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quarta-feira, julho 28, 2010

Albufeira

Vencemos o Sunderland (2-0) e conquistámos o Albufeira Summer Cup. Independentemente do nome do troféu, o que interessa é que continuamos a ganhar na pré-temporada e assistimos com agrado à evolução da equipa.

Na 1ª parte, o Jesus fez alinhar a defesa titular (com excepção do guarda-redes) e um meio-campo onde, em princípio, só o Javi García e o Cardozo serão titulares, e na 2ª parte substituiu o meio-campo todo e fez entrar Aimar, Saviola & Cia. Curiosamente, não se notou uma grande diferença em termos atacantes da 1ª para a 2ª parte, o que só abona a favor do nosso plantel. Marcámos um golo em cada período, pelo inevitável Cardozo (grande cruzamento do Coentrão) e mais um do Carlos Martins, que deve ser dos poucos jogadores para quem a Jabulani já não tem segredos.

Gostei da dinâmica da equipa em ambas as partes e individualmente destaco o Coentrão (cada vez melhor), o Cardozo (muito rematador e empenhado) e o Carlos Martins. Como vi o jogo num restaurante enquanto jantava, admito que me possam ter escapado alguns pormenores, mas pareceu-me que a partida esteve sempre controlada. Pela 1ª vez nos jogos da pré-época, o Roberto não alinhou, mas o Júlio César e Moreira acabaram por não ter muito trabalho. De qualquer maneira, acho que nesta altura estes dois dão mais garantias que o espanhol. Se eu quisesse ser mauzinho, diria que foi a melhor exibição do Roberto desde que chegou ao Benfica... :-)

Na próxima 6ª feira, iniciamos o Torneio do Guadiana com o Feyenoord e espero que continuemos na senda das vitórias e das boas exibições.

domingo, julho 25, 2010

Apresentação

Vencemos o Mónaco (3-2) no jogo de apresentação da equipa aos sócios. Foi uma partida que demonstrou mais uma vez as virtudes e os defeitos que vimos evidenciando nesta pré-época: bom jogo atacante e problemas defensivos.

Três viagens Lisboa – Algarve em pouco mais de 24h, 60€ de gasolina e 40€ de portagens foi o que me custou esta partida, mas pelo Benfica tudo vale a pena. Foi uma partida agradável, já que o Mónaco também mostrou que sabe atacar e com duas reviravoltas no marcador. Fizemos um 1-0 numa boa cabeçada do Airton na sequência de um canto do Aimar, mas chegámos ao intervalo a perder. Na 2ª parte, com as entradas do Javi García, Coentrão e Cardozo conseguimos dar a volta ao resultado (golos do Aimar e Tacuara) e alcançámos uma vitória justa.

Em termos individuais, o Coentrão nem parece que tem só uma semana de treinos, voltei a gostar das movimentações do Kardec, o Carlos Martins está em boa forma, mas terá de aprender a não responder a provocações de adversários (embora eu esteja convencido que seja mais fácil o CRAC ser um clube honesto e que honre o desporto...) e o Aimar marcou um golão. Vimos finalmente os outros guarda-redes do plantel em acção e tanto o Júlio César como o Moreira dão mais segurança à defesa neste momento que o Roberto. Mais dois golos sofridos (no primeiro acho que poderia ter saído mais da baliza) e algumas hesitações a sair dos postes é o balanço da sua actuação. Não teve culpas directas nos golos, mas é visível que a equipa não se sente à vontade com ele. Temos aqui um grande problema.

Até ao próximo Domingo teremos mais três jogos e poderemos confirmar a evolução da equipa. Por todas as razões e mais algumas, é fundamental entrarmos na época a ganhar e consequentemente a conquista da Supertaça é imperativa.

segunda-feira, julho 19, 2010

Mais do mesmo

Vencemos o V. Guimarães com um resultado de futsal (5-3) e, pelo 3º ano consecutivo, conquistámos o torneio da cidade. Foi uma vitória justíssima e voltámos a exibir um agradável futebol atacante. No entanto, se os oito golos marcados são motivo de regozijo, os seis golos sofridos devem preocupar-nos. De consolo resta-nos pensar que, da defesa titular, só David Luiz é que está disponível neste momento.

Tivemos uma entrada em jogo brilhante e aos 9’ já ganhávamos 2-0. Excelentes jogadas colectivas resultaram nos golos do Kardec (óptimo cabeceamento) e Saviola (remate de primeira após assistência do Kardec). O V. Guimarães reduziu aos 34’ na sequência de um canto, em que o Roberto, depois de fazer uma defesa muito boa na jogada anterior, deu mais uma casa ao socar na atmosfera e permitir um cabeceamento vitorioso. Até ao intervalo, voltámos a assumir o comando da partida, mas não conseguimos marcar mais.

Problema corrigido na 2ª parte, em que entrámos de rompante e marcámos por duas vezes: golões do Kardec (grande movimentação na área) e Jara (remate fora da área). Conseguimos três golos de vantagem e antevia-se uma goleada a fazer lembrar a época passada, porque a equipa não dava mostrar de abrandar. Infelizmente, o Roberto entrou novamente em acção ao falhar a intercepção noutro livre para a área e permitir o 2-4. Só que o Carlos Martins repôs a diferença pouco depois ao marcar mais um golão de livre. Estávamos a 20’ do fim e, em princípio, o jogo estava ganho. Assim foi, de facto, mas não sem antes o V. Guimarães ter feito mais um golo de canto, num lance em que também me pareceu que o Roberto poderia ter feito mais (ainda tocou na bola).

Este jogo confirmou o trajecto feito nesta pré-época: de positivo há a realçar as combinações atacantes que só têm tendência a melhorar com o decorrer da temporada e a manutenção da veia goleadora da época anterior. Apesar de o Jorge Jesus ter dito que as movimentações defensivas não foram treinadas por causa da ausência dos mundialistas, há que ter em atenção isso, porque tantos golos sofridos não é normal.

Quanto à questão do momento, o Roberto, este jogo deixou-me algumas certezas: se ele tivesse feito no Saragoça o que já fez no Benfica, de certeza que não estaria cá. Portanto, continuo à espera que ele mostre o que realmente vale. Não acredito que seja assim tão pouco. Dito isto, o Jorge Jesus lá saberá o que fazer, mas neste momento parece-me contraproducente insistir nele. Até para o proteger. Demonstra uma terrível falta de confiança que o afecta não só a ele, como contagia a equipa também. Os defesas até já evitam passar-lhe a bola. Por enquanto, estamos só na pré-época e até ganhámos um torneio apesar das exibições dele, mas como diz um amigo meu, criámos um problema onde não tínhamos nenhum. Ele foi caríssimo, há que justificar o investimento, mas por alguma razão temos mais dois outros guarda-redes no plantel. Nesta altura, acho melhor preservá-lo um pouco. Até o Casillas foi suplente a determinada altura (2001/02) no Real Madrid. Pior do que errar é insistir no erro.

domingo, julho 18, 2010

Groningen

Empatámos frente aos holandeses (3-3) e teremos de vencer o V. Guimarães para voltar a conquistar o torneio da cidade. Esta partida confirmou as anteriores, no sentido de a equipa estar a melhorar a nível ofensivo, mas ainda muito limitada na defesa principalmente pela falta dos mundialistas.

Entrámos em campo com uma equipa relativamente secundária, mas gostei de algumas jogadas que vi. Sofremos um golo muito cedo, mas respondemos logo a seguir pelo Kardec. Tivemos algumas oportunidades e poderíamos ter ido para intervalo com o jogo ganho, caso não nos fosse anulado escandalosamente um golo por fora-de-jogo inexistente e sonegado um penalty sobre o Jara. O Kardec fez uma boa 1ª parte, o Gaitan cada vez me deixa menos dúvidas quanto à sua qualidade e o Jara é muito lutador, mas precisa de melhorar o remate. O Carlos Martins também esteve em destaque e deu boa dinâmica às jogadas ofensivas.

Na 2ª parte, entraram alguns dos titulares e o sentido da partida manteve-se. Criámos várias oportunidades, o Carlos Martins marcou um golão e o Nuno Gomes também facturou, mas as benesses na defesa não permitiram que vencêssemos a partida. Claro que algumas perdidas inacreditáveis no ataque também deram uma ajudinha. O resultado é muito injusto, porque a nossa superioridade foi evidente. No entanto, cometemos erros que nos custaram caro.

Termino falando do Roberto: sofreu três golos sem fazer uma única defesa. Dos jogadores que alinharam à sua frente só o David Luiz será titular, ainda está numa fase de adaptação e, verdade seja dita, não teve culpa evidente em nenhum dos golos. Mas presumo que o tenhamos contratado pela sua capacidade em fazer as chamadas “defesas impossíveis”. Por enquanto, ainda não vi nada que o Quim (de quem eu nem era particular fã) também não fizesse. Reservo a minha opinião definitiva para quando ele jogar com a defesa titular, mas gostaria que os outros guarda-redes também fossem tendo uma oportunidade. Nunca se sabe se vão ser precisos durante a época...

quarta-feira, julho 14, 2010

Goleada

Vencemos o Aris Salónica por 4-1 no 3º jogo em quatro dias. O resultado confirma uma melhoria exibicional da equipa, nomeadamente em termos atacantes. Mais do que os golos, gostei de algumas combinações entre os jogadores da frente, nomeadamente os suspeitos do costume (Aimar e Saviola) bem secundados pelo Kardec e Gaitan.

Ao invés, não gostei da maneira como defendemos, ao permitir muitos espaços ao ataque contrário. O problema não terá sido só da defesa em si, já que o Javi García ainda não está na sua melhor forma. O Sidnei fez uma partida desastrada, ao perder várias bolas em zonas proibidas. Quanto ao Roberto, fez uma óptima mancha a um atacante que lhe surgiu isolado, mas falhou escandalosamente um soco na bola na sequência de um canto. Felizmente, não estava nenhum avançado por trás dele. A rever, mas continuo preocupado…

Aparentemente não se magoou ninguém neste estágio na Suíça, denotámos algumas melhorias de jogo para jogo e ainda faltam os titulares que estiveram no Mundial. Temos razões para estar confiantes.

domingo, julho 11, 2010

O regresso do campeão

Os dois primeiros jogos da pré-temporada tiveram dois resultados distintos: vitória sobre os amadores do Monthey (3-0) e derrota com o Sion (1-2). Costuma dizer-se que os resultados não são o mais importante nesta altura, mas relembremo-nos que a magnífica pré-época do ano passado teve a consequência que teve... É, obviamente, sempre melhor ganhar.

Quanto à partida com os amadores suíços, não há muito a dizer. A diferença é abissal e foi com naturalidade que vencemos, lamentando apenas o facto de não termos marcado mais golos. Gostei de algumas movimentações do Jara, Gaitan e Fábio Faria (este especialmente quando foi para defesa-esquerdo). Os mais credenciados (Aimar, Saviola, Javi García, Carlos Martins) só entraram a meio da 2ª parte e, mesmo a jogar a meio-gás, a equipa melhorou.

Frente ao Sion já alinhou aquela que nesta altura pode considerar-se a equipa principal (embora muito desfalcada pela ausências dos mundialistas). Tivemos algumas jogadas interessantes, especialmente pelo Aimar e Saviola, mas com muita cerimónia na altura de rematar à baliza. O Gaitan entrou na 2ª parte e confirma-se que é bom de bola. Infelizmente a nota de maior destaque, e pela negativa, é para o nosso novo guarda-redes, Roberto, que deu dois frangos monumentais, que provocaram a derrota. Eu sei que estamos na pré-época, ele ainda está a conhecer os novos companheiros, a equipa, o treinador, a bola, etc., etc., mas espero sinceramente que o que vimos hoje não se volte a repetir. Por 8,5 milhões de euros exige-se muito mais. Espero que não tenhamos uma reedição dos Bossios e dos Morettos desta vida, com a agravante deste ter sido bastante mais caro. Por enquanto, tem o meu benefício da dúvida, obviamente, mas pagar tanto por um guarda-redes que nem no plantel do Atlético Madrid teve lugar, não é bom cartão de visita. Oxalá me engane redondamente...!

P.S. – Há coisas que definitivamente não entendo: que raio de cor é aquela para as camisolas dos guarda-redes?! Alguma mente brilhante acha que vai haver um único benfiquista a comprar uma camisola daquelas para os seus filhos?!

quarta-feira, junho 30, 2010

Portugal - 0 - Espanha - 1

1) A justiça da vitória da Espanha é inquestionável: melhor futebol, mais oportunidades, mais defesas do nosso guarda-redes. Apesar de o golo ter sido em ligeiro fora-de-jogo;

2) Portugal surpreendeu-me na 1ª parte, porque conseguiu dar uma réplica aos campeões da Europa que eu não estava à espera. Com um pouco de sorte, até poderíamos ter marcado um golito;

3) Na 2ª parte, a selecção não entrou tão bem, mas quando começava a equilibrar alguma coisa, o senhor professor Queiroz resolveu tirar um dos nossos melhores jogadores (Hugo Almeida) e colocar outro (Danny) que nem sequer é ponta-de-lança. Resultado? Mudança de estratégia e nunca mais se conseguiu fazer uma jogada de jeito...;

4) No final da partida, o senhor professor Queiroz veio dizer que a substituição fazia parte do "plano" do jogo, que já estava prevista e que o Hugo Almeida estava "cansado". O Hugo Almeida desmentiu isso pouco depois e temos mais uma vez a prova que o homem não sabe ler o jogo: tem um plano na cabeça e, independentemente de um jogador jogar muito bem ou muito mal, já sabe que o vai tirar a determinado minuto. A isto chama-se "visão"...;

5) Colocar o Ricardo Costa e o Pepe a titulares não lembrava ao careca. Como se não se tivesse dois(!) defesas-direitos no banco e o Pedro Mendes que até estava a fazer um bom Mundial;

6) As palavras do C. Ronaldo (será que ele esteve mesmo no Mundial?) no final do jogo demonstram (mais uma vez) que ele não tem estatura para ser capitão da selecção. Já para não falar no pormenor de ter sido o único do 11 titular a não cantar o hino. Isso deve ser só para jogadores "vulgares"...;

7) Os factos são indesmentíveis: em quatro jogos, houve três em branco e conseguiu-se passar a fase de grupos graças a uma goleada que caiu do céu perante a pior equipa das 32 que estiveram no Mundial. É isto um "bom Mundial"? Provavelmente para o senhor professor Queiroz, sim, porque não fomos humilhados como todos estávamos à espera.

8) A falta de ambição no jogo contra a Costa do Marfim impediu a selecção de ficar em primeiro empatando com o Brasil. A falta de ambição contra o Brasil (objectivamente, a hipótese de se perder a qualificação era muito remota) impediu a selecção de encontrar o Chile em vez da Espanha. Com faltas de ambição, ninguém ganha coisa nenhuma.

9) O melhor jogador de Portugal neste Mundial foi indiscutivelmente o Fábio Coentrão. Seguido muito de perto pelo Eduardo (grandes defesas hoje). Os centrais e o Tiago também merecem destaque. Todos os outros estiveram sofríveis e o C. Ronaldo é a maior desilusão individual deste Mundial.

10) Se tivesse alguma vergonha na cara, o senhor professor Queiroz colocava o lugar à disposição, até porque parece que disse que o objectivo era chegar às meias-finais. Infelizmente, Portugal não é um país onde a vergonha na cara impere...

sábado, junho 26, 2010

Portugal - 0 - Brasil - 0

Assistimos a uma 1ª parte histórica, já que foi a 1ª vez na história dos Mundiais que uma selecção apresentou a táctica que, como diz o meu amigo Pedro F. Ferreira, foi celebrizada no início dos anos 90 no Beira-Mar: 10-1 com o Dino lá na frente (neste caso, o C. Ronaldo). E o senhor professor Queiroz ainda teve a distinta lata de se queixar da Costa do Marfim... Mal passámos de meio-campo, defendemos bem, é certo, mas demos uma imagem paupérrima de uma equipa que quer ter veleidades na prova. Borrados, borradinhos até mais não.

Na 2ª parte lá se convenceram que o objectivo do jogo é colocar a bola naquele objecto que fica na extremidade do campo e a coisa melhorou um pouco. Portugal só teve uma clara situação de golo, mas o R. Meireles proporcionou ao Júlio César uma óptima defesa. E, pronto, lá terminou tudo como começou e as duas selecções qualificaram-se para os 1/8 final. Como era previsível, a selecção vai defrontar a Espanha e encerrar assim uma campanha que até acaba por ser positiva no Mundial. Chegou-se aos oitavos-de-final, mas daí não se passará. A Espanha, para além de ter melhor equipa que nós, tem um treinador no banco... Como se atingiu o objectivo principal, o Queiroz não irá naturalmente colocar o lugar à disposição e lá teremos que levar com ele para uma campanha outra vez sofrida de qualificação para o Euro 2012. Enfim...

P.S. - Coentrão, Coentrão... O que é que tu andas a fazer?! Menos, por favor!

terça-feira, junho 22, 2010

Portugal - 7 - Coreia do Norte - 0

Quando a selecção joga só com portugueses e sem jogadores contratados, nota-se um pouquinho a diferença. A maior goleada de sempre em fases finais de grandes competições e exibição bastante agradável, mas não se embandeire em arco. Portugal defrontou a Coreia do Norte e teve uma eficácia muito grande em remates que foram à baliza. Boas exibições do Meireles e Tiago, e é inacreditável que o C. Ronaldo tenha sido eleito o "melhor em campo". Que critérios são estes?! Mas o meu maior destaque é igualmente um apelo: Ó Coentrão, tem lá calminha nisso que eu quero-te no Glorioso para o ano, ouviste?! Que jogador fabuloso!

Só uma hecatombe tirará a selecção nacional dos oitavos-de-final, mas não nos esqueçamos disto. No entanto, pelo que tenho visto do Chile, Portugal não terá hipóteses nenhumas (isto já para não falar da Espanha, que também ainda pode ficar em primeiro do grupo). Só com a Suíça é que vejo uma réstia de esperança, mas ajudava que houvesse um treinador no nosso banco...

quarta-feira, junho 16, 2010

O post mais importante que alguma vez escreverei - Dador de Medula Óssea Precisa-se

Caro(a)s amigo(a)s,

Isto foge muito ao âmbito deste blog, mas como compreenderão não poderia deixar de aproveitar a internet, nomeadamente aqueles que têm pachorra de me ler, para fazer este apelo. Muito obrigado a todo(a)s!

No dia 2 de Junho de 2010, a minha mãe fez umas análises de rotina, porque tem um descolamento da retina e deveria ser operada no dia seguinte. Infelizmente, essas análises revelaram algo bem mais grave: uma leucemia linfoblástica aguda. Como devem calcular, a notícia caiu-nos que nem uma bomba, até porque a minha mãe não tinha sintomas nenhuns. A gravidade da doença levou-a a ser internada logo no dia 4 de Junho e a começar a quimioterapia no dia 8 de Junho, o que a levará a passar os próximos meses no hospital. Para tornar as coisas ainda mais difíceis, o descolamento da retina não pode ser tratado ao mesmo tempo da leucemia e, portanto, a minha mãe não pode ler nem ver TV.

No entanto, só a quimioterapia não solucionará o problema, já que exames complementares revelaram que a única hipótese de cura passará por um transplante de medula óssea. E é neste sentido que vos envio este mail. Muitos de vós manifestaram-me a vossa solidariedade e perguntaram o que poderiam fazer por mim. Pois bem, eu ficar-vos-ia ETERNAMENTE agradecido se se inscrevessem como dadores de medula óssea, o mais breve que vos for possível. Nunca se sabe se estará num de vós a hipótese de sobrevivência da minha mãe.

Junto envio-vos dois links com a informação sobre como podem tornar-se dadores. De forma resumida, é muito simples: tudo o que têm a fazer numa fase inicial é dirigirem-se a um dos três Centros de Histocompatibilidade (Lisboa, Porto ou Coimbra, os contactos estão abaixo), preencherem um pequeno questionário e darem 2cl de sangue. Mais nada. O processo, segundo o Centro de Lisboa, não demora mais do que 15’. Os requisitos são estes:
- Ter entre 18 e 45 anos;
- Ser saudável;
- Ter peso mínimo de 50kg;
- Não ter feito nenhuma transfusão de sangue desde 1980.

Se posteriormente forem contactados para ser dadores, o próprio processo de recolha da medula não implica sequer um internamento. Mas podem conferir tudo aqui:

http://www.chsul.pt/up/CEDACE/SerDador/FolhetoCEDACE.pdf
http://www.chsul.pt/index.php/artigos/view/4

Aqui ficam os contactos dos Centros:

Centro de Histocompatibilidade do Sul
Hospital Pulido Valente
Alameda das Linhas de Torres, nº 117
1769-001 Lisboa
www.chsul.pt - chsul@chsul.pt
Tel 21 750 41 00 Fax 21 750 41 01
Horário: 2ª a 5ª Feira – 8h00 às 16h00
6ª Feira – 8h00 às 15h00
Não encerra à hora de almoço


Centro de Histocompatibilidade do Centro
Edif. S. Jerónimo - 4º Piso
Praceta Prof. Mota Pinto
3001-301 Coimbra
www.histocentro.min-saude.pt
geral@histocentro.min-saude.pt
Tel 239 480 700 Fax 239 480 790
Horário: 2ª a 6ª Feira – 9h00 às 12h00 / 14h00 às 17h00

Centro de Histocompatibilidade do Norte
Hospital S. João
(ao lado das consultas externas)
Pavilhão “Maria Fernanda”
Rua Roberto Frias
4200-467 Porto
www.chnorte.min-saude.pt
geral@chnorte.min-saude.pt
Tel 22 557 34 70 Fax 22 550 11 01
Horário: 2ª a 6ª Feira – 9h00 às 17h30
Não encerra à hora de almoço

(Aqui fica um link com outros sítios disponíveis para a recolha:
http://www.chsul.pt/index.php/pages/locais_inscricao. E aqui está outro link com as brigadas móveis de recolha, quem sabe se mais perto do vosso local de residência/trabalho: http://www.chsul.pt/index.php/pages/calendario_brigadas)

Claro está que, se puderem convencer amigos e familiares vossos para serem igualmente dadores, eu ficaria sem palavras para vos agradecer. Quantos mais, melhor, já que mais hipóteses terá a minha mãe de arranjar alguém compatível com ela. Mas, por favor, refiram sempre que conhecem esta pessoa (ou, neste caso, o filho dela) e que ela precisa mesmo de um transplante. Muitas vezes, os emails a pedirem dadores compatíveis circulam na Internet durante muito tempo, mesmo depois de o/a doente já ter tido alta. Não é este o caso. Mesmo! E, por isso, as datas estão referenciadas. Quando/Se se arranjar um dador compatível, enviar-vos-ei outro email a avisar.

Muito obrigado pela vossa atenção e ajuda. Um grande abraço ou beijinho de enorme amizade.

S.L.B.

terça-feira, junho 15, 2010

Portugal - 0 - Costa do Marfim - 0

Um treinador medroso (a colocação do 'r' pode ser trocada com o 'd' que vai dar ao mesmo) só poderia resultar numa equipa sem chama, garra nem vontade de vencer. Um remate ao poste do C. Ronaldo aos 10' foi a nossa única(!) situação de golo. De resto, um enorme bocejo, com passes para o lado e para trás, e um terrível medo de perder. Deco, Liedson, Danny foram três nulidades. Salvou-se o Fábio Coentrão (apesar de o árbitro ter andado a persegui-lo com faltas inexistentes), a espaços, o C. Ronaldo, e a defesa. O meu palpite são dois pontinhos e vimo-nos embora, até porque, com a falta de velocidade que demonstrámos, não estou a ver como é que conseguimos superar o autocarro da Coreia do Norte.

Uma enorme tristeza, esta selecção. Aliás, devemos ser caso único. Estar no Mundial sem ter um treinador no banco...

P.S. - As declarações do Queiroz no final do jogo, acerca da tala de protecção no braço do Drogba, são patéticas.

terça-feira, maio 25, 2010

"E o burro sou eu?!" - Parte IV

A selecção do Sr. Prof. Queiroz empatou 0-0 com a dificílima equipa de Cabo Verde. E o Sr. Prof. veio dizer no final que os "objectivos foram cumpridos" e falou igualmente em "falta de ritmo"? Desculpe?! "Falta de ritmo" no final de uma época desportiva?! Poderá sempre argumentar que, quando era treinada pelo Scolari e jogou contra Cabo Verde também na preparação para um Mundial, a selecção também recebeu alguns assobios, porque fez uma exibição fraca e... só ganhou por 4-1. Isto promete...

P.S. - Estou cá desconfiado que o Di María deveria ter mais uns 10 ou 20 milhões na sua cláusula de rescisão...

terça-feira, maio 11, 2010

Trinta e dois

Muito mais tarde do que é habitual, porque o dia de hoje foi passado numa correria, com os companheiros da Tertúlia e a óbvia ida à Praça do Município, só agora vai aqui o post a seguir ao jogo. Ganhámos ao Rio Ave por 2-1 e sagrámo-nos, com toda a justiça do mundo, campeões nacionais de futebol. Foi uma das partidas menos conseguidas que fizemos na Luz este ano, porque foi difícil controlar a ansiedade, mas lá conseguimos a vitória e, quase mais importante que isso (já que o empate também servia), o Cardozo marcou dois golos e sagrou-se o melhor marcador do campeonato.

Sem três titulares indiscutíveis, Fábio Coentrão, Di María e Javi García, entrámos em campo a todo o gás com o César Peixoto, Carlos Martins e Airton nos seus lugares. Conseguimos o golo logo aos 3’, ainda por cima pelo Cardozo, e a Luz quase veio abaixo de tanta emoção. A partir daqui, todos esperámos uma nova goleada, mas ressentimo-nos da falta dos titulares, principalmente do Di María e Coentrão na ala esquerda. A equipa queria fazer as coisas depressa e bem para marcar mais um golo que nos pusesse a salvo de qualquer imponderável. Só que as coisas não saíram tão perfeitas como em partidas anteriores. Mesmo assim tivemos algumas boas oportunidades, mas o Cardozo e Saviola falharam golos relativamente fáceis. A partir dos 11’, ficámos a jogar em superioridade numérica, porque o Wires do Rio Ave deu uma patada bárbara no Ramires (que teve que ser substituído ao intervalo por causa disto), mas ao contrário do que tem sucedido anteriormente não conseguimos aproveitar bem essa vantagem. A equipa estava bastante ansiosa e o Rio Ave conseguiu chegar à nossa baliza, sem no entanto criar grande perigo.

Na 2ª parte, quando se esperava uma melhoria da nossa exibição, aconteceu precisamente o contrário. Há que ter em conta que estávamos sem quatro titulares e a jogar com 10, já que foi o Éder Luís que entrou para o lugar do Ramires… Nem o Cardozo conseguia marcar o golo que lhe daria vantagem sobre o Falcão nem o Benfica resolvia de vez o jogo e andávamos nisto quando me caiu o céu em cima. Aos 72’, um livre perto da linha de meio-campo foi bombeado para a área, o Luisão e o Quim ficaram a ver navios, e deu-se o empate. Vi a minha vida andar toda para trás até porque o Braga estava empatado na Choupana e a nossa exibição não augurava que fosse fácil marcar mais um golo. Mas ele surgiu felizmente e por quem mais interessava. Aos 79’, o Cardozo resolvia duas questões de uma só vez: o campeonato e o título de melhor marcador que já não conquistávamos desde 1990/91 pelo Rui Águas. Foi na sequência de um canto do Aimar, que o Airton rematou com perigo de cabeça e o paraguaio fez a recarga com êxito. Até final, praticamente não houve jogo, já que nos limitámos a trocar a bola à espera que o tempo passasse e com o estádio todo em êxtase.

Individualmente destaco o Airton, porque mais uma vez fez esquecer o Javi García, o Cardozo, pelos dois golos e por ter feito com que a festa fosse completa (não teria o mesmo sabor se ele não tivesse também derrotado o jogador do CRAC), e o Carlos Martins, que foi sempre dos mais esclarecidos em campo, mesmo que por vezes continue a utilizar a força quando quer passar a bola. O resto da equipa esteve a um nível inferior ao habitual, mas eles são humanos e a pressão era imensa.

Somámos o 32º título da nossa história e espero que seja o primeiro de muitos. Para que possamos decapitar de vez o polvo, é fundamental que ganhemos o próximo. Além disso, desde 1984 que não fazemos o bis. Claro que anseio igualmente por uma boa figura na Liga dos Campeões e é bom que elevemos a fasquia, mas neste momento uma possível conquista dessa prova é apenas um sonho. Temos que nos centrar no campeonato para ver se limpamos de vez um certo cancro que infelizmente continua a infestar no futebol português.

VIVA O BENFICA!

segunda-feira, maio 10, 2010

O primeiro sem ti...

Chegado há pouco da festa no Marquês, não tenho cabeça agora para grandes considerações sobre o jogo, que terão que ficar para amanhã (ou melhor, mais logo). Neste momento de incomensurável alegria, queria apenas dedicar este título a quem infelizmente falhou pela primeira vez a celebração de um título de campeão nacional do Benfica. Foi logo em ti que eu pensei quando o jogo terminou. Assististe ao vivo aos outros 31 e agora também tu és campeão. Tenho a certeza que comemoraste este título de forma entusiástica aí no 4º anel. E o meu agradecimento eterno por teres iniciado o benfiquismo na família.

segunda-feira, maio 03, 2010

Expectável

Perdemos na casa do clube mais ASQUEROSO e NOJENTO do mundo por 1-3 e continuamos a precisar de um ponto para nos confirmarmos como campeões nacionais. Continuamos a ser a equipa que melhor futebol pratica em Portugal, mas felizmente ainda estamos a anos-luz de outras práticas que condicionam os jogos e que nos ajudaram a derrotar nesta jornada. Tudo o que se passou à volta desta partida tornou infelizmente previsível a nossa derrota. Se fosse preciso trocar os últimos quatro campeonatos roubados, perdão, ganhos para que o Benfica não fosse campeão na casa deles, não tenho dúvidas que este clube hediondo o faria.

Entrámos muito bem na partida e logo no início atirámos uma bola à barra pelo Di María. O remate dele ainda foi desviado por um defesa contrário, mas claro que o Sr. Olegário Benquerença, um INCOMPETENTE e COBARDE da pior espécie, assinalou pontapé de baliza. Pouco depois, vi logo que a partida iria ser muito complicada: o Di María é atropelado pelo Fucile e também vê cartão amarelo que o vai impedir de defrontar o Rio Ave para a semana. Assim como o Fábio Coentrão e o Javi García que foram escolhidos a dedo pelo COBARDE de serviço para também ficarem afastados do jogo decisivo. A nossa equipa foi muito condicionada por estes três amarelos ainda na 1ª parte e nunca conseguiu fazer a pressão alta que nos tem caracterizado por medo legítimo de ficarmos em desvantagem numérica. Claro que, aos 17’, o Sr. Olegário Benquerença mostrou mais uma vez toda a sua COBARDIA ao não dar o 2º amarelo ao Fucile por um pontapé nos calcanhares do Di María. Tivemos mais uma grande oportunidade de golo, mas o Javi García atirou por cima da barra quando estava na pequena-área. Há dois lances que me parecem penalty a nosso favor (derrube ao Maxi Pereira e mão do Hulk na área), mas para que o Sr. Olegário os marcasse precisaria de ser um homem. O Javi García esteve novamente infeliz, porque cedeu um canto desnecessário do qual viria a resultado o 0-1 perto do intervalo, numa boa cabeçada do Animal Alves.

Na 2ª parte, esperava-se uma reacção forte da nossa equipa e a partir dos 52’ ficámos a jogar em vantagem numérica. O Fucile, que se esqueceu claramente de tomar a vacina contra a raiva antes do jogo, simulou um penalty e o Sr. Olegário Benquerença não teve outro remédio senão mostrar-lhe o 2º amarelo. Pouco depois, aos 57’, chegámos ao empate pelo Luisão na sequência de um centro do Maxi Pereira e um bom trabalho do nosso capitão na grande-área. Mas tivemos pouco tempo para saborear um empate, já que, dois minutos depois, uma desconcentração fatal na nossa área permitiu ao Farías fazer o 2-1, depois de uma simulação grosseira de penalty do Belluschi que nos perturbou e a bola acabou por ressaltar para o avançado argentino. O Quim não está nada isento de culpas, já que socou uma bola fácil de agarrar para a frente e a mesma foi parar ao Belluschi. É um golo que não se pode sofrer nunca, especialmente quando se está em vantagem numérica. O Aimar ainda entrou para pôr um pouco de ordem no nosso jogo e ainda pressionámos os nojentos para a sua área, mas não estivemos felizes nem no último passe nem na concretização. O Guarín atirou uma bola ao poste na sequência de um contra-ataque e o Belluschi acabou com o jogo aos 83’ com um bom remate fora da área.

Individualmente, o melhor do Benfica foi o Fábio Coentrão. Apesar de ter visto um amarelo injusto muito cedo, não se desconcentrou, meteu o bluff Hulk no bolso e ainda ajudou o ataque. O resto da equipa esteve longe do nível habitual para o que contribuiu, e de que maneira, uma arbitragem vergonhosa que não nos permitiu que fizemos a tal pressão alta que nos tem valido muitas recuperações de bola nas outras partidas.

Temos três baixas importantíssimas para o último jogo e foi pena que o Jorge Jesus não tenha mesmo deixado o Di María de fora, como confidenciou na conferência de imprensa. De qualquer maneira, não passa pela cabeça de ninguém que, com a necessidade de obter mais um ponto e a jogar em casa com o Rio Ave, não venhamos a ser campeões.

P.S. - É impressão minha ou o golo do Braga é claramente obtido em fora-de-jogo? Para além do azar do Coelho, guarda-redes do Paços de Ferreira, coitado, que teve uma intervenção muito infeliz tal como o Beto, na altura no Leixões, teve um jogo menos conseguido frente ao CRAC no ano passado… Coincidências…