origem

quarta-feira, junho 30, 2010

Portugal - 0 - Espanha - 1

1) A justiça da vitória da Espanha é inquestionável: melhor futebol, mais oportunidades, mais defesas do nosso guarda-redes. Apesar de o golo ter sido em ligeiro fora-de-jogo;

2) Portugal surpreendeu-me na 1ª parte, porque conseguiu dar uma réplica aos campeões da Europa que eu não estava à espera. Com um pouco de sorte, até poderíamos ter marcado um golito;

3) Na 2ª parte, a selecção não entrou tão bem, mas quando começava a equilibrar alguma coisa, o senhor professor Queiroz resolveu tirar um dos nossos melhores jogadores (Hugo Almeida) e colocar outro (Danny) que nem sequer é ponta-de-lança. Resultado? Mudança de estratégia e nunca mais se conseguiu fazer uma jogada de jeito...;

4) No final da partida, o senhor professor Queiroz veio dizer que a substituição fazia parte do "plano" do jogo, que já estava prevista e que o Hugo Almeida estava "cansado". O Hugo Almeida desmentiu isso pouco depois e temos mais uma vez a prova que o homem não sabe ler o jogo: tem um plano na cabeça e, independentemente de um jogador jogar muito bem ou muito mal, já sabe que o vai tirar a determinado minuto. A isto chama-se "visão"...;

5) Colocar o Ricardo Costa e o Pepe a titulares não lembrava ao careca. Como se não se tivesse dois(!) defesas-direitos no banco e o Pedro Mendes que até estava a fazer um bom Mundial;

6) As palavras do C. Ronaldo (será que ele esteve mesmo no Mundial?) no final do jogo demonstram (mais uma vez) que ele não tem estatura para ser capitão da selecção. Já para não falar no pormenor de ter sido o único do 11 titular a não cantar o hino. Isso deve ser só para jogadores "vulgares"...;

7) Os factos são indesmentíveis: em quatro jogos, houve três em branco e conseguiu-se passar a fase de grupos graças a uma goleada que caiu do céu perante a pior equipa das 32 que estiveram no Mundial. É isto um "bom Mundial"? Provavelmente para o senhor professor Queiroz, sim, porque não fomos humilhados como todos estávamos à espera.

8) A falta de ambição no jogo contra a Costa do Marfim impediu a selecção de ficar em primeiro empatando com o Brasil. A falta de ambição contra o Brasil (objectivamente, a hipótese de se perder a qualificação era muito remota) impediu a selecção de encontrar o Chile em vez da Espanha. Com faltas de ambição, ninguém ganha coisa nenhuma.

9) O melhor jogador de Portugal neste Mundial foi indiscutivelmente o Fábio Coentrão. Seguido muito de perto pelo Eduardo (grandes defesas hoje). Os centrais e o Tiago também merecem destaque. Todos os outros estiveram sofríveis e o C. Ronaldo é a maior desilusão individual deste Mundial.

10) Se tivesse alguma vergonha na cara, o senhor professor Queiroz colocava o lugar à disposição, até porque parece que disse que o objectivo era chegar às meias-finais. Infelizmente, Portugal não é um país onde a vergonha na cara impere...

sábado, junho 26, 2010

Portugal - 0 - Brasil - 0

Assistimos a uma 1ª parte histórica, já que foi a 1ª vez na história dos Mundiais que uma selecção apresentou a táctica que, como diz o meu amigo Pedro F. Ferreira, foi celebrizada no início dos anos 90 no Beira-Mar: 10-1 com o Dino lá na frente (neste caso, o C. Ronaldo). E o senhor professor Queiroz ainda teve a distinta lata de se queixar da Costa do Marfim... Mal passámos de meio-campo, defendemos bem, é certo, mas demos uma imagem paupérrima de uma equipa que quer ter veleidades na prova. Borrados, borradinhos até mais não.

Na 2ª parte lá se convenceram que o objectivo do jogo é colocar a bola naquele objecto que fica na extremidade do campo e a coisa melhorou um pouco. Portugal só teve uma clara situação de golo, mas o R. Meireles proporcionou ao Júlio César uma óptima defesa. E, pronto, lá terminou tudo como começou e as duas selecções qualificaram-se para os 1/8 final. Como era previsível, a selecção vai defrontar a Espanha e encerrar assim uma campanha que até acaba por ser positiva no Mundial. Chegou-se aos oitavos-de-final, mas daí não se passará. A Espanha, para além de ter melhor equipa que nós, tem um treinador no banco... Como se atingiu o objectivo principal, o Queiroz não irá naturalmente colocar o lugar à disposição e lá teremos que levar com ele para uma campanha outra vez sofrida de qualificação para o Euro 2012. Enfim...

P.S. - Coentrão, Coentrão... O que é que tu andas a fazer?! Menos, por favor!

terça-feira, junho 22, 2010

Portugal - 7 - Coreia do Norte - 0

Quando a selecção joga só com portugueses e sem jogadores contratados, nota-se um pouquinho a diferença. A maior goleada de sempre em fases finais de grandes competições e exibição bastante agradável, mas não se embandeire em arco. Portugal defrontou a Coreia do Norte e teve uma eficácia muito grande em remates que foram à baliza. Boas exibições do Meireles e Tiago, e é inacreditável que o C. Ronaldo tenha sido eleito o "melhor em campo". Que critérios são estes?! Mas o meu maior destaque é igualmente um apelo: Ó Coentrão, tem lá calminha nisso que eu quero-te no Glorioso para o ano, ouviste?! Que jogador fabuloso!

Só uma hecatombe tirará a selecção nacional dos oitavos-de-final, mas não nos esqueçamos disto. No entanto, pelo que tenho visto do Chile, Portugal não terá hipóteses nenhumas (isto já para não falar da Espanha, que também ainda pode ficar em primeiro do grupo). Só com a Suíça é que vejo uma réstia de esperança, mas ajudava que houvesse um treinador no nosso banco...

quarta-feira, junho 16, 2010

O post mais importante que alguma vez escreverei - Dador de Medula Óssea Precisa-se

Caro(a)s amigo(a)s,

Isto foge muito ao âmbito deste blog, mas como compreenderão não poderia deixar de aproveitar a internet, nomeadamente aqueles que têm pachorra de me ler, para fazer este apelo. Muito obrigado a todo(a)s!

No dia 2 de Junho de 2010, a minha mãe fez umas análises de rotina, porque tem um descolamento da retina e deveria ser operada no dia seguinte. Infelizmente, essas análises revelaram algo bem mais grave: uma leucemia linfoblástica aguda. Como devem calcular, a notícia caiu-nos que nem uma bomba, até porque a minha mãe não tinha sintomas nenhuns. A gravidade da doença levou-a a ser internada logo no dia 4 de Junho e a começar a quimioterapia no dia 8 de Junho, o que a levará a passar os próximos meses no hospital. Para tornar as coisas ainda mais difíceis, o descolamento da retina não pode ser tratado ao mesmo tempo da leucemia e, portanto, a minha mãe não pode ler nem ver TV.

No entanto, só a quimioterapia não solucionará o problema, já que exames complementares revelaram que a única hipótese de cura passará por um transplante de medula óssea. E é neste sentido que vos envio este mail. Muitos de vós manifestaram-me a vossa solidariedade e perguntaram o que poderiam fazer por mim. Pois bem, eu ficar-vos-ia ETERNAMENTE agradecido se se inscrevessem como dadores de medula óssea, o mais breve que vos for possível. Nunca se sabe se estará num de vós a hipótese de sobrevivência da minha mãe.

Junto envio-vos dois links com a informação sobre como podem tornar-se dadores. De forma resumida, é muito simples: tudo o que têm a fazer numa fase inicial é dirigirem-se a um dos três Centros de Histocompatibilidade (Lisboa, Porto ou Coimbra, os contactos estão abaixo), preencherem um pequeno questionário e darem 2cl de sangue. Mais nada. O processo, segundo o Centro de Lisboa, não demora mais do que 15’. Os requisitos são estes:
- Ter entre 18 e 45 anos;
- Ser saudável;
- Ter peso mínimo de 50kg;
- Não ter feito nenhuma transfusão de sangue desde 1980.

Se posteriormente forem contactados para ser dadores, o próprio processo de recolha da medula não implica sequer um internamento. Mas podem conferir tudo aqui:

http://www.chsul.pt/up/CEDACE/SerDador/FolhetoCEDACE.pdf
http://www.chsul.pt/index.php/artigos/view/4

Aqui ficam os contactos dos Centros:

Centro de Histocompatibilidade do Sul
Hospital Pulido Valente
Alameda das Linhas de Torres, nº 117
1769-001 Lisboa
www.chsul.pt - chsul@chsul.pt
Tel 21 750 41 00 Fax 21 750 41 01
Horário: 2ª a 5ª Feira – 8h00 às 16h00
6ª Feira – 8h00 às 15h00
Não encerra à hora de almoço


Centro de Histocompatibilidade do Centro
Edif. S. Jerónimo - 4º Piso
Praceta Prof. Mota Pinto
3001-301 Coimbra
www.histocentro.min-saude.pt
geral@histocentro.min-saude.pt
Tel 239 480 700 Fax 239 480 790
Horário: 2ª a 6ª Feira – 9h00 às 12h00 / 14h00 às 17h00

Centro de Histocompatibilidade do Norte
Hospital S. João
(ao lado das consultas externas)
Pavilhão “Maria Fernanda”
Rua Roberto Frias
4200-467 Porto
www.chnorte.min-saude.pt
geral@chnorte.min-saude.pt
Tel 22 557 34 70 Fax 22 550 11 01
Horário: 2ª a 6ª Feira – 9h00 às 17h30
Não encerra à hora de almoço

(Aqui fica um link com outros sítios disponíveis para a recolha:
http://www.chsul.pt/index.php/pages/locais_inscricao. E aqui está outro link com as brigadas móveis de recolha, quem sabe se mais perto do vosso local de residência/trabalho: http://www.chsul.pt/index.php/pages/calendario_brigadas)

Claro está que, se puderem convencer amigos e familiares vossos para serem igualmente dadores, eu ficaria sem palavras para vos agradecer. Quantos mais, melhor, já que mais hipóteses terá a minha mãe de arranjar alguém compatível com ela. Mas, por favor, refiram sempre que conhecem esta pessoa (ou, neste caso, o filho dela) e que ela precisa mesmo de um transplante. Muitas vezes, os emails a pedirem dadores compatíveis circulam na Internet durante muito tempo, mesmo depois de o/a doente já ter tido alta. Não é este o caso. Mesmo! E, por isso, as datas estão referenciadas. Quando/Se se arranjar um dador compatível, enviar-vos-ei outro email a avisar.

Muito obrigado pela vossa atenção e ajuda. Um grande abraço ou beijinho de enorme amizade.

S.L.B.

terça-feira, junho 15, 2010

Portugal - 0 - Costa do Marfim - 0

Um treinador medroso (a colocação do 'r' pode ser trocada com o 'd' que vai dar ao mesmo) só poderia resultar numa equipa sem chama, garra nem vontade de vencer. Um remate ao poste do C. Ronaldo aos 10' foi a nossa única(!) situação de golo. De resto, um enorme bocejo, com passes para o lado e para trás, e um terrível medo de perder. Deco, Liedson, Danny foram três nulidades. Salvou-se o Fábio Coentrão (apesar de o árbitro ter andado a persegui-lo com faltas inexistentes), a espaços, o C. Ronaldo, e a defesa. O meu palpite são dois pontinhos e vimo-nos embora, até porque, com a falta de velocidade que demonstrámos, não estou a ver como é que conseguimos superar o autocarro da Coreia do Norte.

Uma enorme tristeza, esta selecção. Aliás, devemos ser caso único. Estar no Mundial sem ter um treinador no banco...

P.S. - As declarações do Queiroz no final do jogo, acerca da tala de protecção no braço do Drogba, são patéticas.

terça-feira, maio 25, 2010

"E o burro sou eu?!" - Parte IV

A selecção do Sr. Prof. Queiroz empatou 0-0 com a dificílima equipa de Cabo Verde. E o Sr. Prof. veio dizer no final que os "objectivos foram cumpridos" e falou igualmente em "falta de ritmo"? Desculpe?! "Falta de ritmo" no final de uma época desportiva?! Poderá sempre argumentar que, quando era treinada pelo Scolari e jogou contra Cabo Verde também na preparação para um Mundial, a selecção também recebeu alguns assobios, porque fez uma exibição fraca e... só ganhou por 4-1. Isto promete...

P.S. - Estou cá desconfiado que o Di María deveria ter mais uns 10 ou 20 milhões na sua cláusula de rescisão...

terça-feira, maio 11, 2010

Trinta e dois

Muito mais tarde do que é habitual, porque o dia de hoje foi passado numa correria, com os companheiros da Tertúlia e a óbvia ida à Praça do Município, só agora vai aqui o post a seguir ao jogo. Ganhámos ao Rio Ave por 2-1 e sagrámo-nos, com toda a justiça do mundo, campeões nacionais de futebol. Foi uma das partidas menos conseguidas que fizemos na Luz este ano, porque foi difícil controlar a ansiedade, mas lá conseguimos a vitória e, quase mais importante que isso (já que o empate também servia), o Cardozo marcou dois golos e sagrou-se o melhor marcador do campeonato.

Sem três titulares indiscutíveis, Fábio Coentrão, Di María e Javi García, entrámos em campo a todo o gás com o César Peixoto, Carlos Martins e Airton nos seus lugares. Conseguimos o golo logo aos 3’, ainda por cima pelo Cardozo, e a Luz quase veio abaixo de tanta emoção. A partir daqui, todos esperámos uma nova goleada, mas ressentimo-nos da falta dos titulares, principalmente do Di María e Coentrão na ala esquerda. A equipa queria fazer as coisas depressa e bem para marcar mais um golo que nos pusesse a salvo de qualquer imponderável. Só que as coisas não saíram tão perfeitas como em partidas anteriores. Mesmo assim tivemos algumas boas oportunidades, mas o Cardozo e Saviola falharam golos relativamente fáceis. A partir dos 11’, ficámos a jogar em superioridade numérica, porque o Wires do Rio Ave deu uma patada bárbara no Ramires (que teve que ser substituído ao intervalo por causa disto), mas ao contrário do que tem sucedido anteriormente não conseguimos aproveitar bem essa vantagem. A equipa estava bastante ansiosa e o Rio Ave conseguiu chegar à nossa baliza, sem no entanto criar grande perigo.

Na 2ª parte, quando se esperava uma melhoria da nossa exibição, aconteceu precisamente o contrário. Há que ter em conta que estávamos sem quatro titulares e a jogar com 10, já que foi o Éder Luís que entrou para o lugar do Ramires… Nem o Cardozo conseguia marcar o golo que lhe daria vantagem sobre o Falcão nem o Benfica resolvia de vez o jogo e andávamos nisto quando me caiu o céu em cima. Aos 72’, um livre perto da linha de meio-campo foi bombeado para a área, o Luisão e o Quim ficaram a ver navios, e deu-se o empate. Vi a minha vida andar toda para trás até porque o Braga estava empatado na Choupana e a nossa exibição não augurava que fosse fácil marcar mais um golo. Mas ele surgiu felizmente e por quem mais interessava. Aos 79’, o Cardozo resolvia duas questões de uma só vez: o campeonato e o título de melhor marcador que já não conquistávamos desde 1990/91 pelo Rui Águas. Foi na sequência de um canto do Aimar, que o Airton rematou com perigo de cabeça e o paraguaio fez a recarga com êxito. Até final, praticamente não houve jogo, já que nos limitámos a trocar a bola à espera que o tempo passasse e com o estádio todo em êxtase.

Individualmente destaco o Airton, porque mais uma vez fez esquecer o Javi García, o Cardozo, pelos dois golos e por ter feito com que a festa fosse completa (não teria o mesmo sabor se ele não tivesse também derrotado o jogador do CRAC), e o Carlos Martins, que foi sempre dos mais esclarecidos em campo, mesmo que por vezes continue a utilizar a força quando quer passar a bola. O resto da equipa esteve a um nível inferior ao habitual, mas eles são humanos e a pressão era imensa.

Somámos o 32º título da nossa história e espero que seja o primeiro de muitos. Para que possamos decapitar de vez o polvo, é fundamental que ganhemos o próximo. Além disso, desde 1984 que não fazemos o bis. Claro que anseio igualmente por uma boa figura na Liga dos Campeões e é bom que elevemos a fasquia, mas neste momento uma possível conquista dessa prova é apenas um sonho. Temos que nos centrar no campeonato para ver se limpamos de vez um certo cancro que infelizmente continua a infestar no futebol português.

VIVA O BENFICA!

segunda-feira, maio 10, 2010

O primeiro sem ti...

Chegado há pouco da festa no Marquês, não tenho cabeça agora para grandes considerações sobre o jogo, que terão que ficar para amanhã (ou melhor, mais logo). Neste momento de incomensurável alegria, queria apenas dedicar este título a quem infelizmente falhou pela primeira vez a celebração de um título de campeão nacional do Benfica. Foi logo em ti que eu pensei quando o jogo terminou. Assististe ao vivo aos outros 31 e agora também tu és campeão. Tenho a certeza que comemoraste este título de forma entusiástica aí no 4º anel. E o meu agradecimento eterno por teres iniciado o benfiquismo na família.

segunda-feira, maio 03, 2010

Expectável

Perdemos na casa do clube mais ASQUEROSO e NOJENTO do mundo por 1-3 e continuamos a precisar de um ponto para nos confirmarmos como campeões nacionais. Continuamos a ser a equipa que melhor futebol pratica em Portugal, mas felizmente ainda estamos a anos-luz de outras práticas que condicionam os jogos e que nos ajudaram a derrotar nesta jornada. Tudo o que se passou à volta desta partida tornou infelizmente previsível a nossa derrota. Se fosse preciso trocar os últimos quatro campeonatos roubados, perdão, ganhos para que o Benfica não fosse campeão na casa deles, não tenho dúvidas que este clube hediondo o faria.

Entrámos muito bem na partida e logo no início atirámos uma bola à barra pelo Di María. O remate dele ainda foi desviado por um defesa contrário, mas claro que o Sr. Olegário Benquerença, um INCOMPETENTE e COBARDE da pior espécie, assinalou pontapé de baliza. Pouco depois, vi logo que a partida iria ser muito complicada: o Di María é atropelado pelo Fucile e também vê cartão amarelo que o vai impedir de defrontar o Rio Ave para a semana. Assim como o Fábio Coentrão e o Javi García que foram escolhidos a dedo pelo COBARDE de serviço para também ficarem afastados do jogo decisivo. A nossa equipa foi muito condicionada por estes três amarelos ainda na 1ª parte e nunca conseguiu fazer a pressão alta que nos tem caracterizado por medo legítimo de ficarmos em desvantagem numérica. Claro que, aos 17’, o Sr. Olegário Benquerença mostrou mais uma vez toda a sua COBARDIA ao não dar o 2º amarelo ao Fucile por um pontapé nos calcanhares do Di María. Tivemos mais uma grande oportunidade de golo, mas o Javi García atirou por cima da barra quando estava na pequena-área. Há dois lances que me parecem penalty a nosso favor (derrube ao Maxi Pereira e mão do Hulk na área), mas para que o Sr. Olegário os marcasse precisaria de ser um homem. O Javi García esteve novamente infeliz, porque cedeu um canto desnecessário do qual viria a resultado o 0-1 perto do intervalo, numa boa cabeçada do Animal Alves.

Na 2ª parte, esperava-se uma reacção forte da nossa equipa e a partir dos 52’ ficámos a jogar em vantagem numérica. O Fucile, que se esqueceu claramente de tomar a vacina contra a raiva antes do jogo, simulou um penalty e o Sr. Olegário Benquerença não teve outro remédio senão mostrar-lhe o 2º amarelo. Pouco depois, aos 57’, chegámos ao empate pelo Luisão na sequência de um centro do Maxi Pereira e um bom trabalho do nosso capitão na grande-área. Mas tivemos pouco tempo para saborear um empate, já que, dois minutos depois, uma desconcentração fatal na nossa área permitiu ao Farías fazer o 2-1, depois de uma simulação grosseira de penalty do Belluschi que nos perturbou e a bola acabou por ressaltar para o avançado argentino. O Quim não está nada isento de culpas, já que socou uma bola fácil de agarrar para a frente e a mesma foi parar ao Belluschi. É um golo que não se pode sofrer nunca, especialmente quando se está em vantagem numérica. O Aimar ainda entrou para pôr um pouco de ordem no nosso jogo e ainda pressionámos os nojentos para a sua área, mas não estivemos felizes nem no último passe nem na concretização. O Guarín atirou uma bola ao poste na sequência de um contra-ataque e o Belluschi acabou com o jogo aos 83’ com um bom remate fora da área.

Individualmente, o melhor do Benfica foi o Fábio Coentrão. Apesar de ter visto um amarelo injusto muito cedo, não se desconcentrou, meteu o bluff Hulk no bolso e ainda ajudou o ataque. O resto da equipa esteve longe do nível habitual para o que contribuiu, e de que maneira, uma arbitragem vergonhosa que não nos permitiu que fizemos a tal pressão alta que nos tem valido muitas recuperações de bola nas outras partidas.

Temos três baixas importantíssimas para o último jogo e foi pena que o Jorge Jesus não tenha mesmo deixado o Di María de fora, como confidenciou na conferência de imprensa. De qualquer maneira, não passa pela cabeça de ninguém que, com a necessidade de obter mais um ponto e a jogar em casa com o Rio Ave, não venhamos a ser campeões.

P.S. - É impressão minha ou o golo do Braga é claramente obtido em fora-de-jogo? Para além do azar do Coelho, guarda-redes do Paços de Ferreira, coitado, que teve uma intervenção muito infeliz tal como o Beto, na altura no Leixões, teve um jogo menos conseguido frente ao CRAC no ano passado… Coincidências…

segunda-feira, abril 26, 2010

Campeões Europeus de Futsal

Muitos parabéns a toda a secção de futsal do Sport Lisboa e Benfica! Grande vitória por 3-2 após prolongamento perante o Interviú Madrid, que já tinha sido por três vezes campeão da Europa. Fizemos história!

domingo, abril 25, 2010

Um pontinho

Vencemos o Olhanense por 5-0 e estamos a um ponto de nos sagrarmos, com a maior justiça do mundo, campeões nacionais. Aliás, mais um golinho contra o Braga, o não-falhanço do penalty em Setúbal ou uma arbitragem honesta no Braga – V. Guimarães e estaríamos agora mesmo a festejar o título… Independentemente disto, acho inacreditável que as três últimas jornadas não se joguem à mesma hora, para que as equipas possam começar a celebrar no relvado. Assim, arriscamo-nos a ser campeões no sofá, o que, como diz o Jesus, tem um sabor menos bom do que se fosse no campo. No entanto, é óbvio que mais logo vou estar a torcer pela Naval.

Esta partida não teve muita história. Voltámos a entrar praticamente a ganhar, já que aos 3’ o Sr. Lucílio Baptista assinalou, e bem, um penalty a nosso favor por mão evidente, depois de um enorme passe do Aimar e uma óptima arrancada do Weldon. O Cardozo marcou para o lado esquerdo, ao contrário do que é habitual, e fez o 1-0. Aos 8’, o mesmo jogador que tinha feito o penalty, Delson, teve uma entrada duríssima sobre o Di María e deveria ter visto o vermelho directo. No entanto, o Sr. Lucílio Baptista mostrou-lhe o segundo amarelo, mas o Olhanense ficou à mesma a jogar com 10. Aos 18’, o Aimar fez outra abertura das dele e o Di María marcou um muito pouco habitual golo com o pé direito. O jogo ficou praticamente decidido e a nossa intensidade baixou até ao intervalo.

Na 2ª parte, os jogadores devem ter ouvido no balneário e entrámos a todo o gás. Em dois minutos (54’ e 56’) resolvemos de vez a questão com dois golos do Cardozo, que assim se colocou na frente dos melhores marcadores com 24 golos, mais um que o Falcao. Ambos foram a passe do Di María, sendo o primeiro de letra. Até final, a equipa preocupou-se essencialmente em jogar para o Cardozo, o que acho muito bem porque, desde o Rui Águas em 1990/91, que nenhum jogador do Benfica conquista o título de melhor marcador. E o Tacuara teve mais do que uma possibilidade para marcar mais golos, mas uma cabeçada saiu por cima e um remate já dentro da grande-área foi interceptado por um defesa. Entretanto, aos 78’ o Aimar fez o resultado final.

Individualmente há que destacar o trio Di María, Aimar e Cardozo. Entre assistências e golos, eles estiveram presentes em quase todos os momentos decisivos do jogo. Como já vi escrito por aí, a sorte do Di María é a polícia andar distraída, porque senão multava-o por excesso de velocidade… Também gostei bastante dos laterais (Rúben Amorim e Fábio Coentrão), que estiveram muito activos nas jogadas atacantes. Desta feita, o Weldon não marcou nenhum golo, mas teve uma participação essencial no penalty de que resultou o primeiro. Quanto aos centrais, já vão faltando palavras para elogiar o Luisão e David Luiz.

Veremos o que fará mais logo o Braga na Figueira da Foz para ver se podemos ir já para o Marquês ou ainda teremos de esperar um pouco mais. Está quase…!

segunda-feira, abril 19, 2010

Xeque

Ganhámos em Coimbra (3-2) e estamos a apenas quatro pontos de ser campeões nacionais. Foi um jogo bastante complicado, como o resultado demonstra, mas a nossa vitória é justíssima. O Sr. Carlos Xistra mostrou-se um reforço importante para a Académica, porém este ano é muito difícil pararem-nos.

Entrámos logo a ganhar com um golo do Weldon de cabeça aos 3’ na sequência de um lançamento lateral. No entanto, durante boa parte do 1º tempo cedemos o domínio ao adversário, se bem que a Académica não tivesse criado grandes oportunidades de golo. Embora o Sidnei seja um bom jogador, sentiu-se a falta do Luisão no meio e isso pode ver-se principalmente na actuação do David Luiz, que não esteve tão brilhante nos primeiros minutos como é habitual. O Quim fez uma óptima defesa numa cabeçada num canto, mas aos 28’ sofremos o golo do empate. O Sr. Carlos Xistra, a meia-dúzia de metros de lance, fingiu que não viu uma descarada bola no braço que antecedeu um remate fora da área, que desviou no Javi García e enganou o Quim. Estava difícil fazer o nosso jogo habitual, porque a Académica correu como se não houvesse amanhã. Fosse assim em todas as partidas e teríamos um campeonato bem mais interessante, mas há incentivos que só são dados quando se defronta o Benfica. A cinco minutos do intervalo, o Di María que até nem estava a fazer uma boa exibição fez uma jogada bestial, centrou e o Weldon marcou um golão: bom domínio de bola e forte remate em queda que não deu hipóteses ao guarda-redes.

Na 2ª parte, e ao contrário do que se esperava, não entrámos fortes para dar a estocada final. Tentámos controlar a partida e, tirando as bolas paradas, não permitimos perigo ao adversário. Só que, lá está, este tipo de táctica, por muito boa que seja, pode vir por água abaixo com um único lance. Uma falta desnecessária do Javi García, quando o adversário estava de costas para a nossa baliza, resultou num livre para a área e uma cabeçada que ainda tocou no poste. O Cardozo estava nitidamente inferiorizado e foi substituído pouco antes daquele lance pelo Carlos Martins. Logo a seguir à oportunidade da Académica, o Di María poderia ter resolvido de vez a partida ao aparecer isolado pelo Weldon, mas rematou fraco e à figura do guarda-redes. Pouco depois, o Carlos Martins teve um tiraço ao poste. Aos 79’ acabou-se a dúvida sobre o vencedor da partida, com mais uma grande jogada do Di María pela esquerda, centro e remate de primeira do Rúben Amorim. Só que, contra todas as expectativas, ainda sofremos mais um golo ao 88’ num grande frango do Quim, que deixou que um remate a mais de 30 metros da baliza entrasse quase ao meio desta. Até final, conseguimos manter a bola longe da nossa baliza e só um livre inventado pelo Sr. Carlos Xistra é que a fez chegar à nossa área.

Individualmente, é óbvio o destaque ao Weldon, provavelmente a melhor contratação de sempre do Benfica na relação produtividade/preço. Dois bons golos, decisivos para a vitória, e ainda uma óptima assistência de cabeça que isolou o Di María justificam que se considere o melhor em campo. O argentino também tem que ser destacado, por ter inventado dois lances que foram duas assistências. Também gostei bastante do Fábio Coentrão, cada vez mais seguro a defesa-esquerdo. O Rúben Amorim é outro que não sabe jogar mal e fez com que não nos lembrássemos do Ramires. Quanto ao Quim, esteve no pior e melhor. O resto da equipa esteve ao nível alto habitual.

Está quase… quase… Esta vitória representou o xeque e o “mate” está muito perto. Com dois jogos em casa e quatro pontos para conquistar, acho que ninguém acredita que não sejamos campeões. Mas ainda não o somos. Há que continuar a encarar os jogos com a seriedade que temos feito até agora, porque temos oito vitórias consecutivas (que seriam 14 caso o Cardozo não tivesse falhado o penalty em Setúbal…) e era muito bonito só perder dois pontos na 2ª volta. O que é inacreditável é esta calendarização da Liga. Para já, o facto de ter deixado de ser obrigatório jogar as três últimas jornadas à mesma hora e depois a questão de, para a semana, o Braga não jogar antes de nós. Durante quase toda a época o fez, mas na jornada decisiva vão jogar depois. Ou seja, podemos arriscar-nos a ser campeões no sofá, quando esta equipa o merece ser dentro do campo.

P.S. – Excelente a intervenção do João Gabriel no fim de jogo acerca do preço dos bilhetes. Com estes preços pornográficos, é muito bem feito que o estádio não tivesse estado cheio. Gente proxeneta e mesquinha!

P.P.S. – O Sr. Carlos Xistra mais uma vez confirmou aquilo que todos já suspeitávamos dele. É um ladrão! Só que, este ano, nós temos seguro contra isso.

quarta-feira, abril 14, 2010

O olfacto e o tacto

Vencemos a lagartada por 2-0 e demos um passo fundamental para a conquista do tão desejado (e mais que merecido!) título. Faltam sete pontos para sermos campeões e, nesta altura, acho que já ninguém acredita que não o sejamos. Espero que os únicos que tenham dúvidas sejam os jogadores, porque são eles que vão ter que conquistar esses pontos no campo. Estamos quase lá, mas ainda falta o “quase”. Seguindo a lógica, e com dois jogos em casa, apenas precisaremos de um ponto num dos dois fora. Mas, se conquistarmos os 12 que ainda falta, tanto melhor!

Ao invés do que é habitual, entrámos muito mal na partida e fizemos uma das piores primeiras partes que me lembro esta época. Os lagartos surpreenderam-nos com uma pressão muito alta, o que nos impedia de ligar uma jogada. Claro que o facto de o Saviola ainda não ter recuperado e o Aimar estar no banco não ajudava nada o nosso jogo. O Jorge Jesus resolveu testar os limites dos lagartos e disse-lhes: “mostrem lá o que valem, porque nós vamos entrar em campo com 10”. E assim foi, até ao intervalo jogámos claramente com um a menos. Eu até percebo a colocação do Aimar no banco, já que não está no seu melhor em termos físicos, e o Weldon também recuperou de uma lesão recentemente, mas sinceramente custa-me ver o Nuno Gomes na bancada e o Éder Luís a titular. Esperava muito honestamente estar errado, mas o brasileiro continua a dar-me razão… Voltando ao jogo, nós só criávamos lances de perigo nas bolas paradas e mesmo assim não tivemos nenhuma clara situação de golo, aliás como os lagartos cujo domínio não se traduziu em oportunidades.

Na 2ª parte, o Jesus achou por bem acabar com a brincadeira e entrar finalmente com 11 em campo. O jogo virou completamente com a entrada de El Mago. O domínio dos lagartos evaporou-se e, durante quase toda a 2ª parte, eles mal se aproximaram da nossa baliza. Ao contrário de nós, que começámos a pressioná-los cada vez mais perto da área. Um remate do Carlos Martins à entrada desta anunciou o nosso golo. Surgiu aos 67’ pelo Cardozo que, mesmo inferiorizado fisicamente (levou um pontapé no tornozelo um pouco antes), marca golos: boa jogada do Rúben Amorim na direita, centro largo que encontrou o Fábio Coentrão na esquerda, este fez um centro-remate que o paraguaio desviou para a baliza. Logo a seguir teve que ser substituído pelo Kardec. O mais difícil estava feito, mas era fundamental ter uma vantagem mais alargada para nos pormos a salvo de qualquer imponderável. E foi o que aconteceu aos 77’, quando o Aimar isolado marcou um golo de grande classe depois de fintar o Rui Patrício. Até final, controlámos completamente a partida, mantendo os lagartos fora da nossa área, e a nossa vitória é mais que justa.

Individualmente há que destacar o Aimar, pois claro. Revolucionou o nosso futebol e o próprio jogo. Ainda por cima, marcou um golo. A defesa também esteve muito bem, com o Rúben Amorim a substituir muito bem o Maxi Pereira. O Cardozo fez um jogo muito esforçado, marcou um golo “à ponta-de-lança” e acabou por sair lesionado. Gostei bastante da entrada do Kardec, que confirma cada vez mais a boa impressão que tinha dele: lutador e com bom jogo de cabeça. O resto da equipa esteve sofrível na 1ª parte e bastante bem na 2ª, e o melhor exemplo disso é o Javi García. O Di María parece-me estoirado e o Éder Luís continua a ser… o Éder Luís.

Já se fala por aí que “cheira a título”. Mas entre o olfacto e o tacto vai uma grande diferença. Neste caso, uma diferença de sete pontos. E só quando pudermos colocar as mãos no troféu é que devemos festejar. O jogo em Coimbra vai ser muito importante para confirmarmos que este ano nós não damos hipóteses nenhumas. Bem podem falar das eliminações da Liga Europa, do cansaço, do que quiserem, que nós somos indiscutivelmente a equipa mais forte e a que merece mais ser campeã.

P.S. – Sinceramente não acho que a entrada do Luisão seja para vermelho directo. Os pés dele vão rente à relva e dá-me a impressão que ele escorrega. De qualquer maneira, a lagartada não tem mesmo noção do ridículo. Estão a 26(!) pontos de nós e querem fazer um escarcéu da arbitragem deste jogo. Houve erros? Claro que sim (o Miguel Veloso também poderia ter ido para a rua, por exemplo), mas não tiveram nenhuma influência no resultado.

sexta-feira, abril 09, 2010

Anjinhos

Perdemos em Liverpool por 1-4 e fomos eliminados da Liga Europa. Cumprimos os objectivos mínimos, já que o nosso orçamento contemplava a presença nos quartos-de-final desta competição, mas sinceramente estou bastante chateado com este desfecho. Não fiquei nada convencido acerca da superioridade do Liverpool e acho que este resultado é fruto de algumas circunstâncias que actuaram a nosso desfavor.

Entrámos muitíssimo bem na partida e calámos os adeptos do Liverpool durante os primeiros 20’. Não tivemos uma clara oportunidade de golo, mas alguns remates deveriam ter sido melhor dirigidos. Contra a corrente do jogo, o Liverpool marcou aos 28’ num lance que não via desde os famosos 3-6 em Alvalade: um guarda-redes do Benfica a sofrer um golo de cabeça dentro da pequena-área! Enorme frango do Júlio César (não me parece falta nenhuma do Kuyt) que deitou tudo a perder. Até porque o 2-0 surgiu pouco depois aos 35’, numa jogada de contra-ataque, em que o Javi García ficou desposicionado e abriu-se um buraco pelo meio onde entrou o Lucas. Houve um primeiro remate em que a bola raspou por baixo da mão do Júlio César (deu-me a sensação que poderia ter feito melhor) e no ressalto o mesmo jogador fez golo. Em pouco tempo, ficámos com uma desvantagem que não merecíamos de todo e até ao intervalo poderíamos ter reduzido através de um livre do Cardozo, bem defendido pelo Reina, ou de outro livre em que um remate do Sidnei é desviado por um defesa.

Na 2ª parte, voltámos a entrar seguros, a fazer circular a bola, mas deitámos tudo a perder aos 59’ ao sofrer mais um golo de contra-ataque. Um livre mal marcado pelo Carlos Martins (a meia-altura para a cabeça do Di María!) resultou numa transição rapidíssima do Liverpool que terminou nas nossas redes por culpa do Fernando Torres. As coisas complicavam-se bastante e nesta altura precisávamos de dois golos para passar. Ainda marcámos um aos 70’ pelo Cardozo na cobrança de um livre e tivemos outra grande oportunidade também pelo paraguaio noutro livre, desviado pela barreira e quase traindo o guarda-redes. Sinceramente cheguei a ver a bola dentro da baliza! A cara dos adeptos do Liverpool dizia tudo e pensei que poderíamos passar a eliminatória. Só que veio uma inoportuna lesão do Júlio César, que obrigou à entrada do Moreira, e nos cortou o ritmo. Praticamente a seguir, aos 82’, o Torres acabou com a eliminatória noutro contra-ataque! Foi um resultado muito pesado para o que fizemos em campo. Sofrer um golo de enorme frango e três em contra-ataque em Anfield Road(!) é um pouco inglório. Fomos anjinhos.

Individualmente não houve ninguém que tivesse feito uma grande exibição. Não acho que a inclusão do Sidnei e a deslocação do David Luiz para a esquerda fosse o problema, até porque estes dois foram dos melhores do Benfica. Era necessário que o Kuyt não ganhasse muitas bolas de cabeça como aconteceu na Luz, logo o David Luiz dava mais garantias nesse sentido que o Fábio Coentrão, como é óbvio. O resto da equipa esteve num plano regular, mas notou-se, e de que maneira, o cansaço que os apenas três dias de descanso provocaram na nossa equipa. Por exemplo, o Di María não existiu e o Cardozo também só esteve bem nos livres, falhando quase todas as tabelinhas. No entanto, foi pena que o Jorge Jesus não tivesse mantido o que disse em Janeiro, quando anunciou o fim da rotatividade dos guarda-redes. Já no golo em Marselha teve uma saída disparatada e duvido que o Quim sofresse um primeiro golo destes.

Era útil que a Uefa revisse as datas das eliminatórias da Liga Europa, porque, dos oito clubes presentes nestes quartos-de-final, não é por acaso que o Benfica é o único que está na frente do respectivo campeonato. Jogos à 5ª feira é muito bonito, mas em semanas consecutivas não dá tempo de descanso ainda por cima com partidas do campeonato ao fim-de-semana. Como o jogo com os lagartos é na 3ª feira, temos mais que tempo para descansar e apresentarmo-nos melhor fisicamente. É uma partida importantíssima, já que, como se sabe, o principal objectivo da época dos lagartos ainda pode ser cumprido: ganhar ao Benfica. Eu sei que jogar com os lagartos depois de defrontar o Liverpool é como sair de uma refeição gourmet para um McDonald’s, mas todo o cuidado é pouco. Faltam 10 pontos para sermos campeões e é fundamental que, depois deste jogo, fiquem a faltar sete.

P.S. – Os anti-Benfica que festejem bem este desaire, porque agora, com descanso suficiente entre os jogos, não vamos dar hipóteses nenhumas! Viva o Benfica!

terça-feira, abril 06, 2010

Reviravolta

A primeira vez que conseguimos dar a volta ao marcador no campeonato nacional fizemo-lo em grande estilo. Vencemos 4-2 na Figueira da Foz depois de estarmos a perder por 0-2. Mais um mito que se quebra (provavelmente ainda havia quem dissesse que o Benfica só virava resultados perante as equipas menores de Liga Europa…), mas este sinceramente dispensava-o. Estar a perder por 0-2 aos 12’ numa partida absolutamente decisiva não me fez nada bem ao coração. Felizmente tivemos uma resposta avassaladora e conseguimos a vitória.

Como é óbvio, entrámos pessimamente no jogo. Duas falhas individuais (David Luiz e Maxi Pereira) resultaram em outros tantos golos, se bem que no primeiro (aos 2’!) a movimentação do Javi García também não tenha sido nada famosa. Levámos dois socos no estômago e mal tínhamos entrado em campo. O facto de termos feito o 1-2 pouco depois (16’) ajudou a que a equipa e os adeptos acreditassem que iam acordar do pesadelo. Foi o Weldon (que fez de Saviola) que marcou depois de dois remates defendidos pelo Peiser. O brasileiro saltou muito bem e fez o golo de cabeça aproveitando o segundo ressalto. Dois minutos depois, a partida ficou igualada novamente pelo Weldon e novamente de cabeça. Canto do Aimar na esquerda, o David Luiz não chega a tocar na bola, mas desposiciona a defesa e o Weldon percebeu muito bem a jogada, e cabeceou à vontade. Voltava tudo ao início, mas até ao intervalo continuámos com algumas desconcentrações defensivas que permitiram à Naval criar lances de perigo. Um azar num ressalto isolou um avançado deles, mas o Quim defendeu bem e logo a seguir ficámos finalmente na frente. Um passe longuíssimo do David Luiz isolou o Di María, que desviou muito bem a bola do guarda-redes. Estávamos no minuto 38 e senti que, se não houvesse mais falhas defensivas (tão pouco habituais este ano), a vitória não nos fugiria.

A 2ª parte foi completamente diferente da 1ª e era essencial marcarmos mais um golo para termos uma vantagem confortável. Foi o que aconteceu logo aos 55’ num lance que começou e acabou no Cardozo, com o Weldon a ter papel fundamental ao fazer a assistência para um remate do Rúben Amorim que o Peiser defendeu. Na recarga, o paraguaio não perdoou. A partir daqui, era difícil a vitória fugir-nos. A dúvida estava mais em saber se marcaríamos mais golos. O Benfica deste ano faz jus à ideia de que “o ataque é a melhor defesa” e o jogo continuou a desenrolar-se principalmente no meio-campo adversário. O Jorge Jesus começou a fazer substituições, mas confesso que estranhei que o Weldon fosse o primeiro a sair logo um minuto depois do golo. Esteve em três dos nossos quatro tentos, não jogava há uma série de tempo e só entendo a saída por eventuais dificuldades físicas que não descortinei. Entrou o Carlos Martins, mas se fosse eu teria tirado o Aimar, porque estávamos a ganhar por dois golos e vamos a Anfield na 5ª feira. Aos 70’, saiu o Aimar e entrou o Ramires, mas a toada da partida manteve-se. Passávamos mais tempo no meio-campo adversário, mas a pontaria passou a estar desafinada. Mesmo assim ainda houve tempo para um petardo do Carlos Martins à barra. Uma incrível perda de bola do Di María no nosso meio-campo proporcionou à Naval a única situação de golo do 2º tempo, mas o jogador que estava isolado atirou por cima. Faltavam pouco mais de 10’ para os 90 e foi um lance que nos poderia ter causado um final de jogo intranquilo. Felizmente isso não aconteceu e a vitória é mais que justa.

Individualmente há que destacar o Weldon. Dois golos e a participação noutro justificam-no absolutamente. O David Luiz também teria feito uma partida irrepreensível não fora a falha no 1º golo. O Di María foi muito importante pela velocidade (só ele é que chegava ao lançamento do David Luiz no 3º golo), mas partilha com o Carlos Martins de um facto que me irrita sobejamente: é incapaz de fazer as coisas pelo modo mais simples. Complicado é que é bom! Felizmente esta época as coisas têm-lhe saído bem, mas há ocasiões que se perdem por falta de simplicidade de processos… O Rúben Amorim também fez uma partida muito boa e pode considerar-se um titular da equipa. Acho que o Fábio Coentrão está a perder um pouco da acutilância atacante que tinha no passado, mas está um fantástico defesa-esquerdo. Faria bem em se assumir como tal, já que é uma posição muito carenciada no nosso futebol. O Cardozo lá marcou mais um golito, mas atravessa indiscutivelmente uma fase de menor fulgor (enquanto continuar a molhar a sopa, menos mal).

Prova dificílima superada e manutenção dos seis pontos de vantagem (cinco na prática) para o Braga (cuja partida frente ao V. Guimarães foi das maiores - senão mesmo a maior - vergonhas deste campeonato, cortesia do Sr. Artur Soares Dias). As contas são muito simples: ganhando as três partidas em casa, só precisamos de mais um ponto em dois jogos fora para sermos campeões. Mas claro que o que quero são mais cinco vitórias! Antes de recebermos os lagartos, teremos a partida em Anfield. Que a moral em alta depois deste jogo sirva para superar o eventual cansaço que a maioria dos jogadores inevitavelmente sentirá é o meu maior desejo. Força Benfica!

P.S. – O cartão amarelo ao Maxi Pereira (que o afastará do jogo com os lagartos) por tocar com o ombro(!) na bola demonstra a incompetência do Sr. Elmano Santos.