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domingo, fevereiro 28, 2010

Demonstração de força

Goleámos em Matosinhos o Leixões (4-0) com um hat-trick do Di María. Antevia-se uma partida muito difícil, até porque os outros dois candidatos ao título tinham lá empatado e nós ainda não tínhamos conseguido ganhar desde que o Leixões regressou à 1ª Divisão, mas tornámo-la fácil ao fazer uma grande exibição. Para isto também contribuiu o facto de não ter havido o temporal previsto à hora do jogo. O Jorge Jesus faz algumas mexidas no onze, mas o rendimento da equipa manteve-se muito alto dando seguimento ao que já tínhamos feito frente ao Hertha.

Com o sumaríssimo ao Javi García, o Jesus surpreendeu e deu a titularidade ao Airton, quando se esperava que fosse o Rúben Amorim a ocupar o lugar. Juntamente com isso, o Éder Luís entrou para o lugar do Aimar, que nem no banco ficou. Fiquei um pouco apreensivo com estas modificações, mas o jogo provou que o Jesus estava certíssimo. Nomeadamente em relação ao Airton, que nem parecia estar a fazer a sua estreia pelo Benfica. Entrámos muito fortes na partida e poderíamos ter marcado logo aos 4’ com uma cabeçada do David Luiz ao poste. Continuámos a tentar e marcámos aos 21’, mas o fiscal-de-linha assinalou um fora-de-jogo inacreditável ao Di María, quando ele nem sequer estava em linha. O roubo do costume. Só que este ano nós estamos muito fortes e este lance não nos desconcentrou. Abrimos o marcador aos 26’ num bom remate fora da área do Éder Luís que ressaltou num defesa e enganou o guarda-redes, Diego. Um pouco de sorte também faz parte do jogo e compensou o roubo do golo anulado. Até final da 1ª parte poderíamos ter marcado num grande remate do Saviola, mas o Diego defendeu para canto.

No 2º tempo, tivemos duas grandes oportunidades para acabar com as dúvidas em relação ao vencedor ainda antes dos 10’, mas o Di María isolado e o Cardozo sem ninguém na baliza falharam inacreditavelmente. Nesta altura fiquei um pouco apreensivo, porque a desperdiçar assim arriscávamo-nos a ter um final de jogo complicado. Uma vantagem mínima é sempre muito perigosa, mas talvez a melhor coisa que o Benfica tem este ano é não descansar enquanto a bola não entra na baliza contrária. E isso voltou a acontecer aos 59’ através de um remate do Di María, em que me pareceu que o Diego foi mal batido, já que a bola entrou pelo ângulo mais perto dele. A partida ficou decidida, até porque o Leixões não demonstrava nenhuma capacidade para criar perigo. Uma bela abertura do Carlos Martins, que entretanto tinha substituído o Éder Luís, isolou o Di María aos 76’ e o argentino fez um magnífico chapéu para o 0-3. A 3’ do fim fechámos a contagem com o primeiro hat-trick do Di María pelo Benfica (e quase que aposto da sua carreira), noutro grande remate fora da área depois de uma jogada do Maxi Pereira. Vitória categórica, sem espinhas e apesar de termos sido vilipendiados quando ainda estava 0-0. Os outros têm mesmo que se preocupar…

Obviamente o destaque do jogo tem que ser o Di María. Está numa forma fabulosa e até já marca golos com regularidade. Aliás, uma das provas que o Jorge Jesus é um bom treinador é que conseguiu que um jogador que tinha o remate mais ridículo da história do futebol (como eu disse no ano passado) desatasse a acertar mais com a baliza. Gostei igualmente imenso do Airton, que julgo ser uma opção bastante válida para o difícil lugar do Javi García. O Cardozo também fez uma bela partida, exceptuando no capítulo do remate. Aliás, parece que quanto melhor joga fora da área, menos regular está a ser a marcar dentro dela (o falhanço é incrível…). O Ramires está numa fase de menor fulgor em termos atacantes, mas é tacticamente brilhante. Quem também fez uma partida mais discreta foi o Saviola. A defesa esteve toda bem e não permitiu veleidades ao Leixões. Mas o elo mais fraco foi mesmo o Éder Luís, apesar do golo (mérito no remate, mas muita sorte no ressalto). Vamos ver no futuro, mas parece-me que ele tem um grave problema na recepção da bola e ainda não mostrou (ainda por cima em mais tempo) o que, por exemplo, o Airton já mostrou. A melhoria com a entrada do Carlos Martins foi evidente.

O Sr. Lucílio Baptista foi muito mal auxiliado na 1ª parte e o golo invalidado é uma vergonha. Para além disso, houve umas quantas entradas de jogadores do Leixões que deveriam ter valido amarelos, mas para o que eu estava à espera até acabou por não ser nada mau. Com esta inequívoca vitória, assistiremos mais logo com toda a tranquilidade à partida entre os lagartos e o CRAC. Os lagartos têm uma oportunidade de outro de justificarem a sua existência enquanto clube autónomo e não apenas como um anti-Benfica. Estão mais confiantes com a eliminação do Everton e desejo naturalmente que tirem pontos aos assumidamente corruptos. Vamos lá a ver se servem para alguma coisa…


P.S. - Ah, e a propósito, parabéns Sport Lisboa e Benfica por 106 anos de glória!

quarta-feira, fevereiro 24, 2010

Regresso ao normal

Voltámos às boas exibições e goleámos o Hertha Berlim (4-0), assegurando a passagem aos oitavos-de-final da Liga Europa. Foi uma vitória incontestável e só foi pena que não tivéssemos ganho os dois jogos da eliminatória. A nossa pontuação no ranking agradeceria.

30.402 espectadores foram ver um jogo às 17h de uma 3ª feira, o que demonstra bem a grandeza de clube que temos. E aposto que não deram o tempo e o dinheiro por mal empregue. Durante os 90’ só houve uma equipa em campo. É certo que os alemães tinham jogado no Domingo e não estavam fisicamente no auge, mas a diferença de qualidade é abissal. Entrámos bem na partida e marcámos aos 25’ pelo Aimar, depois de uma jogada brilhante entre ele, o Saviola e o Di María. Se dúvidas houvesse, a eliminatória ficava quase resolvida ali. Até final da 1ª parte ainda poderíamos ter marcado mais um golo, já que tivemos uma bola ao poste pelo Saviola e outro bom remate ao lado do Rúben Amorim.

A 2ª parte começou com o carimbo definitivo na nossa passagem com o golo de cabeça do Cardozo aos 49’, depois de um óptimo centro do Di María. Dez minutos mais tarde, o Javi García fez o 3-0 e aos 62’ o paraguaio voltou a facturar. A partir daqui, o Jorge Jesus começou (e bem) a poupar a equipa e saíram os três argentinos. Baixámos o ritmo e não conseguimos marcar mais nenhum golo. No entanto, raramente deixámos o Hertha acercar-se da nossa baliza com perigo. O mais importante foi conseguido e ainda tivemos tempo para poupar jogadores para os próximos jogos.

Individualmente gostei imenso do Rúben Amorim e do Fábio Coentrão. Com o menor vigor físico do Ramires nos últimos tempos, o Amorim perfila-se como a melhor solução (mas só daqui a duas jornadas, já que até lá terá que substituir o castigado Javi García). O Coentrão é definitivamente o nosso defesa-esquerdo nos encontros em casa. Aquela ala esquerda com ele e o Di María é temível. O Cardozo merece obviamente destaque e não só pelos dois golos. Está cada vez melhor a jogar para a equipa com tabelinhas e passes a rasgar. O Aimar também melhorou bastante em relação aos últimos jogos e a equipa sobre de produção quase instantaneamente. O Di María não fez tudo bem, mas a velocidade que emprega é fabulosa e esteve em três dos quatro golos.

O adversário seguinte será certamente o Marselha e aí as coisas vão ser mais difíceis. Iremos ter um Março muito puxado em termos de jogos e eu sei que a prioridade é o campeonato, mas conto eliminar os franceses e seguir para os quartos-de-final. Acho que temos equipa para isso e é bom que tenhamos visibilidade a nível internacional. O nosso prestígio, as receitas e a valorização dos jogadores agradecem. E, cá entre nós que ninguém nos ouve, Hamburgo está ali tão perto…

sexta-feira, fevereiro 19, 2010

Medíocre

Repetimos o resultado do ano passado em Berlim frente ao Hertha (1-1), mas como agora é uma eliminatória estamos em vantagem para o jogo da 2ª mão. No entanto, desperdiçámos uma oportunidade de ouro para finalmente vencer um jogo na Alemanha. O Hertha está em último lugar do campeonato alemão e percebeu-se porquê. Quando acelerávamos um pouco, o que aconteceu nos primeiros 25’, eles abanavam por todo o lado.

Não poderíamos ter entrado melhor, com um golo logo aos 3’ pelo Di María depois de um passe fabuloso do Carlos Martins. E durante os minutos seguintes demonstrámos inequivocamente a nossa superioridade, só que não conseguimos ter tantas oportunidades de golo como habitualmente. A partir dos 25’, o Hertha reequilibrou a partida, mas sem conseguir criar perigo. Chegaram à igualdade aos 32’ numa infelicidade do Javi García que fez um autogolo (malditos, já é o terceiro esta época!), o que acabou por nos desconcentrar um pouco. Mas até final da 1ª parte ainda tivemos uma boa chance pelo Luisão, mas o cabeceamento saiu à figura.

Quando se esperava que no 2º tempo acabássemos com a eliminatória, isso esteve longe de acontecer. Estivemos muito mal no passe e claro que a bola raramente chegou em condições aos avançados. Com o Di María a desaparecer um pouco do jogo e os alemães a defender com muitos homens, continuámos sem criar as oportunidades habituais. Ao invés, a defesa sentiu dificuldades pouco usuais e sofremos inclusive uma bola no poste. A equipa teve períodos de pouca concentração, o que já não é a 1ª vez que acontece quando defronta adversários teoricamente mais fracos. Em Setúbal foi a mesma coisa. Para ajudar à festa, ainda tivemos uma arbitragem lamentável, que nos roubou um penalty descarado sobre o Ramires na 2ª parte e praticamente só assinalava faltas para um lado. O Sr. Terje Hauge bem poderia passar por árbitro português…

Individualmente gostei do Rúben Amorim a defesa-direito e do Cardozo, que apesar de não ter marcado, ganhou inúmeras bolas de cabeça. O Di María não foi constante, mas quando acelerava era um perigo. Todos os outros estiveram sofríveis e o César Peixoto não pode voltar a fazer uma estupidez daquelas (meter a mão à bola quando já tinha um amarelo), porque se arrisca a ir para a rua. Foi uma sorte não ter ido e ainda estávamos na 1ª parte…

Era só o que mais faltava não eliminarmos os alemães, pelo que espero que na próxima 3ª feira, à tarde (17h!), possamos assistir a uma boa exibição com a respectiva vitória. O Marselha já está à nossa espera nos oitavos-de-final.

domingo, fevereiro 14, 2010

Mau

No pior jogo realizado na Luz este ano, vencemos o Belenenses por 1-0. É um chavão dizer-se que o mais importante é o resultado, mas neste caso é a única coisa que nos pode alegrar. Um golo de cabeça do Cardozo aos 10’ resolveu a questão, todavia perante o último classificado tínhamos obrigação de fazer mais e melhor. Quanto mais não fosse para dar uma alegria aos 45.329 espectadores que voltaram a ver um jogo de campeonato à tarde na Luz.

Marcámos na primeira oportunidade de golo (grande centro do Ramires) e até final da 1ª parte só tivemos mais uma grande hipótese para marcar através do Fábio Coentrão numa boa tabelinha com o Saviola. Este lance aconteceu aos 39’ pelo que se percebe que o 1º tempo foi um longo bocejo. Antes disso, uma intercepção falhada do David Luiz acabou por isolar o Fajardo que, sozinho perante o Quim, felizmente atirou ao lado.

A 2ª parte começou com o Weldon em vez do César Peixoto, recuando o Fábio Coentrão para a lateral-esquerda. É verdade que o esquerdino esteve a anos-luz de 3ª feira no WC, mas claramente passámos a jogar com 10. Não via uma entrada tão desastrada de um jogador há muito tempo. Mesmo assim, ainda criámos algumas oportunidades, a maior parte delas desperdiçadas pelo brasileiro. Não tivemos nem de perto nem de longe a intensidade habitual e não conseguíamos acabar com o jogo, pelo que o sofrimento foi bastante até final. É certo que o Belenenses não entrava na nossa área e só um remate de longe perto dos 90’ é que criou perigo, mas ficámos sempre sujeitos a um lance fortuito que igualasse a partida. Os espectadores na Luz mereciam mais, mas pronto lá conseguimos o que era essencial, especialmente depois do empate em Setúbal.

Individualmente o Coentrão foi o melhor do Benfica. Tanto a extremo como a lateral, o rendimento foi constante e foi pena que tivesse tão poucos seguidores na equipa. O Ramires também parece estar a voltar à importância que teve no início da época e a jogada do golo é brilhante. O Aimar e o Saviola estiveram abaixo do que era expectável, mas o Cardozo ultrapassou o melhor registo de golos que tinha, marcando o 23º em todas as competições (e o 17º no campeonato). Na defesa, o Maxi Pereira foi o mais constante.

Com o inesperado empate do CRAC em Matosinhos, voltámos a ganhar a vantagem que tínhamos antes de Setúbal (no pior dos casos, seis pontos). Para a semana, temos o CRAC A contra o CRAC B e vai ser interessante seguir uma luta fratricida. Mas antes disso temos uma partida muito importante em Berlim para a Liga Europa. È fundamental passarmos aos oitavos-de-final e para isso uma vitória na Alemanha (que seria a primeira na nossa história) seria uma grande ajuda. Claro que o objectivo fundamental é o campeonato, mas a Liga Europa é muito importante não só pelo prestígio e pela receita, como também por ser uma grande montra internacional para os nossos jogadores.

sexta-feira, fevereiro 12, 2010

Obrigatório

Ler isto. E é fundamental que as imagens fiquem na posse do Benfica, principalmente agora que se anuncia (finalmente!) a abertura do Museu.

quarta-feira, fevereiro 10, 2010

Festival

Vitória categórica no WC (4-1) e estamos pelo segundo ano consecutivo na final da Taça da Liga. Numa partida em que rodámos um pouco a equipa, conseguimos fazer aquilo que ficou por fazer no campeonato: reduzir os lagartos à sua insignificância.

É óbvio que ter um desmiolado como o João Pereira a fazer tiro ao alvo às pernas do Ramires logo aos 6’, com a consequente expulsão do Sr. Olegário Benquerença, ajudou a enterrar ainda mais os lagartos. Ainda por cima, no livre correspondente, o Carlos Martins colocou a bola na cabeça do David Luiz que não perdoou. A partida não poderia ter começado melhor para nós, mas mantivemos o ritmo e nunca abrandámos até chegar ao 2º golo. Uma jogada de insistência do César Peixoto permitiu-lhe centrar e o Ramires alargou a nossa vantagem aos 29’. Pouco depois, uma perda de bola infantil do mesmo Ramires permitiu ao Liedson correr meio-campo, rematar sem oposição à entrada da área e ter a colaboração do Júlio César para fazer o 1-2 aos 37’. Pouco depois o Éder Luís tem uma óptima hipótese para marcar, mas remata ao lado quando só tinha o guarda-redes pela frente. Uma possível goleada era transformada numa vantagem mínima por bastante culpa nossa.

Na 2ª parte, entrámos lentos e com pouca agressividade durante os primeiros 10’, mas os lagartos não tiveram grandes ocasiões de golo. Percebia-se perfeitamente que, se acelerássemos um pouco, aumentaríamos facilmente a vantagem. O Di María era essencial nisso, já que para o Pedro Silva o conseguir parar teria de ser um jogador de futebol. Tivemos algumas oportunidades, mas a pontaria não estava afinada. Até que aos 67’ a partida acabou com o 3-1 pela cabeça do Luisão na sequência de um canto. Logo a seguir, o Jorge Jesus aproveitou para aquecer alguns dos titulares que estavam no banco e entraram o Cardozo, Saviola e Aimar para os lugares do Kardec, Éder Luís e Carlos Martins. Era de esperar que aumentássemos a vantagem e assim tentámos fazer. O Di María esteve em particular destaque e merecia ter molhado a sopa, mas aquele pé esquerdo estava desafinado no que toca aos remates. A cereja no topo do bolo foi dada pelo Tacuara no último minuto da compensação: remate fabuloso de fora da área, sem balanço! Grande golo e muito importante para demonstrar que o penalty de Setúbal já está ultrapassado. “Tenham cuidado / Ele é perigoso / Ele é o Óscar Tacuara Cardozo”!

Individualmente o Di María foi o melhor em campo. A sua velocidade trocou as voltas todas aos lagartos. Gostei imenso do César Peixoto, a secar o Pongolle e a ajudar no ataque. O Carlos Martins também esteve bem a fazer de Aimar e o Javi García nem pareceu que fez o seu quarto jogo em 10 dias! O Ramires é que está numa fase de menor fulgor, o que é compreensível para quem não tem férias há mais de um ano. O Rúben Amorim também esteve bem na direita e nem me lembrei do Maxi. Os centrais marcaram cada qual o seu golito, mas o Liedson obrigou a atenção redobrada. O Júlio César teve muitas culpas no golo sofrido, mas de resto esteve seguro. Quanto aos reforços titulares, o Éder Luís continua a não me convencer, principalmente devido ao seu deficiente domínio de bola, e não desgostei do Kardec, em especial do jogo de cabeça e da capacidade de luta.

Espero que este resultado e exibição galvanizem ainda mais os adeptos do Benfica, porque com um jogo no próximo sábado às 17h será incompreensível que o estádio não encha.

P.S. – Os lagartos são confrangedores. Já percebi porque é que eles deixam o Liedson fazer tudo e mais alguma coisa e nunca é castigado internamente: sem ele estariam a lutar para não descer.


P.P.S. - Mas, para mim, este foi o momento mais memorável da noite.

sábado, fevereiro 06, 2010

Empate em Setúbal

Sim, não jogámos tão bem como habitualmente.

Sim, o facto de só termos tido três dias de descanso ficou bem demonstrado na nossa exibição.

Sim, ter sido este o 3º jogo em sete dias foi visível no menor rendimento de alguns jogadores.

Sim, os jogadores do V. Setúbal justificaram bem o chequezinho que veio certamente lá de cima.

Sim, os adversários jogaram e lutaram de uma maneira que, curiosamente, não se vê em partidas contra outras equipas.

Sim, o David Luiz tem um erro incrível que deu autogolo e o empate.

Sim, o Sr. Jorge Sousa só ao terceiro penalty é que assinalou o primeiro.

Mas, PORRA, Cardozo, não se pode falhar um penalty no último minuto!

P.S. – Sim, estou lixado com “F” maiusculíssimo (acho que se nota pelo post...)! Mas ouvi o Jorge Jesus a dizer que na próxima 3ª feira vai alinhar com outros jogadores, porque a sequência de jogos é obviamente muito intensa. Fiquei mais descansado, porque o fundamental é ganhar ao Belenenses no Sábado.


P.P.S. - M**** para isto!

quinta-feira, fevereiro 04, 2010

Tranquilo

Vencemos a U. Leiria por 3-0 em partida antecipada da 20ª jornada e colocámo-nos provisoriamente no 1º lugar. Como nesta ronda jogará o CRAC A contra o CRAC B, iremos inevitavelmente ganhar pontos a um deles (ou aos dois). Em anos nada distantes, um jogo como este era o suficiente para nos pôr pressão e afectar o nosso rendimento. Tínhamos a possibilidade de chegar ao 1º lugar e não se notou o mínimo nervosismo na equipa. Há, de facto, qualquer coisa bastante diferente esta época.

Claro está que um golo logo aos 10’ ajuda a uma exibição mais calma: grande jogada entre o Saviola e o Aimar, um óptimo centro daquele e uma cabeçada certeira do Cardozo. A U. Leiria não criou perigo em jogo corrido e só nas bolas paradas é que se aproximava da nossa área. Nós também não imprimimos a velocidade habitual, o que se compreende porque estamos em plena sequência terrível com jogos de três em três dias. Mesmo assim o guarda-redes adversário, Djuricic, fez uma defesa incrível a um remate do Luisão que eu já estava a festejar.

Na 2ª parte, para dar o devido descanso aos jogadores mais utilizados, era essencial aumentarmos a vantagem, porque com 1-0 isso era impossível. E, de facto, aumentámos a velocidade para atingir esse objectivo. Tivemos alguns lances perigosos e conseguimos o 2-0 aos 60’ pelo Saviola que meteu a bola pelo chamado buraco da agulha. A U. Leiria continuava sem nos atormentar e foi com naturalidade que começámos a gerir o resultado. As coisas ficaram ainda mais fáceis quando um adversário resolveu imitar o Carlos Martins e meteu a mão à bola quando já tinha um amarelo. O Djuricic também se lesionou e alinhou inferiorizado nos últimos minutos. Perto do final, o Rúben Amorim, que entretanto tinha entrado, rematou fora da área e fez o 3-0. Com este resultado atingimos os 50 golos em apenas 18 jogos do campeonato, o que dá uma fantástica média de 2,77 golos por jogo.

Individualmente, o Saviola foi o melhor em campo. Um golo, uma assistência e algumas combinações fantásticas com o Aimar são mais que suficientes para tal. O nº 10 também voltou a estar bem e parece-me fisicamente em forma. O Cardozo lá voltou aos golos e estava menos ansioso que no Sábado. O Di María esteve igualmente muito mexido e teve pormenores técnicos fabulosos. O Fábio Coentrão jogou muito bem a defesa-esquerdo e constitui-se uma forte opção ao César Peixoto, principalmente nestes encontros em casa. Ao invés, o Ramires terá feito a pior partida desde que chegou, mas também veio de uma lesão. O Javi García está numa fase de menor fulgor, o que se reflecte em alguns passes falhados que são muito pouco habituais nele.

Cumprimos a nossa obrigação e espero que os jogadores não se tenham cansado muito, porque temos uma partida muito difícil em Setúbal já no próximo Sábado. Escusado será dizer que uma vitória é essencial para continuarmos a mostrar a todos que estamos firmes e sem quebras de rendimento mesmo num período em que a quantidade de jogos é muito grande.

domingo, janeiro 31, 2010

Grande jogo

Vencemos o V. Guimarães e pela 2ª vez nesta época temos uma sequência de quatro vitórias seguidas (a outra série só parou nas sete) para o campeonato. Pode parecer de somenos importância, mas infelizmente nos últimos anos isso tem sido mais a excepção do que a regra. O V. Guimarães tem sido um pouco a nossa besta negra quando o defrontamos em casa (eliminação da Taça de Portugal este ano e quatro jogos seguidos em que não sofreram golos na Luz) e confesso que estava apreensivo com este jogo. No entanto, voltámos a fazer uma exibição agradável numa partida que foi das melhores que assisti na Luz este ano.

Entrámos bem e o Cardozo poderia ter sido mais expedito a rematar logo nos minutos iniciais (aliás, o paraguaio esteve estranhamente perro neste jogo). O V. Guimarães fechava-se bem, mas nunca descurava o contra-ataque. No entanto, conseguimos chegar à vantagem aos 17’ pelo Aimar num lance em que ele tentou desmarcar o Cardozo, a bola foi interceptava, voltou para ele que se isolou e bateu o Nilson (lá se foi a bonita soma de quatro jogos seguidos dele sem sofrer golos na Luz...). Como é habitual, nos minutos que se seguiram tentámos ampliar a vantagem, mas alguma indecisão na hora do remate (nomeadamente do Cardozo) impediu que isso acontecesse. Contra o que era expectável, até porque só fez dois remates na 1ª parte, o V. Guimarães empatou aos 32’ num boa jogada de contra-ataque finalizada pelo Nuno Assis (se estivesse no Benfica, de certeza que a bola seria defendida pelo guarda-redes ou iria para fora...). Até final da 1ª parte, pressionámos, tivemos alguns cantos, mas a melhor oportunidade foi um quase autogolo de um defesa contrário.

Voltámos a entrar fortes no 2º tempo, como tem sucedido ultimamente, e fizemos o 2-1 aos 50’ pelo Carlos Martins (foi titular porque o Ramires não estava em condições), num remate rasteiro depois de uma assistência do Aimar. A velocidade da partida aumentou em relação à 1ª parte e voltámos a marcar aos 60’, outra vez pelo Carlos Martins, num fabuloso remate de fora da área. Quem pensou que o jogo estava acabado, enganou-se redondamente. O V. Guimarães, provando que sabe jogar à bola e que o Paulo Sérgio é um bom treinador, continuou a criar-nos problemas na defesa, mas nós também não tivemos por vezes o discernimento de acalmar o jogo. Queríamos fazer tudo depressa e bem, os jogadores entusiasmavam-se e perdíamos a bola em zonas perigosas. Para piorar a situação, o Carlos Martins, mostrando mais uma vez que é um jogador desequilibrado, fez-se expulsar aos 72’ ao meter o braço à bola quando já tinha um amarelo. O Jorge Jesus fez logo entrar o Rúben Amorim para o lugar do Aimar e finalmente acalmámos. Pouco depois, o Cardozo tem a perdida do ano ao correr isolado desde o meio-campo, mas permitindo a defesa do Nilson. Disse o Jesus no final que ele estava ansioso porque queria marcar um golo para dedicar ao Cabañas, companheiro da selecção que foi baleado no México. Espero bem que seja essa a razão, porque ele esteve estranhamente ansioso na altura do remate. Até final, ainda permitimos uns quantos remates ao adversário e o Éder Luís atirou a habitual bola ao poste.

Individualmente é incontornável o destaque ao Carlos Martins, com a ressalva que ele tem que se controlar mais emocionalmente. A sua escusadíssima expulsão poderia ter-nos provocado muitos problemas. O Aimar também esteve excelente a pautar o jogo ofensivo e o Di María está em boa forma. Curiosamente ganhámos 3-1 numa partida em que os piores jogadores do Benfica foram o Cardozo e o Saviola, provando que também são humanos e têm direito a um dia mau.

Vamos entrar numa série infernal com jogos de três em três dias. A onda vermelha (52.616 espectadores nesta partida!) deve já continuar na próxima 4ª feira com a recepção à U. Leiria. Como é um encontro antecipado, temos tudo para ficarmos já à frente no campeonato e colocarmos pressão nos adversários. E só não estamos já isolados em 1º, porque os lagartos, comprovando definitivamente (como se houvesse dúvidas...) que não servem mesmo para nada, foram perder a Braga...

segunda-feira, janeiro 25, 2010

Agri-doce

Vencemos em Vila do Conde (2-1) e qualificámo-nos para as meias-finais da Taça da Liga. Só que, por apenas um golo de diferença, fomos o pior dos primeiros classificados, pelo que iremos disputar o acesso à final em Alvalade ou no Dragão. E daí o título deste post, porque bastava que um dos dois(!) remates consecutivos do Alan Kardec ao poste aos 85’ tivesse entrado, para termos a vantagem de ter essa partida em casa.

Entrámos em campo praticamente com a equipa titular (excepção ao Moreira, Fábio Coentrão e Carlos Martins) pelo que o nosso objectivo era bem claro. Precisávamos da vitória para nos qualificarmos, mas o Rio Ave é uma equipa muito difícil em casa. Não entrámos bem no encontro, embora o adversário não tivesse criado grande perigo, um pouco à semelhança da Madeira na semana passada. A partir dos 10’ equilibrámos, mas não houve grandes oportunidades de golo no 1º tempo.

Na 2ª parte, e tal como aconteceu na partida do campeonato, marcámos cedo. Aos 48’, o Cardozo assistiu o Carlos Martins e este, com um remate forte e colocado, inaugurou o marcador. O mais difícil estava feito, mas o Sr. Cosme Machado resolveu equilibrar as coisas ao assinalar penalty num corte limpo do David Luiz aos 53’. Imerecidamente, o Rio Ave empatou a partida. A partir daqui, fomos para cima do adversário, que tentava o contra-ataque e só teve mais uma situação de perigo até final, que o Moreira defendeu bem. Quanto a nós, não fossem alguns últimos passes mal feitos teríamos marcado mais cedo. Acabámos por fazê-lo aos 75’, quando o Cardozo fez nova assistência, desta feita para o Di María que isolado não falhou. Entretanto, já tinha entrado o Alan Kardec que fez assim a sua estreia oficial com a nossa camisola. Até final continuámos a pressionar, mas não percebi a substituição aos 92’ do Cardozo pelo Éder Luís. Parecia que estávamos a perder tempo quando precisávamos de mais um golo para termos vantagem sobre o CRAC. Claro está que as tais duas bolas ao poste do Kardec poderiam ter-nos dado essa vantagem, mas a sorte virou-nos as costas.

Individualmente gostei do Di María, que até acabou por marcar o golo decisivo, e do Cardozo, que está um belo assistente agora que está numa fase de menor fulgor em relação aos golos. O Carlos Martins marcou um bom golo e, apesar de alguns disparates, esteve razoável. O Coentrão também voltou a fazer um bom jogo a defesa-esquerdo. Quanto ao Moreira, que terei muita pena se sair do Benfica no final da época, teve algumas falhas naturais em quem não tem ritmo de jogo, mas nada de comprometedor. O Kardec teve algumas boas intervenções e vamos ver como se irá adaptar.

Estando nas meias-finais, o objectivo é claro: chegar ao jogo decisivo. O problema é que teremos de ir ganhar a casa de um dos dois rivais. Mal por mal, prefiro obviamente uma ida a Alvalade. Aquele empate no campeonato ainda me está atravessado…

P.S. – Espero que se assista a duas enchentes no Estádio da Luz esta semana. Logo à noite no Jogo contra a Pobreza e no sábado na recepção ao V. Guimarães. A ajuda ao Haiti e a oportunidade de rever velhas glórias como o Humberto, Néné e Magnusson a vestir a camisola do Glorioso, já para não falar no Maestro e na possibilidade de voltarmos a gritar pelo Miccoli, são motivos mais que suficientes. E no próximo fim-de-semana há que dar continuidade à onda vermelha. Depois de aumentarmos a vantagem frente ao CRAC na semana passada, todos seremos poucos para ajudar a equipa a vencer a besta negra dos últimos tempos na Luz.

segunda-feira, janeiro 18, 2010

Importante

Pelo segundo ano consecutivo goleámos o Marítimo na Madeira, desta feita por 5-0. Numa partida com algumas peripécias, ninguém de bom senso pode pôr em causa a nossa vitória, apesar da boa réplica do adversário até ao nosso primeiro golo. Com as duas expulsões e 3-0 ao intervalo, as dúvidas sobre o vencedor ficaram logo dissipadas.

Curiosamente entrámos mal na partida. Logo no início tivemos sorte num lance que seria de muito azar: um remate do Cláudio Pitbull bateu no David Luiz, traiu o Quim, mas a bola bateu no poste. Durante os primeiros 20’ tivemos muita dificuldade na circulação da bola, o adversário ganhava quase todos os ressaltos e chegava sempre primeiro aos lances, apesar de não ter criado mais nenhuma situação de golo. Houve um cabeceamento do Ramires por cima, mas a primeira ocasião de golo resultou na inauguração do marcador aos 28’: o Peçanha ainda defendeu três remates seguidos (Aimar e dois do Cardozo), mas o Saviola lá voltou a marcar depois de uma assistência do paraguaio, que assim se redimiu do falhanço incrível no primeiro remate. Dois minutos depois, houve um jogador adversário (Olberdam) expulso por palavras depois de o Sr. João Ferreira ter assinalado uma falta evidente sobre o Di María. Até porque não é normal os árbitros expulsarem directamente jogadores por palavras, gostava muito que neste caso se tornasse público quais foram essas palavras. Agora, acho que deve ter sido algo de muito grave, visível pelo modo como o árbitro correu até ao jogador para lhe mostrar o vermelho. Também muita gente não compreendeu a atitude do Zidane na final do Mundial até saber o que o Materazzi lhe disse e depois, se calhar, até o entendeu. Aos 34’ uma excelente jogada do Di María permitiu ao Maxi Pereira fazer o 2-0 e pouco antes do intervalo a partida acabou quando um jogador do Marítimo impediu com a mão o Cardozo de fazer o 3-0. Expulsão óbvia e o paraguaio não deu hipóteses no penalty, com uma bomba que ia rebentando a mão do Peçanha que ainda tocou na bola.

Na 2ª parte o jogo foi quase sempre o mesmo, com o Benfica atacar, mas sem a intensidade de encontros anteriores, até porque um autogolo deu-nos o 4-0 logo aos 50’. Mesmo assim algumas falhas de concentração permitiram ao Marítimo ter oportunidades, nomeadamente ao Manú que surgiu isolado, mas atirou para fora. Entretanto entraram o Carlos Martins e o Éder Luís para dar descanso ao Aimar e Ramires, e o nosso jogo ressentiu-se disso. Mas ainda conseguimos fazer o 5-0 pelo Luisão aos 69’ numa antecipação de cabeça ao guarda-redes na sequência de um livre. O jogo arrastou-se até final e nem o Nuno Gomes, que entretanto entrou, conseguiu que igualássemos o resultado do ano passado.

Individualmente é difícil destacar alguém, porque quase até ao primeiro golo não fizemos muito e depois o Marítimo fez hara-kiri, tornado a partida mais fácil. Acima da razoabilidade estiveram o Di María, o Luisão e o Maxi Pereira. Mais discretos o David Luiz (provavelmente a lesão condicionou o jogo que fez), o Ramires e o Aimar. O Quim fez uma boa defesa que impediu o empate a 1-1 e parece-me mais seguro. O Cardozo lá voltou aos golos, mas aquele falhanço (está bem que resultou em golo) está-me atravessado. A eficácia do Saviola continua a abrir-nos portas para as vitórias.

Com o empate do CRAC em casa frente ao Paços de Ferreira (acho piada discutirem o golo anulado ao Falcao e querem esquecer que o golo do empate foi com a mão!), temos agora seis pontos de vantagem sobre eles. Não estava à espera da vitória do Braga em Coimbra (com um penalty inexistente a dar-lhe o 1-0, acrescente-se), mas a bem da boa vizinhança espero que os lagartos ganhem na próxima jornada…

P.S. – Os antibenfiquistas vão ladrar muito sobre a arbitragem do Sr. João Ferreira neste jogo. Gostaria que ele explicasse a expulsão por palavras, mas a da mão é indiscutível. Na 2ª parte ainda o vi perdoar um penalty sobre o Aimar e a expulsão a um adversário que atingiu sem bola o Éder Luís. Parece-me que quem tem telhados de vidro (nesta mesma jornada!) deveria estar calado, até porque o único lance de dúvida é a causa da primeira expulsão, mas como não há vergonha na cara neste país preparemos os ouvidos…

quinta-feira, janeiro 14, 2010

Razoável

Empatámos em Guimarães (1-1) na 2ª jornada da Taça da Liga e mantemo-nos em 1º lugar com os mesmos pontos do Rio Ave. A deslocação a Vila do Conde na próxima semana irá decidir tudo, mas por causa da diferença de golos estamos obrigados a ganhar para ficar em 1º lugar.

Com o dilúvio que se abateu sobre o país e que pôs em causa a realização do jogo, era impossível esperar um bom espectáculo. O Jorge Jesus fez algumas alterações na equipa, mas mesmo assim manteve seis titulares (defesa, Ramires e Aimar). As notas de maior destaque foram a estreia absoluta do Éder Luís e a colocação do Roderick a trinco. Foi uma 1ª parte sem grandes oportunidades, em que deu a ideia de que as equipas se estavam a habituar às difíceis condições do relvado.

Na 2ª parte, entraram o Javi García e o Cardozo para os lugares do Aimar e Nuno Gomes, o que sinceramente não gostei muito, porque eram mais dois titulares em campo e tenho sempre medo de lesões nestas partidas que não interessam quase nada. O jogo melhorou, mas foi o V. Guimarães a marcar primeiro numa assistência do Maxi Pereira, que falhou um domínio com a coxa na grande-área, o que permitiu ao Douglas inaugurar o marcador aos 56’. Pouco depois sofremos uma bola na barra, num cruzamento-remate em que o golpe de vista ia traindo o Júlio César. A partir dos 65’ começámos a reagir e tivemos uma excelente oportunidade, quando o Coentrão isolado atirou à barra. Foi o prenúncio para o que se ia passar pouco depois (75’), em que o mesmo Coentrão marcou um bom golo num lance idêntico, assistido pelo Maxi Pereira. Até final, o uruguaio teve a melhor oportunidade para nos dar a vitória, com um remate já dentro da grande-área, mas o guarda-redes contrário defendeu bem.

Individualmente gostei do Coentrão, que foi quem imprimiu sempre mais velocidade ao nosso jogo. O resto da equipa esteve razoável e preciso de ver outra vez o Éder Luís para ter uma opinião mais concreta. No pólo aquático achei-o inadaptado, mas ele veio para cá para jogar futebol, portanto aguardemos um campo em condições.

Pareceu-me que esta partida foi encarada para continuar a dar ritmo a alguns jogadores, inclusive habituais titulares, e que o importante era não perder num campo difícil, o que foi conseguido. A arbitragem do Sr. Carlos Xistra conseguiu estar ao nível da partida, ou seja, razoável, o que continua a fazer desta Taça da Liga uma competição sui generis. Serve para tentar limpar históricos vergonhosos que alguns árbitros tinham contra nós, seja por nos beneficiarem num lance (Lucílio e Olegário), seja por fazerem finalmente arbitragens isentas (Xistra). Era bom é que estes senhores fizessem isso mesmo (arbitragens isentas) nos jogos que verdadeiramente interessam, mas obviamente isso já não lhes interessa.

domingo, janeiro 10, 2010

Sem espinhas

Vencemos justamente o Rio Ave em Vila do Conde (1-0) e mantivemo-nos colados ao Braga no 1º lugar. Foi um triunfo fundamental na casa de um adversário que ainda não tinha perdido lá esta época. Apesar do resultado tangencial, a nossa vitória nunca esteve em causa e o Rio Ave praticamente não criou perigo.

Foi uma 1ª parte demasiado morna da nossa parte, apesar do intenso frio que se fazia (o que não impediu um estádio quase cheio, maioritariamente com os nossos adeptos, claro está). O David Luiz castigado e o Aimar no banco eram os únicos ausentes da equipa-base, mas com o Carlos Martins as coisas não fluem tão bem no meio-campo, já que ele não tem a qualidade de passe do argentino. O Di María e o Saviola também estiveram meio escondidos na 1ª parte e o Ramires terá feito o jogo menos conseguido desde que chegou. Tudo isto somado fez que com não tivéssemos criado grande perigo neste período. Um erro inacreditável do Maxi Pereira isolou um adversário e o Rio Ave teve a única oportunidade de marcar em toda a partida, mas o remate saiu ao lado.

No 2º tempo aumentámos a velocidade e o jogo foi outro. Marcámos relativamente cedo (47’) o que também contribuiu para que nos soltássemos mais. Foi outro golo do Saviola, que marcou pelo sexto jogo consecutivo! Foi na sequência de um canto e de um desvio do Cardozo ao 1º poste que o argentino surgiu como habitualmente no 2º e, num remate bastante difícil, conseguiu fazer um grande golo. A partir daqui, o jogo foi completamente nosso. O Rio Ave não conseguiu criar nenhuma situação de golo, ao passo que nós tivemos algumas. A mais flagrante de todas foi uma cabeçada do Cardozo que passou ao lado, quando tinha a baliza completamente à mercê depois de um bom cruzamento do Maxi Pereira. Entretanto, já o Aimar tinha entrado e a bola passou a ter olhos. Melhorámos imenso, mas poderíamos realmente ter marcado pelo menos mais um golo para ficarmos completamente descansados.

Individualmente gostei muito do Miguel Vítor que substituiu sem mácula o David Luiz e do Cardozo, apesar do falhanço naquela bola. O Saviola também é um destaque óbvio, ou não fosse o terceiro 1-0 consecutivo a nosso favor com um golo dele. O resto da equipa esteve regular e parece que entrámos em velocidade de cruzeiro.

A próxima jornada é uma saída igualmente difícil ao Marítimo, mas acho que a equipa está a voltar ao que era antes do Natal. Já houve mais dinâmica do que na partida da Taça da Liga e a tendência é para melhorar. Mas antes desse jogo, teremos a Taça da Liga em Guimarães a meio desta semana, onde espero ver os jogadores menos utilizados provarem que também conseguem ganhar jogos.

P.S. – Como é que se pode falhar um penalty aos 92’ que daria o empate?! Tinha que ser um jogador emprestado pela lagartada! O CRAC, para além de ser assumidamente corrupto, tem uma vaca inacreditável!

segunda-feira, janeiro 04, 2010

Complicado

Vencemos o Nacional (1-0) na 1ª jornada da fase de grupos da Taça da Liga. Foi um triunfo importante, até porque os dois próximos jogos vão ser fora de casa e só o 1º classificado tem a passagem garantida às meias-finais. A vitória foi justa, mas não fizemos uma exibição tão boa quanto estamos habituados.

Por causa da paragem do campeonato, o Jorge Jesus optou por colocar a melhor equipa em campo. Mas dos elementos do meio-campo, só o Javi García é um habitual titular e a nossa produção ressentiu-se desse facto. Entrámos bem na partida, com alguma dinâmica e velocidade, mas só durou 10’. Na 1ª parte, o Nacional teve dois camiões-tir em campo e foi muito difícil arranjar espaços para jogar. Não admira portanto que não tenha havido grandes oportunidades para marcar.

A 2ª parte foi muito mais movimentada, porque jogámos com maior velocidade e também o Nacional deixou de adoptar a sua postura de autocarro reforçado. A qualidade da partida melhorou e passámos a ter algumas oportunidades. No entanto, estava muito difícil marcar pelo que acabámos a partida com quatro(!) avançados em campo. E foi a entrada do último deles, o Nuno Gomes, que desbloqueou a situação, com uma assistência primorosa (na primeira vez que tocou na bola) para o Saviola fazer o único golo aos 78’. Até final ainda sofremos um calafrio, quando o Quim ficou a dormir num cruzamento para a área, mas o avançado contrário felizmente atirou ao lado.

Em termos individuais há que destacar mais uma vez o Saviola, não só pelo golo, mas porque foi o jogador que mais tentou dar velocidade ao nosso jogo. A entrada do Nuno Gomes foi mais uma vez decisiva e, se não fosse ele, provavelmente estaríamos aqui a lamentar um empate. Gostei da 2ª parte do Coentrão a defesa-esquerdo e também do Cardozo, apesar de ter estado um pouco trapalhão na altura do remate.

Quando o campeonato regressar para a semana, espero que regressem igualmente o Aimar e o Ramires, porque a deslocação a Vila do Conde vai ser dos jogos mais difíceis da época. É fundamental manter a diferença pontual para os nossos rivais e para isso precisamos de ter os melhores jogadores disponíveis.

P.S. – O Sr. Olegário Benquerença é um dos árbitros mais habilidosos da actualidade. Basta ver o critério disciplinar e a marcação de faltas sucessivas contra nós nos últimos minutos, mas de uma coisa tenho a certeza: se eventualmente nos favoreceu num ou noutro lance, foi de certeza por acaso. Agora, o Luisão não pode ter uma atitude daquelas. Poder-lhe-ia ter custado uma expulsão e ficaríamos sem centrais titulares em Vila do Conde. A rever.

sexta-feira, janeiro 01, 2010

Ano Novo

O meu amigo Corto Maltese enviou-me esta sms, que acho que resume bem os desejos de qualquer benfiquista para 2010.

"Que 2010 vos traga a segurança do Luisão, a atitude do David Luiz, a força do Javi García, a magia do Aimar, a irreverência do Saviola e a concretização do Cardozo. Tudo abençoado por Jesus!"

Um bom ano para todos os leitores desportistas deste blog.