sábado, outubro 30, 2010
Génio
Vencemos o Paços de Ferreira por 2-0, atingindo a 5ª vitória consecutiva e o 5º jogo seguido sem sofrer golos. Igualmente muito importante foi não termos visto nenhum cartão amarelo, tendo assim todos os jogadores disponíveis para a visita à pocilga. Para além disso, bastaram 12 segundos para o Aimar justificar o dinheiro gasto num bilhete de época.
Tenho que dizer que foi das melhores partidas que assisti na Luz este ano. O Paços esteve a léguas de fazer o tipo de futebol que a maior parte dos adversários vem fazer ao nosso Estádio. Antes pelo contrário, criou bastante perigo, nomeadamente na 1ª parte e até chegou ao final desta com mais remates do que nós. Mas esta partida vai ser lembrada no futuro pelo tal lance genial do Aimar aos 14’. Partindo ainda do nosso meio-campo, fintou três adversários, tirou um quarto do caminho com uma simulação de corpo e marcou um golo monumental de fora da área. O dinheiro do bilhete de época está mais que justificado! Até aos 20’ /25’ fizemos talvez a melhor exibição da temporada, mas depois baixámos de rendimento e o Paços aproveitou para continuar a testar o Roberto.
Na 2ª parte, entrámos muito desconcentrados nos primeiros 10’, mas depois lá nos recompusemos e marcámos o golo que nos descansou através de um penalty convertido pelo Kardec aos 65’. No estádio pareceu-me que o jogador do Paços tocou na bola e, portanto, não seria penalty. Mas, vendo na televisão, o lance é muito confuso porque há um toque quase simultâneo na bola e no Coentrão. A partir do 2-0, o Paços caiu a pique e só foi pena que nos minutos finais não tivéssemos aumentado a vantagem. Seria um resultado provavelmente injusto, mas estamos em crise e os detentores do cartão de crédito do Benfica agradecem o maior número de golos possível.
Individualmente, para além do génio argentino há que destacar o Roberto. Esteve seguríssimo e impediu em mais do que uma ocasião o golo do Paços. O Coentrão voltou à equipa e regressou na (boa) forma de sempre. Menos bem estiveram o Saviola (muito lutador, mas muito infeliz em várias acções do jogo), o Kardec (pareceu-me um pouco perdido em campo) e, principalmente, o César Peixoto (que jogo pavoroso!).
Recebemos o Lyon já na próxima 3ª feira e vamos ver se conseguimos que esta senda vitoriosa no campeonato contagie a Champions. Teremos um problema já que o Gaitán não poderá jogar e provavelmente lá vamos ter que levar com o César Peixoto outra vez. Mas já se sabe que a prioridade é o campeonato e, nesse sentido, é impreterível ir ganhar à pocilga. Duvido é que nos deixem, mas isso já é outra conversa…
Tenho que dizer que foi das melhores partidas que assisti na Luz este ano. O Paços esteve a léguas de fazer o tipo de futebol que a maior parte dos adversários vem fazer ao nosso Estádio. Antes pelo contrário, criou bastante perigo, nomeadamente na 1ª parte e até chegou ao final desta com mais remates do que nós. Mas esta partida vai ser lembrada no futuro pelo tal lance genial do Aimar aos 14’. Partindo ainda do nosso meio-campo, fintou três adversários, tirou um quarto do caminho com uma simulação de corpo e marcou um golo monumental de fora da área. O dinheiro do bilhete de época está mais que justificado! Até aos 20’ /25’ fizemos talvez a melhor exibição da temporada, mas depois baixámos de rendimento e o Paços aproveitou para continuar a testar o Roberto.
Na 2ª parte, entrámos muito desconcentrados nos primeiros 10’, mas depois lá nos recompusemos e marcámos o golo que nos descansou através de um penalty convertido pelo Kardec aos 65’. No estádio pareceu-me que o jogador do Paços tocou na bola e, portanto, não seria penalty. Mas, vendo na televisão, o lance é muito confuso porque há um toque quase simultâneo na bola e no Coentrão. A partir do 2-0, o Paços caiu a pique e só foi pena que nos minutos finais não tivéssemos aumentado a vantagem. Seria um resultado provavelmente injusto, mas estamos em crise e os detentores do cartão de crédito do Benfica agradecem o maior número de golos possível.
Individualmente, para além do génio argentino há que destacar o Roberto. Esteve seguríssimo e impediu em mais do que uma ocasião o golo do Paços. O Coentrão voltou à equipa e regressou na (boa) forma de sempre. Menos bem estiveram o Saviola (muito lutador, mas muito infeliz em várias acções do jogo), o Kardec (pareceu-me um pouco perdido em campo) e, principalmente, o César Peixoto (que jogo pavoroso!).
Recebemos o Lyon já na próxima 3ª feira e vamos ver se conseguimos que esta senda vitoriosa no campeonato contagie a Champions. Teremos um problema já que o Gaitán não poderá jogar e provavelmente lá vamos ter que levar com o César Peixoto outra vez. Mas já se sabe que a prioridade é o campeonato e, nesse sentido, é impreterível ir ganhar à pocilga. Duvido é que nos deixem, mas isso já é outra conversa…
segunda-feira, outubro 25, 2010
Serviços mínimos
Vencemos o Portimonense no Estádio do Algarve por 1-0 e é a 3ª vez consecutiva que ganhamos por este resultado no campeonato. Foi uma partida em que a nossa superioridade foi inquestionável, mas que revelou igualmente que estamos muito distantes da época passada, em que perante um adversário tão fraco teríamos certamente goleado.
Com a lesão do Fábio Coentrão, a entrada do César Peixoto foi a única alteração em relação a Lyon. Entrámos muito devagar na partida, mas a meio da 1ª parte assumimos o controlo para não mais o perder. O guarda-redes Ventura, um dos inúmeros jogadores emprestados pelo CRAC ao Portimonense, começou a dar nas vistas e fez algumas defesas que impediram o nosso golo, nomeadamente a remates do David Luiz, Luisão e Saviola.
Na 2ª parte, tivemos a vantagem de marcar muito cedo (49’) através do Javi García, numa boa cabeçada na sequência de um livre. O mais difícil estava feito e, logo a seguir, um óptimo centro do Gaitán proporcionou à cabeça do Kardec o golo da tranquilidade, mas mais uma vez o guarda-redes teve uma boa intervenção. Até final, controlámos sempre o jogo, mas nunca tivemos aquela codícia pelo golo que nos caracterizava no ano passado. Mesmo assim, dois falhanços inacreditáveis do Jara impediram-nos de aumentar o resultado. O Portimonense nunca se mostrou capaz de nos criar problemas e, ao menos, em termos defensivos não tivemos grandes aflições.
Em termos individuais, o Luisão foi o melhor do Benfica. Está em grande forma, o capitão, sempre num ritmo muito elevado e, para ele, todos os adversários são iguais. Destaque igualmente para o Javi García pelo golo da vitória. O resto da equipa esteve regular, com alguns jogadores a tentarem inverter a forma menos exuberante em que estão, caso do Maxi Pereira, David Luiz e Saviola. Verdade seja dita, nunca se esconderam do jogo e até foram melhorando ao longo dos minutos, especialmente o Saviola. O nosso menor poder de fogo também não pode ser dissociado da falta do Cardozo. Eu até gosto do Kardec, só que não é realmente a mesma coisa… Por outro lado, se o Jara quer constituir-se como opção, não pode falhar golos daqueles. Então o segundo foi imperdoável.
Quarta vitória consecutiva, quarto jogo sem sofrer golos, no campeonato estamos a recuperar pelo menos a nível pontual. As exibições ainda deixam um pouco a desejar, mas nesta altura o mais importante é manter a regularidade das vitórias na Liga. Aproxima-se o jogo decisivo no Dragão e não é de espantar que tenhamos quatro(!) jogadores tapados por amarelos: Luisão, Javi García, Carlos Martins e Maxi Pereira. Aceitam-se apostas para ver quem ficará de fora daqui a duas jornadas…
Com a lesão do Fábio Coentrão, a entrada do César Peixoto foi a única alteração em relação a Lyon. Entrámos muito devagar na partida, mas a meio da 1ª parte assumimos o controlo para não mais o perder. O guarda-redes Ventura, um dos inúmeros jogadores emprestados pelo CRAC ao Portimonense, começou a dar nas vistas e fez algumas defesas que impediram o nosso golo, nomeadamente a remates do David Luiz, Luisão e Saviola.
Na 2ª parte, tivemos a vantagem de marcar muito cedo (49’) através do Javi García, numa boa cabeçada na sequência de um livre. O mais difícil estava feito e, logo a seguir, um óptimo centro do Gaitán proporcionou à cabeça do Kardec o golo da tranquilidade, mas mais uma vez o guarda-redes teve uma boa intervenção. Até final, controlámos sempre o jogo, mas nunca tivemos aquela codícia pelo golo que nos caracterizava no ano passado. Mesmo assim, dois falhanços inacreditáveis do Jara impediram-nos de aumentar o resultado. O Portimonense nunca se mostrou capaz de nos criar problemas e, ao menos, em termos defensivos não tivemos grandes aflições.
Em termos individuais, o Luisão foi o melhor do Benfica. Está em grande forma, o capitão, sempre num ritmo muito elevado e, para ele, todos os adversários são iguais. Destaque igualmente para o Javi García pelo golo da vitória. O resto da equipa esteve regular, com alguns jogadores a tentarem inverter a forma menos exuberante em que estão, caso do Maxi Pereira, David Luiz e Saviola. Verdade seja dita, nunca se esconderam do jogo e até foram melhorando ao longo dos minutos, especialmente o Saviola. O nosso menor poder de fogo também não pode ser dissociado da falta do Cardozo. Eu até gosto do Kardec, só que não é realmente a mesma coisa… Por outro lado, se o Jara quer constituir-se como opção, não pode falhar golos daqueles. Então o segundo foi imperdoável.
Quarta vitória consecutiva, quarto jogo sem sofrer golos, no campeonato estamos a recuperar pelo menos a nível pontual. As exibições ainda deixam um pouco a desejar, mas nesta altura o mais importante é manter a regularidade das vitórias na Liga. Aproxima-se o jogo decisivo no Dragão e não é de espantar que tenhamos quatro(!) jogadores tapados por amarelos: Luisão, Javi García, Carlos Martins e Maxi Pereira. Aceitam-se apostas para ver quem ficará de fora daqui a duas jornadas…
quinta-feira, outubro 21, 2010
Sem andamento
Perdemos em Lyon (0-2) e deixámos de ter margem de manobra nos próximos jogos para nos qualificarmos para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões. Foi uma partida que não nos correu nada bem e que demonstrou que ainda nos falta um bom bocado para podermos ganhar jogos a estas equipas mais cotadas.
Não entrámos mal na partida, com vontade de assumir o jogo, o que é sempre uma atitude salutar. O problema foi que desde o início errámos imensos passes. E, mais uma vez tal como em Gelsenkirchen, cometemos erros inadmissíveis que nos custaram o 1º golo. O Carlos Martins, que até estava a fazer um jogo muito razoável, perdeu infantilmente uma bola no nosso meio-campo, da qual resultou o golo do Lyon aos 21’. Os franceses eram bastante mais rápidos do que nós nas disputas de bola e naturalmente chegavam mais depressa à nossa baliza. Perto do intervalo, o Gaitán dominou mal uma bola e fez uma falta, disparate que lhe custou o segundo amarelo e a natural expulsão. As coisas tornavam-se muito complicadas.
O Jesus manteve a equipa para a 2ª parte, uma decisão que se revelou errada. O Lyon entrou a todo o gás e massacrou-nos durante os primeiros 15’, conseguindo o 2º golo aos 51’ pelo Lisandro. Nesta altura, cheguei a temer uma goleada, tal o desnorte que evidenciávamos. Curiosamente, ou talvez não, foi a entrada do César Peixoto para o lugar do inoperante Saviola que reequilibrou a equipa e tirou fôlego atacante aos franceses. No entanto, nunca chegámos a criar verdadeiro perigo e o Lyon controlou sempre o jogo, pelo que a vitória deles é mais que justa.
Individualmente, destaco o Fábio Coentrão e o Roberto. Digo desde já que será uma decisão péssima a todos os níveis se vendermos o Coentrão por menos dos 30 milhões da cláusula de rescisão. Sim, porque a jogar desta maneira e com esta consistência, infelizmente não o veremos muito mais tempo no Benfica. O guarda-redes espanhol fez algumas óptimas defesas na 2ª parte e está nitidamente a subir de forma. Se bem que bom, bom seria se tivesse feito uma defesa impossível no lance do 1º golo. O Kardec também esteve muito regular na luta desigual perante os centrais contrários. Todos os outros estiveram sofríveis, especialmente o Maxi Pereira, David Luiz e Saviola. A má forma destes três explica muita coisa desta nossa falta de andamento para estes jogos. Como diz um amigo meu, é favor devolverem os originais do ano passado que os clones deste ano não estão à altura…
Já referi várias vezes que eu gosto é de títulos, pelo que prefiro ganhar cinco Ligas Europa do que ir cinco vezes às meias-finais da Champions. Isto para dizer que se formos parar à Liga Europa não será um desastre, mas é óbvio que espero que o Benfica ganhe os próximos jogos e, portanto, continue na Liga dos Campeões. No entanto, estejamos conscientes que o nosso grande objectivo é o campeonato e é para aí que temos que apontar todas as nossas baterias. Dito isto, é fundamental ganhar frente ao Portimonense no Domingo.
Não entrámos mal na partida, com vontade de assumir o jogo, o que é sempre uma atitude salutar. O problema foi que desde o início errámos imensos passes. E, mais uma vez tal como em Gelsenkirchen, cometemos erros inadmissíveis que nos custaram o 1º golo. O Carlos Martins, que até estava a fazer um jogo muito razoável, perdeu infantilmente uma bola no nosso meio-campo, da qual resultou o golo do Lyon aos 21’. Os franceses eram bastante mais rápidos do que nós nas disputas de bola e naturalmente chegavam mais depressa à nossa baliza. Perto do intervalo, o Gaitán dominou mal uma bola e fez uma falta, disparate que lhe custou o segundo amarelo e a natural expulsão. As coisas tornavam-se muito complicadas.
O Jesus manteve a equipa para a 2ª parte, uma decisão que se revelou errada. O Lyon entrou a todo o gás e massacrou-nos durante os primeiros 15’, conseguindo o 2º golo aos 51’ pelo Lisandro. Nesta altura, cheguei a temer uma goleada, tal o desnorte que evidenciávamos. Curiosamente, ou talvez não, foi a entrada do César Peixoto para o lugar do inoperante Saviola que reequilibrou a equipa e tirou fôlego atacante aos franceses. No entanto, nunca chegámos a criar verdadeiro perigo e o Lyon controlou sempre o jogo, pelo que a vitória deles é mais que justa.
Individualmente, destaco o Fábio Coentrão e o Roberto. Digo desde já que será uma decisão péssima a todos os níveis se vendermos o Coentrão por menos dos 30 milhões da cláusula de rescisão. Sim, porque a jogar desta maneira e com esta consistência, infelizmente não o veremos muito mais tempo no Benfica. O guarda-redes espanhol fez algumas óptimas defesas na 2ª parte e está nitidamente a subir de forma. Se bem que bom, bom seria se tivesse feito uma defesa impossível no lance do 1º golo. O Kardec também esteve muito regular na luta desigual perante os centrais contrários. Todos os outros estiveram sofríveis, especialmente o Maxi Pereira, David Luiz e Saviola. A má forma destes três explica muita coisa desta nossa falta de andamento para estes jogos. Como diz um amigo meu, é favor devolverem os originais do ano passado que os clones deste ano não estão à altura…
Já referi várias vezes que eu gosto é de títulos, pelo que prefiro ganhar cinco Ligas Europa do que ir cinco vezes às meias-finais da Champions. Isto para dizer que se formos parar à Liga Europa não será um desastre, mas é óbvio que espero que o Benfica ganhe os próximos jogos e, portanto, continue na Liga dos Campeões. No entanto, estejamos conscientes que o nosso grande objectivo é o campeonato e é para aí que temos que apontar todas as nossas baterias. Dito isto, é fundamental ganhar frente ao Portimonense no Domingo.
domingo, outubro 17, 2010
Estreia satisfatória
Goleámos o Arouca por 5-1 e arrancámos da melhor maneira uma caminhada na Taça de Portugal que eu espero que só termine no Jamor. Já há cinco anos que não marcamos presença numa final da Taça e há seis anos que não a vencemos. E eu gosto imenso de ir ver o Benfica ao Estádio Nacional.
Ao contrário do que normalmente se faz nos jogos perante equipas de escalões secundários, o Jesus só deu descanso aos jogadores que estiveram nas selecções. O jogo começou um pouco equilibrado, porque nós estávamos a deixar correr o marfim. Não utilizámos a velocidade requerida para ultrapassar a defesa contrária e o Arouca aproveitava para jogar também no nosso meio-campo. A partida estava assim num certo impasse, quando uma boa jogada do Gaitán, e respectivo centro, encontrou a cabeça do Kardec aos 24’. Já se sabe que neste tipo de jogos o mais difícil costuma ser o 1º golo e mais uma vez isso confirmou-se. Pouco tempo depois, aos 31’, o Saviola, numa recarga a um cabeceamento do Sidnei ao poste na sequência de um livre, acabou com as (pequenas) dúvidas sobre o vencedor ao fazer o 2-0. O 3º surgiu mesmo antes do intervalo, outra vez pelo Kardec, e noutra bola parada (um canto).
A 2ª parte foi o que se esperava, com o Benfica a controlar perfeitamente o encontro e a tentar aqui e ali aumentar a vantagem. O que conseguimos em mais um livre em que o Luisão cabeceou com violência para dentro da baliza aos 66’. O 5-0 foi perto do fim (88’) numa boa jogada entre o Gaitán e o Nuno Gomes, em que o argentino se estreou finalmente a marcar com a nossa camisola. Infelizmente, uma inacreditável desatenção defensiva num canto permitiu ao Arouca marcou um golo já mesmo no final.
Foi um jogo relativamente calmo e em que fomos muito eficazes, como salientou o Jesus. Individualmente, não acho que alguém tenha feito uma exibição do outro mundo, mas o Kardec merece destaque pelos dois golos que marcou, que espero lhe dê confiança para os próximos jogos em que continuará a ser titular por causa da lesão do Cardozo. O Luisão continua a ser a indispensável voz de comando e marcou mais um golito de cabeça. O Gaitán esteve muito em jogo, mas nem sempre tomou as melhores decisões, insistindo muito em iniciativas individuais. O Saviola ainda está muito distante da forma do ano passado e o Salvio fez um jogo muito desinspirado. Espero que tenha sido só um mau dia da parte dele. O Sidnei também é daqueles jogadores que precisam de muitos jogos para adquirir a forma, o que no Benfica está longe de ser possível. E o Airton a defesa-direito foi uma experiência a não repetir.
Na próxima 4ª feira, temos uma partida importantíssima em Lyon que, se não perdermos, nos deixará bem colocados para seguirmos para os oitavos-de-final da Champions. Espero sinceramente que os portugueses que vieram tocados da selecção (para variar…) já estejam disponíveis.
Ao contrário do que normalmente se faz nos jogos perante equipas de escalões secundários, o Jesus só deu descanso aos jogadores que estiveram nas selecções. O jogo começou um pouco equilibrado, porque nós estávamos a deixar correr o marfim. Não utilizámos a velocidade requerida para ultrapassar a defesa contrária e o Arouca aproveitava para jogar também no nosso meio-campo. A partida estava assim num certo impasse, quando uma boa jogada do Gaitán, e respectivo centro, encontrou a cabeça do Kardec aos 24’. Já se sabe que neste tipo de jogos o mais difícil costuma ser o 1º golo e mais uma vez isso confirmou-se. Pouco tempo depois, aos 31’, o Saviola, numa recarga a um cabeceamento do Sidnei ao poste na sequência de um livre, acabou com as (pequenas) dúvidas sobre o vencedor ao fazer o 2-0. O 3º surgiu mesmo antes do intervalo, outra vez pelo Kardec, e noutra bola parada (um canto).
A 2ª parte foi o que se esperava, com o Benfica a controlar perfeitamente o encontro e a tentar aqui e ali aumentar a vantagem. O que conseguimos em mais um livre em que o Luisão cabeceou com violência para dentro da baliza aos 66’. O 5-0 foi perto do fim (88’) numa boa jogada entre o Gaitán e o Nuno Gomes, em que o argentino se estreou finalmente a marcar com a nossa camisola. Infelizmente, uma inacreditável desatenção defensiva num canto permitiu ao Arouca marcou um golo já mesmo no final.
Foi um jogo relativamente calmo e em que fomos muito eficazes, como salientou o Jesus. Individualmente, não acho que alguém tenha feito uma exibição do outro mundo, mas o Kardec merece destaque pelos dois golos que marcou, que espero lhe dê confiança para os próximos jogos em que continuará a ser titular por causa da lesão do Cardozo. O Luisão continua a ser a indispensável voz de comando e marcou mais um golito de cabeça. O Gaitán esteve muito em jogo, mas nem sempre tomou as melhores decisões, insistindo muito em iniciativas individuais. O Saviola ainda está muito distante da forma do ano passado e o Salvio fez um jogo muito desinspirado. Espero que tenha sido só um mau dia da parte dele. O Sidnei também é daqueles jogadores que precisam de muitos jogos para adquirir a forma, o que no Benfica está longe de ser possível. E o Airton a defesa-direito foi uma experiência a não repetir.
Na próxima 4ª feira, temos uma partida importantíssima em Lyon que, se não perdermos, nos deixará bem colocados para seguirmos para os oitavos-de-final da Champions. Espero sinceramente que os portugueses que vieram tocados da selecção (para variar…) já estejam disponíveis.
quarta-feira, outubro 13, 2010
Islândia - 1 - Portugal - 3
Repetimos o resultado da passada 6ª feira e respiramos um pouco melhor neste apuramento para o Euro 2012. Um empatezinho no Noruega-Dinamarca em Março permitir-nos-ia voltar a depender só de nós para o 1º lugar do grupo. É notório que a selecção está bastante melhor, os jogadores mais alegres e voltou a haver algumas jogadas brilhantes. Entrámos muito bem, com um golo do C. Ronaldo logo aos 3', não nos desconcentrámos com mais um frango do Eduardo de que resultou o empate e chegámos ao intervalo a vencer por 2-1 através do Raúl Meireles. Na 2ª parte, conseguimos controlar a Islândia, que não criou praticamente perigo nenhum e resolvemos a partida aos 73' com o Postiga a fazer o 3-1.
O Carlos Martins fez uma óptima 1ª parte, melhorando bastante em relação à Dinamarca, e o Fábio Coentrão não sabe jogar mal. O melhor em campo foi o C. Ronaldo, mas no geral toda a equipa se portou bem. Haverá um longo interregno competitivo (até Junho), no entanto parece que no próximo mês defrontaremos a Espanha num amigável. Será um bom teste para ver se esta subida da selecção é mesmo consistente.
P.S. - Como não há "bela sem senão", estas vitórias vão servir para camuflar tudo o que está errado na Federação e já se prepara a manutenção do status quo (leia-se Madaíl). Continuar-se-á na ilegalidade e com as mesmas caras de sempre. É uma tristeza...
O Carlos Martins fez uma óptima 1ª parte, melhorando bastante em relação à Dinamarca, e o Fábio Coentrão não sabe jogar mal. O melhor em campo foi o C. Ronaldo, mas no geral toda a equipa se portou bem. Haverá um longo interregno competitivo (até Junho), no entanto parece que no próximo mês defrontaremos a Espanha num amigável. Será um bom teste para ver se esta subida da selecção é mesmo consistente.
P.S. - Como não há "bela sem senão", estas vitórias vão servir para camuflar tudo o que está errado na Federação e já se prepara a manutenção do status quo (leia-se Madaíl). Continuar-se-á na ilegalidade e com as mesmas caras de sempre. É uma tristeza...
sábado, outubro 09, 2010
Ainda as escutas...
A propósito da falta de seriedade e honestidade intelectual dos comentadores afectos ao CRAC (eu acrescentaria da totalidade dos seus adeptos, porque ainda não vi/li/ouvi um único que condenasse o conteúdo das escutas), o Ricardo Araújo Pereira na sua crónica desta semana n' A Bola diz o seguinte:
"Só posso prometer que, se o presidente do Benfica for apanhado em escutas a indicar o caminho para sua casa a um árbitro nas vésperas de um jogo, a Leonor Pinhão, o Sílvio Cervan e eu viremos aqui escrever que esse tipo de conduta nos envergonha. E daremos razão a todos os adversários que não reconhecerem mérito a títulos conquistados à custa desse modelo de dirigismo desportivo. É pouco, mas é o que tenho para oferecer."
Subscrevo tudo isto a 100%. E até acrescento mais, não descansaria até que tais pessoas fossem corridas do nosso clube. Fossem quem fossem. Tivessem ganho o que tivessem ganho. E tenho a certeza que seríamos muitos a ter esta opinião, porque felizmente a maior parte dos adeptos do Benfica tem, ao contrário de outros de um certo clube, uma coluna vertebral sem tantas curvas como o circuito do Mónaco de Fórmula 1...
"Só posso prometer que, se o presidente do Benfica for apanhado em escutas a indicar o caminho para sua casa a um árbitro nas vésperas de um jogo, a Leonor Pinhão, o Sílvio Cervan e eu viremos aqui escrever que esse tipo de conduta nos envergonha. E daremos razão a todos os adversários que não reconhecerem mérito a títulos conquistados à custa desse modelo de dirigismo desportivo. É pouco, mas é o que tenho para oferecer."
Subscrevo tudo isto a 100%. E até acrescento mais, não descansaria até que tais pessoas fossem corridas do nosso clube. Fossem quem fossem. Tivessem ganho o que tivessem ganho. E tenho a certeza que seríamos muitos a ter esta opinião, porque felizmente a maior parte dos adeptos do Benfica tem, ao contrário de outros de um certo clube, uma coluna vertebral sem tantas curvas como o circuito do Mónaco de Fórmula 1...
sexta-feira, outubro 08, 2010
Portugal - 3 - Dinamarca - 1
Vencemos o nosso adversário teoricamente mais forte e o resultado prático disto é que não ficámos já arredados do Euro 2012. Foi uma boa vitória, com uma exibição agradável, especialmente na 2ª parte, que esperemos que nos relance para o resto do apuramento.
Entrámos a meio-gás e os dois primeiros golos, ambos pelo Nani, resultaram de falhas dos adversários em minutos praticamente consecutivos. A partir daqui, conseguimos ligar melhor as jogadas, já que os dinamarqueses tiveram que vir para a frente e permitiram-nos mais espaços. A 2ª parte foi bastante melhor, com imensas oportunidades, mas um autogolo do Ricardo Carvalho reduziu a nossa vantagem a cerca de 15' do fim e só descansámos com o golo do Cristiano Ronaldo aos 85'. Seria uma enorme injustiça se não vencêssemos esta partida.
O Paulo Bento entrou há muito pouco tempo, teve meia-dúzia de treinos, mas é notória a melhoria da equipa. O mérito não será todo dele, mas o que é certo é que voltámos a ter um treinador à frente da nossa selecção. Parece que os jogadores se aperceberam disso e resolveram jogar melhor. Quanto aos nossos, o Fábio Coentrão esteve em bom nível, mas o Carlos Martins foi menos preponderante do que no Glorioso. Antes assim que ao contrário... :-) Em relação aos outros, o Moutinho esteve muito bem e o C. Ronaldo também, mas este só na 2ª parte.
Na próxima 3ª feira, não se espera outra coisa que não uma vitória na Islândia. Caso contrário, poderemos começar a preparar o sofá para o Euro...
Entrámos a meio-gás e os dois primeiros golos, ambos pelo Nani, resultaram de falhas dos adversários em minutos praticamente consecutivos. A partir daqui, conseguimos ligar melhor as jogadas, já que os dinamarqueses tiveram que vir para a frente e permitiram-nos mais espaços. A 2ª parte foi bastante melhor, com imensas oportunidades, mas um autogolo do Ricardo Carvalho reduziu a nossa vantagem a cerca de 15' do fim e só descansámos com o golo do Cristiano Ronaldo aos 85'. Seria uma enorme injustiça se não vencêssemos esta partida.
O Paulo Bento entrou há muito pouco tempo, teve meia-dúzia de treinos, mas é notória a melhoria da equipa. O mérito não será todo dele, mas o que é certo é que voltámos a ter um treinador à frente da nossa selecção. Parece que os jogadores se aperceberam disso e resolveram jogar melhor. Quanto aos nossos, o Fábio Coentrão esteve em bom nível, mas o Carlos Martins foi menos preponderante do que no Glorioso. Antes assim que ao contrário... :-) Em relação aos outros, o Moutinho esteve muito bem e o C. Ronaldo também, mas este só na 2ª parte.
Na próxima 3ª feira, não se espera outra coisa que não uma vitória na Islândia. Caso contrário, poderemos começar a preparar o sofá para o Euro...
quinta-feira, outubro 07, 2010
Liberdade de expressão
Ou, neste caso, falta dela. Chamo a vossa atenção para este apelo urgente do meu amigo Pedro F. Ferreira sobre o que estão a tentar fazer ao António-Pedro Vasconcelos na sequência das suas palavras sobre as escutas do "Apito Dourado" no programa "Trio d'Ataque" da RTPN. É fundamental que ajamos!
segunda-feira, outubro 04, 2010
Importante
Um golão do Carlos Martins aos 74’ permitiu-nos derrotar o Braga por 1-0 e ultrapassá-lo na classificação. Se é certo que ainda estamos longe da forma da época passada, também é verdade que em termos defensivos as coisas melhoraram imenso e pela 3ª vez consecutiva na Liga não sofremos golos. E, claro que isso, é meio-caminho andado para a vitória, porque ainda não ficamos a zeros em jogos do campeonato.
Foi uma partida muito táctica, nem sempre bem jogada, mas a justiça da nossa vitória é indiscutível. Ao contrário do que prometera, o Domingos veio jogar para o pontinho, o Braga foi uma perfeita nulidade e, com excepção de um remate fora da área no final da 1ª parte muito bem defendido pelo Roberto, nunca conseguiu criar-nos perigo. Nós nem sempre jogámos com a velocidade que se impunha para bater a defesa contrária, mas mesmo assim tivemos boas oportunidades para marcar na 1ª parte, com destaque para um remate do Saviola que o Felipe, guarda-redes do Braga, defendeu superiormente.
Na 2ª parte, entrámos mal na partida e demorámos um pouco a recompor-nos. Mas o Braga continuava a ser inofensivo. Chegou mais perto da nossa área, mas remates com perigo à baliza nem vê-los. Nós também não criámos tantas oportunidades como em partidas anteriores, mas tivemos uma óptima chance aos 54’ novamente pelo Saviola, depois de uma assistência de cabeça do Kardec, em que o argentino quase na pequena-área rematou por cima. Até que a pouco mais de 15’ do fim veio finalmente o golo. Boa jogada pelo flanco esquerdo, com o Saviola a abrir na direita para o Carlos Martins que, depois de dominar com o pé direito, fuzilou com o esquerdo. Até final da partida, deu para a controlar com relativa tranquilidade, exceptuando uma sucessão de cantos que ainda causaram algum frisson. No último lance do encontro, o Coentrão falhou uma bola completamente isolado.
Em termos individuais, o melhor em campo foi obviamente o Carlos Martins. Um golão, uma série de remates muito perigosos e uma acção preponderante na nossa manobra de ataque fazem dele um dos jogadores do Benfica em melhor forma. Tal como o Luisão, absolutamente intransponível na defesa. O Javi García também fez um bom jogo, assim como o Aimar. E, já se sabe, que o Coentrão nunca joga mal. O Kardec que alinhou no lugar do lesionado Cardozo não teve grandes oportunidades de rematar à baliza, mas o que fez, fê-lo bem. Intermitente e a precisar de aprender quando largar a bola, esteve o Gaitán que fez no entanto duas arrancadas pelo meio muito boas. Numa forma menos exuberante estão o David Luiz, o Saviola (apesar da excelente abertura no Martins, falhou outra vez muito perto da baliza) e, principalmente, o Maxi Pereira (Amorim, é bom que voltes depressa). Embora, verdade seja dita, que o uruguaio tenha melhorado na 2ª parte. O Roberto continua a parecer outro, muito mais seguro e a transmitir essa mesma segurança ao resto da defesa. Além de voltar a ter feito uma enorme defesa.
Antes da paragem para as selecções, era muito importante consubstanciarmos a subida de forma e ganharmos a um rival directo, para podermos ter agora outra tranquilidade para os encontros que se seguem. Estamos provisoriamente no 2º lugar, mas espero bem que mais logo desçamos para 3º, porque seria sinal que o Guimarães tinha ganho ao CRAC.
Foi uma partida muito táctica, nem sempre bem jogada, mas a justiça da nossa vitória é indiscutível. Ao contrário do que prometera, o Domingos veio jogar para o pontinho, o Braga foi uma perfeita nulidade e, com excepção de um remate fora da área no final da 1ª parte muito bem defendido pelo Roberto, nunca conseguiu criar-nos perigo. Nós nem sempre jogámos com a velocidade que se impunha para bater a defesa contrária, mas mesmo assim tivemos boas oportunidades para marcar na 1ª parte, com destaque para um remate do Saviola que o Felipe, guarda-redes do Braga, defendeu superiormente.
Na 2ª parte, entrámos mal na partida e demorámos um pouco a recompor-nos. Mas o Braga continuava a ser inofensivo. Chegou mais perto da nossa área, mas remates com perigo à baliza nem vê-los. Nós também não criámos tantas oportunidades como em partidas anteriores, mas tivemos uma óptima chance aos 54’ novamente pelo Saviola, depois de uma assistência de cabeça do Kardec, em que o argentino quase na pequena-área rematou por cima. Até que a pouco mais de 15’ do fim veio finalmente o golo. Boa jogada pelo flanco esquerdo, com o Saviola a abrir na direita para o Carlos Martins que, depois de dominar com o pé direito, fuzilou com o esquerdo. Até final da partida, deu para a controlar com relativa tranquilidade, exceptuando uma sucessão de cantos que ainda causaram algum frisson. No último lance do encontro, o Coentrão falhou uma bola completamente isolado.
Em termos individuais, o melhor em campo foi obviamente o Carlos Martins. Um golão, uma série de remates muito perigosos e uma acção preponderante na nossa manobra de ataque fazem dele um dos jogadores do Benfica em melhor forma. Tal como o Luisão, absolutamente intransponível na defesa. O Javi García também fez um bom jogo, assim como o Aimar. E, já se sabe, que o Coentrão nunca joga mal. O Kardec que alinhou no lugar do lesionado Cardozo não teve grandes oportunidades de rematar à baliza, mas o que fez, fê-lo bem. Intermitente e a precisar de aprender quando largar a bola, esteve o Gaitán que fez no entanto duas arrancadas pelo meio muito boas. Numa forma menos exuberante estão o David Luiz, o Saviola (apesar da excelente abertura no Martins, falhou outra vez muito perto da baliza) e, principalmente, o Maxi Pereira (Amorim, é bom que voltes depressa). Embora, verdade seja dita, que o uruguaio tenha melhorado na 2ª parte. O Roberto continua a parecer outro, muito mais seguro e a transmitir essa mesma segurança ao resto da defesa. Além de voltar a ter feito uma enorme defesa.
Antes da paragem para as selecções, era muito importante consubstanciarmos a subida de forma e ganharmos a um rival directo, para podermos ter agora outra tranquilidade para os encontros que se seguem. Estamos provisoriamente no 2º lugar, mas espero bem que mais logo desçamos para 3º, porque seria sinal que o Guimarães tinha ganho ao CRAC.
quinta-feira, setembro 30, 2010
Lixado!
Perdemos 0-2 em casa do Schalke 04 e desperdiçámos uma óptima oportunidade para mantermos a candidatura ao 1º lugar do nosso grupo da Champions. A seguir às derrotas roubadas (tipo Guimarães) é este o tipo de jogo que me custa mais perder. Estou mesmo a palavra do título com “F” maiúsculo! Odeio ser derrotado quando salta a todas as vistas que não só somos inequivocamente melhores que o adversário, como este só vence por causa do nosso demérito. Quer dizer, até poderia ter sido um daqueles jogos em que dominamos os 90’, criamos algumas oportunidades, mas o adversário marca um golo com um remate fabuloso e indefensável. Paciência, teria sido “futebol”. Mas não, não foi nada disso, o que aumenta ainda mais a minha chateação é que os dois golos dos alemães resultaram de falhas infantis e imperdoáveis da nossa parte. Resumindo: deitámos três pontos e 800 mil euros à rua!
Entrámos na partida como eu gosto que o Benfica entre perante adversários que sabe que são inferiores a nós: a assumir o jogo, a atacar e a tentar criar oportunidades. Felizmente, longe vão os tempos desta vergonha. Só que a mesma equipa inicial da Madeira voltou a revelar, em menor grau, é certo, o mesmo desacerto na finalização do passado Sábado. A oportunidade perdida pelo Saviola, outra vez só com o guarda-redes pela frente, é um bom exemplo disso. Os alemães só criavam perigo através de bolas paradas e chegaram a marcar dois golos (bem) anulados por fora-de-jogo. Nós lá assumíamos o jogo, mas desta vez o que mais falhou foi o último passe ou a última recepção. Que é quase tão exasperante como falhar golos de baliza aberta. Perto do intervalo, o Roberto tem uma magnífica defesa depois de uma bola no poste que impediu o Schalke de chegar à imerecida vantagem.
Na 2ª parte, entrou o Salvio para o lugar do Gaitán, mas continuámos a produzir zero pelo flanco direito. A tendência da partida manteve-se: erros na recepção não nos permitiram ficar em boa posição para marcar. Há um lance em que o Saviola estava isolado, mas o Coentrão em fora-de-jogo também correu para a bola e fez anular a jogada, que quase me levou ao desespero. Aos 73’ aconteceu o primeiro erro inacreditável: o César Peixoto (que até estava a jogar bem...) falhou um cabeceamento na área e permitiu ao Farfán fazer o 1-0. E aos 85’ outro erro infantil: o David Luiz escorregou, não fez falta sobre o Raúl e permitiu o contra-ataque deste de que resultou o 2-0. Até final não conseguimos criar mais oportunidades já que nos desconcentrámos completamente, o que pode ter efeitos nefastos na qualificação, já que agora temos que ganhar 3-0 na Luz para ficarmos com vantagem no confronto directo com eles em caso de igualdade pontual. Caso tivéssemos feito o 2-1, bastaria um golito...
Individualmente, o destaque vai inteirinho para o Luisão. Grande jogo, grande personalidade, jogador insubstituível neste Benfica! Seguido de perto pelo Javi García que, quando foi batido a meio-campo num lance de contra-ataque, fez logo falta. Levou amarelo, mas possivelmente evitou um golo. Ouviste, David Luiz?! O Roberto também voltou a fazer uma daquelas defesas que valem pontos e não tem culpa nenhuma nos golos. De negativo há que realçar o César Peixoto e David Luiz (não parece o mesmo jogador do ano passado, que se passa?), como é óbvio, mas também o Gaitán, Salvio, o Maxi Pereira que ainda anda a diesel, e o Saviola que falhou aquilo que não podia falhar. Para estragar ainda mais a noite, o Cardozo lesionou-se, teve que ser substituído e, com um problema no joelho, vamos lá a ver quanto tempo vai ficar de fora.
Esta já passou, está na hora de nos concentramos no importante jogo de Domingo frente ao CRAC B, perdão, Braga e contra igualmente o Duarte Gomes. Não podemos perder mais pontos no campeonato, o Braga também vem de um resultado negativo na Liga dos Campeões e há que aproveitar para ultrapassar este adversário directo na classificação.
Entrámos na partida como eu gosto que o Benfica entre perante adversários que sabe que são inferiores a nós: a assumir o jogo, a atacar e a tentar criar oportunidades. Felizmente, longe vão os tempos desta vergonha. Só que a mesma equipa inicial da Madeira voltou a revelar, em menor grau, é certo, o mesmo desacerto na finalização do passado Sábado. A oportunidade perdida pelo Saviola, outra vez só com o guarda-redes pela frente, é um bom exemplo disso. Os alemães só criavam perigo através de bolas paradas e chegaram a marcar dois golos (bem) anulados por fora-de-jogo. Nós lá assumíamos o jogo, mas desta vez o que mais falhou foi o último passe ou a última recepção. Que é quase tão exasperante como falhar golos de baliza aberta. Perto do intervalo, o Roberto tem uma magnífica defesa depois de uma bola no poste que impediu o Schalke de chegar à imerecida vantagem.
Na 2ª parte, entrou o Salvio para o lugar do Gaitán, mas continuámos a produzir zero pelo flanco direito. A tendência da partida manteve-se: erros na recepção não nos permitiram ficar em boa posição para marcar. Há um lance em que o Saviola estava isolado, mas o Coentrão em fora-de-jogo também correu para a bola e fez anular a jogada, que quase me levou ao desespero. Aos 73’ aconteceu o primeiro erro inacreditável: o César Peixoto (que até estava a jogar bem...) falhou um cabeceamento na área e permitiu ao Farfán fazer o 1-0. E aos 85’ outro erro infantil: o David Luiz escorregou, não fez falta sobre o Raúl e permitiu o contra-ataque deste de que resultou o 2-0. Até final não conseguimos criar mais oportunidades já que nos desconcentrámos completamente, o que pode ter efeitos nefastos na qualificação, já que agora temos que ganhar 3-0 na Luz para ficarmos com vantagem no confronto directo com eles em caso de igualdade pontual. Caso tivéssemos feito o 2-1, bastaria um golito...
Individualmente, o destaque vai inteirinho para o Luisão. Grande jogo, grande personalidade, jogador insubstituível neste Benfica! Seguido de perto pelo Javi García que, quando foi batido a meio-campo num lance de contra-ataque, fez logo falta. Levou amarelo, mas possivelmente evitou um golo. Ouviste, David Luiz?! O Roberto também voltou a fazer uma daquelas defesas que valem pontos e não tem culpa nenhuma nos golos. De negativo há que realçar o César Peixoto e David Luiz (não parece o mesmo jogador do ano passado, que se passa?), como é óbvio, mas também o Gaitán, Salvio, o Maxi Pereira que ainda anda a diesel, e o Saviola que falhou aquilo que não podia falhar. Para estragar ainda mais a noite, o Cardozo lesionou-se, teve que ser substituído e, com um problema no joelho, vamos lá a ver quanto tempo vai ficar de fora.
Esta já passou, está na hora de nos concentramos no importante jogo de Domingo frente ao CRAC B, perdão, Braga e contra igualmente o Duarte Gomes. Não podemos perder mais pontos no campeonato, o Braga também vem de um resultado negativo na Liga dos Campeões e há que aproveitar para ultrapassar este adversário directo na classificação.
domingo, setembro 26, 2010
Menos cinco anos de vida…
Graças a um inacreditável desperdício só ganhámos 1-0 ao Marítimo na Madeira num resultado que não espelha nada o que se passou em campo. Foi a partida em que criámos mais oportunidades de golos, algumas delas de baliza aberta, e em que acabámos por sofrer um pouco no final sem necessidade nenhuma. O Marítimo não criou assim tanto perigo como isso, mas com a vantagem mínima no marcador ficámos sempre à mercê de um qualquer lance fortuito do adversário que igualasse o jogo. Seria uma injustiça tremenda e felizmente que isso não aconteceu.
Não entrámos tão fortes como é habitual, mas tivemos sempre o controlo da partida. O festival de desperdício na 1ª parte foi interpretado pelo Saviola (2x) e Gaitán. Ambos estiveram face-a-face com o guarda-redes, mas não conseguiram concretizar. Do lado contrário, o Roberto esteve muito bem ao impedir o golo do Marítimo numa defesa por instinto com o pé. Com o Aimar e o Rúben Amorim lesionados, foi o Gaitán a jogar pelo lado direito e o Carlos Martins no meio. O argentino confirmou que é bom jogador, mas precisa urgentemente de treinar os remates à baliza. O Fábio Coentrão a jogar novamente a extremo era o que mais velocidade imprimia ao nosso jogo. Claro que para chegarmos ao intervalo a zero muito contribuiu mais um ROUBO monumental, desta vez perpetrado pelo Sr. João Capela: o Saviola foi derrubado na área por dois adversários em carrinho(!) e penalty nem vê-lo.
Na 2ª parte, a tendência do jogo não só se manteve como se intensificou ainda mais. Continuámos a falhar golos como se não houvesse amanhã e pelo mais improvável dos jogadores: o Cardozo. Quem critica o paraguaio por não correr, não tabelar e não saber jogar de cabeça (tudo mentira, mas enfim) deve ter achado que ele fez um bom jogo. Tudo o que não foi rematar à baliza fez geralmente bem. Só que para mim, que acho que a função dele é meter a bola na baliza, o paraguaio deve ter feito a pior exibição com a nossa camisola. Falhou três golos feitos, dois só com o guarda-redes pela frente e um literalmente de baliza aberta. Posso agradecer principalmente a ele o facto de ir viver menos cinco anos… Aos 58’ marcámos finalmente o merecidíssimo golo, num bom remate cruzado do Fábio Coentrão. Atingíamos a vantagem no marcador, mas nessa altura já deveríamos ter um resultado igual ao do ano passado. Até final, o Roberto ainda voltou a fazer outra boa defesa num remate de longe e os nossos jogadores a falhar oportunidades de golo. Conseguimos o mais importante, sem dúvida, mas com um sofrimento absolutamente desnecessário.
Em termos individuais, o melhor em campo foi o Fábio Coentrão. O golo da vitória e uma série de arrancadas pela esquerda fazem dele a melhor opção para o lugar do Di María nos jogos fora. Como o César Peixoto tem cumprido na defesa, não há razões para mudar neste momento. Mas em casa e perante adversários mais fracos, eu recuaria o Coentrão para lateral. O Carlos Martins também continua em boa forma e conseguiu substituir bem o Aimar. Destaque igualmente para o Roberto, que está nitidamente a subir de forma. Continuo a achar que nunca conseguirá valer o dinheirão que pagámos por ele, mas estou bastante contente, como é óbvio, por se revelar um guarda-redes mais seguro. O Luisão não sabe jogar mal e dos que fizeram um jogo menos bom saliento o Cardozo e o Maxi Pereira, que teve muito trabalho com o Djalma e deve bem ter sentido a falta do Amorim. Quanto aos substitutos, o Salvio mostrou pormenores muito interessantes, o Jara tem que treinar o domínio da bola e o Airton deveria ter entrado mais cedo.
Terceira vitória seguida sem golos sofridos é sinal inequívoco que estamos a subir. Na próxima 4ª feira, vamos visitar o Schalke 04 e, se ganharmos, damos um passo muito importante quanto à qualificação para os oitavos da Champions. Mas fundamental mesmo é ganhar ao Braga no Domingo. Não podemos perder mais pontos.
Não entrámos tão fortes como é habitual, mas tivemos sempre o controlo da partida. O festival de desperdício na 1ª parte foi interpretado pelo Saviola (2x) e Gaitán. Ambos estiveram face-a-face com o guarda-redes, mas não conseguiram concretizar. Do lado contrário, o Roberto esteve muito bem ao impedir o golo do Marítimo numa defesa por instinto com o pé. Com o Aimar e o Rúben Amorim lesionados, foi o Gaitán a jogar pelo lado direito e o Carlos Martins no meio. O argentino confirmou que é bom jogador, mas precisa urgentemente de treinar os remates à baliza. O Fábio Coentrão a jogar novamente a extremo era o que mais velocidade imprimia ao nosso jogo. Claro que para chegarmos ao intervalo a zero muito contribuiu mais um ROUBO monumental, desta vez perpetrado pelo Sr. João Capela: o Saviola foi derrubado na área por dois adversários em carrinho(!) e penalty nem vê-lo.
Na 2ª parte, a tendência do jogo não só se manteve como se intensificou ainda mais. Continuámos a falhar golos como se não houvesse amanhã e pelo mais improvável dos jogadores: o Cardozo. Quem critica o paraguaio por não correr, não tabelar e não saber jogar de cabeça (tudo mentira, mas enfim) deve ter achado que ele fez um bom jogo. Tudo o que não foi rematar à baliza fez geralmente bem. Só que para mim, que acho que a função dele é meter a bola na baliza, o paraguaio deve ter feito a pior exibição com a nossa camisola. Falhou três golos feitos, dois só com o guarda-redes pela frente e um literalmente de baliza aberta. Posso agradecer principalmente a ele o facto de ir viver menos cinco anos… Aos 58’ marcámos finalmente o merecidíssimo golo, num bom remate cruzado do Fábio Coentrão. Atingíamos a vantagem no marcador, mas nessa altura já deveríamos ter um resultado igual ao do ano passado. Até final, o Roberto ainda voltou a fazer outra boa defesa num remate de longe e os nossos jogadores a falhar oportunidades de golo. Conseguimos o mais importante, sem dúvida, mas com um sofrimento absolutamente desnecessário.
Em termos individuais, o melhor em campo foi o Fábio Coentrão. O golo da vitória e uma série de arrancadas pela esquerda fazem dele a melhor opção para o lugar do Di María nos jogos fora. Como o César Peixoto tem cumprido na defesa, não há razões para mudar neste momento. Mas em casa e perante adversários mais fracos, eu recuaria o Coentrão para lateral. O Carlos Martins também continua em boa forma e conseguiu substituir bem o Aimar. Destaque igualmente para o Roberto, que está nitidamente a subir de forma. Continuo a achar que nunca conseguirá valer o dinheirão que pagámos por ele, mas estou bastante contente, como é óbvio, por se revelar um guarda-redes mais seguro. O Luisão não sabe jogar mal e dos que fizeram um jogo menos bom saliento o Cardozo e o Maxi Pereira, que teve muito trabalho com o Djalma e deve bem ter sentido a falta do Amorim. Quanto aos substitutos, o Salvio mostrou pormenores muito interessantes, o Jara tem que treinar o domínio da bola e o Airton deveria ter entrado mais cedo.
Terceira vitória seguida sem golos sofridos é sinal inequívoco que estamos a subir. Na próxima 4ª feira, vamos visitar o Schalke 04 e, se ganharmos, damos um passo muito importante quanto à qualificação para os oitavos da Champions. Mas fundamental mesmo é ganhar ao Braga no Domingo. Não podemos perder mais pontos.
segunda-feira, setembro 20, 2010
Lisonjeiro para os lagartos
Com dois golos do Cardozo, derrotámos os lagartos por 2-0 num jogo em que dominámos completamente e que poderíamos bem ter ganho por uma margem bastante maior. A lagartada só conseguiu uma oportunidade de golo na partida toda, fez uma exibição confrangedora e pode dar-se por bem satisfeita só ter perdido por dois.
Entrámos muito bem na partida e aos 4’ o Cardozo atirou ao poste, depois de um bom trabalho individual. Aos 13’, o paraguaio abriu mesmo o marcador, na sequência de um canto e aproveitando um ressalto da bola. Colocámo-nos em vantagem relativamente cedo, o que nos permitiu gerir o jogo com algum à-vontade, já que os lagartos eram completamente inofensivos. Alguns últimos passes mal feitos impediram-nos, no entanto, de alargar a vantagem.
Na 2ª parte, voltámos a marcar cedo, aos 50’, outra vez pelo Tacuara num bom remate fora da área, mas em que me pareceu que o Rui Patrício, que ainda tocou na bola, deveria ter defendido. É certo que marcámos em duas boas alturas, mas os lagartos nunca deram mostras de ser capazes de nos criar problemas. A única oportunidade de golo deles resultou de um erro do Rúben Amorim, mas o Liedson, felizmente, atirou ao lado. Entretanto, e logo a seguir ao 2º golo, o Fábio Coentrão teve uma óptima oportunidade para fazer o 3º, mas permitiu a defesa do Rui Patrício. Até final, o Cardozo teve mais duas boas oportunidades, mas um chapéu saiu ao lado do poste e uma cabeçada isolado passou por cima da barra. Foi pena, porque poderíamos ter atingido um resultado histórico.
Individualmente o destaque vai obviamente para o Cardozo. Esteve imenso em jogo, marcou dois golos, mas poderia ter marcado cinco! E sem favor nenhum. Também gostei bastante da nossa defesa, sempre muito segura e tenho que realçar o bom jogo do César Peixoto, que me pareceu mais concentrado do que nos últimos jogos e muito seguro. O Roberto também está mais confiante, mas continuar a largar bolas demais para meu gosto. Neste jogo, foi nos remates de longe. O Aimar só fez meia-parte, saindo lesionado ao intervalo, e talvez por isso mesmo não esteve tão brilhante como na 3ª feira. O Carlos Martins voltou a fazer uma boa partida, o Coentrão não sabe jogar mal, mas não lhe fazia mossa nenhuma treinar os remates à baliza… O Saviola está ainda longe da produção do ano passado, mas creio que está a subir de forma. O Rúben Amorim, que substituiu o Aimar, não entrou bem no jogo, teve um erro que criou a tal única oportunidade de golo dos lagartos, mas o pior de tudo foi quando colocou a mão à bola já depois de ter levado um amarelo. Foi um lance que nos poderia ter levado a jogar com 10.
Quanto à arbitragem do Sr. Carlos Xistra foi, como se esperava, medíocre. É um mau árbitro e não se pode esperar muito dali. Duvido que tenha havido mais de 1’ de jogo seguido, já que o concerto de apito foi uma constante. Faltas e faltinhas por tudo e por nada, lei da vantagem era chinês para ele e, claro, encharcou-nos de amarelos. Não anulou os nossos dois golos e já me dou por satisfeito com isso. Não tinha razões para anular? Pois, mas desde que vi o Olegário na semana passada já acredito em tudo.
Foi uma vitória muito importante, já que nos permitiu ficar a um ponto dos lagartos e a dois do Braga, que empatou em Paços de Ferreira. Era bom que o CRAC escorregasse no Nacional, mas como o jogo não vai ser dirigido por um árbitro estrangeiro não tenho esperanças nenhumas. De qualquer maneira, o que é de relevar agora é que estamos a subir de forma, mais confiantes, a defender melhor e que, com os resultados a aparecerem, possamos voltar às boas exibições de ano passado.
Entrámos muito bem na partida e aos 4’ o Cardozo atirou ao poste, depois de um bom trabalho individual. Aos 13’, o paraguaio abriu mesmo o marcador, na sequência de um canto e aproveitando um ressalto da bola. Colocámo-nos em vantagem relativamente cedo, o que nos permitiu gerir o jogo com algum à-vontade, já que os lagartos eram completamente inofensivos. Alguns últimos passes mal feitos impediram-nos, no entanto, de alargar a vantagem.
Na 2ª parte, voltámos a marcar cedo, aos 50’, outra vez pelo Tacuara num bom remate fora da área, mas em que me pareceu que o Rui Patrício, que ainda tocou na bola, deveria ter defendido. É certo que marcámos em duas boas alturas, mas os lagartos nunca deram mostras de ser capazes de nos criar problemas. A única oportunidade de golo deles resultou de um erro do Rúben Amorim, mas o Liedson, felizmente, atirou ao lado. Entretanto, e logo a seguir ao 2º golo, o Fábio Coentrão teve uma óptima oportunidade para fazer o 3º, mas permitiu a defesa do Rui Patrício. Até final, o Cardozo teve mais duas boas oportunidades, mas um chapéu saiu ao lado do poste e uma cabeçada isolado passou por cima da barra. Foi pena, porque poderíamos ter atingido um resultado histórico.
Individualmente o destaque vai obviamente para o Cardozo. Esteve imenso em jogo, marcou dois golos, mas poderia ter marcado cinco! E sem favor nenhum. Também gostei bastante da nossa defesa, sempre muito segura e tenho que realçar o bom jogo do César Peixoto, que me pareceu mais concentrado do que nos últimos jogos e muito seguro. O Roberto também está mais confiante, mas continuar a largar bolas demais para meu gosto. Neste jogo, foi nos remates de longe. O Aimar só fez meia-parte, saindo lesionado ao intervalo, e talvez por isso mesmo não esteve tão brilhante como na 3ª feira. O Carlos Martins voltou a fazer uma boa partida, o Coentrão não sabe jogar mal, mas não lhe fazia mossa nenhuma treinar os remates à baliza… O Saviola está ainda longe da produção do ano passado, mas creio que está a subir de forma. O Rúben Amorim, que substituiu o Aimar, não entrou bem no jogo, teve um erro que criou a tal única oportunidade de golo dos lagartos, mas o pior de tudo foi quando colocou a mão à bola já depois de ter levado um amarelo. Foi um lance que nos poderia ter levado a jogar com 10.
Quanto à arbitragem do Sr. Carlos Xistra foi, como se esperava, medíocre. É um mau árbitro e não se pode esperar muito dali. Duvido que tenha havido mais de 1’ de jogo seguido, já que o concerto de apito foi uma constante. Faltas e faltinhas por tudo e por nada, lei da vantagem era chinês para ele e, claro, encharcou-nos de amarelos. Não anulou os nossos dois golos e já me dou por satisfeito com isso. Não tinha razões para anular? Pois, mas desde que vi o Olegário na semana passada já acredito em tudo.
Foi uma vitória muito importante, já que nos permitiu ficar a um ponto dos lagartos e a dois do Braga, que empatou em Paços de Ferreira. Era bom que o CRAC escorregasse no Nacional, mas como o jogo não vai ser dirigido por um árbitro estrangeiro não tenho esperanças nenhumas. De qualquer maneira, o que é de relevar agora é que estamos a subir de forma, mais confiantes, a defender melhor e que, com os resultados a aparecerem, possamos voltar às boas exibições de ano passado.
quarta-feira, setembro 15, 2010
Regular
Entrámos a vencer na Liga dos Campeões ao derrotar o Hapoel Telavive por 2-0. Foi uma vitória importante por tudo o que tem acontecido desde o início do campeonato e porque era um jogo em casa contra o adversário teoricamente mais acessível do grupo. Fizemos uma exibição sem grande brilhantismo, mas conseguimos o principal objectivo.
Mais uma vez, entrámos devagar na partida, o que já me parece fazer parte da táctica. Com a equipa ainda sem os níveis do ano passado e a falta de jogadores rápidos para as transições, provavelmente é melhor assim mesmo. O Hapoel ainda pregou dois sustos (e mais outro lance em que o Luisão é bem capaz de ter feito penalty), mas adiantámo-nos no marcador aos 20’ com um golão do Luisão à meia-volta na sequência de um centro do Carlos Martins. O golo tranquilizou-nos e até ao intervalo conseguimos dominar a partida, mas o adversário teve uma oportunidade de golo bem defendida pelo Roberto, que hoje esteve particularmente bem.
Na 2ª parte, voltámos a entrar pior que os israelitas e consentimos o domínio do nosso meio-campo. No entanto, nunca pusemos em perigo a nossa baliza. Equilibrámos as coisas a partir dos 15’, coincidindo mais ou menos com a entrada do Maxi Pereira que substituiu o Gaitán, e conseguimos o 2-0 aos 68’ num boa combinação entre o uruguaio e o Rúben Amorim com remate daquele para recarga do Cardozo. Até final da partida, baixámos o ritmo, mas os israelitas também quebraram fisicamente e o jogo ficou controlado. Mesmo assim, ainda vimos uma bola embater com estrondo no nosso poste.
Individualmente há que destacar o Luisão, Aimar e Carlos Martins. O capitão, não me canso de dizer, é um jogador insubstituível, já que alia um óptimo rendimento a uma liderança que não há ninguém em campo que dê. O argentino está a subir de forma a que não é alheia a sua boa condição física. Quanto ao Carlos Martins, é o principal responsável por o Benfica também ser perigoso nos remates fora da área. O Roberto também esteve bastante bem e fez a melhor exibição desde que chegou ao Benfica. O Rúben Amorim melhorou imenso com a passagem para o meio-campo na 2ª parte, mas esteve fraco enquanto defesa-direito. Com exibições abaixo do seu valor estiveram o Gaitán, Cardozo e Saviola. O primeiro esteve demasiado individualista, o Cardozo, tal como o Jesus disse no final, não está no seu melhor fisicamente, e o Saviola, apesar de ter corrido muito, passou muito ao lado do jogo.
Duas observações finais: acho INADMISSÍVEL que se assobie um jogador do Benfica quando vai entrar em campo e, portanto, ainda nem sequer tocou na bola. Aconteceu hoje com o César Peixoto. Para fazer isto, mais vale ficarem em casa. Quando ao Cardozo, tal como o próprio reconheceu, não pode mandar calar os adeptos depois de marcar um golo. O jogo não lhe estava a correr de feição e faço daqui um apelo ao paraguaio: ó Cardozo, é natural que entre seis milhões de benfiquistas haja alguns que deixem o cérebro em casa quando vão ao estádio e te comecem a assobiar porque estás a ter um jogo menos bom. Sem cérebro, não conseguem perceber que tu te vais tornar nesta época o melhor marcador estrangeiro da história do Benfica. Esquecem-se que tu marcaste 38 golos no ano passado! Não percebem que tu estás em campo para marcar golos e não para fazer grandes correrias. Um conselho: ignora-os, sff.
Espero que esta vitória tranquilize a equipa para o jogo de Domingo frente aos lagartos. Infelizmente, deixámos de ter margem de manobra e uma vitória é imprescindível. Espero é que seja uma partida de futebol normal, ou seja, em que tenhamos que enfrentar 11 (e só 11) adversários.
Mais uma vez, entrámos devagar na partida, o que já me parece fazer parte da táctica. Com a equipa ainda sem os níveis do ano passado e a falta de jogadores rápidos para as transições, provavelmente é melhor assim mesmo. O Hapoel ainda pregou dois sustos (e mais outro lance em que o Luisão é bem capaz de ter feito penalty), mas adiantámo-nos no marcador aos 20’ com um golão do Luisão à meia-volta na sequência de um centro do Carlos Martins. O golo tranquilizou-nos e até ao intervalo conseguimos dominar a partida, mas o adversário teve uma oportunidade de golo bem defendida pelo Roberto, que hoje esteve particularmente bem.
Na 2ª parte, voltámos a entrar pior que os israelitas e consentimos o domínio do nosso meio-campo. No entanto, nunca pusemos em perigo a nossa baliza. Equilibrámos as coisas a partir dos 15’, coincidindo mais ou menos com a entrada do Maxi Pereira que substituiu o Gaitán, e conseguimos o 2-0 aos 68’ num boa combinação entre o uruguaio e o Rúben Amorim com remate daquele para recarga do Cardozo. Até final da partida, baixámos o ritmo, mas os israelitas também quebraram fisicamente e o jogo ficou controlado. Mesmo assim, ainda vimos uma bola embater com estrondo no nosso poste.
Individualmente há que destacar o Luisão, Aimar e Carlos Martins. O capitão, não me canso de dizer, é um jogador insubstituível, já que alia um óptimo rendimento a uma liderança que não há ninguém em campo que dê. O argentino está a subir de forma a que não é alheia a sua boa condição física. Quanto ao Carlos Martins, é o principal responsável por o Benfica também ser perigoso nos remates fora da área. O Roberto também esteve bastante bem e fez a melhor exibição desde que chegou ao Benfica. O Rúben Amorim melhorou imenso com a passagem para o meio-campo na 2ª parte, mas esteve fraco enquanto defesa-direito. Com exibições abaixo do seu valor estiveram o Gaitán, Cardozo e Saviola. O primeiro esteve demasiado individualista, o Cardozo, tal como o Jesus disse no final, não está no seu melhor fisicamente, e o Saviola, apesar de ter corrido muito, passou muito ao lado do jogo.
Duas observações finais: acho INADMISSÍVEL que se assobie um jogador do Benfica quando vai entrar em campo e, portanto, ainda nem sequer tocou na bola. Aconteceu hoje com o César Peixoto. Para fazer isto, mais vale ficarem em casa. Quando ao Cardozo, tal como o próprio reconheceu, não pode mandar calar os adeptos depois de marcar um golo. O jogo não lhe estava a correr de feição e faço daqui um apelo ao paraguaio: ó Cardozo, é natural que entre seis milhões de benfiquistas haja alguns que deixem o cérebro em casa quando vão ao estádio e te comecem a assobiar porque estás a ter um jogo menos bom. Sem cérebro, não conseguem perceber que tu te vais tornar nesta época o melhor marcador estrangeiro da história do Benfica. Esquecem-se que tu marcaste 38 golos no ano passado! Não percebem que tu estás em campo para marcar golos e não para fazer grandes correrias. Um conselho: ignora-os, sff.
Espero que esta vitória tranquilize a equipa para o jogo de Domingo frente aos lagartos. Infelizmente, deixámos de ter margem de manobra e uma vitória é imprescindível. Espero é que seja uma partida de futebol normal, ou seja, em que tenhamos que enfrentar 11 (e só 11) adversários.
sábado, setembro 11, 2010
Roubalheira inacreditável
O Sr. Olegário Benquerença é um LADRÃO. ROUBOU-NOS descaradamente e por isso perdemos em Guimarães por 2-1. Já perdemos nove pontos em 12 possíveis, é óbvio que não estamos tão fortes como no ano passado, mas a continuar com arbitragens destas vai ser impossível recuperarmos. Como me disse o M. numa sms, parece que voltámos aos anos 90. Não é nada que não se previsse, basta olhar de onde vem o presidente da Liga… Em coincidências destas, lamento, mas não acredito.
Quando a vergonha é assim tão grande, nem se tem vontade de falar muito sobre o jogo em si. Entrámos mal na partida, algo lentos e a perder sucessivamente os confrontos individuais. Um mau domínio de bola do Coentrão num canto nosso deu origem a um contra-ataque que resultou no 1º golo aos 17’. Um grande frango do Nilson num canto deu-nos a possibilidade de empatar através do Saviola aos 32’. Na 2ª parte dominámos, tivemos algumas oportunidades, mas não as conseguimos concretizar. Uma hesitação do Roberto (entre sair e ficar na baliza, ficou a meio da viagem e a bola passou por cima dele) voltou a colocar o Guimarães em vantagem a sete minutos do fim.
Individualmente, gostei do Luisão, do Javi García e do Carlos Martins. Aliás, não percebi a sua substituição em vez do Aimar. Como também não sei o que terá passado pela cabeça do Jesus para fazer entrar o Peixoto e tirar o Gaitán. É certo que o argentino não estava a fazer nada de especial, mas o Peixoto está em péssima forma. Ainda por cima, para o azar ser ainda maior, o lance do 2º golo do Guimarães inicia-se numa falha dele.
Mas voltemos ao início: um penalty não assinalado é grave; dois é de desconfiar; dois penalties, dois foras-de-jogo inexistentes quando dois jogadores nossos estavam sozinhos frente ao guarda-redes (e o Cardozo chegou inclusive a fazer golo num deles) e uma chuva de amarelos (o do Javi García por conversar com o fiscal-de-linha, o Cardozo por ter marcado um golo, o Carlos Martins e o David Luiz por nem sequer terem feito faltas são particularmente ridículos) é um ROUBO premeditado. O Sr. Olegário Benquerença tudo fez para o Benfica não ganhar e conseguiu. Hoje foi demais e é bom que se tomem medidas urgentes. Ou então, qualquer dia isto vai acabar mal…
P.S. – Continuam os apedrejamentos ao nosso autocarro quando passa pela cidade do Porto. E vai também certamente continuar a impunidade que aquelas excrescências da raça humana usufruem…
Quando a vergonha é assim tão grande, nem se tem vontade de falar muito sobre o jogo em si. Entrámos mal na partida, algo lentos e a perder sucessivamente os confrontos individuais. Um mau domínio de bola do Coentrão num canto nosso deu origem a um contra-ataque que resultou no 1º golo aos 17’. Um grande frango do Nilson num canto deu-nos a possibilidade de empatar através do Saviola aos 32’. Na 2ª parte dominámos, tivemos algumas oportunidades, mas não as conseguimos concretizar. Uma hesitação do Roberto (entre sair e ficar na baliza, ficou a meio da viagem e a bola passou por cima dele) voltou a colocar o Guimarães em vantagem a sete minutos do fim.
Individualmente, gostei do Luisão, do Javi García e do Carlos Martins. Aliás, não percebi a sua substituição em vez do Aimar. Como também não sei o que terá passado pela cabeça do Jesus para fazer entrar o Peixoto e tirar o Gaitán. É certo que o argentino não estava a fazer nada de especial, mas o Peixoto está em péssima forma. Ainda por cima, para o azar ser ainda maior, o lance do 2º golo do Guimarães inicia-se numa falha dele.
Mas voltemos ao início: um penalty não assinalado é grave; dois é de desconfiar; dois penalties, dois foras-de-jogo inexistentes quando dois jogadores nossos estavam sozinhos frente ao guarda-redes (e o Cardozo chegou inclusive a fazer golo num deles) e uma chuva de amarelos (o do Javi García por conversar com o fiscal-de-linha, o Cardozo por ter marcado um golo, o Carlos Martins e o David Luiz por nem sequer terem feito faltas são particularmente ridículos) é um ROUBO premeditado. O Sr. Olegário Benquerença tudo fez para o Benfica não ganhar e conseguiu. Hoje foi demais e é bom que se tomem medidas urgentes. Ou então, qualquer dia isto vai acabar mal…
P.S. – Continuam os apedrejamentos ao nosso autocarro quando passa pela cidade do Porto. E vai também certamente continuar a impunidade que aquelas excrescências da raça humana usufruem…
quarta-feira, setembro 08, 2010
Noruega - 1 - Portugal - 0
Apetecia-me acrescentar apenas um "sem comentários" ao título, mas ainda vou dizer o seguinte: espero que a vassourada que é preciso fazer abarque toda a gente da Federação e não só o seleccionador. Nos dois primeiros jogos, praticamente hipotecámos a qualificação para o Europeu. Que vergonha!
Subscrever:
Mensagens (Atom)









