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domingo, setembro 29, 2013

Péssimo

Empatámos em casa com o Belenenses (1-1) e voltámos a deixar alargar a diferença para o 1º classificado para cinco pontos. Fizemos uma exibição muito má, o que não deixou de me espantar já que parecia que vínhamos a subir de forma nos últimos jogos. Esta oscilação exibicional, que se reflecte nos resultados, é algo que nos deve preocupar e muito.

Curiosamente até entrámos bem e colocámo-nos em vantagem aos 17’ num cabeceamento do Cardozo a centro do Lima. Mas infelizmente, em vez de nos estimular, o golo parece que nos fez adormecer e fomos deixando correr o marfim até que o Belenenses empatou aos 30’ num canto. No estádio era impossível ter-me apercebido, mas visto na TV é incompreensível como é que o fiscal-de-linha não assinala fora-de-jogo ao jogador do Belenenses que se abaixa frente ao Artur permitindo que a bola passe. É indiscutível a sua interferência na jogada.

Na 2ª parte, esperava-se que o Benfica aumentasse o ritmo e começasse a criar mais oportunidades de golo do que na 1ª, porém isso não aconteceu. Jogámos sempre muito devagar, ao contrário do que é habitual, e de forma bastante previsível. O Markovic saiu ao intervalo, mas não ganhámos nada com a entrada do Gaitán e o Matic levou um amarelo idiota por pontapear a bola para longe, o que fez com o Jesus o tivesse que sacrificar (e bem) em vez do Fejsa quando lançou o Sulejmani. A desinspiração era um mal que afectava praticamente toda a equipa e desta vez não houve milagre como frente ao Gil Vicente.

Um dos nossos grandes problemas é que há muitos jogadores fora de forma. A excepção é o Enzo Pérez e poucos mais sobram. O Matic continua uma sombra do ano passado. O Markovic nunca mais fez nada de especial desde a jogada de génio na lagartada. O Lima é outro que deixou de ser decisivo. O Salvio faz muita falta e o Gaitán voltou agora de lesão. O Cardozo lá molhou o bico outra vez e foi dos menos maus. O Jesus resolveu dar descanso ao Siqueira, mas o Cortez… valha-me Eusébio!

Na próxima 4ª feira, vamos a Paris, mas não estou NADA de acordo que só o Jesus assuma que o objectivo principal é o campeonato. No estado actual do futebol europeu, é uma utopia pensar em algo mais que quartos-de-final (na melhor das hipóteses) na Champions. Temos uma hegemonia no futebol português para recuperar antes de podermos pensar em voos mais altos.

P.S. – Não foi só o lance do inacreditável fora-de-jogo: há um agarrão CLARO ao braço do Cardozo na 2ª parte que o Sr. Jorge Tavares (quem?!) não assinalou. Conjugado com a pornografia que o Sr. Pedro Proença fez no estádio do CRAC na passada 6ª feira, é demasiado evidente que este campeonato já está mais que decidido. E assim se continua a assobiar para o ar há mais de 30 anos…

segunda-feira, setembro 23, 2013

Precioso

Conseguimos um triunfo muito importante em Guimarães (1-0) que, juntamente com o empate do CRAC no Estoril, fez com que reduzíssemos a diferença para o 1º classificado para três pontos. Foi uma partida bastante complicada, em que a nossa vitória é justa e da qual nos lembraremos como um dos marcos incontornáveis se estivermos todos contentes em Maio.

O Jesus repetiu a equipa que alinhou frente ao Anderlecht, mas perante a agressividade dos vimaranenses (a roçar a violência especialmente no início da partida) ela revelou-se um pouco macia demais: o Djuricic e o Markovic passaram ao lado do jogo, o Matic está longe da melhor forma e o Enzo Pérez não consegue fazer tudo sozinho. A 1ª parte foi disputadíssima, mas sem grandes ocasiões de golo. De notar dois foras-de-jogo mal assinalados ao Enzo Pérez, que ficava praticamente isolado em ambos os lances.

Viemos com outra atitude para o 2º tempo e aos 61’ ficámos a jogar com mais um, porque o defesa-esquerdo do V. Guimarães parou um contra-ataque nosso e viu o segundo amarelo. Quatro minutos depois entrou o Lima e o jogo passou a desenrolar-se quase exclusivamente no meio-campo adversário. Os fiscais-de-linha continuavam em realce pela negativa, porque, pouco depois de ter entrado, o Lima é completamente abalroado na área adversária e o Sr. Bruno Esteves ficou a olhar para o seu fiscal, que viu o lance de frente, mas não quis dar a indicação de penalty. Até que aos 73’ marcámos finalmente através do Cardozo, num canto rasteiro e atrasado do Enzo Pérez. A bola ainda foi desviada por um jogador do V. Guimarães, traindo o guarda-redes. Até final, um pouco de forma inexplicável começámos a recuar no terreno e não se notou que estivéssemos a jogar com mais um. O V. Guimarães não teve nenhuma ocasião clara de golo, mas a bola passou mais vezes pela nossa área do que seria desejável. Eu sei que o objectivo era defender bem, mas eu prefiro que isso seja feito mantendo a posse de bola e temos jogadores mais que suficientes no plantel que conseguem fazer isso.

Em termos individuais, destaque óbvio para o Cardozo principalmente pelo golo, mas também por um ou outro passe a rasgar que desmarcou os colegas. O Fejsa é um pêndulo e, quando o Matic voltar ao seu nível, teremos um meio-campo temível. O Enzo Pérez é outro que luta até à exaustão e um indiscutível na equipa. Os sérvios (Djuricic e Markovic) precisam de aumentar a intensidade do seu jogo. Na defesa estivemos mais consistentes, mas o Siqueira deverá ter mais cuidado no futuro, especialmente quando já tiver cartão amarelo. Se o árbitro fosse o Sr. Pedro Proença, não teria deixado escapar a oportunidade para lhe mostrar o segundo, mesmo que isso tivesse sido muito forçado.

Ganhámos pontos ao CRAC e à lagartada (1-1 em casa frente ao Rio Ave), num fim-de-semana em que ambos se queixaram muito das arbitragens. O Sr. Carlos Xistra, de facto, não viu uma mão descarada no WC, mas com o registo de golos em fora-de-jogo que a lagartada tem este ano teria sido melhor ficar calada. Quanto ao CRAC, percebe-se a indignação: desde o célebre jogo em Campomaior em 2000, que não havia um lance tão evidente decidido contra eles (a mão do Otamendi, que já não deveria estar em campo por esta altura por ter derrubado um adversário isolado, é claramente fora da área e o Sr. Rui Dias assinalou penalty). É falta de hábito.

P.S. – Era escusado no final do jogo o Jorge Jesus se ter envolvido na defesa do adepto do Benfica como se envolveu. Eu sei que, estando ele numa posição fragilizada desde o final da época passada, estas atitudes caem bem junto dos sócios, mas ainda nos pode ficar a custar caro se ele tiver algum tipo de sanção no futuro que o impeça de estar no banco. Treinador é para treinar, não é guarda-costas.

quarta-feira, setembro 18, 2013

Entrar a ganhar

Quando se defronta em casa na 1ª jornada da Champions uma equipa do pote 4, era fundamental começar com uma vitória. Assim o fizemos (2-0) num jogo que controlámos muito bem e em que finalmente(!) conseguimos manter a nossa baliza intacta.

À semelhança de Sábado passado, marcámos muito cedo (4’) numa recarga do Djuricic a um remate do Enzo Pérez, que o guarda-redes adversário defendeu para a frente. A 1ª parte foi bem conseguida da nossa parte e fizemos o 2-0 aos 30’ num bom movimento do Luisão, que na sequência de um canto parou a bola no peito e fuzilou o guarda-redes. Até ao intervalo, foi pena que o Cardozo não tenha conseguido cabecear uma bola centrada pelo Markovic.

Na 2ª parte, não criámos tantas oportunidades e dedicámo-nos mais a tentar que o Anderlecht não criasse perigo na nossa baliza. O que efectivamente conseguimos. O Cardozo voltou a ter uma óptima oportunidade a um centro do Siqueira, mas rematou ao lado. Os belgas ainda marcaram um golo num livre, mas foi invalidado por fora-de-jogo já que felizmente os fiscais-de-linha do Pedro Proença não podem estar nos nossos jogos na Champions.

Em termos individuais, voltei a gostar imenso do Fejsa. Não larga os adversários e faz tudo sempre com muito critério. O Enzo Pérez voltou a estar bem, embora menos exuberante do que no Sábado. Só foi pena o Cardozo não ter marcado, porque teve uns quantos pormenores de muita classe, nomeadamente a fintar os adversários. Ao Djuricic, apesar do golo, continua a faltar-lhe alguma agressividade e mais empenho na disputa da bola. Quanto ao Markovic, quando está sob as linhas rende menos do que no meio.

Sem uma vitória nesta partida, as nossas hipóteses de qualificação reduzir-se-iam significativamente. Felizmente isso não aconteceu, embora com a vitória do PSG no Olympiacos (4-1) estejamos atrás deles na diferença de golos. A próxima jornada levar-nos-á a Paris e aí iremos ter um teste bastante mais difícil.

segunda-feira, setembro 16, 2013

Normalidade

Vencemos no passado Sábado o Paços de Ferreira por 3-1 numa partida que, espero, seja o espelho da época daqui para a frente: calma e com o resultado a definir-se bem cedo.

Não poderíamos ter tido melhor começo, porque logo aos 4’ o Enzo Pérez fez o 1-0. E aos 24’, numa óptima combinação num livre (até qu’enfim!), o Garay fez o segundo. Quando assim é, a equipa tranquiliza-se e, mesmo que não tenha pressionado muito, a exibição foi agradável. Até ao intervalo, o Cardozo isolou muito bem o Lima, mas o guarda-redes fez uma boa defesa que impediu que o vencedor ficasse logo definido ao intervalo.

Sim, porque os dois golos de vantagem transformaram-se num só aos 50’, quando o Artur hesitou em sair da baliza e permitiu que o jogador do Paços marcasse isolado. O que se perspectivava ser uma 2ª parte sem grandes sobressaltos podê-lo-ia não ter sido, não fosse o caso de o Garay ter vestido a pele de matador e feito o 3-1 de cabeça, na sequência de um canto muito bem marcado pelo Enzo Pérez dois minutos depois do golo sofrido. O Paços ainda reagiu, mas o Jesus esteve bem ao colocar o Ola John no lugar do Cardozo, recuando o Enzo Pérez da direita para o meio-campo e equilibrando-o com três jogadores. A partir daí, o Paços deixou de jogar no nosso meio-campo e nós também não forçámos muito, porque alguns jogadores vieram das selecções e amanhã há Liga dos Campeões.

Será provavelmente a primeira vez na história do Benfica que fazemos cinco(!) substituições seguidas por lesão. Depois das três no WC, neste jogo foram o Ruben Amorim e o estreante Siqueira a saírem lesionados. Estamos com uma malapata de todo o tamanho! Estreou-se o Fejsa e entrou o André Almeida para a esquerda. O sérvio deu muito nas vistas e gostei bastante dele. É uma carraça, não larga os adversários e parece não emperrar o nosso jogo atacante. Mas o melhor em campo foi o Enzo Pérez, que fez um jogão na direita do ataque. O Garay também merece destaque pelos dois golos e o Maxi apresentou-se melhor do que nos jogos anteriores. O Markovic desta vez passou ao lado da partida (quiçá resquícios dos jogos pela selecção). Gosto que joguemos com Lima e Cardozo na frente, se bem que nesta partida nenhum tenha marcado.

Com o fecho do mercado e o plantel definido, parece que finalmente estabilizámos. O pior é que já estamos cinco pontos atrás dos assumidamente corruptos. Que continuam com aquela sorte de defrontarem adversários que na jornada anterior vêem dois jogadores seus expulsos: este fim-de-semana, foi o Gil Vicente e para a semana é o Estoril. Ele há cá com cada coincidência

segunda-feira, setembro 09, 2013

Irlanda do Norte – 2 – Portugal – 4

Quando aos 52’ a Irlanda do Norte deu a volta ao jogo e colocou-se em vantagem, connosco a jogar com 10 desde o final da 1ª parte, pensei: “pronto, lá vamos nós voltar a ver um Mundial pela televisão”. Felizmente, o Cristiano Ronaldo armou-se em Cardozo e, “não estando a jogar nada” até então, limitou-se a marcar três golos. Foi uma vitória importantíssima em Belfast, onde só por uma vez tínhamos ganho e que, com o empate de Israel em casa frente ao Azerbaijão, praticamente nos coloca com (pelo menos) o play-off garantido.

Em muitos aspectos, o jogo foi parecido com o efectuado em Israel: apanhámo-nos na frente relativamente cedo (golo do Bruno Alves aos 21’), adormecemos e deixámos o adversário virar o marcador, ajudando ainda com a expulsão (pareceu-me exagerada) do Postiga. Felizmente, uma relativa inocência adversária resultou na igualdade numérica em campo a partir dos 62’ e aí fomos para cima da Irlanda do Norte, com o C. Ronaldo a tornar-se a grande figura do jogo. Já ultrapassou o grande Eusébio nos melhores marcadores e é só uma questão de tempo até chegar ao Pauleta.

Com um bocado de sorte (leia-se um empate de Israel na Rússia), ainda podemos chegar ao primeiro lugar do grupo, mas de qualquer maneira estamos numa posição muito mais confortável do que anteriormente.

domingo, setembro 01, 2013

Do mal, o menos

Se me dissessem antes do jogo que iríamos empatar (1-1) no WC, consideraria um mau resultado. No final da partida, e com as incidências que houve (não me recordo, assim de repente, de um jogo nosso em que tivéssemos que fazer as três(!) substituições por lesão), acabou por não ser mau. De qualquer modo, e com a (previsível) vitória dos assumidamente corruptos em Felgueiras frente ao Paços de Ferreira, estamos já a cinco pontos deles à 3ª jornada…

Para (não) variar nos últimos anos, a nossa 1ª parte no WC foi horrível! Pouca coordenação entre os sectores, não conseguíamos sair com a bola jogável, porque causa da pressão da lagartada e, claro, sofremos o golito da ordem logo aos 10’, numa jogada em que o Montero parte de fora-de-jogo. Respondemos com uma cabeçada do Rodrigo à barra e um grande falhanço do Salvio, mas foi muito pouco para o que se esperava. Uma bolada em cheio na cara tirou o Enzo Pérez do jogo (entrou o Ruben Amorim) e o Salvio colocou mal o pé no chão, lesionou-se no joelho, e também teve que sair (entrando o Markovic) perto do intervalo.

Logo no início da 2ª parte, o Gaitán fez um centro e ficou agarrado à coxa, pelo que entrou o Cardozo (regresso que saúdo veementemente, como é óbvio!) e passámos a jogar com três pontas-de-lança e um avançado (Lima, Rodrigo, Cardozo e Markovic). Sou um grande fã do Tacuara, mas achei um bocado precipitado da parte do Jesus fazê-lo entrar. Jogou na fezada, embora tivesse o Djuricic e, principalmente, o Sulejmani no banco. O que é certo é que melhorámos durante um bom período e o Markovic fez o empate aos 65’ numa grande jogada individual, em que passou por quatro lagartos e meteu a bola por baixo das pernas do Rui Patrício. A lagartada tremeu, mas não conseguimos aproveitar os minutos seguintes para marcar. Nos últimos 15’, o jogo virou de sentido e, com quatro avançados, era natural que não fôssemos a melhor equipa do mundo a defender, pelo que eles nos pressionaram um bocado, mas o resultado felizmente não se alterou.

Destaque individual ÓBVIO para o Markovic. Gozemos bem este anito que ele vai cá estar, porque com esta qualidade é quase impossível que o consigamos manter durante mais tempo. E, se não vendermos ninguém até ao fecho do mercado, vamos lá ver se ele não vai já em Janeiro… Se marcar um ou dois golos destes na Champions, é bem possível que isso aconteça. Também gostei do modo como o Ruben Amorim entrou no jogo, embora o Enzo Pérez estivesse ligeiramente melhor do que no jogo passado e o Luisão fartou-se de cortar bolas. Todos os outros jogadores estivem muito medianos, com o Salvio ainda longe da forma que tinha antes da lesão (e como vai parar novamente, ainda vai demorar mais tempo a recuperar o nível exibicional), o Maxi muito longe do que já foi e o Matic ainda sem estar no ponto. Os dois pontas-de-lança não existiram durante quase o jogo todo (excepção à cabeçada do Rodrigo à barra) e, sinceramente, ainda estou para ver qual é a vantagem do Cortez em relação ao Melgarejo… O Cardozo teve dois ou três toques interessantes, mas está naturalmente ainda com pouco ritmo.

O campeonato vai agora parar por causa das selecções, o que até é bom para nós por causa das lesões e para ver se o Tacuara adquire mais ritmo. Cinco pontos já é uma distância considerável, especialmente se levarmos em linha de conta que deveríamos ir ao antro na última jornada já campeões, porque senão arriscamo-nos a ver um filme já muito visto. Ou seja, teremos de lhes recuperar oito pontos. As coisas não estão nada famosas…

P.S. - O Sr. Hugo Miguel não inclinou tanto o campo como eu estava à espera, mas, para além do fora-de-jogo no golo, há um agarrão ao Cardozo na grande-área já muito perto do final da partida que, se fosse ao contrário, ou com outra equipa às riscas como interveniente, certamente que seria assinalado.

quinta-feira, agosto 29, 2013

Sorteio à la carte

Vamos lá brincar novamente aos sorteios.


Pote “Este era o que eu queria”:

BENFICA
Schalke 04
Ajax
Áustria Viena

Temos contas a ajustar com os alemães, que parecem menos fortes do que no passado, e geralmente damo-nos bem com equipas holandesas, sendo Benfica - Ajax um clássico europeu. Com os austríacos, temos a obrigação de fazer seis pontos.


Pote “O 1º lugar é obrigatório”:

BENFICA
CSKA Moscovo
Basileia
Viktoria Plzen

Contra suíços e checos, é para fazer o mínimo de 10 pontos. Mais quatro frente aos russos e seremos cabeças-de-série nos oitavos.


Pote “E não querem que joguemos ao pé-coxinho para ser ainda mais difícil?”:

BENFICA
Atlético Madrid
Borrusia Dortmund
Nápoles

Sem comentários…


Pote “Se formos parar à Liga Europa, ao menos é com honra”:

BENFICA
AC Milan
Manchester City
Celtic

Três enchentes praticamente garantidas na Luz. E a possibilidade de nos vingarmos do que o Celtic nos fez no ano passado...


Estando nós no pote 1, uma não-qualificação para os oitavos seria sempre vista como um falhanço, a não ser que o sorteio seja mesmo muito difícil. É utópico pensar que podemos chegar à final em nossa casa, mas até porque o campeonato é a prioridade era bom que conseguíssemos a qualificação. A (conquista da) Liga Europa continua a ser um espinho na minha garganta, mas este ano é bom que fique em stand-by...

* Publicado em simultâneo com a Tertúlia Benfiquista.

domingo, agosto 25, 2013

Reviravolta épica

Quando aos 91’ perdíamos por 0-1 em casa frente ao Gil Vicente, muitos de nós já víamos o campeonato perdido à 2ª jornada (e, sejamos honestos, estaria mesmo). Só que o madrasto minuto 92 da época passada catapultou-nos desta vez para uma recuperação e vitória inolvidáveis que, sinceramente, nunca me lembro de ver em jogos do Benfica. Isto teve mais a ver com o célebre Manchester United – Bayern da final da Champions do que com jogos do campeonato português. Sim, já ganhámos nos descontos, mas dar a volta ao resultado nos descontos, muito francamente, não me lembro.

Pode ser que os golos do Markovic aos 92’ e do Lima aos 94’ nos dêem a confiança necessária para começarmos a melhorar em termos exibicionais. Porque, se jogarmos bem, estaremos inevitavelmente mais perto de ganhar jogos. Claro que, com um pouco mais de eficácia, até poderíamos ter goleado hoje, mas a exibição esteve muito longe de ser famosa, apesar da vontade que os jogadores mostraram em campo. A principal causa disso, parece-me, é o facto de haver muitos jogadores ainda fora de forma, sendo o caso mais gritante o do Enzo Pérez, o que faz com o meio-campo esteja muito emperrado. O próprio Matic não está no seu melhor (o que o deixa ainda assim num nível bastante elevado, principalmente em termos defensivos) e ao Salvio, regressado de lesão, não se poderia pedir mais. Restou o Gaitán, a espaços, para servir o Lima e o Rodrigo na frente, mas sem um avançado alto e possante (não sei se conhecem algum disponível…) perdemos presença na área contrária (aliás, o próprio Jesus realçou a acção do Luisão no golo do Lima; espero que tire as ilações devidas no futuro…). Na defesa, as coisas não estão muito melhores: o Cortez é sofrível e o Maxi está numa forma horrível (se calhar, é melhor começarmos a ver bem esta história de o homem não ter férias em condições há anos). Uma falha incrível do uruguaio possibilitou ao Gil Vicente gelar a Luz aos 69’, na única oportunidade de golo que teve. Depois, muito coração e crença fizeram com que não tivéssemos que começar a pensar já em 2014/15 no final da 2ª jornada.

Para a semana, vamos ao WC. A lagartada anda eufórica com duas goleadas consecutivas. O poderoso Arouca tinha levado a sua dose no fim-de-semana passado e agora em Coimbra um falhanço incrível de um defesa, um golo em fora-de-jogo e dois penalties estão a deixar os nossos vizinhos nas nuvens. Deverá ser um derby interessante para a semana, mas a pressão estará toda do nosso lado. Temos mais que equipa para eles, mas com a nossa forma actual as coisas deverão ser mais equilibradas.

segunda-feira, agosto 19, 2013

Para reflectir

Aqui, do meu amigo J.G. É o chamado “tocar com o dedo na ferida”. Que ameaça tornar-se uma cratera… Possivelmente o melhor post do ano. Espero que, ao menos, quem de direito pare para pensar.

Marítimo – 2 – Benfica – 1

Em toda a nossa história, só por duas vezes é que estivemos três épocas consecutivas sem ganhar no primeiro jogo do campeonato. Este ano triplicámos esse número e chegámos às nove(!) temporadas consecutivas sem ganhar na estreia. Desde que o Karadas e o Petit nos deram a vitória em Aveiro, que estamos à míngua. Com a agravante, este ano, de termos sido derrotados. Esta série negra deixa de ser somente ridícula e começa a parecer um caso patológico.

Com o Markovic e o Salvio (os dois maiores desequilibradores da pré-época), lesionados, não estava nada optimista para este jogo. Para agravar as coisas, o Jesus tomou uma opção falhada: colocar o Ruben Amorim no centro e, principalmente, desviar o Enzo Pérez para a extrema-direita. É que, apesar de ser o seu lugar de origem, o argentino parece que desaprendeu de jogar a extremo e não se viu na 1ª parte. Resultado? Pouquíssimas situações atacantes, com o Djuricic também a passar ao lado da partida, o Lima abandonado na frente e o Gaitán com pouca rotação. Para complicar as coisas, em cima do intervalo, o Artur faz penalty sobre o Derley e os madeirenses foram para o descanso em vantagem.

Na 2ª parte, entraram logo o Rodrigo e o Ola John para os lugares do Djuricic e Amorim. Melhorámos e chegámos à igualdade logo aos 51’, aproveitando um mau atraso de um defesa, com o Lima a assistir o Rodrigo. Pressionámos o Marítimo, mas tínhamos dificuldades em criar situações de remate, excepção feita a um do Rodrigo, que o guarda-redes defendeu in extremis com a perna, depois de a bola ter sido desviada por um defesa. No segundo lance com perigo que o Marítimo criou, aconteceu o 2-1 aos 78’. Contra-ataque rápido e o Sami a antecipar-se ao Bruno Cortez. Até final, ainda tivemos duas boas hipóteses, pelo Rodrigo e Lima, mas revelámos a ineficácia que se está a tornar imagem de marca.

Não vou destacar ninguém em termos individuais. Mais uma vez, a equipa mostra muito pouca alegria em jogar à bola, com a consequente pouca velocidade a resultar em imensas dificuldades em criar desequilíbrios atacantes. Para além do mais, não há presença física na área contrária, porque o Lima foge muito da marcação e o Rodrigo também não é propriamente um tanque. Ah, e ainda estou à espera de ver a vantagem em trocar o Melgarejo pelo Cortez…

É a terceira derrota consecutiva deste ano e, nas últimas cinco partidas oficiais, ganhámos uma e perdemos quatro! Não sei muito bem onde é que isto vai parar, mas o futuro não se adivinha nada risonho…

P.S. – Claro que o Sr. Jorge Sousa também ajudou à festa. No lance do penalty sofrido, ainda se pode aceitar a sua decisão, mas não deixa de ser curioso que a Sport TV não tenha dado uma única(!) repetição da câmara de fora-de-jogo do lance. Dá-me a nítida sensação que o Garay coloca o adversário em posição irregular antes da falta do Artur. O 2-1 para os madeirenses é igualmente no limite do fora-de-jogo e também se pode aceitar a sua decisão. No último lance da partida, à velocidade a quem o Lima ia um pequeno toque era o suficiente para o derrubar. Não tenho dúvidas nenhumas que, se fosse ao contrário ou a favor de outra equipas com riscas verticais, seria assinalado penalty. Lá está, são os famosos “critérios” que se mantêm como sempre estiveram… Entretanto, em Setúbal, a perder ao intervalo, não há nada que um penalty e uma expulsão por pretensa cabeçada não ajude a resolver a favor do CRAC. E o campeonato da época passada é que era para ficar conhecido com o “campeonato do Capela”… Pois, pois…!

sábado, agosto 10, 2013

Nápoles - 2 - Benfica - 1

Nova derrota no último jogo da pré-época. Foi o teste mais difícil até agora e evidenciámos os mesmos problemas de anteriormente: incompreensíveis debilidades defensivas e pouca eficácia atacante.

Raramente conseguimos criar perigo e estamos conversados em relação a ter o Rodrigo sozinho na frente, não? É que nem só de Elches se faz a época… Se eu achava que o Matic era o único imprescindível, estes últimos jogos vieram demonstrar que sem o Salvio perdemos no mínimo 50% da acutilância ofensiva. Bem espremido criámos duas oportunidades: o golo de cabeça do Luisão num bom livre do Gaitán e o remate ao poste do Djuricic já no final. O Artur foi o melhor em campo, mas ia dando um frango descomunal numa bola que ainda foi ao poste. Não percebo é o que se passa em relação à defesa, porque bem vistas as coisas só o lateral-esquerdo é que é novo…

Começamos o campeonato para a semana na Madeira frente ao Marítimo. A equipa demonstra alguma passividade e pouca alegria em jogar à bola. Não estou nada confiante.

quarta-feira, agosto 07, 2013

Cardozo reintegrado

Faz precisamente hoje um mês que escrevi isto. E faz três semanas desde que o Cardozo voltou de férias. Finalmente aconteceu isto. Ou seja, perdeu-se três semanas (no mínimo, para não dizer dois meses e tal desde 26 de Maio…) para nada. Toda a gente sai mal desta fotografia: o Cardozo, porque não deveria ter feito o que fez e deveria ter pedido desculpa mais cedo; o Benfica, porque não o obrigou a pedir desculpas logo na altura e depois deixou-o estar três(!) semanas a fazer não sei bem o quê; e o Jesus, porque ou bem que o perdoava e deveria ter feito finca-pé para ele ter começado logo a treinar, ou não o queria e não o aceitaria de volta.

Não sei se o Cardozo vai ficar ou não, se concordou com o Benfica fazer isto para não se desvalorizar ainda mais ou não, ou se este pedido de desculpas é sentido ou não. Duvido que o Cardozo, se ficar, jogue antes de Setembro. E isso vai fazer com que não alinhe nas duas primeiras jornadas do campeonato. Ou seja, perde ele e poderemos perder nós. Esta situação, e a maneira como não foi resolvida a tempo e horas, é exemplar sobre tudo o que se não deve fazer num caso destes. A lógica disto tudo é muito difícil de perceber.

P.S. – Independentemente do resto, em termos meramente desportivos, seria um disparate deixar o Cardozo ir embora por tuta e meia e ir buscar um avançado “clone” dele. Se o melhor marcador estrangeiro da nossa história já cá está, é de aproveitá-lo, não?

P.P.S. – É fácil de perceber que eu quero que o Tacuara fique e continue a marcar golos por nós. Se já tivemos que engolir sapos com o Jesus “a bem” do Benfica, estes que engula o sapo Cardozo com o mesmo fim. Se se portarem todos como crescidinhos, pode ser que no final se escreva direito por linhas muito tortas.

domingo, agosto 04, 2013

Derrota na Eusébio Cup

Perdemos com o São Paulo por 0-2 no primeiro jogo ao vivo na Luz este ano. Poderia discorrer muito sobre o facto de uma equipa “com ritmo”, como disse o Jesus, estar há 14 jogos sem ganhar e a seis sem marcar golos, e vir-nos ganhar a nossa casa. Ou sobre o facto de termos ficado sem marcar golos. Ou sobre o facto de termos sofrido golos em todos os jogos até agora. Mas não me apetece. Afinal de contas, estes jogos ainda não contam para nada e farto de ser “campeão da pré-época” estou eu…

A 1ª parte nem foi má de todo, algumas boas combinações atacantes, um petardo do Lima à barra, mas ninguém para empurrar a chicha lá para dentro. Problema agravado na 2ª parte, especialmente a partir do momento em que nos vimos em desvantagem e insistimos em alguns cruzamentos para a cabeça… dos adversários. (O que não se compreende, com todos os avançados altos que temos… [ironic mode on]). Queria só referir meia-dúzia de coisas que não têm directamente a ver com o jogo em si:

- 30.638 espectadores é a mais fraca assistência de primeiro jogo da época na Luz desde a inauguração do estádio novo. Para registar e reflectir.
- Fosse o problema só o número de pessoas e estaríamos bem. Uma tal falta de entusiasmo dos adeptos logo no início da época é algo que não me lembro nunca de ver.
- Cantou-se pelo Cardozo. Muito. Os que o fizeram porque gostam do Tacuara e os que o fizeram para atingir o Jesus. Se é certo que durante a 1ª parte, a partir da segunda vez se ouviram assobios (é bom que o Benfica seja uma democracia), com as coisas a correrem mal na 2ª parte só os cânticos eram ouvidos. Eu cantei pelo Cardozo. Na 1ª vez. Para marcar posição e como forma de lhe agradecer o que fez pelo Benfica. A partir daí, a razão do cântico deixou de ser tanto pelo Cardozo e passou a ser uma arma de arremesso contra o Jesus. E aí calei-me, porque o Cardozo não merece ser utilizado como arma de arremesso.
- Este prolongamento da novela Cardozo desgasta ainda mais o Jesus. E ele não precisa de estar mais desgastado do que já está. O que torna esta situação toda ainda mais inexplicável.
- Não ficando o Cardozo, é NOTÓRIO que precisamos de mais um avançado. Daqueles que tenham poderio físico para fazer frente aos centrais. E que ganhem bolas de cabeça. E que, já agora, marquem uns golitos. Repetirei até à exaustão: Lima e Rodrigo não são suficientes! Devemos estar à espera de 31 de Agosto para irmos buscar um Delibasic qualquer…
- A política de bilhética para este jogo foi lamentável. Era suposto os Red Passes conterem o “jogo de apresentação”. Como este ano não houve (e nem sequer houve apresentação individual do plantel, com medo provavelmente de mais cânticos a favor do Cardozo e assobios ao Jesus), o primeiro jogo na Luz foi este. Mas obrigaram os Red Passes a comprar bilhete! Para depois oferecerem um aos sócios que no ano passado não colocaram os pés na Luz, desde que levassem quatro amigos a pagar 10€! Penaliza-se quem vai sempre, premeia-se quem raramente vai. O resultado? É só ver o número de espectadores. E eu estou à vontade para falar disto, porque tenho lugar de Fundador.
- Ao contrário do sucedido na final da Taça de Portugal, desta vez toda a equipa ficou em campo para ver a entrega do troféu ao adversário. Já melhorámos em algo em relação à época passada.
- Como nem tudo pode ser mau neste dia, o Roderick assinou por cinco anos com o Rio Ave.

Vamos a Nápoles na 6ª feira e depois é já o primeiro jogo do campeonato no Marítimo. Não se pode dizer que esteja muito confiante…

quinta-feira, agosto 01, 2013

Rodrigo

Batemos o Elche por 3-1 e o recém-inaugurado Museu Benfica – Cosme Damião vai ter o Troféu Festa d'Elx para expor. A partida valeu sobretudo pela nossa magnífica 1ª parte, em que uma maioria de suplentes esteve melhor que alguns titulares na 2ª. Claro que, chegando ao intervalo com 0-3 a nosso favor, era expectável que o ritmo baixasse e até houve a natural reacção da equipa da casa.

O maior destaque do jogo vai obviamente para o Rodrigo. Um ano e meio depois de um animal quase lhe ter partido a perna e ter interrompido a forma fabulosa em que estava na altura, eis que o Rodrigo renasce finalmente! Já não era sem tempo! Um hat-trick em oito minutos não é para todos e, se o terceiro golo é o mais bonito em termos de execução, o segundo resulta de uma jogada colectiva brilhante finalizada com uma abertura do Djuricic para o nº 19. Lá sofremos o golito do costume no primeiro quarto-de-hora da 2ª parte, mas depois conseguimos não deixar o adversário criar grandes oportunidades.

Sábado teremos finalmente a oportunidade de ver a equipa ao vivo no Estádio da Luz. Já estava a ressacar...!

P.S. - Espero que esta exibição do Rodrigo não nos faça pensar que, caso se confirme a idiotice de deixar sair o melhor marcador estrangeiro da história do Glorioso, já não precisamos de ninguém para o substituir. Só Rodrigo e Lima não chegam para a época toda!

domingo, julho 28, 2013

Fernando Martins

Morreu o primeiro presidente do Benfica de que me lembro. Estará para sempre associado à vinda do Eriksson e, principalmente, ao fecho do Terceiro Anel do Estádio da Luz. Independentemente de não ter sabido escolher certas amizades depois de deixar a presidência do Glorioso, foi um presidente que, em seis anos, ganhou quatro Campeonatos, quatro Taças de Portugal, uma Supertaça e ainda fomos a uma final europeia. Ou seja, foi um dos grandes presidentes da nossa história e é essa memória muito positiva que mais importa salientar na hora em que parte. Paz à sua alma.