segunda-feira, julho 16, 2012
Empate
O último jogo do estágio em França resultou num 0-0 frente ao Lille. Como o
marcador indica, e neste caso não engana, foi a partida mais difícil que
tivemos, já que o Lille está muitos furos acima do Marselha.
A nossa equipa entrou bem e não acho que tenha acusado muito o cansaço, porque, depois de um período mais complicado no início da 2ª parte, até terminámos bem o encontro. Não conseguimos criar assim tantas oportunidades, mas ainda deu para atirarmos duas bolas aos postes (Nolito e Carlos Martins). Provando que o resultado se calhar até acabou por ser justo, o Artur foi o melhor do Benfica com três ou quatro defesas que mantiveram a nossa baliza inviolada.
Alinhámos com bastantes potenciais titulares e só com o Enzo Pérez como corpo estranho. Corpo esse que foi logo retirado a meio da 1ª parte com uns providenciais “problemas musculares”, segundo disse o Jesus no final (é curioso: é a primeira vez que vejo alguém com “problemas musculares” sair do campo a correr…). Entrou o Nolito e viu-se logo a diferença entre alguém que se aplica com a camisola do Benfica e outro que só está a passeá-la no campo. O Melgarejo jogou o tempo todo a defesa-esquerdo, melhorou na 2ª parte, e, corrigindo alguns defeitos normais, voltou a confirmar que poderá ser uma solução válida. O Ola John também voltou a mostrar bons pormenores e o Carlos Martins poderá ser um dos 12º jogadores do plantel. Dos velhos, o Witsel será a chave para termos ou não uma época de sucesso: se tiver mesmo que ser vendido, será uma desgraça, porque não há ninguém no plantel para o substituir (e arranjar alguém de fora que pegue assim de estaca não será nada fácil). (Claro que, até vir FINALMENTE um substituto para o Maxi, corremos igual risco de ter a época estragada se ele se lesionar.) O Luisão e Garay são uma dupla quase intransponível. Houve poucas substituições, mas a entrada do Djaló perto do final e o fabuloso centro que ele fez, rasteiro e em direcção da linha de fundo, é decididamente motivo para rescisão por justa causa.
Foi pena não termos marcado, mas gostei de termos passado o terceiro jogo sem sofrermos golos. Pode ser um bom princípio, já que a quantidade escandalosa de golos que sofremos no ano passado é algo que não se pode voltar a repetir.
A nossa equipa entrou bem e não acho que tenha acusado muito o cansaço, porque, depois de um período mais complicado no início da 2ª parte, até terminámos bem o encontro. Não conseguimos criar assim tantas oportunidades, mas ainda deu para atirarmos duas bolas aos postes (Nolito e Carlos Martins). Provando que o resultado se calhar até acabou por ser justo, o Artur foi o melhor do Benfica com três ou quatro defesas que mantiveram a nossa baliza inviolada.
Alinhámos com bastantes potenciais titulares e só com o Enzo Pérez como corpo estranho. Corpo esse que foi logo retirado a meio da 1ª parte com uns providenciais “problemas musculares”, segundo disse o Jesus no final (é curioso: é a primeira vez que vejo alguém com “problemas musculares” sair do campo a correr…). Entrou o Nolito e viu-se logo a diferença entre alguém que se aplica com a camisola do Benfica e outro que só está a passeá-la no campo. O Melgarejo jogou o tempo todo a defesa-esquerdo, melhorou na 2ª parte, e, corrigindo alguns defeitos normais, voltou a confirmar que poderá ser uma solução válida. O Ola John também voltou a mostrar bons pormenores e o Carlos Martins poderá ser um dos 12º jogadores do plantel. Dos velhos, o Witsel será a chave para termos ou não uma época de sucesso: se tiver mesmo que ser vendido, será uma desgraça, porque não há ninguém no plantel para o substituir (e arranjar alguém de fora que pegue assim de estaca não será nada fácil). (Claro que, até vir FINALMENTE um substituto para o Maxi, corremos igual risco de ter a época estragada se ele se lesionar.) O Luisão e Garay são uma dupla quase intransponível. Houve poucas substituições, mas a entrada do Djaló perto do final e o fabuloso centro que ele fez, rasteiro e em direcção da linha de fundo, é decididamente motivo para rescisão por justa causa.
Foi pena não termos marcado, mas gostei de termos passado o terceiro jogo sem sofrermos golos. Pode ser um bom princípio, já que a quantidade escandalosa de golos que sofremos no ano passado é algo que não se pode voltar a repetir.
domingo, julho 15, 2012
Natural
Defrontando o Hamm Benfica, uma equipa luxemburguesa de meio da tabela, é óbvio que só se podia esperar uma vitória e foi o que aconteceu por 3-0. Mas só aconteceu quando entraram os habituais titulares a seguir ao intervalo. Maxi Pereira de cabeça(!), Cardozo só de encostar e Nolito num livre directo fizeram os golos.
Mesmo considerando o facto de os jogadores adversários se concentrarem em metade do seu meio-campo, deixando muito pouco espaço livre, a 1ª parte foi muito má. Só o Carlos Martins conseguia criar alguns desequilíbrios, nomeadamente em passes longos, o Ola John é bom a fintar, mas ainda lhe falta alguma objectividade na altura de largar a bola, o Kardec teve só um bom cabeceamento, o Hugo Vieira pareceu algo nervoso com a estreia e não fez nada de realce, Djaló continua com grandes dificuldades em dominar uma bola e o Melgarejo esteve igualmente muito discreto na lateral-esquerda. Do Paulo Lopes, Miguel Vítor, Jardel e Javi García não vale a pena falar muito, porque o adversário não atacou. Quanto ao jogador que falta, o Enzo Pérez, tirando um centro bom que fez, demonstra tanta vontade em jogar pelo Benfica quanto eu a vestir uma camisola dos lagartos. Só que eu não sou pago para isso! Se tivesse alguma vergonha na cara, o mínimo que deveria fazer era pegar no ordenado que recebeu até agora e distribuí-lo pelo sócios, que têm o desprazer de ver alguém envergar o manto sagrado com enfado!
Quanto aos titulares, o Witsel vai ser um grande problema se sair (grande jogada com o Bruno César para o golo do Cardozo), o Nolito continua a destacar-se por nunca ser óbvio o que vai fazer à bola, para o Maxi não há jogos-treino e o Luisinho confirma cada vez mais a virtude de saber centrar.
Amanhã à noite, mais a sério contra o Lille, poderão tirar-se mais conclusões.
Mesmo considerando o facto de os jogadores adversários se concentrarem em metade do seu meio-campo, deixando muito pouco espaço livre, a 1ª parte foi muito má. Só o Carlos Martins conseguia criar alguns desequilíbrios, nomeadamente em passes longos, o Ola John é bom a fintar, mas ainda lhe falta alguma objectividade na altura de largar a bola, o Kardec teve só um bom cabeceamento, o Hugo Vieira pareceu algo nervoso com a estreia e não fez nada de realce, Djaló continua com grandes dificuldades em dominar uma bola e o Melgarejo esteve igualmente muito discreto na lateral-esquerda. Do Paulo Lopes, Miguel Vítor, Jardel e Javi García não vale a pena falar muito, porque o adversário não atacou. Quanto ao jogador que falta, o Enzo Pérez, tirando um centro bom que fez, demonstra tanta vontade em jogar pelo Benfica quanto eu a vestir uma camisola dos lagartos. Só que eu não sou pago para isso! Se tivesse alguma vergonha na cara, o mínimo que deveria fazer era pegar no ordenado que recebeu até agora e distribuí-lo pelo sócios, que têm o desprazer de ver alguém envergar o manto sagrado com enfado!
Quanto aos titulares, o Witsel vai ser um grande problema se sair (grande jogada com o Bruno César para o golo do Cardozo), o Nolito continua a destacar-se por nunca ser óbvio o que vai fazer à bola, para o Maxi não há jogos-treino e o Luisinho confirma cada vez mais a virtude de saber centrar.
Amanhã à noite, mais a sério contra o Lille, poderão tirar-se mais conclusões.
sábado, julho 14, 2012
Indicações positivas
Pela 1ª vez que me lembro, não defrontámos uma equipa amadora/de divisões
inferiores no primeiro jogo de pré-época. Vencemos o Marselha por 2-0 e não foi
nada mau para começo de temporada. Na 1ª parte, jogaram os da época passada
mais o Luisinho e os outros reforços só os vimos na 2ª.
A natural falta de ritmo nesta altura não impediu algumas boas combinações, que só não resultaram na maioria dos casos por falha no último passe. O Cardozo de penalty na 1ª parte e o Carlos Martins já a fechar a partida fizeram os golos. Este mostrou que fazia falta ao plantel um jogador que saiba rematar de fora da área e que foi incompreensível o seu empréstimo no ano passado. O Luisinho já fez mais centros bons em 45’ do que o Emerson em toda a época passada e o Melgarejo mostrou na 2ª parte que se calhar poderá ser uma boa solução a defesa-esquerdo quando defrontarmos equipas de menor valia na Luz. O Ola John deu umas corridas, mas acabou por sair por queixas físicas e o Nolito voltou a ter lances que só ele sabe fazer.
A minha maior preocupação nesta altura é que continuamos sem um substituto para o Maxi Pereira na direita e sem um titular de caras na lateral-esquerda… Mas pode ser que o que demorou uma época inteira sem ser resolvido o seja nas próximas semanas… À semelhança do que tem acontecido nas pré-temporadas do Jesus, começámos bem. Esperemos é que o resto da época seja bem melhor que as duas últimas.
A natural falta de ritmo nesta altura não impediu algumas boas combinações, que só não resultaram na maioria dos casos por falha no último passe. O Cardozo de penalty na 1ª parte e o Carlos Martins já a fechar a partida fizeram os golos. Este mostrou que fazia falta ao plantel um jogador que saiba rematar de fora da área e que foi incompreensível o seu empréstimo no ano passado. O Luisinho já fez mais centros bons em 45’ do que o Emerson em toda a época passada e o Melgarejo mostrou na 2ª parte que se calhar poderá ser uma boa solução a defesa-esquerdo quando defrontarmos equipas de menor valia na Luz. O Ola John deu umas corridas, mas acabou por sair por queixas físicas e o Nolito voltou a ter lances que só ele sabe fazer.
A minha maior preocupação nesta altura é que continuamos sem um substituto para o Maxi Pereira na direita e sem um titular de caras na lateral-esquerda… Mas pode ser que o que demorou uma época inteira sem ser resolvido o seja nas próximas semanas… À semelhança do que tem acontecido nas pré-temporadas do Jesus, começámos bem. Esperemos é que o resto da época seja bem melhor que as duas últimas.
quinta-feira, junho 28, 2012
Portugal - 0 - Espanha - 0 (2-4 pen.)
Uma exibição muito personalizada da selecção nacional conseguiu fazer algo
que muitos (eu incluído) achavam impossível: anular durante praticamente todo o
jogo o tiki-taka dos espanhóis. Estou de acordo com o Paulo Bento quando ele
diz que Portugal terá sido ligeiramente superior nos 90’, mas bastante inferior
durante o prolongamento, em que só o Rui Patrício garantiu a ida aos penalties.
Aí não tivemos, de facto, sorte. O Bruno Alves atirou à barra e o Fàbregas
atirou ao poste, só que… a bola entrou. Foi neste pequeno (grande) pormenor que
se decidiu a meia-final.
A Espanha com menos de 60% de posse de bola já não é muito normal (também teve contra a França), mas ainda por cima com grandes dificuldades tanto em construir jogadas atacantes, como em impedir o adversário de chegar com perigo à sua baliza (o que conseguiu frente à França) é algo muito raro. E Portugal impôs um respeito à Roja que é de louvar. É claro que o Del Bosque deu uma pequena ajuda, cedendo à pressão dos media espanhóis e colocando de início um ponta-de-lança (Negredo). Este foi uma dádiva aos nossos centrais e foi só quando a Espanha resolveu voltar à “fórmula Barcelona”, transformando-se num 4-6-0 com a entrada do Fàbregas, que começou a criar-nos mais problemas. Foi um jogo muito disputado, com grandes cautelas de parte a parte e sem muitas oportunidades. A melhor durante os 90’ terá sido nossa, mesmo perto do fim, quando, num contra-ataque depois de um canto adversário, o Meireles não fez um passe perfeito para o C. Ronaldo, que teve ainda que dominar a bola e rematar com o pé esquerdo, fazendo a bola passar por cima da barra. É certo que o nº 7 talvez devesse ter feito melhor, mas se o passe tem entrado bem, o C. Ronaldo poderia ter rematado de primeira com o direito e provavelmente estaríamos aqui a celebrar a passagem à final.
No prolongamento, acusámos muito o esforço físico durante os 90’, especialmente o nosso meio-campo, e a Espanha criou duas boas oportunidades para marcar, ambas anuladas pelo Rui Patrício. Esta diferença de rendimento pode resumir-se nas substituições: o Fàbregas, Jesus Navas e Pedro Rodríguez entraram muito melhor que o Nélson Oliveira (o Custódio e o Varela, estes já na 2ª parte do prolongamento). É a diferença entre ter um bom banco e não o ter. Nos penalties, tivemos o azar de ver a Espanha começar primeiro (gostaria de ver uma estatística que mostrasse a percentagem de vitórias das equipas que começam por marcar os penalties), mas o Rui Patrício defendeu o remate do Xabi Alonso. No entanto, o Moutinho anulou logo a seguir essa vantagem, ao fazer uma corrida ridícula aos saltinhos, que descambou num consequente remate fraco para defesa do Casillas. Depois foi a tal questão da sorte entre a bola que bate na barra e sai, e a outra que bate no poste e entra.
Os destaques individuais deste jogo são basicamente os destaques do Europeu: os três jogadores do Real Madrid e o João Moutinho. O Miguel Veloso enquanto teve pernas também esteve muito bem. Do Nani, esperava um pouco mais e o Meireles fez igualmente um jogo fraco.
Fizemos um excelente Europeu, facto que se deve a uma só pessoa: Paulo Bento. Mostrou, para quem tivesse dúvidas, que é um enorme treinador, porque consegue que o valor colectivo de uma equipa seja muito superior à soma dos seus valores individuais. Há por ali muito jogador mediano que se superou neste campeonato da Europa. A esta mais-valia técnica, o Paulo Bento junta a frontalidade e o carácter algo que prezo muito. E que, infelizmente, tem andado arredado do banco do nosso clube nos últimos tempos. Tenho pena que tenha renovado com a selecção até 2014, porque não me importaria mesmo nada de o ver a treinar o Glorioso antes disso… Assim, vai ter que ficar para depois desse ano.
A Espanha com menos de 60% de posse de bola já não é muito normal (também teve contra a França), mas ainda por cima com grandes dificuldades tanto em construir jogadas atacantes, como em impedir o adversário de chegar com perigo à sua baliza (o que conseguiu frente à França) é algo muito raro. E Portugal impôs um respeito à Roja que é de louvar. É claro que o Del Bosque deu uma pequena ajuda, cedendo à pressão dos media espanhóis e colocando de início um ponta-de-lança (Negredo). Este foi uma dádiva aos nossos centrais e foi só quando a Espanha resolveu voltar à “fórmula Barcelona”, transformando-se num 4-6-0 com a entrada do Fàbregas, que começou a criar-nos mais problemas. Foi um jogo muito disputado, com grandes cautelas de parte a parte e sem muitas oportunidades. A melhor durante os 90’ terá sido nossa, mesmo perto do fim, quando, num contra-ataque depois de um canto adversário, o Meireles não fez um passe perfeito para o C. Ronaldo, que teve ainda que dominar a bola e rematar com o pé esquerdo, fazendo a bola passar por cima da barra. É certo que o nº 7 talvez devesse ter feito melhor, mas se o passe tem entrado bem, o C. Ronaldo poderia ter rematado de primeira com o direito e provavelmente estaríamos aqui a celebrar a passagem à final.
No prolongamento, acusámos muito o esforço físico durante os 90’, especialmente o nosso meio-campo, e a Espanha criou duas boas oportunidades para marcar, ambas anuladas pelo Rui Patrício. Esta diferença de rendimento pode resumir-se nas substituições: o Fàbregas, Jesus Navas e Pedro Rodríguez entraram muito melhor que o Nélson Oliveira (o Custódio e o Varela, estes já na 2ª parte do prolongamento). É a diferença entre ter um bom banco e não o ter. Nos penalties, tivemos o azar de ver a Espanha começar primeiro (gostaria de ver uma estatística que mostrasse a percentagem de vitórias das equipas que começam por marcar os penalties), mas o Rui Patrício defendeu o remate do Xabi Alonso. No entanto, o Moutinho anulou logo a seguir essa vantagem, ao fazer uma corrida ridícula aos saltinhos, que descambou num consequente remate fraco para defesa do Casillas. Depois foi a tal questão da sorte entre a bola que bate na barra e sai, e a outra que bate no poste e entra.
Os destaques individuais deste jogo são basicamente os destaques do Europeu: os três jogadores do Real Madrid e o João Moutinho. O Miguel Veloso enquanto teve pernas também esteve muito bem. Do Nani, esperava um pouco mais e o Meireles fez igualmente um jogo fraco.
Fizemos um excelente Europeu, facto que se deve a uma só pessoa: Paulo Bento. Mostrou, para quem tivesse dúvidas, que é um enorme treinador, porque consegue que o valor colectivo de uma equipa seja muito superior à soma dos seus valores individuais. Há por ali muito jogador mediano que se superou neste campeonato da Europa. A esta mais-valia técnica, o Paulo Bento junta a frontalidade e o carácter algo que prezo muito. E que, infelizmente, tem andado arredado do banco do nosso clube nos últimos tempos. Tenho pena que tenha renovado com a selecção até 2014, porque não me importaria mesmo nada de o ver a treinar o Glorioso antes disso… Assim, vai ter que ficar para depois desse ano.
domingo, junho 24, 2012
Campeões Nacionais de Futsal
Numa época absolutamente brilhante, limpámos todos os troféus em disputa no futsal. Seis títulos de campeão em dez épocas da modalidade diz tudo acerca da nossa supremacia. Parabéns a todos os campeões!
P.S. - Três títulos de campeão em três modalidades de pavilhão (só foi pena o Voleibol…), mais o título masculino de Atletismo tornam esta uma época inolvidável para a história do ecletismo do Sport Lisboa e Benfica. Há que dar o mérito a quem o merece.
P.S. - Três títulos de campeão em três modalidades de pavilhão (só foi pena o Voleibol…), mais o título masculino de Atletismo tornam esta uma época inolvidável para a história do ecletismo do Sport Lisboa e Benfica. Há que dar o mérito a quem o merece.
sexta-feira, junho 22, 2012
Portugal - 1 - Rep. Checa - 0
A vitória injustamente tangencial sobre os checos colocou-nos pela quarta
vez na nossa história nas meias-finais de um Europeu de futebol. Estes
jogadores não precisam de fazer mais nada até final para já terem um lugar de
destaque no palmarés do futebol português. A unanimidade é geral acerca da
justiça da nossa passagem e agora resta-nos esperar para saber qual das duas
bestas negras (Espanha ou França) vamos defrontar.
A sorte que não tivemos na fase de grupos tivemos nos quartos-de-final. A
Rep. Checa é uma selecção bastante acessível, ainda para mais privada do seu
melhor jogador (Rosicky). Por isso mesmo, não percebi bem a nossa 1ª parte.
Entrámos receosos demais e exasperadamente lentos nas transições ofensivas. A não
ser que estivemos a treinar já para a Espanha, sinceramente não entendi o que
se passou. Uma coisa é entrar com cautelas no jogo inaugural frente à Alemanha,
outra é fazê-lo perante a Rep. Checa… Mesmo assim o C. Ronaldo ainda atirou uma
bola ao poste no final dos primeiros 45’.
Felizmente que tudo mudou na 2ª parte, em que demos um banho de bola aos
checos que só por muita sorte (outra bola ao poste do C. Ronaldo…), aselhice
nossa (dois cabeceamentos muito tortos do Hugo Almeida) e mérito do Cech e dos
defesas (a remates do Moutinho e Nani) é que não sofreram golos mais cedo. A
justiça tardou, mas não falhou e aos 79’ um óptimo cruzamento do Moutinho
proporcionou ao C. Ronaldo uma entrada fulgurante de cabeça fazendo o resultado
da partida. Grande jogada e grande golo! Até final, os checos nem viram a bola
demonstrando que esta selecção apresenta um nível de maturidade bastante
assinalável.
Em termos individuais, é inevitável referir novamente o C. Ronaldo que, não
fossem as bolas aos postes, já teria sete(!) em vez de três golos marcados no
Europeu. É o grande destaque do torneio e será incompreensível se não ganhar a
Bola de Ouro. Continuo a achar que o Messi é melhor, mas com o campeonato
espanhol no bolso e as estas exibições na Polónia e na Ucrânia a temporada do
C. Ronaldo é indiscutivelmente superior (mas também em 2010, quando o Barça
ganhou tudo e Espanha foi campeã do mundo com um golo do Iniesta na final, a
FIFA deu o prémio ao Messi…). O Pepe é outro que está a fazer um Europeu
irrepreensível e praticamente ninguém passa por ele. O Moutinho também se
exibiu em grande nível e fez a assistência decisiva. Outro que está em grande
destaque é o F. Coentrão, que deve estar a fazer pensar os madrilenos que não
se enganaram mesmo.
Contra todas as expectativas, estamos nos quatro melhores da Europa. Basta
comparar esta selecção com as de 1984, 2000 e 2004, para ver que há aqui um
ENORME mérito do Paulo Bento. Não há nenhum Chalana, Nené, Diamantino, Bento,
Carlos Manuel, Jordão, Gomes, Jaime Pacheco, Rui Costa, João Vieira Pinto, Nuno
Gomes, Figo, Deco , Ricardo Carvalho,
Miguel, mas há um espírito colectivo muito forte que permite superar a menor
valia individual (C. Ronaldo e Nani à parte) desta selecção. E só isso
demonstra que o Paulo Bento é um grande treinador. Ainda por cima, é um tipo
com carácter o que só faz crescer a admiração que tenho por ele.
P.S. – Já imaginaram o que seria esta equipa neste Europeu se fôssemos
treinados(?) pelo senhor professor Queiroz…? Credo, que susto!
segunda-feira, junho 18, 2012
Portugal - 2 - Holanda - 1
Uma grande exibição da selecção nacional permitiu-nos derrotar os
vice-campeões do mundo (convém não esquecer…) e assegurar a qualificação para
os quartos-de-final do Euro 2012, ajudados igualmente pela vitória da Alemanha
sobre a Dinamarca. Para esta exibição da equipa foi decisiva a prestação do
Cristiano Ronaldo que, ao marcar os dois golos e ainda atirar duas bolas aos
postes, demonstrou que, quando não se mete a fazer comparações idiotas sobre o
Messi, é o melhor jogador do mundo. (Só que o Messi não é deste mundo…)
A Holanda entrou muitíssimo bem na partida, com uma equipa bastante atacante e chegou à vantagem aos 11’ pelo Van der Vaart num fantástico pontapé de fora da área. Só que a exibição dos holandeses ficou por aí, porque a reacção de Portugal foi muito forte. O C. Ronaldo atirou ao poste, o Postiga foi igual a ele próprio ao falhar um golo isolado, até que o João Pereira fez de Özil em Nou Camp e desmarcou o C. Ronaldo para o 1-1 aos 28’. A 2ª parte foi toda nossa, com os holandeses a quererem, mas a não conseguirem criar perigo (Robben, Van Persie e Huntelaar nem se viram). O Nani falhou um golo feito ao permitir a defesa com os pés do guarda-redes, quando estava completamente isolado, mas fez a assistência para o C. Ronaldo bisar aos 74’, num lance magnífico de contra-ataque. O Van der Vaart ainda atirou ao poste, assim como o C. Ronaldo pouco depois. No outro jogo, a Alemanha fazia o 2-1 a 10’ do fim e a nossa qualificação estava garantida.
O C. Ronaldo, claro, merece todo o destaque. Jogou, fez jogar, marcou e, se for preciso umas criticazinhas (justificadas perante o que tinha mostrado até este jogo) para apresentar este rendimento, então venham elas! Outro enorme jogo do Pepe e prestações bem positivas do João Pereira e Miguel Veloso. Boa notícia é igualmente não termos perdido ninguém por causa dos amarelos para os quartos-de-final. Muito bem novamente o Paulo Bento na altura das substituições, com a entrada habitual do Nélson Oliveira e desta feita do Custódio, que nos permitiu segurar o meio-campo e lançarmo-nos em perigosos contra-ataques.
Iremos defrontar agora a República Checa e sinceramente acho que somos favoritos. A equipa está a subir de rendimento e esta exibição do C. Ronaldo pode ser muito importante para o que resta do Europeu. Com ele na sua melhor forma, temos muito mais hipóteses de chegar às meias-finais. Esperemos que assim aconteça.
P.S. – Como “não há bela sem senão”, a birra dos jogadores ao não prestarem declarações no final da partida, muito ofendidos com algumas críticas que se têm ouvido, era perfeitamente dispensável…
A Holanda entrou muitíssimo bem na partida, com uma equipa bastante atacante e chegou à vantagem aos 11’ pelo Van der Vaart num fantástico pontapé de fora da área. Só que a exibição dos holandeses ficou por aí, porque a reacção de Portugal foi muito forte. O C. Ronaldo atirou ao poste, o Postiga foi igual a ele próprio ao falhar um golo isolado, até que o João Pereira fez de Özil em Nou Camp e desmarcou o C. Ronaldo para o 1-1 aos 28’. A 2ª parte foi toda nossa, com os holandeses a quererem, mas a não conseguirem criar perigo (Robben, Van Persie e Huntelaar nem se viram). O Nani falhou um golo feito ao permitir a defesa com os pés do guarda-redes, quando estava completamente isolado, mas fez a assistência para o C. Ronaldo bisar aos 74’, num lance magnífico de contra-ataque. O Van der Vaart ainda atirou ao poste, assim como o C. Ronaldo pouco depois. No outro jogo, a Alemanha fazia o 2-1 a 10’ do fim e a nossa qualificação estava garantida.
O C. Ronaldo, claro, merece todo o destaque. Jogou, fez jogar, marcou e, se for preciso umas criticazinhas (justificadas perante o que tinha mostrado até este jogo) para apresentar este rendimento, então venham elas! Outro enorme jogo do Pepe e prestações bem positivas do João Pereira e Miguel Veloso. Boa notícia é igualmente não termos perdido ninguém por causa dos amarelos para os quartos-de-final. Muito bem novamente o Paulo Bento na altura das substituições, com a entrada habitual do Nélson Oliveira e desta feita do Custódio, que nos permitiu segurar o meio-campo e lançarmo-nos em perigosos contra-ataques.
Iremos defrontar agora a República Checa e sinceramente acho que somos favoritos. A equipa está a subir de rendimento e esta exibição do C. Ronaldo pode ser muito importante para o que resta do Europeu. Com ele na sua melhor forma, temos muito mais hipóteses de chegar às meias-finais. Esperemos que assim aconteça.
P.S. – Como “não há bela sem senão”, a birra dos jogadores ao não prestarem declarações no final da partida, muito ofendidos com algumas críticas que se têm ouvido, era perfeitamente dispensável…
domingo, junho 17, 2012
Campeões Nacionais de Hóquei em Patins
Ao fim de 14 anos, voltámos a conquistar o título nacional, derrotando um sistema corrupto que faz parecer o que se passa no futebol uma brincadeira de crianças. A quem tornou possível a conquista do 22º campeonato da nossa história, os meus mais sinceros parabéns! Viva o BENFICA!
quinta-feira, junho 14, 2012
Portugal - 3 - Dinamarca - 2
Outro bom jogo da selecção a merecer a vitória, mas sem necessidade de
termos passado por tanto sofrimento e corrido o risco de não ganhar um jogo em
que fomos manifestamente superiores. O Paulo Bento apostou na mesma equipa que
defrontou a Alemanha e não se saiu nada mal: o Postiga até marcou um golo e
tudo!
O Pepe inaugurou o marcador de cabeça na sequência de um canto e a nossa supremacia ficou ainda mais vincada com esse tal golo do Postiga ainda na 1ª parte. Infelizmente, uma desconcentração colectiva da defesa permitiu ao Bendtner reduzir à beira do intervalo. Na 2ª parte, apostámos no contra-ataque e o C. Ronaldo teve dois falhanços inacreditáveis quando tinha só o guarda-redes pela frente. A 10’ do fim, o Bendtner voltou a marcar, num lance em que me pareceu que o Rui Patrício poderia ter feito mais, e a coisa esteve muito tremida até que o Varela, entretanto entrado, ter resolvido a partida aos 87’. Foi outra boa aposta do Paulo Bento que o preferiu ao brinca-na-areia do Quaresma e foi recompensado por isso. O Varela dá um pontapé na atmosfera, mas não se desconcentra e remata de primeira apanhando o guarda-redes desprevenido. Grande golo!
Em termos individuais, o Pepe e o Nani foram os melhores da equipa. O Nélson Oliveira voltou a entrar bem na partida e o Coentrão fez o centro para o 3-2. O Raul Meireles esteve muito discreto e a sua não-substituição mais cedo (Hugo Viana ou Custódio para segurar o meio-campo) foi a única coisa que eu acho que o Paulo Bento esteve menos bem. O C. Ronaldo pura e simplesmente não defende, e a Dinamarca fartou-se de atacar pela esquerda, com o Coentrão a ter muitos dois para um. Falando da vedeta da equipa, deveria ter a humildade de perceber que, estando as coisas a saírem-lhe muito mal em termos ofensivos (os falhanços são imperdoáveis), ao menos que ajudasse os companheiros a defender, fechando seu corredor. Nem uma coisa, nem outra e foi claramente o pior jogador da equipa.
Com a vitória da Alemanha frente à Holanda (2-1), ainda está tudo em aberto no grupo e nenhuma selecção está apurada ou eliminada. As contas são tão complicadas que tanto uma vitória nossa frente aos holandeses pode não nos apurar como uma derrota nos pode apurar! Aguardemos por Domingo.
O Pepe inaugurou o marcador de cabeça na sequência de um canto e a nossa supremacia ficou ainda mais vincada com esse tal golo do Postiga ainda na 1ª parte. Infelizmente, uma desconcentração colectiva da defesa permitiu ao Bendtner reduzir à beira do intervalo. Na 2ª parte, apostámos no contra-ataque e o C. Ronaldo teve dois falhanços inacreditáveis quando tinha só o guarda-redes pela frente. A 10’ do fim, o Bendtner voltou a marcar, num lance em que me pareceu que o Rui Patrício poderia ter feito mais, e a coisa esteve muito tremida até que o Varela, entretanto entrado, ter resolvido a partida aos 87’. Foi outra boa aposta do Paulo Bento que o preferiu ao brinca-na-areia do Quaresma e foi recompensado por isso. O Varela dá um pontapé na atmosfera, mas não se desconcentra e remata de primeira apanhando o guarda-redes desprevenido. Grande golo!
Em termos individuais, o Pepe e o Nani foram os melhores da equipa. O Nélson Oliveira voltou a entrar bem na partida e o Coentrão fez o centro para o 3-2. O Raul Meireles esteve muito discreto e a sua não-substituição mais cedo (Hugo Viana ou Custódio para segurar o meio-campo) foi a única coisa que eu acho que o Paulo Bento esteve menos bem. O C. Ronaldo pura e simplesmente não defende, e a Dinamarca fartou-se de atacar pela esquerda, com o Coentrão a ter muitos dois para um. Falando da vedeta da equipa, deveria ter a humildade de perceber que, estando as coisas a saírem-lhe muito mal em termos ofensivos (os falhanços são imperdoáveis), ao menos que ajudasse os companheiros a defender, fechando seu corredor. Nem uma coisa, nem outra e foi claramente o pior jogador da equipa.
Com a vitória da Alemanha frente à Holanda (2-1), ainda está tudo em aberto no grupo e nenhuma selecção está apurada ou eliminada. As contas são tão complicadas que tanto uma vitória nossa frente aos holandeses pode não nos apurar como uma derrota nos pode apurar! Aguardemos por Domingo.
domingo, junho 10, 2012
Portugal - 0 - Alemanha - 1
Uma exibição bastante melhor do que o esperado não foi suficiente para
batermos a selecção alemã na nossa estreia no Euro 2012. Revelámos
personalidade, vontade e chegámos a jogar de igual para igual com eles, mas uma
grande dose de azar foi determinante para o desfecho final. Atirámos duas bolas
aos ferros e o golo deles resulta de um ressalto no Moutinho, que desposicionou
o Pepe, e permitiu ao Gomez cabecear à vontade já perto do último
quarto-de-hora. Depois do golo, ainda tivemos o Varela isolado que não
conseguiu superar o enorme Neuer. Foi uma pena, porque não merecíamos mesmo ter
perdido o jogo.
Basta ler um pouco deste blog para se ver que eu não sou propriamente politicamente correcto. Mas também não faço fretes nem sou do género de dizer mal por dizer. Vem isto a propósito de alguns comentários que ouvi no final do jogo, nomeadamente do David Borges na SIC Notícias, que criticou o Paulo Bento por não ter sido audaz durante grande parte da partida. Disse ele que não percebia porque é que nós não jogámos os 90’ como o fizemos a seguir ao golo alemão. Quer dizer, vamos lá a ver se eu percebo: a equipa vinha de dois jogos de preparação que tinham corrido bastante mal, os níveis de confiança não estavam propriamente nos píncaros, tem grandes limitações em algumas posições do terreno (ponta-de-lança, a mais gritante), íamos defrontar um tricampeão Mundial e Europeu(!), e era suposto irmos à maluca para frente?! Eu acho que há pessoas que já têm três comentários prontos, dependendo do resultado do jogo e depois debitam-nos sem olhar a mais nada.
Noutro aspecto, se é impossível que eu sofra pela selecção como sofro pelo Glorioso, sou incapaz de não me interessar por ela e não desejar que ela obtenha sucesso. Se é certo que a actual Federação é liderada por um ex-contabilista do presidente de um clube assumidamente corrupto, também é verdade que pessoas que eu admiro, como o Humberto Coelho e o João Vieira Pinto, e outras que respeito, como o Hermínio Loureiro e o Pauleta, fazem parte da direcção, pelo que naturalmente espero que a selecção consiga os resultados desejados, até porque também gosto do carácter e da frontalidade do Paulo Bento. (Qualquer semelhança com a selecção anterior de Madaíls e Queirozes é pura coincidência.)
Voltando ao futebol propriamente dito, o melhor de Portugal foi indiscutivelmente o Fábio Coentrão. O Pepe e o Bruno Alves também estiveram bem, assim como a espaços o Cristiano Ronaldo e o Nani. O trio de meio-campo, Miguel Veloso, Moutinho e Raul Meireles, aguentou bem o embate com o poderio físico do outro lado. O Hélder Postiga é uma anedota e há outros muito medianos, como o João Pereira. O Rui Patrício esteve concentrado e sem possibilidades nenhumas no golo. Ao Nélson Oliveira, que substituiu o inoperante Postiga, ainda falta ganhar experiência (perdeu quase todos os lances de corpo-a-corpo), mas a tal oportunidade do Varela, que também entrou bem, resultou de uma jogada dele.
Com a derrota da Holanda frente à Dinamarca, está tudo em aberto no grupo. É fundamental ganharmos aos dinamarqueses para depois discutir com os holandeses o 2º lugar. Se mantivermos o nível exibicional mostrado frente aos alemães, julgo que teremos as nossas hipóteses.
Basta ler um pouco deste blog para se ver que eu não sou propriamente politicamente correcto. Mas também não faço fretes nem sou do género de dizer mal por dizer. Vem isto a propósito de alguns comentários que ouvi no final do jogo, nomeadamente do David Borges na SIC Notícias, que criticou o Paulo Bento por não ter sido audaz durante grande parte da partida. Disse ele que não percebia porque é que nós não jogámos os 90’ como o fizemos a seguir ao golo alemão. Quer dizer, vamos lá a ver se eu percebo: a equipa vinha de dois jogos de preparação que tinham corrido bastante mal, os níveis de confiança não estavam propriamente nos píncaros, tem grandes limitações em algumas posições do terreno (ponta-de-lança, a mais gritante), íamos defrontar um tricampeão Mundial e Europeu(!), e era suposto irmos à maluca para frente?! Eu acho que há pessoas que já têm três comentários prontos, dependendo do resultado do jogo e depois debitam-nos sem olhar a mais nada.
Noutro aspecto, se é impossível que eu sofra pela selecção como sofro pelo Glorioso, sou incapaz de não me interessar por ela e não desejar que ela obtenha sucesso. Se é certo que a actual Federação é liderada por um ex-contabilista do presidente de um clube assumidamente corrupto, também é verdade que pessoas que eu admiro, como o Humberto Coelho e o João Vieira Pinto, e outras que respeito, como o Hermínio Loureiro e o Pauleta, fazem parte da direcção, pelo que naturalmente espero que a selecção consiga os resultados desejados, até porque também gosto do carácter e da frontalidade do Paulo Bento. (Qualquer semelhança com a selecção anterior de Madaíls e Queirozes é pura coincidência.)
Voltando ao futebol propriamente dito, o melhor de Portugal foi indiscutivelmente o Fábio Coentrão. O Pepe e o Bruno Alves também estiveram bem, assim como a espaços o Cristiano Ronaldo e o Nani. O trio de meio-campo, Miguel Veloso, Moutinho e Raul Meireles, aguentou bem o embate com o poderio físico do outro lado. O Hélder Postiga é uma anedota e há outros muito medianos, como o João Pereira. O Rui Patrício esteve concentrado e sem possibilidades nenhumas no golo. Ao Nélson Oliveira, que substituiu o inoperante Postiga, ainda falta ganhar experiência (perdeu quase todos os lances de corpo-a-corpo), mas a tal oportunidade do Varela, que também entrou bem, resultou de uma jogada dele.
Com a derrota da Holanda frente à Dinamarca, está tudo em aberto no grupo. É fundamental ganharmos aos dinamarqueses para depois discutir com os holandeses o 2º lugar. Se mantivermos o nível exibicional mostrado frente aos alemães, julgo que teremos as nossas hipóteses.
quinta-feira, maio 31, 2012
Na mouche!
A Leonor Pinhão e o seu terrível hábito de pegar o toiro pelos cornos… sempre de luva branca! Brilhante! Como habitualmente, para guardar e recordar.
«O Benfica conquistou o título nacional de basquetebol ao FC Porto, no pavilhão do FC Porto. Foi uma grande “bergônha”. A culpa foi do Carlos Lisboa, useiro e vezeiro, que não só é treinador do Benfica com também se chama Lisboa, só para provocar.
O pavilhão onde tudo se passou é obra recente. Já não é aquele velho pavilhão das Antas para onde o presidente do FC Porto, a 1 de Março de 1994, convocou os jornalistas e os sócios do clube vendo-se forçado a anunciar a iminente chegada ao local da GNR - “a pretexto de que está aqui uma bomba”. Lembram-se? Mas o presidente do FC Porto não se acobardou: “Se estiver aqui uma bomba eu espero que ela expluda!” – disse o grande pacificador, o nosso Dalai Lama da bola. E a casa veio abaixo. Em aplausos, felizmente. Não me entendam mal. Este episódio dramático não foi o princípio de nenhuma era. Foi antes a consagração de um regime já plenamente reconhecido na Assembleia da República e noutros órgãos de soberania. A culpa disto é, foi e sempre será de Lisboa.
E exemplos não faltam. Alguns anos antes, em 1983, quando Lisboa era treinador da equipa de futebol do Benfica que foi às Antas jogar com o FC Porto a final da Taça de Portugal, diligentemente transferida do Jamor, também houve grandes faltas de respeito pelo público da casa.
O Benfica ganhou a final por 1-0, Lisboa não se aguentou, festejou provocatoriamente o saboroso triunfo no campo do adversário e, por culpa do seu treinador, os jogadores do Benfica receberam o troféu no relvado mas regressaram às cabinas com muita, mas mesmo muita dificuldade debaixo de uma grande e mais do que justificada saraivada de legítimo desagrado.
Em 28 de Abril de 1991 voltou-se ao mesmo. Lisboa fora escandalosamente reconduzido como treinador da equipa de futebol que foi ao estádio das Antas ganhar por 2-0. E praticamente conquistar o título outra vez na casa do rival. Também desta feita Lisboa voltou a fazer das suas provocações.. Valeu à honra dos ofendidos a bravíssima intervenção de um polícia “à civil” que “encabeçou um grupo de indivíduos”, pacifistas, que se encarregam de aplicar um espiritual correctivo aos gozões da Capital. E de tal forma que os dirigentes de Lisboa, provocadores, depois de “insultados, empurrados com brutalidade, agredidos a soco e a pontapé” viram-se obrigados, por cobardia, “a refugiar-se dentro de uma ambulância da Cruz Vermelha”, tal como viria a constar do relatório encomendado pelo Ministério da Administração Interna. E foi muito bem feito terem festejado o título dentro da ambulância que, para lhes fazer o gosto e fazer as honras da casa, até era Vermelha, da Cruz.
Alguns anos mais tarde, Carlos Lisboa, por ser eclético, já não era o treinador da equipa de futebol do Benfica mas sim o treinador da equipa de hóquei em patins do Barcelona que foi ao Porto conquistar ao FC Porto a final da Liga Europeia da modalidade. E, perante isto, estavam à espera do quê? Foi outra vergonha a que Lisboa, via Barcelona, foi fazer desta feita ao pavilhão Rosa Mota na presença do então ministro da Administração Interna, Fernando Gomes. Desconheço se houve relatório governamental sobre os incidentes. Mas a verdade é que, devido às atitudes provocatórias do treinador, reincidente nestes comportamentos – de levar o punho esquerdo à nádega esquerda e o punho direito à nádega do mesmo lado, de ambas as vezes com sugestivo ímpeto -, os jogadores de hóquei em patins do Barcelona não puderam festejar o título europeu em campo e tiveram de patinar a mil à hora até ao túnel que os protegeu da justa indignação popular.
Para mal dos nossos pecados, estas situações parecem não ter fim. Este país está numa decadência moral de tal ordem que Lisboa, depois de ter sido treinador de futebol e de hóquei em patins, surge-nos agora como, imagine-se só…, treinador de basquetebol. E não há quem o prenda! Infelizmente, Lisboa não só não mudou nem um bocadinho nestes anos todos como também já vai na terceira modalidade. É, digamos, a imagem viva da impunidade à solta.
Na semana passada, o Porto Canal nem conseguiu celebrar em sossego a sua noite recorde de audiências graças ao grande número de benfiquistas que sintonizaram a estação para verem Lisboa, outra vez - caramba! – a portar-se como o energúmeno que sempre foi e a impedir que os seus campeões pudessem festejar o título, outra vez, na casa do adversário, outra vez. É justo que se diga que durante o jogo, o público comportou-se de forma cívica e desportiva entoando cânticos para Lisboa e Companhia o santo tempo todo: “SLB, SLB, filhos da puta, SLB”. Se Lisboa não gostou do que ouviu a noite inteira não é por ter sangue nas veias em vez de água, como seria desejável a bem da tranquilidade do país. É porque, para além de grosseiro, é também ignorante. O presidente do clube anfitrião até já explicou publicamente, numa roda de jornalistas, que o conceito de “filho da puta” nos círculos em que se movimenta é muito diferente daquele que é atribuído por Lisboa.
Lisboa, sempre Lisboa, oh eterna culpa! Meu querido apagão.»
Leonor Pinhão.
P.S. - Carlos Lisboa fez um gesto que não deveria ter feito? Claro que sim! Foi provocado, ofendido e insultado durante todos os três jogos disputados no antro? Claro que sim! Foi aquele gesto, e só aquele gesto, que despoletou o que aqueles animais fizeram a seguir? Claro que sim… Como consegue provar qualquer idiota, desonesto ou atrasado mental. Aliás, basta ver os exemplos anteriores por aqueles mesmos lados para se chegar a essa brilhante conclusão…
«O Benfica conquistou o título nacional de basquetebol ao FC Porto, no pavilhão do FC Porto. Foi uma grande “bergônha”. A culpa foi do Carlos Lisboa, useiro e vezeiro, que não só é treinador do Benfica com também se chama Lisboa, só para provocar.
O pavilhão onde tudo se passou é obra recente. Já não é aquele velho pavilhão das Antas para onde o presidente do FC Porto, a 1 de Março de 1994, convocou os jornalistas e os sócios do clube vendo-se forçado a anunciar a iminente chegada ao local da GNR - “a pretexto de que está aqui uma bomba”. Lembram-se? Mas o presidente do FC Porto não se acobardou: “Se estiver aqui uma bomba eu espero que ela expluda!” – disse o grande pacificador, o nosso Dalai Lama da bola. E a casa veio abaixo. Em aplausos, felizmente. Não me entendam mal. Este episódio dramático não foi o princípio de nenhuma era. Foi antes a consagração de um regime já plenamente reconhecido na Assembleia da República e noutros órgãos de soberania. A culpa disto é, foi e sempre será de Lisboa.
E exemplos não faltam. Alguns anos antes, em 1983, quando Lisboa era treinador da equipa de futebol do Benfica que foi às Antas jogar com o FC Porto a final da Taça de Portugal, diligentemente transferida do Jamor, também houve grandes faltas de respeito pelo público da casa.
O Benfica ganhou a final por 1-0, Lisboa não se aguentou, festejou provocatoriamente o saboroso triunfo no campo do adversário e, por culpa do seu treinador, os jogadores do Benfica receberam o troféu no relvado mas regressaram às cabinas com muita, mas mesmo muita dificuldade debaixo de uma grande e mais do que justificada saraivada de legítimo desagrado.
Em 28 de Abril de 1991 voltou-se ao mesmo. Lisboa fora escandalosamente reconduzido como treinador da equipa de futebol que foi ao estádio das Antas ganhar por 2-0. E praticamente conquistar o título outra vez na casa do rival. Também desta feita Lisboa voltou a fazer das suas provocações.. Valeu à honra dos ofendidos a bravíssima intervenção de um polícia “à civil” que “encabeçou um grupo de indivíduos”, pacifistas, que se encarregam de aplicar um espiritual correctivo aos gozões da Capital. E de tal forma que os dirigentes de Lisboa, provocadores, depois de “insultados, empurrados com brutalidade, agredidos a soco e a pontapé” viram-se obrigados, por cobardia, “a refugiar-se dentro de uma ambulância da Cruz Vermelha”, tal como viria a constar do relatório encomendado pelo Ministério da Administração Interna. E foi muito bem feito terem festejado o título dentro da ambulância que, para lhes fazer o gosto e fazer as honras da casa, até era Vermelha, da Cruz.
Alguns anos mais tarde, Carlos Lisboa, por ser eclético, já não era o treinador da equipa de futebol do Benfica mas sim o treinador da equipa de hóquei em patins do Barcelona que foi ao Porto conquistar ao FC Porto a final da Liga Europeia da modalidade. E, perante isto, estavam à espera do quê? Foi outra vergonha a que Lisboa, via Barcelona, foi fazer desta feita ao pavilhão Rosa Mota na presença do então ministro da Administração Interna, Fernando Gomes. Desconheço se houve relatório governamental sobre os incidentes. Mas a verdade é que, devido às atitudes provocatórias do treinador, reincidente nestes comportamentos – de levar o punho esquerdo à nádega esquerda e o punho direito à nádega do mesmo lado, de ambas as vezes com sugestivo ímpeto -, os jogadores de hóquei em patins do Barcelona não puderam festejar o título europeu em campo e tiveram de patinar a mil à hora até ao túnel que os protegeu da justa indignação popular.
Para mal dos nossos pecados, estas situações parecem não ter fim. Este país está numa decadência moral de tal ordem que Lisboa, depois de ter sido treinador de futebol e de hóquei em patins, surge-nos agora como, imagine-se só…, treinador de basquetebol. E não há quem o prenda! Infelizmente, Lisboa não só não mudou nem um bocadinho nestes anos todos como também já vai na terceira modalidade. É, digamos, a imagem viva da impunidade à solta.
Na semana passada, o Porto Canal nem conseguiu celebrar em sossego a sua noite recorde de audiências graças ao grande número de benfiquistas que sintonizaram a estação para verem Lisboa, outra vez - caramba! – a portar-se como o energúmeno que sempre foi e a impedir que os seus campeões pudessem festejar o título, outra vez, na casa do adversário, outra vez. É justo que se diga que durante o jogo, o público comportou-se de forma cívica e desportiva entoando cânticos para Lisboa e Companhia o santo tempo todo: “SLB, SLB, filhos da puta, SLB”. Se Lisboa não gostou do que ouviu a noite inteira não é por ter sangue nas veias em vez de água, como seria desejável a bem da tranquilidade do país. É porque, para além de grosseiro, é também ignorante. O presidente do clube anfitrião até já explicou publicamente, numa roda de jornalistas, que o conceito de “filho da puta” nos círculos em que se movimenta é muito diferente daquele que é atribuído por Lisboa.
Lisboa, sempre Lisboa, oh eterna culpa! Meu querido apagão.»
Leonor Pinhão.
P.S. - Carlos Lisboa fez um gesto que não deveria ter feito? Claro que sim! Foi provocado, ofendido e insultado durante todos os três jogos disputados no antro? Claro que sim! Foi aquele gesto, e só aquele gesto, que despoletou o que aqueles animais fizeram a seguir? Claro que sim… Como consegue provar qualquer idiota, desonesto ou atrasado mental. Aliás, basta ver os exemplos anteriores por aqueles mesmos lados para se chegar a essa brilhante conclusão…
terça-feira, maio 29, 2012
Entrevistas na blogosfera benfiquista
quinta-feira, maio 24, 2012
Campeões Nacionais de Basquetebol
Vencemos na pocilga no 5º e último jogo do play-off da final, e reconquistámos o título perdido para o CRAC no ano passado. É o 3º título em quatro anos. Muitos parabéns a toda a secção de Basquetebol e em especial naturalmente ao grande Carlos Lisboa. Infelizmente, sendo o jogo naquele antro a equipa teve de receber o troféu nos balneários e não em campo.
E isto porque teve que sair do recinto desta maneira. Animais serão sempre animais. Comandados que são pelo chefe da vara. Infelizmente, adeptos humanos daquele clube que condenem estas cenas é que não se vislumbram. Será que os há?
E isto porque teve que sair do recinto desta maneira. Animais serão sempre animais. Comandados que são pelo chefe da vara. Infelizmente, adeptos humanos daquele clube que condenem estas cenas é que não se vislumbram. Será que os há?
segunda-feira, maio 14, 2012
Quadro de honra
Vencemos em Setúbal por 3-1 e conseguimos um dos grandes objectivos para
este jogo: permitir que o Cardozo se sagrasse o melhor marcador do campeonato.
Foi uma exibição agradável da nossa parte, em que começámos a perder, mas
conseguimos dar a volta ao jogo e ainda ajudar o paraguaio.
Um fim-de-semana complicado só me permitiu escrever agora sobre o jogo. Com a permanência já assegurada, o V. Setúbal entrou descomplexado e, depois de um falhanço inacreditável do Rodrigo de baliza completamente aberta, chegou à vantagem aos 12’. Ao contrário do que sucedeu na semana passada, o Benfica não jogava só para o Cardozo e portanto fomos criando oportunidades para igualar. Principalmente pelo Tacuara, claro está, mas com o guarda-redes adversário, Diego, a fazer uma punhado de boas defesas que pararam muitos dos mais de 10(!) remates do nº 7. Para além da já habitual bola no poste, que aparece sempre nestes casos. Mesmo assim, chegámos ao empate com uma assistência do Cardozo de calcanhar para o Bruno César marcar aos 34’.
Na 2ª parte, foi a vez do V. Setúbal atirar ao poste, mas a partir daí o jogo foi todo nosso. Colocámo-nos em vantagem aos 62’, novamente pelo Chuta-Chuta e tivemos mais uma série de oportunidades para dilatar o marcador. O Cardozo tentava de todas as formas e feitios, mas parecia que a bola não queria entrar. Eu ia ficando cada vez mais nervoso, porque com a incrível decisão da Liga de não marcar o lagartos-Braga para a mesma hora, se o Cardozo não marcasse, bastaria ao Lima não entrar em campo para ganhar vantagem no confronto directo entre os dois, já que ficaria com menos minutos em campo para o mesmo número de golos! Felizmente, isso não aconteceu e aos 90’ lá conseguiu o Tacuara enfiar a chixa lá para dentro! É a nossa sina com esta história dos melhores marcadores, é sempre à última: foi com o Rui Águas também no último minuto da época 1990/91, foi com o Cardozo a 15’ do fim de há dois anos, nunca temos sossego nestas situações. Até já perdemos um troféu pelo Simão que acabou a época com os mesmos golos do Fary. Desta feita, e apesar da oferta que o Sr. Marco Ferreira fez ao Lima, assinalando um penalty inacreditável a favor do Braga perto do fim, conseguimos ter novamente um jogador nosso como melhor marcador.
Em termos individuais, o destaque vai naturalmente para o Cardozo, que se junta a um quadro de honra respeitável (Eusébio, José Águas, Julinho e Artur Jorge) tornando-se o 5º jogador do Benfica a ganhar o troféu por mais do que uma vez. Também gostei do Bruno César que termina a temporada com a veia goleadora em alta. O resto da equipa esteve em plano aceitável, pelo menos, esforçaram-se, mesmo que alguns elementos precisem das férias, porque a sua forma actual deixa muito a desejar (o melhor exemplo será o Rodrigo).
Terminamos o campeonato mais mal perdido da nossa história com uma vitória e um prémio individual importante. O balanço final da época, necessariamente negativo, far-se-á nos próximos dias.
P.S. – Este é um dos lemas da minha vida.
Um fim-de-semana complicado só me permitiu escrever agora sobre o jogo. Com a permanência já assegurada, o V. Setúbal entrou descomplexado e, depois de um falhanço inacreditável do Rodrigo de baliza completamente aberta, chegou à vantagem aos 12’. Ao contrário do que sucedeu na semana passada, o Benfica não jogava só para o Cardozo e portanto fomos criando oportunidades para igualar. Principalmente pelo Tacuara, claro está, mas com o guarda-redes adversário, Diego, a fazer uma punhado de boas defesas que pararam muitos dos mais de 10(!) remates do nº 7. Para além da já habitual bola no poste, que aparece sempre nestes casos. Mesmo assim, chegámos ao empate com uma assistência do Cardozo de calcanhar para o Bruno César marcar aos 34’.
Na 2ª parte, foi a vez do V. Setúbal atirar ao poste, mas a partir daí o jogo foi todo nosso. Colocámo-nos em vantagem aos 62’, novamente pelo Chuta-Chuta e tivemos mais uma série de oportunidades para dilatar o marcador. O Cardozo tentava de todas as formas e feitios, mas parecia que a bola não queria entrar. Eu ia ficando cada vez mais nervoso, porque com a incrível decisão da Liga de não marcar o lagartos-Braga para a mesma hora, se o Cardozo não marcasse, bastaria ao Lima não entrar em campo para ganhar vantagem no confronto directo entre os dois, já que ficaria com menos minutos em campo para o mesmo número de golos! Felizmente, isso não aconteceu e aos 90’ lá conseguiu o Tacuara enfiar a chixa lá para dentro! É a nossa sina com esta história dos melhores marcadores, é sempre à última: foi com o Rui Águas também no último minuto da época 1990/91, foi com o Cardozo a 15’ do fim de há dois anos, nunca temos sossego nestas situações. Até já perdemos um troféu pelo Simão que acabou a época com os mesmos golos do Fary. Desta feita, e apesar da oferta que o Sr. Marco Ferreira fez ao Lima, assinalando um penalty inacreditável a favor do Braga perto do fim, conseguimos ter novamente um jogador nosso como melhor marcador.
Em termos individuais, o destaque vai naturalmente para o Cardozo, que se junta a um quadro de honra respeitável (Eusébio, José Águas, Julinho e Artur Jorge) tornando-se o 5º jogador do Benfica a ganhar o troféu por mais do que uma vez. Também gostei do Bruno César que termina a temporada com a veia goleadora em alta. O resto da equipa esteve em plano aceitável, pelo menos, esforçaram-se, mesmo que alguns elementos precisem das férias, porque a sua forma actual deixa muito a desejar (o melhor exemplo será o Rodrigo).
Terminamos o campeonato mais mal perdido da nossa história com uma vitória e um prémio individual importante. O balanço final da época, necessariamente negativo, far-se-á nos próximos dias.
P.S. – Este é um dos lemas da minha vida.
domingo, maio 06, 2012
Penoso
Vencemos o U. Leiria por 1-0 e selámos matematicamente o 2º lugar que nos
dará acesso directo à fase de grupos da Liga dos Campeões da próxima época. Foi
o U. Leiria que ameaçou não comparecer ao jogo durante toda a semana, mas
afinal fomos nós que estivemos ausentes. O objectivo da vitória foi cumprido,
mas fizemos das piores exibições da era Jesus.
Não há muito a dizer sobre a partida. Fizemos o único golo aos 20’ num livre do Bruno César, o U. Leiria apresentou-se com meia-dúzia de juniores e alguns emprestados pelo Benfica e fez uma partida muito digna. Ninguém facilitou nada à nossa equipa (não houve autogolos, mãos na bola escusadas na área, ou frangos que ajudassem o Cardozo a ganhar os melhores marcadores) e assim é que deve ser. Ainda por cima, criou uma ou outra oportunidade de golo. Quanto a nós, jogámos a duas velocidades: devagarinho e parados. Lá fomos criando também situações para marcar mais golos, mas revelámos muita falta de pontaria (com destaque negativo para o Cardozo, que incrivelmente não conseguiu marcar nenhum) e permitimos que o Oblak voltasse a mostrar que pode ser uma boa solução de futuro para a nossa baliza (daqui a 10 anos, quando o Artur se reformar).
Em termos individuais, quase ninguém se destacou, tão paupérrima que foi a nossa exibição. Talvez o Bruno César e o Maxi Pereira tenham sido dos únicos a tentar lutar contra o marasmo. O Cardozo acaba em época em terrível baixa de forma e vamos lá a ver se consegue o tal troféu de melhor marcador. O Luís Martins foi lançado a titular e mostrou porque é que tem sido frequentador assíduo da bancada. O Djaló é outro que tem grandes dificuldades no domínio da bola e tudo o que não seja correr e rematar é um problema. Todos os outros não saíram da mediocridade.
Foi uma despedida muito triste dos jogos em casa este ano. Como a última imagem é a que fica, esta exibição acabou por ilustrar bem o fracasso que foi esta época. Era bom que alguém dissesse aos jogadores do Benfica que deveria ser um privilégio para eles vestir a nossa camisola num jogo oficial (algo que 95% dos 31.070 que foram ao estádio dariam a vida para ter o privilégio de fazer durante cinco minutos) e que o mínimo que poderiam fazer era mostrar respeito pelos sócios e adeptos, e oferecerem uma boa exibição no último jogo em casa. Junto a minha voz àqueles que reivindicam mais benfiquismo na estrutura do Benfica. Isto que se viu nesta partida não é nada e os meninos pareciam que estavam a fazer um frete. Não se compreende e é inadmissível.
P.S. – Foi simpático terem nomeado o Pedro Proença e o seu assistente Ricardo Santos para a festa em casa do CRAC. Afinal de contas, eles também foram dos grandes obreiros do título. Claro que, mais uma vez, o Sr. Pedro Proença não deixou os seus créditos por mãos alheias e lá expulsou dois jogadores da lagartada. O jogo estava difícil e o 2-0 para os corruptos só foi conseguido nos últimos 10 minutos. E no fim todos festejaram, porque um título sendo roubado sabe ainda melhor naquele antro.
Não há muito a dizer sobre a partida. Fizemos o único golo aos 20’ num livre do Bruno César, o U. Leiria apresentou-se com meia-dúzia de juniores e alguns emprestados pelo Benfica e fez uma partida muito digna. Ninguém facilitou nada à nossa equipa (não houve autogolos, mãos na bola escusadas na área, ou frangos que ajudassem o Cardozo a ganhar os melhores marcadores) e assim é que deve ser. Ainda por cima, criou uma ou outra oportunidade de golo. Quanto a nós, jogámos a duas velocidades: devagarinho e parados. Lá fomos criando também situações para marcar mais golos, mas revelámos muita falta de pontaria (com destaque negativo para o Cardozo, que incrivelmente não conseguiu marcar nenhum) e permitimos que o Oblak voltasse a mostrar que pode ser uma boa solução de futuro para a nossa baliza (daqui a 10 anos, quando o Artur se reformar).
Em termos individuais, quase ninguém se destacou, tão paupérrima que foi a nossa exibição. Talvez o Bruno César e o Maxi Pereira tenham sido dos únicos a tentar lutar contra o marasmo. O Cardozo acaba em época em terrível baixa de forma e vamos lá a ver se consegue o tal troféu de melhor marcador. O Luís Martins foi lançado a titular e mostrou porque é que tem sido frequentador assíduo da bancada. O Djaló é outro que tem grandes dificuldades no domínio da bola e tudo o que não seja correr e rematar é um problema. Todos os outros não saíram da mediocridade.
Foi uma despedida muito triste dos jogos em casa este ano. Como a última imagem é a que fica, esta exibição acabou por ilustrar bem o fracasso que foi esta época. Era bom que alguém dissesse aos jogadores do Benfica que deveria ser um privilégio para eles vestir a nossa camisola num jogo oficial (algo que 95% dos 31.070 que foram ao estádio dariam a vida para ter o privilégio de fazer durante cinco minutos) e que o mínimo que poderiam fazer era mostrar respeito pelos sócios e adeptos, e oferecerem uma boa exibição no último jogo em casa. Junto a minha voz àqueles que reivindicam mais benfiquismo na estrutura do Benfica. Isto que se viu nesta partida não é nada e os meninos pareciam que estavam a fazer um frete. Não se compreende e é inadmissível.
P.S. – Foi simpático terem nomeado o Pedro Proença e o seu assistente Ricardo Santos para a festa em casa do CRAC. Afinal de contas, eles também foram dos grandes obreiros do título. Claro que, mais uma vez, o Sr. Pedro Proença não deixou os seus créditos por mãos alheias e lá expulsou dois jogadores da lagartada. O jogo estava difícil e o 2-0 para os corruptos só foi conseguido nos últimos 10 minutos. E no fim todos festejaram, porque um título sendo roubado sabe ainda melhor naquele antro.
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