origem

sexta-feira, abril 29, 2011

Na frente

Vencemos o Braga por 2-1 e estamos em vantagem para o jogo da 2ª mão da meia-final da Liga Europa. Perante o que se passou no jogo, concordo com o Jesus quando diz que a vantagem é curta e que dois golos de diferença reflectiriam melhor o que se passou em campo. Mas como nesta Liga Europa sofremos sempre golos nas primeiras mãos em casa e como estamos numa incrível sequência de 15(!) jogos seguidos a sofrer golos, acho que acabou por ser um bom resultado.

Entrámos bem na partida, com algumas naturais cautelas, mas o primeiro sinal de perigo foi do Braga, com um remate de longe do Sílvio ao lado da baliza. A partir daí, controlámos a partida e o Cardozo esteve em destaque pela menor pontaria: atirou por cima e depois ao poste quando só tinha o guarda-redes pela frente. Deveríamos ter ido para o intervalo a ganhar, embora não tivéssemos criado assim tantas oportunidades, porque o Braga é uma equipa que sabe defender e, claro, sem Salvio e Gaitán a nossa velocidade nas alas é muito menor.

Na 2ª parte, o jogo acelerou um bocado, mas sempre connosco a fazer maior pressão. O Cardozo atirou novamente ao poste de cabeça, só que desta feita na recarga o Jardel fez o seu primeiro golo pelo Benfica aos 50’. O mais difícil estava feito e, se conseguíssemos quebrar a série negativa de jogos a sofrer golos, conseguiríamos um óptimo resultado. Infelizmente, isso não aconteceu. Pouco depois, aos 53’, uma falta do Aimar, de que resultou um amarelo que o vai impedir de jogar a 2ª mão, proporcionou o golo do empate ao Braga. Livre batido pelo Hugo Viana e desvio de cabeça do Vandinho, que estava quase no limite da área. Visto posteriormente na televisão, fiquei com a ideia que o Roberto poderia ter sido mais lesto a reagir, porque o remate de cabeça é quase fora da área e a bola não foi muito ao ângulo. O que valeu foi que aos 59’ pagámos na mesma moeda. Livre à entrada da área e o Cardozo atirou uma bomba lá para dentro! Ainda havia meia-hora para jogar, mas a nossa capacidade física não deu para mais. Não conseguimos criar mais nenhuma oportunidade, excepção feita a um cabeceamento do Luisão num canto já perto do final. O que valeu foi que defendemos relativamente bem e conseguimos segurar a vantagem.

Houve alguns jogadores que se destacaram, mas vou referir especialmente o Cardozo que nos deu o golo da vitória, atirou duas bolas aos postes e fartou-se de lutar. Espero que o golo lhe volte a dar confiança para os próximos jogos. O Coentrão confirma a cada jogo que passa que, se não é o melhor lateral-esquerdo do mundo, anda lá muito perto. O Aimar também fez uma grande partida e vamos sentir muito a falta dele em Braga. Tivemos três jogadores com problemas físicos durante a semana (Carlos Martins, César Peixoto e Gaitán), mas acabaram por jogar os três, tendo o argentino alinhado na 2ª parte. No entanto, sentiu-se a falta de ritmo e por alguma razão nenhum deles fez os 90’. Espero que em Braga estejam todos a 100%, porque se assim for, acho que temos grandes hipóteses de chegar à desejada final.

Temos uma vantagem curta, mas é uma vantagem. Se o Aimar não vai jogar, o Vandinho também não. O Maxi é que tem que ter muito cuidado, porque é um jogador insubstituível e está tapado de amarelos. Aliás, não percebo este critério da Uefa de não limpar os amarelos no final das fases de grupo. Com tantos jogos que se têm que disputar, é quase inevitável que um ou outro jogador falhe a final. E é uma injustiça. No próximo Domingo voltará a equipa B em Olhão e espero que os titulares recuperem bem para 5ª feira. Temos uma possibilidade imperdível de voltar a uma final europeia 21 anos depois.

terça-feira, abril 26, 2011

Terceira consecutiva

Vencemos o Paços de Ferreira por 2-1 e conquistámos mais uma vez a Taça da Liga. Foi uma vitória bastante difícil, porque nos ressentimos do esforço da 4ª feira anterior e porque o adversário é uma equipa que joga um futebol muito positivo. Fizemos uma 1ª parte agradável, em que pressionámos o Paços e realizámos boas movimentações atacantes. Na 2ª parte, as coisas foram bastante diferentes e acabámos o jogo a sofrer.

Entrámos bem na partida e poderíamos ter marcado logo nos primeiros minutos, quando o Saviola atirou ao poste. Chegámos à vantagem numa insistência do Fábio Coentrão aos 17’, que cruzou milimeticamente para a cabeça do Jara. Por volta da meia-hora, o Sr. Pedro Proença assinalou uma pretensa falta do Maxi Pereira na área, mas o Moreira defendeu o penalty. Aos 43’, fizemos o 2-0 na sequência de um livre do Carlos Martins e uma assistência do Luisão para o Javi García rematar perfeitamente à vontade. Mesmo antes do intervalo, o Sr. Pedro Proença resolveu mostrar mais uma vez a peça que é ao não marcar um derrube nítido ao Saviola dentro da área. Deveríamos ter ido para intervalo com uma vantagem de três golos.

A 2ª parte foi completamente diferente. Demos o berro em termos físicos e o Paços de Ferreira passou a controlar o jogo. Tivemos o azar acrescido de o Luisão ter feito um autogolo aos 49’, num lance em que a bola iria calmamente até ao nosso guarda-redes. Soubemos sofrer, o Moreira esteve em grande e o Jesus também ao não cometer os erros que fez contra o CRAC e colocando aos 60’ o Airton em jogo para fechar o meio-campo. Em termos atacantes, não fizemos quase nada e a nossa melhor oportunidade foi um cabeceamento de um defesa do Paços em direcção ao seu próprio poste.

Em termos individuais, o Moreira foi indiscutivelmente o melhor, não só pela defesa do penalty, como por outras duas ou três na 2ª parte. O Aimar também esteve bastante bem, ao comandar todo o nosso jogo atacante na 1ª parte e a sacrificar-se defensivamente na 2ª. Gostei igualmente do Jardel, pela sobriedade e simplicidade de processos, embora algumas saídas atacantes me tenham quase congelado o sangue. Em termos negativos e estou perfeitamente à vontade para o dizer, porque sou um grande fã dele, esteve o Cardozo. Lento, a falhar quase todos os cabeceamentos e quase desligado do jogo, foi uma lástima. Igualmente em nítida baixa de forma está o Saviola, embora nunca se lhe possa apontar a falta de vontade.

Tínhamos tudo a perder neste jogo, porque se fôssemos derrotados seria uma catástrofe e ganhando pouca gente ligaria. É um troféu oficial, é importante, mas não nos vai salvar a época. Aliás, com a tragédia do jogo da Taça, só a conquista de uma prova europeia, algo que nos escapa há 49 anos, é que o pode fazer. Temos de dar a resposta a isto já na próxima 5ª feira…


P.S. - Foi bonito o que se passou no final do jogo, aquando da entrega da Taça, com os jogadores das duas equipas a aplaudirem-se mutuamente. É pena que isto seja impossível com outros clubes que têm um discurso bélico constante, em especial contra aqueles que não se prestem a vassalagem. Mas esses também nunca irão passar da dimensão de quintal, por mais títulos que ganhem.

quinta-feira, abril 21, 2011

Pesadelo humilhante

Depois de uma vitória em casa do CRAC por 2-0, permitimos a reviravolta na eliminatória ao perder por 1-3 e assim ainda não é este ano que voltamos ao Jamor. Continuamos a acumular recordes negativos (este é o quarto da época), já que nunca na nossa história tínhamos perdido em casa contra o CRAC em jogos para a Taça de Portugal.

Se já a operação do Salvio me tinha tirado alguma confiança para o resto da época, a inesperada lesão do Gaitán foi o pior que nos podia ter acontecido para este jogo. E que falta sentimos dos dois! Não vou escrever muito mais sobre uma partida em que o Jesus não percebeu uma das velhas máximas do futebol: quem joga para o empate, arrisca-se a perder. Foi o que nos aconteceu e, se na 1ª parte ainda controlámos minimamente as coisas (apesar de uma defesa magistral do Júlio César negar o golo ao Falcão), na 2ª foi o descalabro, com o CRAC a fazer três golos em dez(!) minutos. Ainda fizemos o 1-3 pelo Cardozo de penalty, mas depois o Jesus voltou a errar nas substituições do desespero, ao tirar homens de meio-campo (Javi García e César Peixoto) para pôr o Kardec e Weldon, e terminar assim qualquer hipótese de pressing final que poderíamos fazer, porque não havia ninguém no meio-campo para recuperar a bola.

A equipa inicial era a que eu também poria levando em conta os impedimentos que tínhamos, mas onde começámos por perder o jogo foi ao abdicar da nossa acutilância atacante. Nunca demos a sensação que poderíamos marcar um golo e, se o CRAC na 1ª parte também esteve a ver onde paravam as modas, na 2ª ao ver a nossa inoperância veio para cima de nós. Poderíamos ter feito um jogo de contenção, mas lembrarmo-nos que havia uma baliza do outro lado e tentar fazer transições rápidas no ataque. Eu sei que faltavam o Salvio e Gaitán, mas o Jara tem alguma velocidade que deveria ter sido melhor aproveitada. Nunca os pusemos em sentido e eles agradeceram-nos por isso.

Neste descalabro inimaginável antes de o jogo começar (acho que superou os 3-5 no WC há três anos), não vou fazer destaques individuais. Vou apenas dizer o seguinte: por alguma razão, o Martins e o Coentrão saíram do campo a chorar (ou quase). Temos por ali muito jogador que ainda não percebeu que, contra o CRAC, tem que se dar 200% em campo. Só espero é que esta derrota não influencie o resto da época. Os jogadores do Benfica que metam na cabeça que, no mínimo, têm que ganhar a Taça da Liga e ir à final da Liga Europa. E comer a relva é um bom princípio para esse desiderato!

P.S. – O descanso da maioria dos titulares no Domingo passado não se notou nada em campo. Eles pareceram sempre mais frescos do que nós. Que curioso…

P.P.S. – O Sr. Carlos Xistra esteve ao seu nível: validou um golo do CRAC em fora-de-jogo e não expulsou a meretriz uruguaia por segundo amarelo quando estava apenas 0-1. O penalty a nosso favor é um pouco duvidoso, mas dá-me a sensação que o Sapunaru toca no Saviola.

segunda-feira, abril 18, 2011

Sem stress

Vencemos o Beira-Mar (2-1) e três jogos depois regressámos às vitórias no campeonato. Mais uma vez, como seria de esperar, o Jesus apostou na equipa B que desta vez se saiu melhor do que nos jogos anteriores. Claro que a titularidade do Aimar e Carlos Martins ajudou para esta melhoria.

No entanto, a 1ª parte foi bastante fraca, com alguns erros defensivos da nossa parte a permitir aos aveirenses criar algumas oportunidades e atirar uma bola ao poste. Nós também tivemos uma pelo Carlos Martins, mas foi já perto do intervalo que o Sr. Elmano Santos entrou em acção pelos piores motivos, quando anulou um golo limpo por ter considerado que um livre indirecto do Aimar não ressaltou num defesa, quando o desvio foi óbvio.

A 2ª parte foi bastante melhor, com mais velocidade da nossa parte e as linhas mais avançadas, o que fez com que praticamente só se jogasse no meio-campo do Beira-Mar. Depois de o Kardec ter atirado outra bola ao poste, fizemos o primeiro golo aos 54’ pelo Sidnei, na sequência de uma boa combinação atacante. Aos 71’, arrumámos com o jogo ao fazer o 2-0 numa boa arrancada do Jara depois de uma jogada do Maxi, que entretanto entrara para substituir o lesionado Luís Filipe. Já nos descontos, o Beira-Mar fez o golo de honra, através de um grande remate do Yartey, um jogador ganês emprestado pelo Benfica.

Em termos individuais, o Carlos Martins terá sido dos melhorzinhos juntamente com o Aimar. O Jara perfila-se como uma boa hipótese para substituir o Salvio e o Carole começa a convencer-nos que temos ali jogador. O César Peixoto, entrado na 2ª parte, está com a moral em alta e atravessa a sua melhor fase desde que chegou ao Benfica. O Roderick voltou a ter um jogo menos conseguido e o Fernández, de positivo, só conseguiu fazer um centro. O Sidnei, apesar do golo, revelou grande desconcentração defensiva e por mais de uma vez, e o Kardec continua bastante estático.

Este foi só para relaxar, mas os próximos três jogos vão ser de crucial importância para a definição da época. Duas meias-finais e uma final farão regressar os titulares e, esperamos todos, exibições convincentes. Já na próxima 4ª feira, iremos receber o CRAC e, apesar de entrarmos em campo a ganhar por 2-0, há que manter toda a concentração para podermos regressar ao Jamor.

sexta-feira, abril 15, 2011

Desassete anos depois...

Voltámos a uma meia-final de uma competição europeia ao eliminarmos o PSV com um empate em Eindhoven (2-2). Desde a gloriosa época de 1993/94 que não metíamos lá os pés e agora só o Braga nos separa da desejada ida a Dublin. No entanto, este jogo com o PSV não foi nada fácil e as coisas estiveram até tremidas na 1ª parte quando sofremos dois golos quase seguidos. O golo do Luisão perto do intervalo foi essencial para nos acalmar e a partir daí a eliminatória estava mais ou menos controlada. De MUITO negativo, tenho que destacar a lesão do Salvio que, com a fractura de um dedo do pé, terá terminado a época. É uma ENORME perda para nós e vai ser tremendamente difícil substitui-lo.

Até entrámos bem na partida e criámos duas situações pelo Gaitán e Saviola, só que não fomos felizes na concretização. Duas desconcentrações defensivas originaram os dois golos do PSV, aos 17’ e 26’. E só não sofremos o terceiro pouco depois, porque o Roberto fez bem a mancha depois de um enorme erro do Maxi Pereira. Pelo meio, um lance para cartão vermelho transformado em amarelo provocou a tal lesão do Salvio, que lhe poderá custar o resto da época. Tudo parecia correr mal, nós não nos encontrávamos em campo e o Carlos Martins, que substituiu o argentino, entrou muito mal no jogo. No entanto, acabou por ser ele já no período de compensação a conquistar e a marcar o livre do qual resultou o golão do Luisão. As coisas alteravam-se num minuto e íamos para intervalo bastante mais descansados.

O PSV acusou imenso o golo e na 2ª parte praticamente não criou perigo. Nós controlávamos os acontecimentos e começámos a criar hipóteses para ampliar a vantagem, nomeadamente através de remates do Gaitán e Luisão, este de cabeça. Uma grande jogada do César Peixoto fez com que fosse derrubado na área e o Cardozo concretizou o respectivo penalty (marcado rasteiro para o meio da baliza… Até nem consegui festejar bem, tão próximo esteve o Isaksson tocar com os pés na bola…) aos 63’. A eliminatória ficava resolvida de vez e foi pena que tivéssemos desacelerado com o aproximar do final do jogo, porque poderíamos bem ter saído da Holanda com uma vitória.

Em termos individuais, destaco o César Peixoto e o Luisão. Este pelo magnífico golo que marcou e que foi vital para a nossa qualificação, e o Peixoto, porque fez um jogo tacticamente perfeito e foi preponderante no 2º golo. Também voltei a gostar do Jardel (ao contrário dos comentadores da SIC, vá lá saber-se porquê…) e o Javi García foi importante na segurança a meio-campo, em especial depois dos dois golos sofridos. Nas próximas duas semanas, teremos três partidas decisivas: CRAC para a Taça de Portugal, final da Taça da Liga e 1ª mão frente ao Braga. Continuamos com hipóteses de ganhar três troféus este ano, o que o tornará glorioso, resta saber como a equipa vai reagir fisicamente e, em especial, como vai sentir a falta do Salvio…

segunda-feira, abril 11, 2011

Penoso

Na segunda vez que a equipa B teve oportunidade de actuar fez ainda pior do que da primeira: perdemos na Figueira da Foz com a Naval (1-2) e averbámos a 7ª derrota no campeonato. Se seria expectável um abaixamento de produção relativamente aos habituais titulares, o que não se compreende é que a maior parte destes jogadores continue a desperdiçar oportunidades de mostrar que podem ser úteis ao Benfica. Já sabemos que iremos ficar em 2º lugar no campeonato e que nada mais há a ganhar nesta competição, mas o que eles deviam pensar, e não pensam, é que nesta prova terão chances de jogar regularmente e portanto haveria que aproveitar isso.

Entrámos mal na partida e fomos dominados nos primeiros minutos. No entanto, também desde cedo, a defesa da Naval, a jogar adiantadíssima, deu mostras que com um bocado de inteligência da nossa parte poderíamos chegar isolados à baliza. Porém, foi o adversário que se adiantou no marcador aos 22’ num lance com grandes culpas do Júlio César, que não chegou com as mãos onde o Bruno Moraes chegou com a cabeça. Se o Jesus tinha dúvidas sobre o guarda-redes para 5ª feira, elas ficaram dissipadas de vez. A partir daqui, tomámos conta da partida e empatámos aos 36’ pela cabeça do Kardec na sequência de um canto do Carlos Martins, já depois deste ter atirado uma bola ao poste, também de cabeça.

Na 2ª parte, dominámos durante a maior parte do tempo e desperdiçámos várias oportunidades, algumas delas de baliza aberta. A Naval não criou tanto perigo como no 1º tempo, mas chegou à vantagem aos 83’ num lance em que a nossa defesa ficou a dormir e deixou o Marinho rematar à vontade à entrada da área. Logo a seguir, nova bola no poste da nossa parte, desta feita pelo Sidnei num canto. Mesmo no último minuto, o Luís Filipe apareceu isolado frente ao guarda-redes, mas conseguiu acertar nele!

Em termos individuais, há muito pouco a destacar. Os que entram mais vezes na equipa titular (Airton, Jara, Martins) terão sido os menos maus. Péssimo jogo do Roderick, que me pareceu muitas vezes desconcentrado, do inenarrável Felipe Menezes, que continua sem perceber que convém correr um pouco num jogo de futebol, do Kardec, apesar do (bom) golo não fez praticamente mais nada de jeito, e do César Peixoto, que passou incógnito pelo jogo. O Luís Filipe até estava a ser dos melhorzinhos, mas aquela bola falhada só com o guarda-redes pela frente define a sua categoria. O Carole também foi dos menos maus e não foi por ele que perdemos. Ao invés, o Sidnei só veio dar razão ao Jesus quando colocou o Jardel a titular na passada 5ª feira. O Júlio César imitou o Roberto no que ele faz pior e não no que faz de melhor. Só não percebi as entradas na 2ª parte do Salvio e Aimar (poderiam ter-se lesionado…), e o Weldon, por aquele magnífico remate à meia-volta, mostrou que poderia ter tido mais oportunidades ao longo da época.

Claro que o importante é o jogo da próxima 5ª feira, mas estes jogadores do plantel do Benfica têm que se mentalizar que, se é para jogar no Glorioso, é para dar tudo em campo. É uma honra vestir a nossa camisola, nem que o jogo seja a feijões! E terão nova oportunidade de o fazer já para a semana frente ao Beira-Mar. Atrevam-se a fazer o mesmo...!

sexta-feira, abril 08, 2011

Grande passo

Vencemos o PSV por 4-1 e estamos muito bem lançados para chegar às meias-finais de um competição europeia pela primeira vez nos últimos 17 anos. Foi uma exibição de gala, a fazer lembrar as célebres noites europeias na velha Luz, e em que poderíamos ter resolvido a eliminatória de vez. Ficámos a dever a nós próprios pelo menos o dobro dos golos que marcámos e, não fora mais um frango do Roberto num jogo decisivo (um muito triste hábito), se não tivéssemos consentido golo nenhum aos holandeses, acredito que isto já estava arrumado. Desta maneira, temos que manter a concentração e mentalizarmo-nos para marcar golos na Holanda para a tranquilidade ser total.

Entrámos muitíssimo bem na partida, com imensa velocidade, trocas rápidas de bola e a criar inúmeras oportunidades. O Saviola atirou ao poste logo no início e o nosso caudal ofensivo chegou a ser avassalador. Alguma aselhice na finalização, más decisões na altura do último passe e uma grande defesa do Isaksson a um remate fora da área do Cardozo fizeram com que só tivéssemos marcado aos 37’ pelo Aimar num remate rasteiro com o pé esquerdo, depois de o Cardozo não ter conseguido acertar na bola na sequência de um centro do Gaitán. Antes do intervalo, fizemos o 2-0 através do Salvio, num toque genial de calcanhar depois de uma boa jogada do Fábio Coentrão.

Voltámos para a 2ª parte com vontade de aumentar a vantagem e, logo aos 52’, o Salvio bisou numa óptima jogada individual pela direita, que culminou com um remate rasteiro. 3-0 era um resultado que praticamente resolvia a eliminatória, mas mesmo assim tentámos aumentar a vantagem. Só que, com a ânsia de ir para a frente, permitimos ao PSV algumas transições ofensivas perigosas que felizmente não chegaram à baliza, porque o Luisão e o Coentrão (por duas vezes) não deixaram. O Roberto fez uma grande defesa por instinto num remate depois de um cruzamento ao segundo poste e o Isaksson não lhe quis ficar atrás e defendeu uma bola impossível do Cardozo. Alguns jogadores davam sinais de cansaço e o Jesus lançou o César Peixoto e o Jara para os lugares do Aimar e Gaitán. Só que os holandeses marcaram logo a seguir, aos 80’, no tal lance em que o Roberto não agarra uma bola relativamente fácil e permite ao avançado do PSV recargar com êxito. Num ápice, os 0-4 que seriam precisos para nos eliminar passaram a 0-2. Felizmente, um mínimo de justiça foi reposta já nos descontos com uma grande jogada do Maxi Pereira, que assistiu o Saviola para o 4-1.

Em termos individuais destacam-se o Salvio, claro, ou não tivesse marcado dois golos (lamento muito, senhores dirigentes do Benfica, mas o argentino É para comprar MESMO!), o Coentrão e o Maxi, que foram duas gazuas nos respectivos corredores, além de terem feito assistências para golo. O Aimar também esteve muitíssimo bem, assim como o Saviola. O Cardozo não teve um jogo muito conseguido, mas com qualquer outro guarda-redes teria marcado dois golos. O Jardel, que substituiu o Sidnei, foi uma óptima surpresa, muito seguro e ganhando quase todos os lances de cabeça. Para mim, ganhou o lugar. O Javi García foi o batalhador do costume no meio-campo e o Luisão o patrão habitual. Em termos negativos, infelizmente e mais uma vez, tenho que falar do Roberto. As defesas do outro mundo que faz são ensombradas pelos frangos. Sinceramente não sei o que faria se fosse o Jesus, mas tenho pesadelos só de imaginar que podemos perder alguma competição por causa de um frango dele… Seria absolutamente inglório.

Agora está na altura de os titulares descansarem e os Luíses Filipes, Felipes Menezes, e afins entrarem em campo na Figueira da Foz no próprio Domingo. Apesar da boa vantagem, não podemos facilitar na segunda mão, até porque o melhor jogador deles (Toivonen) não jogou cá e provavelmente jogará lá. Se marcarmos um golo, e quanto mais cedo melhor, a coisa fica resolvida. Com o descanso de uma semana, espero a equipa na máxima força na Holanda e mentalizada para continuar esta caminhada europeia que poderá ser histórica.

segunda-feira, abril 04, 2011

Triunfo do Mal

Perdemos (1-2) frente ao Clube Regional Assumidamente Corrupto e deixámo-los tornarem-se campeões em nossa casa. Foi o pior que nos podia ter acontecido e finalmente percebi o que sentiram os franceses em Paris a 14 de Junho de 1940. É repugnante e revoltante ver uma agremiação de criminosos, liderada por um criminoso e cujos adeptos são todos, em maior ou menor grau, criminosos juntar mais um título ao longo historial de roubos nos últimos 30 anos e ver a falta de vergonha na cara para o celebrarem como se tivesse sido obtido da maneira mais limpa deste mundo. Presumo que também tenha sido assim que os partidários do Américo Thomaz celebraram a vitória nas eleições de 1958…

Graças às selecções, o Maxi Pereira e o Carlos Martins nem sequer foram convocados e o Cardozo começou no banco. Entrámos muito mal na partida e aos 9’ um centro do Guarín fez com que o Roberto desse um enorme frango e colocasse ele próprio a bola na baliza. Empatámos aos 17’ num penalty convertido pelo Saviola a castigar falta do Otamendi sobre o Jara. As coisas estavam mais ou menos equilibradas, quando o CRAC voltou à vantagem também de penalty aos 26’ a castigar derrube do Roberto ao Falcão. Até ao intervalo, poderíamos ter empatado, mas o Saviola rematou à figura do Helton quando estava em excelente posição.

Na 2ª parte, o Jesus voltou à táctica do jogo em casa do CRAC para a Taça de Portugal e colocou o Peixoto para dar ajuda ao Javi no meio-campo, lançando igualmente o Cardozo. Saíram o Aimar e o Jara. Houve oportunidades de parte a parte e melhorámos claramente o nosso rendimento em relação à 1ª parte. O Javi, Saviola, Cardozo e Coentrão poderiam ter marcado, enquanto do outro lado o Falcão por duas vezes e a prostituta uruguaia, que entretanto tinha entrado, também tiveram chances de marcar. Mas foi já depois dos 90’ que tivemos a grande oportunidade, quando o Sidnei isolado permitiu a defesa do Helton e o Gaitán na recarga, sem o guarda-redes na baliza, atirou ao poste.

Não fizemos um grande jogo em termos colectivo e as exibições individuais reflectem naturalmente isso. O Coentrão terá sido o melhor, o Gaitán também merece destaque e o Peixoto entrou muito bem na 2ª parte. Em termos negativos, o Roberto (apesar da magnífica defesa no final no remate da prostituta uruguaia, aquele frango não se pode dar!) e, sendo com muita mágoa que digo isto, o Cardozo, que foi expulso perto do final.

Temos oportunidade de fazer algo histórico nesta época. Bastar-nos-á ganhar as três taças em que estamos envolvidos. Para isso, é fundamental que os jogadores e a equipa técnica ponham esta derrota para trás das costas e se concentrem já no PSV. E não esqueçam que, neste momento, só um final de época de conquistas permitirá limpar os três recordes negativos que possuem neste momento (pior início de campeonato de sempre, pior derrota de sempre em casa do CRAC e não derrotar o CRAC para o campeonato, possibilitando-lhes provavelmente serem campeões sem derrotas). A resposta será dada na próxima 5ª feira.

P.S. – O lance da bola aos poste aos 92’ vai perseguir-me durante anos e anos. Ainda nem acredito bem que a bola não tenha entrado e que nós tenhamos tido que levar com a festa de um clube criminoso em nossa casa. Já não bastava o Mal ter vencido, como ainda por cima o fez com este tipo de sorte. A minha crença numa justiça divina foi seriamente abalada…

quarta-feira, março 23, 2011

Para seguir com muita atenção...

A República das Bananas que é o nosso país pode ser comprovada através deste site (http://www.mentiradesportiva.com) e deste blog (http://www.opolvodospapalvos.blogspot.com). Por isso mesmo, merecem um post e o respectivo destaque na coluna da esquerda. E, obviamente, uma leitura atenta e regular no futuro. Não nos conformemos com este estado de coisas.

P.S. - Quanto ao vil ataque que mais uma vez a comitiva do Benfica, e desta feita especialmente o seu presidente, foi vítima quando foi jogar à zona do Porto, nada tenho a acrescentar ao que está escrito aqui.

terça-feira, março 22, 2011

Categórico

Vencemos em Paços de Ferreira por 1-5 numa demonstração inequívoca de classe por parte da nossa equipa. Estamos a um ponto de assegurarmos matematicamente o 2º lugar e o CRAC terá de ganhar na Luz para poder ser campeão. O jogo de hoje demonstrou bem a importância de o Sr. Xistra ter feito o que fez em Braga, já para não falar da vergonha do início do campeonato. Mesmo sem Salvio e Coentrão (o Jesus não é parvo e, com o Artur Soares Dias a apitar, veriam amarelo com certeza, ficando de fora do jogo contra o CRAC) fizemos uma exibição muito convincente e derrotámos uma equipa que está a fazer um óptimo campeonato.

Entrámos muito bem na partida e o Sr. Artur Soares Dias conseguiu assinalar penalty por um murro no Javi García logo aos 5’, cometendo a proeza de não expulsar o jogador contrário! O Cardozo enganou o Cássio, atirando rasteiro para o lado oposto para onde costuma marcar, e fez o 1º golo. Pouco depois, aos 13’, ampliámos a vantagem num golo do Aimar a passe do Saviola, depois de mais um domínio de bola magnífico do El Mago. Estávamos imparáveis e aos 25’ o Gaitán fez um dos melhores golos do campeonato. Brilhante jogada colectiva concluída com um fabuloso remate em arco do argentino. Três minutos depois houve mais um jogador do Benfica a colocar a bola na baliza, mas infelizmente foi na nossa. Muito azar do Carole a desviar a bola de cabeça na sequência de um livre. Até ao intervalo, ainda sofremos um susto noutro livre, mas o Roberto defendeu para o poste e vimos o Cohene, que tinha feito o penalty, ser expulso com 35’ de atraso, ao levar o segundo amarelo por agarrar o Saviola numa jogada nossa de contra-ataque.

Na 2ª parte e a jogar contra 10, adoptámos uma postura de controlo da partida. Fizemos um jogo pausado, sem grande acelerações, e contando com o Roberto para resolver um ou outro remate de longe do adversário. Em termos atacantes, a falta de velocidade não nos permitia criar grandes desequilíbrios, mas mesmo assim tivemos uma grande oportunidade num lance em que o Cássio defendeu um remate do Aimar, que estava completamente isolado. O Jesus começou a fazer descansar alguns jogadores e aos 77’ fez entrar o Nuno Gomes. Resultado? Não um, mas DOIS golos do capitão! Aos 82’ numa recarga a um remate dele próprio e depois de olhar para a baliza para ver onde estava o guarda-redes, e aos 92’ num pontapé de primeira depois de uma insistência do César Peixoto. Estava feita a goleada e deve ter servido para assustar o treinador do PSV que foi assistir à partida.

Em termos individuais, destaco o Aimar, Gaitán, Luisão e Nuno Gomes. El Mago encheu o campo, jogou os 90’, fez um grande golo, poderia ter feito outro e teve imensos pormenores de grande classe. O Gaitán marcou um dos melhores golos do campeonato e só isso é mais que suficiente. O Luisão voltou a ser intransponível e dá confiança à defesa toda. Por último, o Nuno Gomes lá marcou mais dois golitos e, para não me repetir, remeto-vos para aqui. O Roberto realizou um punhado de intervenções muito boas, o Jardel não comprometeu, assim como o Carole que, apesar do autogolo e alguns erros naturais da sua juventude, me parece ser um jogador a rever, mostrando pormenores interessantes. O resto da equipa esteve num plano bastante elevado (nomeadamente, Maxi, Javi García e Jara) e dá gosto ver-nos jogar à bola.

Agora resta-nos um único objectivo no campeonato: derrotar o CRAC na Luz e impedi-los de serem campeões sem derrotas, algo que só o Benfica foi capaz na sua história. Depois desse jogo, se não vir a maior parte dos titulares nos restantes encontros do campeonato, é muito bom sinal…

P.S. – Infame o ataque de que o nosso presidente foi alvo na auto-estrada. Um saco de pedras acertou em cheio no carro onde seguia. Continua tudo impune, com uma certa pessoa a caucionar estes actos cobardes, e ninguém responsável toma uma atitude para acabar com isto de vez. Qualquer dia há uma tragédia e depois quero ver como é.

P.P.S. – Recado para os internacionais: NÃO SE LESIONEM!

sexta-feira, março 18, 2011

Sorteio da Liga Europa

Iremos defrontar o PSV Eindhoven nos quartos-de-final da Euroliga, com o jogo da 1ª mão a ser disputado pela terceira vez consecutiva na Luz. O PSV está em 1º lugar do campeonato holandês, mas teremos uma grande oportunidade para nos vingarmos da final perdida em 1988. Apesar de nos termos dado bem até agora com a 2ª mão disputada no terreno do adversário, a única coisa que eu alteraria era a ordem dos jogos, já que a 1ª mão disputar-se-á apenas quatro dias depois de recebermos o CRAC para o campeonato. E estarmos a assumir as despesas de duas partidas em casa, que se prevêem intensas, com tão pouco tempo de intervalo, era algo que evitaria se eu pudesse. De qualquer modo, espero que desta vez não consintamos golos caseiros ao adversário…

Mas dado que as equipas mais credenciadas eram o CRAC e o Villarreal que não só não nos calharam agora, como também não as defrontaremos numas possíveis meias-finais, fiquei contente com o sorteio. Se (e convém por agora só pensarmos em eliminar o PSV) passarmos, iremos jogar contra o vencedor do Braga – Dínamo Kiev. Teoricamente bastante mais favorável que um Liverpool – Manchester City… E aqui, sim, gostei inclusive da ordem dos jogos, já que teremos a 2ª mão na Luz.

Eu, que sou um pessimista por natureza, tenho que dizer o seguinte: temos uma oportunidade muito grande de voltarmos a uma final europeia. Sim, claro, temos que pensar jogo a jogo e por enquanto ainda faltam (esperemos bem) quatro, mas no ranking da Uefa só o CRAC está acima de nós. Acredito que o plantel e equipa técnica estejam todos concentrados nisto e se lembrem que o sorteio da Champions também poderia ter sido teoricamente muito pior, estávamos no pote 2 e depois aconteceu o que aconteceu. Pelo que fizeram no ano passado, a equipa técnica e os jogadores já entraram na história do Benfica. Este ano têm hipótese de acrescentar mais um capítulo, com a pequena diferença que um capítulo destes não é escrito há quase 50 anos…

FORÇA BENFICA!!!

P.S. – E é aconselhável fazer muitos treinos de conjuntos com a equipa que defrontou o Portimonense. Sem o descanso dos titulares, tenho grandes dúvidas que tivéssemos eliminado o PSG. Por mim, o último jogo que os titulares fariam para o campeonato seria contra o CRAC… (Até porque me lembro sempre do que aconteceu ao Diamantino na véspera da final de Estugarda…)


* Publicado em simultâneo com a Tertúlia Benfiquista.

A sonhar

Empatámos em Paris (1-1) e pelo segundo ano consecutivo estamos nos quartos-de-final da Liga Europa. Foi uma qualificação muito difícil em que a nossa capacidade de sofrimento foi de realçar, visto que infelizmente falhámos algumas oportunidades na 2ª parte que nos teriam permitido encarar a parte final da partida com bastante mais calma. Mas estamos entre as 16 melhores equipas da Europa e isso é que é importante.

A jogar com o nosso onze-tipo, entrámos de uma forma muito calculista e não assumimos o jogo da maneira convincente que habitualmente fazemos. Alguns erros no último passe inviabilizaram a criação de oportunidades, mas também não deixámos o Paris Saint-Germain criar perigo. Fomos eficazes na medida em que abrimos o marcador aos 27' na primeira oportunidade com um golo do Gaitán, que fintou o guarda-redes com os olhos! Olhou para a área como se fosse centrar e rematou directo à baliza. O Edel deu um passo para o lado aquando do olhar do Gaitán e depois já não conseguiu corrigir a posição. Um golão! Mas o Nenê criava muitos problemas ao Maxi Pereira e o PSG conseguiu empatar aos 34’ num bom remate fora da área do Bodmer. Até ao intervalo, controlámos as operações de um modo mais eficaz.

Na 2ª parte entrámos bastante melhor e foi uma pena que não tivéssemos marcado as várias oportunidades que criámos. O Saviola e o Cardozo, por mais do que uma vez, não estiveram felizes na finalização. Com o passar dos minutos, o PSG ia acreditando e nós íamos naturalmente recuando. Os últimos minutos foram de alguma preocupação, valeu-nos num lance uma grande defesa do Roberto e em muitos outros a imperialidade do Luisão. As substituições do Jesus melhoraram a equipa e não há nada a dizer da justeza da nossa qualificação.

Em termos infividuais, o melhor foi indiscutivelmente o Fábio Coentrão. Que pulmão inesgotável! Quando precisávamos de acelerar o jogo, era a ele que recorríamos. O Gaitán foi essencial pelo golo que marcou e mostrou pormenores de classe, como já vem sendo normal, mas não está no seu auge físico. O Luisão também não sabe jogar mal e o Roberto foi importantíssimo pela tal defesa já perto do fim. O Cardozo fez um jogo muito sofrido e fartou-se de batalhar. O Salvio não está em tão boa forma como no passado, mas melhorou em relação às últimas aparições na equipa. O Maxi teve vida difícil na 1ª parte, mas o Nenê eclipsou-se na 2ª. O Sidnei fez uma partida razoável, mas teve uma falha imperdoável na 2ª parte quando não intercepta uma bola que depois ia dando golo, com um francês a falhar isolado. O Aimar não foi tão genial como habitualmente e o Saviola foi indiscutivelmente o pior do Benfica, raramente tomando a melhor decisão com a bola nos pés. O Martins entrou bem, assim como o mal-amado do César Peixoto.

Houve grandes surpresas nesta fase e as equipas com maior nome foram quase todas eliminadas (Manchester City, Zenit, Ajax e Liverpool). O CRAC B, perdão, Braga conseguiu o grande feito de eliminar este último e, se eu pudesse escolher, seria contra eles: temos contas a ajustar desde há duas semanas e parece-me a equipa mais acessível de todas. Quanto aos outros adversários possíveis temos o CRAC, Twente, PSV, Spartak Moscovo, Dínamo Kiev e Villarreal. Ou seja, bem vistas as coisas e num plano meramente teórico, existe uma grande possibilidade de irmos longe na competição. De todos estes adversários, o CRAC e o Villarreal parecem-me os mais difíceis. É preciso cuidado com os russos/ucranianos que estão fisicamente bem, porque só começaram a época agora. E os holandeses são os dois primeiros classificados do respectivo campeonato. Mas acho mesmo que temos equipa para todos eles e temos a vantagem de poder rodar a equipa no campeonato para estarmos bem em termos físicos. Esse aspecto foi fundamental para o sucesso destes oitavos-de-final e espero jogos futuros da Liga outra vez com a equipa B como titular. Temos uma real possibilidade de matar um borrego com quase 50 anos…


P.S. - Não, não queria o CRAC já pelo facto de, se assim acontecesse, termos quatro(!) jogos em eles em 18 dias. O meu sorteio ideal seria CRAC B - Benfica e CRAC - Villarreal.

segunda-feira, março 14, 2011

Reformado?! Velho?!

Empatámos com o Portimonense (1-1) num jogo em que o Jesus só fez alinhar o Aimar da equipa titular. Finalmente decidimos que o importante é a Liga Europa e não o campeonato que tão bem nos foi roubado. Mesmo assim, considero que os jogadores que alinharam tinham obrigação de fazer muito melhor e que houve alguns que fizeram exibições abaixo de zero.

Não em apetece falar muito sobre a partida e também acho que não há muito que falar. O Portimonense chegou à vantagem de penalty aos 28’ depois de um ENORME disparate de Roderick, que colocou a mão na bola quando esta estava já a sair da área. Antes disso, e apesar de ter um forte pendor defensivo, os algarvios já tinham atirado uma bola à barra e na 2ª parte atiraram outra ao poste. Com algumas unidades em sub-rendimento, nós só melhorámos depois do intervalo, com as entradas do Salvio e Gaitán (mais este), e especialmente a partir dos 69’ quando o Nuno Gomes FINALMENTE entrou em campo. Inevitavelmente foi ele a marcar o golo do empate aos 78’, mas não conseguimos ir mais além. SIM, estou perfeitamente convicto que caso o nº 21 tivesse entrado de início teríamos ganho o encontro!

O Jesus fez o que tinha a fazer nesta partida e é claro que estou de acordo com o facto de ele ter poupado quase todos os titulares. Gostei da titularidade ao Moreira (julgo que o Júlio César será o segundo guarda-redes, mas como na meia-final da Taça da Liga tinha jogado o Roberto, ainda bem que o Moreira foi agora compensado), que teve uma intervenção decisiva com os pés na 2ª parte, mas na 1ª ficou a ver a bola ir à barra quando eu acho que se deveria ter lançado. O Carole estreou-se pelo Benfica e mostrou bom toque de bola. Saiu ao intervalo, porque estávamos a perder. Os centrais (Jardel e Roderick) não estiveram mal, mas não sei o que terá passado pela cabeça do miúdo para fazer um penalty tão idiota… O Luís Filipe e o César Peixoto esforçaram-se dentro das limitações que lhes são reconhecidas, mas estiveram longe de ser os piores. O Airton foi importante para recuperar algumas bolas, é sempre um prazer ver a classe em movimento quando o Aimar está em campo e o Jara foi o lutador do costume. O Salvio veio dar velocidade, mas ainda não recuperou a forma que tinha antes da pequena lesão, e o Gaitán melhorou muito quando passou para o meio com a saída do Aimar.

Deixo para o fim o comentário a três jogadores e a razão do título do post. Repetindo inevitavelmente algumas das coisas que já disse aqui, por muitas voltas que dê à cabeça, não percebo o que é que o Jesus tem contra o Nuno Gomes… Especialmente, quando dá a titularidade a duas nulidades como o Kardec e o Felipe Menezes. Eu até gosto do ponta-de-lança, mas ele está numa forma péssima desde que o Cardozo voltou da lesão em fins de Novembro. Já nos jogos da Taça da Liga em Janeiro tinha sido dos piores da equipa e o Jesus continua a insistir nele. O mesmo com o Felipe Menezes que não evoluiu NADA desde que chegou ao Benfica no início da época passada. Aliás, eu gostaria muito que o Jesus me explicasse o que é que ele tem a mais que o Urreta, mas isso são outras contas… Ora bem, posto isto: como é que o Nuno Gomes não é titular contra o último classificado do campeonato, ele que tem agora três golos e duas assistências em 77 minutos de competição no total, é algo que eu gostaria muito de perceber. Colocado de outra forma: o que é que o homem tem que fazer mais para ser merecedor de mais oportunidades? Marcar golos e fazer assistências a partir do banco ou da bancada?!

Desde os tempos do Eriksson no início dos anos 80 que eu não via o Benfica a jogar tão bem e isso irei agradecer sempre ao Jesus, mas NUNCA lhe perdoarei o ostracismo a que vota alguém que não só é o capitão da equipa e um jogador com 11(!) anos de Benfica, mas principalmente apresenta RENDIMENTO cada vez que está em campo. O Nuno Gomes não merecia este tipo de tratamento e só um Senhor como ele (oiçam-no na flash-interview…) é que não se rebela perante esta injustiça. Sim, Nuno, estás vivo e bem vivo!

P.S. – Espero que os titulares tenham descansado bem, porque na próxima 5ª feira teremos o jogo mais importante da época até agora.

sexta-feira, março 11, 2011

Difícil

Derrotámos o Paris Saint-Germain por 2-1 e estamos em vantagem nos oitavos-de-final da Liga Europa. Infelizmente, mais uma vez sofremos um golo em casa, o que pode complicar as contas no jogo da 2ª mão, mas como o Benfica já há muito tempo que não fica em branco, estou confiante que iremos passar aos quartos-de-final.

Entrámos muito mal na partida, desconcentrados, sem conseguir impor o nosso ritmo e com imensas dificuldades em encontrar espaços para ter a bola. Mesmo assim tivemos uma grande oportunidade pelo Gaitán que o guarda-redes contrário, Édel, defendeu bem. O PSG não só defendia com muito rigor, como era perigoso no contra-ataque e foi assim que chegou à vantagem aos 14’ pelo Luyindula, que no entanto partiu de posição duvidosa. Os minutos a seguir foram um pesadelo, com passes transviados e duas ou três oportunidades para os franceses alargarem a vantagem, incluindo uma bola ao poste. A partir da meia hora finalmente estabilizámos o nosso jogo e começámos a criar perigo na baliza contrária. O guarda-redes fez uma bela defesa a um livre do Cardozo e conseguimos empatar aos 41’ num óptimo passe do Carlos Martins, que desmarcou o Maxi Pereira na área e este rematou de primeira colocadíssimo. Até final da 1ª parte, pareceu-me que houve um penalty sobre o Javi García, que foi completamente abalroado na área pelo Édel e outro defesa na sequência de um lançamento lateral.

A 2ª parte foi diferente, mas não nos minutos iniciais em que os franceses tomaram conta do jogo, mas sem criarem o perigo do 1º tempo. A partir dos 55’, começámos a ir para cima do PSG e, com as entradas do Jara e Aimar para os lugares dos esgotados Salvio e Gaitán, aumentámos ainda mais a pressão. Aos 71’ assistimos a um momento que não desdenharia ao Xistra: o Sr. Pavel Kralovec da Rep. Checa não vê um penalty do tamanho do mundo sobre o Saviola. Nem ele nem nenhum dos quatro(!) árbitros assistentes… Inacreditável! O que valeu foi que fizemos o 2-1 aos 81’ numa jogada construída pelos dois homens vindos do banco: passe do Aimar e bom trabalho do Jara a ganhar espaço para poder rematar à baliza. No tempo restante, tentámos controlar a partida para não sofrer mais nenhum golo, mas tivemos ainda um remate do Saviola, que passou ligeiramente por cima.

Em termos individuais, o melhor do Benfica foi sem dúvida nenhuma o Maxi Pereira. Tem um pulmão inesgotável e foi o grande dinamizador da nossa manobra atacante. Até porque o Salvio e o Gaitán estão mal em termos físicos e não conseguiram ser as gazuas habituais. O Carlos Martins foi outro que fez uma boa exibição, assim como o Javi García, que é um jogador imprescindível no nosso meio-campo. As entradas do Jara e Aimar foram essenciais para a nossa vitória. Quanto aos outros, exibiram um nível regular, exceptuando o Sidnei que esteve completamente desastrado.

Espero sinceramente que só o Roberto seja titular frente ao Portimonense. A equipa está muito cansada e teremos uma partida muito difícil em Paris. Em boa condição física, não tenho dúvida que ganharemos e nos qualificaremos. A sobrecarga de jogos está a fazer-se sentir nos nossos principais jogadores e é altura de apostar definitivamente na Liga Europa como o grande objectivo da época. E, além disso, o Portimonense é treinado pelo Carlos Azenha…

segunda-feira, março 07, 2011

Roubo previsível

Perdemos em Braga (1-2) e dissemos de vez adeus à possibilidade de renovarmos o título. Quando estávamos a ganhar por 1-0 e com a partida controlada, o Sr. Carlos Xistra, parece que por indicação do mesmo fiscal-de-linha do jogo em Guimarães este ano, entrou em acção e expulsou de um modo absolutamente incompreensível o Javi García aos 41’. O cariz do jogo mudou completamente e acabámos derrotados. Ainda bem que foi desta maneira, porque este encontro espelha bem o que foi esta época, em que o regresso às arbitragens inolvidáveis dos anos 90 foi o principal responsável por não podermos lutar até final pelo título.

O Jesus finalmente fez aquilo que eu já vinha reivindicando há algum tempo e não alinhou com o Salvio e Gaitán a titulares, substituídos pelo Felipe Menezes e Jara. O Carlos Martins jogou em vez do lesionado Aimar e o que é certo é que entrámos bem na partida. Éramos rápidos nas transições atacantes e começámos a criar problemas à defesa do Braga. Marcámos um golo pelo Jara, num lance anulado por fora-de-jogo milimétrico, mas pouco tempo depois abrimos mesmo o marcador pelo Saviola na recarga a um livre directo do Martins aos 24’. Logo a seguir, um remate acrobático do Cardozo, de costas para a baliza, ia-lhe proporcionando um dos melhores golos da carreira, mas o guarda-redes do Braga, Artur Moraes, defendeu bem. Da bancada choviam bolas de golfe e outros objectos que atingiram alguns dos nossos jogadores, mas para variar não se notou nenhuma intervenção policial. O Braga também teve duas boas oportunidades, numa das quais o Roberto fez uma defesa magnífica a um remate quase na pequena-área. Aos 41’, o lance que definiu a partida: perto da linha lateral, o Alan abalroa o Javi García que, no movimento de corpo, bate com a mão no peito do adversário, que faz uma fita descomunal e o banco do Braga outra chinfrineira. O Sr. Carlos Xistra resolveu equilibrar as coisas e mandou o espanhol para a rua. Por azar, no livre (que deveria ter sido ao contrário, porque a 1ª falta foi do Alan) o Roberto falhou completamente a intercepção ao centro do Hugo Viana, que assim entrou directamente na baliza.

A 2ª parte foi obviamente diferente, porque com menos um jogador era mais difícil chegarmos à área contrária. Mesmo assim, tirando um susto logo nos primeiros minutos (outra grande defesa do Roberto), o Braga praticamente não criava perigo. Controlávamos mais ou menos a partida e o Jesus mandou entrar o Gaitán e o Kardec numa tentativa óbvia de ganhar o jogo. Só que infelizmente aos 78’, o Mossoró tem um grande remate fora da área e fez o 2-1. Logo a seguir, o Coentrão tem um lance que poderia ter decidido melhor, mas foi a única vez em que estivemos perto da baliza contrária. Com menos um jogador era difícil fazer melhor e o Braga conseguir impedir que criássemos perigo até final.

Individualmente, votei a gostar do Luisão e do Maxi Pereira. Curiosamente dois jogadores que viram amarelo e não vão jogar contra o Portimonense. Só faltou o Coentrão, para limparmos todos, mas como o Javi também não vai jogar, se calhar o Jesus preferiu não ter que substituir 75% da defesa. O Roberto fez duas óptimas defesas, mas está indelevelmente ligado ao 1º golo sofrido. O Cardozo fez um jogo de grande sacrifício e com um pouco mais de sorte poderia ter marcado em duas ocasiões. O Martins também esteve bem na 1ª parte, sendo importante nas transições rápidas. O Jara fartou-se de lutar como habitualmente e o Saviola lá voltou aos golos.

Sem estarmos na máxima força (finalmente lá definimos que a maior prioridade é a Liga Europa, já não era sem tempo!) e com o Sr. Carlos Xistra (lembram-se? Mas lembram-se mesmo? Ou é preciso recordar outra vez?) a arbitrar, era praticamente inevitável que escorregássemos em Braga. Ainda por cima, o Braga terá feito o melhor jogo da época no campeonato e parecia que a sua vida dependia desta vitória. Pena é não ser assim em todos os jogos… Mas, como disse, ainda bem que foi desta maneira: roubadinho como todo o campeonato, para que fique claro a toda a gente como o CRAC vem usurpando títulos ao longo dos últimos 30 anos.

P.S. – Como a Justiça dos homens não funciona em Portugal, há que esperar que a Natureza faça o seu trabalho para que finalmente possamos ver futebol limpo e honesto em Portugal. Até lá, ou somos infinitamente melhores que os adversários, como no ano passado, ou teremos muito poucas hipóteses perante estes Xistras, Olegários ou Machados… Da mesma maneria que houve gente que não se importou de enriquecer com o ouro roubado pelos nazis aos judeus, de certeza que haverá pessoas, que se arvoram de grande honestidade, que irão festejar mais este campeonato roubado. As atitudes ficam com quem as toma. Como a falta de vergonha na cara grassa neste país, já acho tudo normal.