domingo, março 31, 2013
O ideal
Goleámos o Rio Ave por 6-1 e mantivemo-nos isolados na frente do campeonato
com os mesmos quatro pontos de vantagem sobre os assumidamente corruptos. Foi
um bom jogo, com boa réplica do adversário (pese embora a goleada final) e só
foi pena ter tido uma arbitragem hedionda.
Por motivos profissionais, esta é uma piores semanas da minha vida, razão
pela qual tinha pedido ao Benfica
para ganhar fácil e rápido, porque não precisava de aumentar mais ainda os
níveis de stress. E é também por isso, que este será um dos posts mais pequenos que este blog já
viu. O Glorioso fez-me a vontade, com 3-0 ao intervalo: Melgarejo (12’), Matic
(16’) e Lima (42’) selaram o destino dos três pontos. Pelo meio, com 1-0, ainda
vimos uma bola bater no nosso poste num livre. Na 2ª parte, marcámos mais três,
com o Lima a completar o hat-trick (50’
e 76’) e um do Enzo Pérez (82’), mas sofremos um golo (51’), o que já não
acontecia para o campeonato desde que defrontámos o Proença, perdão, o Nacional
na Madeira a 10 de Fevereiro.
Destaque individual óbvio para o Lima, pelos três golos, e para o Enzo
Pérez, que encheu o campo todo. Espero que a patada que o Salvio levou, e que o fez ter de sair ao intervalo, não
tenha consequências no futuro (num lance que nem falta foi!).
Na 5ª feira, defrontamos o Newcastle naquilo que se espera ser o primeiro
dos cinco jogos que ainda queremos fazer na Liga Europa.
P.S. - Façam um favor ao futebol e irradiem o Sr. Rui Gomes Costa (por amor
de Eusébio, não poluam o nome ao
chamarem-no só pelo primeiro e último!). Nove(!) amarelos (cinco para nós) e três
vermelhos por acumulação num jogo destes (o Melgarejo não vai a Olhão) é um
crime lesa-pátria! É razão suficiente para irradiação ter transformado um jogo
normal numa suposta batalha campal, mas mais ainda o é por ter feito isto com
objectivos muito específicos: encheu-nos de amarelos porque isso poderá dar
dividendos a alguém no futuro e tirou dois jogadores do Rio Ave da meia-final
da Taça da Liga a meio da próxima semana. Com quem mesmo é que eles vão jogar…?
terça-feira, março 26, 2013
Azerbaijão – 0 – Portugal – 2
Este triunfo importantíssimo em Baku mantém-nos na rota do Mundial
2014.Mesmo sem o C. Ronaldo, conseguimos fazer uma melhor exibição do que em
Israel, tendo a equipa estado muito mais concentrada. A vitória é mais do que
justa e só peca pelos números escassos.
Perante uma selecção hiper-defensiva, tentámos sempre jogar em velocidade
para conseguir os desequilíbrios necessários. A novidade Vieirinha foi
importante nesse aspecto e mesmo o Danny, sem ter feito um jogo brilhante, não
esteve tão mal quanto o Varela na passada 6ª feira. Na 1ª parte, conseguimos
ter duas hipóteses flagrantes pelo habitual Postiga e o Bruno Alves atirou um
livre ao poste. As coisas tornaram-se mais fáceis na 2ª com o duplo amarelo ao
avançado-centro deles (55’) e abrimos o marcador aos 63’ num canto do Moutinho
para óptima cabeçada do Bruno Alves. O mais difícil estava feito e, ao
contrário do que se passou em Israel, não nos desconcentrámos com a vantagem.
Ao invés, continuámos a procurar o segundo que chegou aos 79’ numa boa
iniciativa do Coentrão, que centrou para a cabeça do Hugo Almeida. Até final,
ainda deu para falhar mais dois ou três golos de baliza aberta, com o João
Pereira em destaque pela negativa com um desperdício incrível.
Acho que a equipa esteve globalmente bem e, como já disse, gostei do
Vieirinha. O Moutinho esteve mais dinâmico no meio-campo e isso fez a equipa
melhorar. De negativo, apenas o facto de o Pepe ter visto um amarelo idiota que
o vai tirar da recepção à Rússia em Junho. Faltam-nos quatro jogos, três dos
quais em casa. Se os ganharmos todos (como é nossa obrigação), é quase
impossível sermos o pior segundo e, portanto, iremos ao play-off. Mas ninguém ganha jogos a priori e é bom que estejamos cientes que a margem de erro já se
acabou.
P.S. – Querem razões para eu gostar do Paulo Bento? Aqui está uma delas.
sábado, março 23, 2013
Israel – 3 – Portugal – 3
Quem só vir o resultado vai pensar que foi péssimo, mas dado que aos 70’
estávamos a perder 3-1 e só marcámos o golo do empate aos 93’ acabou por não
ser assim tão mau. Claro que o 1º lugar do grupo se tornou impossível (se a Rússia
ganhar na Irlanda do Norte fica a sete pontos) e convém não nos esquecermos que
o pior dos segundos classificados não vai aos play-off. Que nesta altura é… Israel!
Não poderíamos ter entrado melhor com o golo do Bruno Alves logo aos 2’.
Mas depois inexplicavelmente dormimos na forma e deixámos Israel dar a volta
antes do intervalo (24’ e 40’). A pressão que fazíamos era ridícula e os
adversários tiveram todo o espaço e tempo do mundo para acertar na nossa
baliza. O Postiga esteve por três vezes sozinho só com o guarda-redes pela
frente, mas o melhor que conseguiu foi atirar ao poste numa delas. Depois de os
centrais terem dado espaço no 1º golo, de o Varela não ter conseguido cortar
uma bola a meio-campo e só meia defesa se ter lembrado do fora-de-jogo no 2º,
no 3º foi a vez do Rui Patrício ficar a meio da viagem num canto (70’). Tudo
parecia perdido, mas o C. Ronaldo lá fez uma das suas arrancadas e o Postiga
conseguiu não falhar desta vez (72’). No pressing
final, chegámos ao empate depois de um cabeceamento do Hugo Almeida ao poste e
alívio de um defesa contra as pernas do F. Coentrão. Foi um milagre mesmo à beira do fim!
A exibição foi má, com graves desconcentrações e, para piorar as coisas, o
C. Ronaldo viu um amarelo e não vai jogar no Azerbaijão na próxima 3ª feira.
Como o Nani também está lesionado, vamos ter que levar com o Varela a titular
outra vez. Portanto, teme-se o pior. Espera-se que ao menos a defesa não esteja
a dormir durante boa parte do tempo e que o meio-campo seja mais rápido. No entanto,
estamos a apresentar um futebol muito fraco (entre oficiais e particulares é o
quinto jogo seguido sem ganhar…) para quem quer estar num Mundial de futebol.
P.S. – O Cardozo saiu a coxear no Uruguai – Paraguai… Já disse que ODEIO
estes jogos de selecção a meio da época?!
segunda-feira, março 18, 2013
Quatro pontos
Goleámos em Guimarães (4-0) e, com o empate do CRAC no Marítimo, aumentámos
a nossa vantagem sobre eles para quatro pontos quando faltam sete jornadas para
o final do campeonato. Sempre considerei fundamental chegar ao jogo na pocilga
na penúltima jornada com pelo menos esta vantagem, para não estarmos sujeitos
ao grande reforço do CRAC nos jogos contra nós, o Sr. Pedro Proença. Agora, com
quatro jogos em casa e três fora, é só mantê-la até essa altura.
O V. Guimarães tem uma equipa jovem, mas muito boa e entrou muito forte na
partida. Mesmo assim poderíamos ter marcado logo aos 2’ quando o Cardozo isolou
o Lima, mas o guarda-redes defendeu com a cabeça(!) fora da área. Durante os
primeiros 20’/25’ pairou um pouco no ar o desgaste do jogo europeu, mas o que
revelámos foi inteligência táctica de deixar o “primeiro milho para os
pardais”. O que é facto é que o V. Guimarães praticamente não criou perigo para
a nossa baliza e os poucos remates foram sempre bem defendidos pelo Artur. Nós
criámos lances de golo com cabeçadas do Jardel e Cardozo, mas só chegámos à
vantagem aos 38’ num penalty do Cardozo (desta vez em força, como nos bons
velhos tempos) a punir empurrão claro sobre o Lima, depois de o Gaitán o ter
isolado ao marcar um livre muito rapidamente.
Na 2ª parte, o jogo alterou-se e o V. Guimarães desapareceu de cena, porque
nós entrámos fortíssimos. Estávamos a dominar completamente a partida, quando
aos 60’ o defesa-direito deles, Kanu, teve uma entrada a varrer sobre o
Melgarejo e viu bem o segundo amarelo mostrado pelo Sr. Paulo Baptista. O facto
de ter tocado (sem querer) na bola é irrelevante, porque não pode entrar
daquela maneira. Um minuto depois, fizemos o 0-2 pelo Garay, num excelente chapéu depois de um cruzamento do
Gaitán. A partir daqui, o adversário foi-se abaixo psicologicamente e a dúvida
era se nós conseguíamos marcar mais golos. No entanto, como eu sou pessimista,
até ao 0-3 não descanso, porque um golo contrário (e poderia ter acontecido num
único lance salvo pelo Artur) relançaria a partida, mesmo jogando contra dez.
Nós baixámos o ritmo, mas circulámos a bola e nunca deixámos de procurar a
baliza contrária. O chamado golo da tranquilidade surgiu aos 82’ pelo Salvio
depois de uma óptima desmarcação e ainda tivemos tempo para fazer o 0-4 pelo
Rodrigo já no tempo de compensação.
Em termos individuais, gostei bastante do Gaitán, que soube explorar muito
bem o facto de o V. Guimarães defender em linha para fazer uma série de passes
a rasgar a defesa. Óptimo jogo igualmente do regressado Garay, valorizado por
um golo, mas o mais importante é que a equipa esteve toda a um nível muito alto
e muito concentrada em conseguir estes três pontos que eram fulcrais. Mesmo
assim, tivéssemos nós tido um pouco mais de critério no último passe e teríamos
saído da cidade-berço com um resultado histórico.
O campeonato vai agora parar duas semanas por causa dos jogos das
selecções. É pena esta pausa, porque estamos muito confiantes e a jogar muito
bem, mas só espero que nenhum dos nossos se lesione.
P.S. – Inacreditável o que as claques do V. Guimarães fizeram ao atirar
pelo menos dois petardos contra o nosso guarda-redes! Quero ver qual é a sanção
que estes tipos vão ter…
sexta-feira, março 15, 2013
Sorteio da Liga Europa
BENFICA - Newcastle
Fenerbahçe - Lazio
Chelsea - Rubin Kazan
Tottenham - Basileia
Não foi o Basileia, mas não acho que tenhamos ficado mal servidos. Livrámo-nos dos tubarões e de viagens longínquas à Turquia e, principalmente, Rússia. Julgo que estes ingleses estão ao nosso alcance, mas não esqueçamos que teremos uma viagem a Olhão no meio da eliminatória. Faz-me lembrar o Chelsea na época passada… Seria preferível ter um jogo em casa, mas não se pode ter tudo. Não sofrer golos em casa na 1ª mão é fundamental. Tenhamos em atenção que, se nós temos quatro jogos e quatro vitórias até agora na Liga Europa, o Newcastle tem quatro jogos e zero golos sofridos. Cá está mais um borrego para nós matarmos…!
P.S. - Se prevalecer a lógica dos favoritos, haverá confrontos muito interessantes nas meias-finais.
Fenerbahçe - Lazio
Chelsea - Rubin Kazan
Tottenham - Basileia
Não foi o Basileia, mas não acho que tenhamos ficado mal servidos. Livrámo-nos dos tubarões e de viagens longínquas à Turquia e, principalmente, Rússia. Julgo que estes ingleses estão ao nosso alcance, mas não esqueçamos que teremos uma viagem a Olhão no meio da eliminatória. Faz-me lembrar o Chelsea na época passada… Seria preferível ter um jogo em casa, mas não se pode ter tudo. Não sofrer golos em casa na 1ª mão é fundamental. Tenhamos em atenção que, se nós temos quatro jogos e quatro vitórias até agora na Liga Europa, o Newcastle tem quatro jogos e zero golos sofridos. Cá está mais um borrego para nós matarmos…!
P.S. - Se prevalecer a lógica dos favoritos, haverá confrontos muito interessantes nas meias-finais.
Oscar Tacuara Cardozo
Vencemos em Bordéus por 3-2 e estamos pelo quarto ano consecutivo nos
quartos-de-final de uma competição europeia. Já li por aí que é a primeira vez
que tal feito é atingido por uma equipa portuguesa, o que a ser verdade
constitui mais uma brilhante página no nosso palmarés. A nossa superioridade já
tinha ficado evidente no encontro da 1ª mão e confirmou-se plenamente neste 2º
jogo, até porque o Jesus, sem os dois centrais titulares, resolveu (e bem) não
fazer mais poupanças e, tirando os pontas-de-lança, jogou com a artilharia pesada.
Com Luisão e Garay lesionados, jogámos com Jardel e Roderick (pronto, o
Jesus deve ter alguma coisa contra o Miguel Vítor, o que é que se há-de
fazer…?) e por isso mesmo estava um pouco apreensivo (“um pouco”, não,
bastante!). Como já tinha escrito aquando da partida na Luz, seria muito mau
para a nossa história se fôssemos eliminados por uma equipa que nos é
claramente inferior, mas a verdade é que o Bordéus mostrou ontem bem mais do
que tinha feito em Lisboa. No entanto, aos 30’ demos uma grande machadada nas
aspirações dos franceses, ao fazer o 0-1 num canto do Ola John e saída em falso
do Carrasso, que permitiu ao Jardel cabecear para a baliza deserta. Até ao
intervalo, o Artur lá fez uma ou outra defesa que nos permitiu sair para o
descanso com a importante vantagem.
Na 2ª parte, o Bordéus entrou muito forte e nós praticamente não passámos
do meio-campo nos primeiros 10’. Depois soubemos acalmar o jogo e nunca deixar
de tentar criar perigo. Aos 66’, o Jesus decidiu tirar o inoperante Rodrigo e
colocar o Cardozo. “Para ajudar a defender nas bolas paradas”, pensei eu na
minha ingenuidade futebolística, até porque o Roderick a saltar à bola…
valha-me Eusébio! O Artur continuava a conservar a nossa baliza intacta, mas
não pôde fazer nada aos 74’ quando numa bola bombeada para a frente, o Jardel
se preocupou mais com o avançado do que com o esférico, o que fez com que este
batesse nas suas costas assistindo o Diabaté para o empate. Estávamos com
dois golos de vantagem, mas, pessimista como sou, não estava muito confortável
para os quinze minutos finais, porque se sofrêssemos mais um ficaríamos com a corda na garganta. Só que, grande falha
minha(!), não me lembrei que o Tacuara
estava em campo! Logo no minuto seguinte, uma boa combinação atacante e uma
óptima assistência do Gaitán colocaram o paraguaio em boa posição, este sentou
o defesa e o guarda-redes ao puxar a bola para o pé esquerdo, e atirou rasteiro
para o lado direito da baliza. Um golão!
Como um jogo do Benfica é (quase) sempre stressante para mim, agora, que a eliminatória estava decidida, o
meu objectivo era que ganhássemos o jogo, por todos os motivos e mais algum
(pontos para o ranking, o Bordéus não
perdia jogos europeus em casa desde 1 de Outubro de 2008, motivação extra para
Guimarães, etc.). Esse desejo parecia não se concretizar quando o Jardel, na
sequência de um canto e uma magnífica defesa do Artur, marcou o segundo
autogolo europeu do ano ao tentar aliviar a bola. Estava a começar a crescer a
minha fúria quando o Cardozo entrou novamente em acção e, aproveitando a falha
de um defesa numa bola bombeada para a frente, fintou-o e subtilmente, com
imensa classe, desviou a bola do guarda-redes. Foi o delírio!
Em termos individuais, ÓBVIO destaque para aquele que “não corre”, “não
luta”, não se esforça”, mas que agora olha para cima e só vê o Eusébio à sua
frente como melhor marcador do Glorioso na Europa! Ouviram bem?! De TODOS os
jogadores que passaram pelo Benfica, só o Eusébio tem mais golos europeus que o
Cardozo! Grande jogo igualmente do Gaitán, que sabe bem quando tem a atenção da
Europa do futebol… Referência igualmente para o Artur, claro, que felizmente
parece que já ultrapassou a sua fase Roberto do início de 2013. Também gostei
do André Almeida, que se constitui uma alternativa muito válida para o descanso
do Maxi Pereira. O Ola John deu um arzinho da sua graça e a dupla de meio-campo
(Matic e Enzo Pérez) esteve muito consistente, embora menos exuberante que em
jogos passados.
As 10.000 pessoas(!) que foram apoiar o Benfica num estádio no estrangeiro
mais que mereciam esta vitória! Se é verdade que somos o maior clube português
pelos campeonatos que vencemos, é bom que não esqueçamos que somos respeitados
no mundo pelas conquistas na Europa. Por isso mesmo, é urgente que voltemos o
quanto antes a uma final europeia! Como na Champions
isso é muito difícil (duvido que alguma vez na vida tenhamos a sorte de clubes
assumidamente corruptos de defrontar um Corunha numas meias-finais e um Mónaco
numa final, o que constituiu, para mim, a prova mais insofismável da
inexistência de Deus), esta época temos uma excelente oportunidade para isso na
Liga Europa (e nenhum de nós ainda digeriu a eliminação nas meias-finais de há
dois anos frente ao… Braga!).
P.S. – Basileia, Fenerbahçe, Rubin Kazan, Newcastle, Lazio, Tottenham e
Chelsea são os nossos possíveis adversários. Se pudesse escolher, seria
claramente o Basileia e, se entre os três últimos, dois deles se defrontassem
seria perfeito! De qualquer modo, contra qualquer das quatro primeiras equipas,
acho que somos favoritos. Vamos lá, Benfica, Amesterdão começa a desenhar-se no
horizonte…!
quinta-feira, março 14, 2013
Agradecimento
Em nome de todos os desportistas, daqueles que respeitam o jogo e os adversários, que desprezam os que usam batota para ganharem e que não gostam que estes tenham sucesso, porque isso nos faz ter menos crença num mundo mais
justo, um profundo obrigado por terem derrotado as forças do Mal.
segunda-feira, março 11, 2013
Assim, sim!
Goleámos o Gil Vicente por 5-0 e não só mantivemos a liderança isolada da
Liga, como ultrapassámos o CRAC na diferença de golos. Foi um regresso às boas
exibições, que neste caso teve um resultado a condizer, depois de os últimos
três jogos terem sido muito murchos em termos exibicionais.
Com os titulares de início outra vez, depois do descanso de 5ª feira,
entrámos muito bem na partida e marcámos logo aos 12’ pelo Maxi Pereira, depois
de uma excelente abertura do Enzo Pérez, num lance em que ele tentou cruzar,
mas a bola bateu num defesa e passou por debaixo das pernas do guarda-redes. Ao
contrário do sucedido nos encontros anteriores, não baixámos o ritmo e aos 33’
tínhamos a vitória assegurada, com golos do Salvio (22’) e Melgarejo
(finalmente o paraguaio estreou-se a marcar!), este num óptimo lance do Ola
John. O Gil Vicente não jogava com o autocarro,
longe disso(!), e consegui um ou outro remate perigoso que o Artur defendeu.
O ritmo da 2ª parte foi consideravelmente mais lento, o que se compreende
pela 2ª mão da Liga Europa na próxima 5ª feira, mas o Gil Vicente quase ia
aproveitando demasiado relaxamento nosso para marcar o ponto de honra. O Luís Martins atirou em arco à barra, no entanto
fomos nós a marcar com uma boa abertura do Cardozo para o Ola John assistir o
Lima aos 65’. O Gil Vicente tinha feito alguns ataques até essa altura, mas a
partir daqui baixou os braços. Muito perto do fim, já na compensação, uma bola
ganha pelo Aimar a meio-campo permitiu-lhe fazer uma excelente abertura para o
Salvio assistir o Gaitán (entretanto entrado). Estes golos nos últimos minutos,
que confirmam uma vitória, sabem-me sempre muito bem. Uma pessoa até sai com
outro espírito do estádio!
Em termos individuais, destaque para o Ola John com duas assistências.
Também gostei bastante do Cardozo, apesar de não ter marcado nenhum golo.
Podê-lo-ia ter conseguido depois de um centro magnífico do Gaitán. O Matic tem
a referência habitual e é impressionante como o nosso meio-campo melhora logo
com a sua presença. Bom jogo também do Enzo Pérez, apesar de alguns passes
disparatados para trás, que foram interceptados pelo adversário. O Salvio é
igualmente outro a quem terá feito bem o descanso, porque fez uma exibição
sempre em alto ritmo. Na defesa, o Jardel substituiu o lesionado Luisão e
cumpriu como habitualmente.
Esta semana vai ser essencial para o nosso futuro: Bordéus e Guimarães,
somente três dias depois. Convinha marcar um golo cedo logo em França, para
podermos gerir o jogo à nossa bela vontade e não permitir grandes correrias do
adversário. Repito que não me passa pela cabeça sermos eliminados por eles, mas
há que ter em atenção a importância do jogo em Guimarães. É essencial chegarmos
à casa do CRAC à frente deles.
sexta-feira, março 08, 2013
Letargia
Vencemos o Bordéus por 1-0 na 1ª mão dos oitavos-de-final da Liga Europa. Ganhar
sem sofrer golos é o mais importante numa 1ª mão de uma competição europeia,
mas o resultado é mesmo a única coisa positiva deste jogo. A nossa exibição foi
paupérrima e perdemos uma hipótese de ouro de ir a França com a eliminatória
completamente resolvida.
O facto de faltarem cinco titulares (Matic castigado, Maxi Pereira, Salvio,
Enzo Pérez e Lima no banco) e termos alinhado durante 90’ com 10 (Roderick a
trinco) são duas boas explicações, mas perante a inoperância do adversário
tínhamos obrigação de fazer (muito) melhor. Mesmo com a equipa secundária que
apresentámos. Não se percebe porque é que não colocámos mais vezes um bocadinho
mais de velocidade quando partimos para o ataque, quando ficou à vista de todos
que o Bordéus quebrava sempre que isso acontecia. Fizemos o único golo aos 21’
num grande remate de fora da área do Rodrigo, que a UEFA inacreditavelmente
atribuiu ao guarda-redes, Carrasso, porque a bola bateu na barra e nas mãos
dele antes de entrar. Se já não estávamos a jogar grande coisa antes do golo, a
partir daqui ainda baixámos mais o ritmo tentado controlar melhor o jogo, mas
já se sabe que o Benfica não está fadado para isso.
A 2ª parte iniciou-se com um bom remate do Cardozo que o guarda-redes
defendeu e depois houve uma jogada do Melgarejo pela esquerda que centrou mal,
quando se calhar deveria ter tentado o remate à baliza. E pronto, quanto a
perigo da nossa parte estamos conversados. Verdade seja dita que o Bordéus ia
piorando à medida que o relógio avançava, mas lá está, tal como em Aveiro, num
canto no último minuto um dos centrais falhou por um triz um cabeceamento,
quando estava na pequena-área.
Em termos individuais, o Artur (duas ou três defesas importantes) e a
defesa toda (André Almeida, Luisão, Garay e Melgarejo) foram os melhores, ou os
menos maus, do Benfica. Tudo o resto foi muito medíocre e mesmo quando entraram
os titulares (Pérez, Salvio e Lima) não conseguimos aumentar o ritmo. Até o
Jesus esteve mal na reordenação da equipa nas substituições, porque depois das
entradas dos dois primeiros, ficámos a jogar com o Gaitán atrás do
ponta-de-lança (Rodrigo) e as coisas melhoraram durante 10’, mas com a entrada
do Lima voltámos a jogar com dois pontas-de-lança e tudo piorou outra vez.
Mesmo em termos de gestão da equipa e perante o que o adversário (não)
mostrou (o Jesus bem pode enganar-se a si próprio se considera mesmo que o
Bordéus é uma boa equipa), não se percebe como é que nós não quisemos ir para
França com tudo resolvido, especialmente levando em consideração que vamos a
Guimarães três dias depois. Será uma vergonha para a nossa história se formos
eliminados por estes tipos. O público não ficou nada satisfeito com a exibição
da equipa e houve uma monumental assobiadela no final. Os jogadores amuaram e
não vieram agradecer. Eu, por princípio, nunca assobio nenhum jogador do
Benfica. Mas, se não podemos deixar de achar estranho que se assobie a equipa
depois de uma vitória por 1-0 numa competição europeia, a verdade é que esta
exibição (somada à de Aveiro e à de Braga para a Taça da Liga) confirma uma
tendência negativa que se está a tornar recorrente. Espero que este abaixamento
de ritmo seja propositado com vista a aguentarmos fisicamente as competições até
final. Caso contrário, teremos um grande problema.
P.S. – Mais um jogo europeu em casa, mais um petardo a fazer-se ouvir na
zona do costume. Custa-me a entender como é que não se faz nada quanto a isto. Tanto
por parte dos responsáveis do Benfica (há câmaras de segurança, não há? Os alemães
não tiveram problemas nenhuns em identificar os prevaricadores em Leverkusen…),
como por parte das próprias pessoas que se sentam naquela bancada. Quanto
tivermos um jogo europeu à porta fechada (que deve estar para breve), pode ser
que fiquem satisfeitos.
segunda-feira, março 04, 2013
A (mais que) ferros!
Vencemos o Beira-Mar em Aveiro (1-0) e, graças ao empate do CRAC no WC,
ficámos isolados na liderança com dois pontos de vantagem. Foi uma partida
muitíssimo mais difícil do que estava à espera e, sinceramente, não percebo
como é que os aveirenses estão em último lugar…
Voltámos a entrar bem na partida e, logo
no primeiro minuto, o Lima podia (e devia!) ter conseguido fazer melhor o chapéu ao guarda-redes e colocar-nos em
vantagem. Vantagem essa que obtivemos aos 16’ na sequência de um penalty
evidente por mão na bola do Hugo. O Sr. Manuel Mota Silva demorou imenso tempo
a assinalá-lo e pareceu-me que só o fez por indicação do fiscal-de-linha. O
Cardozo marcou como tem feito nos últimos tempos, vendo antes para onde o
guarda-redes vai cair e atirando a bola para o lado oposto. Esperava-se que o
jogo se tornasse mais fácil e que nós aproveitássemos a subida do Beira-Mar
para matar o jogo num contra-ataque.
Mas nada disso se passou e, ao invés, vimos os aveirense a criar perigo,
especialmente nas bolas paradas.
A 2ª parte foi muito parecida com a
primeira: o Beira-Mar fartou-se de lutar, empurrou-nos para o nosso meio-campo
e nós tivemos muitas dificuldades para criar perigo. Mesmo assim, o Cardozo teve
um falhanço escandaloso, depois de uma boa jogada do recém-entrado Gaitán e o
Lima também devia ter feito melhor num desvio depois de um cabeceamento do
Luisão num canto. A 10’ do fim tivemos estrelinha,
também num canto, quando o Artur desviou sob a linha quase por instinto uma
bola que ia direitinha para um adversário. Lá nos aguentámos até final e
conseguimos uma vitória importantíssima.
Em termos individuais, o Cardozo foi dos
melhores, porque não só marcou o penalty como participou bem no jogo colectivo
(claro está que aquele falhanço só não é imperdoável, porque ganhámos…). O
Matic fez uma enorme 1ª parte, mas foi-se abaixo na 2ª. O Carlos Martins entrou
muito bem no segundo tempo e deu mais consistência ao nosso meio-campo. O Artur
esteve seguríssimo (excepção a um canto na 1ª parte, em que deixou que a bola
lhe passasse por cima). Menos bem estiveram o Melgarejo (isto vem já desde a recepção
ao Leverkusen), o Lima, que pareceu um pouco perdido, e o Ola John, que não
conseguiu ganhar a linha tantas vezes como deveria.
Independentemente da exibição, era
essencial conseguir os três pontos neste jogo. Isso foi conseguido e agora é
apontar baterias ao Bordéus na próxima 5ª feira. Tentemos manter esta
consistência, mas, por favor, sofrendo menos…
P.S. – Acho que podiam dar a mala à mesma
aos jogadores do Beira-Mar (perguntem ao Acácio, porque ele percebe do assunto).
Eles fizeram por merecê-la. E gostaria de saber que chazinho beberam ao lanche. Estavam cá com uma pedalada…
quinta-feira, fevereiro 28, 2013
Estamos no Natal?!?!
Oferecemos ao Braga a
passagem à final da Taça da Liga ao perder nos penalties por 3-2 depois de um
0-0 nos 90 minutos. Independentemente de ser a terceira prova do calendário
nacional em termos de importância, éramos os detentores desta Taça e o acesso a
uma final nunca deveria ser encarado de ânimo leve. Ou com espírito natalício
(muito tardio). Escusado será dizer que estou furioso com esta derrota!
E não, não é pelo facto de termos (e bem) poupado o Matic, Salvio e Lima,
que nem sequer viajaram a Braga. Também não é por termos deixado alguns
habituais titulares (Garay, Maxi, Enzo Pérez e Ola John) no banco. Não é
igualmente por termos jogado com a abécula do Roderick a trinco. E nem é por
termos feito um jogo abaixo das nossas possibilidades, com poucos remates
(mesmo assim, um ao poste logo no início pelo Rodrigo) preteridos a favor de rodriguinhos inconsequentes muito perto
da zona de remate (Gaitán, Aimar e Carlos Martins em destaque negativo neste
campo).
O que me tirou do sério é não termos encarado os penalties como devia ser.
Não me venham com a história da “sorte” ou a “lotaria”. Se o Cardozo era para
jogar só 45’, por que não jogar os segundos em vez dos primeiros?! Será que a
ida aos penalties era assim tão pouco provável?! Menos um especialista a
marcá-los. Já nem falo do Lima, que nem foi. Ok, muito bem, ainda tínhamos 11
jogadores em campo. O que decidimos? Colocar a abécula do Roderick (já agora,
qual foi a ideia de renovar contrato com um jogador dispensado pelo último classificado
da liga espanhola e que já tinha um contrato longo…?!) a marcar um deles…
Resultado? A bola nem à baliza foi! Era de esperar. Outra: desde quando o
Luisão marcou um penalty na vida? Outro falhanço. E isto com o Ola John e o
Aimar em campo. Só para referir dois exemplos de jogadores que estão mais
habituados a rematar à baliza do que o Luisão e Roderick (o Aimar não remata
tanto como deveria, mas enfim…). Mais uma acha: aos 82’ o Carlos Martins
lesiona-se (típico…), ele que era outro jogador que poderia marcar penalties.
Tudo bem. Tínhamos o Kardec no banco, Kardec esse que há dois anos era segundo
na lista dos marcadores de penalties (só atrás do Cardozo). O que fizemos?
Colocámos o Ola John em campo… Para a coisa ser ainda pior, começámos nós a
marcar e o Alan falhou o primeiro penalty do Braga. Ou seja, tínhamos tudo a
nosso favor, mas desperdiçámos estupidamente a possibilidade de voltar a uma
final. E de tentar algo inédito em Portugal: conseguir o triplete nacional. Mas vamos todos ficar muito contentes, porque
temos menos um jogo até ao fim da época e já podemos descansar mais…
No meio desta desgraça, salvou-se o Artur com uma óptima exibição. O Jardel
também esteve bem, assim como o André Almeida. O Gaitán apareceu a espaços
(houve um penalty a nossa favor por tesoura
a ele, mas o Sr. Marco Ferreira preferiu assinalar campo…) e todos os outros
estiveram muito sofríveis. Alguns horríveis, mesmo.
P.S. – E sim, ainda estou mais fulo por não ir comer um belo leitão à
Mealhada!
P.P.S. - Para (não) variar o nosso autocarro foi apedrejado na autoestrada e as pedras acertaram num dos vidros. Felizmente, não estava ninguém no lugar ao lado desse vidro. Quando se permite que excrementos humanos estejam em viadutos nas autoestradas é isto que acontece. Porcos imundos!
P.P.S. - Para (não) variar o nosso autocarro foi apedrejado na autoestrada e as pedras acertaram num dos vidros. Felizmente, não estava ninguém no lugar ao lado desse vidro. Quando se permite que excrementos humanos estejam em viadutos nas autoestradas é isto que acontece. Porcos imundos!
segunda-feira, fevereiro 25, 2013
Grande resposta
Vencemos o Paços de Ferreira por 3-0 e voltámos a colar-nos ao CRAC na
liderança do campeonato com uma desvantagem de três golos. Três dias depois do
encontro europeu, confesso que estava com algum receio da resposta física da
equipa, mas ela não poderia ter sido melhor.
Em relação aos dois últimos encontros para o campeonato (Nacional e
Académica), o segredo esteve na forma como entrámos na partida. Muito
concentrados, a imprimir velocidade e com vontade de marcar cedo. Conseguimo-lo
através do Enzo Pérez aos 8’, depois de uma boa abertura do Salvio que colocou o
compatriota só com o guarda-redes pela frente. A partir daqui, naturalmente que
o Paços tinha que vir para a frente, mas nós nunca perdemos de vista a baliza
contrária. Até ao intervalo, o Lima teve um bom remate para defesa do Cássio e
o Cardozo em ligeiro fora-de-jogo atirou ao poste, depois de ser bem servido
pelo Ola John.
A 2ª parte não poderia ter começado melhor, pois aos 46’ num canto
consequência de uma óptima defesa do Cássio a remate do Cardozo, o mesmo Tacuara fez o 2-0 de recarga depois de
uma cabeçada do Luisão ao poste. Adquiríamos uma vantagem importante que ainda
nos tranquilizou mais. Ao intervalo, o Enzo Pérez deu o lugar ao Carlos Martins
que, vá lá, desta vez entrou muito bem na equipa, facto a que não será alheio a
sua posição no terreno, a jogar no meio-campo e não como segundo avançado. O
Paços de Ferreira pouco perigo criava e o Jesus começou a refrescar a equipa
com o Gaitán e Aimar em vez do Cardozo e Ola John. O 3-0 surgiu surgiu aos 84’
depois de uma bonita jogada colectiva entre o Carlos Martins e Aimar, com o
Lima a atirar de peito para a baliza, a bola a ser interceptada por um defesa
para os pés do Salvio, que só teve que encostar. Este lance é um bom exemplo da
pertinência de utilização das novas tecnologias: só na televisão e com a imagem
parada, deu para ver que o defesa tirou a bola do Lima já depois de ela ter
entrado na baliza.
Em termos individuais, destaque para o Salvio que voltou aos bons velhos
tempos, em que partia as defesas
contrárias. Espero que seja para continuar. O Matic voltou a encher o campo e
torna quase monótono estar sempre a destacá-lo. O Ola John também fez um jogo
interessante, assim como o Enzo Pérez na 1ª e o Carlos Martins na 2ª parte. O
Luisinho que substituiu o Melgarejo esteve bem a atacar, mas com mais falhas
defensivas, nomeadamente de perdas de bola, do que seria desejável. Os dois
centrais (Luisão e Garay) foram os esteios do costume.
Mais um jogo, mais uma vitória e olhar virado já para a meia-final da Taça
da Liga na próxima 4ª feira, em Braga. Vai ser uma partida muito difícil, mas
temos um título para defender e todos nós estamos com vontade de voltar a comer
um leitão no regressar a Coimbra.
sexta-feira, fevereiro 22, 2013
Sorte e mérito
Voltámos a vencer o Bayer Leverkusen (2-1) e qualificámo-nos para os
oitavos-de-final da Liga Europa. Foi outra partida extremamente complicada, em
que se pode dizer que tivemos sorte nalguns lances, mas em que na 2ª parte
justificámos a qualificação.
O Jorge Jesus tinha dito na véspera do jogo que a equipa (referindo-se a
nós e ao CRAC) que fosse eliminada em primeiro lugar das competições europeias
tinha mais hipóteses de ganhar o campeonato. Aí está um belo exemplo do que é
verdade, mas não se deve dizer publicamente. Durante a 1ª parte, os jogadores
seguiram à risca esta máxima e fizemos de tudo para sermos eliminados: jogámos
(ou melhor, não jogámos) parados e vimos duas bolas a bater nos nossos postes. Oportunidades
nossas só um cabeceamento do Gaitán. Paupérrimo.
A 2ª parte começou da mesma maneira e a bola até entrou na nossa baliza,
mas felizmente o fiscal-de-linha viu o fora-de-jogo milimétrico do Kießling.
Aos 53’, o Jesus lá decidiu que devíamos jogar com 11 e tirou o Carlos Martins
para colocar o Salvio. Foi logo outra coisa e inaugurámos o marcador aos 60’
num lance individual fabuloso do Ola John pela esquerda, culminado com um
remate em arco. Ainda faltava meia-hora e o Leverkusen não desistia: entrou em
cena o Artur com duas defesas fantásticas que evitaram o empate. O Salvio
falhou um cabeceamento muito fácil depois de outro lance bestial do Ola John e
na jogada seguinte sofremos o 1-1 pelo Schürrle, numa jogada em que a nossa
defesa não foi lesta a aliviar a bola. Estávamos no minuto 75’ e adivinhava-se
um sofrimento terrível durante o quarto-de-hora final. Felizmente, dois minutos
depois, um alívio do Artur isolou o Lima na direita, que centrou para o Matic
acabar com a eliminatória. Até final, ainda poderíamos ter marcado mais um golo,
mas outro cabeceamento do Salvio esbarrou num defesa, quando o guarda-redes já
não estava na baliza.
Em termos individuais, óbvio destaque para o Ola John, que abriu o livro na
meia-hora final depois de 60’ muito apagados. O Enzo Pérez também se fartou de
correr e o André Almeida terá feito dos melhores jogos pelo Benfica. O Matic
foi igualmente essencial para a vitória, mas levou um amarelo razão pela qual
não vai jogar na primeira-mão dos oitavos. Uma palavra igualmente para o Artur,
que se fartou de defender. Menos bem esteve o Melgarejo e, principalmente, o
Carlos Martins, que se arrastou em campo.
Iremos defrontar o Bordéus na próxima eliminatória. Só a questão física nos
poderá condicionar, já que julgo que temos melhor equipa que eles. Eu sei que o
campeonato é a prioridade, mas já agora tinha piada chegarmos aos
quartos-de-final.
segunda-feira, fevereiro 18, 2013
Triplo autocarro
Um penalty INDISCUTÍVEL concretizado pelo Lima aos 94’ deu-nos uma vitória
arrancada a ferros perante a Académica (1-0). Foi um triunfo justo perante a equipa
mais defensiva que me lembro de ver jogar na Luz: um remate à nossa baliza e
permanentes perdas de tempo confirmam-no.
Sem os castigados Matic e Cardozo, oferecemos
a 1ª parte ao adversário. Jogámos a duas velocidades, devagar e parados, o que
nem se percebe muito bem, porque houve vários jogadores que não fizeram os 90’
na Alemanha há três dias. Maxi Pereira, Enzo Pérez, Salvio, Lima e Rodrigo
deveriam ter mostrado mais frescura e a equipa ressentiu-se disso, porque numa
táctica de 11-0 (batendo o Beira-Mar do início dos anos 90, que jogava num 10-1
com o Dino lá na frente), se não houver dinâmica, a probabilidade de criar
perigo é muito menor. Mesmo assim, ainda tivermos algumas oportunidades com realce
para um cabeceamento do Lima, que deveria não ter ido à figura do guarda-redes,
porque ele estava sozinho e quase na pequena-área.
Na 2ª parte, lá aumentámos o ritmo e tivemos mais chances de marcar. A
Académica só jogava em metade do seu meio-campo, o que é uma arma tão válida
como qualquer outra, se bem que muito má para o espectáculo. Isso não é
antijogo, o que é antijogo é simular lesões e demorar eternidades para repor a
bola em jogo, como fizeram durante os 90’. Para não variar, o guarda-redes
adversário, Ricardo, começou a defender tudo o que lhe aparecia à frente e o
poste e a barra também deram uma ajuda por duas vezes (Ola John e Melgarejo,
este num remate ainda desviado pelo guarda-redes). Entraram o Kardec, Gaitán e
Carlos Martins, mas ninguém estava particularmente inspirado. Até que no quarto
dos cinco minutos de compensação, o Kardec ganha de cabeça uma bola pontapeada
pelo Artur e o Gaitán é CLARAMENTE agarrado quando tenta chegar à bola. O Lima
revelou uma concentração de louvar (isso é bem visível no grande plano da
televisão) e rematou rasteiro para o canto inferior esquerdo da baliza, não
dando hipóteses ao Ricardo, que se lançou para o lado contrário. Respirámos
todos de alívio e a encomenda do Sr.
Pedro Proença na semana passada, tirando-nos deste jogo um jogador fundamental
como o Matic, não foi felizmente entregue.
Em termos individuais, não houve ninguém que se destacasse por aí além.
Gostei do Enzo Pérez na 1ª parte, porque foi dos poucos que tentou acelerar o
jogo, mas foi-se abaixo na 2ª. Não se pode dizer que os jogadores não tenham
tentado, mas o Salvio e o Ola John, por exemplo, estão longe da melhor forma. O
Rodrigo continua muito irregular desde a malfadada trancada do Bruno Alves faz
agora um ano. O Lima teve o enorme mérito de não tremer no penalty. O André
Almeida a trinco veio dar razão ao Jesus, quando prefere jogar ali com o André
Gomes perante estas equipas superdefensivas. Quando até o Garay não está
perfeito, não há mais nada a acrescentar.
Foi uma vitória muito saborosa e que nos deve moralizar para os próximos
importantes encontros. Agora é descansar e apontar baterias para o Leverkusen,
que vai ser muito complicado.
P.S. – O Sr. Nuno Almeida assinalou (e bem) o penalty no fim, mas falhou ao
não marcar um claro braço levantado do Hélder Cabral no início da 2ª parte num
canto. Também no lance da bola na barra do Melgarejo, parece-me que o Gaitán é
ensanduichado na pequena-área, embora aqui possa dar o benefício da dúvida ao árbitro.
sexta-feira, fevereiro 15, 2013
Personalidade
Grande vitória em Leverkusen (1-0) deixa-nos em boa posição para atingir os
oitavos-de-final da Liga Europa. No terreno do 3º classificado da Bundesliga,
que este ano já foi ganhar ao Bayern em Munique, demonstrámos uma maturidade
assinalável, ainda para mais porque o Jesus fez algumas poupanças e alinharam jogadores
que não são habituais titulares.
Com Salvio, Maxi Pereira, Lima e Enzo Pérez no banco, e substituídos por
Urreta, André Almeida, André Gomes e Ola John, entrámos em campo a saber muito
bem o que queríamos. Isso passou por uma grande consistência defensiva, com um
enorme Matic na 1ª parte, que praticamente não deixou o Leverkusen criar lances
de perigo. Em relação ao ataque, poderíamos ter sido mais incisivos, já que
houve lances em que os passes não saíram de feição, o que nos impediu de criar
também grandes situações de golo. Mesmo assim, uma boa abertura do André Gomes
permitiu ao Urreta rematar em arco, mas com defesa segura do guarda-redes. Perto
do intervalo, tivemos o contra da lesão do André Gomes, o que obrigou o Jesus a
meter o Enzo Pérez mais cedo do que quereria.
Na 2ª parte, vieram as oportunidades. Há que dizer que, para além de uma
boa ajuda defensiva e de algumas intervenções do Artur, tivemos sorte em ter
saído de Leverkusen a zeros. O Bayer criou perigo logo no minuto inicial, fruto
da única desatenção do André Almeida, que deixou um adversário desviar muito
perto da pequena área. O Jesus lá se decidiu que tínhamos mesmo que marcar e
colocou o Salvio no lugar do Urreta aos 57’. Quatro minutos depois, fizemos o
único golo da partida, fruto de um contra-ataque onde intervieram Cardozo,
Gaitán, Salvio e André Almeida, que cruzou para o Cardozo fazer um golão, num
toque cheio de classe depois de uma simulação sobre um defesa, picando a bola
por cima do guarda-redes. Depois disto, o Bayer foi mais pressionante, mas o
Artur defendeu alguns remates (porém ainda não revelando, numa ou outra bola
defendida para a frente, a confiança que costumava ter) e toda a linha
defensiva esteve irrepreensível. Há que dizer igualmente que poderíamos ter
matado a eliminatória, pois o Ola John por duas vezes poderia ter feito golo e
ainda houve um remate de primeira do Salvio que merecia melhor sorte. No último
minuto, foi o Melgarejo a segurar a vitória numa corte de cabeça em cima da
linha, quando a bola se preparava para entrar na baliza.
Em termos individuais, destaco outra vez o Matic, nomeadamente na 1ª parte,
o Melgarejo, que regressou em grande e foi praticamente intransponível, para
além de nos ter garantido a vitória no fim, e os centrais (Luisão e Garay).
Exibição também bastante boa do André Almeida e toques de classe do Gaitán e
Ola John, se bem que o argentino devesse ter a preocupação de nem sempre tentar
fazer o mais difícil. O Enzo Pérez entrou muito bem em jogo, assim como o
Salvio. Quando ao Cardozo, o jogo estava a passar-lhe ao lado, quando resolveu
fazer uma obra-prima e dar-nos a vitória. Enfim, o costume: “não joga nada, só
sabe marcar golos”.
É bom que estejamos (nós, adeptos, porque a equipa parece que está)
conscientes que a eliminatória, apesar de muito bem encaminhada, está muito
longe de estar decidida. Se os alemães marcarem primeiro cá, ficamos numa
posição potencialmente complicada, porque correndo o risco de sofrer mais um
golo e precisaríamos de marcar três. Eu sei que a prioridade é o campeonato,
mas já agora poderíamos tentar ir longe na Europa, porque conseguir vitórias no
campo de 3º classificado do campeonato alemão é óptimo para o nosso prestígio e
para a nossa moral.
P.S. – Magnífico apoio
nas bancadas com os cânticos ao Glorioso a abafarem por várias vezes as
vozes alemães. De negativo (e bastante), o facto de se terem ouvido
rebentamentos de petardos. A realização alemã mostrou os nossos adeptos depois
de um deles, levando a crer que terão sido na nossa bancada. Se assim for,
parece que há mesmo gente estúpida que quer ver o nosso estádio interditado.
Depois dos avisos da Uefa por causa dos jogos da Champions em casa neste ano, custa-me a acreditar que haja assim
pessoas tão acéfalas… [Adenda:] Parece que há mesmo.
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