origem

sábado, março 17, 2012

Alargamento?!

Vencemos o Beira-Mar por 3-1 e, com a vaca que o CRAC teve frente ao Nacional na Choupana (aquele Mateus devia ser processado por falhar tantos golos), mantivemos a desvantagem de um ponto em relação ao 1º classificado. Foi uma partida muito calma, disputada a um ritmo baixíssimo e em que os nossos dois golos na 1ª parte definiram logo o vencedor. Um jogo-modelo, portanto, com 2-0 ao intervalo e o terceiro a abrir logo a 2ª parte. Deviam ser todos assim.

Com o castigo do Maxi, voltou a ser o Witsel o lateral-direito e foi dele a assistência para o Cardozo inaugurar o marcador aos 26’, depois de um passe no timing perfeito de El Mago Aimar. Até aí, só nós é que atacávamos, o Beira-Mar não saía do último terço do seu meio-campo, mas a falta de velocidade fez com que só dois lances do Nélson Oliveira e cabeça do Gaitán é que tivessem criado relativo perigo. Aos 44’, inverteram-se os papéis habituais e foi o Cardozo, com um passe na altura certa, a desmarcar o Gaitán para o segundo golo. Íamos para intervalo com o jogo resolvido, porque para este Beira-Mar a bola é redonda demais…

A 2ª parte iniciou-se com o nosso 3º golo, numa assistência de calcanhar do Nélson Oliveira a desmarcar o Cardozo, que contornou o guarda-redes e rematou para a baliza deserta. Estavam decorridos apenas 48’ e atingíamos a tranquilidade total. A partir daqui, baixámos claramente o ritmo já a pensar nas partidas bastantes mais importantes que se avizinham, até porque o Beira-Mar mostrava muito pouco para uma equipa da I Liga. Só que, já na compensação, um mau alívio do Jardel dá origem a um contra-ataque, o Emerson fica nas covas e lá sofremos o golito da ordem, com o Artur a parecer-me também mal batido. Só a lagartada é que ficou a zeros na Luz para o campeonato, algo que deveria fazer o Jesus reflectir e bem. Sofrer um golo de uma equipa destas é uma vergonha. E, claro, que saí do jogo relativamente chateado. Detesto sofrer golos e ainda por cima no último minuto!

Em termos individuais, o Cardozo com dois golos e uma assistência foi obviamente o melhor em campo. A equipa com o Aimar sabe logo o que tem que fazer à bola e o jogo torna-se mais simples. O Gaitán, no seu segundo jogo consecutivo a marcar, sobe lentamente de forma. Ao Nélson Oliveira fazem-lhe bem estes jogos, porque precisa ainda de crescer muito nomeadamente na altura de soltar a bola em vez de fazer remates disparados e de ângulos quase impossíveis. No entanto, a assistência para o 3º golo é brilhante. Todos os outros estiveram regulares e a partida até deu para estrear o André Almeida no campeonato.

Este jogo devia ser mostrado a todos as alimárias que defendem o alargamento da I Liga para 18 clubes. É para isto?! Para vermos mais dois “Beira-Mares” no campeonato?! Uma equipa nem sequer está nos lugares de descida e que apresenta esta qualidade futebolística?! Tenham lá paciência, mas poupem-nos a isto! Nunca coisa o Ulisses Morais teve razão nas declarações no final, quando disse que mostraram coerência: não jogaram nada durante 90’. Gostei igualmente da declaração de que quem marca um golo na Luz pode aspirar a tudo… Estes tipos vivem noutro mundo, só pode.

sexta-feira, março 16, 2012

Sorteio da Liga dos Campeões

Apoel - Real Madrid
Marselha - Bayern Munique
BENFICA - Chelsea
Milan - Barcelona

Como eu já calculava, Deus não existe. Ou só existe para quem se acha também Deus (não é, Mourinho?). Das sete equipas, calhou-nos em teoria a terceira menos difícil. E, dado que a ordem do sorteio é a que está acima, das três que ficaram para o fim, o Chelsea é de longe a melhor para nós. Preferia que o primeiro jogo fosse em Londres, mas pronto. Se nos qualificarmos, defrontaremos o Barça (uma equipa que ganha 4-0 em casa ao Arsenal e depois leva três em Londres ainda na primeira parte, não tem estofo para a melhor equipa da história do futebol). E, se assim for, estou contente por nesse caso o primeiro jogo ser em casa. Mas não nos vamos antecipar e pensar que podemos ver o Messi ao vivo na Luz. Primeiro, há que eliminar os ingleses. (O idiota do Villas-Boas passa a vida a lixar-nos a vida: no ano passado não devia ter estado onde esteve, este ano já não está onde ainda devia estar...!)

P.S. - No fundo, é um silogismo simples: se a lagartada, que está 11 pontos atrás de nós, elimina quem está 17(!) pontos à frente do Chelsea, é uma vergonha para a nossa história se não os golearmos... ;-)

quinta-feira, março 15, 2012

Agora é que se vai ver

Se Deus quiser provar que existe mesmo, tem aqui uma excelente oportunidade de o fazer! Especialmente pelo que (não) fez há oito anos...

segunda-feira, março 12, 2012

Lisonjeiro

Vencemos em Paços de Ferreira (2-1) e, com o empate da véspera do CRAC em casa frente à Académica (1-1), reduzimos a diferença para um ponto em relação ao 1º lugar. Foi uma vitória sofridíssima, em que mais uma vez demos a volta ao marcador, mas só na 2ª parte. Se há jogo em que podemos dizer que tivemos sorte, foi este, especialmente na altura dos golos, em que nada estávamos a fazer para os justificar.

O Jesus mexeu na equipa e colocou o Capdevila (por castigo do Emerson), o Nolito e o Saviola a titulares. As coisas não correram bem na 1ª parte, apesar de não termos entrado propriamente mal na partida. Achei até que foi melhor que em Coimbra e Guimarães em termos de atitude, mas não conseguimos criar muitos desequilíbrios na defesa contrária, porque eles estavam muito coesos lá atrás e nós sem a velocidade necessária. Tivemos remates do Nolito e Saviola que o Cássio defendeu, e outro lance em que o Cardozo chegou atrasado a um centro do Bruno César, já sem o guarda-redes na baliza. Aos 28’ sofremos o 0-1 num contra-ataque bem conduzido pelo Melgarejo (espero que o saibamos aproveitar, que jogador!) e concluído pelo Michel na recarga, depois de uma óptima defesa do Artur. O Paços desinibiu-se ainda mais depois do golo e voltou a criar oportunidades para marcar.

Na 2ª parte, houve uma dupla substituição com as entradas do Gaitán e Nélson Oliveira para os lugares do Nolito e Saviola, mas tivemos uma reentrada horrível na partida. Durante os primeiros 20’, só não sofremos o segundo golo devido a São Artur, bastante sorte (bola no poste do Melgarejo) e alguma aselhice contrária. Eles eram muito rápidos no contra-ataque e nós parecíamos perdidos em campo. Tivemos bastante sorte durante este período e a primeira coisa de jeito que fizemos foi o golo do empate! Arrancada do Nélson Oliveira pela direita aos 64’, centro rasteiro, o Cardozo deixou passar a bola e o Gaitán rematou ao ângulo inferior esquerdo da baliza. A partir daqui, a equipa voltou a acreditar e teve igualmente sorte em marcar o segundo golo pouco depois. Livre directo do Bruno César ao ângulo superior direito da baliza aos 68’. Dois golos em menos de cinco minutos e estava consumada a reviravolta. Até final, tivemos cabecinha para manter a posse da bola, sem arriscar muito e ainda vimos o adversário acabar com nove jogadores (ambas as expulsões, uma por segundo amarelo, justas).

Em termos individuais, o destaque vai inteirinho para o Artur. Safou para aí uns três golos, dois dos quais de baliza aberta e devemos-lhe sem dúvida os três pontos. O Bruno César estava a fazer um jogo sofrível até ter participação directa nos dois golos. O Nélson Oliveira foi essencial na jogada do primeiro e a vitória também tem a marca dele. Assim como do Cardozo, que interveio no primeiro e no segundo desconcentrou o guarda-redes, que estava à espera que fosse ele a marcar o livre e lançou-se um bocadinho tarde ao remate do Bruno César. O Capdevila teve dois graves erros defensivos, mas também não se pode esperar milagres de alguém que está sem jogar há tanto tempo.

Tinha escrito aqui na semana passada que o único factor que ainda me dava (reduzidas) esperanças em relação ao título era o Vítor Pereira e confirmou-se. Em tempos recentes, nunca na vida o CRAC empataria em casa com a Académica depois de ganhar na Luz. O campeonato está relançado e a esta nossa vitória foi essencial. Como os campeões também se fazem com estrelinha, espero que o facto de ela ter brilhado para nós neste jogo seja um bom prenúncio.

P.S. – Claro está que, pela terceira jornada consecutiva, fomos claramente prejudicados pela arbitragem. Há três lances de possível penalty para nós (agarrão ao Jardel, derrube ao Bruno César e Nélson Oliveira) e o Sr. Bruno Esteves não assinalou nenhum deles. Ainda por cima, mostrou amarelos ao Bruno César e ao Nélson Oliveira por pretensa simulação. Ambos se aproveitaram da situação para cair, mas o que é facto é que os toques que sofreram foram mais do que suficientes para os derrubar. Que os nossos jogadores se tivessem posto a jeito para sofrer esses toques, não invalida que o derrube não tenha mesmo existido.

quarta-feira, março 07, 2012

Personalidade

Uma exibição com grande cabecinha permitiu-nos derrotar o Zenit por 2-0 e atingir pela primeira vez em seis anos os quartos-de-final da Liga dos Campeões. Depois do descalabro das duas últimas semanas, escolhemos o jogo certo para dar a volta por cima. A equipa esteve muito concentrada durante os 90’ e os russos praticamente não tiveram oportunidades de golo. A justiça do desfecho da eliminatória é incontestável.

Sem o Aimar e o Garay, a tarefa não se adivinhava fácil, porque o Zenit é treinado por um italiano e lá especialista no catenaccio são eles. Entrámos no jogo conscientes de que um golo era suficiente e portanto sem grandes precipitações. O que é de louvar, especialmente se nos lembrarmos dos primeiros 20’ de 6ª feira passada. Os russos defendiam bem, mas mesmo assim o Bruno César e o Maxi Pereira tiveram boas chances de marcar. O Artur era mais um dos espectadores, mas uma desconcentração entre ele e o Luisão ia saindo-nos cara. No período de compensação da 1ª parte, fizemos o 1-0 pelo Maxi Pereira depois de uma boa combinação entre o Bruno César e o Witsel, com este a rematar para defesa do Malafeev, e depois a assistir uruguaio de calcanhar. Marcávamos num momento crucial e obrigávamos os russos a mudar a estratégia para a 2ª parte.

Devo dizer que gostei bastante do nosso 2º tempo. Logo eu, que por norma detesto o “controlar o jogo” especialmente só com um golo de vantagem. No entanto, dado o passado recente, é natural que a equipa não estivesse tão confiante para atacar e, verdade seja dita, que o adversário raramente mostrou arte para chegar à nossa baliza. Mas o que mais me satisfez foi que, apesar de termos adoptado uma velocidade menor (como seria de esperar), nunca deixámos de pensar na baliza contrária e as únicas oportunidades foram nossas. O Witsel continuava a grande exibição da 1ª parte e era um monstro a comandar o nosso jogo nas transições atacantes. Tivemos algumas boas oportunidades com duas cabeçadas do Jardel depois de cantos, mas especialmente com um grande falhanço do Cardozo só com o guarda-redes pela frente. Igualmente no período de compensação, acabámos com as (poucas) dúvidas no desfecho da eliminatória e novamente com o Witsel e Bruno César na jogada, este assiste o Nélson Oliveira (entretanto entrado para o lugar do Cardozo) para ele se estrear a marcar na Champions. Logo a seguir, a partida terminou e estou desconfiado que todos os adeptos correram tanto como os jogadores. Foi um apoio tremendo e confesso que fiquei de rastos fisicamente.

O melhor em campo foi, sem sombra de dúvida, o Witsel. A continuar assim, não vamos conseguir segurá-lo por muito tempo. A ajudar o Javi García a defender, a coordenar todo o nosso jogo atacante (na ausência do Aimar era fundamental que alguém o fizesse) e fazer assistências, fez um jogo completo. Igualmente muito bem (embora não tenha tido uma entrada auspiciosa no encontro) esteve o Bruno César, que teve papel determinante nos dois golos. O Gaitán melhorou um bocadinho em relação ao passado recente e o Cardozo fez um jogo de grande sacrifício, mas deveria ter concretizado aquela flagrante oportunidade. O Rodrigo ainda não recuperou a forma que tinha antes de o animal o atingir. Na defesa, estiveram todos muito bem, com destaque natural para o Luisão e menção para a partida muito concentrada do Jardel. Uma última palavra para o Maxi que, com dois golos, foi essencial no desfecho da eliminatória, além de que tem pilhas que não acabam. Quanto aos substitutos, o Nélson Oliveira marcou um bom golo, mas quando meter na cabeça que há alturas em que deve soltar a bola para um colega, em vez de rematar à baliza, vai ser um jogador extraordinário. O Matic também entrou muito bem para dar equilíbrio ao meio-campo e permitir que o Witsel se soltasse para o ataque. Finalmente, o Nolito veio agitar a partida e dar-nos profundidade atacante.

Foi um triunfo justíssimo perante uma equipa de quem eu sinceramente esperava mais. Por isso, é que eu não gosto de treinadores italianos. Veio para defender o 0-0 e, quando foi preciso ir buscar o resultado, a equipa já não sabia o que fazer. Vamos saborear esta vitória e esperava que ela catapulte a equipa para os patamares exibicionais que teve há não muito pouco tempo. Quanto ao adversário dos quartos-de-final, logo veremos quais as outras equipas qualificadas e o que nos reservará o sorteio da próxima semana. Mas com um bocadinho de sorte neste, pode ser que esta não seja a nossa última etapa…

sábado, março 03, 2012

Kryptonite

Perdemos em casa com o CRAC (2-3) e dissemos adeus ao título. Não “matematicamente”, claro está, porque três (quatro, na prática) pontos de desvantagem não são uma distância inultrapassável, mas porque três derrotas em quatro jogos e oito pontos perdidos nas últimas três jornadas não auguram nada de bom para o futuro. É inevitável que o filme de terror da última temporada esteja a passar de novo na minha cabeça. A minha última esperança é o Vítor Pereira, mas acho que mesmo apesar dele o CRAC irá conseguir revalidar o título.

Mais uma vez, entrámos com medo do CRAC. Medo! A jogar em casa. Contra uma equipa treinada pelo Vítor Pereira. Que já não tem o Falcão. Que tem feito jogos miseráveis este ano. Incompreensível! Eles fizeram o 0-1 numa bomba do Hulk aos 6’, com todo o tempo do mundo para preparar o remate, porque o Emerson estar lá ou não estar é a mesma coisa… Demorámos mais de 20’ a perceber que também era suposto jogarmos e não apenas ver o adversário jogar. O Cardozo falhou um golo incrível, mas fez o empate aos 42’. Na 2ª parte, não poderíamos ter entrado melhor e um livre telecomandado pelo Aimar encontrou a cabeça do Cardozo para o 2-1 aos 48’. Conseguíamos o mais difícil, a reviravolta, e com dois golos em momentos decisivos, que tinham tudo para dar cabo da moral do adversário. Aos 58’, o Vítor Pereira tira o Rolando para entrar o James Rodríguez e coloca o Djalma (já com amarelo) a defesa-direito. Comentei com os meus colegas de bancada que, com cabecinha, tínhamos uma hipótese de ouro de vingar os 5-0 da época passada. O CRAC estava todo partido, nós acelerávamos um bocado e conseguíamos contra-ataques perigosos, era só uma questão de não nos deixarmos deslumbrar. Infelizmente, aos 64’, o Gaitán prefere pela enésima vez fintar com a equipa desequilibrada no ataque, em vez de passar a bola a um colega melhor colocado (e o Nolito estava mesmo ao lado), perde a bola, o CRAC faz um contra-ataque perigoso e o Emerson deixa o James Rodríguez rematar à vontade à entrada da área para o golo do empate. Não satisfeito com as duas ofertas, o Emerson rasteira o Hulk por trás, já com um amarelo, e claro que o Sr. Pedro Proença não perdeu a oportunidade de o expulsar aos 77’. Acabámos com o Gaitán(!) a defesa-esquerdo. Aos 87’, o fiscal-de-linha não quis ver dois jogadores do CRAC em fora-de-jogo num livre e o Artur escolheu o pior jogo de todos para imitar o Roberto (mas ainda tem imenso crédito a seu favor, como é óbvio). Vitória do CRAC com um golo ilegal, tal como eles gostam e lhes fica bem.

O Cardozo foi o melhor do Benfica. Há quem prefira olhar para o falhanço, eu prefiro olhar para estes dois golos e para os 123 em 198 jogos. Além de que se fartou de ganhar bolas de cabeça. De todos os outros, não houve ninguém que se tenha destacado mais pela positiva. A boa notícia deste jogo é que o Emerson não vai poder jogar para a semana. Ele que esteve em dois golos do adversário e se deixou expulsar, hipotecando nessa altura as nossas hipóteses de ganhar o jogo. Também ligado a dois dos golos do CRAC está o Gaitán (a falta para o 2-3 é dele). Mas, no fundo, a culpa não é deles…

Não há nada a fazer. O CRAC é a kryptonite do Jesus. Tem sempre uma travadinha contra eles. Neste jogo, deve ter juntado mais um recorde aos que tem conseguido no Benfica: julgo que nenhum treinador nosso deve ter três derrotas CONSECUTIVAS em casa frente ao CRAC. A maneira como entrámos no jogo é absolutamente lamentável. Uma tremideira para a qual é difícil encontrar justificações. Demorámos 20’ a recompor-nos, mas depois desbaratámos uma vantagem no marcador já na 2ª parte. Como já tínhamos desbaratado um avanço pontual que nos permitia, mesmo com este resultado, estar hoje no comando com dois pontos de vantagem. Lamento muito, mas não pode ser. Eu que pensava que as humilhações do ano passado eram insuperáveis, não sei bem o que hei-de pensar da transformação de um +5 num -3 em apenas 11 dias. Não sei como é que ainda se insiste num Emerson. Não sei como é que ainda não se puniu um Gaitán por sair a fintar em zona proibida. Não sei como é que se diz que os outros é que têm estar preocupados por nós estarmos na frente e se empata o jogo seguinte em casa de uma equipa que não ganha desde Setembro. Não sei como é que se diz que o CRAC não melhorou com o Lucho e o Janko. E fico-me por aqui, porque o post já está muito extenso…

Eu trocava de bom grado o recorde das 18 vitórias consecutivas, dos 37 jogos seguidos a marcar e o melhor futebol desde as primeiras épocas do Eriksson, por não ter que ver estas humilhações. Três derrotas seguidas são demais para mim. Não aguento. E ainda vamos ter que os receber para a Taça da Liga… Como disse no post anterior, espero que o Jesus saiba tirar as devidas ilações no final desta época.

P.S. – Como é óbvio, fomos roubados pelo Sr. Pedro Proença. Aquele último golo é um escândalo. Mas não é nada que não se estivesse já a prever. Nos jogos entre os três grandes que ele apitou, nós nunca ganhámos e o CRAC nunca perdeu. Já sabíamos que tínhamos de estar preparados para jogar contra 14. Mas com as abébias que demos, era difícil conseguir ganhar contra quem já começou o jogo em superioridade numérica.

sexta-feira, março 02, 2012

Momento-chave da época

Não nos iludamos: hoje vai decidir-se o futuro desta temporada.

domingo, fevereiro 26, 2012

A perder gás

Depois de 37 jogos seguidos, ficámos pela segunda jornada consecutiva sem marcar e empatámos em Coimbra 0-0. Com este desaire, desbaratámos os cinco pontos de vantagem que tínhamos perante o CRAC (que irá obviamente ganhar mais logo em casa ao Feirense). Estamos numa fase de retrocesso exibicional e em termos de resultados na altura mais decisiva da época! A continuar assim, o futuro avizinha-se muito negro…

A 1ª parte explica-se muito facilmente: zero velocidade deu origem a quase zero oportunidades de golo. Salvou-se uma cabeçada do Aimar defendida pelo Peiser e pouco mais. Com o Rodrigo a ressentir-se da entrada do animal na Rússia e a ficar fora dos 18, parece que já não sabemos jogar sem as mudanças de velocidade dele. Junte-se a isso um Gaitán péssimo, um Aimar pouco produtivo e 11 jogadores da Académica dentro do seu meio-campo, e não se consegue fazer nada de significativo.

Na 2ª parte, entrou o Nélson Oliveira para o lugar do Matic (espero que seja o último jogo sem o Javi García, que já esteve no banco) e a partida mudou de figura. Ele trouxe a velocidade que precisávamos, é um facto, e fez mexer bastante o nosso ataque, mas infelizmente falhou três(!) oportunidades de baliza aberta, uma das quais sem o guarda-redes na baliza! Assim, é difícil ganhar jogos… O Nolito, entretanto entrado, também permitiu uma defesa ao Peiser mesmo no final da partida e ainda houve outros lances em que poderíamos ter marcado. A Académica contra-atacou muito mais na 2ª parte, mas estivemos bem na defesa e raramente os deixámos criar perigo.

Em termos individuais, o Nélson Oliveira acabou por ser a figura do jogo pela positiva e negativa. Com o Rodrigo em campo, teríamos certamente aproveitado pelo menos uma daquelas oportunidades, mas a qualidade do Nélson não engana. De resto, sinceramente, não me lembro de mais ninguém que tenha feito um bom jogo. Excepção feita ao Garay, que acabou por cortar alguns lances deles que poderiam ter sido perigosos. Para além do Gaitán e Aimar, também o Cardozo passou ao lado do jogo (como em Guimarães). Do Emerson, continuo a dizer o mesmo: será um milagre ganharmos qualquer coisa, com um lateral-esquerdo daqueles… Por duas vezes, apareceu à vontade na grande-área do lado esquerdo para centrar para quem quisesse, por duas vezes a bola não chegou a nenhum jogador nosso…

Agora é tudo muito simples e vou escrever já isto para ficar registado: ou ganhamos aos corruptos na próxima 6ª feira, ou a época vai toda por água abaixo. O momentum está todo do lado neles (cinco pontos recuperados em apenas duas jornadas vão fazer esquecer humilhações europeias) e mesmo um empate vai beneficiá-los imenso em termos psicológicos. Se não lhes ganharmos, duvido que consigamos eliminar o Zenit quatro dias depois, porque iremos estar com a moral muito afectada. Sim, o que se passou na época anterior ainda está muito vivo na minha memória. Portanto, o Jesus pode dizer que o quiser cá para fora, que eu espero que lá para dentro o discurso seja bem diferente: sim, o jogo frente ao CRAC É decisivo!

P.S. – Claro está que numa partida em que a bola não quis entrar, o Sr. Hugo Miguel conseguiu transformar um penalty sobre o Aimar na 2ª parte em falta atacante(!) e não ver ainda na 1ª um braço na bola depois de um centro do Bruno César. Enfim, o costume, mas nada que não estivéssemos já a prever. Apoia-se o Fernando Gomes para a Liga e Federação, e depois quer-se milagres. Está bem, está…

quarta-feira, fevereiro 22, 2012

Thank you - parte II

Ou melhor, parte 4! O que é mais incrível é que o 4-0 soube-me a pouco. Tivesse o Mancini feito jus à equipa que tem, não a tivesse posto na retranca e a jogar no erro do adversário (tipicamente italiano), e teríamos uma alegria ainda mais épica. Mesmo assim, para além dos quatro, foi uma bola ao poste e mais dois isolados que falharam. Foi pena. Mas 6-1 no conjunto das duas mãos é o resultado que ficará para a história. E que bela história esta!

terça-feira, fevereiro 21, 2012

Livres e cantos

Depois de vários meses em que só fomos derrotados na Taça de Portugal, eis que em apenas cinco dias averbamos duas derrotas consecutivas. Perdemos em Guimarães por 0-1 e interrompemos igualmente uma fantástica série de jogos consecutivos a marcar (desde a malfadada meia-final da Liga Europa em Braga em Maio que marcávamos em todos os jogos e, para o campeonato, desde a derrota por 0-5 na casa do CRAC em Novembro de 2010 que não ficávamos a zeros). Foi uma exibição muito desinspirada perante um adversário que deve ter feito o melhor jogo da época.

Confesso que estranhei a constituição inicial da equipa, porque sem o Javi García lesionado, o Jesus ainda deixou o Witsel no banco, fazendo alinhar o Aimar e os dois pontas-de-lança. Era uma formação muito atacante e o que é facto é que tivemos sempre muita dificuldade em impor o nosso jogo. O V. Guimarães marcava muito bem o Aimar e nós não conseguíamos construir tantas oportunidades de golo como é habitual. Mesmo assim houve uns quantos lances em que poderíamos ter marcado, mas o Nolito falhou um canto à Camacho quando estava em óptima posição, o Gaitán rematou ao lado numa boa jogada individual e o Matic atirou com a nuca, não aproveitando uma saída em falso do Nilson. Na defesa, o Luisão e o Artur mostravam-se invulgarmente pouco seguros. O jogo arrastava-se para o intervalo, quando o auxiliar do Sr. Carlos Xistra, o Sr. José Cardinal, inventou uma falta perto da linha lateral a favor do V. Guimarães de que resultou o único golo da partida. O Cardozo não saltou como devia e o Matic, em vez de se preocupar com os pés do adversário e a bola, só se preocupou em agarrar o Toscano, que assim conseguiu rematar à meia-volta, acabando por marcar.

Na 2ª parte, a partida teve só um sentido, mas como disse o Jesus no final tivemos menos oportunidades do que na 1ª. O Nolito isolado sobre a esquerda permitiu a defesa do Nilson e o Cardozo num canto aproveitou um ressalto, mas rematou por cima quando se rematasse em direcção ao relvado teria provavelmente marcado. Aos 58’, o Jesus tirou o Matic para colocar o Witsel, mas só voltou a mexer na equipa aos 85’! E foi pena, porque o Nolito desceu muito de produção na 2ª parte e talvez o Bruno César devesse ter entrado mais cedo. Nunca demos a sensação que poderíamos dar a volta ao resultado, mas pelo que fizemos também não merecíamos sair derrotados.

Em termos individuais, é difícil destacar alguém numa partida tão pouco conseguida da nossa parte. Talvez o Garay tenha sido o menos mau, o Nolito fez uma boa 1ª parte, mas caiu muito na 2ª e Aimar também nunca se escondeu, embora as coisas nem sempre tenham corrido pelo melhor. Ao invés, o Cardozo passou completamente ao lado do jogo, o Rodrigo não esteve tão bem como em jogos anteriores (provavelmente resquícios ainda da patada do animal na Rússia), o Matic não é decididamente o Javi García e será um milagre se conseguirmos ganhar algo com um lateral-esquerdo como o Emerson…

Claro está que, mesmo com um jogo menos conseguido, se soubéssemos marcar convenientemente livres e cantos (devemos ter tido entre 15 e 20 no total!), teríamos ganho. É inadmissível que uma equipa como a nossa não aproveite melhor estes lances e marque os cantos todos para a cabeça do primeiro defesa, e os livres todos directos para o guarda-redes. Apesar desta derrota, mantemo-nos na liderança do campeonato, mas agora apenas com dois pontos de vantagem sobre os corruptos. O que faz com que tenhamos que lhes ganhar quando os recebermos na Luz daqui a duas jornadas, porque o empate deixou de ser um bom resultado. Mas antes, claro está, é imprescindível uma vitória em Coimbra no próximo fim-de-semana. Espero que esta semana negativa não tenha repercussões nos próximos jogos.

sexta-feira, fevereiro 17, 2012

Thank you!


Agora, sff, um 5-0 na 2ª mão.

quinta-feira, fevereiro 16, 2012

Cão imundo

Perdemos ingloriamente em São Petersburgo com o Zenit por 3-2 e estamos em desvantagem nos oitavos-de-final da Liga dos Campeões. Foi uma derrota muito amarga, já que empatámos o jogo aos 87’ e um erro incrível do Maxi Pereira, que estava a ser o melhor em campo, um minuto(!) depois deu novo golo ao adversário. Saio desta partida com uma sensação de frustração enorme e algo apreensivo (já explico melhor porquê) quanto ao desfecho da eliminatória, apesar de obviamente tudo continuar em aberto.

O título deste post deve-se ao momento do jogo: aos 17’, esse animal hediondo que eu me recuso a nomear agrediu o Rodrigo, num lance parecido com este. Felizmente não partiu a perna ao nosso jogador, mas provocou-lhe uma lesão que certamente o vai impedir de jogar nos próximos jogos. É o que se chama uma entrada “para memória futura”, já que se avizinha o jogo com os assumidamente corruptos (e a 2ª mão) e nada melhor do que pôr fora de jogo o jogador do Benfica em melhor forma. Começava mal a partida jogada nuns inacreditáveis -13ºC(!) e com o relvado naturalmente em péssimo estado. A jogar momentaneamente com 10, marcámos um golo pouco depois. Aos 20’, o Cardozo bate um livre, o guarda-redes defende para a frente e o Maxi Pereira recarga para o 0-1. O Rodrigo ainda voltou a entrar, mas apenas para dar tempo ao Aimar para aquecer e a substituição deu-se aos 27’. A partir do nosso golo, o Zenit acordou e passou a jogar à bola. Aumentou o ritmo e conseguiu empatar aos 27’, já depois de o Artur ter feito uma boa defesa, por parte do Shirokov, num lance em que se sentiu a falta do Javi García, já que o adversário apareceu sem marcação à entrada da área, com o Matic (que até fez um jogo razoável) nas covas. Até ao intervalo, poderia ter havido mais golos quer numa quer noutra baliza, mas a falta de pontaria imperou. Para além disso, alguns passes mal feitos impediram-nos de dar a melhor sequência a contra-ataques que poderiam ter sido perigosos.

A 2ª parte iniciou-se do mesmo modo que a 1ª,com as equipas num ritmo baixo e sem querer arriscar muito. O Gaitán de ângulo quase impossível e principalmente o Cardozo, numa boa jogada do Emerson, poderiam ter marcado, embora os russos também tenham tido uma boa oportunidade num remate por cima. Mas uma desatenção do Emerson, que não acompanhou o jogador que subiu no seu flanco depois de um toque de calcanhar do Kerzhakov, provocou o 2-1 marcado com outro toque de calcanhar(!) pelo Semak aos 71’. Ao contrário da 1ª parte, o Zenit não estava a justificar estar em vantagem no marcador, facto que aconteceu nos 10’ seguintes em que passámos um mau bocado. Cheguei a desejar que a partida terminasse aos 80’, porque estava mesmo a ver um terceiro golo. Mas nos últimos 10’ recompusemo-nos e acabámos por fazer o empate aos 87’ pelo Cardozo, depois de um remate atabalhoado do Gaitán que o guarda-redes defendeu para a frente, o que permitiu ao Tacuara marcar em 10 dos últimos 11 jogos em que participou (não fossem aqueles 5’ frente ao Marítimo na Taça da Liga e onde já ia o recorde do Eusébio…). Gritei o golo como há algum tempo não o fazia, mas o balde de água gélida veio logo no minuto seguinte quando o Maxi Pereira assistiu o Shirokov para o 3-2. Até final, o Nolito ainda teve um bom remate, mas o resultado manteve-se.

Em termos individuais, o Maxi Pereira e o Emerson (sim, o Emerson!) estavam os nossos melhores jogadores, mas cada um deles borrou a pintura ao estar ligado a um golo do Zenit. Assim como o Matic, que fez uma exibição muito personalizada, com excepção do esquecimento do 1-1. O Artur acabou por só fazer uma defesa e sofrer três golos sem culpa nenhuma. Os centrais não estiveram mal e o Garay livrou-se do amarelo que o impediria de jogar na 2ª mão, algo que INFELIZMENTE não aconteceu com o Aimar, que foi vítima de um critério incrível do Sr. Jonas Eriksson, árbitro sueco, que o admoestou num lance de disputa de bola (depois de só ter mostrado amarelo ao cão imundo no lance com o Rodrigo!). O Gaitán e o Witsel ganhariam muito se libertassem mais a bola e não se pusessem a fintar à saída(!) da nossa área, e não estiveram tão bem como em partidas anteriores (em especial, o belga). O Bruno César, que jogou em vez do Nolito, cumpriu, mas o espanhol mexeu com as coisas quando entrou. O Cardozo lá somou mais um golo e participou activamente no outro, mas teve mais ocasiões em que poderia ter rematado melhor do que fez. O Rodrigo poderia ter sido decisivo, mas o animal assassino não o permitiu.

Fiquei apreensivo para o jogo da 2ª mão, quando vi na flash interview a expressão do Jesus quando lamentou o facto de o Aimar não poder jogar. Iria ser muito importante para descobrir espaços na presumível muralha russa. Por outro lado, vamos ver como evolui o Rodrigo, porque sem nenhum deles o panorama torna-se mais negro. Além disso, estamos em desvantagem e eu bem vi como os russos se defenderam na pocilga, com o catenaccio do Spalletti a funcionar na perfeição. A juntar a isto, estarão com mais três semanas de treinos e, se já neste jogo não se notou a diferença de ritmo entre as equipas, ainda será pior na 2ª mão. Era bom que o Malafeev, o guarda-redes titular, continuasse de fora. Conforta-me saber que estamos há não-sei-quantos jogos a marcar consecutivamente e basta 1-0 para passarmos, mas todo o cuidado será pouco numa semana terrível, pois será apenas quatro dias depois de termos recebido os assumidamente corruptos.

P.S. – Espero bem que isto se verifique.

domingo, fevereiro 12, 2012

De luxo

A melhor exibição da época permitiu-nos derrotar o Nacional (4-1) e manter pelo menos a distância de cinco pontos em relação ao segundo classificado. Foi a 100ª vitória de Jorge Jesus ao comando do Benfica em apenas 141 jogos e é absolutamente notável esta percentagem de 70,92%. Noutras contas, foi a nossa 11ª vitória consecutiva e a 7ª jornada consecutiva do Cardozo a marcar para o campeonato. São números impressionantes e explicam muito da nossa supremacia nesta época.

Sem o Maxi Pereira, o Jesus inovou ao colocar o Witsel a defesa-direito(!), o que, juntamente com a falta por lesão do Javi García e consequente titularidade do Matic, me deixou um pouco de pé atrás no início da partida. Mas os meus receios foram infundados, porque assistimos ao regresso do rolo-compressor durante a maior parte do 1º tempo. O Nacional até entrou a trocar bem a bola, mas aos 9’ colocámo-nos em vantagem com uma cabeçada do Garay, que ainda desviou no Matic, na sequência de um livre. A partir daqui, tomámos conta do jogo e as oportunidades foram surgindo em catadupa. Poderíamos e deveríamos ter aproveitado melhor as hipóteses de marcar (Nolito, Cardozo ao poste e recarga do Rodrigo isolado ao lado), mas lá chegámos ao 2-0 aos 21’ num lance genial do Gaitán, que ultrapassou quatro defesas(!), e fez com que o Cardozo só tivesse que empurrar. Como a partida estava bastante desequilibrada, o Sr. Jorge Sousa resolveu entrar em acção e inventar um penalty a favor do Nacional por pretensa falta do Emerson, que nunca existiu. Foi aos 29’ que sofremos o golo, desconcentrámo-nos um pouco, mas felizmente que voltámos a repor a diferença em dois golos aos 39’, na sequência de uma boa jogada colectiva com finalização do Rodrigo.

A 2ª parte foi me nos interessante, porque tirámos um pouco o pé do acelerador (já a pensar na viagem a S. Petersburgo) e fomos muito menos vezes velozes do que na 1ª parte. Mesmo assim fomos criando perigo, mas não deixámos que fosse recíproco e chegámos ao 4-1 aos 61’ novamente pelo Rodrigo a meter a bola num ângulo quase impossível. Com as substituições, o ritmo foi-se quebrando um pouco e o Sr. Jorge Sousa assinalou um penalty a nosso favor já perto do final (ena, ena!), mas o Cardozo falhou ao atirar por cima. Escusado será dizer que saí do estádio um pouco chateado, porque detesto que a última imagem seja a de um penalty falhado (se calhar, Jesus, já ia sendo altura de mudar o marcador oficial, não? É que qualquer dia esta brincadeira saiu-nos muito cara…). O final da partida chegou em ritmo bastante lento e não foram criadas mais oportunidades.

Em termos individuais, o Rodrigo foi o homem do jogo ao bisar. Para além disso, lutou, correu, veio buscar jogo atrás, está feito um jogador completo. O Gaitán resolveu abrir o livro (bem-dita proximidade da Champions…) e foi determinante na vitória. O Nolito não foi tão decisivo como em jogos passados, mas não sabe verdadeiramente jogar mal. Aimar é o mais próximo da perfeição que podemos ver por estes dias. O Cardozo lá marcou mais um, mas a história dos penalties deve acabar para bem dele. Na defesa, não tivemos grandes problemas e estiveram todos bem. Uma palavra final para o Witsel, que começou a defesa-direito, e não se pode dizer que tenha comprometido.

Estamos bem embalados e a jogar como na melhor altura de Jesus. Agora há que virar agulhas para a Liga do Campeões e tentar ultrapassar as temperaturas negativas e a ameaça de neve em São Petersburgo para a próxima 4ª feira. Quanto ao campeonato, as duas próximas jornadas são fundamentais, com saídas a Guimarães e a Coimbra. Depois receberemos o CRAC e é imperioso mantermos, pelo menos, os cinco pontos de distância.

sexta-feira, fevereiro 10, 2012

A melhor notícia do ano (até agora)

Deus vai continuar connosco durante mais uma época. Obrigado, Senhor!

segunda-feira, fevereiro 06, 2012

Agradável

Derrotámos o Marítimo por 3-0 e estamos mais uma vez nas meias-finais da Taça da Liga. Foi uma vitória incontestável num jogo bem disputado e perante uma das melhores equipas do nosso campeonato. Iremos agora defrontar os assumidamente corruptos no nosso estádio para tentar chegar à 4ª final consecutiva.

A partida iniciou-se logo com um grande susto quando um adversário surgiu isolado frente ao Eduardo, que voltou a fazer bem a mancha tal como tinha sucedido em Guimarães. Nós criámos igualmente duas ou três boas oportunidades antes do golo do Nélson Oliveira aos 13’ depois de uma óptima abertura do Saviola. Até ao intervalo poderíamos ter aumentado o score, mas o guardião contrário (Salin) e alguma falta de pontaria foram-no impedindo.

Na 2ª parte, não baixámos o ritmo apesar de estarmos na prática com dois golos de vantagem (já que o empate também nos qualificaria). Aos 58’, o Artur Soares Dias expulsou o Pouga por cotovelada no Javi García. Visto na televisão, parece um pouco exagerado. A partir daqui, o Marítimo deixou de ser tão acutilante em termos atacantes e as oportunidades foram-se sucedendo para nós, com o Nélson Oliveira a estar em destaque ao falhar algumas. O Jesus mexeu na equipa e em boa hora o fez, já que foi o Rodrigo a sentenciar a partida, com dois golos aos 72’ e 80’. Até final, ainda deu para estrear o Djaló e para falhar mais uns quantos golos.

Em termos individuais e apesar de alguma fussanguice, o Nélson Oliveira merece o destaque, porque não só marcou um golo (e falhou outros dois) como esteve muito mexido na frente e a dar imenso trabalho à defesa contrária. O Rodrigo com dois golos tornou-se na outra grande figura da partida. O Nolito é outro jogador de quem eu gosto imenso e só pecou na finalização, já que foi o raçudo do costume (mas devia ter passado ao Cardozo no último lance do encontro…). O Gaitán também esteve mais comprometido com o jogo em relação ao Santa Clara. O Aimar é o Aimar e não é preciso dizer mais nada. O Javi García foi muito importante nos equilíbrios defensivos, já que teve que valer por ele e pelo Witsel (que ficou no banco). A defesa portou-se razoavelmente tendo em conta que faltou o Luisão e espero que o Capdevila tenha mais hipóteses, já que é por demais evidente que não fica a dever nada ao Emerson (para ser simpático para este…). O Saviola é que continua numa forma sofrível, ou então perde por comparação com os outros companheiros de ataque. Quanto ao Djaló, está claramente sem ritmo, mas mesmo assim poderia ter marcado.

Cumprimos a nossa obrigação e agora aguardemos o encontro das meias-finais, que virá depois de jogos muito mais importantes para as outras duas competições.

P.S. – Há oportunidades que se perdem ingloriamente. Não percebi a entrada do Cardozo nos últimos cinco minutos. Ok, a ovação ao Nélson Oliveira era merecida, mas poderia ter entrado outro jogador. O Cardozo marcava há oito jogos consecutivos e poderia ultrapassar o recorde do Eusébio se marcasse no nono. Em cinco minutos, isso não aconteceu (ai Nolito, Nolito…) e não vimos história. O Jesus bem que poderia ter pensado nisto, já que o resultado mais que feito…