origem

quarta-feira, fevereiro 22, 2012

Thank you - parte II

Ou melhor, parte 4! O que é mais incrível é que o 4-0 soube-me a pouco. Tivesse o Mancini feito jus à equipa que tem, não a tivesse posto na retranca e a jogar no erro do adversário (tipicamente italiano), e teríamos uma alegria ainda mais épica. Mesmo assim, para além dos quatro, foi uma bola ao poste e mais dois isolados que falharam. Foi pena. Mas 6-1 no conjunto das duas mãos é o resultado que ficará para a história. E que bela história esta!

terça-feira, fevereiro 21, 2012

Livres e cantos

Depois de vários meses em que só fomos derrotados na Taça de Portugal, eis que em apenas cinco dias averbamos duas derrotas consecutivas. Perdemos em Guimarães por 0-1 e interrompemos igualmente uma fantástica série de jogos consecutivos a marcar (desde a malfadada meia-final da Liga Europa em Braga em Maio que marcávamos em todos os jogos e, para o campeonato, desde a derrota por 0-5 na casa do CRAC em Novembro de 2010 que não ficávamos a zeros). Foi uma exibição muito desinspirada perante um adversário que deve ter feito o melhor jogo da época.

Confesso que estranhei a constituição inicial da equipa, porque sem o Javi García lesionado, o Jesus ainda deixou o Witsel no banco, fazendo alinhar o Aimar e os dois pontas-de-lança. Era uma formação muito atacante e o que é facto é que tivemos sempre muita dificuldade em impor o nosso jogo. O V. Guimarães marcava muito bem o Aimar e nós não conseguíamos construir tantas oportunidades de golo como é habitual. Mesmo assim houve uns quantos lances em que poderíamos ter marcado, mas o Nolito falhou um canto à Camacho quando estava em óptima posição, o Gaitán rematou ao lado numa boa jogada individual e o Matic atirou com a nuca, não aproveitando uma saída em falso do Nilson. Na defesa, o Luisão e o Artur mostravam-se invulgarmente pouco seguros. O jogo arrastava-se para o intervalo, quando o auxiliar do Sr. Carlos Xistra, o Sr. José Cardinal, inventou uma falta perto da linha lateral a favor do V. Guimarães de que resultou o único golo da partida. O Cardozo não saltou como devia e o Matic, em vez de se preocupar com os pés do adversário e a bola, só se preocupou em agarrar o Toscano, que assim conseguiu rematar à meia-volta, acabando por marcar.

Na 2ª parte, a partida teve só um sentido, mas como disse o Jesus no final tivemos menos oportunidades do que na 1ª. O Nolito isolado sobre a esquerda permitiu a defesa do Nilson e o Cardozo num canto aproveitou um ressalto, mas rematou por cima quando se rematasse em direcção ao relvado teria provavelmente marcado. Aos 58’, o Jesus tirou o Matic para colocar o Witsel, mas só voltou a mexer na equipa aos 85’! E foi pena, porque o Nolito desceu muito de produção na 2ª parte e talvez o Bruno César devesse ter entrado mais cedo. Nunca demos a sensação que poderíamos dar a volta ao resultado, mas pelo que fizemos também não merecíamos sair derrotados.

Em termos individuais, é difícil destacar alguém numa partida tão pouco conseguida da nossa parte. Talvez o Garay tenha sido o menos mau, o Nolito fez uma boa 1ª parte, mas caiu muito na 2ª e Aimar também nunca se escondeu, embora as coisas nem sempre tenham corrido pelo melhor. Ao invés, o Cardozo passou completamente ao lado do jogo, o Rodrigo não esteve tão bem como em jogos anteriores (provavelmente resquícios ainda da patada do animal na Rússia), o Matic não é decididamente o Javi García e será um milagre se conseguirmos ganhar algo com um lateral-esquerdo como o Emerson…

Claro está que, mesmo com um jogo menos conseguido, se soubéssemos marcar convenientemente livres e cantos (devemos ter tido entre 15 e 20 no total!), teríamos ganho. É inadmissível que uma equipa como a nossa não aproveite melhor estes lances e marque os cantos todos para a cabeça do primeiro defesa, e os livres todos directos para o guarda-redes. Apesar desta derrota, mantemo-nos na liderança do campeonato, mas agora apenas com dois pontos de vantagem sobre os corruptos. O que faz com que tenhamos que lhes ganhar quando os recebermos na Luz daqui a duas jornadas, porque o empate deixou de ser um bom resultado. Mas antes, claro está, é imprescindível uma vitória em Coimbra no próximo fim-de-semana. Espero que esta semana negativa não tenha repercussões nos próximos jogos.

sexta-feira, fevereiro 17, 2012

Thank you!


Agora, sff, um 5-0 na 2ª mão.

quinta-feira, fevereiro 16, 2012

Cão imundo

Perdemos ingloriamente em São Petersburgo com o Zenit por 3-2 e estamos em desvantagem nos oitavos-de-final da Liga dos Campeões. Foi uma derrota muito amarga, já que empatámos o jogo aos 87’ e um erro incrível do Maxi Pereira, que estava a ser o melhor em campo, um minuto(!) depois deu novo golo ao adversário. Saio desta partida com uma sensação de frustração enorme e algo apreensivo (já explico melhor porquê) quanto ao desfecho da eliminatória, apesar de obviamente tudo continuar em aberto.

O título deste post deve-se ao momento do jogo: aos 17’, esse animal hediondo que eu me recuso a nomear agrediu o Rodrigo, num lance parecido com este. Felizmente não partiu a perna ao nosso jogador, mas provocou-lhe uma lesão que certamente o vai impedir de jogar nos próximos jogos. É o que se chama uma entrada “para memória futura”, já que se avizinha o jogo com os assumidamente corruptos (e a 2ª mão) e nada melhor do que pôr fora de jogo o jogador do Benfica em melhor forma. Começava mal a partida jogada nuns inacreditáveis -13ºC(!) e com o relvado naturalmente em péssimo estado. A jogar momentaneamente com 10, marcámos um golo pouco depois. Aos 20’, o Cardozo bate um livre, o guarda-redes defende para a frente e o Maxi Pereira recarga para o 0-1. O Rodrigo ainda voltou a entrar, mas apenas para dar tempo ao Aimar para aquecer e a substituição deu-se aos 27’. A partir do nosso golo, o Zenit acordou e passou a jogar à bola. Aumentou o ritmo e conseguiu empatar aos 27’, já depois de o Artur ter feito uma boa defesa, por parte do Shirokov, num lance em que se sentiu a falta do Javi García, já que o adversário apareceu sem marcação à entrada da área, com o Matic (que até fez um jogo razoável) nas covas. Até ao intervalo, poderia ter havido mais golos quer numa quer noutra baliza, mas a falta de pontaria imperou. Para além disso, alguns passes mal feitos impediram-nos de dar a melhor sequência a contra-ataques que poderiam ter sido perigosos.

A 2ª parte iniciou-se do mesmo modo que a 1ª,com as equipas num ritmo baixo e sem querer arriscar muito. O Gaitán de ângulo quase impossível e principalmente o Cardozo, numa boa jogada do Emerson, poderiam ter marcado, embora os russos também tenham tido uma boa oportunidade num remate por cima. Mas uma desatenção do Emerson, que não acompanhou o jogador que subiu no seu flanco depois de um toque de calcanhar do Kerzhakov, provocou o 2-1 marcado com outro toque de calcanhar(!) pelo Semak aos 71’. Ao contrário da 1ª parte, o Zenit não estava a justificar estar em vantagem no marcador, facto que aconteceu nos 10’ seguintes em que passámos um mau bocado. Cheguei a desejar que a partida terminasse aos 80’, porque estava mesmo a ver um terceiro golo. Mas nos últimos 10’ recompusemo-nos e acabámos por fazer o empate aos 87’ pelo Cardozo, depois de um remate atabalhoado do Gaitán que o guarda-redes defendeu para a frente, o que permitiu ao Tacuara marcar em 10 dos últimos 11 jogos em que participou (não fossem aqueles 5’ frente ao Marítimo na Taça da Liga e onde já ia o recorde do Eusébio…). Gritei o golo como há algum tempo não o fazia, mas o balde de água gélida veio logo no minuto seguinte quando o Maxi Pereira assistiu o Shirokov para o 3-2. Até final, o Nolito ainda teve um bom remate, mas o resultado manteve-se.

Em termos individuais, o Maxi Pereira e o Emerson (sim, o Emerson!) estavam os nossos melhores jogadores, mas cada um deles borrou a pintura ao estar ligado a um golo do Zenit. Assim como o Matic, que fez uma exibição muito personalizada, com excepção do esquecimento do 1-1. O Artur acabou por só fazer uma defesa e sofrer três golos sem culpa nenhuma. Os centrais não estiveram mal e o Garay livrou-se do amarelo que o impediria de jogar na 2ª mão, algo que INFELIZMENTE não aconteceu com o Aimar, que foi vítima de um critério incrível do Sr. Jonas Eriksson, árbitro sueco, que o admoestou num lance de disputa de bola (depois de só ter mostrado amarelo ao cão imundo no lance com o Rodrigo!). O Gaitán e o Witsel ganhariam muito se libertassem mais a bola e não se pusessem a fintar à saída(!) da nossa área, e não estiveram tão bem como em partidas anteriores (em especial, o belga). O Bruno César, que jogou em vez do Nolito, cumpriu, mas o espanhol mexeu com as coisas quando entrou. O Cardozo lá somou mais um golo e participou activamente no outro, mas teve mais ocasiões em que poderia ter rematado melhor do que fez. O Rodrigo poderia ter sido decisivo, mas o animal assassino não o permitiu.

Fiquei apreensivo para o jogo da 2ª mão, quando vi na flash interview a expressão do Jesus quando lamentou o facto de o Aimar não poder jogar. Iria ser muito importante para descobrir espaços na presumível muralha russa. Por outro lado, vamos ver como evolui o Rodrigo, porque sem nenhum deles o panorama torna-se mais negro. Além disso, estamos em desvantagem e eu bem vi como os russos se defenderam na pocilga, com o catenaccio do Spalletti a funcionar na perfeição. A juntar a isto, estarão com mais três semanas de treinos e, se já neste jogo não se notou a diferença de ritmo entre as equipas, ainda será pior na 2ª mão. Era bom que o Malafeev, o guarda-redes titular, continuasse de fora. Conforta-me saber que estamos há não-sei-quantos jogos a marcar consecutivamente e basta 1-0 para passarmos, mas todo o cuidado será pouco numa semana terrível, pois será apenas quatro dias depois de termos recebido os assumidamente corruptos.

P.S. – Espero bem que isto se verifique.

domingo, fevereiro 12, 2012

De luxo

A melhor exibição da época permitiu-nos derrotar o Nacional (4-1) e manter pelo menos a distância de cinco pontos em relação ao segundo classificado. Foi a 100ª vitória de Jorge Jesus ao comando do Benfica em apenas 141 jogos e é absolutamente notável esta percentagem de 70,92%. Noutras contas, foi a nossa 11ª vitória consecutiva e a 7ª jornada consecutiva do Cardozo a marcar para o campeonato. São números impressionantes e explicam muito da nossa supremacia nesta época.

Sem o Maxi Pereira, o Jesus inovou ao colocar o Witsel a defesa-direito(!), o que, juntamente com a falta por lesão do Javi García e consequente titularidade do Matic, me deixou um pouco de pé atrás no início da partida. Mas os meus receios foram infundados, porque assistimos ao regresso do rolo-compressor durante a maior parte do 1º tempo. O Nacional até entrou a trocar bem a bola, mas aos 9’ colocámo-nos em vantagem com uma cabeçada do Garay, que ainda desviou no Matic, na sequência de um livre. A partir daqui, tomámos conta do jogo e as oportunidades foram surgindo em catadupa. Poderíamos e deveríamos ter aproveitado melhor as hipóteses de marcar (Nolito, Cardozo ao poste e recarga do Rodrigo isolado ao lado), mas lá chegámos ao 2-0 aos 21’ num lance genial do Gaitán, que ultrapassou quatro defesas(!), e fez com que o Cardozo só tivesse que empurrar. Como a partida estava bastante desequilibrada, o Sr. Jorge Sousa resolveu entrar em acção e inventar um penalty a favor do Nacional por pretensa falta do Emerson, que nunca existiu. Foi aos 29’ que sofremos o golo, desconcentrámo-nos um pouco, mas felizmente que voltámos a repor a diferença em dois golos aos 39’, na sequência de uma boa jogada colectiva com finalização do Rodrigo.

A 2ª parte foi me nos interessante, porque tirámos um pouco o pé do acelerador (já a pensar na viagem a S. Petersburgo) e fomos muito menos vezes velozes do que na 1ª parte. Mesmo assim fomos criando perigo, mas não deixámos que fosse recíproco e chegámos ao 4-1 aos 61’ novamente pelo Rodrigo a meter a bola num ângulo quase impossível. Com as substituições, o ritmo foi-se quebrando um pouco e o Sr. Jorge Sousa assinalou um penalty a nosso favor já perto do final (ena, ena!), mas o Cardozo falhou ao atirar por cima. Escusado será dizer que saí do estádio um pouco chateado, porque detesto que a última imagem seja a de um penalty falhado (se calhar, Jesus, já ia sendo altura de mudar o marcador oficial, não? É que qualquer dia esta brincadeira saiu-nos muito cara…). O final da partida chegou em ritmo bastante lento e não foram criadas mais oportunidades.

Em termos individuais, o Rodrigo foi o homem do jogo ao bisar. Para além disso, lutou, correu, veio buscar jogo atrás, está feito um jogador completo. O Gaitán resolveu abrir o livro (bem-dita proximidade da Champions…) e foi determinante na vitória. O Nolito não foi tão decisivo como em jogos passados, mas não sabe verdadeiramente jogar mal. Aimar é o mais próximo da perfeição que podemos ver por estes dias. O Cardozo lá marcou mais um, mas a história dos penalties deve acabar para bem dele. Na defesa, não tivemos grandes problemas e estiveram todos bem. Uma palavra final para o Witsel, que começou a defesa-direito, e não se pode dizer que tenha comprometido.

Estamos bem embalados e a jogar como na melhor altura de Jesus. Agora há que virar agulhas para a Liga do Campeões e tentar ultrapassar as temperaturas negativas e a ameaça de neve em São Petersburgo para a próxima 4ª feira. Quanto ao campeonato, as duas próximas jornadas são fundamentais, com saídas a Guimarães e a Coimbra. Depois receberemos o CRAC e é imperioso mantermos, pelo menos, os cinco pontos de distância.

sexta-feira, fevereiro 10, 2012

A melhor notícia do ano (até agora)

Deus vai continuar connosco durante mais uma época. Obrigado, Senhor!

segunda-feira, fevereiro 06, 2012

Agradável

Derrotámos o Marítimo por 3-0 e estamos mais uma vez nas meias-finais da Taça da Liga. Foi uma vitória incontestável num jogo bem disputado e perante uma das melhores equipas do nosso campeonato. Iremos agora defrontar os assumidamente corruptos no nosso estádio para tentar chegar à 4ª final consecutiva.

A partida iniciou-se logo com um grande susto quando um adversário surgiu isolado frente ao Eduardo, que voltou a fazer bem a mancha tal como tinha sucedido em Guimarães. Nós criámos igualmente duas ou três boas oportunidades antes do golo do Nélson Oliveira aos 13’ depois de uma óptima abertura do Saviola. Até ao intervalo poderíamos ter aumentado o score, mas o guardião contrário (Salin) e alguma falta de pontaria foram-no impedindo.

Na 2ª parte, não baixámos o ritmo apesar de estarmos na prática com dois golos de vantagem (já que o empate também nos qualificaria). Aos 58’, o Artur Soares Dias expulsou o Pouga por cotovelada no Javi García. Visto na televisão, parece um pouco exagerado. A partir daqui, o Marítimo deixou de ser tão acutilante em termos atacantes e as oportunidades foram-se sucedendo para nós, com o Nélson Oliveira a estar em destaque ao falhar algumas. O Jesus mexeu na equipa e em boa hora o fez, já que foi o Rodrigo a sentenciar a partida, com dois golos aos 72’ e 80’. Até final, ainda deu para estrear o Djaló e para falhar mais uns quantos golos.

Em termos individuais e apesar de alguma fussanguice, o Nélson Oliveira merece o destaque, porque não só marcou um golo (e falhou outros dois) como esteve muito mexido na frente e a dar imenso trabalho à defesa contrária. O Rodrigo com dois golos tornou-se na outra grande figura da partida. O Nolito é outro jogador de quem eu gosto imenso e só pecou na finalização, já que foi o raçudo do costume (mas devia ter passado ao Cardozo no último lance do encontro…). O Gaitán também esteve mais comprometido com o jogo em relação ao Santa Clara. O Aimar é o Aimar e não é preciso dizer mais nada. O Javi García foi muito importante nos equilíbrios defensivos, já que teve que valer por ele e pelo Witsel (que ficou no banco). A defesa portou-se razoavelmente tendo em conta que faltou o Luisão e espero que o Capdevila tenha mais hipóteses, já que é por demais evidente que não fica a dever nada ao Emerson (para ser simpático para este…). O Saviola é que continua numa forma sofrível, ou então perde por comparação com os outros companheiros de ataque. Quanto ao Djaló, está claramente sem ritmo, mas mesmo assim poderia ter marcado.

Cumprimos a nossa obrigação e agora aguardemos o encontro das meias-finais, que virá depois de jogos muito mais importantes para as outras duas competições.

P.S. – Há oportunidades que se perdem ingloriamente. Não percebi a entrada do Cardozo nos últimos cinco minutos. Ok, a ovação ao Nélson Oliveira era merecida, mas poderia ter entrado outro jogador. O Cardozo marcava há oito jogos consecutivos e poderia ultrapassar o recorde do Eusébio se marcasse no nono. Em cinco minutos, isso não aconteceu (ai Nolito, Nolito…) e não vimos história. O Jesus bem que poderia ter pensado nisto, já que o resultado mais que feito…

domingo, janeiro 29, 2012

Importantíssimo

Derrotámos o Feirense na Vila da Feira por 2-1 e vamos manter-nos na frente do campeonato. Foi um jogo extraordinariamente difícil, em que começámos a perder já na 2ª parte, mas tivemos carácter e força de vontade para dar a volta ao marcador. Se formos campeões no final da época, este jogo será relembrado como fundamental para essa conquista.

Já no encontro da Luz eu tinha gostado do Feirense e essa boa impressão confirmou-se hoje. Para além do mais, as muito faladas reduzidas dimensões do terreno estiveram longe de nos ajudar e parecemos acusar um pouco este facto especialmente na 1ª parte, ao não ter a habitual desenvoltura atacante (ou isto ou o facto de o Nolito ter começado o jogo no banco…). Mesmo assim tivemos boas oportunidades, nomeadamente pelo Rodrigo que por três ocasiões poderia ter feito golo. Duas boas defesas do Paulo Lopes e um remate por cima impediram a nossa vantagem. Na defesa não estivemos bem, em especial nos lances de bola parada, já que deixámos os adversários cabecear relativamente à vontade em mais de uma ocasião. Resta acrescentar que a meio desta 1ª parte ficou por marcar um penalty escandaloso por mão da bola de um defesa num lance em que era obrigação do fiscal-de-linha do Sr. Rui Gomes Costa (por favor, não o chamem só pelo primeiro e último nome, que deveria ser marca registada!) ter assinalado a falta.

A 2ª parte começou muito animada para quem gosta de futebol, mas não para nós, benfiquistas, já que o Feirense dominou nos primeiros minutos. Marcou um golo que foi mal anulado por fora-de-jogo que não existiu (o segundo erro grave do tal fiscal-de-linha), mas pouco depois marcou outro que valeu mesmo. Outra vez de bola parada, num canto, aos 50’ e novamente com culpas para a nossa defesa, que não conseguiu defender bem o primeiro poste. As coisas complicavam-se, mas felizmente conseguimos empatar logo a seguir, aos 54’, num autogolo do Varela (que tinha marcado o golo deles) na sequência de um lançamento lateral do Maxi e desvio de cabeça do Cardozo. Na altura habitual, aos 60’, o Jesus substituiu o apagado Bruno César e o Aimar e colocou o Nolito (até que enfim!) e o Gaitán. Principalmente o espanhol revelou-se fundamental na nossa melhoria de produção e o Gaitán teve uma excelente oportunidade, mas cabeceou ao lado, quando estava sozinho só com o guarda-redes pela frente. Finalmente aos 73’ chegámos à vantagem através de um penalty indiscutível do Varela sobre o Rodrigo, que o Cardozo converteu em força para o meio da baliza. Logo a seguir, foi o Emerson que impediu novo empate do Feirense, ao cortar uma bola que iria para a baliza. Até final e em contra-ataques, poderíamos ter aumentado a vantagem (falhanço incrível do Rodrigo, isolado só com o Paulo Lopes pela frente, mesmo no último minuto), mas o resultado manteve-se.

Em termos individuais, é óbvio que o “homem do jogo” foi o Varela! :-) Falando só dos nossos, gostei do Nolito e sinceramente acho que ele deve ser titular absoluto neste momento, já que o Bruno César voltou a estar fraquito. O Cardozo esteve nos nossos dois golos, mas acabou o jogo de rastos. O Rodrigo esteve infeliz na concretização, mas também muito presente em jogo. O Javi García foi importante no meio-campo e o Witsel também, em especial na 2ª parte, mas a defesa voltou a evidenciar alguma intranquilidade. Acabou por safar um golo, mas é cada vez mais óbvio que o Emerson é o elo mais fraco da equipa e estamos sempre à espera de uma calamidade com consequências para o resultado vinda daquele lado…

Veremos o que os assumidamente corruptos farão em Barcelos, mas de certeza que não terão gostado nada de ver a nossa vitória hoje. Não fizemos uma exibição com grande “nota artística”, mas a raça e o querer que demonstrámos de certeza que preocuparam bastante os nossos rivais.

P.S. – Eu gosto muito do Cardozo, mas já o teria tirado há muito da marcação dos penalties. Por isso mesmo, não percebo porque é que o Jesus quase não quis ver o penalty, ao tapar metade da cara. Não é ele quem determina que o Cardozo é que os marca?! Então, porque é que demonstrou tanto receio?

quarta-feira, janeiro 25, 2012

Contraste

Porque o 25 de Janeiro será sempre um dia de contrastes…

70 anos de alegrias.

8 anos de tristeza.

segunda-feira, janeiro 23, 2012

Muito suado

Uma vitória por 3-1 sobre o Gil Vicente permitiu-nos continuar sozinhos no 1º lugar do campeonato. Apesar de o resultado poder indicar o contrário, foi o jogo mais difícil que tivemos na Luz este ano. O Gil Vicente jogou muito bem, bloqueou-nos os espaços todos e contra-atacou com perigo, mas felizmente o querer que demonstrámos (ajudado pela classe do Aimar) conduziu-nos ao triunfo.

A 1ª parte foi bastante fraca da nossa parte. O Gil Vicente defendeu muito bem e nós não tivemos arte para ultrapassar a defesa contrária. Mesmo assim, fizemos o 1-0 pelo inevitável Cardozo, de cabeça, aos 27’ na sequência de um livre do Nolito. Quando se pensava que o mais difícil estava conseguido, o Gil Vicente não abriu muito a sua muralha defensiva e nós não tivemos mais nenhuma flagrante oportunidade. Num lance fortuito aos 40’, sofremos o empate em mais um grande golo do Gil Vicente contra nós (parece sina), num canto em que o Artur soca para a frente e o Rodrigo Galo de fora da área remata sem hipóteses, com a bola ainda a bater na barra antes de entrar. Chegávamos ao intervalo empatados, algo que não nos acontecia desde o jogo contra o Marítimo no dia 11 de Dezembro (para o campeonato, claro está).

A 2ª parte foi ainda mais difícil do que a 1ª, já que o Gil Vicente atacou mais e poderia ter marcado em mais do que uma ocasião. Numa delas, valeu-nos São Artur com mais uma defesa espantosa. Em termos atacantes, evidenciávamos as mesmas dificuldades do 1º tempo e lá teve que entrar El Mago Aimar para o lugar do apagado Gaitán. A partir daqui, as coisas foram melhorando progressivamente, mas continuávamos sem criar grandes oportunidades de golo. Até que aos 72’ pudemos suspirar de alívio quando o Rodrigo remata fora da área e a bola tabela num defesa contrário, enganando o guarda-redes. E dois minutos depois, acabámos com as dúvidas quanto ao vencedor, quando o Aimar tabelou bem com o Nolito e, com muita classe, desviou do guarda-redes. Até final, mostrámo-nos mais interessados em guardar a bola do que em aumentar a vantagem.

Em termos individuais, o Aimar merece o destaque, porque a sua entrada melhorou substancialmente o nosso jogo e foi preponderante na vitória. Depois de uma 1ª parte fraca, o Rodrigo subiu de produção na 2ª e foi dele o golo que desbloqueou o resultado. Quanto ao Cardozo, é apenas o seu 7º(!) jogo consecutivo a marcar e reforçou a liderança nos melhores marcadores com 12 golos. Se olharmos somente para a exibição, talvez o Nolito não tenha sido tão efusivo como em jogos anteriores, mas os números dizem que fez duas assistências para golo e por isso merece obviamente uma referência especial. Quanto aos restantes jogadores estiveram mais ou menos, com o Gaitán a precisar urgentemente de melhorar os índices físicos (até lá podem jogar perfeitamente Nolito e Bruno César), o Garay também com uma 1ª parte sob o fraco, mas melhor na 2ª e um elogio para o Artur que foi decisivo com aquela defesa quando ainda havia 1-1 no marcador.

Costuma dizer-se que são as vitórias nas exibições menos conseguidas que garantem campeonatos e, se assim for, só temos que nos dar por satisfeitos com esta partida. Alcançámos o 6º triunfo seguido para o campeonato e 8º em todas as competições. Seguem-se agora três semanas em que não temos partidas a meio delas, pelo que se espera que em termos físicos a equipa faça uma gestão do esforço que lhe permita não só alcançar as desejáveis vitórias, como também acumular energias para as partidas da Champions.

P.S. – Mais uma excelente assistência na Luz com 43.214 espectadores. A diferença para os 56.166 da semana passada é a diferença entre um jogo no Domingo às 20h15 para outro no Sábado às 18h30. À consideração de quem decide os dias e horas dos jogos…

quinta-feira, janeiro 19, 2012

Nolito

Vencemos o Santa Clara por 2-0 e basta-nos um empate com o Marítimo para nos qualificarmos para as meias-finais da Taça da Liga e defrontarmos os assumidamente corruptos. Com uma equipa de habituais suplentes, fizemos uma exibição muito fraca até à entrada de três titulares que nos permitiram aumentar a velocidade e consequentemente ganhar o jogo.

Na 1ª parte, pouca coisa de interessante se passou. Estávamos muito lentos e criar desequilíbrios era uma miragem. Uma cabeçada do Jardel e um bom lance do Saviola foram as duas vezes que mais próximo estivemos de marcar, mas o Eduardo também defendeu uma bola sobre a linha.

Com a entrada do Witsel ao intervalo, as coisas melhoraram um pouco, mas foi preciso meter o Nolito (principalmente) e o Rodrigo para se ver um acentuado aumento de produção. Fizemos o 1º golo aos 68’ numa assistência do Nolito para o Nélson Oliveira só ter que encostar e aos 76’ outra assistência do espanhol isolou o Witsel, que disparou ainda de fora da área para acabar com as (poucas) dúvidas que havia. O Santa Clara praticamente não criou perigo no 2º tempo.

Em termos individuais, obviamente que o destaque vai todo para o Nolito. Entrou e virou a partida, com velocidade, técnica e assistências decisivas. O Witsel também veio criar ordem no meio-campo, coisa que o Matic não conseguiu fazer na 1ª parte. Espero que a estreia a marcar do Nélson Oliveira lhe seja motivador, porque ainda está muito verde (salvo seja!) para poder ser um substituto válido do Cardozo. Na forma em que está, o Gaitán pode passar uns tempos no banco, até porque o Nolito e o Bruno César têm estado em grande destaque. Quantos aos outros que costumam jogar menos, não deram mostras de terem capacidade para inverter a situação, o que também pode acontecer por não terem o necessário ritmo e isso é um círculo vicioso. Bastante preocupante é a substituição (quando necessária) do Maxi Pereira, porque o André Almeida fez-me ter saudades do Luís Filipe. E não, não é só por não ser um lateral de raiz. Há ali um grave caso de inépcia futebolística (que já era visível na pré-temporada, não sei quem teve a ideia de o voltar a trazer…). Ou nós resolvemos a questão do Rúben Amorim e o reintegramos rapidamente, ou então é preciso ir com urgência ao mercado para buscar alguém para substituir o uruguaio. Se ele se lesiona ou é castigado será um enorme problema para nós.

Mas agora é altura de nos concentramos no próximo Domingo e em derrotar o Gil Vicente em casa. Com os habituais titulares de volta, espera-se uma exibição bastante melhor com a continuidade das vitórias.

domingo, janeiro 15, 2012

Confiança

Vencemos o V. Setúbal por 4-1, mantivemos a liderança isolada da Liga e muitos anos depois (18 a fazer fé na comunicação social) terminamos a primeira volta em 1º lugar. Apesar de o resultado poder indicar o contrário, a vitória não foi fácil, já que especialmente na 1ª parte o V. Setúbal criou-nos muitos problemas. No entanto, a justiça da mesma é incontestável.

Com a lesão de última hora do Garay, apresentámo-nos sem quatro titulares indiscutíveis (ele, Aimar, Javi García e Gaitán), o que no ano passado seria um enorme problema. Felizmente, a qualidade do plantel desta época permite-nos superar estes contratempos, mas começámos o jogo praticamente a perder, com um golo sofrido aos 7’ pelo Neca, num lance em que o desvio do Luisão traiu o Artur. De qualquer maneira, o à-vontade com que o jogador sadino rematou à entrada da área só foi possível porque faltou lá o Javi García e o Matic está longe de ter a qualidade do espanhol. Pela segunda vez consecutiva, começávamos um jogo em casa a perder, mas se em épocas nada distantes isso seria um enorme problema (lembremo-nos do Quique), agora tem-se a sensação que é apenas o adiar do inevitável. Não nos desconcentrámos com o golo sofrido, continuámos a fazer o nosso futebol e a tentar ultrapassar a defesa contrária, o que acabámos por conseguir aos 25’ numa óptima abertura do Witsel que isolou na esquerda o Nolito que, com um remate cruzado, fez o empate. Duas oportunidades para cada lado (um defesa deles safa de cabeça sobre a linha e o Neca fez um chapéu ao poste) antecederam aos 34’ a reviravolta no marcador feita por aquele que não sabe fazer mais nada senão marcar golos: o grande Cardozo! Outro remate rasteiro cruzado, que ainda desviou ligeiramente num defesa. Mesmo antes do intervalo, uma arrancada fantástica do Rodrigo desmarcou o Cardozo, que passou por dois defesas e, com um toque subtil, desviou do guarda-redes. Um golão daquele que hoje, curiosamente, não recebeu nenhuns assobios…! (Quererá isto dizer que a totalidade dos 56.166 espectadores não se esqueceu do cérebro em casa antes de ir para o estádio…?)

A 2ª parte foi bem mais calma, connosco a abrandar claramente o ritmo, quiçá a pensar nos três jogos em casa que teremos em nove dias. Mesmo assim, fomos criando oportunidades e não deixámos o V. Setúbal voltar a gozar das liberdades do 1º tempo. Falhámos algumas boas situações e só marcámos mais um golo aos 72’ através do Matic (uma estreia com a nossa camisola), de cabeça, depois de um centro do Gaitán, que entretanto tinha entrado. O V. Setúbal também conseguiu criar uma ou outra chance, mas a vitória estava mais que garantida. De referir ainda o segundo amarelo ao Cardozo, por uma pretensa simulação na área aos 85’, quando a queda pareceu-me ter mais a ver com o seu desequilíbrio do que com tentar enganar o árbitro. Mas enfim é muito fácil expulsar jogadores do Benfica…

O melhor em campo para mim foi o Rodrigo. Cada vez que pegava na bola, metia o turbo e os adversários pareciam que iam de triciclo. Desta feita não marcou nenhum golo, mas fez a assistência para um do Cardozo. Tacuara que merece novamente grande destaque: mais dois golos, 11 em 15 jornadas (para ele foram 14), liderança isolada dos melhores marcadores e 6º jogo consecutivo a marcar. Está em grande forma, o paraguaio. O Witsel também preencheu o campo todo em mais uma partida em que teve que se desdobrar para fazer igualmente de Aimar. O Nolito, apesar de não ter estado tanto em evidência, voltou a molhar o bico e já leva oito golos no campeonato. O trângulo dos horrores (Jardel, Emerson e Matic) lá deu as suas casas, mas nenhuma delas com repercussões negativas. E mesmo o Artur, quiçá pelo que via à sua frente, não esteve tão seguro como habitualmente.

Manifestamos grande confiança e isso foi fundamental para nos ajudar a dar a volta ao marcador com tranquilidade. Estamos a jogar muito bem e a dar espectáculo, em exibições que começam a ter cheirinho do rolo compressor de 2009/10. Esperemos que seja para continuar, pois é imperativo não voltarmos a deixar o CRAC colar-se a nós, antes de os recebermos na Luz.

P.S. – Este Sr. Hélder Malheiro saiu-nos cá uma prenda… Critério disciplinar inacreditável, tesourada no Cardozo que nem falta foi, uns três ou quatro amarelos ao V. Setúbal por mostrar (claro que o primeiro cartão teria de ser para um nosso e foi para o Cardozo por desentendimento com o parvalhão do Ricardo once a pig, always a pig Silva
) e ainda expulsa o Tacuara por pretensa simulação já no final da partida. Das piores arbitragens que vimos este ano na Luz.

segunda-feira, janeiro 09, 2012

Isolados

Goleámos em Leiria por 4-0 e, com o empate do CRAC no WC no Sábado, isolámo-nos finalmente na frente com dois pontos de vantagem. Desde a altura em que fomos campeões que isso não acontecia, pelo que não poderíamos ter iniciado 2012 de melhor forma.

Curiosamente, voltámos a não entrar bem na partida, tal como em Guimarães. Marcámos relativamente cedo, aos 9’ num golão do Bruno César, mas antes disso o Maxi Pereira salvou uma bola em cima da linha numa boa jogada do Djaniny (de quem se diz poderá ser nosso reforço para o ano). E durante os primeiros 20’, sentimos algumas dificuldades perante a velocidade dos atacantes da U. Leiria. Ao invés, parecia que estávamos a sentir a falta do Aimar, por lesão, e as transições para o ataque não saíam com a desenvoltura habitual. Mas a partir de meio da 1ª parte serenámos e assumimos o controlo da partida para não mais o perder até final. O Rodrigo isolado e o Cardozo tiveram boas oportunidades, mas chegámos ao intervalo sem alterações no marcador.

Logo no início da 2ª parte, o Cardozo atira de joelho à figura do Gottardi, que vinha de defender um remate do Rodrigo. Pouco depois, aos 48’ uma excelente abertura do mesmo Rodrigo proporciona ao Cardozo atirar uma bomba de fora da área sob o lado esquerdo. Um golo à Tacuara! Estávamos donos e senhores da partida, a U. Leiria praticamente não conseguia chegar à nossa área, mas mesmo assim não abrandámos o ritmo (coisa que se fazia muitas vezes na primeira parte da época) e marcámos mais dois golos ambos pelo Rodrigo, aos 73’ e 76’. O primeiro num desvio com muita classe a uma boa abertura do Bruno César e o segundo a culminar uma óptima jogada atacante pela direita, com toque artístico do Bruno César e centro do Maxi. Até final, deu para o Jesus rodar a equipa e colocar inclusive o Rodrigo Mora em campo, que ofereceu uma bola ao guarda-redes, quando estava só com ele pela frente.

O destaque individual vai inteirinho para o Bruno César. Continuamos com os extremos em alta e, se não é o Nolito a brilhar, não faz mal que está lá o Bruno César, que com um golo e participação directa noutros dois terá feito a melhor exibição desde que chegou ao Benfica. Com um bis e uma assistência, o Rodrigo também esteve em grande, assim como o Cardozo que vai no quinto jogo consecutivo a marcar. Sempre “fraquinho” e “lento”, este Tacuara… O Nolito não foi tão decisivo como em partidas anteriores, mas é muito constante na luta que dá. Todos os outros estiveram genericamente bem, só o Emerson continua a ser um pouco o patinho feio da equipa. Não o acho uma catástrofe completa, mas para aquele nível de mediania, não fazia mal nenhum arranjarmos um português e não gastar uma vaga de estrangeiro com ele…

Este jogo era importantíssimo, porque desde a 5ª jornada a 18 de Setembro que estávamos igualados no 1º lugar com os assumidamente corruptos. E era imprescindível não deixar escapar esta oportunidade para nos destacarmos na frente e colocarmos também os lagartos a oito pontos de distância. Ainda por cima, com um resultado gordo, que, nestes tempos de crise em que vivemos, muito agrada a quem tem o cartão de crédito do Benfica…!

quarta-feira, janeiro 04, 2012

Festival

Vencemos em Guimarães por 4-1 na 1ª jornada da Taça da Liga. Deste modo, estamos muito bem lançados para atingir as meias-finais da prova, porque as duas próximas jornadas serão na Luz. Foi um excelente regresso das férias natalícias e mostrámos que não perdemos a boa embalagem do encontro frente ao Rio Ave.

Apesar do resultado final, a partida não foi fácil, especialmente na 1ª parte. Entrámos praticamente a ganhar com o golo do Witsel aos 11’ depois de uma abertura genial do Nolito. Mas logo a seguir adormecemos e deixámos o V. Guimarães criar uma série de oportunidade que só por felicidade nossa (e aselhice alheia) não foram concretizadas. Juntamente com as oportunidades, os jogadores adversários mostraram grande apetência pelas canelas dos nossos.

A 2ª parte começou praticamente com o empate, aos 48’, num lance de bola parada em que o João Paulo ainda agora deve estar para saber como conseguiu meter a bola na baliza. Entretanto, ao intervalo, já tínhamos trocado os ineficazes Saviola e Nélson Oliveira pelo Cardozo e Bruno César, e melhorámos imenso na 2ª parte. Começámos a pressionar o V. Guimarães e a aptidão deles pelas nossas canelas provocou a expulsão do Pedro Mendes (justíssima) por segundo amarelo. Aos 65’, recolocámo-nos na frente com mais um golão do tal tipo que não sabe fazer mais nada do que marcar golos: grande Cardozo! Que pouco depois falhou um golo isolado, mas bisou de cabeça aos 78’ sentenciando a partida. O guarda-redes adversário impediu-lhe mais dois golos com duas boas defesas, mas na segunda estava lá o Rodrigo para fazer a recarga e fixar o marcador no 1-4 final aos 88’.

Destaco o Nolito que deu sequência à óptima exibição frente ao Rio Ave. Nesta altura, tem que ser titular indiscutível do Benfica. Referência obrigatória igualmente para o Cardozo, que pareceu muito melhor fisicamente. O Bruno César também entrou muito bem na partida e o Aimar continua a ser o… Aimar. Menos positivo foi o comportamento da defesa, que permitiu muitas veleidades ao adversário na 1ª parte, com excepção do Eduardo, que fez duas grandes intervenções.

O que mais gostei nesta exibição foi a nossa constante procura do golo e de não nos satisfazermos só com um de vantagem (como aconteceu já muitas vezes esta época). Mostrámos fome de golos e isso é muito bom sinal para o resto da época. Esperemos que se continue assim em todas as competições.

P.S. – O Javi García deve abster-se no futuro de voltar a fazer o que fez, mas não me venham com tretas. Aquilo não é uma cabeçada! Ele toca no adversário com o ombro quando está a tentar arranjar espaço (com a cabeça) para se interpor entre ele e o Luisão na marcação de um livre. Se o N’Diaye fosse um pouco mais homenzinho e não se pusesse com simulações só lhe ficaria bem.

domingo, janeiro 01, 2012

Ano Novo

De 2011, não se aproveitou nada. Mesmo nada. Portanto, 2012 só pode ser melhor. Tenhamos todos essa esperança. Um bom ano para todos os benfiquistas e, vá, para os desportistas também.