domingo, agosto 08, 2010
Descer à terra
Perdemos a Supertaça com o CRAC (0-2) e deixámos escapar a possibilidade de conquistar o primeiro troféu oficial desta época. Foi uma derrota justa, mas que me custou bastante, porque não estava mesmo nada à espera dela. Estivemos a léguas do que já mostrámos nesta pré-época e espero que se tirem as ilações devidas deste desaire. O que de muito bom fizemos na temporada transacta é uma boa meta para ter em vista, mas neste momento é passado. Temos tudo para conquistar de novo agora. E é importantíssimo que ajudemos a matar o polvo conquistando mais um campeonato.
Entrámos pessimamente na partida e aos 3’ já perdíamos por 1-0. Erro clamoroso de marcação num canto e o Rolando cabeceou à vontade. Só demos um ar da nossa graça dos 30’ até ao intervalo, mas sem criar uma clara ocasião de golo. Na 2ª parte, voltámos a entrar mal e, o que é pior ainda, com alguns jogadores de cabeça perdida (David Luiz e Carlos Martins, por exemplo, poderiam ter sido expulsos). O CRAC chegou ao 2-0 na sequência de uma bola nossa perdida a meio-campo, que originou um contra-ataque vitorioso. Até final, tivemos a nossa melhor oportunidade, mas o Saviola isolado falhou o que seria o nosso golo de honra.
Individualmente, apesar do falhanço, o Saviola foi o melhor do Benfica. Ou, talvez seja correcto dizer, o menos mau. O Coentrão, a jogar a extremo-esquerdo, esteve razoável e não percebi a sua substituição. O David Luiz acaba por não estar isento de culpas nos golos, mas as suas subidas provocaram desequilíbrios que infelizmente não foram aproveitados pela equipa. No pólo negativo, sobressaem dois nomes: César Peixoto e Carlos Martins. Exibições pavorosas e não percebi porque é que não foram substituídos. A dúvida entre Airton e Javi García, pelo menos nos tempos mais próximos, ficou desfeita com esta partida. Claramente, o espanhol terá de ser titular. E, lamento imenso ter que dizer isto, mas o Roberto está a um pequeníssimo passo de ser o maior bluff da nossa história. Continua a não dar a mínima confiança à equipa, sai pessimamente aos cruzamentos e um guarda-redes que custa aquele preço tem que defender a bola do primeiro golo. Eu sei que o cabeceamento é muito à queima, mas foi precisamente para defender bolas daquelas que ele foi contratado. Acho que está na altura de assumir o erro (paciência, toda a gente tem direito a errar) e colocar rapidamente um dos outros dois na baliza antes que isto nos custe vitórias no campeonato. (Virei aqui de muito bom grado no final da época fazer o mea culpa, caso esteja, como desejo e muito, redondamente enganado.)
Esta partida deve fazer-nos pensar seriamente. Continuamos a ser o mais forte candidato ao título, não tenho a menor dúvida disso, mas precisamos urgentemente de dois extremos. Um para cada lado. Cada vez compreendo menos a decisão do empréstimo do Urreta. Era, de longe, o único cuja velocidade se assemelhava ao Di María e também não é nada mau tecnicamente. Por outro lado, a venda do Ramires foi boa em termos financeiros, mas não vai ser nada fácil substituí-lo no campo. E é imperativo fazê-lo, já que o Carlos Martins não pode jogar no lado direito, porque não defende nada e deixa o lateral completamente abandonado.
Errar é humano e o Jorge Jesus também não esteve bem neste jogo. Se ainda posso entender a táctica inicial de 4-1-3-2, que tão bons resultados deu na temporada anterior (é pertinente o reparo de “então, porque é que andou a treinar o 4-3-3 nos últimos jogos?”, mas esperava que, como todos os jogadores de campo já cá estavam no ano passado, ainda se lembrassem dos automatismos, o que infelizmente não aconteceu), já não compreendi a leitura que ele fez do jogo, especialmente nas substituições: deixar as nulidades do Peixoto e Martins em campo e tirar o Aimar e Coentrão esteve longe de ser uma boa decisão. Outro aspecto a rever é a atitude de alguns jogadores dentro do campo. Podemos agradecer ao Sr. João Ferreira o facto de termos terminado o jogo com 11 jogadores. Não posso compreender, nem admitir, a cabeça perdida que alguns revelaram.
Um último aspecto relevante que me relembrou, e bem, o meu amigo Leão Eça Cana: fazer três jogos em 96 horas e só ter quatro dias de descanso para a primeira partida oficial (ou seja, quatro jogos em oito dias), frente a um rival directo e portanto importantíssima de ser ganha, é algo que não se percebe. Recordo que no ano passado tivemos uma semana de descanso antes da primeira partida oficial. Isto terá de ser obrigatoriamente revisto na próxima pré-temporada. Esta má planificação poder-nos-á ter custado a vitória nesta Supertaça, já que foi visível que fisicamente não estivemos ao melhor nível.
Entrámos pessimamente na partida e aos 3’ já perdíamos por 1-0. Erro clamoroso de marcação num canto e o Rolando cabeceou à vontade. Só demos um ar da nossa graça dos 30’ até ao intervalo, mas sem criar uma clara ocasião de golo. Na 2ª parte, voltámos a entrar mal e, o que é pior ainda, com alguns jogadores de cabeça perdida (David Luiz e Carlos Martins, por exemplo, poderiam ter sido expulsos). O CRAC chegou ao 2-0 na sequência de uma bola nossa perdida a meio-campo, que originou um contra-ataque vitorioso. Até final, tivemos a nossa melhor oportunidade, mas o Saviola isolado falhou o que seria o nosso golo de honra.
Individualmente, apesar do falhanço, o Saviola foi o melhor do Benfica. Ou, talvez seja correcto dizer, o menos mau. O Coentrão, a jogar a extremo-esquerdo, esteve razoável e não percebi a sua substituição. O David Luiz acaba por não estar isento de culpas nos golos, mas as suas subidas provocaram desequilíbrios que infelizmente não foram aproveitados pela equipa. No pólo negativo, sobressaem dois nomes: César Peixoto e Carlos Martins. Exibições pavorosas e não percebi porque é que não foram substituídos. A dúvida entre Airton e Javi García, pelo menos nos tempos mais próximos, ficou desfeita com esta partida. Claramente, o espanhol terá de ser titular. E, lamento imenso ter que dizer isto, mas o Roberto está a um pequeníssimo passo de ser o maior bluff da nossa história. Continua a não dar a mínima confiança à equipa, sai pessimamente aos cruzamentos e um guarda-redes que custa aquele preço tem que defender a bola do primeiro golo. Eu sei que o cabeceamento é muito à queima, mas foi precisamente para defender bolas daquelas que ele foi contratado. Acho que está na altura de assumir o erro (paciência, toda a gente tem direito a errar) e colocar rapidamente um dos outros dois na baliza antes que isto nos custe vitórias no campeonato. (Virei aqui de muito bom grado no final da época fazer o mea culpa, caso esteja, como desejo e muito, redondamente enganado.)
Esta partida deve fazer-nos pensar seriamente. Continuamos a ser o mais forte candidato ao título, não tenho a menor dúvida disso, mas precisamos urgentemente de dois extremos. Um para cada lado. Cada vez compreendo menos a decisão do empréstimo do Urreta. Era, de longe, o único cuja velocidade se assemelhava ao Di María e também não é nada mau tecnicamente. Por outro lado, a venda do Ramires foi boa em termos financeiros, mas não vai ser nada fácil substituí-lo no campo. E é imperativo fazê-lo, já que o Carlos Martins não pode jogar no lado direito, porque não defende nada e deixa o lateral completamente abandonado.
Errar é humano e o Jorge Jesus também não esteve bem neste jogo. Se ainda posso entender a táctica inicial de 4-1-3-2, que tão bons resultados deu na temporada anterior (é pertinente o reparo de “então, porque é que andou a treinar o 4-3-3 nos últimos jogos?”, mas esperava que, como todos os jogadores de campo já cá estavam no ano passado, ainda se lembrassem dos automatismos, o que infelizmente não aconteceu), já não compreendi a leitura que ele fez do jogo, especialmente nas substituições: deixar as nulidades do Peixoto e Martins em campo e tirar o Aimar e Coentrão esteve longe de ser uma boa decisão. Outro aspecto a rever é a atitude de alguns jogadores dentro do campo. Podemos agradecer ao Sr. João Ferreira o facto de termos terminado o jogo com 11 jogadores. Não posso compreender, nem admitir, a cabeça perdida que alguns revelaram.
Um último aspecto relevante que me relembrou, e bem, o meu amigo Leão Eça Cana: fazer três jogos em 96 horas e só ter quatro dias de descanso para a primeira partida oficial (ou seja, quatro jogos em oito dias), frente a um rival directo e portanto importantíssima de ser ganha, é algo que não se percebe. Recordo que no ano passado tivemos uma semana de descanso antes da primeira partida oficial. Isto terá de ser obrigatoriamente revisto na próxima pré-temporada. Esta má planificação poder-nos-á ter custado a vitória nesta Supertaça, já que foi visível que fisicamente não estivemos ao melhor nível.
quarta-feira, agosto 04, 2010
Derrota na Eusébio Cup
Perdemos com o Tottenham (0-1) e deixámos escapar a oportunidade de fazer o pleno nos troféus de pré-época. Foi uma partida perante o 4º classificado do campeonato inglês e em que acusámos o esforço de ter que fazer três jogos em cinco dias. Não apresentámos a velocidade dos encontros anteriores, embora tenhamos sido a equipa que mais oportunidades criou.
Voltámos a apresentar a tal espécie de 4-3-3, com o Saviola, Cardozo e Jara no ataque, e na 1ª parte conseguimos algumas (poucas) boas combinações atacantes, mas infelizmente a pontaria não esteve afinada. O Carlos Martins destacou-se nos remates que fez, mas o guarda-redes contrário também se opôs bem a alguns deles. Na 2ª parte, sofremos o golo bastante cedo (55’) e depois com as substituições que fizeram com que entrassem todos os jogadores do plantel que estavam disponíveis, a nossa qualidade de jogo diminui naturalmente. Mesmo assim, num ou noutro lance poderíamos ter empatado e levado a decisão da Eusébio Cup para os penalties, como nas duas primeiras edições. Assim não aconteceu e acabámos por sofrer uma derrota no nosso Estádio, o que é sempre de lamentar mesmo em jogos particulares.
Individualmente é difícil destacar um jogador, porque houve 22 que entraram em campo, mas posso dizer que continuo a gostar da capacidade de luta do Jara, da dinâmica do Coentrão e David Luiz, e da visão de jogo do Aimar. O Kardec voltou a entrar bem na equipa. No entanto, foi um Benfica menos forte que vimos nesta partida, o que fez com que as individualidades também não sobressaíssem como de costume.
No próximo Sábado, teremos um jogo muito importante para que iniciemos a época oficial com uma conquista. Será fundamental ganhar ao CRAC para que esta cultura de vitórias seja cada vez mais apreendida pelos jogadores. E para demonstramos mais uma vez a toda a gente que somos a melhor equipa portuguesa.
Voltámos a apresentar a tal espécie de 4-3-3, com o Saviola, Cardozo e Jara no ataque, e na 1ª parte conseguimos algumas (poucas) boas combinações atacantes, mas infelizmente a pontaria não esteve afinada. O Carlos Martins destacou-se nos remates que fez, mas o guarda-redes contrário também se opôs bem a alguns deles. Na 2ª parte, sofremos o golo bastante cedo (55’) e depois com as substituições que fizeram com que entrassem todos os jogadores do plantel que estavam disponíveis, a nossa qualidade de jogo diminui naturalmente. Mesmo assim, num ou noutro lance poderíamos ter empatado e levado a decisão da Eusébio Cup para os penalties, como nas duas primeiras edições. Assim não aconteceu e acabámos por sofrer uma derrota no nosso Estádio, o que é sempre de lamentar mesmo em jogos particulares.
Individualmente é difícil destacar um jogador, porque houve 22 que entraram em campo, mas posso dizer que continuo a gostar da capacidade de luta do Jara, da dinâmica do Coentrão e David Luiz, e da visão de jogo do Aimar. O Kardec voltou a entrar bem na equipa. No entanto, foi um Benfica menos forte que vimos nesta partida, o que fez com que as individualidades também não sobressaíssem como de costume.
No próximo Sábado, teremos um jogo muito importante para que iniciemos a época oficial com uma conquista. Será fundamental ganhar ao CRAC para que esta cultura de vitórias seja cada vez mais apreendida pelos jogadores. E para demonstramos mais uma vez a toda a gente que somos a melhor equipa portuguesa.
segunda-feira, agosto 02, 2010
Soma e segue
Uns magníficos 60’ garantiram-nos mais uma goleada (4-1) perante o Aston Villa, 6º classificado do último campeonato inglês. Conquistámos assim pela 4ª vez o Torneio do Guadiana.
Tal como disse o Jorge Jesus no final, foi a melhor exibição do Benfica na pré-época. Futebol bastante dinâmico desde o início, óptimas movimentações e objectividade na procura da baliza reduziram o Aston Villa a uma equipa vulgar. Alinhámos com três avançados (Cardozo, Saviola e Jara) na tal variante do 4-4-2 do ano passado, mas que o Jesus não quer baptizar... :-) Marcámos três golos na 1ª parte (David Luiz, Saviola e o inevitável Cardozo) e outro logo no início da 2ª (bis do Saviola) que nos garantiram um jogo descansado, em que o maior ponto de interesse era ver quantos mais golos seríamos capazes de marcar. Com as substituições do Aimar, Saviola e Cardozo e o resultado feito, a equipa baixou naturalmente de rendimento e ainda sofremos um golo numa desatenção defensiva que não belisca minimamente a nossa exibição.
Individualmente, há que destacar o Jara. Teve participação directa em três dos quatro golos, raramente dá um lance por perdido, farta-se de pressionar os defesas contrários, é rápido a executar e remata bem. Ou muito me engano, ou temos ali jogador. O Saviola, apesar de um começo de partida menos bom (alguns passes e recepções falhadas), estava no sítio certo quando se tratou de meter a bola lá dentro. E só o poste o impediu de um hat-trick. O Cardozo lá meteu mais um golão na sequência de um livre indirecto, em que o facto de haver dois jogadores a simular (Aimar e Carlos Martins) confundiu os ingleses. E, a propósito de Carlos Martins, é dos jogadores em melhor forma neste início de época. Joga sempre para a frente e está mais objectivo. Quanto ao Coentrão e David Luiz, continuam os mesmos: excelentes!
Mais uma ponte do Guadiana para o nosso museu e agora só temos de ganhar a Eusébio Cup no nosso estádio para fazermos o pleno dos troféus de pré-temporada. Mas o mais importante é que conquistemos o primeiro troféu oficial, a Supertaça, daqui a menos de uma semana frente ao CRAC.
Tal como disse o Jorge Jesus no final, foi a melhor exibição do Benfica na pré-época. Futebol bastante dinâmico desde o início, óptimas movimentações e objectividade na procura da baliza reduziram o Aston Villa a uma equipa vulgar. Alinhámos com três avançados (Cardozo, Saviola e Jara) na tal variante do 4-4-2 do ano passado, mas que o Jesus não quer baptizar... :-) Marcámos três golos na 1ª parte (David Luiz, Saviola e o inevitável Cardozo) e outro logo no início da 2ª (bis do Saviola) que nos garantiram um jogo descansado, em que o maior ponto de interesse era ver quantos mais golos seríamos capazes de marcar. Com as substituições do Aimar, Saviola e Cardozo e o resultado feito, a equipa baixou naturalmente de rendimento e ainda sofremos um golo numa desatenção defensiva que não belisca minimamente a nossa exibição.
Individualmente, há que destacar o Jara. Teve participação directa em três dos quatro golos, raramente dá um lance por perdido, farta-se de pressionar os defesas contrários, é rápido a executar e remata bem. Ou muito me engano, ou temos ali jogador. O Saviola, apesar de um começo de partida menos bom (alguns passes e recepções falhadas), estava no sítio certo quando se tratou de meter a bola lá dentro. E só o poste o impediu de um hat-trick. O Cardozo lá meteu mais um golão na sequência de um livre indirecto, em que o facto de haver dois jogadores a simular (Aimar e Carlos Martins) confundiu os ingleses. E, a propósito de Carlos Martins, é dos jogadores em melhor forma neste início de época. Joga sempre para a frente e está mais objectivo. Quanto ao Coentrão e David Luiz, continuam os mesmos: excelentes!
Mais uma ponte do Guadiana para o nosso museu e agora só temos de ganhar a Eusébio Cup no nosso estádio para fazermos o pleno dos troféus de pré-temporada. Mas o mais importante é que conquistemos o primeiro troféu oficial, a Supertaça, daqui a menos de uma semana frente ao CRAC.
sábado, julho 31, 2010
Goleada ao Feyenoord
Vencemos os holandeses (4-1) e estamos bem lançados para conquistar o Torneio do Guadiana pela 4ª vez. Foi um jogo com duas partes bem diferentes, em que fomos para o intervalo a perder e demos a volta no 2º tempo (curioso que esta época já não é a primeira reviravolta que conseguimos).
Tendo visto mais uma vez o jogo num restaurante, com barulho e sem som da TV, pode ter-me escapado alguma coisa, mas pareceu-me que entrámos muito mal na partida, não só pelo golo sofrido logo aos 3’, numa incrível falha do Rúben Amorim, como ainda pela demora em nos recompormos desse mesmo golo. Mesmo assim, ainda atirámos uma bola ao poste pelo David Luiz e tivemos outra boa oportunidade pelo Coentrão.
Na 2ª parte, as coisas melhoraram imenso. Saíram o Aimar, Javi García, Carlos Martins e Kardec e entraram o Jara, Airton, Cardozo e Ramires. O Feyenoord baqueou fisicamente e o jogo foi todo nosso. Enviámos mais duas bolas aos postes (Cardozo e outra do David Luiz) e marcámos quatro golos (dois do Cardozo, Felipe Menezes e Rúben Amorim). Foram 45’ de encher o olho e o resultado poderia ter atingido números ainda mais expressivos. Além disso, ainda deu para ver o Roberto fazer uma defesa magnífica que evitou o 1-2 na altura. Ao 6º jogo, faz a primeira grande defesa que salva um golo, espero que seja apenas o início de muitas mais.
Individualmente, tenho que destacar o Cardozo, como é óbvio (a propósito, leiam isto também da minha autoria): um bis, uma bola ao poste e uma assistência para o golo do Amorim, tornam-no a figura da partida. E ainda marcou um dos penalties no final para o possível desempate. O David Luiz esteve imperial e ainda atirou duas bolas aos postes. O Jara mostrou-se bastante esforçado, como é seu timbre, e ainda proporcionou ao guarda-redes uma óptima defesa. Uma última palavra para o Coentrão, que hoje jogou a extremo-esquerdo durante grande parte do encontro e demonstrou que continua uma opção muito válida para aquele lugar.
Caso o Aston Villa não supere o nosso resultado frente ao Feyenoord, bastar-nos-á um empate no Domingo para conquistar mais um troféu. Mas claro que não passa pela cabeça de ninguém outra coisa que não seja mais uma vitória.
Tendo visto mais uma vez o jogo num restaurante, com barulho e sem som da TV, pode ter-me escapado alguma coisa, mas pareceu-me que entrámos muito mal na partida, não só pelo golo sofrido logo aos 3’, numa incrível falha do Rúben Amorim, como ainda pela demora em nos recompormos desse mesmo golo. Mesmo assim, ainda atirámos uma bola ao poste pelo David Luiz e tivemos outra boa oportunidade pelo Coentrão.
Na 2ª parte, as coisas melhoraram imenso. Saíram o Aimar, Javi García, Carlos Martins e Kardec e entraram o Jara, Airton, Cardozo e Ramires. O Feyenoord baqueou fisicamente e o jogo foi todo nosso. Enviámos mais duas bolas aos postes (Cardozo e outra do David Luiz) e marcámos quatro golos (dois do Cardozo, Felipe Menezes e Rúben Amorim). Foram 45’ de encher o olho e o resultado poderia ter atingido números ainda mais expressivos. Além disso, ainda deu para ver o Roberto fazer uma defesa magnífica que evitou o 1-2 na altura. Ao 6º jogo, faz a primeira grande defesa que salva um golo, espero que seja apenas o início de muitas mais.
Individualmente, tenho que destacar o Cardozo, como é óbvio (a propósito, leiam isto também da minha autoria): um bis, uma bola ao poste e uma assistência para o golo do Amorim, tornam-no a figura da partida. E ainda marcou um dos penalties no final para o possível desempate. O David Luiz esteve imperial e ainda atirou duas bolas aos postes. O Jara mostrou-se bastante esforçado, como é seu timbre, e ainda proporcionou ao guarda-redes uma óptima defesa. Uma última palavra para o Coentrão, que hoje jogou a extremo-esquerdo durante grande parte do encontro e demonstrou que continua uma opção muito válida para aquele lugar.
Caso o Aston Villa não supere o nosso resultado frente ao Feyenoord, bastar-nos-á um empate no Domingo para conquistar mais um troféu. Mas claro que não passa pela cabeça de ninguém outra coisa que não seja mais uma vitória.
quarta-feira, julho 28, 2010
Albufeira
Vencemos o Sunderland (2-0) e conquistámos o Albufeira Summer Cup. Independentemente do nome do troféu, o que interessa é que continuamos a ganhar na pré-temporada e assistimos com agrado à evolução da equipa.
Na 1ª parte, o Jesus fez alinhar a defesa titular (com excepção do guarda-redes) e um meio-campo onde, em princípio, só o Javi García e o Cardozo serão titulares, e na 2ª parte substituiu o meio-campo todo e fez entrar Aimar, Saviola & Cia. Curiosamente, não se notou uma grande diferença em termos atacantes da 1ª para a 2ª parte, o que só abona a favor do nosso plantel. Marcámos um golo em cada período, pelo inevitável Cardozo (grande cruzamento do Coentrão) e mais um do Carlos Martins, que deve ser dos poucos jogadores para quem a Jabulani já não tem segredos.
Gostei da dinâmica da equipa em ambas as partes e individualmente destaco o Coentrão (cada vez melhor), o Cardozo (muito rematador e empenhado) e o Carlos Martins. Como vi o jogo num restaurante enquanto jantava, admito que me possam ter escapado alguns pormenores, mas pareceu-me que a partida esteve sempre controlada. Pela 1ª vez nos jogos da pré-época, o Roberto não alinhou, mas o Júlio César e Moreira acabaram por não ter muito trabalho. De qualquer maneira, acho que nesta altura estes dois dão mais garantias que o espanhol. Se eu quisesse ser mauzinho, diria que foi a melhor exibição do Roberto desde que chegou ao Benfica... :-)
Na próxima 6ª feira, iniciamos o Torneio do Guadiana com o Feyenoord e espero que continuemos na senda das vitórias e das boas exibições.
Na 1ª parte, o Jesus fez alinhar a defesa titular (com excepção do guarda-redes) e um meio-campo onde, em princípio, só o Javi García e o Cardozo serão titulares, e na 2ª parte substituiu o meio-campo todo e fez entrar Aimar, Saviola & Cia. Curiosamente, não se notou uma grande diferença em termos atacantes da 1ª para a 2ª parte, o que só abona a favor do nosso plantel. Marcámos um golo em cada período, pelo inevitável Cardozo (grande cruzamento do Coentrão) e mais um do Carlos Martins, que deve ser dos poucos jogadores para quem a Jabulani já não tem segredos.
Gostei da dinâmica da equipa em ambas as partes e individualmente destaco o Coentrão (cada vez melhor), o Cardozo (muito rematador e empenhado) e o Carlos Martins. Como vi o jogo num restaurante enquanto jantava, admito que me possam ter escapado alguns pormenores, mas pareceu-me que a partida esteve sempre controlada. Pela 1ª vez nos jogos da pré-época, o Roberto não alinhou, mas o Júlio César e Moreira acabaram por não ter muito trabalho. De qualquer maneira, acho que nesta altura estes dois dão mais garantias que o espanhol. Se eu quisesse ser mauzinho, diria que foi a melhor exibição do Roberto desde que chegou ao Benfica... :-)
Na próxima 6ª feira, iniciamos o Torneio do Guadiana com o Feyenoord e espero que continuemos na senda das vitórias e das boas exibições.
domingo, julho 25, 2010
Apresentação
Vencemos o Mónaco (3-2) no jogo de apresentação da equipa aos sócios. Foi uma partida que demonstrou mais uma vez as virtudes e os defeitos que vimos evidenciando nesta pré-época: bom jogo atacante e problemas defensivos.
Três viagens Lisboa – Algarve em pouco mais de 24h, 60€ de gasolina e 40€ de portagens foi o que me custou esta partida, mas pelo Benfica tudo vale a pena. Foi uma partida agradável, já que o Mónaco também mostrou que sabe atacar e com duas reviravoltas no marcador. Fizemos um 1-0 numa boa cabeçada do Airton na sequência de um canto do Aimar, mas chegámos ao intervalo a perder. Na 2ª parte, com as entradas do Javi García, Coentrão e Cardozo conseguimos dar a volta ao resultado (golos do Aimar e Tacuara) e alcançámos uma vitória justa.
Em termos individuais, o Coentrão nem parece que tem só uma semana de treinos, voltei a gostar das movimentações do Kardec, o Carlos Martins está em boa forma, mas terá de aprender a não responder a provocações de adversários (embora eu esteja convencido que seja mais fácil o CRAC ser um clube honesto e que honre o desporto...) e o Aimar marcou um golão. Vimos finalmente os outros guarda-redes do plantel em acção e tanto o Júlio César como o Moreira dão mais segurança à defesa neste momento que o Roberto. Mais dois golos sofridos (no primeiro acho que poderia ter saído mais da baliza) e algumas hesitações a sair dos postes é o balanço da sua actuação. Não teve culpas directas nos golos, mas é visível que a equipa não se sente à vontade com ele. Temos aqui um grande problema.
Até ao próximo Domingo teremos mais três jogos e poderemos confirmar a evolução da equipa. Por todas as razões e mais algumas, é fundamental entrarmos na época a ganhar e consequentemente a conquista da Supertaça é imperativa.
Três viagens Lisboa – Algarve em pouco mais de 24h, 60€ de gasolina e 40€ de portagens foi o que me custou esta partida, mas pelo Benfica tudo vale a pena. Foi uma partida agradável, já que o Mónaco também mostrou que sabe atacar e com duas reviravoltas no marcador. Fizemos um 1-0 numa boa cabeçada do Airton na sequência de um canto do Aimar, mas chegámos ao intervalo a perder. Na 2ª parte, com as entradas do Javi García, Coentrão e Cardozo conseguimos dar a volta ao resultado (golos do Aimar e Tacuara) e alcançámos uma vitória justa.
Em termos individuais, o Coentrão nem parece que tem só uma semana de treinos, voltei a gostar das movimentações do Kardec, o Carlos Martins está em boa forma, mas terá de aprender a não responder a provocações de adversários (embora eu esteja convencido que seja mais fácil o CRAC ser um clube honesto e que honre o desporto...) e o Aimar marcou um golão. Vimos finalmente os outros guarda-redes do plantel em acção e tanto o Júlio César como o Moreira dão mais segurança à defesa neste momento que o Roberto. Mais dois golos sofridos (no primeiro acho que poderia ter saído mais da baliza) e algumas hesitações a sair dos postes é o balanço da sua actuação. Não teve culpas directas nos golos, mas é visível que a equipa não se sente à vontade com ele. Temos aqui um grande problema.
Até ao próximo Domingo teremos mais três jogos e poderemos confirmar a evolução da equipa. Por todas as razões e mais algumas, é fundamental entrarmos na época a ganhar e consequentemente a conquista da Supertaça é imperativa.
segunda-feira, julho 19, 2010
Mais do mesmo
Vencemos o V. Guimarães com um resultado de futsal (5-3) e, pelo 3º ano consecutivo, conquistámos o torneio da cidade. Foi uma vitória justíssima e voltámos a exibir um agradável futebol atacante. No entanto, se os oito golos marcados são motivo de regozijo, os seis golos sofridos devem preocupar-nos. De consolo resta-nos pensar que, da defesa titular, só David Luiz é que está disponível neste momento.
Tivemos uma entrada em jogo brilhante e aos 9’ já ganhávamos 2-0. Excelentes jogadas colectivas resultaram nos golos do Kardec (óptimo cabeceamento) e Saviola (remate de primeira após assistência do Kardec). O V. Guimarães reduziu aos 34’ na sequência de um canto, em que o Roberto, depois de fazer uma defesa muito boa na jogada anterior, deu mais uma casa ao socar na atmosfera e permitir um cabeceamento vitorioso. Até ao intervalo, voltámos a assumir o comando da partida, mas não conseguimos marcar mais.
Problema corrigido na 2ª parte, em que entrámos de rompante e marcámos por duas vezes: golões do Kardec (grande movimentação na área) e Jara (remate fora da área). Conseguimos três golos de vantagem e antevia-se uma goleada a fazer lembrar a época passada, porque a equipa não dava mostrar de abrandar. Infelizmente, o Roberto entrou novamente em acção ao falhar a intercepção noutro livre para a área e permitir o 2-4. Só que o Carlos Martins repôs a diferença pouco depois ao marcar mais um golão de livre. Estávamos a 20’ do fim e, em princípio, o jogo estava ganho. Assim foi, de facto, mas não sem antes o V. Guimarães ter feito mais um golo de canto, num lance em que também me pareceu que o Roberto poderia ter feito mais (ainda tocou na bola).
Este jogo confirmou o trajecto feito nesta pré-época: de positivo há a realçar as combinações atacantes que só têm tendência a melhorar com o decorrer da temporada e a manutenção da veia goleadora da época anterior. Apesar de o Jorge Jesus ter dito que as movimentações defensivas não foram treinadas por causa da ausência dos mundialistas, há que ter em atenção isso, porque tantos golos sofridos não é normal.
Quanto à questão do momento, o Roberto, este jogo deixou-me algumas certezas: se ele tivesse feito no Saragoça o que já fez no Benfica, de certeza que não estaria cá. Portanto, continuo à espera que ele mostre o que realmente vale. Não acredito que seja assim tão pouco. Dito isto, o Jorge Jesus lá saberá o que fazer, mas neste momento parece-me contraproducente insistir nele. Até para o proteger. Demonstra uma terrível falta de confiança que o afecta não só a ele, como contagia a equipa também. Os defesas até já evitam passar-lhe a bola. Por enquanto, estamos só na pré-época e até ganhámos um torneio apesar das exibições dele, mas como diz um amigo meu, criámos um problema onde não tínhamos nenhum. Ele foi caríssimo, há que justificar o investimento, mas por alguma razão temos mais dois outros guarda-redes no plantel. Nesta altura, acho melhor preservá-lo um pouco. Até o Casillas foi suplente a determinada altura (2001/02) no Real Madrid. Pior do que errar é insistir no erro.
Tivemos uma entrada em jogo brilhante e aos 9’ já ganhávamos 2-0. Excelentes jogadas colectivas resultaram nos golos do Kardec (óptimo cabeceamento) e Saviola (remate de primeira após assistência do Kardec). O V. Guimarães reduziu aos 34’ na sequência de um canto, em que o Roberto, depois de fazer uma defesa muito boa na jogada anterior, deu mais uma casa ao socar na atmosfera e permitir um cabeceamento vitorioso. Até ao intervalo, voltámos a assumir o comando da partida, mas não conseguimos marcar mais.
Problema corrigido na 2ª parte, em que entrámos de rompante e marcámos por duas vezes: golões do Kardec (grande movimentação na área) e Jara (remate fora da área). Conseguimos três golos de vantagem e antevia-se uma goleada a fazer lembrar a época passada, porque a equipa não dava mostrar de abrandar. Infelizmente, o Roberto entrou novamente em acção ao falhar a intercepção noutro livre para a área e permitir o 2-4. Só que o Carlos Martins repôs a diferença pouco depois ao marcar mais um golão de livre. Estávamos a 20’ do fim e, em princípio, o jogo estava ganho. Assim foi, de facto, mas não sem antes o V. Guimarães ter feito mais um golo de canto, num lance em que também me pareceu que o Roberto poderia ter feito mais (ainda tocou na bola).
Este jogo confirmou o trajecto feito nesta pré-época: de positivo há a realçar as combinações atacantes que só têm tendência a melhorar com o decorrer da temporada e a manutenção da veia goleadora da época anterior. Apesar de o Jorge Jesus ter dito que as movimentações defensivas não foram treinadas por causa da ausência dos mundialistas, há que ter em atenção isso, porque tantos golos sofridos não é normal.
Quanto à questão do momento, o Roberto, este jogo deixou-me algumas certezas: se ele tivesse feito no Saragoça o que já fez no Benfica, de certeza que não estaria cá. Portanto, continuo à espera que ele mostre o que realmente vale. Não acredito que seja assim tão pouco. Dito isto, o Jorge Jesus lá saberá o que fazer, mas neste momento parece-me contraproducente insistir nele. Até para o proteger. Demonstra uma terrível falta de confiança que o afecta não só a ele, como contagia a equipa também. Os defesas até já evitam passar-lhe a bola. Por enquanto, estamos só na pré-época e até ganhámos um torneio apesar das exibições dele, mas como diz um amigo meu, criámos um problema onde não tínhamos nenhum. Ele foi caríssimo, há que justificar o investimento, mas por alguma razão temos mais dois outros guarda-redes no plantel. Nesta altura, acho melhor preservá-lo um pouco. Até o Casillas foi suplente a determinada altura (2001/02) no Real Madrid. Pior do que errar é insistir no erro.
domingo, julho 18, 2010
Groningen
Empatámos frente aos holandeses (3-3) e teremos de vencer o V. Guimarães para voltar a conquistar o torneio da cidade. Esta partida confirmou as anteriores, no sentido de a equipa estar a melhorar a nível ofensivo, mas ainda muito limitada na defesa principalmente pela falta dos mundialistas.
Entrámos em campo com uma equipa relativamente secundária, mas gostei de algumas jogadas que vi. Sofremos um golo muito cedo, mas respondemos logo a seguir pelo Kardec. Tivemos algumas oportunidades e poderíamos ter ido para intervalo com o jogo ganho, caso não nos fosse anulado escandalosamente um golo por fora-de-jogo inexistente e sonegado um penalty sobre o Jara. O Kardec fez uma boa 1ª parte, o Gaitan cada vez me deixa menos dúvidas quanto à sua qualidade e o Jara é muito lutador, mas precisa de melhorar o remate. O Carlos Martins também esteve em destaque e deu boa dinâmica às jogadas ofensivas.
Na 2ª parte, entraram alguns dos titulares e o sentido da partida manteve-se. Criámos várias oportunidades, o Carlos Martins marcou um golão e o Nuno Gomes também facturou, mas as benesses na defesa não permitiram que vencêssemos a partida. Claro que algumas perdidas inacreditáveis no ataque também deram uma ajudinha. O resultado é muito injusto, porque a nossa superioridade foi evidente. No entanto, cometemos erros que nos custaram caro.
Termino falando do Roberto: sofreu três golos sem fazer uma única defesa. Dos jogadores que alinharam à sua frente só o David Luiz será titular, ainda está numa fase de adaptação e, verdade seja dita, não teve culpa evidente em nenhum dos golos. Mas presumo que o tenhamos contratado pela sua capacidade em fazer as chamadas “defesas impossíveis”. Por enquanto, ainda não vi nada que o Quim (de quem eu nem era particular fã) também não fizesse. Reservo a minha opinião definitiva para quando ele jogar com a defesa titular, mas gostaria que os outros guarda-redes também fossem tendo uma oportunidade. Nunca se sabe se vão ser precisos durante a época...
Entrámos em campo com uma equipa relativamente secundária, mas gostei de algumas jogadas que vi. Sofremos um golo muito cedo, mas respondemos logo a seguir pelo Kardec. Tivemos algumas oportunidades e poderíamos ter ido para intervalo com o jogo ganho, caso não nos fosse anulado escandalosamente um golo por fora-de-jogo inexistente e sonegado um penalty sobre o Jara. O Kardec fez uma boa 1ª parte, o Gaitan cada vez me deixa menos dúvidas quanto à sua qualidade e o Jara é muito lutador, mas precisa de melhorar o remate. O Carlos Martins também esteve em destaque e deu boa dinâmica às jogadas ofensivas.
Na 2ª parte, entraram alguns dos titulares e o sentido da partida manteve-se. Criámos várias oportunidades, o Carlos Martins marcou um golão e o Nuno Gomes também facturou, mas as benesses na defesa não permitiram que vencêssemos a partida. Claro que algumas perdidas inacreditáveis no ataque também deram uma ajudinha. O resultado é muito injusto, porque a nossa superioridade foi evidente. No entanto, cometemos erros que nos custaram caro.
Termino falando do Roberto: sofreu três golos sem fazer uma única defesa. Dos jogadores que alinharam à sua frente só o David Luiz será titular, ainda está numa fase de adaptação e, verdade seja dita, não teve culpa evidente em nenhum dos golos. Mas presumo que o tenhamos contratado pela sua capacidade em fazer as chamadas “defesas impossíveis”. Por enquanto, ainda não vi nada que o Quim (de quem eu nem era particular fã) também não fizesse. Reservo a minha opinião definitiva para quando ele jogar com a defesa titular, mas gostaria que os outros guarda-redes também fossem tendo uma oportunidade. Nunca se sabe se vão ser precisos durante a época...
quarta-feira, julho 14, 2010
Goleada
Vencemos o Aris Salónica por 4-1 no 3º jogo em quatro dias. O resultado confirma uma melhoria exibicional da equipa, nomeadamente em termos atacantes. Mais do que os golos, gostei de algumas combinações entre os jogadores da frente, nomeadamente os suspeitos do costume (Aimar e Saviola) bem secundados pelo Kardec e Gaitan.
Ao invés, não gostei da maneira como defendemos, ao permitir muitos espaços ao ataque contrário. O problema não terá sido só da defesa em si, já que o Javi García ainda não está na sua melhor forma. O Sidnei fez uma partida desastrada, ao perder várias bolas em zonas proibidas. Quanto ao Roberto, fez uma óptima mancha a um atacante que lhe surgiu isolado, mas falhou escandalosamente um soco na bola na sequência de um canto. Felizmente, não estava nenhum avançado por trás dele. A rever, mas continuo preocupado…
Aparentemente não se magoou ninguém neste estágio na Suíça, denotámos algumas melhorias de jogo para jogo e ainda faltam os titulares que estiveram no Mundial. Temos razões para estar confiantes.
Ao invés, não gostei da maneira como defendemos, ao permitir muitos espaços ao ataque contrário. O problema não terá sido só da defesa em si, já que o Javi García ainda não está na sua melhor forma. O Sidnei fez uma partida desastrada, ao perder várias bolas em zonas proibidas. Quanto ao Roberto, fez uma óptima mancha a um atacante que lhe surgiu isolado, mas falhou escandalosamente um soco na bola na sequência de um canto. Felizmente, não estava nenhum avançado por trás dele. A rever, mas continuo preocupado…
Aparentemente não se magoou ninguém neste estágio na Suíça, denotámos algumas melhorias de jogo para jogo e ainda faltam os titulares que estiveram no Mundial. Temos razões para estar confiantes.
domingo, julho 11, 2010
O regresso do campeão
Os dois primeiros jogos da pré-temporada tiveram dois resultados distintos: vitória sobre os amadores do Monthey (3-0) e derrota com o Sion (1-2). Costuma dizer-se que os resultados não são o mais importante nesta altura, mas relembremo-nos que a magnífica pré-época do ano passado teve a consequência que teve... É, obviamente, sempre melhor ganhar.
Quanto à partida com os amadores suíços, não há muito a dizer. A diferença é abissal e foi com naturalidade que vencemos, lamentando apenas o facto de não termos marcado mais golos. Gostei de algumas movimentações do Jara, Gaitan e Fábio Faria (este especialmente quando foi para defesa-esquerdo). Os mais credenciados (Aimar, Saviola, Javi García, Carlos Martins) só entraram a meio da 2ª parte e, mesmo a jogar a meio-gás, a equipa melhorou.
Frente ao Sion já alinhou aquela que nesta altura pode considerar-se a equipa principal (embora muito desfalcada pela ausências dos mundialistas). Tivemos algumas jogadas interessantes, especialmente pelo Aimar e Saviola, mas com muita cerimónia na altura de rematar à baliza. O Gaitan entrou na 2ª parte e confirma-se que é bom de bola. Infelizmente a nota de maior destaque, e pela negativa, é para o nosso novo guarda-redes, Roberto, que deu dois frangos monumentais, que provocaram a derrota. Eu sei que estamos na pré-época, ele ainda está a conhecer os novos companheiros, a equipa, o treinador, a bola, etc., etc., mas espero sinceramente que o que vimos hoje não se volte a repetir. Por 8,5 milhões de euros exige-se muito mais. Espero que não tenhamos uma reedição dos Bossios e dos Morettos desta vida, com a agravante deste ter sido bastante mais caro. Por enquanto, tem o meu benefício da dúvida, obviamente, mas pagar tanto por um guarda-redes que nem no plantel do Atlético Madrid teve lugar, não é bom cartão de visita. Oxalá me engane redondamente...!
P.S. – Há coisas que definitivamente não entendo: que raio de cor é aquela para as camisolas dos guarda-redes?! Alguma mente brilhante acha que vai haver um único benfiquista a comprar uma camisola daquelas para os seus filhos?!
Quanto à partida com os amadores suíços, não há muito a dizer. A diferença é abissal e foi com naturalidade que vencemos, lamentando apenas o facto de não termos marcado mais golos. Gostei de algumas movimentações do Jara, Gaitan e Fábio Faria (este especialmente quando foi para defesa-esquerdo). Os mais credenciados (Aimar, Saviola, Javi García, Carlos Martins) só entraram a meio da 2ª parte e, mesmo a jogar a meio-gás, a equipa melhorou.
Frente ao Sion já alinhou aquela que nesta altura pode considerar-se a equipa principal (embora muito desfalcada pela ausências dos mundialistas). Tivemos algumas jogadas interessantes, especialmente pelo Aimar e Saviola, mas com muita cerimónia na altura de rematar à baliza. O Gaitan entrou na 2ª parte e confirma-se que é bom de bola. Infelizmente a nota de maior destaque, e pela negativa, é para o nosso novo guarda-redes, Roberto, que deu dois frangos monumentais, que provocaram a derrota. Eu sei que estamos na pré-época, ele ainda está a conhecer os novos companheiros, a equipa, o treinador, a bola, etc., etc., mas espero sinceramente que o que vimos hoje não se volte a repetir. Por 8,5 milhões de euros exige-se muito mais. Espero que não tenhamos uma reedição dos Bossios e dos Morettos desta vida, com a agravante deste ter sido bastante mais caro. Por enquanto, tem o meu benefício da dúvida, obviamente, mas pagar tanto por um guarda-redes que nem no plantel do Atlético Madrid teve lugar, não é bom cartão de visita. Oxalá me engane redondamente...!
P.S. – Há coisas que definitivamente não entendo: que raio de cor é aquela para as camisolas dos guarda-redes?! Alguma mente brilhante acha que vai haver um único benfiquista a comprar uma camisola daquelas para os seus filhos?!
quarta-feira, junho 30, 2010
Portugal - 0 - Espanha - 1
1) A justiça da vitória da Espanha é inquestionável: melhor futebol, mais oportunidades, mais defesas do nosso guarda-redes. Apesar de o golo ter sido em ligeiro fora-de-jogo;
2) Portugal surpreendeu-me na 1ª parte, porque conseguiu dar uma réplica aos campeões da Europa que eu não estava à espera. Com um pouco de sorte, até poderíamos ter marcado um golito;
3) Na 2ª parte, a selecção não entrou tão bem, mas quando começava a equilibrar alguma coisa, o senhor professor Queiroz resolveu tirar um dos nossos melhores jogadores (Hugo Almeida) e colocar outro (Danny) que nem sequer é ponta-de-lança. Resultado? Mudança de estratégia e nunca mais se conseguiu fazer uma jogada de jeito...;
4) No final da partida, o senhor professor Queiroz veio dizer que a substituição fazia parte do "plano" do jogo, que já estava prevista e que o Hugo Almeida estava "cansado". O Hugo Almeida desmentiu isso pouco depois e temos mais uma vez a prova que o homem não sabe ler o jogo: tem um plano na cabeça e, independentemente de um jogador jogar muito bem ou muito mal, já sabe que o vai tirar a determinado minuto. A isto chama-se "visão"...;
5) Colocar o Ricardo Costa e o Pepe a titulares não lembrava ao careca. Como se não se tivesse dois(!) defesas-direitos no banco e o Pedro Mendes que até estava a fazer um bom Mundial;
6) As palavras do C. Ronaldo (será que ele esteve mesmo no Mundial?) no final do jogo demonstram (mais uma vez) que ele não tem estatura para ser capitão da selecção. Já para não falar no pormenor de ter sido o único do 11 titular a não cantar o hino. Isso deve ser só para jogadores "vulgares"...;
7) Os factos são indesmentíveis: em quatro jogos, houve três em branco e conseguiu-se passar a fase de grupos graças a uma goleada que caiu do céu perante a pior equipa das 32 que estiveram no Mundial. É isto um "bom Mundial"? Provavelmente para o senhor professor Queiroz, sim, porque não fomos humilhados como todos estávamos à espera.
8) A falta de ambição no jogo contra a Costa do Marfim impediu a selecção de ficar em primeiro empatando com o Brasil. A falta de ambição contra o Brasil (objectivamente, a hipótese de se perder a qualificação era muito remota) impediu a selecção de encontrar o Chile em vez da Espanha. Com faltas de ambição, ninguém ganha coisa nenhuma.
9) O melhor jogador de Portugal neste Mundial foi indiscutivelmente o Fábio Coentrão. Seguido muito de perto pelo Eduardo (grandes defesas hoje). Os centrais e o Tiago também merecem destaque. Todos os outros estiveram sofríveis e o C. Ronaldo é a maior desilusão individual deste Mundial.
10) Se tivesse alguma vergonha na cara, o senhor professor Queiroz colocava o lugar à disposição, até porque parece que disse que o objectivo era chegar às meias-finais. Infelizmente, Portugal não é um país onde a vergonha na cara impere...
2) Portugal surpreendeu-me na 1ª parte, porque conseguiu dar uma réplica aos campeões da Europa que eu não estava à espera. Com um pouco de sorte, até poderíamos ter marcado um golito;
3) Na 2ª parte, a selecção não entrou tão bem, mas quando começava a equilibrar alguma coisa, o senhor professor Queiroz resolveu tirar um dos nossos melhores jogadores (Hugo Almeida) e colocar outro (Danny) que nem sequer é ponta-de-lança. Resultado? Mudança de estratégia e nunca mais se conseguiu fazer uma jogada de jeito...;
4) No final da partida, o senhor professor Queiroz veio dizer que a substituição fazia parte do "plano" do jogo, que já estava prevista e que o Hugo Almeida estava "cansado". O Hugo Almeida desmentiu isso pouco depois e temos mais uma vez a prova que o homem não sabe ler o jogo: tem um plano na cabeça e, independentemente de um jogador jogar muito bem ou muito mal, já sabe que o vai tirar a determinado minuto. A isto chama-se "visão"...;
5) Colocar o Ricardo Costa e o Pepe a titulares não lembrava ao careca. Como se não se tivesse dois(!) defesas-direitos no banco e o Pedro Mendes que até estava a fazer um bom Mundial;
6) As palavras do C. Ronaldo (será que ele esteve mesmo no Mundial?) no final do jogo demonstram (mais uma vez) que ele não tem estatura para ser capitão da selecção. Já para não falar no pormenor de ter sido o único do 11 titular a não cantar o hino. Isso deve ser só para jogadores "vulgares"...;
7) Os factos são indesmentíveis: em quatro jogos, houve três em branco e conseguiu-se passar a fase de grupos graças a uma goleada que caiu do céu perante a pior equipa das 32 que estiveram no Mundial. É isto um "bom Mundial"? Provavelmente para o senhor professor Queiroz, sim, porque não fomos humilhados como todos estávamos à espera.
8) A falta de ambição no jogo contra a Costa do Marfim impediu a selecção de ficar em primeiro empatando com o Brasil. A falta de ambição contra o Brasil (objectivamente, a hipótese de se perder a qualificação era muito remota) impediu a selecção de encontrar o Chile em vez da Espanha. Com faltas de ambição, ninguém ganha coisa nenhuma.
9) O melhor jogador de Portugal neste Mundial foi indiscutivelmente o Fábio Coentrão. Seguido muito de perto pelo Eduardo (grandes defesas hoje). Os centrais e o Tiago também merecem destaque. Todos os outros estiveram sofríveis e o C. Ronaldo é a maior desilusão individual deste Mundial.
10) Se tivesse alguma vergonha na cara, o senhor professor Queiroz colocava o lugar à disposição, até porque parece que disse que o objectivo era chegar às meias-finais. Infelizmente, Portugal não é um país onde a vergonha na cara impere...
sábado, junho 26, 2010
Portugal - 0 - Brasil - 0
Assistimos a uma 1ª parte histórica, já que foi a 1ª vez na história dos Mundiais que uma selecção apresentou a táctica que, como diz o meu amigo Pedro F. Ferreira, foi celebrizada no início dos anos 90 no Beira-Mar: 10-1 com o Dino lá na frente (neste caso, o C. Ronaldo). E o senhor professor Queiroz ainda teve a distinta lata de se queixar da Costa do Marfim... Mal passámos de meio-campo, defendemos bem, é certo, mas demos uma imagem paupérrima de uma equipa que quer ter veleidades na prova. Borrados, borradinhos até mais não.
Na 2ª parte lá se convenceram que o objectivo do jogo é colocar a bola naquele objecto que fica na extremidade do campo e a coisa melhorou um pouco. Portugal só teve uma clara situação de golo, mas o R. Meireles proporcionou ao Júlio César uma óptima defesa. E, pronto, lá terminou tudo como começou e as duas selecções qualificaram-se para os 1/8 final. Como era previsível, a selecção vai defrontar a Espanha e encerrar assim uma campanha que até acaba por ser positiva no Mundial. Chegou-se aos oitavos-de-final, mas daí não se passará. A Espanha, para além de ter melhor equipa que nós, tem um treinador no banco... Como se atingiu o objectivo principal, o Queiroz não irá naturalmente colocar o lugar à disposição e lá teremos que levar com ele para uma campanha outra vez sofrida de qualificação para o Euro 2012. Enfim...
P.S. - Coentrão, Coentrão... O que é que tu andas a fazer?! Menos, por favor!
Na 2ª parte lá se convenceram que o objectivo do jogo é colocar a bola naquele objecto que fica na extremidade do campo e a coisa melhorou um pouco. Portugal só teve uma clara situação de golo, mas o R. Meireles proporcionou ao Júlio César uma óptima defesa. E, pronto, lá terminou tudo como começou e as duas selecções qualificaram-se para os 1/8 final. Como era previsível, a selecção vai defrontar a Espanha e encerrar assim uma campanha que até acaba por ser positiva no Mundial. Chegou-se aos oitavos-de-final, mas daí não se passará. A Espanha, para além de ter melhor equipa que nós, tem um treinador no banco... Como se atingiu o objectivo principal, o Queiroz não irá naturalmente colocar o lugar à disposição e lá teremos que levar com ele para uma campanha outra vez sofrida de qualificação para o Euro 2012. Enfim...
P.S. - Coentrão, Coentrão... O que é que tu andas a fazer?! Menos, por favor!
terça-feira, junho 22, 2010
Portugal - 7 - Coreia do Norte - 0
Quando a selecção joga só com portugueses e sem jogadores contratados, nota-se um pouquinho a diferença. A maior goleada de sempre em fases finais de grandes competições e exibição bastante agradável, mas não se embandeire em arco. Portugal defrontou a Coreia do Norte e teve uma eficácia muito grande em remates que foram à baliza. Boas exibições do Meireles e Tiago, e é inacreditável que o C. Ronaldo tenha sido eleito o "melhor em campo". Que critérios são estes?! Mas o meu maior destaque é igualmente um apelo: Ó Coentrão, tem lá calminha nisso que eu quero-te no Glorioso para o ano, ouviste?! Que jogador fabuloso!
Só uma hecatombe tirará a selecção nacional dos oitavos-de-final, mas não nos esqueçamos disto. No entanto, pelo que tenho visto do Chile, Portugal não terá hipóteses nenhumas (isto já para não falar da Espanha, que também ainda pode ficar em primeiro do grupo). Só com a Suíça é que vejo uma réstia de esperança, mas ajudava que houvesse um treinador no nosso banco...
Só uma hecatombe tirará a selecção nacional dos oitavos-de-final, mas não nos esqueçamos disto. No entanto, pelo que tenho visto do Chile, Portugal não terá hipóteses nenhumas (isto já para não falar da Espanha, que também ainda pode ficar em primeiro do grupo). Só com a Suíça é que vejo uma réstia de esperança, mas ajudava que houvesse um treinador no nosso banco...
quarta-feira, junho 16, 2010
O post mais importante que alguma vez escreverei - Dador de Medula Óssea Precisa-se
Caro(a)s amigo(a)s,
Isto foge muito ao âmbito deste blog, mas como compreenderão não poderia deixar de aproveitar a internet, nomeadamente aqueles que têm pachorra de me ler, para fazer este apelo. Muito obrigado a todo(a)s!
No dia 2 de Junho de 2010, a minha mãe fez umas análises de rotina, porque tem um descolamento da retina e deveria ser operada no dia seguinte. Infelizmente, essas análises revelaram algo bem mais grave: uma leucemia linfoblástica aguda. Como devem calcular, a notícia caiu-nos que nem uma bomba, até porque a minha mãe não tinha sintomas nenhuns. A gravidade da doença levou-a a ser internada logo no dia 4 de Junho e a começar a quimioterapia no dia 8 de Junho, o que a levará a passar os próximos meses no hospital. Para tornar as coisas ainda mais difíceis, o descolamento da retina não pode ser tratado ao mesmo tempo da leucemia e, portanto, a minha mãe não pode ler nem ver TV.
No entanto, só a quimioterapia não solucionará o problema, já que exames complementares revelaram que a única hipótese de cura passará por um transplante de medula óssea. E é neste sentido que vos envio este mail. Muitos de vós manifestaram-me a vossa solidariedade e perguntaram o que poderiam fazer por mim. Pois bem, eu ficar-vos-ia ETERNAMENTE agradecido se se inscrevessem como dadores de medula óssea, o mais breve que vos for possível. Nunca se sabe se estará num de vós a hipótese de sobrevivência da minha mãe.
Junto envio-vos dois links com a informação sobre como podem tornar-se dadores. De forma resumida, é muito simples: tudo o que têm a fazer numa fase inicial é dirigirem-se a um dos três Centros de Histocompatibilidade (Lisboa, Porto ou Coimbra, os contactos estão abaixo), preencherem um pequeno questionário e darem 2cl de sangue. Mais nada. O processo, segundo o Centro de Lisboa, não demora mais do que 15’. Os requisitos são estes:
- Ter entre 18 e 45 anos;
- Ser saudável;
- Ter peso mínimo de 50kg;
- Não ter feito nenhuma transfusão de sangue desde 1980.
Se posteriormente forem contactados para ser dadores, o próprio processo de recolha da medula não implica sequer um internamento. Mas podem conferir tudo aqui:
http://www.chsul.pt/up/CEDACE/SerDador/FolhetoCEDACE.pdf
http://www.chsul.pt/index.php/artigos/view/4
Aqui ficam os contactos dos Centros:
Centro de Histocompatibilidade do Sul
Hospital Pulido Valente
Alameda das Linhas de Torres, nº 117
1769-001 Lisboa
www.chsul.pt - chsul@chsul.pt
Tel 21 750 41 00 Fax 21 750 41 01
Horário: 2ª a 5ª Feira – 8h00 às 16h00
6ª Feira – 8h00 às 15h00
Não encerra à hora de almoço
Centro de Histocompatibilidade do Centro
Edif. S. Jerónimo - 4º Piso
Praceta Prof. Mota Pinto
3001-301 Coimbra
www.histocentro.min-saude.pt
geral@histocentro.min-saude.pt
Tel 239 480 700 Fax 239 480 790
Horário: 2ª a 6ª Feira – 9h00 às 12h00 / 14h00 às 17h00
Centro de Histocompatibilidade do Norte
Hospital S. João (ao lado das consultas externas)
Pavilhão “Maria Fernanda”
Rua Roberto Frias
4200-467 Porto
www.chnorte.min-saude.pt
geral@chnorte.min-saude.pt
Tel 22 557 34 70 Fax 22 550 11 01
Horário: 2ª a 6ª Feira – 9h00 às 17h30
Não encerra à hora de almoço
(Aqui fica um link com outros sítios disponíveis para a recolha: http://www.chsul.pt/index.php/pages/locais_inscricao. E aqui está outro link com as brigadas móveis de recolha, quem sabe se mais perto do vosso local de residência/trabalho: http://www.chsul.pt/index.php/pages/calendario_brigadas)
Claro está que, se puderem convencer amigos e familiares vossos para serem igualmente dadores, eu ficaria sem palavras para vos agradecer. Quantos mais, melhor, já que mais hipóteses terá a minha mãe de arranjar alguém compatível com ela. Mas, por favor, refiram sempre que conhecem esta pessoa (ou, neste caso, o filho dela) e que ela precisa mesmo de um transplante. Muitas vezes, os emails a pedirem dadores compatíveis circulam na Internet durante muito tempo, mesmo depois de o/a doente já ter tido alta. Não é este o caso. Mesmo! E, por isso, as datas estão referenciadas. Quando/Se se arranjar um dador compatível, enviar-vos-ei outro email a avisar.
Muito obrigado pela vossa atenção e ajuda. Um grande abraço ou beijinho de enorme amizade.
S.L.B.
Isto foge muito ao âmbito deste blog, mas como compreenderão não poderia deixar de aproveitar a internet, nomeadamente aqueles que têm pachorra de me ler, para fazer este apelo. Muito obrigado a todo(a)s!
No dia 2 de Junho de 2010, a minha mãe fez umas análises de rotina, porque tem um descolamento da retina e deveria ser operada no dia seguinte. Infelizmente, essas análises revelaram algo bem mais grave: uma leucemia linfoblástica aguda. Como devem calcular, a notícia caiu-nos que nem uma bomba, até porque a minha mãe não tinha sintomas nenhuns. A gravidade da doença levou-a a ser internada logo no dia 4 de Junho e a começar a quimioterapia no dia 8 de Junho, o que a levará a passar os próximos meses no hospital. Para tornar as coisas ainda mais difíceis, o descolamento da retina não pode ser tratado ao mesmo tempo da leucemia e, portanto, a minha mãe não pode ler nem ver TV.
No entanto, só a quimioterapia não solucionará o problema, já que exames complementares revelaram que a única hipótese de cura passará por um transplante de medula óssea. E é neste sentido que vos envio este mail. Muitos de vós manifestaram-me a vossa solidariedade e perguntaram o que poderiam fazer por mim. Pois bem, eu ficar-vos-ia ETERNAMENTE agradecido se se inscrevessem como dadores de medula óssea, o mais breve que vos for possível. Nunca se sabe se estará num de vós a hipótese de sobrevivência da minha mãe.
Junto envio-vos dois links com a informação sobre como podem tornar-se dadores. De forma resumida, é muito simples: tudo o que têm a fazer numa fase inicial é dirigirem-se a um dos três Centros de Histocompatibilidade (Lisboa, Porto ou Coimbra, os contactos estão abaixo), preencherem um pequeno questionário e darem 2cl de sangue. Mais nada. O processo, segundo o Centro de Lisboa, não demora mais do que 15’. Os requisitos são estes:
- Ter entre 18 e 45 anos;
- Ser saudável;
- Ter peso mínimo de 50kg;
- Não ter feito nenhuma transfusão de sangue desde 1980.
Se posteriormente forem contactados para ser dadores, o próprio processo de recolha da medula não implica sequer um internamento. Mas podem conferir tudo aqui:
http://www.chsul.pt/up/CEDACE/SerDador/FolhetoCEDACE.pdf
http://www.chsul.pt/index.php/artigos/view/4
Aqui ficam os contactos dos Centros:
Centro de Histocompatibilidade do Sul
Hospital Pulido Valente
Alameda das Linhas de Torres, nº 117
1769-001 Lisboa
www.chsul.pt - chsul@chsul.pt
Tel 21 750 41 00 Fax 21 750 41 01
Horário: 2ª a 5ª Feira – 8h00 às 16h00
6ª Feira – 8h00 às 15h00
Não encerra à hora de almoço
Centro de Histocompatibilidade do Centro
Edif. S. Jerónimo - 4º Piso
Praceta Prof. Mota Pinto
3001-301 Coimbra
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geral@histocentro.min-saude.pt
Tel 239 480 700 Fax 239 480 790
Horário: 2ª a 6ª Feira – 9h00 às 12h00 / 14h00 às 17h00
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4200-467 Porto
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Horário: 2ª a 6ª Feira – 9h00 às 17h30
Não encerra à hora de almoço
(Aqui fica um link com outros sítios disponíveis para a recolha: http://www.chsul.pt/index.php/pages/locais_inscricao. E aqui está outro link com as brigadas móveis de recolha, quem sabe se mais perto do vosso local de residência/trabalho: http://www.chsul.pt/index.php/pages/calendario_brigadas)
Claro está que, se puderem convencer amigos e familiares vossos para serem igualmente dadores, eu ficaria sem palavras para vos agradecer. Quantos mais, melhor, já que mais hipóteses terá a minha mãe de arranjar alguém compatível com ela. Mas, por favor, refiram sempre que conhecem esta pessoa (ou, neste caso, o filho dela) e que ela precisa mesmo de um transplante. Muitas vezes, os emails a pedirem dadores compatíveis circulam na Internet durante muito tempo, mesmo depois de o/a doente já ter tido alta. Não é este o caso. Mesmo! E, por isso, as datas estão referenciadas. Quando/Se se arranjar um dador compatível, enviar-vos-ei outro email a avisar.
Muito obrigado pela vossa atenção e ajuda. Um grande abraço ou beijinho de enorme amizade.
S.L.B.
terça-feira, junho 15, 2010
Portugal - 0 - Costa do Marfim - 0
Um treinador medroso (a colocação do 'r' pode ser trocada com o 'd' que vai dar ao mesmo) só poderia resultar numa equipa sem chama, garra nem vontade de vencer. Um remate ao poste do C. Ronaldo aos 10' foi a nossa única(!) situação de golo. De resto, um enorme bocejo, com passes para o lado e para trás, e um terrível medo de perder. Deco, Liedson, Danny foram três nulidades. Salvou-se o Fábio Coentrão (apesar de o árbitro ter andado a persegui-lo com faltas inexistentes), a espaços, o C. Ronaldo, e a defesa. O meu palpite são dois pontinhos e vimo-nos embora, até porque, com a falta de velocidade que demonstrámos, não estou a ver como é que conseguimos superar o autocarro da Coreia do Norte.
Uma enorme tristeza, esta selecção. Aliás, devemos ser caso único. Estar no Mundial sem ter um treinador no banco...
P.S. - As declarações do Queiroz no final do jogo, acerca da tala de protecção no braço do Drogba, são patéticas.
Uma enorme tristeza, esta selecção. Aliás, devemos ser caso único. Estar no Mundial sem ter um treinador no banco...
P.S. - As declarações do Queiroz no final do jogo, acerca da tala de protecção no braço do Drogba, são patéticas.
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