terça-feira, abril 30, 2013
D.e.c.i.s.i.v.o
Vencemos o Marítimo no Funchal por 2-1 e demos um passo muitíssimo
importante rumo ao título. Se ganharmos os dois jogos em casa frente ao Estoril
e ao Moreirense, seremos campeões nacionais. No entanto, há que manter a cabeça
fria neste momento, porque os excessos de euforia podem ser muito prejudiciais
e nunca é demais relembrar que ainda não ganhámos nada…
A partida na Madeira não nos poderia ter começado melhor: penalty
indiscutível sobre o Lima logo aos 4’, que o próprio brasileiro converteu
atirando rasteiro para o lado direito, contrário ao do guarda-redes. Pensei que
o mais difícil estava feito e que, a partir daqui, iríamos aproveitar o natural
balanceamento atacante do Marítimo para contra-atacar rápido e dar a machadada
no desfecho do jogo. Só que nada disto aconteceu! O golo pareceu que nos fez
mal, fomos recuando cada vez mais no terreno e deixámos o Marítimo criar
oportunidades. Atiraram uma bola ao poste num livre logo a seguir ao nosso
golo, fizeram uns quantos cruzamentos perigosos e aos 42’ empataram muito
justamente, num cruzamento da direita em que o Salvio não acompanhou o central
Igor Rossi, o que o permitiu cabecear à vontade para a baliza do Artur.
Não tinha percebido se a nossa paupérrima 1ª parte se tinha devido a
cansaço físico ou a estratégia de jogo. Viu-se pelo que fizemos no 2º tempo que
foi estratégia ainda que inconsciente dos próprios jogadores, como disse o
Jesus na flash interview. Não estamos
fadados para jogar “na expectativa” e quando finalmente assumimos o jogo na 2ª
parte, o Marítimo deixou de se ver em campo. Fomos para cima deles, o Rodrigo
teve um remate cruzado ao lado quando estava isolado e o Lima atirou duas(!)
bolas aos postes. Entretanto, tinha entrado o Cardozo para o lugar do
inoperante Ola John e voltámos a colocar-nos em vantagem aos 70’ num autogolo
do mesmo Igor Rossi, que interceptou para dentro da baliza um cruzamento do
Salvio. Até final, ainda deu para o Sr. Manuel Mota converter dois penalties
sobre o Cardozo num canto e num amarelo(!) ao nosso avançado por simulação, não
tendo o Marítimo conseguido criar nenhum lance de perigo.
Em termos individuais, e falando obviamente só da 2ª parte, destaco o Matic
e o Enzo Pérez, que foram fundamentais para a pressão mais à frente que foi
empurrando o Marítimo para o seu meio-campo. O Salvio também fez uma partida
muito esforçada e o Luisão e Garay estiveram igualmente bem. O André Almeida na
esquerda sentiu algumas naturais dificuldades, mas acabou por não comprometer. O Lima não tremeu no penalty e foi pena ter tido pontaria a mais, senão teria feito um hat-trick…
Como na 1ª parte quase não estivemos nos Barreiros, espero que os 45’ que
efectivamente jogámos não façam muita mossa para 5ª feira. Vamos ter o
Melgarejo e o Gaitán frescos, e o Cardozo só com 30’ nas pernas. Estamos há
tempo demais sem ir a uma final europeia e já não ganhamos nenhuma há uma
eternidade. O principal objectivo da época está próximo (atenção ao Estoril,
que está a fazer um óptimo campeonato e a jogar muito bem, na 2ª feira), e voltar
a uma final europeia seria a cereja no topo do bolo de uma época que pode ficar
na história. Não deixemos escapar essa oportunidade…!
sexta-feira, abril 26, 2013
Desvantagem
Perdemos (0-1) em Istambul e neste momento o Fenerbahçe está mais perto da
final de Amesterdão do que nós. Foi um jogo mal conseguido da nossa parte, em
que acabámos por ter muita sorte, já que os turcos atiraram três bolas aos
postes contra apenas uma nossa. E um hipotético 1-3 seria pior do que o 0-1.
Curiosamente, até entrámos bem na partida. Nos primeiros 10’ poderíamos ter
feito dois golos, caso o guarda-redes Volkan Demirel não tivesse feito bem a mancha ao Salvio e o Aimar soubesse rematar
à baliza. Já agora, a titularidade de El
Mago pode ser criticável, mas eu estive de acordo com ela, porque pensei
que fosse melhor ajuda para o André Gomes, já que a indisponibilidade do Enzo
Pérez iria ser muito sentida pela equipa. As coisas acabaram por não resultar
bem, mas não nos podemos esquecer do jogo no Marítimo na 2ª feira, razão pela
qual o Lima também ficou no banco. A partir dos 10’, o jogo foi completamente
dos turcos. O Sow cabeceou ao poste com o Artur batido aos 18’ e, perto do
intervalo, o Ola John fez penalty, viu um amarelo e vai ficar de fora da 2ª
mão. O poste voltou a ser providencial ao defender
o penalty do Cristian Baroni.
O Gaitán entrou logo de início na 2ª parte para o lugar do Aimar e pensei
que finalmente iríamos conseguir ligar melhor o jogo, e chegar mais vezes perto
da baliza. Puro engano. Foi o Fenerbahçe que continuou a criar mais perigo, o
Kuyt voltou a acertar no poste aos 51’, mas o Gaitán respondeu na mesma moeda
logo a seguir. Até que aos 71’, o árbitro equivocou-se e assinalou mal um
canto. O Melgarejo ficou a falar com o Artur, desconcentrou-se, o Garay não
conseguiu chegar à bola, o que a fez tocar na cabeça do Melgarejo e assistir o Korkmaz, que cabeceou para o
poste, mas a bola ressaltou já para dentro da baliza. Foi uma maneira um pouco
inglória de sofrer um golo, mas não se pode dizer que o resultado estivesse a
ser injusto. Até final, uma boa iniciativa do André Gomes foi interceptada no
último momento e um passe o Cardozo a isolar o recém entrado Rodrigo não chegou
ao destino por um triz.
Em termos individuais, gostei bastante do Matic, que ainda por cima teve
que superar a falta do Enzo Pérez, e do Jardel, que substituiu muito bem o
Luisão na defesa. O Artur também esteve bem quando foi chamado a intervir e o
Maxi Pereira fez uma exibição bastante regular. O Salvio começou muitíssimo
bem, mas depois foi perdendo gás. Quanto ao Ola John, não só não fez um jogo
conseguido, como pode agradecer à
idiotice de ter tirado a camisola no golo que marcou ao Leverkusen o facto de
ir falhar a 2ª mão de uma meia-final europeia… Cartões perfeitamente escusados
dá nisto! O Rodrigo entrou pessimamente e não fez uma única coisa de jeito nos
25’ que esteve em campo. Aliás, por duas ou três vezes, perdemos boas jogada
atacantes, porque ou centrava mal ou passava com força demais…
Não vai ser fácil darmos a volta a isto, até porque a equipa começa a
exibir sinais de cansaço. Acho que o sucesso da eliminatória dependerá muito do
que acontecer no Marítimo na 2ª feira. Esse é que é mesmo o jogo que temos de
ganhar, porque, se assim acontecer, só muito dificilmente não seremos campeões.
E está toda a gente ciente disso, incluindo os adversários. Se ganharmos,
iremos com uma boa moral para a recepção aos turcos, que não vão jogar com três
habituais titulares (os dois do meio-campo e o ponta-de-lança), o que poderá
ser muito benéfico para nós. Na nossa melhor forma, somos superiores a eles,
resta saber se a conseguiremos atingir…
segunda-feira, abril 22, 2013
Muito complicado
Vencemos a lagartada por 2-0 e estamos a três vitórias de nos sagrarmos
campeões nacionais. Foi um jogo muito mais difícil do que eu estava à espera,
com poucas oportunidades, mas em que soubemos ser mais eficazes. No final, como
é da praxe, a lagartada veio queixar-se da arbitragem.
Não entrámos nada bem na partida. Aliás, à semelhança do que já tinha
acontecido no WC. A lagartada controlou os primeiros minutos, mas sem grandes
oportunidades. Aos 36’, um bom desenvolvimento atacante permitiu-nos chegar à
vantagem, com uma abertura do Cardozo para o Gaitán na esquerda, um centro
rasteiro deste, falhanço do Lima, mas o Salvio a marcar em jeito de pé
esquerdo. Até final da 1ª parte, a lagartada tremeu, mas infelizmente não conseguimos
aumentar a vantagem.
Estava à espera que no 2º tempo eles se fossem abaixo das canetas à semelhança do que aconteceu na
1ª volta. Mas isso não aconteceu, o que só prova que de facto o Jesualdo é um
bom treinador. Sempre sem criar grandes situações, a lagartada lá ia tendo mais
posse de bola e nós não nos mostrávamos tão incisivos nas saídas para o ataque
como é habitual. Creio que se notou algum cansaço nos nossos jogadores. Aos
69’, o Jesus trocou o Cardozo pelo Ola John. Confesso que estranhei a
substituição, não só porque o Lima estava a ser pior que o Tacuara, mas principalmente porque este era mais útil em lances
defensivos de bola parada e possíveis livres a nosso favor. Mas aos 75’ percebi
que quem estava errado era eu: o Gaitán tenta pela enésima vez passar por entre
os jogadores da lagartada, desta vez consegue, tabela de primeira com o Salvio,
centra com o pé direito e ainda de primeira o Lima marca um golo sem deixar a
bola cair no chão. Estava feito o golo do campeonato! Defendo que, a partir disto,
o título deveria ficar entregue: seria muito injusto que uma equipa que marca
um golo numa jogada destas não fosse campeã! ;-) Até final, conseguimos não
deixar que a lagartada criasse grande perigo e soubemos controlar o jogo.
Em termos individuais, destaque óbvio para o Gaitán que faz as duas
assistências para os golos, para o Salvio e para o Lima por esses mesmos golos,
e para o enorme Matic, o jogador mais fundamental do Benfica de hoje. Não
gostei muito do Garay, que me parece estar a passar a fase menos boa da época,
e o Enzo também passou um pouco ao lado do jogo.
Não percebo porque é que este encontro não foi ontem para nos dar mais
tempo de descanso para a Turquia, mas enfim… A próxima semana e meia definirá
muita coisa do que será sucesso (ou não) da nossa temporada. Teremos a
eliminatória com o Fenerbahçe e a ida ao Marítimo. Se ganharmos na Madeira,
será muito difícil deixarmos escapar o campeonato, mas temos igualmente uma
oportunidade excelente para voltar a uma final europeia. Haja coração para
aguentar isto tudo!
P.S. – Quanto à arbitragem do Sr. Capela, apraz-me dizer o seguinte:
pode-se acusá-lo de tudo, menos de não ter um critério idêntico. Tanto nos
lances a meio-campo, como na grande-área, nunca apitou encostos / cargas de
ombro para ambas as equipas. Deixou jogar um pouco à maneira inglesa e, sinceramente, eu prefiro
árbitros destes àqueles que apitam por tudo e por nada. Das quatro grandes
choradeiras lagartas de possíveis
penalties, só no lance entre o Maxi Pereira e o Capel tenho dúvidas. Os outros
três não são falta: o Garay faz um carrinho paralelo ao Volkswagen para tentar
interceptar a bola e é o holandês que provoca o contacto antes de rematar, e
nos dois do Viola na 2ª parte (quando já estava 2-0, pormenor nada despiciendo!),
é o argentino dos lagartos que força
a passagem. Lá está, lances que a meio-campo também não foram assinalados. Estão
a 37 pontos de nós. Pronto, nós compreendemos a azia.
sexta-feira, abril 19, 2013
Chama Imensa 1904
Há quem marque golos no relvado e há quem os marque fora dele. Podemos
conseguir algo histórico esta época. Não deixemos fugir a oportunidade.
Nós acreditamos! Viva o BENFICA!
Publicado em simultâneo com a Tertúlia Benfiquista.
Publicado em simultâneo com a Tertúlia Benfiquista.
terça-feira, abril 16, 2013
Don’t like
Cumprimos a nossa obrigação de chegar à final da Taça de Portugal, mas
fizemo-lo sem brilhantismo ao empatar (1-1) em casa com o Paços de Ferreira na
2ª mão da meia-final. Foi uma partida em que tivemos sempre tudo muito
controlado e nunca forçámos demasiado, mas outro erro infantil fez-nos permitir
o empate a 10’ do fim.
O Jesus não facilitou e entrámos com a melhor equipa. Dos habituais
titulares, só o Lima ficou no banco. Mas, se era para jogar a esta velocidade,
talvez pudesse ter sido feita um ou outra alteração, porém o André Gomes e o
Urreta nem sequer estavam no banco. Na 1ª parte, criámos algumas boas ocasiões,
tivemos uma bola ao poste do inevitável Cardozo e o Paços permitiu ao Artur uma
grande defesa, quando teve pela frente um avançado deles isolado.
Na 2ª parte, desfizemos as poucas dúvidas quanto ao vencedor da
eliminatória ao marcar aos 54’ numa grande jogada, com cruzamento rasteiro do
Gaitán e remate do Cardozo. Pouco depois, o mesmo Gaitán poderia ter decidido o
destino do encontro ao rematar à vontade à entrada da área, mas atirou muito
por cima. Até que aos 80’, o Maxi Pereira resolveu imitar o Matic da 5ª feira
passada e, com um atraso inexplicável, ofereceu
ao Cícero a igualdade. E é por isso o título deste post: não gosto mesmo nada
que o Benfica não ganhe jogos, nem que seja a feijões, e ainda por cima que não o faça por desconcentrações que
permitem golos aos adversários. Fica mal no nosso currículo! Até final, o Lima,
entretanto entrado, ainda teve um remate por cima, quando deveria ter feito
melhor já que só tinha o guarda-redes pela frente.
A jogar devagarinho e parado, é natural que ninguém tenha sobressaído
muito. O Cardozo terá sido o melhorzinho, com a bola ao poste e o golo (além
disso, tentou outra vez um golo de meio-campo, aproveitando o adiantamento do
guarda-redes; qualquer dia, acerta e temos o golo do milénio!). Para o Enzo
Pérez, não há jogos a brincar e fartou-se de correr. Todos os outros tiveram
muito medianos, excepção também ao Artur que impediu que nos víssemos a perder ainda
na 1ª parte.
Oito anos depois, voltamos ao Jamor. Já estava com saudades de lá ir! Esta
é a prova que eu acho que temos obrigação de ganhar. Com o devido respeito ao
V. Guimarães (ou ao Belenenses), somos mais que favoritos para a final. Independentemente
do que vier a suceder até final da época (e podemos chegar ao Jamor eufóricos
ou muito tristes), temos que acrescentar mais uma Taça de Portugal ao nosso
palmarés.
sexta-feira, abril 12, 2013
Duas em três anos
Empatámos em Newcastle (1-1) e, pela 13 ª vez no nosso historial
(considerando a vez em que ficámos em 2º na fase de grupos da época de estreia
da Champions em 91/92, cujo vencedor
– Barcelona – teve acesso à final), chegamos às meias-finais de uma competição
europeia. Foi uma partida bastante complicada, especialmente a partir do
momento em que, denotando um espírito natalício muito fora de época, resolvemos
oferecer um golo ao adversário aos
71’. Aguentámos a pressão dos ingleses e conseguimos fugir à derrota já nos
descontos.
Entrámos bastante bem, personalizados e, aos 4’, poderíamos ter resolvido a
eliminatória, quando o Tim Krul defendeu um calcanhar do Lima e um
cruzamento-remate do Melgarejo… A 1ª parte foi toda nossa, tivemos boas
oportunidades com destaque para uma do Gaitán que, sem o guarda-redes na
baliza, viu um defesa cortar o seu remate. Poderíamos, e deveríamos, ter
resolvido tudo antes do intervalo, até porque o Newcastle não mostrou nada na
1ª parte e só teve um golo anulado (e bem) por fora-de-jogo perto do intervalo.
Com as substituições e colocação de mais avançados, os ingleses foram
bastante mais perigosos na 2ª parte, porque começaram a bombear bolas para a
nossa área. O Lima teve um remate muito por cima, quando estava em boa posição,
mas vimos outro golo bem (bem) anulado contra nós por fora-de-jogo descarado. A
20’ do fim, o cérebro do Matic parou e proporcionou a jogada do golo
adversário marcado pelo inevitável Papiss Cissé. Foi um erro infantil do género “vou eu à bola ou vais tu, Garay?” e
colocou-nos perante os 20’ mais complicados da época até agora. Não que o
Newcastle tivesse tido grande ocasiões para marcar (excepção talvez a um remate
do Ben Arfa muito por cima, quando estava já dentro da área), mas porque com a
ajuda das bolas aéreas e de um público fantástico nos empurrou para o nosso
meio-campo. O Jesus lançou logo a seguir o Cardozo e pouco depois o Rodrigo, e
o objectivo era claro: tentar marcar um golo. Confesso que naquela altura
pensei que a entrada do Maxi Pereira fizesse mais sentido, até porque o André
Almeida já tinha visto um amarelo, mas estas duas substituições foram de
mestre, porque não permitiram que a equipa fica barricada no seu meio-campo.
Depois de um excelente passe do Cardozo para a entrada da área que o Salvio não
dominou bem, quando poderia ter rematado à vontade, e de outro falhanço do
Gaitán só com o guarda-redes pela frente, o Tacuara
desmarcou genialmente o Rodrigo na esquerda, este centrou rasteiro, ligeiramente
atrasado, e o Salvio surgiu que nem um relâmpago para fazer a igualdade aos
92’! Foi o delírio, porque não só selava o apuramento, como nos salvava de uma (sempre
triste) derrota.
Em termos individuais, gostei muito dos laterais (A. Almeida e Melgarejo),
que estiveram quase irrepreensíveis a defender, do Salvio, claro, pelo golo
importantíssimo e do Enzo Pérez, a locomotiva do meio-campo (infelizmente, vai
falhar a 1ª mão das meias-finais, por causa dos amarelos; aliás, este árbitro
croata, Sr. Ivan Bebek, saiu-nos também uma boa peça…). A entrada do Cardozo foi fundamental na viragem do
resultado e o Artur também esteve seguro q.b. Os centrais passaram um mau
bocado por causa da qualidade do Cissé, mas na hora do aperto cortaram
bolas importantes.
Não tenhamos dúvidas que, se a conquista do campeonato é essencial para
ajudar a derrotar o cancro do futebol
português (que só vencido será com dois ou três títulos seguidos da nossa
parte), é a performance nas
competições da Uefa que nos dá o estatuto que temos de ser um grande clube
europeu. Por isso, esta segunda meia-final em três épocas, com dois quartos
pelo meio, restitui-nos de algum modo esse prestígio que estava em baixo.
Repito: temos 13 meias-finais, quando os restantes clubes portugueses têm em
conjunto 12! Mas, claro, que quero mais e Amesterdão está já ali ao virar da
esquina…! Há 23 anos que não provamos o sabor de chegar a uma final europeia...
P.S. – As hipóteses para o sorteio eram Chelsea, Fenerbahçe e Basileia.
Calharam-nos os turcos, que é provavelmente o meio-termo entre o que eu queria
(Basileia) e o mais teoricamente forte (Chelsea). De positivo, o facto de
jogarmos a 2ª mão em casa, mas vão ser dois jogos muito intensos, ainda por
cima com o jogo fundamental no Marítimo no meio deles. Também é bom para os anti-Benfica,
porque vão poder torcer pelo porco do Meireles. Se conseguirmos não sofrer
golos na Turquia, acho que temos tudo a nosso favor.
segunda-feira, abril 08, 2013
Outro borrego à vida
Vencemos em Olhão por 2-0 e, na pior das hipóteses, vamos manter os quatro
pontos de vantagem para o CRAC, que joga nesta 2ª feira com o Braga. Foi uma partida em
que só nós é que jogámos à bola, mas em que marcámos apenas na 2ª parte. De qualquer
maneira, ao fim de quatro anos, conseguimos finalmente ganhar em Olhão para o
campeonato.
Nos primeiros 45 minutos, fartámo-nos de falhar golos, com o Lima em
destaque pela negativa (só à sua conta, foram pelo menos três). O Olhanense mal
passava do meio-campo e, sinceramente, estava a ver o caso mal parado, porque
muita vezes somos penalizados por estes hinos ao desperdício. Felizmente, na 2ª
parte marcámos logo aos 52’ num remate fora da área, rasteiro e muito colocado
do Salvio. Não se estava a ver como é que o Olhanense nos poderia marcar um
golo, mas com o Sr. Hugo Miguel em campo (lembram-se?) estava longe de estar
calmo. O Matic tirou as dúvidas todas aos 64’ com outro remate rasteiro fora da
área. Até final, não forçámos muito, porque há uma deslocação a Newcastle na
próxima Quinta-Feira.
Em termos individuais, o Salvio merece destaque por ter aberto o caminho da
vitória. O André Almeida esteve muito bem a lateral-esquerdo e o Matic continua
a não saber jogar mal. Toda a equipa esteve a um nível muito razoável (excepção
talvez para o Rodrigo) e não descansámos enquanto não marcámos. Assim sendo, é
difícil para os adversários, porque há mais de um ano que marcamos golos em
todos os jogos para o campeonato.
O CRAC vai jogar muito reforçado com o Sr. Pedro Proença, pelo que
não espero milagres. Concentremo-nos,
isso sim, em chegar às meias-finais da Liga Europa.
sexta-feira, abril 05, 2013
Intenso
Num grande jogo de futebol, colocámo-nos em vantagem na 1ª mão dos
quartos-de-final da Liga Europa ao ganhar 3-1 ao Newcastle. Foi uma vitória com
mérito, com a mais-valia de termos dado a volta ao jogo e também, há que
dizê-lo, com uma dose generosa de sorte, porque vimos duas bolas a baterem no
nosso poste.
À semelhança dos jogos caseiros frente ao Leverkusen e Bordéus, entrámos às aranhas e durante os primeiros 23’ o
jogo foi do adversário, que teve mais eficácia que os alemães e os franceses e
chegou ao golo logo aos 11’ pelo Papiss Cissé. Foi com a primeira bola ao
poste, ainda desviada pelo Artur, ao tal minuto 23, que o jogo virou. Marcámos
logo a seguir (25’) numa recarga do Rodrigo a um tiraço do Cardozo. Até ao
intervalo, o guarda-redes holandês Tim Krul impediu-nos de passarmos para a
frente com duas ou três óptimas defesas.
A 2ª parte começou praticamente com a segunda bola ao poste, num lance em
que o Luisão não conseguiu colocar o Cissé fora-de-jogo e este ficou isolado
perante o Artur. O Cardozo teve um falhanço incrível aos 57’ e pouco depois
(62’) o Jesus mandou entrar o Lima e o Enzo Pérez para os lugares do Rodrigo e
do André Gomes. Logo a seguir, aos 65’, o Lima aproveitou magistralmente um mau
atraso do Santon e, depois de ultrapassar o guarda-redes, fez o 2-1 de ângulo
já muito apertado. Foi a loucura no estádio! Continuámos a carregar e, três
minutos depois, o árbitro assinalou um penalty descarado por braço na bola
dentro da área na sequência de um canto. O Cardozo marcou em força para o
centro da baliza à primeira, mas o Sr. Antony Gautier mandou repetir porque
estavam muito jogadores na área! Mais tensão, mas o paraguaio não tremeu e
colocou em jeito para o lado esquerdo a meia altura. Até final, o Jesus, e bem,
fez entrar o Maxi para dar mais consistência defensiva e ainda podíamos ter
feito mais um num remate do Gaitán, que saiu frouxo.
A equipa esteve muito homogénea e, mais uma vez, excelente a responder a
uma situação de desvantagem. Gostei do Gaitán e do Rodrigo (até que enfim,
este!). Moelhorámos com as entradas dos habituais titulares, no entanto não
acho que o André Gomes tenha estado mal. Mas claro que não é o Enzo Pérez… O
Ola John, a jogar na direita, não é tão desequilibrante como na esquerda e o
Cardozo, apesar do falhanço incrível, com o golo de penalty atingiu os 18 na
Liga Europa e é o melhor marcador da prova ao serviço de um só clube. Para além
de ter agora 30 golos na Europa e ser o segundo melhor do Benfica só atrás do…
Eusébio. Coisa pouca de quem é “lento” e não “corre”…
Vamos ao St. James Park com uma vantagem importante para gerir e estou
convencido que, se marcarmos primeiro, a eliminatória fica decidida. Saibamos
nós manter a concentração depois no resto da partida. Já agora, queria só pedir
à Uefa para ver se para a próxima não nos manda um familiar do Sr. Pedro
Proença para arbitrar os nossos jogos. Que miserável! Qual é a percentagem de
penalties em que a área não é invadida antes?! Se os jogadores que o fazem não
tiverem intervenção no seguimento do lance, o que só acontece naturalmente
quando o penalty é falhado, qual é o problema?! Desconcentra o guarda-redes,
é?! Aquela repetição diz tudo acerca do que este senhor veio cá fazer! Nem é
preciso falar do agarrão de camisola do Cardozo na primeira parte, da
conivência com o guarda-redes a perder tempo até aos 65’ ou da não-amostragem
de cartões aos dois jogadores do Newcastle que já estavam tapados, quando os nossos, em lances semelhantes, foram amarelados…
P.S. – Como alguém escreveu por aí: o inenarrável do Relvas FINALMENTE
demite-se e o Benfica ganha. Há dias felizes!
P.P.S. - Segundo ouvi na rádio, durante o tempo de espera no estádio dos adeptos do Newcastle depois do final do jogo, o Benfica passou nos ecrãs electrónicos imagens de uma vitória deles 4-0 frente ao Sunderland (grande rival) e também do Bobby Robson. Grande atitude! É também disto que se faz a nossa Grandeza!
P.P.S. - Segundo ouvi na rádio, durante o tempo de espera no estádio dos adeptos do Newcastle depois do final do jogo, o Benfica passou nos ecrãs electrónicos imagens de uma vitória deles 4-0 frente ao Sunderland (grande rival) e também do Bobby Robson. Grande atitude! É também disto que se faz a nossa Grandeza!
domingo, março 31, 2013
O ideal
Goleámos o Rio Ave por 6-1 e mantivemo-nos isolados na frente do campeonato
com os mesmos quatro pontos de vantagem sobre os assumidamente corruptos. Foi
um bom jogo, com boa réplica do adversário (pese embora a goleada final) e só
foi pena ter tido uma arbitragem hedionda.
Por motivos profissionais, esta é uma piores semanas da minha vida, razão
pela qual tinha pedido ao Benfica
para ganhar fácil e rápido, porque não precisava de aumentar mais ainda os
níveis de stress. E é também por isso, que este será um dos posts mais pequenos que este blog já
viu. O Glorioso fez-me a vontade, com 3-0 ao intervalo: Melgarejo (12’), Matic
(16’) e Lima (42’) selaram o destino dos três pontos. Pelo meio, com 1-0, ainda
vimos uma bola bater no nosso poste num livre. Na 2ª parte, marcámos mais três,
com o Lima a completar o hat-trick (50’
e 76’) e um do Enzo Pérez (82’), mas sofremos um golo (51’), o que já não
acontecia para o campeonato desde que defrontámos o Proença, perdão, o Nacional
na Madeira a 10 de Fevereiro.
Destaque individual óbvio para o Lima, pelos três golos, e para o Enzo
Pérez, que encheu o campo todo. Espero que a patada que o Salvio levou, e que o fez ter de sair ao intervalo, não
tenha consequências no futuro (num lance que nem falta foi!).
Na 5ª feira, defrontamos o Newcastle naquilo que se espera ser o primeiro
dos cinco jogos que ainda queremos fazer na Liga Europa.
P.S. - Façam um favor ao futebol e irradiem o Sr. Rui Gomes Costa (por amor
de Eusébio, não poluam o nome ao
chamarem-no só pelo primeiro e último!). Nove(!) amarelos (cinco para nós) e três
vermelhos por acumulação num jogo destes (o Melgarejo não vai a Olhão) é um
crime lesa-pátria! É razão suficiente para irradiação ter transformado um jogo
normal numa suposta batalha campal, mas mais ainda o é por ter feito isto com
objectivos muito específicos: encheu-nos de amarelos porque isso poderá dar
dividendos a alguém no futuro e tirou dois jogadores do Rio Ave da meia-final
da Taça da Liga a meio da próxima semana. Com quem mesmo é que eles vão jogar…?
terça-feira, março 26, 2013
Azerbaijão – 0 – Portugal – 2
Este triunfo importantíssimo em Baku mantém-nos na rota do Mundial
2014.Mesmo sem o C. Ronaldo, conseguimos fazer uma melhor exibição do que em
Israel, tendo a equipa estado muito mais concentrada. A vitória é mais do que
justa e só peca pelos números escassos.
Perante uma selecção hiper-defensiva, tentámos sempre jogar em velocidade
para conseguir os desequilíbrios necessários. A novidade Vieirinha foi
importante nesse aspecto e mesmo o Danny, sem ter feito um jogo brilhante, não
esteve tão mal quanto o Varela na passada 6ª feira. Na 1ª parte, conseguimos
ter duas hipóteses flagrantes pelo habitual Postiga e o Bruno Alves atirou um
livre ao poste. As coisas tornaram-se mais fáceis na 2ª com o duplo amarelo ao
avançado-centro deles (55’) e abrimos o marcador aos 63’ num canto do Moutinho
para óptima cabeçada do Bruno Alves. O mais difícil estava feito e, ao
contrário do que se passou em Israel, não nos desconcentrámos com a vantagem.
Ao invés, continuámos a procurar o segundo que chegou aos 79’ numa boa
iniciativa do Coentrão, que centrou para a cabeça do Hugo Almeida. Até final,
ainda deu para falhar mais dois ou três golos de baliza aberta, com o João
Pereira em destaque pela negativa com um desperdício incrível.
Acho que a equipa esteve globalmente bem e, como já disse, gostei do
Vieirinha. O Moutinho esteve mais dinâmico no meio-campo e isso fez a equipa
melhorar. De negativo, apenas o facto de o Pepe ter visto um amarelo idiota que
o vai tirar da recepção à Rússia em Junho. Faltam-nos quatro jogos, três dos
quais em casa. Se os ganharmos todos (como é nossa obrigação), é quase
impossível sermos o pior segundo e, portanto, iremos ao play-off. Mas ninguém ganha jogos a priori e é bom que estejamos cientes que a margem de erro já se
acabou.
P.S. – Querem razões para eu gostar do Paulo Bento? Aqui está uma delas.
sábado, março 23, 2013
Israel – 3 – Portugal – 3
Quem só vir o resultado vai pensar que foi péssimo, mas dado que aos 70’
estávamos a perder 3-1 e só marcámos o golo do empate aos 93’ acabou por não
ser assim tão mau. Claro que o 1º lugar do grupo se tornou impossível (se a Rússia
ganhar na Irlanda do Norte fica a sete pontos) e convém não nos esquecermos que
o pior dos segundos classificados não vai aos play-off. Que nesta altura é… Israel!
Não poderíamos ter entrado melhor com o golo do Bruno Alves logo aos 2’.
Mas depois inexplicavelmente dormimos na forma e deixámos Israel dar a volta
antes do intervalo (24’ e 40’). A pressão que fazíamos era ridícula e os
adversários tiveram todo o espaço e tempo do mundo para acertar na nossa
baliza. O Postiga esteve por três vezes sozinho só com o guarda-redes pela
frente, mas o melhor que conseguiu foi atirar ao poste numa delas. Depois de os
centrais terem dado espaço no 1º golo, de o Varela não ter conseguido cortar
uma bola a meio-campo e só meia defesa se ter lembrado do fora-de-jogo no 2º,
no 3º foi a vez do Rui Patrício ficar a meio da viagem num canto (70’). Tudo
parecia perdido, mas o C. Ronaldo lá fez uma das suas arrancadas e o Postiga
conseguiu não falhar desta vez (72’). No pressing
final, chegámos ao empate depois de um cabeceamento do Hugo Almeida ao poste e
alívio de um defesa contra as pernas do F. Coentrão. Foi um milagre mesmo à beira do fim!
A exibição foi má, com graves desconcentrações e, para piorar as coisas, o
C. Ronaldo viu um amarelo e não vai jogar no Azerbaijão na próxima 3ª feira.
Como o Nani também está lesionado, vamos ter que levar com o Varela a titular
outra vez. Portanto, teme-se o pior. Espera-se que ao menos a defesa não esteja
a dormir durante boa parte do tempo e que o meio-campo seja mais rápido. No entanto,
estamos a apresentar um futebol muito fraco (entre oficiais e particulares é o
quinto jogo seguido sem ganhar…) para quem quer estar num Mundial de futebol.
P.S. – O Cardozo saiu a coxear no Uruguai – Paraguai… Já disse que ODEIO
estes jogos de selecção a meio da época?!
segunda-feira, março 18, 2013
Quatro pontos
Goleámos em Guimarães (4-0) e, com o empate do CRAC no Marítimo, aumentámos
a nossa vantagem sobre eles para quatro pontos quando faltam sete jornadas para
o final do campeonato. Sempre considerei fundamental chegar ao jogo na pocilga
na penúltima jornada com pelo menos esta vantagem, para não estarmos sujeitos
ao grande reforço do CRAC nos jogos contra nós, o Sr. Pedro Proença. Agora, com
quatro jogos em casa e três fora, é só mantê-la até essa altura.
O V. Guimarães tem uma equipa jovem, mas muito boa e entrou muito forte na
partida. Mesmo assim poderíamos ter marcado logo aos 2’ quando o Cardozo isolou
o Lima, mas o guarda-redes defendeu com a cabeça(!) fora da área. Durante os
primeiros 20’/25’ pairou um pouco no ar o desgaste do jogo europeu, mas o que
revelámos foi inteligência táctica de deixar o “primeiro milho para os
pardais”. O que é facto é que o V. Guimarães praticamente não criou perigo para
a nossa baliza e os poucos remates foram sempre bem defendidos pelo Artur. Nós
criámos lances de golo com cabeçadas do Jardel e Cardozo, mas só chegámos à
vantagem aos 38’ num penalty do Cardozo (desta vez em força, como nos bons
velhos tempos) a punir empurrão claro sobre o Lima, depois de o Gaitán o ter
isolado ao marcar um livre muito rapidamente.
Na 2ª parte, o jogo alterou-se e o V. Guimarães desapareceu de cena, porque
nós entrámos fortíssimos. Estávamos a dominar completamente a partida, quando
aos 60’ o defesa-direito deles, Kanu, teve uma entrada a varrer sobre o
Melgarejo e viu bem o segundo amarelo mostrado pelo Sr. Paulo Baptista. O facto
de ter tocado (sem querer) na bola é irrelevante, porque não pode entrar
daquela maneira. Um minuto depois, fizemos o 0-2 pelo Garay, num excelente chapéu depois de um cruzamento do
Gaitán. A partir daqui, o adversário foi-se abaixo psicologicamente e a dúvida
era se nós conseguíamos marcar mais golos. No entanto, como eu sou pessimista,
até ao 0-3 não descanso, porque um golo contrário (e poderia ter acontecido num
único lance salvo pelo Artur) relançaria a partida, mesmo jogando contra dez.
Nós baixámos o ritmo, mas circulámos a bola e nunca deixámos de procurar a
baliza contrária. O chamado golo da tranquilidade surgiu aos 82’ pelo Salvio
depois de uma óptima desmarcação e ainda tivemos tempo para fazer o 0-4 pelo
Rodrigo já no tempo de compensação.
Em termos individuais, gostei bastante do Gaitán, que soube explorar muito
bem o facto de o V. Guimarães defender em linha para fazer uma série de passes
a rasgar a defesa. Óptimo jogo igualmente do regressado Garay, valorizado por
um golo, mas o mais importante é que a equipa esteve toda a um nível muito alto
e muito concentrada em conseguir estes três pontos que eram fulcrais. Mesmo
assim, tivéssemos nós tido um pouco mais de critério no último passe e teríamos
saído da cidade-berço com um resultado histórico.
O campeonato vai agora parar duas semanas por causa dos jogos das
selecções. É pena esta pausa, porque estamos muito confiantes e a jogar muito
bem, mas só espero que nenhum dos nossos se lesione.
P.S. – Inacreditável o que as claques do V. Guimarães fizeram ao atirar
pelo menos dois petardos contra o nosso guarda-redes! Quero ver qual é a sanção
que estes tipos vão ter…
sexta-feira, março 15, 2013
Sorteio da Liga Europa
BENFICA - Newcastle
Fenerbahçe - Lazio
Chelsea - Rubin Kazan
Tottenham - Basileia
Não foi o Basileia, mas não acho que tenhamos ficado mal servidos. Livrámo-nos dos tubarões e de viagens longínquas à Turquia e, principalmente, Rússia. Julgo que estes ingleses estão ao nosso alcance, mas não esqueçamos que teremos uma viagem a Olhão no meio da eliminatória. Faz-me lembrar o Chelsea na época passada… Seria preferível ter um jogo em casa, mas não se pode ter tudo. Não sofrer golos em casa na 1ª mão é fundamental. Tenhamos em atenção que, se nós temos quatro jogos e quatro vitórias até agora na Liga Europa, o Newcastle tem quatro jogos e zero golos sofridos. Cá está mais um borrego para nós matarmos…!
P.S. - Se prevalecer a lógica dos favoritos, haverá confrontos muito interessantes nas meias-finais.
Fenerbahçe - Lazio
Chelsea - Rubin Kazan
Tottenham - Basileia
Não foi o Basileia, mas não acho que tenhamos ficado mal servidos. Livrámo-nos dos tubarões e de viagens longínquas à Turquia e, principalmente, Rússia. Julgo que estes ingleses estão ao nosso alcance, mas não esqueçamos que teremos uma viagem a Olhão no meio da eliminatória. Faz-me lembrar o Chelsea na época passada… Seria preferível ter um jogo em casa, mas não se pode ter tudo. Não sofrer golos em casa na 1ª mão é fundamental. Tenhamos em atenção que, se nós temos quatro jogos e quatro vitórias até agora na Liga Europa, o Newcastle tem quatro jogos e zero golos sofridos. Cá está mais um borrego para nós matarmos…!
P.S. - Se prevalecer a lógica dos favoritos, haverá confrontos muito interessantes nas meias-finais.
Oscar Tacuara Cardozo
Vencemos em Bordéus por 3-2 e estamos pelo quarto ano consecutivo nos
quartos-de-final de uma competição europeia. Já li por aí que é a primeira vez
que tal feito é atingido por uma equipa portuguesa, o que a ser verdade
constitui mais uma brilhante página no nosso palmarés. A nossa superioridade já
tinha ficado evidente no encontro da 1ª mão e confirmou-se plenamente neste 2º
jogo, até porque o Jesus, sem os dois centrais titulares, resolveu (e bem) não
fazer mais poupanças e, tirando os pontas-de-lança, jogou com a artilharia pesada.
Com Luisão e Garay lesionados, jogámos com Jardel e Roderick (pronto, o
Jesus deve ter alguma coisa contra o Miguel Vítor, o que é que se há-de
fazer…?) e por isso mesmo estava um pouco apreensivo (“um pouco”, não,
bastante!). Como já tinha escrito aquando da partida na Luz, seria muito mau
para a nossa história se fôssemos eliminados por uma equipa que nos é
claramente inferior, mas a verdade é que o Bordéus mostrou ontem bem mais do
que tinha feito em Lisboa. No entanto, aos 30’ demos uma grande machadada nas
aspirações dos franceses, ao fazer o 0-1 num canto do Ola John e saída em falso
do Carrasso, que permitiu ao Jardel cabecear para a baliza deserta. Até ao
intervalo, o Artur lá fez uma ou outra defesa que nos permitiu sair para o
descanso com a importante vantagem.
Na 2ª parte, o Bordéus entrou muito forte e nós praticamente não passámos
do meio-campo nos primeiros 10’. Depois soubemos acalmar o jogo e nunca deixar
de tentar criar perigo. Aos 66’, o Jesus decidiu tirar o inoperante Rodrigo e
colocar o Cardozo. “Para ajudar a defender nas bolas paradas”, pensei eu na
minha ingenuidade futebolística, até porque o Roderick a saltar à bola…
valha-me Eusébio! O Artur continuava a conservar a nossa baliza intacta, mas
não pôde fazer nada aos 74’ quando numa bola bombeada para a frente, o Jardel
se preocupou mais com o avançado do que com o esférico, o que fez com que este
batesse nas suas costas assistindo o Diabaté para o empate. Estávamos com
dois golos de vantagem, mas, pessimista como sou, não estava muito confortável
para os quinze minutos finais, porque se sofrêssemos mais um ficaríamos com a corda na garganta. Só que, grande falha
minha(!), não me lembrei que o Tacuara
estava em campo! Logo no minuto seguinte, uma boa combinação atacante e uma
óptima assistência do Gaitán colocaram o paraguaio em boa posição, este sentou
o defesa e o guarda-redes ao puxar a bola para o pé esquerdo, e atirou rasteiro
para o lado direito da baliza. Um golão!
Como um jogo do Benfica é (quase) sempre stressante para mim, agora, que a eliminatória estava decidida, o
meu objectivo era que ganhássemos o jogo, por todos os motivos e mais algum
(pontos para o ranking, o Bordéus não
perdia jogos europeus em casa desde 1 de Outubro de 2008, motivação extra para
Guimarães, etc.). Esse desejo parecia não se concretizar quando o Jardel, na
sequência de um canto e uma magnífica defesa do Artur, marcou o segundo
autogolo europeu do ano ao tentar aliviar a bola. Estava a começar a crescer a
minha fúria quando o Cardozo entrou novamente em acção e, aproveitando a falha
de um defesa numa bola bombeada para a frente, fintou-o e subtilmente, com
imensa classe, desviou a bola do guarda-redes. Foi o delírio!
Em termos individuais, ÓBVIO destaque para aquele que “não corre”, “não
luta”, não se esforça”, mas que agora olha para cima e só vê o Eusébio à sua
frente como melhor marcador do Glorioso na Europa! Ouviram bem?! De TODOS os
jogadores que passaram pelo Benfica, só o Eusébio tem mais golos europeus que o
Cardozo! Grande jogo igualmente do Gaitán, que sabe bem quando tem a atenção da
Europa do futebol… Referência igualmente para o Artur, claro, que felizmente
parece que já ultrapassou a sua fase Roberto do início de 2013. Também gostei
do André Almeida, que se constitui uma alternativa muito válida para o descanso
do Maxi Pereira. O Ola John deu um arzinho da sua graça e a dupla de meio-campo
(Matic e Enzo Pérez) esteve muito consistente, embora menos exuberante que em
jogos passados.
As 10.000 pessoas(!) que foram apoiar o Benfica num estádio no estrangeiro
mais que mereciam esta vitória! Se é verdade que somos o maior clube português
pelos campeonatos que vencemos, é bom que não esqueçamos que somos respeitados
no mundo pelas conquistas na Europa. Por isso mesmo, é urgente que voltemos o
quanto antes a uma final europeia! Como na Champions
isso é muito difícil (duvido que alguma vez na vida tenhamos a sorte de clubes
assumidamente corruptos de defrontar um Corunha numas meias-finais e um Mónaco
numa final, o que constituiu, para mim, a prova mais insofismável da
inexistência de Deus), esta época temos uma excelente oportunidade para isso na
Liga Europa (e nenhum de nós ainda digeriu a eliminação nas meias-finais de há
dois anos frente ao… Braga!).
P.S. – Basileia, Fenerbahçe, Rubin Kazan, Newcastle, Lazio, Tottenham e
Chelsea são os nossos possíveis adversários. Se pudesse escolher, seria
claramente o Basileia e, se entre os três últimos, dois deles se defrontassem
seria perfeito! De qualquer modo, contra qualquer das quatro primeiras equipas,
acho que somos favoritos. Vamos lá, Benfica, Amesterdão começa a desenhar-se no
horizonte…!
quinta-feira, março 14, 2013
Agradecimento
Em nome de todos os desportistas, daqueles que respeitam o jogo e os adversários, que desprezam os que usam batota para ganharem e que não gostam que estes tenham sucesso, porque isso nos faz ter menos crença num mundo mais
justo, um profundo obrigado por terem derrotado as forças do Mal.
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