origem

quinta-feira, setembro 29, 2011

quarta-feira, setembro 28, 2011

Serviços mínimos

Um golo do Bruno César permitiu-nos derrotar o Otelul Galati e conseguir uma infelizmente pouco habitual vitória fora na fase de grupos da Liga dos Campeões. A nossa superioridade foi evidente durante todo o jogo e o resultado peca por muito escasso.

Desde o início da partida que tomámos conta da mesma. Sejamos honestos, pelo que mostrou hoje, o Otelul Galati está ao nível de um V. Setúbal (sem ofensa). Por isso mesmo, o empate seria sempre um mau resultado, tal como o é no Bonfim. Contra as equipas teoricamente mais fracas dos grupos (vindas do pote 4), o objectivo tem que ser sempre conquistar seis pontos (a não ser que haja excepções tipo o Dortmund ou o Nápoles) para ter meio caminho andado para a qualificação. Entrámos com essa mentalidade e ainda bem, só que fomos demasiado perdulários e nem sempre estivemos eficazes no último passe. Remates do Witsel, Bruno César e Saviola criaram perigo, antes de o Gaitán abrir o livro com uma abertura fenomenal para o Bruno César fazer o resultado da partida aos 40’. Era importante ir para o intervalo a vencer, esperar que o Otelul Galati abrisse um bocado a muralha defensiva na 2ª parte e tentar aumentar a vantagem com mais espaços.

Só que infelizmente isso não aconteceu. Continuámos donos e senhores da partida, os romenos raramente conseguiram criar perigo, mas não demos o golpe de misericórdia. E, já se sabe, que quando isso não acontece estamos sujeitos a algum dissabor num lance fortuito. Por isso, é que eu detesto este tipo de jogos em que maioritariamente “controlamos a partida”. “Controlar”, sim, mas com pelo menos dois golos de vantagem, sff! São já muitos anos a ver bola e lembro-me bem de “n” jogos que empatámos assim, depois de sermos superiores durante quase toda a partida. E não havia mesmo necessidade de sofrermos um bocado durante os minutos finais. Um pouco mais de concentração no último passe ou na finalização e teríamos ganho nas calmas. Assim, teve que ser o Artur a safar-nos no último minuto e termos tido a sorte de a recarga ter saído ao lado. Teria sido um péssimo resultado, ainda para mais com o empate do Basileia em Manchester.

Destaque individual para o Bruno César, pelo golo que marcou, para o Gaitán, pela abertura e toques de classe durante quase toda a partida, para o Luisão, por ter sido mais uma vez o patrão da defesa e se ter tornado no jogador do Benfica com mais presenças na Europa, e para o Cardozo, por se ter farto de ganhar bolas nas alturas e ter feito três ou quatro passes de ruptura a desmarcar os colegas. Boa 1ª parte do Witsel e muita atenção do Artur nas poucas vezes em que foi solicitado.

Estamos em 1º lugar no nosso grupo em igualdade pontual com o Basileia. O Jesus disse que preferia uma vitória do Manchester, mas este resultado dá-nos algumas hipóteses de lutar pelo 1º lugar. Se, por acaso, ganharmos os dois jogos aos suíços, iremos de certeza a Old Trafford à frente do grupo e, se não perdermos aí, teremos grandes possibilidades de terminar na frente. Mas não nos adiantemos ao calendário: para já, iremos ter um duplo confronto com o Basileia, em que quatro pontos praticamente nos darão a qualificação. No entanto, e para já, pensemos é em ganhar ao Paços de Ferreira no próximo Sábado.

sexta-feira, setembro 23, 2011

Soube a pouco

Empatámos em casa do CRAC (2-2), o que, dado o historial dos nossos jogos naquele antro, acaba por ser um resultado agradável. Teria assinado de cruz se alguém me propusesse este resultado antes de a partida começar, mas no final do jogo fiquei com a sensação que poderíamos ter feito melhor. Se tivéssemos jogado para ganhar, provavelmente tê-lo-íamos conseguido.

A 1ª parte foi muito má da nossa parte. Muito lentos nas transições, praticamente não criámos perigo e demos sempre a sensação de estar a jogar para o empate. O CRAC também não teve assim tantas oportunidades (um remate do Hulk e uma grande defesa do Artur a remate isolado do Fucile), mas marcou aos 37’ pelo Kléber na sequência de um livre escusado do Maxi Pereira.

Na 2ª parte, não poderíamos ter entrado melhor, porque fizemos a igualdade logo aos 47’. Boa jogada de insistência do Nolito e assistência para o Cardozo, que protegeu bem a bola do defesa e do Hélton, e rematou por debaixo do corpo deste. Só que novo erro infantil custou-nos a desvantagem três minutos depois. Canto curto do CRAC, centro rasteiro para a área, a nossa defesa toda a dormir e golo do Otamendi. Nem queria acreditar que, depois de termos empatado, consentíssemos um golo desta maneira! O CRAC praticamente morreu aí. Pouco mais fez até final da partida e ainda estávamos no minuto 50. Nós tivemos uma grande oportunidade dez minutos depois, na sequência de um dos poucos lances em que fizemos uma transição rápida para o ataque, mas o Cardozo isolado rematou contra o pé do Hélton. Aos 69’, o Jesus colocou o Bruno César e o Saviola, e a nossa superioridade continuou a ser vincada. Chegámos finalmente ao empate aos 82’ através do Gaitán, depois de uma assistência fabulosa do Saviola e também de dois bons toques do Cardozo. Até final nada mais de relevante se passou e foi pena que não tivéssemos aproveitado melhor o último esforço atacante do CRAC, porque tivemos uma ou outra possibilidade de sair com perigo para o ataque.

Em termos individuais, o Cardozo merece realce, porque marcou um golo (lá se vai a crítica de nunca ter marcado em casa do CRAC…) e esteve presente noutro. O Gaitán continua a decidir os momentos em que deve ou não correr, mas quando o faz ninguém o apanha. E marcou um golão! O Nolito também não esteve mal, embora mais discreto que o seu colega extremo. O Luisão foi um patrão durante quase o jogo todo e só foi pena ter ficado a dormir, como toda a defesa, no 2-1. O Artur fez um par de boas defesas e apenas não gostei da perna esticada perante o Guarín. O Saviola entrou muito bem na partida e foi preponderante na assistência para o Gaitán. O Emerson esteve regular, o que, apanhando com o Hulk pela frente, se pode considerar positivo. Menos bem, e porque também tem direito, esteve o Maxi Pereira.

Não perdemos num campo em que infelizmente isso acontece com regularidade e acabámos com os 11 em campo (coisa raramente vista), mas um pouco mais de ambição, especialmente na 1ª parte, poderia ter-nos valido uma vitória. Foi pena, mas podemos já corrigir isso na 3ª feira com uma vitória na Roménia para a Liga dos Campeões.

P.S. – Apesar de alguma inclinação do campo, fez bem ao Sr. Jorge Sousa estar a ser alegadamente observado pela Uefa. E, principalmente, fez bem a quem gosta de uma arbitragem sem influência no resultado.

P.P.S. – É oficial: o Fucile é um porco nojento!

segunda-feira, setembro 19, 2011

Ex-aequo

Vencemos a Académica por 4-1 e, com o empate do CRAC na casa emprestada do Feirense, estamos agora no 1º lugar com os mesmos pontos deles. O resultado não espelha as dificuldades que sentimos, já que a Briosa apresentou bom futebol na Luz e aos 81’ estava 2-1 no marcador, no entanto, a justiça da nossa vitória é indiscutível.

O Jesus rodou (e bem), o plantel, ficando o Aimar, Javi García e Gaitán no banco e foram dois dos substitutos, Nolito e Bruno César, as grandes figuras do Benfica. A Académica entrou em campo desinibida e havia ataques de parte a parte. A 1ª parte foi bastante agradável e, depois de duas boas defesas do Peiser a remates do Cardozo e Saviola, chegámos à vantagem aos 26’ através do Chuta-Chuta, na sequência de uma grande abertura de El Conejo (a única coisa de jeito que fez no jogo todo). Pouco depois, este mesmo Saviola falhou outra óptima oportunidade de baliza aberta, com o Cardozo sozinho ao lado e, claro, como comentava com os meus colegas de bancada, teríamos de marcar pelo menos dois golos, porque um sofrido é garantido. E assim foi aos 40’, num remate fora da área em que o Artur ainda tocou na bola e acho que poderia ter feito mais para a desviar. Mas no minuto seguinte aconteceu o momento do jogo, já que o Nolito colocou-nos novamente em vantagem e nem deu tempo à Académica para saborear o empate. Era muito importante chegar ao intervalo na frente e assim aconteceu.

Na 2ª parte, a Briosa arriscou mais e passou a jogar com a linha defensiva muito subida, o que proporcionou vários ataques perigosos ao Benfica. Infelizmente, não estivemos muito inspirados especialmente no último passe, mas o que é certo é que também não permitimos muito perigo ao adversário. Aos 71’ entraram o Aimar e Gaitán, que nove minutos depois fabricaram o golo da tranquilidade, com centro do nº 20, falha do Peiser e El Mago a cabecear à vontade para a baliza deserta. Finalmente à 5ª jornada, iríamos ter 10’ de descanso com mais de um golo de vantagem até final da partida. O que ainda permitiu a estreia do Rodrigo e o bis do Nolito, depois de um excelente passe do Aimar.

Em termos individuais, salienta-se naturalmente o Nolito, com dois golos, e o Bruno César, que parece outro jogador, bastante mais rápido a executar do que no início da época (embora, já nessa, altura, eu tenha escrito que ele não enganava quanto à qualidade). O Cardozo está com mais confiança, que se nota na forma como disputa os lances, mas desta vez ficou a zeros. Ao invés, o Saviola está em nítida baixa de forma, poucas coisas lhe saem bem, mas tem o mérito de nunca se esconder do jogo. O Emerson também é outro cheio de confiança e voltou a fazer um bom jogo. Quanto ao fe(Ma)tiche do Jesus, confirma cada vez mais o que eu suspeitava: vamos ter muitas saudades do Airton… Quanto à Académica, gostei do Éder (nº 17, ponta-de-lança), bastante melhor que os seus clones
Abdoulaye (nº 21) e Pape Sow (nº 8). A sério, foi a primeira vez que vi três gémeos na mesma equipa! :-)

O Sr. Vasco Santos confirmou que é um mau árbitro, ao perdoar um penalty a cada uma das equipas (a mão do Bruno César é dentro da área, mas um remate deste é desviado por um cotovelo também ainda com 0-0 no marcador), ao usar um critério disciplinar que não se entende (o Saviola levou uma cotovelada e o adversário ficou em campo) e os fiscais-de-linha assinalaram mal vários foras-de-jogo. Uma arbitragem para esquecer.

Com o empate dos assumidamente corruptos, iremos defrontá-los em sua casa na próxima 6ª feira em igualdade pontual, o que infelizmente tem sido raro na última década. Era fundamental não deixar escapar esta escorregadela deles. Estamos a subir de forma e eles provaram que sem o Hulk não são a mesma coisa. Se arranjarmos forma de o parar, teremos boas possibilidades de ganhar.

P.S. – Outra boa notícia é o facto do James Rodríguez já ter interiorizado a cultura daquele clube e ter dado um murro a um adversário, sendo expulso e não nos defrontando. Vá lá que o Sr. Bruno Esteves, depois de ter perdoado um penalty claríssimo ao CRAC, não teve coragem de não expulsar um jogador deles perante um lance tão evidente.

quinta-feira, setembro 15, 2011

Bom resultado

No 200º jogo oficial na Nova Luz, empatámos com o Manchester United na 1ª jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões. Foi uma partida que fez jus à competição, com uma intensidade muito pouco vista no campeonato português e que agradou certamente aos 63.822 espectadores. Os ingleses têm uma equipa fabulosa, só de olhar para o banco deles dava medo (Nani, Hernández, Berbatov, Anderson, Owen), mas batemo-nos muito bem e até poderíamos, com um pouco mais de sorte, ter ganho o jogo.

O Jorge Jesus assumiu naturais cautelas e colocou o Rúben Amorim a titular em detrimento do Nolito. De resto, o esperado 4-2-3-1 com o Witsel ao lado do Javi García. A 1ª parte foi muito disputada, mas sem grandes ocasiões de golo. Houve um bom remate rasteiro do Cardozo (com o pé direito) para defesa do guarda-redes e outro do Gaitán ao lado, antes de estes mesmos dois jogadores fabricarem o 1-0. Foi aos 24’ num passe de trivela do argentino e um domínio no peito, seguido de rotação, do paraguaio a marcar um grande golo com o pé direito! Até ao intervalo, poderíamos ter feito o 2-0 num contra-ataque que o Javi García desperdiçou ao não rematar à baliza e preferir fazer um passe para o Gaitán, que acabou por ser interceptado por um defesa. Só que aos 41’ apareceu o velhote Ryan Giggs a aproveitar uma desconcentração da nossa defesa e meio-campo, que o deixaram seguir à vontade para um remate de fora da área sem hipóteses para o Artur. Um remate, um golo, é assim a eficácia das grandes equipas. Com espaço à entrada da área, não há cá remates ao lado.

Nos primeiros minutos da 2ª parte, deu a ideia que não íamos aguentar o ritmo do “Naite” (como diz o Jesus, uma variação interessante do “Manster” do Fernando Santos) que nos começou a empurrar para a nossa área. Um disparate do Emerson poderia ter dado mau resultado, mas começámos a equilibrar novamente com a entrada do Nolito para o lugar do Amorim. E foram mesmo do espanhol as duas grandes oportunidades de golo, num remate muito bem defendido pelo suplente Lindegaard (que foi titular em vez do De Gea e eles não ficaram nada a perder) e noutro lance já muito perto do final em que rematou ao lado, quando só tinha o guarda-redes pela frente. Guarda-redes esse, que fez uma óptima defesa num pontapé que é a imagem de marca do Gaitán (em arco sob a direita para o ângulo oposto da baliza). Quanto ao Naite, uma arrancada do Giggs que passou por metade da nossa defesa e só esbarrou no Artur foi praticamente o único lance de iminente golo que criaram no segundo tempo.

Em termos individuais, destaco o Cardozo, Gaitán e Luisão. O paraguaio lá continua a marcar golos “só de encostar” a “equipas fraquinhas” e o que importante é que é “muito lento e não presta”. É uma pena, de facto, que não o tenhamos trocado pelo Hugo Almeida…! O argentino irá ser a próxima grande venda do Benfica (podem escrever) e sabe bem em que jogos é que se tem que mostrar. Parece por vezes alheado da partida, mas a arrancada que fez para assistir o Nolito diz tudo. O Luisão é, naturalmente, o maior (em todos os sentidos)! O resto da equipa esteve bem e muito concentrada, merecendo também referência o Javi García e o Maxi Pereira. Apesar de não terem jogado mal, esperava que o Aimar e o Witsel tivessem sobressaído mais. Ao invés, um dos fe(Ma)tiche do Jesus continua a não me convencer nada. É bom para segurar bolas nas partes finais do jogo, mas falhou dois ou três passes que até um iniciado faria.

Conseguir um ponto perante uma equipa que esteve presente em três das últimas quatro finais da Champions é um bom resultado sob qualquer ponto de vista. Só o Giggs deve ter mais jogos na Liga dos Campeões que o nosso plantel todo somado. Foi pena que na outra partida não tivesse havido também um empate, mas o Jesus que não se ponha com histórias: sim, vão ser três equipas a lutar pelo apuramento com o Naite, mas era só o que mais faltava que não nos qualificássemos para os oitavos! Com o devido respeito, estamos a falar do Basileia e do Otelul Galati! Basta que entremos em campo com humildade e concentração, que a nossa maior valia virá inevitavelmente ao de cima. Não é preciso passar do “vamos lutar pela Champions” do ano passado para o “vamos lutar pela qualificação com o Basileia e o Otelul”. Nem 80 nem oito!

quarta-feira, setembro 14, 2011

Relembrar XXV - Noites europeias

Como já não faço um “relembrar” há quase dois anos (mea culpa, mea culpa...), aqui fica este hoje para nos inspirar para mais logo frente ao Manchester United. Como na altura era muito puto e era à noite, não fui ver este jogo frente ao Olympiacos ao vivo (mais pormenores aqui), mas ele sempre me fascinou pela recuperação que fizemos no marcador (perdemos 0-1 fora e ganhámos 3-0 na Luz), pelos três golões (sim, são todos grandes golos) e, last but not least, pela beleza das camisolas brancas e dos calções encarnados do equipamento alternativo.

Este jogo foi há quase 30 anos (época 1983/84), faz parte das minhas memórias de infância e simboliza para mim as célebres noites europeias da Luz em que, ajudado por um terceiro anel vibrante, o Benfica fazia grandes exibições e amedrontava os adversários. Que o mesmo se passe mais logo... Enjoy!

domingo, setembro 11, 2011

Mediano

Vencemos o V. Guimarães por 2-1 em mais um jogo em que tivemos que sofrer até final. Já era tempo de os jogadores do Benfica darem um bocado de descanso ao coração dos sócios e adeptos, e resolverem as partidas mais cedo. Este jogo vai dar paleio para o resto da época, porque o Sr. Duarte Gomes assinalou três penalties a nosso favor e ainda por cima em apenas 12’.

Não entrámos bem na partida e sentimos muito a falta do Aimar, que esteve no banco provavelmente a ser poupado para o Manchester na 4ª feira. Não tínhamos ninguém no meio-campo para pegar no jogo, já que os potenciais substitutos (Gaitán e Bruno César) estavam nas alas e o Witsel provou que não é um 10, o que me leva a questionar a opção de dispensar o Carlos Martins, que era o único do plantel que poderia substituir El Mago. Estava tudo mais ou menos morno, quando um defesa do V. Guimarães resolveu atropelar o Saviola. Penalty convertido em jeito pelo Cardozo, rasteiro para o lado esquerdo do guarda-redes, que nos colocou na frente aos 32’. Um minuto depois, novo penalty por braço na bola, mas desta vez o Cardozo acertou na quina da barra. A repetição na TV não é elucidativa, mas o braço do jogador está nitidamente aberto, embora pareça que a bola lhe bate na barriga. E em cima do intervalo, o terceiro penalty novamente por braço na bola, com o Cardozo a marcar exactamente como o primeiro e a fazer o 2-0. O jogador do Guimarães levanta ambos os braços quando tenta interceptar um remate do Saviola, mas mais uma vez a repetição na TV não esclarece se a bola tocou num deles antes de lhe bater na cabeça. Há que referir que, ainda antes do primeiro golo, há um penalty nítido que ficou por marcar por mão da bola do Alex depois de um centro do Emerson.

Na 2ª parte, alguns jogadores começaram a acusar o esforço dos jogos e viagens pelas selecções, mas mesmo assim tivemos dois falhanços inacreditáveis pelo Saviola e Garay. Ambos de cabeça, só com a baliza pela frente, atiraram por cima! Então, o lance do Saviola é dos mais incríveis que alguma vez vi, porque ele estava quase em cima da linha de golo. Não matámos o jogo e permitimos a redução do marcador aos 63’, num lance em que o Garay foi muito mal batido e o Artur também não está isento de culpas. Trememos um bocado, concedemos alguns livres por faltas perfeitamente idiotas nos últimos cinco minutos (um situação a rever, porque com outra equipa melhor sofreríamos um golo de certeza), mas conseguimos manter a vitória.

Em termos individuais, o Cardozo marcou dois golos de penalty, falhou um, e na 2ª parte ganhou a maior parte dos lances de cabeça. Mas estava nitidamente cansado por causa das selecções na parte final da partida, o que lhe valeu alguns assobios dos iluminados que continuam a achar que 105 golos em pouco mais de quatro épocas é irrelevante. O Javi García esteve bem na 1ª parte, mas menos vistoso na 2ª e o Emerson realizou alguns cortes providenciais. O resto da equipa esteve a um nível médio-baixo, com o Witsel a passar muito ao lado do jogo, provavelmente também ele reflexo da selecção.

É essencial que não percamos mais pontos até à visita a casa do CRAC daqui a duas jornadas e, por isso, este encontro era tão importante. Como voltamos a jogar em casa para a semana, frente à Académica, é de esperar a continuação desta senda vitoriosa. Mas, antes disso, teremos na 4ª um jogo a não perder frente ao vice-campeão europeu. O Manchester United visitará a Luz e espera-se uma grande noite europeia.

P.S. – Eu gosto imenso do Cardozo, mas ficaria mais descansado se não fosse ele a marcar os penalties. Não parece nada confiante e está a batê-los em jeito, ou seja, se o guarda-redes acertar o lado a probabilidade de os defender é grande. Felizmente que isso hoje não aconteceu, mas esta insistência nele para os penalties é mais uma das teimosias do Jesus. Especialmente, estando o Saviola em campo.

segunda-feira, setembro 05, 2011

Inexplicável...


... ou como a casmurrice ainda é um posto. Some things never change…

P.S. - Sim, blá, blá, blá, "o treinador é que sabe", "temos que respeitar as opções de quem lidera", mas o homem foi titular da selecção campeã da Europa e do Mundo.

domingo, setembro 04, 2011

Enganador

Quem se limite a olhar para o resultado do Chipre – Portugal (0-4) é levado a pensar que foi uma óptima exibição da selecção nacional consubstanciada numa vitória gorda. Ora, nada mais falacioso: aos 81’ estávamos a ganhar só 1-0 e a jogar contra 10 desde os 34’, quando foi assinalado o penalty que nos deu a vantagem.

Na 1ª parte, ainda criámos duas oportunidades até ao golo, mas a 2ª foi absolutamente lamentável até ao 2-0, com muito pouca aplicação dos jogadores, convencidos que a vitória estava garantida e actuando com uma sobranceria que eu já não via há bastante tempo. Salvou-se de facto o resultado, mas espero que esta seja uma exibição para não repetir. Continuamos na liderança do grupo e deseja-se um empate no Dinamarca – Noruega da próxima 3ª feira para podermos ficar isolados no 1º lugar. Se isso acontecer, uma vitória frente à Islândia em casa (nem outra coisa é de esperar) e um empate na Dinamarca, garantir-nos-á provavelmente a qualificação directa, já que temos cinco golos de vantagem sobre a Noruega.

De qualquer maneira, é claro que temos selecção para ir também ganhar à Dinamarca. Basta só que não joguem como frente ao Chipre…

terça-feira, agosto 30, 2011

Enervante

Conseguimos uma boa vitória na Madeira frente ao Nacional (2-0) e, até o CRAC jogar, estamos provisoriamente em 1º lugar. Foi uma partida marcada pelo nevoeiro que obrigou a interrompê-la duas vezes na 1ª parte, mas na 2ª mais que justificámos a nossa vitória e só foi pena termos conseguido o 2º golo tão tarde. O que me provocou uma carga de nervos durante muito tempo!

A Choupana voltou a fazer das suas e o nevoeiro foi o grande protagonista do 1º tempo. Do pouco que se jogou, porque as paragens condicionaram imenso o ritmo da partida, marcámos aos 22’ numa óptima cabeçada do Cardozo a centro do Gaitán, já depois de o Artur ter mantido a nossa baliza inviolada ao defender com o pé o remate de um adversário isolado logo no início do jogo. Até final da 1ª parte, o Cardozo voltou a pôr à prova o Elisson, o guardião contrário, num remate fora da área e houve mais uma ou outra situação em que, se dominássemos convenientemente a bola, poderíamos ter conseguido boas situações para marcar.

Na 2ª parte, tudo mudou: o nevoeiro desapareceu e o Benfica apareceu. Dominámos completamente e começámos a criar perigo. Só que à imagem do jogo frente ao Twente, continuamos a falhar muito na finalização e, até final da partida, andei com o credo na boca, porque estou farto de ver jogos em que só nós existimos em campo, fartamo-nos de falhar golos e no último minuto sofremos o empate num lance fortuito. Felizmente isso não aconteceu nesta partida, apesar de o Emerson ter cedido um canto idiota já na compensação que quase me gelou o sangue. O Nacional jogou com 10 a partir dos 62’ e deveria ter ficado a jogar com nove depois de uma cotovelada do Filipe Lopes no Witsel só ter dado um amarelo. O Luisão por mais de uma vez, o Aimar e o Cardozo tiveram oportunidades para marcar, mas foi só no último minuto da compensação que o Bruno César nos descansou com uma belíssima arrancada desde o meio-campo que o isolou e terminou com um forte remate à entrada da área. Finalmente respirei fundo, mas agradeço que de futuro os jogadores do Benfica resolvam os jogos mais cedo.

Em termos individuais, saliento o Cardozo por ter marcado numa altura muito importante, em que não estávamos a jogar grande coisa, e o Artur por se ter revelado (mais uma vez) muito seguro. O Aimar não sabe jogar mal e o Witsel também não. O Gaitán continua a desaparecer do jogo durante uns períodos, mas fez a assistência para o primeiro golo. O Bruno César tem-se revelado um bom Joker, mas seria bom se marcasse o golo da tranquilidade antes do minuto 90… :-)

O campeonato vai parar agora, porque a selecção vai jogar a Chipre e depois temos uma série de três jogos seguidos em casa, sendo dois deles para a Liga. Espero naturalmente a continuação destes bons resultados, porque o amadurecimento da equipa é algo que se sente cada vez mais. E também era bom que déssemos sequência a este jogo sem golos sofridos.

sexta-feira, agosto 26, 2011

Sorteio da Liga dos Campeões

Manchester United
BENFICA
Basileia
Otelul Galati

Sim, já joguei no Euromilhões! Depois de quase ter feito bingo numa das hipóteses que aventei
aqui, era o mínimo que podia fazer… :-) Acertei no país, mas falhei o clube, foi mesmo quase. O facto de ser o Manchester United em vez do Arsenal faz com que o 1º lugar esteja um pouco mais longe, mas mesmo assim considero que não é uma utopia pensar nisso. Se o grupo é bom, o calendário não nos favoreceu muito, porque começamos em casa com o Manchester United e depois temos dois jogos fora consecutivos. Mas mesmo assim, lá teremos que adiar o sonho de ganhar a Liga Europa, porque se com um grupo destes nós formos lá parar, é uma das maiores vergonhas da nossa história. E para vergonhas já bastou o ano passado…

quinta-feira, agosto 25, 2011

Show de bola

Uma exibição fantástica, a fazer lembrar as noites europeias da velha Luz, ajudou-nos a ganhar ao Twente (3-1) e a qualificarmo-nos para a Liga dos Campeões. Foi uma vitória justíssima que teve o senão de pecar por (muito) defeito, já que pelas oportunidades criadas deveríamos ter saído da Luz com uma goleada histórica.

Com o Witsel no meio-campo e o Aimar a apoiar directamente o Cardozo, entrámos a todo o gás na partida e a 1ª parte foi um festival de oportunidades falhadas. Fizemos imensos remates, só acertámos dois ou três na baliza, mas mesmo assim a eliminatória já deveria estar decidida ao intervalo. Nolito, Gaitán, Cardozo, todos tiveram oportunidades de marcar, mas parecia que a bola não queria entrar. O Twente só teve um remate perigoso, pelo habitué do Bryan Ruiz, que saiu ao lado da baliza do Artur.

Confesso que ao intervalo tive um mau pressentimento, porque, com tantas oportunidades falhadas, ainda nos sujeitávamos a um daqueles lances em que o futebol é fértil e teríamos a maior injustiça desportiva da história. Felizmente nada disto aconteceu, já que logo aos 46’ o Witsel fez o 1-0 num meio pontapé de bicicleta depois de um desvio de cabeça do Luisão na sequência de um livre do Gaitán. O Twente abanou ainda mais com o golo (na verdade, estava a abanar durante o jogo todo) e fizemos o 2-0 aos 59’ pelo Luisão, que correspondeu muito bem de cabeça a um canto do Aimar. A eliminatória pendia definitivamente para o nosso lado, mas logo a seguir entrou o extremo-esquerdo Ola John que deu tanto cabo da cabeça do Maxi na 1ª mão e o Twente começou a chegar à nossa baliza (antes disso, nem sequer pisavam a nossa área). Mas nós fizemos o 3-0 aos 66’, numa assistência primorosa do Cardozo que isolou o Witsel para este bisar. A partir daqui descansei, porque apesar de no ano passado ter visto o Lyon a marcar três golos nos últimos 15’, o Twente não é propriamente igual aos franceses e este ano temos um guarda-redes na baliza. Guarda-redes esse que, passados 15 anos, voltou a reeditar o espírito do grande Michel Preud’homme ao fazer uma defesa do outro mundo a um cabeceamento do Ruiz. Festejei como se fosse um golo do Benfica! No entanto, e confirmando aquilo que tem que ser resolvido rapidamente, o adversário não precisa de criar muitas oportunidades para nós não acabarmos o jogo a zero e lá sofremos o golito da ordem aos 85’ pelo inevitável Ruiz. Foi uma pequena mancha evitável numa grande exibição.

Individualmente, o melhor em campo foi o Witsel. Marcou dois golos e esteve fantástico de princípio até (quase) ao fim (depois de passar para a direita, apagou-se um bocado e também já estava desgastado fisicamente). Joga bem e joga simples, os dois atributos que mais aprecio num jogador. O Aimar… bem, começam a faltar palavras para ele. É a pura classe em movimento. O Luisão esteve imperial na defesa e participou directamente em dois dos nossos golos e o Cardozo, o tal que “não joga nada”, fez uma partida de enorme sacrifício, fartou-se de rematar (nem sempre bem, é certo) e culminou na assistência preciosa para o 3-0. Cada vez gosto mais do Artur, que dá uma segurança na baliza que há muitos anos não tínhamos. E aquela defesa…! O Emerson foi outro a fazer um jogão e parece mais confiante. Menos bem, continua a estar o Gaitán, que da a sensação de se alhear do jogo durante vários períodos. Tive pena que o Jesus não tivesse deixado o Nolito até ao fim, porque teria tido a oportunidade de bater o recorde de golos consecutivos do rei Eusébio. Mas, enfim, não se pode ter sensibilidade para tudo.

Este jogo deixou-me com água na boca para o resto da época, mas também um pouco apreensivo. Se formos jogar a Champions desta maneira, arriscamo-nos a ter dissabores: não se podem falhar tantos golos. Temos de ser mais eficazes e talvez deixar a nota artística de lado quando estamos perto da baliza. Vamos ver o que o sorteio nos reserva mais logo, sendo que o grande objectivo da época é o campeonato, portanto só temos a ganhar com esta participação.


P.S. - Os desejos para o sorteio de logo estão aqui.

domingo, agosto 21, 2011

À rasca

Vencemos o Feirense por 3-1 num jogo bem mais difícil do que o resultado possa à partida evidenciar. Foi um triunfo justo, mas passámos por um escusado sofrimento já que nos fartámos de desperdiçar golos, especialmente na 1ª parte.

E bastaram os cinco primeiros jogos oficiais para o Nolito entrar directamente para a história do Benfica. Fez o 1-0 aos 14’ e igualou o feito do Eusébio ao marcar em todos eles. Lançamento lateral do Maxi e desvio de cabeça do Cardozo a assistir o espanhol. Até ao intervalo foi um fartote de falhar golos, com uma bola ao poste do Gaitán, ainda desviada pelo guarda-redes, e remates perigosos do Aimar e Nolito.

A 2ª parte foi bastante diferente, já que o Feirense se lembrou que havia uma baliza do outro lado do campo. E lembrou-se rápido, porque o empatou aos 53’ na sequência de um canto em que a nossa defesa ficou a dormir e mais uma vez o Artur foi batido sem culpa nenhuma. Desunimo-nos um bocado e acusámos o golo, porque nada o faria prever, mas não deixa de ser preocupante a forma fácil como neste início de época sofremos golos quando estamos na frente. Há muito trabalho defensivo ainda a fazer, já que não se pode esbanjar vantagens destas. Um livre do Cardozo a 25m da baliza permitiu uma boa defesa ao guarda-redes, mas eles também colocaram o Artur à prova. Entretanto, o Jesus inovou ao tirar um extremo (Gaitán) para colocar um médio-centro (Witsel) numa substituição que não nos favoreceu em nada e só afunilou mais o nosso jogo. Mas uma insistência do Maxi aos 75’ culminou num centro para o Cardozo encostar. Foi um daqueles golos à ponta-de-lança, em que é “só encostar”, mas o Jara também teve um destes em Barcelos, não é? Há uns para os quais “só encostar” é aparentemente mais fácil do que para outros… Este golo deveria ter terminado com o jogo, mas mesmo assim ainda permitimos que o Feirense criasse perigo em duas ocasiões. Numa delas, o Javi García arriscou ao colocar as mãos num adversário, que aproveitou para se deixar cair. O Sr. Hugo Pacheco, se quisesse, poderia ter decidido aqui o jogo. Pouco depois, foi a vez da nossa defesa ficar novamente a dormir e deixar um adversário desviar a bola praticamente na pequena-área. Felizmente, rematou muito torto. A um minuto do fim, o Bruno César, que entretanto tinha entrado, resolveu arrancar para a baliza, fintar dois adversários e rematar cruzado para fazer um golão. Mesmo assim, o Feirense ainda proporcionou ao Artur outra boa intervenção, que evitou que um adversário que furou no meio dos centrais fizesse golo.

Em termos individuais, há que destacar o Nolito por ter entrado na história do Benfica. O Cardozo, que alguns daqueles inteligentes que não gostam de jogadores que marcam golos (há gostos para tudo…) ainda assobiaram nalguns momentos do jogo, lá marcou o golito da ordem e fez uma assistência para outro. Nada mau, para quem “não joga nada”… O Aimar também continua a revelar a sua boa forma e foi como habitualmente dos mais esclarecidos. Uma palavra ainda para o Maxi por ter decidido o jogo, para o Bruno César por ter marcado um golão e para a estreia do Capdevila (futuramente, o lugar tem que ser dele). Do lado negativo, a nossa defesa revelou falhas de concentração, especialmente na 2ª parte, que não são admissíveis.

Conseguimos a vitória, que era o fundamental, mas ainda estamos muito longe daquilo que podemos, e devemos, produzir. O Jesus veio dizer no final que dá mais atenção ao aspecto ofensivo do que ao defensivo, mas sabe melhor que ninguém que a sofrer golos destes não vamos a lado nenhum. Podemos começar a manter a nossa baliza inviolada já na próxima 4ª feira.

P.S. – Muito bem esteve o Jesus ao não responder ao ataque soez de que foi vítima por parte do treinador do CRAC. Qual cão a tentar alegrar ao seu dono, aquela figurinha menor veio atacar vilmente o carácter do nosso treinador, por este ter considerado que o penalty que lhes deu a vitória em Guimarães foi duvidoso. Nada que seja de espantar vindo do clube de onde vem, que só se sente confortável a chafurdar na imundice que lhes está na massa do sangue nos últimos 30 anos.

quarta-feira, agosto 17, 2011

Em vantagem

Empatámos na casa do Twente por 2-2 e temos boas perspectivas de chegar à fase de grupos da Liga dos Campeões. Foi uma partida bastante difícil, em que tivemos que sofrer um bom bocado, mas fico com a sensação que a poderíamos ter ganho, apesar de o Artur Moraes ter sido o melhor em campo.

Uma jogada de insistência do Gaitán criou a primeira sensação de perigo, mas foram os holandeses a inaugurar o marcador pelo De Jong logo aos 6’ num remate fora da área. Acusámos um bocado o golo e estava difícil conseguir fazer uma jogada de jeito, quando o Aimar rouba a bola no meio-campo e o Cardozo faz um golaço num remate a 25m da baliza. Nada mau para quem “não joga nada”… Era o minuto 21e aos 35’ colocámo-nos na frente numa óptima combinação atacante, em que participaram Cardozo, Gaitán, Witsel e Nolito, que marcou pelo 5º jogo consecutivo. Até final da 1ª parte, o Artur começou o seu show particular ao defender dois remates de golo.

Na 2ª parte, os holandeses entraram muito fortes e criaram várias situações de perigo. A primeira das quais na única falha do Artur, ao não socar bem uma bola na pequena-área. Mas depois o guarda-redes brasileiro esteve fenomenal ao defender dois remates à queima-roupa em lances de golo iminente. Só não conseguiu suster aos 80’ uma cabeçada desse jogador “fantástico, fantástico”, como diria o grande Futre, chamado Bryan Ruiz, que no entanto fez falta descarada sobre o Emerson, ao saltar para a bola. No ataque, estivemos mais discretos, mas mesmo assim, com um pouco mais de concentração no último passe, poderíamos ter colocado alguns jogadores isolados frente ao guarda-redes. O Nolito teve uma oportunidade dessas já muito perto do final, mas o Mihaylov defendeu com a cabeça!

Em termos individuais, é óbvio que o destaque tem que ir para o Artur, que fez uma exibição do outro mundo. Também gostei bastante do Cardozo, que continua a saber marcar golos, mas eu desejo que o continue a fazer no Benfica até acabar a carreira. Pelo mesmo preço, não arranjamos outro tão bom como ele. O Nolito foi outro a fazer um jogão, com o condão de ter durado os 90’ desta vez. O Aimar e Witsel também estiveram muito bem, assim como os centrais e o Javi Garcia. Muito longe da sua bitola habitual está o Maxi Pereira, facto a que não deve ser alheio a sua falta de férias.

Daqui a uma semana, temos a 2ª mão na Luz e esperava-se uma vitória para carimbar definitvamente a presença na fase de grupos da Champions. Aliás, isso só não acontecerá com um resultado negativo, o que seria uma surpresa, já que demonstrámos ter melhor equipa que os holandeses. Mas toda a concentração é pouca, porque para desleixos internacionais já nos bastou a Champions do ano passado.

sábado, agosto 13, 2011

O costume…

Pelo sétimo(!) ano consecutivo não vencemos na 1ª jornada do campeonato, ao empatar em Barcelos frente ao Gil Vicente por 2-2. O que torna as coisas ainda mais inacreditáveis é que aos 20’ estávamos a ganhar por 2-0… Sim, “ainda agora começou”, “temos todo o campeonato pela frente”, blá, blá, blá, mas um empate consentido desta maneira não é nada bom sinal.

Com dois golos em 20’, tivemos um começo auspicioso. Nolito, depois de uma abertura brilhante do Rúben Amorim, e Saviola, depois de uma boa combinação com o Jara foram os seus autores, mas tirando estes dois lances, não criámos assim muitas mais oportunidades. Na defesa, a falta do Luisão sentia-se bastante, porque o Jardel é um susto permanente. Temos aqui um grave problema, porque faltando o Luisão ou o Garay a equipa vai logo ressentir-se. Na direita, o Amorim esteve razoável, mas foi de uma falha dele que o Gil Vicente aproveitou para reduzir ainda antes do intervalo.

Na 2ª parte, tivemos uma óptima oportunidade pelo Jara, mas sofremos o empate a 17’ do fim outra vez pelo Laionel, que já no ano passado tinha marcado o golo da Académica na Luz também na 1ª jornada. Até final, não conseguimos criar mais perigo nenhum e deitámos dois pontos à rua.

Em termos individuais, a 1ª parte do Nolito foi muito boa, mas à semelhança de jogos anteriores ele só tende a durar 45’. O Gaitán continua um pouco desleixado do jogo, o que é uma pena, porque é um jogador fabuloso. O Aimar estava a ser dos melhores, estranhei imenso a substituição ao intervalo, mas o Jesus veio dizer que foi por lesão. Ao contrário dos outros jogos, o Witsel não entrou tão bem, facto a que não será alheio o desgaste da selecção belga. O Jara é muito lutador, mas este jogo provou mais uma vez a falta que o Cardozo faz. À atenção de quem gosta muito de assobiá-lo. É que “é só encostar” tem muito que se lhe diga…

Continuo a não perceber algumas coisas no Jesus: 1) porque é que na parte final do jogo não colocou um jogador alto (Matic?) a ponta-de-lança, acabando por não fazer as três substituições; 2) será que o Urreta não estará nesta altura mais adaptado ao futebol português que o Enzo Pérez e, não durando o Nolito os 90’, não seria útil tê-lo sempre no banco?; 3) entre o Emerson e o Capdevila não devia haver dúvidas…; 4) como é que se pode dizer que a equipa entrou para a 2ª parte convencida que o 2-1 daria para ganhar o jogo…?!

Uma equipa que quer ser campeã não pode deixar-se empatar com um primodivisionário depois de estar a ganhar por dois golos. Simples e básico. Uma falsa partida não augura nada de bom. Mas espera-se uma resposta diferente na Holanda na próxima 3ª feira.