domingo, outubro 30, 2011
Desnecessário
Um bis do Rodrigo nos primeiros 13 minutos do jogo deu-nos a vitória sobre o Olhanense (2-1) e permitiu manter-nos a par do CRAC no 1º lugar do campeonato. A exibição prometeu imenso logo de início, mas acabámos o jogo a sofrer, algo que nos deverá fazer pensar de futuro.
Não poderíamos ter melhor entrada na partida. Aos 25 segundos deu-se (arrisco-me a dizer) o golo mais rápido que alguma vez se viu na nova Luz: excelente passe do Gaitán e óptimo remate em arco do Rodrigo. Pouco depois, aos 13’, um ataque rápido desmarcou o Maxi Pereira na direita, este centrou, um defesa do Olhanense interceptou, a bola subiu e o Rodrigo só teve que encostar de cabeça. Tal como disse o Jesus na conferência de imprensa, também a mim me passou pela cabeça uma possível goleada. Até sensivelmente à meia-hora protagonizámos bom futebol, com velocidade, boas desmarcações e passes longos, mas não criámos grandes situações iminentes de golo. O que valeu foi que estivemos bem na defesa e os algarvios também não criaram perigo nenhum.
A 2ª parte foi muito diferente para (bastante) pior. O Witsel entrou para o lugar do Aimar, numa troca a indicar poupança para o Basileia, mas sofremos o golo logo aos 47’ numa incrível desatenção defensiva, em que um adversário consegue centrar no meio de três(!) jogadores nossos e a bola cruza a nossa área sem que seja interceptada! Este golo poder-nos-ia ter espicaçado para repetir o início do jogo e fazer mais golos que nos dessem a tranquilidade total. Mas não, os jogadores pareciam que já estavam a pensar no Basileia, e a exibição neste período foi bastante sofrível. Claro está que lá tivemos um golito anulado ao Cardozo por fora-de-jogo inexistente, mas um enorme disparate do Maxi (fintar em zona proibida!) quase valia o empate se não fosse o grande Luisão a interceptar o remate. Em termos de oportunidades de golo, não construímos o número habitual e devemos ter acabado o jogo com tantos remates como o adversário.
Em termos individuais, o destaque vai obviamente para o Rodrigo pelos dois golos. O Matic não esteve ao seu nível habitual, o que quer dizer que fez uma boa exibição… ;-) Durante aqueles primeiros 30’ destacou-se igualmente o Gaitán. Todos os outros estiveram em plano bastante sofrível, mas o Artur lá sofreu mais um golo sem praticamente ter tocado na bola.
Como se costuma dizer, o mais importante é o resultado (e é), mas os srs. jogadores do Benfica têm que se mentalizar que um 2-0 aos 13’ não é sinónimo de que o jogo esteja ganho (o Jesus veio dizer que alguns deixaram de correr). Bem vistas as coisas, o Olhanense só teve duas oportunidades: o golo e a tal intercepção do Luisão, mas mesmo assim deveríamos ter evitado colocar-nos nessa situação e ter um sofrimento desnecessário naqueles minutos finais. Agora, é virar agulhas para a Champions e aproveitar esta oportunidade para carimbar já o passaporte para os oitavos-de-final.
Não poderíamos ter melhor entrada na partida. Aos 25 segundos deu-se (arrisco-me a dizer) o golo mais rápido que alguma vez se viu na nova Luz: excelente passe do Gaitán e óptimo remate em arco do Rodrigo. Pouco depois, aos 13’, um ataque rápido desmarcou o Maxi Pereira na direita, este centrou, um defesa do Olhanense interceptou, a bola subiu e o Rodrigo só teve que encostar de cabeça. Tal como disse o Jesus na conferência de imprensa, também a mim me passou pela cabeça uma possível goleada. Até sensivelmente à meia-hora protagonizámos bom futebol, com velocidade, boas desmarcações e passes longos, mas não criámos grandes situações iminentes de golo. O que valeu foi que estivemos bem na defesa e os algarvios também não criaram perigo nenhum.
A 2ª parte foi muito diferente para (bastante) pior. O Witsel entrou para o lugar do Aimar, numa troca a indicar poupança para o Basileia, mas sofremos o golo logo aos 47’ numa incrível desatenção defensiva, em que um adversário consegue centrar no meio de três(!) jogadores nossos e a bola cruza a nossa área sem que seja interceptada! Este golo poder-nos-ia ter espicaçado para repetir o início do jogo e fazer mais golos que nos dessem a tranquilidade total. Mas não, os jogadores pareciam que já estavam a pensar no Basileia, e a exibição neste período foi bastante sofrível. Claro está que lá tivemos um golito anulado ao Cardozo por fora-de-jogo inexistente, mas um enorme disparate do Maxi (fintar em zona proibida!) quase valia o empate se não fosse o grande Luisão a interceptar o remate. Em termos de oportunidades de golo, não construímos o número habitual e devemos ter acabado o jogo com tantos remates como o adversário.
Em termos individuais, o destaque vai obviamente para o Rodrigo pelos dois golos. O Matic não esteve ao seu nível habitual, o que quer dizer que fez uma boa exibição… ;-) Durante aqueles primeiros 30’ destacou-se igualmente o Gaitán. Todos os outros estiveram em plano bastante sofrível, mas o Artur lá sofreu mais um golo sem praticamente ter tocado na bola.
Como se costuma dizer, o mais importante é o resultado (e é), mas os srs. jogadores do Benfica têm que se mentalizar que um 2-0 aos 13’ não é sinónimo de que o jogo esteja ganho (o Jesus veio dizer que alguns deixaram de correr). Bem vistas as coisas, o Olhanense só teve duas oportunidades: o golo e a tal intercepção do Luisão, mas mesmo assim deveríamos ter evitado colocar-nos nessa situação e ter um sofrimento desnecessário naqueles minutos finais. Agora, é virar agulhas para a Champions e aproveitar esta oportunidade para carimbar já o passaporte para os oitavos-de-final.
domingo, outubro 23, 2011
Devagarinho
Vencemos o Beira-Mar em Aveiro (1-0) e continuamos na frente do campeonato. Um golo do Cardozo depois de um erro monumental do guarda-redes Rui Rêgo bastou para fazer o resultado, mas a nossa exibição deixou muito a desejar. É verdade que o adversário criou muito pouco perigo (por alguma razão tem apenas três golos na Liga e todos marcados num só jogo), mas estes jogos com vantagem mínima tiram-me sempre anos de vida.
O Jesus veio falar no final do cansaço de Basileia, mas sinceramente é algo que me custa a entender, especialmente porque do meio-campo para a frente só o Witsel e Bruno César jogaram os 90’ na 3ª feira. Os outros quatro ficaram no banco e só dois entraram (Cardozo e Nolito). Portanto, não percebo muito bem como é que a equipa poderia estar cansada. Até entrámos bem na partida, com alguma dinâmica, mas rapidamente se esfumou. Não éramos rápidos nas transições, nem no último terço do campo e o Beira-Mar provou por que é a equipa menos batida do campeonato, só com dois golos sofridos. Depois daqueles primeiros minutos, o jogo tornou-se bastante lento e previsível, até que aos 42’ o guarda-redes falhou um pontapé e o Cardozo cabeceou para a baliza deserta. Foi um golo muito importante, porque nos permitia tranquilizar e era fundamental que fôssemos para o intervalo em vantagem.
A 2ª parte foi pior que a 1ª, em que mesmo assim ainda criámos uma ou outra oportunidade, e a nossa exibição foi piorando, porque cada vez estávamos menos velozes. Vá lá que em termos defensivos não tenhamos estado mal, se bem que o Matic não é, nem de longe nem de perto, o Javi García. O Jesus ainda tentou mudar as coisas, fazendo entrar o Aimar e Gaitán, mas também não era a noite deles. Um fora-de-jogo descarado e não assinalado resultou na grande oportunidade do Beira-Mar, mas para não variar lá estava o Artur a resolver. O Cardozo teve uma boa chance para marcar, mas andou à procura do pé esquerdo e deixou que a defesa se recompusesse. Até final, ainda me enervei com alguns livres perigosos desnecessariamente consentidos, mas felizmente que não resultaram em nada.
Em termos individuais, o Witsel foi o melhor em campo, pelo que fez especialmente na 1ª parte. O Cardozo também jogou bem, fartou-se de ganhar bolas de cabeça, e no golo revelou muita concentração. Os centrais (Luisão e Garay) estiveram globalmente seguros e o Artur voltou a ser fundamental, apesar do pouco trabalho que teve. Ao invés, o Matic continua a não me convencer e o Saviola persiste em falhar passes muito simples. O Bruno César está em boa forma e melhor que o Nolito nesta altura. O Rúben Amorim substituiu o lesionado Maxi Pereira e, apesar de não ser a mesma coisa, não esteve mal. Menos bem esteve igualmente o Emerson, que depois de grandes exibições na Europa, já não é a 1ª vez que faz jogos internos fracos.
Costuma dizer-se que são nestes jogos que se ganham campeonatos, especialmente quando não se joga nada bem, mas se vence na mesma. Eu olho para eles como partidas que se esquecem rapidamente se vencemos e não nos perdoamos se isso não acontece. Felizmente, verificou-se a primeira hipótese. Mas tenho sempre esperança que consigamos tirar ilações para o futuro e não deixemos que apenas um golo de vantagem decida um jogo como este, em que a nossa superioridade é muitíssimo evidente. São três pontos muito importantes e é isso que afinal conta, mas eu acabei esta partida tão cansado como se tivesse estado em campo.
O Jesus veio falar no final do cansaço de Basileia, mas sinceramente é algo que me custa a entender, especialmente porque do meio-campo para a frente só o Witsel e Bruno César jogaram os 90’ na 3ª feira. Os outros quatro ficaram no banco e só dois entraram (Cardozo e Nolito). Portanto, não percebo muito bem como é que a equipa poderia estar cansada. Até entrámos bem na partida, com alguma dinâmica, mas rapidamente se esfumou. Não éramos rápidos nas transições, nem no último terço do campo e o Beira-Mar provou por que é a equipa menos batida do campeonato, só com dois golos sofridos. Depois daqueles primeiros minutos, o jogo tornou-se bastante lento e previsível, até que aos 42’ o guarda-redes falhou um pontapé e o Cardozo cabeceou para a baliza deserta. Foi um golo muito importante, porque nos permitia tranquilizar e era fundamental que fôssemos para o intervalo em vantagem.
A 2ª parte foi pior que a 1ª, em que mesmo assim ainda criámos uma ou outra oportunidade, e a nossa exibição foi piorando, porque cada vez estávamos menos velozes. Vá lá que em termos defensivos não tenhamos estado mal, se bem que o Matic não é, nem de longe nem de perto, o Javi García. O Jesus ainda tentou mudar as coisas, fazendo entrar o Aimar e Gaitán, mas também não era a noite deles. Um fora-de-jogo descarado e não assinalado resultou na grande oportunidade do Beira-Mar, mas para não variar lá estava o Artur a resolver. O Cardozo teve uma boa chance para marcar, mas andou à procura do pé esquerdo e deixou que a defesa se recompusesse. Até final, ainda me enervei com alguns livres perigosos desnecessariamente consentidos, mas felizmente que não resultaram em nada.
Em termos individuais, o Witsel foi o melhor em campo, pelo que fez especialmente na 1ª parte. O Cardozo também jogou bem, fartou-se de ganhar bolas de cabeça, e no golo revelou muita concentração. Os centrais (Luisão e Garay) estiveram globalmente seguros e o Artur voltou a ser fundamental, apesar do pouco trabalho que teve. Ao invés, o Matic continua a não me convencer e o Saviola persiste em falhar passes muito simples. O Bruno César está em boa forma e melhor que o Nolito nesta altura. O Rúben Amorim substituiu o lesionado Maxi Pereira e, apesar de não ser a mesma coisa, não esteve mal. Menos bem esteve igualmente o Emerson, que depois de grandes exibições na Europa, já não é a 1ª vez que faz jogos internos fracos.
Costuma dizer-se que são nestes jogos que se ganham campeonatos, especialmente quando não se joga nada bem, mas se vence na mesma. Eu olho para eles como partidas que se esquecem rapidamente se vencemos e não nos perdoamos se isso não acontece. Felizmente, verificou-se a primeira hipótese. Mas tenho sempre esperança que consigamos tirar ilações para o futuro e não deixemos que apenas um golo de vantagem decida um jogo como este, em que a nossa superioridade é muitíssimo evidente. São três pontos muito importantes e é isso que afinal conta, mas eu acabei esta partida tão cansado como se tivesse estado em campo.
quarta-feira, outubro 19, 2011
Personalidade
Uma categórica exibição fez-nos derrotar o Basileia na Suíça (2-0) e conseguir uma importante vantagem na corrida para a qualificação para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões. Qualquer semelhança com a equipa que no ano passado perdeu os três jogos fora de casa e teve 0-7 em golos é pura coincidência. Agora sabemos controlar os diferentes ritmos do jogo, impor ou tirar velocidade quando é preciso, enfim, estamos adultos esta época.
O Jorge Jesus reservou uma enorme surpresa que foi a inclusão do Rodrigo e a colocação do Cardozo no banco. Fiquei muito céptico com esta opção, mas embora o Rodrigo não tenha estado mal (até teve participação directa no 1º golo), o Tacuara quando entrou marcou logo. Conseguimos controlar bem o jogo e na 1ª parte foram nossas as melhores situações de golo. Marcámos relativamente cedo, aos 20’, numa óptima jogada colectiva concretizada pelo Bruno César, que raramente falha quando está frente-a-frente com o guarda-redes. Na defesa, o Artur fez duas ou três intervenções que seguraram o resultado e os centrais estiveram imperiais. Até poderíamos ter chegado ao intervalo com uma vantagem maior, mas o Gaitán não conseguiu concretizar em dois lances em que poderia ter feito melhor.
Na 2ª parte, o Basileia ainda criou menos perigo do que na 1ª. Claro que uma vantagem mínima é sempre perigosa e foi com satisfação que vi o Benfica a tentar aumentá-la. Depois de o Artur ter feito uma mancha fundamental que evitou o empate, o Cardozo que entretanto tinha entrado aproveitou um livre perto da área aos 75’ para dar a machadada final na partida. Grande golo do tal que não presta, porque “é lento”…! Até final, aconteceram duas coisas muito dispensáveis: o 2º amarelo ao Emerson (cá está a razão pela qual deixar o Capdevila fora da lista foi um erro logo no início) e a expulsão do Jesus por protestos. Aliás, o húngaro Viktor Kassai esteve bastante caseiro e não gostei nada da arbitragem. Outras duas coisas que espero não tenham repercussões no futuro são as lesões do Maxi Pereira (teve que ser substituído pelo Miguel Vítor) e a do Gaitán, que acabou o jogo de rastos.
Em termos individuais, o Bruno César merece destaque por ter marcado mais um golo, o Gaitán enquanto teve pernas foi dos mais desequilibradores, o Luisão e Garay estiveram irrepreensíveis, o Artur é um rei e o Witsel tem classe que não acaba. Em geral, toda a equipa esteve bastante bem, inclusive o Emerson que, se tivesse evitado a expulsão, teria sido igualmente dos melhores. Ah, e o Cardozo é o maior!
Com dois jogos em casa na 2ª volta, seria um escândalo se não nos apurássemos para a fase seguinte. Concentremo-nos na recepção ao Basileia, mas acho que temos que nos capacitar que podemos lutar pelo 1º lugar do grupo. Estamos dois pontos à frente do Manchester United e, se tudo correr normalmente, um empate em Old Trafford bastará para conseguir esse desiderato. É que ficar em 1º ou 2º pode significar a diferença entre o CSKA Moscovo ou o Barcelona…
O Jorge Jesus reservou uma enorme surpresa que foi a inclusão do Rodrigo e a colocação do Cardozo no banco. Fiquei muito céptico com esta opção, mas embora o Rodrigo não tenha estado mal (até teve participação directa no 1º golo), o Tacuara quando entrou marcou logo. Conseguimos controlar bem o jogo e na 1ª parte foram nossas as melhores situações de golo. Marcámos relativamente cedo, aos 20’, numa óptima jogada colectiva concretizada pelo Bruno César, que raramente falha quando está frente-a-frente com o guarda-redes. Na defesa, o Artur fez duas ou três intervenções que seguraram o resultado e os centrais estiveram imperiais. Até poderíamos ter chegado ao intervalo com uma vantagem maior, mas o Gaitán não conseguiu concretizar em dois lances em que poderia ter feito melhor.
Na 2ª parte, o Basileia ainda criou menos perigo do que na 1ª. Claro que uma vantagem mínima é sempre perigosa e foi com satisfação que vi o Benfica a tentar aumentá-la. Depois de o Artur ter feito uma mancha fundamental que evitou o empate, o Cardozo que entretanto tinha entrado aproveitou um livre perto da área aos 75’ para dar a machadada final na partida. Grande golo do tal que não presta, porque “é lento”…! Até final, aconteceram duas coisas muito dispensáveis: o 2º amarelo ao Emerson (cá está a razão pela qual deixar o Capdevila fora da lista foi um erro logo no início) e a expulsão do Jesus por protestos. Aliás, o húngaro Viktor Kassai esteve bastante caseiro e não gostei nada da arbitragem. Outras duas coisas que espero não tenham repercussões no futuro são as lesões do Maxi Pereira (teve que ser substituído pelo Miguel Vítor) e a do Gaitán, que acabou o jogo de rastos.
Em termos individuais, o Bruno César merece destaque por ter marcado mais um golo, o Gaitán enquanto teve pernas foi dos mais desequilibradores, o Luisão e Garay estiveram irrepreensíveis, o Artur é um rei e o Witsel tem classe que não acaba. Em geral, toda a equipa esteve bastante bem, inclusive o Emerson que, se tivesse evitado a expulsão, teria sido igualmente dos melhores. Ah, e o Cardozo é o maior!
Com dois jogos em casa na 2ª volta, seria um escândalo se não nos apurássemos para a fase seguinte. Concentremo-nos na recepção ao Basileia, mas acho que temos que nos capacitar que podemos lutar pelo 1º lugar do grupo. Estamos dois pontos à frente do Manchester United e, se tudo correr normalmente, um empate em Old Trafford bastará para conseguir esse desiderato. É que ficar em 1º ou 2º pode significar a diferença entre o CSKA Moscovo ou o Barcelona…
sábado, outubro 15, 2011
Tranquilo
Vencemos em Portimão (2-0) e passámos à próxima eliminatória da Taça de Portugal. Foi um jogo de sentido único, em que o Portimonense se limitou a defender e o resultado peca por escasso. Apesar de só termos marcado na 2ª parte, a nossa vitória nunca esteve em causa.
Alinhámos com uma equipa maioritariamente de segundas linhas, com excepção do Luisão, Garay, Nolito e Bruno César. A 1ª parte foi complicada, porque o Portimonense não passava (literalmente) do meio-campo e tivemos muito pouco espaço para desenvolver o nosso futebol. Um remate cruzado do Nélson Oliveira e uma bola ao poste do Capdevila num livre foram os nossos melhores lances. Não utilizámos muita velocidade e as oportunidades foram escassas.
Na 2ª parte, entrou o Saviola e pouco depois o Witsel, e aos 59’ colocámo-nos finalmente em vantagem pelo Bruno César num livre directo, em que foi visível a sua concentração antes do remate. As coisas tornaram-se mais fáceis, já que os dois autocarros do Portimonense teriam finalmente de ser desfeitos e foi com naturalidade que aumentámos o marcador aos 72’ numa excelente abertura do Bruno César para um bom golo do Rodrigo isolado perante o guarda-redes. O triunfo estava seguro e até final ainda poderíamos ter marcado mais golos, mas a equipa baixou o ritmo para controlar a partida e começou já a pensar na Suíça.
Em termos individuais, o melhor em campo foi indiscutivelmente o Bruno César, com um golo e uma assistência. Também gostei bastante do Miguel Vítor, mesmo actuando a defesa-direito, ou seja, fora da sua posição habitual, e do Rodrigo que melhorou imenso na 2ª parte depois de uma 1ª mais fraca. O Saviola e o Witsel acrescentaram naturalmente qualidade à equipa, porque em alguns jogadores notou-se a falta de ritmo de jogo (nomeadamente no Capdevila, David Simão e Nélson Oliveira).
Obstáculo ultrapassado está na altura de nos concentrarmos no jogo frente o Basileia, em que uma vitória nos lançará definitivamente no caminho da qualificação para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões. Quanto à Taça de Portugal, o plantel demonstrou que leva a competição a sério e ainda bem, porque estou com muitas saudades de voltar ao Jamor.
Alinhámos com uma equipa maioritariamente de segundas linhas, com excepção do Luisão, Garay, Nolito e Bruno César. A 1ª parte foi complicada, porque o Portimonense não passava (literalmente) do meio-campo e tivemos muito pouco espaço para desenvolver o nosso futebol. Um remate cruzado do Nélson Oliveira e uma bola ao poste do Capdevila num livre foram os nossos melhores lances. Não utilizámos muita velocidade e as oportunidades foram escassas.
Na 2ª parte, entrou o Saviola e pouco depois o Witsel, e aos 59’ colocámo-nos finalmente em vantagem pelo Bruno César num livre directo, em que foi visível a sua concentração antes do remate. As coisas tornaram-se mais fáceis, já que os dois autocarros do Portimonense teriam finalmente de ser desfeitos e foi com naturalidade que aumentámos o marcador aos 72’ numa excelente abertura do Bruno César para um bom golo do Rodrigo isolado perante o guarda-redes. O triunfo estava seguro e até final ainda poderíamos ter marcado mais golos, mas a equipa baixou o ritmo para controlar a partida e começou já a pensar na Suíça.
Em termos individuais, o melhor em campo foi indiscutivelmente o Bruno César, com um golo e uma assistência. Também gostei bastante do Miguel Vítor, mesmo actuando a defesa-direito, ou seja, fora da sua posição habitual, e do Rodrigo que melhorou imenso na 2ª parte depois de uma 1ª mais fraca. O Saviola e o Witsel acrescentaram naturalmente qualidade à equipa, porque em alguns jogadores notou-se a falta de ritmo de jogo (nomeadamente no Capdevila, David Simão e Nélson Oliveira).
Obstáculo ultrapassado está na altura de nos concentrarmos no jogo frente o Basileia, em que uma vitória nos lançará definitivamente no caminho da qualificação para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões. Quanto à Taça de Portugal, o plantel demonstrou que leva a competição a sério e ainda bem, porque estou com muitas saudades de voltar ao Jamor.
quarta-feira, outubro 12, 2011
Dinamarca - 2 - Portugal - 1
Perdemos em Copenhaga e, com a vitória da Suécia frente à Holanda, teremos de ir ao play-off para nos qualificarmos para o Euro 2012. Foi uma exibição muito pobre da selecção nacional e a vitória dos dinamarqueses só peca por defeito.
Num jogo decisivo, não se percebe a apatia com que os jogadores entraram em campo. Muita lentidão nos processos, pouca vontade, reduzida velocidade, foi tudo muito mau. Este era inequivocamente o jogo oficial mais difícil desde que o Paulo Bento assumiu o comando da selecção e foi de longe a nossa pior exibição. Mas também há que ter noção de que o Pepe e o Coentrão estavam lesionados (aquele Rolando tem que ir para avançado, pois esteve em quatro dos cinco golos sofridos por Portugal nestes dois jogos…), o Bosingwa tem que voltar rapidamente (o seu estranho afastamento é a única coisa que eu recrimino ao Paulo Bento), já que o João Pereira é muito mediano, e o Hugo Almeida também acaba por fazer falta, especialmente dada a inoperância do Postiga. Junte-se a isto um jogo péssimo do Cristiano Ronaldo (salvou-se o livre que deu o nosso golo) e um Nani muito esforçado, mas pouco desequilibrador, e temos uma selecção que quase não cria perigo nenhum. Para ajudar à festa, o Moutinho é outro que mal se vê em campo, o Carlos Martins melhorou ligeiramente na 2ª parte e o Raul Meireles correu bastante, mas andou igualmente perdido. O Rui Patrício acabou por ser o menos mau da equipa.
Enfim, é esquecer rapidamente esta desilusão, mas também depois do início horripilante da qualificação conseguirmos ir aos play-offs até nem é nada mau. Sendo cabeças-de-série pode calhar-nos aIrlanda Turquia (correcção feita pela própria Uefa), Bósnia, Montenegro ou Estónia. As duas últimas serão teoricamente mais fáceis que as duas primeiras, mas de qualquer maneira será um escândalo se não nos apurarmos.
Num jogo decisivo, não se percebe a apatia com que os jogadores entraram em campo. Muita lentidão nos processos, pouca vontade, reduzida velocidade, foi tudo muito mau. Este era inequivocamente o jogo oficial mais difícil desde que o Paulo Bento assumiu o comando da selecção e foi de longe a nossa pior exibição. Mas também há que ter noção de que o Pepe e o Coentrão estavam lesionados (aquele Rolando tem que ir para avançado, pois esteve em quatro dos cinco golos sofridos por Portugal nestes dois jogos…), o Bosingwa tem que voltar rapidamente (o seu estranho afastamento é a única coisa que eu recrimino ao Paulo Bento), já que o João Pereira é muito mediano, e o Hugo Almeida também acaba por fazer falta, especialmente dada a inoperância do Postiga. Junte-se a isto um jogo péssimo do Cristiano Ronaldo (salvou-se o livre que deu o nosso golo) e um Nani muito esforçado, mas pouco desequilibrador, e temos uma selecção que quase não cria perigo nenhum. Para ajudar à festa, o Moutinho é outro que mal se vê em campo, o Carlos Martins melhorou ligeiramente na 2ª parte e o Raul Meireles correu bastante, mas andou igualmente perdido. O Rui Patrício acabou por ser o menos mau da equipa.
Enfim, é esquecer rapidamente esta desilusão, mas também depois do início horripilante da qualificação conseguirmos ir aos play-offs até nem é nada mau. Sendo cabeças-de-série pode calhar-nos a
sábado, outubro 08, 2011
Portugal - 5 - Islândia - 3
Vencemos a Islândia e estamos a um ponto de sermos os primeiros classificados no grupo e de nos qualificarmos para o Europeu de 2012. Foi conseguido o mais importante, mas não deixa de ser preocupante que tenhamos sofrido três golos perante uma selecção que ainda não tinha marcado fora de casa!
Fomos muito penalizados pelas ausências (especialmente o Pepe e o Fábio Coentrão) e no jogo aéreo fomos sistematicamente batidos. Se jogarmos assim em Copenhaga, estamos bem lixados. Chegámos ao intervalo a ganhar por 3-0 (dois golos do Nani e um do Hélder Postiga) e pensou-se que o resultado estaria feito, apesar de a Islândia ter entrado no jogo bem melhor do que nós. Na 2ª parte, o Cristiano Ronaldo atirou à barra, mas sofremos dois golos inexplicáveis que lançaram a incerteza na partida. Um forcing final devolveu-nos os três golos de diferença (Moutinho e Eliseu), mas o Rolando ainda teve tempo para oferecer um penalty que fez o resultado.
Em termos individuais, o Nani destacou-se por ter marcado dois golos e o Eliseu por ter marcado um e ter feito assistências para mais dois. O Carlos Martins fez uma boa 1ª parte. Negativamente, o foco vira-se inteirinho para o Rolando que conseguiu a proeza de estar nos três(!) golos sofridos. Aliás, em termos defensivos, a exibição esteve muito longe de ser brilhante e demos muito espaço ao adversário. Mas o que valeu foi que não estivemos mal na altura de colocar a bola da baliza. De qualquer maneira, há muito para corrigir na defesa para a próxima 3ª feira.
E, pronto, quando o Paulo Bento entrou a coisa estava muito preta e agora só precisamos de um ponto para conseguir o objectivo. Mérito total para ele. As coisas geralmente resultam melhor quando se tem um treinador no banco, algo que a selecção já não tinha há três anos.
Fomos muito penalizados pelas ausências (especialmente o Pepe e o Fábio Coentrão) e no jogo aéreo fomos sistematicamente batidos. Se jogarmos assim em Copenhaga, estamos bem lixados. Chegámos ao intervalo a ganhar por 3-0 (dois golos do Nani e um do Hélder Postiga) e pensou-se que o resultado estaria feito, apesar de a Islândia ter entrado no jogo bem melhor do que nós. Na 2ª parte, o Cristiano Ronaldo atirou à barra, mas sofremos dois golos inexplicáveis que lançaram a incerteza na partida. Um forcing final devolveu-nos os três golos de diferença (Moutinho e Eliseu), mas o Rolando ainda teve tempo para oferecer um penalty que fez o resultado.
Em termos individuais, o Nani destacou-se por ter marcado dois golos e o Eliseu por ter marcado um e ter feito assistências para mais dois. O Carlos Martins fez uma boa 1ª parte. Negativamente, o foco vira-se inteirinho para o Rolando que conseguiu a proeza de estar nos três(!) golos sofridos. Aliás, em termos defensivos, a exibição esteve muito longe de ser brilhante e demos muito espaço ao adversário. Mas o que valeu foi que não estivemos mal na altura de colocar a bola da baliza. De qualquer maneira, há muito para corrigir na defesa para a próxima 3ª feira.
E, pronto, quando o Paulo Bento entrou a coisa estava muito preta e agora só precisamos de um ponto para conseguir o objectivo. Mérito total para ele. As coisas geralmente resultam melhor quando se tem um treinador no banco, algo que a selecção já não tinha há três anos.
domingo, outubro 02, 2011
Espectáculo
Vencemos o Paços Ferreira por 4-1 e continuamos na liderança do campeonato. Fizemos uma boa exibição e a justiça da nossa vitória é inquestionável. Estamos inquestionavelmente numa boa fase e esperemos que esta paragem no campeonato não nos faça mal.
Entrámos muito bem na partida e o Sr. Bruno Esteves fez-nos a cortesia de anular um golo limpo do Cardozo por inexistente fora-de-jogo. Continuámos a criar oportunidades e chegámos à vantagem de forma meio acrobática pelo Saviola aos 22’, depois de uma assistência de cabeça do Tacuara. O Paços Ferreira não criava perigo nenhum e nós aumentámos o marcador aos 43’ novamente pelo Conejo na sequência de um canto do Bruno César. No último lance da 1ª parte, o Aimar isolou-se, mas um defesa do Paços desarmou-o já na área. No estádio pareceu-me uma jogada legal, mas ao ver na TV já não tenho assim tanta certeza. O jogo parecia resolvido, mas a 2ª parte trar-nos-ia algumas surpresas.
Voltámos a entrar muito fortes e não deixámos o adversário respirar nos primeiros minutos da 2ª parte. Há um lance em que me pareceu claro que o Matic é praticamente montado por um adversário, que se encavalita nele em plena área, mas o Sr. Bruno Esteves mais uma vez decidiu contra nós. Ao invés, no lado contrário foi muito lesto a marcar um penalty contra nós por derrube do Luisão. O 2-1 foi feito aos 51’ e pouco depois foi o Artur a safar-nos de uma inesperada igualdade, ao defender com o corpo uma cabeçada do Melgarejo (bons pormenores do nosso emprestado ao Paços) à queima-roupa. O guarda-redes adversário, Cássio, continuava a abrir o livro na 2ª parte e fartou-se de defender (remates do Cardozo, Saviola e Emerson), mas quando o Luisão lhe surgiu isolado pela frente aos 65’ não pode fazer nada. Golo de cabeça do capitão na sequência de um livre do Aimar. Logo no minuto seguinte, o Nolito, que entretanto tinha entrado para o lugar do Bruno César, acabou de vez com a partida ao fazer o 4-1. Até final, baixámos o ritmo e o espectáculo veio das bancadas com os No Name Boys a puxar pelo público e um cântico colectivo que durou os últimos 15’. Foi um momento fantástico na Catedral!
Em termos individuais, o destaque vai obviamente para o Saviola que com dois golos regressou às grandes exibições e ainda viu o Cássio negar-lhe outros tantos. O Aimar justifica a cada jogo o que escrevi aqui. O Gaitán também mantém a sua boa forma e o Cardozo não esteve mal, fez uma assistência para golo, mas poderia ter marcado num lance em que preferiu ficar a reclamar um penalty (que até pode ter existido, mas nunca se vira as costas a um remate à vontade que muito provavelmente daria golo). O Artur foi fundamental para a vitória, ao fazer uma defesa fabulosa naquele tal lance que poderia ter dado a igualdade.
Esperamos agora para ver o que fazem CRAC e Braga, mas estamos a demonstrar uma consistência exibicional e uma segurança que não tínhamos no ano passado. Mesmo sofrendo golos em quase todos os jogos, algo que temos decididamente que melhorar. Vamos descansar, ver se a selecção se qualifica para o Euro 2012 e depois temos a ida a Portimão para a Taça de Portugal. E atenção que todos nós estamos com muita vontade de voltar ao Jamor.
Entrámos muito bem na partida e o Sr. Bruno Esteves fez-nos a cortesia de anular um golo limpo do Cardozo por inexistente fora-de-jogo. Continuámos a criar oportunidades e chegámos à vantagem de forma meio acrobática pelo Saviola aos 22’, depois de uma assistência de cabeça do Tacuara. O Paços Ferreira não criava perigo nenhum e nós aumentámos o marcador aos 43’ novamente pelo Conejo na sequência de um canto do Bruno César. No último lance da 1ª parte, o Aimar isolou-se, mas um defesa do Paços desarmou-o já na área. No estádio pareceu-me uma jogada legal, mas ao ver na TV já não tenho assim tanta certeza. O jogo parecia resolvido, mas a 2ª parte trar-nos-ia algumas surpresas.
Voltámos a entrar muito fortes e não deixámos o adversário respirar nos primeiros minutos da 2ª parte. Há um lance em que me pareceu claro que o Matic é praticamente montado por um adversário, que se encavalita nele em plena área, mas o Sr. Bruno Esteves mais uma vez decidiu contra nós. Ao invés, no lado contrário foi muito lesto a marcar um penalty contra nós por derrube do Luisão. O 2-1 foi feito aos 51’ e pouco depois foi o Artur a safar-nos de uma inesperada igualdade, ao defender com o corpo uma cabeçada do Melgarejo (bons pormenores do nosso emprestado ao Paços) à queima-roupa. O guarda-redes adversário, Cássio, continuava a abrir o livro na 2ª parte e fartou-se de defender (remates do Cardozo, Saviola e Emerson), mas quando o Luisão lhe surgiu isolado pela frente aos 65’ não pode fazer nada. Golo de cabeça do capitão na sequência de um livre do Aimar. Logo no minuto seguinte, o Nolito, que entretanto tinha entrado para o lugar do Bruno César, acabou de vez com a partida ao fazer o 4-1. Até final, baixámos o ritmo e o espectáculo veio das bancadas com os No Name Boys a puxar pelo público e um cântico colectivo que durou os últimos 15’. Foi um momento fantástico na Catedral!
Em termos individuais, o destaque vai obviamente para o Saviola que com dois golos regressou às grandes exibições e ainda viu o Cássio negar-lhe outros tantos. O Aimar justifica a cada jogo o que escrevi aqui. O Gaitán também mantém a sua boa forma e o Cardozo não esteve mal, fez uma assistência para golo, mas poderia ter marcado num lance em que preferiu ficar a reclamar um penalty (que até pode ter existido, mas nunca se vira as costas a um remate à vontade que muito provavelmente daria golo). O Artur foi fundamental para a vitória, ao fazer uma defesa fabulosa naquele tal lance que poderia ter dado a igualdade.
Esperamos agora para ver o que fazem CRAC e Braga, mas estamos a demonstrar uma consistência exibicional e uma segurança que não tínhamos no ano passado. Mesmo sofrendo golos em quase todos os jogos, algo que temos decididamente que melhorar. Vamos descansar, ver se a selecção se qualifica para o Euro 2012 e depois temos a ida a Portimão para a Taça de Portugal. E atenção que todos nós estamos com muita vontade de voltar ao Jamor.
quinta-feira, setembro 29, 2011
quarta-feira, setembro 28, 2011
Serviços mínimos
Um golo do Bruno César permitiu-nos derrotar o Otelul Galati e conseguir uma infelizmente pouco habitual vitória fora na fase de grupos da Liga dos Campeões. A nossa superioridade foi evidente durante todo o jogo e o resultado peca por muito escasso.
Desde o início da partida que tomámos conta da mesma. Sejamos honestos, pelo que mostrou hoje, o Otelul Galati está ao nível de um V. Setúbal (sem ofensa). Por isso mesmo, o empate seria sempre um mau resultado, tal como o é no Bonfim. Contra as equipas teoricamente mais fracas dos grupos (vindas do pote 4), o objectivo tem que ser sempre conquistar seis pontos (a não ser que haja excepções tipo o Dortmund ou o Nápoles) para ter meio caminho andado para a qualificação. Entrámos com essa mentalidade e ainda bem, só que fomos demasiado perdulários e nem sempre estivemos eficazes no último passe. Remates do Witsel, Bruno César e Saviola criaram perigo, antes de o Gaitán abrir o livro com uma abertura fenomenal para o Bruno César fazer o resultado da partida aos 40’. Era importante ir para o intervalo a vencer, esperar que o Otelul Galati abrisse um bocado a muralha defensiva na 2ª parte e tentar aumentar a vantagem com mais espaços.
Só que infelizmente isso não aconteceu. Continuámos donos e senhores da partida, os romenos raramente conseguiram criar perigo, mas não demos o golpe de misericórdia. E, já se sabe, que quando isso não acontece estamos sujeitos a algum dissabor num lance fortuito. Por isso, é que eu detesto este tipo de jogos em que maioritariamente “controlamos a partida”. “Controlar”, sim, mas com pelo menos dois golos de vantagem, sff! São já muitos anos a ver bola e lembro-me bem de “n” jogos que empatámos assim, depois de sermos superiores durante quase toda a partida. E não havia mesmo necessidade de sofrermos um bocado durante os minutos finais. Um pouco mais de concentração no último passe ou na finalização e teríamos ganho nas calmas. Assim, teve que ser o Artur a safar-nos no último minuto e termos tido a sorte de a recarga ter saído ao lado. Teria sido um péssimo resultado, ainda para mais com o empate do Basileia em Manchester.
Destaque individual para o Bruno César, pelo golo que marcou, para o Gaitán, pela abertura e toques de classe durante quase toda a partida, para o Luisão, por ter sido mais uma vez o patrão da defesa e se ter tornado no jogador do Benfica com mais presenças na Europa, e para o Cardozo, por se ter farto de ganhar bolas nas alturas e ter feito três ou quatro passes de ruptura a desmarcar os colegas. Boa 1ª parte do Witsel e muita atenção do Artur nas poucas vezes em que foi solicitado.
Estamos em 1º lugar no nosso grupo em igualdade pontual com o Basileia. O Jesus disse que preferia uma vitória do Manchester, mas este resultado dá-nos algumas hipóteses de lutar pelo 1º lugar. Se, por acaso, ganharmos os dois jogos aos suíços, iremos de certeza a Old Trafford à frente do grupo e, se não perdermos aí, teremos grandes possibilidades de terminar na frente. Mas não nos adiantemos ao calendário: para já, iremos ter um duplo confronto com o Basileia, em que quatro pontos praticamente nos darão a qualificação. No entanto, e para já, pensemos é em ganhar ao Paços de Ferreira no próximo Sábado.
Desde o início da partida que tomámos conta da mesma. Sejamos honestos, pelo que mostrou hoje, o Otelul Galati está ao nível de um V. Setúbal (sem ofensa). Por isso mesmo, o empate seria sempre um mau resultado, tal como o é no Bonfim. Contra as equipas teoricamente mais fracas dos grupos (vindas do pote 4), o objectivo tem que ser sempre conquistar seis pontos (a não ser que haja excepções tipo o Dortmund ou o Nápoles) para ter meio caminho andado para a qualificação. Entrámos com essa mentalidade e ainda bem, só que fomos demasiado perdulários e nem sempre estivemos eficazes no último passe. Remates do Witsel, Bruno César e Saviola criaram perigo, antes de o Gaitán abrir o livro com uma abertura fenomenal para o Bruno César fazer o resultado da partida aos 40’. Era importante ir para o intervalo a vencer, esperar que o Otelul Galati abrisse um bocado a muralha defensiva na 2ª parte e tentar aumentar a vantagem com mais espaços.
Só que infelizmente isso não aconteceu. Continuámos donos e senhores da partida, os romenos raramente conseguiram criar perigo, mas não demos o golpe de misericórdia. E, já se sabe, que quando isso não acontece estamos sujeitos a algum dissabor num lance fortuito. Por isso, é que eu detesto este tipo de jogos em que maioritariamente “controlamos a partida”. “Controlar”, sim, mas com pelo menos dois golos de vantagem, sff! São já muitos anos a ver bola e lembro-me bem de “n” jogos que empatámos assim, depois de sermos superiores durante quase toda a partida. E não havia mesmo necessidade de sofrermos um bocado durante os minutos finais. Um pouco mais de concentração no último passe ou na finalização e teríamos ganho nas calmas. Assim, teve que ser o Artur a safar-nos no último minuto e termos tido a sorte de a recarga ter saído ao lado. Teria sido um péssimo resultado, ainda para mais com o empate do Basileia em Manchester.
Destaque individual para o Bruno César, pelo golo que marcou, para o Gaitán, pela abertura e toques de classe durante quase toda a partida, para o Luisão, por ter sido mais uma vez o patrão da defesa e se ter tornado no jogador do Benfica com mais presenças na Europa, e para o Cardozo, por se ter farto de ganhar bolas nas alturas e ter feito três ou quatro passes de ruptura a desmarcar os colegas. Boa 1ª parte do Witsel e muita atenção do Artur nas poucas vezes em que foi solicitado.
Estamos em 1º lugar no nosso grupo em igualdade pontual com o Basileia. O Jesus disse que preferia uma vitória do Manchester, mas este resultado dá-nos algumas hipóteses de lutar pelo 1º lugar. Se, por acaso, ganharmos os dois jogos aos suíços, iremos de certeza a Old Trafford à frente do grupo e, se não perdermos aí, teremos grandes possibilidades de terminar na frente. Mas não nos adiantemos ao calendário: para já, iremos ter um duplo confronto com o Basileia, em que quatro pontos praticamente nos darão a qualificação. No entanto, e para já, pensemos é em ganhar ao Paços de Ferreira no próximo Sábado.
sexta-feira, setembro 23, 2011
Soube a pouco
Empatámos em casa do CRAC (2-2), o que, dado o historial dos nossos jogos naquele antro, acaba por ser um resultado agradável. Teria assinado de cruz se alguém me propusesse este resultado antes de a partida começar, mas no final do jogo fiquei com a sensação que poderíamos ter feito melhor. Se tivéssemos jogado para ganhar, provavelmente tê-lo-íamos conseguido.
A 1ª parte foi muito má da nossa parte. Muito lentos nas transições, praticamente não criámos perigo e demos sempre a sensação de estar a jogar para o empate. O CRAC também não teve assim tantas oportunidades (um remate do Hulk e uma grande defesa do Artur a remate isolado do Fucile), mas marcou aos 37’ pelo Kléber na sequência de um livre escusado do Maxi Pereira.
Na 2ª parte, não poderíamos ter entrado melhor, porque fizemos a igualdade logo aos 47’. Boa jogada de insistência do Nolito e assistência para o Cardozo, que protegeu bem a bola do defesa e do Hélton, e rematou por debaixo do corpo deste. Só que novo erro infantil custou-nos a desvantagem três minutos depois. Canto curto do CRAC, centro rasteiro para a área, a nossa defesa toda a dormir e golo do Otamendi. Nem queria acreditar que, depois de termos empatado, consentíssemos um golo desta maneira! O CRAC praticamente morreu aí. Pouco mais fez até final da partida e ainda estávamos no minuto 50. Nós tivemos uma grande oportunidade dez minutos depois, na sequência de um dos poucos lances em que fizemos uma transição rápida para o ataque, mas o Cardozo isolado rematou contra o pé do Hélton. Aos 69’, o Jesus colocou o Bruno César e o Saviola, e a nossa superioridade continuou a ser vincada. Chegámos finalmente ao empate aos 82’ através do Gaitán, depois de uma assistência fabulosa do Saviola e também de dois bons toques do Cardozo. Até final nada mais de relevante se passou e foi pena que não tivéssemos aproveitado melhor o último esforço atacante do CRAC, porque tivemos uma ou outra possibilidade de sair com perigo para o ataque.
Em termos individuais, o Cardozo merece realce, porque marcou um golo (lá se vai a crítica de nunca ter marcado em casa do CRAC…) e esteve presente noutro. O Gaitán continua a decidir os momentos em que deve ou não correr, mas quando o faz ninguém o apanha. E marcou um golão! O Nolito também não esteve mal, embora mais discreto que o seu colega extremo. O Luisão foi um patrão durante quase o jogo todo e só foi pena ter ficado a dormir, como toda a defesa, no 2-1. O Artur fez um par de boas defesas e apenas não gostei da perna esticada perante o Guarín. O Saviola entrou muito bem na partida e foi preponderante na assistência para o Gaitán. O Emerson esteve regular, o que, apanhando com o Hulk pela frente, se pode considerar positivo. Menos bem, e porque também tem direito, esteve o Maxi Pereira.
Não perdemos num campo em que infelizmente isso acontece com regularidade e acabámos com os 11 em campo (coisa raramente vista), mas um pouco mais de ambição, especialmente na 1ª parte, poderia ter-nos valido uma vitória. Foi pena, mas podemos já corrigir isso na 3ª feira com uma vitória na Roménia para a Liga dos Campeões.
P.S. – Apesar de alguma inclinação do campo, fez bem ao Sr. Jorge Sousa estar a ser alegadamente observado pela Uefa. E, principalmente, fez bem a quem gosta de uma arbitragem sem influência no resultado.
P.P.S. – É oficial: o Fucile é um porco nojento!
A 1ª parte foi muito má da nossa parte. Muito lentos nas transições, praticamente não criámos perigo e demos sempre a sensação de estar a jogar para o empate. O CRAC também não teve assim tantas oportunidades (um remate do Hulk e uma grande defesa do Artur a remate isolado do Fucile), mas marcou aos 37’ pelo Kléber na sequência de um livre escusado do Maxi Pereira.
Na 2ª parte, não poderíamos ter entrado melhor, porque fizemos a igualdade logo aos 47’. Boa jogada de insistência do Nolito e assistência para o Cardozo, que protegeu bem a bola do defesa e do Hélton, e rematou por debaixo do corpo deste. Só que novo erro infantil custou-nos a desvantagem três minutos depois. Canto curto do CRAC, centro rasteiro para a área, a nossa defesa toda a dormir e golo do Otamendi. Nem queria acreditar que, depois de termos empatado, consentíssemos um golo desta maneira! O CRAC praticamente morreu aí. Pouco mais fez até final da partida e ainda estávamos no minuto 50. Nós tivemos uma grande oportunidade dez minutos depois, na sequência de um dos poucos lances em que fizemos uma transição rápida para o ataque, mas o Cardozo isolado rematou contra o pé do Hélton. Aos 69’, o Jesus colocou o Bruno César e o Saviola, e a nossa superioridade continuou a ser vincada. Chegámos finalmente ao empate aos 82’ através do Gaitán, depois de uma assistência fabulosa do Saviola e também de dois bons toques do Cardozo. Até final nada mais de relevante se passou e foi pena que não tivéssemos aproveitado melhor o último esforço atacante do CRAC, porque tivemos uma ou outra possibilidade de sair com perigo para o ataque.
Em termos individuais, o Cardozo merece realce, porque marcou um golo (lá se vai a crítica de nunca ter marcado em casa do CRAC…) e esteve presente noutro. O Gaitán continua a decidir os momentos em que deve ou não correr, mas quando o faz ninguém o apanha. E marcou um golão! O Nolito também não esteve mal, embora mais discreto que o seu colega extremo. O Luisão foi um patrão durante quase o jogo todo e só foi pena ter ficado a dormir, como toda a defesa, no 2-1. O Artur fez um par de boas defesas e apenas não gostei da perna esticada perante o Guarín. O Saviola entrou muito bem na partida e foi preponderante na assistência para o Gaitán. O Emerson esteve regular, o que, apanhando com o Hulk pela frente, se pode considerar positivo. Menos bem, e porque também tem direito, esteve o Maxi Pereira.
Não perdemos num campo em que infelizmente isso acontece com regularidade e acabámos com os 11 em campo (coisa raramente vista), mas um pouco mais de ambição, especialmente na 1ª parte, poderia ter-nos valido uma vitória. Foi pena, mas podemos já corrigir isso na 3ª feira com uma vitória na Roménia para a Liga dos Campeões.
P.S. – Apesar de alguma inclinação do campo, fez bem ao Sr. Jorge Sousa estar a ser alegadamente observado pela Uefa. E, principalmente, fez bem a quem gosta de uma arbitragem sem influência no resultado.
P.P.S. – É oficial: o Fucile é um porco nojento!
segunda-feira, setembro 19, 2011
Ex-aequo
Vencemos a Académica por 4-1 e, com o empate do CRAC na casa emprestada do Feirense, estamos agora no 1º lugar com os mesmos pontos deles. O resultado não espelha as dificuldades que sentimos, já que a Briosa apresentou bom futebol na Luz e aos 81’ estava 2-1 no marcador, no entanto, a justiça da nossa vitória é indiscutível.
O Jesus rodou (e bem), o plantel, ficando o Aimar, Javi García e Gaitán no banco e foram dois dos substitutos, Nolito e Bruno César, as grandes figuras do Benfica. A Académica entrou em campo desinibida e havia ataques de parte a parte. A 1ª parte foi bastante agradável e, depois de duas boas defesas do Peiser a remates do Cardozo e Saviola, chegámos à vantagem aos 26’ através do Chuta-Chuta, na sequência de uma grande abertura de El Conejo (a única coisa de jeito que fez no jogo todo). Pouco depois, este mesmo Saviola falhou outra óptima oportunidade de baliza aberta, com o Cardozo sozinho ao lado e, claro, como comentava com os meus colegas de bancada, teríamos de marcar pelo menos dois golos, porque um sofrido é garantido. E assim foi aos 40’, num remate fora da área em que o Artur ainda tocou na bola e acho que poderia ter feito mais para a desviar. Mas no minuto seguinte aconteceu o momento do jogo, já que o Nolito colocou-nos novamente em vantagem e nem deu tempo à Académica para saborear o empate. Era muito importante chegar ao intervalo na frente e assim aconteceu.
Na 2ª parte, a Briosa arriscou mais e passou a jogar com a linha defensiva muito subida, o que proporcionou vários ataques perigosos ao Benfica. Infelizmente, não estivemos muito inspirados especialmente no último passe, mas o que é certo é que também não permitimos muito perigo ao adversário. Aos 71’ entraram o Aimar e Gaitán, que nove minutos depois fabricaram o golo da tranquilidade, com centro do nº 20, falha do Peiser e El Mago a cabecear à vontade para a baliza deserta. Finalmente à 5ª jornada, iríamos ter 10’ de descanso com mais de um golo de vantagem até final da partida. O que ainda permitiu a estreia do Rodrigo e o bis do Nolito, depois de um excelente passe do Aimar.
Em termos individuais, salienta-se naturalmente o Nolito, com dois golos, e o Bruno César, que parece outro jogador, bastante mais rápido a executar do que no início da época (embora, já nessa, altura, eu tenha escrito que ele não enganava quanto à qualidade). O Cardozo está com mais confiança, que se nota na forma como disputa os lances, mas desta vez ficou a zeros. Ao invés, o Saviola está em nítida baixa de forma, poucas coisas lhe saem bem, mas tem o mérito de nunca se esconder do jogo. O Emerson também é outro cheio de confiança e voltou a fazer um bom jogo. Quanto ao fe(Ma)tiche do Jesus, confirma cada vez mais o que eu suspeitava: vamos ter muitas saudades do Airton… Quanto à Académica, gostei do Éder (nº 17, ponta-de-lança), bastante melhor que os seus clones Abdoulaye (nº 21) e Pape Sow (nº 8). A sério, foi a primeira vez que vi três gémeos na mesma equipa! :-)
O Sr. Vasco Santos confirmou que é um mau árbitro, ao perdoar um penalty a cada uma das equipas (a mão do Bruno César é dentro da área, mas um remate deste é desviado por um cotovelo também ainda com 0-0 no marcador), ao usar um critério disciplinar que não se entende (o Saviola levou uma cotovelada e o adversário ficou em campo) e os fiscais-de-linha assinalaram mal vários foras-de-jogo. Uma arbitragem para esquecer.
Com o empate dos assumidamente corruptos, iremos defrontá-los em sua casa na próxima 6ª feira em igualdade pontual, o que infelizmente tem sido raro na última década. Era fundamental não deixar escapar esta escorregadela deles. Estamos a subir de forma e eles provaram que sem o Hulk não são a mesma coisa. Se arranjarmos forma de o parar, teremos boas possibilidades de ganhar.
P.S. – Outra boa notícia é o facto do James Rodríguez já ter interiorizado a cultura daquele clube e ter dado um murro a um adversário, sendo expulso e não nos defrontando. Vá lá que o Sr. Bruno Esteves, depois de ter perdoado um penalty claríssimo ao CRAC, não teve coragem de não expulsar um jogador deles perante um lance tão evidente.
O Jesus rodou (e bem), o plantel, ficando o Aimar, Javi García e Gaitán no banco e foram dois dos substitutos, Nolito e Bruno César, as grandes figuras do Benfica. A Académica entrou em campo desinibida e havia ataques de parte a parte. A 1ª parte foi bastante agradável e, depois de duas boas defesas do Peiser a remates do Cardozo e Saviola, chegámos à vantagem aos 26’ através do Chuta-Chuta, na sequência de uma grande abertura de El Conejo (a única coisa de jeito que fez no jogo todo). Pouco depois, este mesmo Saviola falhou outra óptima oportunidade de baliza aberta, com o Cardozo sozinho ao lado e, claro, como comentava com os meus colegas de bancada, teríamos de marcar pelo menos dois golos, porque um sofrido é garantido. E assim foi aos 40’, num remate fora da área em que o Artur ainda tocou na bola e acho que poderia ter feito mais para a desviar. Mas no minuto seguinte aconteceu o momento do jogo, já que o Nolito colocou-nos novamente em vantagem e nem deu tempo à Académica para saborear o empate. Era muito importante chegar ao intervalo na frente e assim aconteceu.
Na 2ª parte, a Briosa arriscou mais e passou a jogar com a linha defensiva muito subida, o que proporcionou vários ataques perigosos ao Benfica. Infelizmente, não estivemos muito inspirados especialmente no último passe, mas o que é certo é que também não permitimos muito perigo ao adversário. Aos 71’ entraram o Aimar e Gaitán, que nove minutos depois fabricaram o golo da tranquilidade, com centro do nº 20, falha do Peiser e El Mago a cabecear à vontade para a baliza deserta. Finalmente à 5ª jornada, iríamos ter 10’ de descanso com mais de um golo de vantagem até final da partida. O que ainda permitiu a estreia do Rodrigo e o bis do Nolito, depois de um excelente passe do Aimar.
Em termos individuais, salienta-se naturalmente o Nolito, com dois golos, e o Bruno César, que parece outro jogador, bastante mais rápido a executar do que no início da época (embora, já nessa, altura, eu tenha escrito que ele não enganava quanto à qualidade). O Cardozo está com mais confiança, que se nota na forma como disputa os lances, mas desta vez ficou a zeros. Ao invés, o Saviola está em nítida baixa de forma, poucas coisas lhe saem bem, mas tem o mérito de nunca se esconder do jogo. O Emerson também é outro cheio de confiança e voltou a fazer um bom jogo. Quanto ao fe(Ma)tiche do Jesus, confirma cada vez mais o que eu suspeitava: vamos ter muitas saudades do Airton… Quanto à Académica, gostei do Éder (nº 17, ponta-de-lança), bastante melhor que os seus clones Abdoulaye (nº 21) e Pape Sow (nº 8). A sério, foi a primeira vez que vi três gémeos na mesma equipa! :-)
O Sr. Vasco Santos confirmou que é um mau árbitro, ao perdoar um penalty a cada uma das equipas (a mão do Bruno César é dentro da área, mas um remate deste é desviado por um cotovelo também ainda com 0-0 no marcador), ao usar um critério disciplinar que não se entende (o Saviola levou uma cotovelada e o adversário ficou em campo) e os fiscais-de-linha assinalaram mal vários foras-de-jogo. Uma arbitragem para esquecer.
Com o empate dos assumidamente corruptos, iremos defrontá-los em sua casa na próxima 6ª feira em igualdade pontual, o que infelizmente tem sido raro na última década. Era fundamental não deixar escapar esta escorregadela deles. Estamos a subir de forma e eles provaram que sem o Hulk não são a mesma coisa. Se arranjarmos forma de o parar, teremos boas possibilidades de ganhar.
P.S. – Outra boa notícia é o facto do James Rodríguez já ter interiorizado a cultura daquele clube e ter dado um murro a um adversário, sendo expulso e não nos defrontando. Vá lá que o Sr. Bruno Esteves, depois de ter perdoado um penalty claríssimo ao CRAC, não teve coragem de não expulsar um jogador deles perante um lance tão evidente.
quinta-feira, setembro 15, 2011
Bom resultado
No 200º jogo oficial na Nova Luz, empatámos com o Manchester United na 1ª jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões. Foi uma partida que fez jus à competição, com uma intensidade muito pouco vista no campeonato português e que agradou certamente aos 63.822 espectadores. Os ingleses têm uma equipa fabulosa, só de olhar para o banco deles dava medo (Nani, Hernández, Berbatov, Anderson, Owen), mas batemo-nos muito bem e até poderíamos, com um pouco mais de sorte, ter ganho o jogo.
O Jorge Jesus assumiu naturais cautelas e colocou o Rúben Amorim a titular em detrimento do Nolito. De resto, o esperado 4-2-3-1 com o Witsel ao lado do Javi García. A 1ª parte foi muito disputada, mas sem grandes ocasiões de golo. Houve um bom remate rasteiro do Cardozo (com o pé direito) para defesa do guarda-redes e outro do Gaitán ao lado, antes de estes mesmos dois jogadores fabricarem o 1-0. Foi aos 24’ num passe de trivela do argentino e um domínio no peito, seguido de rotação, do paraguaio a marcar um grande golo com o pé direito! Até ao intervalo, poderíamos ter feito o 2-0 num contra-ataque que o Javi García desperdiçou ao não rematar à baliza e preferir fazer um passe para o Gaitán, que acabou por ser interceptado por um defesa. Só que aos 41’ apareceu o velhote Ryan Giggs a aproveitar uma desconcentração da nossa defesa e meio-campo, que o deixaram seguir à vontade para um remate de fora da área sem hipóteses para o Artur. Um remate, um golo, é assim a eficácia das grandes equipas. Com espaço à entrada da área, não há cá remates ao lado.
Nos primeiros minutos da 2ª parte, deu a ideia que não íamos aguentar o ritmo do “Naite” (como diz o Jesus, uma variação interessante do “Manster” do Fernando Santos) que nos começou a empurrar para a nossa área. Um disparate do Emerson poderia ter dado mau resultado, mas começámos a equilibrar novamente com a entrada do Nolito para o lugar do Amorim. E foram mesmo do espanhol as duas grandes oportunidades de golo, num remate muito bem defendido pelo suplente Lindegaard (que foi titular em vez do De Gea e eles não ficaram nada a perder) e noutro lance já muito perto do final em que rematou ao lado, quando só tinha o guarda-redes pela frente. Guarda-redes esse, que fez uma óptima defesa num pontapé que é a imagem de marca do Gaitán (em arco sob a direita para o ângulo oposto da baliza). Quanto ao Naite, uma arrancada do Giggs que passou por metade da nossa defesa e só esbarrou no Artur foi praticamente o único lance de iminente golo que criaram no segundo tempo.
Em termos individuais, destaco o Cardozo, Gaitán e Luisão. O paraguaio lá continua a marcar golos “só de encostar” a “equipas fraquinhas” e o que importante é que é “muito lento e não presta”. É uma pena, de facto, que não o tenhamos trocado pelo Hugo Almeida…! O argentino irá ser a próxima grande venda do Benfica (podem escrever) e sabe bem em que jogos é que se tem que mostrar. Parece por vezes alheado da partida, mas a arrancada que fez para assistir o Nolito diz tudo. O Luisão é, naturalmente, o maior (em todos os sentidos)! O resto da equipa esteve bem e muito concentrada, merecendo também referência o Javi García e o Maxi Pereira. Apesar de não terem jogado mal, esperava que o Aimar e o Witsel tivessem sobressaído mais. Ao invés, um dos fe(Ma)tiche do Jesus continua a não me convencer nada. É bom para segurar bolas nas partes finais do jogo, mas falhou dois ou três passes que até um iniciado faria.
Conseguir um ponto perante uma equipa que esteve presente em três das últimas quatro finais da Champions é um bom resultado sob qualquer ponto de vista. Só o Giggs deve ter mais jogos na Liga dos Campeões que o nosso plantel todo somado. Foi pena que na outra partida não tivesse havido também um empate, mas o Jesus que não se ponha com histórias: sim, vão ser três equipas a lutar pelo apuramento com o Naite, mas era só o que mais faltava que não nos qualificássemos para os oitavos! Com o devido respeito, estamos a falar do Basileia e do Otelul Galati! Basta que entremos em campo com humildade e concentração, que a nossa maior valia virá inevitavelmente ao de cima. Não é preciso passar do “vamos lutar pela Champions” do ano passado para o “vamos lutar pela qualificação com o Basileia e o Otelul”. Nem 80 nem oito!
O Jorge Jesus assumiu naturais cautelas e colocou o Rúben Amorim a titular em detrimento do Nolito. De resto, o esperado 4-2-3-1 com o Witsel ao lado do Javi García. A 1ª parte foi muito disputada, mas sem grandes ocasiões de golo. Houve um bom remate rasteiro do Cardozo (com o pé direito) para defesa do guarda-redes e outro do Gaitán ao lado, antes de estes mesmos dois jogadores fabricarem o 1-0. Foi aos 24’ num passe de trivela do argentino e um domínio no peito, seguido de rotação, do paraguaio a marcar um grande golo com o pé direito! Até ao intervalo, poderíamos ter feito o 2-0 num contra-ataque que o Javi García desperdiçou ao não rematar à baliza e preferir fazer um passe para o Gaitán, que acabou por ser interceptado por um defesa. Só que aos 41’ apareceu o velhote Ryan Giggs a aproveitar uma desconcentração da nossa defesa e meio-campo, que o deixaram seguir à vontade para um remate de fora da área sem hipóteses para o Artur. Um remate, um golo, é assim a eficácia das grandes equipas. Com espaço à entrada da área, não há cá remates ao lado.
Nos primeiros minutos da 2ª parte, deu a ideia que não íamos aguentar o ritmo do “Naite” (como diz o Jesus, uma variação interessante do “Manster” do Fernando Santos) que nos começou a empurrar para a nossa área. Um disparate do Emerson poderia ter dado mau resultado, mas começámos a equilibrar novamente com a entrada do Nolito para o lugar do Amorim. E foram mesmo do espanhol as duas grandes oportunidades de golo, num remate muito bem defendido pelo suplente Lindegaard (que foi titular em vez do De Gea e eles não ficaram nada a perder) e noutro lance já muito perto do final em que rematou ao lado, quando só tinha o guarda-redes pela frente. Guarda-redes esse, que fez uma óptima defesa num pontapé que é a imagem de marca do Gaitán (em arco sob a direita para o ângulo oposto da baliza). Quanto ao Naite, uma arrancada do Giggs que passou por metade da nossa defesa e só esbarrou no Artur foi praticamente o único lance de iminente golo que criaram no segundo tempo.
Em termos individuais, destaco o Cardozo, Gaitán e Luisão. O paraguaio lá continua a marcar golos “só de encostar” a “equipas fraquinhas” e o que importante é que é “muito lento e não presta”. É uma pena, de facto, que não o tenhamos trocado pelo Hugo Almeida…! O argentino irá ser a próxima grande venda do Benfica (podem escrever) e sabe bem em que jogos é que se tem que mostrar. Parece por vezes alheado da partida, mas a arrancada que fez para assistir o Nolito diz tudo. O Luisão é, naturalmente, o maior (em todos os sentidos)! O resto da equipa esteve bem e muito concentrada, merecendo também referência o Javi García e o Maxi Pereira. Apesar de não terem jogado mal, esperava que o Aimar e o Witsel tivessem sobressaído mais. Ao invés, um dos fe(Ma)tiche do Jesus continua a não me convencer nada. É bom para segurar bolas nas partes finais do jogo, mas falhou dois ou três passes que até um iniciado faria.
Conseguir um ponto perante uma equipa que esteve presente em três das últimas quatro finais da Champions é um bom resultado sob qualquer ponto de vista. Só o Giggs deve ter mais jogos na Liga dos Campeões que o nosso plantel todo somado. Foi pena que na outra partida não tivesse havido também um empate, mas o Jesus que não se ponha com histórias: sim, vão ser três equipas a lutar pelo apuramento com o Naite, mas era só o que mais faltava que não nos qualificássemos para os oitavos! Com o devido respeito, estamos a falar do Basileia e do Otelul Galati! Basta que entremos em campo com humildade e concentração, que a nossa maior valia virá inevitavelmente ao de cima. Não é preciso passar do “vamos lutar pela Champions” do ano passado para o “vamos lutar pela qualificação com o Basileia e o Otelul”. Nem 80 nem oito!
quarta-feira, setembro 14, 2011
Relembrar XXV - Noites europeias
Como já não faço um “relembrar” há quase dois anos (mea culpa, mea culpa...), aqui fica este hoje para nos inspirar para mais logo frente ao Manchester United. Como na altura era muito puto e era à noite, não fui ver este jogo frente ao Olympiacos ao vivo (mais pormenores aqui), mas ele sempre me fascinou pela recuperação que fizemos no marcador (perdemos 0-1 fora e ganhámos 3-0 na Luz), pelos três golões (sim, são todos grandes golos) e, last but not least, pela beleza das camisolas brancas e dos calções encarnados do equipamento alternativo.Este jogo foi há quase 30 anos (época 1983/84), faz parte das minhas memórias de infância e simboliza para mim as célebres noites europeias da Luz em que, ajudado por um terceiro anel vibrante, o Benfica fazia grandes exibições e amedrontava os adversários. Que o mesmo se passe mais logo... Enjoy!
domingo, setembro 11, 2011
Mediano
Vencemos o V. Guimarães por 2-1 em mais um jogo em que tivemos que sofrer até final. Já era tempo de os jogadores do Benfica darem um bocado de descanso ao coração dos sócios e adeptos, e resolverem as partidas mais cedo. Este jogo vai dar paleio para o resto da época, porque o Sr. Duarte Gomes assinalou três penalties a nosso favor e ainda por cima em apenas 12’.
Não entrámos bem na partida e sentimos muito a falta do Aimar, que esteve no banco provavelmente a ser poupado para o Manchester na 4ª feira. Não tínhamos ninguém no meio-campo para pegar no jogo, já que os potenciais substitutos (Gaitán e Bruno César) estavam nas alas e o Witsel provou que não é um 10, o que me leva a questionar a opção de dispensar o Carlos Martins, que era o único do plantel que poderia substituir El Mago. Estava tudo mais ou menos morno, quando um defesa do V. Guimarães resolveu atropelar o Saviola. Penalty convertido em jeito pelo Cardozo, rasteiro para o lado esquerdo do guarda-redes, que nos colocou na frente aos 32’. Um minuto depois, novo penalty por braço na bola, mas desta vez o Cardozo acertou na quina da barra. A repetição na TV não é elucidativa, mas o braço do jogador está nitidamente aberto, embora pareça que a bola lhe bate na barriga. E em cima do intervalo, o terceiro penalty novamente por braço na bola, com o Cardozo a marcar exactamente como o primeiro e a fazer o 2-0. O jogador do Guimarães levanta ambos os braços quando tenta interceptar um remate do Saviola, mas mais uma vez a repetição na TV não esclarece se a bola tocou num deles antes de lhe bater na cabeça. Há que referir que, ainda antes do primeiro golo, há um penalty nítido que ficou por marcar por mão da bola do Alex depois de um centro do Emerson.
Na 2ª parte, alguns jogadores começaram a acusar o esforço dos jogos e viagens pelas selecções, mas mesmo assim tivemos dois falhanços inacreditáveis pelo Saviola e Garay. Ambos de cabeça, só com a baliza pela frente, atiraram por cima! Então, o lance do Saviola é dos mais incríveis que alguma vez vi, porque ele estava quase em cima da linha de golo. Não matámos o jogo e permitimos a redução do marcador aos 63’, num lance em que o Garay foi muito mal batido e o Artur também não está isento de culpas. Trememos um bocado, concedemos alguns livres por faltas perfeitamente idiotas nos últimos cinco minutos (um situação a rever, porque com outra equipa melhor sofreríamos um golo de certeza), mas conseguimos manter a vitória.
Em termos individuais, o Cardozo marcou dois golos de penalty, falhou um, e na 2ª parte ganhou a maior parte dos lances de cabeça. Mas estava nitidamente cansado por causa das selecções na parte final da partida, o que lhe valeu alguns assobios dos iluminados que continuam a achar que 105 golos em pouco mais de quatro épocas é irrelevante. O Javi García esteve bem na 1ª parte, mas menos vistoso na 2ª e o Emerson realizou alguns cortes providenciais. O resto da equipa esteve a um nível médio-baixo, com o Witsel a passar muito ao lado do jogo, provavelmente também ele reflexo da selecção.
É essencial que não percamos mais pontos até à visita a casa do CRAC daqui a duas jornadas e, por isso, este encontro era tão importante. Como voltamos a jogar em casa para a semana, frente à Académica, é de esperar a continuação desta senda vitoriosa. Mas, antes disso, teremos na 4ª um jogo a não perder frente ao vice-campeão europeu. O Manchester United visitará a Luz e espera-se uma grande noite europeia.
P.S. – Eu gosto imenso do Cardozo, mas ficaria mais descansado se não fosse ele a marcar os penalties. Não parece nada confiante e está a batê-los em jeito, ou seja, se o guarda-redes acertar o lado a probabilidade de os defender é grande. Felizmente que isso hoje não aconteceu, mas esta insistência nele para os penalties é mais uma das teimosias do Jesus. Especialmente, estando o Saviola em campo.
Não entrámos bem na partida e sentimos muito a falta do Aimar, que esteve no banco provavelmente a ser poupado para o Manchester na 4ª feira. Não tínhamos ninguém no meio-campo para pegar no jogo, já que os potenciais substitutos (Gaitán e Bruno César) estavam nas alas e o Witsel provou que não é um 10, o que me leva a questionar a opção de dispensar o Carlos Martins, que era o único do plantel que poderia substituir El Mago. Estava tudo mais ou menos morno, quando um defesa do V. Guimarães resolveu atropelar o Saviola. Penalty convertido em jeito pelo Cardozo, rasteiro para o lado esquerdo do guarda-redes, que nos colocou na frente aos 32’. Um minuto depois, novo penalty por braço na bola, mas desta vez o Cardozo acertou na quina da barra. A repetição na TV não é elucidativa, mas o braço do jogador está nitidamente aberto, embora pareça que a bola lhe bate na barriga. E em cima do intervalo, o terceiro penalty novamente por braço na bola, com o Cardozo a marcar exactamente como o primeiro e a fazer o 2-0. O jogador do Guimarães levanta ambos os braços quando tenta interceptar um remate do Saviola, mas mais uma vez a repetição na TV não esclarece se a bola tocou num deles antes de lhe bater na cabeça. Há que referir que, ainda antes do primeiro golo, há um penalty nítido que ficou por marcar por mão da bola do Alex depois de um centro do Emerson.
Na 2ª parte, alguns jogadores começaram a acusar o esforço dos jogos e viagens pelas selecções, mas mesmo assim tivemos dois falhanços inacreditáveis pelo Saviola e Garay. Ambos de cabeça, só com a baliza pela frente, atiraram por cima! Então, o lance do Saviola é dos mais incríveis que alguma vez vi, porque ele estava quase em cima da linha de golo. Não matámos o jogo e permitimos a redução do marcador aos 63’, num lance em que o Garay foi muito mal batido e o Artur também não está isento de culpas. Trememos um bocado, concedemos alguns livres por faltas perfeitamente idiotas nos últimos cinco minutos (um situação a rever, porque com outra equipa melhor sofreríamos um golo de certeza), mas conseguimos manter a vitória.
Em termos individuais, o Cardozo marcou dois golos de penalty, falhou um, e na 2ª parte ganhou a maior parte dos lances de cabeça. Mas estava nitidamente cansado por causa das selecções na parte final da partida, o que lhe valeu alguns assobios dos iluminados que continuam a achar que 105 golos em pouco mais de quatro épocas é irrelevante. O Javi García esteve bem na 1ª parte, mas menos vistoso na 2ª e o Emerson realizou alguns cortes providenciais. O resto da equipa esteve a um nível médio-baixo, com o Witsel a passar muito ao lado do jogo, provavelmente também ele reflexo da selecção.
É essencial que não percamos mais pontos até à visita a casa do CRAC daqui a duas jornadas e, por isso, este encontro era tão importante. Como voltamos a jogar em casa para a semana, frente à Académica, é de esperar a continuação desta senda vitoriosa. Mas, antes disso, teremos na 4ª um jogo a não perder frente ao vice-campeão europeu. O Manchester United visitará a Luz e espera-se uma grande noite europeia.
P.S. – Eu gosto imenso do Cardozo, mas ficaria mais descansado se não fosse ele a marcar os penalties. Não parece nada confiante e está a batê-los em jeito, ou seja, se o guarda-redes acertar o lado a probabilidade de os defender é grande. Felizmente que isso hoje não aconteceu, mas esta insistência nele para os penalties é mais uma das teimosias do Jesus. Especialmente, estando o Saviola em campo.
segunda-feira, setembro 05, 2011
Inexplicável...
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"Esse mundo de fadistas, de faias, parecia a Carlos merecer um estudo, um romance... Isso levou logo a falar-se do Assommoir, de Zola e do realismo: e o Alencar imediatamente limpando os bigodes dos pingos de sopa, suplicou que não se discutisse, à hora asseada do jantar, essa literatura latrinária. Ali todos eram homens de asseio, de sala, hem? Então, que não se mencionasse o excremento!"
Eça de Queiroz, in Os Maias
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