quinta-feira, agosto 29, 2013
Sorteio à la carte
Vamos lá brincar novamente aos sorteios.
Pote “Este era o que eu queria”:
BENFICA
Schalke 04
Ajax
Áustria Viena
Temos contas a ajustar com os alemães, que parecem menos fortes do que no passado, e geralmente damo-nos bem com equipas holandesas, sendo Benfica - Ajax um clássico europeu. Com os austríacos, temos a obrigação de fazer seis pontos.
Pote “O 1º lugar é obrigatório”:
BENFICA
CSKA Moscovo
Basileia
Viktoria Plzen
Contra suíços e checos, é para fazer o mínimo de 10 pontos. Mais quatro frente aos russos e seremos cabeças-de-série nos oitavos.
Pote “E não querem que joguemos ao pé-coxinho para ser ainda mais difícil?”:
BENFICA
Atlético Madrid
Borrusia Dortmund
Nápoles
Sem comentários…
Pote “Se formos parar à Liga Europa, ao menos é com honra”:
BENFICA
AC Milan
Manchester City
Celtic
Três enchentes praticamente garantidas na Luz. E a possibilidade de nos vingarmos do que o Celtic nos fez no ano passado...
Estando nós no pote 1, uma não-qualificação para os oitavos seria sempre vista como um falhanço, a não ser que o sorteio seja mesmo muito difícil. É utópico pensar que podemos chegar à final em nossa casa, mas até porque o campeonato é a prioridade era bom que conseguíssemos a qualificação. A (conquista da) Liga Europa continua a ser um espinho na minha garganta, mas este ano é bom que fique em stand-by...
* Publicado em simultâneo com a Tertúlia Benfiquista.
Pote “Este era o que eu queria”:
BENFICA
Schalke 04
Ajax
Áustria Viena
Temos contas a ajustar com os alemães, que parecem menos fortes do que no passado, e geralmente damo-nos bem com equipas holandesas, sendo Benfica - Ajax um clássico europeu. Com os austríacos, temos a obrigação de fazer seis pontos.
Pote “O 1º lugar é obrigatório”:
BENFICA
CSKA Moscovo
Basileia
Viktoria Plzen
Contra suíços e checos, é para fazer o mínimo de 10 pontos. Mais quatro frente aos russos e seremos cabeças-de-série nos oitavos.
Pote “E não querem que joguemos ao pé-coxinho para ser ainda mais difícil?”:
BENFICA
Atlético Madrid
Borrusia Dortmund
Nápoles
Sem comentários…
Pote “Se formos parar à Liga Europa, ao menos é com honra”:
BENFICA
AC Milan
Manchester City
Celtic
Três enchentes praticamente garantidas na Luz. E a possibilidade de nos vingarmos do que o Celtic nos fez no ano passado...
Estando nós no pote 1, uma não-qualificação para os oitavos seria sempre vista como um falhanço, a não ser que o sorteio seja mesmo muito difícil. É utópico pensar que podemos chegar à final em nossa casa, mas até porque o campeonato é a prioridade era bom que conseguíssemos a qualificação. A (conquista da) Liga Europa continua a ser um espinho na minha garganta, mas este ano é bom que fique em stand-by...
* Publicado em simultâneo com a Tertúlia Benfiquista.
domingo, agosto 25, 2013
Reviravolta épica
Quando aos 91’ perdíamos por 0-1 em casa frente ao Gil Vicente, muitos de
nós já víamos o campeonato perdido à 2ª jornada (e, sejamos honestos, estaria
mesmo). Só que o madrasto minuto 92 da época passada catapultou-nos desta vez
para uma recuperação e vitória inolvidáveis que, sinceramente, nunca me lembro
de ver em jogos do Benfica. Isto teve mais a ver com o célebre Manchester
United – Bayern da final da Champions
do que com jogos do campeonato português. Sim, já ganhámos nos descontos, mas
dar a volta ao resultado nos descontos, muito francamente, não me lembro.
Pode ser que os golos do Markovic aos 92’ e do Lima aos 94’ nos dêem a
confiança necessária para começarmos a melhorar em termos exibicionais. Porque,
se jogarmos bem, estaremos inevitavelmente mais perto de ganhar jogos. Claro
que, com um pouco mais de eficácia, até poderíamos ter goleado hoje, mas a
exibição esteve muito longe de ser famosa, apesar da vontade que os jogadores
mostraram em campo. A principal causa disso, parece-me, é o facto de haver
muitos jogadores ainda fora de forma, sendo o caso mais gritante o do Enzo
Pérez, o que faz com o meio-campo esteja muito emperrado. O próprio Matic não
está no seu melhor (o que o deixa ainda assim num nível bastante elevado, principalmente
em termos defensivos) e ao Salvio, regressado de lesão, não se poderia pedir
mais. Restou o Gaitán, a espaços, para servir o Lima e o Rodrigo na frente, mas
sem um avançado alto e possante (não sei se conhecem algum disponível…) perdemos
presença na área contrária (aliás, o próprio Jesus realçou a acção do Luisão no
golo do Lima; espero que tire as ilações devidas no futuro…). Na defesa, as
coisas não estão muito melhores: o Cortez é sofrível e o Maxi está numa forma
horrível (se calhar, é melhor começarmos a ver bem esta história de o homem não
ter férias em condições há anos). Uma falha incrível do uruguaio possibilitou
ao Gil Vicente gelar a Luz aos 69’, na única oportunidade de golo que teve. Depois,
muito coração e crença fizeram com que não tivéssemos que começar a pensar já
em 2014/15 no final da 2ª jornada.
Para a semana, vamos ao WC. A lagartada
anda eufórica com duas goleadas consecutivas. O poderoso Arouca tinha levado a sua dose no fim-de-semana passado e
agora em Coimbra um falhanço incrível de um defesa, um golo em fora-de-jogo e
dois penalties estão a deixar os nossos vizinhos nas nuvens. Deverá ser um derby interessante para a semana, mas a
pressão estará toda do nosso lado. Temos mais que equipa para eles, mas com a
nossa forma actual as coisas deverão ser mais equilibradas.
segunda-feira, agosto 19, 2013
Para reflectir
Aqui, do meu amigo J.G. É o chamado “tocar com o dedo na ferida”. Que ameaça tornar-se uma
cratera… Possivelmente o melhor post
do ano. Espero que, ao menos, quem de direito pare para pensar.
Marítimo – 2 – Benfica – 1
Em toda a nossa história, só por duas vezes é que estivemos três épocas
consecutivas sem ganhar no primeiro jogo do campeonato. Este ano triplicámos
esse número e chegámos às nove(!) temporadas consecutivas sem ganhar na estreia.
Desde que o Karadas e o Petit nos deram a vitória em Aveiro, que estamos à
míngua. Com a agravante, este ano, de termos sido derrotados. Esta série negra deixa
de ser somente ridícula e começa a parecer um caso patológico.
Com o Markovic e o Salvio (os dois maiores desequilibradores da pré-época),
lesionados, não estava nada optimista para este jogo. Para agravar as coisas, o
Jesus tomou uma opção falhada: colocar o Ruben Amorim no centro e,
principalmente, desviar o Enzo Pérez para a extrema-direita. É que, apesar de
ser o seu lugar de origem, o argentino parece que desaprendeu de jogar a
extremo e não se viu na 1ª parte. Resultado? Pouquíssimas situações atacantes,
com o Djuricic também a passar ao lado da partida, o Lima abandonado na frente
e o Gaitán com pouca rotação. Para complicar as coisas, em cima do intervalo, o
Artur faz penalty sobre o Derley e os madeirenses foram para o descanso em
vantagem.
Na 2ª parte, entraram logo o Rodrigo e o Ola John para os lugares do
Djuricic e Amorim. Melhorámos e chegámos à igualdade logo aos 51’, aproveitando
um mau atraso de um defesa, com o Lima a assistir o Rodrigo. Pressionámos o
Marítimo, mas tínhamos dificuldades em criar situações de remate, excepção
feita a um do Rodrigo, que o guarda-redes defendeu in extremis com a perna, depois de a bola ter sido desviada por um
defesa. No segundo lance com perigo que o Marítimo criou, aconteceu o 2-1 aos
78’. Contra-ataque rápido e o Sami a antecipar-se ao Bruno Cortez. Até final,
ainda tivemos duas boas hipóteses, pelo Rodrigo e Lima, mas revelámos a
ineficácia que se está a tornar imagem de marca.
Não vou destacar ninguém em termos individuais. Mais uma vez, a equipa
mostra muito pouca alegria em jogar à bola, com a consequente pouca velocidade
a resultar em imensas dificuldades em criar desequilíbrios atacantes. Para além
do mais, não há presença física na área contrária, porque o Lima foge muito da
marcação e o Rodrigo também não é propriamente um tanque. Ah, e ainda estou à espera de ver a vantagem em trocar o
Melgarejo pelo Cortez…
É a terceira derrota consecutiva deste ano e, nas últimas cinco partidas
oficiais, ganhámos uma e perdemos quatro! Não sei muito bem onde é que isto vai
parar, mas o futuro não se adivinha nada risonho…
P.S. – Claro que o Sr. Jorge Sousa também ajudou à festa. No lance do
penalty sofrido, ainda se pode aceitar a sua decisão, mas não deixa de ser
curioso que a Sport TV não tenha dado uma única(!) repetição da câmara de
fora-de-jogo do lance. Dá-me a nítida sensação que o Garay coloca o adversário
em posição irregular antes da falta do Artur. O 2-1 para os madeirenses é igualmente
no limite do fora-de-jogo e também se pode aceitar a sua decisão. No último
lance da partida, à velocidade a quem o Lima ia um pequeno toque era o
suficiente para o derrubar. Não tenho dúvidas nenhumas que, se fosse ao
contrário ou a favor de outra equipas com riscas verticais, seria assinalado
penalty. Lá está, são os famosos “critérios” que se mantêm como sempre
estiveram… Entretanto, em Setúbal, a perder ao intervalo, não há nada que um
penalty e uma expulsão por pretensa cabeçada não ajude a resolver a favor do
CRAC. E o campeonato da época passada é que era para ficar conhecido com o
“campeonato do Capela”… Pois, pois…!
sábado, agosto 10, 2013
Nápoles - 2 - Benfica - 1
Nova derrota no
último jogo da pré-época. Foi o teste mais difícil até agora e evidenciámos os
mesmos problemas de anteriormente: incompreensíveis debilidades defensivas e
pouca eficácia atacante.
Raramente conseguimos criar perigo e estamos conversados em relação a ter o
Rodrigo sozinho na frente, não? É
que nem só de Elches se faz a época… Se eu achava que o Matic era o único
imprescindível, estes últimos jogos vieram demonstrar que sem o Salvio perdemos
no mínimo 50% da acutilância ofensiva. Bem espremido criámos duas
oportunidades: o golo de cabeça do Luisão num bom livre do Gaitán e o remate ao
poste do Djuricic já no final. O Artur foi o melhor em campo, mas ia dando um frango
descomunal numa bola que ainda foi ao poste. Não percebo é o que se passa em
relação à defesa, porque bem vistas as coisas só o lateral-esquerdo é que é novo…
Começamos o campeonato para a semana na Madeira frente ao Marítimo. A equipa demonstra alguma passividade e
pouca alegria em jogar à bola. Não estou nada confiante.
quarta-feira, agosto 07, 2013
Cardozo reintegrado
Faz precisamente hoje um mês que escrevi isto. E faz três semanas desde que
o Cardozo voltou de férias. Finalmente aconteceu isto. Ou seja, perdeu-se três semanas
(no mínimo, para não dizer dois meses e tal desde 26 de Maio…) para nada. Toda
a gente sai mal desta fotografia: o Cardozo, porque não deveria ter feito o que
fez e deveria ter pedido desculpa mais cedo; o Benfica, porque não o obrigou a
pedir desculpas logo na altura e depois deixou-o estar três(!) semanas a fazer
não sei bem o quê; e o Jesus, porque ou bem que o perdoava e deveria ter feito
finca-pé para ele ter começado logo a treinar, ou não o queria e não o
aceitaria de volta.
Não sei se o Cardozo vai ficar ou não, se concordou com o Benfica fazer
isto para não se desvalorizar ainda mais ou não, ou se este pedido de desculpas
é sentido ou não. Duvido que o Cardozo, se ficar, jogue antes de Setembro. E
isso vai fazer com que não alinhe nas duas primeiras jornadas do campeonato. Ou
seja, perde ele e poderemos perder nós. Esta situação, e a maneira como não foi
resolvida a tempo e horas, é exemplar sobre tudo o que se não deve fazer num
caso destes. A lógica disto tudo é muito difícil de perceber.
P.S. – Independentemente do resto, em termos meramente desportivos, seria
um disparate deixar o Cardozo ir embora por tuta
e meia e ir buscar um avançado “clone” dele. Se o melhor marcador
estrangeiro da nossa história já cá está, é de aproveitá-lo, não?
P.P.S. – É fácil de perceber que eu quero que o Tacuara fique e continue a marcar golos por nós. Se já tivemos que
engolir sapos com o Jesus “a bem” do
Benfica, estes que engula o sapo
Cardozo com o mesmo fim. Se se portarem todos como crescidinhos, pode ser que
no final se escreva direito por linhas muito tortas.
domingo, agosto 04, 2013
Derrota na Eusébio Cup
Perdemos com o São Paulo por 0-2 no primeiro jogo ao vivo na Luz este ano. Poderia
discorrer muito sobre o facto de uma equipa “com ritmo”, como disse o Jesus,
estar há 14 jogos sem ganhar e a seis sem marcar golos, e vir-nos ganhar a
nossa casa. Ou sobre o facto de termos ficado sem marcar golos. Ou sobre o facto de termos sofrido golos em todos os jogos até agora. Mas não me
apetece. Afinal de contas, estes jogos ainda não contam para nada e farto de
ser “campeão da pré-época” estou eu…
A 1ª parte nem foi má de todo, algumas boas combinações atacantes, um petardo do Lima à barra, mas ninguém
para empurrar a chicha lá para
dentro. Problema agravado na 2ª parte, especialmente a partir do momento em que
nos vimos em desvantagem e insistimos em alguns cruzamentos para a cabeça… dos
adversários. (O que não se compreende, com todos os avançados altos que temos…
[ironic mode on]). Queria só referir meia-dúzia
de coisas que não têm directamente a ver com o jogo em si:
- 30.638 espectadores é a mais fraca assistência de primeiro jogo da época
na Luz desde a inauguração do estádio novo. Para registar e reflectir.
- Fosse o problema só o número de pessoas e estaríamos bem. Uma tal falta
de entusiasmo dos adeptos logo no início da época é algo que não me lembro
nunca de ver.
- Cantou-se pelo Cardozo. Muito. Os que o fizeram porque gostam do Tacuara e os que o fizeram para atingir
o Jesus. Se é certo que durante a 1ª parte, a partir da segunda vez se ouviram
assobios (é bom que o Benfica seja uma democracia), com as coisas a correrem
mal na 2ª parte só os cânticos eram ouvidos. Eu cantei pelo Cardozo. Na 1ª vez.
Para marcar posição e como forma de lhe agradecer o que fez pelo Benfica. A
partir daí, a razão do cântico deixou de ser tanto pelo Cardozo e passou a ser
uma arma de arremesso contra o Jesus. E aí calei-me, porque o Cardozo não
merece ser utilizado como arma de arremesso.
- Este prolongamento da novela Cardozo desgasta ainda mais o Jesus. E ele
não precisa de estar mais desgastado do que já está. O que torna esta situação
toda ainda mais inexplicável.
- Não ficando o Cardozo, é NOTÓRIO que precisamos de mais um avançado.
Daqueles que tenham poderio físico para fazer frente aos centrais. E que ganhem
bolas de cabeça. E que, já agora, marquem uns golitos. Repetirei até à
exaustão: Lima e Rodrigo não são suficientes! Devemos estar à espera de 31 de
Agosto para irmos buscar um Delibasic qualquer…
- A política de bilhética para este jogo foi lamentável. Era suposto os Red
Passes conterem o “jogo de apresentação”. Como este ano não houve (e nem sequer
houve apresentação individual do plantel, com medo provavelmente de mais
cânticos a favor do Cardozo e assobios ao Jesus), o primeiro jogo na Luz foi
este. Mas obrigaram os Red Passes a comprar bilhete! Para depois oferecerem um
aos sócios que no ano passado não colocaram os pés na Luz, desde que levassem
quatro amigos a pagar 10€! Penaliza-se quem vai sempre, premeia-se quem
raramente vai. O resultado? É só ver o número de espectadores. E eu estou à
vontade para falar disto, porque tenho lugar de Fundador.
- Ao contrário do sucedido na final da Taça de Portugal, desta vez toda a equipa
ficou em campo para ver a entrega do troféu ao adversário. Já melhorámos em
algo em relação à época passada.
- Como nem tudo pode ser mau neste dia, o Roderick assinou por cinco anos
com o Rio Ave.
Vamos a Nápoles na 6ª feira e depois é já o primeiro jogo do campeonato no
Marítimo. Não se pode dizer que esteja muito confiante…
quinta-feira, agosto 01, 2013
Rodrigo
Batemos
o Elche por 3-1 e o recém-inaugurado Museu
Benfica – Cosme Damião vai ter o Troféu
Festa d'Elx para expor. A partida valeu sobretudo pela nossa
magnífica 1ª parte, em que uma maioria de suplentes esteve melhor
que alguns titulares na 2ª. Claro que, chegando ao intervalo com
0-3 a nosso favor, era expectável que o ritmo baixasse e até houve
a natural reacção da equipa da casa.
O
maior destaque do jogo vai obviamente para o Rodrigo. Um ano e meio
depois de um animal quase lhe ter partido a perna e ter
interrompido a forma fabulosa em que estava na altura, eis que o
Rodrigo renasce finalmente! Já não era sem tempo! Um hat-trick
em oito minutos não é para todos e, se o terceiro golo é o mais
bonito em termos de execução, o segundo resulta de uma jogada
colectiva brilhante finalizada com uma abertura do Djuricic para o nº
19. Lá sofremos o golito do costume no primeiro quarto-de-hora da 2ª
parte, mas depois conseguimos não deixar o adversário criar grandes
oportunidades.
Sábado
teremos finalmente a oportunidade de ver a equipa ao vivo no Estádio
da Luz. Já estava a ressacar...!
P.S.
- Espero que esta exibição do Rodrigo não nos faça pensar que,
caso se confirme a idiotice de deixar sair o melhor marcador
estrangeiro da história do Glorioso, já não precisamos de ninguém
para o substituir. Só Rodrigo e Lima não chegam para a época toda!
domingo, julho 28, 2013
Fernando Martins
Morreu o primeiro presidente do Benfica de que me lembro. Estará para sempre associado à vinda do Eriksson e, principalmente, ao fecho do Terceiro Anel do Estádio da Luz. Independentemente de não ter sabido escolher certas amizades depois de deixar a presidência do Glorioso, foi um presidente que, em seis anos, ganhou quatro Campeonatos, quatro Taças de Portugal, uma Supertaça e ainda fomos a uma final europeia. Ou seja, foi um dos grandes presidentes da nossa história e é essa memória muito positiva que mais importa salientar na hora em que parte. Paz à sua alma.
Levante e Nice
Concluímos o mini-estágio no Algarve com duas vitórias pelo mesmo resultado
(2-1) frente a duas equipas da I Divisão de Espanha e França. Em termos de
exibição, o encontro frente ao Nice foi melhor, a que não é alheio o facto de
termos alinhado com a equipa presumivelmente titular.
A 1ª parte contra o Levante foi paupérrima e, se há a atenuante de serem
novos no plantel e prováveis suplentes, não deixa de causar alguma apreensão
que haja tanta diferença de ritmo entre estes e os titulares. Sofremos o golito
do costume, mas na 2ª parte, com a entrada da maioria dos titulares, as coisas
melhoraram um bocado e acabámos por ganhar com dois golos de bola parada do
Lima (livre e indiscutível penalty já nos descontos).
Contra o Nice, entrámos muitíssimo bem e conseguimos rapidamente uma
vantagem de dois golos através do Markovic (que golão, senhores, que golão!) e
do inevitável Lima. O Sr. Bruno Esteves, fazendo jus a um jogo de preparação, abrilhantou-nos com uma arbitragem
inacreditável (aquela entrada ao Salvio é obviamente vermelho directo!) e
expulsou o Artur num lance clássico de avançado frente a guarda-redes. A
questão é que o Artur não tocou no avançado… Penalty convertido e nós a jogar
mais de uma hora com 10. O Markovic foi o sacrificado e, a partir daqui, o jogo
perdeu muito interesse, porque nós estivemos naturalmente mais preocupados em
não sofrer golos e deixámos de criar tantos lances atacantes.
Estes jogos no Algarve confirmaram algumas coisas: o Salvio e o Gaitán são
os jogadores mais desequilibradores do Benfica e em melhor forma. O Lima marca
que se farta (mas se julgamos que podemos fazer uma época inteira só com um
ponta-de-lança – o Rodrigo está péssimo – estamos bem enganados). O Markovic é
grande craque! Duvido que o consigamos manter para além desta época, porque a
bola fica com olhos cada vez que sai dos pés dele, é eficaz frente à baliza e
só tem 19 anos. Um diamante! O Ruben Amorim vai ser um dos décimo-segundos jogadores do plantel. Menos positivo é o facto de estamos a sofrer golos em
todos os jogos, algo a rever urgentemente. Veremos que conclusões tiraremos das
próximas partidas.
P.S. – Propositadamente não falei da nossa vergonhosa presença na Taça de
Honra, no fim-de-semana passado. Quando nove jogadores do plantel principal do
Glorioso perdem perante onze jogadores da equipa B dos lagartos, é melhor fingir que nem aconteceu…
quinta-feira, julho 25, 2013
Peñarol
Empatámos
com os uruguaios (1-1) em mais um encontro de preparação desta
feita no estádio do Portimonense. Confirmámos as virtudes e dos
defeitos dos jogos na Suíça e, se aquelas estão a melhorar, estes
estão a impedir-nos de ganhar jogos.
Virtudes:
-
Novo golo do Markovic, que não engana ninguém. É craque! A luta
com o Djuricic pelo lugar de nº 10 vai ser engraçada. Com esta
qualidade logo aos 19 anos, duvido que fique cá por muito tempo...
-
Boas combinações atacantes, especialmente na 1ª parte. Gaitán já
em forma e muito mais lutador do que em épocas anteriores.
-
Ruben Amorim a solidificar-se como a terceira opção do meio-campo,
logo atrás dos indiscutíveis Matic e Enzo Pérez. Vai ser uma
melhoria em relação à epoca passada.
-
Salvio, Gaitán, Sulejmani, Ola John (e ainda possivelmente Markovic
e Djuricic) garantem-nos muita qualidade nos extremos. Haja alguém
na frente que marque golos com regularidade... Para além do Lima.
(Sim, estou a referir-me a quem vocês estão a pensar!)
Defeitos:
-
Os adversários continuam a precisar de apenas meia-oportunidade para
marcar golos.
-
Pensei que o Sílvio fosse melhorzito. Até agora, muito fraco. O
golo resulta de um buraco criado por ele.
-
O Artur sofre outro golo parecido com o do Kelvin, com a diferença
de este remate não ter sido tão bom. A bola passa-lhe muito perto
da mão. Reforço o que já disse: ainda vamos ter um grande problema
na baliza este ano...
-
Alguma falta de eficácia perante oportunidades mais do que
suficientes para ganhar. Espero que não pensemos que Lima e Rodrigo
são suficientes para uma época tão longa. Se alguém souber de um
goleador que garanta 25 a 30 golos por época e que esteja disponível
(preferencialmente a custo zero), avise, sff...! (Percebe-se que
estou FURIOSO, não se percebe...?!)
-
Rodrigo, capitão do Benfica?! Com o Artur (e o Ruben Amorim) em
campo...?
quarta-feira, julho 17, 2013
12-6
Foi este o score final de duas vitórias e um empate nos três jogos efectuados na Suíça. Ontem vencemos o Sion por 3-2, mas estivemos a ganhar por 3-0 e depois consentimos (novamente) mais dois golos (ambos de bola parada, mas um deles de forma infantil).
Se quisermos olhar para isto de forma positiva, poderemos sempre dizer que foi bom não termos perdido nenhum jogo (eu sei que é “treino” e tal, mas nunca é bom perder) e ter uma média de quatro golos marcados por partida. Se quisermos olhar de forma negativa, teremos o argumento de que três golos sofridos em dois jogos tendo por adversários o Étoile Carouge e o Sion é muito mau, e sofrer outros tantos frente ao Bordéus também está longe de ser aceitável. Porque, afinal de contas, ter o dobro dos golos marcados em relação aos sofridos equivale a termos tido vitórias por 2-0 e 2-1, e um empate 2-2.
Na 1ª parte, com a maior parte dos presumíveis titulares, não entrámos bem, mas depois fartámo-nos de falhar golos (incluindo o desperdício de um penalty pelo Lima). Uma jogada genial do Salvio (de longe, o jogador em melhor forma) permitiu ao brasileiro redimir-se e ser o único jogador a marcar nas três partidas. Na 2ª parte, entrou o Markovic, que marcou os outros dois golos, sendo um deles um golão de chapéu. Na parte final, já com a defesa suplente, sofremos os tais dois golos, mas felizmente que o árbitro acabou o jogo poucos depois do minuto 91, não fosse o diabo tecê-las...
Temos excesso de qualidade na frente (entre Salvio, Gaitan, Ola John, Sulejmani, Djuricic e Markovic, presumivelmente só há lugar para metade), o Cortez confirmou as qualidades (atacantes) e os defeitos (defensivos) dos jogos anteriores, mas lá atrás temos que arranjar uma maneira de não sofrer tantos golos. Os internacionais vão regressar e vamos ver depois qual será a lista de dispensas. Aguardemos pelos próximos episódios.
domingo, julho 14, 2013
Começar de novo
Ainda bem que a nova temporada começou para ver se consigo finalmente
ultrapassar a desilusão da anterior… Como já vem sendo habitual nos últimos
anos, faremos três jogos em quatro dias na Suíça. Nos dois primeiros,
realizados este fim-de-semana, vencemos o Étoile Carouge (um clássico na pré-época…) por 6-1 e
empatámos com o Bordéus por 3-3.
A equipa revelou tudo o que é habitual logo no início, ou seja, cansaço,
falta de ritmo de alguns jogadores e erros infantis, mas também já se viu a espaços
bom futebol, combinações atacantes interessantes e toques de classe. A maior
curiosidade reside sempre em ver os novos jogadores e já deu para perceber
algumas coisas: a camisola 10 não irá ficar mal entregue ao Djuricic (melhor
frente aos suíços do que os franceses), o Lisandro (óptimo golo frente ao
Bordéus) não engana, é mesmo bom e o Sulejmani é outro que também é como o
algodão, o que vai tornar a luta nas faixas laterais muito interessante (ainda
maior se o Gaitán não sair). O Bruno Cortez pareceu-me muito melhor a atacar do
que a defender (a rever, mas com este perfil já tínhamos o Melgarejo…), o
Markovic ainda mostra alguma verdura
(salvo seja!), mas tem toque de bola e o Mitrovic demonstrou que não mentiu
quando disse que se tinha preparado nas férias. Apesar de não ter estado
particularmente bem, acho que o Sílvio vai ser útil, até porque pode fazer as
duas laterais.
Quanto aos velhos, o Salvio
marcou três golos em dois jogos, o Gaitán esteve muito bem frente ao Bordéus, o
Lima também marcou nos dois jogos e saúdo o regresso do Ruben Amorim, que vai
ser um bom complemento ao Matic ou Enzo Pérez. Ainda falta voltarem os
jogadores que estiveram nas selecções e naturalmente que alguns dos que estão
neste estágio vão ter que ir embora, mas estas primeiras indicações revelam que
temos muito que trabalhar na defesa (apesar de estarmos a melhorar: sofremos o
empate frente ao Bordéus aos 91’…) e que o ataque promete.
P.S. – Não me parece que as férias tenham feito bem ao Artur. Se não lhe
arranjarmos concorrência a sério, arriscamo-nos a ter um enorme problema na
baliza…
sábado, junho 08, 2013
Portugal - 1 - Rússia - 0
Vitória muito importante da selecção
nacional com vista a atingir os play-off de qualificação para o Mundial do
Brasil. Não foi um jogo brilhante de Portugal, longe disso, mas a vitória acaba
por ser justa, porque tivemos mais oportunidades que os russos.
À semelhança do jogo em Moscovo, a equipa
da casa marcou muito cedo (8’) num livre do Miguel Veloso em que o Postiga
remata, a bola é desviada pelo defesa, depois bate no poste e entra na rede
lateral do outro lado da baliza! Falando em sorte…! Tivemos mais alguns lances
para fazer o 2-0, mas contámos igualmente com a colaboração do Sr. Damir
Skomina, que demonstrou ser um árbitro de confiança para a
Uefa e Fifa, porque depois de ter ajudado a colocar o Chelsea nas
meias-finais da Champions da época passada e quase ter qualificado o Marselha na Liga Europa
há três anos, conseguiu
não ver um braço do tamanho do mundo do Fábio Coentrão na nossa área ainda na
1ª parte. Um Mundial no Brasil sem Portugal e sem o Cristiano Ronaldo não
seria, de facto, a mesma coisa…
Em termos individuais, gostei do Luís Neto
na defesa, o Moutinho encheu o campo e o Coentrão também não esteve nada mal. O
Paulo Bento continua a fazer milagres, porque
se virmos individualmente há nesta selecção jogadores muito fraquitos. O pior é
que não há alternativas mesmo…
P.S. – Não percebo porque é que o Benfica não vendeu bilhetes aos sócios
como costuma fazer sempre que há jogos da selecção. Gostaria imenso de ter
podido ver o jogo no meu lugar. Só espero que não tenha sido poluído por nenhum
lagarto ou, pior ainda, adepto do CRAC…
sexta-feira, junho 07, 2013
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