quinta-feira, maio 31, 2012
Na mouche!
A Leonor Pinhão e o seu terrível hábito de pegar o toiro pelos cornos… sempre de luva branca! Brilhante! Como habitualmente, para guardar e recordar.
«O Benfica conquistou o título nacional de basquetebol ao FC Porto, no pavilhão do FC Porto. Foi uma grande “bergônha”. A culpa foi do Carlos Lisboa, useiro e vezeiro, que não só é treinador do Benfica com também se chama Lisboa, só para provocar.
O pavilhão onde tudo se passou é obra recente. Já não é aquele velho pavilhão das Antas para onde o presidente do FC Porto, a 1 de Março de 1994, convocou os jornalistas e os sócios do clube vendo-se forçado a anunciar a iminente chegada ao local da GNR - “a pretexto de que está aqui uma bomba”. Lembram-se? Mas o presidente do FC Porto não se acobardou: “Se estiver aqui uma bomba eu espero que ela expluda!” – disse o grande pacificador, o nosso Dalai Lama da bola. E a casa veio abaixo. Em aplausos, felizmente. Não me entendam mal. Este episódio dramático não foi o princípio de nenhuma era. Foi antes a consagração de um regime já plenamente reconhecido na Assembleia da República e noutros órgãos de soberania. A culpa disto é, foi e sempre será de Lisboa.
E exemplos não faltam. Alguns anos antes, em 1983, quando Lisboa era treinador da equipa de futebol do Benfica que foi às Antas jogar com o FC Porto a final da Taça de Portugal, diligentemente transferida do Jamor, também houve grandes faltas de respeito pelo público da casa.
O Benfica ganhou a final por 1-0, Lisboa não se aguentou, festejou provocatoriamente o saboroso triunfo no campo do adversário e, por culpa do seu treinador, os jogadores do Benfica receberam o troféu no relvado mas regressaram às cabinas com muita, mas mesmo muita dificuldade debaixo de uma grande e mais do que justificada saraivada de legítimo desagrado.
Em 28 de Abril de 1991 voltou-se ao mesmo. Lisboa fora escandalosamente reconduzido como treinador da equipa de futebol que foi ao estádio das Antas ganhar por 2-0. E praticamente conquistar o título outra vez na casa do rival. Também desta feita Lisboa voltou a fazer das suas provocações.. Valeu à honra dos ofendidos a bravíssima intervenção de um polícia “à civil” que “encabeçou um grupo de indivíduos”, pacifistas, que se encarregam de aplicar um espiritual correctivo aos gozões da Capital. E de tal forma que os dirigentes de Lisboa, provocadores, depois de “insultados, empurrados com brutalidade, agredidos a soco e a pontapé” viram-se obrigados, por cobardia, “a refugiar-se dentro de uma ambulância da Cruz Vermelha”, tal como viria a constar do relatório encomendado pelo Ministério da Administração Interna. E foi muito bem feito terem festejado o título dentro da ambulância que, para lhes fazer o gosto e fazer as honras da casa, até era Vermelha, da Cruz.
Alguns anos mais tarde, Carlos Lisboa, por ser eclético, já não era o treinador da equipa de futebol do Benfica mas sim o treinador da equipa de hóquei em patins do Barcelona que foi ao Porto conquistar ao FC Porto a final da Liga Europeia da modalidade. E, perante isto, estavam à espera do quê? Foi outra vergonha a que Lisboa, via Barcelona, foi fazer desta feita ao pavilhão Rosa Mota na presença do então ministro da Administração Interna, Fernando Gomes. Desconheço se houve relatório governamental sobre os incidentes. Mas a verdade é que, devido às atitudes provocatórias do treinador, reincidente nestes comportamentos – de levar o punho esquerdo à nádega esquerda e o punho direito à nádega do mesmo lado, de ambas as vezes com sugestivo ímpeto -, os jogadores de hóquei em patins do Barcelona não puderam festejar o título europeu em campo e tiveram de patinar a mil à hora até ao túnel que os protegeu da justa indignação popular.
Para mal dos nossos pecados, estas situações parecem não ter fim. Este país está numa decadência moral de tal ordem que Lisboa, depois de ter sido treinador de futebol e de hóquei em patins, surge-nos agora como, imagine-se só…, treinador de basquetebol. E não há quem o prenda! Infelizmente, Lisboa não só não mudou nem um bocadinho nestes anos todos como também já vai na terceira modalidade. É, digamos, a imagem viva da impunidade à solta.
Na semana passada, o Porto Canal nem conseguiu celebrar em sossego a sua noite recorde de audiências graças ao grande número de benfiquistas que sintonizaram a estação para verem Lisboa, outra vez - caramba! – a portar-se como o energúmeno que sempre foi e a impedir que os seus campeões pudessem festejar o título, outra vez, na casa do adversário, outra vez. É justo que se diga que durante o jogo, o público comportou-se de forma cívica e desportiva entoando cânticos para Lisboa e Companhia o santo tempo todo: “SLB, SLB, filhos da puta, SLB”. Se Lisboa não gostou do que ouviu a noite inteira não é por ter sangue nas veias em vez de água, como seria desejável a bem da tranquilidade do país. É porque, para além de grosseiro, é também ignorante. O presidente do clube anfitrião até já explicou publicamente, numa roda de jornalistas, que o conceito de “filho da puta” nos círculos em que se movimenta é muito diferente daquele que é atribuído por Lisboa.
Lisboa, sempre Lisboa, oh eterna culpa! Meu querido apagão.»
Leonor Pinhão.
P.S. - Carlos Lisboa fez um gesto que não deveria ter feito? Claro que sim! Foi provocado, ofendido e insultado durante todos os três jogos disputados no antro? Claro que sim! Foi aquele gesto, e só aquele gesto, que despoletou o que aqueles animais fizeram a seguir? Claro que sim… Como consegue provar qualquer idiota, desonesto ou atrasado mental. Aliás, basta ver os exemplos anteriores por aqueles mesmos lados para se chegar a essa brilhante conclusão…
«O Benfica conquistou o título nacional de basquetebol ao FC Porto, no pavilhão do FC Porto. Foi uma grande “bergônha”. A culpa foi do Carlos Lisboa, useiro e vezeiro, que não só é treinador do Benfica com também se chama Lisboa, só para provocar.
O pavilhão onde tudo se passou é obra recente. Já não é aquele velho pavilhão das Antas para onde o presidente do FC Porto, a 1 de Março de 1994, convocou os jornalistas e os sócios do clube vendo-se forçado a anunciar a iminente chegada ao local da GNR - “a pretexto de que está aqui uma bomba”. Lembram-se? Mas o presidente do FC Porto não se acobardou: “Se estiver aqui uma bomba eu espero que ela expluda!” – disse o grande pacificador, o nosso Dalai Lama da bola. E a casa veio abaixo. Em aplausos, felizmente. Não me entendam mal. Este episódio dramático não foi o princípio de nenhuma era. Foi antes a consagração de um regime já plenamente reconhecido na Assembleia da República e noutros órgãos de soberania. A culpa disto é, foi e sempre será de Lisboa.
E exemplos não faltam. Alguns anos antes, em 1983, quando Lisboa era treinador da equipa de futebol do Benfica que foi às Antas jogar com o FC Porto a final da Taça de Portugal, diligentemente transferida do Jamor, também houve grandes faltas de respeito pelo público da casa.
O Benfica ganhou a final por 1-0, Lisboa não se aguentou, festejou provocatoriamente o saboroso triunfo no campo do adversário e, por culpa do seu treinador, os jogadores do Benfica receberam o troféu no relvado mas regressaram às cabinas com muita, mas mesmo muita dificuldade debaixo de uma grande e mais do que justificada saraivada de legítimo desagrado.
Em 28 de Abril de 1991 voltou-se ao mesmo. Lisboa fora escandalosamente reconduzido como treinador da equipa de futebol que foi ao estádio das Antas ganhar por 2-0. E praticamente conquistar o título outra vez na casa do rival. Também desta feita Lisboa voltou a fazer das suas provocações.. Valeu à honra dos ofendidos a bravíssima intervenção de um polícia “à civil” que “encabeçou um grupo de indivíduos”, pacifistas, que se encarregam de aplicar um espiritual correctivo aos gozões da Capital. E de tal forma que os dirigentes de Lisboa, provocadores, depois de “insultados, empurrados com brutalidade, agredidos a soco e a pontapé” viram-se obrigados, por cobardia, “a refugiar-se dentro de uma ambulância da Cruz Vermelha”, tal como viria a constar do relatório encomendado pelo Ministério da Administração Interna. E foi muito bem feito terem festejado o título dentro da ambulância que, para lhes fazer o gosto e fazer as honras da casa, até era Vermelha, da Cruz.
Alguns anos mais tarde, Carlos Lisboa, por ser eclético, já não era o treinador da equipa de futebol do Benfica mas sim o treinador da equipa de hóquei em patins do Barcelona que foi ao Porto conquistar ao FC Porto a final da Liga Europeia da modalidade. E, perante isto, estavam à espera do quê? Foi outra vergonha a que Lisboa, via Barcelona, foi fazer desta feita ao pavilhão Rosa Mota na presença do então ministro da Administração Interna, Fernando Gomes. Desconheço se houve relatório governamental sobre os incidentes. Mas a verdade é que, devido às atitudes provocatórias do treinador, reincidente nestes comportamentos – de levar o punho esquerdo à nádega esquerda e o punho direito à nádega do mesmo lado, de ambas as vezes com sugestivo ímpeto -, os jogadores de hóquei em patins do Barcelona não puderam festejar o título europeu em campo e tiveram de patinar a mil à hora até ao túnel que os protegeu da justa indignação popular.
Para mal dos nossos pecados, estas situações parecem não ter fim. Este país está numa decadência moral de tal ordem que Lisboa, depois de ter sido treinador de futebol e de hóquei em patins, surge-nos agora como, imagine-se só…, treinador de basquetebol. E não há quem o prenda! Infelizmente, Lisboa não só não mudou nem um bocadinho nestes anos todos como também já vai na terceira modalidade. É, digamos, a imagem viva da impunidade à solta.
Na semana passada, o Porto Canal nem conseguiu celebrar em sossego a sua noite recorde de audiências graças ao grande número de benfiquistas que sintonizaram a estação para verem Lisboa, outra vez - caramba! – a portar-se como o energúmeno que sempre foi e a impedir que os seus campeões pudessem festejar o título, outra vez, na casa do adversário, outra vez. É justo que se diga que durante o jogo, o público comportou-se de forma cívica e desportiva entoando cânticos para Lisboa e Companhia o santo tempo todo: “SLB, SLB, filhos da puta, SLB”. Se Lisboa não gostou do que ouviu a noite inteira não é por ter sangue nas veias em vez de água, como seria desejável a bem da tranquilidade do país. É porque, para além de grosseiro, é também ignorante. O presidente do clube anfitrião até já explicou publicamente, numa roda de jornalistas, que o conceito de “filho da puta” nos círculos em que se movimenta é muito diferente daquele que é atribuído por Lisboa.
Lisboa, sempre Lisboa, oh eterna culpa! Meu querido apagão.»
Leonor Pinhão.
P.S. - Carlos Lisboa fez um gesto que não deveria ter feito? Claro que sim! Foi provocado, ofendido e insultado durante todos os três jogos disputados no antro? Claro que sim! Foi aquele gesto, e só aquele gesto, que despoletou o que aqueles animais fizeram a seguir? Claro que sim… Como consegue provar qualquer idiota, desonesto ou atrasado mental. Aliás, basta ver os exemplos anteriores por aqueles mesmos lados para se chegar a essa brilhante conclusão…
terça-feira, maio 29, 2012
Entrevistas na blogosfera benfiquista
quinta-feira, maio 24, 2012
Campeões Nacionais de Basquetebol
Vencemos na pocilga no 5º e último jogo do play-off da final, e reconquistámos o título perdido para o CRAC no ano passado. É o 3º título em quatro anos. Muitos parabéns a toda a secção de Basquetebol e em especial naturalmente ao grande Carlos Lisboa. Infelizmente, sendo o jogo naquele antro a equipa teve de receber o troféu nos balneários e não em campo.
E isto porque teve que sair do recinto desta maneira. Animais serão sempre animais. Comandados que são pelo chefe da vara. Infelizmente, adeptos humanos daquele clube que condenem estas cenas é que não se vislumbram. Será que os há?
E isto porque teve que sair do recinto desta maneira. Animais serão sempre animais. Comandados que são pelo chefe da vara. Infelizmente, adeptos humanos daquele clube que condenem estas cenas é que não se vislumbram. Será que os há?
segunda-feira, maio 14, 2012
Quadro de honra
Vencemos em Setúbal por 3-1 e conseguimos um dos grandes objectivos para
este jogo: permitir que o Cardozo se sagrasse o melhor marcador do campeonato.
Foi uma exibição agradável da nossa parte, em que começámos a perder, mas
conseguimos dar a volta ao jogo e ainda ajudar o paraguaio.
Um fim-de-semana complicado só me permitiu escrever agora sobre o jogo. Com a permanência já assegurada, o V. Setúbal entrou descomplexado e, depois de um falhanço inacreditável do Rodrigo de baliza completamente aberta, chegou à vantagem aos 12’. Ao contrário do que sucedeu na semana passada, o Benfica não jogava só para o Cardozo e portanto fomos criando oportunidades para igualar. Principalmente pelo Tacuara, claro está, mas com o guarda-redes adversário, Diego, a fazer uma punhado de boas defesas que pararam muitos dos mais de 10(!) remates do nº 7. Para além da já habitual bola no poste, que aparece sempre nestes casos. Mesmo assim, chegámos ao empate com uma assistência do Cardozo de calcanhar para o Bruno César marcar aos 34’.
Na 2ª parte, foi a vez do V. Setúbal atirar ao poste, mas a partir daí o jogo foi todo nosso. Colocámo-nos em vantagem aos 62’, novamente pelo Chuta-Chuta e tivemos mais uma série de oportunidades para dilatar o marcador. O Cardozo tentava de todas as formas e feitios, mas parecia que a bola não queria entrar. Eu ia ficando cada vez mais nervoso, porque com a incrível decisão da Liga de não marcar o lagartos-Braga para a mesma hora, se o Cardozo não marcasse, bastaria ao Lima não entrar em campo para ganhar vantagem no confronto directo entre os dois, já que ficaria com menos minutos em campo para o mesmo número de golos! Felizmente, isso não aconteceu e aos 90’ lá conseguiu o Tacuara enfiar a chixa lá para dentro! É a nossa sina com esta história dos melhores marcadores, é sempre à última: foi com o Rui Águas também no último minuto da época 1990/91, foi com o Cardozo a 15’ do fim de há dois anos, nunca temos sossego nestas situações. Até já perdemos um troféu pelo Simão que acabou a época com os mesmos golos do Fary. Desta feita, e apesar da oferta que o Sr. Marco Ferreira fez ao Lima, assinalando um penalty inacreditável a favor do Braga perto do fim, conseguimos ter novamente um jogador nosso como melhor marcador.
Em termos individuais, o destaque vai naturalmente para o Cardozo, que se junta a um quadro de honra respeitável (Eusébio, José Águas, Julinho e Artur Jorge) tornando-se o 5º jogador do Benfica a ganhar o troféu por mais do que uma vez. Também gostei do Bruno César que termina a temporada com a veia goleadora em alta. O resto da equipa esteve em plano aceitável, pelo menos, esforçaram-se, mesmo que alguns elementos precisem das férias, porque a sua forma actual deixa muito a desejar (o melhor exemplo será o Rodrigo).
Terminamos o campeonato mais mal perdido da nossa história com uma vitória e um prémio individual importante. O balanço final da época, necessariamente negativo, far-se-á nos próximos dias.
P.S. – Este é um dos lemas da minha vida.
Um fim-de-semana complicado só me permitiu escrever agora sobre o jogo. Com a permanência já assegurada, o V. Setúbal entrou descomplexado e, depois de um falhanço inacreditável do Rodrigo de baliza completamente aberta, chegou à vantagem aos 12’. Ao contrário do que sucedeu na semana passada, o Benfica não jogava só para o Cardozo e portanto fomos criando oportunidades para igualar. Principalmente pelo Tacuara, claro está, mas com o guarda-redes adversário, Diego, a fazer uma punhado de boas defesas que pararam muitos dos mais de 10(!) remates do nº 7. Para além da já habitual bola no poste, que aparece sempre nestes casos. Mesmo assim, chegámos ao empate com uma assistência do Cardozo de calcanhar para o Bruno César marcar aos 34’.
Na 2ª parte, foi a vez do V. Setúbal atirar ao poste, mas a partir daí o jogo foi todo nosso. Colocámo-nos em vantagem aos 62’, novamente pelo Chuta-Chuta e tivemos mais uma série de oportunidades para dilatar o marcador. O Cardozo tentava de todas as formas e feitios, mas parecia que a bola não queria entrar. Eu ia ficando cada vez mais nervoso, porque com a incrível decisão da Liga de não marcar o lagartos-Braga para a mesma hora, se o Cardozo não marcasse, bastaria ao Lima não entrar em campo para ganhar vantagem no confronto directo entre os dois, já que ficaria com menos minutos em campo para o mesmo número de golos! Felizmente, isso não aconteceu e aos 90’ lá conseguiu o Tacuara enfiar a chixa lá para dentro! É a nossa sina com esta história dos melhores marcadores, é sempre à última: foi com o Rui Águas também no último minuto da época 1990/91, foi com o Cardozo a 15’ do fim de há dois anos, nunca temos sossego nestas situações. Até já perdemos um troféu pelo Simão que acabou a época com os mesmos golos do Fary. Desta feita, e apesar da oferta que o Sr. Marco Ferreira fez ao Lima, assinalando um penalty inacreditável a favor do Braga perto do fim, conseguimos ter novamente um jogador nosso como melhor marcador.
Em termos individuais, o destaque vai naturalmente para o Cardozo, que se junta a um quadro de honra respeitável (Eusébio, José Águas, Julinho e Artur Jorge) tornando-se o 5º jogador do Benfica a ganhar o troféu por mais do que uma vez. Também gostei do Bruno César que termina a temporada com a veia goleadora em alta. O resto da equipa esteve em plano aceitável, pelo menos, esforçaram-se, mesmo que alguns elementos precisem das férias, porque a sua forma actual deixa muito a desejar (o melhor exemplo será o Rodrigo).
Terminamos o campeonato mais mal perdido da nossa história com uma vitória e um prémio individual importante. O balanço final da época, necessariamente negativo, far-se-á nos próximos dias.
P.S. – Este é um dos lemas da minha vida.
domingo, maio 06, 2012
Penoso
Vencemos o U. Leiria por 1-0 e selámos matematicamente o 2º lugar que nos
dará acesso directo à fase de grupos da Liga dos Campeões da próxima época. Foi
o U. Leiria que ameaçou não comparecer ao jogo durante toda a semana, mas
afinal fomos nós que estivemos ausentes. O objectivo da vitória foi cumprido,
mas fizemos das piores exibições da era Jesus.
Não há muito a dizer sobre a partida. Fizemos o único golo aos 20’ num livre do Bruno César, o U. Leiria apresentou-se com meia-dúzia de juniores e alguns emprestados pelo Benfica e fez uma partida muito digna. Ninguém facilitou nada à nossa equipa (não houve autogolos, mãos na bola escusadas na área, ou frangos que ajudassem o Cardozo a ganhar os melhores marcadores) e assim é que deve ser. Ainda por cima, criou uma ou outra oportunidade de golo. Quanto a nós, jogámos a duas velocidades: devagarinho e parados. Lá fomos criando também situações para marcar mais golos, mas revelámos muita falta de pontaria (com destaque negativo para o Cardozo, que incrivelmente não conseguiu marcar nenhum) e permitimos que o Oblak voltasse a mostrar que pode ser uma boa solução de futuro para a nossa baliza (daqui a 10 anos, quando o Artur se reformar).
Em termos individuais, quase ninguém se destacou, tão paupérrima que foi a nossa exibição. Talvez o Bruno César e o Maxi Pereira tenham sido dos únicos a tentar lutar contra o marasmo. O Cardozo acaba em época em terrível baixa de forma e vamos lá a ver se consegue o tal troféu de melhor marcador. O Luís Martins foi lançado a titular e mostrou porque é que tem sido frequentador assíduo da bancada. O Djaló é outro que tem grandes dificuldades no domínio da bola e tudo o que não seja correr e rematar é um problema. Todos os outros não saíram da mediocridade.
Foi uma despedida muito triste dos jogos em casa este ano. Como a última imagem é a que fica, esta exibição acabou por ilustrar bem o fracasso que foi esta época. Era bom que alguém dissesse aos jogadores do Benfica que deveria ser um privilégio para eles vestir a nossa camisola num jogo oficial (algo que 95% dos 31.070 que foram ao estádio dariam a vida para ter o privilégio de fazer durante cinco minutos) e que o mínimo que poderiam fazer era mostrar respeito pelos sócios e adeptos, e oferecerem uma boa exibição no último jogo em casa. Junto a minha voz àqueles que reivindicam mais benfiquismo na estrutura do Benfica. Isto que se viu nesta partida não é nada e os meninos pareciam que estavam a fazer um frete. Não se compreende e é inadmissível.
P.S. – Foi simpático terem nomeado o Pedro Proença e o seu assistente Ricardo Santos para a festa em casa do CRAC. Afinal de contas, eles também foram dos grandes obreiros do título. Claro que, mais uma vez, o Sr. Pedro Proença não deixou os seus créditos por mãos alheias e lá expulsou dois jogadores da lagartada. O jogo estava difícil e o 2-0 para os corruptos só foi conseguido nos últimos 10 minutos. E no fim todos festejaram, porque um título sendo roubado sabe ainda melhor naquele antro.
Não há muito a dizer sobre a partida. Fizemos o único golo aos 20’ num livre do Bruno César, o U. Leiria apresentou-se com meia-dúzia de juniores e alguns emprestados pelo Benfica e fez uma partida muito digna. Ninguém facilitou nada à nossa equipa (não houve autogolos, mãos na bola escusadas na área, ou frangos que ajudassem o Cardozo a ganhar os melhores marcadores) e assim é que deve ser. Ainda por cima, criou uma ou outra oportunidade de golo. Quanto a nós, jogámos a duas velocidades: devagarinho e parados. Lá fomos criando também situações para marcar mais golos, mas revelámos muita falta de pontaria (com destaque negativo para o Cardozo, que incrivelmente não conseguiu marcar nenhum) e permitimos que o Oblak voltasse a mostrar que pode ser uma boa solução de futuro para a nossa baliza (daqui a 10 anos, quando o Artur se reformar).
Em termos individuais, quase ninguém se destacou, tão paupérrima que foi a nossa exibição. Talvez o Bruno César e o Maxi Pereira tenham sido dos únicos a tentar lutar contra o marasmo. O Cardozo acaba em época em terrível baixa de forma e vamos lá a ver se consegue o tal troféu de melhor marcador. O Luís Martins foi lançado a titular e mostrou porque é que tem sido frequentador assíduo da bancada. O Djaló é outro que tem grandes dificuldades no domínio da bola e tudo o que não seja correr e rematar é um problema. Todos os outros não saíram da mediocridade.
Foi uma despedida muito triste dos jogos em casa este ano. Como a última imagem é a que fica, esta exibição acabou por ilustrar bem o fracasso que foi esta época. Era bom que alguém dissesse aos jogadores do Benfica que deveria ser um privilégio para eles vestir a nossa camisola num jogo oficial (algo que 95% dos 31.070 que foram ao estádio dariam a vida para ter o privilégio de fazer durante cinco minutos) e que o mínimo que poderiam fazer era mostrar respeito pelos sócios e adeptos, e oferecerem uma boa exibição no último jogo em casa. Junto a minha voz àqueles que reivindicam mais benfiquismo na estrutura do Benfica. Isto que se viu nesta partida não é nada e os meninos pareciam que estavam a fazer um frete. Não se compreende e é inadmissível.
P.S. – Foi simpático terem nomeado o Pedro Proença e o seu assistente Ricardo Santos para a festa em casa do CRAC. Afinal de contas, eles também foram dos grandes obreiros do título. Claro que, mais uma vez, o Sr. Pedro Proença não deixou os seus créditos por mãos alheias e lá expulsou dois jogadores da lagartada. O jogo estava difícil e o 2-0 para os corruptos só foi conseguido nos últimos 10 minutos. E no fim todos festejaram, porque um título sendo roubado sabe ainda melhor naquele antro.
segunda-feira, abril 30, 2012
Espelho da época
Empatámos em Vila do Conde (2-2) e permitimos que o clube regional assumidamente corrupto fosse campeão sem sequer ter entrado em campo. Foi o epílogo de uma época muito frustrante que terminou com um dos campeonatos mais mal perdidos da nossa história.
Não me vou alongar muito sobre este jogo, porque sinceramente não me apetece. O título do post diz tudo. Entrámos sem vontade (a vitória do CRAC no Marítimo tornou o título numa miragem, mas essa é a camisola do Benfica, senhores jogadores!!!!!) e completamente desconcentrados, sofremos um golo numa descoordenação entre o Luisão e o Artur. Conseguimos dar a volta perto do intervalo com golos do Nolito e Cardozo (de penalty a 120 km/h!). No início do 2º tempo, o Jesus tem uma paragem cerebral e, a ganhar, tira um trinco (Matic) e coloca um avançado (Saviola), com o Javi García no banco. Perdemos obviamente o meio-campo (com Witsel a trinco e… Aimar), concedemos a igualdade aos 50’ e poderíamos ter sofrido mais um ou dois golos. Aos 70’, o Jesus corrige a mão, lança o Javi García e, curiosamente, voltámos a ganhar o meio-campo e o Rio Ave deixou de criar perigo. Até final, tivemos uma boa mão cheia de oportunidades, mas ou a falta de pontaria ou o Huanderson (guarda-redes adversário) impediram que voltássemos a marcar. E, funcionando como a cereja no topo do bolo, um campeonato ganho por quem é assumidamente corrupto, e não tem vergonha de tal, não seria bem ganho se não fosse roubado como tantos outros: o Sr. Olegário Benquerença viu e não quis marcar dois penalties do tamanho do mundo (abalroamentos do Cardozo e do Saviola, então este…!!!) contra o Rio Ave. E, pronto, com estas condicionantes todas é óbvio que seria muito difícil ganhar este jogo.
Nos próximos tempos, far-se-á o balanço desta época e projectar-se-á o futuro. Agora não é tempo para tal. Com cabeça fria é melhor. Mas lá que este foi um dos (o?) campeonatos que mais me custou perder, isso não há dúvida nenhuma. Por muitas culpas próprias. E algumas alheias, principalmente nos momentos-chave.
Não me vou alongar muito sobre este jogo, porque sinceramente não me apetece. O título do post diz tudo. Entrámos sem vontade (a vitória do CRAC no Marítimo tornou o título numa miragem, mas essa é a camisola do Benfica, senhores jogadores!!!!!) e completamente desconcentrados, sofremos um golo numa descoordenação entre o Luisão e o Artur. Conseguimos dar a volta perto do intervalo com golos do Nolito e Cardozo (de penalty a 120 km/h!). No início do 2º tempo, o Jesus tem uma paragem cerebral e, a ganhar, tira um trinco (Matic) e coloca um avançado (Saviola), com o Javi García no banco. Perdemos obviamente o meio-campo (com Witsel a trinco e… Aimar), concedemos a igualdade aos 50’ e poderíamos ter sofrido mais um ou dois golos. Aos 70’, o Jesus corrige a mão, lança o Javi García e, curiosamente, voltámos a ganhar o meio-campo e o Rio Ave deixou de criar perigo. Até final, tivemos uma boa mão cheia de oportunidades, mas ou a falta de pontaria ou o Huanderson (guarda-redes adversário) impediram que voltássemos a marcar. E, funcionando como a cereja no topo do bolo, um campeonato ganho por quem é assumidamente corrupto, e não tem vergonha de tal, não seria bem ganho se não fosse roubado como tantos outros: o Sr. Olegário Benquerença viu e não quis marcar dois penalties do tamanho do mundo (abalroamentos do Cardozo e do Saviola, então este…!!!) contra o Rio Ave. E, pronto, com estas condicionantes todas é óbvio que seria muito difícil ganhar este jogo.
Nos próximos tempos, far-se-á o balanço desta época e projectar-se-á o futuro. Agora não é tempo para tal. Com cabeça fria é melhor. Mas lá que este foi um dos (o?) campeonatos que mais me custou perder, isso não há dúvida nenhuma. Por muitas culpas próprias. E algumas alheias, principalmente nos momentos-chave.
domingo, abril 22, 2012
Tranquilo
Vencemos o Marítimo por 4-1 e, com o empate do Braga em Paços de Ferreira, alargámos a vantagem para o 3º classificado para três pontos. Foi uma exibição bastante agradável apenas com o senão do habitual golo sofrido em casa (falta só o Leiria marcar na Luz para os lagartos serem a única equipa que ficou a zeros, o que é inconcebível).
A quatro jornadas do fim, o Jorge Jesus resolveu que era finalmente tempo de jogar com 11 e o Capdevila foi titular. Juntamente com o Matic, Nolito e Saviola, que curiosamente foram os três melhores jogadores do Benfica. O argentino atirou ao poste logo no início do jogo, mas não demorámos muito até inaugurar o marcador através do Nolito aos 15’, depois de uma boa jogada entre o Maxi Pereira e o Aimar. Quatro minutos depois, uma fantástica abertura do Saviola isolou o Nolito que fez um chapéu ao Peçanha para o 2-0. Até ao intervalo, baixámos o ritmo, mas o Marítimo também não teve grandes oportunidades para criar perigo.
Ao invés da 1ª, entrámos muito mal na 2ª parte. O Marítimo reduziu ao 52’, mas já antes, e por mais de uma vez, tinha proporcionado ao Artur defesas que evitaram o golo. Trememos um bocado, o Marítimo teve um remate que passou muito perto, mas tivemos sorte no timing das substituições. Aos 65’, voltámos a alargar a diferença através do Rodrigo que tinha entrado um minuto antes. Boa abertura do Cardozo que isolou o Nolito, mas este a não ser egoísta e a assistir o nº 19. E à semelhança da 1ª parte, voltámos a marcar quatro minutos depois em nova assistência do Nolito desta feita para o Bruno César. O jogo ficou decidido de vez e até final não se passou mais nada de relevante.
Com dois golos e duas assistências, é óbvio que o Nolito foi o homem do jogo. Mas o que vale é que o Jesus diz que ele só é bom frente a determinadas equipas… Muito bem acompanhado pelo Saviola, especialmente na 1ª parte, a demonstrar que o ostracismo a que foi votado durante grande parte da época foi das coisas mais incompreensíveis que o nosso treinador fez este ano. Até porque, desde o jogo na Rússia (há mais de dois meses…), que o Rodrigo baixou substancialmente de forma e o Nélson Oliveira ainda está muito verde. O Matic revela-se cada vez mais uma boa alternativa ao Javi García (além de que é superior na altura de passar a bola). Quanto ao Capdevila, não é nenhum génio, mas provou mais uma vez que em jogos em que é preciso atacar (ou seja, 90% dos jogos em casa) é obviamente melhor que o outro. Começa por ser mais inteligente a jogar à bola e melhor tecnicamente, embora em termos defensivos falte-lhe alguma consistência. O Maxi Pereira não sabe jogar mal e o Artur mostrou novamente que é das melhores contratações dos últimos anos (apesar de no golo ter saído um pouco despropositadamente da baliza). Menos bem esteve o Cardozo, que teve duas ocasiões para marcar, mas a bola nem sequer chegou à baliza.
Como seria de esperar o CRAC ganhou ao Beira-Mar (com o 1º golo num penalty que NUNCA seria marcado se fosse a nosso favor) e portanto mantemos os quatro pontos de desvantagem. Nada mais nos resta até final do que ganhar os nossos jogos e esperar por um milagre.
A quatro jornadas do fim, o Jorge Jesus resolveu que era finalmente tempo de jogar com 11 e o Capdevila foi titular. Juntamente com o Matic, Nolito e Saviola, que curiosamente foram os três melhores jogadores do Benfica. O argentino atirou ao poste logo no início do jogo, mas não demorámos muito até inaugurar o marcador através do Nolito aos 15’, depois de uma boa jogada entre o Maxi Pereira e o Aimar. Quatro minutos depois, uma fantástica abertura do Saviola isolou o Nolito que fez um chapéu ao Peçanha para o 2-0. Até ao intervalo, baixámos o ritmo, mas o Marítimo também não teve grandes oportunidades para criar perigo.
Ao invés da 1ª, entrámos muito mal na 2ª parte. O Marítimo reduziu ao 52’, mas já antes, e por mais de uma vez, tinha proporcionado ao Artur defesas que evitaram o golo. Trememos um bocado, o Marítimo teve um remate que passou muito perto, mas tivemos sorte no timing das substituições. Aos 65’, voltámos a alargar a diferença através do Rodrigo que tinha entrado um minuto antes. Boa abertura do Cardozo que isolou o Nolito, mas este a não ser egoísta e a assistir o nº 19. E à semelhança da 1ª parte, voltámos a marcar quatro minutos depois em nova assistência do Nolito desta feita para o Bruno César. O jogo ficou decidido de vez e até final não se passou mais nada de relevante.
Com dois golos e duas assistências, é óbvio que o Nolito foi o homem do jogo. Mas o que vale é que o Jesus diz que ele só é bom frente a determinadas equipas… Muito bem acompanhado pelo Saviola, especialmente na 1ª parte, a demonstrar que o ostracismo a que foi votado durante grande parte da época foi das coisas mais incompreensíveis que o nosso treinador fez este ano. Até porque, desde o jogo na Rússia (há mais de dois meses…), que o Rodrigo baixou substancialmente de forma e o Nélson Oliveira ainda está muito verde. O Matic revela-se cada vez mais uma boa alternativa ao Javi García (além de que é superior na altura de passar a bola). Quanto ao Capdevila, não é nenhum génio, mas provou mais uma vez que em jogos em que é preciso atacar (ou seja, 90% dos jogos em casa) é obviamente melhor que o outro. Começa por ser mais inteligente a jogar à bola e melhor tecnicamente, embora em termos defensivos falte-lhe alguma consistência. O Maxi Pereira não sabe jogar mal e o Artur mostrou novamente que é das melhores contratações dos últimos anos (apesar de no golo ter saído um pouco despropositadamente da baliza). Menos bem esteve o Cardozo, que teve duas ocasiões para marcar, mas a bola nem sequer chegou à baliza.
Como seria de esperar o CRAC ganhou ao Beira-Mar (com o 1º golo num penalty que NUNCA seria marcado se fosse a nosso favor) e portanto mantemos os quatro pontos de desvantagem. Nada mais nos resta até final do que ganhar os nossos jogos e esperar por um milagre.
domingo, abril 15, 2012
A quarta seguida
Vencemos o Gil Vicente por 2-1 e fizemos o tetra na Taça da Liga. A vitória nesta competição salva a época? Obviamente que não! Devemos por isso tratá-la como um troféu do Guadiana? Sim, se formos idiotas. Esta prova é a terceira na hierarquia nacional, é oficial e portanto deve ser tratada com o destaque devido: festejar a sua conquista no estádio e ponto final. Agora, haver benfiquistas que a desvalorizam como os adeptos do CRAC e os lagartos (esperem só até esses clubes a ganharem, que passa-lhes logo a desvalorização…), sinceramente não entendo.A chegada de Coimbra às 3h30 e um aniversário de um familiar no dia de hoje fizeram com que só pudesse escrever sobre o jogo agora. O Gil Vicente entrou melhor que nós e criou-nos problemas durante os primeiros 15’, sem no entanto haver uma clara situação de golo. Com muitas alterações na equipa (o nosso banco era um luxo: Artur, Javi García, Cardozo, Nolito, Gaitán e Saviola – ok, o Emerson é a excepção que confirma a regra…), demorámos um bocado a acertar, com o Rodrigo e o Nélson Oliveira muito trapalhões na frente. Mas chegámos à frente do marcador aos 30’ num belo cruzamento do Bruno César bem finalizado pelo Rodrigo (foi das poucas coisas boas que fez). Até ao intervalo, ainda deu para os dois guarda-redes brilharem, o deles defendendo um óptimo remate do Witsel.
Na 2ª parte, entrámos mais decididos e não permitimos veleidades ao Gil Vicente. O inoperante Nélson Oliveira foi substituído pelo Gaitán (que decidiu correr um pouco mais do que habitualmente…) e criámos algumas boas situações para acabar com o jogo, nomeadamente através de uma óptima abertura do Capdevila para o Rodrigo, que permitiu nova defesa do Adriano. No entanto, aos 78’ e quando não se justificava, o Gil Vicente empatou através do Zé Luís na sequência de um canto. Felizmente que isto não aconteceu 30 segundos depois, caso contrário já teríamos esgotado as substituições com a entrada do Javi García. Assim sendo, ainda houve tempo para o Jesus emendar a mão e colocar o Saviola, que foi quem acabou por decidir a final aos 84’, com uma boa recarga de pé esquerdo, depois de o guarda-redes ter defendido um remate do Witsel. Respirámos de alívio e até final, o Gil Vicente, apesar de nunca desistir, nunca colocou verdadeiramente em perigo a nossa baliza.
Em termos individuais, o Matic foi de longe o melhor jogador do Benfica. Voltou a repetir a óptima exibição de Londres e a mostrar que foi um erro não ter sido titular no WC. O Witsel (eleito o melhor em campo) também esteve muito bem e o Saviola voltou a ser decisivo passado bastante tempo, a demonstrar que, se calhar, deveria ter jogado um bocado mais durante a época. A defesa não comprometeu, apesar da ausência do Luisão, embora se note o cansaço evidente do Maxi Pereira (não arranjemos um substituto para o fazer descansar, não…). O Capdevila foi batido uma vez, no lance de que resulta do canto que deu origem ao empate, mas mais vez demonstrou estar anos-luz à frente do Emerson. Isto para quem tenha olhos, claro… O Aimar não se destacou muito e o Bruno César também não fez uma exibição de encher o olho, mas merece destaque pela assistência e pelo espírito combativo. Voltei a achar o Rodrigo muito fraco, apesar de nunca ter virado a cara à luta.
Cumprimos a nossa obrigação e justificámos o favoritismo que tínhamos para esta partida. Agora há que ganhar os quatro jogos que faltam para, pelo menos, mantermos o 2º lugar. O balanço da época far-se-á no final da mesma.
P.S. – Estar a contestar o treinador e os jogadores antes do final da competição, quando esta ainda não está decidida, parece-me pouco… inteligente.
terça-feira, abril 10, 2012
Sem estofo
Fomos derrotados no WC (0-1) e, com quatro pontos de desvantagem com quatro jornadas para jogar, precisaríamos de um milagre para chegar ao título. E toda a gente sabe que o Papa está do lado do CRAC. Esperava uma equipa moralizada pela grande exibição de 4ª feira passada e uns lagartos cansados de uma viagem à Ucrânia, mas não só não conseguimos tirar nenhum partido a nível físico, como parecia que quem estava a lutar pelo título eram eles e não nós, tal a diferença de empenho das duas equipas.Com os centrais de volta, mas o Luisão claramente abaixo dos 100%, até entrámos bem na partida, controlando os primeiros 15’ em que todavia só criámos perigo num remate de longe do Javi García. Claro está que logo no primeiro minuto, o Sr. Soares Dias transformou um penalty claríssimo sobre o Gaitán num canto a nosso favor. Aos 16’ uma imprevidência do Luisão sobre o Volkswagen (agarrou-lhe o pescoço, puxando-o ligeiramente) resultou num penalty contra nós que o mesmo Volkswagen marcou. E, pronto, estava o caldo entornado, porque nós sentimos de sobremaneira o golo e nunca mais nos recompusemos. Até ao intervalo, muito pouco de significante se passou, excepto um agarrão na área ao Luisão, que foi anjinho ao não se deixar cair.
Na 2ª parte, o Jesus tirou o irreconhecível Rodrigo (péssimo, péssimo, péssimo!) e colocou o Djaló. Foi a lógica da fezada, mas pior que o Rodrigo seria impossível e o que é certo é que não foi por ele que perdemos. Os últimos 45’ contam-se de forma muito simples: nós tivemos duas oportunidades de golo (cabeçada do Maxi salva sobre a linha e remate do Djaló a rasar o poste) e a lagartada proporcionou ao Artur cinco(!) defesas de golo, para além de atirar uma bola ao poste, escorregar na altura de um remate com a baliza aberta e outro remate a passar muito perto do poste. Ou seja, o grande Artur salvou-nos de uma goleada. Tão simples quanto isto. O único jogador que levava a bola para a frente com qualidade era o Witsel, mas o Jesus resolveu tirar o Javi García (que terá feito um dos piores jogos com a nossa camisola) para colocar o Nélson Oliveira e fez recuar o Witsel para trinco. Portanto, deixámos de ter alguém para conduzir o jogo e tornámo-nos pouco mais que inoperantes.
Em termos individuais, os três melhores de Benfica foram o Artur, o Artur e o Artur. Exibição magistral, que merecia outro acompanhamento. Dos outros, só o Witsel esteve à altura, com poucos lampejos do Bruno César e algum inconformismo com técnica sofrível do Djaló. Já deveríamos ter chegado à conclusão que utilizar jogadores sem estarem a 100% dá sempre problemas e acho que, se o Luisão estivesse bem, não teria feito aquele penalty e até acabou por ver dois amarelos. O Gaitán esteve péssimo, não se mexendo durante o jogo todo, o Maxi muito abaixo do que vale e a fazer dois centros para trás da baliza(!), o Emerson voltou à esquerda e voltámos a jogar com 10 e o Cardozo nunca foi servido em condições.
Nos últimos cinco jogos fora para o campeonato, ficámos quatro(!) vezes a zero e só vencemos em Paços de Ferreira. Ganhámos cinco pontos em 15 possíveis e assim torna-se difícil. Neste jogo, quando era fundamental comer a relva e mostrar que queríamos ser campeões, falhámos redondamente. Nem uma coisa, nem outra. Claro que, se o penalty fosse assinalado logo no primeiro minuto, a história poderia ter sido outra, mas nós já sabemos o que a casa gasta. Este campeonato foi dos mais mal perdidos da nossa história. Quando me lembro dos cinco pontos que tivemos de avanço, dá-me vontade de chorar…
domingo, abril 08, 2012
João Gobern
A propósito da sua dispensa da RTP, e para quem não tem Facebook (o link é este), aqui fica o magnífico texto do João Gobern, em que demonstra que um homem vertical e honesto infelizmente não tem lugar na televisão de um país de m**** como este, em que hipócritas e gente sem-vergonha, que corrompe e se refugia em procedimentos jurídicos para ser absolvido (que é completamente diferente de ser inocente), é que tem direito a tempo de antena e é elogiada.
Meus amigos:
Gostava que me dessem a oportunidade de me referir aos acontecimentos desta semana. Tentarei que seja a última vez até porque, doravante, o assunto só serve para cansar e desgastar. Lá vai…
1. Não me peçam, nem agora nem nunca, que não festeje um golo do Benfica. Faço-o há muitos anos, desde que me reconheço como gente. Já me aconteceu ter que o fazer em campos tidos como adversos – as antigas Antas, o antigo Alvalade. Não festejo contra ninguém, nem me pinto de raiva ou de provocação. Gosto muito do meu clube. Tenho esse direito.
2. Festejei o golo no enquadramento errado. Se não tivesse consciência plena desse deslize, não tinha posto o meu lugar no “Zona Mista” à disposição ainda antes de as campanhas orquestradas chegarem ao seu destino. Ou seja, tenho consciência de que errei. Saber se existiu proporcionalidade entre o meu lapso e a posterior sentença, isso é outra conversa. Tenho a minha opinião (por mais que isso custe aos que viram nessa minha mania uma coisa qualquer chamada “falta de isenção”) mas, com vossa licença, opto por guardá-la.
3. Desafio um adepto de qualquer clube a manter-se quieto depois fechado num estúdio – já a comentar as incidências de um jogo mas sem poder perder as jogadas-chave de outra partida, que terá que comentar de seguida e que se reveste de muito maior importância – diante de um encontro que decide a continuidade nas corridas ao título, emotivo como aquele foi, decidido no último quarto de hora, e com um golo favorável no tempo de compensação. Foi infeliz o gesto? Sim. Foi desajustado? Sim. Foi tudo um grande azar? Quero continuar a pensar que sim. Mas não posso sequer garantir, para ser sincero, que não voltaria a fazer-me o mesmo, de uma forma espontânea e não premeditada. Por maioria de razão, não foi – insisto – uma provocação a ninguém, muito menos aos adeptos do Sporting de Braga.
4. Quanto à minha “atitude continuada” no programa, digo apenas isto: nunca me limitei nas minhas críticas pelo facto de ser adepto do Benfica. Julgo, inclusivamente, que o condicionamento funcionou ao contrário, obrigando-me a ser mais exigente com o meu clube do que com os outros. Nunca ofendi nenhuma instituição, nunca mencionei sequer a vida privada de dirigentes, técnicos ou jogadores – as críticas foram sempre dirigidas a comportamentos públicos e relacionados com o futebol.
5. Apesar de poder ter ofendido – involuntariamente – alguns telespectadores com o meu gesto, acabei por ser agradavelmente surpreendido com a quantidade de mensagens de apoio que recebi de sportinguistas e portistas, bem como de alguns adeptos do Braga. Agradeço o gesto, que me deixa mais descansado quanto ao meu desempenho no programa. De caminho, e sem querer entrar em discussões académicas, quero deixar bem claro que não acredito na “isenção” ou na “imparcialidade”. Respeito, evidentemente, todos os meus parceiros de ofício que optam por não revelar as suas preferências clubísticas. Eu escolhi outro camnho mas, dentro daquele estúdio de tantos sábados, a única camisola que vesti foi a da RTP. E, se quiserem, a de um combate por um futebol melhor e mais autêntico.
6. Tenho que agradecer aos benfiquistas o apoio demonstrado. Algumas mensagens foram verdadeiramente comoventes, outras muito estimulantes. E, de alguma forma, acaba por ser significativo o facto de elas não virem de gente com responsabilidades directivas, mas das bases, dos adeptos, dos meus pares. Não esquecerei o aconchego, nesta hora complicada de viver.
7. Agradeço aos meus amigos, a todos os que não conheço, a alguns com quem não falo há mais de vinte anos, à minha família (que se afligiu e a quem recordo que aquilo que não nos mata torna-nos mais fortes), a camaradas de profissão que julgava perdidos no tempo, a jornalistas que mal conheço, a figuras públicas cuja atitude não precisa de ser aqui publicitada, até velhos companheiros destas e outras lides (pelo incómodo que isso lhes possa ter causado não devo deixar de referir o Pedro Ribeiro, o Paulino Coelho, o José Mariño, o Jorge Alexandre Lopes, o Manuel Queiroz, o João Querido Manha, o Nuno Dias, o Leonardo Ralha, o José Carlos Soares, o João Carlos Silva, o Miguel Carvalho, o Rui Baptista, a Maria João Fialho Gouveia, o Luís Miguel Pereira, o José Zambujal, a Lurdes Feio, o José Paulo Fafe, a Raquel Morão Lopes, o Paulo Marcelino – obrigado a todos e mais aqueles de que possa estar a esquecer-me.
8. Ironizando, quase apetece dizer que valeu a pena tudo isto só para ser nomeado numa coluna do José Ferreira Fernandes, a quem fico devedor de mais esta atenção. Como de costume, ele viu o pormenor que escapa aos outros. Como é seu hábito, partiu do ponto para chegar ao todo. Soube-me especialmente bem o propósito guerreiro da Helena Sacadura Cabral e da Maria João Duarte. O meu parceiro, Pedro Rolo Duarte, esse nunca falha. Permitam-me, ainda assim, que saliente uma mensagem simples, “um abraço” só, de um homem com quem nunca falei pessoalmente mas que, se dúvidas houvesse (e eu já não as tinha), se confirmou como aquilo a que os meus avós chamariam “um cara direita” – Nuno Gomes, o (antigo) capitão do Benfica, hoje profissional de mão cheia do Braga.
9. Nesta espécie de despedida, antes de voltar à “vida real”, faço questão de agradecer a dois homens que, pela entrega, pelo profissionalismo, pela boa disposição e por um quase infinita capacidade de trabalho, caminham para o lugar dos eleitos num mister que não é para todos – o Hugo Gilberto e o Manuel Fernandes Silva. Não há melhor. Quanto ao Bruno Prata, quero afiançar-lhe que, escaramuças à arte, guerrilhas postas de lado, mantenho o que disse na primeira emissão do “Zona Mista”: aprendi com ele. Futebol mas, mais do que isso, lealdade e disponibilidade. Já que não nos deixam ser adversários, lá teremos que ser amigos.
10. Tendo reconhecido o erro, tendo lamentado o sucedido, há uma pessoa que me obriga a ir mais longe. Por ter apostado em mim quando nada o obrigava, por me ter brindado com este desafio e porque o capítulo final é tão murcho, resta-me pedir desculpas ao meu amigo Carlos Daniel. Garantindo-lhe que há casos em que a memória funciona mesmo.
11. Aos que escolheram o insulto, a insinuação, a mentira, a queixinha – já conseguiram o que queriam. Agora, por favor, vão marrar para outro lado, que eu, felizmente, tenho mais que fazer.
12. Gostaria, se me permitem esse desejo, que fossem desactivados os grupos de apoio e as petições em que eu esteja envolvido, mesmo indirectamente. Esta terra tem problemas sérios demais para que se gaste tanta energia, tanta disponibilidade e tanto tempo com questões que são verdadeiramente acessórias.
13. Num país onde os lapsos andam à solta, onde se mente impunemente, onde se rouba sem consequências, onde se abusa dos mais fracos, onde se lançam cortinas de fumo para que as pessoas se esqueçam dos seus problemas, posso dizer que, ao menos no meu caso, a culpa não morre solteira. Azar meu: foi justamente agora que ela, a culpa, decidiu casar-se e ser monogâmica.
14. Obrigado, ainda uma vez. Até um dia destes. Boa Páscoa. Espero as amêndoas só na segunda-feira.
João Gobern
Meus amigos:
Gostava que me dessem a oportunidade de me referir aos acontecimentos desta semana. Tentarei que seja a última vez até porque, doravante, o assunto só serve para cansar e desgastar. Lá vai…
1. Não me peçam, nem agora nem nunca, que não festeje um golo do Benfica. Faço-o há muitos anos, desde que me reconheço como gente. Já me aconteceu ter que o fazer em campos tidos como adversos – as antigas Antas, o antigo Alvalade. Não festejo contra ninguém, nem me pinto de raiva ou de provocação. Gosto muito do meu clube. Tenho esse direito.
2. Festejei o golo no enquadramento errado. Se não tivesse consciência plena desse deslize, não tinha posto o meu lugar no “Zona Mista” à disposição ainda antes de as campanhas orquestradas chegarem ao seu destino. Ou seja, tenho consciência de que errei. Saber se existiu proporcionalidade entre o meu lapso e a posterior sentença, isso é outra conversa. Tenho a minha opinião (por mais que isso custe aos que viram nessa minha mania uma coisa qualquer chamada “falta de isenção”) mas, com vossa licença, opto por guardá-la.
3. Desafio um adepto de qualquer clube a manter-se quieto depois fechado num estúdio – já a comentar as incidências de um jogo mas sem poder perder as jogadas-chave de outra partida, que terá que comentar de seguida e que se reveste de muito maior importância – diante de um encontro que decide a continuidade nas corridas ao título, emotivo como aquele foi, decidido no último quarto de hora, e com um golo favorável no tempo de compensação. Foi infeliz o gesto? Sim. Foi desajustado? Sim. Foi tudo um grande azar? Quero continuar a pensar que sim. Mas não posso sequer garantir, para ser sincero, que não voltaria a fazer-me o mesmo, de uma forma espontânea e não premeditada. Por maioria de razão, não foi – insisto – uma provocação a ninguém, muito menos aos adeptos do Sporting de Braga.
4. Quanto à minha “atitude continuada” no programa, digo apenas isto: nunca me limitei nas minhas críticas pelo facto de ser adepto do Benfica. Julgo, inclusivamente, que o condicionamento funcionou ao contrário, obrigando-me a ser mais exigente com o meu clube do que com os outros. Nunca ofendi nenhuma instituição, nunca mencionei sequer a vida privada de dirigentes, técnicos ou jogadores – as críticas foram sempre dirigidas a comportamentos públicos e relacionados com o futebol.
5. Apesar de poder ter ofendido – involuntariamente – alguns telespectadores com o meu gesto, acabei por ser agradavelmente surpreendido com a quantidade de mensagens de apoio que recebi de sportinguistas e portistas, bem como de alguns adeptos do Braga. Agradeço o gesto, que me deixa mais descansado quanto ao meu desempenho no programa. De caminho, e sem querer entrar em discussões académicas, quero deixar bem claro que não acredito na “isenção” ou na “imparcialidade”. Respeito, evidentemente, todos os meus parceiros de ofício que optam por não revelar as suas preferências clubísticas. Eu escolhi outro camnho mas, dentro daquele estúdio de tantos sábados, a única camisola que vesti foi a da RTP. E, se quiserem, a de um combate por um futebol melhor e mais autêntico.
6. Tenho que agradecer aos benfiquistas o apoio demonstrado. Algumas mensagens foram verdadeiramente comoventes, outras muito estimulantes. E, de alguma forma, acaba por ser significativo o facto de elas não virem de gente com responsabilidades directivas, mas das bases, dos adeptos, dos meus pares. Não esquecerei o aconchego, nesta hora complicada de viver.
7. Agradeço aos meus amigos, a todos os que não conheço, a alguns com quem não falo há mais de vinte anos, à minha família (que se afligiu e a quem recordo que aquilo que não nos mata torna-nos mais fortes), a camaradas de profissão que julgava perdidos no tempo, a jornalistas que mal conheço, a figuras públicas cuja atitude não precisa de ser aqui publicitada, até velhos companheiros destas e outras lides (pelo incómodo que isso lhes possa ter causado não devo deixar de referir o Pedro Ribeiro, o Paulino Coelho, o José Mariño, o Jorge Alexandre Lopes, o Manuel Queiroz, o João Querido Manha, o Nuno Dias, o Leonardo Ralha, o José Carlos Soares, o João Carlos Silva, o Miguel Carvalho, o Rui Baptista, a Maria João Fialho Gouveia, o Luís Miguel Pereira, o José Zambujal, a Lurdes Feio, o José Paulo Fafe, a Raquel Morão Lopes, o Paulo Marcelino – obrigado a todos e mais aqueles de que possa estar a esquecer-me.
8. Ironizando, quase apetece dizer que valeu a pena tudo isto só para ser nomeado numa coluna do José Ferreira Fernandes, a quem fico devedor de mais esta atenção. Como de costume, ele viu o pormenor que escapa aos outros. Como é seu hábito, partiu do ponto para chegar ao todo. Soube-me especialmente bem o propósito guerreiro da Helena Sacadura Cabral e da Maria João Duarte. O meu parceiro, Pedro Rolo Duarte, esse nunca falha. Permitam-me, ainda assim, que saliente uma mensagem simples, “um abraço” só, de um homem com quem nunca falei pessoalmente mas que, se dúvidas houvesse (e eu já não as tinha), se confirmou como aquilo a que os meus avós chamariam “um cara direita” – Nuno Gomes, o (antigo) capitão do Benfica, hoje profissional de mão cheia do Braga.
9. Nesta espécie de despedida, antes de voltar à “vida real”, faço questão de agradecer a dois homens que, pela entrega, pelo profissionalismo, pela boa disposição e por um quase infinita capacidade de trabalho, caminham para o lugar dos eleitos num mister que não é para todos – o Hugo Gilberto e o Manuel Fernandes Silva. Não há melhor. Quanto ao Bruno Prata, quero afiançar-lhe que, escaramuças à arte, guerrilhas postas de lado, mantenho o que disse na primeira emissão do “Zona Mista”: aprendi com ele. Futebol mas, mais do que isso, lealdade e disponibilidade. Já que não nos deixam ser adversários, lá teremos que ser amigos.
10. Tendo reconhecido o erro, tendo lamentado o sucedido, há uma pessoa que me obriga a ir mais longe. Por ter apostado em mim quando nada o obrigava, por me ter brindado com este desafio e porque o capítulo final é tão murcho, resta-me pedir desculpas ao meu amigo Carlos Daniel. Garantindo-lhe que há casos em que a memória funciona mesmo.
11. Aos que escolheram o insulto, a insinuação, a mentira, a queixinha – já conseguiram o que queriam. Agora, por favor, vão marrar para outro lado, que eu, felizmente, tenho mais que fazer.
12. Gostaria, se me permitem esse desejo, que fossem desactivados os grupos de apoio e as petições em que eu esteja envolvido, mesmo indirectamente. Esta terra tem problemas sérios demais para que se gaste tanta energia, tanta disponibilidade e tanto tempo com questões que são verdadeiramente acessórias.
13. Num país onde os lapsos andam à solta, onde se mente impunemente, onde se rouba sem consequências, onde se abusa dos mais fracos, onde se lançam cortinas de fumo para que as pessoas se esqueçam dos seus problemas, posso dizer que, ao menos no meu caso, a culpa não morre solteira. Azar meu: foi justamente agora que ela, a culpa, decidiu casar-se e ser monogâmica.
14. Obrigado, ainda uma vez. Até um dia destes. Boa Páscoa. Espero as amêndoas só na segunda-feira.
João Gobern
quinta-feira, abril 05, 2012
Roubo nojento
O Sr. Damir Skomina da Eslovénia foi determinante para nos derrotar frente ao Chelsea (2-1) e assim eliminar-nos da Liga dos Campeões. Foi das arbitragens mais tendenciosas que me lembro de assistir num jogo de futebol de um artista que não fica nada a dever aos Guímaros, Calheiros e afins desta vida. Já nem me lembrava bem dele, quando li algures na net que tinha sido o árbitro do Marselha – Benfica de há dois anos. E aí fez-se luz. Nessa altura, escrevi: “convém fixar este nome: Damir Skomina da Eslovénia. Que grande ladrão!” Mal sabia eu o quão certo estava nessa altura.
Com condicionantes impensáveis para um jogo como este (os quatro centrais lesionados deve ser caso único no futebol mundial!), entrámos em campo com o Javi García e o Emerson a centrais, o Capdevila na esquerda e o Matic no meio. Logo desde o início mostrámos imensa personalidade e colocámos o Chelsea em sentido. O roubo do Universo ficou muito claro desde muito cedo: o Bruno César é derrubado por trás e nem falta foi, passado pouco tempo o Cardozo faz o mesmo ao David Luiz e leva amarelo! Percebeu-se logo a inclinação do árbitro, que foi confirmada com um penalty contra nós que, se fosse ao contrário, jamais seria marcado. O Javi García deu um encosto ao Ashley Cole, que aproveitou para se deixar cair, e o Lampard converteu com a bola a passar por baixo das mãos do Artur! Assim que marcou o penalty, o Sr. Skomina levou logo a mão ao bolso (vejam na TV) à espera dos jogadores do Benfica que fossem ter com ele. Foram dois: o Bruno César e o Maxi Pereira (que era o capitão). Dois amarelos. Entretanto, o Obi Mikel ia distribuindo pancada a torto e a direito, e amarelos, nada (levou aos 79’…). Jogávamos bem, mas falhávamos na concretização, até o Cardozo rematar e um defesa salvar sobre a linha. Dois jogos contra o Chelsea, dois remates do Cardozo interceptados sobre a linha! Aos 40’, e já depois de amarelar o Aimar também por “protestos”, o Sr. Skomina deu o golpe de misericórdia na eliminatória: segundo amarelo ao Maxi, por ter feito um carrinho ao Obi Mikel. O nosso jogador tenta disputar a bola, encolhe a perna quando toca no adversário e pede-lhe logo desculpa. Sinceramente, eu não mandaria um jogador para a rua por causa disto, especialmente depois daquele primeiro amarelo.
Na 2ª parte, o Jesus reposicionou o Witsel a defesa-direito e não fez logo substituições. Dado que a única opção defensiva no banco era o… André Almeida, acabou por ser uma boa solução. Com mais um jogador, o Chelsea conseguiu criar mais desequilíbrios atacantes e teve uma mão cheia de boas oportunidades para marcar, sendo a do Ramires um falhanço incrível. No entanto, e contra muitas expectativas (entre as quais, as minhas), íamos conseguindo equilibrar o jogo e criar igualmente situações de perigo, sendo um bom remate do Cardozo defendido com dificuldade pelo Cech para canto. A partir dos 57’, o Jesus começou (e bem) a pensar no importantíssimo jogo no WC e foi tirando sucessivamente o Cardozo, Gaitán e Bruno César. Entraram o Nélson Oliveira, Djaló e Rodrigo, e o que é facto é que a qualidade do nosso jogo não diminuiu. Continuávamos a atacar e criámos três excelentes oportunidades pelo Djaló: um remate de golo interceptado por um defesa, um cabeceamento por cima e outro que permitiu uma excelente defesa ao Cech. A 5’ do fim, um canto permitiu ao Javi García empatar a partida, antecipando-se ao guarda-redes. Pouco depois, se o Nélson Oliveira tivesse passado ao Djaló, que estava sozinho na área, em vez de rematar, se calhar estaríamos agora a festejar um apuramento épico. Já nos descontos, e num livre perigoso para os ingleses, o Aimar não só coloca pessimamente a bola na área, como ainda por cima se deixa antecipar pelo porco do Meireles, que conduziu assim um contra-ataque perigosíssimo que acabou ele mesmo por finalizar ainda de fora da área. Estava selada a ENORME injustiça da nossa derrota.
Todos foram grandes heróis numa exibição que entra directamente para as mais inolvidáveis nas competições europeias. Mas vários jogadores merecem destaque: o Matic foi indiscutivelmente dos melhores, assim como o Javi García a jogar fora da sua posição. O Capdevila mostrou mais uma vez que o lugar de defesa-esquerdo deveria ter sido seu desde o início da época, até porque o Emerson mostrou a central não ser a nulidade que é na lateral. O Artur fez um punhado de boas defesas e esteve a poucos centímetros de evitar os dois golos. O Gaitán criou perigo especialmente na 1ª parte e o Cardozo poderia ter tido mais sorte em dois dos seus remates (já para não falar daquele chapéu quase de meio-campo que, a entrar, seria um dos golos do século). O Bruno César ficou muito condicionado pelo amarelo, mas cumpriu, assim como o Witsel que, embora menos exuberante do que na 1ª mão e até porque jogou a 2ª parte a defesa-direito, também não sabe jogar mal. O Maxi acabou por ter um jogo ingrato devido à expulsão. O Nélson Oliveira e o Djaló entraram muito bem e puseram o Chelsea em sentido. Deixo para o fim o Aimar, porque, entre o que valem e o que mostraram, foi o pior do Benfica. Teve três livres perigosíssimos, num atirou contra a barreira, noutro fez um passe ao Cech e no terceiro marcou para um sítio onde só estavam adversários, no lance que deu origem ao 1-2. Vai ficar com esta mancha no currículo, até porque me custou IMENSO perder o jogo daquela forma.
O que poderia ter sido um empate épico e inolvidável transformou-se assim numa “vitória moral”, mas espero que se tenha ganho uma força que nos permita vencer o campeonato. É que uma exibição deste calibre, literalmente contra tudo e contra todos, não pode ser desperdiçada. Julgo que se ganharmos os cinco jogos que faltam até ao fim seremos campeões. E, dado que é o teoricamente mais difícil, é fundamental ir ganhar ao WC na próxima 2ª feira.
VIVA O BENFICA!
Com condicionantes impensáveis para um jogo como este (os quatro centrais lesionados deve ser caso único no futebol mundial!), entrámos em campo com o Javi García e o Emerson a centrais, o Capdevila na esquerda e o Matic no meio. Logo desde o início mostrámos imensa personalidade e colocámos o Chelsea em sentido. O roubo do Universo ficou muito claro desde muito cedo: o Bruno César é derrubado por trás e nem falta foi, passado pouco tempo o Cardozo faz o mesmo ao David Luiz e leva amarelo! Percebeu-se logo a inclinação do árbitro, que foi confirmada com um penalty contra nós que, se fosse ao contrário, jamais seria marcado. O Javi García deu um encosto ao Ashley Cole, que aproveitou para se deixar cair, e o Lampard converteu com a bola a passar por baixo das mãos do Artur! Assim que marcou o penalty, o Sr. Skomina levou logo a mão ao bolso (vejam na TV) à espera dos jogadores do Benfica que fossem ter com ele. Foram dois: o Bruno César e o Maxi Pereira (que era o capitão). Dois amarelos. Entretanto, o Obi Mikel ia distribuindo pancada a torto e a direito, e amarelos, nada (levou aos 79’…). Jogávamos bem, mas falhávamos na concretização, até o Cardozo rematar e um defesa salvar sobre a linha. Dois jogos contra o Chelsea, dois remates do Cardozo interceptados sobre a linha! Aos 40’, e já depois de amarelar o Aimar também por “protestos”, o Sr. Skomina deu o golpe de misericórdia na eliminatória: segundo amarelo ao Maxi, por ter feito um carrinho ao Obi Mikel. O nosso jogador tenta disputar a bola, encolhe a perna quando toca no adversário e pede-lhe logo desculpa. Sinceramente, eu não mandaria um jogador para a rua por causa disto, especialmente depois daquele primeiro amarelo.
Na 2ª parte, o Jesus reposicionou o Witsel a defesa-direito e não fez logo substituições. Dado que a única opção defensiva no banco era o… André Almeida, acabou por ser uma boa solução. Com mais um jogador, o Chelsea conseguiu criar mais desequilíbrios atacantes e teve uma mão cheia de boas oportunidades para marcar, sendo a do Ramires um falhanço incrível. No entanto, e contra muitas expectativas (entre as quais, as minhas), íamos conseguindo equilibrar o jogo e criar igualmente situações de perigo, sendo um bom remate do Cardozo defendido com dificuldade pelo Cech para canto. A partir dos 57’, o Jesus começou (e bem) a pensar no importantíssimo jogo no WC e foi tirando sucessivamente o Cardozo, Gaitán e Bruno César. Entraram o Nélson Oliveira, Djaló e Rodrigo, e o que é facto é que a qualidade do nosso jogo não diminuiu. Continuávamos a atacar e criámos três excelentes oportunidades pelo Djaló: um remate de golo interceptado por um defesa, um cabeceamento por cima e outro que permitiu uma excelente defesa ao Cech. A 5’ do fim, um canto permitiu ao Javi García empatar a partida, antecipando-se ao guarda-redes. Pouco depois, se o Nélson Oliveira tivesse passado ao Djaló, que estava sozinho na área, em vez de rematar, se calhar estaríamos agora a festejar um apuramento épico. Já nos descontos, e num livre perigoso para os ingleses, o Aimar não só coloca pessimamente a bola na área, como ainda por cima se deixa antecipar pelo porco do Meireles, que conduziu assim um contra-ataque perigosíssimo que acabou ele mesmo por finalizar ainda de fora da área. Estava selada a ENORME injustiça da nossa derrota.
Todos foram grandes heróis numa exibição que entra directamente para as mais inolvidáveis nas competições europeias. Mas vários jogadores merecem destaque: o Matic foi indiscutivelmente dos melhores, assim como o Javi García a jogar fora da sua posição. O Capdevila mostrou mais uma vez que o lugar de defesa-esquerdo deveria ter sido seu desde o início da época, até porque o Emerson mostrou a central não ser a nulidade que é na lateral. O Artur fez um punhado de boas defesas e esteve a poucos centímetros de evitar os dois golos. O Gaitán criou perigo especialmente na 1ª parte e o Cardozo poderia ter tido mais sorte em dois dos seus remates (já para não falar daquele chapéu quase de meio-campo que, a entrar, seria um dos golos do século). O Bruno César ficou muito condicionado pelo amarelo, mas cumpriu, assim como o Witsel que, embora menos exuberante do que na 1ª mão e até porque jogou a 2ª parte a defesa-direito, também não sabe jogar mal. O Maxi acabou por ter um jogo ingrato devido à expulsão. O Nélson Oliveira e o Djaló entraram muito bem e puseram o Chelsea em sentido. Deixo para o fim o Aimar, porque, entre o que valem e o que mostraram, foi o pior do Benfica. Teve três livres perigosíssimos, num atirou contra a barreira, noutro fez um passe ao Cech e no terceiro marcou para um sítio onde só estavam adversários, no lance que deu origem ao 1-2. Vai ficar com esta mancha no currículo, até porque me custou IMENSO perder o jogo daquela forma.
O que poderia ter sido um empate épico e inolvidável transformou-se assim numa “vitória moral”, mas espero que se tenha ganho uma força que nos permita vencer o campeonato. É que uma exibição deste calibre, literalmente contra tudo e contra todos, não pode ser desperdiçada. Julgo que se ganharmos os cinco jogos que faltam até ao fim seremos campeões. E, dado que é o teoricamente mais difícil, é fundamental ir ganhar ao WC na próxima 2ª feira.
VIVA O BENFICA!
domingo, abril 01, 2012
A (hiper)ferros
Vencemos o Braga por 2-1 e mantivemos viva a esperança de sermos campeões. Com uma derrota ou mesmo um empate, ficaríamos de vez afastados do título, porque deixaríamos de ter possibilidades de voltar ao 1º lugar com o CRAC B – CRAC A da próxima semana. Felizmente um golo do Bruno César aos 92’ impediu que isso acontecesse.
Para variar um bocado das últimas jornadas para o campeonato, entrámos muito bem na partida. Velocidade, vontade, capacidade de luta, houve tudo isto, mas infelizmente não conseguimos criar grandes oportunidades de golo. O Braga defendia bem e saía com muito perigo para o contra-ataque, sendo que alguns dos nossos jogadores tinham alguma dificuldade em recuperar a posição no terreno depois das acções atacantes (Maxi e Witsel, por exemplo). A falta do Aimar sentia-se bastante, até porque o Rodrigo está numa forma muito sofrível (para ser simpático).
A 2ª parte foi bastante mais movimentada e com mais oportunidades de golo. Voltámos a entrar muito bem no jogo, mas o Bruno César, Witsel (por duas vezes) e Rodrigo não conseguiram marcar. Do outro lado, o Braga também teve boas chances pelo Lima e Mossoró, mas felizmente falharam. Aos 77’, foi finalmente marcado um penalty a nosso favor depois de uma cabeçada do Elderson ao Bruno César. O jogador do Braga tentou jogar a bola, mas acertou no nosso. Sem o Cardozo, entretanto substituído, foi o Witsel a marcar e enganou bem o sujeito Joaquim. No entanto, como infelizmente é impossível fazer um jogo em casa sem sofrer golos (excepto com os lagartos), o Braga empatou num livre (falta inexistente do Capdevila) do Hugo Viana, com óptima defesa do Artur, mas recarga vitoriosa do Elderson aos 82’. Sinceramente, com o desgaste todo que temos tido, nunca imaginei que conseguíssemos chegar à vitória, mas fomos buscar forças a sítios inimagináveis e o Gaitán e o Bruno César construíram uma jogada genial, que culminou no golo da vitória do brasileiro já aos 92’. Pouco depois, o Sr. João Ferreira apitou para o final da partida e a vitória estava selada.
Em termos individuais, o destaque vai para o Bruno César que, com o penalty sofrido e o golo marcado, é definitivamente o homem da partida. O Gaitán também fez uma boa exibição e foi dos poucos que imprimiu velocidade ao nosso jogo. O Miguel Vítor estava a ser igualmente dos melhores, mas é pena seja muito afectado por lesões, como aconteceu no lance da oportunidade do Mossoró. Ou seja, temos três centrais magoados e mesmo o Luisão chegou a assustar na 1ª parte. Espero que pelo menos um recupere para o WC. O Witsel marcou bem o penalty, mas jogou numa rotação significativamente mais baixa do que na 3ª feira. O Capdevila foi titular e, apesar de não ser um génio, a diferença para o Emerson é abissal.
Foi uma vitória feliz, não só pelo nível exibicional e oportunidades, que acabaram por ser mais ou menos repartidas, como pelo timing do segundo golo. Porém, já merecíamos uma vitória como esta que nos pode relançar para um título, que sinceramente já devia estar quase assegurado. Mas isso são outras contas…
P.S. – O Nuno Gomes, que eu naturalmente aplaudi de pé quando entrou, mostrou mais uma vez que é um Senhor. Foi o único jogador do Braga que não festejou o golo e regressou logo ao seu meio-campo. Foi um regresso bonito à Luz de onde lhe deveria ter sido permitido fazer uma despedida dos adeptos semelhante à do Rui Costa. Mas isso também são outras contas… Já em relação ao sujeito Joaquim, o ressabiamento e a ingratidão são algo que eu abomino. É preciso ser uma grande besta (que por vezes sorria quando sofria golos) para ter passado seis anos no Benfica, ser duas vezes campeão e não ter deixado saudades nenhumas. Não, seu parvalhão, nós não conseguimos ser campeões contigo na baliza, conseguimos ser campeões APESAR de te ter na baliza!
P.P.S. - Pôr o speaker a falar durante o jogo é de uma idiotice atroz!
Para variar um bocado das últimas jornadas para o campeonato, entrámos muito bem na partida. Velocidade, vontade, capacidade de luta, houve tudo isto, mas infelizmente não conseguimos criar grandes oportunidades de golo. O Braga defendia bem e saía com muito perigo para o contra-ataque, sendo que alguns dos nossos jogadores tinham alguma dificuldade em recuperar a posição no terreno depois das acções atacantes (Maxi e Witsel, por exemplo). A falta do Aimar sentia-se bastante, até porque o Rodrigo está numa forma muito sofrível (para ser simpático).
A 2ª parte foi bastante mais movimentada e com mais oportunidades de golo. Voltámos a entrar muito bem no jogo, mas o Bruno César, Witsel (por duas vezes) e Rodrigo não conseguiram marcar. Do outro lado, o Braga também teve boas chances pelo Lima e Mossoró, mas felizmente falharam. Aos 77’, foi finalmente marcado um penalty a nosso favor depois de uma cabeçada do Elderson ao Bruno César. O jogador do Braga tentou jogar a bola, mas acertou no nosso. Sem o Cardozo, entretanto substituído, foi o Witsel a marcar e enganou bem o sujeito Joaquim. No entanto, como infelizmente é impossível fazer um jogo em casa sem sofrer golos (excepto com os lagartos), o Braga empatou num livre (falta inexistente do Capdevila) do Hugo Viana, com óptima defesa do Artur, mas recarga vitoriosa do Elderson aos 82’. Sinceramente, com o desgaste todo que temos tido, nunca imaginei que conseguíssemos chegar à vitória, mas fomos buscar forças a sítios inimagináveis e o Gaitán e o Bruno César construíram uma jogada genial, que culminou no golo da vitória do brasileiro já aos 92’. Pouco depois, o Sr. João Ferreira apitou para o final da partida e a vitória estava selada.
Em termos individuais, o destaque vai para o Bruno César que, com o penalty sofrido e o golo marcado, é definitivamente o homem da partida. O Gaitán também fez uma boa exibição e foi dos poucos que imprimiu velocidade ao nosso jogo. O Miguel Vítor estava a ser igualmente dos melhores, mas é pena seja muito afectado por lesões, como aconteceu no lance da oportunidade do Mossoró. Ou seja, temos três centrais magoados e mesmo o Luisão chegou a assustar na 1ª parte. Espero que pelo menos um recupere para o WC. O Witsel marcou bem o penalty, mas jogou numa rotação significativamente mais baixa do que na 3ª feira. O Capdevila foi titular e, apesar de não ser um génio, a diferença para o Emerson é abissal.
Foi uma vitória feliz, não só pelo nível exibicional e oportunidades, que acabaram por ser mais ou menos repartidas, como pelo timing do segundo golo. Porém, já merecíamos uma vitória como esta que nos pode relançar para um título, que sinceramente já devia estar quase assegurado. Mas isso são outras contas…
P.S. – O Nuno Gomes, que eu naturalmente aplaudi de pé quando entrou, mostrou mais uma vez que é um Senhor. Foi o único jogador do Braga que não festejou o golo e regressou logo ao seu meio-campo. Foi um regresso bonito à Luz de onde lhe deveria ter sido permitido fazer uma despedida dos adeptos semelhante à do Rui Costa. Mas isso também são outras contas… Já em relação ao sujeito Joaquim, o ressabiamento e a ingratidão são algo que eu abomino. É preciso ser uma grande besta (que por vezes sorria quando sofria golos) para ter passado seis anos no Benfica, ser duas vezes campeão e não ter deixado saudades nenhumas. Não, seu parvalhão, nós não conseguimos ser campeões contigo na baliza, conseguimos ser campeões APESAR de te ter na baliza!
P.P.S. - Pôr o speaker a falar durante o jogo é de uma idiotice atroz!
quarta-feira, março 28, 2012
O possível
Perdemos em casa com o Chelsea (0-1) e temos a nossa vida muito complicada para seguirmos para as meias-finais da Liga dos Campeões. O resultado acaba por não ser muito justo, já que também tivemos oportunidades, mas contou a eficácia dos ingleses.
A 1ª parte foi disputada a um ritmo baixíssimo, com as equipas a mostrar receio mútuo. Caso isto não fosse a Champions até podia parecer que estávamos a poupar os jogadores para o próximo Sábado (assim como se tinham poupado na 6ª feira para hoje…), mas mesmo assim ainda tivemos uma boa oportunidade numa boa rotação do Cardozo, depois de receber a bola no peito, com o remate de primeira a sair ao lado. O Chelsea também só criou uma situação de verdadeiro perigo num remate de longe do Raul Meireles (once a pig, always pig…) que o Artur defendeu bem para canto.
Na 2ª parte, ambas as equipas lembraram-se que havia uma baliza e que o objectivo do jogo é marcar golos. Fomos mais velozes durante os primeiros 20’ e criámos algumas boas situações, com um remate do Cardozo que o David Luiz defendeu com o peito quase em cima da linha e uma cabeçada do Jardel que o Cech defendeu (é a 4ª vez que o Jardel não consegue marcar um golo de cabeça, quando está quase à-vontade na área – duas vezes ao Zenit, Olhão e esta). Aos 69’, o Jesus resolveu tirar o Aimar e o Bruno César e colocar o Matic e o Rodrigo, e nós acabámos. Não percebi a saída de El Mago… Como está castigado no campeonato, será que foi para poupá-lo para daqui a… uma semana e um dia?! O que é certo é que deixámos de criar perigo a partir das substituições. Aos 75’, o jogo ficou resolvido quando um mau passe do Rodrigo dá azo a um contra-ataque do Chelsea, o Ramires passa pela enésima vez pelo Emerson, o Javi García não consegue cortar a bola, que segue para o Torres, que bate em corrida o Jardel e centra para o Kalou encostar. Até final, ainda tivemos um remate do Nolito que deveria ter tido melhor direcção e outro lance em que o centro do Gaitán não conseguiu chegar ao Cardozo.
Em termos individuais, o Gaitán terá sido o melhor, seguido muito de perto pelo Cardozo. O Witsel e o Javi García fizeram uma boa 1ª parte. Todos os outros estiveram medianos, excepção feita ao inenarrável Emerson que começa a raiar o ridículo. Mas não é ele que pede para jogar… No entanto, ainda se percebe menos os assobios a ele durante o jogo.
A eliminatória está muito complicada e vai ser difícil dar a volta no jogo da 2ª mão. Tal como disse aqui, o fundamental é o campeonato e, dado que vamos receber o Braga e depois vamos ao WC, espero que a equipa não se desconcentre com estes jogos de uma competição em que já atingimos os objectivos propostos para esta época. A partida do próximo Sábado é que é fundamental. Só uma vitória interessa, caso contrário não tiraremos proveito nenhum do jogo entre o CRAC A e o CRAC B na jornada seguinte. É preciso meter uma coisa na cabeça: a época vai decidir-se positiva ou negativamente nos próximos dois jogos para o campeonato, não é na próxima 4ª feira…
P.S. – Nem com o árbitro tivemos grande sorte. O Sr. Paolo Tagliavento conseguiu não ver um penalty do tamanho do mundo por braço do Terry (ainda por cima, na zona do fiscal-de-linha e fiscal-de-baliza, que não quiseram mesmo ver…) e um lance que pode bem ser considerado atraso do Terry para o Cech.
A 1ª parte foi disputada a um ritmo baixíssimo, com as equipas a mostrar receio mútuo. Caso isto não fosse a Champions até podia parecer que estávamos a poupar os jogadores para o próximo Sábado (assim como se tinham poupado na 6ª feira para hoje…), mas mesmo assim ainda tivemos uma boa oportunidade numa boa rotação do Cardozo, depois de receber a bola no peito, com o remate de primeira a sair ao lado. O Chelsea também só criou uma situação de verdadeiro perigo num remate de longe do Raul Meireles (once a pig, always pig…) que o Artur defendeu bem para canto.
Na 2ª parte, ambas as equipas lembraram-se que havia uma baliza e que o objectivo do jogo é marcar golos. Fomos mais velozes durante os primeiros 20’ e criámos algumas boas situações, com um remate do Cardozo que o David Luiz defendeu com o peito quase em cima da linha e uma cabeçada do Jardel que o Cech defendeu (é a 4ª vez que o Jardel não consegue marcar um golo de cabeça, quando está quase à-vontade na área – duas vezes ao Zenit, Olhão e esta). Aos 69’, o Jesus resolveu tirar o Aimar e o Bruno César e colocar o Matic e o Rodrigo, e nós acabámos. Não percebi a saída de El Mago… Como está castigado no campeonato, será que foi para poupá-lo para daqui a… uma semana e um dia?! O que é certo é que deixámos de criar perigo a partir das substituições. Aos 75’, o jogo ficou resolvido quando um mau passe do Rodrigo dá azo a um contra-ataque do Chelsea, o Ramires passa pela enésima vez pelo Emerson, o Javi García não consegue cortar a bola, que segue para o Torres, que bate em corrida o Jardel e centra para o Kalou encostar. Até final, ainda tivemos um remate do Nolito que deveria ter tido melhor direcção e outro lance em que o centro do Gaitán não conseguiu chegar ao Cardozo.
Em termos individuais, o Gaitán terá sido o melhor, seguido muito de perto pelo Cardozo. O Witsel e o Javi García fizeram uma boa 1ª parte. Todos os outros estiveram medianos, excepção feita ao inenarrável Emerson que começa a raiar o ridículo. Mas não é ele que pede para jogar… No entanto, ainda se percebe menos os assobios a ele durante o jogo.
A eliminatória está muito complicada e vai ser difícil dar a volta no jogo da 2ª mão. Tal como disse aqui, o fundamental é o campeonato e, dado que vamos receber o Braga e depois vamos ao WC, espero que a equipa não se desconcentre com estes jogos de uma competição em que já atingimos os objectivos propostos para esta época. A partida do próximo Sábado é que é fundamental. Só uma vitória interessa, caso contrário não tiraremos proveito nenhum do jogo entre o CRAC A e o CRAC B na jornada seguinte. É preciso meter uma coisa na cabeça: a época vai decidir-se positiva ou negativamente nos próximos dois jogos para o campeonato, não é na próxima 4ª feira…
P.S. – Nem com o árbitro tivemos grande sorte. O Sr. Paolo Tagliavento conseguiu não ver um penalty do tamanho do mundo por braço do Terry (ainda por cima, na zona do fiscal-de-linha e fiscal-de-baliza, que não quiseram mesmo ver…) e um lance que pode bem ser considerado atraso do Terry para o Cech.
sábado, março 24, 2012
Imperdoável
Empatámos em Olhão (0-0) e, caso o CRAC A e CRAC B ganhem, podemos ter dito adeus de vez ao título, para além de termos o 2º lugar igualmente em risco. Foi uma partida muito difícil, como se esperava, já que o Olhanense tinha empatado em casa quer com o CRAC quer com os lagartos, e em que nós não demonstrámos verdadeira vontade de ganhar.
À semelhança de Guimarães e Coimbra, voltámos a oferecer a 1ª parte ao adversário. Só criámos uma(!) oportunidade de golo, com um cabeceamento do Jardel por cima na sequência de um canto. Jogávamos a passo e, como o Olhanense não ultrapassava o meio-campo, era impossível criar desequilíbrios no ataque.
Na 2ª parte, entrou o Aimar para o lugar do Nolito. É verdade que o espanhol não estava a jogar grande coisa, mas colocar o Nélson Oliveira a extremo-esquerdo esteve longe de ser uma boa opção. Lá tentámos ser mais incisivos a chegar à baliza contrária e o Javi García falhou um golo de cabeça só com o guarda-redes pela frente na sequência de um livre. No entanto, tivemos um enorme contratempo com a expulsão do Aimar aos 62’. Se deixarmos de lado as camisolas, acho que é bem expulso. Ambos estão com a pé em riste, mas o nosso jogador roda a perna da frente para o lado e atinge o adversário na coxa. Foi no mínimo imprudente esta entrada do Aimar e prejudicou-nos enormemente. Num jogador com a experiência e categoria dele, não se entende. Curiosamente até final da partida acabámos por ter mais duas boas oportunidades, mas o cabeceamento do Luisão num canto foi desviado pelo braço do Toy (é à queima-roupa, não acho que seja penalty) e mesmo no último minuto de compensação o Saviola (acabámos a partida com os quatro avançados em campo!) permitiu a defesa com o pé do guarda-redes, depois de um bom passe do Cardozo.
Em termos individuais, o Maxi Pereira foi o único a mostrar durante os 90’ que queria ganhar o jogo. Os centrais acabaram por estar bem, ao não permitir que o Olhanense criasse perigo (só teve um remate perigoso perto do fim, já na fase do nosso desespero). O Gaitán não existiu na 1ª parte, mas esforçou-se bastante na 2ª. O Nélson Oliveira mostrou mais uma vez que ainda está muito verde e desapareceu totalmente na 2ª parte. Outro que nunca chegou a aparecer (diria mesmo durante toda a época) é o Emerson. Aliás, arrisco-me a dizer que, com um jogador destes como titular indiscutível, é impossível uma equipa ser campeã…
Terceiro ano consecutivo sem ganhar em Olhão é sintomático. Há dois anos, a meio de uma eliminatória com o Liverpool, resolvemos privilegiar o jogo na Naval e tivemos quatro dias de descanso. Ganhámos depois de estarmos a perder 0-2. Esta época, resolvemos ter três para Olhão depois de jogar com o CRAC, para ter quatro antes do Chelsea. Empatámos, claro. Eu sei que é a Champions, mas claramente não estamos a privilegiar o campeonato. E os quartos ou as meias-finais de qualquer competição não são um título. Como será um bocadinho difícil ganhar a Liga dos Campeões, confesso que não percebo esta nossa opção.
P.S. – Duvido muito que o Sr. João Capela expulsasse um jogador do CRAC num lance semelhante ao do Aimar, mas para mim é expulsão. O Olhanense abusou do antijogo (mais uma vez, verifica-se a enorme pertinência de um alargamento…), mas o árbitro deu nove (dois+sete) minutos de desconto. Não foi por ele que não ganhámos.
À semelhança de Guimarães e Coimbra, voltámos a oferecer a 1ª parte ao adversário. Só criámos uma(!) oportunidade de golo, com um cabeceamento do Jardel por cima na sequência de um canto. Jogávamos a passo e, como o Olhanense não ultrapassava o meio-campo, era impossível criar desequilíbrios no ataque.
Na 2ª parte, entrou o Aimar para o lugar do Nolito. É verdade que o espanhol não estava a jogar grande coisa, mas colocar o Nélson Oliveira a extremo-esquerdo esteve longe de ser uma boa opção. Lá tentámos ser mais incisivos a chegar à baliza contrária e o Javi García falhou um golo de cabeça só com o guarda-redes pela frente na sequência de um livre. No entanto, tivemos um enorme contratempo com a expulsão do Aimar aos 62’. Se deixarmos de lado as camisolas, acho que é bem expulso. Ambos estão com a pé em riste, mas o nosso jogador roda a perna da frente para o lado e atinge o adversário na coxa. Foi no mínimo imprudente esta entrada do Aimar e prejudicou-nos enormemente. Num jogador com a experiência e categoria dele, não se entende. Curiosamente até final da partida acabámos por ter mais duas boas oportunidades, mas o cabeceamento do Luisão num canto foi desviado pelo braço do Toy (é à queima-roupa, não acho que seja penalty) e mesmo no último minuto de compensação o Saviola (acabámos a partida com os quatro avançados em campo!) permitiu a defesa com o pé do guarda-redes, depois de um bom passe do Cardozo.
Em termos individuais, o Maxi Pereira foi o único a mostrar durante os 90’ que queria ganhar o jogo. Os centrais acabaram por estar bem, ao não permitir que o Olhanense criasse perigo (só teve um remate perigoso perto do fim, já na fase do nosso desespero). O Gaitán não existiu na 1ª parte, mas esforçou-se bastante na 2ª. O Nélson Oliveira mostrou mais uma vez que ainda está muito verde e desapareceu totalmente na 2ª parte. Outro que nunca chegou a aparecer (diria mesmo durante toda a época) é o Emerson. Aliás, arrisco-me a dizer que, com um jogador destes como titular indiscutível, é impossível uma equipa ser campeã…
Terceiro ano consecutivo sem ganhar em Olhão é sintomático. Há dois anos, a meio de uma eliminatória com o Liverpool, resolvemos privilegiar o jogo na Naval e tivemos quatro dias de descanso. Ganhámos depois de estarmos a perder 0-2. Esta época, resolvemos ter três para Olhão depois de jogar com o CRAC, para ter quatro antes do Chelsea. Empatámos, claro. Eu sei que é a Champions, mas claramente não estamos a privilegiar o campeonato. E os quartos ou as meias-finais de qualquer competição não são um título. Como será um bocadinho difícil ganhar a Liga dos Campeões, confesso que não percebo esta nossa opção.
P.S. – Duvido muito que o Sr. João Capela expulsasse um jogador do CRAC num lance semelhante ao do Aimar, mas para mim é expulsão. O Olhanense abusou do antijogo (mais uma vez, verifica-se a enorme pertinência de um alargamento…), mas o árbitro deu nove (dois+sete) minutos de desconto. Não foi por ele que não ganhámos.
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