sexta-feira, abril 19, 2013
Chama Imensa 1904
Há quem marque golos no relvado e há quem os marque fora dele. Podemos
conseguir algo histórico esta época. Não deixemos fugir a oportunidade.
Nós acreditamos! Viva o BENFICA!
Publicado em simultâneo com a Tertúlia Benfiquista.
Publicado em simultâneo com a Tertúlia Benfiquista.
terça-feira, abril 16, 2013
Don’t like
Cumprimos a nossa obrigação de chegar à final da Taça de Portugal, mas
fizemo-lo sem brilhantismo ao empatar (1-1) em casa com o Paços de Ferreira na
2ª mão da meia-final. Foi uma partida em que tivemos sempre tudo muito
controlado e nunca forçámos demasiado, mas outro erro infantil fez-nos permitir
o empate a 10’ do fim.
O Jesus não facilitou e entrámos com a melhor equipa. Dos habituais
titulares, só o Lima ficou no banco. Mas, se era para jogar a esta velocidade,
talvez pudesse ter sido feita um ou outra alteração, porém o André Gomes e o
Urreta nem sequer estavam no banco. Na 1ª parte, criámos algumas boas ocasiões,
tivemos uma bola ao poste do inevitável Cardozo e o Paços permitiu ao Artur uma
grande defesa, quando teve pela frente um avançado deles isolado.
Na 2ª parte, desfizemos as poucas dúvidas quanto ao vencedor da
eliminatória ao marcar aos 54’ numa grande jogada, com cruzamento rasteiro do
Gaitán e remate do Cardozo. Pouco depois, o mesmo Gaitán poderia ter decidido o
destino do encontro ao rematar à vontade à entrada da área, mas atirou muito
por cima. Até que aos 80’, o Maxi Pereira resolveu imitar o Matic da 5ª feira
passada e, com um atraso inexplicável, ofereceu
ao Cícero a igualdade. E é por isso o título deste post: não gosto mesmo nada
que o Benfica não ganhe jogos, nem que seja a feijões, e ainda por cima que não o faça por desconcentrações que
permitem golos aos adversários. Fica mal no nosso currículo! Até final, o Lima,
entretanto entrado, ainda teve um remate por cima, quando deveria ter feito
melhor já que só tinha o guarda-redes pela frente.
A jogar devagarinho e parado, é natural que ninguém tenha sobressaído
muito. O Cardozo terá sido o melhorzinho, com a bola ao poste e o golo (além
disso, tentou outra vez um golo de meio-campo, aproveitando o adiantamento do
guarda-redes; qualquer dia, acerta e temos o golo do milénio!). Para o Enzo
Pérez, não há jogos a brincar e fartou-se de correr. Todos os outros tiveram
muito medianos, excepção também ao Artur que impediu que nos víssemos a perder ainda
na 1ª parte.
Oito anos depois, voltamos ao Jamor. Já estava com saudades de lá ir! Esta
é a prova que eu acho que temos obrigação de ganhar. Com o devido respeito ao
V. Guimarães (ou ao Belenenses), somos mais que favoritos para a final. Independentemente
do que vier a suceder até final da época (e podemos chegar ao Jamor eufóricos
ou muito tristes), temos que acrescentar mais uma Taça de Portugal ao nosso
palmarés.
sexta-feira, abril 12, 2013
Duas em três anos
Empatámos em Newcastle (1-1) e, pela 13 ª vez no nosso historial
(considerando a vez em que ficámos em 2º na fase de grupos da época de estreia
da Champions em 91/92, cujo vencedor
– Barcelona – teve acesso à final), chegamos às meias-finais de uma competição
europeia. Foi uma partida bastante complicada, especialmente a partir do
momento em que, denotando um espírito natalício muito fora de época, resolvemos
oferecer um golo ao adversário aos
71’. Aguentámos a pressão dos ingleses e conseguimos fugir à derrota já nos
descontos.
Entrámos bastante bem, personalizados e, aos 4’, poderíamos ter resolvido a
eliminatória, quando o Tim Krul defendeu um calcanhar do Lima e um
cruzamento-remate do Melgarejo… A 1ª parte foi toda nossa, tivemos boas
oportunidades com destaque para uma do Gaitán que, sem o guarda-redes na
baliza, viu um defesa cortar o seu remate. Poderíamos, e deveríamos, ter
resolvido tudo antes do intervalo, até porque o Newcastle não mostrou nada na
1ª parte e só teve um golo anulado (e bem) por fora-de-jogo perto do intervalo.
Com as substituições e colocação de mais avançados, os ingleses foram
bastante mais perigosos na 2ª parte, porque começaram a bombear bolas para a
nossa área. O Lima teve um remate muito por cima, quando estava em boa posição,
mas vimos outro golo bem (bem) anulado contra nós por fora-de-jogo descarado. A
20’ do fim, o cérebro do Matic parou e proporcionou a jogada do golo
adversário marcado pelo inevitável Papiss Cissé. Foi um erro infantil do género “vou eu à bola ou vais tu, Garay?” e
colocou-nos perante os 20’ mais complicados da época até agora. Não que o
Newcastle tivesse tido grande ocasiões para marcar (excepção talvez a um remate
do Ben Arfa muito por cima, quando estava já dentro da área), mas porque com a
ajuda das bolas aéreas e de um público fantástico nos empurrou para o nosso
meio-campo. O Jesus lançou logo a seguir o Cardozo e pouco depois o Rodrigo, e
o objectivo era claro: tentar marcar um golo. Confesso que naquela altura
pensei que a entrada do Maxi Pereira fizesse mais sentido, até porque o André
Almeida já tinha visto um amarelo, mas estas duas substituições foram de
mestre, porque não permitiram que a equipa fica barricada no seu meio-campo.
Depois de um excelente passe do Cardozo para a entrada da área que o Salvio não
dominou bem, quando poderia ter rematado à vontade, e de outro falhanço do
Gaitán só com o guarda-redes pela frente, o Tacuara
desmarcou genialmente o Rodrigo na esquerda, este centrou rasteiro, ligeiramente
atrasado, e o Salvio surgiu que nem um relâmpago para fazer a igualdade aos
92’! Foi o delírio, porque não só selava o apuramento, como nos salvava de uma (sempre
triste) derrota.
Em termos individuais, gostei muito dos laterais (A. Almeida e Melgarejo),
que estiveram quase irrepreensíveis a defender, do Salvio, claro, pelo golo
importantíssimo e do Enzo Pérez, a locomotiva do meio-campo (infelizmente, vai
falhar a 1ª mão das meias-finais, por causa dos amarelos; aliás, este árbitro
croata, Sr. Ivan Bebek, saiu-nos também uma boa peça…). A entrada do Cardozo foi fundamental na viragem do
resultado e o Artur também esteve seguro q.b. Os centrais passaram um mau
bocado por causa da qualidade do Cissé, mas na hora do aperto cortaram
bolas importantes.
Não tenhamos dúvidas que, se a conquista do campeonato é essencial para
ajudar a derrotar o cancro do futebol
português (que só vencido será com dois ou três títulos seguidos da nossa
parte), é a performance nas
competições da Uefa que nos dá o estatuto que temos de ser um grande clube
europeu. Por isso, esta segunda meia-final em três épocas, com dois quartos
pelo meio, restitui-nos de algum modo esse prestígio que estava em baixo.
Repito: temos 13 meias-finais, quando os restantes clubes portugueses têm em
conjunto 12! Mas, claro, que quero mais e Amesterdão está já ali ao virar da
esquina…! Há 23 anos que não provamos o sabor de chegar a uma final europeia...
P.S. – As hipóteses para o sorteio eram Chelsea, Fenerbahçe e Basileia.
Calharam-nos os turcos, que é provavelmente o meio-termo entre o que eu queria
(Basileia) e o mais teoricamente forte (Chelsea). De positivo, o facto de
jogarmos a 2ª mão em casa, mas vão ser dois jogos muito intensos, ainda por
cima com o jogo fundamental no Marítimo no meio deles. Também é bom para os anti-Benfica,
porque vão poder torcer pelo porco do Meireles. Se conseguirmos não sofrer
golos na Turquia, acho que temos tudo a nosso favor.
segunda-feira, abril 08, 2013
Outro borrego à vida
Vencemos em Olhão por 2-0 e, na pior das hipóteses, vamos manter os quatro
pontos de vantagem para o CRAC, que joga nesta 2ª feira com o Braga. Foi uma partida em
que só nós é que jogámos à bola, mas em que marcámos apenas na 2ª parte. De qualquer
maneira, ao fim de quatro anos, conseguimos finalmente ganhar em Olhão para o
campeonato.
Nos primeiros 45 minutos, fartámo-nos de falhar golos, com o Lima em
destaque pela negativa (só à sua conta, foram pelo menos três). O Olhanense mal
passava do meio-campo e, sinceramente, estava a ver o caso mal parado, porque
muita vezes somos penalizados por estes hinos ao desperdício. Felizmente, na 2ª
parte marcámos logo aos 52’ num remate fora da área, rasteiro e muito colocado
do Salvio. Não se estava a ver como é que o Olhanense nos poderia marcar um
golo, mas com o Sr. Hugo Miguel em campo (lembram-se?) estava longe de estar
calmo. O Matic tirou as dúvidas todas aos 64’ com outro remate rasteiro fora da
área. Até final, não forçámos muito, porque há uma deslocação a Newcastle na
próxima Quinta-Feira.
Em termos individuais, o Salvio merece destaque por ter aberto o caminho da
vitória. O André Almeida esteve muito bem a lateral-esquerdo e o Matic continua
a não saber jogar mal. Toda a equipa esteve a um nível muito razoável (excepção
talvez para o Rodrigo) e não descansámos enquanto não marcámos. Assim sendo, é
difícil para os adversários, porque há mais de um ano que marcamos golos em
todos os jogos para o campeonato.
O CRAC vai jogar muito reforçado com o Sr. Pedro Proença, pelo que
não espero milagres. Concentremo-nos,
isso sim, em chegar às meias-finais da Liga Europa.
sexta-feira, abril 05, 2013
Intenso
Num grande jogo de futebol, colocámo-nos em vantagem na 1ª mão dos
quartos-de-final da Liga Europa ao ganhar 3-1 ao Newcastle. Foi uma vitória com
mérito, com a mais-valia de termos dado a volta ao jogo e também, há que
dizê-lo, com uma dose generosa de sorte, porque vimos duas bolas a baterem no
nosso poste.
À semelhança dos jogos caseiros frente ao Leverkusen e Bordéus, entrámos às aranhas e durante os primeiros 23’ o
jogo foi do adversário, que teve mais eficácia que os alemães e os franceses e
chegou ao golo logo aos 11’ pelo Papiss Cissé. Foi com a primeira bola ao
poste, ainda desviada pelo Artur, ao tal minuto 23, que o jogo virou. Marcámos
logo a seguir (25’) numa recarga do Rodrigo a um tiraço do Cardozo. Até ao
intervalo, o guarda-redes holandês Tim Krul impediu-nos de passarmos para a
frente com duas ou três óptimas defesas.
A 2ª parte começou praticamente com a segunda bola ao poste, num lance em
que o Luisão não conseguiu colocar o Cissé fora-de-jogo e este ficou isolado
perante o Artur. O Cardozo teve um falhanço incrível aos 57’ e pouco depois
(62’) o Jesus mandou entrar o Lima e o Enzo Pérez para os lugares do Rodrigo e
do André Gomes. Logo a seguir, aos 65’, o Lima aproveitou magistralmente um mau
atraso do Santon e, depois de ultrapassar o guarda-redes, fez o 2-1 de ângulo
já muito apertado. Foi a loucura no estádio! Continuámos a carregar e, três
minutos depois, o árbitro assinalou um penalty descarado por braço na bola
dentro da área na sequência de um canto. O Cardozo marcou em força para o
centro da baliza à primeira, mas o Sr. Antony Gautier mandou repetir porque
estavam muito jogadores na área! Mais tensão, mas o paraguaio não tremeu e
colocou em jeito para o lado esquerdo a meia altura. Até final, o Jesus, e bem,
fez entrar o Maxi para dar mais consistência defensiva e ainda podíamos ter
feito mais um num remate do Gaitán, que saiu frouxo.
A equipa esteve muito homogénea e, mais uma vez, excelente a responder a
uma situação de desvantagem. Gostei do Gaitán e do Rodrigo (até que enfim,
este!). Moelhorámos com as entradas dos habituais titulares, no entanto não
acho que o André Gomes tenha estado mal. Mas claro que não é o Enzo Pérez… O
Ola John, a jogar na direita, não é tão desequilibrante como na esquerda e o
Cardozo, apesar do falhanço incrível, com o golo de penalty atingiu os 18 na
Liga Europa e é o melhor marcador da prova ao serviço de um só clube. Para além
de ter agora 30 golos na Europa e ser o segundo melhor do Benfica só atrás do…
Eusébio. Coisa pouca de quem é “lento” e não “corre”…
Vamos ao St. James Park com uma vantagem importante para gerir e estou
convencido que, se marcarmos primeiro, a eliminatória fica decidida. Saibamos
nós manter a concentração depois no resto da partida. Já agora, queria só pedir
à Uefa para ver se para a próxima não nos manda um familiar do Sr. Pedro
Proença para arbitrar os nossos jogos. Que miserável! Qual é a percentagem de
penalties em que a área não é invadida antes?! Se os jogadores que o fazem não
tiverem intervenção no seguimento do lance, o que só acontece naturalmente
quando o penalty é falhado, qual é o problema?! Desconcentra o guarda-redes,
é?! Aquela repetição diz tudo acerca do que este senhor veio cá fazer! Nem é
preciso falar do agarrão de camisola do Cardozo na primeira parte, da
conivência com o guarda-redes a perder tempo até aos 65’ ou da não-amostragem
de cartões aos dois jogadores do Newcastle que já estavam tapados, quando os nossos, em lances semelhantes, foram amarelados…
P.S. – Como alguém escreveu por aí: o inenarrável do Relvas FINALMENTE
demite-se e o Benfica ganha. Há dias felizes!
P.P.S. - Segundo ouvi na rádio, durante o tempo de espera no estádio dos adeptos do Newcastle depois do final do jogo, o Benfica passou nos ecrãs electrónicos imagens de uma vitória deles 4-0 frente ao Sunderland (grande rival) e também do Bobby Robson. Grande atitude! É também disto que se faz a nossa Grandeza!
P.P.S. - Segundo ouvi na rádio, durante o tempo de espera no estádio dos adeptos do Newcastle depois do final do jogo, o Benfica passou nos ecrãs electrónicos imagens de uma vitória deles 4-0 frente ao Sunderland (grande rival) e também do Bobby Robson. Grande atitude! É também disto que se faz a nossa Grandeza!
domingo, março 31, 2013
O ideal
Goleámos o Rio Ave por 6-1 e mantivemo-nos isolados na frente do campeonato
com os mesmos quatro pontos de vantagem sobre os assumidamente corruptos. Foi
um bom jogo, com boa réplica do adversário (pese embora a goleada final) e só
foi pena ter tido uma arbitragem hedionda.
Por motivos profissionais, esta é uma piores semanas da minha vida, razão
pela qual tinha pedido ao Benfica
para ganhar fácil e rápido, porque não precisava de aumentar mais ainda os
níveis de stress. E é também por isso, que este será um dos posts mais pequenos que este blog já
viu. O Glorioso fez-me a vontade, com 3-0 ao intervalo: Melgarejo (12’), Matic
(16’) e Lima (42’) selaram o destino dos três pontos. Pelo meio, com 1-0, ainda
vimos uma bola bater no nosso poste num livre. Na 2ª parte, marcámos mais três,
com o Lima a completar o hat-trick (50’
e 76’) e um do Enzo Pérez (82’), mas sofremos um golo (51’), o que já não
acontecia para o campeonato desde que defrontámos o Proença, perdão, o Nacional
na Madeira a 10 de Fevereiro.
Destaque individual óbvio para o Lima, pelos três golos, e para o Enzo
Pérez, que encheu o campo todo. Espero que a patada que o Salvio levou, e que o fez ter de sair ao intervalo, não
tenha consequências no futuro (num lance que nem falta foi!).
Na 5ª feira, defrontamos o Newcastle naquilo que se espera ser o primeiro
dos cinco jogos que ainda queremos fazer na Liga Europa.
P.S. - Façam um favor ao futebol e irradiem o Sr. Rui Gomes Costa (por amor
de Eusébio, não poluam o nome ao
chamarem-no só pelo primeiro e último!). Nove(!) amarelos (cinco para nós) e três
vermelhos por acumulação num jogo destes (o Melgarejo não vai a Olhão) é um
crime lesa-pátria! É razão suficiente para irradiação ter transformado um jogo
normal numa suposta batalha campal, mas mais ainda o é por ter feito isto com
objectivos muito específicos: encheu-nos de amarelos porque isso poderá dar
dividendos a alguém no futuro e tirou dois jogadores do Rio Ave da meia-final
da Taça da Liga a meio da próxima semana. Com quem mesmo é que eles vão jogar…?
terça-feira, março 26, 2013
Azerbaijão – 0 – Portugal – 2
Este triunfo importantíssimo em Baku mantém-nos na rota do Mundial
2014.Mesmo sem o C. Ronaldo, conseguimos fazer uma melhor exibição do que em
Israel, tendo a equipa estado muito mais concentrada. A vitória é mais do que
justa e só peca pelos números escassos.
Perante uma selecção hiper-defensiva, tentámos sempre jogar em velocidade
para conseguir os desequilíbrios necessários. A novidade Vieirinha foi
importante nesse aspecto e mesmo o Danny, sem ter feito um jogo brilhante, não
esteve tão mal quanto o Varela na passada 6ª feira. Na 1ª parte, conseguimos
ter duas hipóteses flagrantes pelo habitual Postiga e o Bruno Alves atirou um
livre ao poste. As coisas tornaram-se mais fáceis na 2ª com o duplo amarelo ao
avançado-centro deles (55’) e abrimos o marcador aos 63’ num canto do Moutinho
para óptima cabeçada do Bruno Alves. O mais difícil estava feito e, ao
contrário do que se passou em Israel, não nos desconcentrámos com a vantagem.
Ao invés, continuámos a procurar o segundo que chegou aos 79’ numa boa
iniciativa do Coentrão, que centrou para a cabeça do Hugo Almeida. Até final,
ainda deu para falhar mais dois ou três golos de baliza aberta, com o João
Pereira em destaque pela negativa com um desperdício incrível.
Acho que a equipa esteve globalmente bem e, como já disse, gostei do
Vieirinha. O Moutinho esteve mais dinâmico no meio-campo e isso fez a equipa
melhorar. De negativo, apenas o facto de o Pepe ter visto um amarelo idiota que
o vai tirar da recepção à Rússia em Junho. Faltam-nos quatro jogos, três dos
quais em casa. Se os ganharmos todos (como é nossa obrigação), é quase
impossível sermos o pior segundo e, portanto, iremos ao play-off. Mas ninguém ganha jogos a priori e é bom que estejamos cientes que a margem de erro já se
acabou.
P.S. – Querem razões para eu gostar do Paulo Bento? Aqui está uma delas.
sábado, março 23, 2013
Israel – 3 – Portugal – 3
Quem só vir o resultado vai pensar que foi péssimo, mas dado que aos 70’
estávamos a perder 3-1 e só marcámos o golo do empate aos 93’ acabou por não
ser assim tão mau. Claro que o 1º lugar do grupo se tornou impossível (se a Rússia
ganhar na Irlanda do Norte fica a sete pontos) e convém não nos esquecermos que
o pior dos segundos classificados não vai aos play-off. Que nesta altura é… Israel!
Não poderíamos ter entrado melhor com o golo do Bruno Alves logo aos 2’.
Mas depois inexplicavelmente dormimos na forma e deixámos Israel dar a volta
antes do intervalo (24’ e 40’). A pressão que fazíamos era ridícula e os
adversários tiveram todo o espaço e tempo do mundo para acertar na nossa
baliza. O Postiga esteve por três vezes sozinho só com o guarda-redes pela
frente, mas o melhor que conseguiu foi atirar ao poste numa delas. Depois de os
centrais terem dado espaço no 1º golo, de o Varela não ter conseguido cortar
uma bola a meio-campo e só meia defesa se ter lembrado do fora-de-jogo no 2º,
no 3º foi a vez do Rui Patrício ficar a meio da viagem num canto (70’). Tudo
parecia perdido, mas o C. Ronaldo lá fez uma das suas arrancadas e o Postiga
conseguiu não falhar desta vez (72’). No pressing
final, chegámos ao empate depois de um cabeceamento do Hugo Almeida ao poste e
alívio de um defesa contra as pernas do F. Coentrão. Foi um milagre mesmo à beira do fim!
A exibição foi má, com graves desconcentrações e, para piorar as coisas, o
C. Ronaldo viu um amarelo e não vai jogar no Azerbaijão na próxima 3ª feira.
Como o Nani também está lesionado, vamos ter que levar com o Varela a titular
outra vez. Portanto, teme-se o pior. Espera-se que ao menos a defesa não esteja
a dormir durante boa parte do tempo e que o meio-campo seja mais rápido. No entanto,
estamos a apresentar um futebol muito fraco (entre oficiais e particulares é o
quinto jogo seguido sem ganhar…) para quem quer estar num Mundial de futebol.
P.S. – O Cardozo saiu a coxear no Uruguai – Paraguai… Já disse que ODEIO
estes jogos de selecção a meio da época?!
segunda-feira, março 18, 2013
Quatro pontos
Goleámos em Guimarães (4-0) e, com o empate do CRAC no Marítimo, aumentámos
a nossa vantagem sobre eles para quatro pontos quando faltam sete jornadas para
o final do campeonato. Sempre considerei fundamental chegar ao jogo na pocilga
na penúltima jornada com pelo menos esta vantagem, para não estarmos sujeitos
ao grande reforço do CRAC nos jogos contra nós, o Sr. Pedro Proença. Agora, com
quatro jogos em casa e três fora, é só mantê-la até essa altura.
O V. Guimarães tem uma equipa jovem, mas muito boa e entrou muito forte na
partida. Mesmo assim poderíamos ter marcado logo aos 2’ quando o Cardozo isolou
o Lima, mas o guarda-redes defendeu com a cabeça(!) fora da área. Durante os
primeiros 20’/25’ pairou um pouco no ar o desgaste do jogo europeu, mas o que
revelámos foi inteligência táctica de deixar o “primeiro milho para os
pardais”. O que é facto é que o V. Guimarães praticamente não criou perigo para
a nossa baliza e os poucos remates foram sempre bem defendidos pelo Artur. Nós
criámos lances de golo com cabeçadas do Jardel e Cardozo, mas só chegámos à
vantagem aos 38’ num penalty do Cardozo (desta vez em força, como nos bons
velhos tempos) a punir empurrão claro sobre o Lima, depois de o Gaitán o ter
isolado ao marcar um livre muito rapidamente.
Na 2ª parte, o jogo alterou-se e o V. Guimarães desapareceu de cena, porque
nós entrámos fortíssimos. Estávamos a dominar completamente a partida, quando
aos 60’ o defesa-direito deles, Kanu, teve uma entrada a varrer sobre o
Melgarejo e viu bem o segundo amarelo mostrado pelo Sr. Paulo Baptista. O facto
de ter tocado (sem querer) na bola é irrelevante, porque não pode entrar
daquela maneira. Um minuto depois, fizemos o 0-2 pelo Garay, num excelente chapéu depois de um cruzamento do
Gaitán. A partir daqui, o adversário foi-se abaixo psicologicamente e a dúvida
era se nós conseguíamos marcar mais golos. No entanto, como eu sou pessimista,
até ao 0-3 não descanso, porque um golo contrário (e poderia ter acontecido num
único lance salvo pelo Artur) relançaria a partida, mesmo jogando contra dez.
Nós baixámos o ritmo, mas circulámos a bola e nunca deixámos de procurar a
baliza contrária. O chamado golo da tranquilidade surgiu aos 82’ pelo Salvio
depois de uma óptima desmarcação e ainda tivemos tempo para fazer o 0-4 pelo
Rodrigo já no tempo de compensação.
Em termos individuais, gostei bastante do Gaitán, que soube explorar muito
bem o facto de o V. Guimarães defender em linha para fazer uma série de passes
a rasgar a defesa. Óptimo jogo igualmente do regressado Garay, valorizado por
um golo, mas o mais importante é que a equipa esteve toda a um nível muito alto
e muito concentrada em conseguir estes três pontos que eram fulcrais. Mesmo
assim, tivéssemos nós tido um pouco mais de critério no último passe e teríamos
saído da cidade-berço com um resultado histórico.
O campeonato vai agora parar duas semanas por causa dos jogos das
selecções. É pena esta pausa, porque estamos muito confiantes e a jogar muito
bem, mas só espero que nenhum dos nossos se lesione.
P.S. – Inacreditável o que as claques do V. Guimarães fizeram ao atirar
pelo menos dois petardos contra o nosso guarda-redes! Quero ver qual é a sanção
que estes tipos vão ter…
sexta-feira, março 15, 2013
Sorteio da Liga Europa
BENFICA - Newcastle
Fenerbahçe - Lazio
Chelsea - Rubin Kazan
Tottenham - Basileia
Não foi o Basileia, mas não acho que tenhamos ficado mal servidos. Livrámo-nos dos tubarões e de viagens longínquas à Turquia e, principalmente, Rússia. Julgo que estes ingleses estão ao nosso alcance, mas não esqueçamos que teremos uma viagem a Olhão no meio da eliminatória. Faz-me lembrar o Chelsea na época passada… Seria preferível ter um jogo em casa, mas não se pode ter tudo. Não sofrer golos em casa na 1ª mão é fundamental. Tenhamos em atenção que, se nós temos quatro jogos e quatro vitórias até agora na Liga Europa, o Newcastle tem quatro jogos e zero golos sofridos. Cá está mais um borrego para nós matarmos…!
P.S. - Se prevalecer a lógica dos favoritos, haverá confrontos muito interessantes nas meias-finais.
Fenerbahçe - Lazio
Chelsea - Rubin Kazan
Tottenham - Basileia
Não foi o Basileia, mas não acho que tenhamos ficado mal servidos. Livrámo-nos dos tubarões e de viagens longínquas à Turquia e, principalmente, Rússia. Julgo que estes ingleses estão ao nosso alcance, mas não esqueçamos que teremos uma viagem a Olhão no meio da eliminatória. Faz-me lembrar o Chelsea na época passada… Seria preferível ter um jogo em casa, mas não se pode ter tudo. Não sofrer golos em casa na 1ª mão é fundamental. Tenhamos em atenção que, se nós temos quatro jogos e quatro vitórias até agora na Liga Europa, o Newcastle tem quatro jogos e zero golos sofridos. Cá está mais um borrego para nós matarmos…!
P.S. - Se prevalecer a lógica dos favoritos, haverá confrontos muito interessantes nas meias-finais.
Oscar Tacuara Cardozo
Vencemos em Bordéus por 3-2 e estamos pelo quarto ano consecutivo nos
quartos-de-final de uma competição europeia. Já li por aí que é a primeira vez
que tal feito é atingido por uma equipa portuguesa, o que a ser verdade
constitui mais uma brilhante página no nosso palmarés. A nossa superioridade já
tinha ficado evidente no encontro da 1ª mão e confirmou-se plenamente neste 2º
jogo, até porque o Jesus, sem os dois centrais titulares, resolveu (e bem) não
fazer mais poupanças e, tirando os pontas-de-lança, jogou com a artilharia pesada.
Com Luisão e Garay lesionados, jogámos com Jardel e Roderick (pronto, o
Jesus deve ter alguma coisa contra o Miguel Vítor, o que é que se há-de
fazer…?) e por isso mesmo estava um pouco apreensivo (“um pouco”, não,
bastante!). Como já tinha escrito aquando da partida na Luz, seria muito mau
para a nossa história se fôssemos eliminados por uma equipa que nos é
claramente inferior, mas a verdade é que o Bordéus mostrou ontem bem mais do
que tinha feito em Lisboa. No entanto, aos 30’ demos uma grande machadada nas
aspirações dos franceses, ao fazer o 0-1 num canto do Ola John e saída em falso
do Carrasso, que permitiu ao Jardel cabecear para a baliza deserta. Até ao
intervalo, o Artur lá fez uma ou outra defesa que nos permitiu sair para o
descanso com a importante vantagem.
Na 2ª parte, o Bordéus entrou muito forte e nós praticamente não passámos
do meio-campo nos primeiros 10’. Depois soubemos acalmar o jogo e nunca deixar
de tentar criar perigo. Aos 66’, o Jesus decidiu tirar o inoperante Rodrigo e
colocar o Cardozo. “Para ajudar a defender nas bolas paradas”, pensei eu na
minha ingenuidade futebolística, até porque o Roderick a saltar à bola…
valha-me Eusébio! O Artur continuava a conservar a nossa baliza intacta, mas
não pôde fazer nada aos 74’ quando numa bola bombeada para a frente, o Jardel
se preocupou mais com o avançado do que com o esférico, o que fez com que este
batesse nas suas costas assistindo o Diabaté para o empate. Estávamos com
dois golos de vantagem, mas, pessimista como sou, não estava muito confortável
para os quinze minutos finais, porque se sofrêssemos mais um ficaríamos com a corda na garganta. Só que, grande falha
minha(!), não me lembrei que o Tacuara
estava em campo! Logo no minuto seguinte, uma boa combinação atacante e uma
óptima assistência do Gaitán colocaram o paraguaio em boa posição, este sentou
o defesa e o guarda-redes ao puxar a bola para o pé esquerdo, e atirou rasteiro
para o lado direito da baliza. Um golão!
Como um jogo do Benfica é (quase) sempre stressante para mim, agora, que a eliminatória estava decidida, o
meu objectivo era que ganhássemos o jogo, por todos os motivos e mais algum
(pontos para o ranking, o Bordéus não
perdia jogos europeus em casa desde 1 de Outubro de 2008, motivação extra para
Guimarães, etc.). Esse desejo parecia não se concretizar quando o Jardel, na
sequência de um canto e uma magnífica defesa do Artur, marcou o segundo
autogolo europeu do ano ao tentar aliviar a bola. Estava a começar a crescer a
minha fúria quando o Cardozo entrou novamente em acção e, aproveitando a falha
de um defesa numa bola bombeada para a frente, fintou-o e subtilmente, com
imensa classe, desviou a bola do guarda-redes. Foi o delírio!
Em termos individuais, ÓBVIO destaque para aquele que “não corre”, “não
luta”, não se esforça”, mas que agora olha para cima e só vê o Eusébio à sua
frente como melhor marcador do Glorioso na Europa! Ouviram bem?! De TODOS os
jogadores que passaram pelo Benfica, só o Eusébio tem mais golos europeus que o
Cardozo! Grande jogo igualmente do Gaitán, que sabe bem quando tem a atenção da
Europa do futebol… Referência igualmente para o Artur, claro, que felizmente
parece que já ultrapassou a sua fase Roberto do início de 2013. Também gostei
do André Almeida, que se constitui uma alternativa muito válida para o descanso
do Maxi Pereira. O Ola John deu um arzinho da sua graça e a dupla de meio-campo
(Matic e Enzo Pérez) esteve muito consistente, embora menos exuberante que em
jogos passados.
As 10.000 pessoas(!) que foram apoiar o Benfica num estádio no estrangeiro
mais que mereciam esta vitória! Se é verdade que somos o maior clube português
pelos campeonatos que vencemos, é bom que não esqueçamos que somos respeitados
no mundo pelas conquistas na Europa. Por isso mesmo, é urgente que voltemos o
quanto antes a uma final europeia! Como na Champions
isso é muito difícil (duvido que alguma vez na vida tenhamos a sorte de clubes
assumidamente corruptos de defrontar um Corunha numas meias-finais e um Mónaco
numa final, o que constituiu, para mim, a prova mais insofismável da
inexistência de Deus), esta época temos uma excelente oportunidade para isso na
Liga Europa (e nenhum de nós ainda digeriu a eliminação nas meias-finais de há
dois anos frente ao… Braga!).
P.S. – Basileia, Fenerbahçe, Rubin Kazan, Newcastle, Lazio, Tottenham e
Chelsea são os nossos possíveis adversários. Se pudesse escolher, seria
claramente o Basileia e, se entre os três últimos, dois deles se defrontassem
seria perfeito! De qualquer modo, contra qualquer das quatro primeiras equipas,
acho que somos favoritos. Vamos lá, Benfica, Amesterdão começa a desenhar-se no
horizonte…!
quinta-feira, março 14, 2013
Agradecimento
Em nome de todos os desportistas, daqueles que respeitam o jogo e os adversários, que desprezam os que usam batota para ganharem e que não gostam que estes tenham sucesso, porque isso nos faz ter menos crença num mundo mais
justo, um profundo obrigado por terem derrotado as forças do Mal.
segunda-feira, março 11, 2013
Assim, sim!
Goleámos o Gil Vicente por 5-0 e não só mantivemos a liderança isolada da
Liga, como ultrapassámos o CRAC na diferença de golos. Foi um regresso às boas
exibições, que neste caso teve um resultado a condizer, depois de os últimos
três jogos terem sido muito murchos em termos exibicionais.
Com os titulares de início outra vez, depois do descanso de 5ª feira,
entrámos muito bem na partida e marcámos logo aos 12’ pelo Maxi Pereira, depois
de uma excelente abertura do Enzo Pérez, num lance em que ele tentou cruzar,
mas a bola bateu num defesa e passou por debaixo das pernas do guarda-redes. Ao
contrário do sucedido nos encontros anteriores, não baixámos o ritmo e aos 33’
tínhamos a vitória assegurada, com golos do Salvio (22’) e Melgarejo
(finalmente o paraguaio estreou-se a marcar!), este num óptimo lance do Ola
John. O Gil Vicente não jogava com o autocarro,
longe disso(!), e consegui um ou outro remate perigoso que o Artur defendeu.
O ritmo da 2ª parte foi consideravelmente mais lento, o que se compreende
pela 2ª mão da Liga Europa na próxima 5ª feira, mas o Gil Vicente quase ia
aproveitando demasiado relaxamento nosso para marcar o ponto de honra. O Luís Martins atirou em arco à barra, no entanto
fomos nós a marcar com uma boa abertura do Cardozo para o Ola John assistir o
Lima aos 65’. O Gil Vicente tinha feito alguns ataques até essa altura, mas a
partir daqui baixou os braços. Muito perto do fim, já na compensação, uma bola
ganha pelo Aimar a meio-campo permitiu-lhe fazer uma excelente abertura para o
Salvio assistir o Gaitán (entretanto entrado). Estes golos nos últimos minutos,
que confirmam uma vitória, sabem-me sempre muito bem. Uma pessoa até sai com
outro espírito do estádio!
Em termos individuais, destaque para o Ola John com duas assistências.
Também gostei bastante do Cardozo, apesar de não ter marcado nenhum golo.
Podê-lo-ia ter conseguido depois de um centro magnífico do Gaitán. O Matic tem
a referência habitual e é impressionante como o nosso meio-campo melhora logo
com a sua presença. Bom jogo também do Enzo Pérez, apesar de alguns passes
disparatados para trás, que foram interceptados pelo adversário. O Salvio é
igualmente outro a quem terá feito bem o descanso, porque fez uma exibição
sempre em alto ritmo. Na defesa, o Jardel substituiu o lesionado Luisão e
cumpriu como habitualmente.
Esta semana vai ser essencial para o nosso futuro: Bordéus e Guimarães,
somente três dias depois. Convinha marcar um golo cedo logo em França, para
podermos gerir o jogo à nossa bela vontade e não permitir grandes correrias do
adversário. Repito que não me passa pela cabeça sermos eliminados por eles, mas
há que ter em atenção a importância do jogo em Guimarães. É essencial chegarmos
à casa do CRAC à frente deles.
sexta-feira, março 08, 2013
Letargia
Vencemos o Bordéus por 1-0 na 1ª mão dos oitavos-de-final da Liga Europa. Ganhar
sem sofrer golos é o mais importante numa 1ª mão de uma competição europeia,
mas o resultado é mesmo a única coisa positiva deste jogo. A nossa exibição foi
paupérrima e perdemos uma hipótese de ouro de ir a França com a eliminatória
completamente resolvida.
O facto de faltarem cinco titulares (Matic castigado, Maxi Pereira, Salvio,
Enzo Pérez e Lima no banco) e termos alinhado durante 90’ com 10 (Roderick a
trinco) são duas boas explicações, mas perante a inoperância do adversário
tínhamos obrigação de fazer (muito) melhor. Mesmo com a equipa secundária que
apresentámos. Não se percebe porque é que não colocámos mais vezes um bocadinho
mais de velocidade quando partimos para o ataque, quando ficou à vista de todos
que o Bordéus quebrava sempre que isso acontecia. Fizemos o único golo aos 21’
num grande remate de fora da área do Rodrigo, que a UEFA inacreditavelmente
atribuiu ao guarda-redes, Carrasso, porque a bola bateu na barra e nas mãos
dele antes de entrar. Se já não estávamos a jogar grande coisa antes do golo, a
partir daqui ainda baixámos mais o ritmo tentado controlar melhor o jogo, mas
já se sabe que o Benfica não está fadado para isso.
A 2ª parte iniciou-se com um bom remate do Cardozo que o guarda-redes
defendeu e depois houve uma jogada do Melgarejo pela esquerda que centrou mal,
quando se calhar deveria ter tentado o remate à baliza. E pronto, quanto a
perigo da nossa parte estamos conversados. Verdade seja dita que o Bordéus ia
piorando à medida que o relógio avançava, mas lá está, tal como em Aveiro, num
canto no último minuto um dos centrais falhou por um triz um cabeceamento,
quando estava na pequena-área.
Em termos individuais, o Artur (duas ou três defesas importantes) e a
defesa toda (André Almeida, Luisão, Garay e Melgarejo) foram os melhores, ou os
menos maus, do Benfica. Tudo o resto foi muito medíocre e mesmo quando entraram
os titulares (Pérez, Salvio e Lima) não conseguimos aumentar o ritmo. Até o
Jesus esteve mal na reordenação da equipa nas substituições, porque depois das
entradas dos dois primeiros, ficámos a jogar com o Gaitán atrás do
ponta-de-lança (Rodrigo) e as coisas melhoraram durante 10’, mas com a entrada
do Lima voltámos a jogar com dois pontas-de-lança e tudo piorou outra vez.
Mesmo em termos de gestão da equipa e perante o que o adversário (não)
mostrou (o Jesus bem pode enganar-se a si próprio se considera mesmo que o
Bordéus é uma boa equipa), não se percebe como é que nós não quisemos ir para
França com tudo resolvido, especialmente levando em consideração que vamos a
Guimarães três dias depois. Será uma vergonha para a nossa história se formos
eliminados por estes tipos. O público não ficou nada satisfeito com a exibição
da equipa e houve uma monumental assobiadela no final. Os jogadores amuaram e
não vieram agradecer. Eu, por princípio, nunca assobio nenhum jogador do
Benfica. Mas, se não podemos deixar de achar estranho que se assobie a equipa
depois de uma vitória por 1-0 numa competição europeia, a verdade é que esta
exibição (somada à de Aveiro e à de Braga para a Taça da Liga) confirma uma
tendência negativa que se está a tornar recorrente. Espero que este abaixamento
de ritmo seja propositado com vista a aguentarmos fisicamente as competições até
final. Caso contrário, teremos um grande problema.
P.S. – Mais um jogo europeu em casa, mais um petardo a fazer-se ouvir na
zona do costume. Custa-me a entender como é que não se faz nada quanto a isto. Tanto
por parte dos responsáveis do Benfica (há câmaras de segurança, não há? Os alemães
não tiveram problemas nenhuns em identificar os prevaricadores em Leverkusen…),
como por parte das próprias pessoas que se sentam naquela bancada. Quanto
tivermos um jogo europeu à porta fechada (que deve estar para breve), pode ser
que fiquem satisfeitos.
segunda-feira, março 04, 2013
A (mais que) ferros!
Vencemos o Beira-Mar em Aveiro (1-0) e, graças ao empate do CRAC no WC,
ficámos isolados na liderança com dois pontos de vantagem. Foi uma partida
muitíssimo mais difícil do que estava à espera e, sinceramente, não percebo
como é que os aveirenses estão em último lugar…
Voltámos a entrar bem na partida e, logo
no primeiro minuto, o Lima podia (e devia!) ter conseguido fazer melhor o chapéu ao guarda-redes e colocar-nos em
vantagem. Vantagem essa que obtivemos aos 16’ na sequência de um penalty
evidente por mão na bola do Hugo. O Sr. Manuel Mota Silva demorou imenso tempo
a assinalá-lo e pareceu-me que só o fez por indicação do fiscal-de-linha. O
Cardozo marcou como tem feito nos últimos tempos, vendo antes para onde o
guarda-redes vai cair e atirando a bola para o lado oposto. Esperava-se que o
jogo se tornasse mais fácil e que nós aproveitássemos a subida do Beira-Mar
para matar o jogo num contra-ataque.
Mas nada disso se passou e, ao invés, vimos os aveirense a criar perigo,
especialmente nas bolas paradas.
A 2ª parte foi muito parecida com a
primeira: o Beira-Mar fartou-se de lutar, empurrou-nos para o nosso meio-campo
e nós tivemos muitas dificuldades para criar perigo. Mesmo assim, o Cardozo teve
um falhanço escandaloso, depois de uma boa jogada do recém-entrado Gaitán e o
Lima também devia ter feito melhor num desvio depois de um cabeceamento do
Luisão num canto. A 10’ do fim tivemos estrelinha,
também num canto, quando o Artur desviou sob a linha quase por instinto uma
bola que ia direitinha para um adversário. Lá nos aguentámos até final e
conseguimos uma vitória importantíssima.
Em termos individuais, o Cardozo foi dos
melhores, porque não só marcou o penalty como participou bem no jogo colectivo
(claro está que aquele falhanço só não é imperdoável, porque ganhámos…). O
Matic fez uma enorme 1ª parte, mas foi-se abaixo na 2ª. O Carlos Martins entrou
muito bem no segundo tempo e deu mais consistência ao nosso meio-campo. O Artur
esteve seguríssimo (excepção a um canto na 1ª parte, em que deixou que a bola
lhe passasse por cima). Menos bem estiveram o Melgarejo (isto vem já desde a recepção
ao Leverkusen), o Lima, que pareceu um pouco perdido, e o Ola John, que não
conseguiu ganhar a linha tantas vezes como deveria.
Independentemente da exibição, era
essencial conseguir os três pontos neste jogo. Isso foi conseguido e agora é
apontar baterias ao Bordéus na próxima 5ª feira. Tentemos manter esta
consistência, mas, por favor, sofrendo menos…
P.S. – Acho que podiam dar a mala à mesma
aos jogadores do Beira-Mar (perguntem ao Acácio, porque ele percebe do assunto).
Eles fizeram por merecê-la. E gostaria de saber que chazinho beberam ao lanche. Estavam cá com uma pedalada…
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