis do nosso clube que os sonhos megalómanos de chegar a uma final
da Champions estão tão desajustados
da realidade quanto acreditar que é apenas um erro aquilo que o Proença fez na passada
6ª feira.
O jogo não teve história, porque o PSG marcou logo aos 5’ e cada vez que ia
à nossa baliza era cada tiro, cada melro.
Felizmente, resolveram abrandar o ritmo quando chegaram aos três, porque
sinceramente o fantasma de Vigo pairou durante largos momentos. O Jesus
resolveu colocar-nos de início apenas com 10, porque o Djuricic fez (mais uma
vez) figura de corpo presente: nem ajudava no meio-campo, contribuindo para um
inferioridade numérica naquela zona que nos foi fatal, nem segurava nenhuma
bola no ataque. Para jogar assim perto do Cardozo, mais valia ter alinhado logo
o Markovic. Ou claro fazer como se fez na 2ª parte, em que o Jesus emendou a
mão, colocando o Enzo Pérez, o Matic e o entrado André Gomes (lesão do Fejsa),
e as coisas melhoraram. Fruto igualmente do abaixamento de ritmo do PSG, mas o
mal maior já estava feito.
Não é tanto a derrota que custa, é mais a forma como a equipa (não) actuou.
Falta garra, falta vontade, falta dinâmica e, principalmente, falta alegria a
jogar à bola (algo que nunca faltou nos quatro anos anteriores do Jesus). É a ausência
deste último factor que me preocupa mais: a equipa parece amorfa e não sabe
reagir às dificuldades que o jogo coloca (um óptimo exemplo passou-se frente ao
Belenenses). Relembro que fizemos uma óptima exibição em Stamford Bridge há
dois anos, roubados desde o minuto 40’, a jogar na 2ª parte com Witsel a
defesa-direito, Javi García e Emerson a centrais, e na frente com o Djaló e o
Nélson Oliveira na última meia-hora… E poderíamos ter ganho a eliminatória!
Compare-se esta equipa com a que jogou ontem e ainda se torna mais
injustificável o que se passou. Como não se percebe aquelas declarações do
Jesus no final da partida, quase assumindo que estava à espera de perder por
poucos. Ou, se calhar, pensando na nossa exibição,
percebe-se melhor…
O que se passou ontem deu a ideia de ser o Jesus a querer mostrar que não
temos equipa para a final da Champions.
Pois claro que não temos! Qualquer pessoa com os pés assentes na terra sabe
isto muito bem! Era bom que se pusessem de acordo na SAD acerca do principal
objectivo. Que, com a brincadeira que
foi o final da época passada e o início desta, já está a cinco pontos de
distância… E vamos lá a ver se não estará a mais depois da visita à Amoreira no
próximo Domingo…
quarta-feira, outubro 02, 2013
O roubo do século
Isto já aconteceu na passada 6ª feira, mas não queria deixar de colocar aqui para ficar registado. Ganharam por 1-0 ao V. Guimarães com este lance. Cujo grau de desfaçatez está ao nível deste nos saudosos anos 90. Em qualquer país civilizado, este senhor estaria com termo de identidade e residência. E não estou a ser metafórico.
P.S. - Não concordo absolutamente nada quando se diz que isto é um “erro”. Não, este senhor não se enganou. Isso acontece quando fazemos algo que não queríamos e de que nos arrependemos a posteriori. Não é manifestamente este o caso: a sua coerência de há longo tempo demonstram-no à saciedade.
terça-feira, outubro 01, 2013
domingo, setembro 29, 2013
Péssimo
Empatámos em casa com o Belenenses (1-1) e voltámos a deixar alargar a
diferença para o 1º classificado para cinco pontos. Fizemos uma exibição muito
má, o que não deixou de me espantar já que parecia que vínhamos a subir de
forma nos últimos jogos. Esta oscilação exibicional, que se reflecte nos
resultados, é algo que nos deve preocupar e muito.
Curiosamente até entrámos bem e colocámo-nos em vantagem aos 17’ num
cabeceamento do Cardozo a centro do Lima. Mas infelizmente, em vez de nos
estimular, o golo parece que nos fez adormecer e fomos deixando correr o marfim até que o Belenenses
empatou aos 30’ num canto. No estádio era impossível ter-me apercebido, mas
visto na TV é incompreensível como é que o fiscal-de-linha não assinala
fora-de-jogo ao jogador do Belenenses que se abaixa frente ao Artur permitindo
que a bola passe. É indiscutível a sua interferência na jogada.
Na 2ª parte, esperava-se que o Benfica aumentasse o ritmo e começasse a
criar mais oportunidades de golo do que na 1ª, porém isso não aconteceu.
Jogámos sempre muito devagar, ao contrário do que é habitual, e de forma bastante
previsível. O Markovic saiu ao intervalo, mas não ganhámos nada com a entrada
do Gaitán e o Matic levou um amarelo idiota por pontapear a bola para longe, o
que fez com o Jesus o tivesse que sacrificar (e bem) em vez do Fejsa quando
lançou o Sulejmani. A desinspiração era um mal que afectava praticamente toda a
equipa e desta vez não houve milagre como frente ao Gil Vicente.
Um dos nossos grandes problemas é que há muitos jogadores fora de forma. A
excepção é o Enzo Pérez e poucos mais sobram. O Matic continua uma sombra do
ano passado. O Markovic nunca mais fez nada de especial desde a jogada de génio
na lagartada. O Lima é outro que
deixou de ser decisivo. O Salvio faz muita falta e o Gaitán voltou agora de
lesão. O Cardozo lá molhou o bico
outra vez e foi dos menos maus. O Jesus resolveu dar descanso ao Siqueira, mas
o Cortez… valha-me Eusébio!
Na próxima 4ª feira, vamos a Paris, mas não estou NADA de acordo que só o
Jesus assuma que o objectivo principal é o campeonato. No estado actual do
futebol europeu, é uma utopia pensar em algo mais que quartos-de-final (na
melhor das hipóteses) na Champions.
Temos uma hegemonia no futebol português para recuperar antes de podermos pensar
em voos mais altos.
P.S. – Não foi só o lance do inacreditável fora-de-jogo: há um agarrão
CLARO ao braço do Cardozo na 2ª parte que o Sr. Jorge Tavares (quem?!) não
assinalou. Conjugado com a pornografia que o Sr. Pedro Proença fez no estádio
do CRAC na passada 6ª feira, é demasiado evidente que este campeonato já está
mais que decidido. E assim se continua a assobiar para o ar há mais de 30 anos…
segunda-feira, setembro 23, 2013
Precioso
Conseguimos um triunfo muito importante em Guimarães (1-0) que, juntamente
com o empate do CRAC no Estoril, fez com que reduzíssemos a diferença para o 1º
classificado para três pontos. Foi uma partida bastante complicada, em que a
nossa vitória é justa e da qual nos lembraremos como um dos marcos
incontornáveis se estivermos todos contentes em Maio.
O Jesus repetiu a equipa que alinhou frente ao Anderlecht, mas perante a
agressividade dos vimaranenses (a roçar a violência especialmente no início da
partida) ela revelou-se um pouco macia demais: o Djuricic e o Markovic passaram
ao lado do jogo, o Matic está longe da melhor forma e o Enzo Pérez não consegue
fazer tudo sozinho. A 1ª parte foi disputadíssima, mas sem grandes ocasiões de
golo. De notar dois foras-de-jogo mal assinalados ao Enzo Pérez, que ficava
praticamente isolado em ambos os lances.
Viemos com outra atitude para o 2º tempo e aos 61’ ficámos a jogar com mais
um, porque o defesa-esquerdo do V. Guimarães parou um contra-ataque nosso e viu
o segundo amarelo. Quatro minutos depois entrou o Lima e o jogo passou a
desenrolar-se quase exclusivamente no meio-campo adversário. Os
fiscais-de-linha continuavam em realce pela negativa, porque, pouco depois de
ter entrado, o Lima é completamente abalroado na área adversária e o Sr. Bruno
Esteves ficou a olhar para o seu fiscal, que viu o lance de frente, mas não
quis dar a indicação de penalty. Até que aos 73’ marcámos finalmente através do
Cardozo, num canto rasteiro e atrasado do Enzo Pérez. A bola ainda foi desviada
por um jogador do V. Guimarães, traindo o guarda-redes. Até final, um pouco de
forma inexplicável começámos a recuar no terreno e não se notou que
estivéssemos a jogar com mais um. O V. Guimarães não teve nenhuma ocasião clara
de golo, mas a bola passou mais vezes pela nossa área do que seria desejável.
Eu sei que o objectivo era defender bem, mas eu prefiro que isso seja feito
mantendo a posse de bola e temos jogadores mais que suficientes no plantel que
conseguem fazer isso.
Em termos individuais, destaque óbvio para o Cardozo principalmente pelo
golo, mas também por um ou outro passe a rasgar que desmarcou os colegas. O
Fejsa é um pêndulo e, quando o Matic voltar ao seu nível, teremos um meio-campo
temível. O Enzo Pérez é outro que luta até à exaustão e um indiscutível na
equipa. Os sérvios (Djuricic e Markovic) precisam de aumentar a intensidade do
seu jogo. Na defesa estivemos mais consistentes, mas o Siqueira deverá ter mais
cuidado no futuro, especialmente quando já tiver cartão amarelo. Se o árbitro
fosse o Sr. Pedro Proença, não teria deixado escapar a oportunidade para lhe
mostrar o segundo, mesmo que isso tivesse sido muito forçado.
Ganhámos pontos ao CRAC e à lagartada
(1-1 em casa frente ao Rio Ave), num fim-de-semana em que ambos se queixaram
muito das arbitragens. O Sr. Carlos Xistra, de facto, não viu uma mão descarada
no WC, mas com o registo de golos em fora-de-jogo que a lagartada tem este ano teria sido melhor ficar calada. Quanto ao
CRAC, percebe-se a indignação: desde o célebre jogo em Campomaior em 2000, que
não havia um lance tão evidente decidido contra eles (a mão do Otamendi, que já
não deveria estar em campo por esta altura por ter derrubado um adversário
isolado, é claramente fora da área e o Sr. Rui Dias assinalou penalty). É falta
de hábito.
P.S. – Era escusado no final do jogo o Jorge Jesus se ter envolvido na
defesa do adepto do Benfica como se envolveu. Eu sei que, estando ele numa
posição fragilizada desde o final da época passada, estas atitudes caem bem
junto dos sócios, mas ainda nos pode ficar a custar caro se ele tiver algum
tipo de sanção no futuro que o impeça de estar no banco. Treinador é para
treinar, não é guarda-costas.
quarta-feira, setembro 18, 2013
Entrar a ganhar
Quando se defronta em casa na 1ª jornada da Champions uma equipa do pote 4, era fundamental começar com uma
vitória. Assim o fizemos (2-0) num jogo que controlámos muito bem e em que
finalmente(!) conseguimos manter a nossa baliza intacta.
À semelhança de Sábado passado, marcámos muito cedo (4’) numa recarga do
Djuricic a um remate do Enzo Pérez, que o guarda-redes adversário defendeu para
a frente. A 1ª parte foi bem conseguida da nossa parte e fizemos o 2-0 aos 30’
num bom movimento do Luisão, que na sequência de um canto parou a bola no peito
e fuzilou o guarda-redes. Até ao intervalo, foi pena que o Cardozo não tenha
conseguido cabecear uma bola centrada pelo Markovic.
Na 2ª parte, não criámos tantas oportunidades e dedicámo-nos mais a tentar
que o Anderlecht não criasse perigo na nossa baliza. O que efectivamente
conseguimos. O Cardozo voltou a ter uma óptima oportunidade a um centro do
Siqueira, mas rematou ao lado. Os belgas ainda marcaram um golo num livre, mas
foi invalidado por fora-de-jogo já que felizmente os fiscais-de-linha do Pedro
Proença não podem estar nos nossos jogos na Champions.
Em termos individuais, voltei a gostar imenso do Fejsa. Não larga os
adversários e faz tudo sempre com muito critério. O Enzo Pérez voltou a estar
bem, embora menos exuberante do que no Sábado. Só foi pena o Cardozo não ter
marcado, porque teve uns quantos pormenores de muita classe, nomeadamente a
fintar os adversários. Ao Djuricic, apesar do golo, continua a faltar-lhe
alguma agressividade e mais empenho na disputa da bola. Quanto ao Markovic,
quando está sob as linhas rende menos do que no meio.
Sem uma vitória nesta partida, as nossas hipóteses de qualificação
reduzir-se-iam significativamente. Felizmente isso não aconteceu, embora com a
vitória do PSG no Olympiacos (4-1) estejamos atrás deles na diferença de golos.
A próxima jornada levar-nos-á a Paris e aí iremos ter um teste bastante mais
difícil.
segunda-feira, setembro 16, 2013
Normalidade
Vencemos no passado Sábado o Paços de Ferreira por 3-1 numa partida que,
espero, seja o espelho da época daqui para a frente: calma e com o resultado a
definir-se bem cedo.
Não poderíamos ter tido melhor começo, porque logo aos 4’ o Enzo Pérez fez
o 1-0. E aos 24’, numa óptima combinação num livre (até qu’enfim!), o Garay fez
o segundo. Quando assim é, a equipa tranquiliza-se e, mesmo que não tenha
pressionado muito, a exibição foi agradável. Até ao intervalo, o Cardozo isolou
muito bem o Lima, mas o guarda-redes fez uma boa defesa que impediu que o
vencedor ficasse logo definido ao intervalo.
Sim, porque os dois golos de vantagem transformaram-se num só aos 50’,
quando o Artur hesitou em sair da baliza e permitiu que o jogador do Paços
marcasse isolado. O que se perspectivava ser uma 2ª parte sem grandes
sobressaltos podê-lo-ia não ter sido, não fosse o caso de o Garay ter vestido a
pele de matador e feito o 3-1 de
cabeça, na sequência de um canto muito bem marcado pelo Enzo Pérez dois minutos
depois do golo sofrido. O Paços ainda reagiu, mas o Jesus esteve bem ao colocar
o Ola John no lugar do Cardozo, recuando o Enzo Pérez da direita para o
meio-campo e equilibrando-o com três jogadores. A partir daí, o Paços deixou de
jogar no nosso meio-campo e nós também não forçámos muito, porque alguns
jogadores vieram das selecções e amanhã há Liga dos Campeões.
Será provavelmente a primeira vez na história do Benfica que fazemos
cinco(!) substituições seguidas por lesão. Depois das três no WC, neste jogo
foram o Ruben Amorim e o estreante Siqueira a saírem lesionados. Estamos com
uma malapata de todo o tamanho!
Estreou-se o Fejsa e entrou o André Almeida para a esquerda. O sérvio deu muito
nas vistas e gostei bastante dele. É uma carraça,
não larga os adversários e parece não emperrar
o nosso jogo atacante. Mas o melhor em campo foi o Enzo Pérez, que fez um jogão
na direita do ataque. O Garay também merece destaque pelos dois golos e o Maxi
apresentou-se melhor do que nos jogos anteriores. O Markovic desta vez passou
ao lado da partida (quiçá resquícios dos jogos pela selecção). Gosto que
joguemos com Lima e Cardozo na frente, se bem que nesta partida nenhum tenha
marcado.
Com o fecho do mercado e o plantel definido, parece que finalmente
estabilizámos. O pior é que já estamos cinco pontos atrás dos assumidamente
corruptos. Que continuam com aquela sorte
de defrontarem adversários que na jornada anterior vêem dois jogadores seus
expulsos: este fim-de-semana, foi o Gil Vicente e para a semana é o Estoril. Ele
há cá com cada coincidência…
segunda-feira, setembro 09, 2013
Irlanda do Norte – 2 – Portugal – 4
Quando aos 52’ a Irlanda do Norte deu a volta ao jogo e colocou-se em
vantagem, connosco a jogar com 10 desde o final da 1ª parte, pensei: “pronto, lá
vamos nós voltar a ver um Mundial pela televisão”. Felizmente, o Cristiano
Ronaldo armou-se em Cardozo e, “não estando a jogar nada” até então, limitou-se a marcar três golos. Foi uma
vitória importantíssima em Belfast, onde só por uma vez tínhamos ganho e que,
com o empate de Israel em casa frente ao Azerbaijão, praticamente nos coloca
com (pelo menos) o play-off
garantido.
Em muitos aspectos, o jogo foi parecido com o efectuado em Israel:
apanhámo-nos na frente relativamente cedo (golo do Bruno Alves aos 21’), adormecemos e deixámos o adversário
virar o marcador, ajudando ainda com
a expulsão (pareceu-me exagerada) do Postiga. Felizmente, uma relativa inocência
adversária resultou na igualdade numérica em campo a partir dos 62’ e aí fomos
para cima da Irlanda do Norte, com o C. Ronaldo a tornar-se a grande figura do
jogo. Já ultrapassou o grande Eusébio nos melhores marcadores e é só uma questão
de tempo até chegar ao Pauleta.
Com um bocado de sorte (leia-se um empate de Israel na Rússia), ainda
podemos chegar ao primeiro lugar do grupo, mas de qualquer maneira estamos numa
posição muito mais confortável do que anteriormente.
domingo, setembro 01, 2013
Do mal, o menos

Para (não) variar nos últimos anos, a nossa 1ª parte no WC foi horrível!
Pouca coordenação entre os sectores, não conseguíamos sair com a bola jogável,
porque causa da pressão da lagartada
e, claro, sofremos o golito da ordem logo aos 10’, numa jogada em que o Montero
parte de fora-de-jogo. Respondemos com uma cabeçada do Rodrigo à barra e um
grande falhanço do Salvio, mas foi muito pouco para o que se esperava. Uma
bolada em cheio na cara tirou o Enzo Pérez do jogo (entrou o Ruben Amorim) e o
Salvio colocou mal o pé no chão, lesionou-se no joelho, e também teve que sair
(entrando o Markovic) perto do intervalo.
Logo no início da 2ª parte, o Gaitán fez um centro e ficou agarrado à coxa,
pelo que entrou o Cardozo (regresso que saúdo veementemente, como é óbvio!) e
passámos a jogar com três pontas-de-lança e um avançado (Lima, Rodrigo, Cardozo
e Markovic). Sou um grande fã do Tacuara,
mas achei um bocado precipitado da parte do Jesus fazê-lo entrar. Jogou na
fezada, embora tivesse o Djuricic e, principalmente, o Sulejmani no banco. O
que é certo é que melhorámos durante um bom período e o Markovic fez o empate
aos 65’ numa grande jogada individual, em que passou por quatro lagartos e meteu a bola por baixo das
pernas do Rui Patrício. A lagartada
tremeu, mas não conseguimos aproveitar os minutos seguintes para marcar. Nos
últimos 15’, o jogo virou de sentido e, com quatro avançados, era natural que
não fôssemos a melhor equipa do mundo a defender, pelo que eles nos
pressionaram um bocado, mas o resultado felizmente não se alterou.
Destaque individual ÓBVIO para o Markovic. Gozemos bem este anito que ele
vai cá estar, porque com esta qualidade é quase impossível que o consigamos
manter durante mais tempo. E, se não vendermos ninguém até ao fecho do mercado,
vamos lá ver se ele não vai já em Janeiro… Se marcar um ou dois golos destes na
Champions, é bem possível que isso
aconteça. Também gostei do modo como o Ruben Amorim entrou no jogo, embora o
Enzo Pérez estivesse ligeiramente melhor do que no jogo passado e o Luisão
fartou-se de cortar bolas. Todos os outros jogadores estivem muito medianos, com o
Salvio ainda longe da forma que tinha antes da lesão (e como vai parar
novamente, ainda vai demorar mais tempo a recuperar o nível exibicional), o
Maxi muito longe do que já foi e o Matic ainda sem estar no ponto. Os dois
pontas-de-lança não existiram durante
quase o jogo todo (excepção à cabeçada do Rodrigo à barra) e, sinceramente,
ainda estou para ver qual é a vantagem do Cortez em relação ao Melgarejo… O
Cardozo teve dois ou três toques interessantes, mas está naturalmente ainda com
pouco ritmo.
O campeonato vai agora parar por causa das selecções, o que até é bom para
nós por causa das lesões e para ver se o Tacuara
adquire mais ritmo. Cinco pontos já é uma distância considerável, especialmente
se levarmos em linha de conta que deveríamos ir ao antro na última jornada já
campeões, porque senão arriscamo-nos a ver um filme já muito visto. Ou seja,
teremos de lhes recuperar oito pontos. As coisas não estão nada famosas…
P.S. - O Sr. Hugo Miguel não inclinou tanto o campo como eu estava à espera, mas, para além do fora-de-jogo no golo, há um agarrão ao Cardozo na grande-área já muito perto do final da partida que, se fosse ao contrário, ou com outra equipa às riscas como interveniente, certamente que seria assinalado.
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