domingo, abril 25, 2010
Um pontinho
Vencemos o Olhanense por 5-0 e estamos a um ponto de nos sagrarmos, com a maior justiça do mundo, campeões nacionais. Aliás, mais um golinho contra o Braga, o não-falhanço do penalty em Setúbal ou uma arbitragem honesta no Braga – V. Guimarães e estaríamos agora mesmo a festejar o título… Independentemente disto, acho inacreditável que as três últimas jornadas não se joguem à mesma hora, para que as equipas possam começar a celebrar no relvado. Assim, arriscamo-nos a ser campeões no sofá, o que, como diz o Jesus, tem um sabor menos bom do que se fosse no campo. No entanto, é óbvio que mais logo vou estar a torcer pela Naval.
Esta partida não teve muita história. Voltámos a entrar praticamente a ganhar, já que aos 3’ o Sr. Lucílio Baptista assinalou, e bem, um penalty a nosso favor por mão evidente, depois de um enorme passe do Aimar e uma óptima arrancada do Weldon. O Cardozo marcou para o lado esquerdo, ao contrário do que é habitual, e fez o 1-0. Aos 8’, o mesmo jogador que tinha feito o penalty, Delson, teve uma entrada duríssima sobre o Di María e deveria ter visto o vermelho directo. No entanto, o Sr. Lucílio Baptista mostrou-lhe o segundo amarelo, mas o Olhanense ficou à mesma a jogar com 10. Aos 18’, o Aimar fez outra abertura das dele e o Di María marcou um muito pouco habitual golo com o pé direito. O jogo ficou praticamente decidido e a nossa intensidade baixou até ao intervalo.
Na 2ª parte, os jogadores devem ter ouvido no balneário e entrámos a todo o gás. Em dois minutos (54’ e 56’) resolvemos de vez a questão com dois golos do Cardozo, que assim se colocou na frente dos melhores marcadores com 24 golos, mais um que o Falcao. Ambos foram a passe do Di María, sendo o primeiro de letra. Até final, a equipa preocupou-se essencialmente em jogar para o Cardozo, o que acho muito bem porque, desde o Rui Águas em 1990/91, que nenhum jogador do Benfica conquista o título de melhor marcador. E o Tacuara teve mais do que uma possibilidade para marcar mais golos, mas uma cabeçada saiu por cima e um remate já dentro da grande-área foi interceptado por um defesa. Entretanto, aos 78’ o Aimar fez o resultado final.
Individualmente há que destacar o trio Di María, Aimar e Cardozo. Entre assistências e golos, eles estiveram presentes em quase todos os momentos decisivos do jogo. Como já vi escrito por aí, a sorte do Di María é a polícia andar distraída, porque senão multava-o por excesso de velocidade… Também gostei bastante dos laterais (Rúben Amorim e Fábio Coentrão), que estiveram muito activos nas jogadas atacantes. Desta feita, o Weldon não marcou nenhum golo, mas teve uma participação essencial no penalty de que resultou o primeiro. Quanto aos centrais, já vão faltando palavras para elogiar o Luisão e David Luiz.
Veremos o que fará mais logo o Braga na Figueira da Foz para ver se podemos ir já para o Marquês ou ainda teremos de esperar um pouco mais. Está quase…!
Esta partida não teve muita história. Voltámos a entrar praticamente a ganhar, já que aos 3’ o Sr. Lucílio Baptista assinalou, e bem, um penalty a nosso favor por mão evidente, depois de um enorme passe do Aimar e uma óptima arrancada do Weldon. O Cardozo marcou para o lado esquerdo, ao contrário do que é habitual, e fez o 1-0. Aos 8’, o mesmo jogador que tinha feito o penalty, Delson, teve uma entrada duríssima sobre o Di María e deveria ter visto o vermelho directo. No entanto, o Sr. Lucílio Baptista mostrou-lhe o segundo amarelo, mas o Olhanense ficou à mesma a jogar com 10. Aos 18’, o Aimar fez outra abertura das dele e o Di María marcou um muito pouco habitual golo com o pé direito. O jogo ficou praticamente decidido e a nossa intensidade baixou até ao intervalo.
Na 2ª parte, os jogadores devem ter ouvido no balneário e entrámos a todo o gás. Em dois minutos (54’ e 56’) resolvemos de vez a questão com dois golos do Cardozo, que assim se colocou na frente dos melhores marcadores com 24 golos, mais um que o Falcao. Ambos foram a passe do Di María, sendo o primeiro de letra. Até final, a equipa preocupou-se essencialmente em jogar para o Cardozo, o que acho muito bem porque, desde o Rui Águas em 1990/91, que nenhum jogador do Benfica conquista o título de melhor marcador. E o Tacuara teve mais do que uma possibilidade para marcar mais golos, mas uma cabeçada saiu por cima e um remate já dentro da grande-área foi interceptado por um defesa. Entretanto, aos 78’ o Aimar fez o resultado final.
Individualmente há que destacar o trio Di María, Aimar e Cardozo. Entre assistências e golos, eles estiveram presentes em quase todos os momentos decisivos do jogo. Como já vi escrito por aí, a sorte do Di María é a polícia andar distraída, porque senão multava-o por excesso de velocidade… Também gostei bastante dos laterais (Rúben Amorim e Fábio Coentrão), que estiveram muito activos nas jogadas atacantes. Desta feita, o Weldon não marcou nenhum golo, mas teve uma participação essencial no penalty de que resultou o primeiro. Quanto aos centrais, já vão faltando palavras para elogiar o Luisão e David Luiz.
Veremos o que fará mais logo o Braga na Figueira da Foz para ver se podemos ir já para o Marquês ou ainda teremos de esperar um pouco mais. Está quase…!
segunda-feira, abril 19, 2010
Xeque
Ganhámos em Coimbra (3-2) e estamos a apenas quatro pontos de ser campeões nacionais. Foi um jogo bastante complicado, como o resultado demonstra, mas a nossa vitória é justíssima. O Sr. Carlos Xistra mostrou-se um reforço importante para a Académica, porém este ano é muito difícil pararem-nos.
Entrámos logo a ganhar com um golo do Weldon de cabeça aos 3’ na sequência de um lançamento lateral. No entanto, durante boa parte do 1º tempo cedemos o domínio ao adversário, se bem que a Académica não tivesse criado grandes oportunidades de golo. Embora o Sidnei seja um bom jogador, sentiu-se a falta do Luisão no meio e isso pode ver-se principalmente na actuação do David Luiz, que não esteve tão brilhante nos primeiros minutos como é habitual. O Quim fez uma óptima defesa numa cabeçada num canto, mas aos 28’ sofremos o golo do empate. O Sr. Carlos Xistra, a meia-dúzia de metros de lance, fingiu que não viu uma descarada bola no braço que antecedeu um remate fora da área, que desviou no Javi García e enganou o Quim. Estava difícil fazer o nosso jogo habitual, porque a Académica correu como se não houvesse amanhã. Fosse assim em todas as partidas e teríamos um campeonato bem mais interessante, mas há incentivos que só são dados quando se defronta o Benfica. A cinco minutos do intervalo, o Di María que até nem estava a fazer uma boa exibição fez uma jogada bestial, centrou e o Weldon marcou um golão: bom domínio de bola e forte remate em queda que não deu hipóteses ao guarda-redes.
Na 2ª parte, e ao contrário do que se esperava, não entrámos fortes para dar a estocada final. Tentámos controlar a partida e, tirando as bolas paradas, não permitimos perigo ao adversário. Só que, lá está, este tipo de táctica, por muito boa que seja, pode vir por água abaixo com um único lance. Uma falta desnecessária do Javi García, quando o adversário estava de costas para a nossa baliza, resultou num livre para a área e uma cabeçada que ainda tocou no poste. O Cardozo estava nitidamente inferiorizado e foi substituído pouco antes daquele lance pelo Carlos Martins. Logo a seguir à oportunidade da Académica, o Di María poderia ter resolvido de vez a partida ao aparecer isolado pelo Weldon, mas rematou fraco e à figura do guarda-redes. Pouco depois, o Carlos Martins teve um tiraço ao poste. Aos 79’ acabou-se a dúvida sobre o vencedor da partida, com mais uma grande jogada do Di María pela esquerda, centro e remate de primeira do Rúben Amorim. Só que, contra todas as expectativas, ainda sofremos mais um golo ao 88’ num grande frango do Quim, que deixou que um remate a mais de 30 metros da baliza entrasse quase ao meio desta. Até final, conseguimos manter a bola longe da nossa baliza e só um livre inventado pelo Sr. Carlos Xistra é que a fez chegar à nossa área.
Individualmente, é óbvio o destaque ao Weldon, provavelmente a melhor contratação de sempre do Benfica na relação produtividade/preço. Dois bons golos, decisivos para a vitória, e ainda uma óptima assistência de cabeça que isolou o Di María justificam que se considere o melhor em campo. O argentino também tem que ser destacado, por ter inventado dois lances que foram duas assistências. Também gostei bastante do Fábio Coentrão, cada vez mais seguro a defesa-esquerdo. O Rúben Amorim é outro que não sabe jogar mal e fez com que não nos lembrássemos do Ramires. Quanto ao Quim, esteve no pior e melhor. O resto da equipa esteve ao nível alto habitual.
Está quase… quase… Esta vitória representou o xeque e o “mate” está muito perto. Com dois jogos em casa e quatro pontos para conquistar, acho que ninguém acredita que não sejamos campeões. Mas ainda não o somos. Há que continuar a encarar os jogos com a seriedade que temos feito até agora, porque temos oito vitórias consecutivas (que seriam 14 caso o Cardozo não tivesse falhado o penalty em Setúbal…) e era muito bonito só perder dois pontos na 2ª volta. O que é inacreditável é esta calendarização da Liga. Para já, o facto de ter deixado de ser obrigatório jogar as três últimas jornadas à mesma hora e depois a questão de, para a semana, o Braga não jogar antes de nós. Durante quase toda a época o fez, mas na jornada decisiva vão jogar depois. Ou seja, podemos arriscar-nos a ser campeões no sofá, quando esta equipa o merece ser dentro do campo.
P.S. – Excelente a intervenção do João Gabriel no fim de jogo acerca do preço dos bilhetes. Com estes preços pornográficos, é muito bem feito que o estádio não tivesse estado cheio. Gente proxeneta e mesquinha!
P.P.S. – O Sr. Carlos Xistra mais uma vez confirmou aquilo que todos já suspeitávamos dele. É um ladrão! Só que, este ano, nós temos seguro contra isso.
Entrámos logo a ganhar com um golo do Weldon de cabeça aos 3’ na sequência de um lançamento lateral. No entanto, durante boa parte do 1º tempo cedemos o domínio ao adversário, se bem que a Académica não tivesse criado grandes oportunidades de golo. Embora o Sidnei seja um bom jogador, sentiu-se a falta do Luisão no meio e isso pode ver-se principalmente na actuação do David Luiz, que não esteve tão brilhante nos primeiros minutos como é habitual. O Quim fez uma óptima defesa numa cabeçada num canto, mas aos 28’ sofremos o golo do empate. O Sr. Carlos Xistra, a meia-dúzia de metros de lance, fingiu que não viu uma descarada bola no braço que antecedeu um remate fora da área, que desviou no Javi García e enganou o Quim. Estava difícil fazer o nosso jogo habitual, porque a Académica correu como se não houvesse amanhã. Fosse assim em todas as partidas e teríamos um campeonato bem mais interessante, mas há incentivos que só são dados quando se defronta o Benfica. A cinco minutos do intervalo, o Di María que até nem estava a fazer uma boa exibição fez uma jogada bestial, centrou e o Weldon marcou um golão: bom domínio de bola e forte remate em queda que não deu hipóteses ao guarda-redes.
Na 2ª parte, e ao contrário do que se esperava, não entrámos fortes para dar a estocada final. Tentámos controlar a partida e, tirando as bolas paradas, não permitimos perigo ao adversário. Só que, lá está, este tipo de táctica, por muito boa que seja, pode vir por água abaixo com um único lance. Uma falta desnecessária do Javi García, quando o adversário estava de costas para a nossa baliza, resultou num livre para a área e uma cabeçada que ainda tocou no poste. O Cardozo estava nitidamente inferiorizado e foi substituído pouco antes daquele lance pelo Carlos Martins. Logo a seguir à oportunidade da Académica, o Di María poderia ter resolvido de vez a partida ao aparecer isolado pelo Weldon, mas rematou fraco e à figura do guarda-redes. Pouco depois, o Carlos Martins teve um tiraço ao poste. Aos 79’ acabou-se a dúvida sobre o vencedor da partida, com mais uma grande jogada do Di María pela esquerda, centro e remate de primeira do Rúben Amorim. Só que, contra todas as expectativas, ainda sofremos mais um golo ao 88’ num grande frango do Quim, que deixou que um remate a mais de 30 metros da baliza entrasse quase ao meio desta. Até final, conseguimos manter a bola longe da nossa baliza e só um livre inventado pelo Sr. Carlos Xistra é que a fez chegar à nossa área.
Individualmente, é óbvio o destaque ao Weldon, provavelmente a melhor contratação de sempre do Benfica na relação produtividade/preço. Dois bons golos, decisivos para a vitória, e ainda uma óptima assistência de cabeça que isolou o Di María justificam que se considere o melhor em campo. O argentino também tem que ser destacado, por ter inventado dois lances que foram duas assistências. Também gostei bastante do Fábio Coentrão, cada vez mais seguro a defesa-esquerdo. O Rúben Amorim é outro que não sabe jogar mal e fez com que não nos lembrássemos do Ramires. Quanto ao Quim, esteve no pior e melhor. O resto da equipa esteve ao nível alto habitual.
Está quase… quase… Esta vitória representou o xeque e o “mate” está muito perto. Com dois jogos em casa e quatro pontos para conquistar, acho que ninguém acredita que não sejamos campeões. Mas ainda não o somos. Há que continuar a encarar os jogos com a seriedade que temos feito até agora, porque temos oito vitórias consecutivas (que seriam 14 caso o Cardozo não tivesse falhado o penalty em Setúbal…) e era muito bonito só perder dois pontos na 2ª volta. O que é inacreditável é esta calendarização da Liga. Para já, o facto de ter deixado de ser obrigatório jogar as três últimas jornadas à mesma hora e depois a questão de, para a semana, o Braga não jogar antes de nós. Durante quase toda a época o fez, mas na jornada decisiva vão jogar depois. Ou seja, podemos arriscar-nos a ser campeões no sofá, quando esta equipa o merece ser dentro do campo.
P.S. – Excelente a intervenção do João Gabriel no fim de jogo acerca do preço dos bilhetes. Com estes preços pornográficos, é muito bem feito que o estádio não tivesse estado cheio. Gente proxeneta e mesquinha!
P.P.S. – O Sr. Carlos Xistra mais uma vez confirmou aquilo que todos já suspeitávamos dele. É um ladrão! Só que, este ano, nós temos seguro contra isso.
quarta-feira, abril 14, 2010
O olfacto e o tacto
Vencemos a lagartada por 2-0 e demos um passo fundamental para a conquista do tão desejado (e mais que merecido!) título. Faltam sete pontos para sermos campeões e, nesta altura, acho que já ninguém acredita que não o sejamos. Espero que os únicos que tenham dúvidas sejam os jogadores, porque são eles que vão ter que conquistar esses pontos no campo. Estamos quase lá, mas ainda falta o “quase”. Seguindo a lógica, e com dois jogos em casa, apenas precisaremos de um ponto num dos dois fora. Mas, se conquistarmos os 12 que ainda falta, tanto melhor!
Ao invés do que é habitual, entrámos muito mal na partida e fizemos uma das piores primeiras partes que me lembro esta época. Os lagartos surpreenderam-nos com uma pressão muito alta, o que nos impedia de ligar uma jogada. Claro que o facto de o Saviola ainda não ter recuperado e o Aimar estar no banco não ajudava nada o nosso jogo. O Jorge Jesus resolveu testar os limites dos lagartos e disse-lhes: “mostrem lá o que valem, porque nós vamos entrar em campo com 10”. E assim foi, até ao intervalo jogámos claramente com um a menos. Eu até percebo a colocação do Aimar no banco, já que não está no seu melhor em termos físicos, e o Weldon também recuperou de uma lesão recentemente, mas sinceramente custa-me ver o Nuno Gomes na bancada e o Éder Luís a titular. Esperava muito honestamente estar errado, mas o brasileiro continua a dar-me razão… Voltando ao jogo, nós só criávamos lances de perigo nas bolas paradas e mesmo assim não tivemos nenhuma clara situação de golo, aliás como os lagartos cujo domínio não se traduziu em oportunidades.
Na 2ª parte, o Jesus achou por bem acabar com a brincadeira e entrar finalmente com 11 em campo. O jogo virou completamente com a entrada de El Mago. O domínio dos lagartos evaporou-se e, durante quase toda a 2ª parte, eles mal se aproximaram da nossa baliza. Ao contrário de nós, que começámos a pressioná-los cada vez mais perto da área. Um remate do Carlos Martins à entrada desta anunciou o nosso golo. Surgiu aos 67’ pelo Cardozo que, mesmo inferiorizado fisicamente (levou um pontapé no tornozelo um pouco antes), marca golos: boa jogada do Rúben Amorim na direita, centro largo que encontrou o Fábio Coentrão na esquerda, este fez um centro-remate que o paraguaio desviou para a baliza. Logo a seguir teve que ser substituído pelo Kardec. O mais difícil estava feito, mas era fundamental ter uma vantagem mais alargada para nos pormos a salvo de qualquer imponderável. E foi o que aconteceu aos 77’, quando o Aimar isolado marcou um golo de grande classe depois de fintar o Rui Patrício. Até final, controlámos completamente a partida, mantendo os lagartos fora da nossa área, e a nossa vitória é mais que justa.
Individualmente há que destacar o Aimar, pois claro. Revolucionou o nosso futebol e o próprio jogo. Ainda por cima, marcou um golo. A defesa também esteve muito bem, com o Rúben Amorim a substituir muito bem o Maxi Pereira. O Cardozo fez um jogo muito esforçado, marcou um golo “à ponta-de-lança” e acabou por sair lesionado. Gostei bastante da entrada do Kardec, que confirma cada vez mais a boa impressão que tinha dele: lutador e com bom jogo de cabeça. O resto da equipa esteve sofrível na 1ª parte e bastante bem na 2ª, e o melhor exemplo disso é o Javi García. O Di María parece-me estoirado e o Éder Luís continua a ser… o Éder Luís.
Já se fala por aí que “cheira a título”. Mas entre o olfacto e o tacto vai uma grande diferença. Neste caso, uma diferença de sete pontos. E só quando pudermos colocar as mãos no troféu é que devemos festejar. O jogo em Coimbra vai ser muito importante para confirmarmos que este ano nós não damos hipóteses nenhumas. Bem podem falar das eliminações da Liga Europa, do cansaço, do que quiserem, que nós somos indiscutivelmente a equipa mais forte e a que merece mais ser campeã.
P.S. – Sinceramente não acho que a entrada do Luisão seja para vermelho directo. Os pés dele vão rente à relva e dá-me a impressão que ele escorrega. De qualquer maneira, a lagartada não tem mesmo noção do ridículo. Estão a 26(!) pontos de nós e querem fazer um escarcéu da arbitragem deste jogo. Houve erros? Claro que sim (o Miguel Veloso também poderia ter ido para a rua, por exemplo), mas não tiveram nenhuma influência no resultado.
Ao invés do que é habitual, entrámos muito mal na partida e fizemos uma das piores primeiras partes que me lembro esta época. Os lagartos surpreenderam-nos com uma pressão muito alta, o que nos impedia de ligar uma jogada. Claro que o facto de o Saviola ainda não ter recuperado e o Aimar estar no banco não ajudava nada o nosso jogo. O Jorge Jesus resolveu testar os limites dos lagartos e disse-lhes: “mostrem lá o que valem, porque nós vamos entrar em campo com 10”. E assim foi, até ao intervalo jogámos claramente com um a menos. Eu até percebo a colocação do Aimar no banco, já que não está no seu melhor em termos físicos, e o Weldon também recuperou de uma lesão recentemente, mas sinceramente custa-me ver o Nuno Gomes na bancada e o Éder Luís a titular. Esperava muito honestamente estar errado, mas o brasileiro continua a dar-me razão… Voltando ao jogo, nós só criávamos lances de perigo nas bolas paradas e mesmo assim não tivemos nenhuma clara situação de golo, aliás como os lagartos cujo domínio não se traduziu em oportunidades.
Na 2ª parte, o Jesus achou por bem acabar com a brincadeira e entrar finalmente com 11 em campo. O jogo virou completamente com a entrada de El Mago. O domínio dos lagartos evaporou-se e, durante quase toda a 2ª parte, eles mal se aproximaram da nossa baliza. Ao contrário de nós, que começámos a pressioná-los cada vez mais perto da área. Um remate do Carlos Martins à entrada desta anunciou o nosso golo. Surgiu aos 67’ pelo Cardozo que, mesmo inferiorizado fisicamente (levou um pontapé no tornozelo um pouco antes), marca golos: boa jogada do Rúben Amorim na direita, centro largo que encontrou o Fábio Coentrão na esquerda, este fez um centro-remate que o paraguaio desviou para a baliza. Logo a seguir teve que ser substituído pelo Kardec. O mais difícil estava feito, mas era fundamental ter uma vantagem mais alargada para nos pormos a salvo de qualquer imponderável. E foi o que aconteceu aos 77’, quando o Aimar isolado marcou um golo de grande classe depois de fintar o Rui Patrício. Até final, controlámos completamente a partida, mantendo os lagartos fora da nossa área, e a nossa vitória é mais que justa.
Individualmente há que destacar o Aimar, pois claro. Revolucionou o nosso futebol e o próprio jogo. Ainda por cima, marcou um golo. A defesa também esteve muito bem, com o Rúben Amorim a substituir muito bem o Maxi Pereira. O Cardozo fez um jogo muito esforçado, marcou um golo “à ponta-de-lança” e acabou por sair lesionado. Gostei bastante da entrada do Kardec, que confirma cada vez mais a boa impressão que tinha dele: lutador e com bom jogo de cabeça. O resto da equipa esteve sofrível na 1ª parte e bastante bem na 2ª, e o melhor exemplo disso é o Javi García. O Di María parece-me estoirado e o Éder Luís continua a ser… o Éder Luís.
Já se fala por aí que “cheira a título”. Mas entre o olfacto e o tacto vai uma grande diferença. Neste caso, uma diferença de sete pontos. E só quando pudermos colocar as mãos no troféu é que devemos festejar. O jogo em Coimbra vai ser muito importante para confirmarmos que este ano nós não damos hipóteses nenhumas. Bem podem falar das eliminações da Liga Europa, do cansaço, do que quiserem, que nós somos indiscutivelmente a equipa mais forte e a que merece mais ser campeã.
P.S. – Sinceramente não acho que a entrada do Luisão seja para vermelho directo. Os pés dele vão rente à relva e dá-me a impressão que ele escorrega. De qualquer maneira, a lagartada não tem mesmo noção do ridículo. Estão a 26(!) pontos de nós e querem fazer um escarcéu da arbitragem deste jogo. Houve erros? Claro que sim (o Miguel Veloso também poderia ter ido para a rua, por exemplo), mas não tiveram nenhuma influência no resultado.
sexta-feira, abril 09, 2010
Anjinhos
Perdemos em Liverpool por 1-4 e fomos eliminados da Liga Europa. Cumprimos os objectivos mínimos, já que o nosso orçamento contemplava a presença nos quartos-de-final desta competição, mas sinceramente estou bastante chateado com este desfecho. Não fiquei nada convencido acerca da superioridade do Liverpool e acho que este resultado é fruto de algumas circunstâncias que actuaram a nosso desfavor.
Entrámos muitíssimo bem na partida e calámos os adeptos do Liverpool durante os primeiros 20’. Não tivemos uma clara oportunidade de golo, mas alguns remates deveriam ter sido melhor dirigidos. Contra a corrente do jogo, o Liverpool marcou aos 28’ num lance que não via desde os famosos 3-6 em Alvalade: um guarda-redes do Benfica a sofrer um golo de cabeça dentro da pequena-área! Enorme frango do Júlio César (não me parece falta nenhuma do Kuyt) que deitou tudo a perder. Até porque o 2-0 surgiu pouco depois aos 35’, numa jogada de contra-ataque, em que o Javi García ficou desposicionado e abriu-se um buraco pelo meio onde entrou o Lucas. Houve um primeiro remate em que a bola raspou por baixo da mão do Júlio César (deu-me a sensação que poderia ter feito melhor) e no ressalto o mesmo jogador fez golo. Em pouco tempo, ficámos com uma desvantagem que não merecíamos de todo e até ao intervalo poderíamos ter reduzido através de um livre do Cardozo, bem defendido pelo Reina, ou de outro livre em que um remate do Sidnei é desviado por um defesa.
Na 2ª parte, voltámos a entrar seguros, a fazer circular a bola, mas deitámos tudo a perder aos 59’ ao sofrer mais um golo de contra-ataque. Um livre mal marcado pelo Carlos Martins (a meia-altura para a cabeça do Di María!) resultou numa transição rapidíssima do Liverpool que terminou nas nossas redes por culpa do Fernando Torres. As coisas complicavam-se bastante e nesta altura precisávamos de dois golos para passar. Ainda marcámos um aos 70’ pelo Cardozo na cobrança de um livre e tivemos outra grande oportunidade também pelo paraguaio noutro livre, desviado pela barreira e quase traindo o guarda-redes. Sinceramente cheguei a ver a bola dentro da baliza! A cara dos adeptos do Liverpool dizia tudo e pensei que poderíamos passar a eliminatória. Só que veio uma inoportuna lesão do Júlio César, que obrigou à entrada do Moreira, e nos cortou o ritmo. Praticamente a seguir, aos 82’, o Torres acabou com a eliminatória noutro contra-ataque! Foi um resultado muito pesado para o que fizemos em campo. Sofrer um golo de enorme frango e três em contra-ataque em Anfield Road(!) é um pouco inglório. Fomos anjinhos.
Individualmente não houve ninguém que tivesse feito uma grande exibição. Não acho que a inclusão do Sidnei e a deslocação do David Luiz para a esquerda fosse o problema, até porque estes dois foram dos melhores do Benfica. Era necessário que o Kuyt não ganhasse muitas bolas de cabeça como aconteceu na Luz, logo o David Luiz dava mais garantias nesse sentido que o Fábio Coentrão, como é óbvio. O resto da equipa esteve num plano regular, mas notou-se, e de que maneira, o cansaço que os apenas três dias de descanso provocaram na nossa equipa. Por exemplo, o Di María não existiu e o Cardozo também só esteve bem nos livres, falhando quase todas as tabelinhas. No entanto, foi pena que o Jorge Jesus não tivesse mantido o que disse em Janeiro, quando anunciou o fim da rotatividade dos guarda-redes. Já no golo em Marselha teve uma saída disparatada e duvido que o Quim sofresse um primeiro golo destes.
Era útil que a Uefa revisse as datas das eliminatórias da Liga Europa, porque, dos oito clubes presentes nestes quartos-de-final, não é por acaso que o Benfica é o único que está na frente do respectivo campeonato. Jogos à 5ª feira é muito bonito, mas em semanas consecutivas não dá tempo de descanso ainda por cima com partidas do campeonato ao fim-de-semana. Como o jogo com os lagartos é na 3ª feira, temos mais que tempo para descansar e apresentarmo-nos melhor fisicamente. É uma partida importantíssima, já que, como se sabe, o principal objectivo da época dos lagartos ainda pode ser cumprido: ganhar ao Benfica. Eu sei que jogar com os lagartos depois de defrontar o Liverpool é como sair de uma refeição gourmet para um McDonald’s, mas todo o cuidado é pouco. Faltam 10 pontos para sermos campeões e é fundamental que, depois deste jogo, fiquem a faltar sete.
P.S. – Os anti-Benfica que festejem bem este desaire, porque agora, com descanso suficiente entre os jogos, não vamos dar hipóteses nenhumas! Viva o Benfica!
Entrámos muitíssimo bem na partida e calámos os adeptos do Liverpool durante os primeiros 20’. Não tivemos uma clara oportunidade de golo, mas alguns remates deveriam ter sido melhor dirigidos. Contra a corrente do jogo, o Liverpool marcou aos 28’ num lance que não via desde os famosos 3-6 em Alvalade: um guarda-redes do Benfica a sofrer um golo de cabeça dentro da pequena-área! Enorme frango do Júlio César (não me parece falta nenhuma do Kuyt) que deitou tudo a perder. Até porque o 2-0 surgiu pouco depois aos 35’, numa jogada de contra-ataque, em que o Javi García ficou desposicionado e abriu-se um buraco pelo meio onde entrou o Lucas. Houve um primeiro remate em que a bola raspou por baixo da mão do Júlio César (deu-me a sensação que poderia ter feito melhor) e no ressalto o mesmo jogador fez golo. Em pouco tempo, ficámos com uma desvantagem que não merecíamos de todo e até ao intervalo poderíamos ter reduzido através de um livre do Cardozo, bem defendido pelo Reina, ou de outro livre em que um remate do Sidnei é desviado por um defesa.
Na 2ª parte, voltámos a entrar seguros, a fazer circular a bola, mas deitámos tudo a perder aos 59’ ao sofrer mais um golo de contra-ataque. Um livre mal marcado pelo Carlos Martins (a meia-altura para a cabeça do Di María!) resultou numa transição rapidíssima do Liverpool que terminou nas nossas redes por culpa do Fernando Torres. As coisas complicavam-se bastante e nesta altura precisávamos de dois golos para passar. Ainda marcámos um aos 70’ pelo Cardozo na cobrança de um livre e tivemos outra grande oportunidade também pelo paraguaio noutro livre, desviado pela barreira e quase traindo o guarda-redes. Sinceramente cheguei a ver a bola dentro da baliza! A cara dos adeptos do Liverpool dizia tudo e pensei que poderíamos passar a eliminatória. Só que veio uma inoportuna lesão do Júlio César, que obrigou à entrada do Moreira, e nos cortou o ritmo. Praticamente a seguir, aos 82’, o Torres acabou com a eliminatória noutro contra-ataque! Foi um resultado muito pesado para o que fizemos em campo. Sofrer um golo de enorme frango e três em contra-ataque em Anfield Road(!) é um pouco inglório. Fomos anjinhos.
Individualmente não houve ninguém que tivesse feito uma grande exibição. Não acho que a inclusão do Sidnei e a deslocação do David Luiz para a esquerda fosse o problema, até porque estes dois foram dos melhores do Benfica. Era necessário que o Kuyt não ganhasse muitas bolas de cabeça como aconteceu na Luz, logo o David Luiz dava mais garantias nesse sentido que o Fábio Coentrão, como é óbvio. O resto da equipa esteve num plano regular, mas notou-se, e de que maneira, o cansaço que os apenas três dias de descanso provocaram na nossa equipa. Por exemplo, o Di María não existiu e o Cardozo também só esteve bem nos livres, falhando quase todas as tabelinhas. No entanto, foi pena que o Jorge Jesus não tivesse mantido o que disse em Janeiro, quando anunciou o fim da rotatividade dos guarda-redes. Já no golo em Marselha teve uma saída disparatada e duvido que o Quim sofresse um primeiro golo destes.
Era útil que a Uefa revisse as datas das eliminatórias da Liga Europa, porque, dos oito clubes presentes nestes quartos-de-final, não é por acaso que o Benfica é o único que está na frente do respectivo campeonato. Jogos à 5ª feira é muito bonito, mas em semanas consecutivas não dá tempo de descanso ainda por cima com partidas do campeonato ao fim-de-semana. Como o jogo com os lagartos é na 3ª feira, temos mais que tempo para descansar e apresentarmo-nos melhor fisicamente. É uma partida importantíssima, já que, como se sabe, o principal objectivo da época dos lagartos ainda pode ser cumprido: ganhar ao Benfica. Eu sei que jogar com os lagartos depois de defrontar o Liverpool é como sair de uma refeição gourmet para um McDonald’s, mas todo o cuidado é pouco. Faltam 10 pontos para sermos campeões e é fundamental que, depois deste jogo, fiquem a faltar sete.
P.S. – Os anti-Benfica que festejem bem este desaire, porque agora, com descanso suficiente entre os jogos, não vamos dar hipóteses nenhumas! Viva o Benfica!
terça-feira, abril 06, 2010
Reviravolta
A primeira vez que conseguimos dar a volta ao marcador no campeonato nacional fizemo-lo em grande estilo. Vencemos 4-2 na Figueira da Foz depois de estarmos a perder por 0-2. Mais um mito que se quebra (provavelmente ainda havia quem dissesse que o Benfica só virava resultados perante as equipas menores de Liga Europa…), mas este sinceramente dispensava-o. Estar a perder por 0-2 aos 12’ numa partida absolutamente decisiva não me fez nada bem ao coração. Felizmente tivemos uma resposta avassaladora e conseguimos a vitória.
Como é óbvio, entrámos pessimamente no jogo. Duas falhas individuais (David Luiz e Maxi Pereira) resultaram em outros tantos golos, se bem que no primeiro (aos 2’!) a movimentação do Javi García também não tenha sido nada famosa. Levámos dois socos no estômago e mal tínhamos entrado em campo. O facto de termos feito o 1-2 pouco depois (16’) ajudou a que a equipa e os adeptos acreditassem que iam acordar do pesadelo. Foi o Weldon (que fez de Saviola) que marcou depois de dois remates defendidos pelo Peiser. O brasileiro saltou muito bem e fez o golo de cabeça aproveitando o segundo ressalto. Dois minutos depois, a partida ficou igualada novamente pelo Weldon e novamente de cabeça. Canto do Aimar na esquerda, o David Luiz não chega a tocar na bola, mas desposiciona a defesa e o Weldon percebeu muito bem a jogada, e cabeceou à vontade. Voltava tudo ao início, mas até ao intervalo continuámos com algumas desconcentrações defensivas que permitiram à Naval criar lances de perigo. Um azar num ressalto isolou um avançado deles, mas o Quim defendeu bem e logo a seguir ficámos finalmente na frente. Um passe longuíssimo do David Luiz isolou o Di María, que desviou muito bem a bola do guarda-redes. Estávamos no minuto 38 e senti que, se não houvesse mais falhas defensivas (tão pouco habituais este ano), a vitória não nos fugiria.
A 2ª parte foi completamente diferente da 1ª e era essencial marcarmos mais um golo para termos uma vantagem confortável. Foi o que aconteceu logo aos 55’ num lance que começou e acabou no Cardozo, com o Weldon a ter papel fundamental ao fazer a assistência para um remate do Rúben Amorim que o Peiser defendeu. Na recarga, o paraguaio não perdoou. A partir daqui, era difícil a vitória fugir-nos. A dúvida estava mais em saber se marcaríamos mais golos. O Benfica deste ano faz jus à ideia de que “o ataque é a melhor defesa” e o jogo continuou a desenrolar-se principalmente no meio-campo adversário. O Jorge Jesus começou a fazer substituições, mas confesso que estranhei que o Weldon fosse o primeiro a sair logo um minuto depois do golo. Esteve em três dos nossos quatro tentos, não jogava há uma série de tempo e só entendo a saída por eventuais dificuldades físicas que não descortinei. Entrou o Carlos Martins, mas se fosse eu teria tirado o Aimar, porque estávamos a ganhar por dois golos e vamos a Anfield na 5ª feira. Aos 70’, saiu o Aimar e entrou o Ramires, mas a toada da partida manteve-se. Passávamos mais tempo no meio-campo adversário, mas a pontaria passou a estar desafinada. Mesmo assim ainda houve tempo para um petardo do Carlos Martins à barra. Uma incrível perda de bola do Di María no nosso meio-campo proporcionou à Naval a única situação de golo do 2º tempo, mas o jogador que estava isolado atirou por cima. Faltavam pouco mais de 10’ para os 90 e foi um lance que nos poderia ter causado um final de jogo intranquilo. Felizmente isso não aconteceu e a vitória é mais que justa.
Individualmente há que destacar o Weldon. Dois golos e a participação noutro justificam-no absolutamente. O David Luiz também teria feito uma partida irrepreensível não fora a falha no 1º golo. O Di María foi muito importante pela velocidade (só ele é que chegava ao lançamento do David Luiz no 3º golo), mas partilha com o Carlos Martins de um facto que me irrita sobejamente: é incapaz de fazer as coisas pelo modo mais simples. Complicado é que é bom! Felizmente esta época as coisas têm-lhe saído bem, mas há ocasiões que se perdem por falta de simplicidade de processos… O Rúben Amorim também fez uma partida muito boa e pode considerar-se um titular da equipa. Acho que o Fábio Coentrão está a perder um pouco da acutilância atacante que tinha no passado, mas está um fantástico defesa-esquerdo. Faria bem em se assumir como tal, já que é uma posição muito carenciada no nosso futebol. O Cardozo lá marcou mais um golito, mas atravessa indiscutivelmente uma fase de menor fulgor (enquanto continuar a molhar a sopa, menos mal).
Prova dificílima superada e manutenção dos seis pontos de vantagem (cinco na prática) para o Braga (cuja partida frente ao V. Guimarães foi das maiores - senão mesmo a maior - vergonhas deste campeonato, cortesia do Sr. Artur Soares Dias). As contas são muito simples: ganhando as três partidas em casa, só precisamos de mais um ponto em dois jogos fora para sermos campeões. Mas claro que o que quero são mais cinco vitórias! Antes de recebermos os lagartos, teremos a partida em Anfield. Que a moral em alta depois deste jogo sirva para superar o eventual cansaço que a maioria dos jogadores inevitavelmente sentirá é o meu maior desejo. Força Benfica!
P.S. – O cartão amarelo ao Maxi Pereira (que o afastará do jogo com os lagartos) por tocar com o ombro(!) na bola demonstra a incompetência do Sr. Elmano Santos.
Como é óbvio, entrámos pessimamente no jogo. Duas falhas individuais (David Luiz e Maxi Pereira) resultaram em outros tantos golos, se bem que no primeiro (aos 2’!) a movimentação do Javi García também não tenha sido nada famosa. Levámos dois socos no estômago e mal tínhamos entrado em campo. O facto de termos feito o 1-2 pouco depois (16’) ajudou a que a equipa e os adeptos acreditassem que iam acordar do pesadelo. Foi o Weldon (que fez de Saviola) que marcou depois de dois remates defendidos pelo Peiser. O brasileiro saltou muito bem e fez o golo de cabeça aproveitando o segundo ressalto. Dois minutos depois, a partida ficou igualada novamente pelo Weldon e novamente de cabeça. Canto do Aimar na esquerda, o David Luiz não chega a tocar na bola, mas desposiciona a defesa e o Weldon percebeu muito bem a jogada, e cabeceou à vontade. Voltava tudo ao início, mas até ao intervalo continuámos com algumas desconcentrações defensivas que permitiram à Naval criar lances de perigo. Um azar num ressalto isolou um avançado deles, mas o Quim defendeu bem e logo a seguir ficámos finalmente na frente. Um passe longuíssimo do David Luiz isolou o Di María, que desviou muito bem a bola do guarda-redes. Estávamos no minuto 38 e senti que, se não houvesse mais falhas defensivas (tão pouco habituais este ano), a vitória não nos fugiria.
A 2ª parte foi completamente diferente da 1ª e era essencial marcarmos mais um golo para termos uma vantagem confortável. Foi o que aconteceu logo aos 55’ num lance que começou e acabou no Cardozo, com o Weldon a ter papel fundamental ao fazer a assistência para um remate do Rúben Amorim que o Peiser defendeu. Na recarga, o paraguaio não perdoou. A partir daqui, era difícil a vitória fugir-nos. A dúvida estava mais em saber se marcaríamos mais golos. O Benfica deste ano faz jus à ideia de que “o ataque é a melhor defesa” e o jogo continuou a desenrolar-se principalmente no meio-campo adversário. O Jorge Jesus começou a fazer substituições, mas confesso que estranhei que o Weldon fosse o primeiro a sair logo um minuto depois do golo. Esteve em três dos nossos quatro tentos, não jogava há uma série de tempo e só entendo a saída por eventuais dificuldades físicas que não descortinei. Entrou o Carlos Martins, mas se fosse eu teria tirado o Aimar, porque estávamos a ganhar por dois golos e vamos a Anfield na 5ª feira. Aos 70’, saiu o Aimar e entrou o Ramires, mas a toada da partida manteve-se. Passávamos mais tempo no meio-campo adversário, mas a pontaria passou a estar desafinada. Mesmo assim ainda houve tempo para um petardo do Carlos Martins à barra. Uma incrível perda de bola do Di María no nosso meio-campo proporcionou à Naval a única situação de golo do 2º tempo, mas o jogador que estava isolado atirou por cima. Faltavam pouco mais de 10’ para os 90 e foi um lance que nos poderia ter causado um final de jogo intranquilo. Felizmente isso não aconteceu e a vitória é mais que justa.
Individualmente há que destacar o Weldon. Dois golos e a participação noutro justificam-no absolutamente. O David Luiz também teria feito uma partida irrepreensível não fora a falha no 1º golo. O Di María foi muito importante pela velocidade (só ele é que chegava ao lançamento do David Luiz no 3º golo), mas partilha com o Carlos Martins de um facto que me irrita sobejamente: é incapaz de fazer as coisas pelo modo mais simples. Complicado é que é bom! Felizmente esta época as coisas têm-lhe saído bem, mas há ocasiões que se perdem por falta de simplicidade de processos… O Rúben Amorim também fez uma partida muito boa e pode considerar-se um titular da equipa. Acho que o Fábio Coentrão está a perder um pouco da acutilância atacante que tinha no passado, mas está um fantástico defesa-esquerdo. Faria bem em se assumir como tal, já que é uma posição muito carenciada no nosso futebol. O Cardozo lá marcou mais um golito, mas atravessa indiscutivelmente uma fase de menor fulgor (enquanto continuar a molhar a sopa, menos mal).
Prova dificílima superada e manutenção dos seis pontos de vantagem (cinco na prática) para o Braga (cuja partida frente ao V. Guimarães foi das maiores - senão mesmo a maior - vergonhas deste campeonato, cortesia do Sr. Artur Soares Dias). As contas são muito simples: ganhando as três partidas em casa, só precisamos de mais um ponto em dois jogos fora para sermos campeões. Mas claro que o que quero são mais cinco vitórias! Antes de recebermos os lagartos, teremos a partida em Anfield. Que a moral em alta depois deste jogo sirva para superar o eventual cansaço que a maioria dos jogadores inevitavelmente sentirá é o meu maior desejo. Força Benfica!
P.S. – O cartão amarelo ao Maxi Pereira (que o afastará do jogo com os lagartos) por tocar com o ombro(!) na bola demonstra a incompetência do Sr. Elmano Santos.
sexta-feira, abril 02, 2010
Justo
Vencemos o Liverpool por 2-1 e estamos em vantagem na eliminatória. Como se previa foi uma partida extremamente difícil, mas a nossa vitória é inquestionável. É claro que a expulsão do Babel aos 30’ ajudou a que fôssemos dominantes, mas mesmo antes disso já éramos nós que estávamos por cima do encontro. E na 2ª parte praticamente só houve uma equipa em campo.
Entrámos bastante mal e sofremos um golo escusado logo aos 9’ num livre “à Camacho” que defendemos muito mal. O Agger rematou completamente sozinho quase na pequena-área. Foi um rude golpe, porque era fundamental não sofrermos golos, mas a equipa conseguiu recompor-se e começou a acercar-se com perigo da baliza do Liverpool. O Cardozo iniciou a sua senda de golos falhados de forma incrível, mas também o Ramires e o Aimar tiveram oportunidades de marcar. À meia-hora aconteceu o tal lance da expulsão do Babel, que colocou a mão na cara do Luisão depois de este ter feito uma falta por trás sobre o Torres (e levado o amarelo). Sinceramente pareceu-me uma expulsão um pouco exagerada. Até final da 1ª parte, continuámos a pressionar, mas os ingleses lá conseguiram chegar ao intervalo em vantagem.
Na 2ª parte, o Liverpool praticamente abdicou de atacar e nós elevámos o ritmo. O Cardozo tem um enorme falhanço de cabeça na pequena-área depois de um canto do Di María, mas redime-se pouco depois ao atirar uma bomba ao poste num livre directo. A bola ressalta para o Aimar que é carregado na área. Penalty indiscutível que o Cardozo marcou muitíssimo bem aos 59’. Alguns minutos depois, o paraguaio é derrubado na área com um pé no ombro, mas o árbitro não marcou o respectivo penalty. Aos 76’ o Liverpool teve a sua grande oportunidade de golo, mas felizmente o Torres rematou ao lado quando estava só com o Júlio César pela frente. Três minutos mais tarde, uma arrancada do Di María na esquerda foi cortada pela mão num carrinho do Carragher. Os árbitros de baliza demonstraram finalmente a sua utilidade. Desta feita, o Cardozo marcou em jeito e enganou o Reina. Até final, conseguimos controlar o ataque dos britânicos, mas já não tivemos pernas para ir à procura de novo golo.
Individualmente acho que o melhor do Benfica foi o Javi García. Fartou-se de lutar, apanhou com o Gerrard durante grande parte do 1º tempo e raramente falhou um passe. O Aimar melhorou muito na 2ª parte, mas ainda não voltou à forma de início da época. Ainda por cima, com a inoportuna lesão do Saviola, teve que jogar numa posição mais adiantada. O Cardozo também merece destaque por ter tido a coragem de marcar dois penalties numa partida que não lhe estava a correr nada bem (já para não falar no histórico dele nas últimas grandes penalidades…). O Coentrão voltou a fazer uma excelente partida a defesa-esquerdo e será um escândalo se não for o titular da selecção no Mundial. A dupla de centrais foi amarelada (o cartão do David Luiz foi muito escusado) e teve alguns problemas com o Torres. O Júlio César teve grandes culpas numa saída falhada que só não deu golo, porque houve um fora-de-jogo no lance, mas o Liverpool acabou por não o pôr muito à prova. O resto da equipa esteve num plano regular, mas o Maxi Pereira e o Di María terão feito dos jogos menos conseguidos desta época. Ah, e aqui fica um recado ao Carlos Martins: uma coisa é rematar à baliza e outra é fazer passes para os colegas. Não se pode fazer ambos a 80 km/h… Quanto aos substitutos, gostei bastante da entrada do Nuno Gomes cuja movimentação criou alguns problemas à defesa do Liverpool (aliás, acho que, com a lesão do Saviola, o capitão é a escolha mais óbvia para o onze), não tanto do Rúben Amorim, não tão desequilibrador quanto desejava, e o Airton esteve poucos minutos em campo.
Vamos ver o que sucede em Anfield para a semana. Mas antes disso temos uma partida muito difícil na Figueira da Foz. Não teremos muitos dias de recuperação e isso é o que mais me preocupa. É fundamental vencer a Naval, mas dava algum jeito que o Braga não ganhasse ao V. Guimarães para termos alguma margem de manobra. É que se eliminarmos o Liverpool julgo que nos poderemos considerar como um dos grandes candidatos a vencer a “Euroliga”. E era tão bom fazermos esta dobradinha…
P.S. – Acho a presença dos No Name Boys imprescindível nos nossos jogos. O seu apoio é constante e na maior parte das vezes são eles que puxam pelo resto do estádio. Agora, não compreendo mesmo nada como é possível haver elementos que fazem o que fizeram hoje. Atirar petardos para o campo, para perto do árbitro de baliza é absolutamente lamentável, mas fazê-lo ainda por cima numa altura em que nós estávamos por cima do jogo é simplesmente estúpido. Quebrou completamente o nosso ritmo e ajudou o Liverpool. Iremos levar uma multa pesadíssima da Uefa e só espero que o nosso estádio não seja interditado. Não percebo porque é que há pessoas que se esquecem do cérebro em casa antes de ir ao futebol…
Entrámos bastante mal e sofremos um golo escusado logo aos 9’ num livre “à Camacho” que defendemos muito mal. O Agger rematou completamente sozinho quase na pequena-área. Foi um rude golpe, porque era fundamental não sofrermos golos, mas a equipa conseguiu recompor-se e começou a acercar-se com perigo da baliza do Liverpool. O Cardozo iniciou a sua senda de golos falhados de forma incrível, mas também o Ramires e o Aimar tiveram oportunidades de marcar. À meia-hora aconteceu o tal lance da expulsão do Babel, que colocou a mão na cara do Luisão depois de este ter feito uma falta por trás sobre o Torres (e levado o amarelo). Sinceramente pareceu-me uma expulsão um pouco exagerada. Até final da 1ª parte, continuámos a pressionar, mas os ingleses lá conseguiram chegar ao intervalo em vantagem.
Na 2ª parte, o Liverpool praticamente abdicou de atacar e nós elevámos o ritmo. O Cardozo tem um enorme falhanço de cabeça na pequena-área depois de um canto do Di María, mas redime-se pouco depois ao atirar uma bomba ao poste num livre directo. A bola ressalta para o Aimar que é carregado na área. Penalty indiscutível que o Cardozo marcou muitíssimo bem aos 59’. Alguns minutos depois, o paraguaio é derrubado na área com um pé no ombro, mas o árbitro não marcou o respectivo penalty. Aos 76’ o Liverpool teve a sua grande oportunidade de golo, mas felizmente o Torres rematou ao lado quando estava só com o Júlio César pela frente. Três minutos mais tarde, uma arrancada do Di María na esquerda foi cortada pela mão num carrinho do Carragher. Os árbitros de baliza demonstraram finalmente a sua utilidade. Desta feita, o Cardozo marcou em jeito e enganou o Reina. Até final, conseguimos controlar o ataque dos britânicos, mas já não tivemos pernas para ir à procura de novo golo.
Individualmente acho que o melhor do Benfica foi o Javi García. Fartou-se de lutar, apanhou com o Gerrard durante grande parte do 1º tempo e raramente falhou um passe. O Aimar melhorou muito na 2ª parte, mas ainda não voltou à forma de início da época. Ainda por cima, com a inoportuna lesão do Saviola, teve que jogar numa posição mais adiantada. O Cardozo também merece destaque por ter tido a coragem de marcar dois penalties numa partida que não lhe estava a correr nada bem (já para não falar no histórico dele nas últimas grandes penalidades…). O Coentrão voltou a fazer uma excelente partida a defesa-esquerdo e será um escândalo se não for o titular da selecção no Mundial. A dupla de centrais foi amarelada (o cartão do David Luiz foi muito escusado) e teve alguns problemas com o Torres. O Júlio César teve grandes culpas numa saída falhada que só não deu golo, porque houve um fora-de-jogo no lance, mas o Liverpool acabou por não o pôr muito à prova. O resto da equipa esteve num plano regular, mas o Maxi Pereira e o Di María terão feito dos jogos menos conseguidos desta época. Ah, e aqui fica um recado ao Carlos Martins: uma coisa é rematar à baliza e outra é fazer passes para os colegas. Não se pode fazer ambos a 80 km/h… Quanto aos substitutos, gostei bastante da entrada do Nuno Gomes cuja movimentação criou alguns problemas à defesa do Liverpool (aliás, acho que, com a lesão do Saviola, o capitão é a escolha mais óbvia para o onze), não tanto do Rúben Amorim, não tão desequilibrador quanto desejava, e o Airton esteve poucos minutos em campo.
Vamos ver o que sucede em Anfield para a semana. Mas antes disso temos uma partida muito difícil na Figueira da Foz. Não teremos muitos dias de recuperação e isso é o que mais me preocupa. É fundamental vencer a Naval, mas dava algum jeito que o Braga não ganhasse ao V. Guimarães para termos alguma margem de manobra. É que se eliminarmos o Liverpool julgo que nos poderemos considerar como um dos grandes candidatos a vencer a “Euroliga”. E era tão bom fazermos esta dobradinha…
P.S. – Acho a presença dos No Name Boys imprescindível nos nossos jogos. O seu apoio é constante e na maior parte das vezes são eles que puxam pelo resto do estádio. Agora, não compreendo mesmo nada como é possível haver elementos que fazem o que fizeram hoje. Atirar petardos para o campo, para perto do árbitro de baliza é absolutamente lamentável, mas fazê-lo ainda por cima numa altura em que nós estávamos por cima do jogo é simplesmente estúpido. Quebrou completamente o nosso ritmo e ajudou o Liverpool. Iremos levar uma multa pesadíssima da Uefa e só espero que o nosso estádio não seja interditado. Não percebo porque é que há pessoas que se esquecem do cérebro em casa antes de ir ao futebol…
domingo, março 28, 2010
Soube a pouco
Vencemos o Braga por 1-0 e ampliámos a vantagem para seis pontos, que na prática são cinco já que perdemos no confronto directo. Foi um triunfo muito importante, mas para a minha satisfação ser plena precisava do tal 2º golo que nos desse uma almofada de duas derrotas e ainda assim ficarmos na frente. Já que o nosso calendário é bastante mais difícil que o do Braga, esse pontinho adicional era bastante importante até porque nos permitiria teoricamente chegar ao jogo em casa do CRAC já campeões. Assim, para tal acontecer, teremos de esperar por um deslize do Braga.
O jogo confirmou que a tabela classificativa não engana e estas são as duas melhores equipas do campeonato. No entanto, na 1ª parte só nós existimos em campo. O Braga precisava de ganhar para ficar em 1º, mas quase nem atacou. Defendeu muito bem e nós tivemos algumas dificuldades em criar situações de concretização. O Saviola conseguiu recuperar e foi titular, mas não esteve ao seu nível habitual. Ainda assim, conseguimos descobrir alguns espaços no nosso lado direito, em que o Maxi Pereira, Ramires e o próprio Saviola ficavam frequentemente em boa posição, mas alguns cruzamentos não saíram bem. Um erro clamoroso do Filipe Oliveira isolou o Saviola, mas este ao contrário do que é habitual não conseguiu contornar o guarda-redes e marcar golo. Mesmo à beira do intervalo, colocámo-nos finalmente na frente através do nosso talismã em jogos importantes: o insubstituível Luisão. Canto, ressalto na área e a bola sobra para o capitão que fuzilou o Eduardo.
Na 2ª parte, entrámos muito bem, velozes e a criar várias situações de perigo. Neste aspecto, o Cardozo não esteve muito feliz, ao falhar alguns domínios de bola que habitualmente não falha e que o impediram de ficar em boa posição para marcar. A partir dos 65’, as coisas equilibraram-se já que me pareceu que nos ressentimos fisicamente do esforço dos últimos jogos. Não conseguíamos matar o jogo com o 2º golo e, a partir desta altura (e bem), tomámos mais preocupações defensivas. O Aimar, que substituiu o Carlos Martins, não entrou tão bem como é habitual e errámos alguns passes nas transições para o ataque, que nos custaram provavelmente o 2º golo. O Braga também só teve uma única situação de verdadeiro perigo, num livre em que o Moisés cabeceou ao lado quando estava isolado. Penso que o Quim teve culpas no lance, já que ficou a meio caminho e não saiu ao cruzamento. Até final, conseguimos controlar o Braga e só foi realmente pena que não tenhamos alcançado a vantagem no confronto directo. Até porque o Braga, devo confessar, me surpreendeu pela positiva na 2ª parte e não sei até que ponto não irá perder mais até final da época. Neste sentido, e para ver o seu estado anímico, o próximo jogo em casa frente ao V. Guimarães vai ser útil para ver se esta derrota deixou marcas.
Individualmente destaco o Luisão. Não só pelo golo que marcou, como por não ter tido uma única falha defensiva em toda a partida. Também gostei bastante do Fábio Coentrão que está senhor defesa-esquerdo. Boa partida igualmente do David Luiz (com o senão de uma falha no 2º tempo) e do Maxi Pereira. O meio-campo fez um jogo regular, mas menos vistoso que em partidas anteriores. O Javi García não sabe jogar mal, o Ramires dá-se pouco por ele, mas é essencial para manter os equilíbrios da equipa, o Di María teve algumas das suas acelerações habituais, mas não gostei das simulações que fez e o Carlos Martins não destoou dos restantes. No ataque, o Saviola mexeu-se bem, mas já o vi fazer melhor e o Cardozo está um grande jogador de equipa, não sendo feliz na concretização. O Aimar não entrou muito bem, ao invés do Rúben Amorim. O Kardec, apesar de ter jogado muito pouco, ainda ganhou umas bolitas de cabeça.
Conseguida esta boa almofada no campeonato, está agora altura de virarmos atenções para a Liga Europa. Temos uma partida importantíssima e muito difícil na próxima 5ª feira com o Liverpool e acho que, se não sofrermos golos na Luz, temos grandes hipóteses de passar a eliminatória. É praticamente um facto consumado que marcamos em todos os jogos, pelo que duvido que não o façamos em Anfield. São tempos excitantes, estes. Saibamos aproveitá-los e acredito que seja possível fazer esta dobradinha.
O jogo confirmou que a tabela classificativa não engana e estas são as duas melhores equipas do campeonato. No entanto, na 1ª parte só nós existimos em campo. O Braga precisava de ganhar para ficar em 1º, mas quase nem atacou. Defendeu muito bem e nós tivemos algumas dificuldades em criar situações de concretização. O Saviola conseguiu recuperar e foi titular, mas não esteve ao seu nível habitual. Ainda assim, conseguimos descobrir alguns espaços no nosso lado direito, em que o Maxi Pereira, Ramires e o próprio Saviola ficavam frequentemente em boa posição, mas alguns cruzamentos não saíram bem. Um erro clamoroso do Filipe Oliveira isolou o Saviola, mas este ao contrário do que é habitual não conseguiu contornar o guarda-redes e marcar golo. Mesmo à beira do intervalo, colocámo-nos finalmente na frente através do nosso talismã em jogos importantes: o insubstituível Luisão. Canto, ressalto na área e a bola sobra para o capitão que fuzilou o Eduardo.
Na 2ª parte, entrámos muito bem, velozes e a criar várias situações de perigo. Neste aspecto, o Cardozo não esteve muito feliz, ao falhar alguns domínios de bola que habitualmente não falha e que o impediram de ficar em boa posição para marcar. A partir dos 65’, as coisas equilibraram-se já que me pareceu que nos ressentimos fisicamente do esforço dos últimos jogos. Não conseguíamos matar o jogo com o 2º golo e, a partir desta altura (e bem), tomámos mais preocupações defensivas. O Aimar, que substituiu o Carlos Martins, não entrou tão bem como é habitual e errámos alguns passes nas transições para o ataque, que nos custaram provavelmente o 2º golo. O Braga também só teve uma única situação de verdadeiro perigo, num livre em que o Moisés cabeceou ao lado quando estava isolado. Penso que o Quim teve culpas no lance, já que ficou a meio caminho e não saiu ao cruzamento. Até final, conseguimos controlar o Braga e só foi realmente pena que não tenhamos alcançado a vantagem no confronto directo. Até porque o Braga, devo confessar, me surpreendeu pela positiva na 2ª parte e não sei até que ponto não irá perder mais até final da época. Neste sentido, e para ver o seu estado anímico, o próximo jogo em casa frente ao V. Guimarães vai ser útil para ver se esta derrota deixou marcas.
Individualmente destaco o Luisão. Não só pelo golo que marcou, como por não ter tido uma única falha defensiva em toda a partida. Também gostei bastante do Fábio Coentrão que está senhor defesa-esquerdo. Boa partida igualmente do David Luiz (com o senão de uma falha no 2º tempo) e do Maxi Pereira. O meio-campo fez um jogo regular, mas menos vistoso que em partidas anteriores. O Javi García não sabe jogar mal, o Ramires dá-se pouco por ele, mas é essencial para manter os equilíbrios da equipa, o Di María teve algumas das suas acelerações habituais, mas não gostei das simulações que fez e o Carlos Martins não destoou dos restantes. No ataque, o Saviola mexeu-se bem, mas já o vi fazer melhor e o Cardozo está um grande jogador de equipa, não sendo feliz na concretização. O Aimar não entrou muito bem, ao invés do Rúben Amorim. O Kardec, apesar de ter jogado muito pouco, ainda ganhou umas bolitas de cabeça.
Conseguida esta boa almofada no campeonato, está agora altura de virarmos atenções para a Liga Europa. Temos uma partida importantíssima e muito difícil na próxima 5ª feira com o Liverpool e acho que, se não sofrermos golos na Luz, temos grandes hipóteses de passar a eliminatória. É praticamente um facto consumado que marcamos em todos os jogos, pelo que duvido que não o façamos em Anfield. São tempos excitantes, estes. Saibamos aproveitá-los e acredito que seja possível fazer esta dobradinha.
segunda-feira, março 22, 2010
Incontestável
Vencemos categoricamente o Clube Regional Assumidamente Corrupto por 3-0, conseguimos a 2ª vitória consecutiva na Taça da Liga e continuamos a ser o único clube português a deter todos os troféus oficiais. Foi uma exibição de classe, atitude e força perante uma equipa fraquíssima que, como faz parte do seu código genético dos últimos 30 anos, não sabe perder (não espanta, já que também não sabe ganhar).Fazendo descansar quatro titulares (Javi García, Ramires, Cardozo e Saviola), entrámos praticamente a ganhar graças a mais uma gentileza daquele rapaz que em finais costuma ser muito nosso amigo, o taliban Nuno. Mas, quem está no plantel principalmente para fazer declarações ridículas de “Somos CRAC”, não se pode esperar que também saiba jogar à bola. Um remate de muito longe do Rúben Amorim permitiu-nos assim chegar à vantagem logo aos 9’. Pouco antes disso, o CRAC tinha feito o único(!) remate de algum perigo à nossa baliza em 90’ através da prostituta uruguaia. Nessa altura, já evidenciávamos algum ascendente e, a partir daí, começámos a gerir a partida de forma muito inteligente. O CRAC tentou ripostar, mas não conseguia chegar com perigo à nossa baliza e o melhor lance que teve foi um corte do Fábio Coentrão que ia resultando em autogolo. A Micaela & Cia não ligavam uma única jogada e o David Luiz não tinha problemas em meter o Falcao no bolso. É verdade que nós também não tivemos grandes situações para marcar, mas acabámos por conseguir fazer o 2-0 pouco antes do intervalo. Aos 44’, o Carlos Martins marcou finalmente um golo de livre directo pelo Benfica e que golo! Um remate a mais de 30 metros da baliza não deu hipóteses nenhumas ao taliban Nuno. Embora a sabedoria deste esteja reflectida no facto de permitir que, num livre quase frontal, a barreira só tivesse três elementos... Ainda antes do intervalo, o Bruno Alves demonstrou mais uma vez que é um atentado à raça humana, assemelhando-se mais a um verme nojento e odioso, ao ter uma entrada bárbara sobre o Aimar. Claro que esse LADRÃO chamado Sr. Jorge Sousa só lhe mostrou o amarelo, tendo também o Aimar visto um, pois então.
Na 2ª parte, quando se esperava uma reacção do CRAC nada disso aconteceu. Tacticamente estivemos irrepreensíveis e o adversário mal passava do meio-campo. Ligação entre o meio-campo e o ataque era mentira, e o CRAC não criou uma única situação de verdadeiro perigo em 45’. Da nossa parte, fazíamos alguma circulação de bola, mas não tivemos tantas oportunidades como em Marselha, porque o Kardec não é o Cardozo (apesar de ter feito um jogo bastante razoável, muito esforçado) e o Saviola só entrou aos 61’. Podemos não ter feito uma exibição tão vistosa como a de 5ª feira, mas a forma como manietámos o jogo atacante do CRAC foi brilhante. Perto do fim, uma óptima jogada entre o Amorim e o Saviola, permitiu àquele isolar-se, picar a bola sobre o Nuno e ter azar porque ela foi ao poste. Felizmente na recarga estava lá o Cardozo, que entretanto tinha entrado, para fazer o merecidíssimo 3-0 aos 90’. Era o ponto final numa vitória indiscutível perante um adversário ridículo e com mau perder.
Mais uma vez praticamente toda a equipa esteve muito bem, mas tenho que destacar o Rúben Amorim e o Fábio Coentrão. Aquele foi para mim o melhor em campo, jogando no lugar do Ramires, marcou o 1º golo, participou activamente no 3º e tirou o Álvaro Pereira do jogo. Quanto ao Coentrão, está um senhor defesa-esquerdo. O Airton voltou a confirmar aquilo que já tínhamos percebido, é um excelente jogador e quase não se dá pela falta do Javi García. O Carlos Martins também esteve bem e marcou um golão. Quanto aos centrais, já faltam palavras para descrever as exibições do Luisão e David Luiz. Que dupla! O Quim quase não teve trabalho, mas resolveu bem o pouco que chegou à sua baliza. O Di María teve ter acusado o cansaço de 5ª feira e não esteve tão activo como habitualmente, ao passo que o Aimar dá sempre um toque de classe à equipa, mesmo que não esteja no seu pico de forma. Apesar de ter perdido bastantes bolas aéreas para o Bruno Alves, gostei da exibição do Kardec. Dá imensa luta aos centrais e não pára quieto. O Saviola não entrou muito bem, mas ainda foi a tempo de participar no 3º golo, o Ramires parecia que estava a jogar desde início e o Cardozo ainda foi a tempo de acrescentar mais um golito à sua conta pessoal.
Confesso que estava com muito medo desta partida, especialmente por causa de lesões e eventuais castigos que pudessem surgir. O Sr. Jorge Sousa, há que dizê-lo com frontalidade, fez uma arbitragem NOJENTA. Uma dualidade de critério gritante (tudo era falta contra nós, nada era falta a nosso favor), agressões do Bruno Alves e Raul Meireles que ficaram impunes, enfim, não foi por ele que o CRAC não ganhou. Mas quando não se consegue entrar na grande-área adversária, convenhamos que é difícil para um árbitro marcar penalties. Até para o Sr. Jorge Sousa. Todavia, o Grande Benfica confirmou mais uma vez que os meus receios eram infundados. Estamos a jogar maravilhosamente e, até com o Sr. Jorge Sousa a apitar, conseguimos enfiar três ao CRAC. A 1ª taça já cá canta, só faltam mais duas. As mais apetecíveis, claro está, mas a continuar a jogar como estamos, tudo é possível. VIVA O BENFICA!
P.S. – Quanto ao que se passou antes do jogo provocado pela claque do CRAC, só tenho uma coisa a dizer: enquanto as autoridades não perceberam que os animais devem estar no zoo ou, mais especificamente, os porcos não devem sair do curral e misturar-se com as pessoas, estes tipo de cenas vão acontecer. Lamentável o que estas nojentas, ordinárias, cobardes e reles criaturas fizeram.
sexta-feira, março 19, 2010
Sorteio Liga Europa
Calhou-nos a fava! Iremos defrontar o Liverpool nos quartos-de-final da "Euroliga". Uma equipa que ainda deveria estar na Liga dos Campeões cruza-se de novo connosco numa eliminatória europeia. Mas de certeza que os adeptos do Liverpool estarão neste momento também a mal-dizer a sua sorte. Vão ser duas partidas intensas e, quanto a mim, é bom jogarmos em casa na 1ª mão. Não só se perspectiva outra lotação esgotada na Luz (poderão ser três consecutivas - Braga, Liverpool e lagartos - o que a acontecer será caso inédito no novo estádio), como se conseguirmos um resultado positivo temos uma equipa bem talhada para os jogos fora. O que mais me preocupa é que o Liverpool tem nesta competição a única possibilidade de salvar uma época que está a ser desastrosa. Mas, se os eliminarmos, o céu será o limite!
Se chegarmos às meias-finais, defrontaremos o vencedor do Valência - Atlético Madrid. Ou seja, possivelmente o outro grande favorito à conquista do troféu, já que não acredito que o Quique consiga fazer mais milagres. Parece que foi tudo feito à medida do Hamburgo que terá a final no seu estádio. Vai defrontar o Standard de Liège e depois o vencedor do Fulham - Wolfsburgo. Tem o caminho aberto para a final. Espero que seja para nos encontrar...
Para já, e não esquecendo que o fundamental é o campeonato, é obrigatória a vitória frente ao Braga, para termos uma boa almofada de seis pontos que nos permita também concentrarmo-nos a sério na competição europeia.
Se chegarmos às meias-finais, defrontaremos o vencedor do Valência - Atlético Madrid. Ou seja, possivelmente o outro grande favorito à conquista do troféu, já que não acredito que o Quique consiga fazer mais milagres. Parece que foi tudo feito à medida do Hamburgo que terá a final no seu estádio. Vai defrontar o Standard de Liège e depois o vencedor do Fulham - Wolfsburgo. Tem o caminho aberto para a final. Espero que seja para nos encontrar...
Para já, e não esquecendo que o fundamental é o campeonato, é obrigatória a vitória frente ao Braga, para termos uma boa almofada de seis pontos que nos permita também concentrarmo-nos a sério na competição europeia.
quinta-feira, março 18, 2010
Incomensurável
Ganhámos brilhantemente em Marselha por 2-1 e assegurámos a passagem aos quartos-de-final da “Euroliga” (como diz o nosso treinador :-) Foi a melhor exibição europeia do Benfica desde este jogo mítico. Como escrevi aqui, se pudesse escolher a altura em que partiria deste mundo, seria depois de uma partida destas. É pena as palavras serem escassas para poder expressar aquilo que sinto. É que foi uma exibição de gala, classe, querer, em que pela primeira vez esta época demos a volta a um resultado (e que óptimo jogo para o fazer :-) A vitória foi merecidíssima e seria a injustiça do milénio não passarmos esta eliminatória. É cada vez mais impossível medir a nossa grandeza.
Não sei explicar bem porquê, mas estava confiante para este jogo. Ainda mais fiquei quando ouvi ontem o Jorge Jesus dizer que tinha sido surpreendido pelo Marselha na 1ª mão, mas que tinha tirado ilações e na 2ª tudo seria diferente. A expressão “banho de bola” aplica-se perfeitamente ao que se passou em campo. O Marselha teve duas oportunidades (um remate do Lucho e o golo) e não conseguiu criar mais perigo nenhum. Quanto a nós, sinceramente perdi a conta às oportunidades que falhámos. Ainda por cima, tivemos uma arbitragem que não desdenharia ao Sr. Jorge Sousa ou ao Sr. Olegário Benquerença. Convém fixar este nome: Damir Skomina da Eslovénia. Que grande ladrão!
Entrámos em campo muito personalizados, a sair rápido para o ataque, como é nosso hábito este ano. O Marselha não conseguia ligar uma jogada e começámos a criar situações de perigo. O árbitro fez vista grossa a um empurrão ao Ramires dentro da área e pouco depois o Cardozo de fora da área atirou ao poste. O Di María também teve um bom remate defendido pelo guarda-redes e a única oportunidade do Marselha foi o tal remate do Lucho.
Na 2ª parte, o cariz do jogo não se alterou. O Marselha continuava a não existir e nós a criar situações de golo em catadupa. Ao mesmo tempo, o árbitro continuava com uma dualidade de critério enorme e faltas a nosso favor eram mentira. Contra a corrente da partida, o Marselha chegou à vantagem aos 70’ num livre com um ressalto, em que o Júlio César saiu um pouco atabalhoadamente da baliza. A injustiça era tão grande que sempre acreditei que conseguíamos dar a volta. De tal forma, que, ao contrário do que é habitual em mim, nem me lembrei do histórico desta época, em que nunca alcançámos a vitória depois de ficarmos a perder. Aos 75’, o Maxi Pereira tirou um autêntico coelho da cartola num grande remate fora da área e fez o empate. A partir daqui, tentámos tudo para não termos um injustíssimo prolongamento e o Di María e, especialmente, o Cardozo tiveram oportunidades soberanas para nos colocar na frente. O que acabámos por conseguir, numa doce vingança, no último minuto através de um livre para a área, um ressalto e o Kardec a justificar já a sua contratação. Grande golo de ângulo complicado! Até final, ainda deu para o Ben Arfa perder a cabeça e ir para a rua (esteve 1’ em campo!), e para o árbitro mostrar um ridículo amarelo ao Aimar (foi um festival e saímos de campo com seis jogadores amarelados).
Não vou destacar ninguém em especial, porque isso seria muito injusto para a partida épica que quase todos fizeram. A defesa esteve irrepreensível, com o Maxi a ganhar a maioria dos duelos com o Brandão (e a ser mais uma vez decisivo ao marcar ao Marselha), os centrais a não darem um milímetro ao Niang (excepção no golo) e o Coentrão a levantar a dúvida em todos nós: de certeza que foi só este ano que ele começou a jogar a defesa-esquerdo? O meio-campo também esteve excelente, mas o Carlos Martins conseguiu exasperar-me com o falhanço sucessivo de passes de lana caprina. O Ramires é um génio a nível táctico e o Di María deu cabo da cabeça ao defesa-direito. Quanto ao ataque, o Cardozo fartou-se de lutar, atirou uma bola ao poste, mas não pode falhar uma bola daquelas isolado… O Saviola esteve mais desaparecido, mas foi importante com as suas movimentações para desposicionar os adversários. Quanto ao Aimar, entrou bem na partida e os franceses ficaram logo em sobressalto e ao Kardec desejo-lhe a maior sorte do mundo para não se limitar a ficar na galeria daqueles que, com apenas um golo em jogos importantes, justificaram a sua contratação pelo Benfica: Mostovoi, Sabry, Robert e Beto. Espero que possa fazer muitos mais!
Tivemos uma jornada épica que vai ficar nas nossas memórias por muitos anos. Agora nos quartos-de-final, só não quero o Valência e o Liverpool. Quanto aos outros cinco (Wolsfburgo, Standard Liège, Atlético Madrid, Fulham e Hamburgo), sinceramente, e sem ser arrogante, acho que seremos favoritos se nos calharem em sorte. Se tivesse que escolher um, seria os ingleses. Era tão bonito voltarmos a umas meias-finais numa prova europeia… E mimetizávamos as inolvidáveis épocas de 1982/83 e 1993/94.
Não sei explicar bem porquê, mas estava confiante para este jogo. Ainda mais fiquei quando ouvi ontem o Jorge Jesus dizer que tinha sido surpreendido pelo Marselha na 1ª mão, mas que tinha tirado ilações e na 2ª tudo seria diferente. A expressão “banho de bola” aplica-se perfeitamente ao que se passou em campo. O Marselha teve duas oportunidades (um remate do Lucho e o golo) e não conseguiu criar mais perigo nenhum. Quanto a nós, sinceramente perdi a conta às oportunidades que falhámos. Ainda por cima, tivemos uma arbitragem que não desdenharia ao Sr. Jorge Sousa ou ao Sr. Olegário Benquerença. Convém fixar este nome: Damir Skomina da Eslovénia. Que grande ladrão!
Entrámos em campo muito personalizados, a sair rápido para o ataque, como é nosso hábito este ano. O Marselha não conseguia ligar uma jogada e começámos a criar situações de perigo. O árbitro fez vista grossa a um empurrão ao Ramires dentro da área e pouco depois o Cardozo de fora da área atirou ao poste. O Di María também teve um bom remate defendido pelo guarda-redes e a única oportunidade do Marselha foi o tal remate do Lucho.
Na 2ª parte, o cariz do jogo não se alterou. O Marselha continuava a não existir e nós a criar situações de golo em catadupa. Ao mesmo tempo, o árbitro continuava com uma dualidade de critério enorme e faltas a nosso favor eram mentira. Contra a corrente da partida, o Marselha chegou à vantagem aos 70’ num livre com um ressalto, em que o Júlio César saiu um pouco atabalhoadamente da baliza. A injustiça era tão grande que sempre acreditei que conseguíamos dar a volta. De tal forma, que, ao contrário do que é habitual em mim, nem me lembrei do histórico desta época, em que nunca alcançámos a vitória depois de ficarmos a perder. Aos 75’, o Maxi Pereira tirou um autêntico coelho da cartola num grande remate fora da área e fez o empate. A partir daqui, tentámos tudo para não termos um injustíssimo prolongamento e o Di María e, especialmente, o Cardozo tiveram oportunidades soberanas para nos colocar na frente. O que acabámos por conseguir, numa doce vingança, no último minuto através de um livre para a área, um ressalto e o Kardec a justificar já a sua contratação. Grande golo de ângulo complicado! Até final, ainda deu para o Ben Arfa perder a cabeça e ir para a rua (esteve 1’ em campo!), e para o árbitro mostrar um ridículo amarelo ao Aimar (foi um festival e saímos de campo com seis jogadores amarelados).
Não vou destacar ninguém em especial, porque isso seria muito injusto para a partida épica que quase todos fizeram. A defesa esteve irrepreensível, com o Maxi a ganhar a maioria dos duelos com o Brandão (e a ser mais uma vez decisivo ao marcar ao Marselha), os centrais a não darem um milímetro ao Niang (excepção no golo) e o Coentrão a levantar a dúvida em todos nós: de certeza que foi só este ano que ele começou a jogar a defesa-esquerdo? O meio-campo também esteve excelente, mas o Carlos Martins conseguiu exasperar-me com o falhanço sucessivo de passes de lana caprina. O Ramires é um génio a nível táctico e o Di María deu cabo da cabeça ao defesa-direito. Quanto ao ataque, o Cardozo fartou-se de lutar, atirou uma bola ao poste, mas não pode falhar uma bola daquelas isolado… O Saviola esteve mais desaparecido, mas foi importante com as suas movimentações para desposicionar os adversários. Quanto ao Aimar, entrou bem na partida e os franceses ficaram logo em sobressalto e ao Kardec desejo-lhe a maior sorte do mundo para não se limitar a ficar na galeria daqueles que, com apenas um golo em jogos importantes, justificaram a sua contratação pelo Benfica: Mostovoi, Sabry, Robert e Beto. Espero que possa fazer muitos mais!
Tivemos uma jornada épica que vai ficar nas nossas memórias por muitos anos. Agora nos quartos-de-final, só não quero o Valência e o Liverpool. Quanto aos outros cinco (Wolsfburgo, Standard Liège, Atlético Madrid, Fulham e Hamburgo), sinceramente, e sem ser arrogante, acho que seremos favoritos se nos calharem em sorte. Se tivesse que escolher um, seria os ingleses. Era tão bonito voltarmos a umas meias-finais numa prova europeia… E mimetizávamos as inolvidáveis épocas de 1982/83 e 1993/94.
segunda-feira, março 15, 2010
Querer e crer
Conseguimos uma vitória absolutamente fundamental na Choupana perante o Nacional por 1-0. No meio de uma terrível sequência de jogos decisivos e muito difíceis, era imprescindível obtermos um triunfo já que os adversários também já tinham ganho e assim pudemos manter as distâncias antes de recebermos o Braga na próxima jornada.
Como era de prever, o Nacional fechou-se imenso no seu meio-campo à espera que o desgaste da passada 5ª feira tivesse reflexos na nossa dinâmica e não conseguíssemos criar tantas oportunidades. E o que é certo é que, durante a 1ª parte, apesar de termos tido um domínio avassalador, não implementámos o ritmo elevado que tem sido a nossa imagem de marca. Com o Aimar muito marcado e ainda à procura da melhor forma, e o Di María a 100 em vez dos habituais 200km/hora, os avançados não foram municiados como habitualmente. Tivemos uma boa oportunidade pelo Saviola, que ganhou uma série de ressaltos, mas o remate saiu ao lado.
Na 2ª parte, e ao contrário do que seria normal, aumentámos o ritmo e as oportunidades vieram em catadupa. Entrou em campo o querer dos jogadores e a sua crença na vitória, o que permitiu, como disse o Jesus no final, superar o cansaço. Aos 62’ tivemos uma grande oportunidade, com um penalty a ser assinalado sobre o David Luiz. Por acaso, pareceu-me que o toque se deu fora da área, mas o Cardozo falhou a 4ª grande penalidade da época. Desta feita, rematou para o lado contrário do habitual, mas a bola foi inacreditavelmente ao lado. O que valeu foi que, dois minutos depois, uma excelente desmarcação do Rúben Amorim culminou com um centro que descobriu o paraguaio sozinho na pequena-área e este só teve que encostar. A partir daqui, o Nacional teve que avançar no terreno e nós criámos mais situações para termos um final de jogo descansado. Só que o Cardozo voltou a estar em evidência pela negativa ao permitir, isolado, a defesa ao guarda-redes depois de um óptimo passe do Saviola. Isto aconteceu a pouco menos de 20’ do fim e ter-nos-ia dado a tranquilidade tão desejável. É verdade que o Nacional não criava muitos problemas, mas o que é certo é que teve uma boa oportunidade já nos últimos 5’ em que o Quim defendeu muito bem uma cabeçada muito perigosa na sequência de um canto. Foi uma intervenção que nos garantiu a vitória.
Individualmente não houve nenhum jogador que se destacasse muito dos demais. Notou-se, mas menos do que esperava, especialmente na 2ª parte, a partida de 5ª feira e, se calhar por isso, talvez o Rúben Amorim tenha sido um dos melhores, já que estava mais fresco. O Saviola também não esteve mal, na sua missão de vir buscar muito jogo ao nosso meio-campo e criar desequilíbrios no ataque. A defesa esteve igualmente muito bem e quase não permitiu que o Nacional tivesse oportunidades de golo. O Quim foi fundamental com a intervenção perto do fim. Quanto ao Cardozo, acabou por marcar o golo da vitória, mas terá que conquistar os melhores marcadores sem a ajuda de mais penalties. Mais um falhado que nos poderia ter custado pontos fundamentais. Já chega!
Daqui a duas semanas teremos um jogo decisivo para o campeonato, a recepção ao Braga, mas até lá jogaremos duas finais. Na próxima 5ª feira iremos ao Vélodrome e creio que teremos oportunidade de passar a eliminatória. Se o conseguirmos, acho que deveríamos jogar a Taça da Liga com os suplentes. Era bom que conseguíssemos aliar um bom percurso europeu à excelente caminhada nacional que temos vindo a realizar. Já sei que o campeonato é que é a prioridade, mas aquele empate de 5ª feira passada, especialmente o modo como foi obtido, ainda me está atravessado, pelo que espero que nos vinguemos em França com a passagem à eliminatória seguinte.
Como era de prever, o Nacional fechou-se imenso no seu meio-campo à espera que o desgaste da passada 5ª feira tivesse reflexos na nossa dinâmica e não conseguíssemos criar tantas oportunidades. E o que é certo é que, durante a 1ª parte, apesar de termos tido um domínio avassalador, não implementámos o ritmo elevado que tem sido a nossa imagem de marca. Com o Aimar muito marcado e ainda à procura da melhor forma, e o Di María a 100 em vez dos habituais 200km/hora, os avançados não foram municiados como habitualmente. Tivemos uma boa oportunidade pelo Saviola, que ganhou uma série de ressaltos, mas o remate saiu ao lado.
Na 2ª parte, e ao contrário do que seria normal, aumentámos o ritmo e as oportunidades vieram em catadupa. Entrou em campo o querer dos jogadores e a sua crença na vitória, o que permitiu, como disse o Jesus no final, superar o cansaço. Aos 62’ tivemos uma grande oportunidade, com um penalty a ser assinalado sobre o David Luiz. Por acaso, pareceu-me que o toque se deu fora da área, mas o Cardozo falhou a 4ª grande penalidade da época. Desta feita, rematou para o lado contrário do habitual, mas a bola foi inacreditavelmente ao lado. O que valeu foi que, dois minutos depois, uma excelente desmarcação do Rúben Amorim culminou com um centro que descobriu o paraguaio sozinho na pequena-área e este só teve que encostar. A partir daqui, o Nacional teve que avançar no terreno e nós criámos mais situações para termos um final de jogo descansado. Só que o Cardozo voltou a estar em evidência pela negativa ao permitir, isolado, a defesa ao guarda-redes depois de um óptimo passe do Saviola. Isto aconteceu a pouco menos de 20’ do fim e ter-nos-ia dado a tranquilidade tão desejável. É verdade que o Nacional não criava muitos problemas, mas o que é certo é que teve uma boa oportunidade já nos últimos 5’ em que o Quim defendeu muito bem uma cabeçada muito perigosa na sequência de um canto. Foi uma intervenção que nos garantiu a vitória.
Individualmente não houve nenhum jogador que se destacasse muito dos demais. Notou-se, mas menos do que esperava, especialmente na 2ª parte, a partida de 5ª feira e, se calhar por isso, talvez o Rúben Amorim tenha sido um dos melhores, já que estava mais fresco. O Saviola também não esteve mal, na sua missão de vir buscar muito jogo ao nosso meio-campo e criar desequilíbrios no ataque. A defesa esteve igualmente muito bem e quase não permitiu que o Nacional tivesse oportunidades de golo. O Quim foi fundamental com a intervenção perto do fim. Quanto ao Cardozo, acabou por marcar o golo da vitória, mas terá que conquistar os melhores marcadores sem a ajuda de mais penalties. Mais um falhado que nos poderia ter custado pontos fundamentais. Já chega!
Daqui a duas semanas teremos um jogo decisivo para o campeonato, a recepção ao Braga, mas até lá jogaremos duas finais. Na próxima 5ª feira iremos ao Vélodrome e creio que teremos oportunidade de passar a eliminatória. Se o conseguirmos, acho que deveríamos jogar a Taça da Liga com os suplentes. Era bom que conseguíssemos aliar um bom percurso europeu à excelente caminhada nacional que temos vindo a realizar. Já sei que o campeonato é que é a prioridade, mas aquele empate de 5ª feira passada, especialmente o modo como foi obtido, ainda me está atravessado, pelo que espero que nos vinguemos em França com a passagem à eliminatória seguinte.
sexta-feira, março 12, 2010
Substituições
Empatámos em casa com o Marselha (1-1) e ficámos em desvantagem para a partida da 2ª mão. Ponto prévio: o resultado é justo, já que as oportunidades de golo foram repartidas. Mas como o golo do empate deles foi aos 90’ e nós atirámos uma bola à trave aos 85’, fiquei pior que estragado no fim. Mais ainda, porque acho que o golo poderia bem ter sido evitado.
Finalmente foi preciso chegar a Março para ter um teste a sério! :-) O Marselha é de longe a melhor equipa que defrontámos este ano e não é por acaso que esteve na Champions. Entrámos mal no jogo e durante os primeiros 25’ nem cheirámos a bola. Ou seja, até o Javi García se recompor da má entrada que teve e voltar ao seu nível habitual. Falhámos passes na zona do meio-campo, algo que não é nada habitual, e não conseguíamos ligar os sectores. Mas, a partir dessa altura, as coisas melhoraram e subimos o nível. Sem nunca atingir o que temos conseguido no campeonato, mas há que ver que do outro lado a oposição era muito forte. O Lucho González falhou uma boa oportunidade isolado e o Aimar infelizmente imitou-o. Também houve um remate com pé direito do Cardozo muito por alto, quando deveria ter dado uma cabeçada, e um ou outro lance em que decidimos mal na altura do remate.
Na 2ª parte, o filme repetiu-se. Ou seja, voltámos a entrar bastante mal e o Marselha trocava a bola com bastante à vontade. Estivemos mais concentrados na defesa e eles raramente tiveram oportunidade de entrar na nossa área, mas foi só com a entrada do Carlos Martins que as coisas melhoraram. Nem acho que o Aimar estivesse a jogar mal, mas não estava a conseguir desequilibrar como habitualmente. O C. Martins entrou bem e passámos a utilizar mais velocidade nas transições. Empurrámos o Marselha para o seu meio-campo, mas tivemos um calafrio num contra-ataque em que o Júlio César conseguiu fazer uma boa dupla defesa que impediu a desvantagem no marcador. Ao invés, fomos nós que conseguimos passar para a frente aos 76’ num centro do Di María em que o Cardozo falha inacreditavelmente, mas a bola acabou por sobrar para o Maxi Pereira porque o guarda-redes não a agarrou. Estava feito o mais difícil e, sinceramente, esperava que conseguíssemos segurar o resultado até final. E, se é mais que justo referir que o Jorge Jesus tem sido o grande obreiro da nossa fantástica época e se já ganhámos vários jogos este ano por causa das suas substituições, nesta partida não esteve nada bem. A partir do momento que nos colocámos em vantagem, não se justificava manter a substituição do César Peixoto pelo Fábio Coentrão. Apesar disto, poderíamos em contra-ataque ter aumentado a vantagem, especialmente no tal remate do Ramires à barra. Aos 88’, o Jesus resolveu colocar-nos a jogar com 10 ao tirar o Saviola e colocar essa nulidade ambulante chamada Éder Luís. Um domínio inacreditavelmente falhado por ele deu origem a um ataque francês pela direita (where else?), imenso espaço para o centro e o pequeno Ben Arfa, que entretanto tinha entrado, consegue cabecear à vontade para o empate. O Maxi Pereira também não fica isento de culpas no lance, porque o deixa saltar à vontade. Foi dos maiores baldes de água fria que tive nos últimos tempos…
Individualmente, destaco o Luisão e o David Luiz que estiveram bastante bem, tendo em conta que o ataque do Marselha é muito forte. O Cardozo também fez um bom jogo, apesar de ter falhado na concretização. O Saviola criou alguns desequilíbrios, assim como o Di María, mas tiveram bastantes dificuldades para encontrar espaço. Referência ainda para o Júlio César, que fez algumas boas defesas. O resto da equipa esteve regular. Perdoem-me aqueles que acham que qualquer Paulo Almeida, lá por jogar no Benfica, passa a ser automaticamente um génio, mas não entendi mesmo a opção pelo Éder Luís. Ainda por cima, com o Rúben Amorim no banco e o Jesus acabou por referir isso no final que hesitou entre defender o 1-0 ou não. Poderia à mesma não o ter feito, mas escusava era de nos pôr a jogar em desvantagem numérica. Desculpem lá, mas um tipo que aos 24 anos não consegue dominar uma bola não pode ser jogador do Benfica. Revejam o início da jogada do golo deles e depois tirem as vossas conclusões. Tenham paciência, mas não há “período de adaptação” para uma coisa básica que é dominar uma bola. Podem dizer-me “sim, mas ninguém calcula que um mau domínio no meio-campo possa resultar em golo”. É óbvio, mas se ele fosse defesa e tivesse feito o mesmo, aí toda a gente repararia. Para além de tudo, com 24 anos, a “margem de progressão” parece-me muito curta… Logo por azar, o golo sofrido nasceu nele e passou pela nossa lateral-esquerda… Evitável!
Enfim, este resultado custou-me bastante, especialmente pela forma como aconteceu. Antevê-se uma 2ª mão muito complicada, mas antes disso teremos uma partida importantíssima no Domingo na Choupana. Espero que a equipa não se ressinta do esforço deste jogo e que possamos prosseguir a nossa caminhada vitoriosa.
Finalmente foi preciso chegar a Março para ter um teste a sério! :-) O Marselha é de longe a melhor equipa que defrontámos este ano e não é por acaso que esteve na Champions. Entrámos mal no jogo e durante os primeiros 25’ nem cheirámos a bola. Ou seja, até o Javi García se recompor da má entrada que teve e voltar ao seu nível habitual. Falhámos passes na zona do meio-campo, algo que não é nada habitual, e não conseguíamos ligar os sectores. Mas, a partir dessa altura, as coisas melhoraram e subimos o nível. Sem nunca atingir o que temos conseguido no campeonato, mas há que ver que do outro lado a oposição era muito forte. O Lucho González falhou uma boa oportunidade isolado e o Aimar infelizmente imitou-o. Também houve um remate com pé direito do Cardozo muito por alto, quando deveria ter dado uma cabeçada, e um ou outro lance em que decidimos mal na altura do remate.
Na 2ª parte, o filme repetiu-se. Ou seja, voltámos a entrar bastante mal e o Marselha trocava a bola com bastante à vontade. Estivemos mais concentrados na defesa e eles raramente tiveram oportunidade de entrar na nossa área, mas foi só com a entrada do Carlos Martins que as coisas melhoraram. Nem acho que o Aimar estivesse a jogar mal, mas não estava a conseguir desequilibrar como habitualmente. O C. Martins entrou bem e passámos a utilizar mais velocidade nas transições. Empurrámos o Marselha para o seu meio-campo, mas tivemos um calafrio num contra-ataque em que o Júlio César conseguiu fazer uma boa dupla defesa que impediu a desvantagem no marcador. Ao invés, fomos nós que conseguimos passar para a frente aos 76’ num centro do Di María em que o Cardozo falha inacreditavelmente, mas a bola acabou por sobrar para o Maxi Pereira porque o guarda-redes não a agarrou. Estava feito o mais difícil e, sinceramente, esperava que conseguíssemos segurar o resultado até final. E, se é mais que justo referir que o Jorge Jesus tem sido o grande obreiro da nossa fantástica época e se já ganhámos vários jogos este ano por causa das suas substituições, nesta partida não esteve nada bem. A partir do momento que nos colocámos em vantagem, não se justificava manter a substituição do César Peixoto pelo Fábio Coentrão. Apesar disto, poderíamos em contra-ataque ter aumentado a vantagem, especialmente no tal remate do Ramires à barra. Aos 88’, o Jesus resolveu colocar-nos a jogar com 10 ao tirar o Saviola e colocar essa nulidade ambulante chamada Éder Luís. Um domínio inacreditavelmente falhado por ele deu origem a um ataque francês pela direita (where else?), imenso espaço para o centro e o pequeno Ben Arfa, que entretanto tinha entrado, consegue cabecear à vontade para o empate. O Maxi Pereira também não fica isento de culpas no lance, porque o deixa saltar à vontade. Foi dos maiores baldes de água fria que tive nos últimos tempos…
Individualmente, destaco o Luisão e o David Luiz que estiveram bastante bem, tendo em conta que o ataque do Marselha é muito forte. O Cardozo também fez um bom jogo, apesar de ter falhado na concretização. O Saviola criou alguns desequilíbrios, assim como o Di María, mas tiveram bastantes dificuldades para encontrar espaço. Referência ainda para o Júlio César, que fez algumas boas defesas. O resto da equipa esteve regular. Perdoem-me aqueles que acham que qualquer Paulo Almeida, lá por jogar no Benfica, passa a ser automaticamente um génio, mas não entendi mesmo a opção pelo Éder Luís. Ainda por cima, com o Rúben Amorim no banco e o Jesus acabou por referir isso no final que hesitou entre defender o 1-0 ou não. Poderia à mesma não o ter feito, mas escusava era de nos pôr a jogar em desvantagem numérica. Desculpem lá, mas um tipo que aos 24 anos não consegue dominar uma bola não pode ser jogador do Benfica. Revejam o início da jogada do golo deles e depois tirem as vossas conclusões. Tenham paciência, mas não há “período de adaptação” para uma coisa básica que é dominar uma bola. Podem dizer-me “sim, mas ninguém calcula que um mau domínio no meio-campo possa resultar em golo”. É óbvio, mas se ele fosse defesa e tivesse feito o mesmo, aí toda a gente repararia. Para além de tudo, com 24 anos, a “margem de progressão” parece-me muito curta… Logo por azar, o golo sofrido nasceu nele e passou pela nossa lateral-esquerda… Evitável!
Enfim, este resultado custou-me bastante, especialmente pela forma como aconteceu. Antevê-se uma 2ª mão muito complicada, mas antes disso teremos uma partida importantíssima no Domingo na Choupana. Espero que a equipa não se ressinta do esforço deste jogo e que possamos prosseguir a nossa caminhada vitoriosa.
quarta-feira, março 10, 2010
Thank you, very, very, very, very, very much!
segunda-feira, março 08, 2010
Caminhada decisiva
Com os empates do CRAC frente ao Olhanense e, principalmente, do Braga em Setúbal, a partida frente ao Paços de Ferreira era fundamental para alargámos a diferença em relação àqueles dois e dispararmos em direcção ao título. Vencemos por 3-1 de uma forma que não merece contestação. Nada está ganho ainda, mas se formos de facto campeões, esta jornada vai ser relembrada no futuro.
Num passado mesmo nada distante, o que antecedeu este jogo era o suficiente para nos deixar nervosos e retirar-nos a lucidez. Mesmo na época do Trappatoni, tivemos algumas ocasiões para alargar a diferença para os perseguidores e falhámos na maior parte das vezes. Mas este ano, tudo é diferente. Precisamos de ganhar e entramos em campo com os dentes de fora. Sufocamos o adversário e só paramos quando a bola entra na baliza. Foi o que aconteceu mais uma vez nesta partida. Embalados pelos 42.971 espectadores, aos 17’ já ganhávamos por 2-0, com os golos do Rúben Amorim (12’) e Saviola. Só que o Paços de Ferreira foi das equipas que melhor futebol apresentou na Luz e, durante a 1ª parte, nunca deixou de nos criar problemas. Trocava bem a bola (é certo que nem teve tempo para o autocarro), não chegava a criar grande perigo, mas isso era principalmente devido ao facto de nós defendermos muito bem. Falhámos algumas oportunidades de matarmos de vez o jogo com o 3-0 e, especialmente, o falhanço do Saviola, isolado, custou-me bastante. Perto do intervalo, e de uma forma inesperada, o Paços reduziu. O David Luiz aventurou-se no meio-campo e depois fez falta na defesa, num cabeceamento do William, em que me pareceu que o Quim poderia ter feito mais. Ficou a meio caminho da decisão de sair ou não da baliza e a bola entrou.
O jogo já deveria estar decidido no início da 2ª parte, mas nós voltámos a entrar bem para alargar a vantagem. Ao invés, ao Paços faltou-lhe gás e deixou de ser tão incisivo neste período. O Cardozo falhou uma boa oportunidade ao permitir a defesa com o pé do guarda-redes quando estava isolado, o Rúben Amorim já tinha permitido uma boa defesa a esse mesmo guarda-redes e o Di María atirou a nossa habitual bola ao poste. Até que aos 58’ o jogo acabou com o golo do Cardozo, cujo remate beneficiou de um desvio de um defesa para entrar na baliza. O Paços baixou definitivamente os braços e nós poderíamos ter marcado mais golos, mas a pontaria hoje não estava muito afinada.
Individualmente há que destacar novamente o Di María, embora nalguns lances tenha utilizado individualismo em excesso, quando tinha colegas em melhor posição. O Saviola voltou a estar bem, marcou um golo e esteve nas nossas melhores jogadas. Também gostei do Cardozo e foi pena ter marcado só um golo. O Rúben Amorim está igualmente em muito boa forma e não destoa nada dos que são habitualmente titulares. O Fábio Coentrão está um senhor defesa-esquerdo. Quanto ao Airton, confirmou a exibição da semana passada e não há dúvidas nenhumas em relação ao que vale: joga prático e simples, o que se pede naquela posição. Enfim, toda a equipa esteve globalmente bem, tendo em conta que dos titulares faltaram o Javi García, Aimar e Ramires.
Hoje é um dia muito especial para mim. Faz quatro anos desde esta noite épica e o fim-de-semana desportivo não poderia ter corrido melhor. Espero que o Glorioso na 5ª e o Arsenal amanhã tornem esta uma semana absolutamente perfeita. E que a melhor prenda seja dada em Maio (ou, por este andar, ainda em Abril…)!
P.S. – Uma das coisas que correu por aí aqui há uns tempos foi o Benfica ainda não ter tido um teste verdadeiramente decisivo. Todos os adversários eram fracos ou estavam fora de forma. Bem, posso confessar que a minha confiança no Glorioso é tão grande que decidi correr o risco supremo: convidei o meu amigo J.M. a ir à bola. Como Jesus está connosco, achei que nada poderia correr mal (bem, na verdade na última vez que tinha ido, tinha corrido bem). Nem o J.M. poderia parar o Glorioso! Confirmou-se… :-)
Num passado mesmo nada distante, o que antecedeu este jogo era o suficiente para nos deixar nervosos e retirar-nos a lucidez. Mesmo na época do Trappatoni, tivemos algumas ocasiões para alargar a diferença para os perseguidores e falhámos na maior parte das vezes. Mas este ano, tudo é diferente. Precisamos de ganhar e entramos em campo com os dentes de fora. Sufocamos o adversário e só paramos quando a bola entra na baliza. Foi o que aconteceu mais uma vez nesta partida. Embalados pelos 42.971 espectadores, aos 17’ já ganhávamos por 2-0, com os golos do Rúben Amorim (12’) e Saviola. Só que o Paços de Ferreira foi das equipas que melhor futebol apresentou na Luz e, durante a 1ª parte, nunca deixou de nos criar problemas. Trocava bem a bola (é certo que nem teve tempo para o autocarro), não chegava a criar grande perigo, mas isso era principalmente devido ao facto de nós defendermos muito bem. Falhámos algumas oportunidades de matarmos de vez o jogo com o 3-0 e, especialmente, o falhanço do Saviola, isolado, custou-me bastante. Perto do intervalo, e de uma forma inesperada, o Paços reduziu. O David Luiz aventurou-se no meio-campo e depois fez falta na defesa, num cabeceamento do William, em que me pareceu que o Quim poderia ter feito mais. Ficou a meio caminho da decisão de sair ou não da baliza e a bola entrou.
O jogo já deveria estar decidido no início da 2ª parte, mas nós voltámos a entrar bem para alargar a vantagem. Ao invés, ao Paços faltou-lhe gás e deixou de ser tão incisivo neste período. O Cardozo falhou uma boa oportunidade ao permitir a defesa com o pé do guarda-redes quando estava isolado, o Rúben Amorim já tinha permitido uma boa defesa a esse mesmo guarda-redes e o Di María atirou a nossa habitual bola ao poste. Até que aos 58’ o jogo acabou com o golo do Cardozo, cujo remate beneficiou de um desvio de um defesa para entrar na baliza. O Paços baixou definitivamente os braços e nós poderíamos ter marcado mais golos, mas a pontaria hoje não estava muito afinada.
Individualmente há que destacar novamente o Di María, embora nalguns lances tenha utilizado individualismo em excesso, quando tinha colegas em melhor posição. O Saviola voltou a estar bem, marcou um golo e esteve nas nossas melhores jogadas. Também gostei do Cardozo e foi pena ter marcado só um golo. O Rúben Amorim está igualmente em muito boa forma e não destoa nada dos que são habitualmente titulares. O Fábio Coentrão está um senhor defesa-esquerdo. Quanto ao Airton, confirmou a exibição da semana passada e não há dúvidas nenhumas em relação ao que vale: joga prático e simples, o que se pede naquela posição. Enfim, toda a equipa esteve globalmente bem, tendo em conta que dos titulares faltaram o Javi García, Aimar e Ramires.
Hoje é um dia muito especial para mim. Faz quatro anos desde esta noite épica e o fim-de-semana desportivo não poderia ter corrido melhor. Espero que o Glorioso na 5ª e o Arsenal amanhã tornem esta uma semana absolutamente perfeita. E que a melhor prenda seja dada em Maio (ou, por este andar, ainda em Abril…)!
P.S. – Uma das coisas que correu por aí aqui há uns tempos foi o Benfica ainda não ter tido um teste verdadeiramente decisivo. Todos os adversários eram fracos ou estavam fora de forma. Bem, posso confessar que a minha confiança no Glorioso é tão grande que decidi correr o risco supremo: convidei o meu amigo J.M. a ir à bola. Como Jesus está connosco, achei que nada poderia correr mal (bem, na verdade na última vez que tinha ido, tinha corrido bem). Nem o J.M. poderia parar o Glorioso! Confirmou-se… :-)
segunda-feira, março 01, 2010
E esta, hein?
A lagartada resolveu fazer um parentesis na sua tradição e, por uma vez, assumiu-se como algo mais que não apenas um clube anti-Benfica. Ganhou 3-0 ao CRAC, apesar de alguns dos seus adeptos na TV antes do jogo desejarem a derrota para não nos beneficiarem. Se amanhã vir o presidente do CRAC andar de bicicleta, não me vou espantar.
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