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sexta-feira, março 19, 2010

Sorteio Liga Europa

Calhou-nos a fava! Iremos defrontar o Liverpool nos quartos-de-final da "Euroliga". Uma equipa que ainda deveria estar na Liga dos Campeões cruza-se de novo connosco numa eliminatória europeia. Mas de certeza que os adeptos do Liverpool estarão neste momento também a mal-dizer a sua sorte. Vão ser duas partidas intensas e, quanto a mim, é bom jogarmos em casa na 1ª mão. Não só se perspectiva outra lotação esgotada na Luz (poderão ser três consecutivas - Braga, Liverpool e lagartos - o que a acontecer será caso inédito no novo estádio), como se conseguirmos um resultado positivo temos uma equipa bem talhada para os jogos fora. O que mais me preocupa é que o Liverpool tem nesta competição a única possibilidade de salvar uma época que está a ser desastrosa. Mas, se os eliminarmos, o céu será o limite!

Se chegarmos às meias-finais, defrontaremos o vencedor do Valência - Atlético Madrid. Ou seja, possivelmente o outro grande favorito à conquista do troféu, já que não acredito que o Quique consiga fazer mais milagres. Parece que foi tudo feito à medida do Hamburgo que terá a final no seu estádio. Vai defrontar o Standard de Liège e depois o vencedor do Fulham - Wolfsburgo. Tem o caminho aberto para a final. Espero que seja para nos encontrar...

Para já, e não esquecendo que o fundamental é o campeonato, é obrigatória a vitória frente ao Braga, para termos uma boa almofada de seis pontos que nos permita também concentrarmo-nos a sério na competição europeia.

quinta-feira, março 18, 2010

Incomensurável

Ganhámos brilhantemente em Marselha por 2-1 e assegurámos a passagem aos quartos-de-final da “Euroliga” (como diz o nosso treinador :-) Foi a melhor exibição europeia do Benfica desde este jogo mítico. Como escrevi aqui, se pudesse escolher a altura em que partiria deste mundo, seria depois de uma partida destas. É pena as palavras serem escassas para poder expressar aquilo que sinto. É que foi uma exibição de gala, classe, querer, em que pela primeira vez esta época demos a volta a um resultado (e que óptimo jogo para o fazer :-) A vitória foi merecidíssima e seria a injustiça do milénio não passarmos esta eliminatória. É cada vez mais impossível medir a nossa grandeza.

Não sei explicar bem porquê, mas estava confiante para este jogo. Ainda mais fiquei quando ouvi ontem o Jorge Jesus dizer que tinha sido surpreendido pelo Marselha na 1ª mão, mas que tinha tirado ilações e na 2ª tudo seria diferente. A expressão “banho de bola” aplica-se perfeitamente ao que se passou em campo. O Marselha teve duas oportunidades (um remate do Lucho e o golo) e não conseguiu criar mais perigo nenhum. Quanto a nós, sinceramente perdi a conta às oportunidades que falhámos. Ainda por cima, tivemos uma arbitragem que não desdenharia ao Sr. Jorge Sousa ou ao Sr. Olegário Benquerença. Convém fixar este nome: Damir Skomina da Eslovénia. Que grande ladrão!

Entrámos em campo muito personalizados, a sair rápido para o ataque, como é nosso hábito este ano. O Marselha não conseguia ligar uma jogada e começámos a criar situações de perigo. O árbitro fez vista grossa a um empurrão ao Ramires dentro da área e pouco depois o Cardozo de fora da área atirou ao poste. O Di María também teve um bom remate defendido pelo guarda-redes e a única oportunidade do Marselha foi o tal remate do Lucho.

Na 2ª parte, o cariz do jogo não se alterou. O Marselha continuava a não existir e nós a criar situações de golo em catadupa. Ao mesmo tempo, o árbitro continuava com uma dualidade de critério enorme e faltas a nosso favor eram mentira. Contra a corrente da partida, o Marselha chegou à vantagem aos 70’ num livre com um ressalto, em que o Júlio César saiu um pouco atabalhoadamente da baliza. A injustiça era tão grande que sempre acreditei que conseguíamos dar a volta. De tal forma, que, ao contrário do que é habitual em mim, nem me lembrei do histórico desta época, em que nunca alcançámos a vitória depois de ficarmos a perder. Aos 75’, o Maxi Pereira tirou um autêntico coelho da cartola num grande remate fora da área e fez o empate. A partir daqui, tentámos tudo para não termos um injustíssimo prolongamento e o Di María e, especialmente, o Cardozo tiveram oportunidades soberanas para nos colocar na frente. O que acabámos por conseguir, numa doce vingança, no último minuto através de um livre para a área, um ressalto e o Kardec a justificar já a sua contratação. Grande golo de ângulo complicado! Até final, ainda deu para o Ben Arfa perder a cabeça e ir para a rua (esteve 1’ em campo!), e para o árbitro mostrar um ridículo amarelo ao Aimar (foi um festival e saímos de campo com seis jogadores amarelados).

Não vou destacar ninguém em especial, porque isso seria muito injusto para a partida épica que quase todos fizeram. A defesa esteve irrepreensível, com o Maxi a ganhar a maioria dos duelos com o Brandão (e a ser mais uma vez decisivo ao marcar ao Marselha), os centrais a não darem um milímetro ao Niang (excepção no golo) e o Coentrão a levantar a dúvida em todos nós: de certeza que foi só este ano que ele começou a jogar a defesa-esquerdo? O meio-campo também esteve excelente, mas o Carlos Martins conseguiu exasperar-me com o falhanço sucessivo de passes de lana caprina. O Ramires é um génio a nível táctico e o Di María deu cabo da cabeça ao defesa-direito. Quanto ao ataque, o Cardozo fartou-se de lutar, atirou uma bola ao poste, mas não pode falhar uma bola daquelas isolado… O Saviola esteve mais desaparecido, mas foi importante com as suas movimentações para desposicionar os adversários. Quanto ao Aimar, entrou bem na partida e os franceses ficaram logo em sobressalto e ao Kardec desejo-lhe a maior sorte do mundo para não se limitar a ficar na galeria daqueles que, com apenas um golo em jogos importantes, justificaram a sua contratação pelo Benfica: Mostovoi, Sabry, Robert e Beto. Espero que possa fazer muitos mais!

Tivemos uma jornada épica que vai ficar nas nossas memórias por muitos anos. Agora nos quartos-de-final, só não quero o Valência e o Liverpool. Quanto aos outros cinco (Wolsfburgo, Standard Liège, Atlético Madrid, Fulham e Hamburgo), sinceramente, e sem ser arrogante, acho que seremos favoritos se nos calharem em sorte. Se tivesse que escolher um, seria os ingleses. Era tão bonito voltarmos a umas meias-finais numa prova europeia… E mimetizávamos as inolvidáveis épocas de 1982/83 e 1993/94.

segunda-feira, março 15, 2010

Querer e crer

Conseguimos uma vitória absolutamente fundamental na Choupana perante o Nacional por 1-0. No meio de uma terrível sequência de jogos decisivos e muito difíceis, era imprescindível obtermos um triunfo já que os adversários também já tinham ganho e assim pudemos manter as distâncias antes de recebermos o Braga na próxima jornada.

Como era de prever, o Nacional fechou-se imenso no seu meio-campo à espera que o desgaste da passada 5ª feira tivesse reflexos na nossa dinâmica e não conseguíssemos criar tantas oportunidades. E o que é certo é que, durante a 1ª parte, apesar de termos tido um domínio avassalador, não implementámos o ritmo elevado que tem sido a nossa imagem de marca. Com o Aimar muito marcado e ainda à procura da melhor forma, e o Di María a 100 em vez dos habituais 200km/hora, os avançados não foram municiados como habitualmente. Tivemos uma boa oportunidade pelo Saviola, que ganhou uma série de ressaltos, mas o remate saiu ao lado.

Na 2ª parte, e ao contrário do que seria normal, aumentámos o ritmo e as oportunidades vieram em catadupa. Entrou em campo o querer dos jogadores e a sua crença na vitória, o que permitiu, como disse o Jesus no final, superar o cansaço. Aos 62’ tivemos uma grande oportunidade, com um penalty a ser assinalado sobre o David Luiz. Por acaso, pareceu-me que o toque se deu fora da área, mas o Cardozo falhou a 4ª grande penalidade da época. Desta feita, rematou para o lado contrário do habitual, mas a bola foi inacreditavelmente ao lado. O que valeu foi que, dois minutos depois, uma excelente desmarcação do Rúben Amorim culminou com um centro que descobriu o paraguaio sozinho na pequena-área e este só teve que encostar. A partir daqui, o Nacional teve que avançar no terreno e nós criámos mais situações para termos um final de jogo descansado. Só que o Cardozo voltou a estar em evidência pela negativa ao permitir, isolado, a defesa ao guarda-redes depois de um óptimo passe do Saviola. Isto aconteceu a pouco menos de 20’ do fim e ter-nos-ia dado a tranquilidade tão desejável. É verdade que o Nacional não criava muitos problemas, mas o que é certo é que teve uma boa oportunidade já nos últimos 5’ em que o Quim defendeu muito bem uma cabeçada muito perigosa na sequência de um canto. Foi uma intervenção que nos garantiu a vitória.

Individualmente não houve nenhum jogador que se destacasse muito dos demais. Notou-se, mas menos do que esperava, especialmente na 2ª parte, a partida de 5ª feira e, se calhar por isso, talvez o Rúben Amorim tenha sido um dos melhores, já que estava mais fresco. O Saviola também não esteve mal, na sua missão de vir buscar muito jogo ao nosso meio-campo e criar desequilíbrios no ataque. A defesa esteve igualmente muito bem e quase não permitiu que o Nacional tivesse oportunidades de golo. O Quim foi fundamental com a intervenção perto do fim. Quanto ao Cardozo, acabou por marcar o golo da vitória, mas terá que conquistar os melhores marcadores sem a ajuda de mais penalties. Mais um falhado que nos poderia ter custado pontos fundamentais. Já chega!

Daqui a duas semanas teremos um jogo decisivo para o campeonato, a recepção ao Braga, mas até lá jogaremos duas finais. Na próxima 5ª feira iremos ao Vélodrome e creio que teremos oportunidade de passar a eliminatória. Se o conseguirmos, acho que deveríamos jogar a Taça da Liga com os suplentes. Era bom que conseguíssemos aliar um bom percurso europeu à excelente caminhada nacional que temos vindo a realizar. Já sei que o campeonato é que é a prioridade, mas aquele empate de 5ª feira passada, especialmente o modo como foi obtido, ainda me está atravessado, pelo que espero que nos vinguemos em França com a passagem à eliminatória seguinte.

sexta-feira, março 12, 2010

Substituições

Empatámos em casa com o Marselha (1-1) e ficámos em desvantagem para a partida da 2ª mão. Ponto prévio: o resultado é justo, já que as oportunidades de golo foram repartidas. Mas como o golo do empate deles foi aos 90’ e nós atirámos uma bola à trave aos 85’, fiquei pior que estragado no fim. Mais ainda, porque acho que o golo poderia bem ter sido evitado.

Finalmente foi preciso chegar a Março para ter um teste a sério! :-) O Marselha é de longe a melhor equipa que defrontámos este ano e não é por acaso que esteve na Champions. Entrámos mal no jogo e durante os primeiros 25’ nem cheirámos a bola. Ou seja, até o Javi García se recompor da má entrada que teve e voltar ao seu nível habitual. Falhámos passes na zona do meio-campo, algo que não é nada habitual, e não conseguíamos ligar os sectores. Mas, a partir dessa altura, as coisas melhoraram e subimos o nível. Sem nunca atingir o que temos conseguido no campeonato, mas há que ver que do outro lado a oposição era muito forte. O Lucho González falhou uma boa oportunidade isolado e o Aimar infelizmente imitou-o. Também houve um remate com pé direito do Cardozo muito por alto, quando deveria ter dado uma cabeçada, e um ou outro lance em que decidimos mal na altura do remate.

Na 2ª parte, o filme repetiu-se. Ou seja, voltámos a entrar bastante mal e o Marselha trocava a bola com bastante à vontade. Estivemos mais concentrados na defesa e eles raramente tiveram oportunidade de entrar na nossa área, mas foi só com a entrada do Carlos Martins que as coisas melhoraram. Nem acho que o Aimar estivesse a jogar mal, mas não estava a conseguir desequilibrar como habitualmente. O C. Martins entrou bem e passámos a utilizar mais velocidade nas transições. Empurrámos o Marselha para o seu meio-campo, mas tivemos um calafrio num contra-ataque em que o Júlio César conseguiu fazer uma boa dupla defesa que impediu a desvantagem no marcador. Ao invés, fomos nós que conseguimos passar para a frente aos 76’ num centro do Di María em que o Cardozo falha inacreditavelmente, mas a bola acabou por sobrar para o Maxi Pereira porque o guarda-redes não a agarrou. Estava feito o mais difícil e, sinceramente, esperava que conseguíssemos segurar o resultado até final. E, se é mais que justo referir que o Jorge Jesus tem sido o grande obreiro da nossa fantástica época e se já ganhámos vários jogos este ano por causa das suas substituições, nesta partida não esteve nada bem. A partir do momento que nos colocámos em vantagem, não se justificava manter a substituição do César Peixoto pelo Fábio Coentrão. Apesar disto, poderíamos em contra-ataque ter aumentado a vantagem, especialmente no tal remate do Ramires à barra. Aos 88’, o Jesus resolveu colocar-nos a jogar com 10 ao tirar o Saviola e colocar essa nulidade ambulante chamada Éder Luís. Um domínio inacreditavelmente falhado por ele deu origem a um ataque francês pela direita (where else?), imenso espaço para o centro e o pequeno Ben Arfa, que entretanto tinha entrado, consegue cabecear à vontade para o empate. O Maxi Pereira também não fica isento de culpas no lance, porque o deixa saltar à vontade. Foi dos maiores baldes de água fria que tive nos últimos tempos…

Individualmente, destaco o Luisão e o David Luiz que estiveram bastante bem, tendo em conta que o ataque do Marselha é muito forte. O Cardozo também fez um bom jogo, apesar de ter falhado na concretização. O Saviola criou alguns desequilíbrios, assim como o Di María, mas tiveram bastantes dificuldades para encontrar espaço. Referência ainda para o Júlio César, que fez algumas boas defesas. O resto da equipa esteve regular. Perdoem-me aqueles que acham que qualquer Paulo Almeida, lá por jogar no Benfica, passa a ser automaticamente um génio, mas não entendi mesmo a opção pelo Éder Luís. Ainda por cima, com o Rúben Amorim no banco e o Jesus acabou por referir isso no final que hesitou entre defender o 1-0 ou não. Poderia à mesma não o ter feito, mas escusava era de nos pôr a jogar em desvantagem numérica. Desculpem lá, mas um tipo que aos 24 anos não consegue dominar uma bola não pode ser jogador do Benfica. Revejam o início da jogada do golo deles e depois tirem as vossas conclusões. Tenham paciência, mas não há “período de adaptação” para uma coisa básica que é dominar uma bola. Podem dizer-me “sim, mas ninguém calcula que um mau domínio no meio-campo possa resultar em golo”. É óbvio, mas se ele fosse defesa e tivesse feito o mesmo, aí toda a gente repararia. Para além de tudo, com 24 anos, a “margem de progressão” parece-me muito curta… Logo por azar, o golo sofrido nasceu nele e passou pela nossa lateral-esquerda… Evitável!

Enfim, este resultado custou-me bastante, especialmente pela forma como aconteceu. Antevê-se uma 2ª mão muito complicada, mas antes disso teremos uma partida importantíssima no Domingo na Choupana. Espero que a equipa não se ressinta do esforço deste jogo e que possamos prosseguir a nossa caminhada vitoriosa.

quarta-feira, março 10, 2010

Thank you, very, very, very, very, very much!

Eu tinha pedido uma prenda aos jogadores do Arsenal, mas como eles
são muito bons rapazes resolveram oferecer-me logo cinco de uma só vez! Não havia necessidade de se terem esmerado tanto, mas de qualquer maneira aqui ficam os meus agradecimentos eternos.


segunda-feira, março 08, 2010

Caminhada decisiva

Com os empates do CRAC frente ao Olhanense e, principalmente, do Braga em Setúbal, a partida frente ao Paços de Ferreira era fundamental para alargámos a diferença em relação àqueles dois e dispararmos em direcção ao título. Vencemos por 3-1 de uma forma que não merece contestação. Nada está ganho ainda, mas se formos de facto campeões, esta jornada vai ser relembrada no futuro.

Num passado mesmo nada distante, o que antecedeu este jogo era o suficiente para nos deixar nervosos e retirar-nos a lucidez. Mesmo na época do Trappatoni, tivemos algumas ocasiões para alargar a diferença para os perseguidores e falhámos na maior parte das vezes. Mas este ano, tudo é diferente. Precisamos de ganhar e entramos em campo com os dentes de fora. Sufocamos o adversário e só paramos quando a bola entra na baliza. Foi o que aconteceu mais uma vez nesta partida. Embalados pelos 42.971 espectadores, aos 17’ já ganhávamos por 2-0, com os golos do Rúben Amorim (12’) e Saviola. Só que o Paços de Ferreira foi das equipas que melhor futebol apresentou na Luz e, durante a 1ª parte, nunca deixou de nos criar problemas. Trocava bem a bola (é certo que nem teve tempo para o autocarro), não chegava a criar grande perigo, mas isso era principalmente devido ao facto de nós defendermos muito bem. Falhámos algumas oportunidades de matarmos de vez o jogo com o 3-0 e, especialmente, o falhanço do Saviola, isolado, custou-me bastante. Perto do intervalo, e de uma forma inesperada, o Paços reduziu. O David Luiz aventurou-se no meio-campo e depois fez falta na defesa, num cabeceamento do William, em que me pareceu que o Quim poderia ter feito mais. Ficou a meio caminho da decisão de sair ou não da baliza e a bola entrou.

O jogo já deveria estar decidido no início da 2ª parte, mas nós voltámos a entrar bem para alargar a vantagem. Ao invés, ao Paços faltou-lhe gás e deixou de ser tão incisivo neste período. O Cardozo falhou uma boa oportunidade ao permitir a defesa com o pé do guarda-redes quando estava isolado, o Rúben Amorim já tinha permitido uma boa defesa a esse mesmo guarda-redes e o Di María atirou a nossa habitual bola ao poste. Até que aos 58’ o jogo acabou com o golo do Cardozo, cujo remate beneficiou de um desvio de um defesa para entrar na baliza. O Paços baixou definitivamente os braços e nós poderíamos ter marcado mais golos, mas a pontaria hoje não estava muito afinada.

Individualmente há que destacar novamente o Di María, embora nalguns lances tenha utilizado individualismo em excesso, quando tinha colegas em melhor posição. O Saviola voltou a estar bem, marcou um golo e esteve nas nossas melhores jogadas. Também gostei do Cardozo e foi pena ter marcado só um golo. O Rúben Amorim está igualmente em muito boa forma e não destoa nada dos que são habitualmente titulares. O Fábio Coentrão está um senhor defesa-esquerdo. Quanto ao Airton, confirmou a exibição da semana passada e não há dúvidas nenhumas em relação ao que vale: joga prático e simples, o que se pede naquela posição. Enfim, toda a equipa esteve globalmente bem, tendo em conta que dos titulares faltaram o Javi García, Aimar e Ramires.

Hoje é um dia muito especial para mim. Faz quatro anos desde esta noite épica e o fim-de-semana desportivo não poderia ter corrido melhor. Espero que o Glorioso na 5ª e o Arsenal amanhã tornem esta uma semana absolutamente perfeita. E que a melhor prenda seja dada em Maio (ou, por este andar, ainda em Abril…)!

P.S. – Uma das coisas que correu por aí aqui há uns tempos foi o Benfica ainda não ter tido um teste verdadeiramente decisivo. Todos os adversários eram fracos ou estavam fora de forma. Bem, posso confessar que a minha confiança no Glorioso é tão grande que decidi correr o risco supremo: convidei o meu amigo J.M. a ir à bola. Como Jesus está connosco, achei que nada poderia correr mal (bem, na verdade na última vez que tinha ido, tinha corrido bem). Nem o J.M. poderia parar o Glorioso! Confirmou-se… :-)

segunda-feira, março 01, 2010

E esta, hein?

A lagartada resolveu fazer um parentesis na sua tradição e, por uma vez, assumiu-se como algo mais que não apenas um clube anti-Benfica. Ganhou 3-0 ao CRAC, apesar de alguns dos seus adeptos na TV antes do jogo desejarem a derrota para não nos beneficiarem. Se amanhã vir o presidente do CRAC andar de bicicleta, não me vou espantar.

domingo, fevereiro 28, 2010

Demonstração de força

Goleámos em Matosinhos o Leixões (4-0) com um hat-trick do Di María. Antevia-se uma partida muito difícil, até porque os outros dois candidatos ao título tinham lá empatado e nós ainda não tínhamos conseguido ganhar desde que o Leixões regressou à 1ª Divisão, mas tornámo-la fácil ao fazer uma grande exibição. Para isto também contribuiu o facto de não ter havido o temporal previsto à hora do jogo. O Jorge Jesus faz algumas mexidas no onze, mas o rendimento da equipa manteve-se muito alto dando seguimento ao que já tínhamos feito frente ao Hertha.

Com o sumaríssimo ao Javi García, o Jesus surpreendeu e deu a titularidade ao Airton, quando se esperava que fosse o Rúben Amorim a ocupar o lugar. Juntamente com isso, o Éder Luís entrou para o lugar do Aimar, que nem no banco ficou. Fiquei um pouco apreensivo com estas modificações, mas o jogo provou que o Jesus estava certíssimo. Nomeadamente em relação ao Airton, que nem parecia estar a fazer a sua estreia pelo Benfica. Entrámos muito fortes na partida e poderíamos ter marcado logo aos 4’ com uma cabeçada do David Luiz ao poste. Continuámos a tentar e marcámos aos 21’, mas o fiscal-de-linha assinalou um fora-de-jogo inacreditável ao Di María, quando ele nem sequer estava em linha. O roubo do costume. Só que este ano nós estamos muito fortes e este lance não nos desconcentrou. Abrimos o marcador aos 26’ num bom remate fora da área do Éder Luís que ressaltou num defesa e enganou o guarda-redes, Diego. Um pouco de sorte também faz parte do jogo e compensou o roubo do golo anulado. Até final da 1ª parte poderíamos ter marcado num grande remate do Saviola, mas o Diego defendeu para canto.

No 2º tempo, tivemos duas grandes oportunidades para acabar com as dúvidas em relação ao vencedor ainda antes dos 10’, mas o Di María isolado e o Cardozo sem ninguém na baliza falharam inacreditavelmente. Nesta altura fiquei um pouco apreensivo, porque a desperdiçar assim arriscávamo-nos a ter um final de jogo complicado. Uma vantagem mínima é sempre muito perigosa, mas talvez a melhor coisa que o Benfica tem este ano é não descansar enquanto a bola não entra na baliza contrária. E isso voltou a acontecer aos 59’ através de um remate do Di María, em que me pareceu que o Diego foi mal batido, já que a bola entrou pelo ângulo mais perto dele. A partida ficou decidida, até porque o Leixões não demonstrava nenhuma capacidade para criar perigo. Uma bela abertura do Carlos Martins, que entretanto tinha substituído o Éder Luís, isolou o Di María aos 76’ e o argentino fez um magnífico chapéu para o 0-3. A 3’ do fim fechámos a contagem com o primeiro hat-trick do Di María pelo Benfica (e quase que aposto da sua carreira), noutro grande remate fora da área depois de uma jogada do Maxi Pereira. Vitória categórica, sem espinhas e apesar de termos sido vilipendiados quando ainda estava 0-0. Os outros têm mesmo que se preocupar…

Obviamente o destaque do jogo tem que ser o Di María. Está numa forma fabulosa e até já marca golos com regularidade. Aliás, uma das provas que o Jorge Jesus é um bom treinador é que conseguiu que um jogador que tinha o remate mais ridículo da história do futebol (como eu disse no ano passado) desatasse a acertar mais com a baliza. Gostei igualmente imenso do Airton, que julgo ser uma opção bastante válida para o difícil lugar do Javi García. O Cardozo também fez uma bela partida, exceptuando no capítulo do remate. Aliás, parece que quanto melhor joga fora da área, menos regular está a ser a marcar dentro dela (o falhanço é incrível…). O Ramires está numa fase de menor fulgor em termos atacantes, mas é tacticamente brilhante. Quem também fez uma partida mais discreta foi o Saviola. A defesa esteve toda bem e não permitiu veleidades ao Leixões. Mas o elo mais fraco foi mesmo o Éder Luís, apesar do golo (mérito no remate, mas muita sorte no ressalto). Vamos ver no futuro, mas parece-me que ele tem um grave problema na recepção da bola e ainda não mostrou (ainda por cima em mais tempo) o que, por exemplo, o Airton já mostrou. A melhoria com a entrada do Carlos Martins foi evidente.

O Sr. Lucílio Baptista foi muito mal auxiliado na 1ª parte e o golo invalidado é uma vergonha. Para além disso, houve umas quantas entradas de jogadores do Leixões que deveriam ter valido amarelos, mas para o que eu estava à espera até acabou por não ser nada mau. Com esta inequívoca vitória, assistiremos mais logo com toda a tranquilidade à partida entre os lagartos e o CRAC. Os lagartos têm uma oportunidade de outro de justificarem a sua existência enquanto clube autónomo e não apenas como um anti-Benfica. Estão mais confiantes com a eliminação do Everton e desejo naturalmente que tirem pontos aos assumidamente corruptos. Vamos lá a ver se servem para alguma coisa…


P.S. - Ah, e a propósito, parabéns Sport Lisboa e Benfica por 106 anos de glória!

quarta-feira, fevereiro 24, 2010

Regresso ao normal

Voltámos às boas exibições e goleámos o Hertha Berlim (4-0), assegurando a passagem aos oitavos-de-final da Liga Europa. Foi uma vitória incontestável e só foi pena que não tivéssemos ganho os dois jogos da eliminatória. A nossa pontuação no ranking agradeceria.

30.402 espectadores foram ver um jogo às 17h de uma 3ª feira, o que demonstra bem a grandeza de clube que temos. E aposto que não deram o tempo e o dinheiro por mal empregue. Durante os 90’ só houve uma equipa em campo. É certo que os alemães tinham jogado no Domingo e não estavam fisicamente no auge, mas a diferença de qualidade é abissal. Entrámos bem na partida e marcámos aos 25’ pelo Aimar, depois de uma jogada brilhante entre ele, o Saviola e o Di María. Se dúvidas houvesse, a eliminatória ficava quase resolvida ali. Até final da 1ª parte ainda poderíamos ter marcado mais um golo, já que tivemos uma bola ao poste pelo Saviola e outro bom remate ao lado do Rúben Amorim.

A 2ª parte começou com o carimbo definitivo na nossa passagem com o golo de cabeça do Cardozo aos 49’, depois de um óptimo centro do Di María. Dez minutos mais tarde, o Javi García fez o 3-0 e aos 62’ o paraguaio voltou a facturar. A partir daqui, o Jorge Jesus começou (e bem) a poupar a equipa e saíram os três argentinos. Baixámos o ritmo e não conseguimos marcar mais nenhum golo. No entanto, raramente deixámos o Hertha acercar-se da nossa baliza com perigo. O mais importante foi conseguido e ainda tivemos tempo para poupar jogadores para os próximos jogos.

Individualmente gostei imenso do Rúben Amorim e do Fábio Coentrão. Com o menor vigor físico do Ramires nos últimos tempos, o Amorim perfila-se como a melhor solução (mas só daqui a duas jornadas, já que até lá terá que substituir o castigado Javi García). O Coentrão é definitivamente o nosso defesa-esquerdo nos encontros em casa. Aquela ala esquerda com ele e o Di María é temível. O Cardozo merece obviamente destaque e não só pelos dois golos. Está cada vez melhor a jogar para a equipa com tabelinhas e passes a rasgar. O Aimar também melhorou bastante em relação aos últimos jogos e a equipa sobre de produção quase instantaneamente. O Di María não fez tudo bem, mas a velocidade que emprega é fabulosa e esteve em três dos quatro golos.

O adversário seguinte será certamente o Marselha e aí as coisas vão ser mais difíceis. Iremos ter um Março muito puxado em termos de jogos e eu sei que a prioridade é o campeonato, mas conto eliminar os franceses e seguir para os quartos-de-final. Acho que temos equipa para isso e é bom que tenhamos visibilidade a nível internacional. O nosso prestígio, as receitas e a valorização dos jogadores agradecem. E, cá entre nós que ninguém nos ouve, Hamburgo está ali tão perto…

sexta-feira, fevereiro 19, 2010

Medíocre

Repetimos o resultado do ano passado em Berlim frente ao Hertha (1-1), mas como agora é uma eliminatória estamos em vantagem para o jogo da 2ª mão. No entanto, desperdiçámos uma oportunidade de ouro para finalmente vencer um jogo na Alemanha. O Hertha está em último lugar do campeonato alemão e percebeu-se porquê. Quando acelerávamos um pouco, o que aconteceu nos primeiros 25’, eles abanavam por todo o lado.

Não poderíamos ter entrado melhor, com um golo logo aos 3’ pelo Di María depois de um passe fabuloso do Carlos Martins. E durante os minutos seguintes demonstrámos inequivocamente a nossa superioridade, só que não conseguimos ter tantas oportunidades de golo como habitualmente. A partir dos 25’, o Hertha reequilibrou a partida, mas sem conseguir criar perigo. Chegaram à igualdade aos 32’ numa infelicidade do Javi García que fez um autogolo (malditos, já é o terceiro esta época!), o que acabou por nos desconcentrar um pouco. Mas até final da 1ª parte ainda tivemos uma boa chance pelo Luisão, mas o cabeceamento saiu à figura.

Quando se esperava que no 2º tempo acabássemos com a eliminatória, isso esteve longe de acontecer. Estivemos muito mal no passe e claro que a bola raramente chegou em condições aos avançados. Com o Di María a desaparecer um pouco do jogo e os alemães a defender com muitos homens, continuámos sem criar as oportunidades habituais. Ao invés, a defesa sentiu dificuldades pouco usuais e sofremos inclusive uma bola no poste. A equipa teve períodos de pouca concentração, o que já não é a 1ª vez que acontece quando defronta adversários teoricamente mais fracos. Em Setúbal foi a mesma coisa. Para ajudar à festa, ainda tivemos uma arbitragem lamentável, que nos roubou um penalty descarado sobre o Ramires na 2ª parte e praticamente só assinalava faltas para um lado. O Sr. Terje Hauge bem poderia passar por árbitro português…

Individualmente gostei do Rúben Amorim a defesa-direito e do Cardozo, que apesar de não ter marcado, ganhou inúmeras bolas de cabeça. O Di María não foi constante, mas quando acelerava era um perigo. Todos os outros estiveram sofríveis e o César Peixoto não pode voltar a fazer uma estupidez daquelas (meter a mão à bola quando já tinha um amarelo), porque se arrisca a ir para a rua. Foi uma sorte não ter ido e ainda estávamos na 1ª parte…

Era só o que mais faltava não eliminarmos os alemães, pelo que espero que na próxima 3ª feira, à tarde (17h!), possamos assistir a uma boa exibição com a respectiva vitória. O Marselha já está à nossa espera nos oitavos-de-final.

domingo, fevereiro 14, 2010

Mau

No pior jogo realizado na Luz este ano, vencemos o Belenenses por 1-0. É um chavão dizer-se que o mais importante é o resultado, mas neste caso é a única coisa que nos pode alegrar. Um golo de cabeça do Cardozo aos 10’ resolveu a questão, todavia perante o último classificado tínhamos obrigação de fazer mais e melhor. Quanto mais não fosse para dar uma alegria aos 45.329 espectadores que voltaram a ver um jogo de campeonato à tarde na Luz.

Marcámos na primeira oportunidade de golo (grande centro do Ramires) e até final da 1ª parte só tivemos mais uma grande hipótese para marcar através do Fábio Coentrão numa boa tabelinha com o Saviola. Este lance aconteceu aos 39’ pelo que se percebe que o 1º tempo foi um longo bocejo. Antes disso, uma intercepção falhada do David Luiz acabou por isolar o Fajardo que, sozinho perante o Quim, felizmente atirou ao lado.

A 2ª parte começou com o Weldon em vez do César Peixoto, recuando o Fábio Coentrão para a lateral-esquerda. É verdade que o esquerdino esteve a anos-luz de 3ª feira no WC, mas claramente passámos a jogar com 10. Não via uma entrada tão desastrada de um jogador há muito tempo. Mesmo assim, ainda criámos algumas oportunidades, a maior parte delas desperdiçadas pelo brasileiro. Não tivemos nem de perto nem de longe a intensidade habitual e não conseguíamos acabar com o jogo, pelo que o sofrimento foi bastante até final. É certo que o Belenenses não entrava na nossa área e só um remate de longe perto dos 90’ é que criou perigo, mas ficámos sempre sujeitos a um lance fortuito que igualasse a partida. Os espectadores na Luz mereciam mais, mas pronto lá conseguimos o que era essencial, especialmente depois do empate em Setúbal.

Individualmente o Coentrão foi o melhor do Benfica. Tanto a extremo como a lateral, o rendimento foi constante e foi pena que tivesse tão poucos seguidores na equipa. O Ramires também parece estar a voltar à importância que teve no início da época e a jogada do golo é brilhante. O Aimar e o Saviola estiveram abaixo do que era expectável, mas o Cardozo ultrapassou o melhor registo de golos que tinha, marcando o 23º em todas as competições (e o 17º no campeonato). Na defesa, o Maxi Pereira foi o mais constante.

Com o inesperado empate do CRAC em Matosinhos, voltámos a ganhar a vantagem que tínhamos antes de Setúbal (no pior dos casos, seis pontos). Para a semana, temos o CRAC A contra o CRAC B e vai ser interessante seguir uma luta fratricida. Mas antes disso temos uma partida muito importante em Berlim para a Liga Europa. È fundamental passarmos aos oitavos-de-final e para isso uma vitória na Alemanha (que seria a primeira na nossa história) seria uma grande ajuda. Claro que o objectivo fundamental é o campeonato, mas a Liga Europa é muito importante não só pelo prestígio e pela receita, como também por ser uma grande montra internacional para os nossos jogadores.

sexta-feira, fevereiro 12, 2010

Obrigatório

Ler isto. E é fundamental que as imagens fiquem na posse do Benfica, principalmente agora que se anuncia (finalmente!) a abertura do Museu.

quarta-feira, fevereiro 10, 2010

Festival

Vitória categórica no WC (4-1) e estamos pelo segundo ano consecutivo na final da Taça da Liga. Numa partida em que rodámos um pouco a equipa, conseguimos fazer aquilo que ficou por fazer no campeonato: reduzir os lagartos à sua insignificância.

É óbvio que ter um desmiolado como o João Pereira a fazer tiro ao alvo às pernas do Ramires logo aos 6’, com a consequente expulsão do Sr. Olegário Benquerença, ajudou a enterrar ainda mais os lagartos. Ainda por cima, no livre correspondente, o Carlos Martins colocou a bola na cabeça do David Luiz que não perdoou. A partida não poderia ter começado melhor para nós, mas mantivemos o ritmo e nunca abrandámos até chegar ao 2º golo. Uma jogada de insistência do César Peixoto permitiu-lhe centrar e o Ramires alargou a nossa vantagem aos 29’. Pouco depois, uma perda de bola infantil do mesmo Ramires permitiu ao Liedson correr meio-campo, rematar sem oposição à entrada da área e ter a colaboração do Júlio César para fazer o 1-2 aos 37’. Pouco depois o Éder Luís tem uma óptima hipótese para marcar, mas remata ao lado quando só tinha o guarda-redes pela frente. Uma possível goleada era transformada numa vantagem mínima por bastante culpa nossa.

Na 2ª parte, entrámos lentos e com pouca agressividade durante os primeiros 10’, mas os lagartos não tiveram grandes ocasiões de golo. Percebia-se perfeitamente que, se acelerássemos um pouco, aumentaríamos facilmente a vantagem. O Di María era essencial nisso, já que para o Pedro Silva o conseguir parar teria de ser um jogador de futebol. Tivemos algumas oportunidades, mas a pontaria não estava afinada. Até que aos 67’ a partida acabou com o 3-1 pela cabeça do Luisão na sequência de um canto. Logo a seguir, o Jorge Jesus aproveitou para aquecer alguns dos titulares que estavam no banco e entraram o Cardozo, Saviola e Aimar para os lugares do Kardec, Éder Luís e Carlos Martins. Era de esperar que aumentássemos a vantagem e assim tentámos fazer. O Di María esteve em particular destaque e merecia ter molhado a sopa, mas aquele pé esquerdo estava desafinado no que toca aos remates. A cereja no topo do bolo foi dada pelo Tacuara no último minuto da compensação: remate fabuloso de fora da área, sem balanço! Grande golo e muito importante para demonstrar que o penalty de Setúbal já está ultrapassado. “Tenham cuidado / Ele é perigoso / Ele é o Óscar Tacuara Cardozo”!

Individualmente o Di María foi o melhor em campo. A sua velocidade trocou as voltas todas aos lagartos. Gostei imenso do César Peixoto, a secar o Pongolle e a ajudar no ataque. O Carlos Martins também esteve bem a fazer de Aimar e o Javi García nem pareceu que fez o seu quarto jogo em 10 dias! O Ramires é que está numa fase de menor fulgor, o que é compreensível para quem não tem férias há mais de um ano. O Rúben Amorim também esteve bem na direita e nem me lembrei do Maxi. Os centrais marcaram cada qual o seu golito, mas o Liedson obrigou a atenção redobrada. O Júlio César teve muitas culpas no golo sofrido, mas de resto esteve seguro. Quanto aos reforços titulares, o Éder Luís continua a não me convencer, principalmente devido ao seu deficiente domínio de bola, e não desgostei do Kardec, em especial do jogo de cabeça e da capacidade de luta.

Espero que este resultado e exibição galvanizem ainda mais os adeptos do Benfica, porque com um jogo no próximo sábado às 17h será incompreensível que o estádio não encha.

P.S. – Os lagartos são confrangedores. Já percebi porque é que eles deixam o Liedson fazer tudo e mais alguma coisa e nunca é castigado internamente: sem ele estariam a lutar para não descer.


P.P.S. - Mas, para mim, este foi o momento mais memorável da noite.

sábado, fevereiro 06, 2010

Empate em Setúbal

Sim, não jogámos tão bem como habitualmente.

Sim, o facto de só termos tido três dias de descanso ficou bem demonstrado na nossa exibição.

Sim, ter sido este o 3º jogo em sete dias foi visível no menor rendimento de alguns jogadores.

Sim, os jogadores do V. Setúbal justificaram bem o chequezinho que veio certamente lá de cima.

Sim, os adversários jogaram e lutaram de uma maneira que, curiosamente, não se vê em partidas contra outras equipas.

Sim, o David Luiz tem um erro incrível que deu autogolo e o empate.

Sim, o Sr. Jorge Sousa só ao terceiro penalty é que assinalou o primeiro.

Mas, PORRA, Cardozo, não se pode falhar um penalty no último minuto!

P.S. – Sim, estou lixado com “F” maiusculíssimo (acho que se nota pelo post...)! Mas ouvi o Jorge Jesus a dizer que na próxima 3ª feira vai alinhar com outros jogadores, porque a sequência de jogos é obviamente muito intensa. Fiquei mais descansado, porque o fundamental é ganhar ao Belenenses no Sábado.


P.P.S. - M**** para isto!

quinta-feira, fevereiro 04, 2010

Tranquilo

Vencemos a U. Leiria por 3-0 em partida antecipada da 20ª jornada e colocámo-nos provisoriamente no 1º lugar. Como nesta ronda jogará o CRAC A contra o CRAC B, iremos inevitavelmente ganhar pontos a um deles (ou aos dois). Em anos nada distantes, um jogo como este era o suficiente para nos pôr pressão e afectar o nosso rendimento. Tínhamos a possibilidade de chegar ao 1º lugar e não se notou o mínimo nervosismo na equipa. Há, de facto, qualquer coisa bastante diferente esta época.

Claro está que um golo logo aos 10’ ajuda a uma exibição mais calma: grande jogada entre o Saviola e o Aimar, um óptimo centro daquele e uma cabeçada certeira do Cardozo. A U. Leiria não criou perigo em jogo corrido e só nas bolas paradas é que se aproximava da nossa área. Nós também não imprimimos a velocidade habitual, o que se compreende porque estamos em plena sequência terrível com jogos de três em três dias. Mesmo assim o guarda-redes adversário, Djuricic, fez uma defesa incrível a um remate do Luisão que eu já estava a festejar.

Na 2ª parte, para dar o devido descanso aos jogadores mais utilizados, era essencial aumentarmos a vantagem, porque com 1-0 isso era impossível. E, de facto, aumentámos a velocidade para atingir esse objectivo. Tivemos alguns lances perigosos e conseguimos o 2-0 aos 60’ pelo Saviola que meteu a bola pelo chamado buraco da agulha. A U. Leiria continuava sem nos atormentar e foi com naturalidade que começámos a gerir o resultado. As coisas ficaram ainda mais fáceis quando um adversário resolveu imitar o Carlos Martins e meteu a mão à bola quando já tinha um amarelo. O Djuricic também se lesionou e alinhou inferiorizado nos últimos minutos. Perto do final, o Rúben Amorim, que entretanto tinha entrado, rematou fora da área e fez o 3-0. Com este resultado atingimos os 50 golos em apenas 18 jogos do campeonato, o que dá uma fantástica média de 2,77 golos por jogo.

Individualmente, o Saviola foi o melhor em campo. Um golo, uma assistência e algumas combinações fantásticas com o Aimar são mais que suficientes para tal. O nº 10 também voltou a estar bem e parece-me fisicamente em forma. O Cardozo lá voltou aos golos e estava menos ansioso que no Sábado. O Di María esteve igualmente muito mexido e teve pormenores técnicos fabulosos. O Fábio Coentrão jogou muito bem a defesa-esquerdo e constitui-se uma forte opção ao César Peixoto, principalmente nestes encontros em casa. Ao invés, o Ramires terá feito a pior partida desde que chegou, mas também veio de uma lesão. O Javi García está numa fase de menor fulgor, o que se reflecte em alguns passes falhados que são muito pouco habituais nele.

Cumprimos a nossa obrigação e espero que os jogadores não se tenham cansado muito, porque temos uma partida muito difícil em Setúbal já no próximo Sábado. Escusado será dizer que uma vitória é essencial para continuarmos a mostrar a todos que estamos firmes e sem quebras de rendimento mesmo num período em que a quantidade de jogos é muito grande.