sexta-feira, fevereiro 18, 2011
Vantagem escassa
Vencemos o Estugarda por 2-1 na 1ª mão dos 16 avos-de-final da Liga Europa e obtivemos assim a 14ª(!) vitória consecutiva em todas as competições. Mas provavelmente esta terá sido a mais difícil de todas elas. O resultado está longe de ser tranquilizador e esperam-nos grandes dificuldades no jogo da próxima semana.
Teremos tido provavelmente a pior 1ª parte da era Jorge Jesus. Entrámos desconcentrados, sem conseguir ligar o nosso jogo e a dar imensos espaços ao Estugarda, que se foi aproximando com perigo da nossa baliza. Foi sem surpresa que fizeram o 0-1 aos 21’ num chapéu do Harnik ao Roberto. Uma desatenção do Sidnei e do Coentrão permitiu ao extremo-direito adversário aparecer isolado frente ao guarda-redes. Demorámos a responder e nunca o fizemos verdadeiramente na 1ª parte. Perto do intervalo, houve penalty do guarda-redes sobre o Coentrão, mas o árbitro holandês, Sr. Eric Braamhaar, resolveu transformá-lo em amarelo para o nosso jogador. Até final da 1ª parte, ainda criámos algumas dificuldades aos alemães através de uma série de cantos consecutivos, mas sem conseguir rematar à baliza.
A 2ª parte foi totalmente diferente. O Estugarda praticamente não existiu em termos atacantes, não porque não tenha tentado, mas devido ao facto de estarmos muito mais concentrados na defesa. Nós partimos para cima deles e houve altura da partida em que foi um verdadeiro sufoco. Tudo começou num livre directo do Cardozo, que passou perto do poste logo a abrir o 2º tempo. O guarda-redes adversário, Ulreich, também deu nas vistas ao defender remates perigosos do Coentrão, Aimar e Gaitán. Até que finalmente aos 70’ marcámos o merecido golo através do Cardozo, num remate à entrada da área e sem balanço. O Estugarda mal respirava e dava a entender que ainda não era ao 35º jogo oficial da época que iríamos empatar. E não empatámos mesmo, porque aos 81’ um grande remate fora da área do Jara, que ainda tocou num defesa, caiu para lá da linha de golo, mas pelo sim pelo não o Cardozo foi lá meter bola dentro da baliza. A Uefa atribui o golo ao argentino, mas ainda bem que o Tacuara foi lá confirmá-lo, porque nunca fiando... O jogo foi frenético até final, ainda sofremos uma bola no poste num livre, mas também tivemos pelo menos três ocasiões para marcar mais um golo. Os remates do Felipe Meneses e do Cardozo saíram por cima e ao lado, respectivamente (o brasileiro fez o remate à vontade dentro da área e eu ia tendo um AVC ao ver a bola no 3º anel), e a cabeçada do Javi García à figura. Com um bocadinho de sorte poderíamos ter adquirido uma vantagem mais descansada naqueles últimos minutos.
Individualmente destaco o Cardozo, não só pelo golo (e meio...) que marcou, mas porque se fartou de lutar e ganhar bolas de cabeça aos alemães. O Jara, que substituiu o amarelado Saviola, foi muito esforçado, fartou-se de chatear os alemães e também molhou o bico. O Gaitán, Aimar e Coentrão estiveram brilhantes a espaços. Muito batalhador, mas com um jogo menos conseguido (parece-me cansado) foi o Salvio, que acabou substituído pelo Carlos Martins. Só não percebi a atitude do Roberto a atrasar a reposição em jogo depois do 2-1, que contrastou com a vontade da equipa de pressionar para marcar mais um. Terá sido uma falha de comunicação, porque o nosso guarda-redes fez isso mais do que uma vez e não vi nenhum sinal do banco a repreendê-lo. Mas o Carlos Martins estava ansioso por ir para a frente e quando saiu o Jara entrou o Felipe Meneses em vez do Airton... Ou seja, houve sinais contraditórios.
Temos quatro dias de descanso até à ida ao WC e depois entramos numa semana terrível com quatro jogos em dez dias. Tal como já escrevi, acho muito difícil não fazermos uma gestão do plantel e, como a permanência na Europa é fundamental, eu não sei mesmo se não começaria já no WC. Especialmente os extremos, tão essenciais na nossa manobra atacante, que precisam de estar frescos para poderem fazer as mudanças de velocidade que criam os desequilíbrios. E nomeadamente o Salvio parece-me já em perda física. É uma decisão difícil, mas eu faria uma ou outra alteração nos jogos do campeonato. De qualquer maneira, até porque os lagartos também jogaram hoje em Glasgow, não espero outra coisa na próxima 2ª feira que não a 17ª vitória consecutiva em provas nacionais.
P.S. – As restantes equipas portuguesas tiveram sortes diferentes. O CRAC foi ganhar a Sevilha (1-2) através de um golo em fora-de-jogo e um erro inacreditável de um defesa contrário! Isto depois de o Kanouté ter falhado o 2-1 de baliza aberta! Metem-me ainda mais nojo pela sorte inacreditável que têm neste tipo de jogos. Muito dificilmente não se apurarão. Os lagartos empataram no último minuto(!) em Glasgow, mas acho que vão passar um mau bocado em casa. O Braga perdeu (0-1) na Polónia e, como acho que o Lech Poznan irá marcar um golo cá, não os estou a ver passar a eliminatória.
Teremos tido provavelmente a pior 1ª parte da era Jorge Jesus. Entrámos desconcentrados, sem conseguir ligar o nosso jogo e a dar imensos espaços ao Estugarda, que se foi aproximando com perigo da nossa baliza. Foi sem surpresa que fizeram o 0-1 aos 21’ num chapéu do Harnik ao Roberto. Uma desatenção do Sidnei e do Coentrão permitiu ao extremo-direito adversário aparecer isolado frente ao guarda-redes. Demorámos a responder e nunca o fizemos verdadeiramente na 1ª parte. Perto do intervalo, houve penalty do guarda-redes sobre o Coentrão, mas o árbitro holandês, Sr. Eric Braamhaar, resolveu transformá-lo em amarelo para o nosso jogador. Até final da 1ª parte, ainda criámos algumas dificuldades aos alemães através de uma série de cantos consecutivos, mas sem conseguir rematar à baliza.
A 2ª parte foi totalmente diferente. O Estugarda praticamente não existiu em termos atacantes, não porque não tenha tentado, mas devido ao facto de estarmos muito mais concentrados na defesa. Nós partimos para cima deles e houve altura da partida em que foi um verdadeiro sufoco. Tudo começou num livre directo do Cardozo, que passou perto do poste logo a abrir o 2º tempo. O guarda-redes adversário, Ulreich, também deu nas vistas ao defender remates perigosos do Coentrão, Aimar e Gaitán. Até que finalmente aos 70’ marcámos o merecido golo através do Cardozo, num remate à entrada da área e sem balanço. O Estugarda mal respirava e dava a entender que ainda não era ao 35º jogo oficial da época que iríamos empatar. E não empatámos mesmo, porque aos 81’ um grande remate fora da área do Jara, que ainda tocou num defesa, caiu para lá da linha de golo, mas pelo sim pelo não o Cardozo foi lá meter bola dentro da baliza. A Uefa atribui o golo ao argentino, mas ainda bem que o Tacuara foi lá confirmá-lo, porque nunca fiando... O jogo foi frenético até final, ainda sofremos uma bola no poste num livre, mas também tivemos pelo menos três ocasiões para marcar mais um golo. Os remates do Felipe Meneses e do Cardozo saíram por cima e ao lado, respectivamente (o brasileiro fez o remate à vontade dentro da área e eu ia tendo um AVC ao ver a bola no 3º anel), e a cabeçada do Javi García à figura. Com um bocadinho de sorte poderíamos ter adquirido uma vantagem mais descansada naqueles últimos minutos.
Individualmente destaco o Cardozo, não só pelo golo (e meio...) que marcou, mas porque se fartou de lutar e ganhar bolas de cabeça aos alemães. O Jara, que substituiu o amarelado Saviola, foi muito esforçado, fartou-se de chatear os alemães e também molhou o bico. O Gaitán, Aimar e Coentrão estiveram brilhantes a espaços. Muito batalhador, mas com um jogo menos conseguido (parece-me cansado) foi o Salvio, que acabou substituído pelo Carlos Martins. Só não percebi a atitude do Roberto a atrasar a reposição em jogo depois do 2-1, que contrastou com a vontade da equipa de pressionar para marcar mais um. Terá sido uma falha de comunicação, porque o nosso guarda-redes fez isso mais do que uma vez e não vi nenhum sinal do banco a repreendê-lo. Mas o Carlos Martins estava ansioso por ir para a frente e quando saiu o Jara entrou o Felipe Meneses em vez do Airton... Ou seja, houve sinais contraditórios.
Temos quatro dias de descanso até à ida ao WC e depois entramos numa semana terrível com quatro jogos em dez dias. Tal como já escrevi, acho muito difícil não fazermos uma gestão do plantel e, como a permanência na Europa é fundamental, eu não sei mesmo se não começaria já no WC. Especialmente os extremos, tão essenciais na nossa manobra atacante, que precisam de estar frescos para poderem fazer as mudanças de velocidade que criam os desequilíbrios. E nomeadamente o Salvio parece-me já em perda física. É uma decisão difícil, mas eu faria uma ou outra alteração nos jogos do campeonato. De qualquer maneira, até porque os lagartos também jogaram hoje em Glasgow, não espero outra coisa na próxima 2ª feira que não a 17ª vitória consecutiva em provas nacionais.
P.S. – As restantes equipas portuguesas tiveram sortes diferentes. O CRAC foi ganhar a Sevilha (1-2) através de um golo em fora-de-jogo e um erro inacreditável de um defesa contrário! Isto depois de o Kanouté ter falhado o 2-1 de baliza aberta! Metem-me ainda mais nojo pela sorte inacreditável que têm neste tipo de jogos. Muito dificilmente não se apurarão. Os lagartos empataram no último minuto(!) em Glasgow, mas acho que vão passar um mau bocado em casa. O Braga perdeu (0-1) na Polónia e, como acho que o Lech Poznan irá marcar um golo cá, não os estou a ver passar a eliminatória.
segunda-feira, fevereiro 14, 2011
Avassalador
Com a melhor exibição da época, derrotámos o V. Guimarães por 3-0 e, por incrível que pareça, o resultado foi escasso. Duas bolas nos postes, um penalty falhado e um golo invalidado sem que alguém percebesse porquê poderiam ter atirado o marcador para números históricos. Estamos ao nível da época passada e só espero que tenhamos pernas para aguentar a catrefada de jogos que para aí vêm.
Entrámos muito bem na partida, com grande velocidade e a confundir completamente os adversários. Chegámos à vantagem aos 24’ numa boa cabeçada do Sidnei ao primeiro poste na sequência de um canto do Aimar. Prosseguimos o carrossel atacante e logo a seguir poderíamos ter feito o segundo golo se a bola rematada pelo Salvio não tem embatido no poste, depois de um livre do Cardozo que enganou toda a gente e desmarcou o argentino em vez de rematar à baliza. O Nilson fez uma ou outra boa defesa e perto do intervalo atirámos a segunda bola aos ferros, desta feita pelo Gaitán que se antecipou a um defesa. No final dos primeiros 45’ já deveríamos ter o assunto resolvido, mas ainda só estávamos com a vantagem mínima no marcador.
Apesar de o V. Guimarães praticamente não ter criado perigo, eu estava um pouco inquieto para a 2ª parte, porque com tanto desperdício as coisas ainda poderiam dar para o torto. Felizmente, logo aos 49’ um passe magistral de 40m do Sidnei isolou o Aimar, que teve o domínio do campeonato(!) e depois desviou a bola do guarda-redes. Um momento que pagou o bilhete de época! Aliás, já é a 2ª vez este ano que o Aimar justifica o preço do bilhete, pelo que nesta altura já somos nós que lhe estamos a dever dinheiro! O resultado espelhava melhor a diferença entre as duas equipas, mas mesmo assim continuámos a tentar aumentar a vantagem, o que o senhor fiscal-de-linha impediu por duas vezes. Se o Cardozo pode estar ligeiramente adiantado, a anulação do golo do Saviola é um escândalo! Apesar destas benesses da arbitragem, o V. Guimarães raramente conseguia criar perigo e só perto do final pôs o Roberto à prova. Antes disso, ainda tivemos óptima oportunidade para marcar, mas o Cardozo falhou mais um penalty, atirando desta vez por cima da barra. Já no período de compensação, o Carlos Martins resolveu presentear-nos com um magnífico chapéu e fez o 3-0.
Individualmente, destaco o Aimar, o Luisão e o Sidnei. Se o nosso 10 esteve magnífico e aquele domínio de bola merece correr o mundo, os centrais foram intratáveis. O Luisão, no dia do seu 30º aniversário, voltou a fazer um jogão, não perdeu um único lance que disputou e só lhe ficou a faltar um golito que até poderia ter marcado por duas vezes, ainda antes do 1-0, em dois lances de bola parada. Infelizmente, as cabeçadas não saíram com pontaria. Já disse isto mais do que uma vez, mas repito: por mim, o tecto da folha salarial do Benfica deveria ser o vencimento do Luisão. O Sidnei marcou um golo, fez a assistência para outro e está com uma confiança notável que o fazem parecer um novo jogador. Até agora, não temos dado pela falta do David Luiz, o que quer dizer tudo. O resto da equipa esteve num plano elevadíssimo, sendo o Javi García um portento no meio-campo. Como grande admirador do Cardozo, não tenho problemas nenhuns em dizer que talvez seja a altura de lhe dar descanso nos penalties. Durante uns tempos deveríamos colocar outro jogador (Saviola?) a marcá-los, porque o paraguaio de facto nem parece o mesmo e nem quero pensar nalguma vitória que nos possa eventualmente escapar por um penalty falhado por ele...
Os 54.927 espectadores que constituíram a melhor assistência da época de certeza que deram por bem empregue o seu tempo e dinheiro. Fizemos uma exibição memorável e espero que isto tenha continuação já na próxima 5ª feira. Nesta altura da época, a única coisa que me preocupa é a condição física da equipa e por isso era óptimo ter um resultado que nos permitisse encarar o jogo da 2ª mão em Estugarda como calendário para cumprir. Até porque entre as duas mãos teremos a ida ao WC e já se sabe que aquela gente, se nos conseguir roubar pontos e afastar-nos do título, esquece logo a época miserável que está a fazer. Tenhamos MUITA atenção a isso!
Entrámos muito bem na partida, com grande velocidade e a confundir completamente os adversários. Chegámos à vantagem aos 24’ numa boa cabeçada do Sidnei ao primeiro poste na sequência de um canto do Aimar. Prosseguimos o carrossel atacante e logo a seguir poderíamos ter feito o segundo golo se a bola rematada pelo Salvio não tem embatido no poste, depois de um livre do Cardozo que enganou toda a gente e desmarcou o argentino em vez de rematar à baliza. O Nilson fez uma ou outra boa defesa e perto do intervalo atirámos a segunda bola aos ferros, desta feita pelo Gaitán que se antecipou a um defesa. No final dos primeiros 45’ já deveríamos ter o assunto resolvido, mas ainda só estávamos com a vantagem mínima no marcador.
Apesar de o V. Guimarães praticamente não ter criado perigo, eu estava um pouco inquieto para a 2ª parte, porque com tanto desperdício as coisas ainda poderiam dar para o torto. Felizmente, logo aos 49’ um passe magistral de 40m do Sidnei isolou o Aimar, que teve o domínio do campeonato(!) e depois desviou a bola do guarda-redes. Um momento que pagou o bilhete de época! Aliás, já é a 2ª vez este ano que o Aimar justifica o preço do bilhete, pelo que nesta altura já somos nós que lhe estamos a dever dinheiro! O resultado espelhava melhor a diferença entre as duas equipas, mas mesmo assim continuámos a tentar aumentar a vantagem, o que o senhor fiscal-de-linha impediu por duas vezes. Se o Cardozo pode estar ligeiramente adiantado, a anulação do golo do Saviola é um escândalo! Apesar destas benesses da arbitragem, o V. Guimarães raramente conseguia criar perigo e só perto do final pôs o Roberto à prova. Antes disso, ainda tivemos óptima oportunidade para marcar, mas o Cardozo falhou mais um penalty, atirando desta vez por cima da barra. Já no período de compensação, o Carlos Martins resolveu presentear-nos com um magnífico chapéu e fez o 3-0.
Individualmente, destaco o Aimar, o Luisão e o Sidnei. Se o nosso 10 esteve magnífico e aquele domínio de bola merece correr o mundo, os centrais foram intratáveis. O Luisão, no dia do seu 30º aniversário, voltou a fazer um jogão, não perdeu um único lance que disputou e só lhe ficou a faltar um golito que até poderia ter marcado por duas vezes, ainda antes do 1-0, em dois lances de bola parada. Infelizmente, as cabeçadas não saíram com pontaria. Já disse isto mais do que uma vez, mas repito: por mim, o tecto da folha salarial do Benfica deveria ser o vencimento do Luisão. O Sidnei marcou um golo, fez a assistência para outro e está com uma confiança notável que o fazem parecer um novo jogador. Até agora, não temos dado pela falta do David Luiz, o que quer dizer tudo. O resto da equipa esteve num plano elevadíssimo, sendo o Javi García um portento no meio-campo. Como grande admirador do Cardozo, não tenho problemas nenhuns em dizer que talvez seja a altura de lhe dar descanso nos penalties. Durante uns tempos deveríamos colocar outro jogador (Saviola?) a marcá-los, porque o paraguaio de facto nem parece o mesmo e nem quero pensar nalguma vitória que nos possa eventualmente escapar por um penalty falhado por ele...
Os 54.927 espectadores que constituíram a melhor assistência da época de certeza que deram por bem empregue o seu tempo e dinheiro. Fizemos uma exibição memorável e espero que isto tenha continuação já na próxima 5ª feira. Nesta altura da época, a única coisa que me preocupa é a condição física da equipa e por isso era óptimo ter um resultado que nos permitisse encarar o jogo da 2ª mão em Estugarda como calendário para cumprir. Até porque entre as duas mãos teremos a ida ao WC e já se sabe que aquela gente, se nos conseguir roubar pontos e afastar-nos do título, esquece logo a época miserável que está a fazer. Tenhamos MUITA atenção a isso!
segunda-feira, fevereiro 07, 2011
Fundamental
Dois golões deram-nos a vitória em Setúbal (2-0) e mantivemos a impressionante sequência de vitórias desta época: oitava seguida para o campeonato, 12ª consecutiva em todas as competições e 15ª se considerarmos somente as provas nacionais. Depois do brilhante triunfo em casa do CRAC, era muito importante darmos uma boa resposta num terreno que nos é sempre difícil e onde há um ano atrás obtivemos o último(!) empate para o campeonato. Se a exibição esteve longe de ser brilhante, conseguimos o mais importante, como é óbvio, e a justiça da vitória é indiscutível.
Não entrámos nada bem na partida. O V. Setúbal foi bastante agressivo e criou-nos imensas dificuldades na primeira meia-hora. Dava ideia que a equipa não estava bem com a cabeça no jogo, talvez consequência do desgaste físico e anímico do Dragão. Foi do Luisão que vieram os primeiros sinais de inconformismo com duas boas oportunidades na sequência de duas bolas paradas, depois de o Cardozo também ter tido um remate que foi interceptado pelo Miguelito. Não apresentámos a velocidade que é habitual e a equipa estava um pouco presa de movimentos, também resultado do jogo menos conseguido do Aimar. O V. Setúbal teve uma boa oportunidade, mas o Neca não chegou a tempo à bola e, a 1’ do intervalo, adiantámo-nos no marcador num excelente passe cruzado do Saviola para um remate de primeira do Gaitán.
Tivemos sorte no momento do golo, que nos deu bastante mais tranquilidade para a 2ª parte. Naturalmente que o gás do V. Setúbal não poderia ser o mesmo do 1º tempo, mas mesmo assim ainda tiveram duas boas chances para marcar, mas o Roberto esteve excelente em ambas. Com mais espaços no meio-campo, já que o adversário ia metendo avançados e tirando defesas, começámos a criar mais situações atacantes e foi sem surpresa que acabámos com a indefinição em relação ao marcador com o golo do Jara, que entretanto tinha substituído o Saviola, aos 78’. O avançado argentino iniciou a jogada aproveitando um mau passe do Miguelito, abriu na direita no Maxi Pereira e depois concluiu o cruzamento do uruguaio em pontapé de moinho. Até final ainda poderíamos ter ampliado a vantagem, mas o Gaitán preferiu rematar em vez do passar a outro colega em melhor posição.
Individualmente destaco o Luisão e o Sidnei. O capitão está numa forma excelente, em termos defensivos nada passa por ele nem pelo chão nem pelo ar, e nesta partida também criou perigo no ataque. Quanto ao Sidnei, demonstra grande confiança e está no caminho para reeditar as excelentes exibições do início da temporada do Quique. Também gostei do Javi García, que deu continuidade ao que já tinha feito na 4ª feira. O Salvio está num momento de menor fulgor em termos atacantes, mas continua a ser essencial até pela ajuda que dá ao Maxi. O Gaitán marcou um golão e é dos jogadores do Benfica que melhor sabe acelerar o jogo. Os pontas-de-lança acabaram por não ter muita bola e foram relativamente discretos, excepção à grande assistência do Saviola para o primeiro golo. O Roberto teve uma falha numa reposição com o pé na 1ª parte, mas depois defendeu a recarga que ia dando golo ao adversário, e na 2ª parte foi essencial para a vitória. O César Peixoto, que substituiu o castigado Fábio Coentrão, foi eficiente, assim como o Maxi, que me parece a subir de forma. Ao invés, o Aimar terá feito o pior jogo com a nossa camisola. Esteve tão desastrado em quase tudo que só pode mesmo ter sido um jogo mau. Finalmente, o Jara foi muito importante pelo golo que resolveu de fez a partida.
Se tudo correr bem e eliminarmos o Estugarda, teremos esta semana a única 4ª feira sem jogos de 12 de Janeiro até 23 de Março, mas com as partidas das selecções haverá jogadores nossos que não poderão descansar. Resta desejar-lhes que regressem sem lesões. Para a semana, defrontaremos o V. Guimarães e claro que todos esperamos a manutenção desta fabulosa sequência de vitórias.
P.S. – Já esteve no banco no Dragão e hoje outra vez. Fico muito contente por o Jesus ter também chegado à conclusão que, neste momento, o Nuno Gomes é o 4º avançado do plantel.
P.P.S. - Arbitragem muito habilidosa do Sr. Cosme Machado. Cada vez que ganhávamos a bola era falta, encharcou-nos de amarelos e não foi por ele que o V. Setúbal teve poucos livres para bombear bolas para a nossa área. Estes amarelos serão para memória futura, já que nos irão custar suspensões e veremos em que jogos isso será.
Não entrámos nada bem na partida. O V. Setúbal foi bastante agressivo e criou-nos imensas dificuldades na primeira meia-hora. Dava ideia que a equipa não estava bem com a cabeça no jogo, talvez consequência do desgaste físico e anímico do Dragão. Foi do Luisão que vieram os primeiros sinais de inconformismo com duas boas oportunidades na sequência de duas bolas paradas, depois de o Cardozo também ter tido um remate que foi interceptado pelo Miguelito. Não apresentámos a velocidade que é habitual e a equipa estava um pouco presa de movimentos, também resultado do jogo menos conseguido do Aimar. O V. Setúbal teve uma boa oportunidade, mas o Neca não chegou a tempo à bola e, a 1’ do intervalo, adiantámo-nos no marcador num excelente passe cruzado do Saviola para um remate de primeira do Gaitán.
Tivemos sorte no momento do golo, que nos deu bastante mais tranquilidade para a 2ª parte. Naturalmente que o gás do V. Setúbal não poderia ser o mesmo do 1º tempo, mas mesmo assim ainda tiveram duas boas chances para marcar, mas o Roberto esteve excelente em ambas. Com mais espaços no meio-campo, já que o adversário ia metendo avançados e tirando defesas, começámos a criar mais situações atacantes e foi sem surpresa que acabámos com a indefinição em relação ao marcador com o golo do Jara, que entretanto tinha substituído o Saviola, aos 78’. O avançado argentino iniciou a jogada aproveitando um mau passe do Miguelito, abriu na direita no Maxi Pereira e depois concluiu o cruzamento do uruguaio em pontapé de moinho. Até final ainda poderíamos ter ampliado a vantagem, mas o Gaitán preferiu rematar em vez do passar a outro colega em melhor posição.
Individualmente destaco o Luisão e o Sidnei. O capitão está numa forma excelente, em termos defensivos nada passa por ele nem pelo chão nem pelo ar, e nesta partida também criou perigo no ataque. Quanto ao Sidnei, demonstra grande confiança e está no caminho para reeditar as excelentes exibições do início da temporada do Quique. Também gostei do Javi García, que deu continuidade ao que já tinha feito na 4ª feira. O Salvio está num momento de menor fulgor em termos atacantes, mas continua a ser essencial até pela ajuda que dá ao Maxi. O Gaitán marcou um golão e é dos jogadores do Benfica que melhor sabe acelerar o jogo. Os pontas-de-lança acabaram por não ter muita bola e foram relativamente discretos, excepção à grande assistência do Saviola para o primeiro golo. O Roberto teve uma falha numa reposição com o pé na 1ª parte, mas depois defendeu a recarga que ia dando golo ao adversário, e na 2ª parte foi essencial para a vitória. O César Peixoto, que substituiu o castigado Fábio Coentrão, foi eficiente, assim como o Maxi, que me parece a subir de forma. Ao invés, o Aimar terá feito o pior jogo com a nossa camisola. Esteve tão desastrado em quase tudo que só pode mesmo ter sido um jogo mau. Finalmente, o Jara foi muito importante pelo golo que resolveu de fez a partida.
Se tudo correr bem e eliminarmos o Estugarda, teremos esta semana a única 4ª feira sem jogos de 12 de Janeiro até 23 de Março, mas com as partidas das selecções haverá jogadores nossos que não poderão descansar. Resta desejar-lhes que regressem sem lesões. Para a semana, defrontaremos o V. Guimarães e claro que todos esperamos a manutenção desta fabulosa sequência de vitórias.
P.S. – Já esteve no banco no Dragão e hoje outra vez. Fico muito contente por o Jesus ter também chegado à conclusão que, neste momento, o Nuno Gomes é o 4º avançado do plantel.
P.P.S. - Arbitragem muito habilidosa do Sr. Cosme Machado. Cada vez que ganhávamos a bola era falta, encharcou-nos de amarelos e não foi por ele que o V. Setúbal teve poucos livres para bombear bolas para a nossa área. Estes amarelos serão para memória futura, já que nos irão custar suspensões e veremos em que jogos isso será.
quinta-feira, fevereiro 03, 2011
Categórico
Vencemos o CRAC no antro por 2-0 e colocámo-nos em posição muito favorável para voltarmos a uma final da Taça de Portugal. Foi um triunfo brilhante, absolutamente indiscutível e que até poderia ter sido mais dilatado. Fizemos uma exibição tacticamente irrepreensível e conseguimos a 14ª vitória consecutiva em provas nacionais. Desde a 5ª jornada (lagartos em casa) até agora, temos 20 vitórias em 21 jogos nas provas nacionais e só perdemos a tal fatídica partida no antro para o campeonato. É uma estatística fabulosa que demonstra bem que o que sucedeu nas primeiras jornadas foi um acidente, muito ajudado pelos roubos de arbitragem.
Iniciámos muito bem o encontro e abrimos o marcador logo aos 8’ numa insistência do Fábio Coentrão, que aproveitou uma desatenção entre o Helton e o Maicon. Pouco depois, o Luisão poderia ter feito o 0-2, mas o cabeceamento num canto saiu à figura do guarda-redes. O CRAC praticamente não existia, limitando-se a tentar cavar faltas com simulações grosseiras e marcámos mais uma vez aos 26’ pelo Javi García num remate fora da área. Até ao intervalo, o CRAC teve a única verdadeira oportunidade de todo o jogo com um remate do Hulk bem defendido pelo Júlio César.
Na 2ª parte, o cariz da partida alterou-se principalmente a partir dos 59’, quando o Sr. Paulo Baptista cedeu à pressão externa e mostrou o segundo amarelo ao Coentrão. O nosso defesa-esquerdo foi um bocado imprudente, porque se estava mesmo a ver que, à primeira oportunidade, iriam tentar equilibrar as coisas, mas num lance a meio-campo não se justificava de todo a exibição do cartão. O que isto fez foi com que não conseguíssemos sair para o ataque tantas vezes como na 1ª parte e, com isso, não tivéssemos provavelmente acabado já com a eliminatória. Até porque a maior oportunidade de golo da 2ª parte foi nossa quando, a 10’ do final, o Cardozo rematou em jeito para uma defesa com os pés(!) do Helton. Se o paraguaio tem rematado em força, à Cardozo, teria sido certamente o 0-3. Pouco depois, a partida acabava sem que o CRAC tenha criado uma única(!) oportunidade de golo na 2ª parte.
Individualmente é quase injusto destacar um jogador quando toda a equipa esteve muito bem. E, se não for com um colectivo forte, não se consegue ganhar no antro, porque infelizmente não temos que lutar só contra 11 em campo. Dito isto, o Luisão foi para mim o melhor do Benfica. Irrepreensível no jogo aéreo, acho que também não perdeu um único lance pelo chão. O Fábio Coentrão, claro, merece igualmente destaque, porque teve participação directa nos dois golos, mas infelizmente a expulsão forçada fê-lo perder a última meia-hora do jogo. O Javi García foi um monstro na luta a meio-campo e ainda marcou golo. O Gaitán é tecnicamente brilhante e, como o Aimar foi suplente, foi ele que pautou muitas vezes as nossas jogadas atacantes. O Sidnei esteve bem na 1ª parte, mas ainda melhor na 2ª. Uma palavra para o jogo de grande sacrifício do Cardozo, que se fartou de ganhar bolas e deu imensa luta aos defesas. E uma última referência para a grande surpresa no onze inicial, o César Peixoto, que foi importantíssimo na ajuda que deu ao Javi no meio-campo e posteriormente a defesa-esquerdo.
Estamos com uma vantagem importante, o jogo da 2ª mão é só daqui a dois meses e meio(!), mas convém não pensarmos que já estamos na final. Até porque presumivelmente o CRAC já irá jogar com o Falcão e Álvaro Pereira cujas ausências sentiram muito hoje. É um excelente resultado, mas devemos entrar no jogo da 2ª mão com o pensamento que está 0-0 e precisamos de ganhar. Se assim for, as probabilidades de chegarmos ao Jamor é bastante maior.
Iniciámos muito bem o encontro e abrimos o marcador logo aos 8’ numa insistência do Fábio Coentrão, que aproveitou uma desatenção entre o Helton e o Maicon. Pouco depois, o Luisão poderia ter feito o 0-2, mas o cabeceamento num canto saiu à figura do guarda-redes. O CRAC praticamente não existia, limitando-se a tentar cavar faltas com simulações grosseiras e marcámos mais uma vez aos 26’ pelo Javi García num remate fora da área. Até ao intervalo, o CRAC teve a única verdadeira oportunidade de todo o jogo com um remate do Hulk bem defendido pelo Júlio César.
Na 2ª parte, o cariz da partida alterou-se principalmente a partir dos 59’, quando o Sr. Paulo Baptista cedeu à pressão externa e mostrou o segundo amarelo ao Coentrão. O nosso defesa-esquerdo foi um bocado imprudente, porque se estava mesmo a ver que, à primeira oportunidade, iriam tentar equilibrar as coisas, mas num lance a meio-campo não se justificava de todo a exibição do cartão. O que isto fez foi com que não conseguíssemos sair para o ataque tantas vezes como na 1ª parte e, com isso, não tivéssemos provavelmente acabado já com a eliminatória. Até porque a maior oportunidade de golo da 2ª parte foi nossa quando, a 10’ do final, o Cardozo rematou em jeito para uma defesa com os pés(!) do Helton. Se o paraguaio tem rematado em força, à Cardozo, teria sido certamente o 0-3. Pouco depois, a partida acabava sem que o CRAC tenha criado uma única(!) oportunidade de golo na 2ª parte.
Individualmente é quase injusto destacar um jogador quando toda a equipa esteve muito bem. E, se não for com um colectivo forte, não se consegue ganhar no antro, porque infelizmente não temos que lutar só contra 11 em campo. Dito isto, o Luisão foi para mim o melhor do Benfica. Irrepreensível no jogo aéreo, acho que também não perdeu um único lance pelo chão. O Fábio Coentrão, claro, merece igualmente destaque, porque teve participação directa nos dois golos, mas infelizmente a expulsão forçada fê-lo perder a última meia-hora do jogo. O Javi García foi um monstro na luta a meio-campo e ainda marcou golo. O Gaitán é tecnicamente brilhante e, como o Aimar foi suplente, foi ele que pautou muitas vezes as nossas jogadas atacantes. O Sidnei esteve bem na 1ª parte, mas ainda melhor na 2ª. Uma palavra para o jogo de grande sacrifício do Cardozo, que se fartou de ganhar bolas e deu imensa luta aos defesas. E uma última referência para a grande surpresa no onze inicial, o César Peixoto, que foi importantíssimo na ajuda que deu ao Javi no meio-campo e posteriormente a defesa-esquerdo.
Estamos com uma vantagem importante, o jogo da 2ª mão é só daqui a dois meses e meio(!), mas convém não pensarmos que já estamos na final. Até porque presumivelmente o CRAC já irá jogar com o Falcão e Álvaro Pereira cujas ausências sentiram muito hoje. É um excelente resultado, mas devemos entrar no jogo da 2ª mão com o pensamento que está 0-0 e precisamos de ganhar. Se assim for, as probabilidades de chegarmos ao Jamor é bastante maior.
quarta-feira, fevereiro 02, 2011
Para memória futura
O Marítimo, através do seu site oficial, teve a coragem de denunciar isto. Como diz o meu amigo Pedro Ribeiro, "hoje é um dia histórico para o futebol português, porque houve um clube que resolveu parar de se encolher e veio a público revelar tudo aquilo que, por norma, fica escondido no lodo do futebol nacional." O problema é que não lhes dou muitos anos para ver uma reedição do que aconteceu ao Portimonense e ao seu presidente Manuel João... Fica aqui este post para ser lembrado num futuro próximo.
Em dia de jogo no antro, e como vem mais que a propósito, cito as palavras do sportinguista (dos poucos que ainda existem, os que o são mesmo e não só "lagartos") Daniel Oliveira que resumem na perfeição o que eu também penso: "Contra o Porto move-nos a civilização contra a barbárie. Os portistas não são nem melhores nem piores do que os outros. Mas a sua direcção é de natureza diferente. Move-se pelo tráfico de influências, a batota e métodos inaceitáveis num Estado de Direito. Baseia a sua paixão num bairrismo provinciano, que se mistura facilmente com o ressentimento contra Lisboa."
Em dia de jogo no antro, e como vem mais que a propósito, cito as palavras do sportinguista (dos poucos que ainda existem, os que o são mesmo e não só "lagartos") Daniel Oliveira que resumem na perfeição o que eu também penso: "Contra o Porto move-nos a civilização contra a barbárie. Os portistas não são nem melhores nem piores do que os outros. Mas a sua direcção é de natureza diferente. Move-se pelo tráfico de influências, a batota e métodos inaceitáveis num Estado de Direito. Baseia a sua paixão num bairrismo provinciano, que se mistura facilmente com o ressentimento contra Lisboa."
terça-feira, fevereiro 01, 2011
Mercado
A janela de transferências de Janeiro levou-nos o David Luiz para o Chelsea por 25M€ mais uns extras (incluindo um jogador de meio-campo, Matic) que podem fazer a transferência chegar perto dos 30M€. Tenho mixed feelings cerca disto. Depois do facto consumado, é fácil fazer previsões, mas objectivamente não ganhámos nada em tê-lo vendido agora em vez de ter sido no final da época, quando o Manchester City ofereceu cerca de 32M€. Claro que tem que entrar em consideração o facto de termos vendido o Di María e o Ramirez naquela altura, mas pronto se se pudesse voltar atrás teria sido melhor vender o David Luiz também. Principalmente por uma simples razão: é que estávamos na pré-época e teríamos tido tempo de entrosar uma nova dupla de centrais, em vez de o fazer agora em plena competição.
Dito isto, nesta altura da época e na conjuntura económica actual foi o negócio possível. Perdemos um dos nossos melhores jogadores, mas enchemos os cofres. Resta-nos agradecer ao David Luiz tudo o que deu ao Benfica. De qualquer maneira, de uma coisa gostei: antecipámo-nos a esta venda e contratámos antes o Jardel. Este, o defesa-esquerdo Carole e o extremo-esquerdo José Luis Fernández são os nossos reforços de Inverno. Veremos o que valem, mas até final da época teremos uma enorme preocupação: Maxi Pereira, tu livra-te de te magoares! Com o Rúben Amorim com a temporada provavelmente perdida, só há o inenarrável Luís Filipe para o substituir. Eusébio nos livre!
Dito isto, nesta altura da época e na conjuntura económica actual foi o negócio possível. Perdemos um dos nossos melhores jogadores, mas enchemos os cofres. Resta-nos agradecer ao David Luiz tudo o que deu ao Benfica. De qualquer maneira, de uma coisa gostei: antecipámo-nos a esta venda e contratámos antes o Jardel. Este, o defesa-esquerdo Carole e o extremo-esquerdo José Luis Fernández são os nossos reforços de Inverno. Veremos o que valem, mas até final da época teremos uma enorme preocupação: Maxi Pereira, tu livra-te de te magoares! Com o Rúben Amorim com a temporada provavelmente perdida, só há o inenarrável Luís Filipe para o substituir. Eusébio nos livre!
domingo, janeiro 30, 2011
Bom
Vencemos na Vila das Aves por 4-0 e confirmámos o acesso à meia-final da Taça da Liga. Foi um jogo muito agradável em que o resultado não é despiciendo, se pensarmos que, perante adversários da II Liga, os lagartos perderam no Estoril (12º classificado), o CRAC empatou em Barcelos (4º) e nós goleámos o 6º. Não vão muito longe os tempos em que nós utilizarmos uma equipa B era sinónimo de exibição e resultado menos conseguido. E só isso (que não é assim tão pouco!) faz com que tenha ficado bastante contente com o que vi hoje.
Teríamos de perder por dois golos de diferença para sermos eliminados e entrámos em campo dispostos a não facilitar. Num ritmo bastante mais lento do que costuma acontecer, o que é natural porque a maior parte dos jogadores não é habitual titular, mas sem nunca deixar de ter em vista a baliza contrária. O Aves deu boa réplica, especialmente nos primeiros minutos, mas acabou por não criar nenhuma verdadeira situação de perigo. Estreámos o Jardel e o Fernández e foi deste a assistência para o 1º golo marcado pelo Javi García, de cabeça, aos 35’. O golo já se justificava dado que éramos a equipa que mais o tentava e o Aves sentiu-o bastante.
Na 2ª parte, não houve grandes alterações, o Aves continuava sem criar perigo e a questão era se nós estaríamos dispostos a acelerar um bocado para aumentar a vantagem ou a tentar segurá-la até final. Felizmente optámos pela 1ª hipótese, o que ficou ainda mais evidente depois da entrada do Salvio para o lugar do Fernández aos 57’. Tal como na partida frente ao Olhanense, foi a machadada final no adversário. Pouco depois entrou o Airton para o lugar do Aimar, mas não foi por termos passado a jogar com, teoricamente, dois trincos, que baixámos o nível. Sem surpresa, fizemos o 0-2 aos 69’ através do melhor em campo, o Jara. Estava tudo mais que decidido e o Jesus optou por dar uma prenda aos benfiquistas e fez entrar o Nuno Gomes aos 72’. Consequências? Um golo aos 76’ e uma assistência para o Felipe Menezes fazer o 0-4 aos 89’. Terminávamos da melhor maneira uma exibição bem agradável.
Tal como já referi, o melhor em campo foi o Jara. Sem o Salvio e o Gaitán de início, foi ele que se encarregou das acelerações que nos permitiram criar perigo. Por vezes de forma algo trapalhona, mas o seu espírito de luta e nunca se esconder do jogo são características de que gosto muito. O Salvio também voltou a entrar muito bem e fez duas assistências para golo. Não me quero repetir muito ao que já escrevi aqui, mas para mim é mais que óbvio que o Nuno Gomes pode ter bastante mais utilidade do que tem tido até agora. Basta uma coisa: ter mais oportunidades. Acho que já as justifica perfeitamente e, ainda por cima, o Kardec está infelizmente em má forma. Quanto aos estreantes, gostei bastante da sobriedade e simplicidade de processos do Jardel, e o Fernández esteve mais discreto, mas fez um bom cruzamento para o 1º golo.
Iremos defrontar os lagartos em casa na meia-final e é claro que espero marcar presença em Coimbra na final. Somos a única equipa portuguesa ainda nas quatro competições e a qualidade do nosso futebol justifica que se materialize em títulos. Com maior ou menor importância, são competições oficiais e enriquecem o nosso palmarés.
Teríamos de perder por dois golos de diferença para sermos eliminados e entrámos em campo dispostos a não facilitar. Num ritmo bastante mais lento do que costuma acontecer, o que é natural porque a maior parte dos jogadores não é habitual titular, mas sem nunca deixar de ter em vista a baliza contrária. O Aves deu boa réplica, especialmente nos primeiros minutos, mas acabou por não criar nenhuma verdadeira situação de perigo. Estreámos o Jardel e o Fernández e foi deste a assistência para o 1º golo marcado pelo Javi García, de cabeça, aos 35’. O golo já se justificava dado que éramos a equipa que mais o tentava e o Aves sentiu-o bastante.
Na 2ª parte, não houve grandes alterações, o Aves continuava sem criar perigo e a questão era se nós estaríamos dispostos a acelerar um bocado para aumentar a vantagem ou a tentar segurá-la até final. Felizmente optámos pela 1ª hipótese, o que ficou ainda mais evidente depois da entrada do Salvio para o lugar do Fernández aos 57’. Tal como na partida frente ao Olhanense, foi a machadada final no adversário. Pouco depois entrou o Airton para o lugar do Aimar, mas não foi por termos passado a jogar com, teoricamente, dois trincos, que baixámos o nível. Sem surpresa, fizemos o 0-2 aos 69’ através do melhor em campo, o Jara. Estava tudo mais que decidido e o Jesus optou por dar uma prenda aos benfiquistas e fez entrar o Nuno Gomes aos 72’. Consequências? Um golo aos 76’ e uma assistência para o Felipe Menezes fazer o 0-4 aos 89’. Terminávamos da melhor maneira uma exibição bem agradável.
Tal como já referi, o melhor em campo foi o Jara. Sem o Salvio e o Gaitán de início, foi ele que se encarregou das acelerações que nos permitiram criar perigo. Por vezes de forma algo trapalhona, mas o seu espírito de luta e nunca se esconder do jogo são características de que gosto muito. O Salvio também voltou a entrar muito bem e fez duas assistências para golo. Não me quero repetir muito ao que já escrevi aqui, mas para mim é mais que óbvio que o Nuno Gomes pode ter bastante mais utilidade do que tem tido até agora. Basta uma coisa: ter mais oportunidades. Acho que já as justifica perfeitamente e, ainda por cima, o Kardec está infelizmente em má forma. Quanto aos estreantes, gostei bastante da sobriedade e simplicidade de processos do Jardel, e o Fernández esteve mais discreto, mas fez um bom cruzamento para o 1º golo.
Iremos defrontar os lagartos em casa na meia-final e é claro que espero marcar presença em Coimbra na final. Somos a única equipa portuguesa ainda nas quatro competições e a qualidade do nosso futebol justifica que se materialize em títulos. Com maior ou menor importância, são competições oficiais e enriquecem o nosso palmarés.
quinta-feira, janeiro 27, 2011
Irritação
Vencemos em Vila do Conde por 2-0 e qualificámo-nos para as meias-finais da Taça de Portugal pela primeira vez desde 2004/05. Ou seja, desde a última vez que chegámos à final. [Adenda: Tem toda a razão o comentário que me chamou a atenção para o infame jogo das meias-finais no WC em 2007/08. O adiantado da hora do post fez com que não tivesse ido confirmar as épocas anteriores. Mea culpa.] Foi uma vitória absolutamente justa que só peca por ser escassa, já que poderíamos (e deveríamos) ter resolvido mais cedo a partida, que teve o facto invulgar de o árbitro, Sr. João Ferreira, ter assinalado quatro(!) penalties (três a nosso favor e um contra).
Pode parecer estranho o título do post num jogo em que ganhámos, mas o que é facto é que este encontro me irritou sobremaneira. Para já, criámos imensas oportunidades, o guarda-redes fez duas ou três grandes defesas e houve vários lances em que falhámos o último passe. Só fizemos o 2-0 aos 87’, o que quer dizer que sofri imenso até final, porque estou farto de ver jogos como este, em que a exibição até é boa, dominamos e criamos oportunidades, mas num lance fortuito perto do fim sofremos um golo e escapa-se-nos a vitória. Portanto, a irritação começou por nunca mais decidirmos a partida. Depois, NÃO SE PODE falhar dois penalties num jogo. Tenho imensa pena, mas não se pode! Outro motivo para me irritar e o que tornou isto ainda pior foi o facto de se ter posto o David Luiz a marcar o nosso 3º penalty aos 75’. Suou completamente a prémio de despedida, mas lamento muito ter que dizer que isto é INADMISSÍVEL com 1-0 no marcador. Gosto muito do David Luiz, mas o Benfica está primeiro! Substituíssem o homem aos 89’, pusessem-no a marcar penalties com pelo menos dois golos de vantagem, levassem-no ao centro do relvado para receber uma ovação, mas não se brinque com um resultado que ainda não está garantido. Imaginem que o Rio Ave tinha empatado perto de final e perdêssemos a eliminatória nos penalties? Como é que era?! Quem assumia a responsabilidade? Não é por isto ter acabado por ter corrido bem que se deva passar uma esponja num momento muito infeliz. Segundo relatos de colegas, o Grande Eusébio fazia coisas nos treinos ainda mais geniais e quando lhe perguntavam porque é que não fazia isso nos jogos, ele respondia que os jogos não eram para se brincar. Foi pena não se terem lembrado disso na altura de colocar um jogador, que só marcou penalties em desempates por grandes penalidades em jogos particulares de pré-temporada, a marcar um decisivo. OBVIAMENTE a não repetir!
Estas vicissitudes todas fizeram com que eu comemorasse os golos mais numa de “até qu’enfim / já não era sem tempo!” do que com a alegria esfuziante que é habitual. Pronto, mas ganhámos e isso é, claro, o mais importante. Além disso, até nem jogámos nada mal, conseguindo a 11ª vitória consecutiva em provas nacionais e continuando a somar. Marcámos o 1º golo aos 44’ pelo Cardozo de penalty, depois de este ter falhado outro aos 38’. A diferença entre os dois é que no 2º ele marcou à Cardozo (ou seja, em força) e no primeiro correu lentamente para a bola e rematou fraco e denunciado. Espero que tenha aprendido a lição: é sempre em força! Até aí já tínhamos criado duas oportunidades em que jogadores isolados não conseguiram marcar e o Júlio César defendeu um penalty logo aos 10’. Na 2ª parte, continuámos a falhar golos ou o último passe até ao tento do Cardozo a dois minutos do fim.
Tendo marcado por duas vezes, a figura do jogo acaba por ser o Tacuara. Eu confesso que não o teria posto a marcar o 2º penalty por ser no mesmo jogo em que já tinha falhado um, mas ainda bem que correu como queríamos. O Júlio César também foi importante para a vitória, pelo penalty defendido e por uma óptima estirada na 2ª parte, que impediu a igualdade. O resto da equipa esteve regular, com boas exibições também do David Luiz (será a última?) e do Luisão.
Quanto aos penalties, tenho dúvidas no do Rio Ave e no nosso primeiro (parece-me que a bola bateu nas costelas do jogador, mas também só consegui ver isso na 3ª repetição). O sobre o Saviola (2º) e o braço (3º) são indiscutíveis e ainda ficou outro toque com o cotovelo por marcar. Em suma, acho que o árbitro acabou por ser coerente nas decisões.
Daqui a uma semana, vamos à pocilga defrontar o CRAC na 1ª mão das meias-finais. Espero que consigamos trazer um resultado que nos permita decidir a eliminatória na Luz, pelo que marcar um golo seria fundamental. Não conto com outra coisa que não seja ir ao Jamor.
Pode parecer estranho o título do post num jogo em que ganhámos, mas o que é facto é que este encontro me irritou sobremaneira. Para já, criámos imensas oportunidades, o guarda-redes fez duas ou três grandes defesas e houve vários lances em que falhámos o último passe. Só fizemos o 2-0 aos 87’, o que quer dizer que sofri imenso até final, porque estou farto de ver jogos como este, em que a exibição até é boa, dominamos e criamos oportunidades, mas num lance fortuito perto do fim sofremos um golo e escapa-se-nos a vitória. Portanto, a irritação começou por nunca mais decidirmos a partida. Depois, NÃO SE PODE falhar dois penalties num jogo. Tenho imensa pena, mas não se pode! Outro motivo para me irritar e o que tornou isto ainda pior foi o facto de se ter posto o David Luiz a marcar o nosso 3º penalty aos 75’. Suou completamente a prémio de despedida, mas lamento muito ter que dizer que isto é INADMISSÍVEL com 1-0 no marcador. Gosto muito do David Luiz, mas o Benfica está primeiro! Substituíssem o homem aos 89’, pusessem-no a marcar penalties com pelo menos dois golos de vantagem, levassem-no ao centro do relvado para receber uma ovação, mas não se brinque com um resultado que ainda não está garantido. Imaginem que o Rio Ave tinha empatado perto de final e perdêssemos a eliminatória nos penalties? Como é que era?! Quem assumia a responsabilidade? Não é por isto ter acabado por ter corrido bem que se deva passar uma esponja num momento muito infeliz. Segundo relatos de colegas, o Grande Eusébio fazia coisas nos treinos ainda mais geniais e quando lhe perguntavam porque é que não fazia isso nos jogos, ele respondia que os jogos não eram para se brincar. Foi pena não se terem lembrado disso na altura de colocar um jogador, que só marcou penalties em desempates por grandes penalidades em jogos particulares de pré-temporada, a marcar um decisivo. OBVIAMENTE a não repetir!
Estas vicissitudes todas fizeram com que eu comemorasse os golos mais numa de “até qu’enfim / já não era sem tempo!” do que com a alegria esfuziante que é habitual. Pronto, mas ganhámos e isso é, claro, o mais importante. Além disso, até nem jogámos nada mal, conseguindo a 11ª vitória consecutiva em provas nacionais e continuando a somar. Marcámos o 1º golo aos 44’ pelo Cardozo de penalty, depois de este ter falhado outro aos 38’. A diferença entre os dois é que no 2º ele marcou à Cardozo (ou seja, em força) e no primeiro correu lentamente para a bola e rematou fraco e denunciado. Espero que tenha aprendido a lição: é sempre em força! Até aí já tínhamos criado duas oportunidades em que jogadores isolados não conseguiram marcar e o Júlio César defendeu um penalty logo aos 10’. Na 2ª parte, continuámos a falhar golos ou o último passe até ao tento do Cardozo a dois minutos do fim.
Tendo marcado por duas vezes, a figura do jogo acaba por ser o Tacuara. Eu confesso que não o teria posto a marcar o 2º penalty por ser no mesmo jogo em que já tinha falhado um, mas ainda bem que correu como queríamos. O Júlio César também foi importante para a vitória, pelo penalty defendido e por uma óptima estirada na 2ª parte, que impediu a igualdade. O resto da equipa esteve regular, com boas exibições também do David Luiz (será a última?) e do Luisão.
Quanto aos penalties, tenho dúvidas no do Rio Ave e no nosso primeiro (parece-me que a bola bateu nas costelas do jogador, mas também só consegui ver isso na 3ª repetição). O sobre o Saviola (2º) e o braço (3º) são indiscutíveis e ainda ficou outro toque com o cotovelo por marcar. Em suma, acho que o árbitro acabou por ser coerente nas decisões.
Daqui a uma semana, vamos à pocilga defrontar o CRAC na 1ª mão das meias-finais. Espero que consigamos trazer um resultado que nos permita decidir a eliminatória na Luz, pelo que marcar um golo seria fundamental. Não conto com outra coisa que não seja ir ao Jamor.
domingo, janeiro 23, 2011
Déjà vu
Vencemos o Nacional (4-2) e conseguimos a 7ª vitória consecutiva para o campeonato. Foi um jogo que tornámos fácil, depois complicámos e acabámos por resolver de vez perto do final. Mantivemos os oito pontos de desvantagem para o CRAC que ganhou 1-0 em Aveiro de penalty (what else?).
Entrámos muito bem na partida e inaugurámos o marcador aos 8’ pelo Gaitán, depois de uma boa jogada do Salvio (pareceu-me que sofreu penalty) e continuada pelo Saviola. Aos 20’, na segunda oportunidade que tivemos, fizemos o 2-0 pelo Sidnei, que substituiu o amarelado (e quase a sair do Benfica?) David Luiz, na sequência de um canto. Logo a seguir tivemos duas grandes oportunidades, mas o Cardozo e o Saviola falharam quando tinham só o guarda-redes pela frente. O Nacional não se limitava a defender e o jogo era agradável de seguir. Perto do intervalo, o Roberto voltou a revelar alguns problemas em cruzamentos para a área, como tem acontecido nos últimos jogos, e um jogador do Nacional cabeceou para fora na pequena-área, quando tinha a baliza à sua mercê.
Na 2ª parte, fizemos o 3-0 pelo Cardozo relativamente cedo (52’), depois de uma assistência do Luisão de calcanhar(!), e todos pensámos que a partida estava resolvida de vez. O problema foi que os jogadores do Benfica também o pensaram, tal como aconteceu frente ao Lyon na Luz. Mesmo assim, ainda fomos criando situações atacantes, mas com as saídas do Aimar (59’) e Cardozo (68’) as coisas não voltaram bem a ser as mesmas, até porque o Carlos Martins entrou pessimamente e o Jara, tirando o golo, também não esteve muito feliz. A equipa desconcentrou-se com o resultado e, como disse o Jesus no final, deixámos de ser rigorosos a defender. O Nacional fez o 3-1 aos 76’ num canto, num lance com culpas do Roberto, porque deixou que um jogador adversário cabeceasse ao segundo poste dentro da pequena-área. Só que logo a seguir redimiu-se, já que impediu outro golo quando defendeu com o pé o remate de um jogador isolado. Mas as coisas não estavam terminadas, porque aos 85’ o Nacional fez o 3-2 e aí tive medo do que poderia acontecer nos minutos finais. Felizmente, o suspense só durou 4’, porque no último minuto o Jara fez o 4-2 depois de uma óptima jogada do Saviola. Pudemos finalmente respirar de alívio.
O melhor em campo foi o Saviola, já que, apesar de não ter marcado nenhum, teve papel preponderante em dois golos e participou em quase todas as nossas jogadas atacantes. Os restantes argentinos (Aimar, Salvio e Gaitán) também estiveram muito bem, assim como o Javi García. Na defesa, sentiu-se imenso a falta do David Luiz e vai ser um problema se ele sair. O Sidnei, apesar do golo, teve algumas desconcentrações imperdoáveis. Mas este jogo revelou principalmente que o Rúben Amorim vai fazer muita falta, porque é preciso alguém com cabeça que segure o meio-campo em certas partidas e o Carlos Martins não é esse jogador de certeza. O Roberto também esteve irregular, tendo tido culpas no 1º golo, mas salvo outro.
Neste terrível mês de Janeiro, estamos com um saldo muito positivo e teremos já outro jogo importantíssimo na próxima 4ª feira em Vila do Conde para a Taça de Portugal. Não nos resta outra solução senão ganhar para depois irmos à pocilga nas meias-finais na semana seguinte. O que vale que entre os dois jogos teremos a Taça da Liga para dar algum descanso à equipa titular, mas sem relaxarmos muito, porque também há uma qualificação para as meias-finais para garantir. Como diria o outro, “é ganhar, é ganhar!”
Entrámos muito bem na partida e inaugurámos o marcador aos 8’ pelo Gaitán, depois de uma boa jogada do Salvio (pareceu-me que sofreu penalty) e continuada pelo Saviola. Aos 20’, na segunda oportunidade que tivemos, fizemos o 2-0 pelo Sidnei, que substituiu o amarelado (e quase a sair do Benfica?) David Luiz, na sequência de um canto. Logo a seguir tivemos duas grandes oportunidades, mas o Cardozo e o Saviola falharam quando tinham só o guarda-redes pela frente. O Nacional não se limitava a defender e o jogo era agradável de seguir. Perto do intervalo, o Roberto voltou a revelar alguns problemas em cruzamentos para a área, como tem acontecido nos últimos jogos, e um jogador do Nacional cabeceou para fora na pequena-área, quando tinha a baliza à sua mercê.
Na 2ª parte, fizemos o 3-0 pelo Cardozo relativamente cedo (52’), depois de uma assistência do Luisão de calcanhar(!), e todos pensámos que a partida estava resolvida de vez. O problema foi que os jogadores do Benfica também o pensaram, tal como aconteceu frente ao Lyon na Luz. Mesmo assim, ainda fomos criando situações atacantes, mas com as saídas do Aimar (59’) e Cardozo (68’) as coisas não voltaram bem a ser as mesmas, até porque o Carlos Martins entrou pessimamente e o Jara, tirando o golo, também não esteve muito feliz. A equipa desconcentrou-se com o resultado e, como disse o Jesus no final, deixámos de ser rigorosos a defender. O Nacional fez o 3-1 aos 76’ num canto, num lance com culpas do Roberto, porque deixou que um jogador adversário cabeceasse ao segundo poste dentro da pequena-área. Só que logo a seguir redimiu-se, já que impediu outro golo quando defendeu com o pé o remate de um jogador isolado. Mas as coisas não estavam terminadas, porque aos 85’ o Nacional fez o 3-2 e aí tive medo do que poderia acontecer nos minutos finais. Felizmente, o suspense só durou 4’, porque no último minuto o Jara fez o 4-2 depois de uma óptima jogada do Saviola. Pudemos finalmente respirar de alívio.
O melhor em campo foi o Saviola, já que, apesar de não ter marcado nenhum, teve papel preponderante em dois golos e participou em quase todas as nossas jogadas atacantes. Os restantes argentinos (Aimar, Salvio e Gaitán) também estiveram muito bem, assim como o Javi García. Na defesa, sentiu-se imenso a falta do David Luiz e vai ser um problema se ele sair. O Sidnei, apesar do golo, teve algumas desconcentrações imperdoáveis. Mas este jogo revelou principalmente que o Rúben Amorim vai fazer muita falta, porque é preciso alguém com cabeça que segure o meio-campo em certas partidas e o Carlos Martins não é esse jogador de certeza. O Roberto também esteve irregular, tendo tido culpas no 1º golo, mas salvo outro.
Neste terrível mês de Janeiro, estamos com um saldo muito positivo e teremos já outro jogo importantíssimo na próxima 4ª feira em Vila do Conde para a Taça de Portugal. Não nos resta outra solução senão ganhar para depois irmos à pocilga nas meias-finais na semana seguinte. O que vale que entre os dois jogos teremos a Taça da Liga para dar algum descanso à equipa titular, mas sem relaxarmos muito, porque também há uma qualificação para as meias-finais para garantir. Como diria o outro, “é ganhar, é ganhar!”
quinta-feira, janeiro 20, 2011
Soma e segue
Vencemos o Olhanense por 3-2 e estamos a um ponto de atingir as meias-finais da Taça da Liga. Até poderemos perder na Vila das Aves e conseguir a qualificação, porque o primeiro critério de desempate é a diferença de golos, mas obviamente que não me passa outra coisa pela cabeça que não seja mais uma vitória.
Foi a 7ª vitória consecutiva e a 10ª se contarmos só com as provas nacionais. Com uma equipa B, em que dos titulares só estavam o Maxi Pereira, David Luiz, Javi García e Aimar, entrámos muito bem na partida com vontade de a resolver cedo. Com golos aos 13’ (Javi García) e 23’ (golão à meia-volta do Jara), pensei que isso estava conseguido. O Olhanense não criava perigo e o Moreira não tinha nada para fazer. Só que o Sr. Artur Soares Dias resolveu ser protagonista e utilizou um critério muito simples: a favor do Benfica nada era marcado, contra nós era tudo. Deste modo, um domínio com o braço do Djalmir perto do intervalo não foi sancionado e o Olhanense fez o 2-1.
Na 2ª parte não entrámos nada bem e o Olhanense aproveitou para criar oportunidades. Conseguiu igualar aos 57’ num penalty indiscutível feito pelo Moreira. Voltávamos à estaca zero num jogo que deveria estar mais que ganho aos 25’. O Jesus teve que lançar dois pesos-pesados para desatar o nó e assim entraram o Salvio e o Gaitán. A partida voltou a ser controlada por nós e uma boa jogada do Jara resultou no 3-2 num grande remate em arco do Salvio com o pé esquerdo aos 70’. Até final, o Olhanense não criou mais perigo, apesar das insistências do Sr. Artur Soares Dias em empurrar-nos para a nossa área.
Em termos individuais, o Jara foi o melhor. Um grande golo e a participação activa noutro justificam-no perfeitamente. O Salvio também entrou muito bem e foi decisivo na vitória. O resto da equipa esteve regular, mas houve alguns jogadores a não aproveitarem a oportunidade para se evidenciarem. Nomeadamente o Kardec e o Filipe Menezes, apesar de este ter feito uns bons 25’, mas o que (não) jogou depois estragou tudo.
Descansaram os titulares e ganhámos pelo que os dois principais objectivos foram cumpridos. A equipa B terá nova oportunidade na Vila das Aves daqui a uma semana e meia. Onde espero que carimbemos a passagem às meias-finais com mais uma vitória.
P.S. – Com 2-2 aos 65’, não percebi DE TODO a opção do Jesus em colocar em aquecimento o Luís Filipe(?!), juntando-se ao Weldon e Airton, com o Nuno Gomes no banco. Terá tido medo que o público começasse a chamar por ele…?
Foi a 7ª vitória consecutiva e a 10ª se contarmos só com as provas nacionais. Com uma equipa B, em que dos titulares só estavam o Maxi Pereira, David Luiz, Javi García e Aimar, entrámos muito bem na partida com vontade de a resolver cedo. Com golos aos 13’ (Javi García) e 23’ (golão à meia-volta do Jara), pensei que isso estava conseguido. O Olhanense não criava perigo e o Moreira não tinha nada para fazer. Só que o Sr. Artur Soares Dias resolveu ser protagonista e utilizou um critério muito simples: a favor do Benfica nada era marcado, contra nós era tudo. Deste modo, um domínio com o braço do Djalmir perto do intervalo não foi sancionado e o Olhanense fez o 2-1.
Na 2ª parte não entrámos nada bem e o Olhanense aproveitou para criar oportunidades. Conseguiu igualar aos 57’ num penalty indiscutível feito pelo Moreira. Voltávamos à estaca zero num jogo que deveria estar mais que ganho aos 25’. O Jesus teve que lançar dois pesos-pesados para desatar o nó e assim entraram o Salvio e o Gaitán. A partida voltou a ser controlada por nós e uma boa jogada do Jara resultou no 3-2 num grande remate em arco do Salvio com o pé esquerdo aos 70’. Até final, o Olhanense não criou mais perigo, apesar das insistências do Sr. Artur Soares Dias em empurrar-nos para a nossa área.
Em termos individuais, o Jara foi o melhor. Um grande golo e a participação activa noutro justificam-no perfeitamente. O Salvio também entrou muito bem e foi decisivo na vitória. O resto da equipa esteve regular, mas houve alguns jogadores a não aproveitarem a oportunidade para se evidenciarem. Nomeadamente o Kardec e o Filipe Menezes, apesar de este ter feito uns bons 25’, mas o que (não) jogou depois estragou tudo.
Descansaram os titulares e ganhámos pelo que os dois principais objectivos foram cumpridos. A equipa B terá nova oportunidade na Vila das Aves daqui a uma semana e meia. Onde espero que carimbemos a passagem às meias-finais com mais uma vitória.
P.S. – Com 2-2 aos 65’, não percebi DE TODO a opção do Jesus em colocar em aquecimento o Luís Filipe(?!), juntando-se ao Weldon e Airton, com o Nuno Gomes no banco. Terá tido medo que o público começasse a chamar por ele…?
segunda-feira, janeiro 17, 2011
Sofrimento desnecessário
Vencemos a Académica em Coimbra por 1-0 e mantivemos os mesmos oito pontos de desvantagem para o CRAC. Com a derrota dos lagartos em casa frente ao Paços de Ferreira, aumentámos a vantagem para eles para também oito pontos. Foi uma partida em que se salvou o resultado, já que a exibição não continuou na senda das anteriores. Demonstrámos algum cansaço, tal como referiu o Jesus no final, o que pode explicar uma 2ª parte muito abaixo do nosso valor.
Entrámos bem na partida e marcámos logo aos 19’ num livre do Cardozo, em que a bola ressalta no Saviola, que estava fora-de-jogo, e entra na baliza. Acho que o golo foi atribuído ao paraguaio, mas na minha opinião deveria ter sido ao argentino. Como, ao contrário dos adeptos do CRAC, tenho moral, prefiro que o Benfica não marque golos irregulares, mas o que se passou até final do jogo mais do que nos compensou. Até final da 1ª parte, fartámo-nos de falhar golos quase de baliza aberta (Salvio, Cardozo e Carlos Martins) e o Sr. Elmano Santos transformou um penalty sobre o Coentrão num amarelo. Aos 36’, o Pape Sow julgou que era o Bruno Alves e deu um pontapé ao Cardozo enquanto cabeceava a bola, mas como não é foi naturalmente expulso. Só o Dito, que comentou para a Sport TV, é que achou que não era lance para expulsão. De um vendido e traidor como este, não esperava outra coisa. Ridículo!
Na 2ª parte, quando se esperava que tirássemos proveito da vantagem numérica e alargássemos a vantagem, isso não aconteceu. Com a expulsão desconcentrámo-nos e deixámos que a partida fosse correndo sem forçar muito, assumindo que a vitória estava garantida. No entanto, permitimos que a Académica conseguisse construir jogadas atacantes e também criasse oportunidades. Houve uma bola ao poste de cada lado (a nossa pelo Luisão), o Cardozo falhou o tempo de salto num cruzamento do Martins e um penalty descarado por mão na área que o Sr. Elmano Santos também não assinalou (teve obviamente influência no resultado, que deveria ter sido 2-0 através dos penalties a nosso favor). Com a vantagem mínima no marcador, sofremos escusadamente durante esta 2ª parte, em que nos minutos finais houve uma série de bolas bombeadas para a nossa área, que felizmente não tiveram consequências.
Dado que a exibição esteve longe de ser extraordinária, é difícil destacar um jogador, mas provavelmente o melhor em campo terá sido o Coentrão, mesmo apesar de ter sido expulso por duplo amarelo perto do final. Irá cumprir o castigo na Taça da Liga e poderá jogar frente ao Nacional. Foram boas notícias, porque o amarelo injusto no penalty não assinalado impedi-lo-ia de alinhar nessa partida. O Roberto foi importante na 1ª parte ao defender uma bola de golo, quando um avançado da Académica se isolou no flanco esquerdo. O Salvio e o Gaitán só duraram o 1º tempo, altura em que tiveram pormenores interessantes. O Javi García fez muita falta a meio-campo, especialmente nas variações de flanco, já que o Airton ou não os fazia quando eram necessários, ou os passes saíram errados. Além disso, apesar de se poder queixar da falta de marcação dos jogadores da frente, o que é certo é que o Airton não conseguiu impedir os desenvolvimentos atacantes do adversário. O Saviola também esteve discreto.
O Jesus já prometeu que irá rodar a equipa na 4ª feira (espero que seja desta vez que o Nuno Gomes jogue mais de 5’…!) e bem precisamos de estar frescos para receber o Nacional no próximo Sábado. Estamos numa excelente série de seis vitórias consecutivas para o campeonato e 11 nos últimos 12 jogos. Para além disso, temos ambas as Taça também para conquistar, pelo que só nos resta um caminho: continuar a ganhar!
Entrámos bem na partida e marcámos logo aos 19’ num livre do Cardozo, em que a bola ressalta no Saviola, que estava fora-de-jogo, e entra na baliza. Acho que o golo foi atribuído ao paraguaio, mas na minha opinião deveria ter sido ao argentino. Como, ao contrário dos adeptos do CRAC, tenho moral, prefiro que o Benfica não marque golos irregulares, mas o que se passou até final do jogo mais do que nos compensou. Até final da 1ª parte, fartámo-nos de falhar golos quase de baliza aberta (Salvio, Cardozo e Carlos Martins) e o Sr. Elmano Santos transformou um penalty sobre o Coentrão num amarelo. Aos 36’, o Pape Sow julgou que era o Bruno Alves e deu um pontapé ao Cardozo enquanto cabeceava a bola, mas como não é foi naturalmente expulso. Só o Dito, que comentou para a Sport TV, é que achou que não era lance para expulsão. De um vendido e traidor como este, não esperava outra coisa. Ridículo!
Na 2ª parte, quando se esperava que tirássemos proveito da vantagem numérica e alargássemos a vantagem, isso não aconteceu. Com a expulsão desconcentrámo-nos e deixámos que a partida fosse correndo sem forçar muito, assumindo que a vitória estava garantida. No entanto, permitimos que a Académica conseguisse construir jogadas atacantes e também criasse oportunidades. Houve uma bola ao poste de cada lado (a nossa pelo Luisão), o Cardozo falhou o tempo de salto num cruzamento do Martins e um penalty descarado por mão na área que o Sr. Elmano Santos também não assinalou (teve obviamente influência no resultado, que deveria ter sido 2-0 através dos penalties a nosso favor). Com a vantagem mínima no marcador, sofremos escusadamente durante esta 2ª parte, em que nos minutos finais houve uma série de bolas bombeadas para a nossa área, que felizmente não tiveram consequências.
Dado que a exibição esteve longe de ser extraordinária, é difícil destacar um jogador, mas provavelmente o melhor em campo terá sido o Coentrão, mesmo apesar de ter sido expulso por duplo amarelo perto do final. Irá cumprir o castigo na Taça da Liga e poderá jogar frente ao Nacional. Foram boas notícias, porque o amarelo injusto no penalty não assinalado impedi-lo-ia de alinhar nessa partida. O Roberto foi importante na 1ª parte ao defender uma bola de golo, quando um avançado da Académica se isolou no flanco esquerdo. O Salvio e o Gaitán só duraram o 1º tempo, altura em que tiveram pormenores interessantes. O Javi García fez muita falta a meio-campo, especialmente nas variações de flanco, já que o Airton ou não os fazia quando eram necessários, ou os passes saíram errados. Além disso, apesar de se poder queixar da falta de marcação dos jogadores da frente, o que é certo é que o Airton não conseguiu impedir os desenvolvimentos atacantes do adversário. O Saviola também esteve discreto.
O Jesus já prometeu que irá rodar a equipa na 4ª feira (espero que seja desta vez que o Nuno Gomes jogue mais de 5’…!) e bem precisamos de estar frescos para receber o Nacional no próximo Sábado. Estamos numa excelente série de seis vitórias consecutivas para o campeonato e 11 nos últimos 12 jogos. Para além disso, temos ambas as Taça também para conquistar, pelo que só nos resta um caminho: continuar a ganhar!
quinta-feira, janeiro 13, 2011
Tranquilo
Goleámos o Olhanense por 5-0 e seguimos para os quartos-de-final da Taça de Portugal. Este jogo é o exemplo perfeito do que para mim deveriam ser todos os jogos do Glorioso: 3-0 ao intervalo, zero nervosismo e 2ª parte vista completamente nas calmas, com mais dois golitos. “Ah e tal, o futebol deve ter emoção.” É verdade, o futebol pode ter as emoções que quiser, mas eu quero é que o Benfica ganhe. E quanto mais folgadamente e com menos stress, melhor!
Sendo a conquista da Taça de Portugal um dos principais objectivos da época, não estranhou nada que tivéssemos jogado praticamente com a equipa principal, com o Júlio César, Rúben Amorim e Airton em vez do Roberto, Maxi Pereira e Javi García. Logo nos primeiros minutos, o Cardozo teve um bom cabeceamento bem defendido pelo guarda-redes. Jogávamos num ritmo lento, mas sempre a controlar a partida. Até que em poucos minutos decidimo-la: golos de Saviola e Salvio aos 21’ e 29’ respectivamente. Perto do intervalo, o Cardozo, aquele jogador “lento”, “pouco agressivo”, “que não sabe tabelar”, “que não sabe jogar de cabeça”, “que não se esforça”, no fundo, aquele que só sabe fazer golos, fez mais um num chapéu fora da área. Golo fácil e sem nada de especial, como é evidente.
Na 2ª parte, o Olhanense continuou sem sair praticamente do seu meio-campo, entrou o Aimar e nós lá continuámos a gerir o esforço, mas sem nunca deixar de tentar marcar mais golos. Fizemos mais dois, pelo Luisão aos 62’ e novamente pelo Tacuara, num rematezinho de moinho de fácil execução, aos 81’. Exibimos grande eficácia e acho que deu para poupar alguns jogadores mesmo alinhando os 90 minutos.
Em termos individuais, destaco naturalmente o Cardozo que, segundo as contas do Alberto Minguéns (obviamente mais rigorosas do que as da comunicação social), terá igualado o Magnusson como melhor marcador estrangeiro do Benfica em jogos oficiais (contando também com os particulares, já o ultrapassou). Cada vez me irritam mais aqueles (felizmente poucos) que criticam o paraguaio. Ele está lá para marcar golos e fá-lo na perfeição e em quantidades industriais. Não sei o que se pode querer mais! O Saviola também está em excelente forma e é o 7º jogo consecutivo em provas nacionais em que marca. O Fábio Coentrão é outro que não sabe jogar devagar e teve a importância habitual nos desequilíbrios atacantes. O Salvio e o Gaitán também estão em boa forma e são essenciais nas alas para abrir o nosso jogo. A defesa está muito sólida e não permitimos veleidades ao adversário.
Defrontaremos o Rio Ave em Vila do Conde no dia 26 e espero que voltemos finalmente a umas meias-finais da Taça de Portugal. Temos um calendário apertadíssimo e é essencial rodar a equipa, aproveitando a Taça da Liga. Mas para já teremos uma partida muito importante para o campeonato no Domingo frente ao Sr. Elmano Santos e à Académica. Não podemos perder mais pontos para o CRAC e, portanto, uma vitória é essencial.
Sendo a conquista da Taça de Portugal um dos principais objectivos da época, não estranhou nada que tivéssemos jogado praticamente com a equipa principal, com o Júlio César, Rúben Amorim e Airton em vez do Roberto, Maxi Pereira e Javi García. Logo nos primeiros minutos, o Cardozo teve um bom cabeceamento bem defendido pelo guarda-redes. Jogávamos num ritmo lento, mas sempre a controlar a partida. Até que em poucos minutos decidimo-la: golos de Saviola e Salvio aos 21’ e 29’ respectivamente. Perto do intervalo, o Cardozo, aquele jogador “lento”, “pouco agressivo”, “que não sabe tabelar”, “que não sabe jogar de cabeça”, “que não se esforça”, no fundo, aquele que só sabe fazer golos, fez mais um num chapéu fora da área. Golo fácil e sem nada de especial, como é evidente.
Na 2ª parte, o Olhanense continuou sem sair praticamente do seu meio-campo, entrou o Aimar e nós lá continuámos a gerir o esforço, mas sem nunca deixar de tentar marcar mais golos. Fizemos mais dois, pelo Luisão aos 62’ e novamente pelo Tacuara, num rematezinho de moinho de fácil execução, aos 81’. Exibimos grande eficácia e acho que deu para poupar alguns jogadores mesmo alinhando os 90 minutos.
Em termos individuais, destaco naturalmente o Cardozo que, segundo as contas do Alberto Minguéns (obviamente mais rigorosas do que as da comunicação social), terá igualado o Magnusson como melhor marcador estrangeiro do Benfica em jogos oficiais (contando também com os particulares, já o ultrapassou). Cada vez me irritam mais aqueles (felizmente poucos) que criticam o paraguaio. Ele está lá para marcar golos e fá-lo na perfeição e em quantidades industriais. Não sei o que se pode querer mais! O Saviola também está em excelente forma e é o 7º jogo consecutivo em provas nacionais em que marca. O Fábio Coentrão é outro que não sabe jogar devagar e teve a importância habitual nos desequilíbrios atacantes. O Salvio e o Gaitán também estão em boa forma e são essenciais nas alas para abrir o nosso jogo. A defesa está muito sólida e não permitimos veleidades ao adversário.
Defrontaremos o Rio Ave em Vila do Conde no dia 26 e espero que voltemos finalmente a umas meias-finais da Taça de Portugal. Temos um calendário apertadíssimo e é essencial rodar a equipa, aproveitando a Taça da Liga. Mas para já teremos uma partida muito importante para o campeonato no Domingo frente ao Sr. Elmano Santos e à Académica. Não podemos perder mais pontos para o CRAC e, portanto, uma vitória é essencial.
segunda-feira, janeiro 10, 2011
Importante
Vencemos em Leiria por 3-0 e mantivemos as distâncias para o CRAC e para os lagartos, que tinham jogado e ganhado no dia anterior. Por causa disso, por ser o 1º jogo de 2011 e por defrontarmos o 4º classificado para o campeonato, era importante para aferir da nossa forma. Demos uma boa resposta, a vitória é incontestável, mas ainda há coisas para melhorar, porque em boa parte do 2º tempo andámos aos papéis.
Entrámos bem na partida, com velocidade e vontade de a resolver rapidamente. O Saviola esteve em destaque por se ter fartado de aparecer na zona de finalização, mas errou a pontaria nas primeiras três vezes. À quarta foi de vez e inaugurámos o marcador aos 27’ pelo argentino depois de uma assistência de cabeça do Salvio. Foi um remate de primeira sem hipóteses de defesa. Logo a seguir, o Salvio errou o cabeceamento por centímetros e poderíamos aí ter quase resolvido a partida.
Na 2ª parte, não estivemos em campo durante os primeiros 25 minutos. Completamente desconcentrados, sem conseguir ligar um passe, o que nos valeu foi o Leiria praticamente não criar perigo. Só com um golo de vantagem, eu estava a ver o caso malparado, porque ficaríamos sempre sujeitos ao empate num lance fortuito. O que esteve quase a surgir num canto em que o Roberto, inacreditavelmente, se deixou antecipar na pequena-área, mas o cabeceamento do adversário saiu por cima. Aos 71’ o Jesus resolveu acabar com a brincadeira e colocou o Rúben Amorim a fechar o flanco esquerdo, saindo o Carlos Martins e passando o Gaitán para o meio. A partir daqui, o jogo mudou. O Leiria deixou de mandar nele e nós tornámo-nos perigosos por conseguir finalmente sair em contra-ataque. O Cardozo proporcionou a defesa da noite ao guarda-redes e a recarga do Salvio embateu no poste, mas pouco depois, aos 80’, resolvemos a partida: jogada do Amorim, centro do Salvio, assistência do Cardozo e golo do Gaitán. Até final, ainda deu para o Tacuara se tornar o melhor marcador estrangeiro da história do Benfica ao fazer o 0-3 num belo remate de primeira, após um centro do Jara.
Em termos individuais, destaco o Cardozo pelo golo, pela assistência e por ter estado bastante em jogo, ao fazer belas aberturas nos flancos. O Saviola fez uma boa 1ª parte, mas desapareceu um pouco na 2ª e o Javi García foi importante na pressão que não deixou o Leiria sair a jogar pelo meio. Óptimo regresso do Luisão, a comandar a defesa toda, o David Luiz também está melhor e o Coentrão não sabe jogar mal, mesmo sem estar na forma que já evidenciou este ano. Apesar de não ter sido tão exuberante como em partidas anteriores, o Salvio acaba por estar nos dois primeiros golos, e o Gaitán esteve discreto, mas marcou um golito fundamental. Quanto ao Roberto, esperava não voltar a ver lances daqueles. Correu-nos bem desta vez, mas esteve quase a tornar-se um frango descomunal que nos poderia ter custado muito caro. Uma bola na pequena-área num canto tem sempre que ser do guarda-redes!
Este louco mês de Janeiro, com sete(!) encontros continua já na próxima 4ª feira em que defrontaremos o Olhanense para a Taça de Portugal. Será uma boa oportunidade para continuarmos esta senda vitória de partida a ganhar nas provas nacionais que já vai em sete. Além de que a Taça de Portugal é um grande objectivo assumido por nós esta época e eu quero muito voltar o Jamor!
Entrámos bem na partida, com velocidade e vontade de a resolver rapidamente. O Saviola esteve em destaque por se ter fartado de aparecer na zona de finalização, mas errou a pontaria nas primeiras três vezes. À quarta foi de vez e inaugurámos o marcador aos 27’ pelo argentino depois de uma assistência de cabeça do Salvio. Foi um remate de primeira sem hipóteses de defesa. Logo a seguir, o Salvio errou o cabeceamento por centímetros e poderíamos aí ter quase resolvido a partida.
Na 2ª parte, não estivemos em campo durante os primeiros 25 minutos. Completamente desconcentrados, sem conseguir ligar um passe, o que nos valeu foi o Leiria praticamente não criar perigo. Só com um golo de vantagem, eu estava a ver o caso malparado, porque ficaríamos sempre sujeitos ao empate num lance fortuito. O que esteve quase a surgir num canto em que o Roberto, inacreditavelmente, se deixou antecipar na pequena-área, mas o cabeceamento do adversário saiu por cima. Aos 71’ o Jesus resolveu acabar com a brincadeira e colocou o Rúben Amorim a fechar o flanco esquerdo, saindo o Carlos Martins e passando o Gaitán para o meio. A partir daqui, o jogo mudou. O Leiria deixou de mandar nele e nós tornámo-nos perigosos por conseguir finalmente sair em contra-ataque. O Cardozo proporcionou a defesa da noite ao guarda-redes e a recarga do Salvio embateu no poste, mas pouco depois, aos 80’, resolvemos a partida: jogada do Amorim, centro do Salvio, assistência do Cardozo e golo do Gaitán. Até final, ainda deu para o Tacuara se tornar o melhor marcador estrangeiro da história do Benfica ao fazer o 0-3 num belo remate de primeira, após um centro do Jara.
Em termos individuais, destaco o Cardozo pelo golo, pela assistência e por ter estado bastante em jogo, ao fazer belas aberturas nos flancos. O Saviola fez uma boa 1ª parte, mas desapareceu um pouco na 2ª e o Javi García foi importante na pressão que não deixou o Leiria sair a jogar pelo meio. Óptimo regresso do Luisão, a comandar a defesa toda, o David Luiz também está melhor e o Coentrão não sabe jogar mal, mesmo sem estar na forma que já evidenciou este ano. Apesar de não ter sido tão exuberante como em partidas anteriores, o Salvio acaba por estar nos dois primeiros golos, e o Gaitán esteve discreto, mas marcou um golito fundamental. Quanto ao Roberto, esperava não voltar a ver lances daqueles. Correu-nos bem desta vez, mas esteve quase a tornar-se um frango descomunal que nos poderia ter custado muito caro. Uma bola na pequena-área num canto tem sempre que ser do guarda-redes!
Este louco mês de Janeiro, com sete(!) encontros continua já na próxima 4ª feira em que defrontaremos o Olhanense para a Taça de Portugal. Será uma boa oportunidade para continuarmos esta senda vitória de partida a ganhar nas provas nacionais que já vai em sete. Além de que a Taça de Portugal é um grande objectivo assumido por nós esta época e eu quero muito voltar o Jamor!
segunda-feira, janeiro 03, 2011
Salvio
Vencemos o Marítimo por 2-0 na 1ª jornada da Taça da Liga e estamos no bom caminho para nos qualificarmos para as meias-finais. Dado que vamos defrontar o Olhanense em casa e o Aves fora, nem outra coisa me passa pela cabeça.
Numa partida em que o Jesus aproveitou para fazer rodar alguns jogadores pouco utilizados (Moreira, Fábio Faria, Airton, Sidnei e Kardec), a justiça da nossa vitória nunca esteve em causa. Marcámos os dois golos na 1ª parte, num fantástico remate do Salvio aos 24’ e num desvio oportuno do Saviola aos 39’, período em que nos exibimos em melhor plano. A 2ª parte foi mais fraca, mas tivemos o encontro sempre controlado e o Marítimo raramente criou perigo.
Para além da vitória, este jogo permitiu-me dissipar as poucas dúvidas que tinha: é melhor começarmos a juntar dinheiro para exercer a cláusula de opção do Salvio. Continua em grande forma, que já vem do mês de Dezembro, e é definitivamente o extremo que precisávamos. Para além do golão, venceu imensos duelos individuais com o lateral do seu lado e ainda se fartou de ajudar na defesa. Muito mais entrosado com a equipa, a sua confiança sobre a olhos vistos. Em vez de andarmos a gastar dinheiro em jogadores para depois os emprestar ou a pagar muito mais do que eles efectivamente valem, temos aqui um valor seguro que espero que aproveitemos. Porque, como dizia o Scolari, “caro é o que não rende”. Para além do Salvio, também gostei do Saviola, que já vai no 5º jogo consecutivo a marcar para provas nacionais e, a espaços, do Gaitán. Em plano menos positivo esteve o Fábio Faria (que jogou fora da sua posição, convém não esquecer) e quem o substituiu ao intervalo, o César Peixoto. Eu já critiquei várias vezes os adeptos que assobiam um jogador ainda antes de ele tocar na bola, como é o caso com este, mas também tenho que criticar um jogador que se esquece do cérebro no balneário antes de entrar em campo. Depois de perder um lance, o César Peixoto não só não recuperou defensivamente (foi a passo…), como ainda começou a mandar vir com os adeptos por estes mostrarem a sua impaciência. Incompreensível!
Se nos qualificarmos para as meias-finais e tudo correr pela lógica, defrontaremos os lagartos na Luz. De qualquer forma, espero que consigamos o objectivo de revalidar este título, porque não deixaria de ter piada que houvesse um troféu que, dos chamados grandes, só o Benfica tivesse.
P.S. – O CRAC lá perdeu finalmente (em casa com o Nacional por 1-2), mas o que se confirmou é que o Olegário é um árbitro(?) miserável. O penalty escamoteado ao Nacional já na parte final, com 1-2 no marcador, é uma vergonha semelhante ao nosso malfadado jogo em Guimarães este ano. Um roubo monstruoso!
Numa partida em que o Jesus aproveitou para fazer rodar alguns jogadores pouco utilizados (Moreira, Fábio Faria, Airton, Sidnei e Kardec), a justiça da nossa vitória nunca esteve em causa. Marcámos os dois golos na 1ª parte, num fantástico remate do Salvio aos 24’ e num desvio oportuno do Saviola aos 39’, período em que nos exibimos em melhor plano. A 2ª parte foi mais fraca, mas tivemos o encontro sempre controlado e o Marítimo raramente criou perigo.
Para além da vitória, este jogo permitiu-me dissipar as poucas dúvidas que tinha: é melhor começarmos a juntar dinheiro para exercer a cláusula de opção do Salvio. Continua em grande forma, que já vem do mês de Dezembro, e é definitivamente o extremo que precisávamos. Para além do golão, venceu imensos duelos individuais com o lateral do seu lado e ainda se fartou de ajudar na defesa. Muito mais entrosado com a equipa, a sua confiança sobre a olhos vistos. Em vez de andarmos a gastar dinheiro em jogadores para depois os emprestar ou a pagar muito mais do que eles efectivamente valem, temos aqui um valor seguro que espero que aproveitemos. Porque, como dizia o Scolari, “caro é o que não rende”. Para além do Salvio, também gostei do Saviola, que já vai no 5º jogo consecutivo a marcar para provas nacionais e, a espaços, do Gaitán. Em plano menos positivo esteve o Fábio Faria (que jogou fora da sua posição, convém não esquecer) e quem o substituiu ao intervalo, o César Peixoto. Eu já critiquei várias vezes os adeptos que assobiam um jogador ainda antes de ele tocar na bola, como é o caso com este, mas também tenho que criticar um jogador que se esquece do cérebro no balneário antes de entrar em campo. Depois de perder um lance, o César Peixoto não só não recuperou defensivamente (foi a passo…), como ainda começou a mandar vir com os adeptos por estes mostrarem a sua impaciência. Incompreensível!
Se nos qualificarmos para as meias-finais e tudo correr pela lógica, defrontaremos os lagartos na Luz. De qualquer forma, espero que consigamos o objectivo de revalidar este título, porque não deixaria de ter piada que houvesse um troféu que, dos chamados grandes, só o Benfica tivesse.
P.S. – O CRAC lá perdeu finalmente (em casa com o Nacional por 1-2), mas o que se confirmou é que o Olegário é um árbitro(?) miserável. O penalty escamoteado ao Nacional já na parte final, com 1-2 no marcador, é uma vergonha semelhante ao nosso malfadado jogo em Guimarães este ano. Um roubo monstruoso!
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