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terça-feira, maio 28, 2013

Renovação de Jorge Jesus?

Resposta aqui. Há que manter a cabeça fria apesar do terrível choque. E eu não mudo de opinião por causa de um jogo. Por mais miserável que tenha sido. Foi UM jogo.

segunda-feira, maio 27, 2013

Sem desculpa

Fomos derrotados pelo V. Guimarães (1-2) na final da Taça de Portugal e cinco anos depois voltamos a acabar uma temporada sem conquistar nenhum troféu oficial. O que poderia ter sido uma época de sonho tornou-se um grande pesadelo. Se nos dois desaires anteriores, tivemos uma grande dose de azar, o que se passou neste jogo foi imperdoável. Perante uma equipa manifestamente inferior a nós, bastava que os igualássemos em vontade de ganhar para a taça ser nossa. Não o fizemos e merecidamente foi para o outro lado.

Não conseguimos pôr em prática o nosso jogo habitual, nem criar grandes situações de golo e chegámos à vantagem aos 31’ quando um defesa contrário rematou contra o Gaitán e a bola acabou dentro da baliza. Até ao intervalo, o V. Guimarães também teve uma boa oportunidade, mas o Lima deveria ter acabado com o jogo ao rematar por cima, quando estava sozinho na área perto da marca de penalty.

Se a 1ª parte não tinha sido nada de especial, a 2ª foi ainda pior. Conseguimos controlar o V. Guimarães, mas nunca nos mostrámos muito interessados em resolver a partida com um segundo golo. Aos 69’, o Jesus faz entrar o Urreta, mas manda sair o Cardozo, o que a meu ver foi um grande erro, porque o Lima também não estava a fazer nada de especial e, se alguma coisa corresse mal, depois não tínhamos o Tacuara em campo. E as coisas correram de facto muito mal! O André Almeida, que fez de longe o pior jogo da época, fez um atraso à queima para o Artur e este voltou a falhar o remate, colocando a bola num adversário, que desmarcou o Soudani (em nítido fora-de-jogo, mas isso não interessou ao fiscal-de-linha do Sr. Jorge Sousa assinalar) para a igualdade. Isto aconteceu aos 79’ e apenas dois minutos depois deu-se o golpe de teatro total, com o 1-2 pelo Ricardo num remate fora da área que ressalta no Luisão e engana o Artur. Absolutamente inacreditável! Até final, não conseguimos criar uma única situação de perigo.

Em termos individuais, grande jogo do Matic e do Gaitán. O Enzo não esteve mal a espaços e todos os outros foram sofríveis. Pela negativa, o André Almeida (eu aceito a colocação dele a titular, mas perante o que não mostrou deveria ter saído ao intervalo) que nos fez jogar com 10 durante 90’, do Salvio (precisa desesperadamente de férias) e, principalmente do Artur. Depois dos jogos contra o CRAC na Luz, Estoril e hoje, acho que não podemos continuar a ter um guarda-redes que falha clamorosamente nos momentos decisivos. O Jesus esteve péssimo nas substituições, porque depois de tirar o Cardozo, tirou o Gaitán, que estava a ser dos melhores, já depois de estar 1-2.

Uma cidade, uma equipa e uns adeptos (14.000 cativos vendidos para a época) como os do V. Guimarães já mereciam um título relevante. Foi pena é ter sido contra nós, mas jogaram limpo, o discurso foi bom e gosto da postura do Rui Vitória. E foi tanto demérito nosso que não podemos reclamar de nada (sim, nem do golo mal validado).

Quanto a nós, teremos de fazer uma reflexão profunda acerca desta parte final da época. O que se passou não foi admissível. Depois de todo o apoio que tiveram a seguir às derrotas no estádio do CRAC e em Amesterdão, é inconcebível que os jogadores do Benfica não tenham deixado a pele em campo para oferecer esta alegria aos adeptos. Sim, Matic, éramos nós que merecíamos um título este ano. Pelo que (não) jogaram hoje (tu foste uma honrosa excepção), os jogadores do Benfica pareciam não estar muito interessados nisso. Inaceitável.

P.S. - Quanto ao empurrão do Cardozo ao Jesus no final de jogo, é óbvio que ele não pode fazer aquilo, mas foi a quente e estava de cabeça perdida. A frustração que sentia era igual à nossa e, por isso, acho que tem atenuantes. Prefiro jogadores assim, que sentem a camisola e de vez em quando explodem, do que outros para os quais ganhar ou perder é igual.

segunda-feira, maio 20, 2013

Sou do Benfica e isso m’envaidece!

Vencemos o Moreirense por 3-1, mas, tal como se previa, não conseguimos ser campeões, porque o CRAC apresentou-se muito reforçado com o Sr. Hugo Miguel em Paços de Ferreira e também triunfou. Terminamos o campeonato um ponto atrás deles numa das maiores injustiças de sempre do mundo do futebol, já que fomos durante a época claramente a melhor equipa e só uma himalaica falta de sorte fez com que fôssemos derrotados na pocilga.

Os jogadores provaram que são humanos e, depois de terrível duplo choque desta semana, fizeram uma 1ª parte muito fraca. Quantos de nós conseguimos fazer alguma coisa de jeito na semana que passou? Quem é que, sendo benfiquista, não ficou profundamente abatido? Entrámos apáticos no jogo e sofremos o 0-1 aos 43’. Como na Mata Real o Sr. Hugo Miguel conseguiu um converter um lance em que nem falta(!) há em penalty e expulsão, o estado de espírito não era o melhor.

A 2ª parte foi completamente diferente. A equipa puxou dos galões e resolveu presentear os 51.349 espectadores com uma vitória. O Cardozo iniciou e finalizou de cabeça a jogada do 1-1 aos 50’, e depois o Lima bisou aos 80’ e 90’, este de penalty claro a punir uma mão adversária. Entre o 1º e o 2º golo, o guarda-redes adversário, Ricardo Ribeiro, fez uma série de defesas que impediram que nos colocássemos em vantagem mais cedo.

A equipa fez uma exibição relativamente mediana, mas a entrada do Gaitán ao intervalo para o lugar do inoperante Ola John foi fundamental para a nossa subida na 2ª parte. O Cardozo marcou um golo, mas falhou outros dois relativamente fáceis e o Lima acabou por ser o nosso melhor marcador no campeonato com 20 golos. O tributo à magnífica temporada do Enzo Pérez, aquando da sua substituição, foi muito merecido.

Como Deus comprovadamente não existe, não houve milagre nenhum em Paços de Ferreira. Aliás, mesmo que Deus exista, para além de ser uma refinada besta sádica (o que nos aconteceu nesta semana e, principalmente, o MODO como aconteceu ultrapassa todas as fronteiras admissíveis), se premia desta forma imerecida quem é vil, corrupto, tacanho, mesquinho, asqueroso, nojento, provinciano, então é de uma inutilidade total. Se não terá sido o momento mais doloroso de uma equipa em toda a história do futebol, não sei qual será (principal competição interna e competição continental ao ar aos 92’ e em apenas quatro dias!).

Resta-nos fechar uma época que foi enormemente positiva com a conquista da Taça de Portugal no Jamor. Aliás, o público homenageou a equipa com uma longa salva de palmas no final desta partida. Independentemente do desfecho da Taça, repito mais uma vez o orgulho que eu tenho nesta equipa e em pertencer a este clube. Não trocava os nossos últimos 30 anos pelos de outros clubes. Gosto de andar de cabeça levantada na rua, tronco direito e jamais me sentiria bem com a minha consciência se festejasse títulos obtidos de maneira. Às pessoas sem escrúpulos é-lhes indiferente e provavelmente ainda lhes sabe melhor assim.

quinta-feira, maio 16, 2013

INCOMENSURÁVEL ORGULHO!

(Aviso prévio: este é um testamento ainda maior do que é habitual. Escrito com o coração, depois de 2,5h de sono e com os olhos marejados a 10.000 m de altitude.)

Perdemos com o Chelsea (1-2) na final da Liga Europa. Segundo alguém me disse, temos o indesejável recorde de sermos a equipa com mais finais europeias perdidas (sete). MAS (e as maiúsculas não são gralha) é uma terrível crueldade que seja apenas o resultado que fique para a História. Porque a história do que se passou no campo é completamente diferente: fomos melhores durante toda a partida, mostrámos mais vontade de ganhar e MERECÍAMOS ter ganho. Toda a gente reconhece isso. Desde o próprio Ramires, como amigos meus estrangeiros que me enviaram inesperadamente mensagens no final do jogo. Quem for honesto intelectualmente não pode deixar de o pensar (o que exclui imediatamente 95% de adeptos de um certo clube…). MERECÍAMOS ter ganho, estava eu a dizer, tanto os jogadores como os adeptos que, nas ruas de Amesterdão e nas bancadas do Amsterdam ArenA, deram uma demonstração inesquecível de benfiquismo e do que é AMAR um clube.

Se nós partimos para esta final na ressaca de uma derrota no antro com requintes de malvadez, o que dizer de, apenas quatro dias depois, perdermos novamente aos 92’?! Depois de uma 1ª parte completamente dominada por nós (somente com o aspecto negativo de revelarmos muita parcimónia na altura de rematar à baliza), o Chelsea adianta-se no marcador pelo Torres aos 60’, mas nós conseguimos igualar através de um penalty do grande Cardozo aos 68’. Aos 92’, quando eu vejo a bola em balão em câmara lenta na minha cabeça cabeceada pelo Ivanovic fazer um arco para dentro da nossa baliza, tive a mesma reacção que se tem ao ver um acontecimento inacreditável: fiquei estático, anestesiado, letárgico e sem querer acreditar no que estava a ver! A sério, não é possível!!! Ainda agora, 12 horas depois, custa-me a acreditar no que se passou: em somente quatro dias, nós perdemos uma final europeia e (muitíssimo provavelmente) o campeonato, de um modo mais do que injusto, através de golos no período de desconto! Nem nos nossos piores pesadelos, pensámos que isto fosse possível, muito menos em apenas quatro dias! Não me cansarei de repetir: QUATRO DIAS!!! (Por contraponto, haverá certamente muita gente vil, rasteira, baixa, reles, cuja inútil existência se alimenta somente do ódio a terceiros e que, no fundo, é um desperdício de matéria orgânica que nunca na vida terá tido um orgasmo tão bom.) Ninguém merece! NINGUÉM MERECE!!! Muito menos os bravos que estiveram em campo e os enormes bravos na bancada. A reacção dos adeptos do Benfica no final do jogo foi dos momentos em que mais orgulho tive de pertencer a esta família. Revelou GRANDEZA! Que é muito diferente de ser grande. Há quem diga que o é (grande, embora seja apenas regional), mas NUNCA na vida revelou Grandeza. E a sorte tem bafejado esses, numa demonstração clara para mim da inexistência de Deus (ou então, se Tu existes mesmo, podes ir para o raio que te parta, minha refinada besta!). E mesmo os (para aí) cinco adeptos desses clubes que se aproveitam, e não são ou escumalha ou acriticamente acéfalos, não mereceriam uma coisa destas. Quanto mais nós…!

Não tenho vergonha nenhuma de dizer que chorei no final do jogo. Não foram umas lagrimazitas, chorei mesmo. Não chorava com uma derrota do Benfica desde que os lagartos vieram ganhar à Luz na penúltima jornada da época 1985/86 oferecendo o campeonato ao CRAC. Tinha 10 anos. Mas ontem foi impossível conter-me por variadíssimas razões:
- Chorei de raiva por causa de duas injustiças seguidas do tamanho do mundo.
- Chorei, porque até poderíamos ter jogado mal e merecido perder. Porque poderíamos ter jogado assim-assim e o Chelsea ter sido mais eficaz. Mas não! Fomos melhores e fomos derrotados novamente no período de compensação!
- Chorei, porque depois de tudo o que fizemos esta época é inacreditável pensar que a poderemos terminar sem nenhum troféu ganho. (Quero acreditar que não, que a equipa vai dar a volta em termos psicológicos e derrotar o Guimarães na final da Taça).
- Chorei, por ter visto in loco o maravilhoso povo benfiquista a chegar a Amesterdão aos magotes, de todas as formas e feitios, para apoiar a equipa durante os 90’ como nunca me lembro de ter acontecido (é que não só não deve ter havido um único momento de pausa, como eu não me lembro de ter visto um jogo tantas vez de pé) e, não só a não ser recompensado com a vitória, como voltar a perder da mesma maneira de Sábado… (Já disse que ninguém merece isto?!)
- Chorei, por ver que a reacção dos jogadores no relvado assim que o árbitro apitou era igual à nossa.
- Chorei, porque nem na porra do último lance do jogo, já depois do 1-2, tivemos sorte no ressalto quando o Cardozo estava quase na cara do Cech.
- Chorei, porque se aquela final Man. Utd – Bayern da Liga dos Campeões jamais irá ser esquecida pelos adeptos do futebol, nós tivemos duas edições disso em apenas 96 horas!
- Chorei, porque sei que isto vai custar IMENSO a passar (nunca irá passar para mim…) e porque, 12 horas depois, a escrever esta crónica no avião de regresso a Lisboa, ainda tenho que fazer algumas pausas, porque o ecrã fica momentaneamente embaciado…

No entanto, podem perguntar-me se, mesmo que soubesse previamente o resultado e a forma como ele aconteceu, deixaria de fazer esta viagem? NUNCA na vida! Foi um orgulho ter estado presente num evento que fez transbordar a minha alma de benfiquismo. Para mim, o Benfica é isto! Onze jogadores em campo a dar esta vida e a outra para tentar ganhar um jogo. Nas bancadas haver um apoio incansável e os adeptos, apesar da derrota, tributarem a equipa do modo como o fizeram no final da partida. Eu não sou do Benfica, porque temos ganho muito ao longo da nossa história. Eu não quero ganhar sem olhar a meios (como outros…). A Grandeza de um clube não se mede só por vitórias. Mede-se também, e muito, no modo como se ganha e, sobretudo, como se perde. Ser magnânime é muito importante, porque isso revela a nossa condição humana e ultrapassa a fronteira estritamente desportiva (por exemplo, o facto de termos convidado para assistirem à final os dirigentes das equipas que eliminámos nesta inesquecível caminhada foi algo que me deixou tremendamente orgulhoso). O Benfica e os valores que o norteiam tornam-me uma melhor pessoa. Não tenho dúvidas nenhumas acerca disso.

Neste longo testamento, uma última palavra para os jogadores. Não vou destacar ninguém em particular. Houve uns que jogaram melhor do que outros, o que é normal. Mas estiveram TODOS à altura do acontecimento e todos honraram (e de que maneira!) o manto sagrado. E eu nunca vos peço mais do que isso. MUITO OBRIGADO a todos eles, na pessoa do grande capitão Luisão! É uma frase feita, da qual eu nem gosto muito, mas que aqui se exige: vocês são uns campeões e nunca esquecerei o quanto nos deram este ano! Pode não ser em títulos, mas em algo que, apesar de não poder ser contabilizado, é muito mais importante para mim: o facto de terem contribuído para o crescimento do (já ENORME) orgulho que eu tenho em ser benfiquista!

VIVA O BENFICA! Sempre.

P.S. – Este obrigado aos jogadores é naturalmente extensível à equipa técnica e a todos os dirigentes do Benfica que contribuíram para esta caminhada. E volto a repetir o que já disse aqui: se, por algum motivo (e quer ganhemos ou não a Taça de Portugal), o Jesus não continuar no Benfica (apesar das palavras do presidente, as declarações do próprio foram enigmáticas), será uma terrível perda para nós.

P.P.S. – Eu sou um gajo democrático e, por norma, aprovo todos os comentários. Entre seis milhões de adeptos, há espaço para muita gente. Mesmo para quem é idiota ou cega. Depois daquela demonstração de querer, categoria e crença de ontem, quem vier aqui dizer que estivemos mal, porque deveríamos ter feito isto ou aquilo, ou que o Jesus errou seja porque colocou aquele e não outro, como por dever ter optado pela táctica ‘x’ em vez da ‘y’, ou se insere na primeira categoria ou na segunda. As simple as that. É preferir olhar para um arbusto em vez de ser para a floresta inteira. Têm direito a tempo de antena, mas não esperem resposta da minha parte. Tenho mais que fazer e não quero ser batido em experiência…

domingo, maio 12, 2013

A prova definitiva da inexistência de Deus

Um golo aos 91' permitiu ao clube regional assumidamente corrupto derrotar-nos (2-1) e passar para a nossa frente no campeonato. Foi uma partida em que não jogámos para ganhar, mas também não merecíamos perder. Não deixámos o CRAC criar grandes situações de perigo e, depois de o fiscal-de-linha ter deixado passar um fora-de-jogo claro que proporcionou ao James um remate ao poste perto do final (lá teria sido mais um campeonato ganho com a conivência da equipa de arbitragem do Sr. Pedro Proença), o balde de gelo surgiu quando já ninguém esperava.Depois de uma vaca destas, que protege um clube hediondo que desonra o desporto, só um otário é que ainda pode acreditar nalgum tipo de justiça divina.

O Enzo Pérez foi o maior e, apesar de não ter havido exibições que se destacassem por aí além, a equipa foi solidária e só foi pena que não tivesse colocado mais velocidade nas transições ofensivas. Mas a temporada já vai muito longa e a fadiga de alguns jogadores esbarra no facto de não terem substitutos.

Esta desilusão vai custar MUITO a passar (pessoalmente, nunca mais me irei esquecer dela), mas acho bem que os jogadores do Benfica se mentalizem para o seguinte: uma época com as conquistas de um troféu europeu (que há mais de 50 anos não ganhamos) e de uma Taça de Portugal, é uma época brilhante.

terça-feira, maio 07, 2013

Sinal

É isto que deveria ser feito já esta semana!

Desequilibrado mental

Empatámos frente ao Estoril (1-1) e desperdiçámos uma óptima oportunidade de ir ao estádio do CRAC com a segurança dos quatro pontos de vantagem. Assim, só podemos jogar com dois resultados possíveis e certamente que os 14 jogadores que o CRAC vai apresentar vão-nos dificultar, e muito, a vida.

Entrámos muitíssimo bem, tivemos um bom par de oportunidades nos primeiros 10’, atirámos uma bola ao poste pelo Lima por volta da meia-hora, mas também vimos o Estoril nunca deixar de procurar o ataque e criar algum perigo na nossa baliza.

Na 2ª parte, aumentámos um pouco o ritmo e o Maxi teve uma excelente oportunidade já sem o guarda-redes na baliza, mas um defesa cortou quase sobre a linha. Aos 59’, o Artur resolveu dar um frango monumental e o Estoril ficou em vantagem num livre lateral. Respondemos bem e fizemos a igualdade pelo Maxi aos 68’. Deu a sensação que os 60.897 espectadores poderiam ajudar a empurrar a equipa para a vitória, mas infelizmente quando se tem um sujeito desequilibrado mental no plantel, as coisas tornam-se mais difíceis. O Carlos Martins, que tinha substituído o Enzo Pérez ainda na 1ª parte por lesão, viu o habitual amarelo por protestos e, não contente com isso, viu outro aos 78’ numa falta a meio-campo. Com a equipa de rastos em termos físicos, jogar com menos um tornou-se um obstáculo impossível de superar, caso contrário estou plenamente convencido que ainda chegaríamos à vitória. Só criámos perigo relativo nas bolas paradas, mas nunca pusemos verdadeiramente à prova o Vagner.

Destaco o Maxi, não pela qualidade da exibição, mas por ter sido aquele que mais lutou até final. E, ainda por cima, marcou o nosso golo. O Lima terá feito o pior jogo com a nossa camisola e o Cardozo teve pouca bola. O Gaitán acusou muitíssimo o esforço de 5ª feira, assim como o Salvio e o Matic. Quanto ao Carlos Martins, espero que tenha feito o último jogo com a camisola do Benfica: desequilibrados mentais não interessam a ninguém. Estivemos longe da dinâmica habitual, enquanto o Estoril demonstrou que é uma das boas equipas do nosso campeonato e justificou plenamente o empate, já que na parte final, perante o nosso desequilíbrio, também teve boas oportunidades.

Agora é tempo de reunir tropas, recordar a recepção ao E. Amadora (1-1 e exibição paupérrima) antes dos 3-6 em 93/94, e mostrar que somos melhores, indo vencer ao antro das forças do Mal e festejar logo ali o título. Fomos a melhor equipa do campeonato, merecemos ser campeões.

Viva o BENFICA!

domingo, maio 05, 2013

Reconhecimento

Quando as coisas são bem feitas, há que lhes dar o mérito devido.

sexta-feira, maio 03, 2013

Obrigado!

Vencemos o Fenerbahçe por 3-1 e pela nona vez na nossa história estamos numa final europeia. É difícil descrever o que sinto neste momento, mas estar perto de rebentar de felicidade é capaz de ser uma imagem aproximada. Há 23 anos que não estávamos num palco europeu onde se decidem troféus e há 51 que não ganhamos nenhum. A primeira malapata está vencida, só falta a segunda…

Estava relativamente confiante para este jogo (apesar de nervoso como tudo!), porque fiquei com a impressão desde o 1º encontro que éramos superiores e porque os turcos jogavam bastante desfalcados. O facto de nós jogarmos na máxima força só serviu para alimentar essa confiança. E não poderíamos ter tido melhor início de partida, pois inaugurámos o marcador aos 9’ com um golão do Gaitán, num toque subtil a cruzamento do Lima. Desde o início da partida que andávamos a 200 à hora e o Fenerbahçe mal conseguia sair do seu meio-campo. O Matic e o Enzo Pérez estavam imperiais a meio-campo e não deixavam passa nada. O pior foi que não contámos com o Sr. Stéphane Lannoy e os seus fiscais-de-linha, que não viram um fora-de-jogo escandaloso do Sow, de cuja jogada resultou o braço do Garay na área e respectivo penalty. Desta vez, foi o Kuyt a marcar e fez o 1-1 aos 23’. Nos minutos a seguir ao golo, desconcentrámo-nos um pouco, mas pelo que estávamos a jogar até um incorrigível pessimista como eu achava que voltaríamos a marcar. O ideal era que fosse antes do intervalo e assim aconteceu pelo Cardozo, num livre marcado de forma muito rápida, com o paraguaio a rematar em jeito ainda de fora da área, batendo o guarda-redes aos 35’. Até ao intervalo, o Matic poderia ter marcado, mas o remate saiu ao lado.

A minha dúvida para a 2ª parte era se conseguíamos manter o ritmo infernal da 1ª e isso não aconteceu, mas ao invés jogámos com mais cabecinha, embora pressionando sempre os turcos. O Cardozo afinou a pontaria com um remate potente ao lado, mas o merecido golo que valeu a passagem à final surgiu aos 66’ novamente pelo paraguaio, depois de um lançamento lateral do Salvio e de um toque do Luisão que fez a bola ressaltar para o Tacuara. Foi a loucura completa no Inferno da Luz! O Fenerbahçe não dava mostras de poder marcar-nos um golo através de uma jogada com princípio, meio e fim, e só nas bolas bombeadas para área é que criou algumas preocupações, mas sempre bem resolvidas por Luisão, Artur & Cia. O Lima ainda teve uma boa oportunidade para fechar de vez a eliminatória, mas resolveu rematar de ângulo apertado, em vez de assistir o Cardozo que estava melhor colocado. Quando a partida terminou, o estádio explodiu de alegria.

Em termos individuais, destaque OBVIAMENTE para um dos melhores pontas-de-lança que alguma vez pisou os relvados portugueses. Esqueçam! O homem está lá para marcar golos e não só os faz em grandes industriais, como ainda por cima também em jogos muito importantes. Grande Cardozo! Espero sinceramente que nos dês o privilégio de acabar a carreira connosco. Destaco também o André Almeida a defesa-esquerdo, que esteve irrepreensível e o genial Gaitán que voltou a lançar magia. Já referi que o duo de meio-campo o encheu completamente e igualmente uma referência para o Luisão, sempre importante nas bolas bombeadas. Toda a equipa esteve a um nível altíssimo e foram inexcedíveis na luta.

Quero agradecer, E MUITO, a todos os que tornaram possível este sonho de voltar a uma final europeia: em 1º lugar, ao Jorge Jesus que não só conseguiu pôr-nos a jogar à bola de uma maneira que não víamos há 30 anos, como inventa jogadores a uma velocidade galopante (Enzo Pérez, Melgarejo e André Almeida, para não ir mais longe). Aos jogadores, que têm sempre dado tudo em campo, mas especialmente hoje porque, apenas três dias depois da importante vitória na Madeira, jogaram como se estivessem de folga há uma semana. E finalmente a toda a estrutura dirigente do Benfica que construiu esta equipa. Dia 15 de Maio lá estaremos a lutar pelo caneco com o Chelsea. Não temos a sorte de outros de disputar finais europeias contra Mónacos e Celtics, mas também não se pode ter tudo.

VIVA O BENFICA!!!

P.S. – O Sr. Stéphane Lannoy saiu-nos uma boa peça. Para além do fora-de-jogo não assinalado no penalty, houve três lances duvidosos na área dos turcos em que nada assinalou e um agarrão claro ao Cardozo à entrada da área que também não foi falta. Enfim, poderia bem ser um Proença que não daríamos pela diferença…

terça-feira, abril 30, 2013

D.e.c.i.s.i.v.o

Vencemos o Marítimo no Funchal por 2-1 e demos um passo muitíssimo importante rumo ao título. Se ganharmos os dois jogos em casa frente ao Estoril e ao Moreirense, seremos campeões nacionais. No entanto, há que manter a cabeça fria neste momento, porque os excessos de euforia podem ser muito prejudiciais e nunca é demais relembrar que ainda não ganhámos nada…

A partida na Madeira não nos poderia ter começado melhor: penalty indiscutível sobre o Lima logo aos 4’, que o próprio brasileiro converteu atirando rasteiro para o lado direito, contrário ao do guarda-redes. Pensei que o mais difícil estava feito e que, a partir daqui, iríamos aproveitar o natural balanceamento atacante do Marítimo para contra-atacar rápido e dar a machadada no desfecho do jogo. Só que nada disto aconteceu! O golo pareceu que nos fez mal, fomos recuando cada vez mais no terreno e deixámos o Marítimo criar oportunidades. Atiraram uma bola ao poste num livre logo a seguir ao nosso golo, fizeram uns quantos cruzamentos perigosos e aos 42’ empataram muito justamente, num cruzamento da direita em que o Salvio não acompanhou o central Igor Rossi, o que o permitiu cabecear à vontade para a baliza do Artur.

Não tinha percebido se a nossa paupérrima 1ª parte se tinha devido a cansaço físico ou a estratégia de jogo. Viu-se pelo que fizemos no 2º tempo que foi estratégia ainda que inconsciente dos próprios jogadores, como disse o Jesus na flash interview. Não estamos fadados para jogar “na expectativa” e quando finalmente assumimos o jogo na 2ª parte, o Marítimo deixou de se ver em campo. Fomos para cima deles, o Rodrigo teve um remate cruzado ao lado quando estava isolado e o Lima atirou duas(!) bolas aos postes. Entretanto, tinha entrado o Cardozo para o lugar do inoperante Ola John e voltámos a colocar-nos em vantagem aos 70’ num autogolo do mesmo Igor Rossi, que interceptou para dentro da baliza um cruzamento do Salvio. Até final, ainda deu para o Sr. Manuel Mota converter dois penalties sobre o Cardozo num canto e num amarelo(!) ao nosso avançado por simulação, não tendo o Marítimo conseguido criar nenhum lance de perigo.

Em termos individuais, e falando obviamente só da 2ª parte, destaco o Matic e o Enzo Pérez, que foram fundamentais para a pressão mais à frente que foi empurrando o Marítimo para o seu meio-campo. O Salvio também fez uma partida muito esforçada e o Luisão e Garay estiveram igualmente bem. O André Almeida na esquerda sentiu algumas naturais dificuldades, mas acabou por não comprometer. O Lima não tremeu no penalty e foi pena ter tido pontaria a mais, senão teria feito um hat-trick

Como na 1ª parte quase não estivemos nos Barreiros, espero que os 45’ que efectivamente jogámos não façam muita mossa para 5ª feira. Vamos ter o Melgarejo e o Gaitán frescos, e o Cardozo só com 30’ nas pernas. Estamos há tempo demais sem ir a uma final europeia e já não ganhamos nenhuma há uma eternidade. O principal objectivo da época está próximo (atenção ao Estoril, que está a fazer um óptimo campeonato e a jogar muito bem, na 2ª feira), e voltar a uma final europeia seria a cereja no topo do bolo de uma época que pode ficar na história. Não deixemos escapar essa oportunidade…!

sexta-feira, abril 26, 2013

Desvantagem

Perdemos (0-1) em Istambul e neste momento o Fenerbahçe está mais perto da final de Amesterdão do que nós. Foi um jogo mal conseguido da nossa parte, em que acabámos por ter muita sorte, já que os turcos atiraram três bolas aos postes contra apenas uma nossa. E um hipotético 1-3 seria pior do que o 0-1.

Curiosamente, até entrámos bem na partida. Nos primeiros 10’ poderíamos ter feito dois golos, caso o guarda-redes Volkan Demirel não tivesse feito bem a mancha ao Salvio e o Aimar soubesse rematar à baliza. Já agora, a titularidade de El Mago pode ser criticável, mas eu estive de acordo com ela, porque pensei que fosse melhor ajuda para o André Gomes, já que a indisponibilidade do Enzo Pérez iria ser muito sentida pela equipa. As coisas acabaram por não resultar bem, mas não nos podemos esquecer do jogo no Marítimo na 2ª feira, razão pela qual o Lima também ficou no banco. A partir dos 10’, o jogo foi completamente dos turcos. O Sow cabeceou ao poste com o Artur batido aos 18’ e, perto do intervalo, o Ola John fez penalty, viu um amarelo e vai ficar de fora da 2ª mão. O poste voltou a ser providencial ao defender o penalty do Cristian Baroni.

O Gaitán entrou logo de início na 2ª parte para o lugar do Aimar e pensei que finalmente iríamos conseguir ligar melhor o jogo, e chegar mais vezes perto da baliza. Puro engano. Foi o Fenerbahçe que continuou a criar mais perigo, o Kuyt voltou a acertar no poste aos 51’, mas o Gaitán respondeu na mesma moeda logo a seguir. Até que aos 71’, o árbitro equivocou-se e assinalou mal um canto. O Melgarejo ficou a falar com o Artur, desconcentrou-se, o Garay não conseguiu chegar à bola, o que a fez tocar na cabeça do Melgarejo e assistir o Korkmaz, que cabeceou para o poste, mas a bola ressaltou já para dentro da baliza. Foi uma maneira um pouco inglória de sofrer um golo, mas não se pode dizer que o resultado estivesse a ser injusto. Até final, uma boa iniciativa do André Gomes foi interceptada no último momento e um passe o Cardozo a isolar o recém entrado Rodrigo não chegou ao destino por um triz.

Em termos individuais, gostei bastante do Matic, que ainda por cima teve que superar a falta do Enzo Pérez, e do Jardel, que substituiu muito bem o Luisão na defesa. O Artur também esteve bem quando foi chamado a intervir e o Maxi Pereira fez uma exibição bastante regular. O Salvio começou muitíssimo bem, mas depois foi perdendo gás. Quanto ao Ola John, não só não fez um jogo conseguido, como pode agradecer à idiotice de ter tirado a camisola no golo que marcou ao Leverkusen o facto de ir falhar a 2ª mão de uma meia-final europeia… Cartões perfeitamente escusados dá nisto! O Rodrigo entrou pessimamente e não fez uma única coisa de jeito nos 25’ que esteve em campo. Aliás, por duas ou três vezes, perdemos boas jogada atacantes, porque ou centrava mal ou passava com força demais…

Não vai ser fácil darmos a volta a isto, até porque a equipa começa a exibir sinais de cansaço. Acho que o sucesso da eliminatória dependerá muito do que acontecer no Marítimo na 2ª feira. Esse é que é mesmo o jogo que temos de ganhar, porque, se assim acontecer, só muito dificilmente não seremos campeões. E está toda a gente ciente disso, incluindo os adversários. Se ganharmos, iremos com uma boa moral para a recepção aos turcos, que não vão jogar com três habituais titulares (os dois do meio-campo e o ponta-de-lança), o que poderá ser muito benéfico para nós. Na nossa melhor forma, somos superiores a eles, resta saber se a conseguiremos atingir…

segunda-feira, abril 22, 2013

Muito complicado

Vencemos a lagartada por 2-0 e estamos a três vitórias de nos sagrarmos campeões nacionais. Foi um jogo muito mais difícil do que eu estava à espera, com poucas oportunidades, mas em que soubemos ser mais eficazes. No final, como é da praxe, a lagartada veio queixar-se da arbitragem.

Não entrámos nada bem na partida. Aliás, à semelhança do que já tinha acontecido no WC. A lagartada controlou os primeiros minutos, mas sem grandes oportunidades. Aos 36’, um bom desenvolvimento atacante permitiu-nos chegar à vantagem, com uma abertura do Cardozo para o Gaitán na esquerda, um centro rasteiro deste, falhanço do Lima, mas o Salvio a marcar em jeito de pé esquerdo. Até final da 1ª parte, a lagartada tremeu, mas infelizmente não conseguimos aumentar a vantagem.

Estava à espera que no 2º tempo eles se fossem abaixo das canetas à semelhança do que aconteceu na 1ª volta. Mas isso não aconteceu, o que só prova que de facto o Jesualdo é um bom treinador. Sempre sem criar grandes situações, a lagartada lá ia tendo mais posse de bola e nós não nos mostrávamos tão incisivos nas saídas para o ataque como é habitual. Creio que se notou algum cansaço nos nossos jogadores. Aos 69’, o Jesus trocou o Cardozo pelo Ola John. Confesso que estranhei a substituição, não só porque o Lima estava a ser pior que o Tacuara, mas principalmente porque este era mais útil em lances defensivos de bola parada e possíveis livres a nosso favor. Mas aos 75’ percebi que quem estava errado era eu: o Gaitán tenta pela enésima vez passar por entre os jogadores da lagartada, desta vez consegue, tabela de primeira com o Salvio, centra com o pé direito e ainda de primeira o Lima marca um golo sem deixar a bola cair no chão. Estava feito o golo do campeonato! Defendo que, a partir disto, o título deveria ficar entregue: seria muito injusto que uma equipa que marca um golo numa jogada destas não fosse campeã! ;-) Até final, conseguimos não deixar que a lagartada criasse grande perigo e soubemos controlar o jogo.

Em termos individuais, destaque óbvio para o Gaitán que faz as duas assistências para os golos, para o Salvio e para o Lima por esses mesmos golos, e para o enorme Matic, o jogador mais fundamental do Benfica de hoje. Não gostei muito do Garay, que me parece estar a passar a fase menos boa da época, e o Enzo também passou um pouco ao lado do jogo.

Não percebo porque é que este encontro não foi ontem para nos dar mais tempo de descanso para a Turquia, mas enfim… A próxima semana e meia definirá muita coisa do que será sucesso (ou não) da nossa temporada. Teremos a eliminatória com o Fenerbahçe e a ida ao Marítimo. Se ganharmos na Madeira, será muito difícil deixarmos escapar o campeonato, mas temos igualmente uma oportunidade excelente para voltar a uma final europeia. Haja coração para aguentar isto tudo!

P.S. – Quanto à arbitragem do Sr. Capela, apraz-me dizer o seguinte: pode-se acusá-lo de tudo, menos de não ter um critério idêntico. Tanto nos lances a meio-campo, como na grande-área, nunca apitou encostos / cargas de ombro para ambas as equipas. Deixou jogar um pouco à maneira inglesa e, sinceramente, eu prefiro árbitros destes àqueles que apitam por tudo e por nada. Das quatro grandes choradeiras lagartas de possíveis penalties, só no lance entre o Maxi Pereira e o Capel tenho dúvidas. Os outros três não são falta: o Garay faz um carrinho paralelo ao Volkswagen para tentar interceptar a bola e é o holandês que provoca o contacto antes de rematar, e nos dois do Viola na 2ª parte (quando já estava 2-0, pormenor nada despiciendo!), é o argentino dos lagartos que força a passagem. Lá está, lances que a meio-campo também não foram assinalados. Estão a 37 pontos de nós. Pronto, nós compreendemos a azia.

sexta-feira, abril 19, 2013

Chama Imensa 1904

Há quem marque golos no relvado e há quem os marque fora dele. Podemos conseguir algo histórico esta época. Não deixemos fugir a oportunidade. Nós acreditamos! Viva o BENFICA!



Publicado em simultâneo com a Tertúlia Benfiquista.

terça-feira, abril 16, 2013

Don’t like

Cumprimos a nossa obrigação de chegar à final da Taça de Portugal, mas fizemo-lo sem brilhantismo ao empatar (1-1) em casa com o Paços de Ferreira na 2ª mão da meia-final. Foi uma partida em que tivemos sempre tudo muito controlado e nunca forçámos demasiado, mas outro erro infantil fez-nos permitir o empate a 10’ do fim.

O Jesus não facilitou e entrámos com a melhor equipa. Dos habituais titulares, só o Lima ficou no banco. Mas, se era para jogar a esta velocidade, talvez pudesse ter sido feita um ou outra alteração, porém o André Gomes e o Urreta nem sequer estavam no banco. Na 1ª parte, criámos algumas boas ocasiões, tivemos uma bola ao poste do inevitável Cardozo e o Paços permitiu ao Artur uma grande defesa, quando teve pela frente um avançado deles isolado.

Na 2ª parte, desfizemos as poucas dúvidas quanto ao vencedor da eliminatória ao marcar aos 54’ numa grande jogada, com cruzamento rasteiro do Gaitán e remate do Cardozo. Pouco depois, o mesmo Gaitán poderia ter decidido o destino do encontro ao rematar à vontade à entrada da área, mas atirou muito por cima. Até que aos 80’, o Maxi Pereira resolveu imitar o Matic da 5ª feira passada e, com um atraso inexplicável, ofereceu ao Cícero a igualdade. E é por isso o título deste post: não gosto mesmo nada que o Benfica não ganhe jogos, nem que seja a feijões, e ainda por cima que não o faça por desconcentrações que permitem golos aos adversários. Fica mal no nosso currículo! Até final, o Lima, entretanto entrado, ainda teve um remate por cima, quando deveria ter feito melhor já que só tinha o guarda-redes pela frente.

A jogar devagarinho e parado, é natural que ninguém tenha sobressaído muito. O Cardozo terá sido o melhorzinho, com a bola ao poste e o golo (além disso, tentou outra vez um golo de meio-campo, aproveitando o adiantamento do guarda-redes; qualquer dia, acerta e temos o golo do milénio!). Para o Enzo Pérez, não há jogos a brincar e fartou-se de correr. Todos os outros tiveram muito medianos, excepção também ao Artur que impediu que nos víssemos a perder ainda na 1ª parte.

Oito anos depois, voltamos ao Jamor. Já estava com saudades de lá ir! Esta é a prova que eu acho que temos obrigação de ganhar. Com o devido respeito ao V. Guimarães (ou ao Belenenses), somos mais que favoritos para a final. Independentemente do que vier a suceder até final da época (e podemos chegar ao Jamor eufóricos ou muito tristes), temos que acrescentar mais uma Taça de Portugal ao nosso palmarés.

sexta-feira, abril 12, 2013

Duas em três anos

Empatámos em Newcastle (1-1) e, pela 13 ª vez no nosso historial (considerando a vez em que ficámos em 2º na fase de grupos da época de estreia da Champions em 91/92, cujo vencedor – Barcelona – teve acesso à final), chegamos às meias-finais de uma competição europeia. Foi uma partida bastante complicada, especialmente a partir do momento em que, denotando um espírito natalício muito fora de época, resolvemos oferecer um golo ao adversário aos 71’. Aguentámos a pressão dos ingleses e conseguimos fugir à derrota já nos descontos.

Entrámos bastante bem, personalizados e, aos 4’, poderíamos ter resolvido a eliminatória, quando o Tim Krul defendeu um calcanhar do Lima e um cruzamento-remate do Melgarejo… A 1ª parte foi toda nossa, tivemos boas oportunidades com destaque para uma do Gaitán que, sem o guarda-redes na baliza, viu um defesa cortar o seu remate. Poderíamos, e deveríamos, ter resolvido tudo antes do intervalo, até porque o Newcastle não mostrou nada na 1ª parte e só teve um golo anulado (e bem) por fora-de-jogo perto do intervalo.

Com as substituições e colocação de mais avançados, os ingleses foram bastante mais perigosos na 2ª parte, porque começaram a bombear bolas para a nossa área. O Lima teve um remate muito por cima, quando estava em boa posição, mas vimos outro golo bem (bem) anulado contra nós por fora-de-jogo descarado. A 20’ do fim, o cérebro do Matic parou e proporcionou a jogada do golo adversário marcado pelo inevitável Papiss Cissé. Foi um erro infantil do género “vou eu à bola ou vais tu, Garay?” e colocou-nos perante os 20’ mais complicados da época até agora. Não que o Newcastle tivesse tido grande ocasiões para marcar (excepção talvez a um remate do Ben Arfa muito por cima, quando estava já dentro da área), mas porque com a ajuda das bolas aéreas e de um público fantástico nos empurrou para o nosso meio-campo. O Jesus lançou logo a seguir o Cardozo e pouco depois o Rodrigo, e o objectivo era claro: tentar marcar um golo. Confesso que naquela altura pensei que a entrada do Maxi Pereira fizesse mais sentido, até porque o André Almeida já tinha visto um amarelo, mas estas duas substituições foram de mestre, porque não permitiram que a equipa fica barricada no seu meio-campo. Depois de um excelente passe do Cardozo para a entrada da área que o Salvio não dominou bem, quando poderia ter rematado à vontade, e de outro falhanço do Gaitán só com o guarda-redes pela frente, o Tacuara desmarcou genialmente o Rodrigo na esquerda, este centrou rasteiro, ligeiramente atrasado, e o Salvio surgiu que nem um relâmpago para fazer a igualdade aos 92’! Foi o delírio, porque não só selava o apuramento, como nos salvava de uma (sempre triste) derrota.

Em termos individuais, gostei muito dos laterais (A. Almeida e Melgarejo), que estiveram quase irrepreensíveis a defender, do Salvio, claro, pelo golo importantíssimo e do Enzo Pérez, a locomotiva do meio-campo (infelizmente, vai falhar a 1ª mão das meias-finais, por causa dos amarelos; aliás, este árbitro croata, Sr. Ivan Bebek, saiu-nos também uma boa peça…). A entrada do Cardozo foi fundamental na viragem do resultado e o Artur também esteve seguro q.b. Os centrais passaram um mau bocado por causa da qualidade do Cissé, mas na hora do aperto cortaram bolas importantes.

Não tenhamos dúvidas que, se a conquista do campeonato é essencial para ajudar a derrotar o cancro do futebol português (que só vencido será com dois ou três títulos seguidos da nossa parte), é a performance nas competições da Uefa que nos dá o estatuto que temos de ser um grande clube europeu. Por isso, esta segunda meia-final em três épocas, com dois quartos pelo meio, restitui-nos de algum modo esse prestígio que estava em baixo. Repito: temos 13 meias-finais, quando os restantes clubes portugueses têm em conjunto 12! Mas, claro, que quero mais e Amesterdão está já ali ao virar da esquina…! Há 23 anos que não provamos o sabor de chegar a uma final europeia...

P.S. – As hipóteses para o sorteio eram Chelsea, Fenerbahçe e Basileia. Calharam-nos os turcos, que é provavelmente o meio-termo entre o que eu queria (Basileia) e o mais teoricamente forte (Chelsea). De positivo, o facto de jogarmos a 2ª mão em casa, mas vão ser dois jogos muito intensos, ainda por cima com o jogo fundamental no Marítimo no meio deles. Também é bom para os anti-Benfica, porque vão poder torcer pelo porco do Meireles. Se conseguirmos não sofrer golos na Turquia, acho que temos tudo a nosso favor.