sexta-feira, setembro 03, 2010
R.I.P. Bom Gigante (1938-2010)
Nunca o vi jogar, mas sempre foi um dos nossos. Gigante sobre todos os aspectos. Descansa em paz, José Torres!
domingo, agosto 29, 2010
Quem diria?!
Vencemos o V. Setúbal (3-0) e alcançámos finalmente a 1ª vitória no campeonato. Foi uma partida cheia de incidências e que acabou por ter no Roberto o herói bastante improvável. Espero que esta vitória, e o modo como foi obtida, signifique um virar de página em relação ao que aconteceu até agora na época.
Entrámos muito bem e logo aos 4’ o Cardozo abriu o marcador de cabeça, depois de um excelente centro do Gaitán. Com um golo tão cedo e porque o Jorge Jesus teve o bom-senso de não colocar o Roberto a titular, antevi uma reedição do resultado do ano passado. A equipa parecia mais tranquila, demonstrámos bastante querer e os jogadores pareciam empenhados em atirar para trás das costas os maus resultados. No entanto, tudo se complicou aos 22’ quando o Maxi Pereira fez um atraso suicida para o Júlio César, que não conseguiu dominar a bola e acabou a fazer penalty sobre o avançado setubalense. A consequente expulsão do nosso guarda-redes fez com que o Roberto voltasse mais cedo do que pensaria à baliza do Benfica, saindo o estreante Salvio. E voltou em grande, já que conseguiu defender o penalty do Hugo Leal. Era disto que nós precisávamos, porque estando a jogar com 10 era muito importante continuarmos em vantagem no marcador. Perto do intervalo, um livre do Cardozo foi defendido para a frente pelo guarda-redes Diego, mas o Maxi Pereira não conseguiu fazer a recarga. Mesmo em cima dos 45’, um canto do Aimar proporcionou ao Luisão o 2-0 de cabeça. Íamos para o intervalo com uma vantagem alargada, o que era fundamental para termos uma boa almofada para a 2ª parte.
O Jorge Jesus mexeu na equipa outra vez ao intervalo e saiu o Saviola para entrar o Rúben Amorim. Esta substituição permitiu-nos acabar com a (pouca) reacção que o V. Setúbal teve a seguir à expulsão e passámos a controlar totalmente a partida. Nem parecia que estávamos em desvantagem numérica. O 3-0 surgiu naturalmente aos 57’ numa excelente combinação entre o Coentrão e o Gaitán finalizada pelo Aimar, de recarga, depois de o guarda-redes ter defendido o centro do Gaitán para a frente. A partir daqui, descansei de vez, porque não era crível que o V. Setúbal nos conseguisse marcar três golos. Até final, ainda tentámos alargar a vantagem, mas sempre sem nos comprometermos defensivamente.
Individualmente, destaco o Gaitán (duas assistências), o Aimar, (o já habitual) Coentrão e o Javi García. O Cardozo lá marcou o golito da ordem, mas continua a parecer-me que ainda não está no melhor a nível físico. O Luisão foi praticamente intransponível e ainda teve tempo para marcar um grande golo de cabeça. Deixo o Roberto para o fim, propositadamente, para dizer que ele foi essencial para esta vitória, já que o penalty, a ser convertido, tornaria a partida muito diferente. No entanto, espero que não seja um penalty defendido que influencie a opinião de quem de direito. Se se chegar à conclusão que é melhor ele ser emprestado, então que se empreste. Se, por outro lado, se decidir que é melhor ficar no plantel, que fique, mas, como eu não sou muito de fezadas, ficaria mais descansado no futuro se o Júlio César (ou o Moreira) fosse o titular. Haverá certamente uma questão de (falta de) confiança para as exibições dele até agora, mas o que é certo é que este jogo não deu para avaliar se isso foi ultrapassado com o penalty defendido, porque o V. Setúbal raramente criou perigo para a nossa baliza. E praticamente não houve cruzamentos.
O campeonato vai parar agora por causa das selecções. Ao menos, uma vez na vida isso é-nos benéfico, não só para melhorar os níveis físicos da equipa, como para dar tempo à integração dos novos reforços. Quando voltar a Liga, iremos a Guimarães, numa deslocação que não se afigura nada fácil. E em que o Júlio César não poderá jogar.
Entrámos muito bem e logo aos 4’ o Cardozo abriu o marcador de cabeça, depois de um excelente centro do Gaitán. Com um golo tão cedo e porque o Jorge Jesus teve o bom-senso de não colocar o Roberto a titular, antevi uma reedição do resultado do ano passado. A equipa parecia mais tranquila, demonstrámos bastante querer e os jogadores pareciam empenhados em atirar para trás das costas os maus resultados. No entanto, tudo se complicou aos 22’ quando o Maxi Pereira fez um atraso suicida para o Júlio César, que não conseguiu dominar a bola e acabou a fazer penalty sobre o avançado setubalense. A consequente expulsão do nosso guarda-redes fez com que o Roberto voltasse mais cedo do que pensaria à baliza do Benfica, saindo o estreante Salvio. E voltou em grande, já que conseguiu defender o penalty do Hugo Leal. Era disto que nós precisávamos, porque estando a jogar com 10 era muito importante continuarmos em vantagem no marcador. Perto do intervalo, um livre do Cardozo foi defendido para a frente pelo guarda-redes Diego, mas o Maxi Pereira não conseguiu fazer a recarga. Mesmo em cima dos 45’, um canto do Aimar proporcionou ao Luisão o 2-0 de cabeça. Íamos para o intervalo com uma vantagem alargada, o que era fundamental para termos uma boa almofada para a 2ª parte.
O Jorge Jesus mexeu na equipa outra vez ao intervalo e saiu o Saviola para entrar o Rúben Amorim. Esta substituição permitiu-nos acabar com a (pouca) reacção que o V. Setúbal teve a seguir à expulsão e passámos a controlar totalmente a partida. Nem parecia que estávamos em desvantagem numérica. O 3-0 surgiu naturalmente aos 57’ numa excelente combinação entre o Coentrão e o Gaitán finalizada pelo Aimar, de recarga, depois de o guarda-redes ter defendido o centro do Gaitán para a frente. A partir daqui, descansei de vez, porque não era crível que o V. Setúbal nos conseguisse marcar três golos. Até final, ainda tentámos alargar a vantagem, mas sempre sem nos comprometermos defensivamente.
Individualmente, destaco o Gaitán (duas assistências), o Aimar, (o já habitual) Coentrão e o Javi García. O Cardozo lá marcou o golito da ordem, mas continua a parecer-me que ainda não está no melhor a nível físico. O Luisão foi praticamente intransponível e ainda teve tempo para marcar um grande golo de cabeça. Deixo o Roberto para o fim, propositadamente, para dizer que ele foi essencial para esta vitória, já que o penalty, a ser convertido, tornaria a partida muito diferente. No entanto, espero que não seja um penalty defendido que influencie a opinião de quem de direito. Se se chegar à conclusão que é melhor ele ser emprestado, então que se empreste. Se, por outro lado, se decidir que é melhor ficar no plantel, que fique, mas, como eu não sou muito de fezadas, ficaria mais descansado no futuro se o Júlio César (ou o Moreira) fosse o titular. Haverá certamente uma questão de (falta de) confiança para as exibições dele até agora, mas o que é certo é que este jogo não deu para avaliar se isso foi ultrapassado com o penalty defendido, porque o V. Setúbal raramente criou perigo para a nossa baliza. E praticamente não houve cruzamentos.
O campeonato vai parar agora por causa das selecções. Ao menos, uma vez na vida isso é-nos benéfico, não só para melhorar os níveis físicos da equipa, como para dar tempo à integração dos novos reforços. Quando voltar a Liga, iremos a Guimarães, numa deslocação que não se afigura nada fácil. E em que o Júlio César não poderá jogar.
quinta-feira, agosto 26, 2010
Sorteio da Liga dos Campeões
Lyon
BENFICA
Schalke 04
Hapoel Tel-Aviv
Se, por um lado, nos calhou a equipa menos credenciada do pote 1, o que nos permite sonhar com o 1º lugar do grupo, por outro, vamos defrontar uma das mais fortes do pote 3 (ainda por cima, alemã) e a com o melhor ranking do pote 4. Não é um grupo fácil e é possível que o Lyon perca pontos com todas as outras equipas, tornando a classificação do grupo uma incógnita. Tal como disse aqui, o mínimo exigível para nós é o 3º lugar e, consequentemente, a passagem para a Liga Europa, mas se jogarmos como no ano passado, teremos fortes hipóteses de terminar em 1º. Que nos dará a vantagem de jogar a 2ª mão dos oitavos-de-final em casa e, mais importante do que isso, de possivelmente evitar os grandes tubarões europeus. A ordem dos jogos também será importante e, para começar bem e com uma vitória, queria o Hapoel em casa. Por outro lado, também será bom ir a Gelsenkirchen para limpar um dos momentos mais tristes, para quem gosta de um futebol honesto e justo, que aconteceu naquele estádio há uns anitos.
Mas que esta presença na Champions não desvie a atenção da equipa do que é prioritário este ano: tornarmo-nos bicampeões nacionais.
* Publicado em simultâneo com a Tertúlia Benfiquista.
BENFICA
Schalke 04
Hapoel Tel-Aviv
Se, por um lado, nos calhou a equipa menos credenciada do pote 1, o que nos permite sonhar com o 1º lugar do grupo, por outro, vamos defrontar uma das mais fortes do pote 3 (ainda por cima, alemã) e a com o melhor ranking do pote 4. Não é um grupo fácil e é possível que o Lyon perca pontos com todas as outras equipas, tornando a classificação do grupo uma incógnita. Tal como disse aqui, o mínimo exigível para nós é o 3º lugar e, consequentemente, a passagem para a Liga Europa, mas se jogarmos como no ano passado, teremos fortes hipóteses de terminar em 1º. Que nos dará a vantagem de jogar a 2ª mão dos oitavos-de-final em casa e, mais importante do que isso, de possivelmente evitar os grandes tubarões europeus. A ordem dos jogos também será importante e, para começar bem e com uma vitória, queria o Hapoel em casa. Por outro lado, também será bom ir a Gelsenkirchen para limpar um dos momentos mais tristes, para quem gosta de um futebol honesto e justo, que aconteceu naquele estádio há uns anitos.
Mas que esta presença na Champions não desvie a atenção da equipa do que é prioritário este ano: tornarmo-nos bicampeões nacionais.
* Publicado em simultâneo com a Tertúlia Benfiquista.
domingo, agosto 22, 2010
Insustentável
Perdemos frente ao Nacional (1-2) e, como se fartaram de dizer na TVI, há 58 anos que não tínhamos duas derrotas no início do campeonato. Fizemos uma 1ª parte razoável, com duas boas oportunidades, mas na 2ª foi um descalabro.
Começo logo pela figura do jogo: arrisco-me a dizer que, com qualquer um dos guarda-redes da I Liga, tínhamos ganho este jogo (ou, pelo menos, empatado). Não dá para “dourar mais a pílula”. Com o Roberto na baliza, arriscamo-nos a não ganhar nenhum jogo. Por duas razões: porque estamos sempre na iminência de sofrer um golo numa bola bombeada para a baliza e porque a equipa, não tendo confiança nenhuma no guarda-redes, sente, e de que maneira, cada golo sofrido. A forma como (não) reagimos ao 0-1 foi elucidativa do estado de espírito da equipa. Não me vou repetir ao que já disse aqui, mas só há uma solução para isto: tirar o Roberto da equipa.
Claro está que temos uma boa parte dos jogadores em má forma. Cardozo, Amorim e Aimar, por exemplo, são sombras do que vimos no passado. Esperemos que seja uma fase passageira e que recuperem rapidamente. Também não ajuda falhar golos de baliza aberta como o Gaitán na 1ª parte, mas hoje até entrámos bem na partida. Para além desse lance, uma cabeçada do Saviola proporcionou ao Bracalli uma grande defesa ainda nesse período. Ao invés, o único perigo que o Nacional criou foi uma bola bombeada (claro...) para a área que passou por cima do Roberto, sem que este a defendesse. O que nos valeu foi que foi ao lado.
Na 2ª parte, quando se esperava que intensificássemos a pressão, uma falta desnecessária aos 50’ originou um chamado canto curto. É certo que a defesa estava a dormir, mas um cruzamento para a pequena-área T-E-M que ser do guarda-redes. O Roberto deixou que o adversário se antecipasse e fizesse golo. A partir daqui, a equipa desuniu-se completamente. Aos 66’, dá-se o lance mais ridículo da partida (para não dizer do campeonato...), quando na sequência de um canto e de uma cabeçada em balão para a baliza, o Roberto resolve agarrar-se à barra em vez de atirar a bola para canto. A bola bate na barra e ressalta para um jogador do Nacional cabecear à vontade para a baliza. Um frango descomunal! Até final, melhorámos com a entrada do Carlos Martins e acabou por ser ele a impedir de ficarmos em branco com um bom remate fora da área já em cima dos 90’.
Numa partida destas torna-se difícil eleger o melhor. Talvez o Saviola, que foi sempre bastante batalhador, mas a terrível 2ª parte acabou por apagar o que de bom tínhamos feito na 1ª. Há mais um jogo antes da paragem do campeonato para as selecções. Temos que reflectir e muito. Arriscamo-nos a ficar a seis pontos do 1º logo na 2ª jornada. Por muito que se possa pôr em risco um elevado investimento, parece-me que o Benfica é mais importante do que isso. O Roberto não pode continuar a titular. Pior do que cometer um erro é insistir nele.
P.S. – A má 2ª parte e os frangos do Roberto não invalidam que, mais uma vez, tenhamos sido roubados em dois penalties (derrube ao Coentrão e braço na área) pelo Sr. Pedro Proença. O costume.
Começo logo pela figura do jogo: arrisco-me a dizer que, com qualquer um dos guarda-redes da I Liga, tínhamos ganho este jogo (ou, pelo menos, empatado). Não dá para “dourar mais a pílula”. Com o Roberto na baliza, arriscamo-nos a não ganhar nenhum jogo. Por duas razões: porque estamos sempre na iminência de sofrer um golo numa bola bombeada para a baliza e porque a equipa, não tendo confiança nenhuma no guarda-redes, sente, e de que maneira, cada golo sofrido. A forma como (não) reagimos ao 0-1 foi elucidativa do estado de espírito da equipa. Não me vou repetir ao que já disse aqui, mas só há uma solução para isto: tirar o Roberto da equipa.
Claro está que temos uma boa parte dos jogadores em má forma. Cardozo, Amorim e Aimar, por exemplo, são sombras do que vimos no passado. Esperemos que seja uma fase passageira e que recuperem rapidamente. Também não ajuda falhar golos de baliza aberta como o Gaitán na 1ª parte, mas hoje até entrámos bem na partida. Para além desse lance, uma cabeçada do Saviola proporcionou ao Bracalli uma grande defesa ainda nesse período. Ao invés, o único perigo que o Nacional criou foi uma bola bombeada (claro...) para a área que passou por cima do Roberto, sem que este a defendesse. O que nos valeu foi que foi ao lado.
Na 2ª parte, quando se esperava que intensificássemos a pressão, uma falta desnecessária aos 50’ originou um chamado canto curto. É certo que a defesa estava a dormir, mas um cruzamento para a pequena-área T-E-M que ser do guarda-redes. O Roberto deixou que o adversário se antecipasse e fizesse golo. A partir daqui, a equipa desuniu-se completamente. Aos 66’, dá-se o lance mais ridículo da partida (para não dizer do campeonato...), quando na sequência de um canto e de uma cabeçada em balão para a baliza, o Roberto resolve agarrar-se à barra em vez de atirar a bola para canto. A bola bate na barra e ressalta para um jogador do Nacional cabecear à vontade para a baliza. Um frango descomunal! Até final, melhorámos com a entrada do Carlos Martins e acabou por ser ele a impedir de ficarmos em branco com um bom remate fora da área já em cima dos 90’.
Numa partida destas torna-se difícil eleger o melhor. Talvez o Saviola, que foi sempre bastante batalhador, mas a terrível 2ª parte acabou por apagar o que de bom tínhamos feito na 1ª. Há mais um jogo antes da paragem do campeonato para as selecções. Temos que reflectir e muito. Arriscamo-nos a ficar a seis pontos do 1º logo na 2ª jornada. Por muito que se possa pôr em risco um elevado investimento, parece-me que o Benfica é mais importante do que isso. O Roberto não pode continuar a titular. Pior do que cometer um erro é insistir nele.
P.S. – A má 2ª parte e os frangos do Roberto não invalidam que, mais uma vez, tenhamos sido roubados em dois penalties (derrube ao Coentrão e braço na área) pelo Sr. Pedro Proença. O costume.
segunda-feira, agosto 16, 2010
Reforços, já!
Perdemos com a Académica na 1ª jornada (1-2) e começámos da pior maneira a defesa do título. Não demos continuação às boas exibições que já fizemos na pré-época e averbámos a terceira derrota consecutiva. Não se trata de pôr tudo em causa, obviamente, mas deveremos reflectir e agir rapidamente, já que o fecho das inscrições é daqui por 15 dias e é mais que visível que precisamos de reforços.
A 1ª parte foi muito fraca e inédita desde que o Jesus é treinador do Benfica. Apresentámo-nos muito lentos, sem imaginação e criámos muito poucas situações de golo. Aquela intensidade que era uma imagem de marca do ano passado foi apenas uma miragem. O maior problema foi a falta de velocidade no último terço do campo e, se é certo que é difícil substituir o Di María e o Ramires, não é obviamente com o César Peixoto a extremo que vamos lá. Bem vistas as coisas, jogámos com quatro potenciais laterais (Maxi, Amorim, Coentrão e Peixoto) nas alas, o que diz bem da necessidade de reforços que temos. A Académica marcou aos 26’ num inacreditável erro de marcação do Sidnei num livre para a área e em que o Roberto ficou a meio da viagem: nem saiu, nem ficou entre os postes e sofreu o golo de pé. Até ao intervalo, não conseguimos fazer nada de relevante.
Na 2ª parte, voltámos a jogar com 11, já que o César Peixoto deu o lugar ao Jara e melhorámos um pouco. Com mais querer e vontade do que discernimento, mas conseguimos aumentar a pressão sobre o adversário, beneficiando igualmente da expulsão (justa) por dois amarelos do Addy (coitado, certamente julgava que ainda estava no CRAC e podia dar duas pantufadas sem ver os respectivos amarelos). Conseguimos o empate numa boa assistência do Coentrão para o Jara aos 62’ e sinceramente julguei que a vitória não nos escaparia, já que ainda faltavam quase 30’ para o fim do jogo. No entanto, e ao contrário do que esperava, não conseguimos criar assim tantas oportunidades de golo e o tempo ia passando, sem que nós nos colocássemos em vantagem. Já no tempo de compensação, aconteceu o impensável: um golo quase de meio-campo da Académica, num lance em que o Laionel tomou partido do adiantamento do Roberto. Parecia mentira, mas passado mais de um ano voltávamos a perder em casa para o campeonato e com o mesmo adversário da última vez.
Individualmente, os menos maus foram o Fábio Coentrão e o Maxi Pereira. A entrada do Jara na 2ª parte foi importante, porque mexeu com a equipa. Dos restantes, mais ninguém se destacou pela positiva, sendo que o César Peixoto fez a pior exibição individual de um jogador que me lembro de ver em muito tempo. O Roberto continua a não me convencer nada e, lamento muito ter que dizer isto, mas não está isento de culpas nos golos: no primeiro, a maior responsabilidade é do Sidnei, mas ele não pode ficar a meio da viagem e, no segundo, um remate daquela distância só pode ser vitorioso se o guarda-redes não estiver entre os postes. Falando no Sidnei, voltou a estar ligado a um golo sofrido por nós e só espero que o Luisão já esteja disponível para a semana.
Quando se substitui dois jogadores que foram vendidos por outros dois que já estavam no plantel, é lógico concluir que a equipa ficou mais fraca. É U-R-G-E-N-T-E arranjar alguém para o lugar do Di María e do Ramires. Precisamos de velocidade nas alas para criar desequilíbrios principalmente perante equipas mais fechadas e cada vez percebo menos a dispensa do Urreta. Não me venham dizer que o César Peixoto é melhor que ele… Veremos o que nos trará o mercado até fechar, mas espero que esta derrota consciencialize de vez os responsáveis do Benfica que é mesmo necessário reforçar a equipa com mais dois jogadores. Senão, ou muito me engano, ou não teremos muitas alegrias este ano.
A 1ª parte foi muito fraca e inédita desde que o Jesus é treinador do Benfica. Apresentámo-nos muito lentos, sem imaginação e criámos muito poucas situações de golo. Aquela intensidade que era uma imagem de marca do ano passado foi apenas uma miragem. O maior problema foi a falta de velocidade no último terço do campo e, se é certo que é difícil substituir o Di María e o Ramires, não é obviamente com o César Peixoto a extremo que vamos lá. Bem vistas as coisas, jogámos com quatro potenciais laterais (Maxi, Amorim, Coentrão e Peixoto) nas alas, o que diz bem da necessidade de reforços que temos. A Académica marcou aos 26’ num inacreditável erro de marcação do Sidnei num livre para a área e em que o Roberto ficou a meio da viagem: nem saiu, nem ficou entre os postes e sofreu o golo de pé. Até ao intervalo, não conseguimos fazer nada de relevante.
Na 2ª parte, voltámos a jogar com 11, já que o César Peixoto deu o lugar ao Jara e melhorámos um pouco. Com mais querer e vontade do que discernimento, mas conseguimos aumentar a pressão sobre o adversário, beneficiando igualmente da expulsão (justa) por dois amarelos do Addy (coitado, certamente julgava que ainda estava no CRAC e podia dar duas pantufadas sem ver os respectivos amarelos). Conseguimos o empate numa boa assistência do Coentrão para o Jara aos 62’ e sinceramente julguei que a vitória não nos escaparia, já que ainda faltavam quase 30’ para o fim do jogo. No entanto, e ao contrário do que esperava, não conseguimos criar assim tantas oportunidades de golo e o tempo ia passando, sem que nós nos colocássemos em vantagem. Já no tempo de compensação, aconteceu o impensável: um golo quase de meio-campo da Académica, num lance em que o Laionel tomou partido do adiantamento do Roberto. Parecia mentira, mas passado mais de um ano voltávamos a perder em casa para o campeonato e com o mesmo adversário da última vez.
Individualmente, os menos maus foram o Fábio Coentrão e o Maxi Pereira. A entrada do Jara na 2ª parte foi importante, porque mexeu com a equipa. Dos restantes, mais ninguém se destacou pela positiva, sendo que o César Peixoto fez a pior exibição individual de um jogador que me lembro de ver em muito tempo. O Roberto continua a não me convencer nada e, lamento muito ter que dizer isto, mas não está isento de culpas nos golos: no primeiro, a maior responsabilidade é do Sidnei, mas ele não pode ficar a meio da viagem e, no segundo, um remate daquela distância só pode ser vitorioso se o guarda-redes não estiver entre os postes. Falando no Sidnei, voltou a estar ligado a um golo sofrido por nós e só espero que o Luisão já esteja disponível para a semana.
Quando se substitui dois jogadores que foram vendidos por outros dois que já estavam no plantel, é lógico concluir que a equipa ficou mais fraca. É U-R-G-E-N-T-E arranjar alguém para o lugar do Di María e do Ramires. Precisamos de velocidade nas alas para criar desequilíbrios principalmente perante equipas mais fechadas e cada vez percebo menos a dispensa do Urreta. Não me venham dizer que o César Peixoto é melhor que ele… Veremos o que nos trará o mercado até fechar, mas espero que esta derrota consciencialize de vez os responsáveis do Benfica que é mesmo necessário reforçar a equipa com mais dois jogadores. Senão, ou muito me engano, ou não teremos muitas alegrias este ano.
domingo, agosto 08, 2010
Descer à terra
Perdemos a Supertaça com o CRAC (0-2) e deixámos escapar a possibilidade de conquistar o primeiro troféu oficial desta época. Foi uma derrota justa, mas que me custou bastante, porque não estava mesmo nada à espera dela. Estivemos a léguas do que já mostrámos nesta pré-época e espero que se tirem as ilações devidas deste desaire. O que de muito bom fizemos na temporada transacta é uma boa meta para ter em vista, mas neste momento é passado. Temos tudo para conquistar de novo agora. E é importantíssimo que ajudemos a matar o polvo conquistando mais um campeonato.
Entrámos pessimamente na partida e aos 3’ já perdíamos por 1-0. Erro clamoroso de marcação num canto e o Rolando cabeceou à vontade. Só demos um ar da nossa graça dos 30’ até ao intervalo, mas sem criar uma clara ocasião de golo. Na 2ª parte, voltámos a entrar mal e, o que é pior ainda, com alguns jogadores de cabeça perdida (David Luiz e Carlos Martins, por exemplo, poderiam ter sido expulsos). O CRAC chegou ao 2-0 na sequência de uma bola nossa perdida a meio-campo, que originou um contra-ataque vitorioso. Até final, tivemos a nossa melhor oportunidade, mas o Saviola isolado falhou o que seria o nosso golo de honra.
Individualmente, apesar do falhanço, o Saviola foi o melhor do Benfica. Ou, talvez seja correcto dizer, o menos mau. O Coentrão, a jogar a extremo-esquerdo, esteve razoável e não percebi a sua substituição. O David Luiz acaba por não estar isento de culpas nos golos, mas as suas subidas provocaram desequilíbrios que infelizmente não foram aproveitados pela equipa. No pólo negativo, sobressaem dois nomes: César Peixoto e Carlos Martins. Exibições pavorosas e não percebi porque é que não foram substituídos. A dúvida entre Airton e Javi García, pelo menos nos tempos mais próximos, ficou desfeita com esta partida. Claramente, o espanhol terá de ser titular. E, lamento imenso ter que dizer isto, mas o Roberto está a um pequeníssimo passo de ser o maior bluff da nossa história. Continua a não dar a mínima confiança à equipa, sai pessimamente aos cruzamentos e um guarda-redes que custa aquele preço tem que defender a bola do primeiro golo. Eu sei que o cabeceamento é muito à queima, mas foi precisamente para defender bolas daquelas que ele foi contratado. Acho que está na altura de assumir o erro (paciência, toda a gente tem direito a errar) e colocar rapidamente um dos outros dois na baliza antes que isto nos custe vitórias no campeonato. (Virei aqui de muito bom grado no final da época fazer o mea culpa, caso esteja, como desejo e muito, redondamente enganado.)
Esta partida deve fazer-nos pensar seriamente. Continuamos a ser o mais forte candidato ao título, não tenho a menor dúvida disso, mas precisamos urgentemente de dois extremos. Um para cada lado. Cada vez compreendo menos a decisão do empréstimo do Urreta. Era, de longe, o único cuja velocidade se assemelhava ao Di María e também não é nada mau tecnicamente. Por outro lado, a venda do Ramires foi boa em termos financeiros, mas não vai ser nada fácil substituí-lo no campo. E é imperativo fazê-lo, já que o Carlos Martins não pode jogar no lado direito, porque não defende nada e deixa o lateral completamente abandonado.
Errar é humano e o Jorge Jesus também não esteve bem neste jogo. Se ainda posso entender a táctica inicial de 4-1-3-2, que tão bons resultados deu na temporada anterior (é pertinente o reparo de “então, porque é que andou a treinar o 4-3-3 nos últimos jogos?”, mas esperava que, como todos os jogadores de campo já cá estavam no ano passado, ainda se lembrassem dos automatismos, o que infelizmente não aconteceu), já não compreendi a leitura que ele fez do jogo, especialmente nas substituições: deixar as nulidades do Peixoto e Martins em campo e tirar o Aimar e Coentrão esteve longe de ser uma boa decisão. Outro aspecto a rever é a atitude de alguns jogadores dentro do campo. Podemos agradecer ao Sr. João Ferreira o facto de termos terminado o jogo com 11 jogadores. Não posso compreender, nem admitir, a cabeça perdida que alguns revelaram.
Um último aspecto relevante que me relembrou, e bem, o meu amigo Leão Eça Cana: fazer três jogos em 96 horas e só ter quatro dias de descanso para a primeira partida oficial (ou seja, quatro jogos em oito dias), frente a um rival directo e portanto importantíssima de ser ganha, é algo que não se percebe. Recordo que no ano passado tivemos uma semana de descanso antes da primeira partida oficial. Isto terá de ser obrigatoriamente revisto na próxima pré-temporada. Esta má planificação poder-nos-á ter custado a vitória nesta Supertaça, já que foi visível que fisicamente não estivemos ao melhor nível.
Entrámos pessimamente na partida e aos 3’ já perdíamos por 1-0. Erro clamoroso de marcação num canto e o Rolando cabeceou à vontade. Só demos um ar da nossa graça dos 30’ até ao intervalo, mas sem criar uma clara ocasião de golo. Na 2ª parte, voltámos a entrar mal e, o que é pior ainda, com alguns jogadores de cabeça perdida (David Luiz e Carlos Martins, por exemplo, poderiam ter sido expulsos). O CRAC chegou ao 2-0 na sequência de uma bola nossa perdida a meio-campo, que originou um contra-ataque vitorioso. Até final, tivemos a nossa melhor oportunidade, mas o Saviola isolado falhou o que seria o nosso golo de honra.
Individualmente, apesar do falhanço, o Saviola foi o melhor do Benfica. Ou, talvez seja correcto dizer, o menos mau. O Coentrão, a jogar a extremo-esquerdo, esteve razoável e não percebi a sua substituição. O David Luiz acaba por não estar isento de culpas nos golos, mas as suas subidas provocaram desequilíbrios que infelizmente não foram aproveitados pela equipa. No pólo negativo, sobressaem dois nomes: César Peixoto e Carlos Martins. Exibições pavorosas e não percebi porque é que não foram substituídos. A dúvida entre Airton e Javi García, pelo menos nos tempos mais próximos, ficou desfeita com esta partida. Claramente, o espanhol terá de ser titular. E, lamento imenso ter que dizer isto, mas o Roberto está a um pequeníssimo passo de ser o maior bluff da nossa história. Continua a não dar a mínima confiança à equipa, sai pessimamente aos cruzamentos e um guarda-redes que custa aquele preço tem que defender a bola do primeiro golo. Eu sei que o cabeceamento é muito à queima, mas foi precisamente para defender bolas daquelas que ele foi contratado. Acho que está na altura de assumir o erro (paciência, toda a gente tem direito a errar) e colocar rapidamente um dos outros dois na baliza antes que isto nos custe vitórias no campeonato. (Virei aqui de muito bom grado no final da época fazer o mea culpa, caso esteja, como desejo e muito, redondamente enganado.)
Esta partida deve fazer-nos pensar seriamente. Continuamos a ser o mais forte candidato ao título, não tenho a menor dúvida disso, mas precisamos urgentemente de dois extremos. Um para cada lado. Cada vez compreendo menos a decisão do empréstimo do Urreta. Era, de longe, o único cuja velocidade se assemelhava ao Di María e também não é nada mau tecnicamente. Por outro lado, a venda do Ramires foi boa em termos financeiros, mas não vai ser nada fácil substituí-lo no campo. E é imperativo fazê-lo, já que o Carlos Martins não pode jogar no lado direito, porque não defende nada e deixa o lateral completamente abandonado.
Errar é humano e o Jorge Jesus também não esteve bem neste jogo. Se ainda posso entender a táctica inicial de 4-1-3-2, que tão bons resultados deu na temporada anterior (é pertinente o reparo de “então, porque é que andou a treinar o 4-3-3 nos últimos jogos?”, mas esperava que, como todos os jogadores de campo já cá estavam no ano passado, ainda se lembrassem dos automatismos, o que infelizmente não aconteceu), já não compreendi a leitura que ele fez do jogo, especialmente nas substituições: deixar as nulidades do Peixoto e Martins em campo e tirar o Aimar e Coentrão esteve longe de ser uma boa decisão. Outro aspecto a rever é a atitude de alguns jogadores dentro do campo. Podemos agradecer ao Sr. João Ferreira o facto de termos terminado o jogo com 11 jogadores. Não posso compreender, nem admitir, a cabeça perdida que alguns revelaram.
Um último aspecto relevante que me relembrou, e bem, o meu amigo Leão Eça Cana: fazer três jogos em 96 horas e só ter quatro dias de descanso para a primeira partida oficial (ou seja, quatro jogos em oito dias), frente a um rival directo e portanto importantíssima de ser ganha, é algo que não se percebe. Recordo que no ano passado tivemos uma semana de descanso antes da primeira partida oficial. Isto terá de ser obrigatoriamente revisto na próxima pré-temporada. Esta má planificação poder-nos-á ter custado a vitória nesta Supertaça, já que foi visível que fisicamente não estivemos ao melhor nível.
quarta-feira, agosto 04, 2010
Derrota na Eusébio Cup
Perdemos com o Tottenham (0-1) e deixámos escapar a oportunidade de fazer o pleno nos troféus de pré-época. Foi uma partida perante o 4º classificado do campeonato inglês e em que acusámos o esforço de ter que fazer três jogos em cinco dias. Não apresentámos a velocidade dos encontros anteriores, embora tenhamos sido a equipa que mais oportunidades criou.
Voltámos a apresentar a tal espécie de 4-3-3, com o Saviola, Cardozo e Jara no ataque, e na 1ª parte conseguimos algumas (poucas) boas combinações atacantes, mas infelizmente a pontaria não esteve afinada. O Carlos Martins destacou-se nos remates que fez, mas o guarda-redes contrário também se opôs bem a alguns deles. Na 2ª parte, sofremos o golo bastante cedo (55’) e depois com as substituições que fizeram com que entrassem todos os jogadores do plantel que estavam disponíveis, a nossa qualidade de jogo diminui naturalmente. Mesmo assim, num ou noutro lance poderíamos ter empatado e levado a decisão da Eusébio Cup para os penalties, como nas duas primeiras edições. Assim não aconteceu e acabámos por sofrer uma derrota no nosso Estádio, o que é sempre de lamentar mesmo em jogos particulares.
Individualmente é difícil destacar um jogador, porque houve 22 que entraram em campo, mas posso dizer que continuo a gostar da capacidade de luta do Jara, da dinâmica do Coentrão e David Luiz, e da visão de jogo do Aimar. O Kardec voltou a entrar bem na equipa. No entanto, foi um Benfica menos forte que vimos nesta partida, o que fez com que as individualidades também não sobressaíssem como de costume.
No próximo Sábado, teremos um jogo muito importante para que iniciemos a época oficial com uma conquista. Será fundamental ganhar ao CRAC para que esta cultura de vitórias seja cada vez mais apreendida pelos jogadores. E para demonstramos mais uma vez a toda a gente que somos a melhor equipa portuguesa.
Voltámos a apresentar a tal espécie de 4-3-3, com o Saviola, Cardozo e Jara no ataque, e na 1ª parte conseguimos algumas (poucas) boas combinações atacantes, mas infelizmente a pontaria não esteve afinada. O Carlos Martins destacou-se nos remates que fez, mas o guarda-redes contrário também se opôs bem a alguns deles. Na 2ª parte, sofremos o golo bastante cedo (55’) e depois com as substituições que fizeram com que entrassem todos os jogadores do plantel que estavam disponíveis, a nossa qualidade de jogo diminui naturalmente. Mesmo assim, num ou noutro lance poderíamos ter empatado e levado a decisão da Eusébio Cup para os penalties, como nas duas primeiras edições. Assim não aconteceu e acabámos por sofrer uma derrota no nosso Estádio, o que é sempre de lamentar mesmo em jogos particulares.
Individualmente é difícil destacar um jogador, porque houve 22 que entraram em campo, mas posso dizer que continuo a gostar da capacidade de luta do Jara, da dinâmica do Coentrão e David Luiz, e da visão de jogo do Aimar. O Kardec voltou a entrar bem na equipa. No entanto, foi um Benfica menos forte que vimos nesta partida, o que fez com que as individualidades também não sobressaíssem como de costume.
No próximo Sábado, teremos um jogo muito importante para que iniciemos a época oficial com uma conquista. Será fundamental ganhar ao CRAC para que esta cultura de vitórias seja cada vez mais apreendida pelos jogadores. E para demonstramos mais uma vez a toda a gente que somos a melhor equipa portuguesa.
segunda-feira, agosto 02, 2010
Soma e segue
Uns magníficos 60’ garantiram-nos mais uma goleada (4-1) perante o Aston Villa, 6º classificado do último campeonato inglês. Conquistámos assim pela 4ª vez o Torneio do Guadiana.
Tal como disse o Jorge Jesus no final, foi a melhor exibição do Benfica na pré-época. Futebol bastante dinâmico desde o início, óptimas movimentações e objectividade na procura da baliza reduziram o Aston Villa a uma equipa vulgar. Alinhámos com três avançados (Cardozo, Saviola e Jara) na tal variante do 4-4-2 do ano passado, mas que o Jesus não quer baptizar... :-) Marcámos três golos na 1ª parte (David Luiz, Saviola e o inevitável Cardozo) e outro logo no início da 2ª (bis do Saviola) que nos garantiram um jogo descansado, em que o maior ponto de interesse era ver quantos mais golos seríamos capazes de marcar. Com as substituições do Aimar, Saviola e Cardozo e o resultado feito, a equipa baixou naturalmente de rendimento e ainda sofremos um golo numa desatenção defensiva que não belisca minimamente a nossa exibição.
Individualmente, há que destacar o Jara. Teve participação directa em três dos quatro golos, raramente dá um lance por perdido, farta-se de pressionar os defesas contrários, é rápido a executar e remata bem. Ou muito me engano, ou temos ali jogador. O Saviola, apesar de um começo de partida menos bom (alguns passes e recepções falhadas), estava no sítio certo quando se tratou de meter a bola lá dentro. E só o poste o impediu de um hat-trick. O Cardozo lá meteu mais um golão na sequência de um livre indirecto, em que o facto de haver dois jogadores a simular (Aimar e Carlos Martins) confundiu os ingleses. E, a propósito de Carlos Martins, é dos jogadores em melhor forma neste início de época. Joga sempre para a frente e está mais objectivo. Quanto ao Coentrão e David Luiz, continuam os mesmos: excelentes!
Mais uma ponte do Guadiana para o nosso museu e agora só temos de ganhar a Eusébio Cup no nosso estádio para fazermos o pleno dos troféus de pré-temporada. Mas o mais importante é que conquistemos o primeiro troféu oficial, a Supertaça, daqui a menos de uma semana frente ao CRAC.
Tal como disse o Jorge Jesus no final, foi a melhor exibição do Benfica na pré-época. Futebol bastante dinâmico desde o início, óptimas movimentações e objectividade na procura da baliza reduziram o Aston Villa a uma equipa vulgar. Alinhámos com três avançados (Cardozo, Saviola e Jara) na tal variante do 4-4-2 do ano passado, mas que o Jesus não quer baptizar... :-) Marcámos três golos na 1ª parte (David Luiz, Saviola e o inevitável Cardozo) e outro logo no início da 2ª (bis do Saviola) que nos garantiram um jogo descansado, em que o maior ponto de interesse era ver quantos mais golos seríamos capazes de marcar. Com as substituições do Aimar, Saviola e Cardozo e o resultado feito, a equipa baixou naturalmente de rendimento e ainda sofremos um golo numa desatenção defensiva que não belisca minimamente a nossa exibição.
Individualmente, há que destacar o Jara. Teve participação directa em três dos quatro golos, raramente dá um lance por perdido, farta-se de pressionar os defesas contrários, é rápido a executar e remata bem. Ou muito me engano, ou temos ali jogador. O Saviola, apesar de um começo de partida menos bom (alguns passes e recepções falhadas), estava no sítio certo quando se tratou de meter a bola lá dentro. E só o poste o impediu de um hat-trick. O Cardozo lá meteu mais um golão na sequência de um livre indirecto, em que o facto de haver dois jogadores a simular (Aimar e Carlos Martins) confundiu os ingleses. E, a propósito de Carlos Martins, é dos jogadores em melhor forma neste início de época. Joga sempre para a frente e está mais objectivo. Quanto ao Coentrão e David Luiz, continuam os mesmos: excelentes!
Mais uma ponte do Guadiana para o nosso museu e agora só temos de ganhar a Eusébio Cup no nosso estádio para fazermos o pleno dos troféus de pré-temporada. Mas o mais importante é que conquistemos o primeiro troféu oficial, a Supertaça, daqui a menos de uma semana frente ao CRAC.
sábado, julho 31, 2010
Goleada ao Feyenoord
Vencemos os holandeses (4-1) e estamos bem lançados para conquistar o Torneio do Guadiana pela 4ª vez. Foi um jogo com duas partes bem diferentes, em que fomos para o intervalo a perder e demos a volta no 2º tempo (curioso que esta época já não é a primeira reviravolta que conseguimos).
Tendo visto mais uma vez o jogo num restaurante, com barulho e sem som da TV, pode ter-me escapado alguma coisa, mas pareceu-me que entrámos muito mal na partida, não só pelo golo sofrido logo aos 3’, numa incrível falha do Rúben Amorim, como ainda pela demora em nos recompormos desse mesmo golo. Mesmo assim, ainda atirámos uma bola ao poste pelo David Luiz e tivemos outra boa oportunidade pelo Coentrão.
Na 2ª parte, as coisas melhoraram imenso. Saíram o Aimar, Javi García, Carlos Martins e Kardec e entraram o Jara, Airton, Cardozo e Ramires. O Feyenoord baqueou fisicamente e o jogo foi todo nosso. Enviámos mais duas bolas aos postes (Cardozo e outra do David Luiz) e marcámos quatro golos (dois do Cardozo, Felipe Menezes e Rúben Amorim). Foram 45’ de encher o olho e o resultado poderia ter atingido números ainda mais expressivos. Além disso, ainda deu para ver o Roberto fazer uma defesa magnífica que evitou o 1-2 na altura. Ao 6º jogo, faz a primeira grande defesa que salva um golo, espero que seja apenas o início de muitas mais.
Individualmente, tenho que destacar o Cardozo, como é óbvio (a propósito, leiam isto também da minha autoria): um bis, uma bola ao poste e uma assistência para o golo do Amorim, tornam-no a figura da partida. E ainda marcou um dos penalties no final para o possível desempate. O David Luiz esteve imperial e ainda atirou duas bolas aos postes. O Jara mostrou-se bastante esforçado, como é seu timbre, e ainda proporcionou ao guarda-redes uma óptima defesa. Uma última palavra para o Coentrão, que hoje jogou a extremo-esquerdo durante grande parte do encontro e demonstrou que continua uma opção muito válida para aquele lugar.
Caso o Aston Villa não supere o nosso resultado frente ao Feyenoord, bastar-nos-á um empate no Domingo para conquistar mais um troféu. Mas claro que não passa pela cabeça de ninguém outra coisa que não seja mais uma vitória.
Tendo visto mais uma vez o jogo num restaurante, com barulho e sem som da TV, pode ter-me escapado alguma coisa, mas pareceu-me que entrámos muito mal na partida, não só pelo golo sofrido logo aos 3’, numa incrível falha do Rúben Amorim, como ainda pela demora em nos recompormos desse mesmo golo. Mesmo assim, ainda atirámos uma bola ao poste pelo David Luiz e tivemos outra boa oportunidade pelo Coentrão.
Na 2ª parte, as coisas melhoraram imenso. Saíram o Aimar, Javi García, Carlos Martins e Kardec e entraram o Jara, Airton, Cardozo e Ramires. O Feyenoord baqueou fisicamente e o jogo foi todo nosso. Enviámos mais duas bolas aos postes (Cardozo e outra do David Luiz) e marcámos quatro golos (dois do Cardozo, Felipe Menezes e Rúben Amorim). Foram 45’ de encher o olho e o resultado poderia ter atingido números ainda mais expressivos. Além disso, ainda deu para ver o Roberto fazer uma defesa magnífica que evitou o 1-2 na altura. Ao 6º jogo, faz a primeira grande defesa que salva um golo, espero que seja apenas o início de muitas mais.
Individualmente, tenho que destacar o Cardozo, como é óbvio (a propósito, leiam isto também da minha autoria): um bis, uma bola ao poste e uma assistência para o golo do Amorim, tornam-no a figura da partida. E ainda marcou um dos penalties no final para o possível desempate. O David Luiz esteve imperial e ainda atirou duas bolas aos postes. O Jara mostrou-se bastante esforçado, como é seu timbre, e ainda proporcionou ao guarda-redes uma óptima defesa. Uma última palavra para o Coentrão, que hoje jogou a extremo-esquerdo durante grande parte do encontro e demonstrou que continua uma opção muito válida para aquele lugar.
Caso o Aston Villa não supere o nosso resultado frente ao Feyenoord, bastar-nos-á um empate no Domingo para conquistar mais um troféu. Mas claro que não passa pela cabeça de ninguém outra coisa que não seja mais uma vitória.
quarta-feira, julho 28, 2010
Albufeira
Vencemos o Sunderland (2-0) e conquistámos o Albufeira Summer Cup. Independentemente do nome do troféu, o que interessa é que continuamos a ganhar na pré-temporada e assistimos com agrado à evolução da equipa.
Na 1ª parte, o Jesus fez alinhar a defesa titular (com excepção do guarda-redes) e um meio-campo onde, em princípio, só o Javi García e o Cardozo serão titulares, e na 2ª parte substituiu o meio-campo todo e fez entrar Aimar, Saviola & Cia. Curiosamente, não se notou uma grande diferença em termos atacantes da 1ª para a 2ª parte, o que só abona a favor do nosso plantel. Marcámos um golo em cada período, pelo inevitável Cardozo (grande cruzamento do Coentrão) e mais um do Carlos Martins, que deve ser dos poucos jogadores para quem a Jabulani já não tem segredos.
Gostei da dinâmica da equipa em ambas as partes e individualmente destaco o Coentrão (cada vez melhor), o Cardozo (muito rematador e empenhado) e o Carlos Martins. Como vi o jogo num restaurante enquanto jantava, admito que me possam ter escapado alguns pormenores, mas pareceu-me que a partida esteve sempre controlada. Pela 1ª vez nos jogos da pré-época, o Roberto não alinhou, mas o Júlio César e Moreira acabaram por não ter muito trabalho. De qualquer maneira, acho que nesta altura estes dois dão mais garantias que o espanhol. Se eu quisesse ser mauzinho, diria que foi a melhor exibição do Roberto desde que chegou ao Benfica... :-)
Na próxima 6ª feira, iniciamos o Torneio do Guadiana com o Feyenoord e espero que continuemos na senda das vitórias e das boas exibições.
Na 1ª parte, o Jesus fez alinhar a defesa titular (com excepção do guarda-redes) e um meio-campo onde, em princípio, só o Javi García e o Cardozo serão titulares, e na 2ª parte substituiu o meio-campo todo e fez entrar Aimar, Saviola & Cia. Curiosamente, não se notou uma grande diferença em termos atacantes da 1ª para a 2ª parte, o que só abona a favor do nosso plantel. Marcámos um golo em cada período, pelo inevitável Cardozo (grande cruzamento do Coentrão) e mais um do Carlos Martins, que deve ser dos poucos jogadores para quem a Jabulani já não tem segredos.
Gostei da dinâmica da equipa em ambas as partes e individualmente destaco o Coentrão (cada vez melhor), o Cardozo (muito rematador e empenhado) e o Carlos Martins. Como vi o jogo num restaurante enquanto jantava, admito que me possam ter escapado alguns pormenores, mas pareceu-me que a partida esteve sempre controlada. Pela 1ª vez nos jogos da pré-época, o Roberto não alinhou, mas o Júlio César e Moreira acabaram por não ter muito trabalho. De qualquer maneira, acho que nesta altura estes dois dão mais garantias que o espanhol. Se eu quisesse ser mauzinho, diria que foi a melhor exibição do Roberto desde que chegou ao Benfica... :-)
Na próxima 6ª feira, iniciamos o Torneio do Guadiana com o Feyenoord e espero que continuemos na senda das vitórias e das boas exibições.
domingo, julho 25, 2010
Apresentação
Vencemos o Mónaco (3-2) no jogo de apresentação da equipa aos sócios. Foi uma partida que demonstrou mais uma vez as virtudes e os defeitos que vimos evidenciando nesta pré-época: bom jogo atacante e problemas defensivos.
Três viagens Lisboa – Algarve em pouco mais de 24h, 60€ de gasolina e 40€ de portagens foi o que me custou esta partida, mas pelo Benfica tudo vale a pena. Foi uma partida agradável, já que o Mónaco também mostrou que sabe atacar e com duas reviravoltas no marcador. Fizemos um 1-0 numa boa cabeçada do Airton na sequência de um canto do Aimar, mas chegámos ao intervalo a perder. Na 2ª parte, com as entradas do Javi García, Coentrão e Cardozo conseguimos dar a volta ao resultado (golos do Aimar e Tacuara) e alcançámos uma vitória justa.
Em termos individuais, o Coentrão nem parece que tem só uma semana de treinos, voltei a gostar das movimentações do Kardec, o Carlos Martins está em boa forma, mas terá de aprender a não responder a provocações de adversários (embora eu esteja convencido que seja mais fácil o CRAC ser um clube honesto e que honre o desporto...) e o Aimar marcou um golão. Vimos finalmente os outros guarda-redes do plantel em acção e tanto o Júlio César como o Moreira dão mais segurança à defesa neste momento que o Roberto. Mais dois golos sofridos (no primeiro acho que poderia ter saído mais da baliza) e algumas hesitações a sair dos postes é o balanço da sua actuação. Não teve culpas directas nos golos, mas é visível que a equipa não se sente à vontade com ele. Temos aqui um grande problema.
Até ao próximo Domingo teremos mais três jogos e poderemos confirmar a evolução da equipa. Por todas as razões e mais algumas, é fundamental entrarmos na época a ganhar e consequentemente a conquista da Supertaça é imperativa.
Três viagens Lisboa – Algarve em pouco mais de 24h, 60€ de gasolina e 40€ de portagens foi o que me custou esta partida, mas pelo Benfica tudo vale a pena. Foi uma partida agradável, já que o Mónaco também mostrou que sabe atacar e com duas reviravoltas no marcador. Fizemos um 1-0 numa boa cabeçada do Airton na sequência de um canto do Aimar, mas chegámos ao intervalo a perder. Na 2ª parte, com as entradas do Javi García, Coentrão e Cardozo conseguimos dar a volta ao resultado (golos do Aimar e Tacuara) e alcançámos uma vitória justa.
Em termos individuais, o Coentrão nem parece que tem só uma semana de treinos, voltei a gostar das movimentações do Kardec, o Carlos Martins está em boa forma, mas terá de aprender a não responder a provocações de adversários (embora eu esteja convencido que seja mais fácil o CRAC ser um clube honesto e que honre o desporto...) e o Aimar marcou um golão. Vimos finalmente os outros guarda-redes do plantel em acção e tanto o Júlio César como o Moreira dão mais segurança à defesa neste momento que o Roberto. Mais dois golos sofridos (no primeiro acho que poderia ter saído mais da baliza) e algumas hesitações a sair dos postes é o balanço da sua actuação. Não teve culpas directas nos golos, mas é visível que a equipa não se sente à vontade com ele. Temos aqui um grande problema.
Até ao próximo Domingo teremos mais três jogos e poderemos confirmar a evolução da equipa. Por todas as razões e mais algumas, é fundamental entrarmos na época a ganhar e consequentemente a conquista da Supertaça é imperativa.
segunda-feira, julho 19, 2010
Mais do mesmo
Vencemos o V. Guimarães com um resultado de futsal (5-3) e, pelo 3º ano consecutivo, conquistámos o torneio da cidade. Foi uma vitória justíssima e voltámos a exibir um agradável futebol atacante. No entanto, se os oito golos marcados são motivo de regozijo, os seis golos sofridos devem preocupar-nos. De consolo resta-nos pensar que, da defesa titular, só David Luiz é que está disponível neste momento.
Tivemos uma entrada em jogo brilhante e aos 9’ já ganhávamos 2-0. Excelentes jogadas colectivas resultaram nos golos do Kardec (óptimo cabeceamento) e Saviola (remate de primeira após assistência do Kardec). O V. Guimarães reduziu aos 34’ na sequência de um canto, em que o Roberto, depois de fazer uma defesa muito boa na jogada anterior, deu mais uma casa ao socar na atmosfera e permitir um cabeceamento vitorioso. Até ao intervalo, voltámos a assumir o comando da partida, mas não conseguimos marcar mais.
Problema corrigido na 2ª parte, em que entrámos de rompante e marcámos por duas vezes: golões do Kardec (grande movimentação na área) e Jara (remate fora da área). Conseguimos três golos de vantagem e antevia-se uma goleada a fazer lembrar a época passada, porque a equipa não dava mostrar de abrandar. Infelizmente, o Roberto entrou novamente em acção ao falhar a intercepção noutro livre para a área e permitir o 2-4. Só que o Carlos Martins repôs a diferença pouco depois ao marcar mais um golão de livre. Estávamos a 20’ do fim e, em princípio, o jogo estava ganho. Assim foi, de facto, mas não sem antes o V. Guimarães ter feito mais um golo de canto, num lance em que também me pareceu que o Roberto poderia ter feito mais (ainda tocou na bola).
Este jogo confirmou o trajecto feito nesta pré-época: de positivo há a realçar as combinações atacantes que só têm tendência a melhorar com o decorrer da temporada e a manutenção da veia goleadora da época anterior. Apesar de o Jorge Jesus ter dito que as movimentações defensivas não foram treinadas por causa da ausência dos mundialistas, há que ter em atenção isso, porque tantos golos sofridos não é normal.
Quanto à questão do momento, o Roberto, este jogo deixou-me algumas certezas: se ele tivesse feito no Saragoça o que já fez no Benfica, de certeza que não estaria cá. Portanto, continuo à espera que ele mostre o que realmente vale. Não acredito que seja assim tão pouco. Dito isto, o Jorge Jesus lá saberá o que fazer, mas neste momento parece-me contraproducente insistir nele. Até para o proteger. Demonstra uma terrível falta de confiança que o afecta não só a ele, como contagia a equipa também. Os defesas até já evitam passar-lhe a bola. Por enquanto, estamos só na pré-época e até ganhámos um torneio apesar das exibições dele, mas como diz um amigo meu, criámos um problema onde não tínhamos nenhum. Ele foi caríssimo, há que justificar o investimento, mas por alguma razão temos mais dois outros guarda-redes no plantel. Nesta altura, acho melhor preservá-lo um pouco. Até o Casillas foi suplente a determinada altura (2001/02) no Real Madrid. Pior do que errar é insistir no erro.
Tivemos uma entrada em jogo brilhante e aos 9’ já ganhávamos 2-0. Excelentes jogadas colectivas resultaram nos golos do Kardec (óptimo cabeceamento) e Saviola (remate de primeira após assistência do Kardec). O V. Guimarães reduziu aos 34’ na sequência de um canto, em que o Roberto, depois de fazer uma defesa muito boa na jogada anterior, deu mais uma casa ao socar na atmosfera e permitir um cabeceamento vitorioso. Até ao intervalo, voltámos a assumir o comando da partida, mas não conseguimos marcar mais.
Problema corrigido na 2ª parte, em que entrámos de rompante e marcámos por duas vezes: golões do Kardec (grande movimentação na área) e Jara (remate fora da área). Conseguimos três golos de vantagem e antevia-se uma goleada a fazer lembrar a época passada, porque a equipa não dava mostrar de abrandar. Infelizmente, o Roberto entrou novamente em acção ao falhar a intercepção noutro livre para a área e permitir o 2-4. Só que o Carlos Martins repôs a diferença pouco depois ao marcar mais um golão de livre. Estávamos a 20’ do fim e, em princípio, o jogo estava ganho. Assim foi, de facto, mas não sem antes o V. Guimarães ter feito mais um golo de canto, num lance em que também me pareceu que o Roberto poderia ter feito mais (ainda tocou na bola).
Este jogo confirmou o trajecto feito nesta pré-época: de positivo há a realçar as combinações atacantes que só têm tendência a melhorar com o decorrer da temporada e a manutenção da veia goleadora da época anterior. Apesar de o Jorge Jesus ter dito que as movimentações defensivas não foram treinadas por causa da ausência dos mundialistas, há que ter em atenção isso, porque tantos golos sofridos não é normal.
Quanto à questão do momento, o Roberto, este jogo deixou-me algumas certezas: se ele tivesse feito no Saragoça o que já fez no Benfica, de certeza que não estaria cá. Portanto, continuo à espera que ele mostre o que realmente vale. Não acredito que seja assim tão pouco. Dito isto, o Jorge Jesus lá saberá o que fazer, mas neste momento parece-me contraproducente insistir nele. Até para o proteger. Demonstra uma terrível falta de confiança que o afecta não só a ele, como contagia a equipa também. Os defesas até já evitam passar-lhe a bola. Por enquanto, estamos só na pré-época e até ganhámos um torneio apesar das exibições dele, mas como diz um amigo meu, criámos um problema onde não tínhamos nenhum. Ele foi caríssimo, há que justificar o investimento, mas por alguma razão temos mais dois outros guarda-redes no plantel. Nesta altura, acho melhor preservá-lo um pouco. Até o Casillas foi suplente a determinada altura (2001/02) no Real Madrid. Pior do que errar é insistir no erro.
domingo, julho 18, 2010
Groningen
Empatámos frente aos holandeses (3-3) e teremos de vencer o V. Guimarães para voltar a conquistar o torneio da cidade. Esta partida confirmou as anteriores, no sentido de a equipa estar a melhorar a nível ofensivo, mas ainda muito limitada na defesa principalmente pela falta dos mundialistas.
Entrámos em campo com uma equipa relativamente secundária, mas gostei de algumas jogadas que vi. Sofremos um golo muito cedo, mas respondemos logo a seguir pelo Kardec. Tivemos algumas oportunidades e poderíamos ter ido para intervalo com o jogo ganho, caso não nos fosse anulado escandalosamente um golo por fora-de-jogo inexistente e sonegado um penalty sobre o Jara. O Kardec fez uma boa 1ª parte, o Gaitan cada vez me deixa menos dúvidas quanto à sua qualidade e o Jara é muito lutador, mas precisa de melhorar o remate. O Carlos Martins também esteve em destaque e deu boa dinâmica às jogadas ofensivas.
Na 2ª parte, entraram alguns dos titulares e o sentido da partida manteve-se. Criámos várias oportunidades, o Carlos Martins marcou um golão e o Nuno Gomes também facturou, mas as benesses na defesa não permitiram que vencêssemos a partida. Claro que algumas perdidas inacreditáveis no ataque também deram uma ajudinha. O resultado é muito injusto, porque a nossa superioridade foi evidente. No entanto, cometemos erros que nos custaram caro.
Termino falando do Roberto: sofreu três golos sem fazer uma única defesa. Dos jogadores que alinharam à sua frente só o David Luiz será titular, ainda está numa fase de adaptação e, verdade seja dita, não teve culpa evidente em nenhum dos golos. Mas presumo que o tenhamos contratado pela sua capacidade em fazer as chamadas “defesas impossíveis”. Por enquanto, ainda não vi nada que o Quim (de quem eu nem era particular fã) também não fizesse. Reservo a minha opinião definitiva para quando ele jogar com a defesa titular, mas gostaria que os outros guarda-redes também fossem tendo uma oportunidade. Nunca se sabe se vão ser precisos durante a época...
Entrámos em campo com uma equipa relativamente secundária, mas gostei de algumas jogadas que vi. Sofremos um golo muito cedo, mas respondemos logo a seguir pelo Kardec. Tivemos algumas oportunidades e poderíamos ter ido para intervalo com o jogo ganho, caso não nos fosse anulado escandalosamente um golo por fora-de-jogo inexistente e sonegado um penalty sobre o Jara. O Kardec fez uma boa 1ª parte, o Gaitan cada vez me deixa menos dúvidas quanto à sua qualidade e o Jara é muito lutador, mas precisa de melhorar o remate. O Carlos Martins também esteve em destaque e deu boa dinâmica às jogadas ofensivas.
Na 2ª parte, entraram alguns dos titulares e o sentido da partida manteve-se. Criámos várias oportunidades, o Carlos Martins marcou um golão e o Nuno Gomes também facturou, mas as benesses na defesa não permitiram que vencêssemos a partida. Claro que algumas perdidas inacreditáveis no ataque também deram uma ajudinha. O resultado é muito injusto, porque a nossa superioridade foi evidente. No entanto, cometemos erros que nos custaram caro.
Termino falando do Roberto: sofreu três golos sem fazer uma única defesa. Dos jogadores que alinharam à sua frente só o David Luiz será titular, ainda está numa fase de adaptação e, verdade seja dita, não teve culpa evidente em nenhum dos golos. Mas presumo que o tenhamos contratado pela sua capacidade em fazer as chamadas “defesas impossíveis”. Por enquanto, ainda não vi nada que o Quim (de quem eu nem era particular fã) também não fizesse. Reservo a minha opinião definitiva para quando ele jogar com a defesa titular, mas gostaria que os outros guarda-redes também fossem tendo uma oportunidade. Nunca se sabe se vão ser precisos durante a época...
quarta-feira, julho 14, 2010
Goleada
Vencemos o Aris Salónica por 4-1 no 3º jogo em quatro dias. O resultado confirma uma melhoria exibicional da equipa, nomeadamente em termos atacantes. Mais do que os golos, gostei de algumas combinações entre os jogadores da frente, nomeadamente os suspeitos do costume (Aimar e Saviola) bem secundados pelo Kardec e Gaitan.
Ao invés, não gostei da maneira como defendemos, ao permitir muitos espaços ao ataque contrário. O problema não terá sido só da defesa em si, já que o Javi García ainda não está na sua melhor forma. O Sidnei fez uma partida desastrada, ao perder várias bolas em zonas proibidas. Quanto ao Roberto, fez uma óptima mancha a um atacante que lhe surgiu isolado, mas falhou escandalosamente um soco na bola na sequência de um canto. Felizmente, não estava nenhum avançado por trás dele. A rever, mas continuo preocupado…
Aparentemente não se magoou ninguém neste estágio na Suíça, denotámos algumas melhorias de jogo para jogo e ainda faltam os titulares que estiveram no Mundial. Temos razões para estar confiantes.
Ao invés, não gostei da maneira como defendemos, ao permitir muitos espaços ao ataque contrário. O problema não terá sido só da defesa em si, já que o Javi García ainda não está na sua melhor forma. O Sidnei fez uma partida desastrada, ao perder várias bolas em zonas proibidas. Quanto ao Roberto, fez uma óptima mancha a um atacante que lhe surgiu isolado, mas falhou escandalosamente um soco na bola na sequência de um canto. Felizmente, não estava nenhum avançado por trás dele. A rever, mas continuo preocupado…
Aparentemente não se magoou ninguém neste estágio na Suíça, denotámos algumas melhorias de jogo para jogo e ainda faltam os titulares que estiveram no Mundial. Temos razões para estar confiantes.
domingo, julho 11, 2010
O regresso do campeão
Os dois primeiros jogos da pré-temporada tiveram dois resultados distintos: vitória sobre os amadores do Monthey (3-0) e derrota com o Sion (1-2). Costuma dizer-se que os resultados não são o mais importante nesta altura, mas relembremo-nos que a magnífica pré-época do ano passado teve a consequência que teve... É, obviamente, sempre melhor ganhar.
Quanto à partida com os amadores suíços, não há muito a dizer. A diferença é abissal e foi com naturalidade que vencemos, lamentando apenas o facto de não termos marcado mais golos. Gostei de algumas movimentações do Jara, Gaitan e Fábio Faria (este especialmente quando foi para defesa-esquerdo). Os mais credenciados (Aimar, Saviola, Javi García, Carlos Martins) só entraram a meio da 2ª parte e, mesmo a jogar a meio-gás, a equipa melhorou.
Frente ao Sion já alinhou aquela que nesta altura pode considerar-se a equipa principal (embora muito desfalcada pela ausências dos mundialistas). Tivemos algumas jogadas interessantes, especialmente pelo Aimar e Saviola, mas com muita cerimónia na altura de rematar à baliza. O Gaitan entrou na 2ª parte e confirma-se que é bom de bola. Infelizmente a nota de maior destaque, e pela negativa, é para o nosso novo guarda-redes, Roberto, que deu dois frangos monumentais, que provocaram a derrota. Eu sei que estamos na pré-época, ele ainda está a conhecer os novos companheiros, a equipa, o treinador, a bola, etc., etc., mas espero sinceramente que o que vimos hoje não se volte a repetir. Por 8,5 milhões de euros exige-se muito mais. Espero que não tenhamos uma reedição dos Bossios e dos Morettos desta vida, com a agravante deste ter sido bastante mais caro. Por enquanto, tem o meu benefício da dúvida, obviamente, mas pagar tanto por um guarda-redes que nem no plantel do Atlético Madrid teve lugar, não é bom cartão de visita. Oxalá me engane redondamente...!
P.S. – Há coisas que definitivamente não entendo: que raio de cor é aquela para as camisolas dos guarda-redes?! Alguma mente brilhante acha que vai haver um único benfiquista a comprar uma camisola daquelas para os seus filhos?!
Quanto à partida com os amadores suíços, não há muito a dizer. A diferença é abissal e foi com naturalidade que vencemos, lamentando apenas o facto de não termos marcado mais golos. Gostei de algumas movimentações do Jara, Gaitan e Fábio Faria (este especialmente quando foi para defesa-esquerdo). Os mais credenciados (Aimar, Saviola, Javi García, Carlos Martins) só entraram a meio da 2ª parte e, mesmo a jogar a meio-gás, a equipa melhorou.
Frente ao Sion já alinhou aquela que nesta altura pode considerar-se a equipa principal (embora muito desfalcada pela ausências dos mundialistas). Tivemos algumas jogadas interessantes, especialmente pelo Aimar e Saviola, mas com muita cerimónia na altura de rematar à baliza. O Gaitan entrou na 2ª parte e confirma-se que é bom de bola. Infelizmente a nota de maior destaque, e pela negativa, é para o nosso novo guarda-redes, Roberto, que deu dois frangos monumentais, que provocaram a derrota. Eu sei que estamos na pré-época, ele ainda está a conhecer os novos companheiros, a equipa, o treinador, a bola, etc., etc., mas espero sinceramente que o que vimos hoje não se volte a repetir. Por 8,5 milhões de euros exige-se muito mais. Espero que não tenhamos uma reedição dos Bossios e dos Morettos desta vida, com a agravante deste ter sido bastante mais caro. Por enquanto, tem o meu benefício da dúvida, obviamente, mas pagar tanto por um guarda-redes que nem no plantel do Atlético Madrid teve lugar, não é bom cartão de visita. Oxalá me engane redondamente...!
P.S. – Há coisas que definitivamente não entendo: que raio de cor é aquela para as camisolas dos guarda-redes?! Alguma mente brilhante acha que vai haver um único benfiquista a comprar uma camisola daquelas para os seus filhos?!
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