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domingo, janeiro 29, 2012

Importantíssimo

Derrotámos o Feirense na Vila da Feira por 2-1 e vamos manter-nos na frente do campeonato. Foi um jogo extraordinariamente difícil, em que começámos a perder já na 2ª parte, mas tivemos carácter e força de vontade para dar a volta ao marcador. Se formos campeões no final da época, este jogo será relembrado como fundamental para essa conquista.

Já no encontro da Luz eu tinha gostado do Feirense e essa boa impressão confirmou-se hoje. Para além do mais, as muito faladas reduzidas dimensões do terreno estiveram longe de nos ajudar e parecemos acusar um pouco este facto especialmente na 1ª parte, ao não ter a habitual desenvoltura atacante (ou isto ou o facto de o Nolito ter começado o jogo no banco…). Mesmo assim tivemos boas oportunidades, nomeadamente pelo Rodrigo que por três ocasiões poderia ter feito golo. Duas boas defesas do Paulo Lopes e um remate por cima impediram a nossa vantagem. Na defesa não estivemos bem, em especial nos lances de bola parada, já que deixámos os adversários cabecear relativamente à vontade em mais de uma ocasião. Resta acrescentar que a meio desta 1ª parte ficou por marcar um penalty escandaloso por mão da bola de um defesa num lance em que era obrigação do fiscal-de-linha do Sr. Rui Gomes Costa (por favor, não o chamem só pelo primeiro e último nome, que deveria ser marca registada!) ter assinalado a falta.

A 2ª parte começou muito animada para quem gosta de futebol, mas não para nós, benfiquistas, já que o Feirense dominou nos primeiros minutos. Marcou um golo que foi mal anulado por fora-de-jogo que não existiu (o segundo erro grave do tal fiscal-de-linha), mas pouco depois marcou outro que valeu mesmo. Outra vez de bola parada, num canto, aos 50’ e novamente com culpas para a nossa defesa, que não conseguiu defender bem o primeiro poste. As coisas complicavam-se, mas felizmente conseguimos empatar logo a seguir, aos 54’, num autogolo do Varela (que tinha marcado o golo deles) na sequência de um lançamento lateral do Maxi e desvio de cabeça do Cardozo. Na altura habitual, aos 60’, o Jesus substituiu o apagado Bruno César e o Aimar e colocou o Nolito (até que enfim!) e o Gaitán. Principalmente o espanhol revelou-se fundamental na nossa melhoria de produção e o Gaitán teve uma excelente oportunidade, mas cabeceou ao lado, quando estava sozinho só com o guarda-redes pela frente. Finalmente aos 73’ chegámos à vantagem através de um penalty indiscutível do Varela sobre o Rodrigo, que o Cardozo converteu em força para o meio da baliza. Logo a seguir, foi o Emerson que impediu novo empate do Feirense, ao cortar uma bola que iria para a baliza. Até final e em contra-ataques, poderíamos ter aumentado a vantagem (falhanço incrível do Rodrigo, isolado só com o Paulo Lopes pela frente, mesmo no último minuto), mas o resultado manteve-se.

Em termos individuais, é óbvio que o “homem do jogo” foi o Varela! :-) Falando só dos nossos, gostei do Nolito e sinceramente acho que ele deve ser titular absoluto neste momento, já que o Bruno César voltou a estar fraquito. O Cardozo esteve nos nossos dois golos, mas acabou o jogo de rastos. O Rodrigo esteve infeliz na concretização, mas também muito presente em jogo. O Javi García foi importante no meio-campo e o Witsel também, em especial na 2ª parte, mas a defesa voltou a evidenciar alguma intranquilidade. Acabou por safar um golo, mas é cada vez mais óbvio que o Emerson é o elo mais fraco da equipa e estamos sempre à espera de uma calamidade com consequências para o resultado vinda daquele lado…

Veremos o que os assumidamente corruptos farão em Barcelos, mas de certeza que não terão gostado nada de ver a nossa vitória hoje. Não fizemos uma exibição com grande “nota artística”, mas a raça e o querer que demonstrámos de certeza que preocuparam bastante os nossos rivais.

P.S. – Eu gosto muito do Cardozo, mas já o teria tirado há muito da marcação dos penalties. Por isso mesmo, não percebo porque é que o Jesus quase não quis ver o penalty, ao tapar metade da cara. Não é ele quem determina que o Cardozo é que os marca?! Então, porque é que demonstrou tanto receio?

quarta-feira, janeiro 25, 2012

Contraste

Porque o 25 de Janeiro será sempre um dia de contrastes…

70 anos de alegrias.

8 anos de tristeza.

segunda-feira, janeiro 23, 2012

Muito suado

Uma vitória por 3-1 sobre o Gil Vicente permitiu-nos continuar sozinhos no 1º lugar do campeonato. Apesar de o resultado poder indicar o contrário, foi o jogo mais difícil que tivemos na Luz este ano. O Gil Vicente jogou muito bem, bloqueou-nos os espaços todos e contra-atacou com perigo, mas felizmente o querer que demonstrámos (ajudado pela classe do Aimar) conduziu-nos ao triunfo.

A 1ª parte foi bastante fraca da nossa parte. O Gil Vicente defendeu muito bem e nós não tivemos arte para ultrapassar a defesa contrária. Mesmo assim, fizemos o 1-0 pelo inevitável Cardozo, de cabeça, aos 27’ na sequência de um livre do Nolito. Quando se pensava que o mais difícil estava conseguido, o Gil Vicente não abriu muito a sua muralha defensiva e nós não tivemos mais nenhuma flagrante oportunidade. Num lance fortuito aos 40’, sofremos o empate em mais um grande golo do Gil Vicente contra nós (parece sina), num canto em que o Artur soca para a frente e o Rodrigo Galo de fora da área remata sem hipóteses, com a bola ainda a bater na barra antes de entrar. Chegávamos ao intervalo empatados, algo que não nos acontecia desde o jogo contra o Marítimo no dia 11 de Dezembro (para o campeonato, claro está).

A 2ª parte foi ainda mais difícil do que a 1ª, já que o Gil Vicente atacou mais e poderia ter marcado em mais do que uma ocasião. Numa delas, valeu-nos São Artur com mais uma defesa espantosa. Em termos atacantes, evidenciávamos as mesmas dificuldades do 1º tempo e lá teve que entrar El Mago Aimar para o lugar do apagado Gaitán. A partir daqui, as coisas foram melhorando progressivamente, mas continuávamos sem criar grandes oportunidades de golo. Até que aos 72’ pudemos suspirar de alívio quando o Rodrigo remata fora da área e a bola tabela num defesa contrário, enganando o guarda-redes. E dois minutos depois, acabámos com as dúvidas quanto ao vencedor, quando o Aimar tabelou bem com o Nolito e, com muita classe, desviou do guarda-redes. Até final, mostrámo-nos mais interessados em guardar a bola do que em aumentar a vantagem.

Em termos individuais, o Aimar merece o destaque, porque a sua entrada melhorou substancialmente o nosso jogo e foi preponderante na vitória. Depois de uma 1ª parte fraca, o Rodrigo subiu de produção na 2ª e foi dele o golo que desbloqueou o resultado. Quanto ao Cardozo, é apenas o seu 7º(!) jogo consecutivo a marcar e reforçou a liderança nos melhores marcadores com 12 golos. Se olharmos somente para a exibição, talvez o Nolito não tenha sido tão efusivo como em jogos anteriores, mas os números dizem que fez duas assistências para golo e por isso merece obviamente uma referência especial. Quanto aos restantes jogadores estiveram mais ou menos, com o Gaitán a precisar urgentemente de melhorar os índices físicos (até lá podem jogar perfeitamente Nolito e Bruno César), o Garay também com uma 1ª parte sob o fraco, mas melhor na 2ª e um elogio para o Artur que foi decisivo com aquela defesa quando ainda havia 1-1 no marcador.

Costuma dizer-se que são as vitórias nas exibições menos conseguidas que garantem campeonatos e, se assim for, só temos que nos dar por satisfeitos com esta partida. Alcançámos o 6º triunfo seguido para o campeonato e 8º em todas as competições. Seguem-se agora três semanas em que não temos partidas a meio delas, pelo que se espera que em termos físicos a equipa faça uma gestão do esforço que lhe permita não só alcançar as desejáveis vitórias, como também acumular energias para as partidas da Champions.

P.S. – Mais uma excelente assistência na Luz com 43.214 espectadores. A diferença para os 56.166 da semana passada é a diferença entre um jogo no Domingo às 20h15 para outro no Sábado às 18h30. À consideração de quem decide os dias e horas dos jogos…

quinta-feira, janeiro 19, 2012

Nolito

Vencemos o Santa Clara por 2-0 e basta-nos um empate com o Marítimo para nos qualificarmos para as meias-finais da Taça da Liga e defrontarmos os assumidamente corruptos. Com uma equipa de habituais suplentes, fizemos uma exibição muito fraca até à entrada de três titulares que nos permitiram aumentar a velocidade e consequentemente ganhar o jogo.

Na 1ª parte, pouca coisa de interessante se passou. Estávamos muito lentos e criar desequilíbrios era uma miragem. Uma cabeçada do Jardel e um bom lance do Saviola foram as duas vezes que mais próximo estivemos de marcar, mas o Eduardo também defendeu uma bola sobre a linha.

Com a entrada do Witsel ao intervalo, as coisas melhoraram um pouco, mas foi preciso meter o Nolito (principalmente) e o Rodrigo para se ver um acentuado aumento de produção. Fizemos o 1º golo aos 68’ numa assistência do Nolito para o Nélson Oliveira só ter que encostar e aos 76’ outra assistência do espanhol isolou o Witsel, que disparou ainda de fora da área para acabar com as (poucas) dúvidas que havia. O Santa Clara praticamente não criou perigo no 2º tempo.

Em termos individuais, obviamente que o destaque vai todo para o Nolito. Entrou e virou a partida, com velocidade, técnica e assistências decisivas. O Witsel também veio criar ordem no meio-campo, coisa que o Matic não conseguiu fazer na 1ª parte. Espero que a estreia a marcar do Nélson Oliveira lhe seja motivador, porque ainda está muito verde (salvo seja!) para poder ser um substituto válido do Cardozo. Na forma em que está, o Gaitán pode passar uns tempos no banco, até porque o Nolito e o Bruno César têm estado em grande destaque. Quantos aos outros que costumam jogar menos, não deram mostras de terem capacidade para inverter a situação, o que também pode acontecer por não terem o necessário ritmo e isso é um círculo vicioso. Bastante preocupante é a substituição (quando necessária) do Maxi Pereira, porque o André Almeida fez-me ter saudades do Luís Filipe. E não, não é só por não ser um lateral de raiz. Há ali um grave caso de inépcia futebolística (que já era visível na pré-temporada, não sei quem teve a ideia de o voltar a trazer…). Ou nós resolvemos a questão do Rúben Amorim e o reintegramos rapidamente, ou então é preciso ir com urgência ao mercado para buscar alguém para substituir o uruguaio. Se ele se lesiona ou é castigado será um enorme problema para nós.

Mas agora é altura de nos concentramos no próximo Domingo e em derrotar o Gil Vicente em casa. Com os habituais titulares de volta, espera-se uma exibição bastante melhor com a continuidade das vitórias.

domingo, janeiro 15, 2012

Confiança

Vencemos o V. Setúbal por 4-1, mantivemos a liderança isolada da Liga e muitos anos depois (18 a fazer fé na comunicação social) terminamos a primeira volta em 1º lugar. Apesar de o resultado poder indicar o contrário, a vitória não foi fácil, já que especialmente na 1ª parte o V. Setúbal criou-nos muitos problemas. No entanto, a justiça da mesma é incontestável.

Com a lesão de última hora do Garay, apresentámo-nos sem quatro titulares indiscutíveis (ele, Aimar, Javi García e Gaitán), o que no ano passado seria um enorme problema. Felizmente, a qualidade do plantel desta época permite-nos superar estes contratempos, mas começámos o jogo praticamente a perder, com um golo sofrido aos 7’ pelo Neca, num lance em que o desvio do Luisão traiu o Artur. De qualquer maneira, o à-vontade com que o jogador sadino rematou à entrada da área só foi possível porque faltou lá o Javi García e o Matic está longe de ter a qualidade do espanhol. Pela segunda vez consecutiva, começávamos um jogo em casa a perder, mas se em épocas nada distantes isso seria um enorme problema (lembremo-nos do Quique), agora tem-se a sensação que é apenas o adiar do inevitável. Não nos desconcentrámos com o golo sofrido, continuámos a fazer o nosso futebol e a tentar ultrapassar a defesa contrária, o que acabámos por conseguir aos 25’ numa óptima abertura do Witsel que isolou na esquerda o Nolito que, com um remate cruzado, fez o empate. Duas oportunidades para cada lado (um defesa deles safa de cabeça sobre a linha e o Neca fez um chapéu ao poste) antecederam aos 34’ a reviravolta no marcador feita por aquele que não sabe fazer mais nada senão marcar golos: o grande Cardozo! Outro remate rasteiro cruzado, que ainda desviou ligeiramente num defesa. Mesmo antes do intervalo, uma arrancada fantástica do Rodrigo desmarcou o Cardozo, que passou por dois defesas e, com um toque subtil, desviou do guarda-redes. Um golão daquele que hoje, curiosamente, não recebeu nenhuns assobios…! (Quererá isto dizer que a totalidade dos 56.166 espectadores não se esqueceu do cérebro em casa antes de ir para o estádio…?)

A 2ª parte foi bem mais calma, connosco a abrandar claramente o ritmo, quiçá a pensar nos três jogos em casa que teremos em nove dias. Mesmo assim, fomos criando oportunidades e não deixámos o V. Setúbal voltar a gozar das liberdades do 1º tempo. Falhámos algumas boas situações e só marcámos mais um golo aos 72’ através do Matic (uma estreia com a nossa camisola), de cabeça, depois de um centro do Gaitán, que entretanto tinha entrado. O V. Setúbal também conseguiu criar uma ou outra chance, mas a vitória estava mais que garantida. De referir ainda o segundo amarelo ao Cardozo, por uma pretensa simulação na área aos 85’, quando a queda pareceu-me ter mais a ver com o seu desequilíbrio do que com tentar enganar o árbitro. Mas enfim é muito fácil expulsar jogadores do Benfica…

O melhor em campo para mim foi o Rodrigo. Cada vez que pegava na bola, metia o turbo e os adversários pareciam que iam de triciclo. Desta feita não marcou nenhum golo, mas fez a assistência para um do Cardozo. Tacuara que merece novamente grande destaque: mais dois golos, 11 em 15 jornadas (para ele foram 14), liderança isolada dos melhores marcadores e 6º jogo consecutivo a marcar. Está em grande forma, o paraguaio. O Witsel também preencheu o campo todo em mais uma partida em que teve que se desdobrar para fazer igualmente de Aimar. O Nolito, apesar de não ter estado tanto em evidência, voltou a molhar o bico e já leva oito golos no campeonato. O trângulo dos horrores (Jardel, Emerson e Matic) lá deu as suas casas, mas nenhuma delas com repercussões negativas. E mesmo o Artur, quiçá pelo que via à sua frente, não esteve tão seguro como habitualmente.

Manifestamos grande confiança e isso foi fundamental para nos ajudar a dar a volta ao marcador com tranquilidade. Estamos a jogar muito bem e a dar espectáculo, em exibições que começam a ter cheirinho do rolo compressor de 2009/10. Esperemos que seja para continuar, pois é imperativo não voltarmos a deixar o CRAC colar-se a nós, antes de os recebermos na Luz.

P.S. – Este Sr. Hélder Malheiro saiu-nos cá uma prenda… Critério disciplinar inacreditável, tesourada no Cardozo que nem falta foi, uns três ou quatro amarelos ao V. Setúbal por mostrar (claro que o primeiro cartão teria de ser para um nosso e foi para o Cardozo por desentendimento com o parvalhão do Ricardo once a pig, always a pig Silva
) e ainda expulsa o Tacuara por pretensa simulação já no final da partida. Das piores arbitragens que vimos este ano na Luz.

segunda-feira, janeiro 09, 2012

Isolados

Goleámos em Leiria por 4-0 e, com o empate do CRAC no WC no Sábado, isolámo-nos finalmente na frente com dois pontos de vantagem. Desde a altura em que fomos campeões que isso não acontecia, pelo que não poderíamos ter iniciado 2012 de melhor forma.

Curiosamente, voltámos a não entrar bem na partida, tal como em Guimarães. Marcámos relativamente cedo, aos 9’ num golão do Bruno César, mas antes disso o Maxi Pereira salvou uma bola em cima da linha numa boa jogada do Djaniny (de quem se diz poderá ser nosso reforço para o ano). E durante os primeiros 20’, sentimos algumas dificuldades perante a velocidade dos atacantes da U. Leiria. Ao invés, parecia que estávamos a sentir a falta do Aimar, por lesão, e as transições para o ataque não saíam com a desenvoltura habitual. Mas a partir de meio da 1ª parte serenámos e assumimos o controlo da partida para não mais o perder até final. O Rodrigo isolado e o Cardozo tiveram boas oportunidades, mas chegámos ao intervalo sem alterações no marcador.

Logo no início da 2ª parte, o Cardozo atira de joelho à figura do Gottardi, que vinha de defender um remate do Rodrigo. Pouco depois, aos 48’ uma excelente abertura do mesmo Rodrigo proporciona ao Cardozo atirar uma bomba de fora da área sob o lado esquerdo. Um golo à Tacuara! Estávamos donos e senhores da partida, a U. Leiria praticamente não conseguia chegar à nossa área, mas mesmo assim não abrandámos o ritmo (coisa que se fazia muitas vezes na primeira parte da época) e marcámos mais dois golos ambos pelo Rodrigo, aos 73’ e 76’. O primeiro num desvio com muita classe a uma boa abertura do Bruno César e o segundo a culminar uma óptima jogada atacante pela direita, com toque artístico do Bruno César e centro do Maxi. Até final, deu para o Jesus rodar a equipa e colocar inclusive o Rodrigo Mora em campo, que ofereceu uma bola ao guarda-redes, quando estava só com ele pela frente.

O destaque individual vai inteirinho para o Bruno César. Continuamos com os extremos em alta e, se não é o Nolito a brilhar, não faz mal que está lá o Bruno César, que com um golo e participação directa noutros dois terá feito a melhor exibição desde que chegou ao Benfica. Com um bis e uma assistência, o Rodrigo também esteve em grande, assim como o Cardozo que vai no quinto jogo consecutivo a marcar. Sempre “fraquinho” e “lento”, este Tacuara… O Nolito não foi tão decisivo como em partidas anteriores, mas é muito constante na luta que dá. Todos os outros estiveram genericamente bem, só o Emerson continua a ser um pouco o patinho feio da equipa. Não o acho uma catástrofe completa, mas para aquele nível de mediania, não fazia mal nenhum arranjarmos um português e não gastar uma vaga de estrangeiro com ele…

Este jogo era importantíssimo, porque desde a 5ª jornada a 18 de Setembro que estávamos igualados no 1º lugar com os assumidamente corruptos. E era imprescindível não deixar escapar esta oportunidade para nos destacarmos na frente e colocarmos também os lagartos a oito pontos de distância. Ainda por cima, com um resultado gordo, que, nestes tempos de crise em que vivemos, muito agrada a quem tem o cartão de crédito do Benfica…!

quarta-feira, janeiro 04, 2012

Festival

Vencemos em Guimarães por 4-1 na 1ª jornada da Taça da Liga. Deste modo, estamos muito bem lançados para atingir as meias-finais da prova, porque as duas próximas jornadas serão na Luz. Foi um excelente regresso das férias natalícias e mostrámos que não perdemos a boa embalagem do encontro frente ao Rio Ave.

Apesar do resultado final, a partida não foi fácil, especialmente na 1ª parte. Entrámos praticamente a ganhar com o golo do Witsel aos 11’ depois de uma abertura genial do Nolito. Mas logo a seguir adormecemos e deixámos o V. Guimarães criar uma série de oportunidade que só por felicidade nossa (e aselhice alheia) não foram concretizadas. Juntamente com as oportunidades, os jogadores adversários mostraram grande apetência pelas canelas dos nossos.

A 2ª parte começou praticamente com o empate, aos 48’, num lance de bola parada em que o João Paulo ainda agora deve estar para saber como conseguiu meter a bola na baliza. Entretanto, ao intervalo, já tínhamos trocado os ineficazes Saviola e Nélson Oliveira pelo Cardozo e Bruno César, e melhorámos imenso na 2ª parte. Começámos a pressionar o V. Guimarães e a aptidão deles pelas nossas canelas provocou a expulsão do Pedro Mendes (justíssima) por segundo amarelo. Aos 65’, recolocámo-nos na frente com mais um golão do tal tipo que não sabe fazer mais nada do que marcar golos: grande Cardozo! Que pouco depois falhou um golo isolado, mas bisou de cabeça aos 78’ sentenciando a partida. O guarda-redes adversário impediu-lhe mais dois golos com duas boas defesas, mas na segunda estava lá o Rodrigo para fazer a recarga e fixar o marcador no 1-4 final aos 88’.

Destaco o Nolito que deu sequência à óptima exibição frente ao Rio Ave. Nesta altura, tem que ser titular indiscutível do Benfica. Referência obrigatória igualmente para o Cardozo, que pareceu muito melhor fisicamente. O Bruno César também entrou muito bem na partida e o Aimar continua a ser o… Aimar. Menos positivo foi o comportamento da defesa, que permitiu muitas veleidades ao adversário na 1ª parte, com excepção do Eduardo, que fez duas grandes intervenções.

O que mais gostei nesta exibição foi a nossa constante procura do golo e de não nos satisfazermos só com um de vantagem (como aconteceu já muitas vezes esta época). Mostrámos fome de golos e isso é muito bom sinal para o resto da época. Esperemos que se continue assim em todas as competições.

P.S. – O Javi García deve abster-se no futuro de voltar a fazer o que fez, mas não me venham com tretas. Aquilo não é uma cabeçada! Ele toca no adversário com o ombro quando está a tentar arranjar espaço (com a cabeça) para se interpor entre ele e o Luisão na marcação de um livre. Se o N’Diaye fosse um pouco mais homenzinho e não se pusesse com simulações só lhe ficaria bem.

domingo, janeiro 01, 2012

Ano Novo

De 2011, não se aproveitou nada. Mesmo nada. Portanto, 2012 só pode ser melhor. Tenhamos todos essa esperança. Um bom ano para todos os benfiquistas e, vá, para os desportistas também.

sábado, dezembro 24, 2011

Feliz Natal

Que todos os desportistas em geral e os benfiquistas em particular tenham um óptimo Natal.

(roubado descaradamente ao Facebook do J.G.)

sábado, dezembro 17, 2011

Goleada natalícia

Tal como na época passada, o último jogo do ano foi frente ao Rio Ave em casa e mais uma vez voltámos a golear (5-1). Foi uma exibição bastante agradável, com grande eficácia na concretização, embora o resultado esconda um pouco as dificuldades que sentimos na 1ª parte, em que até começámos a perder. Mas os últimos 11’ do 1º tempo foram fantásticos e marcámos três golos neste período, acabando com as dúvidas frente ao vencedor.

Até entrámos bem na partida, com muito mais dinâmica do que nos paupérrimos jogos anteriores, mas o Rio Ave chegou à vantagem aos 24’. Nós não nos desconcentrámos e pressionámos ainda mais o adversário, com o Saviola a reaparecer em bom plano e o Nolito a ser um quebra-cabeças na esquerda. Chegámos à igualdade aos 34’ pelo Cardozo num penalty indiscutível por braço de um defesa. E logo no minuto seguinte, colocámo-nos em vantagem numa grande jogada do Nolito, culminada com um golo de ângulo quase impossível. Era muito importante para tranquilizar a equipa que não fôssemos para o intervalo a perder e fizemos melhor do que isso. Fomos a ganhar e não por um, mas sim por dois golos de diferença, já que o Saviola fez o 3-1 no último minuto, depois de um toque maravilhoso do Aimar.

Entrámos de um modo fantástico na 2ª parte, com a estreia do Garay a marcar com a gloriosa camisola, numa boa antecipação de cabeça na sequência de um livre do Aimar aos 47’. Se dúvidas houvesse, ficaram logo dissipadas. A equipa tirou um pouco o pé do acelerador e permitimos que o Rio Ave tivesse mais bola, sem no entanto criar perigo. Aos 77’ fechámos a contagem, com um bis do Nolito, numa jogada estudada na sequência de um canto. O Jesus aproveitou para dar minutos ao Nélson Oliveira, entrando igualmente o Rodrigo e o regressado Gaitán. O resultado estava feito e duas ou três boas defesas do guarda-redes, Huanderson, impediram o seu avolumar, principalmente a remates do Rodrigo.

Em termos individuais, o destaque vai inteirinho para o Nolito. Desde o 1º minuto que estava a dar nas vistas e abrilhantou a sua exibição com dois golos. Se no ano passado foi o Salvio que se começou a mostrar neste jogo, pode ser que este ano tenhamos o regresso do Nolito, depois de um fulgurante início de época. Espero que o Jesus se tenha convencido de vez a não o deixar tantas vezes no banco… Como não o tenho elogiado ultimamente, acho que é merecido referir também o Saviola, que se apresentou mais dinâmico do que nos últimos tempos. O Cardozo marcou pelo 3º jogo consecutivo e também correu mais que o costume. O Aimar continua a espalhar magia pelos relvados e o Garay finalmente lá se estreou a marcar pelo Benfica. O Artur continua a fazer tudo com uma calma impressionante, mas não percebi os três passes consecutivos para fora, quando tentava pôr a bola nos laterais. Menos bem esteve o Maxi Pereira, que foi muitas vezes batidos pelo extremo contrário.

Finalmente um jogo calmo na Luz e vamos para a pausa natalícia com um espírito mais alegre. Depois de vários jogos seguidos a marcar apenas um golo, tirámos a barriga de misérias e esperemos que esta senda goleadora se mantenha no novo ano.

sexta-feira, dezembro 16, 2011

Sorteio da Liga dos Campeões

Calhou-nos o Zenit de São Petersburgo nos oitavos-de-final da Champions. Em teoria, não foi um mau sorteio, embora entre os possíveis adversários só o Milan fosse de facto um tubarão. Mas mais vale o Zenit do que o Nápoles, Lyon ou Marselha.

A nosso favor, temos o facto de o campeonato russo estar a sair da pausa de Inverno na altura dos jogos, o que nos pode dar vantagem na questão do ritmo de jogo (porém, convém não esquecer
que na época do Trapattoni defrontámos o CSKA Moscovo também em Fevereiro e fomos eliminados). Independentemente disso, há que assumir sem complexos o favoritismo nesta eliminatória, já que, para além de nós sermos cabeças-de série, é a primeira vez que o Zenit se qualifica para os oitavos-de-final da Champions e eles encontram-se abaixo de nós no ranking da Uefa.

Eu sei que o Zenit deu recentemente uma grande alegria a todos os desportistas ao eliminar da Champions um clube assumidamente corrupto, mas por isso mesmo a sua tarefa já foi cumprida. Escusa de ir mais além, no entanto o Danny que fique descansado que cá estaremos nós para continuar a defender o bom-nome de Portugal, tal como ele o fez.

P.S. – Todavia, atenção que todas as cautelas são poucas. Também no ano passado fiquei contente com o sorteio da fase de grupos da Liga dos Campeões e depois da Liga Europa, e foi o que se viu… Muito cuidado com o jogo da 1ª mão, se eles ficarem em vantagem, são muito bons no catenaccio, ou não fossem treinados por um italiano.


* Publicado em simultâneo com a Tertúlia Benfiquista.

segunda-feira, dezembro 12, 2011

Milagre

Um golo do Cardozo aos 85’ permitiu-nos vencer o Marítimo na Madeira e conservar assim o 1º lugar ex-aequo com o CRAC. Foi um triunfo justo, já que tivemos mais oportunidades flagrantes que o adversário, mas mais uma vez a exibição deixou muito a desejar. Além disso, jogámos quase toda a 2ª parte com mais um jogador por duplo amarelo (justo), o que acabou por ser importante para o desfecho final.

Como se esperava, o Gaitán não recuperou a tempo e o Jesus apostou no Rodrigo à direita. O Marítimo defendia muito bem, mas mesmo assim tivemos duas enormes oportunidades de golo pelo Aimar e Cardozo. Aliás, já no ano passado, o Tacuara falhou um golo de baliza aberta nos Barreiros, tal e qual como agora. Foi inacreditável e merece uma adenda a isto! Nós íamos fazendo um jogo muito lento, à semelhança de 4ª feira passada e acabámos por não criar muitas situações de golo iminentes.

Na 2ª parte, dá-se a tal expulsão logo de início, mas o que é certo é que tivemos que esperar até à entrada do Nolito, aos 81’, para começar a criar verdadeiro perigo. O Jorge Jesus tem grandes culpas no cartório, porque protelou a entrada do extremo espanhol, quando estava na cara que o que era necessário era impor mais velocidade, dado que o Marítimo jogava com menos um e fechava-se muito na defesa. Até que a cinco minutos de final, o Cardozo lá se livra de estar na história do jogo só pela negativa e marcou um daqueles golos que foi “só encostar”, mas há que lá estar.

Em termos individuais, não houve ninguém que se sobrepusesse muito aos demais, já que a exibição foi globalmente fraquita. Quando, à semelhança da partida frente ao Otelul, o Jardel é dos melhores em campo, está tudo dito. O Cardozo mereceria o destaque caso não tivesse um dos falhanços do século. E gostaria que alguém me explicasse o que é que o Jorge Jesus tem contra o Nolito, que, no pouco tempo que esteve em campo, foi fundamental para a vitória…


Daqui a uns tempos, ninguém se vai lembrar da exibição, já que o resultado é o mais importante. Estou de acordo com isto, mas a fazer exibições destas, não iremos muito longe. A falta de velocidade é o que mais me preocupa, já que jogar a passo parece ser o lema por estes dias. Estar quase toda a 2ª parte a jogar com mais um e sem criar perigo é inadmissível num clube como o Benfica.

P.S. – O Sr. Jorge de Sousa lá preparou o caminho do seu clube para a semana que vem: um vermelho por duplo amarelo e outros dois amarelos impedem o Marítimo de apresentar os três titulares de meio-campo no campo do CRAC. Nada de novo no reino da Dinamarca, portanto…

quinta-feira, dezembro 08, 2011

Lentidão exasperante

Vencemos o Otelul Galati por 1-0 e conseguimos o primeiro lugar no grupo da Champions. É um feito de realçar e é isto que irá ser lembrado no futuro quando falarmos deste jogo. E ainda bem que assim é, porque é sinal que o conseguimos. Só que da mesma maneira que uma derrota após uma boa exibição não é o fim do mundo, uma vitória com uma exibição miserável deve ser motivo de reflexão.

O mais importante (a qualificação para os oitavos-de-final) estava já conseguido, mas jogando contra o último classificado (com zero pontos!) em casa seria péssimo que desperdiçássemos esta oportunidade de ouro de evitar os tubarões no sorteio. Com um golo do Cardozo logo aos 7’ depois de uma assistência do Gaitán, pensei que finalmente iríamos assistir a uma partida calma. Pura ilusão. O Otelul Galati veio à Luz com dois camiões-tir, claramente para perder por poucos, e era raro passar de meio-campo. Por tudo isto, não se compreende que nós tivéssemos produzido uma tão má exibição. Tenham lá paciência, mas se nós marcássemos um golo ao Paços de Ferreira no início da partida e depois ficássemos a “controlar o jogo” até final, o Estádio da Luz viria abaixo com protestos. Com o devido respeito, defrontámos o Paços de Ferreira da Liga dos Campeões e foi precisamente isso que fizemos. Eu ainda perceberia que realizássemos este tipo de jogo perante o Manchester United ou o Basileia, mas contra o Otelul?! Poupem-me!

Isto não quer dizer que tivéssemos que ir à maluca para cima deles, mas bastava que fizéssemos as transições um pouco mais rápido e certamente o marcador seria outro. Jogámos devagar ou parados, o que perante a muralha defensiva dos romenos tornou muito difícil a criação de desequilíbrios. O Artur ainda se viu e bem, quando defendeu dois golos certos na mesma jogada, a única de verdadeiro perigo criada pelo adversário. No entanto, custa-me imenso a perceber como é que o Benfica dá o flanco desta maneira e se torna vulnerável a um qualquer lance fortuito que nos poderia lançar para, por exemplo, Camp Nou! Seria quase uma derrota se isso acontecesse e, depois da eliminação da Taça de Portugal, o mínimo que se pedia era uma exibição que nos orgulhasse. Não aconteceu.

Perante uma pobreza franciscana tão generalizada, é difícil eleger alguém, mas como o Cardozo marcou o golo (foi só encostar) e o Artur fez duas defesas muito importantes merecem destaque. O Nolito veio mexer um pouco com o jogo na 2ª parte e o Gaitán também apareceu a espaços.

Quanto ao sorteio, desde que evitemos o Milan, acho que nos podemos ter boas hipóteses com os outros adversários possíveis (Marselha, Lyon, Zenit, Nápoles, CSKA Moscovo e Bayer Leverkusen). E há um jogo que eu não me importaria nada que acontecesse nos oitavos: Apoel – Basileia. Se já houve outros que jogaram meias-finais da Champions com o Corunha e finais com o Mónaco, acho que está na altura de nós também termos um pouco de sorte nos sorteios.

A má notícia da noite foi a lesão do Gaitán, que não deverá recuperar a tempo para o Marítimo. Espero que o nosso nível exibicional suba, pois caso contrário será difícil ganhar lá.

sábado, dezembro 03, 2011

Chateadíssimo

Perdemos com o Marítimo por 1-2 e pelo sétimo(!) ano consecutivo estamos fora da Taça de Portugal antes de chegarmos à final. Isto equivale a dizer que há oito anos que não a ganhamos, o que só nos envergonha enquanto clube que mais Taças de Portugal conquistou. Não basta dizer-se que é um objectivo, e dos mais importantes, é preciso mostrar-se em campo que assim o é e, depois de estarmos a ganhar ao intervalo, permitirmos a reviravolta no marcador é uma demonstração que esta partida não foi encarada com o espírito que deveria ter sido.

Houve algumas alterações na equipa titular e percebeu-se que o Maxi Pereira, Javi García e, principalmente, o Aimar são pouco menos que insubstituíveis. Na 1ª parte, controlámos completamente a partida, mas sempre jogando a passo e colocámo-nos na frente com um penalty transformado pelo Saviola (foi a única coisa de jeito que fez enquanto jogou). Confesso que me pareceu simulação do Nolito, mas na repetição vê-se que ele é empurrado por trás e, aliás, é esse jogador que leva o amarelo e não o outro que tirou a perna antes de ele passar.

Na 2ª parte, desperdiçámos algumas boas ocasiões (e o fiscal-de-linha ajudou ao assinalar um ou outro fora-de-jogo inexistente que impediu de ficarmos com jogadores isolados), mas foi inadmissível a forma como (não) defendemos. Demos imenso espaço ao Marítimo e eles foram criando situações de perigo, acabando por dar a volta ao marcador. Se o Eduardo fez duas boas defesas que salvaram dois golos, esteve muito mal no 2º golo ao ficar a meio caminho e permitir um chapéu adversário. Quanto ao 1º golo, com um remate a 35m da baliza, era indefensável. Até final, poderíamos ter chegado ao empate, especialmente pelo entrado Aimar, com duas boas ocasiões, mas não concretizámos e fomos ingloriamente eliminados.

Quando o melhor do Benfica é o Jardel está praticamente tudo dito. O Nolito também se esforçou bastante e, no seu jeito fossão, acabou por ser o que mais perigo criou. O Gaitán voltou a durar só uma parte. O Rodrigo mal se viu, o Saviola viu-se, mas era melhor que não se tivesse visto (tirando, como já disse, o penalty), o Ruben Amorim fez dos piores jogos de águia ao peito e o Eduardo defendeu o que o Artur defenderia, e sofreu o que o Artur não sofreria.

Parece que no nosso clube há algum tempo que não se percebe o seguinte: por ser uma prova com muita tradição, pela envolvência e simbolismo do local da final, por ser um troféu que nos tem a nós como clube mais vitorioso, porque melhor que ganhar o campeonato é fazer-se a dobradinha e, PRINCIPALMENTE, por ser o último jogo da temporada (tornando-se, portanto, a última imagem desta), a conquista da Taça de Portugal tem o condão de tornar uma época positiva. E ao longo destes anos, nós temos desprezado esse facto. De uma maneira que me custa MUITO a compreender. Com a eliminação de hoje (e como eu defendo já há bastante tempo que o Benfica TEM QUE ganhar um troféu todos os anos), só a conquista do campeonato poderá tornar esta uma boa temporada (a Champions é obviamente uma utopia e ninguém de bom senso dirá que ganhar-se a Taça da Liga salva uma época…). À atenção da equipa do Benfica que daqui a uma semana voltará ao Estádio dos Barreiros para o campeonato…

domingo, novembro 27, 2011

Sofrido, mas saboroso

Vencemos a lagartada por 1-0 e isolámo-nos provisoriamente no comando do campeonato. Foi um jogo bastante difícil, que se tornou ainda mais por o Cardozo se ter esquecido do cérebro em casa e se ter feito expulsar de forma infantil a meia-hora do fim. Sofremos muito mais do que devíamos, mas esta vitória faz-nos bem ao ego, porque foi conseguida com muito coração.

A lagartada entrou melhor que nós e foi a primeira equipa a criar perigo com um cabeceamento do Wolkswagen. Mas pouco depois foi uma pena que o golo do século não o tenha sido: canto do Aimar e remate de primeira do Gaitán, bem de fora da área, com a bola a bater no poste e a rolar pela linha de golo até sair do outro lado. A lagartada fazia uma pressão muito alta e nós não conseguíamos ter bola para jogar, pelo que a partida era algo incaracterística. Até que aos 42’ acontece o momento do jogo, com um canto do Aimar direitinho para a cabeça do Javi García que fez o resultado do encontro.

A 2ª parte começou melhor para nós e estávamos a dar impressão de a controlar desde o início, ao contrário do que tinha acontecido na primeira. A lagartada teve uns livres em posição perigosa, mas não conseguiu criar verdadeiras oportunidades. Em termos atacantes, criámos uma óptima situação quando o Cardozo tirou dois adversários do caminho e lançou uma bomba, só que o Rui Patrício defendeu bem. Do outro lado, o Artur foi mais uma vez brilhante ao defender um cabeceamento para golo do Elias. Mas aos 63’ o cariz do jogo muda quando o Cardozo, que já tinha visto um amarelo, sofreu uma falta, é certo, mas protesta, batendo com as mãos no chão, e leva o segundo. Independentemente do excesso de rigor do Sr. João Capela, um jogador não pode protestar daquela maneira quando já tem um amarelo. Espero que leve pelo menos um mês de ordenado de multa! A partir daqui, claro que tivemos imensas dificuldades em criar perigo, mas mostrámos muita coesão defensiva. A lagartada teve algumas oportunidades, o Artur curiosamente esteve mal num lance em que confiou no golpe de vista e numa ou outra saída quase até ao limite da área (a falta que faz o Luisão…), mas conseguimos manter a vantagem e até tivemos duas óptimas oportunidades, com um canto directo do Gaitán à barra e uma desmarcação do Rodrigo que o isolou, mas o Rui Patrício defendeu bem.

Em termos individuais, o Javi García foi o melhor, não só porque marcou o golo, como principalmente na defesa em que fez o papel do ausente Luisão como comandante da equipa. É o maior e tem especial apetência para marcar golos decisivos frente à lagartada! O Witsel também voltou a estar bem, tal como em Manchester. O Gaitán foi mais constante do que na 3ª feira e atirou duas bolas aos postes. O Artur fez uma defesa magnífica, mas esteve menos bem nos lances que já referi. O Jardel não destoou na defesa, mas não consegue fazer um passe de jeito para a frente. Continuo a preferir o Miguel Vítor. O Aimar lutou bastante, mas foi bem marcado. O Rodrigo entrou muito bem e criou dificuldades à defesa dos lagartos. Quanto ao resto da equipa, esteve num plano muito elevado em termos de entrega ao jogo.

Colocámos a lagartada a quatro pontos de nós e iremos ver o que faz o CRAC frente ao Braga. Mas agora temos que nos concentrar para o difícil jogo da Taça de Portugal na Madeira frente ao Marítimo. É impreterível que a equipa se capacite que queremos ir ao Jamor e saiba que não pode baixar os níveis de concentração.

P.S. – O vice-presidente da lagartada vir falar de pré-história ao mesmo tempo que alguns criminosos do seu clube deitavam fogo às cadeiras do estádio é no mínimo irónico…