segunda-feira, novembro 29, 2010
Tacuara!
Dois golos e uma assistência do Cardozo permitiram-nos vencer em Aveiro (3-1), isolar-nos no 2º lugar do campeonato e ficar a oito pontos do primeiro, já que o CRAC empatou no WC. Era uma partida importantíssima para esconjurarmos o pesadelo israelita e aproveitarmos o deslize do CRAC. A vitória foi conseguida com uma muito boa exibição durante boa parte do jogo.
Entrámos de forma excelente, com velocidade e determinação para alcançarmos o golo o mais rapidamente possível. A titularidade do Rúben Amorim permitiu-nos ter mais consistência no meio-campo e não perdemos em termos atacantes. O Saviola atirou à barra e o Sr. Bruno Paixão não viu uma mão do tamanho do mundo na grande-área. Só por isto não chegámos mais cedo à vantagem, que acabou por surgir muito perto do intervalo pelo Cardozo na sequência de um penalty sobre ele próprio. Foi num canto em que o paraguaio foi puxado de uma maneira tão escandalosa que o Sr. Bruno Paixão não teve outro remédio que não marcar penalty.
Na 2ª parte, o Beira-Mar reagiu bem, chegou a atirar uma bola ao poste, mas nós também já tínhamos falhado um golo incrível pelo Cardozo. No entanto, ainda bem que não foi golo, já que o lance deveria ter sido invalidado por fora-de-jogo do Amorim. Aos 59’, o paraguaio voltou a provar porque é um dos melhores pontas-de-lança da história do nosso clube: golão num remate em arco na sequência de um contra-ataque. Mas não era tudo dele, já que sete minutos depois fez uma jogada brilhante e ofereceu o golo ao Saviola, que finalmente voltou a marcar. A partida estava ganha, o Jesus começou a fazer substituições para poupar jogadores e o Beira-Mar ainda chegou ao golo através de uma bola parada (para não variar…).
Em termos individuais, é óbvio que o destaque vai inteirinho para o Cardozo: dois golos e uma assistência justificam-no perfeitamente. Privilegiados somos nós em poder contar com um jogador tão decisivo na nossa equipa. Está lá para marcar golos e marca-os com uma regularidade impressionante. Também gostei muito do Amorim, que deve ter conquistado o lugar na direita do meio-campo e, bem vistas as coisas, é o mais aproximado do Ramires que temos. O Carlos Martins não esteve mal e compensou a ausência do Aimar por lesão. O Javi García foi outro que se salientou e todo o resto da equipa esteve regular.
Temos agora quatro jogos consecutivos em casa para três competições antes do Natal e não se espera outra coisa que não quatro vitórias. Com o regresso do Cardozo ficamos mais fortes no ataque, com maior poder de concretização e com todas as condições para estabilizarmos as nossas exibições. É fundamental que estes jogos nos catapultem para um 2011 melhor que estes últimos meses de 2010. Se as conseguirmos, seguiremos em frente na Taça de Portugal, qualificar-nos-emos para a Liga Europa e seguiremos isolados no 2º lugar. E, acima de tudo, entraremos confiantes no novo ano. Que é precisamente o que nos está a faltar este ano: confiança para voltarmos a ser a equipa que atemorizava os adversários na época passada.
Entrámos de forma excelente, com velocidade e determinação para alcançarmos o golo o mais rapidamente possível. A titularidade do Rúben Amorim permitiu-nos ter mais consistência no meio-campo e não perdemos em termos atacantes. O Saviola atirou à barra e o Sr. Bruno Paixão não viu uma mão do tamanho do mundo na grande-área. Só por isto não chegámos mais cedo à vantagem, que acabou por surgir muito perto do intervalo pelo Cardozo na sequência de um penalty sobre ele próprio. Foi num canto em que o paraguaio foi puxado de uma maneira tão escandalosa que o Sr. Bruno Paixão não teve outro remédio que não marcar penalty.
Na 2ª parte, o Beira-Mar reagiu bem, chegou a atirar uma bola ao poste, mas nós também já tínhamos falhado um golo incrível pelo Cardozo. No entanto, ainda bem que não foi golo, já que o lance deveria ter sido invalidado por fora-de-jogo do Amorim. Aos 59’, o paraguaio voltou a provar porque é um dos melhores pontas-de-lança da história do nosso clube: golão num remate em arco na sequência de um contra-ataque. Mas não era tudo dele, já que sete minutos depois fez uma jogada brilhante e ofereceu o golo ao Saviola, que finalmente voltou a marcar. A partida estava ganha, o Jesus começou a fazer substituições para poupar jogadores e o Beira-Mar ainda chegou ao golo através de uma bola parada (para não variar…).
Em termos individuais, é óbvio que o destaque vai inteirinho para o Cardozo: dois golos e uma assistência justificam-no perfeitamente. Privilegiados somos nós em poder contar com um jogador tão decisivo na nossa equipa. Está lá para marcar golos e marca-os com uma regularidade impressionante. Também gostei muito do Amorim, que deve ter conquistado o lugar na direita do meio-campo e, bem vistas as coisas, é o mais aproximado do Ramires que temos. O Carlos Martins não esteve mal e compensou a ausência do Aimar por lesão. O Javi García foi outro que se salientou e todo o resto da equipa esteve regular.
Temos agora quatro jogos consecutivos em casa para três competições antes do Natal e não se espera outra coisa que não quatro vitórias. Com o regresso do Cardozo ficamos mais fortes no ataque, com maior poder de concretização e com todas as condições para estabilizarmos as nossas exibições. É fundamental que estes jogos nos catapultem para um 2011 melhor que estes últimos meses de 2010. Se as conseguirmos, seguiremos em frente na Taça de Portugal, qualificar-nos-emos para a Liga Europa e seguiremos isolados no 2º lugar. E, acima de tudo, entraremos confiantes no novo ano. Que é precisamente o que nos está a faltar este ano: confiança para voltarmos a ser a equipa que atemorizava os adversários na época passada.
quinta-feira, novembro 25, 2010
Inconcebível!
Perdemos 0-3 em Telavive frente ao Hapoel e fomos eliminados da Liga dos Campeões. Apesar de a derrota não espelhar o que se passou no jogo, o resultado é uma vergonha no nosso palmarés. Perder 0-3 com a Naval 1º de Maio da Champions é algo que não estaria nem nos nossos piores pesadelos. Resta-nos ganhar ao Schalke no último jogo, ganhar os 800.000€ da vitória e encarar a Liga Europa como um troféu a conquistar! Ouviram, srs. jogadores do Benfica, a Liga Europa é para tentar ganhar!
Entrámos bem na partida, mas quando começámos a falhar golos em catadupa, tive logo um mau pressentimento. O Hapoel foi lá uma vez aos 24’ e, através de um livre, uma cabeçada com desvio no David Luiz deu o 0-1. Nós continuámos a dominar a partida e a falhar golos. A 2ª parte foi mais do mesmo, os israelitas a defender, nós a atacar, mas marcar nada. O Hapoel foi lá uma 2ª vez num canto aos 74’ e fez o 0-2. Um lance com mais ressaltos caricatos e grandes desconcentrações defensivas. E ainda fez o 0-3 já nos descontos. Uma partida inglória, em que tivemos mais de 20(!) cantos, não-sei-quantos remates, mas acabámos por sofrer uma derrota inacreditável. Espero que se tirem as ilações devidas, porque o que fica é o resultado e nós NUNCA poderíamos ter perdido por estes números frente a uma equipa que está perfeitamente ao nosso alcance. Os jogadores que se mentalizem que o ano passado lá vai e este está a ir por muito mau caminho: já é o 3º recorde negativo que batemos (maior número de derrotas nas quatro primeiras jornadas, 0-5 na pocilga e 0 pontos e 0-7 em golos nos três jogos fora da Champions). E o Jorge Jesus que faça qualquer coisa, porque a equipa parece amorfa e com falta de crença quando as coisas não lhe começam a correr bem.
Nem me passa pela cabeça que não nos apuremos para a Liga Europa e nem que não ganhemos em Aveiro no próximo Domingo. Esta derrota doeu imenso, mas temos um prestígio a recuperar. Algo que só será feito se a nossa participação na Liga Europa for até muito longe. É bom que toda a gente dentro do Benfica se mentalize disto. Como diria um amigo meu, eu quero os originais do ano passado que os clones deste não estão a dar conta do recado!
Entrámos bem na partida, mas quando começámos a falhar golos em catadupa, tive logo um mau pressentimento. O Hapoel foi lá uma vez aos 24’ e, através de um livre, uma cabeçada com desvio no David Luiz deu o 0-1. Nós continuámos a dominar a partida e a falhar golos. A 2ª parte foi mais do mesmo, os israelitas a defender, nós a atacar, mas marcar nada. O Hapoel foi lá uma 2ª vez num canto aos 74’ e fez o 0-2. Um lance com mais ressaltos caricatos e grandes desconcentrações defensivas. E ainda fez o 0-3 já nos descontos. Uma partida inglória, em que tivemos mais de 20(!) cantos, não-sei-quantos remates, mas acabámos por sofrer uma derrota inacreditável. Espero que se tirem as ilações devidas, porque o que fica é o resultado e nós NUNCA poderíamos ter perdido por estes números frente a uma equipa que está perfeitamente ao nosso alcance. Os jogadores que se mentalizem que o ano passado lá vai e este está a ir por muito mau caminho: já é o 3º recorde negativo que batemos (maior número de derrotas nas quatro primeiras jornadas, 0-5 na pocilga e 0 pontos e 0-7 em golos nos três jogos fora da Champions). E o Jorge Jesus que faça qualquer coisa, porque a equipa parece amorfa e com falta de crença quando as coisas não lhe começam a correr bem.
Nem me passa pela cabeça que não nos apuremos para a Liga Europa e nem que não ganhemos em Aveiro no próximo Domingo. Esta derrota doeu imenso, mas temos um prestígio a recuperar. Algo que só será feito se a nossa participação na Liga Europa for até muito longe. É bom que toda a gente dentro do Benfica se mentalize disto. Como diria um amigo meu, eu quero os originais do ano passado que os clones deste não estão a dar conta do recado!
quinta-feira, novembro 18, 2010
Bem-vinda de volta, selecção!
Quando a selecção joga no Estádio da Luz, eu faço sempre questão de a ir ver ao vivo principalmente por causa de um motivo: impedir que algum lagarto ou algum adepto do CRAC ocupe, e assim polua, o meu lugar! Mas ainda vacilei para este jogo, por causa dos 25€ do bilhete para ir ver uma partida a feijões. Só que a perspectiva de ver os campeões da Europa e do Mundo também falou alto e lá me decidi a ir. Estava eu à espera de me regozijar futebolisticamente com os Xavis, Iniestas e David Villas, e eis senão quando a selecção portuguesa enfia quatro secos à Espanha, conseguindo a maior vitória de sempre perante os nossos vizinhos.O título do post revela naturalmente a satisfação que sinto por ver que a selecção voltou aos tempos em que nos entusiasmava a todos. Desde a altura do Scolari que não produzíamos uma exibição tão boa e, caso a Federação fizesse o que deveria ter feito logo a seguir ao Mundial, neste momento estaríamos certamente com um pé e meio no Euro 2012. Sim, o jogo era particular, mas eu estive no estádio e não me pareceu que a Espanha tivesse ido para lá brincar. O que só valoriza a nossa vitória. O Paulo Bento limitou-se a continuar fazer aquilo que qualquer treinador de jeito faria: colocar os jogadores nas suas posições e motivá-los. A diferença de alegria no jogo em relação aos tempos negros do Queiroz é abissal e as próprias declarações dos jogadores revelam isso. Deixámos de ter o Ricardo Costa a lateral-direito, o Pepe a trinco e o Moutinho e o Carlos Martins fora dos convocados. Tudo coisas simples que qualquer leigo percebe, mas que era areia demais para a camioneta de um certo “professor”…
Só voltamos a ter jogos oficiais em Junho, mas se até lá pudermos ter particulares contra boas selecções, e não potências futebolísticas como Cabo Verde ou Moçambique, isso será bom para que a selecção possa crescer. Agora que temos um treinador, há todas as condições para isso.
segunda-feira, novembro 15, 2010
O melhor golo do ano
Regressámos às vitórias e às goleadas frente à Naval (4-0) numa partida essencial para apagar a péssima imagem da semana passada. Ainda por cima, estávamos bastante desfalcados para esta partida por causa dos castigados (Luisão, Maxi Pereira e Carlos Martins) e lesionados (Javi García, já para não falar do Cardozo), pelo que um triunfo era absolutamente fundamental.
Marcámos muito cedo (aos 10’ pelo Kardec), mas a 1ª parte foi muito repartida. A Naval não trouxe o autocarro, atirou duas bolas ao poste e proporcionou ao Roberto uma grande defesa. Quanto a nós, estivemos bem nos primeiros 20’, em que o guarda-redes contrário não permitiu ao Aimar marcar por duas vezes, mas com a aproximação do intervalo fomos baixando de produção. Como a partida estava, era fundamental alargar a vantagem no marcador, já que o adversário revelava capacidade para marcar.
A 2ª parte foi bastante diferente e para isso muito contribuiu o 2-0 logo aos 47’ pelo Gaitán, num excelente remate fora da área depois de uma bonita combinação entre o Aimar e o Salvio. Era um excelente reinício de jogo que foi abrilhantado por novo golo do Gaitán aos 62’, na sequência de outra boa jogada do Salvio. A questão do vencedor estava resolvida. A partir daqui, libertámo-nos e conseguimos alguns lances brilhantes, principalmente através dos suspeitos do costume: Aimar e Saviola. Até que aos 86’, o Jesus lá se convenceu em dar uns minutitos ao nosso capitão. E foi do Nuno Gomes o momento do jogo: marcou o golo do ano aos 89'! Interceptou uma bola atrasada ao guarda-redes e, mesmo com ele à ilharga, conseguiu fazer o 4-0 de um ângulo já um pouco complicado. Escusado será dizer que foi o golo que festejei mais, porque os golos do Nuno Gomes são golos do Benfica e à Benfica. São golos de todos nós, adeptos, porque também é um o que os marca. Só espero é que o Jesus se convença de vez que, para jogar 20 minutitos, ele é muito mais útil que Jaras e outros que tais. Porque pode não ter (e não tem) a capacidade física de outros tempos, mas dá 10-0 a outros avançados utilizados mais regularmente, em termos de inteligência de jogo. E com pouco mais de 30’ de tempo de utilização total na época tem um golo e uma assistência. Não é para todos…
O melhor em campo foi o Gaitán. Dois grandes golos justificam esta distinção e espero que estes lhe dêem confiança para subir a sua produção. O Salvio esteve ligado a três golos e demonstra mais à-vontade que em partidas passadas. O Aimar não sabe jogar mal e algumas combinações com o Saviola deixaram água na boca. O Saviola esteve um pouco melhor que em partidas passadas, mas quando chega à parte de rematar à baliza as coisas ainda estão muito tremidas. Surpreendentemente batidos em mais do que um lance foram o David Luiz e o Fábio Coentrão, que terão feito o jogo menos conseguido deste ano. Acontece.
Com o golo apontado pelo Nuno Gomes, recuperámos o 2º lugar da classificação por causa da diferença de golos. Com o regresso dos castigados e a recuperação dos lesionados, ficaremos mais fortes e conto que esta vitória tenha sequência no futuro. Graças à cimeira da Nato estamos de folga no próximo fim-de-semana de Taça de Portugal, pelo que temos mais tempo de preparação para o jogo em Israel. Onde se espera nada menos que uma vitória.
Marcámos muito cedo (aos 10’ pelo Kardec), mas a 1ª parte foi muito repartida. A Naval não trouxe o autocarro, atirou duas bolas ao poste e proporcionou ao Roberto uma grande defesa. Quanto a nós, estivemos bem nos primeiros 20’, em que o guarda-redes contrário não permitiu ao Aimar marcar por duas vezes, mas com a aproximação do intervalo fomos baixando de produção. Como a partida estava, era fundamental alargar a vantagem no marcador, já que o adversário revelava capacidade para marcar.
A 2ª parte foi bastante diferente e para isso muito contribuiu o 2-0 logo aos 47’ pelo Gaitán, num excelente remate fora da área depois de uma bonita combinação entre o Aimar e o Salvio. Era um excelente reinício de jogo que foi abrilhantado por novo golo do Gaitán aos 62’, na sequência de outra boa jogada do Salvio. A questão do vencedor estava resolvida. A partir daqui, libertámo-nos e conseguimos alguns lances brilhantes, principalmente através dos suspeitos do costume: Aimar e Saviola. Até que aos 86’, o Jesus lá se convenceu em dar uns minutitos ao nosso capitão. E foi do Nuno Gomes o momento do jogo: marcou o golo do ano aos 89'! Interceptou uma bola atrasada ao guarda-redes e, mesmo com ele à ilharga, conseguiu fazer o 4-0 de um ângulo já um pouco complicado. Escusado será dizer que foi o golo que festejei mais, porque os golos do Nuno Gomes são golos do Benfica e à Benfica. São golos de todos nós, adeptos, porque também é um o que os marca. Só espero é que o Jesus se convença de vez que, para jogar 20 minutitos, ele é muito mais útil que Jaras e outros que tais. Porque pode não ter (e não tem) a capacidade física de outros tempos, mas dá 10-0 a outros avançados utilizados mais regularmente, em termos de inteligência de jogo. E com pouco mais de 30’ de tempo de utilização total na época tem um golo e uma assistência. Não é para todos…
O melhor em campo foi o Gaitán. Dois grandes golos justificam esta distinção e espero que estes lhe dêem confiança para subir a sua produção. O Salvio esteve ligado a três golos e demonstra mais à-vontade que em partidas passadas. O Aimar não sabe jogar mal e algumas combinações com o Saviola deixaram água na boca. O Saviola esteve um pouco melhor que em partidas passadas, mas quando chega à parte de rematar à baliza as coisas ainda estão muito tremidas. Surpreendentemente batidos em mais do que um lance foram o David Luiz e o Fábio Coentrão, que terão feito o jogo menos conseguido deste ano. Acontece.
Com o golo apontado pelo Nuno Gomes, recuperámos o 2º lugar da classificação por causa da diferença de golos. Com o regresso dos castigados e a recuperação dos lesionados, ficaremos mais fortes e conto que esta vitória tenha sequência no futuro. Graças à cimeira da Nato estamos de folga no próximo fim-de-semana de Taça de Portugal, pelo que temos mais tempo de preparação para o jogo em Israel. Onde se espera nada menos que uma vitória.
terça-feira, novembro 09, 2010
Leitura obrigatória
O melhor elogio que posso fazer a este texto do meu amigo Artur é que poderia ter sido eu a escrevê-lo.
P.S. - No entanto, é ÓBVIO que não me passa pela cabeça qualquer mudança na equipa técnica neste momento. Despedir um treinador campeão na 1ª parte da época seguinte é digno de um clube "diferente"... Ainda há objectivos a atingir e as contas fazem-se sempre (espero eu) no final das épocas. Lembro-me bem do grande erro que foi o timing do despedimento do Fernando Santos...
P.S. - No entanto, é ÓBVIO que não me passa pela cabeça qualquer mudança na equipa técnica neste momento. Despedir um treinador campeão na 1ª parte da época seguinte é digno de um clube "diferente"... Ainda há objectivos a atingir e as contas fazem-se sempre (espero eu) no final das épocas. Lembro-me bem do grande erro que foi o timing do despedimento do Fernando Santos...
segunda-feira, novembro 08, 2010
Descalabro
Perdemos em casa do CRAC por inacreditáveis 0-5 e dissemos adeus à revalidação do título. Com 10 pontos de atraso para o 1º lugar, é praticamente impossível a recuperação, mesmo ainda faltando 20 jogos para o final do campeonato. Depois do título conquistado de forma brilhante no ano passado, o Jesus entra na história negativa do Benfica ao ter a maior derrota de sempre em casa do CRAC.
Agradeço ao nosso treinador ter-me tirado os poucos nervos que eu já tinha antes do jogo. Com a nomeação do Sr. Pedro Proença nunca acreditei numa vitória nossa (lembro-me muito bem disto), mas a réstia de esperança foi-se quando soube a equipa inicial. Se há coisa que eu sempre critiquei são os treinadores que têm rasgos de génios antes de jogos importantes e inventam na constituição da equipa (o nome Jesualdo vem-me logo à cabeça). Foi o que fez o Jesus ao colocar o Sidnei de início. Não só entrou um jogador sem ritmo nenhum, como deslocou o David Luiz para a esquerda (uma tragédia, já que o Hulk fez o que quis dele) e o Fábio Coentrão para a extrema-esquerda (ele, que foi fabuloso a defesa contra o Lyon). Ou seja, mexeu em três posições ao mesmo tempo. Foi um erro crasso, com três golos nos primeiros 30’, e todos pelo lado esquerdo da nossa defesa, a confirmaram-no. A colocação do Saviola no banco também não correu nada bem, embora neste caso eu até tenha percebido a sua opção, pela má forma do argentino, aliada às boas exibições do Aimar, Carlos Martins e Salvio (no jogo contra o Lyon). Só que, depois do jogo, sim, acabou por ser outro erro.
O descontrolo emocional dos jogadores do Benfica é outro sinal que algo não vai bem. Já não é a 1ª vez e é inadmissível que um jogador como o Luisão agrida um adversário à cotovelada, principalmente com 0-3 no marcador. O resultado disso foi que sofremos mais dois golos. Ele, como capitão, deveria ser o primeiro a dar o exemplo e não esteve nada bem. Por outro lado, as atitudes do Maxi Pereira (ao rematar a bola para longe com o jogo já parado) e do Coentrão (entrada a pés juntos em que, por acaso, tocou na bola), ambos já com amarelo, foram outro sintoma que andamos muito instáveis em termos emocionais. O que, sinceramente, não se compreende.
Com o campeonato perdido, é bom no entanto que os jogadores do Benfica se mentalizem que a época não acabou. O 2º lugar é obrigatório, há duas taças para vencer e as provas europeias para disputar. Neste caso, sinceramente, preferia que fôssemos à Liga Europa. Dinheiro à parte, era uma boa oportunidade para a tentar vencer (está-me atravessada desde o ano passado…). Ir para os oitavos-de-final da Champions no 2º lugar do grupo, apanhar um colosso e ir borda fora logo no início de Março é algo que não me entusiasma nada. Preferiria que tivéssemos uma real oportunidade de voltar a ganhar um troféu europeu e assim salvar minimamente a época. Sim, porque apesar de gostar muito da Taça de Portugal, uma vitória nela não salvaria a temporada.
Agradeço ao nosso treinador ter-me tirado os poucos nervos que eu já tinha antes do jogo. Com a nomeação do Sr. Pedro Proença nunca acreditei numa vitória nossa (lembro-me muito bem disto), mas a réstia de esperança foi-se quando soube a equipa inicial. Se há coisa que eu sempre critiquei são os treinadores que têm rasgos de génios antes de jogos importantes e inventam na constituição da equipa (o nome Jesualdo vem-me logo à cabeça). Foi o que fez o Jesus ao colocar o Sidnei de início. Não só entrou um jogador sem ritmo nenhum, como deslocou o David Luiz para a esquerda (uma tragédia, já que o Hulk fez o que quis dele) e o Fábio Coentrão para a extrema-esquerda (ele, que foi fabuloso a defesa contra o Lyon). Ou seja, mexeu em três posições ao mesmo tempo. Foi um erro crasso, com três golos nos primeiros 30’, e todos pelo lado esquerdo da nossa defesa, a confirmaram-no. A colocação do Saviola no banco também não correu nada bem, embora neste caso eu até tenha percebido a sua opção, pela má forma do argentino, aliada às boas exibições do Aimar, Carlos Martins e Salvio (no jogo contra o Lyon). Só que, depois do jogo, sim, acabou por ser outro erro.
O descontrolo emocional dos jogadores do Benfica é outro sinal que algo não vai bem. Já não é a 1ª vez e é inadmissível que um jogador como o Luisão agrida um adversário à cotovelada, principalmente com 0-3 no marcador. O resultado disso foi que sofremos mais dois golos. Ele, como capitão, deveria ser o primeiro a dar o exemplo e não esteve nada bem. Por outro lado, as atitudes do Maxi Pereira (ao rematar a bola para longe com o jogo já parado) e do Coentrão (entrada a pés juntos em que, por acaso, tocou na bola), ambos já com amarelo, foram outro sintoma que andamos muito instáveis em termos emocionais. O que, sinceramente, não se compreende.
Com o campeonato perdido, é bom no entanto que os jogadores do Benfica se mentalizem que a época não acabou. O 2º lugar é obrigatório, há duas taças para vencer e as provas europeias para disputar. Neste caso, sinceramente, preferia que fôssemos à Liga Europa. Dinheiro à parte, era uma boa oportunidade para a tentar vencer (está-me atravessada desde o ano passado…). Ir para os oitavos-de-final da Champions no 2º lugar do grupo, apanhar um colosso e ir borda fora logo no início de Março é algo que não me entusiasma nada. Preferiria que tivéssemos uma real oportunidade de voltar a ganhar um troféu europeu e assim salvar minimamente a época. Sim, porque apesar de gostar muito da Taça de Portugal, uma vitória nela não salvaria a temporada.
quarta-feira, novembro 03, 2010
Sabor amargo
Vencemos o Lyon por 4-3 e, com o empate do Schalke em Telavive, recolocámo-nos na rota da qualificação, que será conseguida se ganharmos os dois jogos que faltam. Se me oferecessem este resultado antes do jogo, eu aceitá-lo-ia sem pestanejar, mas depois de estar a ganhar por 4-0 aos 75’ este desfecho deixa um grande amargo de boca. Conseguimos o mais importante, sim, a vitória, mas por causa de desconcentrações imperdoáveis não estamos numa posição tão boa quanto a que estaríamos se a partida tivesse terminado aos 75’. Mas já lá vamos.
Com a indisposição do Aimar, entrou o Salvio e o Carlos Martins jogou no meio. Comentava ao intervalo com os meus companheiros de bancada que, se calhar, há males que vêm por bem. O Aimar está em grande forma, mas o que é certo é que, com as quatro assistências, o Martins cumpriu na perfeição o seu papel e assim o génio argentino também descansou para o jogo na casa do CRAC. Sofremos dois golos no início da partida, bem anulados por fora-de-jogo e mão e, a partir daí, fomos letais na concretização. 3-0 ao intervalo com golos do Kardec, Fábio Coentrão e Javi García, o primeiro e o último de bola parada.
Na 2ª parte, estávamos a gerir muito bem a partida e, num contra-ataque venenoso na sequência de um canto contra nós, o Coentrão bisou num magnífico chapéu fora da área aos 67’. A partir daqui e com as substituições (entradas do Jara, Weldon e Felipe Menezes), a equipa relaxou, caiu a pique o os franceses marcaram três golos em 15’. É inadmissível que tenhamos estragado uma óptima exibição com uma parte final digna de uma equipa amadora.
Individualmente destaco o Coentrão e o Carlos Martins. Quanto ao primeiro, acho que podemos começar a nos despedir dele. Com exibições deste calibre, não vamos vê-lo de águia ao peito durante muito mais tempo. Espero é que, desta vez, alguém saia MESMO pela cláusula de rescisão. Se alguém vale os 30 milhões de euros, é ele, e qualquer valor abaixo disso será um péssimo negócio para o Benfica! O Martins fez as quatro assistências e isso diz tudo. No entanto, foi um erro o Jesus não ter colocado o Airton quando teve que o tirar por causa das cãibras aos 75’. O Menezes não existiu precisamente quando o Lyon começou a pressionar-nos. O Salvio foi uma muito agradável surpresa, especialmente na 1ª parte. Espero que tenha sido o início de uma bela temporada da parte dele. Toda a equipa tem culpas no que se passou nos últimos 15’, mas o frango do Roberto no 4-3 não estava mesmo no programa. Esperava que esses tempos já tivessem passado de vez.
A última imagem é o que fica e confesso que saí do estádio muito chateado. Eu sei que ganhámos, mas aquela parte final do encontro já fez mossa. Aos 75’ estávamos com um golo em atraso para o Schalke e agora temos quatro. E a diferença de golos pode ser muito importante para o apuramento: com um empate nosso em Israel e uma vitória alemã frente aos franceses, uma vitória por 2-0 na última jornada não será suficiente… Mas mais importante que tudo é que perdemos as (poucas, é certo) possibilidades que tínhamos de chegar ao 1º lugar do grupo. Para isso, ganhando nós os dois jogos, bastaria que o Lyon perdesse na Alemanha, mas agora terá igualmente de não ganhar em casa ao Hapoel. Ou seja, quase impossível. E a diferença entre ficar em 1º ou 2º na Champions, como estão as classificações dos grupos neste momento, é a diferença entre o Copenhaga e o Barcelona, ou o Spartak de Moscovo e o Chelsea. I rest my case! E eu já disse várias vezes que entre ficar nos oitavos-de-final da Liga do Campeões e ir mais longe na Liga Europa, prefiro esta última. Eu sei, o dinheiro e tal, mas eu gosto é de títulos.
Para além destas contas, é evidente que 4-3 não é o mesmo que 4-0 para a moral dos jogadores. São os mesmos três pontos, mas os níveis de confiança são completamente diferentes e isso pode ser muito importante para o próximo jogo. Ainda para mais, nas circunstâncias em que esse 4-3 aconteceu. E aquele lance do Roberto foi uma chatice ter acontecido nesta altura. Vamos ver o que acontecerá no próximo Domingo, mas foi uma pena não termos obtido um resultado histórico.
P.S. – Que arbitragem miserável! Os lances divididos eram sempre contra nós. Faltas semelhantes eram-no para um lado e não para o outro. E no alívio para canto do Maxi de que resulta o 4-2, parece-me claramente que há, pelo menos, dois jogadores do Lyon fora-de-jogo. O sr. Craig Alexander Thomson é um nome a recordar!
Com a indisposição do Aimar, entrou o Salvio e o Carlos Martins jogou no meio. Comentava ao intervalo com os meus companheiros de bancada que, se calhar, há males que vêm por bem. O Aimar está em grande forma, mas o que é certo é que, com as quatro assistências, o Martins cumpriu na perfeição o seu papel e assim o génio argentino também descansou para o jogo na casa do CRAC. Sofremos dois golos no início da partida, bem anulados por fora-de-jogo e mão e, a partir daí, fomos letais na concretização. 3-0 ao intervalo com golos do Kardec, Fábio Coentrão e Javi García, o primeiro e o último de bola parada.
Na 2ª parte, estávamos a gerir muito bem a partida e, num contra-ataque venenoso na sequência de um canto contra nós, o Coentrão bisou num magnífico chapéu fora da área aos 67’. A partir daqui e com as substituições (entradas do Jara, Weldon e Felipe Menezes), a equipa relaxou, caiu a pique o os franceses marcaram três golos em 15’. É inadmissível que tenhamos estragado uma óptima exibição com uma parte final digna de uma equipa amadora.
Individualmente destaco o Coentrão e o Carlos Martins. Quanto ao primeiro, acho que podemos começar a nos despedir dele. Com exibições deste calibre, não vamos vê-lo de águia ao peito durante muito mais tempo. Espero é que, desta vez, alguém saia MESMO pela cláusula de rescisão. Se alguém vale os 30 milhões de euros, é ele, e qualquer valor abaixo disso será um péssimo negócio para o Benfica! O Martins fez as quatro assistências e isso diz tudo. No entanto, foi um erro o Jesus não ter colocado o Airton quando teve que o tirar por causa das cãibras aos 75’. O Menezes não existiu precisamente quando o Lyon começou a pressionar-nos. O Salvio foi uma muito agradável surpresa, especialmente na 1ª parte. Espero que tenha sido o início de uma bela temporada da parte dele. Toda a equipa tem culpas no que se passou nos últimos 15’, mas o frango do Roberto no 4-3 não estava mesmo no programa. Esperava que esses tempos já tivessem passado de vez.
A última imagem é o que fica e confesso que saí do estádio muito chateado. Eu sei que ganhámos, mas aquela parte final do encontro já fez mossa. Aos 75’ estávamos com um golo em atraso para o Schalke e agora temos quatro. E a diferença de golos pode ser muito importante para o apuramento: com um empate nosso em Israel e uma vitória alemã frente aos franceses, uma vitória por 2-0 na última jornada não será suficiente… Mas mais importante que tudo é que perdemos as (poucas, é certo) possibilidades que tínhamos de chegar ao 1º lugar do grupo. Para isso, ganhando nós os dois jogos, bastaria que o Lyon perdesse na Alemanha, mas agora terá igualmente de não ganhar em casa ao Hapoel. Ou seja, quase impossível. E a diferença entre ficar em 1º ou 2º na Champions, como estão as classificações dos grupos neste momento, é a diferença entre o Copenhaga e o Barcelona, ou o Spartak de Moscovo e o Chelsea. I rest my case! E eu já disse várias vezes que entre ficar nos oitavos-de-final da Liga do Campeões e ir mais longe na Liga Europa, prefiro esta última. Eu sei, o dinheiro e tal, mas eu gosto é de títulos.
Para além destas contas, é evidente que 4-3 não é o mesmo que 4-0 para a moral dos jogadores. São os mesmos três pontos, mas os níveis de confiança são completamente diferentes e isso pode ser muito importante para o próximo jogo. Ainda para mais, nas circunstâncias em que esse 4-3 aconteceu. E aquele lance do Roberto foi uma chatice ter acontecido nesta altura. Vamos ver o que acontecerá no próximo Domingo, mas foi uma pena não termos obtido um resultado histórico.
P.S. – Que arbitragem miserável! Os lances divididos eram sempre contra nós. Faltas semelhantes eram-no para um lado e não para o outro. E no alívio para canto do Maxi de que resulta o 4-2, parece-me claramente que há, pelo menos, dois jogadores do Lyon fora-de-jogo. O sr. Craig Alexander Thomson é um nome a recordar!
sábado, outubro 30, 2010
Génio
Vencemos o Paços de Ferreira por 2-0, atingindo a 5ª vitória consecutiva e o 5º jogo seguido sem sofrer golos. Igualmente muito importante foi não termos visto nenhum cartão amarelo, tendo assim todos os jogadores disponíveis para a visita à pocilga. Para além disso, bastaram 12 segundos para o Aimar justificar o dinheiro gasto num bilhete de época.
Tenho que dizer que foi das melhores partidas que assisti na Luz este ano. O Paços esteve a léguas de fazer o tipo de futebol que a maior parte dos adversários vem fazer ao nosso Estádio. Antes pelo contrário, criou bastante perigo, nomeadamente na 1ª parte e até chegou ao final desta com mais remates do que nós. Mas esta partida vai ser lembrada no futuro pelo tal lance genial do Aimar aos 14’. Partindo ainda do nosso meio-campo, fintou três adversários, tirou um quarto do caminho com uma simulação de corpo e marcou um golo monumental de fora da área. O dinheiro do bilhete de época está mais que justificado! Até aos 20’ /25’ fizemos talvez a melhor exibição da temporada, mas depois baixámos de rendimento e o Paços aproveitou para continuar a testar o Roberto.
Na 2ª parte, entrámos muito desconcentrados nos primeiros 10’, mas depois lá nos recompusemos e marcámos o golo que nos descansou através de um penalty convertido pelo Kardec aos 65’. No estádio pareceu-me que o jogador do Paços tocou na bola e, portanto, não seria penalty. Mas, vendo na televisão, o lance é muito confuso porque há um toque quase simultâneo na bola e no Coentrão. A partir do 2-0, o Paços caiu a pique e só foi pena que nos minutos finais não tivéssemos aumentado a vantagem. Seria um resultado provavelmente injusto, mas estamos em crise e os detentores do cartão de crédito do Benfica agradecem o maior número de golos possível.
Individualmente, para além do génio argentino há que destacar o Roberto. Esteve seguríssimo e impediu em mais do que uma ocasião o golo do Paços. O Coentrão voltou à equipa e regressou na (boa) forma de sempre. Menos bem estiveram o Saviola (muito lutador, mas muito infeliz em várias acções do jogo), o Kardec (pareceu-me um pouco perdido em campo) e, principalmente, o César Peixoto (que jogo pavoroso!).
Recebemos o Lyon já na próxima 3ª feira e vamos ver se conseguimos que esta senda vitoriosa no campeonato contagie a Champions. Teremos um problema já que o Gaitán não poderá jogar e provavelmente lá vamos ter que levar com o César Peixoto outra vez. Mas já se sabe que a prioridade é o campeonato e, nesse sentido, é impreterível ir ganhar à pocilga. Duvido é que nos deixem, mas isso já é outra conversa…
Tenho que dizer que foi das melhores partidas que assisti na Luz este ano. O Paços esteve a léguas de fazer o tipo de futebol que a maior parte dos adversários vem fazer ao nosso Estádio. Antes pelo contrário, criou bastante perigo, nomeadamente na 1ª parte e até chegou ao final desta com mais remates do que nós. Mas esta partida vai ser lembrada no futuro pelo tal lance genial do Aimar aos 14’. Partindo ainda do nosso meio-campo, fintou três adversários, tirou um quarto do caminho com uma simulação de corpo e marcou um golo monumental de fora da área. O dinheiro do bilhete de época está mais que justificado! Até aos 20’ /25’ fizemos talvez a melhor exibição da temporada, mas depois baixámos de rendimento e o Paços aproveitou para continuar a testar o Roberto.
Na 2ª parte, entrámos muito desconcentrados nos primeiros 10’, mas depois lá nos recompusemos e marcámos o golo que nos descansou através de um penalty convertido pelo Kardec aos 65’. No estádio pareceu-me que o jogador do Paços tocou na bola e, portanto, não seria penalty. Mas, vendo na televisão, o lance é muito confuso porque há um toque quase simultâneo na bola e no Coentrão. A partir do 2-0, o Paços caiu a pique e só foi pena que nos minutos finais não tivéssemos aumentado a vantagem. Seria um resultado provavelmente injusto, mas estamos em crise e os detentores do cartão de crédito do Benfica agradecem o maior número de golos possível.
Individualmente, para além do génio argentino há que destacar o Roberto. Esteve seguríssimo e impediu em mais do que uma ocasião o golo do Paços. O Coentrão voltou à equipa e regressou na (boa) forma de sempre. Menos bem estiveram o Saviola (muito lutador, mas muito infeliz em várias acções do jogo), o Kardec (pareceu-me um pouco perdido em campo) e, principalmente, o César Peixoto (que jogo pavoroso!).
Recebemos o Lyon já na próxima 3ª feira e vamos ver se conseguimos que esta senda vitoriosa no campeonato contagie a Champions. Teremos um problema já que o Gaitán não poderá jogar e provavelmente lá vamos ter que levar com o César Peixoto outra vez. Mas já se sabe que a prioridade é o campeonato e, nesse sentido, é impreterível ir ganhar à pocilga. Duvido é que nos deixem, mas isso já é outra conversa…
segunda-feira, outubro 25, 2010
Serviços mínimos
Vencemos o Portimonense no Estádio do Algarve por 1-0 e é a 3ª vez consecutiva que ganhamos por este resultado no campeonato. Foi uma partida em que a nossa superioridade foi inquestionável, mas que revelou igualmente que estamos muito distantes da época passada, em que perante um adversário tão fraco teríamos certamente goleado.
Com a lesão do Fábio Coentrão, a entrada do César Peixoto foi a única alteração em relação a Lyon. Entrámos muito devagar na partida, mas a meio da 1ª parte assumimos o controlo para não mais o perder. O guarda-redes Ventura, um dos inúmeros jogadores emprestados pelo CRAC ao Portimonense, começou a dar nas vistas e fez algumas defesas que impediram o nosso golo, nomeadamente a remates do David Luiz, Luisão e Saviola.
Na 2ª parte, tivemos a vantagem de marcar muito cedo (49’) através do Javi García, numa boa cabeçada na sequência de um livre. O mais difícil estava feito e, logo a seguir, um óptimo centro do Gaitán proporcionou à cabeça do Kardec o golo da tranquilidade, mas mais uma vez o guarda-redes teve uma boa intervenção. Até final, controlámos sempre o jogo, mas nunca tivemos aquela codícia pelo golo que nos caracterizava no ano passado. Mesmo assim, dois falhanços inacreditáveis do Jara impediram-nos de aumentar o resultado. O Portimonense nunca se mostrou capaz de nos criar problemas e, ao menos, em termos defensivos não tivemos grandes aflições.
Em termos individuais, o Luisão foi o melhor do Benfica. Está em grande forma, o capitão, sempre num ritmo muito elevado e, para ele, todos os adversários são iguais. Destaque igualmente para o Javi García pelo golo da vitória. O resto da equipa esteve regular, com alguns jogadores a tentarem inverter a forma menos exuberante em que estão, caso do Maxi Pereira, David Luiz e Saviola. Verdade seja dita, nunca se esconderam do jogo e até foram melhorando ao longo dos minutos, especialmente o Saviola. O nosso menor poder de fogo também não pode ser dissociado da falta do Cardozo. Eu até gosto do Kardec, só que não é realmente a mesma coisa… Por outro lado, se o Jara quer constituir-se como opção, não pode falhar golos daqueles. Então o segundo foi imperdoável.
Quarta vitória consecutiva, quarto jogo sem sofrer golos, no campeonato estamos a recuperar pelo menos a nível pontual. As exibições ainda deixam um pouco a desejar, mas nesta altura o mais importante é manter a regularidade das vitórias na Liga. Aproxima-se o jogo decisivo no Dragão e não é de espantar que tenhamos quatro(!) jogadores tapados por amarelos: Luisão, Javi García, Carlos Martins e Maxi Pereira. Aceitam-se apostas para ver quem ficará de fora daqui a duas jornadas…
Com a lesão do Fábio Coentrão, a entrada do César Peixoto foi a única alteração em relação a Lyon. Entrámos muito devagar na partida, mas a meio da 1ª parte assumimos o controlo para não mais o perder. O guarda-redes Ventura, um dos inúmeros jogadores emprestados pelo CRAC ao Portimonense, começou a dar nas vistas e fez algumas defesas que impediram o nosso golo, nomeadamente a remates do David Luiz, Luisão e Saviola.
Na 2ª parte, tivemos a vantagem de marcar muito cedo (49’) através do Javi García, numa boa cabeçada na sequência de um livre. O mais difícil estava feito e, logo a seguir, um óptimo centro do Gaitán proporcionou à cabeça do Kardec o golo da tranquilidade, mas mais uma vez o guarda-redes teve uma boa intervenção. Até final, controlámos sempre o jogo, mas nunca tivemos aquela codícia pelo golo que nos caracterizava no ano passado. Mesmo assim, dois falhanços inacreditáveis do Jara impediram-nos de aumentar o resultado. O Portimonense nunca se mostrou capaz de nos criar problemas e, ao menos, em termos defensivos não tivemos grandes aflições.
Em termos individuais, o Luisão foi o melhor do Benfica. Está em grande forma, o capitão, sempre num ritmo muito elevado e, para ele, todos os adversários são iguais. Destaque igualmente para o Javi García pelo golo da vitória. O resto da equipa esteve regular, com alguns jogadores a tentarem inverter a forma menos exuberante em que estão, caso do Maxi Pereira, David Luiz e Saviola. Verdade seja dita, nunca se esconderam do jogo e até foram melhorando ao longo dos minutos, especialmente o Saviola. O nosso menor poder de fogo também não pode ser dissociado da falta do Cardozo. Eu até gosto do Kardec, só que não é realmente a mesma coisa… Por outro lado, se o Jara quer constituir-se como opção, não pode falhar golos daqueles. Então o segundo foi imperdoável.
Quarta vitória consecutiva, quarto jogo sem sofrer golos, no campeonato estamos a recuperar pelo menos a nível pontual. As exibições ainda deixam um pouco a desejar, mas nesta altura o mais importante é manter a regularidade das vitórias na Liga. Aproxima-se o jogo decisivo no Dragão e não é de espantar que tenhamos quatro(!) jogadores tapados por amarelos: Luisão, Javi García, Carlos Martins e Maxi Pereira. Aceitam-se apostas para ver quem ficará de fora daqui a duas jornadas…
quinta-feira, outubro 21, 2010
Sem andamento
Perdemos em Lyon (0-2) e deixámos de ter margem de manobra nos próximos jogos para nos qualificarmos para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões. Foi uma partida que não nos correu nada bem e que demonstrou que ainda nos falta um bom bocado para podermos ganhar jogos a estas equipas mais cotadas.
Não entrámos mal na partida, com vontade de assumir o jogo, o que é sempre uma atitude salutar. O problema foi que desde o início errámos imensos passes. E, mais uma vez tal como em Gelsenkirchen, cometemos erros inadmissíveis que nos custaram o 1º golo. O Carlos Martins, que até estava a fazer um jogo muito razoável, perdeu infantilmente uma bola no nosso meio-campo, da qual resultou o golo do Lyon aos 21’. Os franceses eram bastante mais rápidos do que nós nas disputas de bola e naturalmente chegavam mais depressa à nossa baliza. Perto do intervalo, o Gaitán dominou mal uma bola e fez uma falta, disparate que lhe custou o segundo amarelo e a natural expulsão. As coisas tornavam-se muito complicadas.
O Jesus manteve a equipa para a 2ª parte, uma decisão que se revelou errada. O Lyon entrou a todo o gás e massacrou-nos durante os primeiros 15’, conseguindo o 2º golo aos 51’ pelo Lisandro. Nesta altura, cheguei a temer uma goleada, tal o desnorte que evidenciávamos. Curiosamente, ou talvez não, foi a entrada do César Peixoto para o lugar do inoperante Saviola que reequilibrou a equipa e tirou fôlego atacante aos franceses. No entanto, nunca chegámos a criar verdadeiro perigo e o Lyon controlou sempre o jogo, pelo que a vitória deles é mais que justa.
Individualmente, destaco o Fábio Coentrão e o Roberto. Digo desde já que será uma decisão péssima a todos os níveis se vendermos o Coentrão por menos dos 30 milhões da cláusula de rescisão. Sim, porque a jogar desta maneira e com esta consistência, infelizmente não o veremos muito mais tempo no Benfica. O guarda-redes espanhol fez algumas óptimas defesas na 2ª parte e está nitidamente a subir de forma. Se bem que bom, bom seria se tivesse feito uma defesa impossível no lance do 1º golo. O Kardec também esteve muito regular na luta desigual perante os centrais contrários. Todos os outros estiveram sofríveis, especialmente o Maxi Pereira, David Luiz e Saviola. A má forma destes três explica muita coisa desta nossa falta de andamento para estes jogos. Como diz um amigo meu, é favor devolverem os originais do ano passado que os clones deste ano não estão à altura…
Já referi várias vezes que eu gosto é de títulos, pelo que prefiro ganhar cinco Ligas Europa do que ir cinco vezes às meias-finais da Champions. Isto para dizer que se formos parar à Liga Europa não será um desastre, mas é óbvio que espero que o Benfica ganhe os próximos jogos e, portanto, continue na Liga dos Campeões. No entanto, estejamos conscientes que o nosso grande objectivo é o campeonato e é para aí que temos que apontar todas as nossas baterias. Dito isto, é fundamental ganhar frente ao Portimonense no Domingo.
Não entrámos mal na partida, com vontade de assumir o jogo, o que é sempre uma atitude salutar. O problema foi que desde o início errámos imensos passes. E, mais uma vez tal como em Gelsenkirchen, cometemos erros inadmissíveis que nos custaram o 1º golo. O Carlos Martins, que até estava a fazer um jogo muito razoável, perdeu infantilmente uma bola no nosso meio-campo, da qual resultou o golo do Lyon aos 21’. Os franceses eram bastante mais rápidos do que nós nas disputas de bola e naturalmente chegavam mais depressa à nossa baliza. Perto do intervalo, o Gaitán dominou mal uma bola e fez uma falta, disparate que lhe custou o segundo amarelo e a natural expulsão. As coisas tornavam-se muito complicadas.
O Jesus manteve a equipa para a 2ª parte, uma decisão que se revelou errada. O Lyon entrou a todo o gás e massacrou-nos durante os primeiros 15’, conseguindo o 2º golo aos 51’ pelo Lisandro. Nesta altura, cheguei a temer uma goleada, tal o desnorte que evidenciávamos. Curiosamente, ou talvez não, foi a entrada do César Peixoto para o lugar do inoperante Saviola que reequilibrou a equipa e tirou fôlego atacante aos franceses. No entanto, nunca chegámos a criar verdadeiro perigo e o Lyon controlou sempre o jogo, pelo que a vitória deles é mais que justa.
Individualmente, destaco o Fábio Coentrão e o Roberto. Digo desde já que será uma decisão péssima a todos os níveis se vendermos o Coentrão por menos dos 30 milhões da cláusula de rescisão. Sim, porque a jogar desta maneira e com esta consistência, infelizmente não o veremos muito mais tempo no Benfica. O guarda-redes espanhol fez algumas óptimas defesas na 2ª parte e está nitidamente a subir de forma. Se bem que bom, bom seria se tivesse feito uma defesa impossível no lance do 1º golo. O Kardec também esteve muito regular na luta desigual perante os centrais contrários. Todos os outros estiveram sofríveis, especialmente o Maxi Pereira, David Luiz e Saviola. A má forma destes três explica muita coisa desta nossa falta de andamento para estes jogos. Como diz um amigo meu, é favor devolverem os originais do ano passado que os clones deste ano não estão à altura…
Já referi várias vezes que eu gosto é de títulos, pelo que prefiro ganhar cinco Ligas Europa do que ir cinco vezes às meias-finais da Champions. Isto para dizer que se formos parar à Liga Europa não será um desastre, mas é óbvio que espero que o Benfica ganhe os próximos jogos e, portanto, continue na Liga dos Campeões. No entanto, estejamos conscientes que o nosso grande objectivo é o campeonato e é para aí que temos que apontar todas as nossas baterias. Dito isto, é fundamental ganhar frente ao Portimonense no Domingo.
domingo, outubro 17, 2010
Estreia satisfatória
Goleámos o Arouca por 5-1 e arrancámos da melhor maneira uma caminhada na Taça de Portugal que eu espero que só termine no Jamor. Já há cinco anos que não marcamos presença numa final da Taça e há seis anos que não a vencemos. E eu gosto imenso de ir ver o Benfica ao Estádio Nacional.
Ao contrário do que normalmente se faz nos jogos perante equipas de escalões secundários, o Jesus só deu descanso aos jogadores que estiveram nas selecções. O jogo começou um pouco equilibrado, porque nós estávamos a deixar correr o marfim. Não utilizámos a velocidade requerida para ultrapassar a defesa contrária e o Arouca aproveitava para jogar também no nosso meio-campo. A partida estava assim num certo impasse, quando uma boa jogada do Gaitán, e respectivo centro, encontrou a cabeça do Kardec aos 24’. Já se sabe que neste tipo de jogos o mais difícil costuma ser o 1º golo e mais uma vez isso confirmou-se. Pouco tempo depois, aos 31’, o Saviola, numa recarga a um cabeceamento do Sidnei ao poste na sequência de um livre, acabou com as (pequenas) dúvidas sobre o vencedor ao fazer o 2-0. O 3º surgiu mesmo antes do intervalo, outra vez pelo Kardec, e noutra bola parada (um canto).
A 2ª parte foi o que se esperava, com o Benfica a controlar perfeitamente o encontro e a tentar aqui e ali aumentar a vantagem. O que conseguimos em mais um livre em que o Luisão cabeceou com violência para dentro da baliza aos 66’. O 5-0 foi perto do fim (88’) numa boa jogada entre o Gaitán e o Nuno Gomes, em que o argentino se estreou finalmente a marcar com a nossa camisola. Infelizmente, uma inacreditável desatenção defensiva num canto permitiu ao Arouca marcou um golo já mesmo no final.
Foi um jogo relativamente calmo e em que fomos muito eficazes, como salientou o Jesus. Individualmente, não acho que alguém tenha feito uma exibição do outro mundo, mas o Kardec merece destaque pelos dois golos que marcou, que espero lhe dê confiança para os próximos jogos em que continuará a ser titular por causa da lesão do Cardozo. O Luisão continua a ser a indispensável voz de comando e marcou mais um golito de cabeça. O Gaitán esteve muito em jogo, mas nem sempre tomou as melhores decisões, insistindo muito em iniciativas individuais. O Saviola ainda está muito distante da forma do ano passado e o Salvio fez um jogo muito desinspirado. Espero que tenha sido só um mau dia da parte dele. O Sidnei também é daqueles jogadores que precisam de muitos jogos para adquirir a forma, o que no Benfica está longe de ser possível. E o Airton a defesa-direito foi uma experiência a não repetir.
Na próxima 4ª feira, temos uma partida importantíssima em Lyon que, se não perdermos, nos deixará bem colocados para seguirmos para os oitavos-de-final da Champions. Espero sinceramente que os portugueses que vieram tocados da selecção (para variar…) já estejam disponíveis.
Ao contrário do que normalmente se faz nos jogos perante equipas de escalões secundários, o Jesus só deu descanso aos jogadores que estiveram nas selecções. O jogo começou um pouco equilibrado, porque nós estávamos a deixar correr o marfim. Não utilizámos a velocidade requerida para ultrapassar a defesa contrária e o Arouca aproveitava para jogar também no nosso meio-campo. A partida estava assim num certo impasse, quando uma boa jogada do Gaitán, e respectivo centro, encontrou a cabeça do Kardec aos 24’. Já se sabe que neste tipo de jogos o mais difícil costuma ser o 1º golo e mais uma vez isso confirmou-se. Pouco tempo depois, aos 31’, o Saviola, numa recarga a um cabeceamento do Sidnei ao poste na sequência de um livre, acabou com as (pequenas) dúvidas sobre o vencedor ao fazer o 2-0. O 3º surgiu mesmo antes do intervalo, outra vez pelo Kardec, e noutra bola parada (um canto).
A 2ª parte foi o que se esperava, com o Benfica a controlar perfeitamente o encontro e a tentar aqui e ali aumentar a vantagem. O que conseguimos em mais um livre em que o Luisão cabeceou com violência para dentro da baliza aos 66’. O 5-0 foi perto do fim (88’) numa boa jogada entre o Gaitán e o Nuno Gomes, em que o argentino se estreou finalmente a marcar com a nossa camisola. Infelizmente, uma inacreditável desatenção defensiva num canto permitiu ao Arouca marcou um golo já mesmo no final.
Foi um jogo relativamente calmo e em que fomos muito eficazes, como salientou o Jesus. Individualmente, não acho que alguém tenha feito uma exibição do outro mundo, mas o Kardec merece destaque pelos dois golos que marcou, que espero lhe dê confiança para os próximos jogos em que continuará a ser titular por causa da lesão do Cardozo. O Luisão continua a ser a indispensável voz de comando e marcou mais um golito de cabeça. O Gaitán esteve muito em jogo, mas nem sempre tomou as melhores decisões, insistindo muito em iniciativas individuais. O Saviola ainda está muito distante da forma do ano passado e o Salvio fez um jogo muito desinspirado. Espero que tenha sido só um mau dia da parte dele. O Sidnei também é daqueles jogadores que precisam de muitos jogos para adquirir a forma, o que no Benfica está longe de ser possível. E o Airton a defesa-direito foi uma experiência a não repetir.
Na próxima 4ª feira, temos uma partida importantíssima em Lyon que, se não perdermos, nos deixará bem colocados para seguirmos para os oitavos-de-final da Champions. Espero sinceramente que os portugueses que vieram tocados da selecção (para variar…) já estejam disponíveis.
quarta-feira, outubro 13, 2010
Islândia - 1 - Portugal - 3
Repetimos o resultado da passada 6ª feira e respiramos um pouco melhor neste apuramento para o Euro 2012. Um empatezinho no Noruega-Dinamarca em Março permitir-nos-ia voltar a depender só de nós para o 1º lugar do grupo. É notório que a selecção está bastante melhor, os jogadores mais alegres e voltou a haver algumas jogadas brilhantes. Entrámos muito bem, com um golo do C. Ronaldo logo aos 3', não nos desconcentrámos com mais um frango do Eduardo de que resultou o empate e chegámos ao intervalo a vencer por 2-1 através do Raúl Meireles. Na 2ª parte, conseguimos controlar a Islândia, que não criou praticamente perigo nenhum e resolvemos a partida aos 73' com o Postiga a fazer o 3-1.
O Carlos Martins fez uma óptima 1ª parte, melhorando bastante em relação à Dinamarca, e o Fábio Coentrão não sabe jogar mal. O melhor em campo foi o C. Ronaldo, mas no geral toda a equipa se portou bem. Haverá um longo interregno competitivo (até Junho), no entanto parece que no próximo mês defrontaremos a Espanha num amigável. Será um bom teste para ver se esta subida da selecção é mesmo consistente.
P.S. - Como não há "bela sem senão", estas vitórias vão servir para camuflar tudo o que está errado na Federação e já se prepara a manutenção do status quo (leia-se Madaíl). Continuar-se-á na ilegalidade e com as mesmas caras de sempre. É uma tristeza...
O Carlos Martins fez uma óptima 1ª parte, melhorando bastante em relação à Dinamarca, e o Fábio Coentrão não sabe jogar mal. O melhor em campo foi o C. Ronaldo, mas no geral toda a equipa se portou bem. Haverá um longo interregno competitivo (até Junho), no entanto parece que no próximo mês defrontaremos a Espanha num amigável. Será um bom teste para ver se esta subida da selecção é mesmo consistente.
P.S. - Como não há "bela sem senão", estas vitórias vão servir para camuflar tudo o que está errado na Federação e já se prepara a manutenção do status quo (leia-se Madaíl). Continuar-se-á na ilegalidade e com as mesmas caras de sempre. É uma tristeza...
sábado, outubro 09, 2010
Ainda as escutas...
A propósito da falta de seriedade e honestidade intelectual dos comentadores afectos ao CRAC (eu acrescentaria da totalidade dos seus adeptos, porque ainda não vi/li/ouvi um único que condenasse o conteúdo das escutas), o Ricardo Araújo Pereira na sua crónica desta semana n' A Bola diz o seguinte:
"Só posso prometer que, se o presidente do Benfica for apanhado em escutas a indicar o caminho para sua casa a um árbitro nas vésperas de um jogo, a Leonor Pinhão, o Sílvio Cervan e eu viremos aqui escrever que esse tipo de conduta nos envergonha. E daremos razão a todos os adversários que não reconhecerem mérito a títulos conquistados à custa desse modelo de dirigismo desportivo. É pouco, mas é o que tenho para oferecer."
Subscrevo tudo isto a 100%. E até acrescento mais, não descansaria até que tais pessoas fossem corridas do nosso clube. Fossem quem fossem. Tivessem ganho o que tivessem ganho. E tenho a certeza que seríamos muitos a ter esta opinião, porque felizmente a maior parte dos adeptos do Benfica tem, ao contrário de outros de um certo clube, uma coluna vertebral sem tantas curvas como o circuito do Mónaco de Fórmula 1...
"Só posso prometer que, se o presidente do Benfica for apanhado em escutas a indicar o caminho para sua casa a um árbitro nas vésperas de um jogo, a Leonor Pinhão, o Sílvio Cervan e eu viremos aqui escrever que esse tipo de conduta nos envergonha. E daremos razão a todos os adversários que não reconhecerem mérito a títulos conquistados à custa desse modelo de dirigismo desportivo. É pouco, mas é o que tenho para oferecer."
Subscrevo tudo isto a 100%. E até acrescento mais, não descansaria até que tais pessoas fossem corridas do nosso clube. Fossem quem fossem. Tivessem ganho o que tivessem ganho. E tenho a certeza que seríamos muitos a ter esta opinião, porque felizmente a maior parte dos adeptos do Benfica tem, ao contrário de outros de um certo clube, uma coluna vertebral sem tantas curvas como o circuito do Mónaco de Fórmula 1...
sexta-feira, outubro 08, 2010
Portugal - 3 - Dinamarca - 1
Vencemos o nosso adversário teoricamente mais forte e o resultado prático disto é que não ficámos já arredados do Euro 2012. Foi uma boa vitória, com uma exibição agradável, especialmente na 2ª parte, que esperemos que nos relance para o resto do apuramento.
Entrámos a meio-gás e os dois primeiros golos, ambos pelo Nani, resultaram de falhas dos adversários em minutos praticamente consecutivos. A partir daqui, conseguimos ligar melhor as jogadas, já que os dinamarqueses tiveram que vir para a frente e permitiram-nos mais espaços. A 2ª parte foi bastante melhor, com imensas oportunidades, mas um autogolo do Ricardo Carvalho reduziu a nossa vantagem a cerca de 15' do fim e só descansámos com o golo do Cristiano Ronaldo aos 85'. Seria uma enorme injustiça se não vencêssemos esta partida.
O Paulo Bento entrou há muito pouco tempo, teve meia-dúzia de treinos, mas é notória a melhoria da equipa. O mérito não será todo dele, mas o que é certo é que voltámos a ter um treinador à frente da nossa selecção. Parece que os jogadores se aperceberam disso e resolveram jogar melhor. Quanto aos nossos, o Fábio Coentrão esteve em bom nível, mas o Carlos Martins foi menos preponderante do que no Glorioso. Antes assim que ao contrário... :-) Em relação aos outros, o Moutinho esteve muito bem e o C. Ronaldo também, mas este só na 2ª parte.
Na próxima 3ª feira, não se espera outra coisa que não uma vitória na Islândia. Caso contrário, poderemos começar a preparar o sofá para o Euro...
Entrámos a meio-gás e os dois primeiros golos, ambos pelo Nani, resultaram de falhas dos adversários em minutos praticamente consecutivos. A partir daqui, conseguimos ligar melhor as jogadas, já que os dinamarqueses tiveram que vir para a frente e permitiram-nos mais espaços. A 2ª parte foi bastante melhor, com imensas oportunidades, mas um autogolo do Ricardo Carvalho reduziu a nossa vantagem a cerca de 15' do fim e só descansámos com o golo do Cristiano Ronaldo aos 85'. Seria uma enorme injustiça se não vencêssemos esta partida.
O Paulo Bento entrou há muito pouco tempo, teve meia-dúzia de treinos, mas é notória a melhoria da equipa. O mérito não será todo dele, mas o que é certo é que voltámos a ter um treinador à frente da nossa selecção. Parece que os jogadores se aperceberam disso e resolveram jogar melhor. Quanto aos nossos, o Fábio Coentrão esteve em bom nível, mas o Carlos Martins foi menos preponderante do que no Glorioso. Antes assim que ao contrário... :-) Em relação aos outros, o Moutinho esteve muito bem e o C. Ronaldo também, mas este só na 2ª parte.
Na próxima 3ª feira, não se espera outra coisa que não uma vitória na Islândia. Caso contrário, poderemos começar a preparar o sofá para o Euro...
quinta-feira, outubro 07, 2010
Liberdade de expressão
Ou, neste caso, falta dela. Chamo a vossa atenção para este apelo urgente do meu amigo Pedro F. Ferreira sobre o que estão a tentar fazer ao António-Pedro Vasconcelos na sequência das suas palavras sobre as escutas do "Apito Dourado" no programa "Trio d'Ataque" da RTPN. É fundamental que ajamos!
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