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quinta-feira, agosto 25, 2011

Show de bola

Uma exibição fantástica, a fazer lembrar as noites europeias da velha Luz, ajudou-nos a ganhar ao Twente (3-1) e a qualificarmo-nos para a Liga dos Campeões. Foi uma vitória justíssima que teve o senão de pecar por (muito) defeito, já que pelas oportunidades criadas deveríamos ter saído da Luz com uma goleada histórica.

Com o Witsel no meio-campo e o Aimar a apoiar directamente o Cardozo, entrámos a todo o gás na partida e a 1ª parte foi um festival de oportunidades falhadas. Fizemos imensos remates, só acertámos dois ou três na baliza, mas mesmo assim a eliminatória já deveria estar decidida ao intervalo. Nolito, Gaitán, Cardozo, todos tiveram oportunidades de marcar, mas parecia que a bola não queria entrar. O Twente só teve um remate perigoso, pelo habitué do Bryan Ruiz, que saiu ao lado da baliza do Artur.

Confesso que ao intervalo tive um mau pressentimento, porque, com tantas oportunidades falhadas, ainda nos sujeitávamos a um daqueles lances em que o futebol é fértil e teríamos a maior injustiça desportiva da história. Felizmente nada disto aconteceu, já que logo aos 46’ o Witsel fez o 1-0 num meio pontapé de bicicleta depois de um desvio de cabeça do Luisão na sequência de um livre do Gaitán. O Twente abanou ainda mais com o golo (na verdade, estava a abanar durante o jogo todo) e fizemos o 2-0 aos 59’ pelo Luisão, que correspondeu muito bem de cabeça a um canto do Aimar. A eliminatória pendia definitivamente para o nosso lado, mas logo a seguir entrou o extremo-esquerdo Ola John que deu tanto cabo da cabeça do Maxi na 1ª mão e o Twente começou a chegar à nossa baliza (antes disso, nem sequer pisavam a nossa área). Mas nós fizemos o 3-0 aos 66’, numa assistência primorosa do Cardozo que isolou o Witsel para este bisar. A partir daqui descansei, porque apesar de no ano passado ter visto o Lyon a marcar três golos nos últimos 15’, o Twente não é propriamente igual aos franceses e este ano temos um guarda-redes na baliza. Guarda-redes esse que, passados 15 anos, voltou a reeditar o espírito do grande Michel Preud’homme ao fazer uma defesa do outro mundo a um cabeceamento do Ruiz. Festejei como se fosse um golo do Benfica! No entanto, e confirmando aquilo que tem que ser resolvido rapidamente, o adversário não precisa de criar muitas oportunidades para nós não acabarmos o jogo a zero e lá sofremos o golito da ordem aos 85’ pelo inevitável Ruiz. Foi uma pequena mancha evitável numa grande exibição.

Individualmente, o melhor em campo foi o Witsel. Marcou dois golos e esteve fantástico de princípio até (quase) ao fim (depois de passar para a direita, apagou-se um bocado e também já estava desgastado fisicamente). Joga bem e joga simples, os dois atributos que mais aprecio num jogador. O Aimar… bem, começam a faltar palavras para ele. É a pura classe em movimento. O Luisão esteve imperial na defesa e participou directamente em dois dos nossos golos e o Cardozo, o tal que “não joga nada”, fez uma partida de enorme sacrifício, fartou-se de rematar (nem sempre bem, é certo) e culminou na assistência preciosa para o 3-0. Cada vez gosto mais do Artur, que dá uma segurança na baliza que há muitos anos não tínhamos. E aquela defesa…! O Emerson foi outro a fazer um jogão e parece mais confiante. Menos bem, continua a estar o Gaitán, que da a sensação de se alhear do jogo durante vários períodos. Tive pena que o Jesus não tivesse deixado o Nolito até ao fim, porque teria tido a oportunidade de bater o recorde de golos consecutivos do rei Eusébio. Mas, enfim, não se pode ter sensibilidade para tudo.

Este jogo deixou-me com água na boca para o resto da época, mas também um pouco apreensivo. Se formos jogar a Champions desta maneira, arriscamo-nos a ter dissabores: não se podem falhar tantos golos. Temos de ser mais eficazes e talvez deixar a nota artística de lado quando estamos perto da baliza. Vamos ver o que o sorteio nos reserva mais logo, sendo que o grande objectivo da época é o campeonato, portanto só temos a ganhar com esta participação.


P.S. - Os desejos para o sorteio de logo estão aqui.

domingo, agosto 21, 2011

À rasca

Vencemos o Feirense por 3-1 num jogo bem mais difícil do que o resultado possa à partida evidenciar. Foi um triunfo justo, mas passámos por um escusado sofrimento já que nos fartámos de desperdiçar golos, especialmente na 1ª parte.

E bastaram os cinco primeiros jogos oficiais para o Nolito entrar directamente para a história do Benfica. Fez o 1-0 aos 14’ e igualou o feito do Eusébio ao marcar em todos eles. Lançamento lateral do Maxi e desvio de cabeça do Cardozo a assistir o espanhol. Até ao intervalo foi um fartote de falhar golos, com uma bola ao poste do Gaitán, ainda desviada pelo guarda-redes, e remates perigosos do Aimar e Nolito.

A 2ª parte foi bastante diferente, já que o Feirense se lembrou que havia uma baliza do outro lado do campo. E lembrou-se rápido, porque o empatou aos 53’ na sequência de um canto em que a nossa defesa ficou a dormir e mais uma vez o Artur foi batido sem culpa nenhuma. Desunimo-nos um bocado e acusámos o golo, porque nada o faria prever, mas não deixa de ser preocupante a forma fácil como neste início de época sofremos golos quando estamos na frente. Há muito trabalho defensivo ainda a fazer, já que não se pode esbanjar vantagens destas. Um livre do Cardozo a 25m da baliza permitiu uma boa defesa ao guarda-redes, mas eles também colocaram o Artur à prova. Entretanto, o Jesus inovou ao tirar um extremo (Gaitán) para colocar um médio-centro (Witsel) numa substituição que não nos favoreceu em nada e só afunilou mais o nosso jogo. Mas uma insistência do Maxi aos 75’ culminou num centro para o Cardozo encostar. Foi um daqueles golos à ponta-de-lança, em que é “só encostar”, mas o Jara também teve um destes em Barcelos, não é? Há uns para os quais “só encostar” é aparentemente mais fácil do que para outros… Este golo deveria ter terminado com o jogo, mas mesmo assim ainda permitimos que o Feirense criasse perigo em duas ocasiões. Numa delas, o Javi García arriscou ao colocar as mãos num adversário, que aproveitou para se deixar cair. O Sr. Hugo Pacheco, se quisesse, poderia ter decidido aqui o jogo. Pouco depois, foi a vez da nossa defesa ficar novamente a dormir e deixar um adversário desviar a bola praticamente na pequena-área. Felizmente, rematou muito torto. A um minuto do fim, o Bruno César, que entretanto tinha entrado, resolveu arrancar para a baliza, fintar dois adversários e rematar cruzado para fazer um golão. Mesmo assim, o Feirense ainda proporcionou ao Artur outra boa intervenção, que evitou que um adversário que furou no meio dos centrais fizesse golo.

Em termos individuais, há que destacar o Nolito por ter entrado na história do Benfica. O Cardozo, que alguns daqueles inteligentes que não gostam de jogadores que marcam golos (há gostos para tudo…) ainda assobiaram nalguns momentos do jogo, lá marcou o golito da ordem e fez uma assistência para outro. Nada mau, para quem “não joga nada”… O Aimar também continua a revelar a sua boa forma e foi como habitualmente dos mais esclarecidos. Uma palavra ainda para o Maxi por ter decidido o jogo, para o Bruno César por ter marcado um golão e para a estreia do Capdevila (futuramente, o lugar tem que ser dele). Do lado negativo, a nossa defesa revelou falhas de concentração, especialmente na 2ª parte, que não são admissíveis.

Conseguimos a vitória, que era o fundamental, mas ainda estamos muito longe daquilo que podemos, e devemos, produzir. O Jesus veio dizer no final que dá mais atenção ao aspecto ofensivo do que ao defensivo, mas sabe melhor que ninguém que a sofrer golos destes não vamos a lado nenhum. Podemos começar a manter a nossa baliza inviolada já na próxima 4ª feira.

P.S. – Muito bem esteve o Jesus ao não responder ao ataque soez de que foi vítima por parte do treinador do CRAC. Qual cão a tentar alegrar ao seu dono, aquela figurinha menor veio atacar vilmente o carácter do nosso treinador, por este ter considerado que o penalty que lhes deu a vitória em Guimarães foi duvidoso. Nada que seja de espantar vindo do clube de onde vem, que só se sente confortável a chafurdar na imundice que lhes está na massa do sangue nos últimos 30 anos.

quarta-feira, agosto 17, 2011

Em vantagem

Empatámos na casa do Twente por 2-2 e temos boas perspectivas de chegar à fase de grupos da Liga dos Campeões. Foi uma partida bastante difícil, em que tivemos que sofrer um bom bocado, mas fico com a sensação que a poderíamos ter ganho, apesar de o Artur Moraes ter sido o melhor em campo.

Uma jogada de insistência do Gaitán criou a primeira sensação de perigo, mas foram os holandeses a inaugurar o marcador pelo De Jong logo aos 6’ num remate fora da área. Acusámos um bocado o golo e estava difícil conseguir fazer uma jogada de jeito, quando o Aimar rouba a bola no meio-campo e o Cardozo faz um golaço num remate a 25m da baliza. Nada mau para quem “não joga nada”… Era o minuto 21e aos 35’ colocámo-nos na frente numa óptima combinação atacante, em que participaram Cardozo, Gaitán, Witsel e Nolito, que marcou pelo 5º jogo consecutivo. Até final da 1ª parte, o Artur começou o seu show particular ao defender dois remates de golo.

Na 2ª parte, os holandeses entraram muito fortes e criaram várias situações de perigo. A primeira das quais na única falha do Artur, ao não socar bem uma bola na pequena-área. Mas depois o guarda-redes brasileiro esteve fenomenal ao defender dois remates à queima-roupa em lances de golo iminente. Só não conseguiu suster aos 80’ uma cabeçada desse jogador “fantástico, fantástico”, como diria o grande Futre, chamado Bryan Ruiz, que no entanto fez falta descarada sobre o Emerson, ao saltar para a bola. No ataque, estivemos mais discretos, mas mesmo assim, com um pouco mais de concentração no último passe, poderíamos ter colocado alguns jogadores isolados frente ao guarda-redes. O Nolito teve uma oportunidade dessas já muito perto do final, mas o Mihaylov defendeu com a cabeça!

Em termos individuais, é óbvio que o destaque tem que ir para o Artur, que fez uma exibição do outro mundo. Também gostei bastante do Cardozo, que continua a saber marcar golos, mas eu desejo que o continue a fazer no Benfica até acabar a carreira. Pelo mesmo preço, não arranjamos outro tão bom como ele. O Nolito foi outro a fazer um jogão, com o condão de ter durado os 90’ desta vez. O Aimar e Witsel também estiveram muito bem, assim como os centrais e o Javi Garcia. Muito longe da sua bitola habitual está o Maxi Pereira, facto a que não deve ser alheio a sua falta de férias.

Daqui a uma semana, temos a 2ª mão na Luz e esperava-se uma vitória para carimbar definitvamente a presença na fase de grupos da Champions. Aliás, isso só não acontecerá com um resultado negativo, o que seria uma surpresa, já que demonstrámos ter melhor equipa que os holandeses. Mas toda a concentração é pouca, porque para desleixos internacionais já nos bastou a Champions do ano passado.

sábado, agosto 13, 2011

O costume…

Pelo sétimo(!) ano consecutivo não vencemos na 1ª jornada do campeonato, ao empatar em Barcelos frente ao Gil Vicente por 2-2. O que torna as coisas ainda mais inacreditáveis é que aos 20’ estávamos a ganhar por 2-0… Sim, “ainda agora começou”, “temos todo o campeonato pela frente”, blá, blá, blá, mas um empate consentido desta maneira não é nada bom sinal.

Com dois golos em 20’, tivemos um começo auspicioso. Nolito, depois de uma abertura brilhante do Rúben Amorim, e Saviola, depois de uma boa combinação com o Jara foram os seus autores, mas tirando estes dois lances, não criámos assim muitas mais oportunidades. Na defesa, a falta do Luisão sentia-se bastante, porque o Jardel é um susto permanente. Temos aqui um grave problema, porque faltando o Luisão ou o Garay a equipa vai logo ressentir-se. Na direita, o Amorim esteve razoável, mas foi de uma falha dele que o Gil Vicente aproveitou para reduzir ainda antes do intervalo.

Na 2ª parte, tivemos uma óptima oportunidade pelo Jara, mas sofremos o empate a 17’ do fim outra vez pelo Laionel, que já no ano passado tinha marcado o golo da Académica na Luz também na 1ª jornada. Até final, não conseguimos criar mais perigo nenhum e deitámos dois pontos à rua.

Em termos individuais, a 1ª parte do Nolito foi muito boa, mas à semelhança de jogos anteriores ele só tende a durar 45’. O Gaitán continua um pouco desleixado do jogo, o que é uma pena, porque é um jogador fabuloso. O Aimar estava a ser dos melhores, estranhei imenso a substituição ao intervalo, mas o Jesus veio dizer que foi por lesão. Ao contrário dos outros jogos, o Witsel não entrou tão bem, facto a que não será alheio o desgaste da selecção belga. O Jara é muito lutador, mas este jogo provou mais uma vez a falta que o Cardozo faz. À atenção de quem gosta muito de assobiá-lo. É que “é só encostar” tem muito que se lhe diga…

Continuo a não perceber algumas coisas no Jesus: 1) porque é que na parte final do jogo não colocou um jogador alto (Matic?) a ponta-de-lança, acabando por não fazer as três substituições; 2) será que o Urreta não estará nesta altura mais adaptado ao futebol português que o Enzo Pérez e, não durando o Nolito os 90’, não seria útil tê-lo sempre no banco?; 3) entre o Emerson e o Capdevila não devia haver dúvidas…; 4) como é que se pode dizer que a equipa entrou para a 2ª parte convencida que o 2-1 daria para ganhar o jogo…?!

Uma equipa que quer ser campeã não pode deixar-se empatar com um primodivisionário depois de estar a ganhar por dois golos. Simples e básico. Uma falsa partida não augura nada de bom. Mas espera-se uma resposta diferente na Holanda na próxima 3ª feira.

quinta-feira, agosto 11, 2011

Selecção

A selecção nacional derrotou o Luxemburgo por 5-0 no último encontro de preparação antes do jogos decisivos de qualificação para o Euro 2012. Podemos sempre dizer que era um adversário fácil (e era), mas eu lembro-me bem de fantásticos empates contra a poderosa selecção de Cabo Verde há muito pouco tempo. Isto para dizer que continuo a gostar bastante do espírito que o Paulo Bento conseguiu trazer para a equipa. Deste jogo, há a destacar o grande golo do Hugo Almeida e o primeiro do Fábio Coentrão na selecção.

Reparei agora que não cheguei a escrever nada sobre a importante vitória frente à Noruega a 4 de Junho. Foi um jogo na Luz em que lá tive que ocupar o meu lugar para impedir que fosse poluído por algum andrade ou lagarto, mas não dei o meu tempo por mal empregue. Foi uma exibição razoável, em que marcámos pelo Postiga (que, por acaso, até estava a ser dos piores em campo) e em que a exibição menos conseguida do Cristiano Ronaldo lhe valeu alguns assobios. Estou longe de ser um apreciador das características não-futebolísticas do rapaz, mas não me parece muito inteligente por parte do público antagonizar o melhor jogador da equipa.

Esta vitória deu-nos o primeiro lugar do grupo, ex-aequo com os noruegueses e os dinamarqueses, algo que parecia impossível depois do início desastroso da qualificação. Ou seja, mais um grande mérito do Paulo Bento.

domingo, agosto 07, 2011

Preview

Vencemos a Eusébio Cup ao derrotar o Arsenal por 2-1. Foi uma exibição boa da nossa equipa, especialmente na 2ª parte onde já tivemos um cheirinho daquilo que desejamos venha a ser a época. A partir da agora, acabaram os encontros particulares e já é tudo a doer.

Entrámos bem na partida, mas fomos perdendo gás ao logo do 1º tempo. Com uma equipa de não-titulares do meio-campo para a frente, mostrámos alguma dinâmica, mas o Arsenal, com a sua melhor formação, acabou por se conseguir superiorizar e fazer o 1º golo aos 34’. Na 2ª parte, entraram os titulares da Turquia e tudo se alterou. Maior dinamismo, maior rapidez na troca de bola, combinações com elevado grau de nota artística, como diz o Jesus, e óptimas desmarcações deixaram-nos com água na boca. Chegámos à igualdade pelo Aimar aos 50’, numa excelente combinação com o Nolito, e o espanhol voltou a facturar aos 60’ com um bom remate fora da área. Até final da partida, conseguimos controlar o Arsenal, que praticamente não criou perigo e fomos uns justos vencedores.

Individualmente, o Aimar, Nolito e Witsel voltaram a ser dos melhores. A estreia do Capdevila também foi positiva e, mais dia menos dia, o lugar vai ser dele. A dupla de centrais teve uma partida mais trabalhosa que as anteriores, porque o Van Persie & Cia sempre são mais perigosos que os turcos. Gostei do dinamismo do Bruno César no início da partida, mas foi-se esfumando ao longo do tempo. Nota-se que ele e o Enzo Pérez ainda não estão bem sintonizados com o nosso ritmo de jogo, o que também é habitual. O Eduardo foi titular, o que é bom para lhe ir dando minutos, já que espero que não os tenha nos jogos a sério, porque continuo com a melhor das impressões em relação ao Artur. O Matic continua a não me convencer para fazer de Javi García, porque se arranja demasiado à bola, mas é uma situação que pode ser corrigida. Finalmente, uma palavra para o Urreta que, em cinco minutos, voltou a demonstrar que é um jogador que tem mais que lugar no plantel.

Na próxima 6ª feira, abrimos a Liga em Barcelos e não se espera menos que uma vitória. É fundamental entrar bem no campeonato, porque para abébias já bastou a época passada. Em relação a esta variante táctica do Jesus, com mais um médio e menos um ponta-de-lança (4-2-3-1), é perfeita para jogos europeus, mas perante equipas nacionais, que se fartam de defender, é escusada. Até porque, só com o Saviola a ponta-de-lança, perdemos presença na área. No entanto, temos aqui um problema agradável que é onde inserir o Witsel no 4-1-3-2 habitual. O ideal, como diz o meu amigo Artur Hermenegildo, seria jogar com 12… :-)

P.S. – Calhou-nos o Twente do Co Adriaanse para o play-off da Champions. Era a equipa intermédia daquelas que nos poderiam calhar, mas há boas perspectivas de seguir em frente. A nossa história recente com os holandeses não é má e espera que se mantenha assim.

quinta-feira, agosto 04, 2011

Era para ganhar…

Empatámos (1-1) frente ao Trabzonspor e qualificámo-nos para o play-off de acesso à Liga dos Campeões. O mais importante foi conseguido e o facto de marcarmos primeiro, logo aos 19’, serviu para nos (me) tranquilizar. No entanto, este jogo esteve longe de me satisfazer.

A nossa supremacia foi notória e foi com agrado que vi o Benfica tentar marcar um golo logo desde o início. O que acabámos por conseguir pelo Nolito, que dominou mal a bola e fez um remate enrolado, mas o importante foi conseguido. A eliminatória ficou praticamente resolvida, mas um erro defensivo permitiu o empate aos 32’. Até final da 1ª parte e durante toda a 2ª, os turcos quase não criaram oportunidades ao passo que nós falhámos alguns golos de maneira incrível. Tudo ficou mais fácil a partir dos 60’ com a expulsão de um adversário, mas nem assim conseguimos chegar à vitória.

Questão prévia: se me tivessem proposto este resultado antes do início da partida, assinava logo. Só que depois de ver o que se passou e as vicissitudes do jogo, acabei por ficar chateado no fim. O conceito de “controlar o jogo” é algo que, quem me lê há algum tempo já sabe, me irrita. Idealmente o futebol é para marcar golos, quer estejamos a ganhar por um, quer por cinco (e isto até é um dos grande méritos do Jesus no Benfica, querer sempre mais golos). Ora bem, nas competições europeias há que ter um pouco mais de cuidado e não ir para cima deles à maluca. Portanto, “controla-se mais o jogo”. Mas é suposto “controlá-lo” quando estamos a ganhar! Não quando estamos empatados! Ainda por cima, com a eliminatória praticamente resolvida aos 19’ e a jogar com mais um a partir dos 60’, acho inacreditável que o Benfica não tenha feito tudo para o ganhar. Sim, criámos oportunidades, mas abusámos da lentidão e dos passes laterais, quando tínhamos todas as condições para forçar um pouco mais e conseguir a vitória. Não só nos dava moral para o futuro, como era bom para o nosso ranking na Uefa. Empatar quando não se faz tudo para ganhar é algo que me chateia profundamente.

Individualmente, destaco o Witsel que esteve em todo o lado, a 1ª parte do Nolito (embora seja um pouco trapalhão às vezes) e a segurança que o Artur empresta a toda a equipa. O resto da equipa esteve razoável, mas nota-se que ainda há muita margem de progressão. Se o Saviola fizesse umas horinhas extras de domínio de bola, não lhe faria mal nenhum… Parece que desaprendeu. Nota negativa igualmente para a quantidade de amarelos que levámos, alguns deles bem estúpidos, que nos poderão sair caro no futuro. Espero que o facto de o Cardozo ter sido suplente não tenha tido nada a ver com o grande disparate de que se fala, ou seja uma possível troca dele pelo Hugo Almeida…

No sorteio de 6ª feira, era bom que não nos calhassem nem os italianos da Udinese, nem os russos do Rubin Kazan. Quanto aos restantes (Odense, Zurique e Twente), talvez os holandeses sejam os mais complicados, mas qualquer um destes cinco temos obrigação de passar.

segunda-feira, agosto 01, 2011

Afinal, sempre há milagres!

Como o comunicado à CMVM o oficializa, pode considerar-se que a venda de um guarda-redes como o Roberto para o Saragoça por 8,6 milhões de euros, gerando uma mais-valia de 100 mil euros em relação ao que custou e depois de tudo o que aconteceu na época passada, é DE LONGE o melhor negócio da história do Benfica. Os meus sinceríssimos parabéns a quem o protagonizou! Nunca esperei que conseguíssemos impingir o barrete a outro, mas o Saragoça não tem desculpa porque já lá o teve durante meia época. Portanto, não se pode considerar que tenhamos aldrabado ninguém.

Ainda em relação a jogadores, uma interacção curiosa que tive com um sócio no jogo contra os turcos pode ser lida aqui.

quinta-feira, julho 28, 2011

Excelente resultado

Vencemos o Trabzonspor (2-0) na 1ª mão da 3ª pré-eliminatória e demos um passo de gigante para nos qualificarmos para o play-off de acesso à Liga dos Campeões. Foi um resultado bastante melhor que a exibição, embora o Sr. Stephan Studer vindo da Suiça não fique a dever nada aos Olegários desta vida e nos tenha escamoteado um penalty do tamanho do mundo por mão na área (já para não falar de outro lance na 1ª parte, em que um turco se encavalita no Cardozo), que nos poderia ter dado três golos de vantagem.

Entrámos bem na partida e fizemos uns bons primeiros 20’, mas não criámos grandes oportunidades de golo, excepção feita a um grande balão do Gaitán logo no início. Defensivamente estivemos muito sólidos, facto a que não é alheio o regresso do Luisão e a grande categoria do Garay. Os turcos mal passavam do meio-campo, embora tenham visto um golo anulado no limite do fora-de-jogo.

Na 2ª parte, aconteceu o contrário: entrámos mal e melhorámos a partir dos 15’, beneficiando da entrada do Nolito aos 54’. Aumentámos a velocidade e o Saviola atirou uma bola ao poste, antes de o Nolito inaugurar o marcador aos 71’, depois de uma abertura extraordinária do Aimar. Pouco depois, o tal lance da mão na área que inacreditavelmente não foi marcada pelo Sr. Studer. Os turcos tentaram ripostar, mas este ano temos um guarda-redes que não fica pregado aos postes e consegue ficar com as bolas lançadas em profundidade para os avançados adversários. O Cardozo desmarcou-se bem, correspondendo a um belo passe do Nolito, mas a perna do guarda-redes evitou o 2º golo. Que acabou por acontecer aos 88’, numa recuperação do Witsel que assistiu o Gaitán para um golo fabuloso ao ângulo da baliza adversária. Até final, ainda deu para o Artur brilhar ao revelar muita segurança num atraso in extremis do Luisão, que o fez atirar a bola de calcanhar para canto, e ao defender um remate cruzado já na área.

Em termos individuais, o Nolito foi decisivo para o resultado ao imprimir velocidade à equipa e este ano temos um agradável problema com tanta qualidade nos extremos. O Enzo Pérez esteve mais discreto, mas levou uma pantufada na 1ª parte que o pode ter inibido. O Garay foi outro que me encheu as medidas, tanto em termos defensivos como especialmente nos passes em profundidade. O Artur é indiscutível e dá enorme segurança à equipa. O Emerson é muito certinho, mas não podemos estar à espera de ter ali outro Coentrão. O Witsel continua a deixar bons pormenores e também foi muito importante para o reequilíbrio da equipa. Quanto aos velhos, o Luisão pode dizer os disparates todos que quiser, mas é absolutamente fundamental para a equipa e fez um jogo enorme. O Rúben Amorim voltou a jogar passado sete meses e, enquanto teve pernas, cumpriu. Além disso, o Maxi Pereira mostrou que ainda estava com jet lag… O Aimar não está nas melhores das formas, mas a abertura para o 1º golo é incrível. Assim como o Gaitán, que marca um golo fantástico e tem aquele balão na 1ª parte que ia levantando o estádio. O Saviola continua muito trapalhão, mas atirou uma bola ao poste, e o Cardozo também não teve o melhor dos jogos. O Javi García foi o pêndulo do costume.

Foi uma exibição suficiente, em que é de realçar especialmente a segurança defensiva. Depois de não-sei-quantos jogos a sofrer golos, já é o 2º consecutivo que ficamos a zeros. Bom sinal! Só uma catástrofe nos afastará do play-off, mas é bom que metamos na cabeça que temos que marcar na Turquia e preferencialmente antes de sofrermos qualquer golo. Só para acabar de vez com quaisquer veleidades turcas. Sim, porque ainda me lembro bem daquela 1ª parte em Eindhoven…

quinta-feira, julho 21, 2011

Fraco

Vencemos o Toulouse por 1-0 no jogo de apresentação aos sócios, mas a melhoria que se viu no Algarve não teve continuação. De positivo, há que salientar que, ao fim de 24 jogos (desde Estugarda a 24 de Fevereiro), como tem sido muito anunciado em tudo o que é sítio, voltámos a não sofrer golos, mas também é verdade que criámos muito poucas oportunidades e só aos 88’, e num lance muito confuso resultante de um livre, é que o Jardel fez o golo (quase sem querer, porque a bola rematada por um defesa embateu nele e entrou).

Com a chegada do Garay e do Emerson, a defesa começa a ficar composta, mas é no ataque que as coisas já deveriam estar melhores. Criamos poucas situações, revelamos um futebol algo atabalhoado e aproveitamos pouco a velocidade dos extremos, que finalmente temos em quantidade este ano. O perigo que fizemos foi praticamente através de jogadas individuais, dos extremos precisamente, que foram quase sempre mal finalizadas.

Quanto a jogadores, os extremos, Nolito e Urreta na 1ª parte e Enzo Pérez na 2ª, foram os melhores. Este ano não nos podemos queixar de falta de quantidade e qualidade nas alas, e o argentino encheu-me mesmo as medidas. O Garay tem presença na defesa e será um indiscutível. O Emerson esteve muito regular na 1ª parte, mal na 2ª e péssimo nos últimos 15’. Espero que tenha sido só o cansaço físico o motivo das casas no final da partida. O Witsel não deu tanto nas vistas como no Algarve, mas nesta altura tem que ser titular, até porque o Aimar não está em grande forma. O Rodrigo Mora tem velocidade, mas faz o Saviola parecer um gigante e Miccolis não há muitos. Tem a vantagem de poder fintar os adversários passando-lhes por baixo das pernas… Se o Cardozo se lesionar, não estou bem a ver quem irá para o seu lugar, porque o Jara também não é propriamente um calmeirão. Voltamos a ter um problema na lateral-direita, porque continuo a não ver ninguém para substituir o Maxi (aparentemente o Wass é o Shaffer desta época). Mas também esta questão só existe desde há três anos…

Daqui a uma semana, recebemos os turcos e não me passa pela cabeça que o Luisão e Maxi não joguem. De qualquer maneira, vai ser uma eliminatória muito complicada e estou bastante apreensivo, porque não vejo a equipa a produzir futebol suficiente. Oxalá me engane e as melhorias sejam evidentes numa semana. Não entrar na Champions seria uma catástrofe.

quarta-feira, julho 20, 2011

O disparate

E dos muito grandes! Aqui.

segunda-feira, julho 18, 2011

Tri no Guadiana

Empatámos com o Anderlecht (2-2) e pela 3ª vez consecutiva vencemos o Torneio do Guadiana. A equipa confirmou a melhoria atacante já vista no jogo frente ao PSG, mas aquela defesa de retalhos continua a ser uma dor de cabeça. O que vale é que o Brasil e a Argentina já foram eliminados da Copa América e o Luisão e Garay estão aí a chegar. Menos mal…

Entrámos bem na partida e inaugurámos o marcador numa boa jogada finalizada pelo Saviola aos 16’. Mas aos 27’ e 45’ os belgas deram a volta ao marcador, aproveitando o tal mau entrosamento defensivo de jogadores que não irão ser titulares durante a época e também a substituição forçada do Miguel Vítor por lesão aos 25’. Na 2ª parte, o Urreta fez o resultado final aos 55’ num óptimo remate. Tivemos algumas ocasiões para marcar, tanto na 1ª como na 2ª parte (o Jara por duas vezes e o Nolito falharam isolados só com o guarda-redes pela frente), mas o Artur Moraes também fez algumas boas defesas que impediram mais golos do adversário.

Em termos individuais, o Javi García (mais uma vez a central) foi o melhor. O Matic também não jogou mal, mas tem a má tendência de por vezes não jogar simples, o que na posição que ocupa é absolutamente fundamental. O Witsel confirmou as boas indicações da outra partida e é um jogador que vai ser titular de caras. Quanto ao Urreta, espero que não se cometa o grande DISPARATE de o emprestar outra vez, porque a sua velocidade e técnica ir-nos-iam fazer muita falta durante a época. Tal como fizeram no ano passado. A baliza continua muito bem entregue ao Artur Moraes.

Foi um jogo que acabou por ser agradável e em que já revelámos algumas boas combinações atacantes. Quanto à defesa, com o regresso dos centrais (NEM me passa pela cabeça que o Luisão poderá sair…) espera-se uma subida de produção e a ver se deixamos de vez este péssimo hábito de sofrer golos em todos os jogos.

sábado, julho 16, 2011

Melhoria

Vencemos o Paris Saint-Germain por 3-1 no primeiro jogo do Torneio do Guadiana. A nossa exibição foi melhor do que nos jogos anteriores, a que não é alheio o facto de termos a equipa mais estabilizada, com menos substituições durante as partidas. Claro que nenhum dos quatro elementos da defesa será titular na época, mas quanto a isso não podemos fazer nada antes do final da Copa América.

Com golos do Cardozo na 1ª parte e do Jara e Saviola na 2ª, acho que a equipa do segundo tempo foi mais dinâmica e para isso contribuiu a velocidade do Nolito, do Urreta e do Jara. Aliás, o espanhol esteve nos dois golos e revelou-se mais entrosado com a equipa. Também gostei da estreia do Witsel cuja qualidade não engana, especialmente se levarmos em conta que tem apenas um treino com o plantel. O Artur Moraes dá outra segurança e serenidade à baliza, e consequentemente ao resto da equipa. Em termos negativos, saliento o facto de voltarmos a ter sofrido um golo pelo corredor central e com um jogador isolado, mas com uma defesa de recurso não nos podemos espantar.

Estamos bem lançados para ganharmos pelo terceiro ano consecutivo o Torneio do Guadiana, mas mais importante que isso é revelarmos uma consistente subida de forma para o jogo da Champions que se avizinha.

P.S. – Calhou-nos o Trabzonspor da Turquia na terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões. Dos cinco adversários, era teoricamente o segundo mais difícil (atrás do Rubin Kazan), já que foi vice-campeão da Turquia, com os mesmos pontos do campeão (Fenerbahce) e à frente de equipas mais conhecidas como o Galatasaray e o Besiktas. Teremos o primeiro jogo na Luz e a grande dúvida é se conseguimos marcar três golos para termos uma viagem mais descansada à Turquia, já que, como iremos sofrer um (seria um quase milagre que isso não acontecesse), com a vantagem mínima seria muito perigoso.

quarta-feira, julho 13, 2011

Benfica - 1 - Dijon - 2

E ao terceiro jogo, a primeira derrota da pré-temporada. Perante uma equipa que subiu este ano à I Divisão francesa e tem o mesmo tempo de preparação que nós, voltámos a revelar insuficiências e não estou a falar do sector defensivo, em que, tirando o Artur Moraes, nenhum dos outros irá ser titular durante a época. Revelámos muita dificuldade em ligar o meio-campo com o ataque e a fazer o futebol apoiado que era nosso hábito.

O Urreta lá salvou a honra do convento no último minuto e impediu-nos de ficar a zeros. Ao invés, como tem sido muito falado pelos jornais, mas contra factos não há argumentos, desde 25 de Fevereiro que sofremos golos em todos(!) os jogos, o que se não é recorde negativo da nossa história anda certamente lá perto.

Não vou fazer destaques individuais, quero só dizer o seguinte: eu sei que não sou “profissional”, nem percebo nada disto, o treinador é que sabe e blá, blá, blá, mas parece-me que, a duas semanas do importantíssimo jogo da pré-eliminatória da Champions, deveríamos apenas estar à espera dos regressos do Maxi Pereira, Luisão e Garay. Tudo o resto já deveria estar resolvido: o defesa-esquerdo já deveria cá estar (a não ser que também esteja na Copa América…) e o plantel quase fechado. Agora, ir com mais de três equipas(!) para estágio, de tal forma que nem todos conseguem jogar em todos os jogos, ter uma data deles que não sabem se vão rodar ou não, produz um ruído e uma confusão tal que é inevitável que se reflicta no relvado. Basta comparar esta pré-época com a primeira do Jesus para ver as diferenças.

Espero bem que este período de muitos jogadores e muito poucas ideias passe rapidamente…

P.S. – Queremos fazer uma equipa de futebol só com nºs 10? É que, se vier o Witsel, ficamos com seis (Aimar, Carlos Martins, Gaitán, Bruno César, David Simão)… Já nem no futsal cabem…

segunda-feira, julho 11, 2011

Primeiros jogos

Vencemos uma selecção de Friburgo por 9-1 e empatámos com o Servette por 1-1 nos dois primeiros jogos de pré-época, realizados tal como nos anos anteriores em dois dias seguidos. Continuo a não perceber muito bem a vantagem de fazer jogos em dias consecutivos, porque no segundo a equipa mostra-se sempre muito cansada, mas enfim…

Não há muito a comentar em relação à goleada frente à selecção de Friburgo, porque eles eram mesmo muito fraquinhos, mas mesmo assim o Cardozo mostrou mais uma vez que é um jogador muito “mau”, “lento”, que “não luta” e que só sabe marcar golos, quando toda a gente percebe que o futebol não é para isso… Nesta partida, foram quatro, sendo o primeiro quase de meio-campo. Para além disso, ainda fez uma óptima simulação para o golo do Gaitán. Dos reforços, os dois titulares (Artur Moraes e Bruno César) parecem ser mais-valias para a equipa e o Rodrigo também mostrou bons pormenores. Pela negativa, o Júlio César mostrou que pode ir-se embora, porque está a ocupar um lugar de estrangeiro sem nenhuma vantagem. O erro que teve (falhou um pontapé na bola e sofremos um golo) é inacreditável.

Na partida frente ao Servette, as coisas foram mais complicadas, já que é uma equipa que vai disputar a I Divisão suíça, sendo treinada pelo nosso João Alves. Uma boa combinação atacante entre o Cardozo e o Gaitán resultou no nosso golo, marcado pelo argentino. Pouco mais fizemos de relevante, a não ser uma oportunidade do Saviola na 2ª parte. O Artur Moraes demonstrou outra vez que é melhor a sair da área do que o Roberto e não falhou nos poucos cruzamentos que teve. O Bruno César, de facto, não engana e será certamente dos mais utilizados durante a época. Pela negativa, o Jardel terá feito dos piores jogos que vi a um jogador do Benfica e tem toda a culpa no golo do empate.

Quanto à catrefada de jogadores novos, não vou analisá-los um a um, senão só terminaria este post depois de amanhã. Digo apenas que não vi nada de especial de nenhum deles, tirando os dois já citados. Vamos dar tempo ao tempo, mas espero que o Jesus olhe bem para o que eles fazem no campo, mesmo que contrarie alguma das opiniões que já terá formado, antes de tomar alguma decisão. Por exemplo, não vou entender se o Miguel Vítor for dispensado/emprestado para cá ficar o Jardel. O Roderick é, ao invés, um jogador que deverá ser emprestado, porque corre o risco de estagnar se ficar no plantel. As indicações nestes dois jogos não foram nada famosas… Do Enzo Perez não vi nada de especial, mas chegou há muito pouco tempo e não esqueçamos que o Salvio também demorou a arrancar. O Nolito esteve sempre na ânsia de fazer tudo bem e depressa, e é claro que as coisas não lhe saíram bem.

Amanhã jogaremos outra vez e já teremos mais elementos para formar a nossa opinião em relação ao plantel. Que, tendo tantos jogadores, ainda demorará um bom bocado a ficar definido. Quando deixarmos de ser um entreposto, conseguimos ver melhor o que a nova época nos reserva.