sexta-feira, outubro 19, 2012
Superioridade
Vencemos em Freamunde por 4-0 e qualificámo-nos para a 4ª eliminatória da
Taça de Portugal. Foi um jogo relativamente bem conseguido com vários jogadores
que não são habitualmente titulares e a vitória nunca esteve em causa. Claro
que marcar logo no primeiro quarto de hora ajudou a que nos tranquilizássemos.
Um compromisso inalterável não me permitiu ver o jogo em directo. Assim de cabeça, acho desde esta que eu não perdia uma partida do Glorioso que em directo. Só que, no final de Agosto quando o compromisso foi marcado, nunca me passou pela cabeça que jogássemos numa 5ª feira dois dias depois das selecções! Aposto que será o único jogo esta época que iremos fazer à 5ª (caso não caiamos na Liga Europa), só para me lixar! Enfim, felizmente os jogadores do Benfica não sentiram a minha falta… :-) Quando comecei a ver em diferido, a partida ainda não tinha acabado (obrigado por esta possibilidade, box da Meo!) e eu só sabia que estávamos a ganhar 1-0 (e foi fuga de informação, porque eu gosto de ver os jogos sem saber os resultado). A 1ª parte foi mais disputada (no entanto, daí a dizer que o Freamunde foi melhor, como referiu o João Eusébio, seu treinador, vai uma grande diferença…), mas adiantámo-nos no marcador aos 16’ pelo Lima, à ponta-de-lança, na sequência de um canto e uma assistência inadvertida do Sidnei. Serenámos um bocado e o Paulo Lopes por duas vezes impediu o empate. Perto do intervalo, o regressado Cardozo (que, como dizia o Paneira nos comentários na TV, estava a passar ao lado do jogo, mas quando aparece geralmente faz golo) lá facturou o do costume, depois de uma boa jogada e tabela com o Lima.
A 2ª parte foi mais desequilibrada a nosso favor e um centro do Luisinho permitiu ao Salvio encostar para o 0-3 aos 62’. O Jorge Jesus foi fazendo substituições já a pensar em Moscovo, mas o Freamunde só criou mais dois lances de perigo: uma cabeçada falhada e uma nova defesa do Paulo Lopes perante um jogador isolado, cortesia de uma paragem cerebral do Jardel, que atrasou mal a bola. Um dos jogadores que entraram foi o André Gomes da equipa B, que fez o 0-4 aos 74’ numa boa assistência do Jardel, como que a compensar o erro anterior. Até final, ainda poderíamos ter aumentado o marcador, mas o guarda-redes defendeu bem um remate em vólei do Rodrigo e o Bruno César rematou ao lado com a baliza escancarada.
A equipa exibiu-se em bom plano e gostei novamente de ver o Salvio, que acelera sempre o jogo quando a bola lhe chega aos pés, o Nolito também esteve activo, apesar de não ter marcado nenhum golo, e os pontas-de-lança fizeram a sua obrigação com um golo cada um. O Carlos Martins não estava a jogar mal e não pareceu muito satisfeito com a substituição, o Paulo Lopes foi muito importante, com pelo menos três defesas que impediram golos, e o Luisinho melhorou bastante na 2ª parte, como disse o Jesus no final. Dos novos, o André Gomes tem pinta de jogador, vê-se que sabe o que fazer à bola e tem com sentido posicional. Ainda por cima, numa posição de médio-centro em que não temos assim tantas opções. O André Almeida está mais confiante, mas ainda tem algumas falhas. Quanto aos centrais (Jardel e Sidnei), fizeram a sua asneira cada um, e o Miguel Vítor deve mesmo ter feito algo de muito grave ao Jesus para nem neste jogo ser titular. Não se compreende. O Ola John também nem saiu do banco, o que é significativo.
Esperemos o que a sorte nos reservará para o sorteio da Taça, mas mentalizemo-nos que este ano é MESMO para chegar ao Jamor. Agora, é pensar na Champions e sair do relvado sintético de Moscovo com pelo menos um pontito.
Um compromisso inalterável não me permitiu ver o jogo em directo. Assim de cabeça, acho desde esta que eu não perdia uma partida do Glorioso que em directo. Só que, no final de Agosto quando o compromisso foi marcado, nunca me passou pela cabeça que jogássemos numa 5ª feira dois dias depois das selecções! Aposto que será o único jogo esta época que iremos fazer à 5ª (caso não caiamos na Liga Europa), só para me lixar! Enfim, felizmente os jogadores do Benfica não sentiram a minha falta… :-) Quando comecei a ver em diferido, a partida ainda não tinha acabado (obrigado por esta possibilidade, box da Meo!) e eu só sabia que estávamos a ganhar 1-0 (e foi fuga de informação, porque eu gosto de ver os jogos sem saber os resultado). A 1ª parte foi mais disputada (no entanto, daí a dizer que o Freamunde foi melhor, como referiu o João Eusébio, seu treinador, vai uma grande diferença…), mas adiantámo-nos no marcador aos 16’ pelo Lima, à ponta-de-lança, na sequência de um canto e uma assistência inadvertida do Sidnei. Serenámos um bocado e o Paulo Lopes por duas vezes impediu o empate. Perto do intervalo, o regressado Cardozo (que, como dizia o Paneira nos comentários na TV, estava a passar ao lado do jogo, mas quando aparece geralmente faz golo) lá facturou o do costume, depois de uma boa jogada e tabela com o Lima.
A 2ª parte foi mais desequilibrada a nosso favor e um centro do Luisinho permitiu ao Salvio encostar para o 0-3 aos 62’. O Jorge Jesus foi fazendo substituições já a pensar em Moscovo, mas o Freamunde só criou mais dois lances de perigo: uma cabeçada falhada e uma nova defesa do Paulo Lopes perante um jogador isolado, cortesia de uma paragem cerebral do Jardel, que atrasou mal a bola. Um dos jogadores que entraram foi o André Gomes da equipa B, que fez o 0-4 aos 74’ numa boa assistência do Jardel, como que a compensar o erro anterior. Até final, ainda poderíamos ter aumentado o marcador, mas o guarda-redes defendeu bem um remate em vólei do Rodrigo e o Bruno César rematou ao lado com a baliza escancarada.
A equipa exibiu-se em bom plano e gostei novamente de ver o Salvio, que acelera sempre o jogo quando a bola lhe chega aos pés, o Nolito também esteve activo, apesar de não ter marcado nenhum golo, e os pontas-de-lança fizeram a sua obrigação com um golo cada um. O Carlos Martins não estava a jogar mal e não pareceu muito satisfeito com a substituição, o Paulo Lopes foi muito importante, com pelo menos três defesas que impediram golos, e o Luisinho melhorou bastante na 2ª parte, como disse o Jesus no final. Dos novos, o André Gomes tem pinta de jogador, vê-se que sabe o que fazer à bola e tem com sentido posicional. Ainda por cima, numa posição de médio-centro em que não temos assim tantas opções. O André Almeida está mais confiante, mas ainda tem algumas falhas. Quanto aos centrais (Jardel e Sidnei), fizeram a sua asneira cada um, e o Miguel Vítor deve mesmo ter feito algo de muito grave ao Jesus para nem neste jogo ser titular. Não se compreende. O Ola John também nem saiu do banco, o que é significativo.
Esperemos o que a sorte nos reservará para o sorteio da Taça, mas mentalizemo-nos que este ano é MESMO para chegar ao Jamor. Agora, é pensar na Champions e sair do relvado sintético de Moscovo com pelo menos um pontito.
quarta-feira, outubro 17, 2012
Portugal – 1 – Irlanda do Norte – 1
Este péssimo resultado frente a um adversário fraco compromete as
aspirações de ficarmos em primeiro lugar no grupo. As dificuldades que sentimos
face à Rússia voltaram a verificar-se neste jogo: pouca rapidez nas transições
ofensivas, falta de agressividade em ganhar bolas divididas e uma apatia
incompreensível da equipa (neste caso, na 1ª parte).
Demos novamente um golo de avanço, noutro buraco na nossa defesa, aos 30’ e só conseguimos empatar aos 79’ pelo Postiga. Pelo meio, falhámos alguns golos e atirámos a habitual bola à barra. Pode discutir-se se o Eliseu deveria ter sido convocado, mas espero que o Paulo Bento perceba de vez que colocar o Miguel Lopes na esquerda não faz nenhum sentido. E deve tê-lo percebido, porque o tirou ao intervalo e meteu o M. Veloso na lateral. O Éder também deveria ter entrado mais cedo, porque estávamos a perder as bolas todas de cabeça. O C. Ronaldo foi mais uma vez marcadíssimo e não teve uma noite para recordar na sua 100ª internacionalização. O problema principal esteve novamente no meio-campo, o Rúben Micael decididamente não funciona, e na péssima forma do Nani.
Enfim, em Março teremos dois jogos fora de capital importância, perante Israel (que está com os mesmos pontos que nós e melhor diferença de golos) e Azerbaijão (que só perdeu na Rússia aos 86’ e de penalty). Qualquer coisa que não sejam os seis pontos colocar-nos-á numa posição ainda mais desconfortável.
Demos novamente um golo de avanço, noutro buraco na nossa defesa, aos 30’ e só conseguimos empatar aos 79’ pelo Postiga. Pelo meio, falhámos alguns golos e atirámos a habitual bola à barra. Pode discutir-se se o Eliseu deveria ter sido convocado, mas espero que o Paulo Bento perceba de vez que colocar o Miguel Lopes na esquerda não faz nenhum sentido. E deve tê-lo percebido, porque o tirou ao intervalo e meteu o M. Veloso na lateral. O Éder também deveria ter entrado mais cedo, porque estávamos a perder as bolas todas de cabeça. O C. Ronaldo foi mais uma vez marcadíssimo e não teve uma noite para recordar na sua 100ª internacionalização. O problema principal esteve novamente no meio-campo, o Rúben Micael decididamente não funciona, e na péssima forma do Nani.
Enfim, em Março teremos dois jogos fora de capital importância, perante Israel (que está com os mesmos pontos que nós e melhor diferença de golos) e Azerbaijão (que só perdeu na Rússia aos 86’ e de penalty). Qualquer coisa que não sejam os seis pontos colocar-nos-á numa posição ainda mais desconfortável.
segunda-feira, outubro 15, 2012
Nolito
Aproveitando a paragem no campeonato, viajámos até Abu Dhabi para defrontar
o Baniyas, vice-campeão dos Emirados Árabes Unidos. Vencemos por 4-0 sem ter
que acelerar muito. Verdade seja dita que, desde que o Jesus é treinador do
Benfica, raramente vamos passear a este tipo de jogos, contrariando uma prática
habitual no passado.
O adversário ainda atirou uma bola à barra, mas chegámos ao intervalo a ganhar por 3-0, com golos do Salvio (boa desmarcação e óptimo centro do Lima) e dois do Nolito (assistência do Ola John e o segundo num remate rasteiro ao ângulo). Na 2ª parte, baixámos ainda mais o ritmo, mas ainda marcámos mais um novamente pelo Nolito, que adivinhou muito bem um atraso de cabeça ao guarda-redes e concretizou também de cabeça.
Este tipo de jogos serve mais para ver possíveis alternativas aos habituais titulares. O Nolito merece óbvio destaque, fruto do hat-trick, mas não é surpresa para ninguém a sua qualidade. O Salvio, que só alinhou na 1ª parte, teve pormenores de classe, incluindo um remate ao poste. O C. Martins esteve igualmente inspirado no meio-campo e fez mexer a equipa toda. Uma palavra para o Luciano Teixeira, que, não obstante só ter jogado os últimos 20’, mostrou muito bom toque de bola e sentido posicional. Ainda por cima, alinha na posição 6, uma das mais carenciadas em termos de alternativas. Nota negativa para o Ola John que, apesar de uma assistência, continua a revelar graves problemas de domínio de bola e, com a confiança em níveis mínimos, quase nada lhe sai bem. A continuar assim, arrisca-se a ser o maior bluff da nossa história.
Vamos esperar para o jogo da Taça em Freamunde para ver se algumas destas segundas escolhas vão fazer parte da equipa, mas já agora, NÃO ESQUECER, sff, que a Taça de Portugal é um dos GRANDES objectivos da época, ok?
O adversário ainda atirou uma bola à barra, mas chegámos ao intervalo a ganhar por 3-0, com golos do Salvio (boa desmarcação e óptimo centro do Lima) e dois do Nolito (assistência do Ola John e o segundo num remate rasteiro ao ângulo). Na 2ª parte, baixámos ainda mais o ritmo, mas ainda marcámos mais um novamente pelo Nolito, que adivinhou muito bem um atraso de cabeça ao guarda-redes e concretizou também de cabeça.
Este tipo de jogos serve mais para ver possíveis alternativas aos habituais titulares. O Nolito merece óbvio destaque, fruto do hat-trick, mas não é surpresa para ninguém a sua qualidade. O Salvio, que só alinhou na 1ª parte, teve pormenores de classe, incluindo um remate ao poste. O C. Martins esteve igualmente inspirado no meio-campo e fez mexer a equipa toda. Uma palavra para o Luciano Teixeira, que, não obstante só ter jogado os últimos 20’, mostrou muito bom toque de bola e sentido posicional. Ainda por cima, alinha na posição 6, uma das mais carenciadas em termos de alternativas. Nota negativa para o Ola John que, apesar de uma assistência, continua a revelar graves problemas de domínio de bola e, com a confiança em níveis mínimos, quase nada lhe sai bem. A continuar assim, arrisca-se a ser o maior bluff da nossa história.
Vamos esperar para o jogo da Taça em Freamunde para ver se algumas destas segundas escolhas vão fazer parte da equipa, mas já agora, NÃO ESQUECER, sff, que a Taça de Portugal é um dos GRANDES objectivos da época, ok?
domingo, outubro 14, 2012
Rússia – 1 – Portugal – 0
Uma perda de bola no meio-campo do Rúben Micael e um incrível erro de
posicionamento do Pepe permitiram aos russos chegar à vantagem logo aos 6’ pelo
Kerzhakov. Depois disto, o catenaccio do Fábio Capello ditou leis e a baliza
deles foi fechada a sete chaves.
Na 1ª parte, ainda jogámos qualquer coisita e poderíamos inclusive ter marcado, mas ora o Akinfeev, ora a falta de pontaria nunca o permitiram. A 2ª parte foi para esquecer, já que raramente criámos perigo e expusemo-nos ao contra-ataque russo que poderia ter aumentado o resultado. O final do jogo chegou com uma posse de bola de 72%(!) para nós, mas Portugal está muito longe de ser o Barcelona.
Na 1ª parte, ainda jogámos qualquer coisita e poderíamos inclusive ter marcado, mas ora o Akinfeev, ora a falta de pontaria nunca o permitiram. A 2ª parte foi para esquecer, já que raramente criámos perigo e expusemo-nos ao contra-ataque russo que poderia ter aumentado o resultado. O final do jogo chegou com uma posse de bola de 72%(!) para nós, mas Portugal está muito longe de ser o Barcelona.
Claro que a ausência do Raul Meireles (e consequente titularidade do Ruben
Micael…) e ter perdido o Fábio Coentrão aos 20’ condicionaram muito a nossa
exibição. Junta-se a isto um Nani irreconhecível (não acertou um único centro!)
e um C. Ronaldo sempre marcado por três, e está bom de ver que era difícil
criar desequilíbrios atacantes. O Moutinho e o M. Veloso ainda deram um ar da
sua graça na 1ª parte, mas perderam-se a seguir ao intervalo. O Postiga… é o
Postiga, pelo que nunca se pode esperar grandes rasgos dali. As substituições,
nomeadamente a entrada do Varela, também não resultou e naturalmente terminámos
em branco.
Estamos em desvantagem no grupo, pelo que nos resta ganhar todos os jogos
até recebermos a Rússia, para depois tentar vencer por dois golos de diferença
e ficar à frente deles. Podemos começar essa senda vitoriosa já frente à Irlanda
do Norte na próxima 3ª feira.
domingo, outubro 07, 2012
Suficiente
Vencemos o Beira-Mar por 2-1 e mantivemo-nos na frente do campeonato,
perdendo só na diferença de golos para o CRAC. Depois de vermos a 8ª Arte na 3ª
feira passada, voltámos ao futebol comezinho cá do burgo. A justiça da nossa
vitória é inquestionável, mas escusava era de ter sido pela margem mínima.
Não entrámos mal na partida e tivemos duas oportunidades logo de entrada, mas o Artur resolveu evocar o espírito do Roberto e deu um frango monumental, falhanço a intercepção da bola, num livre aos 4’. Apesar de não efectuarmos as transições com a velocidade devida, continuámos a criar perigo, atirando a habitual bola ao poste pelo Salvio. Mesmo em cima do intervalo, o Maxi Pereira foi abalroado na área, mas o Rodrigo permitiu que o guarda-redes defendesse o penalty. Só um parêntesis para perguntar porque é que não é o Lima a marcar os penalties (marcava-os no Braga) quando o Cardozo não está…?
Na 2ª parte, não começámos tão bem, mas em 2’ demos a volta ao jogo: golo de bicicleta do Maxi Pereira(!) aos 58’ e boa jogada entre o Lima e o Rodrigo, com finalização deste, aos 60’. Quando se julgava que poderíamos construir um resultado mais folgado, isso não aconteceu, porque baixámos o ritmo, tentando “controlar o jogo”. (E os que seguem este blog há mais tempo sabem com eu odeio “controlar o jogo”, especialmente com vantagens mínimas.) O Lima ainda teve um bom remate ao lado, mas a equipa revelava sinais de cansaço (como disse o Jesus no final) por causa de 3ª feira. Os últimos minutos foram passados com alguma apreensão, mas o Beira-Mar acabou por nunca conseguir rematar com perigo.
Com a mediania a ser a nota dominante, não é fácil destacar ninguém. O Matic terá sido dos melhores, especialmente na 1ª parte, e o Melgarejo também tentou incutir velocidade na equipa. O Rodrigo bem tentou, mas esteve pouco menos que desastrado, especialmente na hora do remate (salvou-se o golo) e o Lima vai revelando utilidade na equipa, desta feita com uma assistência. Muito longe do habitual, estiveram o Salvio e o Gaitán.
O campeonato vai voltar a parar durante três semanas, porque haverá jogos da selecção e depois Taça de Portugal. Espero que esta pausa sirva para recuperar o Aimar e Cadozo, já que precisamos de todos disponíveis para os encontros seguintes, até porque vem aí uma deslocação muito difícil à Rússia.
P.S. – O Sr. Ulisses Morais, que quando foi ao estádio do CRAC se lamentou da falta de empenhamento dos jogadores, continua com o talento de ver jogos diferente de toda a gente. Atirou-se ao árbitro de uma forma incrível, quando o Sr. Rui Gomes Costa até nem fez uma má arbitragem. Entretanto, já esta noite, o CRAC venceu a lagartada por 2-0, dois penalties (um deles falhado) e uma expulsão a favor. Cortesia do Sr. Jorge Sousa.
Não entrámos mal na partida e tivemos duas oportunidades logo de entrada, mas o Artur resolveu evocar o espírito do Roberto e deu um frango monumental, falhanço a intercepção da bola, num livre aos 4’. Apesar de não efectuarmos as transições com a velocidade devida, continuámos a criar perigo, atirando a habitual bola ao poste pelo Salvio. Mesmo em cima do intervalo, o Maxi Pereira foi abalroado na área, mas o Rodrigo permitiu que o guarda-redes defendesse o penalty. Só um parêntesis para perguntar porque é que não é o Lima a marcar os penalties (marcava-os no Braga) quando o Cardozo não está…?
Na 2ª parte, não começámos tão bem, mas em 2’ demos a volta ao jogo: golo de bicicleta do Maxi Pereira(!) aos 58’ e boa jogada entre o Lima e o Rodrigo, com finalização deste, aos 60’. Quando se julgava que poderíamos construir um resultado mais folgado, isso não aconteceu, porque baixámos o ritmo, tentando “controlar o jogo”. (E os que seguem este blog há mais tempo sabem com eu odeio “controlar o jogo”, especialmente com vantagens mínimas.) O Lima ainda teve um bom remate ao lado, mas a equipa revelava sinais de cansaço (como disse o Jesus no final) por causa de 3ª feira. Os últimos minutos foram passados com alguma apreensão, mas o Beira-Mar acabou por nunca conseguir rematar com perigo.
Com a mediania a ser a nota dominante, não é fácil destacar ninguém. O Matic terá sido dos melhores, especialmente na 1ª parte, e o Melgarejo também tentou incutir velocidade na equipa. O Rodrigo bem tentou, mas esteve pouco menos que desastrado, especialmente na hora do remate (salvou-se o golo) e o Lima vai revelando utilidade na equipa, desta feita com uma assistência. Muito longe do habitual, estiveram o Salvio e o Gaitán.
O campeonato vai voltar a parar durante três semanas, porque haverá jogos da selecção e depois Taça de Portugal. Espero que esta pausa sirva para recuperar o Aimar e Cadozo, já que precisamos de todos disponíveis para os encontros seguintes, até porque vem aí uma deslocação muito difícil à Rússia.
P.S. – O Sr. Ulisses Morais, que quando foi ao estádio do CRAC se lamentou da falta de empenhamento dos jogadores, continua com o talento de ver jogos diferente de toda a gente. Atirou-se ao árbitro de uma forma incrível, quando o Sr. Rui Gomes Costa até nem fez uma má arbitragem. Entretanto, já esta noite, o CRAC venceu a lagartada por 2-0, dois penalties (um deles falhado) e uma expulsão a favor. Cortesia do Sr. Jorge Sousa.
quarta-feira, outubro 03, 2012
Privilégio
O maior clube do mundo perdeu (0-2) contra a melhor equipa da história do
futebol. Tinha-me mentalizado que até 0-3 não ficaria muito chateado e assim foi. Além disso, ainda tivemos o bónus de ver o Benfica
fazer uma exibição interessante, especialmente na 1ª parte, perante estes
extraterrestres. Como disse o RAP, o que eles fazem não é futebol…
Entrámos bem na partida e o primeiro remate perigoso até foi do Bruno César. O problema foi que só durámos 6’, a primeira vez que o Barça lá foi marcou pelo Alexis Sanchez numa jogada do Messi. Poderíamos ter empatado pouco depois, mas o Valdés não deixou o Lima marcar pelo terceiro jogo consecutivo. Até ao intervalo poderia ter havido mais golos para os dois lados, mas o Artur e alguma inépcia da nossa parte não o permitiram. A 2ª parte foi totalmente do Barça. Naquele seu tiki-taka que não dá hipóteses a ninguém, poderia ter aumentado a vantagem logo no início pelo Alexis Sanchez, mas aos 55’ o Messi resolveu passar por metade da nossa equipa e assistir o Fàbregas. O jogo ficou decidido e nós dávamos mostras de cansaço que nem a entrada do Aimar conseguiu superar. O Jesus disse no final que corremos mais 8 km(!) que eles e, com 74%(!) de posse de bola, a nossa tarefa era quase impossível. O problema, como o Aimar também referiu, é que só há uma bola e eles não a dão a ninguém…
Em termos individuais, o Matic foi de longe o nosso melhor jogador. Para além de ter cortado inúmeras bolas, ainda conseguiu sair a jogar numas quantas vezes. O Salvio esteve igualmente muito bem, em especial na 1ª parte e o Gaitán, como é habitual, deu nas vistas em jogos europeus. O Lima fartou-se de lutar e poderia ter marcado. O Enzo Pérez é cada vez mais o dono da posição 8 e o Melgarejo cumpriu sem muitos problemas (claro que o facto de o Barça ter atacado principalmente pela esquerda foi uma vantagem). O Garay esteve estranhamente nervoso na 1ª parte, assim como o Artur nas reposições de bola, e o Jardel não comprometeu. Temos um problema na direita pois o Maxi está numa forma péssima (e, por favor, alguém lhe diga para treinar os centros! Acertar 1 em 10 não é aceitável…). O Bruno César até nem estava a fazer um mau jogo, mas o Jesus teve medo do amarelo e colocou o Carlos Martins ao intervalo, sem grandes resultados, diga-se.
Saio deste jogo satisfeito por vários motivos: primeiro, porque acho que o Benfica se bateu muito bem; segundo, porque ver ao vivo a melhor equipa da história do futebol foi um privilégio; terceiro, porque não foi a hecatombe que alguns previam. Confesso que me faz alguma confusão ler alguns comentários de que este Barça é “monótono”. Só se for no sentido em que praticamente não deixa os adversários tocarem na bola. Mas visto ao vivo ainda mais extraordinário do que na TV. O que mais me chamou a atenção foi a pressão defensiva assim que nós recuperávamos a bola: nunca foram apanhados em contrapé. O nível de eficácia no passe é algo de sobrenatural. E aquele tiki-taka que vai empurrando lentamente o adversário de encontro à sua área é tremendo A única hipótese de isto ser competitivo é fazer uma 18ª lei do futebol que diga que o Barça tem que jogar com nove (com dez não é suficiente). Caso contrário, não há mesmo nada a fazer senão darmo-nos por satisfeitos por sermos contemporâneos desta maravilha e termos tido a oportunidade de os ver ao vivo.
P.S. – O que não estava no programa era a vitória do Celtic em Moscovo frente ao Spartak. Ainda por cima, mesmo em cima dos 90’, quando o empate era o resultado que mais nos convinha. Ainda assim, e partindo do princípio que o Barça ganha os dois jogos aos escoceses, se fizermos pelo menos quatro pontos com os russos é muito bom. Como eu tinha dito aqui, chegar ao fim da 3ª jornada com apenas dois pontos não seria necessariamente mau.
Entrámos bem na partida e o primeiro remate perigoso até foi do Bruno César. O problema foi que só durámos 6’, a primeira vez que o Barça lá foi marcou pelo Alexis Sanchez numa jogada do Messi. Poderíamos ter empatado pouco depois, mas o Valdés não deixou o Lima marcar pelo terceiro jogo consecutivo. Até ao intervalo poderia ter havido mais golos para os dois lados, mas o Artur e alguma inépcia da nossa parte não o permitiram. A 2ª parte foi totalmente do Barça. Naquele seu tiki-taka que não dá hipóteses a ninguém, poderia ter aumentado a vantagem logo no início pelo Alexis Sanchez, mas aos 55’ o Messi resolveu passar por metade da nossa equipa e assistir o Fàbregas. O jogo ficou decidido e nós dávamos mostras de cansaço que nem a entrada do Aimar conseguiu superar. O Jesus disse no final que corremos mais 8 km(!) que eles e, com 74%(!) de posse de bola, a nossa tarefa era quase impossível. O problema, como o Aimar também referiu, é que só há uma bola e eles não a dão a ninguém…
Em termos individuais, o Matic foi de longe o nosso melhor jogador. Para além de ter cortado inúmeras bolas, ainda conseguiu sair a jogar numas quantas vezes. O Salvio esteve igualmente muito bem, em especial na 1ª parte e o Gaitán, como é habitual, deu nas vistas em jogos europeus. O Lima fartou-se de lutar e poderia ter marcado. O Enzo Pérez é cada vez mais o dono da posição 8 e o Melgarejo cumpriu sem muitos problemas (claro que o facto de o Barça ter atacado principalmente pela esquerda foi uma vantagem). O Garay esteve estranhamente nervoso na 1ª parte, assim como o Artur nas reposições de bola, e o Jardel não comprometeu. Temos um problema na direita pois o Maxi está numa forma péssima (e, por favor, alguém lhe diga para treinar os centros! Acertar 1 em 10 não é aceitável…). O Bruno César até nem estava a fazer um mau jogo, mas o Jesus teve medo do amarelo e colocou o Carlos Martins ao intervalo, sem grandes resultados, diga-se.
Saio deste jogo satisfeito por vários motivos: primeiro, porque acho que o Benfica se bateu muito bem; segundo, porque ver ao vivo a melhor equipa da história do futebol foi um privilégio; terceiro, porque não foi a hecatombe que alguns previam. Confesso que me faz alguma confusão ler alguns comentários de que este Barça é “monótono”. Só se for no sentido em que praticamente não deixa os adversários tocarem na bola. Mas visto ao vivo ainda mais extraordinário do que na TV. O que mais me chamou a atenção foi a pressão defensiva assim que nós recuperávamos a bola: nunca foram apanhados em contrapé. O nível de eficácia no passe é algo de sobrenatural. E aquele tiki-taka que vai empurrando lentamente o adversário de encontro à sua área é tremendo A única hipótese de isto ser competitivo é fazer uma 18ª lei do futebol que diga que o Barça tem que jogar com nove (com dez não é suficiente). Caso contrário, não há mesmo nada a fazer senão darmo-nos por satisfeitos por sermos contemporâneos desta maravilha e termos tido a oportunidade de os ver ao vivo.
P.S. – O que não estava no programa era a vitória do Celtic em Moscovo frente ao Spartak. Ainda por cima, mesmo em cima dos 90’, quando o empate era o resultado que mais nos convinha. Ainda assim, e partindo do princípio que o Barça ganha os dois jogos aos escoceses, se fizermos pelo menos quatro pontos com os russos é muito bom. Como eu tinha dito aqui, chegar ao fim da 3ª jornada com apenas dois pontos não seria necessariamente mau.
terça-feira, outubro 02, 2012
sábado, setembro 29, 2012
Lima
Vencemos em Paços de Ferreira (2-1) e, com o empate hoje do CRAC em Vila do
Conde, voltámos à liderança do campeonato com mais um golo marcado. Foi uma
vitória muito complicada perante uma equipa que nos criou bastantes problemas, especialmente
na 1ª parte. Mas a justiça é inquestionável como o treinador adversário, Paulo
Ferreira, veio reconhecer no final (coitado, este só chegou agora e ainda não
percebeu bem o que se pode ou não dizer publicamente…).
Mal o jogo começou houve logo uma falha de luz que o interrompeu durante alguns minutos. Mas, quando se retomou a partida, pareceu que nós ainda ficámos a dormir. Sofremos um golo aos 16’ quando o Salvio não acompanhou o lateral que pôde centrar à vontade e o Jardel se deixou antecipar pelo avançado (estou convencido que com o Luisão a bola não teria entrado). Felizmente conseguimos empatar logo a seguir, num frango do Cassio muito bem aproveitado pela ratice do Lima. Até ao intervalo tivemos mais uma soberana ocasião, mas o Salvio falhou o remate quando tinha a baliza escancarada.
Na 2ª parte, o Jesus colocou o Gaitán no lugar do Nolito e melhorámos a nossa produção. Não acho que o espanhol estivesse muito mal, mas o que é certo é que a substituição melhorou o rendimento da equipa. Começou o festival de oportunidades falhadas, a bola do Gaitán que vai ao poste depois de novo frango do guarda-redes é inacreditável, o picar de bola ao lado do Enzo Pérez também deveria ter tido melhor sorte, mas lá fizemos o golo da vitória aos 72’ novamente pelo Lima. Jogada de insistência pela direita, com a participação do Rodrigo, Maxi e Gaitán e o brasileiro a não falhar. Até final, continuámos a desperdiçar oportunidades, mas o Paços só criou perigo num remate cruzado, se considerarmos que na magnífica defesa do Artur foi assinalado um fora-de-jogo.
Como não sou revisionista nem apago a história à maneira estalinista, digo já muito claramente: quando o Lima veio para o Benfica por 4,5 M€, a seis meses de ficar um jogador livre, e na sequência das saídas do Nélson Oliveira e Saviola, torci bastante o nariz. Achei mesmo desnecessário, até porque o último melhor marcador do campeonato que tínhamos contratado se chamava… Marcel. 106 minutos e três golos depois, é com grande prazer que admito que estava errado. O Lima é de facto um matador e praticamente que já se pagou. Voltei a gostar bastante do Enzo Pérez na posição do Witsel e o Melgarejo cumpriu mais uma vez. Ao invés, o Maxi Pereira parece-me muito longe da melhor forma, o Salvio também não teve um jogo muito feliz (apesar de quase ter marcado um golão), assim como o Rodrigo.
Foi bom termos conseguido uma vitória ultrapassando uma desvantagem no marcador, voltamos a estar em 1º lugar e agora é descansar bem para recebermos a melhor equipa da história do futebol na próxima 3ª feira. É um jogo em que não temos nada a perder e portanto só temos que desfrutar dele.
Mal o jogo começou houve logo uma falha de luz que o interrompeu durante alguns minutos. Mas, quando se retomou a partida, pareceu que nós ainda ficámos a dormir. Sofremos um golo aos 16’ quando o Salvio não acompanhou o lateral que pôde centrar à vontade e o Jardel se deixou antecipar pelo avançado (estou convencido que com o Luisão a bola não teria entrado). Felizmente conseguimos empatar logo a seguir, num frango do Cassio muito bem aproveitado pela ratice do Lima. Até ao intervalo tivemos mais uma soberana ocasião, mas o Salvio falhou o remate quando tinha a baliza escancarada.
Na 2ª parte, o Jesus colocou o Gaitán no lugar do Nolito e melhorámos a nossa produção. Não acho que o espanhol estivesse muito mal, mas o que é certo é que a substituição melhorou o rendimento da equipa. Começou o festival de oportunidades falhadas, a bola do Gaitán que vai ao poste depois de novo frango do guarda-redes é inacreditável, o picar de bola ao lado do Enzo Pérez também deveria ter tido melhor sorte, mas lá fizemos o golo da vitória aos 72’ novamente pelo Lima. Jogada de insistência pela direita, com a participação do Rodrigo, Maxi e Gaitán e o brasileiro a não falhar. Até final, continuámos a desperdiçar oportunidades, mas o Paços só criou perigo num remate cruzado, se considerarmos que na magnífica defesa do Artur foi assinalado um fora-de-jogo.
Como não sou revisionista nem apago a história à maneira estalinista, digo já muito claramente: quando o Lima veio para o Benfica por 4,5 M€, a seis meses de ficar um jogador livre, e na sequência das saídas do Nélson Oliveira e Saviola, torci bastante o nariz. Achei mesmo desnecessário, até porque o último melhor marcador do campeonato que tínhamos contratado se chamava… Marcel. 106 minutos e três golos depois, é com grande prazer que admito que estava errado. O Lima é de facto um matador e praticamente que já se pagou. Voltei a gostar bastante do Enzo Pérez na posição do Witsel e o Melgarejo cumpriu mais uma vez. Ao invés, o Maxi Pereira parece-me muito longe da melhor forma, o Salvio também não teve um jogo muito feliz (apesar de quase ter marcado um golão), assim como o Rodrigo.
Foi bom termos conseguido uma vitória ultrapassando uma desvantagem no marcador, voltamos a estar em 1º lugar e agora é descansar bem para recebermos a melhor equipa da história do futebol na próxima 3ª feira. É um jogo em que não temos nada a perder e portanto só temos que desfrutar dele.
segunda-feira, setembro 24, 2012
LADRÃO
Empatámos em Coimbra (2-2) num jogo demonstrativo que, infelizmente, parece
que se está à espera de uma tragédia para que as coisas neste lamaçal que é o
futebol português possam finalmente mudar. Sinceramente, só uma grande falta de
coluna vertebral pode permitir que se goste de ganhar campeonatos desta
maneira, mas está visto que coluna é algo de estranho para os adeptos de um
determinado clube. O Sr. Carlos Xistra, MAIS UMA VEZ, espoliou-nos num jogo de
futebol. O Sr. Carlos Xistra… lembram-se? Ou é preciso recordar-vos? Não me
digam que já se esqueceram?
Entrámos muitíssimo bem e aos 5' já podíamos estar a ganhar por 2-0, com duas bolas no poste do Cardozo e Rodrigo. A Académica só criou perigo quando o fiscal-de-linha não assinalou um fora-de-jogo de 2 metros! Era o começo de mais um ROUBO DE IGREJA. Aos 25’ o Maxi saltou fora da área com um adversário e o Sr. Xistra não só considerou falta, como marcou penalty! O lance é tanto ou mais discutível quanto na 2ª parte há pelo menos duas situações muito parecidas na área da Académica e… nada assinalado, claro! Até final da 1ª parte, o Cardozo ainda rematou de cabeça e o guarda-redes Ricardo defendeu para o poste. Portanto, ao intervalo: Xistra – 1- poste – 3.
A 2ª parte começou com um penalty a nosso favor, depois de uma brilhante jogada do Salvio, e a respectiva expulsão do defesa por ter desviado com a mão um remate do Nolito (entrado ao intervalo para o lugar do inoperante Bruno César) que levava a direcção da baliza. O Cardozo não tremeu e empatámos. Aos 65’, o Jesus resolveu colocar o Aimar e tirar o Enzo Pérez, que estava a ser o melhor do Benfica. Não acho que tenhamos ganho muito com a substituição. O Cardozo continuava a falhar golos (teve pelo menos mais três boas oportunidades) até o Sr. Xistra entrar novamente em acção: aos 70’, o Garay toca na bola, que bate no pé do adversário, ressalta para a frente e depois há o choque entre os dois. Mais um penalty, num lance que nem falta foi… O melhor que conseguimos foi empatar aos 86’, através de um golão do Lima, que entretanto tinha entrado. Eu, que tinha grandes dúvidas na sua contratação, não tenho problemas nenhuns em admitir que ele já se começou a pagar.
Em termos individuais, o Salvio e o Enzo Pérez foram os melhores. Como já disse, a substituição do segundo foi um erro. O Cardozo esteve imensamente perdulário e o Rodrigo só se mostrou nos primeiros 20’. O Bruno César foi um zero e o Nolito deveria ter entrado ainda na 1ª parte. E foi para fazer aquilo que se contratou o Lima. Não acho de todo que a nossa exibição tenha sido má e podemos também culpar os postes por não termos tido uma vitória (que, ainda por cima, deveria ter sido tranquila).
Quanto ao Sr. Xistra, não há muito mais a acrescentar. Mais uma época a inclinar o campeonato num determinado sentido. Quantos anos faltam mesmo para este GATUNO acabar a carreira? E não pode pedir a reforma antecipada?!
Entrámos muitíssimo bem e aos 5' já podíamos estar a ganhar por 2-0, com duas bolas no poste do Cardozo e Rodrigo. A Académica só criou perigo quando o fiscal-de-linha não assinalou um fora-de-jogo de 2 metros! Era o começo de mais um ROUBO DE IGREJA. Aos 25’ o Maxi saltou fora da área com um adversário e o Sr. Xistra não só considerou falta, como marcou penalty! O lance é tanto ou mais discutível quanto na 2ª parte há pelo menos duas situações muito parecidas na área da Académica e… nada assinalado, claro! Até final da 1ª parte, o Cardozo ainda rematou de cabeça e o guarda-redes Ricardo defendeu para o poste. Portanto, ao intervalo: Xistra – 1- poste – 3.
A 2ª parte começou com um penalty a nosso favor, depois de uma brilhante jogada do Salvio, e a respectiva expulsão do defesa por ter desviado com a mão um remate do Nolito (entrado ao intervalo para o lugar do inoperante Bruno César) que levava a direcção da baliza. O Cardozo não tremeu e empatámos. Aos 65’, o Jesus resolveu colocar o Aimar e tirar o Enzo Pérez, que estava a ser o melhor do Benfica. Não acho que tenhamos ganho muito com a substituição. O Cardozo continuava a falhar golos (teve pelo menos mais três boas oportunidades) até o Sr. Xistra entrar novamente em acção: aos 70’, o Garay toca na bola, que bate no pé do adversário, ressalta para a frente e depois há o choque entre os dois. Mais um penalty, num lance que nem falta foi… O melhor que conseguimos foi empatar aos 86’, através de um golão do Lima, que entretanto tinha entrado. Eu, que tinha grandes dúvidas na sua contratação, não tenho problemas nenhuns em admitir que ele já se começou a pagar.
Em termos individuais, o Salvio e o Enzo Pérez foram os melhores. Como já disse, a substituição do segundo foi um erro. O Cardozo esteve imensamente perdulário e o Rodrigo só se mostrou nos primeiros 20’. O Bruno César foi um zero e o Nolito deveria ter entrado ainda na 1ª parte. E foi para fazer aquilo que se contratou o Lima. Não acho de todo que a nossa exibição tenha sido má e podemos também culpar os postes por não termos tido uma vitória (que, ainda por cima, deveria ter sido tranquila).
Quanto ao Sr. Xistra, não há muito mais a acrescentar. Mais uma época a inclinar o campeonato num determinado sentido. Quantos anos faltam mesmo para este GATUNO acabar a carreira? E não pode pedir a reforma antecipada?!
quinta-feira, setembro 20, 2012
Razoável
Empatámos (0-0) em Glasgow frente ao Celtic na estreia da Liga dos Campeões
este ano. Pelo post anterior, podem depreender que considero um resultado
positivo (que eu não estava nada à espera) dadas todas as condicionantes que
havia para este jogo. Com a equipa remendada como estava, a nossa exibição acabou
por não ser nada má, apesar de o Celtic se ter mostrado um adversário fraco.
Com a equipa que tínhamos a 30 de Agosto, um empate nesta partida seria um resultado péssimo. Apesar de, e a estatística serve para alguma coisa, este Celtic só ter um derrota europeia no currículo europeu da Champions. Com a equipa como está hoje, mantivemos a tradição de não marcar em Glasgow (já lá vão quatro jogos), mas conseguimos fazer história ao não perder pela primeira vez. Sem Maxi e Luisão (já para não falar do Javi García e Witsel), com o André Almeida, o Jardel e o Enzo Pérez a fazer de belga, não se pode de todo considerar este um resultado negativo. O jogo foi pouco entusiasmante, com poucas oportunidades, mas mesmo assim as melhorzinhas foram da nossa parte. O Rodrigo e o Gaitán, este por mais de uma vez, poderiam ter marcado, mas do ponto de vista defensivo não se pode dizer que a nossa baliza tenha corrido verdadeiro perigo.
Em termos individuais, gostei bastante do Jardel (não se sentiu a falta do Luisão), que se mostrou sempre muito concentrado, e a lobotomia feita ao André Almeida resultou na plenitude (sim, eu estive no Benfica – Santa Clara no ano passado e vi essa pré-época, e não pode ser o mesmo jogador!), tendo ele cumprido sem mácula (das poucas vezes que se entusiasmou e se pôs a inventar correu mal, mas pronto…). O Enzo Pérez não esteve mal a fazer de Witsel (com óbvias diferenças) e permitiu que o Aimar jogasse mais adiantado, mas El Mago não esteve nada feliz, com muitos passes falhados. O Gaitán esforçou-se o habitual em jogos da Champions e o Salvio não esteve particularmente inspirado, assim como o Rodrigo. O Garay dá um toque de classe indispensável à defesa e o Melgarejo não comprometeu. O Matic não fez esquecer o Javi (duvido que o consiga), mas esteve bem, e o Artur teve muito pouco trabalho. O Cardozo, entretanto entrado, teve um cabeceamento perigoso e o Bruno César um remate que passou perto da barra. O Nolito dá sempre um toque de imprevisibilidade ao jogo e, se calhar, poderia ter entrado mais cedo.
Ainda me assustei com a vantagem do Spartak no marcador, mas no final imperou a lógica e o Barça ganhou, o que é bom para nós, porque nas nossas contas do apuramento espera-se que os catalães ganhem os quatro jogos contra os russos e escoceses. Na próxima jornada, recebemos Messi & Cia e só temos que desfrutar dessa oportunidade. Se conseguirmos não perder, será fabuloso.
Com a equipa que tínhamos a 30 de Agosto, um empate nesta partida seria um resultado péssimo. Apesar de, e a estatística serve para alguma coisa, este Celtic só ter um derrota europeia no currículo europeu da Champions. Com a equipa como está hoje, mantivemos a tradição de não marcar em Glasgow (já lá vão quatro jogos), mas conseguimos fazer história ao não perder pela primeira vez. Sem Maxi e Luisão (já para não falar do Javi García e Witsel), com o André Almeida, o Jardel e o Enzo Pérez a fazer de belga, não se pode de todo considerar este um resultado negativo. O jogo foi pouco entusiasmante, com poucas oportunidades, mas mesmo assim as melhorzinhas foram da nossa parte. O Rodrigo e o Gaitán, este por mais de uma vez, poderiam ter marcado, mas do ponto de vista defensivo não se pode dizer que a nossa baliza tenha corrido verdadeiro perigo.
Em termos individuais, gostei bastante do Jardel (não se sentiu a falta do Luisão), que se mostrou sempre muito concentrado, e a lobotomia feita ao André Almeida resultou na plenitude (sim, eu estive no Benfica – Santa Clara no ano passado e vi essa pré-época, e não pode ser o mesmo jogador!), tendo ele cumprido sem mácula (das poucas vezes que se entusiasmou e se pôs a inventar correu mal, mas pronto…). O Enzo Pérez não esteve mal a fazer de Witsel (com óbvias diferenças) e permitiu que o Aimar jogasse mais adiantado, mas El Mago não esteve nada feliz, com muitos passes falhados. O Gaitán esforçou-se o habitual em jogos da Champions e o Salvio não esteve particularmente inspirado, assim como o Rodrigo. O Garay dá um toque de classe indispensável à defesa e o Melgarejo não comprometeu. O Matic não fez esquecer o Javi (duvido que o consiga), mas esteve bem, e o Artur teve muito pouco trabalho. O Cardozo, entretanto entrado, teve um cabeceamento perigoso e o Bruno César um remate que passou perto da barra. O Nolito dá sempre um toque de imprevisibilidade ao jogo e, se calhar, poderia ter entrado mais cedo.
Ainda me assustei com a vantagem do Spartak no marcador, mas no final imperou a lógica e o Barça ganhou, o que é bom para nós, porque nas nossas contas do apuramento espera-se que os catalães ganhem os quatro jogos contra os russos e escoceses. Na próxima jornada, recebemos Messi & Cia e só temos que desfrutar dessa oportunidade. Se conseguirmos não perder, será fabuloso.
quarta-feira, setembro 19, 2012
Antevisão
Há muito poucas
coisas mais importantes na minha vida do que o Benfica. Mas isto não faz com
que eu ache que baste vestir a camisola do Glorioso para que um Roberto seja um
clone do Preud’homme ou que um Beto se torne automaticamente um
Thern mais moreno (já que a cor do cabelo era igual…). Esta manutenção de um
pouco de racionalidade numa questão clubística vem a propósito do jogo de hoje
em Glasgow frente ao Celtic.
Há 20 dias,
tínhamos uma baixa de vulto para esta partida (Maxi Pereira), cortesia do Sr.
Skomina, que não quisemos colmatar (também, se o homem não tem suplente à
altura há quase quatro anos, não seria por um jogo que valeria a pena…). Vinte
dias volvidos, iremos entrar em campo sem quatro titulares indiscutíveis, dois
dos quais já não fazem parte do plantel e o terceiro é só o capitão de equipa
que vai ter umas férias prolongadas graças a uma idiotice num jogo particular
que não foi sanada a tempo e horas.
Portanto, vamos
jogar num terreno onde temos três derrotas em três jogos, sem nenhum golo marcado,
com uma defesa com dois suplentes, um lateral-esquerdo em adaptação e só um
central indiscutível. Para além disso, no meio-campo ainda teremos o Aimar para
correr atrás dos adversários quando não tenhamos a bola. Pois… Como diz o
D’Arcy, e bem, a Champions neste formato só nos serve para equilibrarmos as
contas (duvido que alguma vez tenhamos a sorte de outros a defrontarem nas
meias-finais e final adversários que passados poucos anos estavam nas divisões
secundárias…) e é bom que dentro do clube se lembrem que (também) foi por causa
do deslumbre desta competição que deitámos a perder o campeonato no ano
passado, mas mesmo assim convinha não fazer má figura…
Com estas
vicissitudes todas, não posso deixar de registar o ar confiante do nosso
treinador quando disse que estamos preparados para colmatar estas ausências.
Disse-o com a mesma convicção com que eu digo que vamos dar 3-0 ao Barça…
P.S. – Os velhos Nuno Gomes e Saviola têm, respectivamente, quatro golos em seis jogos pelo
Blackburn e dois em três pelo Málaga. É só para registar o facto. (O que vale é
que para compensar a saída do segundo, já com 30 anos, fomos buscar um
avançado muito mais novo…)
quinta-feira, setembro 13, 2012
Bétis
Empatámos 1-1 em Portimão com o Bétis de Sevilha num
encontro particular que serviu para tentar manter o ritmo, já que as
competições nacionais estão no meio de duas semanas de paragem (ainda não
consegui perceber porque é que não há campeonato esta semana, dado que a Taça
de Portugal ainda não tem as equipas da I Liga).
Da equipa habitualmente titular, faltaram o Cardozo, Garay e
Maxi Pereira, mas os outros estavam lá todos. A 1ª parte teve momentos
interessantes, mas só marcámos no início da 2ª pelo Gaitán. No entanto, o Bétis
conseguiu empatar num grande golo (chapéu ao Artur) e o resultado manteve-se
até final.
Tendo ficado sem o coração da equipa no fecho do mercado,
o meio-campo foi constituído pelo Matic e Aimar. E não é preciso ser vidente
para perceber que vamos ter grandes problemas de futuro. O Aimar não é
obviamente para andar a correr atrás dos adversários quando não temos a bola,
como o Witsel fazia, e o próprio Matic é bom que não se lesione até Janeiro
(ontem houve um lance em que ficou no chão e o jornalista da Benfica TV ia
tendo um treco, tal como eu…). Portanto, esta dupla é boa para a maioria dos
jogos em que tenhamos maioritariamente que atacar, mas os buracos que se
formaram pelo meio neste jogo, bastou o Matic ser batido, não auguram nada de
bom. Gostei de algumas movimentações do André Gomes, que entrou na 2ª parte,
mas é utópico pensar que um jovem saído da equipa B possa ser de imediato uma
solução. O Gaitán esteve mexido, o que é bom sinal, já que convinha que jogasse
alguma coisita até Janeiro. O Miguel Vítor não esteve particularmente feliz no
lugar do Maxi, mas é bom que melhore porque vai ser titular em Glasgow. O Lima
confirmou aquilo que eu já suspeitava: tem bastantes dificuldades para dominar
a bola e não me parece de todo que possa fazer perigar o lugar do Cardozo (a
não ser para aqueles que têm por hábito esquecer-se do cérebro em casa e
assobiar o paraguaio). Mas pronto como foi o primeiro jogo dele, vamos dar
algum tempo de adaptação ao clube. Afinal, marcar golões logo na estreia não
é para todos…
O próximo jogo é em Glasgow frente ao Celtic e vamos lá a
ver como é que aquele meio-campo vai funcionar. Cheira-me que vai haver sempre
bastantes golos nos nossos jogos, mas infelizmente não só para o nosso lado…
quarta-feira, setembro 12, 2012
Rumo ao Brasil
A selecção nacional
venceu os dois primeiros jogos da qualificação para o Mundial 2014. Na passada
6ª feira, frente ao Luxemburgo fora de casa (2-1) e ontem frente ao Azerbaijão
em Braga (3-0). Foram duas partidas distintas, mas o essencial foi garantido e
estamos com a Rússia isolados na frente do grupo com 6 pontos, tendo todas as
outras equipas um.
Uma festa de anos
de um amigo não me permitiu ver bem a 1ª parte do jogo contra o Luxemburgo, mas
do pouco que vi (e deu para apanhar o golos deles) confirmei o que depois veio
escrito: a selecção fez turismo durante metade do 1º tempo. Lá conseguimos
empatar antes do intervalo pelo C. Ronaldo, num lance em que há falta ofensiva
do Meireles. Na 2ª parte, o Postiga enganou-se e marcou o golo da vitória,
tendo nós passados os últimos minutos algo inquietos, embora o adversário não
tivesse criado verdadeiro perigo. Ah, e continuamos a saga das bolas aos postes
(creio que foram duas).
Ontem, as coisas
foram bem melhores. Durante a 1ª parte, estive a dividir a atenção entre as
fintas de corpo do C. Ronaldo e Nani, e o jogo de cintura do Sr. Ministro das
Finanças a tentar justificar o pornográfico e inadmissível aumentos dos impostos. Mesmo
assim, deu para ver que três bolinhas foram aos postes, o que juntamente com
duas ou três defesas bestiais do guarda-redes e outros tantos falhanços de
baliza aberta justificavam o 0-0 ao intervalo. Na 2ª parte, o massacre
continuou, foi do C. Ronaldo a quarta bola ao poste e o Varela, acabadinho de
entrar, desbloqueou finalmente o jogo aos 65’. A partir daqui, foi mais fácil,
ainda houve a quinta(!) bola ao poste, mas o Postiga e o Bruno Alves marcaram
nos últimos cinco minutos e lá selámos um resultado muito escasso.
Na Rússia para o mês que vem, espero que confirmemos a boa exibição de ontem e que a equipa adversária entre em campo só com 11 e não com 13: já chega de bolas aos postes!
segunda-feira, setembro 03, 2012
Matic
Vencemos o Nacional por 3-0, com dois golos do Cardozo e um do Rodrigo, e
continuamos na liderança do campeonato com vantagem de golos sobre o CRAC. Foi
uma vitória justa, totalmente construída na 2ª parte, perante um adversário que
nos criou bastantes problemas na 1ª.
Da etapa inicial, quase nem vale a pena falar. Entrámos devagar, mudámos para a passo e acabámos quase parados. Foram 45’ deitados à rua, com o Witsel a fazer de Javi García e o Carlos Martins, mas ambos parecendo um pouco perdidos em campo. A única situação a destacar é o remate ao poste do Salvio, depois de um toque de calcanhar do C. Martins. O Nacional fez vários ataques perigosos e poderia inclusive ter chegado à vantagem. Antes do intervalo, o C. Martins teve que ser substituído pelo Matic, porque contraiu a sua enésima lesão muscular.
E foi o sérvio que mudou o cariz do jogo na 2ª parte. Subimos no terreno, passámos a ganhar bolas no meio-campo contrário e a nossa baliza nunca mais passou pelas mesmas aflições do 1º tempo. O Matic foi o tampão a meio-campo que o Javi costumava ser. Chegámos à vantagem numa boa jogada do Maxi pela direita, que centrou para o Cardozo só encostar de cabeça aos 51’. A jogada começou uma óptima variação de flanco do Melgarejo. Cinco minutos depois, acabámos com o jogo com uma iniciativa fabulosa do Salvio pela direita e um centro milimétrico para a cabeça do Rodrigo. O Nacional ainda criou um ou outro lance, mas sempre com perigo relativo e mesmo no final da partida fizemos o 3-0, novamente pelo Cardozo, num remate rasteiro de pé esquerdo, depois de uma assistência do Aimar, que entretanto tinha entrado.
Terceiro jogo no campeonato, terceira vez que o Salvio é dos melhores em campo. Outro jogo fabuloso de um jogador genial e que é um prazer ver com a camisola do Glorioso. Referência também obviamente para o Matic, cuja entrada foi fundamental para a vitória, e para os dois golos do Cardozo (espero que não tenham sido os últimos, o mercado na Rússia demora tanto tempo a fechar…!). O Rodrigo voltou a mexer-se bem, mas o Enzo Pérez não me convence na esquerda. O Artur também não esteve perfeito (uma ou outra saída extemporânea e pouco habitual) e o Melgarejo não comprometeu. Ah, e é sempre um prazer quando o Aimar entra em campo: a bola fica logo com olhos.
O campeonato vai parar agora por três(!) semanas por causa das selecções (ainda não consegui que me explicassem porque é que não vai haver jornada no fim-de-semana de 15 e 16 de Setembro…), o que vai fazer com que o nosso próximo jogo seja já a 1ª jornada da Champions em Glasgow. Onde não vamos ter o Maxi por causa da expulsão em Chelsea…
Da etapa inicial, quase nem vale a pena falar. Entrámos devagar, mudámos para a passo e acabámos quase parados. Foram 45’ deitados à rua, com o Witsel a fazer de Javi García e o Carlos Martins, mas ambos parecendo um pouco perdidos em campo. A única situação a destacar é o remate ao poste do Salvio, depois de um toque de calcanhar do C. Martins. O Nacional fez vários ataques perigosos e poderia inclusive ter chegado à vantagem. Antes do intervalo, o C. Martins teve que ser substituído pelo Matic, porque contraiu a sua enésima lesão muscular.
E foi o sérvio que mudou o cariz do jogo na 2ª parte. Subimos no terreno, passámos a ganhar bolas no meio-campo contrário e a nossa baliza nunca mais passou pelas mesmas aflições do 1º tempo. O Matic foi o tampão a meio-campo que o Javi costumava ser. Chegámos à vantagem numa boa jogada do Maxi pela direita, que centrou para o Cardozo só encostar de cabeça aos 51’. A jogada começou uma óptima variação de flanco do Melgarejo. Cinco minutos depois, acabámos com o jogo com uma iniciativa fabulosa do Salvio pela direita e um centro milimétrico para a cabeça do Rodrigo. O Nacional ainda criou um ou outro lance, mas sempre com perigo relativo e mesmo no final da partida fizemos o 3-0, novamente pelo Cardozo, num remate rasteiro de pé esquerdo, depois de uma assistência do Aimar, que entretanto tinha entrado.
Terceiro jogo no campeonato, terceira vez que o Salvio é dos melhores em campo. Outro jogo fabuloso de um jogador genial e que é um prazer ver com a camisola do Glorioso. Referência também obviamente para o Matic, cuja entrada foi fundamental para a vitória, e para os dois golos do Cardozo (espero que não tenham sido os últimos, o mercado na Rússia demora tanto tempo a fechar…!). O Rodrigo voltou a mexer-se bem, mas o Enzo Pérez não me convence na esquerda. O Artur também não esteve perfeito (uma ou outra saída extemporânea e pouco habitual) e o Melgarejo não comprometeu. Ah, e é sempre um prazer quando o Aimar entra em campo: a bola fica logo com olhos.
O campeonato vai parar agora por três(!) semanas por causa das selecções (ainda não consegui que me explicassem porque é que não vai haver jornada no fim-de-semana de 15 e 16 de Setembro…), o que vai fazer com que o nosso próximo jogo seja já a 1ª jornada da Champions em Glasgow. Onde não vamos ter o Maxi por causa da expulsão em Chelsea…
sábado, setembro 01, 2012
Subscrever:
Mensagens (Atom)










