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quinta-feira, julho 28, 2011

Excelente resultado

Vencemos o Trabzonspor (2-0) na 1ª mão da 3ª pré-eliminatória e demos um passo de gigante para nos qualificarmos para o play-off de acesso à Liga dos Campeões. Foi um resultado bastante melhor que a exibição, embora o Sr. Stephan Studer vindo da Suiça não fique a dever nada aos Olegários desta vida e nos tenha escamoteado um penalty do tamanho do mundo por mão na área (já para não falar de outro lance na 1ª parte, em que um turco se encavalita no Cardozo), que nos poderia ter dado três golos de vantagem.

Entrámos bem na partida e fizemos uns bons primeiros 20’, mas não criámos grandes oportunidades de golo, excepção feita a um grande balão do Gaitán logo no início. Defensivamente estivemos muito sólidos, facto a que não é alheio o regresso do Luisão e a grande categoria do Garay. Os turcos mal passavam do meio-campo, embora tenham visto um golo anulado no limite do fora-de-jogo.

Na 2ª parte, aconteceu o contrário: entrámos mal e melhorámos a partir dos 15’, beneficiando da entrada do Nolito aos 54’. Aumentámos a velocidade e o Saviola atirou uma bola ao poste, antes de o Nolito inaugurar o marcador aos 71’, depois de uma abertura extraordinária do Aimar. Pouco depois, o tal lance da mão na área que inacreditavelmente não foi marcada pelo Sr. Studer. Os turcos tentaram ripostar, mas este ano temos um guarda-redes que não fica pregado aos postes e consegue ficar com as bolas lançadas em profundidade para os avançados adversários. O Cardozo desmarcou-se bem, correspondendo a um belo passe do Nolito, mas a perna do guarda-redes evitou o 2º golo. Que acabou por acontecer aos 88’, numa recuperação do Witsel que assistiu o Gaitán para um golo fabuloso ao ângulo da baliza adversária. Até final, ainda deu para o Artur brilhar ao revelar muita segurança num atraso in extremis do Luisão, que o fez atirar a bola de calcanhar para canto, e ao defender um remate cruzado já na área.

Em termos individuais, o Nolito foi decisivo para o resultado ao imprimir velocidade à equipa e este ano temos um agradável problema com tanta qualidade nos extremos. O Enzo Pérez esteve mais discreto, mas levou uma pantufada na 1ª parte que o pode ter inibido. O Garay foi outro que me encheu as medidas, tanto em termos defensivos como especialmente nos passes em profundidade. O Artur é indiscutível e dá enorme segurança à equipa. O Emerson é muito certinho, mas não podemos estar à espera de ter ali outro Coentrão. O Witsel continua a deixar bons pormenores e também foi muito importante para o reequilíbrio da equipa. Quanto aos velhos, o Luisão pode dizer os disparates todos que quiser, mas é absolutamente fundamental para a equipa e fez um jogo enorme. O Rúben Amorim voltou a jogar passado sete meses e, enquanto teve pernas, cumpriu. Além disso, o Maxi Pereira mostrou que ainda estava com jet lag… O Aimar não está nas melhores das formas, mas a abertura para o 1º golo é incrível. Assim como o Gaitán, que marca um golo fantástico e tem aquele balão na 1ª parte que ia levantando o estádio. O Saviola continua muito trapalhão, mas atirou uma bola ao poste, e o Cardozo também não teve o melhor dos jogos. O Javi García foi o pêndulo do costume.

Foi uma exibição suficiente, em que é de realçar especialmente a segurança defensiva. Depois de não-sei-quantos jogos a sofrer golos, já é o 2º consecutivo que ficamos a zeros. Bom sinal! Só uma catástrofe nos afastará do play-off, mas é bom que metamos na cabeça que temos que marcar na Turquia e preferencialmente antes de sofrermos qualquer golo. Só para acabar de vez com quaisquer veleidades turcas. Sim, porque ainda me lembro bem daquela 1ª parte em Eindhoven…

quinta-feira, julho 21, 2011

Fraco

Vencemos o Toulouse por 1-0 no jogo de apresentação aos sócios, mas a melhoria que se viu no Algarve não teve continuação. De positivo, há que salientar que, ao fim de 24 jogos (desde Estugarda a 24 de Fevereiro), como tem sido muito anunciado em tudo o que é sítio, voltámos a não sofrer golos, mas também é verdade que criámos muito poucas oportunidades e só aos 88’, e num lance muito confuso resultante de um livre, é que o Jardel fez o golo (quase sem querer, porque a bola rematada por um defesa embateu nele e entrou).

Com a chegada do Garay e do Emerson, a defesa começa a ficar composta, mas é no ataque que as coisas já deveriam estar melhores. Criamos poucas situações, revelamos um futebol algo atabalhoado e aproveitamos pouco a velocidade dos extremos, que finalmente temos em quantidade este ano. O perigo que fizemos foi praticamente através de jogadas individuais, dos extremos precisamente, que foram quase sempre mal finalizadas.

Quanto a jogadores, os extremos, Nolito e Urreta na 1ª parte e Enzo Pérez na 2ª, foram os melhores. Este ano não nos podemos queixar de falta de quantidade e qualidade nas alas, e o argentino encheu-me mesmo as medidas. O Garay tem presença na defesa e será um indiscutível. O Emerson esteve muito regular na 1ª parte, mal na 2ª e péssimo nos últimos 15’. Espero que tenha sido só o cansaço físico o motivo das casas no final da partida. O Witsel não deu tanto nas vistas como no Algarve, mas nesta altura tem que ser titular, até porque o Aimar não está em grande forma. O Rodrigo Mora tem velocidade, mas faz o Saviola parecer um gigante e Miccolis não há muitos. Tem a vantagem de poder fintar os adversários passando-lhes por baixo das pernas… Se o Cardozo se lesionar, não estou bem a ver quem irá para o seu lugar, porque o Jara também não é propriamente um calmeirão. Voltamos a ter um problema na lateral-direita, porque continuo a não ver ninguém para substituir o Maxi (aparentemente o Wass é o Shaffer desta época). Mas também esta questão só existe desde há três anos…

Daqui a uma semana, recebemos os turcos e não me passa pela cabeça que o Luisão e Maxi não joguem. De qualquer maneira, vai ser uma eliminatória muito complicada e estou bastante apreensivo, porque não vejo a equipa a produzir futebol suficiente. Oxalá me engane e as melhorias sejam evidentes numa semana. Não entrar na Champions seria uma catástrofe.

quarta-feira, julho 20, 2011

O disparate

E dos muito grandes! Aqui.

segunda-feira, julho 18, 2011

Tri no Guadiana

Empatámos com o Anderlecht (2-2) e pela 3ª vez consecutiva vencemos o Torneio do Guadiana. A equipa confirmou a melhoria atacante já vista no jogo frente ao PSG, mas aquela defesa de retalhos continua a ser uma dor de cabeça. O que vale é que o Brasil e a Argentina já foram eliminados da Copa América e o Luisão e Garay estão aí a chegar. Menos mal…

Entrámos bem na partida e inaugurámos o marcador numa boa jogada finalizada pelo Saviola aos 16’. Mas aos 27’ e 45’ os belgas deram a volta ao marcador, aproveitando o tal mau entrosamento defensivo de jogadores que não irão ser titulares durante a época e também a substituição forçada do Miguel Vítor por lesão aos 25’. Na 2ª parte, o Urreta fez o resultado final aos 55’ num óptimo remate. Tivemos algumas ocasiões para marcar, tanto na 1ª como na 2ª parte (o Jara por duas vezes e o Nolito falharam isolados só com o guarda-redes pela frente), mas o Artur Moraes também fez algumas boas defesas que impediram mais golos do adversário.

Em termos individuais, o Javi García (mais uma vez a central) foi o melhor. O Matic também não jogou mal, mas tem a má tendência de por vezes não jogar simples, o que na posição que ocupa é absolutamente fundamental. O Witsel confirmou as boas indicações da outra partida e é um jogador que vai ser titular de caras. Quanto ao Urreta, espero que não se cometa o grande DISPARATE de o emprestar outra vez, porque a sua velocidade e técnica ir-nos-iam fazer muita falta durante a época. Tal como fizeram no ano passado. A baliza continua muito bem entregue ao Artur Moraes.

Foi um jogo que acabou por ser agradável e em que já revelámos algumas boas combinações atacantes. Quanto à defesa, com o regresso dos centrais (NEM me passa pela cabeça que o Luisão poderá sair…) espera-se uma subida de produção e a ver se deixamos de vez este péssimo hábito de sofrer golos em todos os jogos.

sábado, julho 16, 2011

Melhoria

Vencemos o Paris Saint-Germain por 3-1 no primeiro jogo do Torneio do Guadiana. A nossa exibição foi melhor do que nos jogos anteriores, a que não é alheio o facto de termos a equipa mais estabilizada, com menos substituições durante as partidas. Claro que nenhum dos quatro elementos da defesa será titular na época, mas quanto a isso não podemos fazer nada antes do final da Copa América.

Com golos do Cardozo na 1ª parte e do Jara e Saviola na 2ª, acho que a equipa do segundo tempo foi mais dinâmica e para isso contribuiu a velocidade do Nolito, do Urreta e do Jara. Aliás, o espanhol esteve nos dois golos e revelou-se mais entrosado com a equipa. Também gostei da estreia do Witsel cuja qualidade não engana, especialmente se levarmos em conta que tem apenas um treino com o plantel. O Artur Moraes dá outra segurança e serenidade à baliza, e consequentemente ao resto da equipa. Em termos negativos, saliento o facto de voltarmos a ter sofrido um golo pelo corredor central e com um jogador isolado, mas com uma defesa de recurso não nos podemos espantar.

Estamos bem lançados para ganharmos pelo terceiro ano consecutivo o Torneio do Guadiana, mas mais importante que isso é revelarmos uma consistente subida de forma para o jogo da Champions que se avizinha.

P.S. – Calhou-nos o Trabzonspor da Turquia na terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões. Dos cinco adversários, era teoricamente o segundo mais difícil (atrás do Rubin Kazan), já que foi vice-campeão da Turquia, com os mesmos pontos do campeão (Fenerbahce) e à frente de equipas mais conhecidas como o Galatasaray e o Besiktas. Teremos o primeiro jogo na Luz e a grande dúvida é se conseguimos marcar três golos para termos uma viagem mais descansada à Turquia, já que, como iremos sofrer um (seria um quase milagre que isso não acontecesse), com a vantagem mínima seria muito perigoso.

quarta-feira, julho 13, 2011

Benfica - 1 - Dijon - 2

E ao terceiro jogo, a primeira derrota da pré-temporada. Perante uma equipa que subiu este ano à I Divisão francesa e tem o mesmo tempo de preparação que nós, voltámos a revelar insuficiências e não estou a falar do sector defensivo, em que, tirando o Artur Moraes, nenhum dos outros irá ser titular durante a época. Revelámos muita dificuldade em ligar o meio-campo com o ataque e a fazer o futebol apoiado que era nosso hábito.

O Urreta lá salvou a honra do convento no último minuto e impediu-nos de ficar a zeros. Ao invés, como tem sido muito falado pelos jornais, mas contra factos não há argumentos, desde 25 de Fevereiro que sofremos golos em todos(!) os jogos, o que se não é recorde negativo da nossa história anda certamente lá perto.

Não vou fazer destaques individuais, quero só dizer o seguinte: eu sei que não sou “profissional”, nem percebo nada disto, o treinador é que sabe e blá, blá, blá, mas parece-me que, a duas semanas do importantíssimo jogo da pré-eliminatória da Champions, deveríamos apenas estar à espera dos regressos do Maxi Pereira, Luisão e Garay. Tudo o resto já deveria estar resolvido: o defesa-esquerdo já deveria cá estar (a não ser que também esteja na Copa América…) e o plantel quase fechado. Agora, ir com mais de três equipas(!) para estágio, de tal forma que nem todos conseguem jogar em todos os jogos, ter uma data deles que não sabem se vão rodar ou não, produz um ruído e uma confusão tal que é inevitável que se reflicta no relvado. Basta comparar esta pré-época com a primeira do Jesus para ver as diferenças.

Espero bem que este período de muitos jogadores e muito poucas ideias passe rapidamente…

P.S. – Queremos fazer uma equipa de futebol só com nºs 10? É que, se vier o Witsel, ficamos com seis (Aimar, Carlos Martins, Gaitán, Bruno César, David Simão)… Já nem no futsal cabem…

segunda-feira, julho 11, 2011

Primeiros jogos

Vencemos uma selecção de Friburgo por 9-1 e empatámos com o Servette por 1-1 nos dois primeiros jogos de pré-época, realizados tal como nos anos anteriores em dois dias seguidos. Continuo a não perceber muito bem a vantagem de fazer jogos em dias consecutivos, porque no segundo a equipa mostra-se sempre muito cansada, mas enfim…

Não há muito a comentar em relação à goleada frente à selecção de Friburgo, porque eles eram mesmo muito fraquinhos, mas mesmo assim o Cardozo mostrou mais uma vez que é um jogador muito “mau”, “lento”, que “não luta” e que só sabe marcar golos, quando toda a gente percebe que o futebol não é para isso… Nesta partida, foram quatro, sendo o primeiro quase de meio-campo. Para além disso, ainda fez uma óptima simulação para o golo do Gaitán. Dos reforços, os dois titulares (Artur Moraes e Bruno César) parecem ser mais-valias para a equipa e o Rodrigo também mostrou bons pormenores. Pela negativa, o Júlio César mostrou que pode ir-se embora, porque está a ocupar um lugar de estrangeiro sem nenhuma vantagem. O erro que teve (falhou um pontapé na bola e sofremos um golo) é inacreditável.

Na partida frente ao Servette, as coisas foram mais complicadas, já que é uma equipa que vai disputar a I Divisão suíça, sendo treinada pelo nosso João Alves. Uma boa combinação atacante entre o Cardozo e o Gaitán resultou no nosso golo, marcado pelo argentino. Pouco mais fizemos de relevante, a não ser uma oportunidade do Saviola na 2ª parte. O Artur Moraes demonstrou outra vez que é melhor a sair da área do que o Roberto e não falhou nos poucos cruzamentos que teve. O Bruno César, de facto, não engana e será certamente dos mais utilizados durante a época. Pela negativa, o Jardel terá feito dos piores jogos que vi a um jogador do Benfica e tem toda a culpa no golo do empate.

Quanto à catrefada de jogadores novos, não vou analisá-los um a um, senão só terminaria este post depois de amanhã. Digo apenas que não vi nada de especial de nenhum deles, tirando os dois já citados. Vamos dar tempo ao tempo, mas espero que o Jesus olhe bem para o que eles fazem no campo, mesmo que contrarie alguma das opiniões que já terá formado, antes de tomar alguma decisão. Por exemplo, não vou entender se o Miguel Vítor for dispensado/emprestado para cá ficar o Jardel. O Roderick é, ao invés, um jogador que deverá ser emprestado, porque corre o risco de estagnar se ficar no plantel. As indicações nestes dois jogos não foram nada famosas… Do Enzo Perez não vi nada de especial, mas chegou há muito pouco tempo e não esqueçamos que o Salvio também demorou a arrancar. O Nolito esteve sempre na ânsia de fazer tudo bem e depressa, e é claro que as coisas não lhe saíram bem.

Amanhã jogaremos outra vez e já teremos mais elementos para formar a nossa opinião em relação ao plantel. Que, tendo tantos jogadores, ainda demorará um bom bocado a ficar definido. Quando deixarmos de ser um entreposto, conseguimos ver melhor o que a nova época nos reserva.

quarta-feira, junho 15, 2011

O benfiquismo perdeu

Remeto-vos para aqui.

Obrigado, Nuno Gomes! Tu já tens várias páginas na História do Benfica pelos melhores motivos. Outros serão apenas uma nota de rodapé. Dignidade e benfiquismo não é, definitivamente, para todos.

segunda-feira, junho 06, 2011

Desejo

Espero bem que a ESTUPIDEZ tenha limites e que isto não seja verdade...

quinta-feira, maio 19, 2011

Motivação… ou falta dela

Empatámos no passado Sábado com a U. Leiria (3-3) e despedimo-nos da época sem uma vitória. Acaba por ser um final que se coaduna com uma temporada para esquecer… ou relembrar, para não voltar a fazer o mesmo.

Foi uma partida típica de fim de festa, jogada a um ritmo baixo e em que os ataques se superiorizaram às defesas. Não estivemos mal a construir jogadas ofensivas, é certo, mas as desconcentrações defensivas de que resultaram dois dos três golos do Leiria indiciaram que a maioria dos jogadores já estava a pensar em férias.

O Cardozo abriu o marcador na 1ª parte (39’), através de um livre, mas o Leiria empatou numa inacreditável desatenção do Javi García e do Júlio César que demoraram muito tempo a reagir a um atraso do Luisão (43’). Na 2ª parte, o espanhol redimiu-se ao fazer o 2-1 num canto (58’) e, pouco depois, pareceu que a partida ficou resolvida com o tento de belo efeito do Jara (64’), acrescente-se. Só que o Leiria voltou ao jogo com o 3-2 num grande remate fora da área (76’), em que me pareceu que o Júlio César se acaba por lançar tarde e fez a igualmente já mesmo no final num frango do nosso guarda-redes que falhou completamente a saída a um cruzamento (88’). Entre os dois golos, ainda houve tempo para o segundo amarelo ao Luisão (80’) que nos criou bastantes dificuldades. O Jesus esteve bem, na minha opinião, de manter a entrada do Nuno Gomes, e deixando o García a central, porque o capitão merecia a presença em campo no último jogo da época. ESPERO BEM é que não seja o seu último jogo pelo Benfica…

Não vou destacar ninguém individualmente, já que todos os jogadores não ultrapassaram a bitola da mediania. Quem estava em má forma (caso óbvio do Saviola), continuou em má forma, e quem não sabe jogar mal (Coentrão) foi igual a ele próprio.

Há que reflectir (e muito) sobre todas as vicissitudes desta época, em que obtivemos alguns resultados que ficam para a história em termos negativos, e tirar as ilações devidas para a próxima. Mas isto é tema para um futuro post.

segunda-feira, maio 09, 2011

Sem pressão

Dois golos do Cardozo deram-nos a vitória em Vila do Conde, mas ainda não foi desta que voltámos a não sofrer golos, porque o Rio Ave marcou o tento de honra perto do final da partida. É o 18º jogo consecutivo em que isso acontece e o falhanço desta época também passa muito por aqui!

A partida não teve grandes motivos de interesse e foi típica de final de temporada. Entrámos bem e marcámos na primeira oportunidade aos 7’ numa recarga do Cardozo a um remate do Carlos Martins. Fizemos o 2º golo numa bomba do Tacuara fora da área aos 27’. Tivemos outras oportunidades para marcar, especialmente pelo Cardozo, mas não conseguimos aumentar o placard.

Na 2ª parte, o Jesus mostrou que o mais importante era não sofrer golos e por isso não fomos tão incisivos no ataque. Entrou logo de reinício o Airton para o lugar do Jara, como que a provar isto mesmo. O jogo esteve controlado pela nossa parte e o Moreira foi praticamente um espectador. Isto até aos 88’ quando o Airton fez uma falta disparatada à entrada da área e o jogador Braga aproveitou para marcar de livre com um remate que passou pelo meio da nossa barreira!

Com dois golos, o Cardozo é o destaque do jogo. O Fábio Coentrão é o destaque da época e até num jogo a feijões como este imprime um ritmo fabuloso. A jogar a extremo-esquerdo esteve tão bem como costuma estar a lateral. O Luisão também fez um jogo razoável, mas o Sidnei provou por que é que o Jardel é titular. O Carole continua a sua progressão de jogo para jogo e podemos ter ali um jogador muito interessante.

Foi bom termos regressado às vitórias, mas é um final de época triste o que estamos a ter. E tínhamos tudo para ainda conquistar algo…

sexta-feira, maio 06, 2011

Indesculpável

Ao fim de 29 jogos consecutivos e seis meses depois, escolhemos o pior jogo possível para voltarmos a não fazer golos frente a equipas nacionais: perdemos 0-1 em Braga e fomos eliminados na meia-final da Liga Europa. Independentemente das vicissitudes que cada jogo tem, é uma VERGONHA que o Benfica seja eliminado em dois jogos por uma equipa como o Braga e que deixe escapar desta maneira a ida a uma final europeia, onde já não mete os pés há 21 anos.

Com um árbitro estrangeiro, que amarelou o Sílvio logo aos 2’, custa a acreditar que não tenhamos tido equipa para ultrapassar o Braga. Sofremos o golo aos 18’, num canto em que o Jardel vê o Custódio a saltar à sua frente sem reagir. Erro crasso e muito difícil de entender. Mas isto foi aos 18’! Ou seja, tínhamos 72’ para marcar um golo! E o que revelámos foi uma inoperância total, uma tristeza a jogar à bola, uma incapacidade de lutar contra a adversidade que só nos pode envergonhar como benfiquistas. Sim, lutámos, mas não o suficiente. Sim, atirámos uma bola ao poste e criámos outras situações que o guarda-redes adversário, Artur, defendeu e bem. Mas nunca demos a sensação que íamos comer a relva, se necessário fosse (e era!), para atingir a final. E isso não se compreende. Era a porra de uma final europeia!

A equipa não superou o facto de estar em desvantagem e custa a acreditar como não estava mentalmente (e fisicamente) preparada para isso. Andamos a poupar jogadores no campeonato há quase um mês para a equipa apresentar estes paupérrimos índices físicos?! Aqui está outra coisa que eu gostaria muito de ver explicada...

Em termos individuais, o Coentrão e o Luisão foram dos poucos que lutaram contra a adversidade. Também não desgostei do Cardozo, que ganhou bolas de cabeça, lutou, mas acabou por não ter nenhuma oportunidade de rematar com perigo à baliza (excepção ao livre muito por cima). Claro que o Aimar fez imensa falta, já que o Carlos Martins não tem estofo para saber o que deve fazer à bola nas diferentes situações de jogo. Confesso que, a partir do amarelo ao Maxi aos 59' que o tiraria da final, perdi logo aí as esperanças de uma possível conquista da Liga Europa, porque não nos estava a ver ganhar ao CRAC com o Luís Filipe ou Airton a lateral-direito. E esse amarelo, perfeitamente escusado, denuncia muito do estado de espírito dos jogadores do Benfica. Um grande incapacidade de inverter o rumo negativo das coisas e a consequente perda da cabeça.

A época foi negra, a conquista da Taça da Liga não mascara absolutamente nada e a frustração de termos perdido o acesso a duas finais da maneira que perdemos é algo que nunca mais me vou esquecer. Um verdadeiro pesadelo!

segunda-feira, maio 02, 2011

Mais do mesmo

Outra vez a equipa B em campo, outro resultado negativo. Empatámos em Olhão (1-1) e ainda não foi desta que os habituais suplentes ganharam um jogo fora de casa. No entanto, há que dizer que esta terá sido a menos má das exibições e que poderíamos ter ganho o jogo tranquilamente, se tivéssemos concretizado uma das n oportunidades que tivemos e não nos lembrássemos de sofrer o golo do empate nos descontos.

Entrámos muito bem na partida e logo aos 4’ chegámos à vantagem num óptimo passe do Gaitán a desmarcar o Jara. O avançado argentino teve sorte no ressalto da bola, mas também tem mérito na desmarcação. O Gaitán é um jogador de eleição e no meio daquele marasmo de Felipes Menezes e Kardecs ainda sobressai mais. Foram dele as nossas melhoras jogadas, mas ainda na 1ª parte começou o desperdício de golos. O Olhanense pouco perigo criava, apesar da insistência no nosso flanco direito na tentativa de aproveitar a menor rotina do Airton a lateral.

Na 2ª parte, entrámos igualmente bem e tivemos três claríssimas oportunidades, mas o Gaitán atirou ao poste, o Kardec conseguiu atirar de cabeça por cima quando só tinha o guarda-redes pela frente e o Jardel fez o mesmo com o pé num remate quase na pequena-área. Como não marcámos, o Sr. Vasco Santos resolveu começar a reequilibrar o jogo e expulsou o Jardel por duplo amarelo aos 68’. O Fernández, que entretanto tinha entrado, ainda rematou por cima pouco depois, mas a partir daí acabámos ofensivamente. A pouca inteligência a defender fez com que provocássemos faltas à entrada na área e nas zonas laterais, algumas delas escusadas, quando os adversários estavam de costas(!) para a baliza, e o Olhanense começou a criar situações de perigo. Foi num canto já nos descontos que se deu o empate. O Airton deixou passar a bola por cima da sua cabeça e o Djalmir antecipou-se ao Roberto na pequena-área. Ou seja, erro grave de dois dos mais utilizados naquele onze. O Jorge Jesus também não fica isento de culpas, porque preferiu colocar o Carlos Martins em vez do Javi García numa altura em que já jogávamos com 10 jogadores. E o Javi teria sido importante naqueles minutos finais...

Individualmente, gostei do Gaitán, enquanto teve pernas, e do Jara, sempre muito batalhador e a nunca dar um lance como perdido. O Roderick a trinco também não esteve mal, mas todos os outros não saíram da mediania. Destaque negativo para o Felipe Menezes (um zero absoluto!), Kardec (continua em péssima forma) e o Roberto, que voltou a sofrer um golo em que tem culpas.

Temos o jogo mais importante da época na próxima 5ª feira. Não vai ser nada fácil eliminarmos o Braga, mas somos superiores a eles. É essencial termos igualmente cuidado com os amarelos, em especial o Maxi Pereira que é insubstituível no plantel. Ir a uma final sem ele, ainda por cima supostamente contra o CRAC, quase me atrevo a dizer que não vale a pena. Espero que este descanso dos titulares lhes tenha feito bem, porque vamos precisar de muito coração e muitas pernas na pedreira.

sexta-feira, abril 29, 2011

Na frente

Vencemos o Braga por 2-1 e estamos em vantagem para o jogo da 2ª mão da meia-final da Liga Europa. Perante o que se passou no jogo, concordo com o Jesus quando diz que a vantagem é curta e que dois golos de diferença reflectiriam melhor o que se passou em campo. Mas como nesta Liga Europa sofremos sempre golos nas primeiras mãos em casa e como estamos numa incrível sequência de 15(!) jogos seguidos a sofrer golos, acho que acabou por ser um bom resultado.

Entrámos bem na partida, com algumas naturais cautelas, mas o primeiro sinal de perigo foi do Braga, com um remate de longe do Sílvio ao lado da baliza. A partir daí, controlámos a partida e o Cardozo esteve em destaque pela menor pontaria: atirou por cima e depois ao poste quando só tinha o guarda-redes pela frente. Deveríamos ter ido para o intervalo a ganhar, embora não tivéssemos criado assim tantas oportunidades, porque o Braga é uma equipa que sabe defender e, claro, sem Salvio e Gaitán a nossa velocidade nas alas é muito menor.

Na 2ª parte, o jogo acelerou um bocado, mas sempre connosco a fazer maior pressão. O Cardozo atirou novamente ao poste de cabeça, só que desta feita na recarga o Jardel fez o seu primeiro golo pelo Benfica aos 50’. O mais difícil estava feito e, se conseguíssemos quebrar a série negativa de jogos a sofrer golos, conseguiríamos um óptimo resultado. Infelizmente, isso não aconteceu. Pouco depois, aos 53’, uma falta do Aimar, de que resultou um amarelo que o vai impedir de jogar a 2ª mão, proporcionou o golo do empate ao Braga. Livre batido pelo Hugo Viana e desvio de cabeça do Vandinho, que estava quase no limite da área. Visto posteriormente na televisão, fiquei com a ideia que o Roberto poderia ter sido mais lesto a reagir, porque o remate de cabeça é quase fora da área e a bola não foi muito ao ângulo. O que valeu foi que aos 59’ pagámos na mesma moeda. Livre à entrada da área e o Cardozo atirou uma bomba lá para dentro! Ainda havia meia-hora para jogar, mas a nossa capacidade física não deu para mais. Não conseguimos criar mais nenhuma oportunidade, excepção feita a um cabeceamento do Luisão num canto já perto do final. O que valeu foi que defendemos relativamente bem e conseguimos segurar a vantagem.

Houve alguns jogadores que se destacaram, mas vou referir especialmente o Cardozo que nos deu o golo da vitória, atirou duas bolas aos postes e fartou-se de lutar. Espero que o golo lhe volte a dar confiança para os próximos jogos. O Coentrão confirma a cada jogo que passa que, se não é o melhor lateral-esquerdo do mundo, anda lá muito perto. O Aimar também fez uma grande partida e vamos sentir muito a falta dele em Braga. Tivemos três jogadores com problemas físicos durante a semana (Carlos Martins, César Peixoto e Gaitán), mas acabaram por jogar os três, tendo o argentino alinhado na 2ª parte. No entanto, sentiu-se a falta de ritmo e por alguma razão nenhum deles fez os 90’. Espero que em Braga estejam todos a 100%, porque se assim for, acho que temos grandes hipóteses de chegar à desejada final.

Temos uma vantagem curta, mas é uma vantagem. Se o Aimar não vai jogar, o Vandinho também não. O Maxi é que tem que ter muito cuidado, porque é um jogador insubstituível e está tapado de amarelos. Aliás, não percebo este critério da Uefa de não limpar os amarelos no final das fases de grupo. Com tantos jogos que se têm que disputar, é quase inevitável que um ou outro jogador falhe a final. E é uma injustiça. No próximo Domingo voltará a equipa B em Olhão e espero que os titulares recuperem bem para 5ª feira. Temos uma possibilidade imperdível de voltar a uma final europeia 21 anos depois.

terça-feira, abril 26, 2011

Terceira consecutiva

Vencemos o Paços de Ferreira por 2-1 e conquistámos mais uma vez a Taça da Liga. Foi uma vitória bastante difícil, porque nos ressentimos do esforço da 4ª feira anterior e porque o adversário é uma equipa que joga um futebol muito positivo. Fizemos uma 1ª parte agradável, em que pressionámos o Paços e realizámos boas movimentações atacantes. Na 2ª parte, as coisas foram bastante diferentes e acabámos o jogo a sofrer.

Entrámos bem na partida e poderíamos ter marcado logo nos primeiros minutos, quando o Saviola atirou ao poste. Chegámos à vantagem numa insistência do Fábio Coentrão aos 17’, que cruzou milimeticamente para a cabeça do Jara. Por volta da meia-hora, o Sr. Pedro Proença assinalou uma pretensa falta do Maxi Pereira na área, mas o Moreira defendeu o penalty. Aos 43’, fizemos o 2-0 na sequência de um livre do Carlos Martins e uma assistência do Luisão para o Javi García rematar perfeitamente à vontade. Mesmo antes do intervalo, o Sr. Pedro Proença resolveu mostrar mais uma vez a peça que é ao não marcar um derrube nítido ao Saviola dentro da área. Deveríamos ter ido para intervalo com uma vantagem de três golos.

A 2ª parte foi completamente diferente. Demos o berro em termos físicos e o Paços de Ferreira passou a controlar o jogo. Tivemos o azar acrescido de o Luisão ter feito um autogolo aos 49’, num lance em que a bola iria calmamente até ao nosso guarda-redes. Soubemos sofrer, o Moreira esteve em grande e o Jesus também ao não cometer os erros que fez contra o CRAC e colocando aos 60’ o Airton em jogo para fechar o meio-campo. Em termos atacantes, não fizemos quase nada e a nossa melhor oportunidade foi um cabeceamento de um defesa do Paços em direcção ao seu próprio poste.

Em termos individuais, o Moreira foi indiscutivelmente o melhor, não só pela defesa do penalty, como por outras duas ou três na 2ª parte. O Aimar também esteve bastante bem, ao comandar todo o nosso jogo atacante na 1ª parte e a sacrificar-se defensivamente na 2ª. Gostei igualmente do Jardel, pela sobriedade e simplicidade de processos, embora algumas saídas atacantes me tenham quase congelado o sangue. Em termos negativos e estou perfeitamente à vontade para o dizer, porque sou um grande fã dele, esteve o Cardozo. Lento, a falhar quase todos os cabeceamentos e quase desligado do jogo, foi uma lástima. Igualmente em nítida baixa de forma está o Saviola, embora nunca se lhe possa apontar a falta de vontade.

Tínhamos tudo a perder neste jogo, porque se fôssemos derrotados seria uma catástrofe e ganhando pouca gente ligaria. É um troféu oficial, é importante, mas não nos vai salvar a época. Aliás, com a tragédia do jogo da Taça, só a conquista de uma prova europeia, algo que nos escapa há 49 anos, é que o pode fazer. Temos de dar a resposta a isto já na próxima 5ª feira…


P.S. - Foi bonito o que se passou no final do jogo, aquando da entrega da Taça, com os jogadores das duas equipas a aplaudirem-se mutuamente. É pena que isto seja impossível com outros clubes que têm um discurso bélico constante, em especial contra aqueles que não se prestem a vassalagem. Mas esses também nunca irão passar da dimensão de quintal, por mais títulos que ganhem.