quarta-feira, março 23, 2011
Para seguir com muita atenção...
A República das Bananas que é o nosso país pode ser comprovada através deste site (http://www.mentiradesportiva.com) e deste blog (http://www.opolvodospapalvos.blogspot.com). Por isso mesmo, merecem um post e o respectivo destaque na coluna da esquerda. E, obviamente, uma leitura atenta e regular no futuro. Não nos conformemos com este estado de coisas.
P.S. - Quanto ao vil ataque que mais uma vez a comitiva do Benfica, e desta feita especialmente o seu presidente, foi vítima quando foi jogar à zona do Porto, nada tenho a acrescentar ao que está escrito aqui.
P.S. - Quanto ao vil ataque que mais uma vez a comitiva do Benfica, e desta feita especialmente o seu presidente, foi vítima quando foi jogar à zona do Porto, nada tenho a acrescentar ao que está escrito aqui.
terça-feira, março 22, 2011
Categórico
Vencemos em Paços de Ferreira por 1-5 numa demonstração inequívoca de classe por parte da nossa equipa. Estamos a um ponto de assegurarmos matematicamente o 2º lugar e o CRAC terá de ganhar na Luz para poder ser campeão. O jogo de hoje demonstrou bem a importância de o Sr. Xistra ter feito o que fez em Braga, já para não falar da vergonha do início do campeonato. Mesmo sem Salvio e Coentrão (o Jesus não é parvo e, com o Artur Soares Dias a apitar, veriam amarelo com certeza, ficando de fora do jogo contra o CRAC) fizemos uma exibição muito convincente e derrotámos uma equipa que está a fazer um óptimo campeonato.
Entrámos muito bem na partida e o Sr. Artur Soares Dias conseguiu assinalar penalty por um murro no Javi García logo aos 5’, cometendo a proeza de não expulsar o jogador contrário! O Cardozo enganou o Cássio, atirando rasteiro para o lado oposto para onde costuma marcar, e fez o 1º golo. Pouco depois, aos 13’, ampliámos a vantagem num golo do Aimar a passe do Saviola, depois de mais um domínio de bola magnífico do El Mago. Estávamos imparáveis e aos 25’ o Gaitán fez um dos melhores golos do campeonato. Brilhante jogada colectiva concluída com um fabuloso remate em arco do argentino. Três minutos depois houve mais um jogador do Benfica a colocar a bola na baliza, mas infelizmente foi na nossa. Muito azar do Carole a desviar a bola de cabeça na sequência de um livre. Até ao intervalo, ainda sofremos um susto noutro livre, mas o Roberto defendeu para o poste e vimos o Cohene, que tinha feito o penalty, ser expulso com 35’ de atraso, ao levar o segundo amarelo por agarrar o Saviola numa jogada nossa de contra-ataque.
Na 2ª parte e a jogar contra 10, adoptámos uma postura de controlo da partida. Fizemos um jogo pausado, sem grande acelerações, e contando com o Roberto para resolver um ou outro remate de longe do adversário. Em termos atacantes, a falta de velocidade não nos permitia criar grandes desequilíbrios, mas mesmo assim tivemos uma grande oportunidade num lance em que o Cássio defendeu um remate do Aimar, que estava completamente isolado. O Jesus começou a fazer descansar alguns jogadores e aos 77’ fez entrar o Nuno Gomes. Resultado? Não um, mas DOIS golos do capitão! Aos 82’ numa recarga a um remate dele próprio e depois de olhar para a baliza para ver onde estava o guarda-redes, e aos 92’ num pontapé de primeira depois de uma insistência do César Peixoto. Estava feita a goleada e deve ter servido para assustar o treinador do PSV que foi assistir à partida.
Em termos individuais, destaco o Aimar, Gaitán, Luisão e Nuno Gomes. El Mago encheu o campo, jogou os 90’, fez um grande golo, poderia ter feito outro e teve imensos pormenores de grande classe. O Gaitán marcou um dos melhores golos do campeonato e só isso é mais que suficiente. O Luisão voltou a ser intransponível e dá confiança à defesa toda. Por último, o Nuno Gomes lá marcou mais dois golitos e, para não me repetir, remeto-vos para aqui. O Roberto realizou um punhado de intervenções muito boas, o Jardel não comprometeu, assim como o Carole que, apesar do autogolo e alguns erros naturais da sua juventude, me parece ser um jogador a rever, mostrando pormenores interessantes. O resto da equipa esteve num plano bastante elevado (nomeadamente, Maxi, Javi García e Jara) e dá gosto ver-nos jogar à bola.
Agora resta-nos um único objectivo no campeonato: derrotar o CRAC na Luz e impedi-los de serem campeões sem derrotas, algo que só o Benfica foi capaz na sua história. Depois desse jogo, se não vir a maior parte dos titulares nos restantes encontros do campeonato, é muito bom sinal…
P.S. – Infame o ataque de que o nosso presidente foi alvo na auto-estrada. Um saco de pedras acertou em cheio no carro onde seguia. Continua tudo impune, com uma certa pessoa a caucionar estes actos cobardes, e ninguém responsável toma uma atitude para acabar com isto de vez. Qualquer dia há uma tragédia e depois quero ver como é.
P.P.S. – Recado para os internacionais: NÃO SE LESIONEM!
Entrámos muito bem na partida e o Sr. Artur Soares Dias conseguiu assinalar penalty por um murro no Javi García logo aos 5’, cometendo a proeza de não expulsar o jogador contrário! O Cardozo enganou o Cássio, atirando rasteiro para o lado oposto para onde costuma marcar, e fez o 1º golo. Pouco depois, aos 13’, ampliámos a vantagem num golo do Aimar a passe do Saviola, depois de mais um domínio de bola magnífico do El Mago. Estávamos imparáveis e aos 25’ o Gaitán fez um dos melhores golos do campeonato. Brilhante jogada colectiva concluída com um fabuloso remate em arco do argentino. Três minutos depois houve mais um jogador do Benfica a colocar a bola na baliza, mas infelizmente foi na nossa. Muito azar do Carole a desviar a bola de cabeça na sequência de um livre. Até ao intervalo, ainda sofremos um susto noutro livre, mas o Roberto defendeu para o poste e vimos o Cohene, que tinha feito o penalty, ser expulso com 35’ de atraso, ao levar o segundo amarelo por agarrar o Saviola numa jogada nossa de contra-ataque.
Na 2ª parte e a jogar contra 10, adoptámos uma postura de controlo da partida. Fizemos um jogo pausado, sem grande acelerações, e contando com o Roberto para resolver um ou outro remate de longe do adversário. Em termos atacantes, a falta de velocidade não nos permitia criar grandes desequilíbrios, mas mesmo assim tivemos uma grande oportunidade num lance em que o Cássio defendeu um remate do Aimar, que estava completamente isolado. O Jesus começou a fazer descansar alguns jogadores e aos 77’ fez entrar o Nuno Gomes. Resultado? Não um, mas DOIS golos do capitão! Aos 82’ numa recarga a um remate dele próprio e depois de olhar para a baliza para ver onde estava o guarda-redes, e aos 92’ num pontapé de primeira depois de uma insistência do César Peixoto. Estava feita a goleada e deve ter servido para assustar o treinador do PSV que foi assistir à partida.
Em termos individuais, destaco o Aimar, Gaitán, Luisão e Nuno Gomes. El Mago encheu o campo, jogou os 90’, fez um grande golo, poderia ter feito outro e teve imensos pormenores de grande classe. O Gaitán marcou um dos melhores golos do campeonato e só isso é mais que suficiente. O Luisão voltou a ser intransponível e dá confiança à defesa toda. Por último, o Nuno Gomes lá marcou mais dois golitos e, para não me repetir, remeto-vos para aqui. O Roberto realizou um punhado de intervenções muito boas, o Jardel não comprometeu, assim como o Carole que, apesar do autogolo e alguns erros naturais da sua juventude, me parece ser um jogador a rever, mostrando pormenores interessantes. O resto da equipa esteve num plano bastante elevado (nomeadamente, Maxi, Javi García e Jara) e dá gosto ver-nos jogar à bola.
Agora resta-nos um único objectivo no campeonato: derrotar o CRAC na Luz e impedi-los de serem campeões sem derrotas, algo que só o Benfica foi capaz na sua história. Depois desse jogo, se não vir a maior parte dos titulares nos restantes encontros do campeonato, é muito bom sinal…
P.S. – Infame o ataque de que o nosso presidente foi alvo na auto-estrada. Um saco de pedras acertou em cheio no carro onde seguia. Continua tudo impune, com uma certa pessoa a caucionar estes actos cobardes, e ninguém responsável toma uma atitude para acabar com isto de vez. Qualquer dia há uma tragédia e depois quero ver como é.
P.P.S. – Recado para os internacionais: NÃO SE LESIONEM!
sexta-feira, março 18, 2011
Sorteio da Liga Europa
Iremos defrontar o PSV Eindhoven nos quartos-de-final da Euroliga, com o jogo da 1ª mão a ser disputado pela terceira vez consecutiva na Luz. O PSV está em 1º lugar do campeonato holandês, mas teremos uma grande oportunidade para nos vingarmos da final perdida em 1988. Apesar de nos termos dado bem até agora com a 2ª mão disputada no terreno do adversário, a única coisa que eu alteraria era a ordem dos jogos, já que a 1ª mão disputar-se-á apenas quatro dias depois de recebermos o CRAC para o campeonato. E estarmos a assumir as despesas de duas partidas em casa, que se prevêem intensas, com tão pouco tempo de intervalo, era algo que evitaria se eu pudesse. De qualquer modo, espero que desta vez não consintamos golos caseiros ao adversário…
Mas dado que as equipas mais credenciadas eram o CRAC e o Villarreal que não só não nos calharam agora, como também não as defrontaremos numas possíveis meias-finais, fiquei contente com o sorteio. Se (e convém por agora só pensarmos em eliminar o PSV) passarmos, iremos jogar contra o vencedor do Braga – Dínamo Kiev. Teoricamente bastante mais favorável que um Liverpool – Manchester City… E aqui, sim, gostei inclusive da ordem dos jogos, já que teremos a 2ª mão na Luz.
Eu, que sou um pessimista por natureza, tenho que dizer o seguinte: temos uma oportunidade muito grande de voltarmos a uma final europeia. Sim, claro, temos que pensar jogo a jogo e por enquanto ainda faltam (esperemos bem) quatro, mas no ranking da Uefa só o CRAC está acima de nós. Acredito que o plantel e equipa técnica estejam todos concentrados nisto e se lembrem que o sorteio da Champions também poderia ter sido teoricamente muito pior, estávamos no pote 2 e depois aconteceu o que aconteceu. Pelo que fizeram no ano passado, a equipa técnica e os jogadores já entraram na história do Benfica. Este ano têm hipótese de acrescentar mais um capítulo, com a pequena diferença que um capítulo destes não é escrito há quase 50 anos…
FORÇA BENFICA!!!
P.S. – E é aconselhável fazer muitos treinos de conjuntos com a equipa que defrontou o Portimonense. Sem o descanso dos titulares, tenho grandes dúvidas que tivéssemos eliminado o PSG. Por mim, o último jogo que os titulares fariam para o campeonato seria contra o CRAC… (Até porque me lembro sempre do que aconteceu ao Diamantino na véspera da final de Estugarda…)
* Publicado em simultâneo com a Tertúlia Benfiquista.
Mas dado que as equipas mais credenciadas eram o CRAC e o Villarreal que não só não nos calharam agora, como também não as defrontaremos numas possíveis meias-finais, fiquei contente com o sorteio. Se (e convém por agora só pensarmos em eliminar o PSV) passarmos, iremos jogar contra o vencedor do Braga – Dínamo Kiev. Teoricamente bastante mais favorável que um Liverpool – Manchester City… E aqui, sim, gostei inclusive da ordem dos jogos, já que teremos a 2ª mão na Luz.
Eu, que sou um pessimista por natureza, tenho que dizer o seguinte: temos uma oportunidade muito grande de voltarmos a uma final europeia. Sim, claro, temos que pensar jogo a jogo e por enquanto ainda faltam (esperemos bem) quatro, mas no ranking da Uefa só o CRAC está acima de nós. Acredito que o plantel e equipa técnica estejam todos concentrados nisto e se lembrem que o sorteio da Champions também poderia ter sido teoricamente muito pior, estávamos no pote 2 e depois aconteceu o que aconteceu. Pelo que fizeram no ano passado, a equipa técnica e os jogadores já entraram na história do Benfica. Este ano têm hipótese de acrescentar mais um capítulo, com a pequena diferença que um capítulo destes não é escrito há quase 50 anos…
FORÇA BENFICA!!!
P.S. – E é aconselhável fazer muitos treinos de conjuntos com a equipa que defrontou o Portimonense. Sem o descanso dos titulares, tenho grandes dúvidas que tivéssemos eliminado o PSG. Por mim, o último jogo que os titulares fariam para o campeonato seria contra o CRAC… (Até porque me lembro sempre do que aconteceu ao Diamantino na véspera da final de Estugarda…)
* Publicado em simultâneo com a Tertúlia Benfiquista.
A sonhar
Empatámos em Paris (1-1) e pelo segundo ano consecutivo estamos nos quartos-de-final da Liga Europa. Foi uma qualificação muito difícil em que a nossa capacidade de sofrimento foi de realçar, visto que infelizmente falhámos algumas oportunidades na 2ª parte que nos teriam permitido encarar a parte final da partida com bastante mais calma. Mas estamos entre as 16 melhores equipas da Europa e isso é que é importante.
A jogar com o nosso onze-tipo, entrámos de uma forma muito calculista e não assumimos o jogo da maneira convincente que habitualmente fazemos. Alguns erros no último passe inviabilizaram a criação de oportunidades, mas também não deixámos o Paris Saint-Germain criar perigo. Fomos eficazes na medida em que abrimos o marcador aos 27' na primeira oportunidade com um golo do Gaitán, que fintou o guarda-redes com os olhos! Olhou para a área como se fosse centrar e rematou directo à baliza. O Edel deu um passo para o lado aquando do olhar do Gaitán e depois já não conseguiu corrigir a posição. Um golão! Mas o Nenê criava muitos problemas ao Maxi Pereira e o PSG conseguiu empatar aos 34’ num bom remate fora da área do Bodmer. Até ao intervalo, controlámos as operações de um modo mais eficaz.
Na 2ª parte entrámos bastante melhor e foi uma pena que não tivéssemos marcado as várias oportunidades que criámos. O Saviola e o Cardozo, por mais do que uma vez, não estiveram felizes na finalização. Com o passar dos minutos, o PSG ia acreditando e nós íamos naturalmente recuando. Os últimos minutos foram de alguma preocupação, valeu-nos num lance uma grande defesa do Roberto e em muitos outros a imperialidade do Luisão. As substituições do Jesus melhoraram a equipa e não há nada a dizer da justeza da nossa qualificação.
Em termos infividuais, o melhor foi indiscutivelmente o Fábio Coentrão. Que pulmão inesgotável! Quando precisávamos de acelerar o jogo, era a ele que recorríamos. O Gaitán foi essencial pelo golo que marcou e mostrou pormenores de classe, como já vem sendo normal, mas não está no seu auge físico. O Luisão também não sabe jogar mal e o Roberto foi importantíssimo pela tal defesa já perto do fim. O Cardozo fez um jogo muito sofrido e fartou-se de batalhar. O Salvio não está em tão boa forma como no passado, mas melhorou em relação às últimas aparições na equipa. O Maxi teve vida difícil na 1ª parte, mas o Nenê eclipsou-se na 2ª. O Sidnei fez uma partida razoável, mas teve uma falha imperdoável na 2ª parte quando não intercepta uma bola que depois ia dando golo, com um francês a falhar isolado. O Aimar não foi tão genial como habitualmente e o Saviola foi indiscutivelmente o pior do Benfica, raramente tomando a melhor decisão com a bola nos pés. O Martins entrou bem, assim como o mal-amado do César Peixoto.
Houve grandes surpresas nesta fase e as equipas com maior nome foram quase todas eliminadas (Manchester City, Zenit, Ajax e Liverpool). O CRAC B, perdão, Braga conseguiu o grande feito de eliminar este último e, se eu pudesse escolher, seria contra eles: temos contas a ajustar desde há duas semanas e parece-me a equipa mais acessível de todas. Quanto aos outros adversários possíveis temos o CRAC, Twente, PSV, Spartak Moscovo, Dínamo Kiev e Villarreal. Ou seja, bem vistas as coisas e num plano meramente teórico, existe uma grande possibilidade de irmos longe na competição. De todos estes adversários, o CRAC e o Villarreal parecem-me os mais difíceis. É preciso cuidado com os russos/ucranianos que estão fisicamente bem, porque só começaram a época agora. E os holandeses são os dois primeiros classificados do respectivo campeonato. Mas acho mesmo que temos equipa para todos eles e temos a vantagem de poder rodar a equipa no campeonato para estarmos bem em termos físicos. Esse aspecto foi fundamental para o sucesso destes oitavos-de-final e espero jogos futuros da Liga outra vez com a equipa B como titular. Temos uma real possibilidade de matar um borrego com quase 50 anos…
P.S. - Não, não queria o CRAC já pelo facto de, se assim acontecesse, termos quatro(!) jogos em eles em 18 dias. O meu sorteio ideal seria CRAC B - Benfica e CRAC - Villarreal.
A jogar com o nosso onze-tipo, entrámos de uma forma muito calculista e não assumimos o jogo da maneira convincente que habitualmente fazemos. Alguns erros no último passe inviabilizaram a criação de oportunidades, mas também não deixámos o Paris Saint-Germain criar perigo. Fomos eficazes na medida em que abrimos o marcador aos 27' na primeira oportunidade com um golo do Gaitán, que fintou o guarda-redes com os olhos! Olhou para a área como se fosse centrar e rematou directo à baliza. O Edel deu um passo para o lado aquando do olhar do Gaitán e depois já não conseguiu corrigir a posição. Um golão! Mas o Nenê criava muitos problemas ao Maxi Pereira e o PSG conseguiu empatar aos 34’ num bom remate fora da área do Bodmer. Até ao intervalo, controlámos as operações de um modo mais eficaz.
Na 2ª parte entrámos bastante melhor e foi uma pena que não tivéssemos marcado as várias oportunidades que criámos. O Saviola e o Cardozo, por mais do que uma vez, não estiveram felizes na finalização. Com o passar dos minutos, o PSG ia acreditando e nós íamos naturalmente recuando. Os últimos minutos foram de alguma preocupação, valeu-nos num lance uma grande defesa do Roberto e em muitos outros a imperialidade do Luisão. As substituições do Jesus melhoraram a equipa e não há nada a dizer da justeza da nossa qualificação.
Em termos infividuais, o melhor foi indiscutivelmente o Fábio Coentrão. Que pulmão inesgotável! Quando precisávamos de acelerar o jogo, era a ele que recorríamos. O Gaitán foi essencial pelo golo que marcou e mostrou pormenores de classe, como já vem sendo normal, mas não está no seu auge físico. O Luisão também não sabe jogar mal e o Roberto foi importantíssimo pela tal defesa já perto do fim. O Cardozo fez um jogo muito sofrido e fartou-se de batalhar. O Salvio não está em tão boa forma como no passado, mas melhorou em relação às últimas aparições na equipa. O Maxi teve vida difícil na 1ª parte, mas o Nenê eclipsou-se na 2ª. O Sidnei fez uma partida razoável, mas teve uma falha imperdoável na 2ª parte quando não intercepta uma bola que depois ia dando golo, com um francês a falhar isolado. O Aimar não foi tão genial como habitualmente e o Saviola foi indiscutivelmente o pior do Benfica, raramente tomando a melhor decisão com a bola nos pés. O Martins entrou bem, assim como o mal-amado do César Peixoto.
Houve grandes surpresas nesta fase e as equipas com maior nome foram quase todas eliminadas (Manchester City, Zenit, Ajax e Liverpool). O CRAC B, perdão, Braga conseguiu o grande feito de eliminar este último e, se eu pudesse escolher, seria contra eles: temos contas a ajustar desde há duas semanas e parece-me a equipa mais acessível de todas. Quanto aos outros adversários possíveis temos o CRAC, Twente, PSV, Spartak Moscovo, Dínamo Kiev e Villarreal. Ou seja, bem vistas as coisas e num plano meramente teórico, existe uma grande possibilidade de irmos longe na competição. De todos estes adversários, o CRAC e o Villarreal parecem-me os mais difíceis. É preciso cuidado com os russos/ucranianos que estão fisicamente bem, porque só começaram a época agora. E os holandeses são os dois primeiros classificados do respectivo campeonato. Mas acho mesmo que temos equipa para todos eles e temos a vantagem de poder rodar a equipa no campeonato para estarmos bem em termos físicos. Esse aspecto foi fundamental para o sucesso destes oitavos-de-final e espero jogos futuros da Liga outra vez com a equipa B como titular. Temos uma real possibilidade de matar um borrego com quase 50 anos…
P.S. - Não, não queria o CRAC já pelo facto de, se assim acontecesse, termos quatro(!) jogos em eles em 18 dias. O meu sorteio ideal seria CRAC B - Benfica e CRAC - Villarreal.
segunda-feira, março 14, 2011
Reformado?! Velho?!
Empatámos com o Portimonense (1-1) num jogo em que o Jesus só fez alinhar o Aimar da equipa titular. Finalmente decidimos que o importante é a Liga Europa e não o campeonato que tão bem nos foi roubado. Mesmo assim, considero que os jogadores que alinharam tinham obrigação de fazer muito melhor e que houve alguns que fizeram exibições abaixo de zero.
Não em apetece falar muito sobre a partida e também acho que não há muito que falar. O Portimonense chegou à vantagem de penalty aos 28’ depois de um ENORME disparate de Roderick, que colocou a mão na bola quando esta estava já a sair da área. Antes disso, e apesar de ter um forte pendor defensivo, os algarvios já tinham atirado uma bola à barra e na 2ª parte atiraram outra ao poste. Com algumas unidades em sub-rendimento, nós só melhorámos depois do intervalo, com as entradas do Salvio e Gaitán (mais este), e especialmente a partir dos 69’ quando o Nuno Gomes FINALMENTE entrou em campo. Inevitavelmente foi ele a marcar o golo do empate aos 78’, mas não conseguimos ir mais além. SIM, estou perfeitamente convicto que caso o nº 21 tivesse entrado de início teríamos ganho o encontro!
O Jesus fez o que tinha a fazer nesta partida e é claro que estou de acordo com o facto de ele ter poupado quase todos os titulares. Gostei da titularidade ao Moreira (julgo que o Júlio César será o segundo guarda-redes, mas como na meia-final da Taça da Liga tinha jogado o Roberto, ainda bem que o Moreira foi agora compensado), que teve uma intervenção decisiva com os pés na 2ª parte, mas na 1ª ficou a ver a bola ir à barra quando eu acho que se deveria ter lançado. O Carole estreou-se pelo Benfica e mostrou bom toque de bola. Saiu ao intervalo, porque estávamos a perder. Os centrais (Jardel e Roderick) não estiveram mal, mas não sei o que terá passado pela cabeça do miúdo para fazer um penalty tão idiota… O Luís Filipe e o César Peixoto esforçaram-se dentro das limitações que lhes são reconhecidas, mas estiveram longe de ser os piores. O Airton foi importante para recuperar algumas bolas, é sempre um prazer ver a classe em movimento quando o Aimar está em campo e o Jara foi o lutador do costume. O Salvio veio dar velocidade, mas ainda não recuperou a forma que tinha antes da pequena lesão, e o Gaitán melhorou muito quando passou para o meio com a saída do Aimar.
Deixo para o fim o comentário a três jogadores e a razão do título do post. Repetindo inevitavelmente algumas das coisas que já disse aqui, por muitas voltas que dê à cabeça, não percebo o que é que o Jesus tem contra o Nuno Gomes… Especialmente, quando dá a titularidade a duas nulidades como o Kardec e o Felipe Menezes. Eu até gosto do ponta-de-lança, mas ele está numa forma péssima desde que o Cardozo voltou da lesão em fins de Novembro. Já nos jogos da Taça da Liga em Janeiro tinha sido dos piores da equipa e o Jesus continua a insistir nele. O mesmo com o Felipe Menezes que não evoluiu NADA desde que chegou ao Benfica no início da época passada. Aliás, eu gostaria muito que o Jesus me explicasse o que é que ele tem a mais que o Urreta, mas isso são outras contas… Ora bem, posto isto: como é que o Nuno Gomes não é titular contra o último classificado do campeonato, ele que tem agora três golos e duas assistências em 77 minutos de competição no total, é algo que eu gostaria muito de perceber. Colocado de outra forma: o que é que o homem tem que fazer mais para ser merecedor de mais oportunidades? Marcar golos e fazer assistências a partir do banco ou da bancada?!
Desde os tempos do Eriksson no início dos anos 80 que eu não via o Benfica a jogar tão bem e isso irei agradecer sempre ao Jesus, mas NUNCA lhe perdoarei o ostracismo a que vota alguém que não só é o capitão da equipa e um jogador com 11(!) anos de Benfica, mas principalmente apresenta RENDIMENTO cada vez que está em campo. O Nuno Gomes não merecia este tipo de tratamento e só um Senhor como ele (oiçam-no na flash-interview…) é que não se rebela perante esta injustiça. Sim, Nuno, estás vivo e bem vivo!
P.S. – Espero que os titulares tenham descansado bem, porque na próxima 5ª feira teremos o jogo mais importante da época até agora.
Não em apetece falar muito sobre a partida e também acho que não há muito que falar. O Portimonense chegou à vantagem de penalty aos 28’ depois de um ENORME disparate de Roderick, que colocou a mão na bola quando esta estava já a sair da área. Antes disso, e apesar de ter um forte pendor defensivo, os algarvios já tinham atirado uma bola à barra e na 2ª parte atiraram outra ao poste. Com algumas unidades em sub-rendimento, nós só melhorámos depois do intervalo, com as entradas do Salvio e Gaitán (mais este), e especialmente a partir dos 69’ quando o Nuno Gomes FINALMENTE entrou em campo. Inevitavelmente foi ele a marcar o golo do empate aos 78’, mas não conseguimos ir mais além. SIM, estou perfeitamente convicto que caso o nº 21 tivesse entrado de início teríamos ganho o encontro!
O Jesus fez o que tinha a fazer nesta partida e é claro que estou de acordo com o facto de ele ter poupado quase todos os titulares. Gostei da titularidade ao Moreira (julgo que o Júlio César será o segundo guarda-redes, mas como na meia-final da Taça da Liga tinha jogado o Roberto, ainda bem que o Moreira foi agora compensado), que teve uma intervenção decisiva com os pés na 2ª parte, mas na 1ª ficou a ver a bola ir à barra quando eu acho que se deveria ter lançado. O Carole estreou-se pelo Benfica e mostrou bom toque de bola. Saiu ao intervalo, porque estávamos a perder. Os centrais (Jardel e Roderick) não estiveram mal, mas não sei o que terá passado pela cabeça do miúdo para fazer um penalty tão idiota… O Luís Filipe e o César Peixoto esforçaram-se dentro das limitações que lhes são reconhecidas, mas estiveram longe de ser os piores. O Airton foi importante para recuperar algumas bolas, é sempre um prazer ver a classe em movimento quando o Aimar está em campo e o Jara foi o lutador do costume. O Salvio veio dar velocidade, mas ainda não recuperou a forma que tinha antes da pequena lesão, e o Gaitán melhorou muito quando passou para o meio com a saída do Aimar.
Deixo para o fim o comentário a três jogadores e a razão do título do post. Repetindo inevitavelmente algumas das coisas que já disse aqui, por muitas voltas que dê à cabeça, não percebo o que é que o Jesus tem contra o Nuno Gomes… Especialmente, quando dá a titularidade a duas nulidades como o Kardec e o Felipe Menezes. Eu até gosto do ponta-de-lança, mas ele está numa forma péssima desde que o Cardozo voltou da lesão em fins de Novembro. Já nos jogos da Taça da Liga em Janeiro tinha sido dos piores da equipa e o Jesus continua a insistir nele. O mesmo com o Felipe Menezes que não evoluiu NADA desde que chegou ao Benfica no início da época passada. Aliás, eu gostaria muito que o Jesus me explicasse o que é que ele tem a mais que o Urreta, mas isso são outras contas… Ora bem, posto isto: como é que o Nuno Gomes não é titular contra o último classificado do campeonato, ele que tem agora três golos e duas assistências em 77 minutos de competição no total, é algo que eu gostaria muito de perceber. Colocado de outra forma: o que é que o homem tem que fazer mais para ser merecedor de mais oportunidades? Marcar golos e fazer assistências a partir do banco ou da bancada?!
Desde os tempos do Eriksson no início dos anos 80 que eu não via o Benfica a jogar tão bem e isso irei agradecer sempre ao Jesus, mas NUNCA lhe perdoarei o ostracismo a que vota alguém que não só é o capitão da equipa e um jogador com 11(!) anos de Benfica, mas principalmente apresenta RENDIMENTO cada vez que está em campo. O Nuno Gomes não merecia este tipo de tratamento e só um Senhor como ele (oiçam-no na flash-interview…) é que não se rebela perante esta injustiça. Sim, Nuno, estás vivo e bem vivo!
P.S. – Espero que os titulares tenham descansado bem, porque na próxima 5ª feira teremos o jogo mais importante da época até agora.
sexta-feira, março 11, 2011
Difícil
Derrotámos o Paris Saint-Germain por 2-1 e estamos em vantagem nos oitavos-de-final da Liga Europa. Infelizmente, mais uma vez sofremos um golo em casa, o que pode complicar as contas no jogo da 2ª mão, mas como o Benfica já há muito tempo que não fica em branco, estou confiante que iremos passar aos quartos-de-final.
Entrámos muito mal na partida, desconcentrados, sem conseguir impor o nosso ritmo e com imensas dificuldades em encontrar espaços para ter a bola. Mesmo assim tivemos uma grande oportunidade pelo Gaitán que o guarda-redes contrário, Édel, defendeu bem. O PSG não só defendia com muito rigor, como era perigoso no contra-ataque e foi assim que chegou à vantagem aos 14’ pelo Luyindula, que no entanto partiu de posição duvidosa. Os minutos a seguir foram um pesadelo, com passes transviados e duas ou três oportunidades para os franceses alargarem a vantagem, incluindo uma bola ao poste. A partir da meia hora finalmente estabilizámos o nosso jogo e começámos a criar perigo na baliza contrária. O guarda-redes fez uma bela defesa a um livre do Cardozo e conseguimos empatar aos 41’ num óptimo passe do Carlos Martins, que desmarcou o Maxi Pereira na área e este rematou de primeira colocadíssimo. Até final da 1ª parte, pareceu-me que houve um penalty sobre o Javi García, que foi completamente abalroado na área pelo Édel e outro defesa na sequência de um lançamento lateral.
A 2ª parte foi diferente, mas não nos minutos iniciais em que os franceses tomaram conta do jogo, mas sem criarem o perigo do 1º tempo. A partir dos 55’, começámos a ir para cima do PSG e, com as entradas do Jara e Aimar para os lugares dos esgotados Salvio e Gaitán, aumentámos ainda mais a pressão. Aos 71’ assistimos a um momento que não desdenharia ao Xistra: o Sr. Pavel Kralovec da Rep. Checa não vê um penalty do tamanho do mundo sobre o Saviola. Nem ele nem nenhum dos quatro(!) árbitros assistentes… Inacreditável! O que valeu foi que fizemos o 2-1 aos 81’ numa jogada construída pelos dois homens vindos do banco: passe do Aimar e bom trabalho do Jara a ganhar espaço para poder rematar à baliza. No tempo restante, tentámos controlar a partida para não sofrer mais nenhum golo, mas tivemos ainda um remate do Saviola, que passou ligeiramente por cima.
Em termos individuais, o melhor do Benfica foi sem dúvida nenhuma o Maxi Pereira. Tem um pulmão inesgotável e foi o grande dinamizador da nossa manobra atacante. Até porque o Salvio e o Gaitán estão mal em termos físicos e não conseguiram ser as gazuas habituais. O Carlos Martins foi outro que fez uma boa exibição, assim como o Javi García, que é um jogador imprescindível no nosso meio-campo. As entradas do Jara e Aimar foram essenciais para a nossa vitória. Quanto aos outros, exibiram um nível regular, exceptuando o Sidnei que esteve completamente desastrado.
Espero sinceramente que só o Roberto seja titular frente ao Portimonense. A equipa está muito cansada e teremos uma partida muito difícil em Paris. Em boa condição física, não tenho dúvida que ganharemos e nos qualificaremos. A sobrecarga de jogos está a fazer-se sentir nos nossos principais jogadores e é altura de apostar definitivamente na Liga Europa como o grande objectivo da época. E, além disso, o Portimonense é treinado pelo Carlos Azenha…
Entrámos muito mal na partida, desconcentrados, sem conseguir impor o nosso ritmo e com imensas dificuldades em encontrar espaços para ter a bola. Mesmo assim tivemos uma grande oportunidade pelo Gaitán que o guarda-redes contrário, Édel, defendeu bem. O PSG não só defendia com muito rigor, como era perigoso no contra-ataque e foi assim que chegou à vantagem aos 14’ pelo Luyindula, que no entanto partiu de posição duvidosa. Os minutos a seguir foram um pesadelo, com passes transviados e duas ou três oportunidades para os franceses alargarem a vantagem, incluindo uma bola ao poste. A partir da meia hora finalmente estabilizámos o nosso jogo e começámos a criar perigo na baliza contrária. O guarda-redes fez uma bela defesa a um livre do Cardozo e conseguimos empatar aos 41’ num óptimo passe do Carlos Martins, que desmarcou o Maxi Pereira na área e este rematou de primeira colocadíssimo. Até final da 1ª parte, pareceu-me que houve um penalty sobre o Javi García, que foi completamente abalroado na área pelo Édel e outro defesa na sequência de um lançamento lateral.
A 2ª parte foi diferente, mas não nos minutos iniciais em que os franceses tomaram conta do jogo, mas sem criarem o perigo do 1º tempo. A partir dos 55’, começámos a ir para cima do PSG e, com as entradas do Jara e Aimar para os lugares dos esgotados Salvio e Gaitán, aumentámos ainda mais a pressão. Aos 71’ assistimos a um momento que não desdenharia ao Xistra: o Sr. Pavel Kralovec da Rep. Checa não vê um penalty do tamanho do mundo sobre o Saviola. Nem ele nem nenhum dos quatro(!) árbitros assistentes… Inacreditável! O que valeu foi que fizemos o 2-1 aos 81’ numa jogada construída pelos dois homens vindos do banco: passe do Aimar e bom trabalho do Jara a ganhar espaço para poder rematar à baliza. No tempo restante, tentámos controlar a partida para não sofrer mais nenhum golo, mas tivemos ainda um remate do Saviola, que passou ligeiramente por cima.
Em termos individuais, o melhor do Benfica foi sem dúvida nenhuma o Maxi Pereira. Tem um pulmão inesgotável e foi o grande dinamizador da nossa manobra atacante. Até porque o Salvio e o Gaitán estão mal em termos físicos e não conseguiram ser as gazuas habituais. O Carlos Martins foi outro que fez uma boa exibição, assim como o Javi García, que é um jogador imprescindível no nosso meio-campo. As entradas do Jara e Aimar foram essenciais para a nossa vitória. Quanto aos outros, exibiram um nível regular, exceptuando o Sidnei que esteve completamente desastrado.
Espero sinceramente que só o Roberto seja titular frente ao Portimonense. A equipa está muito cansada e teremos uma partida muito difícil em Paris. Em boa condição física, não tenho dúvida que ganharemos e nos qualificaremos. A sobrecarga de jogos está a fazer-se sentir nos nossos principais jogadores e é altura de apostar definitivamente na Liga Europa como o grande objectivo da época. E, além disso, o Portimonense é treinado pelo Carlos Azenha…
segunda-feira, março 07, 2011
Roubo previsível
Perdemos em Braga (1-2) e dissemos de vez adeus à possibilidade de renovarmos o título. Quando estávamos a ganhar por 1-0 e com a partida controlada, o Sr. Carlos Xistra, parece que por indicação do mesmo fiscal-de-linha do jogo em Guimarães este ano, entrou em acção e expulsou de um modo absolutamente incompreensível o Javi García aos 41’. O cariz do jogo mudou completamente e acabámos derrotados. Ainda bem que foi desta maneira, porque este encontro espelha bem o que foi esta época, em que o regresso às arbitragens inolvidáveis dos anos 90 foi o principal responsável por não podermos lutar até final pelo título.
O Jesus finalmente fez aquilo que eu já vinha reivindicando há algum tempo e não alinhou com o Salvio e Gaitán a titulares, substituídos pelo Felipe Menezes e Jara. O Carlos Martins jogou em vez do lesionado Aimar e o que é certo é que entrámos bem na partida. Éramos rápidos nas transições atacantes e começámos a criar problemas à defesa do Braga. Marcámos um golo pelo Jara, num lance anulado por fora-de-jogo milimétrico, mas pouco tempo depois abrimos mesmo o marcador pelo Saviola na recarga a um livre directo do Martins aos 24’. Logo a seguir, um remate acrobático do Cardozo, de costas para a baliza, ia-lhe proporcionando um dos melhores golos da carreira, mas o guarda-redes do Braga, Artur Moraes, defendeu bem. Da bancada choviam bolas de golfe e outros objectos que atingiram alguns dos nossos jogadores, mas para variar não se notou nenhuma intervenção policial. O Braga também teve duas boas oportunidades, numa das quais o Roberto fez uma defesa magnífica a um remate quase na pequena-área. Aos 41’, o lance que definiu a partida: perto da linha lateral, o Alan abalroa o Javi García que, no movimento de corpo, bate com a mão no peito do adversário, que faz uma fita descomunal e o banco do Braga outra chinfrineira. O Sr. Carlos Xistra resolveu equilibrar as coisas e mandou o espanhol para a rua. Por azar, no livre (que deveria ter sido ao contrário, porque a 1ª falta foi do Alan) o Roberto falhou completamente a intercepção ao centro do Hugo Viana, que assim entrou directamente na baliza.
A 2ª parte foi obviamente diferente, porque com menos um jogador era mais difícil chegarmos à área contrária. Mesmo assim, tirando um susto logo nos primeiros minutos (outra grande defesa do Roberto), o Braga praticamente não criava perigo. Controlávamos mais ou menos a partida e o Jesus mandou entrar o Gaitán e o Kardec numa tentativa óbvia de ganhar o jogo. Só que infelizmente aos 78’, o Mossoró tem um grande remate fora da área e fez o 2-1. Logo a seguir, o Coentrão tem um lance que poderia ter decidido melhor, mas foi a única vez em que estivemos perto da baliza contrária. Com menos um jogador era difícil fazer melhor e o Braga conseguir impedir que criássemos perigo até final.
Individualmente, votei a gostar do Luisão e do Maxi Pereira. Curiosamente dois jogadores que viram amarelo e não vão jogar contra o Portimonense. Só faltou o Coentrão, para limparmos todos, mas como o Javi também não vai jogar, se calhar o Jesus preferiu não ter que substituir 75% da defesa. O Roberto fez duas óptimas defesas, mas está indelevelmente ligado ao 1º golo sofrido. O Cardozo fez um jogo de grande sacrifício e com um pouco mais de sorte poderia ter marcado em duas ocasiões. O Martins também esteve bem na 1ª parte, sendo importante nas transições rápidas. O Jara fartou-se de lutar como habitualmente e o Saviola lá voltou aos golos.
Sem estarmos na máxima força (finalmente lá definimos que a maior prioridade é a Liga Europa, já não era sem tempo!) e com o Sr. Carlos Xistra (lembram-se? Mas lembram-se mesmo? Ou é preciso recordar outra vez?) a arbitrar, era praticamente inevitável que escorregássemos em Braga. Ainda por cima, o Braga terá feito o melhor jogo da época no campeonato e parecia que a sua vida dependia desta vitória. Pena é não ser assim em todos os jogos… Mas, como disse, ainda bem que foi desta maneira: roubadinho como todo o campeonato, para que fique claro a toda a gente como o CRAC vem usurpando títulos ao longo dos últimos 30 anos.
P.S. – Como a Justiça dos homens não funciona em Portugal, há que esperar que a Natureza faça o seu trabalho para que finalmente possamos ver futebol limpo e honesto em Portugal. Até lá, ou somos infinitamente melhores que os adversários, como no ano passado, ou teremos muito poucas hipóteses perante estes Xistras, Olegários ou Machados… Da mesma maneria que houve gente que não se importou de enriquecer com o ouro roubado pelos nazis aos judeus, de certeza que haverá pessoas, que se arvoram de grande honestidade, que irão festejar mais este campeonato roubado. As atitudes ficam com quem as toma. Como a falta de vergonha na cara grassa neste país, já acho tudo normal.
O Jesus finalmente fez aquilo que eu já vinha reivindicando há algum tempo e não alinhou com o Salvio e Gaitán a titulares, substituídos pelo Felipe Menezes e Jara. O Carlos Martins jogou em vez do lesionado Aimar e o que é certo é que entrámos bem na partida. Éramos rápidos nas transições atacantes e começámos a criar problemas à defesa do Braga. Marcámos um golo pelo Jara, num lance anulado por fora-de-jogo milimétrico, mas pouco tempo depois abrimos mesmo o marcador pelo Saviola na recarga a um livre directo do Martins aos 24’. Logo a seguir, um remate acrobático do Cardozo, de costas para a baliza, ia-lhe proporcionando um dos melhores golos da carreira, mas o guarda-redes do Braga, Artur Moraes, defendeu bem. Da bancada choviam bolas de golfe e outros objectos que atingiram alguns dos nossos jogadores, mas para variar não se notou nenhuma intervenção policial. O Braga também teve duas boas oportunidades, numa das quais o Roberto fez uma defesa magnífica a um remate quase na pequena-área. Aos 41’, o lance que definiu a partida: perto da linha lateral, o Alan abalroa o Javi García que, no movimento de corpo, bate com a mão no peito do adversário, que faz uma fita descomunal e o banco do Braga outra chinfrineira. O Sr. Carlos Xistra resolveu equilibrar as coisas e mandou o espanhol para a rua. Por azar, no livre (que deveria ter sido ao contrário, porque a 1ª falta foi do Alan) o Roberto falhou completamente a intercepção ao centro do Hugo Viana, que assim entrou directamente na baliza.
A 2ª parte foi obviamente diferente, porque com menos um jogador era mais difícil chegarmos à área contrária. Mesmo assim, tirando um susto logo nos primeiros minutos (outra grande defesa do Roberto), o Braga praticamente não criava perigo. Controlávamos mais ou menos a partida e o Jesus mandou entrar o Gaitán e o Kardec numa tentativa óbvia de ganhar o jogo. Só que infelizmente aos 78’, o Mossoró tem um grande remate fora da área e fez o 2-1. Logo a seguir, o Coentrão tem um lance que poderia ter decidido melhor, mas foi a única vez em que estivemos perto da baliza contrária. Com menos um jogador era difícil fazer melhor e o Braga conseguir impedir que criássemos perigo até final.
Individualmente, votei a gostar do Luisão e do Maxi Pereira. Curiosamente dois jogadores que viram amarelo e não vão jogar contra o Portimonense. Só faltou o Coentrão, para limparmos todos, mas como o Javi também não vai jogar, se calhar o Jesus preferiu não ter que substituir 75% da defesa. O Roberto fez duas óptimas defesas, mas está indelevelmente ligado ao 1º golo sofrido. O Cardozo fez um jogo de grande sacrifício e com um pouco mais de sorte poderia ter marcado em duas ocasiões. O Martins também esteve bem na 1ª parte, sendo importante nas transições rápidas. O Jara fartou-se de lutar como habitualmente e o Saviola lá voltou aos golos.
Sem estarmos na máxima força (finalmente lá definimos que a maior prioridade é a Liga Europa, já não era sem tempo!) e com o Sr. Carlos Xistra (lembram-se? Mas lembram-se mesmo? Ou é preciso recordar outra vez?) a arbitrar, era praticamente inevitável que escorregássemos em Braga. Ainda por cima, o Braga terá feito o melhor jogo da época no campeonato e parecia que a sua vida dependia desta vitória. Pena é não ser assim em todos os jogos… Mas, como disse, ainda bem que foi desta maneira: roubadinho como todo o campeonato, para que fique claro a toda a gente como o CRAC vem usurpando títulos ao longo dos últimos 30 anos.
P.S. – Como a Justiça dos homens não funciona em Portugal, há que esperar que a Natureza faça o seu trabalho para que finalmente possamos ver futebol limpo e honesto em Portugal. Até lá, ou somos infinitamente melhores que os adversários, como no ano passado, ou teremos muito poucas hipóteses perante estes Xistras, Olegários ou Machados… Da mesma maneria que houve gente que não se importou de enriquecer com o ouro roubado pelos nazis aos judeus, de certeza que haverá pessoas, que se arvoram de grande honestidade, que irão festejar mais este campeonato roubado. As atitudes ficam com quem as toma. Como a falta de vergonha na cara grassa neste país, já acho tudo normal.
quinta-feira, março 03, 2011
Estrelinha
Ganhámos à lagartada (2-1) e estamos pelo terceiro ano consecutivo na final da Taça da Liga. Pela segunda vez no espaço de três dias, marcámos o golo da vitória já nos descontos, o que só veio trazer justiça tardia ao marcador e demonstra que estamos com a chamada estrelinha de campeão. Foi a 18ª vitória consecutiva em todas as competições e a 19ª se considerarmos só as provas nacionais. Arrisco-me a dizer que foi a mais importante de todas até agora, porque nos deu acesso a uma final onde vamos defender um bi-título.
Alinhando com a equipa principal, é natural que o Benfica não tenha apresentado a dinâmica habitual, porque o cansaço acumulado das partidas anteriores começa a deixar mossa. Mesmo assim estávamos a controlar o jogo, quando os lagartos marcaram aos 21’ num lance de bola parada, num frango do Roberto, que não chegou com as mãos onde o Postiga chegou com a cabeça. Os lagartos impressionaram pela sua organização defensiva, mas não tinham feito nada para merecer um golo até àquela altura. Nós já tínhamos tido uma oportunidade pelo Gaitán, mas a principal aconteceu aos 32’ quando o Polga queria levar o Javi García para casa e o Sr. Jorge Sousa assinalou a marca de penalty. Infelizmente, o Jesus continua a insistir no Cardozo este mais uma vez falhou. Quando começa a correr devagarinho para a bola, percebe-se logo que vai falhar… Felizmente que logo no minuto seguinte se redimiu ao marcar um golaço de cabeça num canto do Carlos Martins. Até final do 1º tempo, ainda acelerámos a partida umas quantas vezes, mas sem resultados práticos.
Na 2ª parte, o cariz do encontro manteve-se e nós éramos os únicos verdadeiramente interessados em não levar isto para os penalties. Sem a velocidade de outros jogos, atacámos e fomos criando algumas oportunidades. Uma delas ia resultando num golo fantástico, quando o Cardozo conseguiu interceptar um alívio do Patrício, mas a bola saiu caprichosamente por cima. Os últimos minutos foram electrizantes, com ambas as equipa a poderem ganhar. Os lagartos através do Matias Fernández, mas o Roberto redimiu-se do golo sofrido (e com juros!). Até que aos 92’, já depois de uma bola cabeceada ao poste pelo Cardozo, marcámos o golo da vitória num assistência involuntária do paraguaio com o Javi a finalizar muito bem.
Individualmente destaco precisamente o Javi García, que deu para tudo no meio-campo, o Luisão, imperial com sempre, e o Roberto que compensou o frango com uma defesa que nos colocou na final. O resto da equipa esteve regular, sendo visível que o Coentrão, Salvio e Gaitán estão no limite em termos físicos. Mas mesmo assim, não sabem jogar mal.
Temos quatro dias de descanso até Braga, mas eu mantenho a minha opinião: dever-se-ia dar folga a alguns jogadores mais importantes nos jogos do campeonato (Savio e Gaitán à cabeça). O que temos vindo a fazer é, sem dúvida, meritório, mas pode custar-nos uma ou outra taça. E isso é algo quase monstruoso só de pensar. Mas lá que estamos numa das melhores fases de que me lembro em toda a minha vida, isso é indesmentível.
Alinhando com a equipa principal, é natural que o Benfica não tenha apresentado a dinâmica habitual, porque o cansaço acumulado das partidas anteriores começa a deixar mossa. Mesmo assim estávamos a controlar o jogo, quando os lagartos marcaram aos 21’ num lance de bola parada, num frango do Roberto, que não chegou com as mãos onde o Postiga chegou com a cabeça. Os lagartos impressionaram pela sua organização defensiva, mas não tinham feito nada para merecer um golo até àquela altura. Nós já tínhamos tido uma oportunidade pelo Gaitán, mas a principal aconteceu aos 32’ quando o Polga queria levar o Javi García para casa e o Sr. Jorge Sousa assinalou a marca de penalty. Infelizmente, o Jesus continua a insistir no Cardozo este mais uma vez falhou. Quando começa a correr devagarinho para a bola, percebe-se logo que vai falhar… Felizmente que logo no minuto seguinte se redimiu ao marcar um golaço de cabeça num canto do Carlos Martins. Até final do 1º tempo, ainda acelerámos a partida umas quantas vezes, mas sem resultados práticos.
Na 2ª parte, o cariz do encontro manteve-se e nós éramos os únicos verdadeiramente interessados em não levar isto para os penalties. Sem a velocidade de outros jogos, atacámos e fomos criando algumas oportunidades. Uma delas ia resultando num golo fantástico, quando o Cardozo conseguiu interceptar um alívio do Patrício, mas a bola saiu caprichosamente por cima. Os últimos minutos foram electrizantes, com ambas as equipa a poderem ganhar. Os lagartos através do Matias Fernández, mas o Roberto redimiu-se do golo sofrido (e com juros!). Até que aos 92’, já depois de uma bola cabeceada ao poste pelo Cardozo, marcámos o golo da vitória num assistência involuntária do paraguaio com o Javi a finalizar muito bem.
Individualmente destaco precisamente o Javi García, que deu para tudo no meio-campo, o Luisão, imperial com sempre, e o Roberto que compensou o frango com uma defesa que nos colocou na final. O resto da equipa esteve regular, sendo visível que o Coentrão, Salvio e Gaitán estão no limite em termos físicos. Mas mesmo assim, não sabem jogar mal.
Temos quatro dias de descanso até Braga, mas eu mantenho a minha opinião: dever-se-ia dar folga a alguns jogadores mais importantes nos jogos do campeonato (Savio e Gaitán à cabeça). O que temos vindo a fazer é, sem dúvida, meritório, mas pode custar-nos uma ou outra taça. E isso é algo quase monstruoso só de pensar. Mas lá que estamos numa das melhores fases de que me lembro em toda a minha vida, isso é indesmentível.
domingo, fevereiro 27, 2011
Épico!
Vencemos o Marítimo (2-1) e continuamos a oito pontos do CRAC. Foi um jogo que vai entrar para a história de todos os disputados na Luz (assim de cabeça, semelhantes a este, lembro-me da vitória para a Taça de Portugal frente ao Nacional na altura do Camacho ou contra a Naval na época passada). Sofrendo o 0-1 aos 77’ ainda fomos capazes de dar a volta ao marcador, com a vitória a surgir no último minuto(!) de compensação, e assim continuarmos na luta pelo título. Continuamos a nossa senda impressionante de resultados: 11ª vitória consecutiva no campeonato, 17ª em todas as competições e 18ª se considerarmos só as provas nacionais.
Alinhámos com o nosso melhor onze, o que considerei logo desde início um erro. Aliás, na senda do que escrevi aqui. Há jogadores a precisar rapidamente de descanso, nomeadamente o Salvio e o Gaitán que são fundamentais, porque são quem mais acelera o nosso jogo. É provável que sejam dos mais dificilmente substituíveis, eu sei, mas os homens não são máquinas e isso ficou manifesto no jogo de hoje. Entrámos não com a dinâmica habitual, nem eu estava à espera disso, mas começámos logo desde o princípio a ter oportunidades para marcar. E que bem nos tinha feito um golito cedo, mas infelizmente o Marítimo continua com a saga dos guarda-redes na Luz. No ano passado, foi o Peçanha a defender este mundo e o outro. Este ano, ainda foi pior: o Marcelo defendeu esta galáxia e a outra! Começou logo na 1ª parte, com uma defesa fabulosa a uma cabeçada do Luisão, o que juntamente com algum desperdício da nossa parte, que incluiu um remate ao poste do Gaitán e a algumas más decisões na altura do último passe, levou a que fôssemos para o intervalo a zeros, o que acontecia pela 1ª vez em 18 jogos nacionais(!). Desde a visita à casa do CRAC que marcámos sempre na 1ª parte. O Marítimo esteve longe de se remeter à defesa e criou-nos bastantes problemas com a rapidez do Djalma e Baba no ataque. O Jardel e o Coentrão perderam alguns lances para eles, mas acabaram por não criar nenhuma grande oportunidade de golo.
A 2ª parte foi bastante diferente. O Marítimo já não saía para o contra-ataque com a rapidez e desenvoltura do 1º tempo, e nós íamo-los empurrando cada vez mais para a área deles. Criámos oportunidades suficientes para ganharmos os próximos três jogos... de goleada! O Cardozo atirou ao poste muito perto da linha, quando tentou desviar um remate do Salvio, e o Marcelo fez pelo menos mais três defesas do outro mundo: remate do Aimar, livre do Cardozo e, principalmente, cabeçada do Kardec já no último minuto. Juntamente com isto, houve alguns remates ao lado quando os nossos jogadores estavam em boa posição, e também muito cansaço da nossa equipa, mas que mesmo assim foi buscar forças até onde parecia impossível. E isso foi especialmente verdade, quando o Marítimo, contra todas as previsões, abriu o marcador a menos de 15’ do fim. O Jesus já tinha posto o Jara e o Kardec e estávamos a jogar com quatro(!) pontas-de-lança ao mesmo tempo. Eu achei que ele deveria ter posto o Carlos Martins, porque basicamente tínhamos avançados e defesas, e ninguém para organizar o jogo no meio. Igualámos a partida aos 82’ pelo Salvio depois de um bom centro rasteiro do Coentrão. E, claro, já cá faltava o Sr. Vasco Santos (lembram-se?) entrar em acção: depois de um penalty por cotovelo não assinalado na 1ª parte, assinalou falta do Cardozo sobre o guarda-redes, quando o paraguaio estava de costas(!) e é o Marcelo que vem chocar com ele, anulando um golo limpo ao Luisão aos 91’! Teríamos uma reedição desta vergonha se o Coentrão, de pé direito(!) aos 94’, não nos tivesse dado a vitória mais que justa. Desde o 2º golo do Cardozo frente ao Rio Ave que não chorava num golo do Benfica. Até hoje.... Logo a seguir o jogo terminou e admira-me como é que o estádio ainda está em pé. Foi uma vitória absolutamente inolvidável, contra tudo e contra todos!
Individualmente, o melhor do Benfica tem que ser o Coentrão, já que fez a assistência para um e marcou o golo da vitória. Também voltei a gostar do Luisão, que teve muito trabalho com os velozes atacantes contrários, e do Javi García, que é o monstro habitual a meio-campo. O resto da equipa esteve regular, o Aimar sobressaiu um pouco, mas nesta fase da época não se pode pedir muito mais: os homens são humanos e nós estamos com um ritmo de jogos diabólico.
Só espero que esta vitória épica não tenha consequências físicas na próxima 4ª feira. É o jogo mais importante da época até agora, uma meia-final e não podemos mesmo fazer poupanças. Por isso, é que eu achava que o Salvio e Gaitán deveriam ter sido suplentes hoje e entrariam aos 60’ caso fosse necessário. O Jesus assim não decidiu e espero no fim que ele é que tenha razão: era sinal que eliminaríamos os lagartos e estaríamos na final da Taça da Liga.
P.S. – Há coisas que me custam muito a entender... Depois do golo do Marítimo vi algumas (muito poucas) pessoas a abandonar o estádio. Perder o que acabaram por perder, só para “fugir ao trânsito e/ou confusão”, seria motivo para eu abrir os pulsos. No mínimo...!
Alinhámos com o nosso melhor onze, o que considerei logo desde início um erro. Aliás, na senda do que escrevi aqui. Há jogadores a precisar rapidamente de descanso, nomeadamente o Salvio e o Gaitán que são fundamentais, porque são quem mais acelera o nosso jogo. É provável que sejam dos mais dificilmente substituíveis, eu sei, mas os homens não são máquinas e isso ficou manifesto no jogo de hoje. Entrámos não com a dinâmica habitual, nem eu estava à espera disso, mas começámos logo desde o princípio a ter oportunidades para marcar. E que bem nos tinha feito um golito cedo, mas infelizmente o Marítimo continua com a saga dos guarda-redes na Luz. No ano passado, foi o Peçanha a defender este mundo e o outro. Este ano, ainda foi pior: o Marcelo defendeu esta galáxia e a outra! Começou logo na 1ª parte, com uma defesa fabulosa a uma cabeçada do Luisão, o que juntamente com algum desperdício da nossa parte, que incluiu um remate ao poste do Gaitán e a algumas más decisões na altura do último passe, levou a que fôssemos para o intervalo a zeros, o que acontecia pela 1ª vez em 18 jogos nacionais(!). Desde a visita à casa do CRAC que marcámos sempre na 1ª parte. O Marítimo esteve longe de se remeter à defesa e criou-nos bastantes problemas com a rapidez do Djalma e Baba no ataque. O Jardel e o Coentrão perderam alguns lances para eles, mas acabaram por não criar nenhuma grande oportunidade de golo.
A 2ª parte foi bastante diferente. O Marítimo já não saía para o contra-ataque com a rapidez e desenvoltura do 1º tempo, e nós íamo-los empurrando cada vez mais para a área deles. Criámos oportunidades suficientes para ganharmos os próximos três jogos... de goleada! O Cardozo atirou ao poste muito perto da linha, quando tentou desviar um remate do Salvio, e o Marcelo fez pelo menos mais três defesas do outro mundo: remate do Aimar, livre do Cardozo e, principalmente, cabeçada do Kardec já no último minuto. Juntamente com isto, houve alguns remates ao lado quando os nossos jogadores estavam em boa posição, e também muito cansaço da nossa equipa, mas que mesmo assim foi buscar forças até onde parecia impossível. E isso foi especialmente verdade, quando o Marítimo, contra todas as previsões, abriu o marcador a menos de 15’ do fim. O Jesus já tinha posto o Jara e o Kardec e estávamos a jogar com quatro(!) pontas-de-lança ao mesmo tempo. Eu achei que ele deveria ter posto o Carlos Martins, porque basicamente tínhamos avançados e defesas, e ninguém para organizar o jogo no meio. Igualámos a partida aos 82’ pelo Salvio depois de um bom centro rasteiro do Coentrão. E, claro, já cá faltava o Sr. Vasco Santos (lembram-se?) entrar em acção: depois de um penalty por cotovelo não assinalado na 1ª parte, assinalou falta do Cardozo sobre o guarda-redes, quando o paraguaio estava de costas(!) e é o Marcelo que vem chocar com ele, anulando um golo limpo ao Luisão aos 91’! Teríamos uma reedição desta vergonha se o Coentrão, de pé direito(!) aos 94’, não nos tivesse dado a vitória mais que justa. Desde o 2º golo do Cardozo frente ao Rio Ave que não chorava num golo do Benfica. Até hoje.... Logo a seguir o jogo terminou e admira-me como é que o estádio ainda está em pé. Foi uma vitória absolutamente inolvidável, contra tudo e contra todos!
Individualmente, o melhor do Benfica tem que ser o Coentrão, já que fez a assistência para um e marcou o golo da vitória. Também voltei a gostar do Luisão, que teve muito trabalho com os velozes atacantes contrários, e do Javi García, que é o monstro habitual a meio-campo. O resto da equipa esteve regular, o Aimar sobressaiu um pouco, mas nesta fase da época não se pode pedir muito mais: os homens são humanos e nós estamos com um ritmo de jogos diabólico.
Só espero que esta vitória épica não tenha consequências físicas na próxima 4ª feira. É o jogo mais importante da época até agora, uma meia-final e não podemos mesmo fazer poupanças. Por isso, é que eu achava que o Salvio e Gaitán deveriam ter sido suplentes hoje e entrariam aos 60’ caso fosse necessário. O Jesus assim não decidiu e espero no fim que ele é que tenha razão: era sinal que eliminaríamos os lagartos e estaríamos na final da Taça da Liga.
P.S. – Há coisas que me custam muito a entender... Depois do golo do Marítimo vi algumas (muito poucas) pessoas a abandonar o estádio. Perder o que acabaram por perder, só para “fugir ao trânsito e/ou confusão”, seria motivo para eu abrir os pulsos. No mínimo...!
sexta-feira, fevereiro 25, 2011
Imparável
A primeira vitória (2-0) de sempre na Alemanha ao fim de 20 deslocações permitiu-nos eliminar o Estugarda e passar aos oitavos-de-final da Liga Europa. Conseguimos a 16ª vitória consecutiva em todas as competições e concordo com o Jesus quando ele diz que estamos a jogar melhor que o ano passado.
Estava com receio por termos tido apenas três dias de descanso desde a ida ao WC, mas o que é facto é que não se notou nada durante o jogo todo. Estamos com uma frescura física invejável, o que aliado à técnica da maioria dos nossos jogadores nos faz ser uma equipa temível. Entrámos muito fortes na partida, a assumir o jogo para tentar marcar um golo que nos desse uma maior margem de conforto. Um belo remate do Gaitán e uma perdida do Coentrão isolado mostraram que estávamos na Alemanha para matar o borrego. O Estugarda teve um ou dois remates bem direccionados, mas o Roberto esteve muito seguro. Chegámos à vantagem aos 31’ num fantástico remate rasteiro do Salvio fora da área, depois de um canto do Aimar. Até ao intervalo controlámos a partida e não permitimos veleidades aos alemães.
Na 2ª parte, voltámos a entrar fortes porque um segundo golo aumentava a nossa margem de segurança de um para três(!) golos. Poderíamos tê-lo feito logo a abrir, mas o guarda-redes defendeu bem um remate do Jara depois de uma excelente jogada do Aimar. Logo a seguir foi o Gaitán a proporcionar outra boa defesa ao Ziegler, que acabou por sair lesionado deste lance depois de um choque fortuito com o nosso nº 20. O Estugarda criava pouco perigo e nós continuávamos a falhar golos. O Luisão atirou por cima da barra, depois de um livre do Aimar, quando só tinha o guarda-redes pela frente. Não desistíamos e alguns minutos volvidos foi o Cardozo a proporcionar ao Ulreich uma das melhores defesas da noite. A seguir foi a vez de o Estugarda ter as duas únicas oportunidades na 2ª parte, ambas pelo japonês Okazaki, que atirou rente ao poste na primeira e permitiu com que o Roberto fizesse a defesa da noite a um cabeceamento na segunda. Até que aos 78’ marcámos finalmente num grande livre do Cardozo. Estava tudo resolvido e ainda tivemos mais uma chance pelo Carlos Martins, mas o Ulreich voltou a defender bem.
Todos os jogadores estiveram a um altíssimo nível, mas destaco individualmente o Jara, que substituiu à última hora o Saviola. Fartou-se de lutar, as coisas estão a sair-lhe muito bem e a confiança a aumentar. Outro que voltou a fazer uma grande exibição foi o Gaitán, que continua com pormenores de génio. O Aimar também esteve fantástico, numa posição mais recuada do que é normal, a dar maior apoio ao Airton, que apesar de não ser o Javi García não destoou. O Cardozo voltou aos golos e às boas exibições. O Luisão e o Maxi Pereira continuam em super-forma, o Coentrão sempre em alta-rotação, o Sidnei menos certo que no campeonato, mas sem comprometer, e uma palavra também para o Roberto, que fez novamente uma enorme defesa quando a eliminatória ainda não estava garantida. Quanto ao Salvio, se incluímos uma opção de compra aquando do empréstimo, não vejo o que é que o homem tem que fazer mais para que possamos accioná-la. O Carlos Martins entrou bem, mas sinceramente acho que deveria ser multado pelo Benfica por causa daquele amarelo: a eliminatória já estava ganha e o lance nem tinha nada a ver com ele. Foi uma estupidez atroz!
Entre as equipas apuradas para os oitavos-de-final, só nós e o… Glasgow Rangers é que não éramos cabeças-de-série. Iremos agora defrontar o Paris Saint-Germain e acho que somos favoritos. Repito que acho que a Liga Europa deverá ser o maior objectivo da época (já sei que se tem que pensar jogo a jogo…), porque das competições que dependem directamente de nós é a mais importante. Voltar a uma final europeia seria um sonho! Dito isto, resta-me acrescentar que, da forma que estamos a jogar e com uma partida às 18h, será uma grande injustiça se o estádio não estiver praticamente cheio frente ao Marítimo.
P.S. – O CRAC sofreu bastante, já não pode dizer que é invencível na Europa, mas lá eliminou o Sevilha (acho elucidativo que nenhum dos resumos tenha apresentado uma oportunidade flagrante dos espanhóis para fazer o 0-2 muito perto do final…). O Braga marcou o 2º golo em fora-de-jogo, viu uma bola no seu poste em tempo de compensação, mas lá irá defrontar o Liverpool. Quanto aos lagartos, aconteceu o previsível: na Escócia empatou perto do fim, no WC perdeu a eliminatória em tempo de compensação, num erro inacreditável da defesa. Façam o que quiserem, mas por favor mantenham lá o Paulo Sérgio durante só mais uma semana…!
Estava com receio por termos tido apenas três dias de descanso desde a ida ao WC, mas o que é facto é que não se notou nada durante o jogo todo. Estamos com uma frescura física invejável, o que aliado à técnica da maioria dos nossos jogadores nos faz ser uma equipa temível. Entrámos muito fortes na partida, a assumir o jogo para tentar marcar um golo que nos desse uma maior margem de conforto. Um belo remate do Gaitán e uma perdida do Coentrão isolado mostraram que estávamos na Alemanha para matar o borrego. O Estugarda teve um ou dois remates bem direccionados, mas o Roberto esteve muito seguro. Chegámos à vantagem aos 31’ num fantástico remate rasteiro do Salvio fora da área, depois de um canto do Aimar. Até ao intervalo controlámos a partida e não permitimos veleidades aos alemães.
Na 2ª parte, voltámos a entrar fortes porque um segundo golo aumentava a nossa margem de segurança de um para três(!) golos. Poderíamos tê-lo feito logo a abrir, mas o guarda-redes defendeu bem um remate do Jara depois de uma excelente jogada do Aimar. Logo a seguir foi o Gaitán a proporcionar outra boa defesa ao Ziegler, que acabou por sair lesionado deste lance depois de um choque fortuito com o nosso nº 20. O Estugarda criava pouco perigo e nós continuávamos a falhar golos. O Luisão atirou por cima da barra, depois de um livre do Aimar, quando só tinha o guarda-redes pela frente. Não desistíamos e alguns minutos volvidos foi o Cardozo a proporcionar ao Ulreich uma das melhores defesas da noite. A seguir foi a vez de o Estugarda ter as duas únicas oportunidades na 2ª parte, ambas pelo japonês Okazaki, que atirou rente ao poste na primeira e permitiu com que o Roberto fizesse a defesa da noite a um cabeceamento na segunda. Até que aos 78’ marcámos finalmente num grande livre do Cardozo. Estava tudo resolvido e ainda tivemos mais uma chance pelo Carlos Martins, mas o Ulreich voltou a defender bem.
Todos os jogadores estiveram a um altíssimo nível, mas destaco individualmente o Jara, que substituiu à última hora o Saviola. Fartou-se de lutar, as coisas estão a sair-lhe muito bem e a confiança a aumentar. Outro que voltou a fazer uma grande exibição foi o Gaitán, que continua com pormenores de génio. O Aimar também esteve fantástico, numa posição mais recuada do que é normal, a dar maior apoio ao Airton, que apesar de não ser o Javi García não destoou. O Cardozo voltou aos golos e às boas exibições. O Luisão e o Maxi Pereira continuam em super-forma, o Coentrão sempre em alta-rotação, o Sidnei menos certo que no campeonato, mas sem comprometer, e uma palavra também para o Roberto, que fez novamente uma enorme defesa quando a eliminatória ainda não estava garantida. Quanto ao Salvio, se incluímos uma opção de compra aquando do empréstimo, não vejo o que é que o homem tem que fazer mais para que possamos accioná-la. O Carlos Martins entrou bem, mas sinceramente acho que deveria ser multado pelo Benfica por causa daquele amarelo: a eliminatória já estava ganha e o lance nem tinha nada a ver com ele. Foi uma estupidez atroz!
Entre as equipas apuradas para os oitavos-de-final, só nós e o… Glasgow Rangers é que não éramos cabeças-de-série. Iremos agora defrontar o Paris Saint-Germain e acho que somos favoritos. Repito que acho que a Liga Europa deverá ser o maior objectivo da época (já sei que se tem que pensar jogo a jogo…), porque das competições que dependem directamente de nós é a mais importante. Voltar a uma final europeia seria um sonho! Dito isto, resta-me acrescentar que, da forma que estamos a jogar e com uma partida às 18h, será uma grande injustiça se o estádio não estiver praticamente cheio frente ao Marítimo.
P.S. – O CRAC sofreu bastante, já não pode dizer que é invencível na Europa, mas lá eliminou o Sevilha (acho elucidativo que nenhum dos resumos tenha apresentado uma oportunidade flagrante dos espanhóis para fazer o 0-2 muito perto do final…). O Braga marcou o 2º golo em fora-de-jogo, viu uma bola no seu poste em tempo de compensação, mas lá irá defrontar o Liverpool. Quanto aos lagartos, aconteceu o previsível: na Escócia empatou perto do fim, no WC perdeu a eliminatória em tempo de compensação, num erro inacreditável da defesa. Façam o que quiserem, mas por favor mantenham lá o Paulo Sérgio durante só mais uma semana…!
quarta-feira, fevereiro 23, 2011
A entrada no WC
Tal como referi no post anterior, aqui ficam as razões pelas quais perdi os primeiros 15' do jogo e assim pela 1ª vez não vi um golo do Benfica ao vivo quando fui ao estádio. Quando criaturas com o Q.I. ao nível do Rui Oliveira e Costa (ali entre a galinha e o jumento) são os responsáveis pela organização das entradas, está tudo dito.
terça-feira, fevereiro 22, 2011
Sem espinhas
Vencemos no WC e mantivemos esta senda extraordinária de vitórias: Por motivos que explicarei noutro post (a organização policial dos jogos no WC é uma vergonha!), só cheguei ao estádio aos 15’ e, portanto, não vi o nosso 1º golo ao vivo. Já revi o jogo na TV e entrámos muito bem na partida, com uma grande oportunidade do Gaitán logo nos primeiros minutos. Marcámos aos 14’ pelo Salvio depois de um centro do Gaitán, em que o argentino ganhou cinco metros ao Grimi em poucos segundos. A partir daqui, entregámos um pouco a bola aos lagartos, mas partimos sempre com grande perigo para o contra-ataque e tivemos possibilidade de aumentar a vantagem, mas mais do que uma vez o último passe não saiu bem. Como a lagartada não estava a conseguir criar perigo, o Sr. Artur Soares Dias resolveu tentar equilibrar as coisas, encharcando-nos de amarelos, alguns deles ridículos (Maxi, Gaitán e Sidnei), o que resultou na expulsão do Sidnei perto do intervalo. A encomenda com que veio do clube da sua cidade estava entregue e, sinceramente, nunca pensei que conseguíssemos manter a vantagem a jogar com menos um na 2ª parte.
Ainda bem que me enganei redondamente. O Jardel entrou para o lugar do Saviola e só se reparou que estávamos a jogar com 10, porque não saíamos tão rápido para o contra-ataque. Os lagartos só criaram um lance de perigo em todo o jogo, num remate do Matias Fernández em que o Roberto fez uma enorme defesa. A jogar com 10 não utilizámos tanta velocidade, porque também temos um jogo importantíssimo na próxima 5ª feira. Mesmo assim, o Carlos Martins teve um remate por cima fora da área e aos 63’ conseguimos aumentar a vantagem: livre do mesmo Carlos Martins, ressalto, centro do Maxi e remate do Gaitán que ainda foi desviado pelo Polga. Tivemos alguma sorte neste ressalto, mas o aumento da vantagem era mais do que justo. Estou convencido que jamais ganharíamos por um golo de diferença, porque o Sr. Soares Dias mostrou bem ao que veio. Até final da partida, controlámo-la perfeitamente e nunca deixámos os lagartos criar situações de golo. E, com um bocadinho de mais sorte da nossa parte, poderíamos ter aumentado a diferença, porque o Cardozo teve uma tentativa de chapéu por cima, o Patrício defendeu um remate do Jara e o Salvio falhou um passe que isolaria o Gaitán e o Jara!
É sempre complicado destacar um só jogador quando a equipa esteve toda bem e demonstrou um enorme espírito de sacrifício na 2ª parte. Mesmo assim, tem que se dar destaque ao Gaitán, porque esteve nos dois golos e exibiu pormenores deliciosos. Só não gosto quando se põe a fintar perto da nossa área, geralmente sai-se bem, mas fico sempre com o coração nas mãos. Também gostei imenso do Javi García e do Maxi Pereira, que raramente perderam um lance. O Luisão também esteve quase imperial, falhando apenas no lance da cabeçada do Postiga. O Roberto foi importantíssimo na defesa que fez, ainda com 0-1 no marcador, e o Salvio revelou novamente que é um enorme jogador (o que defendeu na 2ª parte foi incrível).
O Sr. Soares Dias não conseguiu, como queria, roubar-nos a vitória neste jogo, mas vamos lá a ver o efeito que jogar 45’ com 10 terá daqui a três dias em Estugarda. Gosto imenso do sabor de uma vitória no WC, mas continuo na minha: o nosso principal objectivo deverá ser a Liga Europa. Só uma conquista europeia compensará a perda do campeonato (sim, a arbitragem de hoje demonstrou bem que é impossível que nos sejamos campeões).
P.S. – “Mete o Liedson”, “mete o Moutinho”, “mete o Costinha”. Muuuuuito bom! :-)
sexta-feira, fevereiro 18, 2011
Vantagem escassa
Vencemos o Estugarda por 2-1 na 1ª mão dos 16 avos-de-final da Liga Europa e obtivemos assim a 14ª(!) vitória consecutiva em todas as competições. Mas provavelmente esta terá sido a mais difícil de todas elas. O resultado está longe de ser tranquilizador e esperam-nos grandes dificuldades no jogo da próxima semana.
Teremos tido provavelmente a pior 1ª parte da era Jorge Jesus. Entrámos desconcentrados, sem conseguir ligar o nosso jogo e a dar imensos espaços ao Estugarda, que se foi aproximando com perigo da nossa baliza. Foi sem surpresa que fizeram o 0-1 aos 21’ num chapéu do Harnik ao Roberto. Uma desatenção do Sidnei e do Coentrão permitiu ao extremo-direito adversário aparecer isolado frente ao guarda-redes. Demorámos a responder e nunca o fizemos verdadeiramente na 1ª parte. Perto do intervalo, houve penalty do guarda-redes sobre o Coentrão, mas o árbitro holandês, Sr. Eric Braamhaar, resolveu transformá-lo em amarelo para o nosso jogador. Até final da 1ª parte, ainda criámos algumas dificuldades aos alemães através de uma série de cantos consecutivos, mas sem conseguir rematar à baliza.
A 2ª parte foi totalmente diferente. O Estugarda praticamente não existiu em termos atacantes, não porque não tenha tentado, mas devido ao facto de estarmos muito mais concentrados na defesa. Nós partimos para cima deles e houve altura da partida em que foi um verdadeiro sufoco. Tudo começou num livre directo do Cardozo, que passou perto do poste logo a abrir o 2º tempo. O guarda-redes adversário, Ulreich, também deu nas vistas ao defender remates perigosos do Coentrão, Aimar e Gaitán. Até que finalmente aos 70’ marcámos o merecido golo através do Cardozo, num remate à entrada da área e sem balanço. O Estugarda mal respirava e dava a entender que ainda não era ao 35º jogo oficial da época que iríamos empatar. E não empatámos mesmo, porque aos 81’ um grande remate fora da área do Jara, que ainda tocou num defesa, caiu para lá da linha de golo, mas pelo sim pelo não o Cardozo foi lá meter bola dentro da baliza. A Uefa atribui o golo ao argentino, mas ainda bem que o Tacuara foi lá confirmá-lo, porque nunca fiando... O jogo foi frenético até final, ainda sofremos uma bola no poste num livre, mas também tivemos pelo menos três ocasiões para marcar mais um golo. Os remates do Felipe Meneses e do Cardozo saíram por cima e ao lado, respectivamente (o brasileiro fez o remate à vontade dentro da área e eu ia tendo um AVC ao ver a bola no 3º anel), e a cabeçada do Javi García à figura. Com um bocadinho de sorte poderíamos ter adquirido uma vantagem mais descansada naqueles últimos minutos.
Individualmente destaco o Cardozo, não só pelo golo (e meio...) que marcou, mas porque se fartou de lutar e ganhar bolas de cabeça aos alemães. O Jara, que substituiu o amarelado Saviola, foi muito esforçado, fartou-se de chatear os alemães e também molhou o bico. O Gaitán, Aimar e Coentrão estiveram brilhantes a espaços. Muito batalhador, mas com um jogo menos conseguido (parece-me cansado) foi o Salvio, que acabou substituído pelo Carlos Martins. Só não percebi a atitude do Roberto a atrasar a reposição em jogo depois do 2-1, que contrastou com a vontade da equipa de pressionar para marcar mais um. Terá sido uma falha de comunicação, porque o nosso guarda-redes fez isso mais do que uma vez e não vi nenhum sinal do banco a repreendê-lo. Mas o Carlos Martins estava ansioso por ir para a frente e quando saiu o Jara entrou o Felipe Meneses em vez do Airton... Ou seja, houve sinais contraditórios.
Temos quatro dias de descanso até à ida ao WC e depois entramos numa semana terrível com quatro jogos em dez dias. Tal como já escrevi, acho muito difícil não fazermos uma gestão do plantel e, como a permanência na Europa é fundamental, eu não sei mesmo se não começaria já no WC. Especialmente os extremos, tão essenciais na nossa manobra atacante, que precisam de estar frescos para poderem fazer as mudanças de velocidade que criam os desequilíbrios. E nomeadamente o Salvio parece-me já em perda física. É uma decisão difícil, mas eu faria uma ou outra alteração nos jogos do campeonato. De qualquer maneira, até porque os lagartos também jogaram hoje em Glasgow, não espero outra coisa na próxima 2ª feira que não a 17ª vitória consecutiva em provas nacionais.
P.S. – As restantes equipas portuguesas tiveram sortes diferentes. O CRAC foi ganhar a Sevilha (1-2) através de um golo em fora-de-jogo e um erro inacreditável de um defesa contrário! Isto depois de o Kanouté ter falhado o 2-1 de baliza aberta! Metem-me ainda mais nojo pela sorte inacreditável que têm neste tipo de jogos. Muito dificilmente não se apurarão. Os lagartos empataram no último minuto(!) em Glasgow, mas acho que vão passar um mau bocado em casa. O Braga perdeu (0-1) na Polónia e, como acho que o Lech Poznan irá marcar um golo cá, não os estou a ver passar a eliminatória.
Teremos tido provavelmente a pior 1ª parte da era Jorge Jesus. Entrámos desconcentrados, sem conseguir ligar o nosso jogo e a dar imensos espaços ao Estugarda, que se foi aproximando com perigo da nossa baliza. Foi sem surpresa que fizeram o 0-1 aos 21’ num chapéu do Harnik ao Roberto. Uma desatenção do Sidnei e do Coentrão permitiu ao extremo-direito adversário aparecer isolado frente ao guarda-redes. Demorámos a responder e nunca o fizemos verdadeiramente na 1ª parte. Perto do intervalo, houve penalty do guarda-redes sobre o Coentrão, mas o árbitro holandês, Sr. Eric Braamhaar, resolveu transformá-lo em amarelo para o nosso jogador. Até final da 1ª parte, ainda criámos algumas dificuldades aos alemães através de uma série de cantos consecutivos, mas sem conseguir rematar à baliza.
A 2ª parte foi totalmente diferente. O Estugarda praticamente não existiu em termos atacantes, não porque não tenha tentado, mas devido ao facto de estarmos muito mais concentrados na defesa. Nós partimos para cima deles e houve altura da partida em que foi um verdadeiro sufoco. Tudo começou num livre directo do Cardozo, que passou perto do poste logo a abrir o 2º tempo. O guarda-redes adversário, Ulreich, também deu nas vistas ao defender remates perigosos do Coentrão, Aimar e Gaitán. Até que finalmente aos 70’ marcámos o merecido golo através do Cardozo, num remate à entrada da área e sem balanço. O Estugarda mal respirava e dava a entender que ainda não era ao 35º jogo oficial da época que iríamos empatar. E não empatámos mesmo, porque aos 81’ um grande remate fora da área do Jara, que ainda tocou num defesa, caiu para lá da linha de golo, mas pelo sim pelo não o Cardozo foi lá meter bola dentro da baliza. A Uefa atribui o golo ao argentino, mas ainda bem que o Tacuara foi lá confirmá-lo, porque nunca fiando... O jogo foi frenético até final, ainda sofremos uma bola no poste num livre, mas também tivemos pelo menos três ocasiões para marcar mais um golo. Os remates do Felipe Meneses e do Cardozo saíram por cima e ao lado, respectivamente (o brasileiro fez o remate à vontade dentro da área e eu ia tendo um AVC ao ver a bola no 3º anel), e a cabeçada do Javi García à figura. Com um bocadinho de sorte poderíamos ter adquirido uma vantagem mais descansada naqueles últimos minutos.
Individualmente destaco o Cardozo, não só pelo golo (e meio...) que marcou, mas porque se fartou de lutar e ganhar bolas de cabeça aos alemães. O Jara, que substituiu o amarelado Saviola, foi muito esforçado, fartou-se de chatear os alemães e também molhou o bico. O Gaitán, Aimar e Coentrão estiveram brilhantes a espaços. Muito batalhador, mas com um jogo menos conseguido (parece-me cansado) foi o Salvio, que acabou substituído pelo Carlos Martins. Só não percebi a atitude do Roberto a atrasar a reposição em jogo depois do 2-1, que contrastou com a vontade da equipa de pressionar para marcar mais um. Terá sido uma falha de comunicação, porque o nosso guarda-redes fez isso mais do que uma vez e não vi nenhum sinal do banco a repreendê-lo. Mas o Carlos Martins estava ansioso por ir para a frente e quando saiu o Jara entrou o Felipe Meneses em vez do Airton... Ou seja, houve sinais contraditórios.
Temos quatro dias de descanso até à ida ao WC e depois entramos numa semana terrível com quatro jogos em dez dias. Tal como já escrevi, acho muito difícil não fazermos uma gestão do plantel e, como a permanência na Europa é fundamental, eu não sei mesmo se não começaria já no WC. Especialmente os extremos, tão essenciais na nossa manobra atacante, que precisam de estar frescos para poderem fazer as mudanças de velocidade que criam os desequilíbrios. E nomeadamente o Salvio parece-me já em perda física. É uma decisão difícil, mas eu faria uma ou outra alteração nos jogos do campeonato. De qualquer maneira, até porque os lagartos também jogaram hoje em Glasgow, não espero outra coisa na próxima 2ª feira que não a 17ª vitória consecutiva em provas nacionais.
P.S. – As restantes equipas portuguesas tiveram sortes diferentes. O CRAC foi ganhar a Sevilha (1-2) através de um golo em fora-de-jogo e um erro inacreditável de um defesa contrário! Isto depois de o Kanouté ter falhado o 2-1 de baliza aberta! Metem-me ainda mais nojo pela sorte inacreditável que têm neste tipo de jogos. Muito dificilmente não se apurarão. Os lagartos empataram no último minuto(!) em Glasgow, mas acho que vão passar um mau bocado em casa. O Braga perdeu (0-1) na Polónia e, como acho que o Lech Poznan irá marcar um golo cá, não os estou a ver passar a eliminatória.
segunda-feira, fevereiro 14, 2011
Avassalador
Com a melhor exibição da época, derrotámos o V. Guimarães por 3-0 e, por incrível que pareça, o resultado foi escasso. Duas bolas nos postes, um penalty falhado e um golo invalidado sem que alguém percebesse porquê poderiam ter atirado o marcador para números históricos. Estamos ao nível da época passada e só espero que tenhamos pernas para aguentar a catrefada de jogos que para aí vêm.
Entrámos muito bem na partida, com grande velocidade e a confundir completamente os adversários. Chegámos à vantagem aos 24’ numa boa cabeçada do Sidnei ao primeiro poste na sequência de um canto do Aimar. Prosseguimos o carrossel atacante e logo a seguir poderíamos ter feito o segundo golo se a bola rematada pelo Salvio não tem embatido no poste, depois de um livre do Cardozo que enganou toda a gente e desmarcou o argentino em vez de rematar à baliza. O Nilson fez uma ou outra boa defesa e perto do intervalo atirámos a segunda bola aos ferros, desta feita pelo Gaitán que se antecipou a um defesa. No final dos primeiros 45’ já deveríamos ter o assunto resolvido, mas ainda só estávamos com a vantagem mínima no marcador.
Apesar de o V. Guimarães praticamente não ter criado perigo, eu estava um pouco inquieto para a 2ª parte, porque com tanto desperdício as coisas ainda poderiam dar para o torto. Felizmente, logo aos 49’ um passe magistral de 40m do Sidnei isolou o Aimar, que teve o domínio do campeonato(!) e depois desviou a bola do guarda-redes. Um momento que pagou o bilhete de época! Aliás, já é a 2ª vez este ano que o Aimar justifica o preço do bilhete, pelo que nesta altura já somos nós que lhe estamos a dever dinheiro! O resultado espelhava melhor a diferença entre as duas equipas, mas mesmo assim continuámos a tentar aumentar a vantagem, o que o senhor fiscal-de-linha impediu por duas vezes. Se o Cardozo pode estar ligeiramente adiantado, a anulação do golo do Saviola é um escândalo! Apesar destas benesses da arbitragem, o V. Guimarães raramente conseguia criar perigo e só perto do final pôs o Roberto à prova. Antes disso, ainda tivemos óptima oportunidade para marcar, mas o Cardozo falhou mais um penalty, atirando desta vez por cima da barra. Já no período de compensação, o Carlos Martins resolveu presentear-nos com um magnífico chapéu e fez o 3-0.
Individualmente, destaco o Aimar, o Luisão e o Sidnei. Se o nosso 10 esteve magnífico e aquele domínio de bola merece correr o mundo, os centrais foram intratáveis. O Luisão, no dia do seu 30º aniversário, voltou a fazer um jogão, não perdeu um único lance que disputou e só lhe ficou a faltar um golito que até poderia ter marcado por duas vezes, ainda antes do 1-0, em dois lances de bola parada. Infelizmente, as cabeçadas não saíram com pontaria. Já disse isto mais do que uma vez, mas repito: por mim, o tecto da folha salarial do Benfica deveria ser o vencimento do Luisão. O Sidnei marcou um golo, fez a assistência para outro e está com uma confiança notável que o fazem parecer um novo jogador. Até agora, não temos dado pela falta do David Luiz, o que quer dizer tudo. O resto da equipa esteve num plano elevadíssimo, sendo o Javi García um portento no meio-campo. Como grande admirador do Cardozo, não tenho problemas nenhuns em dizer que talvez seja a altura de lhe dar descanso nos penalties. Durante uns tempos deveríamos colocar outro jogador (Saviola?) a marcá-los, porque o paraguaio de facto nem parece o mesmo e nem quero pensar nalguma vitória que nos possa eventualmente escapar por um penalty falhado por ele...
Os 54.927 espectadores que constituíram a melhor assistência da época de certeza que deram por bem empregue o seu tempo e dinheiro. Fizemos uma exibição memorável e espero que isto tenha continuação já na próxima 5ª feira. Nesta altura da época, a única coisa que me preocupa é a condição física da equipa e por isso era óptimo ter um resultado que nos permitisse encarar o jogo da 2ª mão em Estugarda como calendário para cumprir. Até porque entre as duas mãos teremos a ida ao WC e já se sabe que aquela gente, se nos conseguir roubar pontos e afastar-nos do título, esquece logo a época miserável que está a fazer. Tenhamos MUITA atenção a isso!
Entrámos muito bem na partida, com grande velocidade e a confundir completamente os adversários. Chegámos à vantagem aos 24’ numa boa cabeçada do Sidnei ao primeiro poste na sequência de um canto do Aimar. Prosseguimos o carrossel atacante e logo a seguir poderíamos ter feito o segundo golo se a bola rematada pelo Salvio não tem embatido no poste, depois de um livre do Cardozo que enganou toda a gente e desmarcou o argentino em vez de rematar à baliza. O Nilson fez uma ou outra boa defesa e perto do intervalo atirámos a segunda bola aos ferros, desta feita pelo Gaitán que se antecipou a um defesa. No final dos primeiros 45’ já deveríamos ter o assunto resolvido, mas ainda só estávamos com a vantagem mínima no marcador.
Apesar de o V. Guimarães praticamente não ter criado perigo, eu estava um pouco inquieto para a 2ª parte, porque com tanto desperdício as coisas ainda poderiam dar para o torto. Felizmente, logo aos 49’ um passe magistral de 40m do Sidnei isolou o Aimar, que teve o domínio do campeonato(!) e depois desviou a bola do guarda-redes. Um momento que pagou o bilhete de época! Aliás, já é a 2ª vez este ano que o Aimar justifica o preço do bilhete, pelo que nesta altura já somos nós que lhe estamos a dever dinheiro! O resultado espelhava melhor a diferença entre as duas equipas, mas mesmo assim continuámos a tentar aumentar a vantagem, o que o senhor fiscal-de-linha impediu por duas vezes. Se o Cardozo pode estar ligeiramente adiantado, a anulação do golo do Saviola é um escândalo! Apesar destas benesses da arbitragem, o V. Guimarães raramente conseguia criar perigo e só perto do final pôs o Roberto à prova. Antes disso, ainda tivemos óptima oportunidade para marcar, mas o Cardozo falhou mais um penalty, atirando desta vez por cima da barra. Já no período de compensação, o Carlos Martins resolveu presentear-nos com um magnífico chapéu e fez o 3-0.
Individualmente, destaco o Aimar, o Luisão e o Sidnei. Se o nosso 10 esteve magnífico e aquele domínio de bola merece correr o mundo, os centrais foram intratáveis. O Luisão, no dia do seu 30º aniversário, voltou a fazer um jogão, não perdeu um único lance que disputou e só lhe ficou a faltar um golito que até poderia ter marcado por duas vezes, ainda antes do 1-0, em dois lances de bola parada. Infelizmente, as cabeçadas não saíram com pontaria. Já disse isto mais do que uma vez, mas repito: por mim, o tecto da folha salarial do Benfica deveria ser o vencimento do Luisão. O Sidnei marcou um golo, fez a assistência para outro e está com uma confiança notável que o fazem parecer um novo jogador. Até agora, não temos dado pela falta do David Luiz, o que quer dizer tudo. O resto da equipa esteve num plano elevadíssimo, sendo o Javi García um portento no meio-campo. Como grande admirador do Cardozo, não tenho problemas nenhuns em dizer que talvez seja a altura de lhe dar descanso nos penalties. Durante uns tempos deveríamos colocar outro jogador (Saviola?) a marcá-los, porque o paraguaio de facto nem parece o mesmo e nem quero pensar nalguma vitória que nos possa eventualmente escapar por um penalty falhado por ele...
Os 54.927 espectadores que constituíram a melhor assistência da época de certeza que deram por bem empregue o seu tempo e dinheiro. Fizemos uma exibição memorável e espero que isto tenha continuação já na próxima 5ª feira. Nesta altura da época, a única coisa que me preocupa é a condição física da equipa e por isso era óptimo ter um resultado que nos permitisse encarar o jogo da 2ª mão em Estugarda como calendário para cumprir. Até porque entre as duas mãos teremos a ida ao WC e já se sabe que aquela gente, se nos conseguir roubar pontos e afastar-nos do título, esquece logo a época miserável que está a fazer. Tenhamos MUITA atenção a isso!
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