segunda-feira, janeiro 03, 2011
Salvio
Vencemos o Marítimo por 2-0 na 1ª jornada da Taça da Liga e estamos no bom caminho para nos qualificarmos para as meias-finais. Dado que vamos defrontar o Olhanense em casa e o Aves fora, nem outra coisa me passa pela cabeça.
Numa partida em que o Jesus aproveitou para fazer rodar alguns jogadores pouco utilizados (Moreira, Fábio Faria, Airton, Sidnei e Kardec), a justiça da nossa vitória nunca esteve em causa. Marcámos os dois golos na 1ª parte, num fantástico remate do Salvio aos 24’ e num desvio oportuno do Saviola aos 39’, período em que nos exibimos em melhor plano. A 2ª parte foi mais fraca, mas tivemos o encontro sempre controlado e o Marítimo raramente criou perigo.
Para além da vitória, este jogo permitiu-me dissipar as poucas dúvidas que tinha: é melhor começarmos a juntar dinheiro para exercer a cláusula de opção do Salvio. Continua em grande forma, que já vem do mês de Dezembro, e é definitivamente o extremo que precisávamos. Para além do golão, venceu imensos duelos individuais com o lateral do seu lado e ainda se fartou de ajudar na defesa. Muito mais entrosado com a equipa, a sua confiança sobre a olhos vistos. Em vez de andarmos a gastar dinheiro em jogadores para depois os emprestar ou a pagar muito mais do que eles efectivamente valem, temos aqui um valor seguro que espero que aproveitemos. Porque, como dizia o Scolari, “caro é o que não rende”. Para além do Salvio, também gostei do Saviola, que já vai no 5º jogo consecutivo a marcar para provas nacionais e, a espaços, do Gaitán. Em plano menos positivo esteve o Fábio Faria (que jogou fora da sua posição, convém não esquecer) e quem o substituiu ao intervalo, o César Peixoto. Eu já critiquei várias vezes os adeptos que assobiam um jogador ainda antes de ele tocar na bola, como é o caso com este, mas também tenho que criticar um jogador que se esquece do cérebro no balneário antes de entrar em campo. Depois de perder um lance, o César Peixoto não só não recuperou defensivamente (foi a passo…), como ainda começou a mandar vir com os adeptos por estes mostrarem a sua impaciência. Incompreensível!
Se nos qualificarmos para as meias-finais e tudo correr pela lógica, defrontaremos os lagartos na Luz. De qualquer forma, espero que consigamos o objectivo de revalidar este título, porque não deixaria de ter piada que houvesse um troféu que, dos chamados grandes, só o Benfica tivesse.
P.S. – O CRAC lá perdeu finalmente (em casa com o Nacional por 1-2), mas o que se confirmou é que o Olegário é um árbitro(?) miserável. O penalty escamoteado ao Nacional já na parte final, com 1-2 no marcador, é uma vergonha semelhante ao nosso malfadado jogo em Guimarães este ano. Um roubo monstruoso!
Numa partida em que o Jesus aproveitou para fazer rodar alguns jogadores pouco utilizados (Moreira, Fábio Faria, Airton, Sidnei e Kardec), a justiça da nossa vitória nunca esteve em causa. Marcámos os dois golos na 1ª parte, num fantástico remate do Salvio aos 24’ e num desvio oportuno do Saviola aos 39’, período em que nos exibimos em melhor plano. A 2ª parte foi mais fraca, mas tivemos o encontro sempre controlado e o Marítimo raramente criou perigo.
Para além da vitória, este jogo permitiu-me dissipar as poucas dúvidas que tinha: é melhor começarmos a juntar dinheiro para exercer a cláusula de opção do Salvio. Continua em grande forma, que já vem do mês de Dezembro, e é definitivamente o extremo que precisávamos. Para além do golão, venceu imensos duelos individuais com o lateral do seu lado e ainda se fartou de ajudar na defesa. Muito mais entrosado com a equipa, a sua confiança sobre a olhos vistos. Em vez de andarmos a gastar dinheiro em jogadores para depois os emprestar ou a pagar muito mais do que eles efectivamente valem, temos aqui um valor seguro que espero que aproveitemos. Porque, como dizia o Scolari, “caro é o que não rende”. Para além do Salvio, também gostei do Saviola, que já vai no 5º jogo consecutivo a marcar para provas nacionais e, a espaços, do Gaitán. Em plano menos positivo esteve o Fábio Faria (que jogou fora da sua posição, convém não esquecer) e quem o substituiu ao intervalo, o César Peixoto. Eu já critiquei várias vezes os adeptos que assobiam um jogador ainda antes de ele tocar na bola, como é o caso com este, mas também tenho que criticar um jogador que se esquece do cérebro no balneário antes de entrar em campo. Depois de perder um lance, o César Peixoto não só não recuperou defensivamente (foi a passo…), como ainda começou a mandar vir com os adeptos por estes mostrarem a sua impaciência. Incompreensível!
Se nos qualificarmos para as meias-finais e tudo correr pela lógica, defrontaremos os lagartos na Luz. De qualquer forma, espero que consigamos o objectivo de revalidar este título, porque não deixaria de ter piada que houvesse um troféu que, dos chamados grandes, só o Benfica tivesse.
P.S. – O CRAC lá perdeu finalmente (em casa com o Nacional por 1-2), mas o que se confirmou é que o Olegário é um árbitro(?) miserável. O penalty escamoteado ao Nacional já na parte final, com 1-2 no marcador, é uma vergonha semelhante ao nosso malfadado jogo em Guimarães este ano. Um roubo monstruoso!
sexta-feira, dezembro 31, 2010
Feliz Ano
Por motivos que certamente compreenderão, não fora o 32º título do Glorioso e este ano teria sido completamente para esquecer. No entanto, não queria deixar de desejar aqui a todos os desportistas, e particularmente aos benfiquistas, um óptimo 2011.
sexta-feira, dezembro 24, 2010
Feliz Natal
Os meus votos habituais de um Glorioso Natal a todos os benfiquistas e aos desportistas em geral.
sábado, dezembro 18, 2010
Assim sim!
Os jogadores do Benfica resolveram dar uma prenda natalícia aos adeptos e goleámos o Rio Ave por 5-2. Foi a melhor exibição da época, que não durou os 90 minutos, mas teve períodos em que fez lembrar o rolo compressor do ano passado. Velocidade, querer, dinâmica fazem toda a diferença e quando acontecem em simultâneo somos muito difíceis de bater.
Com a indisposição do Carlos Martins, entrou o Salvio para o onze e foi apenas o melhor em campo. Também o Sidnei jogou em vez do lesionado Luisão e o resto da equipa manteve-se ao que é habitual. Não poderíamos ter melhor entrada na partida, porque aos 8’ já ganhávamos por 2-0! Golos do Aimar e Saviola que antecederiam uns óptimos 25’ a 30’. Criámos mais algumas oportunidades, mas não as conseguimos concretizar e lá tivemos mais um penalty não marcado a nosso favor, por derrube ao Coentrão. Perto do intervalo e num contra-ataque, o Rio Ave reduziu pelo inevitável João Tomás e voltámos a sofrer golos para o campeonato na Luz, o que não acontecia desde Agosto. O nosso abaixamento de produção na parte final do 1º tempo acabou por facilitar esse golo.
Estava com curiosidade para ver como a equipa reagiria na 2ª parte e o que é certo é que reagiu muito bem. Claro está que o golo do Saviola aos 52’, depois de óptima arrancada do Salvio, ajudou. Mas a verdade é que voltámos a empregar velocidade nas nossas transições ofensivas e desfrutámos igualmente de mais espaços, porque o Rio Ave, justiça lhe seja feita, não trouxe o autocarro e tentou sempre jogar futebol. E como que a provar isso, logo a seguir a este golo teve uma grande oportunidade, mas o Roberto fez bem a mancha ao João Tomás. Aos 76’ uma boa jogada à linha do Gaitán permitiu ao Salvio estrear-se a marcar com a gloriosa camisola, através de uma cabeçada. O Rio Ave ainda voltou a reduzir através de um penalty do João Tomás a punir um braço do Coentrão, mas pouco depois matámos de vez a partida com o melhor golo da tarde, um chapéu de cabeça do Salvio feito ainda de fora da área! E o argentino poderia bem ter feito um hat-trick, mas outro chapéu, desta feita com o pé, embateu na barra. Nos últimos cinco minutos ainda deu para assistir a outro momento alto que é sempre a entrada do Nuno Gomes em campo.
Estando ligado a três dos cinco golo, é óbvio que o Salvio foi o melhor em campo. Mas não fez só isso, lutou, conseguiu várias arrancadas pela direita, enfim, foi um jogo em cheio. O Saviola também merece destaque e é o quarto jogo seguido em que marca para provas nacionais. Realce igualmente para o Aimar, pelo golo e por coordenar toda a nossa manobra atacante. No entanto, há ocasiões em que deveria rematar à baliza em vez de passar a bola. O Sidnei só fez um disparate, ao ser muito lento a atacar a bola na 2ª parte, o que nos dias que correm não é nada mau. Em nítida má forma está o Cardozo que teve mais um jogo para esquecer. Está difícil ultrapassar o Magnusson como melhor marcador estrangeiro da história do Benfica.
Terminámos muito bem o ano e pode ser que isto seja um bom prenúncio para o próximo. Teremos um Janeiro intensíssimo com oito(!) jogos entre campeonato e Taças. Portanto, jogadores do Benfica, descansem bem no Natal que o reinício da época vai ser terrível. E espero que tomem o jogo de hoje como exemplo do que nós, adeptos, esperamos de vocês... sempre!
Com a indisposição do Carlos Martins, entrou o Salvio para o onze e foi apenas o melhor em campo. Também o Sidnei jogou em vez do lesionado Luisão e o resto da equipa manteve-se ao que é habitual. Não poderíamos ter melhor entrada na partida, porque aos 8’ já ganhávamos por 2-0! Golos do Aimar e Saviola que antecederiam uns óptimos 25’ a 30’. Criámos mais algumas oportunidades, mas não as conseguimos concretizar e lá tivemos mais um penalty não marcado a nosso favor, por derrube ao Coentrão. Perto do intervalo e num contra-ataque, o Rio Ave reduziu pelo inevitável João Tomás e voltámos a sofrer golos para o campeonato na Luz, o que não acontecia desde Agosto. O nosso abaixamento de produção na parte final do 1º tempo acabou por facilitar esse golo.
Estava com curiosidade para ver como a equipa reagiria na 2ª parte e o que é certo é que reagiu muito bem. Claro está que o golo do Saviola aos 52’, depois de óptima arrancada do Salvio, ajudou. Mas a verdade é que voltámos a empregar velocidade nas nossas transições ofensivas e desfrutámos igualmente de mais espaços, porque o Rio Ave, justiça lhe seja feita, não trouxe o autocarro e tentou sempre jogar futebol. E como que a provar isso, logo a seguir a este golo teve uma grande oportunidade, mas o Roberto fez bem a mancha ao João Tomás. Aos 76’ uma boa jogada à linha do Gaitán permitiu ao Salvio estrear-se a marcar com a gloriosa camisola, através de uma cabeçada. O Rio Ave ainda voltou a reduzir através de um penalty do João Tomás a punir um braço do Coentrão, mas pouco depois matámos de vez a partida com o melhor golo da tarde, um chapéu de cabeça do Salvio feito ainda de fora da área! E o argentino poderia bem ter feito um hat-trick, mas outro chapéu, desta feita com o pé, embateu na barra. Nos últimos cinco minutos ainda deu para assistir a outro momento alto que é sempre a entrada do Nuno Gomes em campo.
Estando ligado a três dos cinco golo, é óbvio que o Salvio foi o melhor em campo. Mas não fez só isso, lutou, conseguiu várias arrancadas pela direita, enfim, foi um jogo em cheio. O Saviola também merece destaque e é o quarto jogo seguido em que marca para provas nacionais. Realce igualmente para o Aimar, pelo golo e por coordenar toda a nossa manobra atacante. No entanto, há ocasiões em que deveria rematar à baliza em vez de passar a bola. O Sidnei só fez um disparate, ao ser muito lento a atacar a bola na 2ª parte, o que nos dias que correm não é nada mau. Em nítida má forma está o Cardozo que teve mais um jogo para esquecer. Está difícil ultrapassar o Magnusson como melhor marcador estrangeiro da história do Benfica.
Terminámos muito bem o ano e pode ser que isto seja um bom prenúncio para o próximo. Teremos um Janeiro intensíssimo com oito(!) jogos entre campeonato e Taças. Portanto, jogadores do Benfica, descansem bem no Natal que o reinício da época vai ser terrível. E espero que tomem o jogo de hoje como exemplo do que nós, adeptos, esperamos de vocês... sempre!
sexta-feira, dezembro 17, 2010
Sorteio da Liga Europa
Este post parte do princípio que os jogadores do Benfica não repetirão mais esta época a miserável exibição frente ao Schalke que nos custou um lugar como cabeças-de-série no sorteio de hoje. Assim sendo, pode dizer-se que em teoria ele até nos foi favorável, já que iremos defrontar o Estugarda, penúltimo classificado do campeonato alemão. De todas as equipas possíveis (Liverpool, Manchester City, Bayer Leverkusen, Villarreal, etc.), talvez só preferisse o Twente, embora as equipas do Leste estejam na altura dos jogos a iniciar as suas épocas, mas eu também não me esqueço que fomos eliminados pelo CSKA Moscovo nesta eliminatória na época do Trapattoni.
No entanto, há que ter atenção, porque o Estugarda costuma ser muito regular nas suas épocas e só este ano é que se apresenta aparentemente mais fraco. Além disso, um pouco de modéstia e prudência não nos fará mal nenhum, já que nos regozijámos com o sorteio da Champions e depois foi o que se viu. Teremos o primeiro jogo em casa e convém conseguir um resultado que não signifique que tenhamos de ir ganhar à Alemanha, já que isso nunca foi conseguido na nossa história. Se passarmos a eliminatória, defrontaremos o vencedor do BATE Borisov – Paris Saint-Germain, novamente com o primeiro jogo na Luz. Ambas as equipas trazem-nos boas recordações, já que vencemos por duas vezes (aqui e aqui) os bielorrussos no ano passado e eliminámos os franceses (aqui e aqui) na época do Fernando Santos. Como já disse várias vezes, temos este ano a oportunidade de prestar mais atenção à Liga Europa, já que a campanha do ano passado soube-nos a pouco por via da prioridade dada ao campeonato. Está mais que na altura de voltarmos a uma final europeia e temos aqui uma boa oportunidade para isso. Para já, acho que está perfeitamente ao nosso alcance conseguir chegar aos quartos-de-final.
P.S. – Quanto aos outros, a lagartada vai jogar contra o Glasgow Rangers e, se passar (o que eu duvido...), o vencedor do Lille – PSV Eindhoven, o CRAC vai defrontar o Sevilha (espero que este não me desiluda como sucedeu na pré-eliminatória da Champions frente ao Braga este ano) e posteriormente o vencedor do PAOK – CSKA Moscovo (teoricamente ambos mais fracos que os espanhóis), e ao Braga saiu-lhe o brinde (Lech Poznan), mas depois a fava (Liverpool, já que não estou a ver o Sparta Praga eliminar os ingleses).
No entanto, há que ter atenção, porque o Estugarda costuma ser muito regular nas suas épocas e só este ano é que se apresenta aparentemente mais fraco. Além disso, um pouco de modéstia e prudência não nos fará mal nenhum, já que nos regozijámos com o sorteio da Champions e depois foi o que se viu. Teremos o primeiro jogo em casa e convém conseguir um resultado que não signifique que tenhamos de ir ganhar à Alemanha, já que isso nunca foi conseguido na nossa história. Se passarmos a eliminatória, defrontaremos o vencedor do BATE Borisov – Paris Saint-Germain, novamente com o primeiro jogo na Luz. Ambas as equipas trazem-nos boas recordações, já que vencemos por duas vezes (aqui e aqui) os bielorrussos no ano passado e eliminámos os franceses (aqui e aqui) na época do Fernando Santos. Como já disse várias vezes, temos este ano a oportunidade de prestar mais atenção à Liga Europa, já que a campanha do ano passado soube-nos a pouco por via da prioridade dada ao campeonato. Está mais que na altura de voltarmos a uma final europeia e temos aqui uma boa oportunidade para isso. Para já, acho que está perfeitamente ao nosso alcance conseguir chegar aos quartos-de-final.
P.S. – Quanto aos outros, a lagartada vai jogar contra o Glasgow Rangers e, se passar (o que eu duvido...), o vencedor do Lille – PSV Eindhoven, o CRAC vai defrontar o Sevilha (espero que este não me desiluda como sucedeu na pré-eliminatória da Champions frente ao Braga este ano) e posteriormente o vencedor do PAOK – CSKA Moscovo (teoricamente ambos mais fracos que os espanhóis), e ao Braga saiu-lhe o brinde (Lech Poznan), mas depois a fava (Liverpool, já que não estou a ver o Sparta Praga eliminar os ingleses).
segunda-feira, dezembro 13, 2010
Melhorzinho
Vencemos o Braga (2-0) e passámos aos oitavos-de-final da Taça de Portugal. Depois das férias dos últimos dois jogos, os jogadores do Benfica voltaram a demonstrar atitude e vontade de ganhar um jogo, o que naturalmente se saúda, já que assim é bem mais fácil ter resultados positivos.
É indisfarçável que não atravessamos um bom período, já que em condições normais esta deveria ter sido uma partida ganha com muito mais facilidade. Criámos oportunidades mais do que suficientes para marcar o segundo golo bem antes do tempo de compensação. O Braga apresentou-se bastante desfalcado, quase não criou ocasiões de golo, mas o nosso nível exibicional não foi muito elevado. A equipa esteve mais concentrada do que na 3ª feira, utilizou amiúde mais velocidade e chegou ao intervalo a ganhar através de um golo do Saviola aos 38’. Antes disso, já o Carlos Martins, Maxi Pereira e Cardozo tinham tido boas oportunidades para marcar, mas nada.
Na 2ª parte, o Braga tentou subir mais no campo e deixou-nos mais espaço lá atrás. Aproveitámos para fazer contra-ataques bastante perigosos, mas evidenciando sempre dificuldades em meter a bola na baliza. O Braga pouco fazia, mas sem marcarmos o golo que dissipasse as dúvidas todas, ficámos à mercê de um lance fortuito que lhes desse o empate. O que só não aconteceu muito perto do fim, porque o Júlio César faz uma defesa soberba a um cabeceamento do Alan. Pouco depois, lá acabámos com a partida através de um golo de cabeça do Aimar, na sequência de um remate do Salvio ao poste e outro do Amorim para boa defesa do guarda-redes. À terceira foi de vez e assim lá nos qualificámos para defrontar o Olhanense na próxima eliminatória.
Apesar de não ter sido brilhante, a exibição de hoje permitiu que alguns jogadores sobressaíssem. O David Luiz fez uma óptima partida e a meio da 1ª parte teve que ficar com a braçadeira, porque o Luisão saiu lesionado. O Aimar, já se sabe, não consegue jogar mal e foi importante na nossa manobra atacante. O Saviola marcou um grande golo, mas continua distante da produção da época passada. No entanto, há que dizer a favor nele que nunca se esconde do jogo. O Júlio César foi importantíssimo no tal lance perto do fim e uma parte da qualificação deve-se sem dúvida a ele. Os substitutos (Sidnei, Salvio e Rúben Amorim, este já muito fim) entraram bem no jogo e o resto da equipa esteve regular.
Como disse o Jorge Jesus na conferência de imprensa no final, só as vitórias nos poderão moralizar. Conseguimos esta que foi importante, até porque estamos todos com desejo de voltar ao Jamor, e para a semana temos o último jogo do ano frente ao Rio Ave. Espero que este carrossel exibicional tenha terminado de vez e que possamos ser mais consistentes no futuro, porque caso contrário ficaremos longe dos nossos objectivos. Esta semana teremos dois sorteios (Taça de Portugal e Liga Europa) e vamos ver o que a sorte nos reserva, não esquecendo porém que antes temos de eliminar o Olhanense. Quanto à prova europeia, depois do inenarrável jogo de 3ª feira, iremos apanhar um adversário teoricamente mais difícil, já que não somos cabeças-de-série e, portanto, só nos resta desejar que a sorte não seja muito madrasta.
É indisfarçável que não atravessamos um bom período, já que em condições normais esta deveria ter sido uma partida ganha com muito mais facilidade. Criámos oportunidades mais do que suficientes para marcar o segundo golo bem antes do tempo de compensação. O Braga apresentou-se bastante desfalcado, quase não criou ocasiões de golo, mas o nosso nível exibicional não foi muito elevado. A equipa esteve mais concentrada do que na 3ª feira, utilizou amiúde mais velocidade e chegou ao intervalo a ganhar através de um golo do Saviola aos 38’. Antes disso, já o Carlos Martins, Maxi Pereira e Cardozo tinham tido boas oportunidades para marcar, mas nada.
Na 2ª parte, o Braga tentou subir mais no campo e deixou-nos mais espaço lá atrás. Aproveitámos para fazer contra-ataques bastante perigosos, mas evidenciando sempre dificuldades em meter a bola na baliza. O Braga pouco fazia, mas sem marcarmos o golo que dissipasse as dúvidas todas, ficámos à mercê de um lance fortuito que lhes desse o empate. O que só não aconteceu muito perto do fim, porque o Júlio César faz uma defesa soberba a um cabeceamento do Alan. Pouco depois, lá acabámos com a partida através de um golo de cabeça do Aimar, na sequência de um remate do Salvio ao poste e outro do Amorim para boa defesa do guarda-redes. À terceira foi de vez e assim lá nos qualificámos para defrontar o Olhanense na próxima eliminatória.
Apesar de não ter sido brilhante, a exibição de hoje permitiu que alguns jogadores sobressaíssem. O David Luiz fez uma óptima partida e a meio da 1ª parte teve que ficar com a braçadeira, porque o Luisão saiu lesionado. O Aimar, já se sabe, não consegue jogar mal e foi importante na nossa manobra atacante. O Saviola marcou um grande golo, mas continua distante da produção da época passada. No entanto, há que dizer a favor nele que nunca se esconde do jogo. O Júlio César foi importantíssimo no tal lance perto do fim e uma parte da qualificação deve-se sem dúvida a ele. Os substitutos (Sidnei, Salvio e Rúben Amorim, este já muito fim) entraram bem no jogo e o resto da equipa esteve regular.
Como disse o Jorge Jesus na conferência de imprensa no final, só as vitórias nos poderão moralizar. Conseguimos esta que foi importante, até porque estamos todos com desejo de voltar ao Jamor, e para a semana temos o último jogo do ano frente ao Rio Ave. Espero que este carrossel exibicional tenha terminado de vez e que possamos ser mais consistentes no futuro, porque caso contrário ficaremos longe dos nossos objectivos. Esta semana teremos dois sorteios (Taça de Portugal e Liga Europa) e vamos ver o que a sorte nos reserva, não esquecendo porém que antes temos de eliminar o Olhanense. Quanto à prova europeia, depois do inenarrável jogo de 3ª feira, iremos apanhar um adversário teoricamente mais difícil, já que não somos cabeças-de-série e, portanto, só nos resta desejar que a sorte não seja muito madrasta.
quarta-feira, dezembro 08, 2010
D-e-p-l-o-r-á-v-e-l!
A segunda exibição vergonhosa no espaço de quatro dias custou-nos uma derrota caseira (1-2) frente ao Schalke. Só não saímos das competições europeias porque o Lyon marcou aos 88’ e assim empatou com o Hapoel de Telavive, caso contrário o opróbrio seria muito maior.
Como já disse aqui, se há coisa que eu não desculpo aos jogadores do Benfica é exibirem falta de vontade em campo. Tudo o resto pode falhar, menos a vontade de lutar por um resultado melhor. É inadmissível a 1ª parte que fizemos. A má escolha da equipa por parte do Jesus não pode ser vir de desculpa. Parecia que os jogadores estavam simplesmente a fazer um frete em campo. Sem velocidade, sem alegria, sem garra, sem capacidade de luta foi um z-e-r-o absoluto. Claro que só poderíamos ir para o intervalo a perder.
A 2ª parte continuou na mesma toada apesar das duas substituições logo no início. Não saía nada bem, mas os jogadores também não se esforçavam muito para que tal acontecesse. Em França, o Lyon marcou primeiro, mas o Hapoel ripostou logo e com dois golos. Na Luz, o Schalke fazia o 0-2. Só nessa altura é que os jogadores do Benfica se dignaram a jogar um bocadinho à bola. Claro que foi tarde demais. Apenas conseguimos marcar um golo, o que naturalmente não impediu uma derrota lamentável em casa.
Já terão reparado que não mencionei nenhum jogador do Benfica e não vou fazê-lo até ao final do post. Acho que o mínimo que deveriam fazer era darem ao clube os 800.000€ que perdemos hoje. Já que não lutaram pelo prestígio, não lutaram pela honra, não lutaram pela camisola que envergam e, com isso tudo, custaram essa quantia ao clube, ao menos que assumissem isso e a repusessem. As consequências desta exibição miserável só as veremos no dia do sorteio, já que não seremos cabeças-de-série no sorteio da Liga Europa e entre o Liverpool e o Steaua de Bucareste, por exemplo, há uma pequena diferença…
O Rui Costa foi à sala de imprensa no final do jogo assumir responsabilidades pelo fracasso desta participação na Champions. Só lhe fica bem. Relembrou que ainda estamos envolvidos em quatro competições e prometeu que ninguém lá dentro vai baixar os braços. Espero sinceramente ver isso reflectido em campo, já que estes últimos dois jogos deixaram-me seriamente apreensivo. E o que mais me preocupa é ver o Jesus dizer uma coisa nas conferências de imprensa antes dos jogos ("ir longe na Liga Europa") e suceder exactamente o contrário em campo no dia seguinte. Caso não arrepiemos caminho e demonstremos vontade em… jogar à bola(!), esta época vai ser muuuuuuuito longa… E bem podem falar nos três pontos que temos a menos do que no ano passado, que tenho a certeza que o grau de preocupação dos adeptos não vai ser nada amenizado. Há um ano estava mesmo a ver-se (vá… com bastante probabilidade) o que iria acontecer, este ano é a mesma coisa. Só que, neste caso, infelizmente.
P.S. - Há coisas que sinceramente não entendo… Por uma questão de princípio, nunca assobiei nem assobio um jogador do Benfica (e hoje essa questão de princípio foi o que me valeu mesmo…), mas nem tanto ao mar nem tanto à terra. Cheguei a ouvir palmas no final da partida! Desculpem?! Come again?! Depois daquilo ainda se bate palmas?! Ou as palmas eram para o Lyon e eu não percebi?
Como já disse aqui, se há coisa que eu não desculpo aos jogadores do Benfica é exibirem falta de vontade em campo. Tudo o resto pode falhar, menos a vontade de lutar por um resultado melhor. É inadmissível a 1ª parte que fizemos. A má escolha da equipa por parte do Jesus não pode ser vir de desculpa. Parecia que os jogadores estavam simplesmente a fazer um frete em campo. Sem velocidade, sem alegria, sem garra, sem capacidade de luta foi um z-e-r-o absoluto. Claro que só poderíamos ir para o intervalo a perder.
A 2ª parte continuou na mesma toada apesar das duas substituições logo no início. Não saía nada bem, mas os jogadores também não se esforçavam muito para que tal acontecesse. Em França, o Lyon marcou primeiro, mas o Hapoel ripostou logo e com dois golos. Na Luz, o Schalke fazia o 0-2. Só nessa altura é que os jogadores do Benfica se dignaram a jogar um bocadinho à bola. Claro que foi tarde demais. Apenas conseguimos marcar um golo, o que naturalmente não impediu uma derrota lamentável em casa.
Já terão reparado que não mencionei nenhum jogador do Benfica e não vou fazê-lo até ao final do post. Acho que o mínimo que deveriam fazer era darem ao clube os 800.000€ que perdemos hoje. Já que não lutaram pelo prestígio, não lutaram pela honra, não lutaram pela camisola que envergam e, com isso tudo, custaram essa quantia ao clube, ao menos que assumissem isso e a repusessem. As consequências desta exibição miserável só as veremos no dia do sorteio, já que não seremos cabeças-de-série no sorteio da Liga Europa e entre o Liverpool e o Steaua de Bucareste, por exemplo, há uma pequena diferença…
O Rui Costa foi à sala de imprensa no final do jogo assumir responsabilidades pelo fracasso desta participação na Champions. Só lhe fica bem. Relembrou que ainda estamos envolvidos em quatro competições e prometeu que ninguém lá dentro vai baixar os braços. Espero sinceramente ver isso reflectido em campo, já que estes últimos dois jogos deixaram-me seriamente apreensivo. E o que mais me preocupa é ver o Jesus dizer uma coisa nas conferências de imprensa antes dos jogos ("ir longe na Liga Europa") e suceder exactamente o contrário em campo no dia seguinte. Caso não arrepiemos caminho e demonstremos vontade em… jogar à bola(!), esta época vai ser muuuuuuuito longa… E bem podem falar nos três pontos que temos a menos do que no ano passado, que tenho a certeza que o grau de preocupação dos adeptos não vai ser nada amenizado. Há um ano estava mesmo a ver-se (vá… com bastante probabilidade) o que iria acontecer, este ano é a mesma coisa. Só que, neste caso, infelizmente.
P.S. - Há coisas que sinceramente não entendo… Por uma questão de princípio, nunca assobiei nem assobio um jogador do Benfica (e hoje essa questão de princípio foi o que me valeu mesmo…), mas nem tanto ao mar nem tanto à terra. Cheguei a ouvir palmas no final da partida! Desculpem?! Come again?! Depois daquilo ainda se bate palmas?! Ou as palmas eram para o Lyon e eu não percebi?
sábado, dezembro 04, 2010
Exibição miserável
E o futebol tem destas coisas: a pior exibição desta época (da era Jesus?) correspondeu a uma vitória 2-0 frente ao Olhanense. Costuma dizer-se que se salvou o resultado, mas depois do jogo que fizemos no passado Domingo em Aveiro, não estava nada à espera de ver isto… A sensação que deu, durante a maior parte do encontro, é que os jogadores do Benfica estavam a fazer um frete em campo. Faltou garra, faltou alegria, faltou vontade, faltou tudo aquilo que tivemos a rodos no ano passado.
A equipa foi praticamente a mesma de Aveiro (com o Aimar no lugar do Carlos Martins), o que torna as coisas ainda mais incompreensíveis. Espero que tenha sido só uma noite má, porque não é com exibições como esta que conseguiremos algo este ano. Até ganhámos esta partida, mas se jogarmos assim frente ao Schalke e ao Braga duvido muito que vençamos. Quando a primeira jogada de jeito é feita aos 40’ está tudo dito. Graças ao Moretto e ao seu frango monumental (retiro imediatamente todo o mal que sempre disse dele…), conseguimos ir para o intervalo em vantagem com mais um golo do Cardozo, que assim igualou o Magnusson como o maior goleador estrangeiro da história do Benfica com 84 golos (continuem a dizer que ele não corre, não presta, não se esforça, etc…). Mas foram do Roberto as duas mais difíceis defesas da 1ª parte.
Na 2ª parte, o Jesus colocou o Carlos Martins no lugar do Gaitán e as coisas melhoraram, mas pouco. Continuámos sem velocidade nenhuma, sem criar desequilíbrios atacantes e a deixar correr o marfim. O que vale é que defendemos melhor e o Olhanense praticamente não criou perigo, com excepção de um golo (bem) anulado por fora-de-jogo. Com a entrada do Salvio para o lugar ao Aimar, conseguimos ter um pouco de velocidade e a criar algumas oportunidades. O Cardozo atirou ao poste e marcámos o chamado golo da tranquilidade aos 81’ pelo Saviola, na sequência de um canto do Carlos Martins com desvio do David Luiz ao primeiro poste. Até final, não fizemos mais nada de relevante e este jogo vai entrar rapidamente na galeria daquele que é melhor mesmo só relembrar o resultado.
Com uma exibição destas, quase nem que apetece destacar ninguém em termos individuais, mas achei o Rúben Amorim dos menos maus e o Roberto importante para não ficarmos a perder logo na 1ª parte. Ah, e apesar de nem sempre ter feito tudo bem, o Cardozo lá marcou mais um e atirou outra bola ao poste. Ou seja, cumpriu a sua principal função.
As próximas duas partidas vão ser fundamentais na época: conseguir a qualificação para a Liga Europa e seguir em frente na Taça de Portugal é o mínimo que se exige aos jogadores nesta altura. O Jesus olha para os números do campeonato e diz que estamos apenas com menos três pontos que na época passada. Sim, é verdade, mas convém olhar um pouco mais além: também durante o Mundial da África do Sul, houve quem ficasse contente com o empate de Portugal frente à Costa do Marfim e se risse da derrota da Espanha frente à Suíça, quando as exibições das duas selecções foram diametralmente opostas e anteciparam o que acabou por acontecer depois. Não melhoremos o nosso nível exibicional e depois venham chorar no final da época…
A equipa foi praticamente a mesma de Aveiro (com o Aimar no lugar do Carlos Martins), o que torna as coisas ainda mais incompreensíveis. Espero que tenha sido só uma noite má, porque não é com exibições como esta que conseguiremos algo este ano. Até ganhámos esta partida, mas se jogarmos assim frente ao Schalke e ao Braga duvido muito que vençamos. Quando a primeira jogada de jeito é feita aos 40’ está tudo dito. Graças ao Moretto e ao seu frango monumental (retiro imediatamente todo o mal que sempre disse dele…), conseguimos ir para o intervalo em vantagem com mais um golo do Cardozo, que assim igualou o Magnusson como o maior goleador estrangeiro da história do Benfica com 84 golos (continuem a dizer que ele não corre, não presta, não se esforça, etc…). Mas foram do Roberto as duas mais difíceis defesas da 1ª parte.
Na 2ª parte, o Jesus colocou o Carlos Martins no lugar do Gaitán e as coisas melhoraram, mas pouco. Continuámos sem velocidade nenhuma, sem criar desequilíbrios atacantes e a deixar correr o marfim. O que vale é que defendemos melhor e o Olhanense praticamente não criou perigo, com excepção de um golo (bem) anulado por fora-de-jogo. Com a entrada do Salvio para o lugar ao Aimar, conseguimos ter um pouco de velocidade e a criar algumas oportunidades. O Cardozo atirou ao poste e marcámos o chamado golo da tranquilidade aos 81’ pelo Saviola, na sequência de um canto do Carlos Martins com desvio do David Luiz ao primeiro poste. Até final, não fizemos mais nada de relevante e este jogo vai entrar rapidamente na galeria daquele que é melhor mesmo só relembrar o resultado.
Com uma exibição destas, quase nem que apetece destacar ninguém em termos individuais, mas achei o Rúben Amorim dos menos maus e o Roberto importante para não ficarmos a perder logo na 1ª parte. Ah, e apesar de nem sempre ter feito tudo bem, o Cardozo lá marcou mais um e atirou outra bola ao poste. Ou seja, cumpriu a sua principal função.
As próximas duas partidas vão ser fundamentais na época: conseguir a qualificação para a Liga Europa e seguir em frente na Taça de Portugal é o mínimo que se exige aos jogadores nesta altura. O Jesus olha para os números do campeonato e diz que estamos apenas com menos três pontos que na época passada. Sim, é verdade, mas convém olhar um pouco mais além: também durante o Mundial da África do Sul, houve quem ficasse contente com o empate de Portugal frente à Costa do Marfim e se risse da derrota da Espanha frente à Suíça, quando as exibições das duas selecções foram diametralmente opostas e anteciparam o que acabou por acontecer depois. Não melhoremos o nosso nível exibicional e depois venham chorar no final da época…
segunda-feira, novembro 29, 2010
Tacuara!
Dois golos e uma assistência do Cardozo permitiram-nos vencer em Aveiro (3-1), isolar-nos no 2º lugar do campeonato e ficar a oito pontos do primeiro, já que o CRAC empatou no WC. Era uma partida importantíssima para esconjurarmos o pesadelo israelita e aproveitarmos o deslize do CRAC. A vitória foi conseguida com uma muito boa exibição durante boa parte do jogo.
Entrámos de forma excelente, com velocidade e determinação para alcançarmos o golo o mais rapidamente possível. A titularidade do Rúben Amorim permitiu-nos ter mais consistência no meio-campo e não perdemos em termos atacantes. O Saviola atirou à barra e o Sr. Bruno Paixão não viu uma mão do tamanho do mundo na grande-área. Só por isto não chegámos mais cedo à vantagem, que acabou por surgir muito perto do intervalo pelo Cardozo na sequência de um penalty sobre ele próprio. Foi num canto em que o paraguaio foi puxado de uma maneira tão escandalosa que o Sr. Bruno Paixão não teve outro remédio que não marcar penalty.
Na 2ª parte, o Beira-Mar reagiu bem, chegou a atirar uma bola ao poste, mas nós também já tínhamos falhado um golo incrível pelo Cardozo. No entanto, ainda bem que não foi golo, já que o lance deveria ter sido invalidado por fora-de-jogo do Amorim. Aos 59’, o paraguaio voltou a provar porque é um dos melhores pontas-de-lança da história do nosso clube: golão num remate em arco na sequência de um contra-ataque. Mas não era tudo dele, já que sete minutos depois fez uma jogada brilhante e ofereceu o golo ao Saviola, que finalmente voltou a marcar. A partida estava ganha, o Jesus começou a fazer substituições para poupar jogadores e o Beira-Mar ainda chegou ao golo através de uma bola parada (para não variar…).
Em termos individuais, é óbvio que o destaque vai inteirinho para o Cardozo: dois golos e uma assistência justificam-no perfeitamente. Privilegiados somos nós em poder contar com um jogador tão decisivo na nossa equipa. Está lá para marcar golos e marca-os com uma regularidade impressionante. Também gostei muito do Amorim, que deve ter conquistado o lugar na direita do meio-campo e, bem vistas as coisas, é o mais aproximado do Ramires que temos. O Carlos Martins não esteve mal e compensou a ausência do Aimar por lesão. O Javi García foi outro que se salientou e todo o resto da equipa esteve regular.
Temos agora quatro jogos consecutivos em casa para três competições antes do Natal e não se espera outra coisa que não quatro vitórias. Com o regresso do Cardozo ficamos mais fortes no ataque, com maior poder de concretização e com todas as condições para estabilizarmos as nossas exibições. É fundamental que estes jogos nos catapultem para um 2011 melhor que estes últimos meses de 2010. Se as conseguirmos, seguiremos em frente na Taça de Portugal, qualificar-nos-emos para a Liga Europa e seguiremos isolados no 2º lugar. E, acima de tudo, entraremos confiantes no novo ano. Que é precisamente o que nos está a faltar este ano: confiança para voltarmos a ser a equipa que atemorizava os adversários na época passada.
Entrámos de forma excelente, com velocidade e determinação para alcançarmos o golo o mais rapidamente possível. A titularidade do Rúben Amorim permitiu-nos ter mais consistência no meio-campo e não perdemos em termos atacantes. O Saviola atirou à barra e o Sr. Bruno Paixão não viu uma mão do tamanho do mundo na grande-área. Só por isto não chegámos mais cedo à vantagem, que acabou por surgir muito perto do intervalo pelo Cardozo na sequência de um penalty sobre ele próprio. Foi num canto em que o paraguaio foi puxado de uma maneira tão escandalosa que o Sr. Bruno Paixão não teve outro remédio que não marcar penalty.
Na 2ª parte, o Beira-Mar reagiu bem, chegou a atirar uma bola ao poste, mas nós também já tínhamos falhado um golo incrível pelo Cardozo. No entanto, ainda bem que não foi golo, já que o lance deveria ter sido invalidado por fora-de-jogo do Amorim. Aos 59’, o paraguaio voltou a provar porque é um dos melhores pontas-de-lança da história do nosso clube: golão num remate em arco na sequência de um contra-ataque. Mas não era tudo dele, já que sete minutos depois fez uma jogada brilhante e ofereceu o golo ao Saviola, que finalmente voltou a marcar. A partida estava ganha, o Jesus começou a fazer substituições para poupar jogadores e o Beira-Mar ainda chegou ao golo através de uma bola parada (para não variar…).
Em termos individuais, é óbvio que o destaque vai inteirinho para o Cardozo: dois golos e uma assistência justificam-no perfeitamente. Privilegiados somos nós em poder contar com um jogador tão decisivo na nossa equipa. Está lá para marcar golos e marca-os com uma regularidade impressionante. Também gostei muito do Amorim, que deve ter conquistado o lugar na direita do meio-campo e, bem vistas as coisas, é o mais aproximado do Ramires que temos. O Carlos Martins não esteve mal e compensou a ausência do Aimar por lesão. O Javi García foi outro que se salientou e todo o resto da equipa esteve regular.
Temos agora quatro jogos consecutivos em casa para três competições antes do Natal e não se espera outra coisa que não quatro vitórias. Com o regresso do Cardozo ficamos mais fortes no ataque, com maior poder de concretização e com todas as condições para estabilizarmos as nossas exibições. É fundamental que estes jogos nos catapultem para um 2011 melhor que estes últimos meses de 2010. Se as conseguirmos, seguiremos em frente na Taça de Portugal, qualificar-nos-emos para a Liga Europa e seguiremos isolados no 2º lugar. E, acima de tudo, entraremos confiantes no novo ano. Que é precisamente o que nos está a faltar este ano: confiança para voltarmos a ser a equipa que atemorizava os adversários na época passada.
quinta-feira, novembro 25, 2010
Inconcebível!
Perdemos 0-3 em Telavive frente ao Hapoel e fomos eliminados da Liga dos Campeões. Apesar de a derrota não espelhar o que se passou no jogo, o resultado é uma vergonha no nosso palmarés. Perder 0-3 com a Naval 1º de Maio da Champions é algo que não estaria nem nos nossos piores pesadelos. Resta-nos ganhar ao Schalke no último jogo, ganhar os 800.000€ da vitória e encarar a Liga Europa como um troféu a conquistar! Ouviram, srs. jogadores do Benfica, a Liga Europa é para tentar ganhar!
Entrámos bem na partida, mas quando começámos a falhar golos em catadupa, tive logo um mau pressentimento. O Hapoel foi lá uma vez aos 24’ e, através de um livre, uma cabeçada com desvio no David Luiz deu o 0-1. Nós continuámos a dominar a partida e a falhar golos. A 2ª parte foi mais do mesmo, os israelitas a defender, nós a atacar, mas marcar nada. O Hapoel foi lá uma 2ª vez num canto aos 74’ e fez o 0-2. Um lance com mais ressaltos caricatos e grandes desconcentrações defensivas. E ainda fez o 0-3 já nos descontos. Uma partida inglória, em que tivemos mais de 20(!) cantos, não-sei-quantos remates, mas acabámos por sofrer uma derrota inacreditável. Espero que se tirem as ilações devidas, porque o que fica é o resultado e nós NUNCA poderíamos ter perdido por estes números frente a uma equipa que está perfeitamente ao nosso alcance. Os jogadores que se mentalizem que o ano passado lá vai e este está a ir por muito mau caminho: já é o 3º recorde negativo que batemos (maior número de derrotas nas quatro primeiras jornadas, 0-5 na pocilga e 0 pontos e 0-7 em golos nos três jogos fora da Champions). E o Jorge Jesus que faça qualquer coisa, porque a equipa parece amorfa e com falta de crença quando as coisas não lhe começam a correr bem.
Nem me passa pela cabeça que não nos apuremos para a Liga Europa e nem que não ganhemos em Aveiro no próximo Domingo. Esta derrota doeu imenso, mas temos um prestígio a recuperar. Algo que só será feito se a nossa participação na Liga Europa for até muito longe. É bom que toda a gente dentro do Benfica se mentalize disto. Como diria um amigo meu, eu quero os originais do ano passado que os clones deste não estão a dar conta do recado!
Entrámos bem na partida, mas quando começámos a falhar golos em catadupa, tive logo um mau pressentimento. O Hapoel foi lá uma vez aos 24’ e, através de um livre, uma cabeçada com desvio no David Luiz deu o 0-1. Nós continuámos a dominar a partida e a falhar golos. A 2ª parte foi mais do mesmo, os israelitas a defender, nós a atacar, mas marcar nada. O Hapoel foi lá uma 2ª vez num canto aos 74’ e fez o 0-2. Um lance com mais ressaltos caricatos e grandes desconcentrações defensivas. E ainda fez o 0-3 já nos descontos. Uma partida inglória, em que tivemos mais de 20(!) cantos, não-sei-quantos remates, mas acabámos por sofrer uma derrota inacreditável. Espero que se tirem as ilações devidas, porque o que fica é o resultado e nós NUNCA poderíamos ter perdido por estes números frente a uma equipa que está perfeitamente ao nosso alcance. Os jogadores que se mentalizem que o ano passado lá vai e este está a ir por muito mau caminho: já é o 3º recorde negativo que batemos (maior número de derrotas nas quatro primeiras jornadas, 0-5 na pocilga e 0 pontos e 0-7 em golos nos três jogos fora da Champions). E o Jorge Jesus que faça qualquer coisa, porque a equipa parece amorfa e com falta de crença quando as coisas não lhe começam a correr bem.
Nem me passa pela cabeça que não nos apuremos para a Liga Europa e nem que não ganhemos em Aveiro no próximo Domingo. Esta derrota doeu imenso, mas temos um prestígio a recuperar. Algo que só será feito se a nossa participação na Liga Europa for até muito longe. É bom que toda a gente dentro do Benfica se mentalize disto. Como diria um amigo meu, eu quero os originais do ano passado que os clones deste não estão a dar conta do recado!
quinta-feira, novembro 18, 2010
Bem-vinda de volta, selecção!
Quando a selecção joga no Estádio da Luz, eu faço sempre questão de a ir ver ao vivo principalmente por causa de um motivo: impedir que algum lagarto ou algum adepto do CRAC ocupe, e assim polua, o meu lugar! Mas ainda vacilei para este jogo, por causa dos 25€ do bilhete para ir ver uma partida a feijões. Só que a perspectiva de ver os campeões da Europa e do Mundo também falou alto e lá me decidi a ir. Estava eu à espera de me regozijar futebolisticamente com os Xavis, Iniestas e David Villas, e eis senão quando a selecção portuguesa enfia quatro secos à Espanha, conseguindo a maior vitória de sempre perante os nossos vizinhos.O título do post revela naturalmente a satisfação que sinto por ver que a selecção voltou aos tempos em que nos entusiasmava a todos. Desde a altura do Scolari que não produzíamos uma exibição tão boa e, caso a Federação fizesse o que deveria ter feito logo a seguir ao Mundial, neste momento estaríamos certamente com um pé e meio no Euro 2012. Sim, o jogo era particular, mas eu estive no estádio e não me pareceu que a Espanha tivesse ido para lá brincar. O que só valoriza a nossa vitória. O Paulo Bento limitou-se a continuar fazer aquilo que qualquer treinador de jeito faria: colocar os jogadores nas suas posições e motivá-los. A diferença de alegria no jogo em relação aos tempos negros do Queiroz é abissal e as próprias declarações dos jogadores revelam isso. Deixámos de ter o Ricardo Costa a lateral-direito, o Pepe a trinco e o Moutinho e o Carlos Martins fora dos convocados. Tudo coisas simples que qualquer leigo percebe, mas que era areia demais para a camioneta de um certo “professor”…
Só voltamos a ter jogos oficiais em Junho, mas se até lá pudermos ter particulares contra boas selecções, e não potências futebolísticas como Cabo Verde ou Moçambique, isso será bom para que a selecção possa crescer. Agora que temos um treinador, há todas as condições para isso.
segunda-feira, novembro 15, 2010
O melhor golo do ano
Regressámos às vitórias e às goleadas frente à Naval (4-0) numa partida essencial para apagar a péssima imagem da semana passada. Ainda por cima, estávamos bastante desfalcados para esta partida por causa dos castigados (Luisão, Maxi Pereira e Carlos Martins) e lesionados (Javi García, já para não falar do Cardozo), pelo que um triunfo era absolutamente fundamental.
Marcámos muito cedo (aos 10’ pelo Kardec), mas a 1ª parte foi muito repartida. A Naval não trouxe o autocarro, atirou duas bolas ao poste e proporcionou ao Roberto uma grande defesa. Quanto a nós, estivemos bem nos primeiros 20’, em que o guarda-redes contrário não permitiu ao Aimar marcar por duas vezes, mas com a aproximação do intervalo fomos baixando de produção. Como a partida estava, era fundamental alargar a vantagem no marcador, já que o adversário revelava capacidade para marcar.
A 2ª parte foi bastante diferente e para isso muito contribuiu o 2-0 logo aos 47’ pelo Gaitán, num excelente remate fora da área depois de uma bonita combinação entre o Aimar e o Salvio. Era um excelente reinício de jogo que foi abrilhantado por novo golo do Gaitán aos 62’, na sequência de outra boa jogada do Salvio. A questão do vencedor estava resolvida. A partir daqui, libertámo-nos e conseguimos alguns lances brilhantes, principalmente através dos suspeitos do costume: Aimar e Saviola. Até que aos 86’, o Jesus lá se convenceu em dar uns minutitos ao nosso capitão. E foi do Nuno Gomes o momento do jogo: marcou o golo do ano aos 89'! Interceptou uma bola atrasada ao guarda-redes e, mesmo com ele à ilharga, conseguiu fazer o 4-0 de um ângulo já um pouco complicado. Escusado será dizer que foi o golo que festejei mais, porque os golos do Nuno Gomes são golos do Benfica e à Benfica. São golos de todos nós, adeptos, porque também é um o que os marca. Só espero é que o Jesus se convença de vez que, para jogar 20 minutitos, ele é muito mais útil que Jaras e outros que tais. Porque pode não ter (e não tem) a capacidade física de outros tempos, mas dá 10-0 a outros avançados utilizados mais regularmente, em termos de inteligência de jogo. E com pouco mais de 30’ de tempo de utilização total na época tem um golo e uma assistência. Não é para todos…
O melhor em campo foi o Gaitán. Dois grandes golos justificam esta distinção e espero que estes lhe dêem confiança para subir a sua produção. O Salvio esteve ligado a três golos e demonstra mais à-vontade que em partidas passadas. O Aimar não sabe jogar mal e algumas combinações com o Saviola deixaram água na boca. O Saviola esteve um pouco melhor que em partidas passadas, mas quando chega à parte de rematar à baliza as coisas ainda estão muito tremidas. Surpreendentemente batidos em mais do que um lance foram o David Luiz e o Fábio Coentrão, que terão feito o jogo menos conseguido deste ano. Acontece.
Com o golo apontado pelo Nuno Gomes, recuperámos o 2º lugar da classificação por causa da diferença de golos. Com o regresso dos castigados e a recuperação dos lesionados, ficaremos mais fortes e conto que esta vitória tenha sequência no futuro. Graças à cimeira da Nato estamos de folga no próximo fim-de-semana de Taça de Portugal, pelo que temos mais tempo de preparação para o jogo em Israel. Onde se espera nada menos que uma vitória.
Marcámos muito cedo (aos 10’ pelo Kardec), mas a 1ª parte foi muito repartida. A Naval não trouxe o autocarro, atirou duas bolas ao poste e proporcionou ao Roberto uma grande defesa. Quanto a nós, estivemos bem nos primeiros 20’, em que o guarda-redes contrário não permitiu ao Aimar marcar por duas vezes, mas com a aproximação do intervalo fomos baixando de produção. Como a partida estava, era fundamental alargar a vantagem no marcador, já que o adversário revelava capacidade para marcar.
A 2ª parte foi bastante diferente e para isso muito contribuiu o 2-0 logo aos 47’ pelo Gaitán, num excelente remate fora da área depois de uma bonita combinação entre o Aimar e o Salvio. Era um excelente reinício de jogo que foi abrilhantado por novo golo do Gaitán aos 62’, na sequência de outra boa jogada do Salvio. A questão do vencedor estava resolvida. A partir daqui, libertámo-nos e conseguimos alguns lances brilhantes, principalmente através dos suspeitos do costume: Aimar e Saviola. Até que aos 86’, o Jesus lá se convenceu em dar uns minutitos ao nosso capitão. E foi do Nuno Gomes o momento do jogo: marcou o golo do ano aos 89'! Interceptou uma bola atrasada ao guarda-redes e, mesmo com ele à ilharga, conseguiu fazer o 4-0 de um ângulo já um pouco complicado. Escusado será dizer que foi o golo que festejei mais, porque os golos do Nuno Gomes são golos do Benfica e à Benfica. São golos de todos nós, adeptos, porque também é um o que os marca. Só espero é que o Jesus se convença de vez que, para jogar 20 minutitos, ele é muito mais útil que Jaras e outros que tais. Porque pode não ter (e não tem) a capacidade física de outros tempos, mas dá 10-0 a outros avançados utilizados mais regularmente, em termos de inteligência de jogo. E com pouco mais de 30’ de tempo de utilização total na época tem um golo e uma assistência. Não é para todos…
O melhor em campo foi o Gaitán. Dois grandes golos justificam esta distinção e espero que estes lhe dêem confiança para subir a sua produção. O Salvio esteve ligado a três golos e demonstra mais à-vontade que em partidas passadas. O Aimar não sabe jogar mal e algumas combinações com o Saviola deixaram água na boca. O Saviola esteve um pouco melhor que em partidas passadas, mas quando chega à parte de rematar à baliza as coisas ainda estão muito tremidas. Surpreendentemente batidos em mais do que um lance foram o David Luiz e o Fábio Coentrão, que terão feito o jogo menos conseguido deste ano. Acontece.
Com o golo apontado pelo Nuno Gomes, recuperámos o 2º lugar da classificação por causa da diferença de golos. Com o regresso dos castigados e a recuperação dos lesionados, ficaremos mais fortes e conto que esta vitória tenha sequência no futuro. Graças à cimeira da Nato estamos de folga no próximo fim-de-semana de Taça de Portugal, pelo que temos mais tempo de preparação para o jogo em Israel. Onde se espera nada menos que uma vitória.
terça-feira, novembro 09, 2010
Leitura obrigatória
O melhor elogio que posso fazer a este texto do meu amigo Artur é que poderia ter sido eu a escrevê-lo.
P.S. - No entanto, é ÓBVIO que não me passa pela cabeça qualquer mudança na equipa técnica neste momento. Despedir um treinador campeão na 1ª parte da época seguinte é digno de um clube "diferente"... Ainda há objectivos a atingir e as contas fazem-se sempre (espero eu) no final das épocas. Lembro-me bem do grande erro que foi o timing do despedimento do Fernando Santos...
P.S. - No entanto, é ÓBVIO que não me passa pela cabeça qualquer mudança na equipa técnica neste momento. Despedir um treinador campeão na 1ª parte da época seguinte é digno de um clube "diferente"... Ainda há objectivos a atingir e as contas fazem-se sempre (espero eu) no final das épocas. Lembro-me bem do grande erro que foi o timing do despedimento do Fernando Santos...
segunda-feira, novembro 08, 2010
Descalabro
Perdemos em casa do CRAC por inacreditáveis 0-5 e dissemos adeus à revalidação do título. Com 10 pontos de atraso para o 1º lugar, é praticamente impossível a recuperação, mesmo ainda faltando 20 jogos para o final do campeonato. Depois do título conquistado de forma brilhante no ano passado, o Jesus entra na história negativa do Benfica ao ter a maior derrota de sempre em casa do CRAC.
Agradeço ao nosso treinador ter-me tirado os poucos nervos que eu já tinha antes do jogo. Com a nomeação do Sr. Pedro Proença nunca acreditei numa vitória nossa (lembro-me muito bem disto), mas a réstia de esperança foi-se quando soube a equipa inicial. Se há coisa que eu sempre critiquei são os treinadores que têm rasgos de génios antes de jogos importantes e inventam na constituição da equipa (o nome Jesualdo vem-me logo à cabeça). Foi o que fez o Jesus ao colocar o Sidnei de início. Não só entrou um jogador sem ritmo nenhum, como deslocou o David Luiz para a esquerda (uma tragédia, já que o Hulk fez o que quis dele) e o Fábio Coentrão para a extrema-esquerda (ele, que foi fabuloso a defesa contra o Lyon). Ou seja, mexeu em três posições ao mesmo tempo. Foi um erro crasso, com três golos nos primeiros 30’, e todos pelo lado esquerdo da nossa defesa, a confirmaram-no. A colocação do Saviola no banco também não correu nada bem, embora neste caso eu até tenha percebido a sua opção, pela má forma do argentino, aliada às boas exibições do Aimar, Carlos Martins e Salvio (no jogo contra o Lyon). Só que, depois do jogo, sim, acabou por ser outro erro.
O descontrolo emocional dos jogadores do Benfica é outro sinal que algo não vai bem. Já não é a 1ª vez e é inadmissível que um jogador como o Luisão agrida um adversário à cotovelada, principalmente com 0-3 no marcador. O resultado disso foi que sofremos mais dois golos. Ele, como capitão, deveria ser o primeiro a dar o exemplo e não esteve nada bem. Por outro lado, as atitudes do Maxi Pereira (ao rematar a bola para longe com o jogo já parado) e do Coentrão (entrada a pés juntos em que, por acaso, tocou na bola), ambos já com amarelo, foram outro sintoma que andamos muito instáveis em termos emocionais. O que, sinceramente, não se compreende.
Com o campeonato perdido, é bom no entanto que os jogadores do Benfica se mentalizem que a época não acabou. O 2º lugar é obrigatório, há duas taças para vencer e as provas europeias para disputar. Neste caso, sinceramente, preferia que fôssemos à Liga Europa. Dinheiro à parte, era uma boa oportunidade para a tentar vencer (está-me atravessada desde o ano passado…). Ir para os oitavos-de-final da Champions no 2º lugar do grupo, apanhar um colosso e ir borda fora logo no início de Março é algo que não me entusiasma nada. Preferiria que tivéssemos uma real oportunidade de voltar a ganhar um troféu europeu e assim salvar minimamente a época. Sim, porque apesar de gostar muito da Taça de Portugal, uma vitória nela não salvaria a temporada.
Agradeço ao nosso treinador ter-me tirado os poucos nervos que eu já tinha antes do jogo. Com a nomeação do Sr. Pedro Proença nunca acreditei numa vitória nossa (lembro-me muito bem disto), mas a réstia de esperança foi-se quando soube a equipa inicial. Se há coisa que eu sempre critiquei são os treinadores que têm rasgos de génios antes de jogos importantes e inventam na constituição da equipa (o nome Jesualdo vem-me logo à cabeça). Foi o que fez o Jesus ao colocar o Sidnei de início. Não só entrou um jogador sem ritmo nenhum, como deslocou o David Luiz para a esquerda (uma tragédia, já que o Hulk fez o que quis dele) e o Fábio Coentrão para a extrema-esquerda (ele, que foi fabuloso a defesa contra o Lyon). Ou seja, mexeu em três posições ao mesmo tempo. Foi um erro crasso, com três golos nos primeiros 30’, e todos pelo lado esquerdo da nossa defesa, a confirmaram-no. A colocação do Saviola no banco também não correu nada bem, embora neste caso eu até tenha percebido a sua opção, pela má forma do argentino, aliada às boas exibições do Aimar, Carlos Martins e Salvio (no jogo contra o Lyon). Só que, depois do jogo, sim, acabou por ser outro erro.
O descontrolo emocional dos jogadores do Benfica é outro sinal que algo não vai bem. Já não é a 1ª vez e é inadmissível que um jogador como o Luisão agrida um adversário à cotovelada, principalmente com 0-3 no marcador. O resultado disso foi que sofremos mais dois golos. Ele, como capitão, deveria ser o primeiro a dar o exemplo e não esteve nada bem. Por outro lado, as atitudes do Maxi Pereira (ao rematar a bola para longe com o jogo já parado) e do Coentrão (entrada a pés juntos em que, por acaso, tocou na bola), ambos já com amarelo, foram outro sintoma que andamos muito instáveis em termos emocionais. O que, sinceramente, não se compreende.
Com o campeonato perdido, é bom no entanto que os jogadores do Benfica se mentalizem que a época não acabou. O 2º lugar é obrigatório, há duas taças para vencer e as provas europeias para disputar. Neste caso, sinceramente, preferia que fôssemos à Liga Europa. Dinheiro à parte, era uma boa oportunidade para a tentar vencer (está-me atravessada desde o ano passado…). Ir para os oitavos-de-final da Champions no 2º lugar do grupo, apanhar um colosso e ir borda fora logo no início de Março é algo que não me entusiasma nada. Preferiria que tivéssemos uma real oportunidade de voltar a ganhar um troféu europeu e assim salvar minimamente a época. Sim, porque apesar de gostar muito da Taça de Portugal, uma vitória nela não salvaria a temporada.
quarta-feira, novembro 03, 2010
Sabor amargo
Vencemos o Lyon por 4-3 e, com o empate do Schalke em Telavive, recolocámo-nos na rota da qualificação, que será conseguida se ganharmos os dois jogos que faltam. Se me oferecessem este resultado antes do jogo, eu aceitá-lo-ia sem pestanejar, mas depois de estar a ganhar por 4-0 aos 75’ este desfecho deixa um grande amargo de boca. Conseguimos o mais importante, sim, a vitória, mas por causa de desconcentrações imperdoáveis não estamos numa posição tão boa quanto a que estaríamos se a partida tivesse terminado aos 75’. Mas já lá vamos.
Com a indisposição do Aimar, entrou o Salvio e o Carlos Martins jogou no meio. Comentava ao intervalo com os meus companheiros de bancada que, se calhar, há males que vêm por bem. O Aimar está em grande forma, mas o que é certo é que, com as quatro assistências, o Martins cumpriu na perfeição o seu papel e assim o génio argentino também descansou para o jogo na casa do CRAC. Sofremos dois golos no início da partida, bem anulados por fora-de-jogo e mão e, a partir daí, fomos letais na concretização. 3-0 ao intervalo com golos do Kardec, Fábio Coentrão e Javi García, o primeiro e o último de bola parada.
Na 2ª parte, estávamos a gerir muito bem a partida e, num contra-ataque venenoso na sequência de um canto contra nós, o Coentrão bisou num magnífico chapéu fora da área aos 67’. A partir daqui e com as substituições (entradas do Jara, Weldon e Felipe Menezes), a equipa relaxou, caiu a pique o os franceses marcaram três golos em 15’. É inadmissível que tenhamos estragado uma óptima exibição com uma parte final digna de uma equipa amadora.
Individualmente destaco o Coentrão e o Carlos Martins. Quanto ao primeiro, acho que podemos começar a nos despedir dele. Com exibições deste calibre, não vamos vê-lo de águia ao peito durante muito mais tempo. Espero é que, desta vez, alguém saia MESMO pela cláusula de rescisão. Se alguém vale os 30 milhões de euros, é ele, e qualquer valor abaixo disso será um péssimo negócio para o Benfica! O Martins fez as quatro assistências e isso diz tudo. No entanto, foi um erro o Jesus não ter colocado o Airton quando teve que o tirar por causa das cãibras aos 75’. O Menezes não existiu precisamente quando o Lyon começou a pressionar-nos. O Salvio foi uma muito agradável surpresa, especialmente na 1ª parte. Espero que tenha sido o início de uma bela temporada da parte dele. Toda a equipa tem culpas no que se passou nos últimos 15’, mas o frango do Roberto no 4-3 não estava mesmo no programa. Esperava que esses tempos já tivessem passado de vez.
A última imagem é o que fica e confesso que saí do estádio muito chateado. Eu sei que ganhámos, mas aquela parte final do encontro já fez mossa. Aos 75’ estávamos com um golo em atraso para o Schalke e agora temos quatro. E a diferença de golos pode ser muito importante para o apuramento: com um empate nosso em Israel e uma vitória alemã frente aos franceses, uma vitória por 2-0 na última jornada não será suficiente… Mas mais importante que tudo é que perdemos as (poucas, é certo) possibilidades que tínhamos de chegar ao 1º lugar do grupo. Para isso, ganhando nós os dois jogos, bastaria que o Lyon perdesse na Alemanha, mas agora terá igualmente de não ganhar em casa ao Hapoel. Ou seja, quase impossível. E a diferença entre ficar em 1º ou 2º na Champions, como estão as classificações dos grupos neste momento, é a diferença entre o Copenhaga e o Barcelona, ou o Spartak de Moscovo e o Chelsea. I rest my case! E eu já disse várias vezes que entre ficar nos oitavos-de-final da Liga do Campeões e ir mais longe na Liga Europa, prefiro esta última. Eu sei, o dinheiro e tal, mas eu gosto é de títulos.
Para além destas contas, é evidente que 4-3 não é o mesmo que 4-0 para a moral dos jogadores. São os mesmos três pontos, mas os níveis de confiança são completamente diferentes e isso pode ser muito importante para o próximo jogo. Ainda para mais, nas circunstâncias em que esse 4-3 aconteceu. E aquele lance do Roberto foi uma chatice ter acontecido nesta altura. Vamos ver o que acontecerá no próximo Domingo, mas foi uma pena não termos obtido um resultado histórico.
P.S. – Que arbitragem miserável! Os lances divididos eram sempre contra nós. Faltas semelhantes eram-no para um lado e não para o outro. E no alívio para canto do Maxi de que resulta o 4-2, parece-me claramente que há, pelo menos, dois jogadores do Lyon fora-de-jogo. O sr. Craig Alexander Thomson é um nome a recordar!
Com a indisposição do Aimar, entrou o Salvio e o Carlos Martins jogou no meio. Comentava ao intervalo com os meus companheiros de bancada que, se calhar, há males que vêm por bem. O Aimar está em grande forma, mas o que é certo é que, com as quatro assistências, o Martins cumpriu na perfeição o seu papel e assim o génio argentino também descansou para o jogo na casa do CRAC. Sofremos dois golos no início da partida, bem anulados por fora-de-jogo e mão e, a partir daí, fomos letais na concretização. 3-0 ao intervalo com golos do Kardec, Fábio Coentrão e Javi García, o primeiro e o último de bola parada.
Na 2ª parte, estávamos a gerir muito bem a partida e, num contra-ataque venenoso na sequência de um canto contra nós, o Coentrão bisou num magnífico chapéu fora da área aos 67’. A partir daqui e com as substituições (entradas do Jara, Weldon e Felipe Menezes), a equipa relaxou, caiu a pique o os franceses marcaram três golos em 15’. É inadmissível que tenhamos estragado uma óptima exibição com uma parte final digna de uma equipa amadora.
Individualmente destaco o Coentrão e o Carlos Martins. Quanto ao primeiro, acho que podemos começar a nos despedir dele. Com exibições deste calibre, não vamos vê-lo de águia ao peito durante muito mais tempo. Espero é que, desta vez, alguém saia MESMO pela cláusula de rescisão. Se alguém vale os 30 milhões de euros, é ele, e qualquer valor abaixo disso será um péssimo negócio para o Benfica! O Martins fez as quatro assistências e isso diz tudo. No entanto, foi um erro o Jesus não ter colocado o Airton quando teve que o tirar por causa das cãibras aos 75’. O Menezes não existiu precisamente quando o Lyon começou a pressionar-nos. O Salvio foi uma muito agradável surpresa, especialmente na 1ª parte. Espero que tenha sido o início de uma bela temporada da parte dele. Toda a equipa tem culpas no que se passou nos últimos 15’, mas o frango do Roberto no 4-3 não estava mesmo no programa. Esperava que esses tempos já tivessem passado de vez.
A última imagem é o que fica e confesso que saí do estádio muito chateado. Eu sei que ganhámos, mas aquela parte final do encontro já fez mossa. Aos 75’ estávamos com um golo em atraso para o Schalke e agora temos quatro. E a diferença de golos pode ser muito importante para o apuramento: com um empate nosso em Israel e uma vitória alemã frente aos franceses, uma vitória por 2-0 na última jornada não será suficiente… Mas mais importante que tudo é que perdemos as (poucas, é certo) possibilidades que tínhamos de chegar ao 1º lugar do grupo. Para isso, ganhando nós os dois jogos, bastaria que o Lyon perdesse na Alemanha, mas agora terá igualmente de não ganhar em casa ao Hapoel. Ou seja, quase impossível. E a diferença entre ficar em 1º ou 2º na Champions, como estão as classificações dos grupos neste momento, é a diferença entre o Copenhaga e o Barcelona, ou o Spartak de Moscovo e o Chelsea. I rest my case! E eu já disse várias vezes que entre ficar nos oitavos-de-final da Liga do Campeões e ir mais longe na Liga Europa, prefiro esta última. Eu sei, o dinheiro e tal, mas eu gosto é de títulos.
Para além destas contas, é evidente que 4-3 não é o mesmo que 4-0 para a moral dos jogadores. São os mesmos três pontos, mas os níveis de confiança são completamente diferentes e isso pode ser muito importante para o próximo jogo. Ainda para mais, nas circunstâncias em que esse 4-3 aconteceu. E aquele lance do Roberto foi uma chatice ter acontecido nesta altura. Vamos ver o que acontecerá no próximo Domingo, mas foi uma pena não termos obtido um resultado histórico.
P.S. – Que arbitragem miserável! Os lances divididos eram sempre contra nós. Faltas semelhantes eram-no para um lado e não para o outro. E no alívio para canto do Maxi de que resulta o 4-2, parece-me claramente que há, pelo menos, dois jogadores do Lyon fora-de-jogo. O sr. Craig Alexander Thomson é um nome a recordar!
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