
sábado, dezembro 24, 2011
Feliz Natal
Que todos os desportistas em geral e os benfiquistas em particular tenham um óptimo Natal.

(roubado descaradamente ao Facebook do J.G.)
sábado, dezembro 17, 2011
Goleada natalícia
Tal como na época passada, o último jogo do ano foi frente ao Rio Ave em casa e mais uma vez voltámos a golear (5-1). Foi uma exibição bastante agradável, com grande eficácia na concretização, embora o resultado esconda um pouco as dificuldades que sentimos na 1ª parte, em que até começámos a perder. Mas os últimos 11’ do 1º tempo foram fantásticos e marcámos três golos neste período, acabando com as dúvidas frente ao vencedor.
Até entrámos bem na partida, com muito mais dinâmica do que nos paupérrimos jogos anteriores, mas o Rio Ave chegou à vantagem aos 24’. Nós não nos desconcentrámos e pressionámos ainda mais o adversário, com o Saviola a reaparecer em bom plano e o Nolito a ser um quebra-cabeças na esquerda. Chegámos à igualdade aos 34’ pelo Cardozo num penalty indiscutível por braço de um defesa. E logo no minuto seguinte, colocámo-nos em vantagem numa grande jogada do Nolito, culminada com um golo de ângulo quase impossível. Era muito importante para tranquilizar a equipa que não fôssemos para o intervalo a perder e fizemos melhor do que isso. Fomos a ganhar e não por um, mas sim por dois golos de diferença, já que o Saviola fez o 3-1 no último minuto, depois de um toque maravilhoso do Aimar.
Entrámos de um modo fantástico na 2ª parte, com a estreia do Garay a marcar com a gloriosa camisola, numa boa antecipação de cabeça na sequência de um livre do Aimar aos 47’. Se dúvidas houvesse, ficaram logo dissipadas. A equipa tirou um pouco o pé do acelerador e permitimos que o Rio Ave tivesse mais bola, sem no entanto criar perigo. Aos 77’ fechámos a contagem, com um bis do Nolito, numa jogada estudada na sequência de um canto. O Jesus aproveitou para dar minutos ao Nélson Oliveira, entrando igualmente o Rodrigo e o regressado Gaitán. O resultado estava feito e duas ou três boas defesas do guarda-redes, Huanderson, impediram o seu avolumar, principalmente a remates do Rodrigo.
Em termos individuais, o destaque vai inteirinho para o Nolito. Desde o 1º minuto que estava a dar nas vistas e abrilhantou a sua exibição com dois golos. Se no ano passado foi o Salvio que se começou a mostrar neste jogo, pode ser que este ano tenhamos o regresso do Nolito, depois de um fulgurante início de época. Espero que o Jesus se tenha convencido de vez a não o deixar tantas vezes no banco… Como não o tenho elogiado ultimamente, acho que é merecido referir também o Saviola, que se apresentou mais dinâmico do que nos últimos tempos. O Cardozo marcou pelo 3º jogo consecutivo e também correu mais que o costume. O Aimar continua a espalhar magia pelos relvados e o Garay finalmente lá se estreou a marcar pelo Benfica. O Artur continua a fazer tudo com uma calma impressionante, mas não percebi os três passes consecutivos para fora, quando tentava pôr a bola nos laterais. Menos bem esteve o Maxi Pereira, que foi muitas vezes batidos pelo extremo contrário.
Finalmente um jogo calmo na Luz e vamos para a pausa natalícia com um espírito mais alegre. Depois de vários jogos seguidos a marcar apenas um golo, tirámos a barriga de misérias e esperemos que esta senda goleadora se mantenha no novo ano.
Até entrámos bem na partida, com muito mais dinâmica do que nos paupérrimos jogos anteriores, mas o Rio Ave chegou à vantagem aos 24’. Nós não nos desconcentrámos e pressionámos ainda mais o adversário, com o Saviola a reaparecer em bom plano e o Nolito a ser um quebra-cabeças na esquerda. Chegámos à igualdade aos 34’ pelo Cardozo num penalty indiscutível por braço de um defesa. E logo no minuto seguinte, colocámo-nos em vantagem numa grande jogada do Nolito, culminada com um golo de ângulo quase impossível. Era muito importante para tranquilizar a equipa que não fôssemos para o intervalo a perder e fizemos melhor do que isso. Fomos a ganhar e não por um, mas sim por dois golos de diferença, já que o Saviola fez o 3-1 no último minuto, depois de um toque maravilhoso do Aimar.
Entrámos de um modo fantástico na 2ª parte, com a estreia do Garay a marcar com a gloriosa camisola, numa boa antecipação de cabeça na sequência de um livre do Aimar aos 47’. Se dúvidas houvesse, ficaram logo dissipadas. A equipa tirou um pouco o pé do acelerador e permitimos que o Rio Ave tivesse mais bola, sem no entanto criar perigo. Aos 77’ fechámos a contagem, com um bis do Nolito, numa jogada estudada na sequência de um canto. O Jesus aproveitou para dar minutos ao Nélson Oliveira, entrando igualmente o Rodrigo e o regressado Gaitán. O resultado estava feito e duas ou três boas defesas do guarda-redes, Huanderson, impediram o seu avolumar, principalmente a remates do Rodrigo.
Em termos individuais, o destaque vai inteirinho para o Nolito. Desde o 1º minuto que estava a dar nas vistas e abrilhantou a sua exibição com dois golos. Se no ano passado foi o Salvio que se começou a mostrar neste jogo, pode ser que este ano tenhamos o regresso do Nolito, depois de um fulgurante início de época. Espero que o Jesus se tenha convencido de vez a não o deixar tantas vezes no banco… Como não o tenho elogiado ultimamente, acho que é merecido referir também o Saviola, que se apresentou mais dinâmico do que nos últimos tempos. O Cardozo marcou pelo 3º jogo consecutivo e também correu mais que o costume. O Aimar continua a espalhar magia pelos relvados e o Garay finalmente lá se estreou a marcar pelo Benfica. O Artur continua a fazer tudo com uma calma impressionante, mas não percebi os três passes consecutivos para fora, quando tentava pôr a bola nos laterais. Menos bem esteve o Maxi Pereira, que foi muitas vezes batidos pelo extremo contrário.
Finalmente um jogo calmo na Luz e vamos para a pausa natalícia com um espírito mais alegre. Depois de vários jogos seguidos a marcar apenas um golo, tirámos a barriga de misérias e esperemos que esta senda goleadora se mantenha no novo ano.
sexta-feira, dezembro 16, 2011
Sorteio da Liga dos Campeões
Calhou-nos o Zenit de São Petersburgo nos oitavos-de-final da Champions. Em teoria, não foi um mau sorteio, embora entre os possíveis adversários só o Milan fosse de facto um tubarão. Mas mais vale o Zenit do que o Nápoles, Lyon ou Marselha.
A nosso favor, temos o facto de o campeonato russo estar a sair da pausa de Inverno na altura dos jogos, o que nos pode dar vantagem na questão do ritmo de jogo (porém, convém não esquecer que na época do Trapattoni defrontámos o CSKA Moscovo também em Fevereiro e fomos eliminados). Independentemente disso, há que assumir sem complexos o favoritismo nesta eliminatória, já que, para além de nós sermos cabeças-de série, é a primeira vez que o Zenit se qualifica para os oitavos-de-final da Champions e eles encontram-se abaixo de nós no ranking da Uefa.
Eu sei que o Zenit deu recentemente uma grande alegria a todos os desportistas ao eliminar da Champions um clube assumidamente corrupto, mas por isso mesmo a sua tarefa já foi cumprida. Escusa de ir mais além, no entanto o Danny que fique descansado que cá estaremos nós para continuar a defender o bom-nome de Portugal, tal como ele o fez.
P.S. – Todavia, atenção que todas as cautelas são poucas. Também no ano passado fiquei contente com o sorteio da fase de grupos da Liga dos Campeões e depois da Liga Europa, e foi o que se viu… Muito cuidado com o jogo da 1ª mão, se eles ficarem em vantagem, são muito bons no catenaccio, ou não fossem treinados por um italiano.
* Publicado em simultâneo com a Tertúlia Benfiquista.
A nosso favor, temos o facto de o campeonato russo estar a sair da pausa de Inverno na altura dos jogos, o que nos pode dar vantagem na questão do ritmo de jogo (porém, convém não esquecer que na época do Trapattoni defrontámos o CSKA Moscovo também em Fevereiro e fomos eliminados). Independentemente disso, há que assumir sem complexos o favoritismo nesta eliminatória, já que, para além de nós sermos cabeças-de série, é a primeira vez que o Zenit se qualifica para os oitavos-de-final da Champions e eles encontram-se abaixo de nós no ranking da Uefa.
Eu sei que o Zenit deu recentemente uma grande alegria a todos os desportistas ao eliminar da Champions um clube assumidamente corrupto, mas por isso mesmo a sua tarefa já foi cumprida. Escusa de ir mais além, no entanto o Danny que fique descansado que cá estaremos nós para continuar a defender o bom-nome de Portugal, tal como ele o fez.
P.S. – Todavia, atenção que todas as cautelas são poucas. Também no ano passado fiquei contente com o sorteio da fase de grupos da Liga dos Campeões e depois da Liga Europa, e foi o que se viu… Muito cuidado com o jogo da 1ª mão, se eles ficarem em vantagem, são muito bons no catenaccio, ou não fossem treinados por um italiano.
* Publicado em simultâneo com a Tertúlia Benfiquista.
segunda-feira, dezembro 12, 2011
Milagre
Um golo do Cardozo aos 85’ permitiu-nos vencer o Marítimo na Madeira e conservar assim o 1º lugar ex-aequo com o CRAC. Foi um triunfo justo, já que tivemos mais oportunidades flagrantes que o adversário, mas mais uma vez a exibição deixou muito a desejar. Além disso, jogámos quase toda a 2ª parte com mais um jogador por duplo amarelo (justo), o que acabou por ser importante para o desfecho final.
Como se esperava, o Gaitán não recuperou a tempo e o Jesus apostou no Rodrigo à direita. O Marítimo defendia muito bem, mas mesmo assim tivemos duas enormes oportunidades de golo pelo Aimar e Cardozo. Aliás, já no ano passado, o Tacuara falhou um golo de baliza aberta nos Barreiros, tal e qual como agora. Foi inacreditável e merece uma adenda a isto! Nós íamos fazendo um jogo muito lento, à semelhança de 4ª feira passada e acabámos por não criar muitas situações de golo iminentes.
Na 2ª parte, dá-se a tal expulsão logo de início, mas o que é certo é que tivemos que esperar até à entrada do Nolito, aos 81’, para começar a criar verdadeiro perigo. O Jorge Jesus tem grandes culpas no cartório, porque protelou a entrada do extremo espanhol, quando estava na cara que o que era necessário era impor mais velocidade, dado que o Marítimo jogava com menos um e fechava-se muito na defesa. Até que a cinco minutos de final, o Cardozo lá se livra de estar na história do jogo só pela negativa e marcou um daqueles golos que foi “só encostar”, mas há que lá estar.
Em termos individuais, não houve ninguém que se sobrepusesse muito aos demais, já que a exibição foi globalmente fraquita. Quando, à semelhança da partida frente ao Otelul, o Jardel é dos melhores em campo, está tudo dito. O Cardozo mereceria o destaque caso não tivesse um dos falhanços do século. E gostaria que alguém me explicasse o que é que o Jorge Jesus tem contra o Nolito, que, no pouco tempo que esteve em campo, foi fundamental para a vitória…
Daqui a uns tempos, ninguém se vai lembrar da exibição, já que o resultado é o mais importante. Estou de acordo com isto, mas a fazer exibições destas, não iremos muito longe. A falta de velocidade é o que mais me preocupa, já que jogar a passo parece ser o lema por estes dias. Estar quase toda a 2ª parte a jogar com mais um e sem criar perigo é inadmissível num clube como o Benfica.
P.S. – O Sr. Jorge de Sousa lá preparou o caminho do seu clube para a semana que vem: um vermelho por duplo amarelo e outros dois amarelos impedem o Marítimo de apresentar os três titulares de meio-campo no campo do CRAC. Nada de novo no reino da Dinamarca, portanto…
Como se esperava, o Gaitán não recuperou a tempo e o Jesus apostou no Rodrigo à direita. O Marítimo defendia muito bem, mas mesmo assim tivemos duas enormes oportunidades de golo pelo Aimar e Cardozo. Aliás, já no ano passado, o Tacuara falhou um golo de baliza aberta nos Barreiros, tal e qual como agora. Foi inacreditável e merece uma adenda a isto! Nós íamos fazendo um jogo muito lento, à semelhança de 4ª feira passada e acabámos por não criar muitas situações de golo iminentes.
Na 2ª parte, dá-se a tal expulsão logo de início, mas o que é certo é que tivemos que esperar até à entrada do Nolito, aos 81’, para começar a criar verdadeiro perigo. O Jorge Jesus tem grandes culpas no cartório, porque protelou a entrada do extremo espanhol, quando estava na cara que o que era necessário era impor mais velocidade, dado que o Marítimo jogava com menos um e fechava-se muito na defesa. Até que a cinco minutos de final, o Cardozo lá se livra de estar na história do jogo só pela negativa e marcou um daqueles golos que foi “só encostar”, mas há que lá estar.
Em termos individuais, não houve ninguém que se sobrepusesse muito aos demais, já que a exibição foi globalmente fraquita. Quando, à semelhança da partida frente ao Otelul, o Jardel é dos melhores em campo, está tudo dito. O Cardozo mereceria o destaque caso não tivesse um dos falhanços do século. E gostaria que alguém me explicasse o que é que o Jorge Jesus tem contra o Nolito, que, no pouco tempo que esteve em campo, foi fundamental para a vitória…
Daqui a uns tempos, ninguém se vai lembrar da exibição, já que o resultado é o mais importante. Estou de acordo com isto, mas a fazer exibições destas, não iremos muito longe. A falta de velocidade é o que mais me preocupa, já que jogar a passo parece ser o lema por estes dias. Estar quase toda a 2ª parte a jogar com mais um e sem criar perigo é inadmissível num clube como o Benfica.
P.S. – O Sr. Jorge de Sousa lá preparou o caminho do seu clube para a semana que vem: um vermelho por duplo amarelo e outros dois amarelos impedem o Marítimo de apresentar os três titulares de meio-campo no campo do CRAC. Nada de novo no reino da Dinamarca, portanto…
quinta-feira, dezembro 08, 2011
Lentidão exasperante
Vencemos o Otelul Galati por 1-0 e conseguimos o primeiro lugar no grupo da Champions. É um feito de realçar e é isto que irá ser lembrado no futuro quando falarmos deste jogo. E ainda bem que assim é, porque é sinal que o conseguimos. Só que da mesma maneira que uma derrota após uma boa exibição não é o fim do mundo, uma vitória com uma exibição miserável deve ser motivo de reflexão.
O mais importante (a qualificação para os oitavos-de-final) estava já conseguido, mas jogando contra o último classificado (com zero pontos!) em casa seria péssimo que desperdiçássemos esta oportunidade de ouro de evitar os tubarões no sorteio. Com um golo do Cardozo logo aos 7’ depois de uma assistência do Gaitán, pensei que finalmente iríamos assistir a uma partida calma. Pura ilusão. O Otelul Galati veio à Luz com dois camiões-tir, claramente para perder por poucos, e era raro passar de meio-campo. Por tudo isto, não se compreende que nós tivéssemos produzido uma tão má exibição. Tenham lá paciência, mas se nós marcássemos um golo ao Paços de Ferreira no início da partida e depois ficássemos a “controlar o jogo” até final, o Estádio da Luz viria abaixo com protestos. Com o devido respeito, defrontámos o Paços de Ferreira da Liga dos Campeões e foi precisamente isso que fizemos. Eu ainda perceberia que realizássemos este tipo de jogo perante o Manchester United ou o Basileia, mas contra o Otelul?! Poupem-me!
Isto não quer dizer que tivéssemos que ir à maluca para cima deles, mas bastava que fizéssemos as transições um pouco mais rápido e certamente o marcador seria outro. Jogámos devagar ou parados, o que perante a muralha defensiva dos romenos tornou muito difícil a criação de desequilíbrios. O Artur ainda se viu e bem, quando defendeu dois golos certos na mesma jogada, a única de verdadeiro perigo criada pelo adversário. No entanto, custa-me imenso a perceber como é que o Benfica dá o flanco desta maneira e se torna vulnerável a um qualquer lance fortuito que nos poderia lançar para, por exemplo, Camp Nou! Seria quase uma derrota se isso acontecesse e, depois da eliminação da Taça de Portugal, o mínimo que se pedia era uma exibição que nos orgulhasse. Não aconteceu.
Perante uma pobreza franciscana tão generalizada, é difícil eleger alguém, mas como o Cardozo marcou o golo (foi só encostar) e o Artur fez duas defesas muito importantes merecem destaque. O Nolito veio mexer um pouco com o jogo na 2ª parte e o Gaitán também apareceu a espaços.
Quanto ao sorteio, desde que evitemos o Milan, acho que nos podemos ter boas hipóteses com os outros adversários possíveis (Marselha, Lyon, Zenit, Nápoles, CSKA Moscovo e Bayer Leverkusen). E há um jogo que eu não me importaria nada que acontecesse nos oitavos: Apoel – Basileia. Se já houve outros que jogaram meias-finais da Champions com o Corunha e finais com o Mónaco, acho que está na altura de nós também termos um pouco de sorte nos sorteios.
A má notícia da noite foi a lesão do Gaitán, que não deverá recuperar a tempo para o Marítimo. Espero que o nosso nível exibicional suba, pois caso contrário será difícil ganhar lá.
O mais importante (a qualificação para os oitavos-de-final) estava já conseguido, mas jogando contra o último classificado (com zero pontos!) em casa seria péssimo que desperdiçássemos esta oportunidade de ouro de evitar os tubarões no sorteio. Com um golo do Cardozo logo aos 7’ depois de uma assistência do Gaitán, pensei que finalmente iríamos assistir a uma partida calma. Pura ilusão. O Otelul Galati veio à Luz com dois camiões-tir, claramente para perder por poucos, e era raro passar de meio-campo. Por tudo isto, não se compreende que nós tivéssemos produzido uma tão má exibição. Tenham lá paciência, mas se nós marcássemos um golo ao Paços de Ferreira no início da partida e depois ficássemos a “controlar o jogo” até final, o Estádio da Luz viria abaixo com protestos. Com o devido respeito, defrontámos o Paços de Ferreira da Liga dos Campeões e foi precisamente isso que fizemos. Eu ainda perceberia que realizássemos este tipo de jogo perante o Manchester United ou o Basileia, mas contra o Otelul?! Poupem-me!
Isto não quer dizer que tivéssemos que ir à maluca para cima deles, mas bastava que fizéssemos as transições um pouco mais rápido e certamente o marcador seria outro. Jogámos devagar ou parados, o que perante a muralha defensiva dos romenos tornou muito difícil a criação de desequilíbrios. O Artur ainda se viu e bem, quando defendeu dois golos certos na mesma jogada, a única de verdadeiro perigo criada pelo adversário. No entanto, custa-me imenso a perceber como é que o Benfica dá o flanco desta maneira e se torna vulnerável a um qualquer lance fortuito que nos poderia lançar para, por exemplo, Camp Nou! Seria quase uma derrota se isso acontecesse e, depois da eliminação da Taça de Portugal, o mínimo que se pedia era uma exibição que nos orgulhasse. Não aconteceu.
Perante uma pobreza franciscana tão generalizada, é difícil eleger alguém, mas como o Cardozo marcou o golo (foi só encostar) e o Artur fez duas defesas muito importantes merecem destaque. O Nolito veio mexer um pouco com o jogo na 2ª parte e o Gaitán também apareceu a espaços.
Quanto ao sorteio, desde que evitemos o Milan, acho que nos podemos ter boas hipóteses com os outros adversários possíveis (Marselha, Lyon, Zenit, Nápoles, CSKA Moscovo e Bayer Leverkusen). E há um jogo que eu não me importaria nada que acontecesse nos oitavos: Apoel – Basileia. Se já houve outros que jogaram meias-finais da Champions com o Corunha e finais com o Mónaco, acho que está na altura de nós também termos um pouco de sorte nos sorteios.
A má notícia da noite foi a lesão do Gaitán, que não deverá recuperar a tempo para o Marítimo. Espero que o nosso nível exibicional suba, pois caso contrário será difícil ganhar lá.
sábado, dezembro 03, 2011
Chateadíssimo
Perdemos com o Marítimo por 1-2 e pelo sétimo(!) ano consecutivo estamos fora da Taça de Portugal antes de chegarmos à final. Isto equivale a dizer que há oito anos que não a ganhamos, o que só nos envergonha enquanto clube que mais Taças de Portugal conquistou. Não basta dizer-se que é um objectivo, e dos mais importantes, é preciso mostrar-se em campo que assim o é e, depois de estarmos a ganhar ao intervalo, permitirmos a reviravolta no marcador é uma demonstração que esta partida não foi encarada com o espírito que deveria ter sido.
Houve algumas alterações na equipa titular e percebeu-se que o Maxi Pereira, Javi García e, principalmente, o Aimar são pouco menos que insubstituíveis. Na 1ª parte, controlámos completamente a partida, mas sempre jogando a passo e colocámo-nos na frente com um penalty transformado pelo Saviola (foi a única coisa de jeito que fez enquanto jogou). Confesso que me pareceu simulação do Nolito, mas na repetição vê-se que ele é empurrado por trás e, aliás, é esse jogador que leva o amarelo e não o outro que tirou a perna antes de ele passar.
Na 2ª parte, desperdiçámos algumas boas ocasiões (e o fiscal-de-linha ajudou ao assinalar um ou outro fora-de-jogo inexistente que impediu de ficarmos com jogadores isolados), mas foi inadmissível a forma como (não) defendemos. Demos imenso espaço ao Marítimo e eles foram criando situações de perigo, acabando por dar a volta ao marcador. Se o Eduardo fez duas boas defesas que salvaram dois golos, esteve muito mal no 2º golo ao ficar a meio caminho e permitir um chapéu adversário. Quanto ao 1º golo, com um remate a 35m da baliza, era indefensável. Até final, poderíamos ter chegado ao empate, especialmente pelo entrado Aimar, com duas boas ocasiões, mas não concretizámos e fomos ingloriamente eliminados.
Quando o melhor do Benfica é o Jardel está praticamente tudo dito. O Nolito também se esforçou bastante e, no seu jeito fossão, acabou por ser o que mais perigo criou. O Gaitán voltou a durar só uma parte. O Rodrigo mal se viu, o Saviola viu-se, mas era melhor que não se tivesse visto (tirando, como já disse, o penalty), o Ruben Amorim fez dos piores jogos de águia ao peito e o Eduardo defendeu o que o Artur defenderia, e sofreu o que o Artur não sofreria.
Parece que no nosso clube há algum tempo que não se percebe o seguinte: por ser uma prova com muita tradição, pela envolvência e simbolismo do local da final, por ser um troféu que nos tem a nós como clube mais vitorioso, porque melhor que ganhar o campeonato é fazer-se a dobradinha e, PRINCIPALMENTE, por ser o último jogo da temporada (tornando-se, portanto, a última imagem desta), a conquista da Taça de Portugal tem o condão de tornar uma época positiva. E ao longo destes anos, nós temos desprezado esse facto. De uma maneira que me custa MUITO a compreender. Com a eliminação de hoje (e como eu defendo já há bastante tempo que o Benfica TEM QUE ganhar um troféu todos os anos), só a conquista do campeonato poderá tornar esta uma boa temporada (a Champions é obviamente uma utopia e ninguém de bom senso dirá que ganhar-se a Taça da Liga salva uma época…). À atenção da equipa do Benfica que daqui a uma semana voltará ao Estádio dos Barreiros para o campeonato…
Houve algumas alterações na equipa titular e percebeu-se que o Maxi Pereira, Javi García e, principalmente, o Aimar são pouco menos que insubstituíveis. Na 1ª parte, controlámos completamente a partida, mas sempre jogando a passo e colocámo-nos na frente com um penalty transformado pelo Saviola (foi a única coisa de jeito que fez enquanto jogou). Confesso que me pareceu simulação do Nolito, mas na repetição vê-se que ele é empurrado por trás e, aliás, é esse jogador que leva o amarelo e não o outro que tirou a perna antes de ele passar.
Na 2ª parte, desperdiçámos algumas boas ocasiões (e o fiscal-de-linha ajudou ao assinalar um ou outro fora-de-jogo inexistente que impediu de ficarmos com jogadores isolados), mas foi inadmissível a forma como (não) defendemos. Demos imenso espaço ao Marítimo e eles foram criando situações de perigo, acabando por dar a volta ao marcador. Se o Eduardo fez duas boas defesas que salvaram dois golos, esteve muito mal no 2º golo ao ficar a meio caminho e permitir um chapéu adversário. Quanto ao 1º golo, com um remate a 35m da baliza, era indefensável. Até final, poderíamos ter chegado ao empate, especialmente pelo entrado Aimar, com duas boas ocasiões, mas não concretizámos e fomos ingloriamente eliminados.
Quando o melhor do Benfica é o Jardel está praticamente tudo dito. O Nolito também se esforçou bastante e, no seu jeito fossão, acabou por ser o que mais perigo criou. O Gaitán voltou a durar só uma parte. O Rodrigo mal se viu, o Saviola viu-se, mas era melhor que não se tivesse visto (tirando, como já disse, o penalty), o Ruben Amorim fez dos piores jogos de águia ao peito e o Eduardo defendeu o que o Artur defenderia, e sofreu o que o Artur não sofreria.
Parece que no nosso clube há algum tempo que não se percebe o seguinte: por ser uma prova com muita tradição, pela envolvência e simbolismo do local da final, por ser um troféu que nos tem a nós como clube mais vitorioso, porque melhor que ganhar o campeonato é fazer-se a dobradinha e, PRINCIPALMENTE, por ser o último jogo da temporada (tornando-se, portanto, a última imagem desta), a conquista da Taça de Portugal tem o condão de tornar uma época positiva. E ao longo destes anos, nós temos desprezado esse facto. De uma maneira que me custa MUITO a compreender. Com a eliminação de hoje (e como eu defendo já há bastante tempo que o Benfica TEM QUE ganhar um troféu todos os anos), só a conquista do campeonato poderá tornar esta uma boa temporada (a Champions é obviamente uma utopia e ninguém de bom senso dirá que ganhar-se a Taça da Liga salva uma época…). À atenção da equipa do Benfica que daqui a uma semana voltará ao Estádio dos Barreiros para o campeonato…
domingo, novembro 27, 2011
Sofrido, mas saboroso
Vencemos a lagartada por 1-0 e isolámo-nos provisoriamente no comando do campeonato. Foi um jogo bastante difícil, que se tornou ainda mais por o Cardozo se ter esquecido do cérebro em casa e se ter feito expulsar de forma infantil a meia-hora do fim. Sofremos muito mais do que devíamos, mas esta vitória faz-nos bem ao ego, porque foi conseguida com muito coração.
A lagartada entrou melhor que nós e foi a primeira equipa a criar perigo com um cabeceamento do Wolkswagen. Mas pouco depois foi uma pena que o golo do século não o tenha sido: canto do Aimar e remate de primeira do Gaitán, bem de fora da área, com a bola a bater no poste e a rolar pela linha de golo até sair do outro lado. A lagartada fazia uma pressão muito alta e nós não conseguíamos ter bola para jogar, pelo que a partida era algo incaracterística. Até que aos 42’ acontece o momento do jogo, com um canto do Aimar direitinho para a cabeça do Javi García que fez o resultado do encontro.
A 2ª parte começou melhor para nós e estávamos a dar impressão de a controlar desde o início, ao contrário do que tinha acontecido na primeira. A lagartada teve uns livres em posição perigosa, mas não conseguiu criar verdadeiras oportunidades. Em termos atacantes, criámos uma óptima situação quando o Cardozo tirou dois adversários do caminho e lançou uma bomba, só que o Rui Patrício defendeu bem. Do outro lado, o Artur foi mais uma vez brilhante ao defender um cabeceamento para golo do Elias. Mas aos 63’ o cariz do jogo muda quando o Cardozo, que já tinha visto um amarelo, sofreu uma falta, é certo, mas protesta, batendo com as mãos no chão, e leva o segundo. Independentemente do excesso de rigor do Sr. João Capela, um jogador não pode protestar daquela maneira quando já tem um amarelo. Espero que leve pelo menos um mês de ordenado de multa! A partir daqui, claro que tivemos imensas dificuldades em criar perigo, mas mostrámos muita coesão defensiva. A lagartada teve algumas oportunidades, o Artur curiosamente esteve mal num lance em que confiou no golpe de vista e numa ou outra saída quase até ao limite da área (a falta que faz o Luisão…), mas conseguimos manter a vantagem e até tivemos duas óptimas oportunidades, com um canto directo do Gaitán à barra e uma desmarcação do Rodrigo que o isolou, mas o Rui Patrício defendeu bem.
Em termos individuais, o Javi García foi o melhor, não só porque marcou o golo, como principalmente na defesa em que fez o papel do ausente Luisão como comandante da equipa. É o maior e tem especial apetência para marcar golos decisivos frente à lagartada! O Witsel também voltou a estar bem, tal como em Manchester. O Gaitán foi mais constante do que na 3ª feira e atirou duas bolas aos postes. O Artur fez uma defesa magnífica, mas esteve menos bem nos lances que já referi. O Jardel não destoou na defesa, mas não consegue fazer um passe de jeito para a frente. Continuo a preferir o Miguel Vítor. O Aimar lutou bastante, mas foi bem marcado. O Rodrigo entrou muito bem e criou dificuldades à defesa dos lagartos. Quanto ao resto da equipa, esteve num plano muito elevado em termos de entrega ao jogo.
Colocámos a lagartada a quatro pontos de nós e iremos ver o que faz o CRAC frente ao Braga. Mas agora temos que nos concentrar para o difícil jogo da Taça de Portugal na Madeira frente ao Marítimo. É impreterível que a equipa se capacite que queremos ir ao Jamor e saiba que não pode baixar os níveis de concentração.
P.S. – O vice-presidente da lagartada vir falar de pré-história ao mesmo tempo que alguns criminosos do seu clube deitavam fogo às cadeiras do estádio é no mínimo irónico…
A lagartada entrou melhor que nós e foi a primeira equipa a criar perigo com um cabeceamento do Wolkswagen. Mas pouco depois foi uma pena que o golo do século não o tenha sido: canto do Aimar e remate de primeira do Gaitán, bem de fora da área, com a bola a bater no poste e a rolar pela linha de golo até sair do outro lado. A lagartada fazia uma pressão muito alta e nós não conseguíamos ter bola para jogar, pelo que a partida era algo incaracterística. Até que aos 42’ acontece o momento do jogo, com um canto do Aimar direitinho para a cabeça do Javi García que fez o resultado do encontro.
A 2ª parte começou melhor para nós e estávamos a dar impressão de a controlar desde o início, ao contrário do que tinha acontecido na primeira. A lagartada teve uns livres em posição perigosa, mas não conseguiu criar verdadeiras oportunidades. Em termos atacantes, criámos uma óptima situação quando o Cardozo tirou dois adversários do caminho e lançou uma bomba, só que o Rui Patrício defendeu bem. Do outro lado, o Artur foi mais uma vez brilhante ao defender um cabeceamento para golo do Elias. Mas aos 63’ o cariz do jogo muda quando o Cardozo, que já tinha visto um amarelo, sofreu uma falta, é certo, mas protesta, batendo com as mãos no chão, e leva o segundo. Independentemente do excesso de rigor do Sr. João Capela, um jogador não pode protestar daquela maneira quando já tem um amarelo. Espero que leve pelo menos um mês de ordenado de multa! A partir daqui, claro que tivemos imensas dificuldades em criar perigo, mas mostrámos muita coesão defensiva. A lagartada teve algumas oportunidades, o Artur curiosamente esteve mal num lance em que confiou no golpe de vista e numa ou outra saída quase até ao limite da área (a falta que faz o Luisão…), mas conseguimos manter a vantagem e até tivemos duas óptimas oportunidades, com um canto directo do Gaitán à barra e uma desmarcação do Rodrigo que o isolou, mas o Rui Patrício defendeu bem.
Em termos individuais, o Javi García foi o melhor, não só porque marcou o golo, como principalmente na defesa em que fez o papel do ausente Luisão como comandante da equipa. É o maior e tem especial apetência para marcar golos decisivos frente à lagartada! O Witsel também voltou a estar bem, tal como em Manchester. O Gaitán foi mais constante do que na 3ª feira e atirou duas bolas aos postes. O Artur fez uma defesa magnífica, mas esteve menos bem nos lances que já referi. O Jardel não destoou na defesa, mas não consegue fazer um passe de jeito para a frente. Continuo a preferir o Miguel Vítor. O Aimar lutou bastante, mas foi bem marcado. O Rodrigo entrou muito bem e criou dificuldades à defesa dos lagartos. Quanto ao resto da equipa, esteve num plano muito elevado em termos de entrega ao jogo.
Colocámos a lagartada a quatro pontos de nós e iremos ver o que faz o CRAC frente ao Braga. Mas agora temos que nos concentrar para o difícil jogo da Taça de Portugal na Madeira frente ao Marítimo. É impreterível que a equipa se capacite que queremos ir ao Jamor e saiba que não pode baixar os níveis de concentração.
P.S. – O vice-presidente da lagartada vir falar de pré-história ao mesmo tempo que alguns criminosos do seu clube deitavam fogo às cadeiras do estádio é no mínimo irónico…
quarta-feira, novembro 23, 2011
Histórico
Um inédito empate em Old Trafford (2-2) permitiu o nosso apuramento para os oitavos-de-final da Champions. E digo já que será uma enorme desilusão se deixarmos passar a oportunidade de ouro ficar em 1º lugar no grupo, porque para isso bastará uma vitória perante o Otelul Galati, o último classificado com zero pontos. Em termos teóricos, isso permitirá safar-nos dos grandes tubarões que vencerão os outros grupos, o que pode fazer toda a diferença quanto a pensar nuns possíveis quartos-de-final.
Entrámos muitíssimo bem no jogo e logo aos 3’ colocámo-nos em vantagem com um autogolo do Phil Jones (quem?!), claramente o elo mais fraco da defesa do Manchester, depois de uma boa jogada de combinação entre o Witsel, Maxi Pereira e Gaitán. Durante os primeiros 15’, o jogo foi todo nosso, mas por uma ou duas vezes faltou o último passe para construir oportunidades de golo. Depois, o Manchester subiu de produção, mas só conseguiu chegar ao empate com um golo fora-de-jogo do Berbatov aos 30’. A partida entrou então numa fase louca, com parada e resposta, o Artur fez uma óptima defesa que impediu o golo a um adversário isolado e o Aimar teve um bom remate cruzado defendido pelo De Gea.
Na 2ª parte, sofremos um bom bocado nos primeiros 20’. O Manchester United veio para cima de nós, o Artur voltou a ser brilhante, mas nada pôde fazer aos 59’ com o golo do Fletcher, que contou com alguma sorte no ressalto. Respondemos de forma fantástica ao igualar novamente a partida aos 61’ pelo Aimar, que aproveitou uma boa jogada do Bruno César após um mau alívio do De Gea. Os ingleses sentiram muito este golo e nunca mais foram a equipa pressionante do início da 2ª parte. Entretanto, já tinha acontecido a pior notícia da noite que foi a saída do Luisão, lesionado. Até final da partida, qualquer uma das equipas poderia ter ganho, mas o Artur esteve gigante na baliza e o Rodrigo teve uma óptima jogada já perto dos 90’ que só por pouco não deu golo.
Em termos individuais, o melhor foi o Witsel, muito bem secundado pelo Artur. O belga é um jogador de jogos grandes, está visto, e voltou às grandes exibições do início da época. O Artur transmite uma calma olímpica que contagia toda a equipa. O Gaitán fez uns primeiros minutos muito bons, mas depois foi-se apagando ao longo da partida, enquanto o Bruno César fez uma exibição muito consistente tanto a defender como a atacar. O resto da equipa esteve excelente em termos de entrega e luta, e só há que lamentar a lesão do Luisão, embora o Miguel Vítor o tenha substituído muito bem. Espero que esta opção seja para continuar no futuro, caso se confirme a indisponibilidade do capitão, porque o Miguel Vítor é muitíssimo melhor que o Jardel.
Foi uma exibição de nos encher a alma, já que chegámos ao campo do vice-campeão europeu e jogámos de igual por igual. Empatámos, qualificámo-nos e continuamos invictos na época até agora. O apoio dos adeptos que estiveram no estádio foi extraordinário e durante a maior parte do jogo só se ouviu a sua voz. Mas, como o mundo não pára, temos que nos preparar bem para o derby de sábado. A lagartada teve a semana toda para pensar no jogo, enquanto nós temos que gerir os índices físicos com cuidado. Há que nos refocar e pensar que o grande objectivo é o campeonato. Além disso, está na altura de acabar com a euforia da lagartada, que se se deixar em rédea solta pode tornar-se perigosa.
P.S. – Que raio de sorte tivemos no sorteio da Taça de Portugal! Vamos ao Marítimo e, se ganharmos, depois iremos ao WC (ou a Belém)… Ou seja, iremos defrontar as (teoricamente) equipas mais fortes no terreno delas. Lá terá de deixar de haver poupanças na Taça.
Entrámos muitíssimo bem no jogo e logo aos 3’ colocámo-nos em vantagem com um autogolo do Phil Jones (quem?!), claramente o elo mais fraco da defesa do Manchester, depois de uma boa jogada de combinação entre o Witsel, Maxi Pereira e Gaitán. Durante os primeiros 15’, o jogo foi todo nosso, mas por uma ou duas vezes faltou o último passe para construir oportunidades de golo. Depois, o Manchester subiu de produção, mas só conseguiu chegar ao empate com um golo fora-de-jogo do Berbatov aos 30’. A partida entrou então numa fase louca, com parada e resposta, o Artur fez uma óptima defesa que impediu o golo a um adversário isolado e o Aimar teve um bom remate cruzado defendido pelo De Gea.
Na 2ª parte, sofremos um bom bocado nos primeiros 20’. O Manchester United veio para cima de nós, o Artur voltou a ser brilhante, mas nada pôde fazer aos 59’ com o golo do Fletcher, que contou com alguma sorte no ressalto. Respondemos de forma fantástica ao igualar novamente a partida aos 61’ pelo Aimar, que aproveitou uma boa jogada do Bruno César após um mau alívio do De Gea. Os ingleses sentiram muito este golo e nunca mais foram a equipa pressionante do início da 2ª parte. Entretanto, já tinha acontecido a pior notícia da noite que foi a saída do Luisão, lesionado. Até final da partida, qualquer uma das equipas poderia ter ganho, mas o Artur esteve gigante na baliza e o Rodrigo teve uma óptima jogada já perto dos 90’ que só por pouco não deu golo.
Em termos individuais, o melhor foi o Witsel, muito bem secundado pelo Artur. O belga é um jogador de jogos grandes, está visto, e voltou às grandes exibições do início da época. O Artur transmite uma calma olímpica que contagia toda a equipa. O Gaitán fez uns primeiros minutos muito bons, mas depois foi-se apagando ao longo da partida, enquanto o Bruno César fez uma exibição muito consistente tanto a defender como a atacar. O resto da equipa esteve excelente em termos de entrega e luta, e só há que lamentar a lesão do Luisão, embora o Miguel Vítor o tenha substituído muito bem. Espero que esta opção seja para continuar no futuro, caso se confirme a indisponibilidade do capitão, porque o Miguel Vítor é muitíssimo melhor que o Jardel.
Foi uma exibição de nos encher a alma, já que chegámos ao campo do vice-campeão europeu e jogámos de igual por igual. Empatámos, qualificámo-nos e continuamos invictos na época até agora. O apoio dos adeptos que estiveram no estádio foi extraordinário e durante a maior parte do jogo só se ouviu a sua voz. Mas, como o mundo não pára, temos que nos preparar bem para o derby de sábado. A lagartada teve a semana toda para pensar no jogo, enquanto nós temos que gerir os índices físicos com cuidado. Há que nos refocar e pensar que o grande objectivo é o campeonato. Além disso, está na altura de acabar com a euforia da lagartada, que se se deixar em rédea solta pode tornar-se perigosa.
P.S. – Que raio de sorte tivemos no sorteio da Taça de Portugal! Vamos ao Marítimo e, se ganharmos, depois iremos ao WC (ou a Belém)… Ou seja, iremos defrontar as (teoricamente) equipas mais fortes no terreno delas. Lá terá de deixar de haver poupanças na Taça.
segunda-feira, novembro 21, 2011
sábado, novembro 19, 2011
Polo aquático
Um golo do Rodrigo aos 83’, apenas dois minutos depois de ter entrado em campo, permitiu-nos eliminar a Naval na Figueira da Foz, numa partida decorrida sob péssimas condições climatéricas. Choveu durante a maior parte dos 90’ e foi impossível fazer o nosso jogo habitual.
O Jesus fez bastantes alterações na equipa, já a pensar em Manchester, e dos titulares só jogaram os centrais (Luisão e Garay), Javi García e Aimar. Até entrámos bem na partida e o Nolito teve logo uma óptima oportunidade para marcar. Mas a maior parte do nosso perigo acabou por ser através de bolas paradas, já que, com o decorrer do tempo, o relvado ia ficando cada vez mais impraticável. A Naval praticamente não existia em termos atacantes e chegámos ao intervalo sem aproveitar as duas ou três boas chances que tivemos.
Na 2ª parte, tal como referiu o Jesus no final, mudámos a nossa forma de jogar, com mais bolas bombeadas para a frente, porque era difícil fazê-la rolar naquele terreno. O guarda-redes adversário, Taborda, continuava a dar nas vistas e retirou-nos alguns golos certos. O Bruno César entrou aos 60’ para fazer descansar o Aimar e a entrada do brasileiro reforçou o nosso controlo do encontro, se bem que a Naval também se mostrasse mais do que na 1ª parte e até tenha tido uma óptima oportunidades para marcar, mas felizmente a bola saiu ao lado. Uma cabeçada do Bruno César foi defendida pela perna do guarda-redes, mas finalmente lá fizemos o golo da vitória, quando já se pensava em prolongamento. Boa rotação do Rodrigo na sequência de um livre do Rúben Amorim e remate de primeira com o pé direito.
Não foi uma exibição brilhante do colectivo e portanto, em termos individuais, ninguém se destacou muito. O Rodrigo merece o destaque óbvio por ter sido decisivo, mas também gostei novamente dos centrais, que me pareceram sempre muito concentrados. O Bruno César entrou bem na partida e o Amorim melhorou quando, por causa desta substituição, passou para o meio. Quanto aos novos, o Capdevila demonstrou porque é suplente e está sem ritmo nenhum, o Rodrigo Mora e o Nélson Oliveira estiveram muito combativos, mas pouco eficazes, e o Eduardo foi quase um espectador.
Apesar de tudo, foi uma vitória justa. Estou sempre duplamente nervoso nestes jogos em que temos “tudo a perder e nada a ganhar”. O Jamor é um grande objectivo e eu já estou com saudades de lá voltar. É com agrado que vejo o empenho com que o nosso treinador fala desse objectivo. Agora, é concentrarmo-nos para jogar muito da época nos próximos dois jogos.
O Jesus fez bastantes alterações na equipa, já a pensar em Manchester, e dos titulares só jogaram os centrais (Luisão e Garay), Javi García e Aimar. Até entrámos bem na partida e o Nolito teve logo uma óptima oportunidade para marcar. Mas a maior parte do nosso perigo acabou por ser através de bolas paradas, já que, com o decorrer do tempo, o relvado ia ficando cada vez mais impraticável. A Naval praticamente não existia em termos atacantes e chegámos ao intervalo sem aproveitar as duas ou três boas chances que tivemos.
Na 2ª parte, tal como referiu o Jesus no final, mudámos a nossa forma de jogar, com mais bolas bombeadas para a frente, porque era difícil fazê-la rolar naquele terreno. O guarda-redes adversário, Taborda, continuava a dar nas vistas e retirou-nos alguns golos certos. O Bruno César entrou aos 60’ para fazer descansar o Aimar e a entrada do brasileiro reforçou o nosso controlo do encontro, se bem que a Naval também se mostrasse mais do que na 1ª parte e até tenha tido uma óptima oportunidades para marcar, mas felizmente a bola saiu ao lado. Uma cabeçada do Bruno César foi defendida pela perna do guarda-redes, mas finalmente lá fizemos o golo da vitória, quando já se pensava em prolongamento. Boa rotação do Rodrigo na sequência de um livre do Rúben Amorim e remate de primeira com o pé direito.
Não foi uma exibição brilhante do colectivo e portanto, em termos individuais, ninguém se destacou muito. O Rodrigo merece o destaque óbvio por ter sido decisivo, mas também gostei novamente dos centrais, que me pareceram sempre muito concentrados. O Bruno César entrou bem na partida e o Amorim melhorou quando, por causa desta substituição, passou para o meio. Quanto aos novos, o Capdevila demonstrou porque é suplente e está sem ritmo nenhum, o Rodrigo Mora e o Nélson Oliveira estiveram muito combativos, mas pouco eficazes, e o Eduardo foi quase um espectador.
Apesar de tudo, foi uma vitória justa. Estou sempre duplamente nervoso nestes jogos em que temos “tudo a perder e nada a ganhar”. O Jamor é um grande objectivo e eu já estou com saudades de lá voltar. É com agrado que vejo o empenho com que o nosso treinador fala desse objectivo. Agora, é concentrarmo-nos para jogar muito da época nos próximos dois jogos.
quarta-feira, novembro 16, 2011
Carimbo com goleada
Vencemos a Bósnia por 6-2 e fomos a última selecção a qualificar-se para o Euro 2012 na Ucrânia e na Polónia. Foi uma óptima exibição de Portugal com grande eficácia ofensiva, mas também duas desatenções na defesa que, perante equipas mais fortes, nos poderão custar muito caro.Dois golos do Cristiano Ronaldo, outros dois do Postiga (enganou-se… :-), um do Nani e outro do Miguel Veloso fizeram um resultado, numa partida que esteve mais ou menos controlada, já que fizemos o 1-0 logo aos oito minutos, mas em que o 2-1 e o 3-2 ainda lançaram algumas dúvidas no desfecho final. O Coentrão esteve nos dois golos dos bósnios (penalty idiota e falta escusada de que resultou o 2º golo, se bem que o adversário estivesse em fora-de-jogo), mas também fez a assistência para um dos do Postiga. O C. Ronaldo foi o melhor em campo e terá feito das melhores exibições com a camisola das quinas. Golão igualmente do Nani e só espero que não repita a gracinha na próxima 3ª feira… No meio-campo, o Meireles e o Moutinho estiveram bem, e o Miguel Veloso veio equilibrar a equipa.
Lá tive que ocupar a minha cadeira no estádio para impedir que alguma pessoa mais indesejável o fizesse e o que é certo é que sempre que vou ver a selecção ao vivo na Luz invariavelmente ganhamos. Já escrevi aqui mais do que uma vez que gosto do Paulo Bento e do trabalho que ele está a fazer na selecção. Gosto que seja um homem de princípios e que esses não se discutam: as atitudes do Ricardo Carvalho e do Bosingwa foram suficientemente graves para que não haja o tradicional paninho quente, muito tipicamente português. E que é constantemente sugerido por alguns jornalistas nas perguntas que fazem ao seleccionador.
Veremos o que nos reserva o sorteio do Euro, mas vamos com calma. Ouvi n perguntas hoje sobre se seríamos favoritos, o que só pode ser uma brincadeira. Não há como o português para ir do oito ao oitenta ou vice-versa…
P.S. - Este jogo fica também na história por ser o último do Giberto Madaíl e do Amândio de Carvalho na selecção. Já não era sem tempo! Durante muitos anos, pensei que já faziam parte da mobília da casa…
segunda-feira, novembro 14, 2011
Particular em Genebra
Vencemos o Galatasaray no passado Sábado (2-0), com golos do Miguel Vítor e Saviola, e demos assim uma alegria aos nossos emigrantes na Suíça. Com 11 jogadores indisponíveis (selecções e lesões), fizemos uma exibição agradável dadas estas condicionantes. Aliás, uma das coisas que mais gosto neste Benfica do Jorge Jesus é que não há jogos a brincar. A nossa percentagem de vitórias mesmo em particulares é muito elevada e longe vão os tempos em que este tipo de partidas servia para os habituais suplentes se arrastarem em campo.
Aproveitámos ainda para estrear três juniores e devo dizer que gostei de ver o Cafu no meio-campo. Não o conhecia de todo, mas parece-me que temos ali alguém que sabe o que fazer com a bola. O melhor em campo terá sido o Saviola, o que é bom para ver se o motiva e um Saviola em forma faz sempre falta ao Benfica. O Rodrigo Mora também se movimentou bem, mas a sua pequena altura será sempre um obstáculo para a posição em que joga (nem todos podem ser o Miccoli...).
Claro que o aspecto mais positivo é ninguém (aparentemente) se ter lesionado, porque precisamos de todos disponíveis para o (terrível) resto do mês que se avizinha.
Aproveitámos ainda para estrear três juniores e devo dizer que gostei de ver o Cafu no meio-campo. Não o conhecia de todo, mas parece-me que temos ali alguém que sabe o que fazer com a bola. O melhor em campo terá sido o Saviola, o que é bom para ver se o motiva e um Saviola em forma faz sempre falta ao Benfica. O Rodrigo Mora também se movimentou bem, mas a sua pequena altura será sempre um obstáculo para a posição em que joga (nem todos podem ser o Miccoli...).
Claro que o aspecto mais positivo é ninguém (aparentemente) se ter lesionado, porque precisamos de todos disponíveis para o (terrível) resto do mês que se avizinha.
sábado, novembro 12, 2011
Empate na Bósnia
A selecção portuguesa não conseguiu melhor que um nulo no batatal da Bósnia e ficou tudo para decidir no jogo da próxima 3ª feira na Luz. Durante a partida, viu-se que Portugal é melhor que o adversário, mas o facto de não ter marcado nenhum golo poderá complicar as coisas na 2ª mão.
O Sr. Professor Queiroz, na sua típica elegância e respeito pelos colegas de profissão, poderá vir dizer que com ele a selecção estaria apurada, porque ele ganhou na Bósnia e Paulo Bento não. No entanto, não só o adversário está mais forte, como a nossa selecção está mais fraca em relação há dois anos. Mesmo assim, poderíamos ter ganho já que tivemos oportunidades para isso. Jogámos bem melhor do que na Dinamarca e repetindo a exibição teremos boas hipóteses de nos qualificarmos.
Em termos individuais, o Pepe foi o melhor da equipa e a selecção tem outra consistência defensiva com ele. E, já agora, também com o Coentrão. O Postiga falhou uma oportunidade incrível e o Cristiano Ronaldo outra, mas este com a desculpa de o ressalto na relva ter desviado a trajectória.
Olhando para o aspecto positivo, podemos dizer que temos tudo para resolver a qualificação em casa. Olhando para o negativo, somos o único cabeça-de-série que ainda não está apurado para o Euro, já que Irlanda (4-0), Croácia (3-0) e República Checa (2-0) podem ir fazendo as malas para a Ucrânia e Polónia. Enfim, na 3ª feira lá estaremos na Luz para ajudar a selecção a ir ao Europeu.
O Sr. Professor Queiroz, na sua típica elegância e respeito pelos colegas de profissão, poderá vir dizer que com ele a selecção estaria apurada, porque ele ganhou na Bósnia e Paulo Bento não. No entanto, não só o adversário está mais forte, como a nossa selecção está mais fraca em relação há dois anos. Mesmo assim, poderíamos ter ganho já que tivemos oportunidades para isso. Jogámos bem melhor do que na Dinamarca e repetindo a exibição teremos boas hipóteses de nos qualificarmos.
Em termos individuais, o Pepe foi o melhor da equipa e a selecção tem outra consistência defensiva com ele. E, já agora, também com o Coentrão. O Postiga falhou uma oportunidade incrível e o Cristiano Ronaldo outra, mas este com a desculpa de o ressalto na relva ter desviado a trajectória.
Olhando para o aspecto positivo, podemos dizer que temos tudo para resolver a qualificação em casa. Olhando para o negativo, somos o único cabeça-de-série que ainda não está apurado para o Euro, já que Irlanda (4-0), Croácia (3-0) e República Checa (2-0) podem ir fazendo as malas para a Ucrânia e Polónia. Enfim, na 3ª feira lá estaremos na Luz para ajudar a selecção a ir ao Europeu.
segunda-feira, novembro 07, 2011
As manobras do costume
Empatámos em Braga (1-1) e não conseguimos aproveitar o empate do CRAC em Olhão para ficarmos isolados no comando do campeonato. Foi um jogo cheio vicissitudes que acabam por não se estranhar, estando nós a jogar onde estamos, ou seja, num antrozinho ansioso por se equiparar ao antro-mãe. Três falhas de luz, curiosamente quando o Benfica estava melhor na partida, um penalty não assinalado para nós (puxão ao Luisão), outro inventado contra nós e uma expulsão transformada em amarelo pelo sempre solícito Sr. Pedro Proença foi o saldo da nossa ida a Braga. Enfim, o roubo do costume que já vem sendo hábito naquele sítio nos últimos três anos.
Entrámos relativamente bem na partida, com as novidades do Rúben Amorim e do Cardozo na equipa inicial em detrimento do Bruno César e Rodrigo, embora sem criar flagrantes oportunidades de golo. E isto porque falhávamos passes relativamente fáceis nas transições, tendo só o Gaitán para criar desequilíbrios. Até que a partir dos 25’ acabou o futebol na 1ª parte, porque as luzes começaram a apagar e acender ao longo de vários minutos. Coisas estranhas, estas, que só acontecem quando nós visitamos a Pedreira… Numa das voltas da luz, o Cardozo teve uma excelente oportunidade, mas cabeceou ao lado, depois de um magnífico centro do Gaitán. E já muito perto do intervalo, o Sr. Pedro Proença inventou mais um penalty contra nós num jogo importante (lá terá este vídeo de ser actualizado): o Emerson vira as costas ao lance, encolhe o braço, a bola bate nele e claro que é falta. Enfim, o Sr. Pedro Proença em todo o seu esplendor.
Na 2ª parte, a falta de luz no relvado chegou também ao cérebro do Jorge Jesus: saiu o Gaitán (disse ele no final que foi por o argentino ter vomitado ao intervalo) e entrou o Rodrigo. A consequência foi termos passado a jogar com o Witsel a extremo-direito e o Amorim a extremo-esquerdo! E isto quando o Braga estava a jogar com dois laterais adaptados… Incompreensível esta decisão, ainda por cima com o Nolito e o Bruno César no banco. É que não foram só aqueles dois a ficarem inoperantes: o Aimar também teve que recuar para perto do Javi García e passou completamente ao lado do jogo. Assim sendo, não foi surpresa nenhuma não termos conseguido ligar uma jogada de ataque durante grande parte do 2º tempo. No entanto, acabámos por ter alguma sorte no modo como chegámos ao empate aos 73’, porque o remate do Rodrigo ressaltou num defesa e traiu o Quim. Um golo caído do céu dado o modo como (não) estávamos a jogar. Finalmente lá entraram o Nolito e depois o Bruno César, mas acabámos o jogo em nítido défice físico em relação ao adversário. O que não deixa de se estranhar, dado que eles tiveram menos um dia de descanso do que nós… Todavia, mesmo assim, tivemos uma grande oportunidade muito perto do final, quando o Rodrigo teve um domínio magnífico, mas rematou ao lado.
A exibição colectiva não foi famosa e portanto é natural que em termos individuais ninguém tivesse sobressaído muito. Talvez o melhor terá sido o Luisão, que esteve ao seu nível habitual. O Gaitán estava a ser o mais perigoso na 1ª parte, embora tenha uma ou outra vez inventado em zona proibida. O Rodrigo merece referência pelo golo e pela oportunidade no final. Muito longe do seu nível normal, estiveram o Aimar, Cardozo e Maxi Pereira.
Dado que fomos arbitrados pelo Sr. Pedro Proença, o resultado nem se pode considerar mau. Para além dos dois penalties referidos, esqueceu-se também de expulsar o Djamal por cotovelada ao Gaitán (mostrou o amarelo) e voltou a deixar a sua marca num jogo importante. Mas poderíamos ter feito mais para tentar vencer a partida e especialmente não sei o que terá passado pela cabeça do Jesus naquele início da 2ª parte. O campeonato vai parar durante três semanas e, quando voltar, iremos receber a lagartada, que entretanto já só está a um ponto de nós. Lá teremos que os reduzir à sua insignificância no próximo dia 26…
Entrámos relativamente bem na partida, com as novidades do Rúben Amorim e do Cardozo na equipa inicial em detrimento do Bruno César e Rodrigo, embora sem criar flagrantes oportunidades de golo. E isto porque falhávamos passes relativamente fáceis nas transições, tendo só o Gaitán para criar desequilíbrios. Até que a partir dos 25’ acabou o futebol na 1ª parte, porque as luzes começaram a apagar e acender ao longo de vários minutos. Coisas estranhas, estas, que só acontecem quando nós visitamos a Pedreira… Numa das voltas da luz, o Cardozo teve uma excelente oportunidade, mas cabeceou ao lado, depois de um magnífico centro do Gaitán. E já muito perto do intervalo, o Sr. Pedro Proença inventou mais um penalty contra nós num jogo importante (lá terá este vídeo de ser actualizado): o Emerson vira as costas ao lance, encolhe o braço, a bola bate nele e claro que é falta. Enfim, o Sr. Pedro Proença em todo o seu esplendor.
Na 2ª parte, a falta de luz no relvado chegou também ao cérebro do Jorge Jesus: saiu o Gaitán (disse ele no final que foi por o argentino ter vomitado ao intervalo) e entrou o Rodrigo. A consequência foi termos passado a jogar com o Witsel a extremo-direito e o Amorim a extremo-esquerdo! E isto quando o Braga estava a jogar com dois laterais adaptados… Incompreensível esta decisão, ainda por cima com o Nolito e o Bruno César no banco. É que não foram só aqueles dois a ficarem inoperantes: o Aimar também teve que recuar para perto do Javi García e passou completamente ao lado do jogo. Assim sendo, não foi surpresa nenhuma não termos conseguido ligar uma jogada de ataque durante grande parte do 2º tempo. No entanto, acabámos por ter alguma sorte no modo como chegámos ao empate aos 73’, porque o remate do Rodrigo ressaltou num defesa e traiu o Quim. Um golo caído do céu dado o modo como (não) estávamos a jogar. Finalmente lá entraram o Nolito e depois o Bruno César, mas acabámos o jogo em nítido défice físico em relação ao adversário. O que não deixa de se estranhar, dado que eles tiveram menos um dia de descanso do que nós… Todavia, mesmo assim, tivemos uma grande oportunidade muito perto do final, quando o Rodrigo teve um domínio magnífico, mas rematou ao lado.
A exibição colectiva não foi famosa e portanto é natural que em termos individuais ninguém tivesse sobressaído muito. Talvez o melhor terá sido o Luisão, que esteve ao seu nível habitual. O Gaitán estava a ser o mais perigoso na 1ª parte, embora tenha uma ou outra vez inventado em zona proibida. O Rodrigo merece referência pelo golo e pela oportunidade no final. Muito longe do seu nível normal, estiveram o Aimar, Cardozo e Maxi Pereira.
Dado que fomos arbitrados pelo Sr. Pedro Proença, o resultado nem se pode considerar mau. Para além dos dois penalties referidos, esqueceu-se também de expulsar o Djamal por cotovelada ao Gaitán (mostrou o amarelo) e voltou a deixar a sua marca num jogo importante. Mas poderíamos ter feito mais para tentar vencer a partida e especialmente não sei o que terá passado pela cabeça do Jesus naquele início da 2ª parte. O campeonato vai parar durante três semanas e, quando voltar, iremos receber a lagartada, que entretanto já só está a um ponto de nós. Lá teremos que os reduzir à sua insignificância no próximo dia 26…
quinta-feira, novembro 03, 2011
Desperdício
Empatámos na Luz com o Basileia (1-1) e perdemos uma oportunidade de entrar para a história ao não conseguirmos o triunfo, o que nos daria uma inédita qualificação logo na 4ª jornada da fase de grupos. Ainda por cima, voltou a ficar evidente que temos melhor equipa que eles e que, portanto, bastaria uma ou outra aceleraçãozita para marcarmos mais golos.
Com a novidade da estreia absoluta do Luís Martins no lugar do castigado Emerson, voltámos a entrar muito fortes na partida. Logo no 1’, o Rodrigo atirou uma bola ao poste, desviada pelo guarda-redes. Desta vez, demorou um pouco mais do que no jogo frente ao Olhanense, mas aos 4’ atirou uma bomba lá para dentro, num golo brilhante e de difícil execução técnica. Duas cabeçadas perigosas (Rodrigo e Garay) e um penalty escamoteado por um inútil árbitro de baliza foram a nossa melhor produção na 1ª parte. O Basileia praticamente não criou perigo.
No 2º tempo, entrámos novamente fortes, mas não se pode dizer que tivéssemos grandes oportunidades. As melhores foram novamente do Rodrigo, com uma cabeçada e um remate ao lado (de ângulo difícil) depois de contornar o guarda-redes. Entretanto, já o Basileia tinha empatado aos 64’ num lance em que o Maxi falhou a intercepção e o Miguel Vítor (que tinha entrado um minuto antes para o lugar do Luís Martins) chegou atrasado. Ainda faltava um bom bocado para o final da partida, mas para além do tal remate do Rodrigo não conseguimos criar mais nenhuma oportunidade.
Em termos individuais, voltei a gostar do Rodrigo, que não engana mesmo, e do Matic, que está a subir de forma e mostra-se mais confiante. O resto da equipa não mostrou a dinâmica habitual e ter marcado um golo muito cedo acabou por nos relaxar mais do que deveríamos. O Luís Martins mostrou potencial, mas precisa naturalmente de ter mais ritmo e mais jogos. Também a tarefa não era fácil, porque o adversário directo era o Shaqiri, o melhor jogador do Basileia.
Fiquei com uma sensação muito amarga neste jogo. Diga-se o que se disser, o Basileia é mais fraco que nós e tínhamos obrigação de ganhar jogando em casa. Ainda por cima, marcámos primeiro, o que torna as coisas ainda mais frustrantes. Por outro lado, para além de termos perdido uma oportunidade óptima de ficar já com a qualificação resolvida, deixámos de ter vantagem pontual em relação ao Manchester United (mesmos oito pontos, mas mais um golo para eles). Utilizando uma analogia, parecemos alguém a quem é oferecido uma faustosa refeição de sushi, mas dizemos “não, obrigado, fico aqui com este hamburger do McDonalds”. A diferença entre ficar em primeiro e segundo no grupo é abissal, e não percebo como é que pudemos negligenciar o facto de termos esta grande vantagem. Agora, só uma vitória ou um empate por dois ou mais golos em Old Trafford nos voltará a dar vantagem sobre os ingleses.
Enfim, deitámos 400.000€ e pontos para o ranking pela janela, e não conseguimos fazer história. Espero que no Domingo em Braga corrijamos este resultado insatisfatório e quebremos a malapata que nos tem perseguido naquele estádio.
P.S. - Este Sr. Carlos Velasco Carballo não fica nada a dever aos nossos árbitros. Transformou cantos em pontapés de baliza e vice-versa, sempre contra o Benfica, roubou-nos um penalty e transformou uma escorregadela evidente em falta contra nós. Que péssima e irritante arbitragem!
Com a novidade da estreia absoluta do Luís Martins no lugar do castigado Emerson, voltámos a entrar muito fortes na partida. Logo no 1’, o Rodrigo atirou uma bola ao poste, desviada pelo guarda-redes. Desta vez, demorou um pouco mais do que no jogo frente ao Olhanense, mas aos 4’ atirou uma bomba lá para dentro, num golo brilhante e de difícil execução técnica. Duas cabeçadas perigosas (Rodrigo e Garay) e um penalty escamoteado por um inútil árbitro de baliza foram a nossa melhor produção na 1ª parte. O Basileia praticamente não criou perigo.
No 2º tempo, entrámos novamente fortes, mas não se pode dizer que tivéssemos grandes oportunidades. As melhores foram novamente do Rodrigo, com uma cabeçada e um remate ao lado (de ângulo difícil) depois de contornar o guarda-redes. Entretanto, já o Basileia tinha empatado aos 64’ num lance em que o Maxi falhou a intercepção e o Miguel Vítor (que tinha entrado um minuto antes para o lugar do Luís Martins) chegou atrasado. Ainda faltava um bom bocado para o final da partida, mas para além do tal remate do Rodrigo não conseguimos criar mais nenhuma oportunidade.
Em termos individuais, voltei a gostar do Rodrigo, que não engana mesmo, e do Matic, que está a subir de forma e mostra-se mais confiante. O resto da equipa não mostrou a dinâmica habitual e ter marcado um golo muito cedo acabou por nos relaxar mais do que deveríamos. O Luís Martins mostrou potencial, mas precisa naturalmente de ter mais ritmo e mais jogos. Também a tarefa não era fácil, porque o adversário directo era o Shaqiri, o melhor jogador do Basileia.
Fiquei com uma sensação muito amarga neste jogo. Diga-se o que se disser, o Basileia é mais fraco que nós e tínhamos obrigação de ganhar jogando em casa. Ainda por cima, marcámos primeiro, o que torna as coisas ainda mais frustrantes. Por outro lado, para além de termos perdido uma oportunidade óptima de ficar já com a qualificação resolvida, deixámos de ter vantagem pontual em relação ao Manchester United (mesmos oito pontos, mas mais um golo para eles). Utilizando uma analogia, parecemos alguém a quem é oferecido uma faustosa refeição de sushi, mas dizemos “não, obrigado, fico aqui com este hamburger do McDonalds”. A diferença entre ficar em primeiro e segundo no grupo é abissal, e não percebo como é que pudemos negligenciar o facto de termos esta grande vantagem. Agora, só uma vitória ou um empate por dois ou mais golos em Old Trafford nos voltará a dar vantagem sobre os ingleses.
Enfim, deitámos 400.000€ e pontos para o ranking pela janela, e não conseguimos fazer história. Espero que no Domingo em Braga corrijamos este resultado insatisfatório e quebremos a malapata que nos tem perseguido naquele estádio.
P.S. - Este Sr. Carlos Velasco Carballo não fica nada a dever aos nossos árbitros. Transformou cantos em pontapés de baliza e vice-versa, sempre contra o Benfica, roubou-nos um penalty e transformou uma escorregadela evidente em falta contra nós. Que péssima e irritante arbitragem!
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